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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

É mais que tempo de felicitar a minha colega CAL. Só ela acertou não apenas no resultado mas também em Coates como marcador no Gil Vicente-Sporting da passada terça-feira. 

Merece parabéns redobrados.

Sem terem triunfado nesta ronda de prognósticos, cinco leitores merecem igualmente felicitações. Por terem antecipado o 1-2 final, embora prevendo outros marcadores dos nossos golos. Fica o registo, por ordem alfabética: Fernando LuísHorst NeumannJoão GalhardoLeão de Lordemão e Luís Ferreira.

Amanhã há mais.

Isto não está a ser nada fácil para ninguém, ó Ruben, não penses...

Vai ser difícil, mas não vai ser impossível. O nosso objetivo era o apuramento para a Champions e a ocasional taça e isso parece provável (até porque a Taça da Liga já está).  

Acredito que a questão da aposta da formação fizesse parte do briefing, porque isso sempre importante para nós, adeptos e sócios. Também está a ser feito e conseguido.

Ontem, devo dizer que o mais me surpreendeu foi o trabalho do árbitro. Ao contrário de centenas de outos jogos de ‘futebol português’, em Barcelos as faltinhas a meio campo sobre os nossos jogadores eram assinaladas a nosso favor e não divididas a meio, como é habitual no ‘futebol português’.

Será duro e por vários motivos. O caso ’Palhinha’ vai obviamente ser explorado até aos limites do possível. O calendário também é complicado – temos de visitar o campo dos três mais bem classificados a seguir a nós.

Também está a ser duro para mim, ó Ruben. Estamos a entrar naquela janela em que já não consigo ver os jogos e desligo os alarmes do LiveScore.

Em breve meterei phones com música alta para não ouvir os saltos dos vizinhos.

Ontem, perdíamos um a zero e um vizinho gritou “golo”! Sabendo que há delay, não fazia ideia do que aí vinha…

Isto não está a ser nada fácil para ninguém ó Ruben, não penses…


O dia seguinte

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Foi uma noite épica em Barcelos, um jogo tremendamente complicado pela competência do adversário e pela inclemência da intempérie, que só foi possível ganhar na raça e no amor à camisola do nosso grande capitão e mais uma vez herói da noite - Seba Coates -e dos seus fiéis escudeiros. A começar por aqueles três jovens magníficos de Alcochete que aparecem na foto e saltaram do banco na segunda parte para revolucionar o futebol da equipa.

Veio Rúben Amorim dizer na conferência de imprensa que quando falta intensidade a equipa não é a mesma. Eu ia um pouco mais longe: diria que a equipa por vezes se perde no equilíbrio que é necessário ter entre controlo e intensidade. Depressa e bem não há quem, devagar e bem de pouco serve no futebol.

O Sporting entra em campo com a lição estudada, os jogadores procuram fazer bem e não errar, construir desde trás, circular a bola cansando o adversário, reagir prontamente à perda, explorar a profundidade, entrar por zonas interiores. Tenta fazer tudo isso, mas com um adversário compacto e competente vai perdendo gás, facilitando a vida ao opositor, enervando-se com o passar dos minutos e incorrendo em erros que paga caro. Foi o que aconteceu ontem na primeira parte, tendo o Sporting chegado ao intervalo com as mesmas três oportunidades de golo mas em desvantagem no marcador.

Quando se esperaria que Rúben mexesse à frente, com João Mário ou Jovane por exemplo, fez exactamente o contrário: transformou o sector da construção e foram saindo Neto, Antunes, Matheus Nunes, Palhinha e Feddal para entrarem Inácio, Tiago Tomás, Daniel Bragança, João Mário e Matheus Reis. Com isso o Sporting foi-se tornando cada vez mais intenso, a bola passou a circular bem mais rápida a toda a largura do campo, os lances de perigo foram-se sucedendo, o Gil cada vez mais encostado às cordas, e "El Patrón" sentenciou.

Foi então a explosão de alegria de todos nós: mais três pontos ganhos neste caminho das pedras infestado de serpentes e lacraus que nos há-de conduzir ao grande objectivo da época.  

E quem não salta é lampião, em Portugal, no Mónaco e em todo o mundo!

Enormes parabéns ao nosso capitão, parabéns à equipa de irmãos que sempre acreditou, ao nosso treinador e ao nosso presidente, castigado com 45 dias por ter dito o que todos sabem e que veio lembrar-nos que as bazófias e os gozos descabidos apenas servem aos poderosos e influentes rivais, o que até seria desnecessário lembrar dada a triste experiência de há cinco anos, mas há gente que não aprende de facto.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos arrancados a ferros frente ao Gil Vicente. Num campo que não costuma ser fácil (basta lembrar que na época passada perdemos 1-3 em Barcelos), impusemos o nosso futebol com domínio total na segunda parte, após 45' em que claudicámos bastante. Acreditámos sempre e virámos um resultado desfavorável (0-1, que se manteve até aos 83') conseguindo uma vitória por 2-1. Como sucedera no jogo da primeira volta, em Alvalade, quando abrimos o marcador só aos 82'. Agora, tal como então, os minutos finais tiveram recorte épico: houve emoção até mesmo ao cair do pano.

 

De Coates. O melhor em campo. Esta vitória leonina frente ao Gil Vicente - daqueles jogos que contribuem muito para conquistar ou perder campeonatos - deve-se antes de mais ninguém ao nosso capitão, autor dos dois golos. O primeiro aos 83', com um pontapé rasteiro aproveitando um ressalto na grande área, em posição frontal. O segundo aos 90'+1, de cabeça, na sequência de um livre em jeito de canto mais curto apontado por Porro. O primeiro bis do uruguaio para o campeonato de Leão ao peito. Uma forma soberba de assinalar o seu 225.º jogo pelo Sporting.

 

Da capacidade de reacção de Rúben Amorim. Vendo o Sporting perder ao intervalo, o treinador tentou tudo para virar o rumo da partida. E conseguiu: esgotou as substituições e, a cada mexida que fazia, o Sporting foi ficando melhor. Saíram jogadores mais fatigados ou desinspirados, entraram outros mais velozes e acutilantes. Foi assim logo no minuto inicial da segunda parte, quando Gonçalo Inácio e Tiago Tomás renderam Neto e Antunes. A tendência reforçou-se aos 55', quando Amorim decidiu trocar Matheus Nunes por Daniel Bragança. E manteve-se aos 74', com as entradas de Matheus Reis (em estreia absoluta no Sporting) e João Mário para os lugares de Feddal e Palhinha. Saber ler o jogo é isto. E acreditar até ao fim também.

 

Da aposta na juventude. Pormenor a assinalar: quatro dos cinco jogadores que saltaram do banco são da formação leonina. Gonçalo Inácio (que talvez tenha agarrado ontem a titularidade, como central encostado mais à direita), Tiago Tomás, Daniel Bragança e João Mário. Este Sporting não se limita a ganhar jogos atrás de jogos: vai vencendo com a chamada prata da casa. Que não é prata: é ouro.

 

Do árbitro Nuno Almeida. Actuação irrepreensível do juiz da partida, desta vez numa demonstração clara de competência. Vários dos seus colegas - João Pinheiro, Luís Godinho, Fábio Veríssimo - deviam seguir-lhe o exemplo.

 

De termos consolidado a nossa liderança à 18.ª jornada. Nesta entrada na segunda volta da Liga 2020/2021, amealhámos sete pontos: os três agora conquistados em Barcelos somados aos quatro que FC Porto e Braga perderam, em partes iguais, no confronto que terminou empatado 2-2 na capital do Minho. Neste momento, com 48 pontos, temos oito de avanço sobre o FCP, que segue em segundo, e estamos com mais onze do que Braga e Benfica, que disputam o terceiro posto. E destacamo-nos também como a equipa com melhor registo pontual fora de casa: 28 conseguidos em 30 possíveis (a excepção foi o empate 2-2 em Famalicão).

 

De continuarmos invictos. Dezoito partidas, nem uma derrota. E levamos 18 jogos sempre a marcar: até agora nunca ficámos em branco. Temos o segundo melhor ataque do campeonato (38 golos, menos três do que o FCP) e a melhor defesa (dez golos sofridos, menos quatro do que Paços de Ferreira e V. Guimarães). 

 

Da esperança que se reforça. Ninguém duvida: somos neste momento a equipa favorita para conquistar o campeonato nacional de futebol, que lideramos há 12 jornadas. Faltam-nos 16 jogos que serão para nós verdadeiras finais. Nove dessas partidas serão disputadas no Estádio José Alvalade.

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Exibição medíocre do onze leonino, acusando falta de intensidade e ausência de soluções ofensivas, com vários elementos em claro défice de rendimento: Neto, Antunes, Feddal, Palhinha, Matheus Nunes (bem substituídos). Também Pedro Gonçalves esteve bastante abaixo do nível a que nos habituou, embora tenha sido fundamental para a conquista dos três pontos: é ele quem sofre a falta aos 90' de que resultou o livre e o nosso golo da vitória.

 

Do golo sofrido aos 36'. O lado esquerdo da nossa defesa permitiu livre circulação ao japonês Fujimoto, que se infiltrou com rapidez na área e rematou à queima-roupa, sem hipótese para Adán. Décimo golo sofrido pelo Sporting no campeonato: ainda assim continuamos com uma média baixíssima. Mas não evitámos ir para o intervalo a perder - algo que já não nos sucedia há quatro meses no campeonato, desde que recebemos o FCP em Alvalade.

 

Das péssimas condições atmosféricas. O futebol, reza o chavão, é um desporto de Inverno. Mas o mau tempo vem-se prolongando jornada após jornada, prejudicando a qualidade do espectáculo. Ontem, em Barcelos, houve chuva diluviana, vento, granizo e até trovoada. Em certas ocasiões arrepiava só de olhar. Felizmente não há novas lesões a registar no plantel leonino.

A falta que um cérebro faz

Como disse Rúben Amorim na entrevista final o Sporting teve uma primeira parte pé de salsa e sobretudo carente de hemisfério cerebral esquerdo. Como disse Ricardo Soares, o treinador do Gil Vicente, a entrada de Bragança e depois de João Mário trouxeram a inteligência que tanto faltava. Os passes passaram a chegar ao destino porque já não eram enviados para o endereço errado e se na primeira parte os remates do meio-campo iam contra a muralha vicentina, na segunda a porta do castelo foi arrombada, não à força mas com jeito.
Esta primeira parte não é, portanto, para esquecer, mas para rememorar.  O Sporting tem sempre que alinhar com um daqueles dois clarividentes se quiser dominar o terreno e ter a bola por amiga. Ela depois lá saberá de que pés há-de partir para a baliza, nem que sejam de um defesa central com cabeça e tudo.
No fim do jogo começou outro. Terminada a época haveria um gramático de catalogar quantas formas se usaram para fazer a mesma pergunta. O prefácio da obra caberia a um psicólogo explicando que doença maníaca será esta de fazer sistematicamente uma pergunta já mil vezes respondida. 

Prognósticos antes do jogo

O jogo correspondente a este, na época passada, correu-nos muito mal. Ao intervalo estava 1-1 e no segundo tempo sofremos mais dois golos, saindo de Barcelos vergados a uma pesada derrota

Foi assim o Gil Vicente-Sporting da Liga 2019-2020, de triste memória para nós.

Esta é a má notícia. A boa notícia é que quase tudo mudou no Sporting desde esse dia 1 de Dezembro de 2019. Desde logo, o treinador: Silas deu lugar a Rúben Amorim. Mas mudaram também os jogadores - todos os titulares. Basta lembrar o onze dessa partida: Luís Maximiano; Rosier, Ilori (Eduardo Henrique), Mathieu, Acuña; Idrissa Doumbia, Wendel (Bolasie); Bruno Fernandes, Vietto, Jesé (Camacho); e Luiz Phellype. Apenas Max e Phellype se conservam no Sporting, embora o segundo esteja inactivo há mais de um ano.

Recordando isto, venho pedir-vos prognósticos para este primeiro desafio da segunda volta da Liga 2020-2021. Qual será o resultado do Gil Vicente-Sporting, com início previsto para as 21 horas de hoje? E quem fará o gosto ao pé (ou à cabeça) pelo nosso lado?

Os melhores prognósticos

Três golos marcados contra o Gil Vicente, três prognósticos correctos aqui no blogue. Os leitores Albertina Correia de Carvalho, Carlos Correia e acertaram no desfecho do nosso desafio de quarta-feira, em Alvalade, contra a equipa de Barcelos. Como de costume, muita gente deixou palpites, mas só este trio acertou no alvo. Imitando o que Sporar, Tiago Tomás e Pedro Gonçalves fizeram em campo.

Vem aí outro jogo, já no domingo.

Temos onze e temos banco

Texto de António 1969

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Gostava de realçar o bom jogo efectuado pelo Gil Vicente, sobretudo na primeira parte em que estavam mais frescos. Deram tudo, em todo o campo havia jogadores do Gil. Não foi surpresa, tinham feito parecido no FCP.

O Sporting fez uma boa primeira parte. Não conseguiu impor-se como queria, mas fez o adversário correr muito, sem bola, e os frutos foram colhidos no final do jogo.

O período em que jogámos menos foi no início da segunda parte. O golo de bola parada incutiu ânimo ao adversário, dando-lhe uma energia extra que se prolongou até cerca da meia hora da segunda parte.

Quando começou a haver mais espaço, a equipa do SCP aproveitou muito bem, incluindo a boa prestação dos jogadores que entraram na segunda parte.

Mas Sporar e Tiago Tomás, entrando de início neste jogo, não teriam o espaço que tiveram no final do jogo. Esse espaço foi conquistado muito à custa do trabalho desenvolvido desde o início do jogo.

Ainda assim, o lugar de Jovane está tremido. Ele tem sido esforçado, mas sem estar ao nível dos colegas do ataque.

 

É bom ver que temos onze, mas também que temos banco.

Daniel Bragança tem aproveitado as oportunidades. Temos de contar com ele.

Este plantel, com mais um bom avançado, e se possível com mais um bom central, ficava au point.

 

Venha então o Tondela. Agora apetece ver jogos do Sporting e a evolução destes miúdos.

Quanto ao treinador, já expressei várias vezes o que penso do trabalho que está a desenvolver. Ele que assim continue.

 

Texto do leitor António 1969, publicado originalmente aqui.

A táctica do martelo

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Na conferência de imprensa de antevisão do jogo de ontem, quando lhe pediram para comentar a escolha de Jovane em detrimento de Sporar para o jogo inicial, Rúben Amorim disse o seguinte: «São jogadores de características diferentes. Estamos a apostar de início no Jovane que com a sua indisciplina tática cria espaço e depois temos dois jogadores, como o Pedro Gonçalves e o Nuno Santos, que estão a saber ler bem as movimentações do Jovane. Quando é o Sporar é porque escolhemos ter uma pessoa mais fixa no centro e que apareça mais vezes na área do que o Jovane. Depende muito do que o jogo está a pedir. Aliás, tem-se visto que nos últimos jogos tenho substituído sempre o Jovane pelo Sporar. Não porque um está a jogar mal, mas porque é o que o jogo está a pedir».

Quando as coisas não estão a funcionar, Amorim, mantendo o sistema táctico, mas trocando jogadores e alterando posições, ao mesmo tempo que coloca o tal ponta de lança que ocupa o espaço, parece de alguma forma também apostar na tal indisciplina táctica como forma de desmontar bloqueios e marcações, e fazer com que o talento dos jogadores resolva os problemas que o modelo de jogo definido não consegue resolver.

Nestes três últimos jogos, não há dúvida que a fórmula da tal indisciplina táctica funcionou. Foram um empate e duas vitórias conseguidas nos últimos minutos das partidas, sinal que os jogadores estão com ele e acreditam na mensagem que lhes é passada. Nunca é de mais lembrar que muitos desses jogadores são jovens nados e criados em Alcochete, não são Alans nem Bryans Ruizes (que me perdoe o Bryan pela companhia), vindos de longe e pagos a peso de ouro.

No entanto, cada vez mais se nota que os adversários estudam a forma de jogar do Sporting, sabem como anular as suas dinâmicas e falta a tal via alternativa ou a "táctica do martelo", ou seja, ter a capacidade de num remate de longe, na sequência dum canto, dum livre frontal ou lateral, num lançamento de bola lateral, pôr a bola lá dentro e assim, meio do nada, dar uma martelada forte na moral do adversário. Pelo contrário, as tais marteladas temos sofrido nós: logo com o Lask levámos uma e ainda ontem, num desvio de classe do gilista, que deixou Adán sem reacção, levámos outra que nos ia custando a derrota. Sem resolver esta questão nas duas áreas, marcar assim e não sofrer assim, não podemos ter grandes veleidades. 

Para isso, além do treino específico que Palhinha, Coates, Feddal e Neto terão de fazer,  bem como os especialistas do remate de meia distância, há uma coisa que me parece essencial: entrarmos em campo com um ponta de lança.

E como Acosta, Jardel, Liedson, Slimani ou Bas Dost não podem, já cá não estão, então temos de entrar em campo com... Sporar. 

SL

Emoções

Ver um jogo de futebol do Sporting cansa. Alguém poderá perguntar se também jogamos. Sim, jogamos, vivemos o jogo com uma intensidade e ansiedade de tal ordem, que chegamos ao fim de rastos. É uma concentração de tal forma tão forte, que estamos a " ver " e a sentir como estivessemos dentro das quatro linhas. As reposições de bola do Adán causam por vezes arrepios, os passes de Neto na queima fazem-nos franzir o sobrolho, as biqueiradas sem nexo do Coates tentando colocar a bola nos alas, dá-nos vontade de lhe chamar um grande palavrão. Quando Nuno Mendes tem a bola, a nossa perna esquerda parece que quer acompanhar aquele bocadinho que falta, para o cruzamento chegar em condições ; quando Feddal salta antes de tempo, abanamos a cabeça e dizemos "anjinho". A bola chega a Pedro Gonçalves, a esperança e a força que fazemos para que a coisa corra bem no passe ou no remate alivia um pouco o stress. Esquecia-me do Jovane, pudera parece que já não contamos muito com ele. A bola chega a Nuno Santos, vá lá avança, vai para cima do defesa, o nosso corpo inclina-se para ajudar no drible; Maheus passa ali ao lado, com aquele rosto de pau frio, demasiado frio para o meu gosto. Até que enfim, a bola chega ao Palhinha, autoritário, sentimos o nosso sofá mais confortável, descansamos um pouco. Perguntam vocês, e o Porro? Porra que o homem corre muito, mas ontem cansou-se mais depressa do que eu. Já eu pedia a todos os santinhos para entrar o Sporar e fazia-o, porque acreditava que ele capaz de tirar a rolha, quando Amorim fez-me a vontade e com ele lá foi o Bragança, um TT e um Inácio que nos ajudou cá atrás depois ...de 96 minutos a sofrer. Sabem uma coisa? Fui-me deitar cansado, mas contente. Estamos em segundo, mais perto do primeiro, do que o terceiro de nós. É o nosso SPORTING!!!!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting somar mais três pontos no campeonato. A vitória foi difícil, mas foi nossa. Derrotámos o Gil Vicente em Alvalade por 3-1 num jogo em que só marcámos o primeiro golo aos 82'. Até ao apito final, 14 minutos depois, surgiram mais dois. O triunfo mais expressivo da nossa equipa até agora na Liga 2020/2021. Nesta partida, a turma de Barcelos sofreu mais golos do que nas quatro jornadas anteriores.

 

De Sporar. Merece ser designado como melhor em campo. Porque soube fazer a diferença desde que entrou, aos 61': arrastou marcações, abriu linhas de passe, movimentou-se bem dentro da área - e pôs fim ao seu prolongado jejum de golos, acorrendo ao segundo poste para a meter lá dentro. E teve ainda uma intervenção decisiva no segundo, ao temporizar e endossar a bola a Daniel Bragança, autor da assistência para Tiago Tomás. Terá reconquistado a titularidade que vira fugir-lhe desde o início da temporada.

 

Da forma como o técnico mexeu na equipa. Vendo-se a perder, na sequência de um livre directo aos 52' (que acabou por ser a única oportunidade do Gil Vicente em todo o jogo), Rúben Amorim não perdeu tempo nas substituições: mandou sair Neto e Matheus Nunes, trocando-os por Tiago Tomás e Sporar. Dez minutos depois, aos 71', substituiu Porro por Daniel Bragança. Aos 86', trocou Jovane por Gonçalo Inácio. Alterações que foram decisivas para virar o jogo, transformando o 0-1 no 3-1 final.

 

Daqueles dois preciosos minutos. Aos 82', o avançado esloveno marcou. Aos 84', ainda estávamos a festejar o golo anterior, Tiago Tomás ampliou a vantagem - correspondendo da melhor maneira a um belo passe vertical de Daniel Bragança a solicitar-lhe a deslocação, ludibriando o guardião adversário com um toque subtil que alterou a trajectória da bola. Consumava-se a reviravolta.

 

De Nuno Santos. Muito batalhador, foi sempre um dos jogadores mais inconformados na primeira parte, período em que o Sporting mal conseguiu ultrapassar a teia defensiva urdida pelos de Barcelos. Com as alterações efectuadas no segundo tempo, Amorim pediu-lhe que recuasse junto ao flanco esquerdo, transitando de extremo para médio-ala. Mas foi então que o ex-rioavista mais sobressaiu, com duas assistências para golo - o primeiro e o terceiro. Consolidando assim a sua influência no onze titular leonino.

 

De Pedro Gonçalves. Soma e segue: já tem três golos marcados na Liga, onde é o melhor artilheiro da nossa equipa. O terceiro foi o último desta noite, apontado mesmo ao cair do pano, num disparo fulminante após entrega de Nuno Santos. E foi dele o cruzamento bem calibrado que esteve na origem do golo inicial. Balanço positivo numa partida em que teve fraco desempenho na primeira parte, aliás à semelhança de todos os seus colegas.

 

Da nossa formação. Voltou a fazer a diferença, como esteve à vista no golo que nos deu três pontos, articulado entre Daniel Bragança e Tiago Tomás - dois dos seis jogadores formados na Academia de Alcochete que ontem actuaram em Alvalade.

 

Do resultado. Muito melhor do que a exibição perante um adversário que pusera o FC Porto em sentido na jornada anterior e que defendeu sempre com os onze jogadores atrás da linha da bola. Só no quarto de hora final, apostando na velocidade e na antecipação, fomos claramente dominantes.

 

De ver um Sporting superior ao da época passada. No Liga anterior, à quinta jornada, só tínhamos amealhado oito pontos. Agora somamos 13, tendo já defrontado o FC Porto e disputado mais jogos fora do que em casa. 

 

Do balanço até ao momento. Quatro vitórias, um empate. Continuamos invictos, com apenas quatro golos sofridos. Estamos a escassos dois pontos do Benfica, com mais três do que o FCP e quatro acima do Braga. Isolados na segunda posição do campeonato.

 

 

Não gostei
 

 

Da hora do jogo. Este Sporting-Gil Vicente, correspondente à primeira jornada do campeonato, acabou por decorrer mais de um mês após a data inicialmente prevista. O apertado calendário das competições futebolísticas não permitiu alternativa a esta quarta-feira, dia em que se disputaram desafios da Champions, forçando a partida a começar às 21.45 e a terminar quase à meia-noite. Mesmo sem público no estádio, é um horário impróprio - sobretudo a meio de uma semana de trabalho.

 

Da falta de um ponta-de-lança. Amorim até tinha três no banco (Sporar, o jovem Tiago Tomás e Pedro Marques, que vem actuando na equipa B e já justificava a convocatória, apesar de não ter chegado a calçar nesta partida), mas preferiu apostar de novo num onze sem avançado posicional. Porro, Pedro Gonçalves e Nuno Santos desperdiçavam cruzamentos sem haver nenhuma figura de referência na grande área. Esta carência só foi suprida quase a meio do segundo tempo com a entrada de Sporar. Como obteve sucesso talvez ajude o técnico a mudar de ideias.

 

De Jovane. Amorim voltou a confiar nele como avançado-centro, deixando Sporar no banco. Mas o luso-caboverdiano não parece talhado para esta posição em que o técnico insiste em colocá-lo. Passou ao lado do jogo: falhando passes, chegando atrasado a um cruzamento perfeito de Porro aos 30' em que bastaria encostar o pé e perdendo sucessivos lances de bola dividida. Saiu só aos 86', demasiado tarde para tão fraca prestação.

 

De Coates. Preso de movimentos, lento, duro de rins, o capitão leonino atravessa um mau momento. O golo do Gil Vicente resulta de uma falha posicional: é ele quem coloca Mineiro em jogo, repetindo um erro já cometido frente ao FC Porto. Abusou do pontapé sem nexo para a frente, despejando bolas que eram recebidas pelo guardião adversário. Crise de confiança? Se for o caso, esperemos que passe depressa.

 

Do árbitro. Chama-se André Narciso e apitou pela primeira vez um jogo com a participação de um clube grande. Esteve mal: aos 36 segundos(!) já amarelava Palhinha numa disputa de bola a meio-campo sem qualquer intensidade especial. Aos 6' e aos 12' viu um dos seus assistentes assinalar fora-de-jogo a Pedro Gonçalves e a Nuno Santos quando as imagens confirmam que estavam ambos em posição legal. Aos 64', mostrou o amarelo a Feddal num lance em que o marroquino nem tocou no adversário. Aos 68', amarelou Sporar por suposta "simulação" impossível de provar. Má estreia, portanto.  

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, a partir das 21.45, vamos receber o Gil Vicente em Alvalade. Ainda com o estádio sem público. Ficará assim cumprido o jogo inaugural da Liga 2020/2021, com mais de um mês de atraso: na altura, o COVID-19 que atingiu jogadores de ambas as equipas forçou o adiamento desta partida.

Aproveito para recordar que na época passada, também em casa, o Sporting venceu a turma de Barcelos por 2-1. Com golos de Wendel e Plata, tendo o jovem equatoriano sido o melhor em campo.

E desta vez, como será? Aguardo os vossos prognósticos a partir de agora.

Iremos jogar com quem?

Temos oito jogadores infectados com Covid-19. E também o treinador Rúben Amorim acusou positivo no teste ao coronavírus, estando já em isolamento.

Isto a dois dias do jogo Sporting-Gil Vicente, para nós a partida inaugural do campeonato 2020/2021.

 

A menos que exista decisão em sentido contrário da Direcção-Geral da Saúde, este jogo irá mesmo realizar-se. Da nossa parte - sabemos já - sem Cristián Borja, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Luís Maximiano, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Renan, Rodrigo Fernandes.

O Gil Vicente não está melhor, antes pelo contrário: tem dez jogadores com Covid e não poderá ser orientado pelo treinador Rui Almeida, igualmente de quarentena por ter acusado positivo.

 

Começa a ser equacionado o cenário de recorrermos a elementos do Sporting B para compor a equipa que em princípio estará presente no estádio José Alvalade, às 18.30 de sábado.

Será mesmo necessário?

Neste contexto, venho propor-vos um exercício: que jogadores (titulares e suplentes) deveriam ser escalados para este desafio, sabendo já os nomes de oito com quem não podemos contar?

 

ADENDA: Alterei o texto, acrescentando o nome de Quaresma entre os infectados.

Os prognósticos passaram ao lado

Houve muitos prognósticos, não faltaram sequer previsões de goleada em Alvalade, mas o facto é que ninguém conseguiu antecipar o resultado do Sporting-Gil Vicente. Que até teve um desfecho banal em futebol: 2-1, vitória nossa. Conclusão: esteve mais afinada a pontaria de Wendel e Plata do que a dos que aqui arriscaram os seus palpites.

Mas não há problema: vem aí outro jogo, já depois de amanhã.

Uma orquestra em construção

Mais uma vitória deste Sporting de Rúben Amorim perante uma equipa com a qual tinha perdido na 1ª volta, fruto duma superioridade evidente e por um resultado que apenas pecou por escasso.

A partir dum modelo táctico atípico no que ao futebol português diz respeito, bem diferente do utilizado na formação, estamos a conseguir ganhar os jogos ao mesmo tempo que preparamos a próxima época, lançando jovens e testando a sua adequação a determinadas posições. Percebe-se bem que os jogadores entram em campo para fazer determinadas coisas treinadas e não deixadas ao sabor do improviso, a equipa consegue avançar e recuar harmoniosamente no terreno, intervalar progressão apoiada com passes longos e variações de flanco, e ser eficaz nas bolas paradas defensivas e ofensivas. Depois, claro, acontecem aqui e ali erros por querer fazer bem que por vezes se pagam caro, falhas deste ou daquele, ou simplesmente falta de categoria dum ou doutro. Digamos que a orquestra ainda está em construção, a partitura é complicada e requer inteligência na interpretação, a qualidade de jogo está ainda longe de ser entusiasmente, e sendo assim a nota artística não pode ser  famosa.

Mas a base da orquestra está encontrada. Ontem, 10 dos 15 utilizados são sub-23, muitos deles a beneficiar do processo de selecção levado a cabo por esta Direcção e que incluiu a sua integração no estágio de pré-época com Keizer. Alguns deles são simplesmente muito bons, não demorarão muito a impor-se nas Selecções A respectivas e a valer muitos milhões. 

E que dizer dos outros? Coates, Borja e Ristovski beneficiaram imenso com este sistema. Sporar trabalha bem mais do que finaliza, mas isso não chega. Neto ficou na sombra de Coates. Os argentinos ressentiram-se imenso com a paragem. Renan, Ilori, Eduardo, Rosier e Mattheus Oliveira parecem definitivamente cartas fora do baralho. LP29, com as limitações decorrentes da lesão grave no joelho, também não sei se terá lugar. Quando tinha tudo para finalmente engrenar, o Francisco Geraldes... aleijou-se. Ou é mesmo falta de sorte ou trata-se daquilo que distingue as eternas promessas daqueles que chegam longe na profissão.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória desta noite, em casa, contra o Gil Vicente. Derrotámos por 2-1 a equipa que tinha vencido o FCP na primeira jornada da Liga 2019/2020 e que nos dobrou (1-3) na primeira volta, em Barcelos. Desta vez com domínio total do jogo: foi, oficialmente, o nosso triunfo n.º 1500 no primeiro escalão do campeonato nacional de futebol. O resultado - que por este motivo será sempre lembrado no futuro - começou a ser construído aos 21', com golo de Wendel. Plata ampliou a vantagem aos 49'. A equipa minhota reduziu aos 90', marcando de penálti.

 

De Plata. Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores. Podia ter marcado outro, aos 85', na sequência de um excelente centro de Nuno Mendes. O melhor em campo.

 

De Wendel. Foi ele a pautar o jogo leonino, liderando as transições ofensivas, bem entrosado com Matheus Nunes. Precisão de passe, argúcia na leitura de jogo e capacidade de variação de flanco, baralhando marcações e dando criatividade ao processo ofensivo. Parece estar um pouco em toda a extensão do terreno, como se verificou no golo inicial, quando ganhou o ressalto, após falhanço de Sporar, e rematou com êxito. Fez um excelente passe em velocidade isolando Plata, num lance que o jovem equatoriano desperdiçou.

 

De Nuno Mendes. Vem subindo de rendimento jogo após jogo, tornando-se cada vez mais influente. A jogada do primeiro golo tem início num excelente lançamento lateral, das mãos dele. Actuando sobretudo como médio-ala no corredor esquerdo, neste sistema implantado por Rúben Amorim, destacou-se em duas iniciativas ofensivas aos 6' e aos 85'. Transpira confiança e boa condição física, parecendo bem articulado com Borja, que lhe assegura as dobras no seu flanco.

 

De Coates. O capitão da equipa não é apenas o patrão da defesa: aos 29 anos, é o mais veterano do onze titular, que hoje apresentava uma idade média de 22,6 anos. Domina todos os momentos de jogo no reduto mais recuado, ganhando lances aéreos e nunca desperdiçando uma oportunidade de ajudar a equipa no plano ofensivo, nomeadamente durante as marcações de cantos. Cortes muito oportunos aos 19', 63' e 68'.

 

De Ristovski. Foi titular pelo segundo jogo consecutivo e confirmou que tem vontade e energia para agarrar o lugar, que neste modelo 3-4-3 estimula o seu pendor ofensivo. Características bem patentes na jogada rápida que desenvolveu na construção do primeiro golo, recebendo a bola de Sporar e colocando-a nos pés de Plata, numa demonstração clara de bom futebol de ataque. Dois cruzamentos, aos 61' e aos 83', mereciam ter sido mais bem aproveitados.

 

De Max. Exibição segura e consistente. Fez duas grandes defesas: aos 35', quando revelou óptimos reflexos ao travar um tiro de Barayé disparado já dentro da área; e aos 64', quando evitou que o Gil Vicente marcasse de livre directo.

 

De mais duas estreias na equipa principal. Aos 81', Amorim mandou sair Matheus Nunes e lançou Tiago Tomás, que na época passada marcou 28 golos pela equipa sub-17 e este ano apontou três na Liga Revelação. Tem 18 anos e promete tornar-se um avançado de referência no Sporting. Aos 90'+1 entrou Joelson: com apenas 17 anos, é um dos nossos mais brilhantes jogadores do escalão júnior. Substituiu Sporar, ainda a tempo de marcar um livre directo. Nem um nem outro esquecerão este dia de estreia. Que foi também o dia do 114.º aniversário do Sporting.

 

Da contínua aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Rafael Camacho), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Com Tomás e Joelson, já são cinco os jogadores que o actual treinador leonino estreou nos últimos desafios. Sem inibições nem complexos de qualquer espécie.

 

Da homenagem a grandes Leões em dia de aniversário. Excelente, a ideia de imprimir nas camisolas dos jogadores os nomes de craques históricos do futebol do Sporting. Max, por exemplo, apareceu como Damas. E os nossos golos foram marcados por Jesus Correia (Wendel) e Balakov (Plata). Tiago Tomás tinha o nome de Cristiano Ronaldo estampado na camisola e Joelson estreou-se em homenagem explícita a Yazalde - era o nome que trazia escrito nas costas.

 

De somarmos quatro jogos seguidos a ganhar, pela primeira vez na temporada em curso.  Além disso levamos uns inéditos (nesta época) seis jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que continuamos no bom caminho, por mais que isso faça perder as estribeiras a alguns - ao presidente do Braga, por exemplo, que ontem tentou visar o Sporting num patético comunicado em que anunciava o despedimento do treinador Custódio, sucessor de Rúben Amorim, ao fim de apenas seis jogos.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Temos agora cinco pontos de avanço em relação ao Braga, novamente derrotado (perdeu 2-3 com o Rio Ave), e encurtámos a distância face ao Benfica, que nesta ronda soçobrou perante o Marítimo (0-2). O segundo lugar está agora a nove pontos. É difícil alcançá-lo, mas não impossível. Algo impensável há um mês.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora quinze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses quinze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

De ver a equipa tão desfalcada. Já não nos bastava termos perdido Bruno Fernandes (que brilha em Manchester, onde acaba de marcar pela primeira vez dois golos ao serviço do United) e Mathieu (recém-retirado do futebol). Vietto e Luiz Phellype continuam afastados por lesões. Francisco Geraldes magoou-se no último treino antes deste jogo. Acuña (já recuperado) e Jovane ficaram de fora, por opção técnica. Por um ou outro motivo, não pudemos contar com pelo menos quatro jogadores considerados imprescindíveis no onze titular do início da época.

 

Do excesso de golos falhados. Em pelo menos três ocasiões, desperdiçámos oportunidades soberanas de sentenciar o jogo, que manteve o desfecho incerto até final. Sporar falhou um golo cantado na sequência de um canto, aos 14'. Plata decidiu mal aos 45', quando tinha apenas o guarda-redes pela frente. Aos 47', também isolado, Wendel rematou com força mas à figura do guardião gilista.

 

De Camacho. Amorim optou por trazê-lo de volta aos titulares, mas o jovem que já actuou no Liverpool não foi feliz neste regresso ao onze. Trapalhão, desligado dos colegas, pareceu sempre desconfortável na ala esquerda, onde o técnico o colocou de início. Anda a faltar-lhe acerto e consistência. E nem o facto de ter jogado com o nome de Figo nas costas (último n.º 7 que obteve sucesso no Sporting) pareceu inspirá-lo. Quando saiu, aos 69', já parecia ter ido tarde.

 

De Idrissa Doumbia. Substituiu Camacho e nos minutos iniciais até parecia embalado para uma boa exibição, reforçando o meio-campo para compensar um Wendel já muito desgastado. Mas teve uma péssima intervenção quase ao cair do pano, ao cometer um penálti absolutamente desnecessário, quando a bola já se encaminhava para fora da área e o Gil Vicente continuava sem causar real perigo à nossa organização defensiva. Deste modo não apenas permitiu que a equipa minhota marcasse como deu oportunidade a que o autor do golo fosse um tal Rúben Ribeiro, que anda há dois anos em litígio aberto com o Sporting e teve a sorte de regressar a Alvalade com as bancadas sem público. Se alguém merece uma vaia monumental dos sportinguistas é este indivíduo que faz da ingratidão um lema.

Prognósticos antes do jogo

Alvalade (ainda sem público) será palco logo à noite, a partir das 21.15, do Sporting-Gil Vicente. Temos más recordações da equipa visitante, que na primeira volta, a 1 de Dezembro, nos venceu por 3-1. Sem esquecer que logo na jornada inaugural desta Liga 2019/2020 derrotou o FC Porto pela mesma marca.

Segue-se a pergunta habitual: quais são os vossos prognósticos para este jogo?

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

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