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És a nossa Fé!

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

O que eu espero (5)

Da nova equipa gestora do Sporting é que se mantenha arredada do campeonato do carisma. Andamos todos mais que saturados de pseudo-líderes carismáticos, prontos a transformar cada frase bombástica em títulos - não desportivos mas títulos de jornal. A verdadeira liderança dispensa explosões de carisma virtual na redoma das redes sociais, dissociadas da realidade. Quem sabe comandar tem os pés bem assentes no chão: não se remete a trincheiras nem se resguarda em bolhas.

O que eu espero (4)

De Frederico Varandas é aquilo que ele tem demonstrado nesta primeira semana como presidente do Sporting:  basta-lhe proceder ao contrário do outro. Não ter Facebook activo ajuda muito. O Sporting precisa de manter-se fora da algazarra noticiosa, da baba opinativa que enche chouriços televisivos serão após serão e da esterqueira das "redes sociais", sempre prontas a divulgar o último boato e a penúltima calúnia. Quem medra nas redes, morre nas redes.

O que eu espero (3)

Da nova gerência leonina é que promova um verdadeiro trabalho de equipa, substituindo o culto narcísico do "eu" pela eficácia do "nós". Com espaço para o protagonismo de figuras tão diversas como Rogério Alves (no domínio institucional), Francisco Zenha (na área financeira) ou Miguel Albuquerque (no capítulo das modalidades). Sem nunca esquecer que o futebol, mola do clube, e as principais modalidades de pavilhão são desportos colectivos.

É tempo de paz

Os sócios decidiram, está decidido!

Não vale a pena virem agora dizer que houve falcatrua na contagem dos votos, ou que a AG não era legal e mais uma série de desculpas. Repito... não vale a pena!

Os sócios deslocaram-se ao Altice Arena, votaram, falaram tudo de livre e espontânea vontade. E disseram de sua justiça.

Contestar resultados, formas processuais por uma virgula a menos ou a mais é tentar ganhar sem jogar. E o Sporting neste momento não necessita desta contínua guerrilha interna.

Acabou-se o tempo das bravatas, de troca de galhardetes verbais, de ofensas. É tempo de paz, de serenidade, de tocar a reunir, de remarmos todos ao mesmo tempo. De enfunar as velas desta nau tão perdida e achar um rumo.

Gostássemos ou não de BdC, gostemos ou não desta Comissão, o certo é que agora há uma equipa para gerir os destinos do Clube até Setembro. E que tem que ter o nosso apoio...

Da minha parte não atacarei mais ninguém. O passado fica no museu, como diz o brasileiro. E o nosso, que não deve ser olvidado de forma a evitar novos casos, também deverá morar lá nos confins da memória.

Agora quero ver os futuros candidatos, conhecer as equipas propostas e acima de tudo descodificar as ideias, de forma que em Setembro possa votar em consciência.

 

Também aqui

Futuro (Quase Imediato): não sacudir a caspa do ombro

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Há poucos dias aqui o escrevi: (quase) todos no "Universo Sporting" apoiámos Bruno de Carvalho. Conviria não esquecer isto. Por duas ordens de razões:

 

1. para não voltarmos a pactuar com princípios socioculturais adversos à vida civilizada, em nome do aparente progresso do clube. Ou seja, que o egocentrismo e as tendências autocráticas sejam escrutinados em hipotéticos candidatos futuros (agora e "para sempre") e sirvam como pontos muito adversos na ponderação da sua pertinência. E, acima de tudo, que seja erradicado o abjecto "claquismo" - que ontem, na assembleia-geral, tanto se mostrou, evidenciando sem qualquer máscara como Bruno de Carvalho o considerou como fundamental para o seu exercício presidencial, deixando bem perceber a sua responsabilidade moral no processo que conduziu ao AlcocheteGate, para quem ainda tivesse dúvidas;

 

2. mas também é fundamental recordar isto: Bruno de Carvalho fez um excelente trabalho durante o seu primeiro mandato (que raio se terá passado?, inebriou-se com a esmagadora maioria obtida, deriva de imaturidade? algo mais grave sob o ponto de vista pessoal?). E foi esse excelente trabalho que conduziu ao (quase) universal apoio que recebeu do "Universo Sporting". Sacudir a caspa do ombro, clamar "eu nunca tive nada a ver ...", "eu nunca tive dúvidas", é uma injustiça e uma falsidade. Essa foi a era do nosso "Bruno". Saúde-se o realizado, e continue-se se possível.

 

Com isto quero sublinhar algo. Por mais que BdC seja (radicalmente) egolátra - como tão bem o Pedro Correia aqui o definiu - ele não trabalhou sozinho. Se as maldades acontecidas, o "mustafismo" desbragado que brotou, foi algo colectivo pois também alimentadas pela turba que acarinhou, as realizações que aconteceram foram também obra dos seus colaboradores. Alguns que se terão mantido no trabalho (emprego ou colaboração) - não estou a falar dos últimos 6 do Conselho Directivo, cuja recusa em encarar o óbvio tanto custou ao clube. Por tudo isso o pior será agora consagrar o "sacudir a caspa do ombro" através de uma "caça às bruxas", uma perseguição a sportinguistas (profissionais ou não), relacionados com o clube que trabalharam e, nisso, apoiaram Bruno de Carvalho.

 

É isto, convém não esquecer, (quase) todos fomos Brunistas. E, diga-se, muito justificadamente.

 

Estou a falar de alguém em particular? Logo à cabeça sim: Augusto Inácio - estou crente que veio agora com "És a Nossa (Boa) Fé" tentar minorar os prejuízos do clube. Não estou a defender que fique no posto que tem agora, não me cumpre dizê-lo nem tenho saberes para o afirmar. Mas já me cheira a fogueira, com lenha húmida (para arder mais lentamente). Deixemo-nos disso. Não sacudamos a caspa do ombro.

 

Ou saltemos todos para o fogo.

 

O mais difícil

O mais importante está feito. Agora, vem o mais difícil. O mais difícil é, desde logo, pegar no amontoado de destroços resultante dos últimos meses passados a caterpillar. Mas também é evitar as retaliações. Parece haver muita gente com vontade de devolver na mesma moeda a forma como foi tratada por Bruno de Carvalho. Não me parece bem. O caso deve ser tratado no domínio que lhe é próprio: o do delírio e da paranóia. É esquecer. Fundamental é agora arranjar candidaturas que sejam capazes de sarar a horrível ferida que se abriu no clube. Lá está, é o mais difícil. Mas tem de ser possível.

O futuro é já ali!

Ponto final na época do Sporting!

Agora é jogar para um inexplicável terceiro lugar após a época anterior, onde se transpirou (e jogou) muito bom futebol. Mas a vida é mesmo assim… Nem sempre se está bem. Até nas nossas vidas… quanto mais no desporto.

Chegado a este ponto, creio que não merece a pena arranjarmos culpados. As coisas correram mal desde o início, depois saíram João Mário e Slimani, e mesmo com a vinda de Bas Dost a equipa nunca se impôs. Veremos o que ainda nos estará reservado…

Fala-se muito do dérbi e da má arbitragem desse jogo como o ínicio do trambolhão. Dando de barato que os adeptos leoninos mais fervorosos têm razão, ninguém tem a coragem de garantir que se o árbitro marcasse as grandes penalidades estas seriam golo.

Sim, eu sei, que o primeiro golo adversário precede daí, de uma falta não marcada… Mas adiante!

Ora bem… aproximam-se as eleições para o Sporting e BdC vai ter um adversário que eu sinceramente, antes deste acto eleitoral, nunca tinha ouvido falar. Provavelmente por culpa minha.

Independentemente de quem ganhar, algo tem de mudar num prazo muito curto. Seria bom que os próximos dirigentes leoninos escutassem os sócios e adeptos, não numa assembleia impossível de controlar, mas quiçá através de um breve questionário onde, com algumas questões assertivas, o Sporting percebesse qual o verdadeiro pulsar do adepto leonino.

É normal que cada sócio e adepto tenha uma forma diferente de pensar e de ver o futebol, mas, digam o que disserem, há entre todos nós um fio condutor que se resume no desejo de ver o Sporting novamente campeão.

Reafirmo que após as próximas eleições, ganhe quem ganhar, dever-se-á olhar o futuro mais perto e mais longínquo de forma mais pragmática e menos emotiva. Acima de tudo não prometer o céu quando não se pode dar a Terra!

Tenho a perfeita consciência que o futebol é emoção e paixão. Mas outrossim serenidade e elevação. Baixar o nível do diálogo e confronto verbal só beneficia quem está no futebol a coberto de interesses enviesados.

A gente lê-se por aí!

Declaração de interesse

Agora que a coisa está a dar as últimas e nos saímos esplendidamente, eu diria que em todos os campos, incluindo os económico/financeiro e desportivo, e que vão começar as romarias de empresários, jornais e demais comunicação social, sobre a necessidade imperiosa de o Sporting ter que se reforçar, porque a liga dos campeões isto, a liga aquilo, e a taça aqueloutro (a do Lucílio não conta), declaro já, aqui e hoje, que o que mais me interessa na próxima época é que a direcção continue o excelente trabalho de saneamento financeiro do clube e da sad!

Reforços de qualidade firmada e/ou a despontar estão na academia e na equipa B! que venha um ou outro contratado de forma "cirúrgica" e baratinho, de preferência português, não me causa "engulhos" de maior.

 

Se a esta "política" se colarem alguns títulos (as ditas amadoras também contam, que somos um clube eclético como poucos, convém lembrar), tanto melhor, incluindo uma presença digna na liga dos campeões. De resto, que todos os que enverguem a nossa camisola o façam com bravura e que honrem o nosso lema!

 

Antecipo já uma resposta a quem possa considerar falta de ambição aquilo que escrevo: tudo o que tem alicerces, sob pena de não se aguentar em pé, deve ter boas fundações, e é por aí que se deve começar. Foi por onde se começou, é por aí que se deve continuar: o resgate das percentagens dos passes dos jogadores que estão em fundos é uma das medidas acertadas e que devem continuar, por exemplo. O Sporting não pode mais continuar a ser um colosso, mas com pés de barro, o Sporting tem que ter uma base sustentável e que inevitavelmente conduzirá a resultados.

 

Como oiço dizer desde pequeno, "as cadelas apressadas parem os filhos cegos".

{ Blog fundado em 2012. }

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