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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da segunda goleada seguida, desta vez em Guimarães. Triunfo leonino frente ao Vitória minhoto, num terreno sempre difícil, e quase sempre sob chuva copiosa, o que em nada facilita a tarefa de equipas tecnicistas. Depois de termos dado quatro ao Tondela em Alvalade, repetimos a marca: 4-0. Com golos apontados por Nuno Santos (11'), Pedro Gonçalves (43' e 55') e Jovane (75'). No mesmo estádio onde há seis anos saímos derrotados por 0-3. Pormenor a destacar: todos os nossos golos nasceram de transições rápidas.

 

Da nossa entrada neste jogo. Pressão alta e fulgurante do Sporting no mesmo palco onde nos anteriores seis confrontos só tínhamos vencido um (em 2017/2018). Logo no primeiro minuto podíamos ter marcado duas vezes, primeiro por Sporar e logo a seguir por João Mário. Destaque para o disparo do campeão europeu, que foi bater com estrondo na trave.

 

Do onze titular. Rúben Amorim parece ter estabilizado o elenco-base da equipa: foi aquele que jogou desta vez de início. Com Adán na baliza; Neto, Coates e Feddal no tridente defensivo; Porro e Nuno Mendes nas alas; Palhinha e João Mário no meio-campo; Pedro Gonçalves e Nuno Santos como interiores ofensivos; e Sporar a ponta-de-lança. 

 

De Pedro Gonçalves. Caminha, a passos largos, para se tornar um digno sucessor de Bruno Fernandes, confirmando-se como o melhor reforço desta temporada. Marcou mais dois, facturou sete golos em sete jornadas e figura já no topo dos artilheiros do campeonato. E ainda assistiu Nuno Santos a iniciar esta goleada em Guimarães. Novamente o melhor em campo.

 

De Sporar. Desta vez não marcou, mas revelou-se essencial na manobra ofensiva da equipa. De uma tabelinha sua com Porro nasce a assistência para o segundo golo. Cria desequilíbros lá à frente e mantém sempre em sentido os defensores contrários. A equipa melhorou bastante desde que passou a contar com ele a titular.

 

De Nuno Santos. Foi ele o primeiro a empurrar o Sporting para a baliza adversária, logo a abrir o jogo, ganhando a bola na velocidade. Notável a movimentação no primeiro golo, com a sua assinatura. É já o terceiro que marca de Leão ao peito. Não custa vaticinar que vários outros virão a caminho.

 

De João Mário. Primeira parte muito positiva do nosso médio criativo. Além do petardo à barra, destacou-se a criar lances ofensivos, com bom domínio técnico e segurança no transporte de bola. Numa dessas ocasiões, correu 50 metros com ela, galgando terreno e driblando adversários, dando assim início à construção do segundo golo. Quebrou na etapa complementar, acusando desgaste físico, sendo bem substituído aos 58' por Matheus Nunes, autor da assistência a Jovane no remate que selou a nossa goleada em Guimarães.

 

De Adán. O guarda-redes espanhol - outro bom reforço desta temporada - já merece destaque. Notável, a assistência que fez para o terceiro golo, com um passe longo a que Pedro Gonçalves deu a melhor sequência, lá na frente. Golo marcado com apenas dois toques na bola. Como de costume, transmitiu segurança à equipa. Grande defesa aos 22', a parar um livre apontado por Ricardo Quaresma. Saiu muito bem dos postes aos 64', anulando uma situação de perigo. É um dos principais responsáveis pelo facto de o Sporting ser neste momento a equipa menos batida do campeonato, com apenas quatro golos sofridos.

 

Da nossa dinâmica ofensiva. Este foi o nosso quarto jogo seguido a ganhar. Foi também a nossa quarta vitória consecutiva fora de casa na Liga 2020/2021 - algo que não acontecia à sétima jornada desde a época 1996/1997, sob o comando técnico do belga Robert Waseige. Somos a equipa com mais golos marcados: 19. 

 

De terminar este jogo com cinco jogadores da formação. Mantém-se a aposta nos jovens oriundos da Academia de Alcochete: quando soou o apito final, estavam em campo Nuno Mendes, Palhinha, Jovane, Daniel Bragança e Tiago Tomás.

 

De continuar a ver o Sporting no comando da Liga. Desde Setembro de 2016 que não estávamos duas jornadas seguidas isolados no primeiro posto. Ficaremos assim pelo menos mais três semanas, devido à pausa para jogos das selecções. Neste momento temos mais quatro pontos do que o Benfica e mais nove do que o FC Porto, que ainda não actuou na sétima ronda do campeonato.

 

 

Não gostei
 

 

Do V. Guimarães. Prometia muito no início da época, exibindo até um vídeo algo ridículo com Quaresma montado a cavalo junto ao paço ducal. Reforçou-se com jogadores como Bruno Varela e Sílvio, que já foram do Benfica, e o ex-Leão Miguel Luís (que continua sem agarrar a titularidade). Mas está muito longe do brilho de outras épocas, algo bem reflectido nas estatísticas: até agora ainda só marcou um golo em casa, de penálti. 

 

Das bancadas vazias. Cada vez acho mais incompreensível que as mesmas autoridades sanitárias que autorizam espectadores nas competições motorizadas, provas hípicas, circos, touradas, manifestações de várias tonalidades e até em jogos de futebol da selecção nacional e das equipas que disputam competições europeias persistam na interdição absoluta de público quando se trata de jogos do campeonato. Absolutamente deplorável, ver o Estádio D. Afonso Henriques assim deserto.

Nota-se alegria nos jogadores

Texto de David Craveiro

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Temos matéria-prima para fazer um brilharete no campeonato.

A equipa tem algo que já nao via há muito tempo: vontade de jogar à bola, diferente de vontade de jogar futebol. Nota-se alegria nos jogadores. Nota-se que gostam de fazer o que fazem. Lutam e "vão a todas" com a irreverência da juventude.

Temos bastantes opções do meio-campo para a frente. Penso que Rúben Amorim tem de começar a treinar um sistema sem Palhinha pois mais jornada menos jornada teremos de ir a jogo sem ele. Aliás, nota-se a marcação cerrada que os árbitros lhe começam a mover.

 

Relativamente ao jogo [Sporting-Tondela] e aos jogadores:

Adán: fraco no jogo de pés, a sair da baliza e a fazer a mancha

Feddal: tem sido o melhor da defesa. Fraco passe curto mas bom passe longo. Pode dar-nos muitas oportunidades de golo em jogos em que estejamos a ganhar e em que o lançamento do contra-ataque seja feito em passe longo (como no terceiro golo)

Neto: ontem [anteontem] muito seguro, quer defensivamente quer com bola nos pés, a que não será talvez alheio o facto de estar João Mário no meio-campo a vir atrás buscar jogo. Também lhe vi fazer dois ou três bons passes longos.

Coates: mais uma vez o pior da defesa. Passes comprometedores e mau posicionamento defensivo nomeadamente na linha de fora de jogo. Esse posicionamento tinha-nos valido sofrer um golo não fossem os 11 centímetros (com que aliás não concordo, devia haver tolerância correspondente à margem de erro).

Sporar: muito bem nas movimentações, na recepção de bola e sua entrega, a abrir espaços para a entrada dos companheiros de equipa. Menos bem na finalização mas todos sabemos que um ponta-de-lança quando tem confiança faz a baliza ficar maior. Há-de lá chegar.

 

Quanto ao resto não vou particularizar pois todos estiveram muito bem. Uma nota para o acréscimo de classe que João Mário traz.

 

Texto do leitor David Craveiro, publicado originalmente aqui.

Um passeio em Alvalade

Foi uma noite tranquila que tivemos ontem em Alvalade, contra um adversário que se espalhou pelo terreno todo libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo, a falta de pontaria dos nossos e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles ditaram o resultado final. A Bola conta 21 remates enquadrados do Sporting contra um do adversário. Tratou-se dum Tondela tenrinho, bem diferente para pior daqueles de Petit, Pepa ou do espanhol do ano passado que nos roubaram pontos preciosos, desde logo com aquele golo a cair do pano em Alvalade no primeiro ano de Jorge Jesus que deu o empate.

Teríamos sido campeões com esses dois pontos.

 

Mas também fizemos por isso. Rúben Amorim acudiu às nossas preces e voltámos a ter ponta de lança.

Numa simulação Sporar começou por dar o golo a marcar a Pedro Gonçalves que falhou na cara do guarda-redes, esteve no seu sítio no 1.º golo, se calhar teria sido penálti se o Pedro não tivesse marcado, assistiu para o 2.º, marcou o 4.º. Ainda falhou um golo que não devia falhar, mas lutou muito e foi a referência atacante que faltava. João Mário voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate), Tiago Tomás foi um operário muito útil na faixa direita, e Pedro Gonçalves (a melhor aquisição do Sporting depois de Bruno Fernandes?) mais uma vez fez a diferença.

 

Todos os outros estiveram mais ou menos bem, Porro e Palhinha mesmo muito bem, e os três defesas cumpriram a sua missão,  Coates conseguiu mesmo provocar o fora de jogo que evitou o golo contra.

Até nas bolas paradas estivemos bem, criando perigo nessas situações com Coates a falhar o alvo por muito pouco numa delas. Onde continuamos a não estar bem é nos remates de longe, ou por falta de sorte, ou de treino, ou de jeito ou doutra coisa qualquer.

Uma palavra para a arbitragem, sóbria e competente, nos antípodas dos artistas de apito na boca que sempre nos enviam. Nada a dizer sobre os amarelos. Completamente escusados nos casos de Matheus Nunes e Nuno Santos.

 

Enfim, há dias assim, têm sido é muito poucos. Aproveitemos o momento, mas não nos esqueçamos que o caminho é longo e difícil, a começar pelo Guimarães. E o Braga continua próximo.

2.ª feira, 2 de Novembro de 2020: o Sporting a liderar  a 1.ª Liga. Quem diria?

SL

É este ano

Ganhamos. Damos a volta a resultados negativos. Jogamos bem. Cada vez melhor. Batemo-nos sempre para ganhar. Temos jogadores com muito talento e juntos, todos, fazem uma boa equipa. Vestem bem a nossa camisola e sentem-lhe o peso. Temos um muito bom treinador. Líder e com mentalidade vencedora. Tem sempre sabido mexer na equipa durante os jogos. Sempre para ganhar.

Depois da eliminação da Liga Europa que me levou a nova desesperança - confesso -, a equipa passou jogo a jogo a dar-me balanço para dizer o que agora afirmo: vamos fazer um brilharete esta época. Vamos ser a surpresa do campeonato. A jogar assim podemos ser campeões. Podemos sonhar com isso. 

Não é deslumbramento com a goleada: é mesmo para memória futura. Fica já dito à 6.ª jornada. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Desta goleada em casa. Derrotámos por 4-0 o Tondela, equipa que nas cinco épocas anteriores viera empatar três vezes em Alvalade. Triunfo claro e sem a menor margem de discussão do onze leonino, que só peca pela escassez dos números: face às oportunidades criadas, com domínio total da nossa equipa, poderíamos ter vencido por sete ou oito. Não marcávamos quatro golos na Liga há 11 meses, desde a vitória frente ao Santa Clara, nos Açores, na primeira volta do campeonato anterior.

 

Da exibição. O Sporting não empolgou apenas pelo resultado, mas também pela exibição, a melhor desde que o actual técnico foi contratado. Conjunto organizado, com boas movimentações colectivas, simplicidade de processos e sem perder de vista a baliza adversária. Também a evoluir na condição física, após os percalços iniciais desta temporada. É uma equipa jovem, coesa, confiante, ambiciosa - e que promete ir longe, sob a condução de Rúben Amorim. Que hoje apostou num onze titular com nove jogadores que há um ano não integravam o plantel principal leonino: só Coates e Neto já cá estavam. Mas todos parecem jogar juntos há muito tempo. E mostram uma alegria em campo que vem contagiando os adeptos.

 

Das mudanças na equipa. Amorim deixou no banco Jovane, Matheus Nunes e Nuno Santos, por opção técnica, fazendo alinhar Sporar, João Mário e Tiago Tomás. Acerto do treinador, em termos globais: a equipa funcionou com mais acutilância do meio-campo para a frente, como os números bem demonstram.

 

De Pedro Gonçalves. Alguém tinha dúvidas de que era mesmo reforço? Se tinha, já as dissipou. O jovem ex-Famalicão marcou mais dois golos - os nossos primeiros nesta partida, aos 45' e aos 49', ambos à ponta-de-lança. Terceiro jogo consecutivo a facturar. Destaca-se já como o nosso artilheiro desta época, ainda no início: cinco golos só à sua conta. E continua em excelente nível nos duelos individuais. Volta a ser o melhor em campo.

 

De Sporar. Falhou algumas oportunidades claras nesta sua primeira actuação como titular em 2020/2021, mas foi sempre um elemento de grande utilidade no ataque leonino. Fez a assistência para o segundo golo com um cruzamento perfeito e marcou enfim, acreditando sempre, aos 90'+3. Era a referência no ataque posicional que estava a faltar ao jogo do Sporting. Útil também no trabalho sem bola, arrastando marcações e abrindo opções de passe. 

 

De Porro. Outro reforço que já ninguém se atreve a discutir. O jovem internacional sub-21 espanhol traz um evidente acréscimo de qualidade em relação às anteriores opções leoninas naquela posição - basta lembrar Bruno Gaspar, Ristovski e Rosier para se fazer a comparação. Hoje esteve em três dos quatro golos. No primeiro, centra com precisão milimétrica. No segundo, inicia o lance com um passe vertical de 40 metros junto à linha que Sporar recolheu lá à frente, livre de marcação. E o terceiro é dele, na sua estreia como goleador de verde-e-branco, com um remate de primeira aos 79', após centro de Nuno Santos. Excelente exibição - mais uma. 

 

De João Mário. Pura classe em campo. Faz toda a diferença termos de novo um campeão europeu na nossa equipa. Alinhando pela primeira vez a titular, desde o seu regresso ao Sporting, o médio criativo traz um futebol artístico mas também eficaz, imprimindo fluidez ao jogo leonino e funcionando como referência para os mais jovens, incutindo-lhes confiança e espírito de grupo. Tentou, sem conseguir, o golo de meia-distância. Mas foi dele a assistência para o quarto, no último minuto da partida, com um passe longo a isolar Sporar. É um prazer vê-lo de volta a uma casa onde foi muito feliz.

 

Da contínua aposta na formação. Outros prometeram sem cumprir, mas Amorim continua firme nas suas convicções nesta matéria. Entre titulares e suplentes, havia 11 elementos oriundos da Academia de Alcochete convocados para este Sporting-Tondela.

 

Da veia goleadora da equipa. Levamos 15 golos marcados à sexta jornada - tantos, até agora, como o Benfica e o FC Porto. Continuamos a marcar pelo menos dois em cada ronda do campeonato. E permanecemos invictos, com cinco vitórias e um empate.

 

De ver o Sporting em primeiro. Pelo menos por 24 horas, à condição, lideramos isolados a Liga 2020/2021. Algo que já não acontecia desde o início do campeonato 2016/2017. E levamos seis pontos de avanço ao FC Porto. Uma diferença inédita, à sexta ronda, desde que as vitórias passaram a valer três pontos, na já longínqua temporada 1995/1996.

 

 

Não gostei
 

 

Do tardio golo inicial. O marcador só foi inaugurado nos instantes finais da primeira parte, quando já tínhamos criado 12 oportunidades e pensávamos ir para o intervalo com o resultado ainda em branco. Muito desperdício, sobretudo nessa fase da partida. O remate vitorioso de Pedro Gonçalves acabou por funcionar como uma espécie de saca-rolhas, pondo fim à débil oposição do Tondela, que desta vez não nos causou qualquer verdadeiro problema em Alvalade. Se não marcámos mais cedo, foi só por alguma falta de pontaria - e graças à excelente exibição do guarda-redes Pedro Trigueira.

 

Dos cartões amarelos. É incompreensível que o Sporting, sendo apenas a 13.ª equipa mais faltosa da Liga portuguesa, seja a primeira em número de cartões. Desta vez o árbitro exibiu mais três - um a Palhinha, outro a Matheus Nunes (que rendeu o primeiro aos 66'), outro a Nuno Santos (em campo também desde os 66', tendo substituído Tiago Tomás). Balanço: 21 amarelos à sexta jornada. Parece uma turma de vândalos, mas nada pode estar mais distante da realidade. É apenas consequência do duvidoso critério dos senhores do apito, que teimam em inclinar o campo, sempre em benefício dos mesmos.

 

Do público mantido à distância. Continuamos escorraçados do nosso estádio. O mesmo estádio que, apesar da pandemia, chegou a ter cinco mil espectadores num recente Portugal-Suécia, disputado a 14 de Outubro, com organização da Federação Portuguesa de Futebol. Mas para o campeonato, prova organizada pela Liga, nem cinco são admitidos nas bancadas de Alvalade. Alguém consegue descortinar o menor sentido nesta absurda discriminação imposta pelas mesmas autoridades sanitárias que há poucos dias autorizaram 27 mil pessoas no autódromo de Portimão? Eu não. 

Noite de velório

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É incrível, o ressabiamento de alguns pseudo-sportinguistas, putativos militantes da Jumentude Leonina. Inconformados perante a goleada leonina: 4-0 ao Santa Clara, em Ponta Delgada.

Nem conseguem disfarçar.

 

Estavam a torcer pela derrota do Sporting, como fica bem patente nestes comentários que emitiram no local do costume ao longo da noite, que para eles foi de velório e queixume.

Alguns ficam aqui reproduzidos. Para mais tarde recordar.

 

«O Santa Clara fez um jogo horrivel e pareceu-me até demasiado displicente em muitas abordagens. Não pressionou e jogamos á -vontade!»

«Momentos houve em que até nos superiorizámos ao colosso Santa Clara… que diga-se sem complexos talvez [seja] uma das melhores equipas dos Açores.»

«Acabámos por ter alguma felicidade nos momentos dos golos marcados em alturas cruciais.»

«Diga-se de passagem que é uma exibição de merda dos açorianos.»

«O futebol do Sporting está morto, mas o futebol português não está muito melhor.»

«Triste é ser preciso “apertar” os tomates a estes meninos privilegiados para fazerem o seu trabalho em condições.»

«Por mim o futebol acabava já. Era apostar forte nas modalidades.»

«Este Sporting 71 continua a ser a comédia do do país.»

«Nunca serás o nosso presidente. Vai-te embora, animal!!»

Sporting Sempre!

Afinal quem é que sabia?

Quantas vestes foram rasgadas nas pouco menos de cem horas que separaram os jogos contra o Lask e contra o Santa Clara?

Uma vergonha o onze, não se devia ter gerido pois havia um pote onde era preciso ficar e estávamos a comprometer o futuro na Liga Europa (onde nem devíamos ter estado pois devíamos ter ficado em sétimo no ano passado).

O relógio é inimigo do ansioso e o melhor amigo do paciente. Hoje, após a dupla deslocação aérea, sabemos que, apesar de estar no pote do terror, vamos enfrentar o İstanbul Başakşehir (nada está ganho mas parece mais acessível que Arsenal, Manchester United, Ajax, Inter de Milão, Sevilha ou Salzburgo). Sabemos também que o Sporting enfrentou um organizado Santa Clara e venceu sem contestação.

Talvez Silas perceba um bocadinho mais de futebol do que quem opina...

Viremos agora agulhas para o difícil jogo contra o Portimonense no próximo sábado. Como diz o colega escriba Pedro Correia, o caminho faz-se caminhando. E será tão mais seguro o caminho do Sporting quanto os sócios e adeptos ajudarem a limpar os obstáculos da estrada.

Sporting Sempre!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Num estádio muito difícil, onde há um ano vencemos a equipa da casa por margem tangencial (2-1), o Sporting impôs o seu futebol ao Santa Clara, que saiu derrotado de forma concludente: 4-0. Um resultado adequado à exibição: o onze leonino foi pressionante, agressivo no melhor sentido do termo e revelou fluidez ofensiva do princípio ao fim da partida, lutando sempre pela vitória. Compensou: este foi o nosso resultado mais volumoso até agora na Liga 2019/2020 - igualando a marca imposta ao PSV para a Liga Europa, com a diferença de o confronto com a turma holandesa ter decorrido em Alvalade.

 

De Silas. Desta vez o nosso treinador não confundiu os jogadores com sistemas tácticos incompreensíveis nem fez poupanças descabidas. Como se impunha, fez entrar em campo aquele que é hoje, sem margem para discussão, o melhor onze leonino: Max; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña; Idrissa, Wendel, Bruno Fernandes; Bolasie, Vietto e Luiz Phellype. Para quê complicar o que é simples?

 

De Bolasie. Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar de quase costas para a baliza, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza do Santa Clara. Cinco minutos depois, em nova incursão na área, foi derrubado em falta, justificando o castigo máximo de que resultou o nosso quarto golo. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Vietto. Outra exibição de grande nível, que só faltou ser coroada com um golo. Mas esteve quase a apontá-lo, aos 82', quando rematou à barra, bem servido por Jesé. O argentino pensa bem o jogo e tem inegável virtuosismo técnico, tendo protagonizado contra-ataques perigosos aos 35' e aos 40' - no segundo serviu Luiz Phellype, que só precisou de encostar para marcar o golo inaugural do Sporting. Desmarcou muito bem Bruno Fernandes aos 50'. Aos 66' rubricou outro grande lance, rematando em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado. Incansável.

 

Luiz Phellype. Aos pontas-de-lança pede-se eficácia no momento da decisão. O brasileiro cumpriu, no essencial. Aos 19' e aos 34', falhou na finalização. Mas redimiu-se ao dar o último toque, marcando o nosso primeiro, aos 40', e aos 47', quando deu a melhor direcção a um centro de Ristovski. Segunda jornada consecutiva a marcar, já com sete golos amealhados no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. Não foi um dos melhores jogos do capitão. Mesmo assim, participou no primeiro golo, iniciado ao recuperar uma bola junto à ala esquerda e entregando-a a Acuña. É ele quem marca o canto de que resulta o terceiro, aos 54', e cinco minutos depois sela o resultado cumprindo de forma exemplar ao converter uma grande penalidade. Nota positiva.

 

De Ristovski. O internacional macedónio confirmou que é um elemento mais útil como lateral direito do que Rosier. Avançou com ousadia no seu corredor, destacando-se em sucessivos centros para Luiz Phellype (7'), Vietto (16') e novamente Luiz Phellype (34'). Como não há duas sem três, foi dele a assistência para o segundo golo do brasileiro - e do Sporting - com um cruzamento atrasado, a partir da linha de fundo, como mandam as regras. Merece ser titular, sem discussão.

 

Do regresso de Battaglia. Já com o resultado em 4-0, aos 64', Silas fez entrar em campo o internacional argentino - precisamente no mesmo estádio em que na época anterior se lesionou gravemente, levando-o a permanecer quase um ano afastado dos relvados. Já tínhamos saudades de o ver equipado de verde e branco.

 

De ver as nossas redes intactas. Nem um golo sofrido, confirmando-se os progressos registados na organização defensiva do Sporting.

 

Da subida ao pódio. Como antecipei aqui, para irritação de supostos adeptos que visitam este blogue, ascendemos ao terceiro lugar do campeonato numa jornada em que Famalicão e Braga perderam, e V. Guimarães empatou. Seguimos agora isolados neste posto, que há três meses quase parecia uma miragem: quando Silas pegou na equipa, à sexta jornada, seguíamos no nono lugar, tendo à nossa frente Famalicão, Porto, Benfica, Rio Ave, Boavista, V.Guimarães, Tondela e o Santa Clara que hoje derrotámos. Podemos reduzir a diferença em relação ao FCP, que receberemos na próxima jornada em Alvalade, a 5 de Janeiro.

 

 

Não gostei

 
 

Do resultado ao  intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, desvantagem lisonjeira para a equipa açoriana, que só uma vez nesta partida (aos 87') obrigou Max a uma defesa apertada.

 

De Eduardo. O antigo médio do Belenenses tarda em demonstrar no Sporting o que terá levado a direcção da SAD a contratá-lo. Suplente utilizado no jogo de hoje, entrou só aos 77', substituindo Wendel. Pretendia-se que segurasse a bola no nosso meio-campo para garantir a vantagem dilatada, mas nas primeiras vezes em que pegou no jogo entregou-a ao adversário, colocando a equipa em posição difícil. Com este comportamento, tarde ou nunca ascenderá a titular.

Há dias assim...

Em que tudo corre bem, e mesmo quando algum percalço acontece, conseguimos dar a volta por cima.

Depois de Braga, Guimarães e Famalicão terem perdido pontos e termos conseguido o bilhete premiado no pote 1 do sorteio da próxima fase da Liga Europa, apanhámos uma equipa que joga e deixa jogar. Depois de algumas oportunidades falhadas, marcámos o primeiro, logo depois o segundo (com o intervalo pelo meio) mais ou menos oferecido, e foi um passeio. Até um golo de livre que sofremos nos foi (legitimamente) perdoado.

Também fizemos por isso. Desta vez Silas não inventou e escolheu um onze análogo ao do melhor jogo com Keizer desta época em Portimão, com Max em vez de Renan, Bolasie em vez de Raphinha e Ristovski em vez de Thierry, e a equipa portou-se bem, concentrada, poucos passes falhados, variações de flanco oportunas, centros intencionais, mesmo aquela saída pastosa e irritante se notou bem menos hoje do que noutras ocasiões.

E assim chegámos ao 3.º lugar, entre os dois rivais em luta pelo título e aqueles dois clubes do Minho que por vezes se esquecem que o Sporting é um dos três grandes de Portugal.

Com isto a jornada triste da Áustria e as declarações mais que infelizes de Silas sobre a mesma ficaram esquecidas ? Obviamente que não.

Mas o que se passou à chegada dos jogadores e a bofetada de luva branca dos mesmos à escumalha que se diz adepta do Sporting mas está apostada em dar cabo dele, relativizou muita coisa. Acredito que estes últimos dias tenham servido a Silas de lição e agora o importante é passar por Portimão (desafio que para nada deve servir) e preparar da melhor forma Janeiro e o final da temporada, incluindo uma aposta firme e sem reservas na Liga Europa. 

Se toda a equipa esteve bem (Eduardo à parte), hoje gostei particularmente dos patinhos feios Ristovksi e Doumbia. 

SL 

Ídolos zero? Vão-se ....

Em mais uma variação táctica de Silas, desta vez parecendo mais Keizer que Peseiro, o Sporting surgiu num 4-3-3 de ataque, com combinações bem conseguidas nas laterais e encostando o PSV à sua área.

Mas nada disso seria conclusivo se não fossem as individualidades do costume. Bruno Fernandes assiste para o primeiro, marca um golaço no segundo, assiste para o golaço de Mathieu no terceiro, marca o penálti cavado brilhantemente por Acuna no quarto. Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña, três dos quatro craques do plantel. Os meus ídolos e de muitos Sportinguistas. Quem não são os meus ídolos de certeza são aqueles que mais uma vez confundiram os interesses das suas seitas com os do Sporting, nem quem lhes dá ordens ou incentiva para o efeito.

O Sporting precisa de ídolos, jogadores que se destaquem e que façam a diferença, cativem a malta nova, tragam novos adeptos ao estádio para os ver jogar. Bruno Fernandes à cabeça, grande homem, grande capitão.

Para além dos ídolos hoje tivemos um grande guarda-redes entre os postes, Max. Sempre gostei de Renan, que já nos deu muitas vitórias e foi decisivo em duas taças. Lesionado sabe-se lá porquê. Max entrou e quem não soubesse iria dizer que estava ali um guarda-redes no topo da carreira, concentrado, seguro e a fazer tudo bem feito.

Silas está de parabéns (agora não tem mesmo perdão se resolver voltar a inventar tripés e trincalhadas). Grande vitória, grande noite do Sporting Clube de Portugal.

SL

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo esta noite. Da exibição de gala do Sporting em Alvalade frente ao PSV, hoje eliminado da Liga Europa pelo onze leonino: foi a melhor actuação da época da nossa equipa, traduzida em números concludentes - vitória por 4-0. Única goleada com marca do Leão até ao momento nesta temporada 2019/2020. Começou a ser construída muito cedo, logo aos 9', com um golo de cabeça de Luiz Phellype à ponta de lança clássico, prosseguindo aos 16' com um forte disparo de meia-distância do capitão Bruno Fernandes, que esteve nos quatro golos. Marcou dois, deu dois a marcar (o primeiro e o terceiro, aos 42', na cobrança de um canto a que Mathieu deu a melhor sequência com um magnífico pontapé sem deixar a bola cair no chão) e apontou o último, de penálti, aos 64'. Esteve em todos, revelou-se uma vez mais o melhor em campo, nunca tinha alcançado números tão brilhantes numa partida só. Proeza tanto mais de realçar quanto sabemos que o adversário é uma equipa com excelente reputação: o PSV segue em terceiro lugar no campeonato holandês. Mas quem ruma em frente na Liga Europa é o Sporting.

 

Gostei da exibição de Luís Maximiano, hoje titular em estreia na baliza leonina numa competição da UEFA - sucedendo de algum modo a Rui Patrício, que se estreou há 12 anos na mesma posição. Muito seguro e concentrado, com bons reflexos, teve um papel irrepreensível não apenas entre os postes mas também a antecipar-se em saídas oportunas que abortaram lances ofensivos do PSV. Também gostei que tivéssemos terminado o jogo com três elementos da formação leonina em campo: além de Max, Ilori e Rafael Camacho. E do impressionante slalom de Acuña atravessando o campo todo com a bola dominada, imitando o seu compatriota Diego Maradona aos 63', na mais vistosa jogada do desafio, só terminada quando o lateral argentino foi derrubado em falta dentro da grande área holandesa, daí resultando o nosso último golo.

 

Gostei pouco  das actuações de Vietto e Bolasie, únicos titulares que estiveram abaixo do desempenho médio da equipa. Nem os passes lhes saíram bem, nem a pressão de que estavam incumbidos resultou com eficácia nem a pontaria de ambos se revelou afinada. O congolês, por exemplo, rematou três vezes, mas sempre à figura do guardião adversário.

 

Não gostei  do regresso de Bruma a Alvalade. Com a camisola errada: não estava de Leão ao peito apesar de ter sido formado na Academia de Alcochete. Há seis anos, forçou a saída do Sporting, renegando o clube que lhe ensinou quase tudo quanto sabe. O destino não lhe sorriu nesta efémera reaparição na antiga casa-mãe: teve um desempenho medíocre ao serviço do PSV, terá sido talvez o pior jogador em campo e acabou por não regressar depois do intervalo.

 

Não gostei nada de ver duas dúzias de viúvas aos gritinhos contra o presidente leonino, ainda antes de terminar o jogo, indiferentes à exibição, ao triunfo e à goleada. Desrespeitando assim os profissionais do Sporting que davam o seu melhor em campo, a equipa técnica que os orientou muito bem e o conjunto dos adeptos. Era noite de aplausos, não de assobios - excepto para aquela minoria que insiste em torcer pelas derrotas. A reacção das restantes bancadas não se fez esperar: esse bando de imbecis, acampado na zona onde costumava ficar a Juve Leo, recebeu uma estrondosa vaia da vasta maioria que vê neles aquilo que realmente são. Letais ao Sporting.

Ressabiadas e letais

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Enquanto decorria a maior goleada do Sporting fora de casa num campeonato nacional dos últimos 45 anos - e uma das nossas três maiores, na condição de visitantes, em toda a história do futebol leonino - as viuvinhas ressabiadas e letais, num dos locais onde se acoitam, iam rabiscando coisas como estas:

 

«No futebol não jogamos nada.»

 

«Não jogamos nadinha.»

 

«Este ano não contamos para o totobola.»

 

«Ou é impressão minha ou não estamos a jogar um charuto… contra 10.»

 

«Estamos a jeito de mamar um golo. Continuamos a jogar mal.»

 

«Os lampiões a pagarem a um redes de um adversário directo para estas situações parecerem normais.»

 

«Golo do Belém… Patético. Andamos a brincar com isto.»

 

«Nem contra 10 sabemos defender.»

 

«Nem defender nem atacar.»

 

«Mentalidade de merda e um gudelj.»

 

«O jogo está tão fácil que quem sabe o tamanco Gudelj ainda faz uma assistência para golo…»

 

«Este jogo contra o Belém espelha bem a nossa diferença para bemfic@ e porto.. chama-se ATITUDE!! Nem a possibilidade de chegar ao segundo lugar os motiva.»

 

«1-3 em carambola. Uma vez que a bola não ia para a baliza é golo do tamanco ou é o autogolo?»

 

«Vá, pronto, até o coiso marca. Afinal serviu para acordarem.»

 

«Para que serve? Vão para o marquês festejar o terceiro lugar!»

 

«Já vi jogos de solteiros vs casados com mais intensidade…»

 

«O resultado não espelha a exibição porque não foi por ai além.»

 

«Continuo a não ver futebol nenhum de jeito, mas há que festejar o terceiro lugar. »

 

«Quantas malas viajaram para Belém? Nem com o Gudelho numa forma do caraças se justifica…»

 

«Os novos donos do Benfica B de alvalade têm de arranjar uns resultados para disfarçar as equipas que contra a equipa A da Luz não correm para a cartilha dizer “há é equipas fracas” e afins…»

 

«Está visto que não há forma do Keizer ir embora. Vamos ter futebol escola Keizer até ao Natal.»

 

«As opções de Keizer continuam a ser rídiculas.»

 

«Péssimo domingo onde perdemos 2 campeonatos (ou no mínimo 1 e meio)…»

 

«Eram títulos a mais. Há que baixar a bitola, não é Varandas?»

 

«O Varandas é um cancro, ou vá, um cavalo de Tróia, sendo, de facto, um idiota útil.»

 

«Agora vivemos um pesadelo.»

 

«A bananagem poderá conseguir desfazer o Clube mas acabará esmagada.»

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa maior goleada da época. Conseguida hoje, no Estádio Nacional, frente ao Belenenses SAD: 8-1. Num desafio de total supremacia leonina, facilitada pelo facto de termos actuado com mais um jogador a partir do minuto 21 devido à expulsão do guarda-redes Muriel. Foi um dos nossos triunfos mais dilatados de sempre em jogos disputados fora.

 

De termos concretizado a décima vitória consecutiva. Nove jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somados ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer, apenas em seis meses, acaba de superar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Bruno Fernandes. Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências. Hoje marcou o quarto, de grande penalidade, aos 70'. Depois, o quinto, aos 75' (assistência de Luiz Phellype). E o sétimo, aos 84' (assistência de Acuña). Outra grande exibição do melhor em campo, que é também o melhor do campeonato português.

 

De Raphinha. Voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Foi ele a inaugurar o marcador, aos 10', aproveitando um brinde do guardião adversário com um pormenor de grande virtuosismo técnico, marcando com o pé direito, o seu pior, numa execução rapidíssima. Aos 20', quando se encaminhava para a grande área, foi derrubado em falta pelo guarda-redes, o que valeu a expulsão ao infractor. E assim pôs o Sporting a jogar com mais um até ao fim.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: sétimo golo em seis jogos consecutivos da Liga 2018/2019. Voltou a ser crucial, marcando o segundo do Sporting, aos 45'+1. E foi dele a assistência para o quinto. Já ganhou por mérito próprio lugar no plantel e na admiração dos adeptos pela sua eficácia e pela sua inegável entrega ao jogo.

 

Do regresso de Bas Dost. O holandês voltou a jogar após 57 dias de ausência. E não podia ter regressado de forma mais feliz: entrou aos 76', substituindo Luiz Phellype, e no minuto seguinte já estava a marcar, na primeira vez em que tocou na bola. Festejou com imensa alegria, partilhada por todos os seus colegas, numa imagem inequívoca de saúde anímica da nossa equipa. Ainda rematou ao poste (83') e revelou um pormenor de grande classe, na simulação feita aos 90' que permitiu o golo de Idrissa.

 

De dois estreantes a marcar: Gudelj e Idrissa Doumbia. Já haviam tentado várias vezes, mas só hoje conseguiram. O sérvio apontou o terceiro, aos 65', num pontapé que acabou por rumar à baliza por ter sido desviado por um defesa azul; o jovem marfinense, num remate forte e bem colocado, no último minuto de jogo, correspondendo com êxito a um centro de Diaby. 

 

De termos aproveitado muito bem as oportunidades. Os nossos remates à baliza, nesta partida, resultaram quase todos em golos.

 

De ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Ultrapassámos o FC Porto, tendo agora mais golos (70 contra 68) e levamos mais 18 do que o Braga. Números que falam por si.

 

Do horário. O jogo começou pouco depois das 17.30, numa tarde de sol. Fez lembrar outros tempos, de boa memória. O futebol em Portugal deve voltar a ser um jogo mais diurno do que nocturno.

 

Da homenagem prestada pelas nossas claques a Casillas. Um gesto de grande desportivismo que merece ser enaltecido.

 

Do bom augúrio desta vitória. Terá funcionado como ensaio geral para a final da Taça de Portugal frente ao FC Porto? Esperamos que sim. Para já, serviu para exorcizar a derrota contra o Aves ocorrida no mesmo local há quase um ano.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da convocatória. Uma vez mais, Francisco Geraldes e Miguel Luís ficaram de fora. Nem o facto de termos entrado para este jogo já com o terceiro lugar garantido, mercê de nova derrota do Braga, convenceu Marcel Keizer a apostar nos jovens da nossa formação.

 

De ver dois centrais no banco. Numa partida contra o Belenenses SAD, não seria mais pertinente que Ilori ou André Pinto cedessem lugar a um colega de características ofensivas?

 

Da ausência de Jovane. Esteve no banco, mas de lá não saiu: Marcel Keizer preferiu lançar Diaby aos 76', substituindo Raphinha. Por mim, preferia que a opção tivesse sido outra.

Uma goleada das (muito) antigas

No grandioso Estádio Nacional, ou Estádio do Jamor, agora casa alugada do Belenenses SAD, o Sporting Clube de Portugal tendo como presidente Frederico Varandas e treinado pelo holandês Marcel Keizer (contratado por Frederico Varandas) goleou a equipa daquele clube por 8-1, registando o resultado mais volumoso para a Liga/Campeonato desde ... (desculpem mas teria de andar pela Wiki Sporting página a página, ano a ano, até descobrir igual resultado e não estou para isso).

Por acaso, marcaram os golos:

Os contratados/retornados pela mão de Sousa Cintra no Verão : Bruno Fernandes (3), Bas Dost e Gudelj

Os contratados por Frederico Varandas no Inverno: Doumbia e Luiz Phellype

E o contratado por Bruno de Carvalho no Inverno do ano passado: Raphinha

Qualquer Sportinguista a sério diria:

"É para termos alegrias destas, é por um Sporting CP vencedor que trabalhámos tanto nos últimos anos!

Afinal valeu a pena investir!

Parabéns ao enormes treinadores e atletas do futebol do Sporting Clube de Portugal.

Nós os Sportinguistas merecemos momentos destes."

Fico a aguardar...

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em casa contra o Braga, concorrente directo. Vitória concludente do Sporting neste jogo, parte dele disputado sob chuva intensa. Um jogo em que mantivemos claro domínio do princípio ao fim, derrotando uma equipa que não perdia desde a jornada 14 e que nas três épocas anteriores tinha sempre pontuado em Alvalade. Desta vez a nossa superioridade foi manifesta, o que se traduziu não só na exibição em campo (uma das melhores da temporada) como no resultado: 3-0. Três pontos muito importantes, que nos encurtam a distância relativamente à equipa que acabamos de derrotar: estamos neste momento a quatro pontos do pódio.

 

De Bruno Fernandes. Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost. Os números não enganam: o médio criativo marca pelo terceiro jogo consecutivo, somando já 21 golos na temporada e sete assistências no campeonato. O homem da partida.

 

De Wendel. Vai subindo de rendimento a cada jogo, mostrando a sua extrema utilidade no onze titular do Sporting. Hoje esteve impecável ao ajudar Gudelj na formação de uma barreira intransponível no nosso meio-campo defensivo e criou constantes desequilíbrios, com posse de bola, nas transições ofensivas do corredor central. Saiu fisicamente debilitado, aos 82', após uma actuação esgotante, sob intensos - e merecidos - aplausos dos adeptos.

 

De Bas Dost. Regresso do ponta-de-lança aos golos - e logo a dobrar. Marcou primeiro, aos 50', de grande penalidade, e culminou a exibição aos 68' com um remate de primeira na grande área, aproveitando da melhor maneira um cruzamento de Bruno Fernandes. A forma como festejou este golo, transbordante de energia, contagiou ainda mais os adeptos no estádio: consumava-se assim o triunfo sobre o Braga, com indícios de que o melhor Sporting está de regresso. Quanto a números, também o avançado holandês mostra serviço: leva 21 golos marcados nesta época, 14 dos quais na Liga. Igualando o ponta-de-lança braguista Dyego Sousa.

 

De Diaby. Grande trabalho sem bola do avançado maliano, arrastando com frequência as marcações adversárias enquanto abria caminho às constantes incursões de Ristovski pelo lado direito (e aos cruzamentos procurando Bas Dost, aos 15', 17' e 66'). Aos 48', mostrando que também é bom de bola, correu 40 metros com ela, desembaraçando-se de sucessivos adversários e acabando por só ser derrubado em falta dentro da grande área do Braga. Foi o melhor lance individual do desafio. E talvez o mais decisivo: desse penálti, convertido por Bas Dost, resultaria a certeza de que já não deixaríamos fugir os três pontos.

 

Da nossa linha defensiva. Impecável exibição do reduto formado por Coates, Ilori, Ristovski e Borja, impedindo o Braga de construir situações de golo. Esta organização defensiva - com o lateral colombiano, muito consistente, fechando bem o corredor esquerdo sem arriscar incursões na ala, ao contrário do macedónio no corredor oposto, e a dupla Gudelj-Wendel ajudando a bloquear o caminho mais à frente - foi um dos condimentos essenciais para termos vencido de forma tão categórica. Pormenor raro: terminamos a partida sem sofrer qualquer golo. Não há coincidências.

 

Da rotação na equipa. Marcel Keizer, acertadamente, mexeu muito no onze inicial, fazendo entrar sete jogadores que tinham ficado fora dos titulares na quinta-feira, frente ao Villarreal: só Coates, Acuña, Bruno Fernandes e Bas Dost foram repetentes. Este refrescamento foi coroado de êxito: a equipa demonstrou uma desenvoltura física como há muito não se via e que contribuiu em larga medida para o domínio leonino em campo.

 

Da merecida homenagem a Peres ao intervalo. O nosso saudoso médio, duas vezes campeão nacional pelo Sporting e com um brilhante currículo igualmente ao serviço da selecção, mereceu ser evocado dias após o seu falecimento. Felizmente a exibição leonina neste jogo esteve ao nível da classe e da categoria de Fernando Peres.

 

 

 

Não gostei

 

Que Luiz Phellype ainda não tenha marcado pelo SportingEntrou hoje aos 70', substituindo Bas Dost. É verdade que já vencíamos por 3-0 e tínhamos reduzido a pressão ofensiva, mas o melhor que o brasileiro conseguiu foi um cabeceamento ao lado, no minuto 75.

 

Da "greve" de apoio à equipa feita pelas pseudo-claques. Destes apoiantes o Sporting não precisa. De todo.

 

Do vaivém de alguns jogadores, que tão depressa são titulares como ficam excluídos das convocatórias. Aconteceu desta vez com Miguel Luís e Jovane, que têm andado mais fora que dentro. Assim tardarão a ganhar rotinas e confiança.

 

Da ausência de Nani. Pelos motivos que já expressei aqui.

Enganei-me

Pensava eu que, após a humilhação de que o clube foi vítima, até com ecos além-fronteiras, os responsáveis do Nacional iriam avançar com nova equipa técnica e novos jogadores para substituir aquele bando de abéculas que embrulhou dez no bornal.

Afinal, enganei-me: vão antes «avançar com queixas-crime» a quem, exercendo o livre direito à crítica, os verberou pela inenarrável postura em campo.

Adoram ser vergastados, estes totós. Depois da derrota em campo, aguarda-os a derrota nos tribunais. Outra cabazada em perspectiva.

2018 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: GOLEADA AO QARABAG

Seguimos em frente na Liga Europa, transitando para os 16 avos de final, sendo a equipa com mais golos marcados no nosso grupo e tendo apenas somado uma derrota (frente ao poderoso Arsenal) nesta fase da segunda maior competição de clubes tutelada pela UEFA. Neste percurso muito positivo, iniciado com José Peseiro, prosseguido com Tiago Fernandes e agora com Marcel Keizer ao leme, o melhor resultado foi, de longe, o alcançado em Baku, capital do remoto Azerbaijão, situada a 6.500 quilómetros de Lisboa. Ocorreu a 29 de Novembro, com uma goleada: ganhámos por 6-1.

Foi o nosso mais saboroso triunfo em 2018, na estreia internacional do actual técnico holandês enquanto orientador técnico do Sporting. O ex-treinador do Ajax não podia ter começado da melhor maneira, suplantando largamente o 2-0 registado em Alvalade, frente à mesma equipa, a 20 de Setembro. Foi também o nosso melhor registo, numa partida disputada fora de casa para as provas europeias, desde 1986. Foi ainda a mais volumosa derrota alguma vez sofrida pelo Qarabag - que na época anterior tinha imposto dois empates ao Atlético Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Houve golos para os mais diversos gostos. Marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). Era um poderoso contributo do Sporting para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, compensando assim o descalabro de outras agremiações. 

Nesta partida destacou-se Wendel, com quatro assistências para golo, uma proeza impressionante, confirmando a qualidade deste jovem médio brasileiro que chegara a Alvalade em Janeiro sem merecer a menor atenção do treinador Jorge Jesus. Exibição muito positiva também de dois reforços da era Sousa Cintra, Diaby e Gudelj, com as melhores exibições até então alcançadas de verde e branco. Destaque igualmente para a estreia absoluta, na nossa equipa principal, do jovem lateral direito Thierry Correia, com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. 

Foi inegável a alegria dos nossos jogadores, bem simbolizada no salto mortal que Nani deu mal marcou o golo, retomando uma imagem de marca a que nos tinha habituado. Este era o Sporting que nós queríamos. Este é o Sporting que nós queremos sempre.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Sinceramente? Temi o pior!

Não sou possuidor do apuradíssimo verbo do Pedro Correia, do Pedro Azevedo ou do Leonardo Ralha para descrever ao pormenor o jogo de ontem.

Porque em questões de futebol jogado sou um mero mas muuuuuuuuuuuuuuuuuito sofredor adepto. De tal forma que à meia hora de jogo com dois golos encaixados e com o Sporting (quase) encostado às cordas pelo Nacional, sinceramente temi o pior.

Entretanto lembrei-me daquele jogo, há uns anos, entre o Sporting e o Braga em que fomos para intervalo também a perder por dois e que acabámos por ganhar por 3 a 2. Ora com o golo de Bas Dost mesmo ali à minha frente ainda na primeira parte aguardei pacientemente o restante jogo.

No intervalo o semblante dos que me rodeavam não era o melhor. Diria mais... as faces carregadas e as parcas palavras diziam (quase) tudo.

Depois... depois aconteceu que o príncipe adomecido Sporting recebeu ao intervalo o beijo da princesa esperança (e certamente umas palmadas do kaiser) acordando da sua letargia de forma que no segundo tempo carregou o Nacional para a sua grande área.

Considero as imagens seguintes como o momento crucial da partida.

E mais não digo!

 

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