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És a nossa Fé!

Ainda o Eterno Fantasma de Godinho Lopes

Quando entrei na última AG depois de falar com algumas pessoas e ouvir várias conversas fiquei plenamente convencido que o conselho diretivo ia conseguir aprovar a quase totalidade dos 13 pontos que iram ser votados. E se alguns fossem reprovados sê-lo-iam porque se tratam de alterações estatutárias que exigiriam 75% dos votos. Dos seis que foram a votos, recorde-se, a apoio foi esmagador e bem superior a 75%, incluindo as contas do clube e autorizações sobre imobiliário e o universo empresarial do clube.

Havendo humildade democrática e sem surpresas de andamento este desfecho era o mais natural e, na minha opinião, desejável. Estava até convencido que se houvesse votação por alíneas de alteração estatutária, como tantas vezes se faz na Assembleia da República (e a que o presidente aludiu há poucos dias como sendo algo que tinha ideia de vir a propor na AG passada), a percentagem de alterações estatutárias chumbadas seria diminuta pois os pontos de desconforto eram mesmo só dois ou três em dezenas de alterações.

O problema da AG não foi o Carlos Severino nem os associados que falaram antes que foram defender a honra perante as acusações diretas e pessoais feitas pelo presidente. Desconfio que só as pessoas da primeira e segunda fila é que percebiam o que o senhor Severino estava a gritar. E poucos ou nenhum estavam ávida e permanentemente a ver o que era ou não publicado pelos media, fora da AG com fonte na AG (vídeos, cartas…), aparentemente com exceção dos órgãos sociais.

O que sobrava para quem lá estava e que via e ouvia os gritos do presidente, de alguns diretores e dos visados era apenas um espetáculo triste e de duvidosa utilidade face aos objetivos principais daquela AG.

A verdade é que com a condução dos trabalhos feita pela Mesa e com as intervenções do presidente, conseguimos estar, já com várias horas de atraso, a discutir pela enésima vez as eleições de 2011 e o que é que fulano e sicrano tinham ou não tinham feito ou deviam ter feito!

O presidente “carregava” nuns botões e esses “botões” reagiam numa troca que não me interessava de todo e que, me atrevo a dizer, interessaria mesmo a muito poucos que iam vendo as horas a passar e o cerne da questão a ser adiado para as calendas para dar prioridade àquele lavar de roupa suja, sete anos depois dos eventos sucedidos.

Chegar à discussão dos estatutos, está quieto e havia ainda a promessa do presidente de ir falar, um por um, dos sportingados, fazendo o seu libelo de acusação e, naturalmente, conceder tempo de réplica. Mesmo assim, mesmo com a gestão desastrosa da AG pelo seu presidente, em nenhum momento senti que se estivesse a criar um movimento anti-direção e menos ainda que aqueles 700 e tal maduros ali estivessem representando uma federação de grupos e grupinhos prévia e secretamente combinados.

Por tudo isto, é muito triste ver agora o presidente passar um atestado de estupidez ou burrice (cada um interprete como quiser) aos mais de 700 associados presentes que pela sua análise ou eram participantes de um complot conspirativo ou eram peões que foram manipulados pela sageza dos conspiradores.

Não posso estar mais em desacordo com esta interpretação dos factos e, acreditando que ela é sincera, só posso dizer ao senhor presidente que tem grande dificuldade em perceber os associados que tem. A reação que teve foi ela própria ofensiva, pois impediu-nos sequer de votar a possibilidade de votar um requerimento, extrapolou como quis o que não chegou a acontecer e, basicamente, forçou outra AG porque aqueles 700 e tal tinham deixado de lhe interessar.

O que vejo hoje são várias tentativas de tornar em “realidade” uma interpretação mistificadora do que se passou na AG que está a ter como consequência escavar trincheiras que a poucos interessam, elevando a um grau de importância associados que há muito nada mexem ou dizem ao comum sportinguista com o aparente fito (peço desde já desculpa que me engano) de exaltar ódios e apoios para remendar as consequências dos enormes tiros no pé que os órgãos sociais deram durante a AG com especial destaque para o presidente da Mesa e do Clube.

Provavelmente, tudo será sanado dia 17, não porque os mais de 75% dos sócios dessa AG serão melhores do que os 700 e tal que estavam na AG anterior mas porque a maioria clara ainda considerará que, pesando os prós e os contras, vale a pena continuar a apoiar os atuais órgãos sociais. Muito provavelmente, se não tivesse presenciado a última AG não me abespinharia tanto com a truculência, falta de respeito e falta de rigor que tenho visto nos últimos dias e, muito provavelmente também apoiaria a direção atual. É caso para dizer que felizmente só lá estiveram 700 e tal.

Dito isto, os dois tostões que aqui deixo não são para convencer ninguém, são um mero exercício de liberdade e respeito pela minha consciência e pela verdade.

Uma coisa é certa, se a atual direção continuar a alienar associados válidos, empenhados e que até os apoiavam, com a ligeireza com que enfia alguns críticos no saco dos proscritos e candidatos a expulsão, não só dificilmente os recuperará como apoiantes como irá continuando a ver a sua base de apoio erodir-se, pondo em risco aquele que é um legado positivo que qualquer sócio e adepto que ama o Sporting consegue reconhecer e valorizar.

Despreze o que é desprezável, deixe os críticos mais vezes a falar sozinhos. Encerre de vez o passado onde ele merece estar há já alguns anos e canalize todas as energias para as batalhas que interessam e que estão muito mais fora do clube do que no seu interior. E parta do princípio que os sócios e adeptos do Sporting são muito inteligentes e nunca burros a quem é preciso explicar as coisas muito devagarinho, um tique que lhe fica muito mal e a que recorre amiúde.

Escolhemos Godinho Lopes mas depois escolhemos Bruno de Carvalho.  Deixe-nos gozar o sucesso da sua direção sem termos sombras por cima da cabeça e trincheiras alimentadas pelos nossos próprios dirigentes e deixemos de uma vez por todas de dar cartaz ao eterno fantasma de Godinho Lopes e seus apaniguados.

E viva o Sporting.

Terça-feira de Carnaval

1. Godinho Lopes quebra o silêncio para atacar Ricciardi, em plena sintonia com Madeira Rodrigues.

 

2. O desaparecido Paulo Pereira Cristóvão também reaparece para dar uma mãozinha ao rival de Bruno de Carvalho.

 

3. O candidato alternativo apresenta enfim o seu treinador.

 

4. "Juande Ramos vai ganhar menos que Jesus." Alguém explica a Madeira Rodrigues que a língua portuguesa é muito traiçoeira?

Loja dos trezentos

Vinte e cinco por cento do passe de João Mário  pertence a um fundo de investimento, pomposamente intitulado Quality Football Ireland Limited (QFIL). Esta percentagem foi alienada em 2012, durante o mandato de Godinho Lopes à frente do Sporting, pela módica quantia de 400 mil euros - avaliando portanto um dos mais promissores talentos da formação leonina num montante totalmente dissociado do seu valor real, como os factos não tardaram a demonstrar: 1,6 milhões de euros. Num tempo em que o nosso clube era visto como uma espécie de loja dos trezentos: as cláusulas de rescisão estavam fixadas em valores ridículos e até jogadores dos escalões da formação já tinham os respectivos passes em poder de entidades alheias ao Sporting.

Garantem alguns saudosistas do croquete que isto não era gestão danosa. Não sei então que nome lhe chamar.

Eu é mais campismo, mas...

"No desenvolvimento da sua actividade como instituição desportiva, o Sporting Clube de Portugal estabelece relações comerciais com diversas entidades através de acordos e parcerias.

No âmbito da hotelaria, o Sporting Clube de Portugal estabeleceu, nos últimos anos, um acordo comercial com a cadeia de Hotéis Holliday Inn do Intercontinental Hotels Group. As equipas das várias modalidades, bem como os colaboradores do Clube, têm utilizado os serviços desta cadeia hoteleira nas suas deslocações pelo país.

Neste sentido, e como é prática corrente, o Sporting Clube de Portugal formalizou a reserva de alojamento para a sua equipa profissional de futebol numa unidade Holliday Inn em Portugal. Após confirmação da disponibilidade para as datas requeridas, o Sporting Clube de Portugal encetou a preparação logística desta deslocação.

Estranhamente, a poucos dias da efectivação da reserva, sem que nada o fizesse prever e após várias trocas de informação entre as duas entidades, a referida cadeia hoteleira informou o Sporting Clube de Portugal que iria anular a reserva anteriormente estabelecida.

Face à gravidade deste procedimento, o Sporting Clube de Portugal solicitou à cadeia Holliday Inn um esclarecimento pleno da situação e a justificação deste incumprimento. Em resposta a este pedido, informaram-nos que a equipa profissional de futebol do nosso clube estava impedida de se alojar naquela unidade hoteleira durante toda a época desportiva, alegando que essa decisão se devia a “instruções superiores” entretanto recebidas pelos colaboradores do Hotel.

Considerando a gravidade desta decisão da Holliday Inn, com todos os seus contornos “nebulosos”, o Sporting Clube de Portugal decidiu suspender imediatamente todas as relações comerciais com a referida cadeia hoteleira e informar os seus associados e adeptos da natureza deste incidente. Qualquer equipa desportiva ou colaborador do Clube jamais recorrerá a serviços dos hotéis Holliday Inn, manifestando o Sporting Clube de Portugal total desagrado pelo comportamento ético e institucional reprovável desta cadeia hoteleira do Intercontinental Hotels Group.

Em função do relatado, os Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal saberão, em consciência, tomar as decisões que entenderem quando tiverem de recorrer a este tipo de serviços."

 

Apenas uma pequena referência a que um dos donos desta cadeia de hotéis, em Portugal, é... tcharaaaaaaan!!!! Godinho Lopes!!!  O homem era um verdadeiro benemérito, nem sei porque correram com ele!

Quando Godinho Lopes encomendava auditorias

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Como a memória de alguns é muito curta, vamos lá avivá-la. A respeito de auditorias, por exemplo.

Em Fevereiro de 2012, Luís Godinho Lopes abalava o universo leonino ao anunciar o resultado de uma "auditoria independente" às gestões anteriores solicitada pela sua equipa directiva logo no início do mandato.

O Sporting entrara em "falência técnica", proclamou o então presidente do Sporting, apontando o dedo acusador a quem o precedeu.

A auditoria examinara com minúcia 13 anos de gestão leonina - entre 1998 e 2011 - abrangendo os mandatos de José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencour. E as conclusões foram devastadoras.

Houve "resultados líquidos negativos consolidados em quase todas as épocas". Acumulara-se um "défice crónico de tesouraria", de "quase 20 milhões de euros por ano", forçando o consequente "recurso a empréstimos" que  contribuíram para o "agravamento do passivo" em 230 milhões, fixando-se então nos 276 milhões.

Na altura, isto provocou compreensíveis reacções de desagrado. Dias da Cunha, por exemplo, veio a público garantir que tinha deixado o Sporting "equlibrado financeiramente".

O que aquela auditoria não podia prever era o descomunal aumento do passivo que viria a ser ampliado durante a gestão de Godinho Lopes. Cem milhões, a somar ao resto.

Não deixa entretanto de ser irónico que seja hoje ele apontado a dedo, do mesmíssimo modo como procedeu em relação a outros. Não consta que na altura se tivesse arrependido de ter agido como agiu.

Um acto de justiça

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«As duas últimas décadas foram as que faliram o clube. O Sporting, transformado em empresa e dirigido por gestores profissionais, era afinal clube de amigos. Está tudo na auditoria. Contratos não escritos, pagamentos sem justificação, bonificações sem enquadramento legal, serviços externos garantidos por funcionários, dirigentes que trabalhavam para empresas contratadas, comissões exageradas com fundos e agentes. E, claro, o caso dos custos do estádio, de que ficará sempre qualquer coisa por contar. O Sporting perdeu muito dinheiro com a gestão profissional de tipo empresarial. Nuns casos foi incompetência, noutros foi mais grave do que isso. É por isso que, não sendo fã de expulsões, tenho de concordar com quem se quer ver livre da fina flor do entulho. A expulsão de Godinho Lopes é um acto de justiça. Para com o clube e até para com alguns dos auditados. Podem ter gerido mal o clube. Mas faça-se a justiça de dizer que nem todos são da estirpe de Godinho Lopes.»

Daniel Oliveira, hoje, no Record

 

ADENDA: A ilustração surge por sugestão de um leitor, que naturalmente acolhi. É sempre bom lermos clássicos da literatura portuguesa

Já vai tarde

Conduziu o Sporting à mais catástrofica situação financeira de sempre.

Conduziu o Sporting ao pior resultado desportivo da sua história no futebol.

Fez contratos com jogadores lesivos dos legítimos interesses do clube.

Delapidou o património leonino.

Aumentou o passivo da SAD a níveis estratosféricos.

Vendeu jogadores a preço de saldo e passes de jogadores - inclusive de miúdos da nossa formação - para cobrir simples operações de tesouraria.

Aceitou depor contra o Sporting no litígio judicial que opõe o nosso clube à Doyen no Tribunal Europeu do Desporto.

 

Vários destes motivos, isoladamente, bastariam para legitimar a retirada do cartão de sócio do Sporting Clube de Portugal a Luís Godinho Lopes.

Somados, todos eles reforçam essa legitimidade.

Foi isso que sucedeu, por decisão soberana do Conselho Fiscal e Disciplinar, sem votos contra, cumpridos os preceitos estatutários em vigor no clube.

O facto de Godinho Lopes ter sido ex-presidente do clube, neste caso, não constitui circunstância atenuante mas agravante.

 

Vejo alguns chorar lágrimas, eventualmente de crocodilo, por esta expulsão.

Por mim, só tenho a dizer isto: já vai tarde.

Poderá parecer que estou feliz

Mas acreditem que não!

Nunca um sócio de um Clube pode ficar feliz pela expulsão de outro que exerceu as funções de presidente.

Mas o que tem que ser, tem mesmo que ser e outra solução não poderia haver, dadas as faltas gravíssimas apontadas.

Eis o comunicado do CFD, na íntegra:

 

1. Na sequência da conclusão da fase nº 1 da Auditoria de Gestão ao Sporting, pedida pelo Conselho Diretivo (CD) à empresa de auditoria Maazars e assim cumprindo uma importante promessa eleitoral, um conjunto de 76 sócios, perante a verificação de graves irregularidades reveladas no Relatório Final dessa auditoria, solicitou a abertura de processos disciplinares contra os seguintes sócios: Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes, Luís José Vieira Duque, Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro Guedes.

 

2. Em face da delicadeza e complexidade do assunto, o Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) decidiu pedir ao CD a contratação de um jurista que fosse, simultaneamente, advogado especializado para instruir processos disciplinares e independente do SCP e do fenómeno desportivo, o Dr. David Carvalho Martins, que foi a nossa escolha.

3. Após algum tempo de espera, também devido ao facto de ter sido necessário obter as autorizações dos autores do relatório de Auditoria por existirem factos confidenciais que tinham de ser analisados, foi possível desencadear as diversas fases dos processos disciplinares a partir de Fevereiro de 2015.

4. No conjunto dos actos praticados, foi este o calendário dos diversos momentos destes quatro processos disciplinares:

- requerimento de abertura dos processos disciplinares: 15 de Setembro de 2014;

- entrega oficial do Relatório da Auditoria de gestão da Fase 1: 25 de Setembro de 2014;

- contratação do jurista instrutor para análise do Relatório de Auditoria e apreciação de eventuais ilícitos disciplinares: Janeiro de 2015;

- concessão das autorizações de confidencialidade: Abril de 2015;

- finalização das notas de culpa aos 4 arguidos: 8 de Maio de 2015;

- envio das notas de culpa aos arguidos, explicitando o tempo de resposta (15 dias úteis, com possibilidade de consulta dos documentos no Clube e pedido de outras diligências para a descoberta da verdade): 15 de Maio de 2015;

- resposta às Notas de Culpa: responderam, apresentando a sua defesa, Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro (25.5.2015) e Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes (27.5.2015);

- recepção dos quatro relatórios finais do instrutor dos processos disciplinares após serem devidamente apreciadas as respostas dos arguidos: 17 de Junho de 2015;

- decisão final do CFD: 25 de Junho de 2015.

5. A decisão final tomada em 25 de Junho de 2015 pelo CFD foi a seguinte em relação aos 4 arguidos:

- Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro Guedes: arquivamento dos autos por unanimidade de votos dos membros do CFD por terem deixado de ser sócios a seu pedido antes do início do procedimento disciplinar, embora o CFD tivesse feito menção, na sua acta, que os comportamentos enunciados na Nota de Culpa que lhes fora dirigida eram “…muito graves e atentatórios dos superiores interesses do Sporting, devendo, portanto, ser considerados no âmbito de uma eventual proposta de readmissão, nos termos e para os efeitos do artigo 14.º, n.º 2, dos Estatutos…”;

- Luís José Vieira Duque: aplicação por unanimidade dos votos dos membros do CFD de uma sanção de suspensão por 1 ano, agravando a sanção disciplinar proposta pelo instrutor (que era a de suspensão por 9 meses), considerando a gravidade das infracções cometidas;

- Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes: aplicação por seis votos a favor e uma abstenção dos membros do CFD da sanção disciplinar de expulsão, agravando a sanção disciplinar proposta pelo instrutor (que era a de suspensão por um ano), considerando a prática de infracções disciplinares muito graves para a imagem e património do Clube, as quais quebraram, de um modo absoluto e irremediável, a relação de confiança que qualquer sócio merece ter por parte do Clube, no caso com a agravante de se tratar do seu dirigente máximo, o Presidente do Conselho Directivo, no período em apreciação (2011/2013).

6. Nos termos dos Estatutos do Sporting, os arguidos a quem foram aplicadas estas sanções disciplinares têm o direito de recorrer para a Assembleia Geral, nos 30 dias seguintes ao da sua notificação, recurso que é devolutivo no caso de suspensão de um ano e recurso que é suspensivo no caso da expulsão.

Mais se esclarece que todos os arguidos foram notificados, por correio electrónico, desta deliberação no dia seguinte, 26 de Junho de 2015, sendo notificado em papel no próximo dia útil, que será 29 de Junho de 2015.
Se os arguidos não se conformarem com estas decisões disciplinares, têm a possibilidade, nos termos gerais e como sucede em Estado de Direito Democrático, de recorrer aos tribunais, para fazer valer a sua perspectiva a respeito dos processos disciplinares que, no âmbito do Clube, assim chegaram ao seu termo.

Devido à confidencialidade que envolve os processos disciplinares, o CFD está impedido de revelar mais factos, ficando os respectivos processos arquivados nos serviços Clube, bem como esta deliberação registada no Livro de Actas do CFD como Ata nº 33, todos estes documentos à disposição dos arguidos para a sua consulta, não podendo ser, naturalmente, do domínio público, salvo a partir do momento em que os sócios arguidos recorram da deliberação do CFD para a Assembleia Geral do Clube. Neste caso, por definição, os autos dos processos disciplinares devem ficar à disposição da Assembleia Geral para os devidos efeitos.

7. O CFD lamenta que sobre este assunto se promovam ou alimentem campanhas de desinformação ou de manipulação que se destinam a beliscar a seriedade e a regularidade da condução dos processos disciplinares, mandatando o seu presidente para prestar os demais esclarecimentos tidos por convenientes.

Lisboa, 28 de Junho de 2015.

 

Não é sportinguista

Todos queremos que o Sporting vença o processo que o opõe à Doyen no TAS a propósito de transferência de Marcos Rojo para Inglaterra. Todos os que somos sportinguistas, claro.

Ao aceitar ser testemunha abonatória da Doyen, dois anos depois de ter deixado Alvalade em falência financeira e desportiva, Godinho Lopes, coloca-se ao lado de uma empresa que está em conflito aberto com o Sporting.

Com este acto inaceitável Godinho Lopes demonstra assim, a todos os adeptos do nosso clube, que não é sportinguista.

 

ADENDA: «Apesar das divergências com a actual Direcção, não percebo como [GL] aceita testemunhar contra o Sporting. Custa-me ver um antigo presidente neste papel. Podia sempre abster-se e não aceitar testemunhar a favor do fundo de investimento. Lamento profundamente tudo isto, a sua posição é profundamente lamentável.» (Vasco Lourenço, ex-membro do Conselho Leonino, citado hoje no jornal A Bola)

Contra o Sporting

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Godinho Lopes, ex-presidente do Sporting. Ao lado de Pinto da Costa. Como testemunha da Doyen em tribunal.

Contra o Sporting.

O mesmo Godinho Lopes que ainda há dias se atrevia a dar lições a outros em matéria de carácter.

Podia - e talvez devesse - expressar com clareza o que senti há pouco, ao ler aquela notícia. Mas tudo quanto penso sobre Godinho Lopes ficou enumerado em devido tempo, ainda durante o consulado dele. Aqui.

Para avivar a memória de Dias da Cunha

«Godinho Lopes aprendeu comigo. Está a ser um excelente presidente.»

Dias da Cunha, 26 de Abril de 2012

 

«Godinho Lopes é um excelente condutor de homens e um excelente gestor.»

Dias da Cunha, 17 de Julho de 2012

 

«Tenho a certeza que Godinho Lopes é o homem indicado para liderar os destinos do Sporting e procurar as melhores soluções.»

Dias da Cunha, 27 de Julho de 2012

Tudo bons rapazes

Percebo que nesta altura devemos apontar o nosso foco para a final que nos cabe ganhar e tentar ser imunes às manobras de diversão com que deparamos todos os dias, mas seria hipócrita se não reconhecesse e tornasse público o gozo que me dá imaginar uma cáfila de pretensos sportinguistas vendo escorrer por si abaixo a maquilhagem da nobreza na barra do tribunal. Carlos Barbosa é uma personagem repulsiva, acho-o pesporrente e serôdio até mais não poder - irrita-me solenemente; Pereira Cristóvão inspira medo, dá a ideia de ser alguém capaz de tudo; Godinho Lopes parece-me um banana; Nobre Guedes destila cagança; e Duque é, no sentido mais obscuro, um homem do futebol. Agora andam uns contra os outros: Cristóvão diz que Duque mente, Godinho acusa uma amnésia selectiva, Nobre passeia impante sobre a miséria nacional, Barbosa permanece igual a si mesmo (a imbecilidade é crónica) e Duque sacode a água do capote. Varrer isto do SCP, para mim, é saneamento básico. Festejo-o não como uma Taça, mas com aberto regozijo. E interpreto o desinteresse dos jornais. Ainda há quem compare Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo. Se o querem atacar, ao menos tenham a coerência de procurar mais perto os exemplos. E pronto, já disse o que me apetecia. Agora sim, venha a final!

Aldrabices

Este blogue tem a presença regular de adeptos do clube do outro lado da 2ª circular, espero que algum deles faça chegar ao seu presidente o que Godinho Lopes disse no fim do encontro que o tal referiu : 

"Em relação ao que se passou no Estádio da Luz, condenamos o sucedido e a nossa perspetiva é, como sempre, colaborar com as forças de segurança para que tais situações não se repitam", afirmou ao site oficial do clube, após uma reunião com a direção nacional da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP)"

Já nada me espanta

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Godinho Lopes, como qualquer cidadão, tem todo o direito a defender-se das acusações de que é alvo no âmbito da auditoria de gestão em curso no Sporting. Claro que devia tê-lo feito no local próprio - a assembleia-geral do clube. Optou antes, no entanto, pela falta de comparência e pelo silêncio, só ontem à noite quebrado numa extensa entrevista à RTPi - precisamente o canal que costuma revelar mais simpatias portistas - a 40 horas do apito inicial do FC Porto-Sporting.

Não discuto a questão de fundo. Limito-me a questionar o critério de oportunidade. Quando as atenções de todos os sportinguistas estão já viradas para o clássico da Taça de Portugal, o antecessor de Bruno de Carvalho vem deitar lenha numa polémica interna sobre a qual tinha evitado cuidadosamente pronunciar-se até ao momento. Apetece perguntar-lhe o que o fez falar só agora, praticamente na véspera de um dos mais importantes confrontos desportivos da nossa equipa nesta temporada 2014/15.

Entre as suas declarações da noite de ontem, há uma que me impressiona pela falta de seriedade: a de querer partilhar com Bruno de Carvalho a humilhante classificação registada pelo Sporting no campeonato 2012/13: «O sétimo lugar foi conquistado [sic] em conjunto com a actual direcção.»

Como se as responsabilidades pudessem ser repartidas entre o presidente que programou e avalizou a desastrosa política desportiva levada a cabo nessa época ao longo de 23 das 30 jornadas oficiais, e aquele que se limitou a atenuar os derradeiros estilhaços desde o momento em que se sagrou vencedor do acto eleitoral, na madrugada de 24 de Março de 2013, quando a equipa seguia no décimo lugar da Liga.

Tratando-se porém do mesmo dirigente que prometeu um "Sporting campeão" e um "Sporting independente da banca", já nada me espanta.

Faz hoje um ano

 

Os sportinguistas foram a votos para eleger os novos órgãos sociais do clube. Foi um dos dias mais longos dos últimos anos de história leonina. Um dia que iniciei, aqui no blogue, com estas perguntas para fazer antes de votar:

"Em que candidato mais confio?

Qual deles amará mais o Sporting?

Quem tem uma equipa mais completa?

Quem tem mais capacidade de liderança?

Quem merece mais ter uma oportunidade?

Quem pode ser mais eficaz perante os adversários?

Quem parece mais indicado para levantar o nosso clube?

Qual deles faz mais parte da solução do que do problema?"

 

Nem neste dia 23 de Março de 2013 o presidente cessante, Godinho Lopes, resistiu à tentação de obter ainda algum protagonismo. Fazendo esta declaração pouco depois de ter votado: "Saio tranquilo. Tenho pena de não ter acabado o mandato. Acho que o merecia: era a forma de concluir um programa que passava pela reestruturação, que era fundamental para a estabilidade do Sporting. Acredito que o futuro me fará justiça."

Palavras que me levaram a concluir isto: "Chega sempre o momento em que temos o direito - e até o dever - de dizer nunca mais."

Faz hoje um ano

 

Notícia do dia, faz agora um ano: Godinho Lopes anunciou que não se recandidataria à presidência do Sporting na eleição de 23 de Março. O balanço ainda provisório do seu mandato, nesse dia 6 de Fevereiro de 2013, era desastroso. Prometeu unir - e desuniu. Prometeu sanear - e não saneou. Prometeu vencer - e perdeu. Sob o seu mandato, não ganhámos nada no futebol profissional - o principal cartão de visita e a maior fonte de receitas do clube. E o Sporting estava ainda mais endividado do que no momento em que o presidente iniciou funções, em 2011, sucedendo a José Eduardo Bettencourt.

"Godinho Lopes tinha tudo para falhar, pelo que já se sabia de uma equipa dirigente que juntava boa parte do pior que o nosso clube tem. Devemos procurar escolher sempre os melhores, em tudo, mas no Sporting teimamos em escolher sempre os piores (ou pelo menos em deixar que os piores se façam eles próprios escolher)", escreveu o António Manuel Venda.

E o Diogo Agostinho avisava: "Mais do que um nome, quero uma liderança para o clube e paz no dia-a-dia. Um clube neste grau de loucura diário não aguenta. Os papagaios vão sempre andar por aí, mas quem suceder a Godinho Lopes tem que ter a capacidade de não cair na teia dos notáveis. Hoje de abraços, amanhã de almoços, jantares e bocas conspirativas."

Faz hoje um ano

 

Acentuavam-se os rumores sobre a partida iminente de Vercauteren, fundamentados numa notícia do diário Record, muito próximo do Conselho Directivo do Sporting. Apesar de o presidente Godinho Lopes ter garantido dias antes que o treinador belga não tinha "lugar em risco".

A temporada 2012/13 arrancara com o maior investimento de sempre no futebol. Mas naquele dia 22 de Dezembro de 2012 a realidade era bem diferente das promessas feitas pelos responsáveis leoninos: o pior arranque de uma época futebolística, despedida prematura de três das quatro competições do ano, Liga dos Campeões já (ante)vista por um canudo, crise financeira aliada à crise desportiva, incapacidade de manter uma equipa técnica, incapacidade de fixar um onze-base em campo, contínua depreciação dos nossos jogadores no mercado.

 

Havia ainda, em certos blogues, quem procurasse falar em "normalidade". Mas no Sporting daquele tempo, faz agora um ano, nada havia de normal.

Não era normal termos sido afastados da luta pela liderança do campeonato, estarmos fora da Taça e das competições europeias muito antes do Natal.
Não era normal estarmos muito abaixo não só do Braga mas também do Rio Ave (que nos ganhara em casa) e do Paços de Ferreira.
Não era normal termos perdido duas vezes contra o Moreirense.
Não era normal não termos ganho um só jogo por mais de um golo de diferença quando iam decorridas 12 jornadas do campeonato.
Não era normal termos começado a época com um treinador, depois ter vindo outro, depois mais outro e então já se pré-anunciar outro.

 

O que me levou a escrever isto nessa mesma data: "Um clube tecnicamente falido ainda hoje paga o salário do treinador que viria "reconduzir o clube aos triunfos" (solene promessa presidencial na campanha de 2011) e foi sumariamente despachado há dez meses "por falta de resultados desportivos" numa altura em que a equipa ainda podia ganhar tudo, excepto a Taça Lucílio Batista (a única a que, por ironia, hoje podemos aspirar). O homem que, à falta de vitórias e troféus, nada mais tem a oferecer aos sportinguistas senão palavras desdiz hoje o que disse ontem. E desdirá amanhã o que hoje diz. Afirma este homem que no primeiro ano do mandato conseguiu mobilizar e unir os sportinguistas. É verdade, mobilizou-nos - para derrotas."

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