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És a nossa Fé!

O nosso futuro

O Sporting apresentou ontem uma equipa cheia de futuro.

Ora o futuro é um fenómeno que na escala de tempo sportinguista costuma ser interrompido lá por Julho ou Janeiro quando os jogadores que o prometem são vendidos (em benefício do seu próprio futuro) para orgulho da nossa formação e proveito de quem os negoceia.

Presente é coisa que não abunda por aqui ao contrário do passado, que temos em excesso.

E estamos nisto há 20 anos, com uma breve suspensão em 2015 / 2016. Continuemos, portanto, a apostar no perpétuo futuro já que a esperança é a última a morrer (embora seja a primeira a emigrar).

Esperança reforçada

Encheram-me a alma sportinguista e os olhos, o emblema do leão a cintilar e as listas verdes e brancas a brilhar. Um reforçado orgulho leonino que cedo transformou o estádio vazio numa enchente das antigas.

Podemos sorrir. Hoje e, seguramente, amanhã. É a minha convicção. Podemos esperar por vitórias. Muitas. Podemos, sobretudo, acreditar que vamos reconciliar-nos com a nossa equipa. No sentido em que vamos deixar de esperar dela o que ela não nos pode dar; porque dela receberemos o que ela nos pode e poderá dar. E isso é muito. Proporcional à dimensão dos talentos que temos na equipa e na academia é imenso. Estamos cheios de talento. Temos futuro.

Rúben Amorim é bom treinador e é um líder. Os jogadores gostam dele. Foi com ele, finalmente, que as palavras passaram aos actos e jogámos com as pérolas. Com os nossos verdadeiros activos. E eles, tal como o emblema leonino e as listas verdes e brancas, brilharam no Minho. 

Em crescendo (porque assim vamos ver a nossa equipa) alinharam ontem em Guimarães: Eduardo Quaresma (18), Gonzalo Plata (19), Rafael Camacho (20), Matheus Nunes (21), Jovane Cabral (21), Max (21). Seis craques. Mais de metade de um onze!

Se isto não dá razão para esperança, não sei o que dará. 

Acredito que Rúben Amorim vai formar uma grande equipa porque saberá potenciar o nosso DNA que, vimos ontem, está vivo e faz viver!

É a dar apoio a essa crença que dedicarei o meu sportinguismo. Quando houver eleições farei o meu juízo. Até lá não lutarei para que haja um sufrágio antecipado.

Antecipar, hoje, prefiro antecipar as vitórias.

Sentimento com que acabei o jogo: orgulho

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Sim, não vencemos. Sim, não foi uma exibição de encher o olho. Sim, temos um treinador que foi caro e não vence todos os jogos. Todas estas conclusões são óbvias e até justas. Mas não consigo deixar de sentir orgulho no meu/nosso Clube.

Foi dito que iria ser feita uma aposta na formação e que Rúben Amorim tinha sido contratado para potenciar jogadores e foi isso que vi ontem em campo. Matheus Nunes (21) e Eduardo Quaresma (18) fizeram o seu primeiro jogo pela equipa A. E que jogão de Eduardo Quaresma, diga-se! Jovane Cabral (21) foi o grande motor ofensivo da equipa e meteu quatro (4!) bolas de golo nos pés de Vietto e Sporar. Infelizmente só um entrou mas o princípio está lá.

Rafael Camacho (20), numa posição diferente, também deixou muito boas indicações. Com mais calma será um jogador top mundial.

Ainda na baliza esteve Max (21) e a primeira substituição foi Gonzalo Plata (19).

Há futuro para o Sporting. Por muito que isso doa a quem prefere a terra queimada.

Sporting com Rumo

Primeiro as ideias, depois as pessoas

No próximo dia 16 inicia-se um ciclo de conferências promovido pela Sporting com Rumo, uma iniciativa da responsabilidade de Agostinho Abade (ex dirigente) e Ricardo Oliveira, subordinada aos seguintes temas:

 

Governance 1 (16 de Junho, 19h00) 

Moderador: Luís Marques; Comentadores: Ângelo Correia, Carlos Feijó, Diogo Lacerda Machado, Jorge Coelho, Pedro Mourisca e Ricardo da Silva Oliveira



Governance 2 (17 de Junho, 19h00)  

Moderador: José Manuel Barroso; Comentadores: António Pires de Lima, João Duque, José Braz da Silva, Luís Filipe Meneses, Miguel Relvas e Samuel Almeida


Revisão Estatutária (23 de Junho, 19h00) 

Moderador: António Sousa Duarte; Comentadores: Alexandre Mestre, José Eugénio Dias Ferreira, Rogério Alves, Rui Alexandre Jesus, Rui Januário e Sérgio Abrantes Mendes

 

Sustentabilidade Financeira (24 de Junho, 19h00)  

Moderador: Henrique Monteiro; Comentadores: Agostinho Abade, Carlos Vieira, Eduardo Baptista Correia, Miguel Frasquilho, Ricardo da Silva Oliveira e Sérgio Cintra


Futebol e Modalidades (30 de Junho, 19h00) 

Moderador: Rui Miguel Mendonça; Comentadores: Francisco Marcos, Luís Natário, Marco Caneira, Ricardo Pereira, Rui Oliveira e Bessone Basto


Estratégia Institucional e Segurança (7 de Julho, 19h00) 

Moderador: Carlos Andrade; Comentadores: António Martins da Cruz, Carlos Anjos, Miguel Poiares Maduro, Miguel Salema Garção, Rui Calafate e Tomás Froes


Marca e Comunicação (8 de Julho, 19h00) 

Moderador: Vítor Cândido; Comentadores: Carlos Miguel, Francisco Louro, Francisco Teixeira, Miguel Almeida Fernandes, Nuno Saraiva e Pedro Paulino

 

Ao contrário do que inicialmente se previra não haverá presença de plateia física, apenas os membros de cada mesa estarão reunidos presencialmente no Tagus Park. Haverá, contudo, oportunidade para participar a partir de uma sala virtual que obriga a registo prévio.

Para além da discussão acontecida no painel de cada dia e que será transmitida através da página Facebook e canal Youtube, haverá um ecrã gigante para onde passará a emissão sempre que um dos convidados/inscritos quiser esclarecer dúvidas. Quem estiver a assistir às transmissões no YouTube e/ou no Facebook poderá submeter perguntas que serão alvo de triagem e encaminhamento para o respectivo destinatário do painel.

É uma iniciativa aberta a todos os Sportinguistas e que se compromete a redigir um documento final que materialize a troca de ideias acontecida. 

Edição *composição dos painéis retirada daqui.

Razões para acreditar, razões para não acreditar no futuro do Sporting

3 razões para NÃO acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. O nível de crispação no Clube não tem parado de crescer e muitos sportinguistas acreditam que a sua missão é insultar inimigos internos (croquetes, escumalha, etc);

2. O nível de crispação à volta do futebol, sobretudo entre SLB e FCP, inflama tudo à sua volta;

3. O sistema à volta do futebol - incluindo as estruturas das competições, a comunicação social e o próprio Governo - continua há anos a favorecer fortemente SLB e (menos) FCP:

 

3 razões para acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. Até à época 2018-19, o futebol do Sporting manteve presenças frequentes na Champions League e disputou títulos de campeão nacional; 

2. Portugal ainda é Campeão da Europa de futebol, com uma equipa maioritariamente formada no Sporting Clube de Portugal e não tem parado de surgir talento;

3. Graças a grandes atletas - e grandes profissionais e sócios e adeptos leais que diariamente os apoiam, e às lições da nossa História e Cultura enquanto Clube - ainda somos a maior potência desportiva nacional.

 

Você, escolhe acreditar ou não acreditar?

Tempo de Paz?

A propósito de João Palhinha, António de Almeida reafirmava, no dia de ontem, a sua posição face ao desempenho da actual Direcção, da qual comungo plenamente:

«Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente.»

Temo, contudo, que enquanto socialmente procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, a urgência que encontro (amos?) no esclarecimento da posição dos sócios, se esbata fatalmente. Estaremos, no Sporting, em paz? No rumo certo?

Há um rumo, sugerido por Tomás Froes, em artigo de opinião publicado no jornal Record que defende, aberta e frontalmente, a venda da SAD:

«Um caminho que se deverá iniciar com a venda da maioria do capital da SAD a um grupo de investidores, nacionais, que o deverão fazer por paixão clubística e simultaneamente como acionistas e gestores de um negócio que exige investimento (alto), competência (muita) e ADN (‘cheiro’ a futebol). Com um modelo de governance que deverá ser liderado por profissionais com elevado grau de experiência no futebol profissional. Sem olhar a nacionalidades ou preferências clubísticas, mas apenas e só aos seus CV e competência. Com um plano de investimento focado em talento, competência e profissionalismo, neste caso fora e dentro das quatro linhas. E com um plano financeiro que deverá estar comprometido com um plano estratégico a cinco anos e sustentado em três eixos. Portugal, formar! Europa, competir! Mundo, projetar.»

Há quem - para sempre parte desta casa - se oponha à venda da maioria da SAD, falo-vos de Pedro Azevedo que, de resto, já se assumiu disponível para encabeçar lista em futuras eleições para os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal.

«Simplesmente, sou frontalmente contra a perda de maioria da SAD por parte do Sporting. Desde logo porque seria um atestado de menoridade a todos os sócios do clube, também porque o Sporting que me deram a conhecer não é esse nem essa era a filosofia dos fundadores do clube, finalmente porque a simples mudança de mãos da gestão não significaria à partida a garantia de qualquer melhoria. Aliás, o que provocaria certamente seria maior endividamento e , caso a política desportiva continuasse no seu percurso de Titanic, seria o naufrágio total. E depois? Pedia-se ao Estado para nacionalizar o Sporting

Há, quero eu crer, quem mais no universo de adeptos, simpatizantes e sócios do Sporting Clube de Portugal, esteja disponível para constituir alternativa e sinta premência em agir.

Enquanto procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, há quem, muito legitimamente, use os instrumentos ao seu dispor para demarcar território. É neste espírito, que vos peço, Sportinguistas, que reflictam de forma fundamentada e que se posicionem. Muito para além desta caixa de comentários. No espaço cibernético de jornais desportivos. Em telefonemas para os Sportinguistas que reconheçam como alternativas válidas, às aqui enunciadas (projectos e pessoas). Para aquele jornalista realmente amigo, disponível para dar voz mediática à alternativa Pedro Azevedo. Através do envio de e-mail para os jornais desportivos, na qualidade daquilo que são, leitores atentos e interessados em ver consideradas todas as propostas apresentadas a favor do Sporting Clube de Portugal. Chamem-se os proponentes Pedro Azevedo ou John Doe.  

Não sei se os sócios decidirão ser tempo de PAz. Sinto, contudo, que a aparente paz que se vive, está podre.

O Sporting? Pela parte que me toca, estará de pedra e cal.

O recuar final? Absolutamente estratégico, acreditem. Típico leoa sabida: marco posição e, logo de seguida, deixo-te acreditar que quem manda, és tu, querido. 

Claques, trincheiras e o que é mais importante

O presidente Frederico Varandas foi há dois dias entrevistado no jornal da noite da TVI. O que era anunciado pela própria estação como um entrevista onde seriam abordados diversos temas, entre eles a política de contratações, a venda de Bruno Fernandes, a planificação desta época, limitou-se a ter um tema único, durante os cerca de vinte minutos que o presidente Frederico Varandas teve disponível no jornal da noite de um dos canais com maior audiência na televisão portuguesa. O presidente Frederico Varandas resumiu a realidade do Sporting a um tema. Alguém acredita que se por um acaso o actual presidente conseguisse resolver este problema, o Sporting teria pela frente épocas de sucesso desportivo e financeiro? Claro que não. Aliás o tema das claques, da sua violência, dos seus actos criminosos, não é exclusivo do nosso clube, bem pelo contrário. É um problema transversal da sociedade portuguesa e que reflecte em muito essa mesma sociedade. É por isso um tema que extravasa um clube e os seus dirigentes. Não se compreende assim que o presidente Frederico Varandas queira tomar a rédea de um problema do qual é apenas uma das vítimas, em que pela cargo que ocupa, representa o clube, nos representa. Um presidente do Sporting, pela dimensão que o nosso clube tem, deve conseguir perceber que neste caso concreto, a responsabilidade na sua resolução cabe inteiramente ao poder político e judicial. É ao governo, às autoridades policiais e judiciais que o presidente do Sporting deve pedir responsabilidades. Nestes cerca de dezasseis meses que leva de mandato o presidente Frederico Varandas não teve ainda tempo de solicitar uma audiência ao primeiro-ministro? Ao presidente da república? Ser recebido por um desconhecido secretário de estado, sem qualquer autoridade na tomada de qualquer decisão, só nos mostra que o presidente Frederico Varandas não percebeu, ainda ou de todo, o cargo para o qual foi eleito. 

Ao Sporting cabe apenas identificar os membros das claques que prejudicaram de forma concreta o nosso clube e, de acordo com os estatutos, expulsá-los de sócios. Para tudo o resto o clube não tem instrumentos oficiais e legais para resolver o que quer que seja. Por tudo isto pede-se ao actual presidente do Sporting que entregue a quem de direito este problema e que se centre na gestão do clube.

Mas, infelizmente, pelo histórico desta direcção, já percebemos que porventura este presidente quer mesmo continuar a cavalgar este tema e apenas este tema. Cavou uma trincheira e está a tentar abafar as justas críticas de que a sua direcção é alvo. Se Bruno de Carvalho extremou e radicalizou muitos dos adeptos seus apoiantes, Frederico Varandas está a seguir o mesmo caminho, ou estão comigo ou estão contra mim e com as claques. Alguma comunicação social já foi atrás desta fraca versão do "dr. coragem" tecendo loas de herói a Frederico Varandas. O que eu como sócio e adepto do Sporting gostaria de saber é qual o plano, se o tem, para inverter a situação catastrófica do nosso clube. Se para a próxima época os custos com pessoal vão reduzir de forma drástica, se vamos ou não apostar na formação ou se pelo contrário vamos voltar a seguir o modelo desta época. Se os FSE's vão ser efectivamente escrutinados e fortemente reduzidos. Se existe, se há alguma política concreta relativa aos sócios, aos núcleos, qual a política para conseguir inverter a notória redução das assistências no estádio?

São apenas poucas questões, mas muito mais importantes para a vida e para o futuro próximo do nosso clube, do que o problema das claques.

 

Reserva Bendita

Olhando para tudo o que nos tem acontecido e para o "estado a que isto chegou" e aos proto-candidatos que se adivinham, é um luxo ter alguém como João Benedito disponível e interessado em ser presidente no futuro.

João Benedito tem menos duas ou três falhas estruturais do que Frederico Varandas.

A mais óbvia é saber comunicar (é articulado, tem nexo, a mensagem é eficaz o timming perfeito), outra será o sentido de humildade de ter assumido desde o início de que precisa de uma equipa que lhe limite lacunas e de nunca se ter posto a jeito, colocando a fasquia onde sabia que nunca teria condições de chegar.

Hoje pela primeira vez em muito tempo vi alguém do universo leonino ser copiosamente elogiado e sem que tal se deva a ter enxovalhado a direção ou outrem. Marcou muitos pontos João Benedito no campeonato virtual dos valores seguros, na reserva do clube para um futuro melhor.

Finalmente, mesmo imaginando que os resultados desportivos não fossem muito diferentes, a verdade é que seria muitíssimo mais fácil manter o apoio a um presidente com o perfil e capacidade de comunicar de João Benedito.

Na pior da hipóteses, o presidente seria um amortecedor da ansiedade e não um acelerador do desespero. 

Na melhor, bom, na melhor dependeria da competência da equipa e das lições aprendidas com erros alheios e truculência  "inimigas".

Quando a hora chegar contamos com ele.

Disse.

Bela foto...

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... De Bruno Fernandes e outros jogadores do plantel do Sporting em treino com o Sporting do futuro.

É bonito de ver. E é bom marketing. Também é preciso.

Mas não chega.

Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

O que eu espero (5)

Da nova equipa gestora do Sporting é que se mantenha arredada do campeonato do carisma. Andamos todos mais que saturados de pseudo-líderes carismáticos, prontos a transformar cada frase bombástica em títulos - não desportivos mas títulos de jornal. A verdadeira liderança dispensa explosões de carisma virtual na redoma das redes sociais, dissociadas da realidade. Quem sabe comandar tem os pés bem assentes no chão: não se remete a trincheiras nem se resguarda em bolhas.

O que eu espero (4)

De Frederico Varandas é aquilo que ele tem demonstrado nesta primeira semana como presidente do Sporting:  basta-lhe proceder ao contrário do outro. Não ter Facebook activo ajuda muito. O Sporting precisa de manter-se fora da algazarra noticiosa, da baba opinativa que enche chouriços televisivos serão após serão e da esterqueira das "redes sociais", sempre prontas a divulgar o último boato e a penúltima calúnia. Quem medra nas redes, morre nas redes.

O que eu espero (3)

Da nova gerência leonina é que promova um verdadeiro trabalho de equipa, substituindo o culto narcísico do "eu" pela eficácia do "nós". Com espaço para o protagonismo de figuras tão diversas como Rogério Alves (no domínio institucional), Francisco Zenha (na área financeira) ou Miguel Albuquerque (no capítulo das modalidades). Sem nunca esquecer que o futebol, mola do clube, e as principais modalidades de pavilhão são desportos colectivos.

É tempo de paz

Os sócios decidiram, está decidido!

Não vale a pena virem agora dizer que houve falcatrua na contagem dos votos, ou que a AG não era legal e mais uma série de desculpas. Repito... não vale a pena!

Os sócios deslocaram-se ao Altice Arena, votaram, falaram tudo de livre e espontânea vontade. E disseram de sua justiça.

Contestar resultados, formas processuais por uma virgula a menos ou a mais é tentar ganhar sem jogar. E o Sporting neste momento não necessita desta contínua guerrilha interna.

Acabou-se o tempo das bravatas, de troca de galhardetes verbais, de ofensas. É tempo de paz, de serenidade, de tocar a reunir, de remarmos todos ao mesmo tempo. De enfunar as velas desta nau tão perdida e achar um rumo.

Gostássemos ou não de BdC, gostemos ou não desta Comissão, o certo é que agora há uma equipa para gerir os destinos do Clube até Setembro. E que tem que ter o nosso apoio...

Da minha parte não atacarei mais ninguém. O passado fica no museu, como diz o brasileiro. E o nosso, que não deve ser olvidado de forma a evitar novos casos, também deverá morar lá nos confins da memória.

Agora quero ver os futuros candidatos, conhecer as equipas propostas e acima de tudo descodificar as ideias, de forma que em Setembro possa votar em consciência.

 

Também aqui

Futuro (Quase Imediato): não sacudir a caspa do ombro

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Há poucos dias aqui o escrevi: (quase) todos no "Universo Sporting" apoiámos Bruno de Carvalho. Conviria não esquecer isto. Por duas ordens de razões:

 

1. para não voltarmos a pactuar com princípios socioculturais adversos à vida civilizada, em nome do aparente progresso do clube. Ou seja, que o egocentrismo e as tendências autocráticas sejam escrutinados em hipotéticos candidatos futuros (agora e "para sempre") e sirvam como pontos muito adversos na ponderação da sua pertinência. E, acima de tudo, que seja erradicado o abjecto "claquismo" - que ontem, na assembleia-geral, tanto se mostrou, evidenciando sem qualquer máscara como Bruno de Carvalho o considerou como fundamental para o seu exercício presidencial, deixando bem perceber a sua responsabilidade moral no processo que conduziu ao AlcocheteGate, para quem ainda tivesse dúvidas;

 

2. mas também é fundamental recordar isto: Bruno de Carvalho fez um excelente trabalho durante o seu primeiro mandato (que raio se terá passado?, inebriou-se com a esmagadora maioria obtida, deriva de imaturidade? algo mais grave sob o ponto de vista pessoal?). E foi esse excelente trabalho que conduziu ao (quase) universal apoio que recebeu do "Universo Sporting". Sacudir a caspa do ombro, clamar "eu nunca tive nada a ver ...", "eu nunca tive dúvidas", é uma injustiça e uma falsidade. Essa foi a era do nosso "Bruno". Saúde-se o realizado, e continue-se se possível.

 

Com isto quero sublinhar algo. Por mais que BdC seja (radicalmente) egolátra - como tão bem o Pedro Correia aqui o definiu - ele não trabalhou sozinho. Se as maldades acontecidas, o "mustafismo" desbragado que brotou, foi algo colectivo pois também alimentadas pela turba que acarinhou, as realizações que aconteceram foram também obra dos seus colaboradores. Alguns que se terão mantido no trabalho (emprego ou colaboração) - não estou a falar dos últimos 6 do Conselho Directivo, cuja recusa em encarar o óbvio tanto custou ao clube. Por tudo isso o pior será agora consagrar o "sacudir a caspa do ombro" através de uma "caça às bruxas", uma perseguição a sportinguistas (profissionais ou não), relacionados com o clube que trabalharam e, nisso, apoiaram Bruno de Carvalho.

 

É isto, convém não esquecer, (quase) todos fomos Brunistas. E, diga-se, muito justificadamente.

 

Estou a falar de alguém em particular? Logo à cabeça sim: Augusto Inácio - estou crente que veio agora com "És a Nossa (Boa) Fé" tentar minorar os prejuízos do clube. Não estou a defender que fique no posto que tem agora, não me cumpre dizê-lo nem tenho saberes para o afirmar. Mas já me cheira a fogueira, com lenha húmida (para arder mais lentamente). Deixemo-nos disso. Não sacudamos a caspa do ombro.

 

Ou saltemos todos para o fogo.

 

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