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És a nossa Fé!

Falei-não falei-falei-não falei

Leio hoje no Record declarações concedidas pelo presidente do Gil Vicente, António Fiúsa, a esse jornal a propósito do alegado episódio em Alvalade que esteve na origem do castigo aplicado ao presidente do Sporting:

1. «O que está no relatório é verdade, mas considero que são desabafos [de Bruno de Carvalho] motivados pela pressão. Até o tentei acalmar.»

2. «É tudo mentira!" [pedido de desculpa a Bruno de Carvalho] Como é que é possível eu ter pedido desculpas? Nem antes nem depois do jogo eu falei com o presidente do Sporting.»

 

Ora bem. Julgo não ser necessário contratar o Sherlock Holmes para verificar que algo aqui não bate certo. Como é que Fiúsa "tentou acalmar" o presidente do Sporting se garante não ter falado com ele "nem antes nem depois do jogo"?

Fica a pista. Para o Record investigar.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Além do Nani, gostei muito do William, João Mário, Paulo Oliveira, Tobias e Jefferson.
O que continuo a não gostar no Sporting é a total falta de mecanização no terço ofensivo. Quantas vezes os centros vão para ninguém porque os avançados/médios estão na molhada e não se desmarcam para criarem linhas de passe e ficarem de frente para o golo.»

Sporting Sempre, neste meu texto

Pódio: Nani, João Mário, Paulo Oliveira

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Gil Vicente pelos três diários desportivos:

 

Nani: 19

João Mário: 16

Paulo Oliveira: 16

Jefferson: 16

Tanaka: 15

Tobias Figueiredo: 15

William Carvalho: 15

Rui Patrício: 14

Miguel Lopes: 14

Carlos Mané: 13

André Martins: 12

Carlos Mané: 11

Carrillo: 11

Ryan Gauld: 11

Capel: 10 

 

Os três jornais elegeram Nani como figura do jogo.

Colinho também para o Gil Vicente

I

Do Tribunal do diário O Jogo, de hoje

15 minutos: João Mário é carregado em zona perigosa. Penálti ficou por marcar, cartão ficou por mostrar.

Jorge Coroado - «Cadú agarrou João Mário, começando a infracção fora da área, mas terminando já sobre a linha limite da referida, o que originaria grande penalidade.»

Pedro Henriques - «Cadú agarra e carrega João Mário pelas costas numa infracção cometida no interior da área. Infracção passível de grande penalidade e de cartão amarelo.»

José Leirós - «Houve falta, pois Cadú agarra João Mário, desequilibra-o e impede-o de ficar com a bola. Devia ter sido assinalado livre directo fora da área.»

 

40 minutos: Paulo Oliveira sofre grande penalidade, que também ficou por assinalar.

Jorge Coroado - «Berger foi ostensivo no empurrão sobre Paulo Oliveira. Falta que deveria ter sido sancionada com pontapé na marca dos 11 metros.»

Pedro Henriques - «É uma grande penalidade de televisão, impossível de ser detectada em movimento rápido. Berger, com o braço esquerdo, empurra e desequilibra Paulo Oliveira quando este tenta cabecear a bola.»

José Leirós - «Berger, subtilmente e de forma deliberada, empurrou no ar o adversário com o braço esquerdo, impedindo que este cabeceasse a bola. Grande penalidade por assinalar.»

 

75 minutos: Capel é derrubado mas a falta ficou por assinalar, poupando-se o jogador de Barcelos à expulsão.

Jorge Coroado - «A falta, pela forma como foi praticada, justificava o amarelo. A persistência faltosa de Semedo ao longo do jogo impunha essa sanção.»

Pedro Henriques - «Pela entrada fora de tempo e imprudente e por infringir as leis de jogo com persistência, deveria ter sido advertido e consequentemente expulso por acumulação.»

José Leirós - «Semedo entra por trás de forma deliberada e intencional, a derrubar Capel. Devia ter sido punido com amarelo e consequente expulsão.»

 

II

Dos "casos do jogo" vistos por António Magalhães, hoje, no diário Record

15 minutos (falta sobre João Mário)

«Cadú trava com o braço a progressão de João Mário na área. Ficou penálti por marcar.»

33 minutos (William Carvalho travado ao marcar livre)

«Yazalde impediu William de bater livre (da infracção surgiu chance para o Gil Vicente). Deveria ser repetido.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«Berger empurrou pelas costas Paulo Oliveira, desequilibrando-o no salto. Novo penálti [que ficou por marcar].»

67 minutos (Tanaka impedido de progredir por fora-de-jogo inexistente)

«Em jogo: Tanaka parte de posição regular no momento do passe de Carrillo. Fora-de-jogo mal tirado.»

 

III

Dos "casos do jogo" vistos por Hugo Forte, hoje, no diário A Bola

15 minutos (falta sobre João Mário)

«O lance é muito rápido mas há erro de Jorge Tavares, uma vez que Cadú faz falta sobre João Mário dentro da grande área e, por isso, há motivo para a marcação de grande penalidade. O árbitro deixou passar em claro.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«O lance é de difícil análise, pois no canto estão muitos jogadores dentro da área. No entanto, Berger não joga a bola e empurra Paulo Oliveira, impedindo-o de se fazer ao lance. Grande penalidade não assinalada.»

Rescaldo do jogo de hoje

2015-02-22 20.07.12.jpg

 

Gostei

 

Da vitória. Derrotámos o Gil Vicente, de forma categórica. Regresso aos triunfos após dois empates no campeonato.

 

Do golo de Nani. Aos 69', o nosso extremo assinou uma obra de arte em Alvalade que fez levantar o numeroso público nas bancadas. Um disparo com o pé esquerdo, a 30 metros da baliza, que concorrerá justamente ao título de melhor golo deste campeonato. Um golo que basta para o classificar como melhor em campo, tanto mais que foi dele também a assistência para o primeiro, marcado por Tanaka. Estávamos a precisar de um Nani assim, regressando ao melhor nível.

 

De William Carvalho. Imprescindível. Pelos pés dele passaram praticamente todas as jogadas do Sporting. Voltou a ser fundamental na recuperação de bolas, travando as investidas do Gil Vicente, e ninguém passa tão bem como ele neste Sporting. Comporta-se como senhor absoluto na sua área de intervenção.

 

De João Mário. Outra partida de grande categoria. Enorme mobilidade, disponibilidade total para o jogo colectivo, um pulmão do tamanho do mundo. Desta vez sem o apoio de Adrien, que ficou no banco, agigantou-se como carregador de piano e pronto-socorro. Falta-lhe só ganhar confiança no disparo à baliza. Mas podia ter marcado se não tivesse sido carregado em falta dentro da grande área: um penálti evidente que só o árbitro não viu.

 

De Tanaka. Marco Silva apostou nele como ponta-de-lança titular, deixando Montero no banco. Aposta ganha: o japonês marcou o golo inaugural, aos 52', e esteve muito perto de marcar mais um, aos 85', proporcionando ao guarda-redes de Barcelos a defesa da noite. Já soma três golos no campeonato. Merece mais tempo de jogo, sem sombra de dúvida.

 

De Paulo Oliveira. Melhora de jogo para jogo. É já o patrão indiscutível da defesa. Hoje cortou tudo quanto passou por ele. Com uma segurança e uma autoridade dignas de registo.

 

Da aposta em Ryan Gauld. O treinador mandou entrar o jovem escocês aos 64', para o lugar de André Martins. Uma garantia de que confia nele. Gauld não sobressaiu mas ganhou rodagem e recebeu o claro incentivo das bancadas, o que também conta.

 

Do apoio do público. Éramos 42.098 hoje em Alvalade. Contrariando as carpideiras que já anteviam os adeptos de costas voltadas para a equipa, confundindo desejos com realidades. 

 

De vencer também em número de portugueses. Jogámos com nove titulares nacionais. Jefferson (brasileiro) e Tanaka (japonês) eram as excepções.

 

De ver o Sporting marcar consecutivamente há 24 jogos. Totalizámos 52 golos de então para cá.

 

 

Não gostei

 

De André Martins. Jogou desta vez como titular: Marco Silva poupou Adrien (que já tinha quatro cartões amarelos) a pensar no jogo seguinte do campeonato, a disputar no Dragão. Mas o Sporting nada beneficiou com ele. Jogou para trás, complicou, nunca foi o motor de que a equipa precisava. Uma enorme decepção.

 

Da ausência de Cédric. O nosso lateral direito não jogou por castigo, mas voltará frente ao FCP. Ainda bem: precisamos dele nessa partida. O seu substituto, Miguel Lopes, é esforçado mas falta-lhe talento ao nível do titular. Centra muito mas raramente bem.

 

Dos remates falhados. Continuamos com um baixo índice de aproveitamento de remates. Aconteceu hoje, por exemplo, com Carlos Mané: por duas vezes, aos 23' e aos 32', teve oportunidades soberanas de marcar e acabou por desperdiçá-las.

 

Da primeira parte sem golos. O Sporting continua a transmitir a sensação de gostar de dar 45 minutos de tréguas aos adversários.

 

Do penálti que ficou por marcar. O árbitro Jorge Tavares fez vista grossa a um claro derrube de João Mário, logo aos 15'. Enquanto outros beneficiam do colinho, nós continuamos a ser vítimas da mais incompetente arbitragem portuguesa.

 

Fotografia minha, tirada ao fim da tarde de hoje em Alvalade

Cantar de galo

galo barcelos.gif

O jogo desta tarde com o Gil Vicente pode representar uma viragem perante os últimos maus resultados e, sobretudo, perante aquilo que considero serem os erros de aprendiz de Marco Silva. Mas, para que isso aconteça, o homem tem que mexer na equipa e dar-lhe verve. Colocar o William Carvalho no onze é fazer o óbvio, já quanto ao Miguel Lopes confesso que preferia que não o fizesse avançar para o onze, nem que tivesse que fazer uma adaptação de circunstância para responder à ausência forçada do Cédric. Para este jogo, e perante o regresso adiado do Slimani, podíamos ter o Tanaka de início.

De resto, precisamos de um Nani na sua máxima força e concentração. Só assim se vence aos homens de Barcelos. Já agora, gostava de ver o nosso treinador um pouco mais efusivo nos golos do Sporting e mais sanguíneo nas nossas desgraças. Era sinal que estava ali a vibrar e não a fazer a rodagem para outros voos. Hoje é para cantar de galo e não sair de Alvalade com um grande galo, como aconteceu no jogo com o Carnide, na partida com a filial de Belém ou no último encontro com os alemães novos-ricos.

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. A nossa primeira deste campeonato. A nossa primeira vitória fora. Com quatro jogadores a facturar no campo do Gil Vicente. Um triunfo categórico: quatro golos sem resposta. Aos 12' já tínhamos dois.

 

Da exibição. Não vencemos apenas: convencemos também. Com uma exibição cheia de categoria e classe. À Leão.

 

De Nani. Novamente em grande. Assumindo-se como líder da equipa, o patrão indiscutível da linha ofensiva, o criativo deste Sporting 2014/15. Sempre em jogo, sempre em movimento, abrindo sucessivas linhas de passe, desequilibrou várias vezes a defesa adversária ocupando o corredor central do ataque. Um artista. E um trabalhador incansável também. Marcou um golo - o segundo na partida e o segundo pelo Sporting em cinco dias, novamente com excelente execução técnica. E participou na construção do terceiro e do quarto. O melhor em campo hoje: adorei vê-lo novamente festejar com um salto mortal à retaguarda.

 

De João Mário. Estreia como titular no campeonato, entrando para o lugar de André Martins como já sucedera quarta-feira, na segunda metade da partida na Eslovénia. Muito dinâmico, veloz, em grande forma física. Fez assistências para dois golos - o terceiro e o quarto. E desmarcou Slimani num lance aos 25' que quase originou outro. Agarrou a titularidade na posição 10. Prestem atenção a ele: veio para ficar.

 

De Adrien. Outro jogador em grande forma. Cometeu uma proeza digna de registo ao inaugurar o marcador, pondo fim à fugaz crise de golos da nossa equipa, com um forte disparo de fora da área após passe de Slimani. Foi quanto bastou para levantar o moral da equipa.

 

De Carrillo. Entrou só aos 71', para o lugar de Capel, mas teve tempo suficiente para marcar o quarto golo, coroando uma excelente jogada de contra-ataque que envolveu também Nani e João Mário. Foi o terceiro dele neste campeonato: já marcou mais na Liga 2014/15, à quinta jornada, do que em qualquer dos anos anteriores. É até agora o goleador da nossa equipa.

 

De Rui Patrício. Completou hoje 200 jogos ao serviço da equipa principal do Sporting, onde actua desde 19 de Novembro de 2006, quando foi lançado por Paulo Bento. É já o terceiro guarda-redes com mais jogos no nosso clube, após os históricos João Azevedo e Vítor Damas. Está de parabéns. E os colegas contribuíram para a festa, com um grande trabalho de equipa, neste jogo em que as redes leoninas permaneceram invictas.

 

Do nosso meio-campo. Foi indiscutivelmente superior ao do Gil Vicente, ocupando quase todo o tempo a área da equipa adversária. Os jogadores de Barcelos tiveram imensa dificuldade em progredir no terreno: isto ajuda a explicar o facto de não terem construído uma só situação de golo em toda a partida.

 

Da aposta contínua na formação. Alinhámos hoje com seis jogadores formados na nossa Academia. Nunca me cansarei de sublinhar este aspecto, que constitui uma das marcas específicas do Sporting.

 

Da intervenção do treinador. Marco Silva mexeu bem na equipa. Com João Mário e Capel titulares, além de Jonathan Silva no lugar de Jefferson, castigado. Continuou a jogar com as linhas subidas e mandou ocupar mais o corredor central do ataque. E não cedeu àqueles que exigiam a decapitação do eixo defensivo. Foi recompensado ao conseguir a primeira vitória confortável desta época: quem não arrisca não petisca.

 

Do apoio dos adeptos. Havia cerca de quatro mil sportinguistas a incentivar a equipa no estádio - mais do que os apoiantes do Gil Vicente. No Sporting o 12º jogador nunca falha.

 

 

Não gostei

 

Que Slimani tivesse desperdiçado um golo quase certo. Tinha apenas o guarda-redes pela frente, aos 25', quando João Mário o isolou. Mas o argelino acabou por atirar à figura. Felizmente redimiu-se ao marcar o terceiro golo, num lance semelhante.

 

De ver Jonathan Silva ainda preso de movimentos. O lateral esquerdo argentino ocupou hoje o lugar de Jefferson. Arriscou pouco no ataque e revelou alguma intranquilidade. Mas não esqueçamos que vem de uma lesão e este foi o seu jogo de estreia na Liga portuguesa.

 

Do persistente jejum de Montero. Marcou pela última vez no campeonato precisamente contra o Gil Vicente, em Dezembro de 2013. Mas nem esse incentivo funcionou neste jogo, onde entrou apenas aos 74' para substituir Slimani.

 

Da chuva de cartões amarelos. Foram oito num jogo globalmente correcto em termos disciplinares. Carlos Xistra arbitrou à portuguesa: em caso de dúvida, ia exibindo cartões, procurando roubar protagonismo aos jogadores. Em certos casos de forma ridícula, como aquele que mostrou a Slimani quando o argelino, carregado em falta, pediu um cartão para o adversário que viria efectivamente a ser admoestado desta forma.

 

Que cheguemos à sexta jornada com menos dois pontos do que em 2013/14. Mas tenho a convicção plena de que não tardaremos a superar esta diferença.

Os melhores prognósticos

Houve muitos prognósticos (foi o segundo jogo aqui mais concorrido de sempre, nesta matéria) mas só três acertaram no desfecho do Sporting-Gil Vicente. E, desses três, dois acertaram também no marcador de um dos golos: o Paulo Gorjão, que alinha pelo plantel cá da casa, e o leitor Bruno Cardoso, reincidente nestes bons palpites. Ambos previram que Slimani marcasse. E o argelino marcou mesmo.

Outros leitores, Ricardo Cunha e aNNóNNymus, acertaram também. Mas apenas no resultado. Ficam, ainda assim, com lugar no pódio.

No próximo fim de semana haverá mais jogos. E mais prognósticos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Dezanove triunfos em 27 jogos disputados na Liga 2013/14. Quinta vitória consecutiva: desta vez em casa, contra o Gil Vicente. Com um golo a abrir e outro a fechar. Chegamos quase ao fim do campeonato com o Sporting invicto enquanto equipa visitada: nenhuma derrota em Alvalade. 

 

Da exibição de Cédric. Grande partida do nosso lateral direito: foi dos pés dele que começaram os ataques mais perigosos do Sporting. Sem nunca descurar as missões defensivas. De jogo para jogo vai demonstrando que tem talento e capacidade para representar a selecção nacional.

 

De Carrillo. De longe a sua melhor actuação esta época. Foi um prazer ver jogar a ala direita, formada por Cédric e pelo peruano, sobretudo nos primeiros 45 minutos. Nasceu deles o lance do primeiro golo do Sporting. E Carrillo fez a assistência para o segundo, marcado por Heldon.

 

De Slimani. Oitavo golo do argelino neste campeonato. De cabeça, logo no minuto inicial. É notável a sua capacidade de concretização. Mantém sempre em sentido as defesas adversárias.

 

De Rojo. Uma vez mais em grande nível. E não só a defender: aos 63', a longa distância, atirou um verdadeiro petardo que bateu na barra. A baliza do Gil Vicente tremeu. E o público empolgou-se ainda mais.

 

De Heldon. Entrou aos 88' e marcou logo a seguir o golo que confirmou a nossa vitória por 2-0. O primeiro que marcou vestido de verde e branco.

 

De William Carvalho. Recupera a bola, faz passes de grande precisão, nunca perde a posição em campo e mantém excelente visão de jogo. Actua sempre com inteligência. Voltou a ser um dos jogadores mais influentes da nossa equipa, dominando as operações no meio-campo.

 

Do público sempre entusiasta. Extraordinária, a vibração das bancadas em Alvalade. Com quase 33 mil espectadores a puxarem pela nossa equipa do princípio ao fim.

 

Da classificação. Agora com 63 pontos, reforçámos o segundo lugar isolados. Estamos cada vez mais perto do acesso directo à Liga dos Campeões, que nos valerá logo de início um cheque de quase nove milhões de euros: faltam só dois pontos.

 

 

Não gostei

 

Do resultado. O Sporting dominou por completo, mas apenas conseguiu concretizar dois golos. Soube a pouco.

 

Do nosso ataque muito perdulário. Rematou-se muito mas com falta de pontaria.

 

Do prolongado jejum de Montero. E vão quatro meses sem marcar...

 

Do cartão amarelo a Cédric. Não vamos poder contar com ele no Restelo. E é capaz de fazer falta.

 

Do Gil Vicente. A equipa de Barcelos, muito pressionada pelo Sporting, raras vezes teve espaço para subir em campo. Faltou-lhe consistência, determinação e qualidade de passe. Rui Patrício não fez uma defesa durante todo o jogo.

 

De Hugo Vieira. Há dois anos esteve a um passo de rumar a Alvalade mas preferiu seguir para a Luz. Não contente com isso, deu uma entrevista em que disse isto: "Surgiu o Benfica e nem hesitei. Desde miúdo que tinha uma vontade muito grande de jogar no Benfica." Pouco depois de ter garantido que "jogar no Sporting seria fantástico". Queria valorizar-se para poder jogar no Mundial de 2014, conforme confessou. Pois não lhe valeu de nada essa vontade. E o sonho não tardou a esfumar-se: como não é sérvio, acabou emprestado ao modesto Gil Vicente. Saiu hoje de campo, aos 75', sob uma estrondosa e merecida vaia.

Os melhores prognósticos

O Sporting está de parabéns, por continuar a somar vitórias e seguir em primeiro lugar no campeonato. Mas noutro campeonato - o dos prognósticos, semana após semana, no És a nossa Fé - os parabéns desta vez terão de ser repartidos. Por um homem da casa, o José da Xã, e uma das nossas leitoras, Lina Martins.

Ambos acertaram não apenas no resultado final do Gil Vicente-Sporting (0-2), mas também na autoria dos golos, marcados por Fredy Montero. Confirmando assim, qualquer deles, que tem queda para desafios deste género. Lina Martins já tinha, muito recentemente, acertado em cheio no desfecho do V. Guimarães-Sporting e no marcador do golo (Slimani), enquanto o José da Xã teve pontaria certeira na antevisão do Académica-Sporting e de dois dos marcadores dos nossos quatro golos nesse desafio.

Falta acrescentar que outros colegas e/ou leitores acertaram no resultado (embora não nos nomes do goleador nesta partida). Quem foram? António Luís, Bruno Cardoso e Duarte Fonseca. Por sinal, todos eles previram Montero a marcar. Mas apenas um golo em vez de dois.

Duas ou três coisas que sei deles

1. Aquando do primeiro golo a câmara passou por Leonardo Jardim. O nosso fleumático bulldog caminhava de costas para o jogo, com ar de quem ia a algum lado, tirou a mão do bolso, esfregou o nariz e antes de voltar a pô-la no quentinho, vibrou o punho. É assim que ele celebra os golos: como quem tira um molar.

2. O regresso deste André Martins, que andava ausente há um mês, produziu um estranho, mas adorável, efeito de tédio. Mal o meio campo do Sporting dá os cinco primeiros toques percebe-se que os adversários vão ficar condenados à tristeza de Sísifo, a correr para cima e para baixo, a partir de certa altura já sem perceberem para quê. Parece hoje natural o que há uns meses não passava de uma intenção.

3. Os golos do Sporting, convenhamos, resultaram de azares, desleixos, tropeções do adversário. Mas haveremos também de convir que este percalços sucedem porque eles agora assustam-se e desatinam só de verem aproximarem-se as camisolas do Sporting.

4. Foi aqui neste campo, há muitos, muitos anos, no tempo em que os porcos andavam de bicicleta, que o loquacíssimo Gabriel Alves, lídimo e saudoso potestade do comentarismo futebolístico, ainda hoje por ombrear, desferiu uma das melhores perguntas da história da televisão portuguesa. Um púbere Capucho, que no ano seguinte viria a jogar por nós, agarrara na bola e depois de fintar meio Sporting marcara o terceiro golo do Gil Vicente. Perante isto o Gaby questiona-o: "Capucho, Gil Vicente, 18 anos, fantástico drible, grande assistência, e agora?" Tempos heróicos, em que os verbos eram prescindíveis...

5. Pior que Gabriel Alves, aquele mocito pé de microfone da flash interview de hoje. Espertalhão, tentou enrolar Montero com a famigerada questão do "Sporting candidato" ao que levou com as necessárias repetições do implacável "salir a ganar" em legítimo castellano de las Americas. Era mesmo só isto que tinhas para perguntar ao melhor marcador do campeonato, que meteu aqui mais dois golitos, ó paspalho?

6. Ficamos, então, assim: o porto nem com um penalty inventado empata em Coimbra, O benfica está melhor, pois consegue empatar em casa, com o Arouca, com um penalty inventado e nós, coitaditos, lá vamos, incapazes de assumir candidaturas, sem haver quem nos invente penalties.

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