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És a nossa Fé!

ADN de Leão

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Ontem à noite no primeiro dérbi de futsal, com o pavilhão João Rocha com público depois da pandemia, o Sporting, com uma segunda parte arrasadora, derrotou o rival de Lisboa por um concludente 5-2. Isto depois duma primeira parte em que a 5 minutos do fim, e com o resultado a zeros, sofre uma expulsão discutível que conduz à desvantagem no marcador, iguala pouco depois num livre directo do regressado Cardinal, mas sofre o segundo golo logo antes do intervalo numa jogada que desmoraliza qualquer um. parte o génioNa segunda parte, o génio de Merlim resolveu a questão.

Esta equipa de futsal do Sporting só nos dá motivos de orgulho. Tem no banco um verdadeiro lider, Nuno Dias, e na quadra um misto entre craques, alguns deles do melhor do mundo, e malta da casa, também ela excelente e que deixa a pele em campo.

Curiosamente, isto também se passa noutras equipas e noutras modalidades. O comportamento em campo dos jogadores do Sporting difere pela positiva de alguns adversários, não existem vedetas malcriadas nem especialistas no jogo sujo, e alguns atletas merecem ser considerados e mais tarde recordados como ídolos da modalidade.

A assistir ao dérbi estiveram vários grupos de jogadores do clube doutras modalidades: futebol masculino e feminino, basquetebol e outros. Questionado sobre o assunto, Nuno Dias referiu a normalidade do facto, e o magnífico ambiente que se vive entre treinadores e atletas de diferentes modalidade, cada um a sentir os êxitos dos outros como seus. Isto realmente faz toda a diferença. É assim que se constrói o amor à camisola do clube, a promoção do seu lema e dos seus valores, o ADN de leão.

SL

Grandes entre os maiores

Pany Varela, o melhor jogador (de facto) do Mundial de Futsal!

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João Matos, Gigante!

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Parabéns, Erick, Miguel Ângelo, Pauleta, Tomás Paçó e Zicky

C  A  M  P  E  Õ  E  S 

D  O   

M  U  N  D  O  !

P  a  r  a  b  é  n  s  , 

S  p  o  r  t  i  n  g  !

 

P  a  r  a  b  é  n  s  ,

P  o  r  t  u  g  a  l  !

Fórmula Sporting - Todos a conhecem, difícil de travar

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Mais uma demonstração cabal da força da fórmula Sporting, que só consegui ver já pela madrugada: um grande treinador (Nuno Dias), um enorme capitão (João Matos), um plantel que não é mais do que uma mistura alicerçada muito bem trabalhada de Guittas com Zickys Tés (os Zidanes e Pavones doutros tempos do Real Madrid), cada uns com os seus sentimentos, valores e ambições, uma estrutura na retaguarda bem comandada por Miguel Afonso que resolve problemas no momento certo (como foi o caso da renovação de Guitta) e muita tranquilidade e confiança de todos para ultrapassar momentos menos bons (como foi o caso duma derrota muito por culpa própria no segundo jogo da série, onde soçobrámos no prolongamento depois de estar a ganhar por duas vezes por 2 golos de vantagem). 

Foi o pleno no futsal. Depois da competição máxima europeia, a Champions da modalidade, e da Taça de Portugal, agora foi a vez da Liga Placard. Derrotando o Benfica no play-off e com Porto a perder por falta de comparência, poupa aqui o que vai gastar no andebol e no basquetebol, o que ainda dá mais mérito ao desempenho global do Sporting esta época.  

Como o Pedro Correia documenta noutro post, não há dúvida que está a ser a melhor época desportiva do Sporting desde há muito. Infelizmente não pudemos estar no estádio e no pavilhão para desfrutar, mas quando lá pudermos voltar temos também nós de estar à altura destas brilhantes equipas e ajudá-las a atingir novas vitórias e sucessos. E vamos mesmo estar.

E agora só falta... 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Não anda por aí nenhum Zicky futeboleiro? Um ponta de lança / pivot indomável ? O rapaz é mesmo um craque da cabeça aos pés. Pois é, já temos o Nuno Mendes, mas... 

SL 

Futsal 2020/2021 - Somos campeões nacionais!

Vencemos os cangalheiros!

Época de ouro!

Parabéns aos jogadores, direcção, equipa técnica - principalmente a Nuno Dias, o melhor treinador do mundo de futsal!

 

Adenda 1:

Honra aos vencidos, a antítese, no fair-play, do nosso adversário no Basquetebol.

 

Adenda 2:

«Foi a melhor época do futsal, provavelmente até a nível mundial», disse Nuno Dias e acrescenta:

«A diferença entre as duas equipas não é de 6-2, apesar de ter sido essa a diferença no marcador tanto neste jogo como no da Taça da Liga. O equilíbrio é a nota dominante. O Benfica não merecia ter acabado assim. Jogou muito bem, fez um trabalho enorme, foram uns dignos vencidos e estão de parabéns.»

«O Sporting inicia a época com três juniores como contratações. Faz uma época com quase 50 jogos, sofre uma derrota no prolongamento, conquista todas a scompetições, depois de na fase regular ter sido primeiro, com mais golos marcados, menos sofridos... Um orgulho enorme nesta equipa com tanto miúdo, que fez a melhor época do futsal, provavelmente até a nível mundial. A superar todas as adversidades, como por exemplo com o Cardinal, que se lesiona em janeiro. Chamámos o Neves. Com sofrimento, com uma qualidade enorme... O Guitta, o melhor guarda-redes do Mundo, o Merlim com uma categoria enorme, o Zicky com um crescimento enorme. O Matos que é um grande capitão. O Pany... Todos fizeram um trabalho soberbo. Agora vamos de férias, que estou mortinho para largar o futsal»

Um só clube, o Sporting Clube de Portugal

Do futebol ao voleibol, do estádio ao pavilhão, das pistas aos tartans, das mulheres aos homens, do profissionalismo ao amadorismo, da SAD ao clube, uma coisa apenas existe, tal como foi sonhada pelos fundadores, o Sporting Clube de Portugal.

Inventar que existe um Sporting puro, o das modalidades, e um impuro, o do futebol profissional, é uma enorme estupidez. As modalidades sobrevivem com as quotas dos sócios, e os sócios não conseguem imaginar um futebol profissional que não consiga ficar nos três primeiros, temporada a temporada. Quando isso acontece, temos o Sporting em guerra civil, quaisquer sejam os resultados das modalidades.

Para mim existe apenas um Sporting. Um Sporting onde treinadores, capitães e jogadores das diferentes modalidades, homens e mulheres, se conhecem e se apoiam uns aos outros, um Sporting que modalidade a modalidade aplica a mesma receita: um grande treinador, uma estrutura de capitães à prova de bala, um grande peso da formação, alguns estrangeiros que fazem a diferença. 

Depois do título europeu do futsal, aconteceu agora o do hóquei, com o título nacional do futebol profissional pelo meio. Glória para Nuno Dias, João Paulo Freitas e Rúben Amorim como treinadores. Glória para João Matos, Pedro Gil e Sebastián Coates como capitães. Glória para os jogadores que conquistaram os feitos.

Obviamente nem todas as modalidades estão no mesmo momento, se no basquetebol temos tudo para vencer no plano nacional, no andebol a pandemia tirou-nos um grande treinador e alguns dos melhores estão no fim de percurso no clube. Mas também no andebol se procura aplicar a mesma fórmula. Temos um base de jogadores da casa que entusiasmam, e é por aí que temos de ir.

Onde Vai Um Vão Todos. É um lema que serve para o futebol, mas também para o Sporting como um todo. Do futebol ao berlinde, a mentalidade tem de ser a mesma, a fórmula de sucesso também. O respeito por quem veste a nossa camisola e defende as nossas cores tem de ser o mesmo.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Andreu e André

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Saber perder.

O homem da imagem é um senhor.

A imagem foi obtida no intervalo, a equipa de Andreu vencia por dois a zero, o treinador do Barcelona não escondia a ansiedade, tão perto de ser bi-campeão europeu, mas roendo as unhas, pensando no destino, que destino?

Todos sabemos o que aconteceu, qual o resultado do jogo.

Poucos de nós terão reparado no lance entre Rocha e André Coelho, Rocha tem a bola controlada, roda, num movimento à Rocha e André cai, uma queda encenada como o republicano de Robert Capa, tal como o outro, André Coelho cai morto por uma bala fingida, à Benfica.

Rocha fica de cabeça perdida pela injustiça, leva cartão amarelo e Nuno Dias tira-o do jogo, Andreu faz o mesmo ao fingidor, o Barcelona não é o Benfica, na Catalunha vence-se ou perde-se com honra, com dignidade.

Tiro o meu chapéu a Andreu, Andreu Plaza Álvarez, um treinador honrado e digno, apesar de ansioso, temeroso do destino como a imagem ilustra.

Parabéns, Sporting. Obrigado, Sporting

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Obrigado, leões. Que conquista admirável. Que caminhada gloriosa. Aos vossos pés caíram os campeões da Rússia, Espanha e da Europa. Estou como o Edmundo Gonçalves que tão bem fez em publicitar o vídeo que pode ser visto mais a baixo nos És a nossa fé. Momento arrepiante e inspirador para todos nós, e que deve ser visto e revisto e visto mais uma vez. Por nós adeptos e por todos os atletas à beira de conquistas maravilhosas de leão ao peito. Importantes são também as palavras do timoneiro Nuno Dias e do grande Capitão João Matos. Do João destaco o que ele disse sobre a identidade que dá a força a esta equipa. Cito de memória, certo que não vou atraiçoar o espírito: “Esta camisola é uma segunda pele. Sentimos o Sporting e esse sentimento faz a diferença na hora da superação, de dar o que falta para vencer. O Sporting é hoje o maior da Europa.” Parabéns, leões! E que a vossa gloriosa conquista europeia seja presságio de outras e admiráveis conquistas do Sporting Clube de Portugal.

Tão grandes como os maiores da Europa

Campeões europeus de futsal

Acabamos de nos sagrar campeões europeus de futsal. Numa partida emocionante disputada na Croácia em que derrotámos por 4-3 o Barcelona - equipa detentora do título.

Nesta final épica, virámos o resultado desfavorável (0-2) registado ao intervalo. Com uma excelente segunda parte que dominámos por completo.

Parabéns ao Nuno Dias, que revalida o título alcançado em 2019. Parabéns aos nossos excelentes jogadores - do Guitta ao capitão João Matos, passando pelo Pany Varela, pelo Zicky, pelo Erick, pelo Cavinato, pelo Rocha, pelo Pauleta, pelo Alex Merlim.

Tão grandes como os maiores da Europa.

Sábado verde

 

Futsal: Sporting vence Inter Movistar e está na final da Liga dos Campeões.

 

Hóquei em patins: Sporting vence Valongo e embala para as meias-finais do campeonato nacional.

 

Basquetebol: Sporting vence V. Guimarães e apura-se para as meias-finais do campeonato.

 

Futebol feminino: Sporting vence em Condeixa e recupera a liderança isolada do campeonato.

 

Futebol: Sporting vence Nacional por 2-0 e mantém seis pontos de avanço no comando da Liga.

 

Somos assim: tão grandes como os maiores da Europa.

Esta Taça da Liga também é nossa

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O Sporting venceu ontem categoricamente o Benfica, vulgarizando o velho rival, na final da Taça da Liga em futsal. Vencemos por 6-2, com golos de Alex Merlim, Rocha, Zicky (2), Pauleta e João Matos. 

Foi o nosso terceiro troféu em seis edições desta competição - ainda mais saboroso por ter sido o primeiro que conquistamos derrotando o SLB na partida decisiva.

No momento em que celebramos mais um título no vastíssimo palmarés leonino, apetece dizer: grande Nuno Dias, grande Rúben Amorim (que em Janeiro, no futebol, também conquistou uma Taça da Liga pelo Sporting). Com treinadores destes tudo até parece fácil.

0nze de cada lado

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Hoje no canal 11 às 18H00.

Sporting vs. Benfica, as meninas portuguesas enfrentam a legião estrangeira com um roda de bicicleta no peito.

Mais tarde, às 21H00 no mesmo canal, os meninos do Sporting enfrentam os veteranos de Carnide, perdão, de São Domingos de Benfica.

Dois jogos que comentaremos depois, é curioso que Monopólio se escreva de vermelho e branco, será que as notas do monopólio valerão mais que o futebol e o futsal praticados no relvado e no pavilhão?

Mais logo saberemos.

Entrevista a Erick Mendonça - Jornal Sporting

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Maria Gomes de Andrade e Mário Morgado Ribeiro; Pedro Zenkl

 

Erick Mendonça renovou a ligação ao Sporting Clube de Portugal, onde chegou ainda em idade júnior. Depois de três épocas entre o CRC Quinta dos Lombos e a AD Fundão, o fixo regressou para se afirmar e tornar-se peça fundamental da equipa de Nuno Dias, tendo também já ganhado o seu espaço na selecção nacional. Em entrevista ao Jornal Sporting e à Sporting TV, Erick Mendonça falou do passado e do presente, deixando ainda um repto a todos os Sportinguistas.

 

Três temporadas depois do regresso, renovação. Era algo que já ambicionava?

Sim, por várias razões, mas principalmente porque se o Sporting CP renovou comigo é porque estou a fazer um bom trabalho e porque acredita em mim. É um casamento feliz e, por isso, cabe-me continuar a trabalhar para representar e dignificar esta instituição da melhor maneira.

 

Este novo contrato deu-lhe uma maior responsabilidade? 

Eu tenho uma forma muito peculiar de ver a responsabilidade. Sinto-me responsável, mas gosto de levar as coisas de ânimo leve. Ainda assim, obviamente, quem representa o Sporting CP sabe a responsabilidade que isso acarreta, mas gosto de pensar que tenho as mesmas obrigações que tinha antes de renovação.

 

O Erick Mendonça tem apenas 25 anos, é um jovem, mas ao mesmo tempo é já dos mais experientes do plantel. Vê isso de forma positiva?

Não sei se gosto que me coloquem no mesmo patamar do Cavinato, Merlim, Cardinal ou João Matos... (risos). Claro que é positivo ser dos mais jovens - ainda que agora tenhamos uma fornada ainda mais jovem - e já ter alguma experiência. Isso dá-me bagagem e a capacidade de transmitir algo aos mais novos.

 

"GOSTO DE PENSAR QUE TENHO A MESMA RESPONSABILIDADE QUE TINHA ANTES DE RENOVAÇÃO"

 

E os mais novos vêem-no como um exemplo e pedem-lhe conselhos ou não?

(risos) Alguns... o Zicky tem a mania que sabe tudo, a alcunha dele até é "o mais" porque ele diz que é o mais em tudo. Se alguém diz que salta 30 metros, ele diz que salta mais, se alguém faz quatro golos, ele diz que marca mais... Ele diz que só responde com trabalho, mas está de chuva (risos). Até é o pior no 25, que é um jogo que nós fazemos.

(...)

Agora mais a sério, fora de brincadeiras.. não sou o mais velho e por isso também acabo por ter uma proximidade maior com eles, mas, ao verem-me como um jogador experiente, esses conselhos acabam por surgir de forma natural. Penso que mais com o Tomás Paçó, porque jogamos na mesma posição, ainda que dê conselhos a todos.

 

Que tipos de conselhos é que lhes costuma dar?

Técnicos mais ao Paçó, mas, por norma, os conselhos que mais dou têm a ver com a forma de estar e de como lidar com algumas situações porque não é fácil, e há uma diferença muito grande entre um plantel de séniores e um de júniores. Eu que fiz essa transição noutras equipas e sei como é complicado, sobretudo no balneário. O nosso balneário é espectacular, mas, por vezes, é difícil encontrar o nosso lugar.

 

E o Erick fez a transição em balneários e clubes com objectivos totalmente diferentes dos do Sporting CP. Ter vivido outras realidades foi importante para si e para a sua carreira?

Foi muito importante. Eu saí do Sporting CP para o CRC Quinta dos Lombos quando tinha acabado de chegar aos séniores e apanhei uma estrutura incomparável à do Sporting CP e depois saltei para a AD Fundão num patamar mais profissional. Acho que é importante passarmos por essas fases. Se não tivermos de as passar e se nos soubermos adaptar, melhor, mas acho que é importante por vários aspectos e até para vermos a diferença entre ser amador e profissional. Por vezes, quando temos tudo, não damos valor ao resto - que até é o mais normal.

 

De tudo aquilo que viveu nessas experiências, o que é que o ajudou mais a crescer?

A derrota. Nesses clubes perdia mais vezes do que ganhava, sobretudo no CRC Quinta dos Lombos. E isso fez-me também batalhar por objectivos diferentes. São outras realidades. E o balneário também é muito diferente. O nosso é incrível, mas num balneário profissional, como é o do Sporting CP, os objectivos são outros e a exigência também. Num treino no CRC Quinta dos Lombos ou na AD Fundão se as coisas não me corressem bem, ok, no próximo corre melhor, mas aqui se não correr bem tenho logo o Cavinato a chatear porque falhei ou não lhe passei a bola. É uma exigência diferente.

 

Regressou totalmente diferente após três anos fora ou não?

Obviamente que sim e regressei com muita ambição, mas também sem saber aquilo que me esperava. Saí da AD Fundão um menino e tornei-me num homem. Defrontava o Sporting CP e tinha perfeita consciência da qualidade da equipa, então pensava 'onde é que eu me vou integrar ali? Qual vai ser o meu papel?' Felizmente, acho que soube perceber onde seria importante e, por isso, o primeiro ano acabou por ser superpositivo para mim.

 

Ainda assim, o Erick já conhecia a estrutura... ou encontrou muitas diferenças?

Encontrei. A organização era outra, assim como a competitividade e a qualidade. No meu regresso encontrei um Sporting CP mais profissional do que já era na minha altura.

 

E acreditava que se poderia afirmar tão depressa como veio a afirmar?

Não, de todo. Fizemos um primeiro estágio em Ansião, no qual jogámos com o CCRD Burinhosa, e depois tivemos a Master Cup, no Algarve, contra o Inter FS e o Magnus Futsal, e tive muitos minutos, mais do que eu achava que ia ter. Com isso senti que poderia ser aposta, ainda que com algumas reticências. Depois, felizmente, o meu primeiro jogo em casa, frente ao CF "Os Belenenses", correu-me muito bem.

 

Aconselhou-se com alguém ou no regresso já sabia o que tinha de fazer?

Quando era novo, agarrei-me muito ao Matos, por várias razões. Vivíamos perto, ele dava-me sempre boleia e aí trocávamos muitas ideias. Quando regressei já conhecia o Matos, mas procurei beber um pouco de todos a todos os níveis. Inicialmente, acho que passei mais tempo com o Pany e, por isso, talvez seja aquele com quem me dou mais actualmente.

 

Que conselhos é que mais o marcaram?

(pensa) Ui, não sei, recebi tantos, mas acho que aquele que foi fundamental para eu dar um salto qualitativo no meu jogo foi um do Leo e depois do Nuno Dias. O facto de ser fixo e a bola chegar ao pivô e eu querer ir lá e bater nele a toda a hora, mesmo que ele estivesse nos dez metros e eu no meio-campo. Foi uma das coisas que o Leo me ensinou: não preciso de ir lá bater e fazer uma falta parva - ajudou-me muito.

 

"CHAMPIONS? FOI INCRÍVEL E FOI LOGO NO MEU PRIMEIRO ANO"

 

E tinha regressado com que objectivos?

Muitos. Ganhar todas as competições internas - até agora escapou-me uma -, afirmar-me, conseguir que o Sporting CP me levasse à selecção nacional e vencer a UEFA Futsal Champions League, mas o objectivo da Champions estava guardado na gaveta... não achava que ia ser logo à primeira.

 

A conquista da Champions League foi o ponto mais alto até este momento?

Sim, não tem como não ser. Além de ser o maior título europeu, também porque nunca pensei que o pudesse ganhar logo no primeiro ano. Os astros alinharam-se todos e aquela semana foi incrível. Desde chegarmos lá e as malas com os nossos ténis não aparecerem, à forma como tudo se desenrolou. Foi incrível.

 

O árbitro apitou para o final do jogo e o Erick ajoelhou-se e agarrou-se à camisola. Do que é que se lembra mais?

Lembro-me de o Leo aliviar a bola lá atrás, começar a correr e, depois, de ver o Luis Ribeiro (fisioterapeuta) a entrar no campo com uma bandeira do Sporting CP e o Cardinal a mandar vir com o árbitro para ficar com a bola de jogo, porque ele gosta sempre de ficar com a bola, e o árbitro dizer-lhe que não (risos). Depois disso, acho que não me recordo de mais nada.. foi só festejar.

 

Foi uma semana inesquecível que acabou da melhor maneira...

Sim. Foi uma semana incrível. Desde chatear o Castelo (Luis Santos Castelo, jornalista do Jornal Sporting) - só ele sabe o que sofreu, é bom rapaz - ao almoço com o presidente depois de vencermos. Os jogos com o Carlinhos [roupeiro], o Andrew [fisioterapeuta], o doutor. Essas são as memórias que tenho dessa semana. Os astros estavam alinhados e mesmo aquilo que correu mal antes serviu para embelezar ainda mais essa vitória.

 

Teve logo noção daquilo que tinham acabado de conquistar?

Lembro-me de só querer festejar e de dizer para não falarem comigo porque só queria era aproveitar, mas não tinha bem a noção do que se tinha passado. Só percebi quando chegámos a Lisboa, disseram-nos que tinhamos de sair por outra porta e ir para o pavilhão. Ninguém sabia como é que estaria e quando chegámos... estava cheio. Aí é que nos caiu a ficha.

 

Dedicou essa conquista à sua avó. Porquê?

A minha avó foi como uma segunda mãe para mim. É um cliché, mas é verdade. Foi com ela que viemos viver quando a minha mãe veio do México com os filhos nos braços e era ela que ficava comigo quando a minha mãe ia trabalhar. Mesmo depois de já não vivermos com ela, quando a minha mãe saía de casa às 7h30 para ir trabalhar e eu ia jogar para o ringue até às 9h que era quando a minha avó ia à janela e me chamava para ir tomar o pequeno-almoço com ela. Para mim é especial. Era a melhor avó do mundo.

 

Apoiava-o nisto do futsal?

Infelizmente, ela partiu quando eu comecei a ter algum relevo, mas ela adorava futebol e era louca, mesmo louca, pelo Sporting CP - e pelo CS Marítimo porque era madeirense. A minha família é toda do Sporting CP e havia todo um ritual em casa dela quando o Sporting CP jogava e foi ela quem me passou alguns valores do Clube. Tenho pena que ela não tenha visto alguns dos momentos que tenho vivido.

 

Tem até uma tatuagem em homenagem a ela...

Sim. Tenho uma estrelícia, a flor favorita dela - acho que é típica da Madeira -, e um M. L. de Maria Lídia para eternizar a memória dela. Com isso acabo por ter um ritual de jogo que é beijá-la a ela e ao meu avô.

 

Além dessa particularidade, o Erick tem também algo que o caracteriza muito. Porquê tantos penteados e cores de cabelo?

(risos) Há quem me diga 'Erick, representas o Sporting CP e já tens outro tipo de imagem no Clube, se calhar isso não cai bem aos adeptos', mas eu não deixo de ser quem eu sou pelo penteado verde, rosa ou amarelo porque cumpro dentro de campo. Eu sou assim, acabo por ter alguma irreverência e gosto que as pessoas se divirtam comigo. Não o faço para ser engraçado, é assim que eu sou e não tenho de ser julgado - atenção, não sou - por causa do cabelo. Esse é para aproveitar que seja agora enquanto não tenho filhos porque quando tiver eles vão querer fazer como eu (risos).

 

Sendo assim, qual vai ser a próxima cor?

Não costumo revelar, mas acho que vai ser rosa (risos).

 

Voltando ao futsal e falando sobre esta época. Soma 25 jogos e 14 golos marcados, tendo ultrapassado a sua melhor marca de golos. Podemos dizer que estamos perante o melhor Erick.

Eu quero acreditar que o melhor ainda está para chegar. Estou bem, mas ainda estou longe daquilo que posso fazer. Ainda assim, sim, estou no melhor momento tanto a nível de golos, como de assistências e de jogo jogado. Resta-me continuar.

 

"O SPORTING CP FORMA HOMENS DE CARÁCTER QUE SABEM LUTAR PELO CLUBE"

 

João Matos, Erick Mendonça e Tomás Paçó: os três formados no Sporting CP. Isso quer dizer que o Clube produz bons fixos?i

(risos) Isso quer dizer que se produzem, pelo menos, atletas com raça. Acho que ser fixo não é difícil, ainda que tenha de se saber ler o jogo, mas isso ganha-se, acho que é preciso é ter raça. Acho que a nível ofensivo é preciso possuir uma capacidade que se tem ou não, mas ao nível defensivo o fundamental é ter atitude. Só passa por mim quem eu quiser e se eu permitir. Ainda assim, mais do que se formarem bons fixos, formam-se homens de carácter que sabem o que é lutar e batalhar pelo Clube.

 

E o que dizia o Erick de hoje àquele que se estreou na equipa principal do Sporting CP em Agosto de 2013?

Diria tu não jogas nada (risos). Ainda hoje sou gozado, principalmente pelo Pauleta, que diz aos miúdos 'se vocês tivessem noção de como jogava o Erick quando era júnior, ninguém diria que estar aqui agora' (risos). Por isso, acho que era isso que lhe dizia: 'sai daí que não estas aí a fazer nada'.

 

E se não estivesse aqui hoje, estaria onde e a fazer o quê?

Boa pergunta. Gosto de muitas coisas, mas o que estaria a fazer não sei. Estou muito bem como e onde estou e não quero mudar para já.

 

Que objectivos é que se seguem então?

Ganhar tudo e aquilo que ainda não venci. Tenho em mente o Campeonato Nacional, que ficou pendurado no ano passado.

 

"NADA ME DÁ MAIOR PRAZER DO QUE VER O SPORTING CP A UNIR-SE NOVAMENTE"

 

E aos adeptos quer dizer alguma coisa?

Sim, que continuem a ser ecléticos e a apoiar o Sporting CP.

Nada me dá maior prazer agora do que ver o Clube a unir-se novamente e falar com algum amigo Sportinguista que estava bem escondido, porque não sentia a mística, e agora sente e diz que está nervoso antes de um jogo. Que isto nunca se perca. Somos o melhor Clube do mundo. Certamente que quando houver público isto vai ser ainda mais bonito e, se remarmos todos para o mesmo lado, o futuro será risonho.

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Fonte: Edição N.° 3809 do Jornal Sporting

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