Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Iremos jogar com quem?

Temos oito jogadores infectados com Covid-19. E também o treinador Rúben Amorim acusou positivo no teste ao coronavírus, estando já em isolamento.

Isto a dois dias do jogo Sporting-Gil Vicente, para nós a partida inaugural do campeonato 2020/2021.

 

A menos que exista decisão em sentido contrário da Direcção-Geral da Saúde, este jogo irá mesmo realizar-se. Da nossa parte - sabemos já - sem Cristián Borja, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Luís Maximiano, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Renan, Rodrigo Fernandes.

O Gil Vicente não está melhor, antes pelo contrário: tem dez jogadores com Covid e não poderá ser orientado pelo treinador Rui Almeida, igualmente de quarentena por ter acusado positivo.

 

Começa a ser equacionado o cenário de recorrermos a elementos do Sporting B para compor a equipa que em princípio estará presente no estádio José Alvalade, às 18.30 de sábado.

Será mesmo necessário?

Neste contexto, venho propor-vos um exercício: que jogadores (titulares e suplentes) deveriam ser escalados para este desafio, sabendo já os nomes de oito com quem não podemos contar?

 

ADENDA: Alterei o texto, acrescentando o nome de Quaresma entre os infectados.

Os prognósticos passaram ao lado

Houve muitos prognósticos, não faltaram sequer previsões de goleada em Alvalade, mas o facto é que ninguém conseguiu antecipar o resultado do Sporting-Gil Vicente. Que até teve um desfecho banal em futebol: 2-1, vitória nossa. Conclusão: esteve mais afinada a pontaria de Wendel e Plata do que a dos que aqui arriscaram os seus palpites.

Mas não há problema: vem aí outro jogo, já depois de amanhã.

Uma orquestra em construção

Mais uma vitória deste Sporting de Rúben Amorim perante uma equipa com a qual tinha perdido na 1ª volta, fruto duma superioridade evidente e por um resultado que apenas pecou por escasso.

A partir dum modelo táctico atípico no que ao futebol português diz respeito, bem diferente do utilizado na formação, estamos a conseguir ganhar os jogos ao mesmo tempo que preparamos a próxima época, lançando jovens e testando a sua adequação a determinadas posições. Percebe-se bem que os jogadores entram em campo para fazer determinadas coisas treinadas e não deixadas ao sabor do improviso, a equipa consegue avançar e recuar harmoniosamente no terreno, intervalar progressão apoiada com passes longos e variações de flanco, e ser eficaz nas bolas paradas defensivas e ofensivas. Depois, claro, acontecem aqui e ali erros por querer fazer bem que por vezes se pagam caro, falhas deste ou daquele, ou simplesmente falta de categoria dum ou doutro. Digamos que a orquestra ainda está em construção, a partitura é complicada e requer inteligência na interpretação, a qualidade de jogo está ainda longe de ser entusiasmente, e sendo assim a nota artística não pode ser  famosa.

Mas a base da orquestra está encontrada. Ontem, 10 dos 15 utilizados são sub-23, muitos deles a beneficiar do processo de selecção levado a cabo por esta Direcção e que incluiu a sua integração no estágio de pré-época com Keizer. Alguns deles são simplesmente muito bons, não demorarão muito a impor-se nas Selecções A respectivas e a valer muitos milhões. 

E que dizer dos outros? Coates, Borja e Ristovski beneficiaram imenso com este sistema. Sporar trabalha bem mais do que finaliza, mas isso não chega. Neto ficou na sombra de Coates. Os argentinos ressentiram-se imenso com a paragem. Renan, Ilori, Eduardo, Rosier e Mattheus Oliveira parecem definitivamente cartas fora do baralho. LP29, com as limitações decorrentes da lesão grave no joelho, também não sei se terá lugar. Quando tinha tudo para finalmente engrenar, o Francisco Geraldes... aleijou-se. Ou é mesmo falta de sorte ou trata-se daquilo que distingue as eternas promessas daqueles que chegam longe na profissão.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória desta noite, em casa, contra o Gil Vicente. Derrotámos por 2-1 a equipa que tinha vencido o FCP na primeira jornada da Liga 2019/2020 e que nos dobrou (1-3) na primeira volta, em Barcelos. Desta vez com domínio total do jogo: foi, oficialmente, o nosso triunfo n.º 1500 no primeiro escalão do campeonato nacional de futebol. O resultado - que por este motivo será sempre lembrado no futuro - começou a ser construído aos 21', com golo de Wendel. Plata ampliou a vantagem aos 49'. A equipa minhota reduziu aos 90', marcando de penálti.

 

De Plata. Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores. Podia ter marcado outro, aos 85', na sequência de um excelente centro de Nuno Mendes. O melhor em campo.

 

De Wendel. Foi ele a pautar o jogo leonino, liderando as transições ofensivas, bem entrosado com Matheus Nunes. Precisão de passe, argúcia na leitura de jogo e capacidade de variação de flanco, baralhando marcações e dando criatividade ao processo ofensivo. Parece estar um pouco em toda a extensão do terreno, como se verificou no golo inicial, quando ganhou o ressalto, após falhanço de Sporar, e rematou com êxito. Fez um excelente passe em velocidade isolando Plata, num lance que o jovem equatoriano desperdiçou.

 

De Nuno Mendes. Vem subindo de rendimento jogo após jogo, tornando-se cada vez mais influente. A jogada do primeiro golo tem início num excelente lançamento lateral, das mãos dele. Actuando sobretudo como médio-ala no corredor esquerdo, neste sistema implantado por Rúben Amorim, destacou-se em duas iniciativas ofensivas aos 6' e aos 85'. Transpira confiança e boa condição física, parecendo bem articulado com Borja, que lhe assegura as dobras no seu flanco.

 

De Coates. O capitão da equipa não é apenas o patrão da defesa: aos 29 anos, é o mais veterano do onze titular, que hoje apresentava uma idade média de 22,6 anos. Domina todos os momentos de jogo no reduto mais recuado, ganhando lances aéreos e nunca desperdiçando uma oportunidade de ajudar a equipa no plano ofensivo, nomeadamente durante as marcações de cantos. Cortes muito oportunos aos 19', 63' e 68'.

 

De Ristovski. Foi titular pelo segundo jogo consecutivo e confirmou que tem vontade e energia para agarrar o lugar, que neste modelo 3-4-3 estimula o seu pendor ofensivo. Características bem patentes na jogada rápida que desenvolveu na construção do primeiro golo, recebendo a bola de Sporar e colocando-a nos pés de Plata, numa demonstração clara de bom futebol de ataque. Dois cruzamentos, aos 61' e aos 83', mereciam ter sido mais bem aproveitados.

 

De Max. Exibição segura e consistente. Fez duas grandes defesas: aos 35', quando revelou óptimos reflexos ao travar um tiro de Barayé disparado já dentro da área; e aos 64', quando evitou que o Gil Vicente marcasse de livre directo.

 

De mais duas estreias na equipa principal. Aos 81', Amorim mandou sair Matheus Nunes e lançou Tiago Tomás, que na época passada marcou 28 golos pela equipa sub-17 e este ano apontou três na Liga Revelação. Tem 18 anos e promete tornar-se um avançado de referência no Sporting. Aos 90'+1 entrou Joelson: com apenas 17 anos, é um dos nossos mais brilhantes jogadores do escalão júnior. Substituiu Sporar, ainda a tempo de marcar um livre directo. Nem um nem outro esquecerão este dia de estreia. Que foi também o dia do 114.º aniversário do Sporting.

 

Da contínua aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Rafael Camacho), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Com Tomás e Joelson, já são cinco os jogadores que o actual treinador leonino estreou nos últimos desafios. Sem inibições nem complexos de qualquer espécie.

 

Da homenagem a grandes Leões em dia de aniversário. Excelente, a ideia de imprimir nas camisolas dos jogadores os nomes de craques históricos do futebol do Sporting. Max, por exemplo, apareceu como Damas. E os nossos golos foram marcados por Jesus Correia (Wendel) e Balakov (Plata). Tiago Tomás tinha o nome de Cristiano Ronaldo estampado na camisola e Joelson estreou-se em homenagem explícita a Yazalde - era o nome que trazia escrito nas costas.

 

De somarmos quatro jogos seguidos a ganhar, pela primeira vez na temporada em curso.  Além disso levamos uns inéditos (nesta época) seis jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que continuamos no bom caminho, por mais que isso faça perder as estribeiras a alguns - ao presidente do Braga, por exemplo, que ontem tentou visar o Sporting num patético comunicado em que anunciava o despedimento do treinador Custódio, sucessor de Rúben Amorim, ao fim de apenas seis jogos.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Temos agora cinco pontos de avanço em relação ao Braga, novamente derrotado (perdeu 2-3 com o Rio Ave), e encurtámos a distância face ao Benfica, que nesta ronda soçobrou perante o Marítimo (0-2). O segundo lugar está agora a nove pontos. É difícil alcançá-lo, mas não impossível. Algo impensável há um mês.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora quinze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses quinze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

De ver a equipa tão desfalcada. Já não nos bastava termos perdido Bruno Fernandes (que brilha em Manchester, onde acaba de marcar pela primeira vez dois golos ao serviço do United) e Mathieu (recém-retirado do futebol). Vietto e Luiz Phellype continuam afastados por lesões. Francisco Geraldes magoou-se no último treino antes deste jogo. Acuña (já recuperado) e Jovane ficaram de fora, por opção técnica. Por um ou outro motivo, não pudemos contar com pelo menos quatro jogadores considerados imprescindíveis no onze titular do início da época.

 

Do excesso de golos falhados. Em pelo menos três ocasiões, desperdiçámos oportunidades soberanas de sentenciar o jogo, que manteve o desfecho incerto até final. Sporar falhou um golo cantado na sequência de um canto, aos 14'. Plata decidiu mal aos 45', quando tinha apenas o guarda-redes pela frente. Aos 47', também isolado, Wendel rematou com força mas à figura do guardião gilista.

 

De Camacho. Amorim optou por trazê-lo de volta aos titulares, mas o jovem que já actuou no Liverpool não foi feliz neste regresso ao onze. Trapalhão, desligado dos colegas, pareceu sempre desconfortável na ala esquerda, onde o técnico o colocou de início. Anda a faltar-lhe acerto e consistência. E nem o facto de ter jogado com o nome de Figo nas costas (último n.º 7 que obteve sucesso no Sporting) pareceu inspirá-lo. Quando saiu, aos 69', já parecia ter ido tarde.

 

De Idrissa Doumbia. Substituiu Camacho e nos minutos iniciais até parecia embalado para uma boa exibição, reforçando o meio-campo para compensar um Wendel já muito desgastado. Mas teve uma péssima intervenção quase ao cair do pano, ao cometer um penálti absolutamente desnecessário, quando a bola já se encaminhava para fora da área e o Gil Vicente continuava sem causar real perigo à nossa organização defensiva. Deste modo não apenas permitiu que a equipa minhota marcasse como deu oportunidade a que o autor do golo fosse um tal Rúben Ribeiro, que anda há dois anos em litígio aberto com o Sporting e teve a sorte de regressar a Alvalade com as bancadas sem público. Se alguém merece uma vaia monumental dos sportinguistas é este indivíduo que faz da ingratidão um lema.

Prognósticos antes do jogo

Alvalade (ainda sem público) será palco logo à noite, a partir das 21.15, do Sporting-Gil Vicente. Temos más recordações da equipa visitante, que na primeira volta, a 1 de Dezembro, nos venceu por 3-1. Sem esquecer que logo na jornada inaugural desta Liga 2019/2020 derrotou o FC Porto pela mesma marca.

Segue-se a pergunta habitual: quais são os vossos prognósticos para este jogo?

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

Quente & frio

Gostei muito  dos seis minutos finais do jogo Gil Vicente-Sporting (0-2). Foi quanto bastou para construir o triunfo de ontem, em contraste com a humilhante derrota sofrida três dias antes no mesmo estádio, perante o mesmo adversário. O facto de a equipa de Barcelos ter jogado desfalcada de vários titulares terá ajudado o onze leonino a vencer esta partida que nos mantém com expectativas de passar às meias-finais da Taça da Liga, troféu que conquistámos nas duas épocas anteriores. Domínio claro do Sporting durante toda a segunda parte, em que não me recordo de qualquer intervenção de Renan - um dos cinco jogadores que o técnico leonino fez alinhar nesta partida e estiveram ausentes da anterior (as outras novidades foram Ristovski, Coates, Neto e Miguel Luís). Mas o nosso primeiro golo aconteceu só aos 89', na perfeita conversão de um livre à entrada da grande área, pelo suspeito do costume: Bruno Fernandes. Foi também o capitão a fazer a assistência para o segundo, marcado por Vietto aos 90'+5, num exemplar lance de contra-ataque finalizado de forma irrepreensível pelo argentino, último suplente utilizado por Silas, tendo substituído Bolasie aos 83'. Não será correcto falarmos em vingança, mas teve um certo sabor a desforra. Pena o jogo mais importante ter sido o de domingo, pois contava para o campeonato.

 

Gostei  que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido invicta. À semelhança do que sucedeu em três dos quatro jogos anteriores. A excepção foi precisamente o Gil Vicente-Sporting de domingo, em que encaixámos três e só marcámos um.

 

Gostei pouco  que tivéssemos começado este desafio apenas com um jogador oriundo da nossa formação - Miguel Luís, que voltou a desperdiçar uma oportunidade de ganhar protagonismo na equipa principal do Sporting como médio ofensivo, acabando por ser substituído aos 55'. E que tivéssemos só um outro ex-membro da nossa Academia em campo quando soou o apito final: Rafael Camacho, precisamente o substituto de Miguel Luís. Que tarda em demonstrar os atributos que terão levado a SAD leonina a contratá-lo no mercado de Verão por cerca de cinco milhões de euros.

 

Não gostei  do festival de passes falhados pelos nossos jogadores nesta partida, traindo desconforto, nervosismo e até algum bloqueio psicológico. Quase todos pecaram neste capítulo: Coates (3', 40', 79'); Ristovski (16', 25', 74', 83'); Bruno Fernandes (19', 37', 39', 45', 45'+1, 65', 84'); Wendel (26', 72'); Bolasie (36'); Acuña (39', 75', 76'); Idrissa Doumbia (59', 61', 73') e Camacho (68'). Nem gostei que Acuña se tivesse feito expulsar, uma vez mais, por protestos absolutamente descabidos: primeiro aos 27', conseguindo transformar uma falta favorável ao Sporting num cartão amarelo; depois aos 90'+1, quando encosta a cabeça à testa do quarto árbitro, o que lhe valeu novo cartão, indo para o duche mais cedo. Atitude irresponsável dum jogador já com idade e estatuto para ter juízo, até porque é titular da selecção argentina.

 

Não gostei nada  dos javardos que se deslocaram ao estádio do Gil Vicente para exibirem faixas onde se lia «Varandas out». Mesmo sabendo que o presidente do Sporting nem se encontrava lá por ter sido pai precisamente no dia de ontem. Estes imbecis, que não hesitam em transformar cada estádio deste país em palco do seu ódio a Frederico Varandas, para gáudio de todos os nossos adversários, foram distribuindo as mesmas tarjas em diversos viadutos de autoestradas que conduziam a Barcelos. Um péssimo cartão de visita dos pupilos de Mustafá, que só serve como balão de oxigénio para o presidente leonino. Quanto mais gritam contra ele, mais lhe prolongam o mandato.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Da derrota em Barcelos (3-1). Perdemos sem discussão possível, levados ao tapete pelo Gil Vicente, muito bem orientado por Vítor Oliveira. Aos 18', já estávamos com o primeiro enfiado nas nossas redes. Ainda empatámos antes do intervalo, mas aos 55' sofremos o segundo, de penálti, e nunca mais conseguimos acompanhar a pedalada da equipa anfitriã. O terceiro aconteceu mesmo ao cair do pano, conferindo mais justiça ao resultado.

 

Da péssima exibição.  Basta anotar que o primeiro remate do Sporting surgiu apenas aos 43', com um pontapé de Wendel à malha lateral. Mediocridade absoluta da nossa linha dianteira, incapaz de desmontar a teia bem urdida pela muralha defensiva do Gil Vicente, que há duas épocas militava no terceiro escalão do futebol português. Na maior parte do tempo a equipa ainda orientada por Silas limitou-se a trocar a bola em zonas recuadas do terreno, de forma totalmente inofensiva, num reflexo evidente do descalabro exibicional dos jogadores que vestem de verde e branco. Nenhum deles teve desempenho positivo. Bruno Fernandes limitou-se a ser o menos mau neste primeiro jogo da Liga em que não fez qualquer remate à baliza nem ensaiou um só tiro de meia-distância.

 

De termos somado quatro derrotas à 12.ª jornada. Um terço dos jogos perdidos quando faltam duas rondas para terminar a primeira volta do campeonato. Segundo desaire consecutivo fora de casa após a derrota em Tondela. Somamos já tantas derrotas como o Rio Ave, o Moreirense e o próprio Gil Vicente. E mais do que o V. Guimarães, o V. Setúbal, o Boavista e o Famalicão. Só conseguimos vencer metade dos jogos disputados sob o comando de três técnicos: Keizer, Pontes e Silas.

 

De Ilori. Numa equipa que vai exibindo preocupantes carências e gritantes defeitos, o central chamado a titular por lesão de Coates demonstrou uma vez mais que não tem categoria para integrar o plantel leonino. O golo inaugural do Gil Vicente nasce de dois erros indesculpáveis deste defesa que há quase um ano regressou a Alvalade: entregou a bola ao extremo adversário e colocou-o em jogo. O descalabro colectivo do Sporting começou neste lance. Nunca é de mais repetir: este jogador veio "substituir" Demiral e Domingos Duarte, despachados a troco de quase nada, o que configura gestão danosa.

 

De Jesé. Silas continua a apostar nele por motivos que ninguém consegue descortinar. Desta vez o "DJ" foi mesmo titular - e mais uma vez demonstrou que, ao trazê-lo por empréstimo para Alvalade, Frederico Varandas falhou em toda a linha. Exímio apenas a atirar-se para o chão e a protestar com a equipa de arbitragem, o espanhol não criou lances de perigo, chegou sempre atrasado à zona de decisão, mostrou-se incapaz de articular lances com os companheiros. E mesmo assim o técnico manteve-o em campo durante 76 minutos. Um verdadeiro mistério.

 

De Vietto. Se não foi o rei dos passes falhados nesta partida, andou lá muito perto. Incapaz de criar desequilíbrios e de rasgar espaço entre as linhas, desistindo com facilidade da disputa da bola, revelou uma chocante falta de intensidade na organização ofensiva do Sporting. Não basta ter boa técnica: é fundamental ter compromisso com a equipa, algo que faltou ao argentino.

 

De Eduardo. Outra nulidade. Silas deu-lhe ordem para entrar aos 83', quando finalmente mandou sair Ilori. O ex-médio do Belenenses SAD, inexplicavelmente contratado pela actual administração da SAD, continua a deixar bem evidente que não reúne condições mínimas para integrar o plantel leonino. Nas primeiras duas vezes em que tocou na bola, chutou para fora. Se estávamos a jogar com dez, com ele em campo ficámos à mesma com menos um.

 

Da classificação. Seguimos em quarto, a uma distância cada vez maior do Benfica, que lidera o campeonato com mais 13 pontos. Já perdemos 16 nestas 12 jornadas iniciais da Liga 2019/2020. E fomos incapazes de reduzir a distância de quatro pontos que nos separa do Famalicão, igualmente derrotado nesta jornada.

 

De levarmos já 15 golos sofridos.  "Apenas" mais dez do que o FC Porto e mais onze do que o Benfica. E mais sete do que o Boavista e o V. Setúbal. E, em golos sofridos, vamos ainda atrás de outras quatro equipas: Gil Vicente, Rio Ave, Santa Clara e Tondela.

 

Do balanço provisório desta temporada futebolística. Acumulamos sete derrotas e sete vitórias em jogos oficiais, com 12 golos sofridos em dez partidas do campeonato.

 

 

Gostei

 

De ver Luís Maximiano na baliza leonina. O jovem guarda-redes, lançado por incapacidade física de Renan, não merecia ter sofrido três golos neste seu jogo de estreia como titular no campeonato.

 

De ver Wendel empatar aos 45'+1. O brasileiro beneficiou de um grande passe de Bruno Fernandes (mais uma assistência) e da deficiente prestação do guarda-redes adversário, que praticamente lhe ofereceu o golo, surgido na melhor altura para nós. Infelizmente, à má primeira parte sucedeu-se um péssimo segundo tempo: o golo do empate não funcionou como tónico.

 

Do Gil Vicente. Merece respeito, esta equipa. No seu terreno já derrotou FC Porto e Sporting, além de impor um empate ao Braga. Vantagem de ter um treinador experiente em vez de um caloiro.

Regresso à normalidade

O normal do Sporting com Silas tem sido isto. Entrar a passo, construir pastosamente com muitos passes para trás e para o lado, abusar nas entradas pelo meio, centrar sem saber para onde, e, a cereja em cima do bolo, ter alguém com a maior displicência a oferecer os golos ao adversário. O anormal foi o jogo de quinta-feira.

Em modo normal, quando a sorte não ajuda e/ou os craques não compensam as incompetências individuais e colectivas,  a derrota acontece. Hoje Bruno lá fez a assistência para o golo do costume, mas não chegou.

Aos 10 minutos Ilori já me estava a enervar falhando sistematicamente os passes verticais e os duelos individuais. Depois ofereceu o primeiro, e esteve na raiz do segundo falhando a disputa da bola aérea. No resto do tempo, parece que em tempos idos terá sido o jogador mais veloz da academia nos 100 metros, mas hoje é o jogador mais lento da 1.ª liga com a bola nos pés. Mas não tem culpa. Culpa tem quem o recuperou da 2.ª liga inglesa e quem o põe a jogar, em vez de Neto, Eduardo Quaresma, ou qualquer central dos sub-23 ou escalão abaixo.

SL

Falei-não falei-falei-não falei

Leio hoje no Record declarações concedidas pelo presidente do Gil Vicente, António Fiúsa, a esse jornal a propósito do alegado episódio em Alvalade que esteve na origem do castigo aplicado ao presidente do Sporting:

1. «O que está no relatório é verdade, mas considero que são desabafos [de Bruno de Carvalho] motivados pela pressão. Até o tentei acalmar.»

2. «É tudo mentira!" [pedido de desculpa a Bruno de Carvalho] Como é que é possível eu ter pedido desculpas? Nem antes nem depois do jogo eu falei com o presidente do Sporting.»

 

Ora bem. Julgo não ser necessário contratar o Sherlock Holmes para verificar que algo aqui não bate certo. Como é que Fiúsa "tentou acalmar" o presidente do Sporting se garante não ter falado com ele "nem antes nem depois do jogo"?

Fica a pista. Para o Record investigar.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Além do Nani, gostei muito do William, João Mário, Paulo Oliveira, Tobias e Jefferson.
O que continuo a não gostar no Sporting é a total falta de mecanização no terço ofensivo. Quantas vezes os centros vão para ninguém porque os avançados/médios estão na molhada e não se desmarcam para criarem linhas de passe e ficarem de frente para o golo.»

Sporting Sempre, neste meu texto

Pódio: Nani, João Mário, Paulo Oliveira

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Gil Vicente pelos três diários desportivos:

 

Nani: 19

João Mário: 16

Paulo Oliveira: 16

Jefferson: 16

Tanaka: 15

Tobias Figueiredo: 15

William Carvalho: 15

Rui Patrício: 14

Miguel Lopes: 14

Carlos Mané: 13

André Martins: 12

Carlos Mané: 11

Carrillo: 11

Ryan Gauld: 11

Capel: 10 

 

Os três jornais elegeram Nani como figura do jogo.

Colinho também para o Gil Vicente

I

Do Tribunal do diário O Jogo, de hoje

15 minutos: João Mário é carregado em zona perigosa. Penálti ficou por marcar, cartão ficou por mostrar.

Jorge Coroado - «Cadú agarrou João Mário, começando a infracção fora da área, mas terminando já sobre a linha limite da referida, o que originaria grande penalidade.»

Pedro Henriques - «Cadú agarra e carrega João Mário pelas costas numa infracção cometida no interior da área. Infracção passível de grande penalidade e de cartão amarelo.»

José Leirós - «Houve falta, pois Cadú agarra João Mário, desequilibra-o e impede-o de ficar com a bola. Devia ter sido assinalado livre directo fora da área.»

 

40 minutos: Paulo Oliveira sofre grande penalidade, que também ficou por assinalar.

Jorge Coroado - «Berger foi ostensivo no empurrão sobre Paulo Oliveira. Falta que deveria ter sido sancionada com pontapé na marca dos 11 metros.»

Pedro Henriques - «É uma grande penalidade de televisão, impossível de ser detectada em movimento rápido. Berger, com o braço esquerdo, empurra e desequilibra Paulo Oliveira quando este tenta cabecear a bola.»

José Leirós - «Berger, subtilmente e de forma deliberada, empurrou no ar o adversário com o braço esquerdo, impedindo que este cabeceasse a bola. Grande penalidade por assinalar.»

 

75 minutos: Capel é derrubado mas a falta ficou por assinalar, poupando-se o jogador de Barcelos à expulsão.

Jorge Coroado - «A falta, pela forma como foi praticada, justificava o amarelo. A persistência faltosa de Semedo ao longo do jogo impunha essa sanção.»

Pedro Henriques - «Pela entrada fora de tempo e imprudente e por infringir as leis de jogo com persistência, deveria ter sido advertido e consequentemente expulso por acumulação.»

José Leirós - «Semedo entra por trás de forma deliberada e intencional, a derrubar Capel. Devia ter sido punido com amarelo e consequente expulsão.»

 

II

Dos "casos do jogo" vistos por António Magalhães, hoje, no diário Record

15 minutos (falta sobre João Mário)

«Cadú trava com o braço a progressão de João Mário na área. Ficou penálti por marcar.»

33 minutos (William Carvalho travado ao marcar livre)

«Yazalde impediu William de bater livre (da infracção surgiu chance para o Gil Vicente). Deveria ser repetido.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«Berger empurrou pelas costas Paulo Oliveira, desequilibrando-o no salto. Novo penálti [que ficou por marcar].»

67 minutos (Tanaka impedido de progredir por fora-de-jogo inexistente)

«Em jogo: Tanaka parte de posição regular no momento do passe de Carrillo. Fora-de-jogo mal tirado.»

 

III

Dos "casos do jogo" vistos por Hugo Forte, hoje, no diário A Bola

15 minutos (falta sobre João Mário)

«O lance é muito rápido mas há erro de Jorge Tavares, uma vez que Cadú faz falta sobre João Mário dentro da grande área e, por isso, há motivo para a marcação de grande penalidade. O árbitro deixou passar em claro.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«O lance é de difícil análise, pois no canto estão muitos jogadores dentro da área. No entanto, Berger não joga a bola e empurra Paulo Oliveira, impedindo-o de se fazer ao lance. Grande penalidade não assinalada.»

Rescaldo do jogo de hoje

2015-02-22 20.07.12.jpg

 

Gostei

 

Da vitória. Derrotámos o Gil Vicente, de forma categórica. Regresso aos triunfos após dois empates no campeonato.

 

Do golo de Nani. Aos 69', o nosso extremo assinou uma obra de arte em Alvalade que fez levantar o numeroso público nas bancadas. Um disparo com o pé esquerdo, a 30 metros da baliza, que concorrerá justamente ao título de melhor golo deste campeonato. Um golo que basta para o classificar como melhor em campo, tanto mais que foi dele também a assistência para o primeiro, marcado por Tanaka. Estávamos a precisar de um Nani assim, regressando ao melhor nível.

 

De William Carvalho. Imprescindível. Pelos pés dele passaram praticamente todas as jogadas do Sporting. Voltou a ser fundamental na recuperação de bolas, travando as investidas do Gil Vicente, e ninguém passa tão bem como ele neste Sporting. Comporta-se como senhor absoluto na sua área de intervenção.

 

De João Mário. Outra partida de grande categoria. Enorme mobilidade, disponibilidade total para o jogo colectivo, um pulmão do tamanho do mundo. Desta vez sem o apoio de Adrien, que ficou no banco, agigantou-se como carregador de piano e pronto-socorro. Falta-lhe só ganhar confiança no disparo à baliza. Mas podia ter marcado se não tivesse sido carregado em falta dentro da grande área: um penálti evidente que só o árbitro não viu.

 

De Tanaka. Marco Silva apostou nele como ponta-de-lança titular, deixando Montero no banco. Aposta ganha: o japonês marcou o golo inaugural, aos 52', e esteve muito perto de marcar mais um, aos 85', proporcionando ao guarda-redes de Barcelos a defesa da noite. Já soma três golos no campeonato. Merece mais tempo de jogo, sem sombra de dúvida.

 

De Paulo Oliveira. Melhora de jogo para jogo. É já o patrão indiscutível da defesa. Hoje cortou tudo quanto passou por ele. Com uma segurança e uma autoridade dignas de registo.

 

Da aposta em Ryan Gauld. O treinador mandou entrar o jovem escocês aos 64', para o lugar de André Martins. Uma garantia de que confia nele. Gauld não sobressaiu mas ganhou rodagem e recebeu o claro incentivo das bancadas, o que também conta.

 

Do apoio do público. Éramos 42.098 hoje em Alvalade. Contrariando as carpideiras que já anteviam os adeptos de costas voltadas para a equipa, confundindo desejos com realidades. 

 

De vencer também em número de portugueses. Jogámos com nove titulares nacionais. Jefferson (brasileiro) e Tanaka (japonês) eram as excepções.

 

De ver o Sporting marcar consecutivamente há 24 jogos. Totalizámos 52 golos de então para cá.

 

 

Não gostei

 

De André Martins. Jogou desta vez como titular: Marco Silva poupou Adrien (que já tinha quatro cartões amarelos) a pensar no jogo seguinte do campeonato, a disputar no Dragão. Mas o Sporting nada beneficiou com ele. Jogou para trás, complicou, nunca foi o motor de que a equipa precisava. Uma enorme decepção.

 

Da ausência de Cédric. O nosso lateral direito não jogou por castigo, mas voltará frente ao FCP. Ainda bem: precisamos dele nessa partida. O seu substituto, Miguel Lopes, é esforçado mas falta-lhe talento ao nível do titular. Centra muito mas raramente bem.

 

Dos remates falhados. Continuamos com um baixo índice de aproveitamento de remates. Aconteceu hoje, por exemplo, com Carlos Mané: por duas vezes, aos 23' e aos 32', teve oportunidades soberanas de marcar e acabou por desperdiçá-las.

 

Da primeira parte sem golos. O Sporting continua a transmitir a sensação de gostar de dar 45 minutos de tréguas aos adversários.

 

Do penálti que ficou por marcar. O árbitro Jorge Tavares fez vista grossa a um claro derrube de João Mário, logo aos 15'. Enquanto outros beneficiam do colinho, nós continuamos a ser vítimas da mais incompetente arbitragem portuguesa.

 

Fotografia minha, tirada ao fim da tarde de hoje em Alvalade

Cantar de galo

galo barcelos.gif

O jogo desta tarde com o Gil Vicente pode representar uma viragem perante os últimos maus resultados e, sobretudo, perante aquilo que considero serem os erros de aprendiz de Marco Silva. Mas, para que isso aconteça, o homem tem que mexer na equipa e dar-lhe verve. Colocar o William Carvalho no onze é fazer o óbvio, já quanto ao Miguel Lopes confesso que preferia que não o fizesse avançar para o onze, nem que tivesse que fazer uma adaptação de circunstância para responder à ausência forçada do Cédric. Para este jogo, e perante o regresso adiado do Slimani, podíamos ter o Tanaka de início.

De resto, precisamos de um Nani na sua máxima força e concentração. Só assim se vence aos homens de Barcelos. Já agora, gostava de ver o nosso treinador um pouco mais efusivo nos golos do Sporting e mais sanguíneo nas nossas desgraças. Era sinal que estava ali a vibrar e não a fazer a rodagem para outros voos. Hoje é para cantar de galo e não sair de Alvalade com um grande galo, como aconteceu no jogo com o Carnide, na partida com a filial de Belém ou no último encontro com os alemães novos-ricos.

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D