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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em casa contra o Braga, concorrente directo. Vitória concludente do Sporting neste jogo, parte dele disputado sob chuva intensa. Um jogo em que mantivemos claro domínio do princípio ao fim, derrotando uma equipa que não perdia desde a jornada 14 e que nas três épocas anteriores tinha sempre pontuado em Alvalade. Desta vez a nossa superioridade foi manifesta, o que se traduziu não só na exibição em campo (uma das melhores da temporada) como no resultado: 3-0. Três pontos muito importantes, que nos encurtam a distância relativamente à equipa que acabamos de derrotar: estamos neste momento a quatro pontos do pódio.

 

De Bruno Fernandes. Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost. Os números não enganam: o médio criativo marca pelo terceiro jogo consecutivo, somando já 21 golos na temporada e sete assistências no campeonato. O homem da partida.

 

De Wendel. Vai subindo de rendimento a cada jogo, mostrando a sua extrema utilidade no onze titular do Sporting. Hoje esteve impecável ao ajudar Gudelj na formação de uma barreira intransponível no nosso meio-campo defensivo e criou constantes desequilíbrios, com posse de bola, nas transições ofensivas do corredor central. Saiu fisicamente debilitado, aos 82', após uma actuação esgotante, sob intensos - e merecidos - aplausos dos adeptos.

 

De Bas Dost. Regresso do ponta-de-lança aos golos - e logo a dobrar. Marcou primeiro, aos 50', de grande penalidade, e culminou a exibição aos 68' com um remate de primeira na grande área, aproveitando da melhor maneira um cruzamento de Bruno Fernandes. A forma como festejou este golo, transbordante de energia, contagiou ainda mais os adeptos no estádio: consumava-se assim o triunfo sobre o Braga, com indícios de que o melhor Sporting está de regresso. Quanto a números, também o avançado holandês mostra serviço: leva 21 golos marcados nesta época, 14 dos quais na Liga. Igualando o ponta-de-lança braguista Dyego Sousa.

 

De Diaby. Grande trabalho sem bola do avançado maliano, arrastando com frequência as marcações adversárias enquanto abria caminho às constantes incursões de Ristovski pelo lado direito (e aos cruzamentos procurando Bas Dost, aos 15', 17' e 66'). Aos 48', mostrando que também é bom de bola, correu 40 metros com ela, desembaraçando-se de sucessivos adversários e acabando por só ser derrubado em falta dentro da grande área do Braga. Foi o melhor lance individual do desafio. E talvez o mais decisivo: desse penálti, convertido por Bas Dost, resultaria a certeza de que já não deixaríamos fugir os três pontos.

 

Da nossa linha defensiva. Impecável exibição do reduto formado por Coates, Ilori, Ristovski e Borja, impedindo o Braga de construir situações de golo. Esta organização defensiva - com o lateral colombiano, muito consistente, fechando bem o corredor esquerdo sem arriscar incursões na ala, ao contrário do macedónio no corredor oposto, e a dupla Gudelj-Wendel ajudando a bloquear o caminho mais à frente - foi um dos condimentos essenciais para termos vencido de forma tão categórica. Pormenor raro: terminamos a partida sem sofrer qualquer golo. Não há coincidências.

 

Da rotação na equipa. Marcel Keizer, acertadamente, mexeu muito no onze inicial, fazendo entrar sete jogadores que tinham ficado fora dos titulares na quinta-feira, frente ao Villarreal: só Coates, Acuña, Bruno Fernandes e Bas Dost foram repetentes. Este refrescamento foi coroado de êxito: a equipa demonstrou uma desenvoltura física como há muito não se via e que contribuiu em larga medida para o domínio leonino em campo.

 

Da merecida homenagem a Peres ao intervalo. O nosso saudoso médio, duas vezes campeão nacional pelo Sporting e com um brilhante currículo igualmente ao serviço da selecção, mereceu ser evocado dias após o seu falecimento. Felizmente a exibição leonina neste jogo esteve ao nível da classe e da categoria de Fernando Peres.

 

 

 

Não gostei

 

Que Luiz Phellype ainda não tenha marcado pelo SportingEntrou hoje aos 70', substituindo Bas Dost. É verdade que já vencíamos por 3-0 e tínhamos reduzido a pressão ofensiva, mas o melhor que o brasileiro conseguiu foi um cabeceamento ao lado, no minuto 75.

 

Da "greve" de apoio à equipa feita pelas pseudo-claques. Destes apoiantes o Sporting não precisa. De todo.

 

Do vaivém de alguns jogadores, que tão depressa são titulares como ficam excluídos das convocatórias. Aconteceu desta vez com Miguel Luís e Jovane, que têm andado mais fora que dentro. Assim tardarão a ganhar rotinas e confiança.

 

Da ausência de Nani. Pelos motivos que já expressei aqui.

Enganei-me

Pensava eu que, após a humilhação de que o clube foi vítima, até com ecos além-fronteiras, os responsáveis do Nacional iriam avançar com nova equipa técnica e novos jogadores para substituir aquele bando de abéculas que embrulhou dez no bornal.

Afinal, enganei-me: vão antes «avançar com queixas-crime» a quem, exercendo o livre direito à crítica, os verberou pela inenarrável postura em campo.

Adoram ser vergastados, estes totós. Depois da derrota em campo, aguarda-os a derrota nos tribunais. Outra cabazada em perspectiva.

2018 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: GOLEADA AO QARABAG

Seguimos em frente na Liga Europa, transitando para os 16 avos de final, sendo a equipa com mais golos marcados no nosso grupo e tendo apenas somado uma derrota (frente ao poderoso Arsenal) nesta fase da segunda maior competição de clubes tutelada pela UEFA. Neste percurso muito positivo, iniciado com José Peseiro, prosseguido com Tiago Fernandes e agora com Marcel Keizer ao leme, o melhor resultado foi, de longe, o alcançado em Baku, capital do remoto Azerbaijão, situada a 6.500 quilómetros de Lisboa. Ocorreu a 29 de Novembro, com uma goleada: ganhámos por 6-1.

Foi o nosso mais saboroso triunfo em 2018, na estreia internacional do actual técnico holandês enquanto orientador técnico do Sporting. O ex-treinador do Ajax não podia ter começado da melhor maneira, suplantando largamente o 2-0 registado em Alvalade, frente à mesma equipa, a 20 de Setembro. Foi também o nosso melhor registo, numa partida disputada fora de casa para as provas europeias, desde 1986. Foi ainda a mais volumosa derrota alguma vez sofrida pelo Qarabag - que na época anterior tinha imposto dois empates ao Atlético Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Houve golos para os mais diversos gostos. Marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). Era um poderoso contributo do Sporting para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, compensando assim o descalabro de outras agremiações. 

Nesta partida destacou-se Wendel, com quatro assistências para golo, uma proeza impressionante, confirmando a qualidade deste jovem médio brasileiro que chegara a Alvalade em Janeiro sem merecer a menor atenção do treinador Jorge Jesus. Exibição muito positiva também de dois reforços da era Sousa Cintra, Diaby e Gudelj, com as melhores exibições até então alcançadas de verde e branco. Destaque igualmente para a estreia absoluta, na nossa equipa principal, do jovem lateral direito Thierry Correia, com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. 

Foi inegável a alegria dos nossos jogadores, bem simbolizada no salto mortal que Nani deu mal marcou o golo, retomando uma imagem de marca a que nos tinha habituado. Este era o Sporting que nós queríamos. Este é o Sporting que nós queremos sempre.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Sinceramente? Temi o pior!

Não sou possuidor do apuradíssimo verbo do Pedro Correia, do Pedro Azevedo ou do Leonardo Ralha para descrever ao pormenor o jogo de ontem.

Porque em questões de futebol jogado sou um mero mas muuuuuuuuuuuuuuuuuito sofredor adepto. De tal forma que à meia hora de jogo com dois golos encaixados e com o Sporting (quase) encostado às cordas pelo Nacional, sinceramente temi o pior.

Entretanto lembrei-me daquele jogo, há uns anos, entre o Sporting e o Braga em que fomos para intervalo também a perder por dois e que acabámos por ganhar por 3 a 2. Ora com o golo de Bas Dost mesmo ali à minha frente ainda na primeira parte aguardei pacientemente o restante jogo.

No intervalo o semblante dos que me rodeavam não era o melhor. Diria mais... as faces carregadas e as parcas palavras diziam (quase) tudo.

Depois... depois aconteceu que o príncipe adomecido Sporting recebeu ao intervalo o beijo da princesa esperança (e certamente umas palmadas do kaiser) acordando da sua letargia de forma que no segundo tempo carregou o Nacional para a sua grande área.

Considero as imagens seguintes como o momento crucial da partida.

E mais não digo!

 

Vão-se habituando

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Eu já disse que gosto deste tipo de futebol e que estou com o treinador quando ele diz que prefere ganhar por 3-2, que por 1-0.

Mas o futebol do Sporting vai ser isto, tipo "dar e levar", tentando dar sempre mais um murro (salvo seja) que o adversário.

Hoje não jogámos uma pevide na primeira meia-hora e o resultado nessa altura (0-2) era lisonjeiro para nós. Pronto, é verdade que estávamos a jogar com nove, mas a culpa não é do Jefferson nem do Bruno César, que não são eles que escalam a equipa. Se quanto ao brasileiro, talvez não haja volta a dar (Lumor, por onde anda?) quando Acuña está impedido, já quanto ao outro brasileiro (eheh), ficou hoje provado, talvez, que o miúdo que o substituiu, Miguel Luís é o substituto natural de Wendel (por enquanto). Bom, não seria justo para com Jefferson, se não referisse a falta de apoio que teve do ala, Nani( que hoje não esteve lá, também), que o deixou quase sempre só e abandonado, tendo quase sempre que se haver com dois adversários.

Os insulares vieram com intenções claras de marcar cedo, tão cedo que logo no primeiro minuto quase iam marcando. Não foi ali, foi por volta dos sete, que a primeira lá bateu dentro. E os nossos estavam tão a leste do jogo, que se adivinhava o segundo, que acabou por aparecer aos vinte e seis e só não veio o terceiro, porque Renan fez uma bela defesa a negar mais um aos comandados do ministro Costinha.

Depois há um descuido de um nacionalista que faz um penalti daqueles completamente desnecessários (se há algum penalti necessário), que Dost converteu à matador. As coisas mudaram então e aí adivinhava-se o nosso segundo que só foi interrompido pelo intervalo.

Eu não sei o que foi feito lá no balneário ao intervalo, mas os equipamentos eram os mesmos, os jogadores eram os mesmos (com a nuance de vir ML no lugar de BC), mas havia no ar um outro sentimento e a previsão da sócia que ao intervalo dizia que iríamos ganhar por 3-1 (assim mesmo, que a gente com os nervos às vezes engana-se), acabou por tomar corpo, mas apenas aos setenta minutos, com um golo de B. Fernandes, a recarga de um remate de Dost, que o redes defendeu para a frente. Aos 75', Mathieu fez levantar o estádio, com um golo daqueles... de fazer levantar o estádio! A partir daí ainda Dost bisou (literalmente, já que o árbitro se esqueceu que tinha apitado e mandou repetir), novamente de penalti e Bruno Fernandes, já depois dos 90', selou os cinco que eu previra nos prognósticos do Pedro Correia ("esqueci-me" foi dos dois do adversário, damn!).

De modo, como vos aviso lá em cima no título, vão-se habituando a isto. Calafrios, golos sofridos, mas uma vontade séria e enorme de vencer, que fez com que parecesse fácil marcar 5 golos. Não foi, o Nacional jogou muito bem.

É esta a diferença, para melhor, do Sporting de Keizer em relação ao de Peseiro (e até de Jesus). Tenho sérias dúvidas se qualquer deles daria a volta aos 0-2 que o marcador mostrava aos 26, mas isto é apenas um "achismo".

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Nacional por 5-2. Marcel Keizer continua de vento em pôpa ao comando da equipa técnica do Sporting. Mesmo em jogos que não começam bem para nós, como sucedeu com este. Depois de meia-hora inicial de domínio da equipa forasteira, que surpreendeu o conjunto leonino com as suas linhas avançadas e dois golos marcados nos primeiros 25 minutos, soubemos dar a volta à adversidade e fazer uma segunda parte avassaladora, concluída com nova goleada. A quinta em seis jogos da era Keizer.

 

De Bruno Fernandes. Exibição discreta na primeira parte, como médio mais de contenção do que de construção. Mas soltou-se no segundo tempo e contribuiu muito para a remontada da equipa, projectando-a para diante com passes longos e bom domínio da bola. E apontou mais dois golos - o segundo (70') e o quinto do Sporting (90'+2), este último acabando por empolgar ainda mais as bancadas de Alvalade, onde o nervosismo imperou durante dois terços da partida.

 

De Bas Dost. Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário, Daniel Guimarães. Aliás, acabou por meter a bola três vezes na baliza, pois na segunda ocasião o árbitro deu-lhe ordem para repetir. O internacional holandês continua sem falhar: já leva dez marcados neste campeonato, ostentando um total de 71 golos marcados em 69 jogos da Liga portuguesa. E hoje ficou a sensação de ter visto invalidar um golo limpo, aos 18', pelo árbitro Fábio Veríssimo, além de ter proporcionado aos 67' a defesa da noite ao guarda-redes do Nacional com um remate de primeira em posição frontal e assistido Bruno Fernandes no segundo do Sporting. O melhor em campo.

 

De Mathieu. Grande exibição do central francês. Praticamente fez duas posições, pois acorreu sempre à dobra de Jefferson, hoje uma autêntica nulidade. E foi ainda ele a começar a construir diversas jogadas ofensivas, infiltrando-se no corredor central como se fosse um médio ofensivo e assim incutindo força e ânimo aos colegas. Coroou o seu desempenho com um livre directo marcado de forma exímia, aos 75': nasceu assim o nosso terceiro - e decisivo - golo. Uma obra-prima: assim se estreou a marcar neste campeonato.

 

De Jovane. Voltou a ser talismã: Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 68', por troca com um exausto Nani, e dois minutos depois o jovem sub-21 formado em Alcochete contribuía para a reviravolta no resultado ao iniciar o lance de que resultou o nosso segundo golo com um passe longo para Bas Dost. Viria ainda a participar na construção do quinto, já no tempo extra.

 

Da emoção desta partida. Sete golos, reviravolta no marcador, jogo aberto por parte das duas equipas. Nós, os 31.408 espectadores que esta noite comparecemos em Alvalade, gostámos do que vimos: assim se faz a festa do futebol.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria. E de que maneira: em seis jogos, somamos 25 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave, quatro ao Aves, três ao Vorskla e agora cinco ao Nacional. Honrando as melhores tradições leoninas, já somos a equipa mais goleadora na Liga 2018/2019.

 

De mantermos este registo nos jogos em casa. Não perdemos em Alvalade há um ano e sete meses. Merece destaque.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto com o 13.º classificado no campeonato. Tal como sucedeu na jornada anterior, frente ao Aves, a equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do adversário em campo e cedemos-lhe o comando das operações. O Nacional entrou com forte dinâmica, exercendo pressão alta sobre o portador da bola, com todas as linhas avançadas no terreno, condicionando a nossa construção ofensiva. Neste período sofremos dois golos, de bola corrida, e deixámos a equipa madeirense superiorizar-se.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 1-2. O desconforto e até a irritação começaram a instalar-se nas bancadas. Seria que a estrelinha de Keizer começava a empalidecer? Felizmente soubemos recuperar muito bem desse resultado desfavorável e transformar um resultado negativo em nova goleada.

 

De Jefferson. Péssima exibição do lateral brasileiro, que transformou a sua ala numa avenida onde os adversários circulavam livremente, deixando-o quase sempre para trás - como sucedeu no segundo do Nacional. Outra falha sua só não resultou em golo, aos 79', devido a uma enorme defesa de Renan. Os adeptos sentiram certamente saudades de Acuña, hoje ausente por castigo.

 

De Bruno César. Keizer apostou nele, após longo período de afastamento do onze titular leonino. Mas esta experiência destinada a colmatar a ausência do lesionado Wendel foi mal-sucedida: enquanto o brasileiro esteve em campo, jogámos sempre com menos um no centro do relvado. O treinador apercebeu-se a tempo de corrigir o erro: Bruno César já não voltou do intervalo, sendo rendido - com inegável vantagem pelo jovem Miguel Luís.

 

Dos amarelos exibidos a três jogadores nossos. Mathieu, Coates e Bruno Fernandes foram os alvos. Pior para o internacional uruguaio, titular absoluto no Sporting, que ficará ausente da próxima partida por acumulação de cartões.

 

Dos assobios aos nossos jogadores. O "tribunal de Alvalade" continua implacável: ao mínimo deslize, escutaram-se vaias a diversos profissionais leoninos. Incompreensíveis, de todo, os apupos dirigidos a Renan, durante grande parte da partida, por alegada demora em recolocar a bola em jogo. Não perceberão estes adeptos que esta atitude de profundo desagrado só transmite nervosismo para o relvado?

Vai mesmo de cernelha

A rapaziada aqui do blogue e alguns dos leitores que fazem o favor de perder tempo com os meus escritos, sabem da minha costela de "agricultor". Pois este fim de semana foi tempo, já que o trabalho que muitas vezes também se mete pelo meio o permitiu, foi tempo dizia, de me agarrar às árvores e tratar de lhes fazer a poda. Poderá ainda ser cedo, mas vocês não fazem ideia dos contentores de folhas que eu tenho que varrer... Assim, matam-se dois coelhos com uma cajadada apenas (espero que o senhor do PAN não venha aqui...).

Portanto, dois dias a dar na tesoura e no serrote, subir e descer escada, emolhar os resíduos, que a lareira agradece e ensacar os restantes verdes para enviar para o sítio certo, depois do duche de hoje a tentação foi refastelar-me no sofá e ficar na sorna em frente à lareira e ver a final da Libertadores e o Sporting na televisão, à vez. Mas como anda por aqui um anónimo com vontade de marrar que diz que eu não vou a Alvalade desde que há nova direcção e o meu stock de cernelhas está esgotado até final do ano, lá resisti ao chamamento do calor e do sofá, vesti a jaqueta, perdão, o polar, tirei o carro da garagem e fiz a curta viagem de Caneças até ao Ricardo Jorge, que é onde costumo estacionar.

Eu tinha vaticinado no passatempo do Pedro Correia, nos "prognósticos antes do jogo", uma vitória por 4-0, portanto ia confiante, principalmente depois das indicações que tinham vindo a ser dadas pela equipa. Oitenta e nove degraus depois, lá me sentei no meu lugar. Eu já aqui falei do mau pressentimento que tenho quando a malta canta "O Mundo Sabe Que" num compasso mais acelerado que o normal e hoje isso voltou a acontecer, de tal modo que se acabou a cantiga ainda a letra ia a pouco mais de meio, passe o exagero.

E o Aves fez jus a este meu mau pressentimento, entrando muito bem no jogo e tomando o comando das operações, de tal forma que na primeira meia hora só deu Aves, que marcou uma vez e poderia ter repetido a dose por duas ocasiões, dominou o jogo e fez os nossos andar, literalmente, aos papeis, enredados numa teia de onde raramente conseguiram sair. Depois houve o penalti, que foi ali mesmo à minha frente, mas eu não vi nada; Não quer dizer que não fosse, eu é que confesso que não vi mas acredito no VAR. Dost foi chamado a fazer aquilo que bem sabe e a minha esperança e a de 35 mil e qualquer coisa que lá estivemos hoje renasceu e a força interior de tanta gente, deve ter-se transmitido para Nani, que decidiu fazer uma obra de arte e nos levou para o descanso com um resultado enganador.

Como para dar razão a Pimenta Machado, o que foi verdade na primeira parte, foi mentira na segunda e apareceu um Bruno Fernandes que sabe-se lá por onde andou na primeira parte, que ninguém o viu senão nos inúmeros passes para os adversários que desatou a jogar à bola de tal forma que fez dois naturales que se traduziram noutras tantas chicuelina e verónica uma de Bas Dost e outra de Diaby que sentenciaram a corrida, perdão a partida. Quem não chegou às cortesias foi Acuña, que resolveu pregar um par de coices em dois adversários, que o fizeram regressar mais cedo ao touril, perdão, ao balneário.

Em resumo, uma goleada que estava por mim prevista, mas que o Desportivo das Aves fez por não merecer, dominando até aos curtos, perdão, na primeira parte, mas sendo atraiçoado pela eficácia da colocação dos ferros, perdão, na colocação dos remates dos nossos, que em cinco marcaram quatro e todos na borboleta!

É assim, às vezes fazem-se pegas de levantar a praça, perdão, exibições de levantar o estádio, outras o resultado acaba por ser melhor que a exibição. Ou seja, vai-se lá de cernelha! O que, apesar de tudo, não impediu uma saída em ombros.

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Aves por 4-1. Um jogo que marcou a estreia do novo técnico leonino Marcel Keizer no estádio do Sporting. Um percurso ainda muito curto mas claramente promissor: já lá vão quatro desafios consecutivos a vencer - três dos quais com goleadas, como hoje aconteceu.

 

De Bruno Fernandes. O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida - assinados por Nani (45'+2), Bas Dost (48') e Diaby (60'). A última, com um passe de mais de 30 metros, foi soberba. Merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Que mais dizer do goleador holandês? Esta noite voltou a facturar mais dois golos: o primeiro - de grande penalidade, aos 40' - permitiu desbloquear o jogo, que estava a revelar-se difícil para as nossas cores devido à boa organização táctica da equipa adversária e ao golo que sofremos cedo, logo aos 17'. No segundo tempo Dost voltou a marcar - com um cabeceamento perfeito - e subiu, com este bis, ao topo da lista dos artilheiros da Liga, contabilizando já oito. No total, leva 69 marcados no campeonato português desde que chegou a Alvalade. E em boa hora também ele regressou no Verão.

 

De Nani. Uma vez mais, exibição de pura classe do internacional leonino, campeão europeu em título. Autor do mais belo golo da partida de hoje, com um remate em arco, de pé esquerdo, ao apanhar o guarda-redes ligeiramente adiantado. É um prazer vê-lo actuar, comandando a equipa na transição ofensiva, com a sua perfeita visão de jogo e a sua claríssima noção de espaço.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria (quatro golos em cinco oportunidades, o que é notável) e acentuou a sua dinâmica, sobretudo no corredor central, muito mais consistente desde a chegada do novo treinador. Em quatro jogos, somamos 17 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave e quatro agora ao Aves. Honrando as melhores tradições leoninas, já estamos em segundo lugar nas equipas com melhor ataque na Liga 2018/2019.

 

Dos quatro golos deste jogo. Pela primeira vez em oito meses marcamos tanto no campeonato - desde o Belenense-Sporting (3-4) da época passada, disputado em Abril.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

Da ovação à nossa equipa de judo durante o intervalo. Aplausos mais que merecidos aos novos campeões europeus da modalidade.

 

Da presença de mais de 35 mil espectadores em Alvalade. Apesar da hora, apesar da noite fria, apesar de amanhã ser dia de trabalho, apesar de à mesma hora haver a transmissão televisiva da final da Taça dos Libertadores, o nosso estádio estava muito composto. E ou me engano redondamente ou terá assistências cada vez maiores à medida que se confirmar como candidato ao título que nos foge há 17 anos.

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa primeira meia hora. A equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do Aves em campo e deixou-se condicionar pelo golo sofrido, de bola parada, ainda nesta fase inicial da partida, em que a turma forasteira teve mais duas hipóteses de marcar. Só no último quarto de hora desse primeiro tempo começámos a impor o nosso ritmo e a comandar o jogo.

 

De Acuña. Continua com problemas disciplinares que o desvalorizam como profissional, protestando por tudo e por nada. Hoje recebeu um cartão amarelo à meia hora de jogo. Revelando dificuldades em travar o ala adversário, viu outro da mesma cor, aos 55', rumando mais cedo ao balneário e deixando o Sporting em inferioridade numérica durante mais de 35'. Primeiro jogador leonino expulso nesta Liga 2018/2019. Tem de rever a sua atitude em campo.

 

Da lesão de Wendel. Hoje muito marcado, o brasileiro teve uma exibição modesta. E acabou por sair de campo lesionado, aos 58'. Esperemos que não seja nada grave.

 

Do treinador do Aves, José Mota. Expulso por comportamento visivelmente incorrecto perante a equipa de arbitragem, decidiu uma vez mais dar (mau) espectáculo. Esquecendo que no futebol a sério os únicos artistas devem ser os jogadores.

Quente & frio

Gostei muito da goleada desta noite em Baku, frente ao Qarabag, equipa a que impusemos a maior derrota de sempre para as competições europeias. Grande exibição leonina, bem traduzida no resultado: 6-1. O nosso mais dilatado, fora de casa, desde 1986 também para as provas europeias. Com golos marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). O Sporting contribui assim para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, para compensar o descalabro de outras agremiações. Nota máxima para o técnico Marcel Keizer, com duas goleadas consecutivas ao comando do plantel leonino: com ele ao leme, somamos dez golos marcados e dois sofridos. E transitamos para os 16 avos de final da Liga Europa.

 

Gostei  de ver a nossa equipa dominar por completo o corredor central, sem se limitar a conduzir os lances ofensivos só pelos flancos. Da subida de forma de jogadores como Gudelj e Diaby, claramente em ascensão. Da estreia absoluta na equipa principal de Thierry Correia, jovem lateral direito com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. Do grande golo marcado por Nani, conduzindo a bola num slalom que deixou para trás quatro adversários antes de fuzilar as redes do Qarabag. E gostei sobretudo da magnífica exibição de Wendel, que fez quatro assistências para golo e merece ser destacado como o melhor em campo. 

 

Gostei pouco das diversas ausências forçadas na nossa equipa. Ou por castigo ou por lesão, Mathieu, Acuña, Montero, Battaglia, Raphinha e Ristovski não integraram a comitiva que viajou ao Azerbaijão. Mas há males que vêm por bem: algumas destas ausências permitiram potenciar novos valores leoninos numa partida em que nunca tirámos o pé do acelerador nem cometemos o erro de "gerir o resultado" à espera que o tempo fosse passando, mesmo estando a ganhar por 3-1 ao intervalo. Não por acaso, terminámos o jogo de hoje com três jovens profissionais formados em Alcochete: Carlos Mané, Thierry Correia e Jovane Cabral. 

 

Não gostei que esta eliminatória europeia se tivesse disputado a 6,5 mil quilómetros de distância de Lisboa, na Transcaucásia, havendo agora necessidade de atravessar todo o continente europeu no regresso à capital portuguesa. Uma travessia que causa inevitável desgaste, tendo em vista a nossa difícil deslocação a Vila do Conde, para o campeonato, na próxima segunda-feira.

 

Não gostei nada de recordar que Wendel - um jogador de inegável qualidade, como agora se comprova - chegou em Janeiro e permaneceu este tempo quase todo desaproveitado por mais de uma equipa técnica. Sobretudo na segunda época da volta passada, quando Jorge Jesus o manteve sistematicamente fora do onze titular. Apetece perguntar por que motivo só agora o jovem brasileiro adquirido ao Fluminense está a ser aproveitado, quase um ano após ter desembarcado em Alvalade.

Quente & frio

Gostei muito da estreia do técnico holandês Marcel Keizer, conduzindo o Sporting à primeira goleada da época: 4-1, contra o Lusitano Vildemoinhos, para a Taça de Portugal, em jogo disputado no estádio do Fontelo, em Viseu. Uma vitória mais que merecida perante uma plateia constituída em grande parte por adeptos leoninos, entoando o cântico "Eu quero o Sporting campeão". Começar com o pé direito é imprescindível: Keizer passou no teste.

 

Gostei  daqueles nove alucinantes minutos em que marcámos três golos, desbloqueando um jogo que permaneceu empatado até aos 71'. Havia que acelerar em busca da vitória e conseguimos concretizar esse objectivo. Sobretudo graças ao suspeito do costume: Bas Dost. O holandês saiu do Fontelo com folha exemplar: mais dois golos somados ao seu pecúlio (leva já sete nesta temporada) e ainda uma assistência para o segundo, marcado por Bruno Fernandes. Diaby, que se encarregou de fechar a contagem, estreou-se enfim a marcar. O melhor em campo foi Dost, único membro deste plantel que estabelece uma diferença digna de registo: há um Sporting com ele e outro sem ele. Destaco ainda Jefferson, que se exibiu em muito bom nível, na luta pela titularidade como lateral esquerdo: três dos nossos quatro golos surgem do flanco dele, com assistências directas do brasileiro para o primeiro e o terceiro.

 

Gostei pouco das exibições de alguns dos nossos jogadores. Bruno Gaspar voltou a demonstrar défice de penetração ofensiva e não sai isento de responsabilidade no golo consentido. Gudelj parece-me deslocado como médio defensivo, faltando-lhe acutilância e velocidade na primeira fase de construção de lances ofensivos. Diaby, apesar do golo marcado, continua a revelar défice posicional como extremo, onde Raphinha ou Jovane se destacam mais que ele.

 

Não gostei da ausência, por castigo ou lesão, de jogadores que são nucleares no onze titular leonino. Desde logo Acuña, que tem sido um dos elementos mais influentes neste surpreendente Sporting 2018/2019, a que nenhum dos especialistas do comentário futebolístico vaticinava futuro brilhante e afinal se vai destacando em todas as frentes internas e na Liga Europa. Também Raphinha faz falta ao núcleo central de jogadores leoninos. Isto sem esquecer Battaglia, afectado por uma lesão muito prolongada que o deverá deixar de fora durante o resto da temporada.

 

Não gostei nada da primeira parte do Sporting neste embate com o Lusitano Vildemoinhos, clube da terra natal do campeoníssimo Carlos Lopes - um dos heróis de sempre em Alvalade. A turma viseense, que alinha na série B do Campeonato de Portugal e é constituída por amadores, deu boa réplica à nossa equipa, que nos 45 minutos iniciais demorou imenso tempo a construir lances ofensivos, fazendo circular a bola com exasperante lentidão. Ao intervalo, registava-se um empate: 1-1. Nada digno dos pergaminhos do Sporting, como o novo técnico holandês certamente não deixou de lembrar aos jogadores no balneário. De alguma coisa terá servido esta pausa: a história do jogo foi bem diferente no segundo tempo.

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo no Sporting nesta noita gélida em Alvalade frente à União da Madeira, para a Taça da Liga. Do resultado - 6-0, a maior goleada da época até agora. Da atitude em campo - mesmo a ganhar já por larga margem, os nossos jogadores nunca tiraram o pé do acelerador. Da saúde anímica e da capacidade física da equipa. Do carácter, da dinâmica, da intensidade, da movimentação colectiva. E de continuarmos invictos neste quinto mês consecutivo de competição futebolística.

 

Gostei da boa exibição de Doumbia, que hoje foi titular na frente do ataque e correspondeu marcando dois golos: o primeiro, aos 20', e o terceiro, aos 61' - leva já sete nesta temporada, destacando-se como o melhor marcador do plantel por minuto jogado e também como figura deste desafio. Jorge Jesus fez muito bem em apostar nele e em experimentar na segunda parte Acuña na posição de lateral esquerdo: o argentino deu melhor resposta neste lugar do que Bruno César, que saiu aos 53'. Também gostei de ver Bas Dost (em campo desde os 53') assistir Gelson Martins para o quarto golo, aos 67'. E que os nossos dois centrais marcassem: Mathieu, autor do segundo golo, de cabeça, aos 51'; e Coates a rematar vitoriosamente com o pé direito aos 79', fazendo o quinto golo. Gostei ainda do sexto golo, o melhor do encontro, aos 81'. Autor: Iuri Medeiros, dez minutos após entrar em campo, num fortíssimo pontapé cruzado, da direita para a esquerda, coroando um excelente lance individual. Gostei enfim da nossa veia atacante: 27 remates ao longo do jogo.

 

Gostei pouco de ver três bolas desperdiçadas nos ferros da baliza da equipa madeirense. Primeiro por Podence ao poste, no minuto 31. Depois por Coates num petardo que o guarda-redes fez embater na barra, aos 43'. Finalmente por Bas Dost, também à trave, quando estavam decorridos 59'. Três lances que prometiam mas souberam a pouco. Tal como o resultado ao intervalo: um escasso 1-0, o que levou Jesus a mandar sair Bruno César e Bryan Ruiz logo após o recomeço, fazendo entrar (com larga vantagem para a equipa) Bas Dost e Bruno Fernandes. Ainda foi possível ver durante 17 minutos Dost e Doumbia juntos na frente de ataque, algo nada frequente.

 

Não gostei de ver Bruno César como lateral titular, com Fábio Coentrão (tal como Battaglia) em merecido repouso, fora da lista dos convocados. O polivalente brasileiro tem andado pouco inspirado e rende pouco nesta posição. Pior ainda esteve Bryan Ruiz, colocado de início como médio de construção mas sem revelar inspiração nem dinâmica, falhando passes sucessivos. Foi substituído aos 53', já demasiado tarde: não está em forma para integrar o onze inicial leonino, mesmo na Taça da Liga, que o Sporting costuma desvalorizar.

 

Não gostei nada da hora tardia do encontro, iniciado às 21.15, numa noite de semana. Horário absurdo, que afugentou muita gente de Alvalade: as bancadas, compreensivelmente, estavam muito despidas e bastante mais frias do que é habitual, retirando atmosfera e emoção ao desafio que se desenrolava no relvado.

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