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És a nossa Fé!

2020 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Foi um ano atípico no Sporting. Um ano em que estivemos impedidos de comparecer no nosso estádio desde a primeira quinzena de Março. Um ano em que passámos da depressão à quase-euforia com poucos meses de intervalo. Um ano em que a nossa equipa principal de futebol começou a ser reconstruída com alicerces da formação, somando boas exibições e acumulando pontos - de tal maneira que lideramos agora o campeonato há seis jornadas consecutivas e somos o único onze da Liga ainda invicto à 12.ª jornada.

Foi um ano em que não faltaram belos golos. Nada fácil escolher, portanto, o melhor do ano - o que é sempre um excelente dilema. Acabei por seleccionar o golo de Nuno Mendes ao Portimonense, a 4 de Outubro. Pelo seu virtuosismo técnico e pelo seu impacto visual: o jogador dribla três adversários antes de levar a melhor frente ao guarda-redes, atirando-a lá para dentro, estavam decorridos 4'. Mas também pelo seu significado que transcende o desafio do Algarve, que vencemos por 2-0: o belo golo do jovem ala leonino é um símbolo perfeito deste renovado Sporting orientado por Rúben Amorim. 

 

Como referi, a escolha não foi fácil. Daí destacar aqui quatro menções honrosas, todas dignas de rasgado elogio:

- O golo de Acuña no Sporting-FC Porto, a 5 de Janeiro (perdemos 1-2);

- O golo de Jovane no Sporting-Paços de Ferreira, a 12 de Junho (ganhámos 1-0);

- O golo de Porro no Famalicão-Sporting, a 5 de Dezembro (empatámos 2-2);

- O golo de Tabata no Sporting-Paços de Ferreira, a 11 de Dezembro, para a Taça de Portugal (vencemos 3-0).

 

Por vezes não é necessário irmos à ópera para assistir a bons espectáculos: no futebol também há disso. Pena continuarmos impedidos de ver golos como estes ao vivo. E que os nossos jogadores não oiçam as ovações que bem merecem.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Do outro mundo

 

Son marcou este que foi considerado o golo do ano, recebendo o Prémio Puskás, da FIFA. Justo e merecido: é um golo do outro mundo. O artilheiro sul-coreano do Tottenham correu 80 metros com a bola, deixando mais de meia equipa do Burnley pelo caminho, e disparou-a para o sítio certo.

A ver e rever, uma vez e outra. Futebol de primeira classe, actuação de luxo. No maior espectáculo do mundo.

 

ADENDA: O Tottenham não vence o campeonato inglês desde 1961 - há muito mais tempo do que o Sporting. Mas nunca desiste de tentar. Este ano, sob o comando de José Mourinho, está em força na corrida pelo título. Um exemplo de tenacidade digno de louvor.

Qual o melhor golo do ano?

Já é tradição: elejo sempre aqui o melhor golo de cada ano que vai passando. 

Por exemplo, o de 2019 foi este de Bruno Fernandes, marcado em Abril, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, contra o Benfica. E o de 2018 foi este de Jovane, marcado em Dezembro, num confronto com o Rio Ave no estádio dos Arcos.

Desta vez, com vista a uma pré-selecção, venho perguntar-vos que golo (ou golos) do Sporting elegem como melhor do ano que está prestes a terminar. Todas as respostas não anónimas serão bem-vindas.

Os mesmos

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Os mesmos comentadores que andaram dias e noites a enaltecer o golo mais fraudulento da história do futebol, elevando aos píncaros da glória celeste o autor da batota, que ele próprio - sem um pingo de vergonha - celebrou como efeito da "mão de Deus", passaram toda a semana posterior a vituperar uma bola que ressaltou na coxa do Pedro Gonçalves e lhe terá roçado o cotovelo antes de entrar na baliza do Moreirense.

Repito: os mesmos. Comentadores, cartilheiros, "analistas", palpiteiros das pantalhas, linguajadores do ludopédio, enciclopédias ambulantes do toca-e-foge. Sem vergonha também, todos eles. Descem da "divina" mão do falecido argentino ao famigerado cotovelo do melhor jogador actual do campeonato português, transitando do céu ao inferno enquanto o diabo esfrega um olho.

Quem não os conhecer que os compre. Eu passo ao lado.

Quem não viu, veja agora

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O célebre golo fraudulento de Maradona, que foi validado no Mundial de 1986

 

O canal 11 - com uma programação cada vez mais criteriosa e digna de elogio - exibiu ontem à noite, na íntegra, o quase mítico Argentina-Inglaterra, dos quartos-de-final do Campeonato do Mundo de 1986. Jogo que vi à época, a torcer pelos argentinos, até porque Portugal vencera os ingleses na fase de grupos antes da balbúrdia de Saltillo - e de uma impensável derrota contra Marrocos - ter afastado a equipa das quinas desse Mundial, disputado no México.

Vale a pena revisitar este jogo, que o canal 11 recordou com boa narração contemporânea de Pedro Sousa e comentários apropriados de Nuno Presume. Não apenas pela presença inigualável de Maradona, que marca um golo fraudulento e batoteiro - um hino à fraude no futebol - mas para comparar o futebol desse tempo com o actual. Em 1986 vigoravam várias regras entretanto alteradas: só eram permitidas duas substituições, por exemplo. E os guarda-redes podiam agarrar a bola sempre que fosse atrasada deliberadamente, o que favorecia o antijogo. A tecnologia digital aplicada ao futebol era mero sonho e o vídeo-árbitro não passava de utopia, o que muito penalizou o guarda-redes inglês, Peter Shilton, batido naquele lance.

 

Curiosamente, a Argentina estreou neste desafio o sistema de três centrais hoje adoptado pelo Sporting - inédito à época.

Jogou em 3-5-2 e graças a essa inovação vulgarizou a selecção inglesa, que mal conseguiu passar do meio-campo na primeira hora da partida, condenando o seu astro, Gary Lineker, à irrelevância lá na frente. Tudo fruto do engenho de Carlos Bilardo, o seleccionador que sucedeu a César Menotti e também viria a sagrar-se campeão mundial.

 

Este foi o jogo da vida de Maradona. Pela batota, primeiro; e pela magia, logo a seguir, quando correu 60 metros com a bola, deixou cinco adversários pelo caminho e a meteu lá dentro após 12 toques sucessivos com o pé esquerdo em 12 segundos.

Maradona (chamado simplesmente assim, e não Diego Armando Maradona, como os complicadinhos insistem em designá-lo nos ditirambos fúnebres) atingiu ali, naquele péssimo relvado do Estádio Azteca, na Cidade do México, o cume da carreira. Com apenas 25 anos. Mas é injusto omitir os nomes de outros craques daquela selecção alviceleste: Burruchaga, Valdano, Ruggeri, Batista, Enrique.

 

Quem viu, viu. Quem não viu, pode ver agora.

28 golos em dez jogos

Com o triunfo desta noite frente ao Sacavenense por 7-1, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, o Sporting soma já 28 golos nos dez jogos efectuados desta temporada 2020/2021. Balanço até ao momento: oito vitórias, um empate e só uma derrota.

Nas três partidas mais recentes, marcámos 15. Média de cinco por jogo. Mesmo com "défice de pontas-de-lança", como alguns insistem.

O caminho faz-se caminhando.

Backspace

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A tecla mais pressionada na última noite, principalmente depois do golo de Pedro Gonçalves.

Um bom dia a todos os que amam realmente o Sporting e ficam felizes com o seu sucesso. Aos outros, abaixo uma lista dos melhores teclados:

  • Razer Pro Type
  • Filco Ninja Majestouch-2
  • Logitech Craft
  • PFU Happy Hacking Professional 2 (HHKB2)
  • Apple Magic Keyboard
  • Unicomp Classic 104
  • Das Keyboard Prime 13
  • Logitech K780

É aproveitar que a Black Friday está aí à porta.

Balanço (36)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2019/2020:

 

Bruno Fernandes: 15

(Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg, PSV, PSV, Gil Vicente, Santa Clara, V. Setúbal, V. Setúbal)

Luiz Phellype: 9

(Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira, PSV, Moreirense, Santa Clara, Santa Clara, Portimonense)

Vietto: 8

(Famalicão, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Gil Vicente, Portimonense, Basaksehir, Basaksehir, Aves)

Sporar: 7

(Basaksehir, Boavista, Aves, V. Guimarães, V. Guimarães, Tondela, Benfica)

Coates: 6

(Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg, Basaksehir, Famalicão, Belenenses SAD)

Jovane: 6

(Rio Ave, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Santa Clara)

Mathieu: 3

 (PSV, Braga, Portimonense)

Wendel: 3

(Braga, Gil Vicente, Gil Vicente)

Plata: 3

(Portimonense, Boavista, Gil Vicente)

Raphinha: 2

(Portimonense, Portimonense)

Bolasie: 2

(Rosenborg, Santa Clara)

Acuña 2

(V. Guimarães, FC Porto)

Pedro Mendes 1

(PSV)

Jesé: 1

(V. Guimarães)

Rafael Camacho: 1

(Portimonense)

Borja: 1

(Marítimo)

 

Houve ainda um autogolo do V. Setúbal no Bonfim e outro do Portimonense em Alvalade.

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Na época 2017/18, os melhores marcadores foram Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Na época 2018/19, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Bas Dost e Luiz Phellype.

Balanço (35)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - V

 

Jovane, no Sporting-Paços de Ferreira

(12 de Junho de 2020)

 

Jovane já tinha sido crucial na jornada anterior, com uma assistência para golo e ao sofrer uma falta que fez expulsar um adversário. Desta vez não teve rival em campo: foi mesmo ele o melhor, fazendo a diferença. Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida.

 

Balanço (34)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - IV

 

Luiz Phellype, no Sporting-Moreirense

(8 de Dezembro de 2019)

 

O brasileiro entrou aos 64' e seis minutos depois marcava o golo decisivo, que nos valeu três pontos. Um golo de belo efeito, à ponta-de-lança, com forte cabeceamento (a fazer recordar Mário Jardel). Foi o melhor momento deste jogo, que praticamente só nos deu este motivo de alegria.

Balanço (33)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

 

Mathieu, no Sporting-PSV Eindhoven

(28 de Novembro de 2019)

 

A execução do 3-0, desde a sábia movimentação para o canto largo marcado por Bruno Fernandes até ao remate em esforço, de baixo para cima, como mandam as regras do futebol-espectáculo, é o melhor cartão de visita do adiamento da reforma do francês para meados da próxima década. 

Balanço (32)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - II

 

Vietto, no Sporting-Belenenses SAD

(10 de Novembro de 2019)

 

Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade.

Balanço (31)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - I

 

Rafael Camacho, no Portimonense-Sporting

(21 de Dezembro de 2019)

 

A jogarmos com menos um devido à injustíssima expulsão de Bolasie aos 45' por falta inexistente, os nossos golos [para a Taça da Liga] foram marcados por Rafael Camacho (77'), Plata (83') e Luiz Phellype (90'+5). O de Camacho, que se estreia a marcar de verde e branco, é uma obra de arte: o jogador, vindo da ala direita para o centro, sentou três defesas adversários numa sucessão de dribles e rematou cruzado, em arco, com o pé esquerdo para um ângulo de impossível defesa.

Jovane, o MVP do desconfinamento

Tive o prazer de assistir ao vivo a esta obra de arte de Jovane, há mais de um ano em Vila do Conde. 

Apesar de não ter sido uma aposta constante com Keizer e Silas, não parou de crescer. 

Neste desconfinamento do futebol, está a ser o nosso MVP (jogador mais valioso). Creio que mesmo da Liga.

Está em quase todos os golos do Sporting desde que o campeonato retomou. Ontem, esta nos 3 golos. 

Um jogador raçudo, sempre à procura da bola e a melhorar no momento da decisão. 

Venham mais golos destes Jovane. Muitos mais. 

Um genuíno momento de alegria

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Quatro minutos da segunda parte do Portimonense-Gil Vicente de ontem. Lucas Fernandes acaba de fazer um grande golo, num disparo em arco fora da área, carimbando a vitória tangencial da equipa algarvia. Num estádio despido de público em consequência das dúbias normas sanitárias emanadas do mesmo governo que já autorizou os portugueses a frequentar restaurantes, teatros, cinemas, salas de concerto e centros comerciais.

Acto contínuo, os colegas de equipa romperam o gelo, envolvendo Lucas em calorosos gestos de júbilo pelo golo, que lhes valeria os três pontos. Mandando assim às malvas as draconianas recomendações da Direcção-Geral da Saúde, entidade que assobia para o lado quando toca a encher voos comerciais enquanto ordena que as bancadas permaneçam vazias: «Nenhuma competição pode ocorrer com público no interior dos estádios até ao final da temporada.»  Mesmo naqueles - e são muitos - que já nem se lembram da última enchente registada.

Manda o código de conduta em vigor que se imponha o "distancimento social" (estúpida expressão) num jogo de futebol, desporto que vive do permanente contacto físico entre os protagonistas, em situações que vão da simples disputa da bola à marcação de livres ou cantos. E, claro, dos instantes que se sucedem aos golos - expoente máximo desta modalidade que apaixona o mundo.

 

Fizeram os jogadores do Portimonense muito bem. Ao contrário do que sucede na Alemanha, onde se recomenda expressamente aos profissionais do futebol que «evitem contactos com as mãos para comemorar os golos», devendo usar-se em alternativa os cotovelos ou os calcanhares. Coisa mais imbecil.

Foi um momento de genuína alegria numa partida amorfa e cinzenta que assinalou o controverso regresso às competições nesta era pandémica: um futebol "mascarado", sem emoção e sem público.

Chamar-lhe "25.ª jornada da Liga 2019/2020", que fora suspensa três meses atrás, é um embuste. Porque estamos, na prática, perante um futebol de pré-época. Num contexto tão diferente e tão cheio de condicionalismos específicos que só num exercício de profunda abstracção podemos estabelecer linhas de continuidade entre um período e outro.

 

No final do jogo, o treinador do Gil Vicente falou como de costume, sem papas na língua. Dizendo em voz alta o que quase toda a gente pensa mas evita exprimir: «Os clubes aceitaram tudo o que a DGS propôs para retomar o futebol, mas não o deveriam ter feito. Futebol sem público não é o futebol a que estamos habituados. Precisamos de público.»

Fez Vítor Oliveira muito bem.

O golo

 

O golo é o orgasmo do futebol. Como o orgasmo, o golo é cada vez menos frequente na vida moderna.

Há meio século, era raro um jogo acabar sem golos: Zero a zero, duas bocas abertas, dois bocejos. Agora, os onze jogadores passam o jogo agarrados à trave, dedicados a evitar os golos e sem tempo para os marcarem.

O entusiasmo que explode cada vez que a bala branca sacode a rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso ter em conta que o milagre acontece poucas vezes. O golo, mesmo que seja um golinho, é sempre gooooooooooooooooooooolo na garganta dos locutores da rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio esquece-se de que é de cimento e desprende-se da terra e bobe no ar.

 

In.: GALEANO, Eduardo - Futebol ao sol e à sombra. 1ª ed. Lisboa : Antígona, 2019. p. 19

Um dos grandes golos da história do futebol

«A chilena ou pontapé de bicicleta

Ramós Unzaga inventou a jogada, no campo do porto chileno de Talchuano: com o corpo no ar, de costas para o chão as pernas disparavam a bola para trás, num vaivém repentino de lâminas de tesoura.

Mas esta acrobacia só se chamou chilena alguns anos depois, em 1927, quando o Colo-Colo foi à Europa e o avançado David Arellano a exibiu nos estádios de Espanha. Os jornalistas espanhóis festejaram o esplendor daquela cabriola desconhecida e baptizaram-na assim porque tinha vindo do Chile, como os morangos e a cuenca (n.r.: dança típica chilena).

Depois de vários golos acrobáticos, Arellano morreu nesse ano, no estádio do Valladolid, devido a um choque fatal com um defesa.»

In.: GALEANO, Eduardo - Futebol ao sol e à sombra. 1ª ed. Lisboa : Antígona, 2019. p. 70

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