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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Parabéns ao duo vencedor da mais recente ronda de prognósticos futebolístico: tanto o nosso leitor  Paulo Batista como o meu colega Edmundo Gonçalves previram o 0-4 final do Gil Vicente-Sporting, acrescido da menção a Trincão como marcador de um dos golos (acabou por marcar dois).

Menção honrosa para o leitor , que também anteviu o resultado embora sem acertar em nenhum dos artilheiros da nossa goleada em Barcelos.

Foi bonita a festa, mas...

Na última sexta-feira, o estádio do Gil Vicente foi anexado pelo Sporting, tornando-se num Alvalade II. Que ambiente, meus senhores!

E se no arranque da partida, o entusiasmo estava a 100%, com a rajada de golos nos primeiros minutos, rapidamente passou para os 200%. E assim se manteve ao longo da partida.

A cereja em cima do bolo foi, a determinado momento da segunda-parte, o lançamento de fogo de artifício, o que dobrou ainda mais o ânimo das bancadas.

Tudo muito bonito, portanto, a festa foi linda, só que...ainda não somos campeões.

Como assinalou abaixo o Pedro Correia, ainda faltam seis finais. E as próximas duas são absolutamente vitais. E estamos a falar do Sporting, que raras vezes se vê nesta posição nesta fase do campeonato.

É melhor serenarmos os ânimos. Quem soube esperar 18/19 anos para ser campeão, também saberá conter o entusiasmo e guardar-se mais umas semanitas.

Adeptos já com tarjas para Rúben ficar

Gil Vicente, 0 - Sporting, 4

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Francisco Trincão marcou dois golos em Barcelos: melhor em campo, herói do jogo

Foto: José Coelho / Lusa

 

Nem parecia um embate entre as mesmas equipas que há um ano, no mesmo estádio, se saldou por uma medíocre prestação leonina, incapaz de conseguir melhor do que um empate a zero. Este Gil Vicente-Sporting confirmou, até junto daqueles mais reticentes em reconhecer tal facto, como o conjunto verde-e-branco da época em curso está a ser muito mais competente. Com os resultados que sabemos.

Foi em jeito de rolo compressor que o onze comandado por Rúben Amorim iniciou o desafio de sexta-feira em Barcelos, disposto a garantir os três pontos no prazo mais curto. Asfixiando à nascença todas as iniciativas da equipa anfitriã em libertar-se da sufocante pressão que lhe fizemos.

O desígnio estratégico concretizou-se com brilhantismo: ao quarto de hora já vencíamos por 2-0. Golos de Francisco Trincão (com o pé direito!), aos 7', escassos segundos após Morita ter feito a bola embater na barra. Duas oportunidades, um golo. Diomande ampliou a vantagem num cruzamento perfeito, após a marcação de um canto, com assistência de Pedro Gonçalves.

 

O entusiasmo nas bancadas era tão audível que até parecia estarmos a jogar em casa. Nada como as vitórias para cimentar a relação entre os adeptos e a equipa - e reconduzir as claques à função primordial que lhes deu origem: apoiar os jogadores. 

Foi nesta atmosfera festiva que surgiu o terceiro golo. Novamente apontado por Trincão - herói da noite em Barcelos, sem dúvida o melhor em campo. Nascido num lance rápido, com bola ao primeiro toque, em tabelinha com Daniel Bragança - outra exibição de inegável qualidade no relvado minhoto. Aconteceu aos 31': ficava claro que a vitória já não nos fugia. Enquanto a turma da casa continuava sem possibilidade de invadir o nosso meio-campo.

Gyökeres, incansável, procurava também o golo. Quase conseguiu, aos 38', num petardo em que fez pontaria à trave e a bola resvalou para as costas do infeliz guarda-redes Andrew, entrando na baliza. Ficou creditado como autogolo: foi o quarto desafio seguido do craque sueco sem a meter lá dentro. O que não invalida o seu excelente saldo da temporada: 37 golos apontados, 23 dos quais na Liga.

 

Prometia terminar em goleada - e terminou mesmo. Mais uma, após o Sporting-Estoril (5-1), o Vizela-Sporting (2-5), o Sporting-Casa Pia (8-0), o Sporting-Braga (5-0) e o Sporting-Boavista (6-1). Isto só para o campeonato

Construída ao intervalo, esta vitória robusta de há três dias permitiu-nos descansar com bola durante toda a segunda parte, já a pensar no desafio de amanhã em Famalicão. Que ninguém imagina vir a ser fácil. Deu para trocar Gonçalo Inácio por Coates, Pedro Gonçalves por Edwards, Trincão por Paulinho, Geny por Fresneda (enfim recuperado da prolongada lesão que o afastou dos estádios) e Daniel Bragança por Koba.

Quem mais brilhou, nesta etapa complementar, acabou por ser Israel. Que manteve a nossa baliza inviolada, numa aparatosa defesa a negar o tento de honra à turma gilista.

 

Levamos 127 golos marcados desde o início da temporada. E a sexta melhor marca goleadora de sempre na história do Sporting - e a melhor desde os tempos já muito recuados de Fernando Peyroteo. Marcamos há 37 jornadas seguidas. Reforçamos o comando isolado do campeonato, agora com 74 pontos - tantos quantos fizemos em toda a época anterior, quando ainda temos seis jogos por disputar. Cumprimos o 15.º desafio da prova sem perder. Cumprimos uma série de 17 jogos consecutivos a marcar pelo menos dois golos, tendo agora 83 na Liga. Tantos quantos o Benfica apontou em todo o campeonato 2022/2023.

Não admira, por isso, que nas bancadas do estádio barcelense surgissem várias tarjas onde se lia: «#ficaAmorim». Exprimem o desejo de todos os adeptos. Ou quase todos, para ser mais rigoroso. Há sempre algumas hienas no reino do leão.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Exibe mais segurança de jogo para jogo. Não teve muito trabalho, mas quando foi chamado a intervir revelou brilhantismo, impedindo o golo gilista, aos 64'.

Eduardo Quaresma - Cumpriu, vencendo duelos enquanto se desdobrava entre central à direita e a posição de lateral, permitindo assim Geny actuar como extremo.

Diomande - Destacou-se como patrão da defesa, no lugar do onze que costuma estar reservado a Coates. Mas o momento alto foi lá na frente: marcou muito bem, de cabeça, o golo 2.

Gonçalo Inácio - Continua algo desconcentrado, errando mais do que nos habituou. Mas colocou a bola com critério. De um passe seu, ao desmarcar Pedro Gonçalves, nasce o quarto golo.

Geny - Desta vez não foi ele o herói. Nem sequer marcou. Mas soube criar desequilíbrios, mantendo a defesa adversária em sentido. À direita na primeira parte, à esquerda na segunda.

Morita - Temos de volta o talentoso médio que brilhou antes da mais recente chamada à selecção. Deu o primeiro sinal de vida numa bola ao poste (7'). Muito combativo nos duelos.

Daniel Bragança - Capitão inicial, compôs parceria perfeita com Morita, em sucessivas altenâncias de posição que dinamizaram o corredor central. Assistência perfeita no terceiro golo.

Esgaio - Com Matheus lesionado, comprovou a sua versatilidade alinhando como ala esquerdo. Devolvido ao corredor oposto na segunda parte, teve lapso defensivo que podia ter saído caro.

Trincão - Marcou duas vezes, o primeiro e o terceiro, e podia ter levado novamente a bola ao fundo das redes em remate que rasou a trave (19'). Cada vez mais influente. Melhor em campo.

Pedro Gonçalves - Imprescindível como titular, a colocar bem a bola e a desposicionar a defesa. Mais duas assistências: no segundo golo e no quarto - este com o pior pé. Ou o menos bom.

Gyökeres - Dele, os adeptos esperam sempre golos. Mas ainda não foi desta que quebrou o breve jejum. Esteve quase, no quarto golo: rematou à trave e a bola tabelou no guarda-redes. 

Coates - Entrou aos 62', substituindo Gonçalo Inácio. Já quando a equipa fazia gestão de esforço, "descansando com a bola". 

Edwards - Substituiu Pedro Gonçalves aos 62'. Continua errático, lento a decidir. Aos 89', de frente para a baliza, perdeu oportunidade de marcar o nosso quinto golo.

Paulinho - Entrou para o lugar de Trincão aos 70'. Sobretudo com a missão de segurar a bola e fixar defesas com as suas movimentações na linha avançada.

Fresneda - Em campo desde o minuto 70', rendendo Geny. Nunca tinha jogado tanto de leão ao peito no campeonato. Como ala esquerdo, de pé trocado. Perdeu três duelos. 

Koba - Substituiu Daniel Bragança ao 78'. Melhor momento: bom transporte de bola no minuto seguinte. Mas continua a pecar por falta de intensidade.

Quem eram aqueles rapazes a jogar contra o Gil Vicente?

O bom campeonato do Gil Vicente, a atual situação do Gil Vicente, o novo treinador do Gil Vicente, as perspectivas do Gil Vicente, a qualidade do plantel do Gil Vicente, o percurso daquele jogador do Gil Vicente com 37 anos, os conselhos ao meio-campo do Gil Vicente para melhorar o seu desempenho, o posicionamento dos defesas do Gil Vicente, os atacantes do Gil Vicente que a qualquer momento podem virar o jogo. O Sporting acaba a primeira parte a ganhar 4x0. Tá bem, mas continuando o relato: o Gil Vicente...

Não há dúvida que o dinheiro mais bem ganho é aquele que se poupa por não assinar a cloaca televisiva da SporTV.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De outra goleada. Caminhamos em ritmo acelerado rumo à conquista do campeonato, com sucessivos obstáculos derrubados. Desta vez foi em Barcelos, no mesmo estádio onde tínhamos empatado a zero na época anterior - e onde sofremos eliminação frente ao Varzim, na Taça de Portugal dessa época. Vitória por quatro golos sem resposta - toda construída antes do intervalo. Há mais de duas décadas que não conseguíamos tal proeza - desde 2001/2002, num desafio frente ao Paços de Ferreira. O Sporting soma e segue.

 

De Trincão. Está a fazer a melhor época no Sporting, confirmando que é mesmo reforço. Mais dois golos apontados: o primeiro, logo aos 7', de pé direito; o segundo (que foi o nosso terceiro), aos 33', correspondendo da melhor maneira a excelente abertura de Daniel Bragança. E ainda brilhou num remate, aos 19', que rasou a trave gilista. Melhor em campo, novamente. Já soma sete golos - nove no total da temporada - e sete assistências.

 

De Pedro Gonçalves. Sempre útil. Mesmo quando não marca, assiste. Ontem, mais duas assistências. Saiu dele o passe certeiro após um canto, rumo à cabeça de Diomande, para o segundo golo leonino, aos 11'. E assistiu Gyökeres no nosso quarto, aos 38', num tiro à trave que acabaria por levar a bola a resvalar nas costas do infeliz guardião Andrew - de luto por ter sabido horas antes a triste notícia do falecimento da mãe. Ninguém no Sporting trabalha com tanta competência entre linhas como o craque transmontano. Imprescindível.

 

De Diomande. Com Rúben Amorim a fazer gestão física do capitão Coates, coube ao jovem marfinense comandar a nossa linha defensiva - entre Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio, dois talentos formados em Alcochete. Funcionou sem problema. E com momentos de inegável brilhantismo, culminando no golo que marcou ao elevar-se mais alto do que os defensores da turma antitriã, num vistoso cabeceamento. A bola só parou no lugar certo: o fundo das redes.

 

De Daniel Bragança.  Morten não jogou: estava castigado, com acumulação de cartões. Mas nem se deu pela ausência do craque dinamarquês. A sua posição estava bem preenchida com outro talento da Academia de Alcochete. Daniel Bragança, bom no passe e no transporte, conduziu bem as operações no corredor central, formando sólida parceria com Morita. Capitão da equipa até à entrada de Coates, aos 62', destacou-se nas recuperações e sobretudo na exímia assistência para o terceiro golo. Recebeu merecido aplauso ao dar lugar a Koba, aos 78'.

 

De Rúben Amorim. Terei de destacá-lo sempre pela positiva, presumo, até ao final do campeonato. Desta vez, confrontado com duas baixas no onze titular, voltou a adaptar-se da melhor maneira às circunstâncias deixando Geny como extremo, confiando a Eduardo Quaresma a dupla missão de ser central à direita e lateral na mesma faixa e remetendo Esgaio para a ala esquerda. Tudo funcionou num jogo em que já vencíamos com duas bolas de vantagem antes do primeiro quarto de hora. Isto permitiu ao treinador gerir a equipa no plano físico. Atendendo já ao próximo desafio: será em Famalicão, terça-feira, a partir das 20.15. Vai cumprir-se enfim o jogo que ficou em atraso.

 

Do nosso desempenho. Imparavel. A equipa transmite confiança, optimismo, alegria no relvado. Desenhando um futebol vertical, capaz de desposicionar os adversários com manobras ofensivas alternadas pelos corredores externos, súbitas variações de flanco e manobras entre linhas que condicionam o jogo rival. Com entrada fortíssima em campo, uma vez mais. «A equipa que faz da euforia a sua anti-depressão», como justamente titulou o Observador na crónica do jogo.

 

De Manuel Oliveira. Boa arbitragem: mal se deu por ele.

 

Do apoio nas bancadas. Havia mais de onze mil espectadores em Barcelos. Grande parte deles eram adeptos do Sporting, que incentivaram os nossos jogadores do princípio ao fim. Exibindo faixas muito apropriadas onde se podia ler «#ficaAmorim».

 

De já termos marcado 127 golos em 2023/2024. É o sexto melhor registo de sempre na história leonina. E o melhor desde os longínquos tempos de Peyroteo, na época 1946/1947.

 

Dos 74 pontos já conquistados. Igualámos a pontuação do campeonato anterior - quando ainda nos faltam seis partidas por disputar agora.

 

De ver o Sporting marcar há 37 jornadas seguidas. Sempre a fazer golos, desde o campeonato anterior - com uma série de 17 jogos seguidos a facturar pelo menos duas vezes. Reforçamos a nossa posição no topo das equipas goleadoras. Basta comparar: temos 83 marcados, já mais um do que o Benfica em toda a época anterior, seis rondas antes do fim da prova. Esta é a melhor marca de uma equipa na Liga, à 27.ª jornada, desde 1983/1984, igualando o SLB dessa época. E cumprimos o 15.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com seis triunfos consecutivos. Na segunda volta, até agora, ainda só perdemos dois pontos - no empate em Vila do Conde.

 

 

Não gostei

 

Das ausências de Morten e Nuno Santos. Tapados com cartões amarelos, ficaram ambos fora deste confronto em Barcelos. Mas, em rigor, não fizeram falta. É um dos segredos do sucesso desta equipa tão bem orientada por Rúben Amorim: o conjunto funciona com eficácia sejam quais forem os elementos do onze titular.

 

De ver Gyökeres em branco. Quarto jogo consecutivo do internacional sueco sem marcar de leão ao peito. Nunca tinha acontecido. Mas ele bem tentou, com aquelas suas inconfundíveis arrancadas relvado fora, levando tudo à frente. Num desses lances, sempre sublinhados com aplausos, disparou um tiro que fez a bola embater novamente à barra - terceira vez nos últimos três jogos. Mas esta acabou por entrar, embora tabelando no guarda-redes gilista. Foi o nosso quarto golo de ontem. Olhando para o internacional sueco, percebia-se o seu desalento ao concluir que não lhe fora creditado. 

 

Da falta de golos no segundo tempo. O resultado ficou construído aos 38'. A equipa baixou o ritmo na etapa complementar, como era previsível, e o jogo adquiriu uma toada mais monótona, com o Gil Vicente quase sempre incapaz de dar réplica. Só criou uma oportunidade de golo, aos 64', num remate cruzado que Israel defendeu com brilhantismo entre os postes.

 

De Fresneda. Pudemos enfim voltar a vê-lo algum tempo em campo: entrou aos 70', substituindo Geny. Mas o espanhol continua sem demonstrar as qualidades que levaram o Sporting a contratá-lo. Corre muito, mas perde a bola com facilidade. Assim aconteceu aos 77', 79' e 81'. Tarda em mostrar-se útil

 

De ver Félix Correia com outro emblema. O talentoso extremo foi formado em Alcochete, onde jogou até aos 19 anos. Depois forçou a saída, quis mudar de ares. Levaram-no para o Manchester City, onde nunca chegou a jogar; depois para a Juventus, onde só actuou uma vez pela equipa principal, durante sete minutos, numa partida da Taça italiana. Agora joga no Gil Vicente por empréstimo da Juve. Estranha forma de gerir a carreira. Podia ser um dos nossos, mas optou por nos virar as costas. Que lhe faça bom proveito.

O dia seguinte

Vendaval verde esta noite num campo sempre difícil, o do Gil Vicente, que combinou muito bem uma fortíssima vontade de vencer com uma capacidade táctica ao nível de excelência, aqui ou em qualquer lado. E assim é mesmo díficil segurar Rúben Amorim, até um observador inglês intoxicado com Super Bocks e aos tombos na bancada rapidamente percebe o "monstro" que ali está.

Com os alas e os interiores de "pé trocado", o Sporting entrou com uma grande aceleração de jogo pelas zonas centrais e uma pressão muito forte sobre a defensiva contrária, que permitia depressa transformar recuperações de bola em remates ao golo. Depois o talento de Trincão fez o resto. Só foi pena a cabeçada de Gyökeres a centro milimétrico de Pedro Gonçalves ter batido na nuca do guarda-redes infortunado do Gil Vicente (aproveito para endereçar as minhas condolências ao rapaz).

Com 4-0 ao intervalo a segunda parte foi de gestão física, foram saindo os mais fatigados e entrando quem precisava de minutos, bola recuperada atrás era bola colocada em Gyökeres, mas a noite não era a dele.

Impossível desvalorizar uma vitória por 4-0 em Barcelos, independentemente da situação actual da equipa local, como impossível é também supor que em Famalicão vai ser assim tão simples, a equipa local vai entrar em campo com a lição bem estudada para fazer bem diferente do que fez o Gil Vicente.

Melhor em campo? Trincão, depois dele os outros todos que entraram de início.

Arbitragem? Desta vez não encontrou motivos para estragar o jogo, mas também não os inventou. 

E agora? Onda verde em Famalicão na terça-feira, já com Hjulmand e Nuno Santos, e depois se verá em Alvalade. 

SL

Prognósticos antes do jogo

Jogamos mais logo, a partir das 20.15, em Barcelos. Na expectativa de superarmos outro obstáculo na caminhada para o título, que (quase) todos ambicionamos. 

Na primeira volta, em Alvalade, vencemos a turma minhota por 3-1. Com dois golos de Gyökeres e um autogolo de Pedro Tiba. 

Bem melhor do que no Gil Vicente-Sporting da época passada, que terminou com um empate a zero. «Nem parece que sonham com a Champions», intitulei aqui a minha crónica desse jogo. Sem esconder a minha decepção pela exibição e pelo resultado.

Como será agora? Espero os vossos prognósticos.

Gyökeres e mais dez no topo da Liga

Sporting, 3 - Gil Vicente, 1

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Internacional sueco está a ser a grande figura da equipa leonina e do próprio campeonato

Foto: Miguel A. Lopes / EPA

 

Temos sem discussão a melhor equipa actual do campeonato. Isso ficou claramente demonstrado nesta partida em que recebemos o Gil Vicente. Vitória indiscutível, com cinco golos marcados - embora apenas três tenham valido. Os dois restantes foram invalidados por deslocação milimétrica.

Pormenor que merece ser assinalado: todos estes golos, excepto um, saíram dos pés do nosso maior craque, aquele que é de longe o melhor elemento em acção nesta Liga 2023/2024: Viktor Gyökeres, o ponta-de-lança que já leva 15 golos marcados na temporada, além de cinco assistências. Por outras palavras: interveio em 20 dos 48 que temos registados desde o pontapé de saída desta época em que parecemos embalados para recuperar o tão desejado título de campeões nacionais de futebol. 

O sueco marcou o segundo, marcou o terceiro, apontou os tais que acabaram invalidados por meia polegada ou perto disso. Excepção foi o nosso primeiro, os 43': autogolo de Pedro Tiba, defesa gilista que teve o azar de desviar a trajectória da bola disparada do pé "cego" de Nuno Santos - o direito. Ia para fora, mas a carambola encaminhou-a para o fundo das redes.

O nosso ala esquerdo festejou como se fosse dele e até teria motivos para isso, mas em estrito rigor foi o golo credenciado ao adversário. Justo castigo para um fiteiro que passou meio jogo a rolar no chão, fazendo ronha para deixar correr o tempo: o tal medíocre futebolzinho à portuguesa de que equipas como este Gil Vicente usam e abusam. O que ajuda a explicar por que motivo há cada vez menos países estrangeiros a seguirem as transmissões desportivas cá da terra.

 

Rúben Amorim montou uma equipa de tracção à frente, atacando no primeiro quarto de hora com cinco jogadores em simultâneo. O Gil Vicente foi resistindo a estas investidas como pôde, procurando esticar o jogo sobretudo através de Félix Correia, o seu melhor elemento - formado na Academia de Alcochete. Numa dessas incursões esporádicas, Gonçalo Inácio, desconcentrado, perdeu o controlo do lance e viu-se forçado a fazer falta. Desse livre, marcado da direita para o centro, resultou o golo da turma de Barcelos, aos 34''. Contra a corrente do jogo. 

Estiveram a vencer durante 10 minutos. Até o chouriço de Nuno Santos restabelecer o empate.

 

Amorim aproveitou o intervalo para fazer grandes mudanças. De uma assentada saíram Esgaio, Nuno e Gonçalo. Entraram Geny, Matheus Reis e St. Juste. O nosso jogo tornou-se mais fluido, mais ligado, mais objectivo. Sem rodriguinhos nem redundâncias. Com uma palavra de ordem: municiar Gyökeres. O internacional sueco cumpriu: foi a figura do jogo, melhor em campo, cada vez mais indiscutível.

Coadjuvado por Edwards, partiu tudo lá na frente. Ambos bem escudados em Morten, eficaz recuperador. Foram as estrelas da segunda parte, redimindo a equipa de uma certa apatia que se instalara no primeiro tempo.

Até ao fim, só deu Sporting. O período crucial ocorreu entre os minutos 52 e 56, com o nosso ponta-de-lança a marcar o segundo e o terceiro, servido por Morten e Pedro Gonçalves. Consumava-se a reviravolta. Num desafio em que estivemos sempre mais perto de marcar o quarto e até o quinto do que o Gil Vicente de reduzir.

 

Embalados para o título?

Se não é, parece. Concluída esta jornada 12, lideramos isolados. Com mais dois pontos do que o Benfica e três do que o FC Porto. Só perdemos cinco até agora. 

Segue-se a deslocação a Guimarães no sábado. Estamos confiantes, claro. Alguém duvida?

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Volta a sofrer um golo: é raro o jogo em que consegue manter as nossas redes intactas. Desastrado em várias reposições de bola. Está longe da forma revelada quando fomos campeões.

Diomande - Começou como central à direita, depois viria a jogar todo o segundo tempo do lado esquerdo. Mantendo, no essencial, o controlo do espaço à sua guarda. No dia em que fez 20 anos.

Coates - O não-português que até hoje mais vezes vestiu a camisola do Sporting. É caso para celebrar: são já 344 jogos. Toda a equipa vestiu camisola com assinatura dele. Justa homenagem.

Gonçalo Inácio - Andará a sonhar em excesso com outros campeonatos? Desconcentrado, quase irreconhecível, provocou a falta de que resultou o golo sofrido. Já não regressou do intervalo.

Esgaio - Começou bem, mais audaz nas incursões ofensivas do que nos habituou. Mas, amarelado aos 39', forçou o treinador a mandá-lo tomar duche mais cedo. A equipa não perdeu com isso.

Morten - Grande exibição do internacional dinamarquês, com 11 passes verticais de frente para a baliza. Vai-se tornando figura pendular do nosso meio-campo. Assistiu Gyökeres no segundo golo.

Morita - Complementou Morten da melhor maneira: andam a formar uma parceria muito eficaz. Trabalham ambos para a equipa, não para colherem aplausos fáceis da bancada. Assim é que é.

Nuno Santos - Com um remate de ressaca fora da área, com o seu pior pé, viu a bola embater num adversário e rumar caprichosamente para a baliza. Abriu o marcador. Mas saiu logo a seguir.

Edwards - Atravessa um dos melhores momentos no Sporting. Protagonizou vários lances de ruptura. Interveio no golo 3 com uma grande recuperação. Quase marcou aos 49'.

Pedro Gonçalves - Evoluiu bastante nesta partida, mas ainda longe da melhor forma: parece sofrer crise de confiança, continua sem marcar. Mas foi dele a assistência para o terceiro golo. 

Gyökeres - É o "abono de família" desta equipa. Correu mais de 10km, sempre de olhos na baliza. Marcou quatro (só dois valeram), disparou a rasar o poste aos 86'. Lutou do princípio ao fim.

Geny - Jogou todo o segundo tempo, articulando bem com Edwards no corredor direito. Supera Esgaio na capacidade de criar desequilíbrios. Falta-lhe ainda alguma consistência táctica.

Matheus Reis - Rendeu Nuno Santos no segundo tempo. Mais contido, arriscando pouco, mas conferiu solidez ao bloco defensivo, atento às dobras a Diomande. Cumpriu no essencial.

St. Juste - Esteve em campo cerca de 20 minutos. Substituiu Gonçalo Inácio, ficando como central à direita. Mas o fantasma das lesões continua a persegui-lo. Saiu aos 67', com uma entorse.

Eduardo Quaresma - Entrou como solução de recurso, com St. Juste aleijado. Mais de meia hora em campo. Algum nervosismo. Nem tudo lhe saiu bem, mas o balanço da sua actuação é positivo.

Paulinho - Último a entrar, só aos 84': rendeu Pedro Gonçalves. Na prática, tocou duas vezes na bola. Aos 90'+4 roubou-a a Edwards e deu a impressão de tentar o golo, mas atirou para fora.

O dia seguinte

Depois da vitória de ontem em Alvalade o Sporting segue na frente da Liga, onde até agora só concedeu uma derrota e um empate, em jogos com Benfica e Sp.Braga onde só não ganhámos por arbitragens que em decisões muito duvidosas anularam jogos ou expulsaram jogadores nossos e engenho dos adversários / falta de sorte em momentos decisivos.

Obviamente que isso é mérito do grande treinador que temos, que só não é reconhecido como tal pelos idiotas letais da tal tasca que no estádio não sentam o respectivo. Isso ontem ainda foi mais óbvio, ele ganhou o jogo com as três substituições ao intervalo.

Até lá, o Sporting tinha o flanco esquerdo completamente inoperante muito por culpa dum nosso ex-jogador, apenas o direito conseguia produzir com Esgaio a centrar com precisão e Edwards naquelas incursões muito perigosas para a defesa adversária. Entretanto do quase nada, duma falta desnecessária de Inácio, o Gil Vicente marca um bom golo no seguimento de bola parada a que só um lance de sorte do Sporting, um remate de primeira de Nuno Santos que tabelou num adversário. E foram mesmo Inácio, Esgaio e Nuno Santos a sair ao intervalo.

Na 2ª parte, com St. Juste, Catamo e Edwards na ala direita o Sporting tornou-se um rolo compressor para o adversário, falhou o primeiro golo por Edwards, mas logo depois Gyokeres facturou duas vezes colocando o Sporting a ganhar por 3-1. Impressionante a reacção do Sporting ao 2-1, carregando no acelerador e expondo o momento de fraqueza do adversário.

E assim, aos 56 minutos, o jogo estava resolvido, as oportunidades para aumentar o score sucediam-se, e as oportunidades para que o árbitro através da amonstragem de cartões mostrasse que a APAF podia confiar nele também. Esgaio já tinha sido amarelado por um tackle sem sequer tocar no adversário, Inácio também. Depois foram Matheus Reis por razões que só ele sabe, Edwards num lance perto da área contrária, Coates num lance que nem falta era. Parecia que ganhava ao cartão, ou à exclusão de jogadores para o jogo seguinte. Mas pior que o árbitro foi o VAR, que chamou o árbitro sem ter certeza de que ele se tinha enganado, subvertendo grosseiramente o protocolo. Conseguiu anular dois golos ao Sporting e validado o do Gil Vicente por cms nas linhas colocadas, se calhar foi só azar do Sporting. Depois do VAR Rui Costa ter fechado os olhos a um penalti e uma expulsão a desfavor do clube da sua terra, parece que a APAF está decidida a nomear o campeão.

No meio disto tudo um Gil Vicente com alguns palhaços que caiam ao menor toque, e forçavam a paragem do jogo e a intervenção da equipa médica, a vergonha dum treinador e dum futebol português que o deslumbrado amigo do Bruno de Carvalho e por ele apoiado, Pedro Proença, faz por ignorar,

Mesmo assim, pior mesmo foi a lesão, mais uma, de St.Juste que tinha entrado muito bem no jogo. A entrada de Quaresma apenas veio evidenciar a enorme diferença de classe dum e doutro.

Melhor em campo? Gyokeres obviamente, mas depois Coates, Hjulmand e Edwards foram fundamentais na vitória alcançada.

E agora? Ir a Guimarães ganhar mesmo sem Coates e St.Juste, e com Inácio à beira do quinto amarelo. Mas tem que ser, e o que tem de ser tem muita força.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

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Gyökeres: nove golos em dez jogos que disputou até agora no campeonato. Ontem, mais dois

Foto: Miguel A. Lopes / EPA

 

Gostei

 

De Gyökeres. Melhor em campo, outra vez. Começa a tornar-se repetitivo: voltou a ser ele o dínamo, a criar desequilíbrios, a empurrar os colegas para a frente, a acreditar que a reviravolta era não só possível mas desejável, e havia que consegui-la tão cedo quanto possível. Assim fez: em quatro minutos (52' e 56') marcou dois golos, fixou o resultado em 3-1, valeu-nos os três pontos neste embate em Alvalade contra o Gil Vicente. E ainda marcou mais dois (9' e 67'), que não valeram por estar ligeiramente deslocado. Em dez jogos do campeonato, já tem nove golos na sua conta pessoal, além de cinco assistências. Um dos melhores pontas-de-lança que até hoje passaram por Alvalade.

 

De Edwards. Voltou a fazer a diferença, com a sua qualidade na condução de bola, infiltrando-se na grande área sempre com perigo, como aconteceu aos 16'. Desta vez não marcou, mas deu a marcar: passe para possíveis golos de Gyökeres (aos 9', anulado por fora-de-jogo) e Pedro Gonçalves (45'+2, falhou por pouco na finalização). Esteve ele próprio prestes a marcar, aos 49', levando o guarda-redes gilista a fazer a defesa da noite, em voo. 

 

De Morten. Excelente nas recuperações, aos 63' e 85': vai refinando a qualidade exibicional de jogo para jogo. Também na precisão do passe vertical: distinguiu-se ao assistir Gyökeres no segundo golo. Melhora também, a olhos vistos, na condição física: desta vez aguentou os 90 minutos sem acusar cansaço. Um dos elementos imprescindíveis do onze titular.

 

Das substituições ao intervalo. Rúben Amorim nem hesitou: havia que acelerar e melhorar o jogo. Esgaio, já amarelado, deu lugar a Geny, que trouxe mais acutilância à ala direita. Gonçalo Inácio, talvez o nosso pior em campo, foi tomar duche mais cedo, entrando St. Juste para central - e passando Diomande da direita para a esquerda. Nuno Santos (que aos 43' até fez o remate do primeiro golo, que por capricho da sorte Pedro Tiba desviou para as redes gilistas) cedeu lugar a Matheus Reis, mais regular no processo defensivo, para compensar o adiantamento do moçambicano no flanco oposto. Resultou. A equipa foi muito superior no segundo tempo

 

Do 344.º jogo de Coates entre nós. O  capitão uruguaio foi distinguido de modo especial pelo facto de se ter tornado no estrangeiro que até hoje mais vezes envergou a verde-e-branca. Toda a equipa jogou desta vez com a sua assinatura estampada nas camisolas. Bonita homenagem a um dos nossos melhores centrais de todos os tempos. Ele bem merece.

 

Do regresso de Eduardo Quaresma. Rendeu St. Juste como central à direita. Muito concentrado, cumpriu a missão que lhe estava destinada, nomeadamente na cobertura a Fujimoto, um dos mais perigosos da turma de Barcelos. Bom desarme aos 70'. Bom corte aos 80'. Foi apenas o seu terceiro jogo oficial da temporada. Merece mais.

 

De vencer. Sexto triunfo consecutivo em casa nesta Liga 2023/2024: continuamos imbatíveis em Alvalade. E quarto desafio, nestas 12 jornadas, em que chegamos à vitória depois de termos estado a perder - excelente sintoma de tenacidade e robustez psicológica. 

 

De ver o Sporting isolado no comando do campeonato. Recuperámos a liderança, aproveitando o empate do Benfica em Moreira de Cónegos. Seguimos com 31 pontos à 12.ª jornada - mais dois do que os encarnados e três do que os portistas. Somos claramente a melhor equipa em competição, quando entrámos já no segundo terço da prova: apenas cinco pontos perdidos até agora.

 

 

Não gostei

 

De sofrer um golo aos 34'. Aconteceu na primeira vez em que o Gil Vicente chegou perto da nossa baliza: a defesa leonina voltou a tremer em lance de bola parada. Com Adán, uma vez mais, a surgir algo hesitante na fotografia: podia ter feito melhor entre os postes. Mas reagimos bem à desvantagem: fomos para cima deles e marcámos dez minutos depois. Ao intervalo, 1-1. Antevia-se uma segunda parte largamente dominadora para o Sporting. E assim foi. 

 

De Gonçalo Inácio. Voltou a ter um lapso que afectou a equipa: abordou com displicência um lance na nossa meia esquerda defensiva, acabando por fazer uma falta desnecessária. Desse livre resultou o golo solitário do Gil Vicente. Ia-nos custando cara, a desconcentração do central canhoto. Fez bem o treinador em substituí-lo ao intervalo. Uma forma de lhe mostrar que tem obrigação de fazer muito melhor. 

 

Da primeira parte. Chegámos ao fim do primeiro tempo sem conseguirmos, em estrito rigor, um único remate enquadrado. O domínio territorial e a chamada "posse de bola" não se reflectiram em produção ofensiva de qualidade. E até o golo que nos sorriu só se tornou possível porque a bola tabelou num defesa. Na etapa complementar, o nosso desempenho foi muito superior: oito remates e dois golos.

 

Do cartão exibido a Coates. Amarelado aos 75', o nosso capitão vai ficar fora do desafio de sábado em Guimarães: foi o quinto amarelo que recebeu até agora. Esta é a parte má. A parte boa é que limpa os cartões para poder ser titular na partida seguinte: o clássico contra o FC Porto, a disputar em Alvalade.

 

Da lesão de St. Juste. Mais uma: desta vez foi uma entorse. Entrou ao minuto 46, só esteve cerca de 20 minutos em campo. Acabou por ceder lugar a Eduardo Quaresma, aos 67', saindo a coxear. Quanto tempo ficará agora afastado dos relvados?

 

Do horário tardio. Este Sporting-Gil Vicente terminou quase às 22.30, em véspera de dia laboral. Nada de novo, como sabemos. Mesmo assim, havia 33.712 espectadores a assistir ao vivo ao jogo nesta noite fria - mais de Inverno do que de Outono. Sinal inequívoco de que a militância leonina não abranda. Agora, com a nossa equipa de novo no comando, a nação leonina vai redobrar de entusiasmo, faça chuva ou faça sol.

Prognósticos antes do jogo

Outro jogo à noite, para não se perder a tradição de nos empurrar para os horários mais tardios. Logo, às 20.15, recebemos o Gil Vicente. Depois de o FC Porto ter vencido sem problema o Famalicão fora de casa (0-3) e o Benfica ter tropeçado em Moreira de Cónegos (0-0).

Na época passada, em Setembro, vencemos 3-1. Sem problema. Com golos de Morita (16'), Pedro Gonçalves (22') e Rochinha (82'). Num jogo assinalado pela estreia do internacional japonês como artilheiro leonino. Outra estreia foi a de Marsà, que pouco depois se eclipsou sem deixar rasto. «O jovem catalão, apenas com 20 anos, correspondeu à confiança que nele depositou o treinador: exibiu segurança, maturidade e bom domínio técnico. É dos pés dele que tem início o segundo golo do Sporting, com uma soberba abertura de 50 metros», escrevi sobre ele aqui. O que terá acontecido para ser escorraçado de Alvalade? Mistério...

Pior foi a nossa deslocação a Barcelos, há oito meses. Empatámos lá a zero. «Nem parece que sonham com a Champions», foi o meu desabafo pós-jogo, logo em título. 

Como será agora? Aguardo os vossos prognósticos para este Sporting-Gil Vicente.

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «William Carvalho é o maior astro da nossa equipa e o principal responsável pelo primeiro lugar que ocupamos na tabela classificativa (estou-me nas tintas – como é evidente – para o que diz o tontinho do Manha). Não marcou tantos golos como Montero nem fez as defesas extraordinárias de Patrício mas deu tal consistência ao meio-campo que toda a equipa parece brutalmente confiante no momento de atacar ou defender. O homem raramente falha um passe, dificilmente perde uma bola e está, de jogo para jogo, a tornar-se cada vez mais um exímio recuperador de bolas divididas.»

 

Eu: «Beneficiado em Abril pelo árbitro que ofereceu três pontos ao Benfica, Gomes da Silva não tolera ver desta vez a mesma personagem beneficiar os portistas. Admito que seja uma crise de ciúmes: gostaria talvez de ter o monopólio das prendas de Capela, o pior árbitro ainda em actuação na Liga. Mas já vai muito tarde para atacar agora o que dantes defendeu.»

Amanhã à noite em Alvalade

Depois da jornada de Bérgamo vamos ficar por Portugal um par de meses, o que facilita muita coisa. Amanhã recebemos em Alvalade uma equipa sempre complicada, o Gil Vicente.

Se olharem para a última Ordem de Mérito que publiquei, depressa chegam à conclusão que o plantel "efectivo" do Sporting consiste em pouco mais de 17 jogadores, de Gyökeres (276) a St. Juste (101) que, apelando à sua polivalência, dão conta das necessidades do 3-4-3. Amanhã provavelmente entrarão em campo todos menos um, o que para mim quer dizer que estamos "no osso", e reforços são precisos.

Na baliza, Adán continua a dar garantias e não será agora que se irá encontrar alguém melhor. Esqueçam. Nem Israel nem Callai estão ao seu nível.

Na defesa por um lado é apenas uma questão de gerir a condição física de Coates e St. Juste. Diomande, Inácio e Matheus Reis estão lá para o que for preciso. Por outro, as alterações do trio e dos posicionamentos fatalmente trazem descoordenações que causam golos sofridos. 

Na ala direita, Catamo começa a ter movimentos que lembram Porro e combina muito bem com Edwards, enquanto Esgaio continua a desiludir. Mas para Catamo encaixar, obrigando ao defesa desse lado a concentrar-se para lhe tapar as costas, do outro lado o ala tem de ser mais contido e Nuno Santos fica de fora. Então é escolher entre Catamo + Matheus Reis e Esgaio + Nuno Santos. Rúben Amorim tem resolvido a questão com uma dupla substituição algures no segundo tempo. É o tal 3-4-3 assimétrico, pensado por Amorim para esta época, nalguns momentos 4-2-4 com a equipa a rodar para compensar o adiantamento do ala.

 

No meio reside o grande problema desta equipa. Nem Hjulmand nem Morita e muito menos Bragança se distinguem pelo porte físico e não conseguem render 90 minutos defendendo e atacando, nenhum deles é Palhinha, Matheus Nunes ou Ugarte, nem sequer João Mário do ponto de vista da resistência mesmo a "gasóleo".

Falta pelo menos um médio "feito", idealmente dois. Se não fosse a CAN, o adiantamento de Inácio resolvia muita coisa.

Se Dier voltasse resolvia também. Fala-se do Youssouf, do Famalicão: alto 1,82m e forte, alguém assim era muito bem-vindo, não esquecendo que ainda ontem Samuel Justo marcou o golo da vitória do Casa Pia e Mateus Fernandes tem estado muito bem no Estoril.

 

No ataque nunca estivemos tão bem. Edwards, Gyökeres, Pedro Gonçalves, mais Paulinho e Trincão (algum dia vai acordar) dão conta do recado.

Nos restantes do plantel principal não vejo de momento nenhum que possa acrescentar valor ou que não acrescente risco ao onze. Afonso Moreira será mais alternativa ao Nuno Santos do que a Trincão. 

Sendo assim, prevejo para amanhã o seguinte onze:

Adán; Diomande, Coates e Inácio; Catamo, Hjulmand, Morita e Matheus Reis; Edwards, Gyökeres e Pedro Gonçalves.

Será para entrar em campo e ganhar. Obviamente.

SL

Nem parece que sonham com a Champions

Gil Vicente, 0 - Sporting, 0

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Chermiti: imagem da desolação no estádio de Barcelos onde em Outubro o Varzim nos derrotou

Foto: Estela Silva / EPA

 

O estádio do Gil Vicente tem sido funesto para nós esta época. Em Outubro fomos lá afastados da Taça de Portugal pelo modestíssimo Varzim, do terceiro escalão do futebol nacional e que nem sequer tinha casa condigna para nos receber. Agora, no mesmo local, voltamos a tropeçar - desta vez com um empate a zero que acaba por ter um certo sabor a derrota. Isto porque nos impediu de encurtar distâncias face ao FC Porto (sete pontos acima de nós) e ao Braga (que tem mais cinco).

Atacámos bastante, mas quase sempre mal. A tal ponto que os nossos jogadores caíram oito vezes em situações de fora-de-jogo, estabelecendo um novo recorde na Liga 2022/2023. Dá que pensar...

A defesa apresentou-se sólida, o meio-campo foi aguentando ao ver reposta a parceria Ugarte-Morita. Faltou fazer a diferença na capacidade de decisão lá na frente. Edwards e Pedro Gonçalves, talvez os nossos jogadores com maior talento, foram perdulários. Chermiti, anteontem titular face à ausência de Paulinho por lesão, revelou a imaturidade própria dos seus 18 anos. Mesmo assim, foi dele o lance mais vistoso da partida: podia ter marcado golo de calcanhar, logo aos 10', tendo sido impedido pelo guardião Andrews, melhor jogador em campo.

 

Foi nas alas que o nosso jogo se revelou mais deficiente. O sistema de Rúben Amorim exige laterais projectados no corredor que funcionem como principais municiadores do ataque. Nem Esgaio (à direita) nem Matheus Reis (à esquerda) cumpriram tal função. Tímidos, não arriscaram lances de ruptura. Pecaram por défice ofensivo. Quando avançavam, eram lentos e previsíveis. Ou mediam mal a posição de fora-de-jogo: Edwards (54') e Pedro Gonçalves (60') até meteram a bola lá dentro, mas viram os golos anulados por deslocação.

Rúben Amorim terá pecado na preparação deste embate contra a equipa que há mês e meio derrotou o FC Porto no Dragão. Tinha melhores elementos para o vaivém dos corredores externos: Nuno Santos e Arthur, com bons desempenhos no desafio anterior, em Alvalade, frente ao Santa Clara. Por motivos difíceis de entender, ficaram ambos no banco. E o brasileiro só entrou ao minuto 76, rendendo um Esgaio totalmente desinspirado. Também a quebra (física ou anímica?) de Ugarte se tornou evidente a partir da hora de jogo.

 

Como o zero-a-zero inicial persistisse à entrada do quarto de hora final, o treinador apostou no tudo ou nada: fez três mudanças já muito tardias, quando o tempo útil para desfazer o empate começava a esgotar-se. O coração parecia impor-se à cabeça: só isto explica que Coates tenha transitado de central a ponta-de-lança, ansiando por um chuveirinho milagroso que lhe desse oportunidade para cabecear com êxito.

Azar: os centros passaram a ser rasteiros, o que dificultou ainda mais a missão do capitão uruguaio, policiado com eficácia pela sólida defesa gilista. A desinspiração de Edwards e a falta de nervo de Trincão, incapaz de imprimir o suplemento de ânimo de que a equipa tanto necessitava, contribuíram para que o jogo terminasse como começou. Facto raro: há cerca de dois anos que não registávamos um empate sem golos. 

Também merece registo, pelo insólito, o nosso primeiro canto ter ocorrido só aos 63'. O que serve para confirmar a inoperância ofensiva do Sporting. 

 

Quem sonha com a Liga dos Campeões tem de se bater por ela. Foram poucos os nossos jogadores que demonstraram ter muita vontade para encurtar a distância face às duas equipas situadas imediatamente acima de nós na tabela classificativa. Entre os que remaram contra a maré, destaco St. Juste: exibição irrepreensível. 

Agora aparentemente já livre das lesões que durante meses o apoquentaram, o defesa holandês - que chegou ao Sporting, no Verão passado, com fama de ser o central mais veloz da Europa - foi, nas fileiras leoninas, um dos raros que revelaram inconformismo. Lutando sem nunca baixar os braços até ao minuto final. 

Se todos fossem como ele, o nosso percurso ficava mais fácil.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Muito pouco trabalho. Na única vez em que foi realmente chamado a intervir (52'), revelou reflexos rápidos, como se impunha, neutralizando o ataque gilista.

St. Juste - Muito eficaz a ler o jogo, sem receio dos confrontos individuais, pegou na bola várias vezes e construiu com ela dominada, levando a equipa para a frente.

Coates - Regressado ao onze, o nosso capitão foi decisivo na missão de neutralizar Navarro, o artilheiro da turma de Barcelos. Acabou o jogo com ponta-de-lança improvisado.

Gonçalo Inácio - Está longe da sua melhor forma física. Pelo segundo jogo consecutivo, é substituído ao intervalo. Atento às dobras, faltou-lhe a habitual perícia no passe longo.

Esgaio - O treinador dá-lhe sucessivas oportunidades, mas ele teima em desperdiçá-las. Centrou pouco e mal. Aos 11', atirou à figura: com outro, seria golo. Substituído aos 76'.

Ugarte - Um pouco abaixo do elevado nível médio a que nos tem habituado, o internacional uruguaio protagonizou boas recuperações (26', 44'), mas foi esmorecendo. Saiu aos 76'.

Morita - Foi dele o melhor lance individual do desafio, ao percorrer meio campo com a bola dominada (37'). Passe exímio para Nuno Santos aos 73'. Fatigado, foi rendido aos 85'.

Matheus Reis - Duas missões em campo. No primeiro tempo, demasiado tímido nas incursões como ala esquerdo. Melhorou ao recuar para central, na etapa complementar.

Edwards - Dele espera-se sempre um rasgo de génio para desembrulhar jogos difíceis, como já sucedeu nas competições europeias. Mas desiludiu. Até marcou, mas não valeu.

Pedro Gonçalves - Andou a transitar entre o ataque e o meio-campo, algo errante, sem fazer a diferença. Nem na cobrança de livres, uma das suas especialidades.

Chermiti - Fez de Paulinho, como avançado-centro. Raras vezes a bola lhe chegou em condições. Quando isso acontecia, ele estava deslocado. Ainda tem muito para aprender.

Nuno Santos - Dinamizou o flanco esquerdo ao substituir Gonçalo, no segundo tempo. Destacou-se com um remate forte e bem colocado, aos 73', para defesa difícil de Andrew.

Arthur - Pareceu ter entrado demasiado tarde, quando substituiu Esgaio aos 76'. Mais dinâmico e criativo, procurou soluções no corredor direito. Bons cruzamentos (78' e 83').

Trincão - Entrou por troca com Ugarte. Lançado na ala esquerda do ataque, enquanto Pedro Gonçalves recuava, mostrou-se inofensivo. Um remate à figura e pouco mais.

Tanlongo - Substituiu Morita aos 85'. Troca algo estranha, esta de pôr um médio defensivo quando mais precisávamos de atacar. Amarelado aos 90'+4: precisa de refrear a força.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

Do empate do Sporting em Barcelos. Parece sina: derrapámos frente ao Gil Vicente, cumprindo um jogo em atraso, no mesmo estádio onde tínhamos naufragado, em Outubro, frente ao Varzim - do terceiro escalão do futebol português - para a Taça de Portugal. Desta vez, empate a zero. Sem hipótese de recurso a teorias da conspiração: só podemos queixar-nos de nós próprios.

 

Dos golos anulados. A bola entrou duas vezes na baliza gilista. Edwards, aos 54', e Pedro Gonçalves, aos 60', meteram-na lá dentro, mas sem valer. No primeiro caso, detectado pelo vídeo-árbitro Hugo Miguel, Chermiti iniciou o lance em fora-de-jogo. No segundo, a deslocação era tão evidente que nem necessitou de linhas virtuais - o próprio Pedro percebeu que estava adiantado face ao penúltimo defensor.

 

Da atitude. Num desafio de quase tudo-ou-nada, que podia ditar (ou não) o acesso do Sporting às receitas da liga milionária, foi inaceitável aquele ritmo pausado, aquela falta de fibra, aqueles passes atrasados, aquela incapacidade de ganhar segundas bolas - e até de conquistar cantos, pois o primeiro só aconteceu aos 63'. Perante um Gil Vicente que cumpriu o seu plano de jogo com eficácia mas também com fragilidades que fomos incapazes de aproveitar. 

 

Da desconcentração. Como é possível os nossos jogadores serem oito vezes apanhados em posição irregular? Isto só se explica por lapsos de concentração competitiva, ainda mais imperdoáveis por se tratar de um desafio que nos poderia deixar apenas a três pontos do Braga - e em vantagem competitiva com a turma minhota. Nem pareciam estar em campo os mesmos que esta época já derrotaram o Tottenham na Liga dos Campeões e eliminaram o Arsenal da Liga Europa. Só sentirão verdadeira motivação quando enfrentam adversários de renome no futebol europeu? Nem quero acreditar.

 

Do treinador. Rúben Amorim pecou a dois tempos. Desde logo, ao escolher o onze titular: para quê promover o regresso de Esgaio e apostar em Matheus Reis como alas se Arthur e Nuno Santos tinham estado tão bem na partida anterior, frente ao Santa Clara? Esgaio, como sabemos, é incapaz de driblar, cruza de modo inofensivo e tem péssima relação com a baliza. Matheus, sempre de nervos à flor da pele, cumpriu no plano defensivo mas é claramente inferior no capítulo ofensivo. Rúben também demorou demasiado a mexer na equipa, exceptuando a troca de Gonçalo Inácio por Nuno Santos ao intervalo. Só aos 76' decidiu que era preciso alterar alguma coisa, quando era evidente para todos que o cenário de vitória ia ficando cada vez mais longe.

 

De Chermiti. Esteve quase a marcar um golo com "nota artística", de calcanhar, agora que andam na moda as candidaturas ao Prémio Puskás. Foi aos 10': se entrasse, toda a história deste Gil Vicente-Sporting seria bem diferente. Faria bem o jovem dianteiro em deixar-se de malabarismos e a dedicar-se a praticar um futebol objectivo e sempre de olhos nas redes adversárias, pensando menos nos memes das redes sociais e nas manchetes da imprensa do dia seguinte. E também a estar mais atento à linha do fora-de-jogo, como compete a qualquer avançado.

 

De Edwards. É um dos nossos melhores jogadores, mas por vezes desliga o interruptor e torna-se mero espectador. Ontem foi facilmente anulado pela defesa minhota, o que pareceu desmoralizá-lo. Ia tentando, de modo intermitente, mas faltava-lhe sempre o ângulo certo para o remate de pé esquerdo ou a floresta de pernas à sua frente inviabilizava a trajectória da bola rumo à baliza. Esteve em dia não.

 

De Trincão. Desperdiçou outra oportunidade. O facto de ter ficado fora do onze inicial já significa que vem perdendo a confiança do treinador. Ter entrado só no quarto-de-hora final foi outro indício. A verdade é que acabou por ser uma substituição inútil: pareceu ter entrado já cansado e não tardou a ser engolido pela muralha gilista. O melhor que fez foi um remate frouxo, à figura do guarda-redes Andrew.

 

De voltar a ver Coates como ponta-de-lança improvisado. Sinal de desespero evidente nos minutos finais: funcionou há duas épocas, quando a estrelinha brilhava e nos sagrámos campeões, mas o nosso capitão deixou de ser "arma secreta": todas as defesas adversárias conseguem anulá-lo com facilidade. O melhor é pensarmos num reforço a sério para esta posição e não continuarmos a recorrer ao improviso.

 

Da classificação. Seguimos em quarto lugar, vendo o Braga com mais cinco pontos, o FC Porto com mais sete e o Benfica à distância estratosférica de 17 pontos. Há cada vez menos tempo e menos espaço de recuperação, quando só faltam oito jornadas. O melhor a que ainda podemos aspirar, realisticamente, é ao último posto do pódio. 

 

 

Gostei

 

De não termos sofrido golos. Sexto jogo seguido com a nossa baliza invicta e dez jogos consecutivos sem derrotas - um recorde na era Amorim. Sinal de que os lapsos defensivos, apontados como o nosso principal problema no início desta época, já terão sido superados. 

 

De St. Juste. Em nítido contraste com a apatia que se apoderou de alguns dos seus colegas, o central holandês fez sempre a diferença pela positiva, empurrando a equipa para a frente e protagonizando ele próprio o início de prometedores lances de ataque. No último minuto, viu o cartão amarelo por estar inconformado com aquela pasmaceira, com o empate nulo e a perda de mais dois pontos. Melhor Leão em campo. 

 

Do Gil Vicente. Boa réplica da equipa minhota, que há mês e meio venceu o FC Porto no Dragão. Merece elogio.

 

Do árbitro. Nuno Almeida dirigiu a partida com critério largo, à inglesa, sem interromper a todo o momento nem tentar roubar protagonismo aos jogadores. Nenhum erro relevante a apontar-lhe.

 

Do apoio incessante dos adeptos. Mesmo a jogarmos fora, e sem um futebol entusiasmante, nunca faltou aos nossos jogadores o incentivo das bancadas. Do princípio ao fim. 

Ide-vos catar

Este foi um desafio que os jogadores não quiseram ganhar. Sempre mais uma fintinha, mais um toquezinho, mais um passinho, e ao cabo da primeira parte de 19 ataques resultaram 5 remates - uma miséria. Alguém que ensine uma lei básica da física a Edwards e Pote: os sólidos são intransponíveis, marrar contra os adversários ou rematar contra eles, não resulta. Também haja alguém que explique a Chermiti a lei do fora de jogo. E os defesas que comam bifes, trocar bolas com passes flácidos de mosca morta à bica de serem cortadas, ou esperar que o adversário esteja em cima para ficar aflito e passar de qualquer maneira é estúpido, mas foi o passatempo de Gonçalo Inácio na primeira parte e Matheus Reis na segunda.

Este foi o jogo mais irritante do ano, estava no papo, mas eles não quiseram. Se eu mandasse, os jogadores pagavam de multa ao clube o equivalente ao prémio do jogo que receberiam se tivessem ganho.

Prognósticos antes do jogo

Jogo mais logo, a partir das 20.15, em Barcelos: vai cumprir-se enfim a jornada em atraso para nós. Contra uma das equipas mais difíceis de enfrentar nesta Liga 2022/2023.

Na primeira volta, há seis meses, vencemos em Alvalade por 3-1. Golos de Morita (melhor em campo), Pedro Gonçalves e Rochinha. 

Na época passada, foi mais difícil do que o resultado demonstrou. Mas superámos o teste, indo lá vencer por 3-0, com golos de Nuno Santos, Gonçalo Inácio e Daniel Bragança.

Como será o Gil Vicente-Sporting desta noite? Espero os vossos prognósticos.

{ Blogue fundado em 2012. }

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