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És a nossa Fé!

Atenção ao assédio dos tubarões

Texto de Salgas

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Creio que foi uma das lacunas do anterior Conselho Directivo, acertar com os timings de vendas dos jogadores. Proporcionaram algumas das maiores vendas dos clubes, é um facto, mas houve jogadores que claramente passaram o seu ciclo em Alvalade e acabaram por ficar à revelia.

Relembro que Amorim disse que neste Sporting só queremos quem queira cá estar.

 

Falhámos o timing de venda do William Carvalho, após o Europeu: estava no topo da sua valorização, podia ter saído. O próprio Rui Patrício, apesar de todo o profissionalismo que revelou, sentia-se que também queria experimentar outro campeonato, pelo que poderíamos ter tentado encontrar uma solução. Gelson Martins podia ter tido paciência, ainda só tinha completado o seu terceiro ano na equipa principal.

É um ponto sensível, pois é natural que se queira manter connosco os melhores jogadores. Contudo, mantê-los à revelia parece-me que é a solução menos adequada. Sendo jogadores da formação, creio que o trabalho tem que ser feito desde a base, para que os miúdos tenham vontade de dar retorno ao clube.

 

Este Verão promete ser quente, com o assédio dos tubarões às nossas principais jóias. Estou curioso para ver como vai ser gerido o próximo mercado, especialmente confirmando-se o que todos desejamos, o Sporting campeão nacional 2020/21.

 

Texto do leitor Salgas, publicado originalmente aqui.

William e Gelson deram um mau passo

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Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga - cantava o outro. Lembrei-me deste refrão, vejam lá, a propósito de Gelson Martins e William Carvalho.

Quiseram desvincular-se unilateralmente do Sporting, a pretexto do miserável assalto à Academia de Alcochete, com a ambição de darem o salto para outros futebóis. Fizeram orelhas moucas quando Sousa Cintra tentou recuperá-los, naquele triste Verão de 2018. Gelson, sobretudo, foi muito mal aconselhado. Ao que consta, até estaria na disposição de regressar mas deu ouvidos a quem não devia.

Três anos depois, estão ambos fora da mais recente convocatória de Fernando Santos para o início da campanha rumo ao próximo Mundial. E correm o sério risco de ficar à margem do Europeu. Isto enquanto o Sporting - a que eles viraram costas naquele momento tão difícil - está em vias de se tornar campeão nacional e o plantel leonino continua a valorizar-se sob o comando de Rúben Amorim.

Que o digam João Palhinha e Nuno Mendes, que ontem se estrearam como internacionais A, por decisão do seleccionador, na nossa vitória contra o Azerbaijão. Enquanto uns não querem, estão outros à espera. Aposto que Gelson e William já estarão arrependidos do mau passo que deram. Desvalorizados lá fora em vez de se destacarem por cá.

O que diz Gelson Martins

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«Admito regressar ao Sporting.»

 

«Tentarei ajudar sempre que puder. Continuo a ser sócio do Sporting.»

 

«Nunca iria para o Benfica por uma questão de respeito ao Sporting.»

 

«Todos tivemos medo em Alcochete. Não foi uma situação fácil. Muitos podem falar, mas só quem esteve lá dentro sabe que foi muito mau.»

 

«Não iria prejudicar o Sporting pedindo indemnização ao clube que me formou.»

 

 

Excertos da entrevista de Gelson Martins à edição de hoje do Record, transcrita no blogue Tu Vais Vencer.

Tolerância zero

Não "toco" de assobio, mas alguém chamou a atenção para o negócio Gelson Martins.

Gostava que todos quantos aqui vêm e todos os sportinguistas, já agora, analizassem este negócio e retirassem as ilações que dele há a retirar e que o comparassem com anteriores negócios de outros jogadores, "saídos e entrados". Com percentagens de passes e com valores envolvidos, etc.

Não conheço os termos do acordado, mas pelo que leio na imprensa, parece-me um mau negócio, ou se quiserem um negócio por verbas abaixo do valor de um atleta (Gelson) e muito acima do valor de outro (Vietto), que recordo, veio apenas, passe a imagem, com uma perna (50% do passe). Gostava sinceramente, para bem da transparência, que se conhecessem todos os contornos deste acordo, recordando que Sousa Cintra recusou no Verão passado 22 milhões por uma percentagem de entre 60 a 70% do passe, mais 10 milhões por objectivos. Pergunta para queijinho: Em quanto foi valorizado Vietto neste negócio e o que terá mudado desde que o presidente do Sporting bateu com a porta e exigiu 105 milhões pelo jogador?

 

Nota: Apenas comparações com negócios semelhantes, não venham com flops e outros que tais e conversa fiada. Exemplos concretos por favor e semelhantes.

Precisamos de um novo Leonardo Jardim

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Leio na imprensa notícias que nada me tranquilizam. 

 

Primeira: Bas Dost «pode sair no Verão», o que é desde já justificado com a intenção de «baixar a massa salarial do plantel». O mesmo argumento que levou a estrutura directiva da SAD a despachar Nani e a enxotar Montero, duas referências na linha avançada do Sporting - com o consequente reflexo nas exibições da equipa, que têm piorado de então para cá, como se viu no frustrante desafio em casa frente ao Santa Clara, em que acabámos o jogo na retranca, defendendo aflitos o magro resultado por 1-0, enquanto centenas de adeptos abandonavam o estádio antes do apito final.

 

Segunda: pode celebrar-se mesmo um acordo extrajudicial para pôr fim ao conflito com o Atlético de Madrid, que nos furtou Gelson Martins. Esse acordo, segundo já foi soprado para a imprensa, incidirá em valores inferiores aos 22 milhões de euros mais cerca de 10 milhões adicionais por objectivos que Sousa Cintra rejeitou em Julho. E muito abaixo dos 105 milhões que reclamamos a título de indemnização junto do Tribunal Arbitral do Desporto.

 

Terceira: Para baixar consideravelmente o que nos deve por Gelson, o clube colchonero pretende impingir-nos dois jogadores de duvidoso mérito. Refiro-me ao ex-vimarenense Bernard, que teve uma carreira medíocre desde que rumou a Madrid, tem jogado por empréstimo no Kayserispor da Turquia e se encontra lesionado. E ao argentino Vietto, que nunca foi opção para o seu compatriota Diego Simeone, actuando agora emprestado ao Fulham: no clube inglês não devem estar muito satisfeitos com o desempenho deste avançado, que só marcou um golo em 22 jogos nesta temporada.

 

Enfim, tudo isto me transmite a sensação de que andamos aos saldos. Continuando a preferir frouxas opções estrangeiras enquanto a anunciada aposta na formação é adiada para as calendas e os poucos jogadores que ainda atraem adeptos ao nosso estádio são empurrados para a porta de saída. 

Oxalá me engane, mas não consigo vislumbrar nada de positivo nesta estratégia de aceitar trocos e jogadores que nada acrescentam em qualidade ao plantel leonino pelo resgate de um internacional português formado no Sporting que nos foi surripiado por um dos principais emblemas do futebol espanhol.

 

Recomendaria o regresso ao espírito da temporada 2013/2014: se não há dinheiro, recorre-se à prata da casa. Frederico Varandas acompanhou-a in loco, de fio a pavio, como director clínico. Para isso, como ele bem sabe, há que apostar num treinador jovem, competente, motivador, ambicioso e profundo conhecedor do futebol português.

Precisamos de um novo Leonardo Jardim: esse será o nosso principal reforço para a próxima época.

Obviamente

Depois de Sousa Cintra, em Julho, ter recusado receber 22 milhões do At. Madrid por Gelson Martins, mais 10 milhões em receitas variáveis, para pôr fim ao conflito com os colchoneros por terem dado guarida ao jogador que rescindiu contrato unilateralmente com o Sporting, a SAD leonina não pode fechar acordo com o clube madrileno satisfazendo-se com 20 milhões. Ainda por cima agora, que Gelson tanto se tem destacado no Mónaco, onde se encontra por empréstimo (indevido, na justa óptica de Alvalade).

Só podem ser, portanto, infundadas as notícias que hoje já vi a circular sobre este assunto.

Sem perdão

Gelson Martins, Podence e Rafael Leão, três jogadores da cantera de Alcochete que sempre foram acarinhados pelos adeptos (o arquivo deste blogue é prova viva disso), reclamam agora indemnizações do Sporting depois de terem virado as costas unilateralmente ao clube, enquanto outros colegas nunca saíram e alguns decidiram regressar.

Espero que o Sporting seja inflexível na via litigiosa que agora prossegue, nomeadamente no Tribunal Arbitral do Desporto. Para mim, estes jogadores - que receberam muito mais do que deram em troca e tudo devem ao clube que os formou - não têm perdão.

Assuntos internos

 

Bruno Fernandes regressa: será (re)apresentado aos adeptos hoje, ao meio-dia, em Alvalade.

 

Rogério Alves alinha com Varandas como candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral.

 

Equipa leonina inicia estágio na Suíça, tendo sido recebida com aplausos em Genebra.

 

Gelson Martins no Atlético de Madrid por 15 milhões e dois jogadores (Vietto e Moreira).

 

Rúben Ribeiro transita para o Nantes: pode valer um milhão de euros aos cofres leoninos.

 

Rafael Leão já terá assinado com o Dortmund um contrato para as próximas cinco temporadas.

 

Podence abandona de vez o Sporting e já foi apresentado como reforço ao serviço do Olympiacos.

 

Augusto Inácio garante que continua em plenas funções como director-geral do Sporting.

 

E vão 42: detidos mais quinze membros da quadrilha criminosa que assaltou Alcochete em Maio.

 

Balanço (15)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GELSON MARTINS:

 

- João Távora: «Temos Leão para atacar o título. Só espero que não percamos o Gelson Martins.» (6 de Agosto)

- Marta Spínola: «Uma grande celebração por termos Gelson connosco mais um tempo. Valeu a pena desejar que o fechassem num alçapão depois de cada boa prestação.» (5 de Setembro)

Eu: «Tenho a certeza que voltarás aos magníficos desempenhos da época passada, em que tantas vezes funcionaste como pedal acelerador da nossa equipa e foste o ás dos desequilíbrios, o herói do um-para-um, o rei das assistências. Partiste os rins - felizmente apenas no sentido metafórico - a muitos defesas adversários, impulsionando e motivando os teus companheiros. Não admira, por isso, que sejas cobiçado pelas restantes equipas nacionais: todas gostariam de contar contigo nas suas fileiras.» (21 de Outubro)

- Pedro Azevedo: «Aos 19 minutos, brincou com os apoios de Chiellini, torcendo-lhe a espinal medula de tal forma que já terá consulta marcada num quiroprático, no regresso a Turim. Do lance resultaria o golo do Sporting, após defesa incompleta (e para a frente) de Buffon, o qual perdeu o duelo de "Monstros" com o nosso São Patrício, o exorcista do "mal" transalpino. Na segunda parte, o ala arrancou por entre Alex Sandro e Barzagli e, mesmo carregado pelo brasileiro, percorreu 50 metros e conseguiu chegar à área para depois acabar a decidir pessimamente, não rematando à baliza do desamparado guarda-redes bianconeri.» (1 de Novembro)

- JPT: «Fazer-se expulso, isentar-se desse compromisso, é totalmente inaceitável. Mimar um jogador querido, "da casa", competente, ainda para mais jongleur, assim alegria do povo? Sim, com toda a certeza. Mas aceitar isto que aconteceu, "compreendê-lo", é estragá-lo com mimos. Gelson está em dívida.» (27 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «Gelson é, depois de Bruno Fernandes, o jogador mais importante do Sporting. (...) É verdade que não decide muitas vezes bem, faz parte da sua imprevisibilidade, mas não é menos verdade que muitas das vezes, se não fosse ele a ajudar os laterais a fechar o corredor, o desfecho dos lances poderia ser outro. E o mais incrivel é que tão depressa está a fazer isso, como está a municiar com qualidade o nosso sector ofensivo.» (27 de Fevereiro)

Pedro Boucherie Mendes: «O endeusamento de Gelson pelos comentadores não ajuda o jogador. O nosso extremo é um excelente jogador, mas parece estar a regredir na chamada decisão, no último passe. Devia estar confiante e de cabeça levantada, mas fica a impressão que chega sempre estoirado àquele instante em que deveria ser fatal.» (14 de Maio)

Quase, quase, a bater no fundo...

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Enquanto o Sporting Clube de Portugal, instituição centenária, continuar presidido por um arruaceiro aspirante a déspota ao pior estilo coronel sul-americano, desprovido de educação, que a todos insulta e ameaça, usando as claques como guarda pretoriana para intimidar, atiçando-os como cães aos alvos que decide escolher, quando as coisas não lhe correm de feição, só poderemos esperar o pior. Até agora não conseguiu contratar um treinador, palpita-me que ainda vai ser o Inácio a dar uma vez mais o peito às balas, quem no seu perfeito juízo podendo sair, ficará no clube? Mais 3 jogadores que rescindem, até que os sócios se livrem de vez do traste, será sempre a descer…Quando é que percebem que se vou ao estádio é para aplaudir os atletas, não um qualquer figurão arvorado em dono do clube, que felizmente ainda não o é, apesar de não faltar quem apesar de todo o mal que está a provocar ainda o venere.

Ganda bronze

Interessante o ponto de vista ontem do Pedro Sousa (TVI24), que um clube português não deve jogar em função de um pinheiro (como Dost), se bem que o nosso tenha excelente pés.

A verdade é que Dost (dois terceiros lugares) com os seus golos, tem escondido a paupérrima qualidade do nosso jogo de ataque nestas duas temporadas. Mais do que picardias presidenciais, mais do que casos extra-relvado, isso é que deve ser sublinhado.

Acredito que a nossa época fica marcada pelo fracasso Doumbia. Nunca houve e nunca conseguimos ter Plano B. Miseráveis e dando direito a “justa causa” (ironizo mas não por muito), os nossos resultados contra FCP, SLB e Braga.

O endeusamento de Gelson pelos comentadores também não ajuda o jogador. O nosso extremo é um excelente jogador, mas parece estar a regredir na chamada decisão, no último passe. Devia estar confiante e de cabeça levantada, mas fica a impressão que chega sempre estoirado àquele instante em que deveria ser fatal. Sim, teve 500 assistências e fez imensos golos, mas nota-se que lhe falta (faltou?) killer instict e aquela vaidade que um Neymar exibe ou aquela alegria que Bernardo parece ter sempre. Qual será o motivo? Excesso de responsabilidade? Cansaço físico? Alguma questão emocional?

Ficamos em terceiro e não me parece que devamos discutir o bronze. Desde que vejo bola que nunca vi o Sporting com a sorte que teve esta season e um clube nunca pode ser campeão quando o seu melhor jogador em muitos jogos é o keeper.  

Há mau trabalho técnico? Sim, parece haver. A equipa pode ter feito 8 mil jogos, mas não é para isso que serve? Não é propriamente o mesmo que ir para a guerra ou coser sapatos 12 horas por dia. 

Hoje giro eu - O Mustang e o "Cool Dude"

Inspirado por uma troca de opiniões com uma leitora/comentadora (*) do nosso blogue, lanço aqui um texto sobre dois jogadores totalmente díspares, duas propostas diferentes de entendimento do futebol:

 

De um lado, temos Gelson Martins. O ala é o cavalo à solta, de Ary e Tordo, o Mustang, de Boloni. A sua velocidade é inata, o seu drible de rua, também. Ele é ginga, é engano, é dança "au pair". Simultaneamente, tango e "tanga". Gelson é o homem do dinamite, a sua missão é fazer explodir o cofre onde se refugia o adversário. Quando melhorar a sua visão periférica do jogo e , quando na zona central, ganhar uma maior perpendicularidade face à baliza - os tais movimentos que lhe permitam ganhar a frente dos lances e chegar isolado para finalizar - tornar-se-á um jogador consensual, pretendido por toda a Europa.

Nos antípodas de Gelson temos Montero. O colombiano é "Mr Cool". Nada o parece incomodar. Num cinema em chamas e com toda a gente em pânico, ele já estaria cá fora; num eléctrico sem freio, ele seria o primeiro a descer, sem um arranhão. Nunca se sabe o que vai sair dali. Pode ser fava ou brinde num bolo-Rei, marcar o golo decisivo após 90 minutos sem tocar na bola. Faz lembrar o Nené do Benfica, o homem invisível que, raramente, mostra a sua forma humana, um misto de uma realidade fria e desesperante e de um misticismo quente e inspirador. Enquanto outros engrossam as estatísticas de passe, remate, recuperações, et caetera, Montero é como um analista da NASA, um astro-físico, um matemático, sempre a computar probabilidades de sucesso. Assim, só suja os calções quando a probabilidade é elevada, não se desgastando com questões menores mais próprias de um qualquer comum mortal. Enquanto Gelson propôe arrombar, Montero estuda demoradamente a combinação do cofre. Não a obtendo, guarda o ataque para outro dia. Tenho, no entanto, um pressentimento: Fredy "Mr Cool" Montero vai resolver, saído do banco, o próximo derby. Naquele jeito de quem está a fazer um grande frete e de que o dia até seria mais bem empregue numa ida à praia...

 

(*) Obrigado CAL

 

#savingprivateryan

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Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória caseira desta noite frente ao Boavista. Soube-nos a pouco, porque foi apenas por 1-0, com um golo de grande penalidade ainda na primeira parte, apontado por Bas Dost. E houve oportunidades para sairmos de Alvalade com uma goleada. Mas o mais importante foi conseguido: mais três pontos. Já somamos 74, mantemos a perseguição ao Porto e ao Benfica. E continuamos a depender só de nós para chegarmos ao segundo posto no campeonato, que nos garante acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

De Gelson Martins. Para mim foi a grande figura do encontro apesar de estar longe da melhor forma física. Sempre muito policiado, e castigado por adversários como Idris, o nosso ala foi partindo os rins aos defesas, protagonizando as mais vistosas jogadas da partida. Participou no lance que originou a grande penalidade, servindo Bruno Fernandes. Aos 43', tirou os dois centrais boavisteiros do caminho e disparou para a baliza, em zona frontal, proporcionando ao guarda-redes Vagner a grande defesa da noite. Reincidiu no disparo, a partir do flanco direito, novamente travado pelo guardião. Centrou de forma exemplar aos 72' para Bas Dost cabecear e aos 88' abriu uma espectacular linha de passe para a corrida de Bruno Fernandes, naquela que seria a mais incrível das nossas jogadas de golo desperdiçadas. Participou também sempre de forma muito competente no processo defensivo. O melhor em campo.

 

De Bruno Fernandes. Partida muito positiva do médio criativo. É dele a iniciativa que aos 22' gera o penálti, garantindo-nos o passaporte para a vitória. Destacou-se ao desmarcar Dost de cabeça, aos 35', com brilhante execução técnica, e ao abrir uma perfeita linha de passe aos 42' num passe longo para Gelson aos 57'. Pena ter falhado aquele golo cantado aos 88', quando até tinha Bas Dost ao seu lado, livre de marcação, só com o guarda-redes pela frente.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 26 nesta Liga 2017/18 e acumula 60 no total das 58 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Chamado a converter o penálti, aos 26', não tremeu: a execução foi perfeita. E o estádio quase cheio gritou o seu nome com emoção e convicção. Podia ter ampliado a vantagem num remate aos 35' que o guarda-redes defendeu e aos 78', com um cabeceamento que lhe saiu menos letal do que tantos outros a que já nos habituou.

 

De Bryan Ruiz.  Foi essencial na construção ofensiva da equipa, interagindo muito bem com Bruno Fernandes e Gelson Martins a partir do eixo do terreno, muitas vezes como verdadeiro maestro do onze leonino. Protagonizou lances dignos de aplauso aos 28', 38' e 53'.

 

De Ristovski. Grande primeira parte do lateral direito, hoje titular devido a lesão de Piccini. Pôs sempre em sentido a defesa boavisteira, dominando o corredor naquele período do jogo, antes de uma natural quebra no segundo tempo. Exemplar cruzamento aos 17', excelente recuperação aos 18', remate para golo aos 40' travado in extremis por Vagner.

 

Do recorde batido por Rui Patrício.  O nosso capitão suplantou hoje a marca do quase mítico Vítor Damas ao fazer o seu 14.º jogo consecutivo sem sofrer golos em Alvalade. Uma proeza notável daquele que é figura basilar no onze do Sporting e uma das figuras mais queridas da massa adepta.

 

De ter terminado o período mais cansativo.  A nossa equipa disputou seis jogos nos últimos 18 dias. Felizmente só com uma derrota (em Braga). O desgaste físico não tem afectado a marcha do marcador, desafio após desafio. Levamos cinco vitórias seguidas em três competições diferentes.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Desta vez fomos 48.320 em Alvalade. Tirando a escassa claque boavisteira, fomos quase todos a puxar pelo Sporting do princípio ao fim.

 

 

Não gostei

 

 

Que o árbitro fizesse vista grossa ao penálti por braço do defesa boavisteiro interferindo na trajectória da bola. Fábio Veríssimo, muito mal auxiliado pelos restantes membros da equipa de arbitragem, só rectificou o erro por intervenção do vídeo-árbitro. Uma vez mais, devemos agradecer ao VAR: sem esta instância de recurso, teríamos sido espoliados em dois pontos. Como tantas vezes aconteceu noutros campeonatos.

 

Dos assobios à nossa equipa. Mantinha-se a magra vantagem por 1-0, alcançada ao minuto 26, e a impaciência começou a ferver nas bancadas de Alvalade, o que até se compreendia: precisávamos de consolidar e até robustecer aquela vitória para nos garantir os tão ambicionados três pontos. O que não se compreende é o coro de assobios que nessa fase do encontro se dirigiu aos jogadores partindo dos próprios sportinguistas. Não consigo aceitar tais reacções.

 

Das oportunidades de golo falhadas. Umas devido à intervenção do guarda-redes adversário, outras por súbita inabilidade dos nossos jogadores. Eis as mais evidentes: aos 35' (por Bas Dost), ao 40' (Ristovski), aos 43' (Gelson), aos 78' (Dost) e aos 88' (Bruno Fernandes). 

 

Da lesão de Mathieu. O francês viu-se forçado a recolher ao balneário durante o intervalo. Na segunda parte, entrou para o seu lugar um central improvisado: o médio Petrovic, que deu boa conta do recado embora sem o brilhantismo do ex-jogador do Barcelona. Esperemos que Mathieu recupere depressa - tal como Piccini, William Carvalho, Bruno Cesar, Podence e Rafael Leão, também lesionados. Todos fazem falta neste Sporting que ainda sonha ser campeão.

 

Das substituições tardias. Jorge Jesus demorou demasiado a mexer na equipa, quando vários jogadores já se arrastavam em campo. A troca de Acuña por Misic aos 77' foi insuficiente e a saída de Coentrão para a entrada de Lumor após os 90' foi absurda.

Pódio: Gelson Martins, Acuña, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Atlético de Madrid pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Acuña: 18

Battaglia: 18

Montero: 18

Bruno Fernandes: 18

Rui Patrício: 18

Ristovski: 17

Coates: 17

Petrovic: 15

Bryan Ruiz: 15

André Pinto: 15 

Mathieu: 12

Rúben Ribeiro: 9

Doumbia: 6

 

A Bola elegeu Battaglia como melhor jogador em campo. O Record optou por Montero. O Jogo escolheu Gelson Martins.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso triunfo desta noite em Alvalade. Vitória por 2-0 contra o Paços de Ferreira, que nunca é uma equipa fácil. Mas o Sporting dominou sempre a partida e o triunfo leonino nunca esteve em discussão. Os nossos jogadores revelaram capacidade colectiva e grande espírito de entreajuda. Que deu bons frutos.

 

Da equipa. Acusada de falta de profissionalismo pelo presidente, que nesta mesma tarde voltou a denegrir o grupo de trabalho em novo comunicado pessoal no Facebook, deu a volta por cima. Mostrando-se mais empenhada e unida que nunca, como ficou bem demonstrado na forma como festejou os dois golos, com os jogadores todos abraçados em campo. Há gestos que valem mais que dez mil palavras, ditas ou escritas nas redes sociais.

 

De Bas Dost. O holandês voltou aos golos, marcando o nosso primeiro aos 20', cabeceando como mandam as melhores regras. E ainda marcou outro, aos 77', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves. O nosso ponta-de-lança já leva 24 golos apontados na Liga 2017/18.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do internacional costarriquenho, que teve participação directa no primeiro golo, com um cruzamento perfeito para a grande área, e marcando o segundo, aos 65'. Saiu aos 84', sob calorosa e merecida ovação.

 

De Gelson Martins.  Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem. Municiou Bas Dost com um óptimo cruzamento aos 38', proporcionou ao guardião Mário Felgueiras a defesa da noite com um remate fortíssimo aos 52' e foi ele a inventar o segundo golo, com uma belíssima incursão pela ala direita culminada na assistência para Bryan Ruiz. Mais uma.

 

Da estreia de Wendel. Três meses depois de chegar ao Sporting, o brasileiro que veio do Fluminense estreou-se enfim como titular leonino. Boa exibição do jovem reforço, que revelou bons pormenores técnicos, capacidade de fazer circular a bola no eixo do terreno, demonstrando confiança e personalidade.

 

Da união clara entre os adeptos e a equipa.  A demonstração de confiança dos adeptos que acorreram a Alvalade nesta noite chuvosa e fria foi impressionante: os sportinguistas confiam na sua equipa, valorizam e acarinham os profissionais leoninos e demarcam-se com clareza da inacreditável sucessão de disparos de Bruno de Carvalho contra o plantel, ameçando com processos disciplinares e suspensões. Hoje ficou bem evidente que o presidente está mais isolado que nunca e perdeu irremediavelmente a aura de popularidade que foi mantendo até à semana que agora termina.

 

De continuarmos invictos em casa.  Mantemo-nos sem derrotas no campeonato, com dez triunfos consecutivos em Alvalade e sem golos sofridos para as competições internas desde que recebemos o Braga, no já longínquo mês de Novembro.

 

De vermos agora o Braga mais distante, com menos três pontos.  Consolidamos a terceira posição na Liga. É o mínimo que se exige a este grupo de trabalho em troca do apoio incondicional que lhe manifestamos, faça sol ou faça chuva.

 

 

Não gostei

 

 

Do golo anulado aos 77'. Bas Dost meteu a bola na baliza do Paços. Lance limpo, legal. Invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Bruno Esteves e sem intervenção do vídeo-árbitro, que não quis repor a verdade desportiva.

 

Das ausências de William e Coentrão. Assistiram ambos ao jogo na bancada, por questões físicas. Esperamos contar com o nosso capitão já recuperado na quinta-feira, quando recebermos o Atlético de Madrid em Alvalade.

 

Dos insultos. A crítica é legítima, os assobios são compreensíveis, mas não gosto de ouvir insultos e expressões grosseiras em alta voz no estádio. Sobretudo quando proferidas em coro. Mesmo quando o visado (neste caso o presidente) passa o tempo a achincalhar tudo e todos - incluindo jogadores, membros dos órgãos sociais e agora até o conjunto dos adeptos, como fez esta noite numa lamentável conferência de imprensa logo após o jogo.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota do Sporting em Braga. Mais três pontos desperdiçados na Liga 2017/18, onde já estávamos fora da corrida ao título. Depois de perdermos com FC Porto e Estoril, desta vez caímos na Pedreira, perdendo por 0-1. Assim se confirma que não vale de nada passar uma semana com despiques verbais: os jogos ganham-se e perdem-se dentro de campo, não fora dele. Agora vemos o Benfica com mais seis pontos e teremos o FCP - se ganhar o seu confronto na segunda-feira - com mais oito.

 

De saber que o Braga só está um ponto atrás de nós. Pior do que a derrota, é verificarmos que a equipa bracarense - treinada por Abel Ferreira, ex-treinador do Sporting B que foi despedido há dois anos por Bruno de Carvalho - nos disputa claramente um lugar no pódio deste campeonato. Nada está fechado neste domínio quando faltam seis jornadas para o fim.

 

Da expulsão de Piccini. Após 25 minutos de domínio leonino, a equipa anfitriã conseguiu equilibrar a partida e teve vários períodos de clara predominância. Se as coisas já estavam difíceis, ficaram ainda pior quando o lateral direito italiano, amarelado aos 57', fez nova falta que lhe valeu segundo cartão - e a consequente expulsão, iam decorridos 83'. Acentuaram-se as dificuldades do Sporting, que acabaria por sofrer o golo pouco depois.

 

Da inexplicável apatia do treinador. Só com dez jogadores, com a equipa muito desgastada e o nosso flanco direito momentanemente desguarnecido, Jorge Jesus demorou oito minutos a fazer uma substituição. Acabou por entrar Wendel apenas aos 91', compensando a ausência no meio-campo de Battaglia, entretanto desviado para a ala defensiva. O jovem brasileiro, contratado como reforço em Janeiro, parece um mal-amado: hoje só pôde jogar três minutos.

 

De Rúben Ribeiro. O ex-Rio Ave, contratado em Janeiro, continua sem dar provas que justifiquem a sua vinda para Alvalade. Hoje entrou aos 62', para render o apagado Acuña, e acabou por sair aos 91', dando lugar a Wendel. Sem nada ter feito nessa meia hora que justificasse vê-lo equipado de verde e branco. Uma vez mais.

 

Da ausência de William Carvalho. Volta a confirmar-se: jogo sem o nosso habitual capitão, é jogo que corre mal ao Sporting. Infelizmente não pudemos contar esta noite com ele na Pedreira, por se encontrar lesionado. Oxalá recupere a tempo do desafio frente ao Atlético de Madrid para a Liga Europa.

 

De ver Esgaio jogar contra nós.  Não me conformo com o negócio feito no Verão pelo presidente do Sporting, que decidiu ceder a título definitivo ao Braga este jogador formado em Alcochete. Ricardo Esgaio, que é o vice-rei das assistências para golo no campeonato, voltou a ser um dos melhores em campo. Infelizmente, sem vestir a camisola verde e branca.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição durante os primeiros 25 minutos. Bom começo leonino nesta partida que fez suscitar tanta polémica e desatar tanta linguagem de baixo nível ao longo da Semana Santa. O onze leonino dominou, exerceu pressão alta, mostrou-se mais acutilante e condicionou a construção do ataque do Braga. Infelizmente foi um domínio inconsequente, não traduzido em golos. Praticamente não tivemos uma hipótese séria de marcar não apenas neste período mas durante todo o encontro. Mal se deu por Bas Dost em campo, por exemplo.

 

Do golo anulado ao Braga aos 44'. O árbitro Luís Godinho, que o validara, acabou por inverter esta decisão após correcto alerta do vídeo-árbitro: o golo bracarense fora precedido de falta sobre Gelson.

 

De Gelson Martins. Foi o grande protagonista do melhor momento do Sporting na partida, acelerando o jogo leonino durante a meia hora inicial. Assinou duas excelentes jogadas aos 4', fez um cruzamento soberbo desperdiçado por Bas Dost aos 7', foi baralhando as marcações da defesa adversária e criou os habituais desequilíbrios, embora nem sempre bem apoiado pelos colegas. Na segunda parte - desgastado em inúmeras missões de carácter defensivo - esteve menos em evidência, tal como toda a equipa, mas ainda assim elejo-o como o nosso melhor em campo. Ou o menos mau.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Uma Laranja amarga

Vêr a bola rolando sobre a relva num jogo da Selecção é natural, o que não é natural é vêr Rolando sobre a relva a jogar à bola pela Selecção. Mas não foi só o marselhês que esteve mal, visto que ao seu lado a Fonte secou. Acrescente-se a presença de André Gomes como trinco, de um ainda pouco rodado Adrien no centro do campo e de um(a) Cancelo(a) sempre aberto(a) às investidas holandesas e já não haveria seguradora que pudesse cobrir o risco de acidente. 

 

Portugal, ao contrário do que costuma ser a nossa atitude contra a Holanda, decidiu tentar assumir as despesas da partida, mas com as linhas muito distantes entre si acabou por facilitar o invulgarmente cínico jogo holandês, permitindo transições cirúrgicas donde resultaram três golos sofridos na primeira parte.

 

A segunda parte foi um pouco melhor, mas os golos de Ronaldo não apareceram, as trivelas de Quaresma continuaram no balneário e, para piorar a situação, do outro lado esteve um inspiradíssimo Jasper Cillessen a manter a sua baliza inviolável. Paradoxalmente, os melhores jogadores da nossa Selecção foram os que jogam em Portugal: Gelson Martins, incansável a fazer todo o corredor pós-expulsão de Cancelo, foi de longe o melhor e Bruno Fernandes tentou remar contra a maré. Nota positiva também para São Patrício que não sofreu qualquer golo  nesta dupla jornada helvética...

 

Derrota importante para recentrar os pés na terra e perceber que temos um longo trabalho pela frente. A defesa, nomeadamente a sua zona central, preocupa e muito. Volta Pepe!!! E, já agora, talvez não seja mal pensado o regresso de Éder. Embora falhe golos a 2 metros da baliza como André Silva, pelo menos tem a meia distância. E é talismâ! 

portugalholanda.jpg

 

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