Em entrevista a um podcast da Rádio Renascença a nossa ex-treinadora actualmente adjunta numa equipa dos EUA, arrasa o clube que lhe proporcionou uma carreira profissional a alto nível e um conjunto de sucessos que incluem duas Supertaças e uma Taça de Portugal.
A Mariana Cabral não foi demitida nem perseguida pelo Sporting. Demitiu-se em Outubro depois duma derrota num derbi em Alvalade por 0-2 onde a equipa com as bancadas bem compostas (eu estava lá) teve uma exibição deprimente, invocando desconforto com o atraso que ocorreu na operação duma jogadora e a hora matinal do avião para Madrid onde sofreram uma derrota.
Isto surge num momento em que está a acontecer uma revolução total no plantel do futebol feminino, sem se conhecerem bem as razões. A capitã Ana Borges, Diana Silva, Hanna Seabert e mais sete ou oito deixaram Alvalade. Não consta na lista a jogadora em causa, Joana Martins, que abordou recentemente a mudança de treinador.
No meu entender, a nossa ex-treinadora, como diz o povo, "cuspiu no prato em que comeu" e, independentemente de tudo o resto, revela enorme falta de ética profissional. Da missão dum treinador/a duma equipa feminina do Sporting não consta ser um campeão da igualdade de género em Portugal e assumir as dores de muita coisa que está mal e que podia ser diferente. Mas pode e deve ajudar o clube a melhorar gradual e consistentemente em todos esses aspectos, como admite que fez. O que aconteceu em Alvalade devia ter ficado em Alvalade.
De qualquer forma, importa discutir algumas questões que ela coloca, nomeadamente a igualdade de tratamento entre as equipas masculinas e femininas no que respeita a condições de trabalho, apoio médico e compensação monetária.
A equipa feminina do futebol do Sporting devia treinar em relva e jogar em Alvalade como a masculina? Devia ter melhores condições de trabalho do que as equipas masculinas da formação? Devia ter uma ala em Alcochete de condições idênticas à equipa A? Um autocarro igual? Sair de véspera de Beja em "charter" para as viagens dos jogos europeus? Ter um orçamento igual ao futebol masculino? Salários iguais? Se calhar sim, mas quanto é que isso custaria e qual seria o retorno? E é esse o panorama do futebol feminino na Europa? Do que li no Bayern de Munique as jogadoras tratam elas mesmas dos seus equipamentos. É um mundo completa e assumidamente amador, em tudo diferente da equipa masculina.
É este o panorama do futebol feminino nos principais rivais, no Benfica ou no SPBraga? No FCPorto, que está a começar? O futebol feminino no Sporting não dispõe das condições dos rivais? Duvido. E o facto é que a Mariana Cabral nada disse sobre isto. Compara com a realidade do futebol feminino no país onde agora trabalha, como se isso servisse para alguma coisa.
Enfim, importava ouvir da Direcção do clube reacção sobre as declarações da ex-treinadora e qual o futuro que se pretende para o futebol feminino no Sporting.
Não inventemos polémicas que não existem, a jogadora canadiana desinteressa-se da bola e abalroa a miúda americana, é falta, dentro da área é penalty, é a vida.
O Sport Lisboa e Benfica não gosta?
Paciência, eu não gostei da forma como o futebol feminino do Benfica foi campeão nacional na época passada e detestei que o Sporting Clube de Portugal não tivesse tomado nenhuma atitude sobre o assunto.
Na época passada "roubaram-nos" o campeonato e o Sporting ficou de braços cruzados, agora a propósito de um lance bem decidido num Damaia vs. Sporting, o príncipe da Damaia (o ainda presidente do Benfica) e os seus súbditos choramingam um comunicado e soluçam na televisão.
Aumenta a influência de Rúben Amorim no Sporting: o futebol feminino do Clube passa a ter um treinador indicado por ele. É Micael Sequeira, que trabalhou no Sp. Braga com o actual técnico leonino, de quem foi adjunto na Cidade dos Arcebispos.
Aos 51 anos, o sucessor de Mariana Cabral irá estrear-se no futebol feminino. Apesar da inexperiência, mostra-se empenhado em contribuir para o desenvolvimento da modalidade, agora de Leão ao peito.
Várias vezes deixei aqui palavras elogiosas a Mariana Cabral, que durante oito anos desempenhou funções de crescente responsabilidade no futebol feminino do Sporting - juniores, equipa B e equipa principal. Tendo vencido uma Taça de Portugal e duas Supertaças (a última das quais há menos de dois meses), além de um campeonato pela equipa B.
É, portanto, com alguma tristeza que a vejo partir - creio que por decisão própria, tornada irreversível. Desejo-lhe tudo de bom nas futuras etapas da sua vida, pessoal e profissional. Sabendo que ela tem alma e coração sportinguista, o que torna estes meus votos ainda mais justificados.
Os bilhetes postos à venda para o Arouca-Sporting esgotaram em poucos minutos no site do Clube. Como eu dizia por aqui, é cada vez mais difícil ver o Sporting a cores e ao vivo nos jogos fora de casa. Valeu-me um contacto lá na terra do Parlamento, os dois bilhetes de central estão assegurados. Após o Farense-Sporting, será o segundo jogo fora de casa em que estarei. Depois pensarei no caso do jogo com aquele clube de riscas verticais vermelhas e brancas.
Tal como os bilhetes, as camisolas deste ano da Nike, que me parecem estar a ser utilizadas em todas as modalidades colectivas, estão a vender-se como pipocas. Qualquer um que vá aos estádios onde joga o Sporting percebe isso.
Entretanto a nossa equipa feminina desatou a vencer, dois ou três reforços aumentaram substancialmente a sua capacidade.
Começou com a conquista da Supertaça frente ao Benfica e continuou com duas vitórias por 2-0 na Islândia que lhe garantem o acesso ao play-off da Champions.
Para a semana o pavilhão João Rocha também estará bem composto na 1.ª jornada da Champions do Andebol, na recepção ao VS Wisła Płock.
Para a outra, em Alvalade, o Sporting - Lille na Champions do futebol.
Entretanto St. Juste está quase pronto para regressar e ajudar a equipa. Se calhar estará já no banco, em vez do camarote onde esteve no clássico.
E foram mesmo três as vitórias nos dérbis desta semana, nos confrontos entre os únicos dois clubes de Portugal com implantação nacional, os dois maiores clubes da cidade de Lisboa.
Tudo começou na quinta-feira com a vitória por 1-0 em Alcochete no dérbi dos sub23. Marcou o João Assunção, irmão do jogador do Famalicão e filho do ex-jogador do Fc Porto. Vitória para o Sporting.
Na sexta-feira, mais uma vitória por 2-1 na Supertaça de Futebol Feminino, onde a recém-chegada "Ronalda" foi determinante. Uma leoa de raça, esta Telma Encarnação. Marcou o primeiro, assistiu primorosamente para o segundo. E só não aconteceu o terceiro, porque a bola esbarrou no poste a remate da Capeta. A pouco consensual mas muito resiliente treinadora Mariana Cabral está de parabéns. Supertaça Feminina para o Sporting.
Já hoje, na Supertaça de Andebol, mesmo sem contar a tempo inteiro com Kiko Costa, que caiu lesionado logo no início, um "amasso" impressionante à equipa que tinha derrotado o Fc Porto na meia-final, resultado final 37-21!!! Supertaça para o Sporting.
Voltando ao pensamento profundo do outro dia, dum tal "fruteiro" JHC que já passou por este blogue mas que se afastou ressabiado e vingativo pelo que aconteceu ao seu grande líder, "... é visível o definhar do Clube a nível social, desportivo e agora também identitário…"
Agora só falta definhar um pouco mais no sábado em Alvalade. Onde obviamente vou estar. O tal JHC obviamente que não. É apenas um ex-sócio pagante ressabiado e vingativo, como muitos outros da tasca onde debita estas alarvidades.
Grande reviravolta das Leoas na segunda parte, quando perdiam 0-1 ao intervalo. Telma Encarnação fez a diferença ao empatar com um forte pontapé de meia distância (75') e oferecer o golo a Cláudia Neto com centro milimétrico (85'), fixando o resultado. Celebrou à Gyökeres, fazendo o gesto da máscara. E confirma-se como a maior contratação do futebol feminino para a nova época já em curso.
Estivemos sempre mais perto do 3-1 do que o Benfica do empate. No decurso dos nove minutos de tempo extra, Ana Capeta atirou ao poste (90'+5). E Maísa Correia desperdiçou golo, com a baliza aberta, no último lance do desafio.
Primeiro troféu leonino da temporada 2024/2025 - a nossa terceira Supertaça feminina. Parabéns às meninas por esta alegria que acabam de dar à massa adepta. E um abraço grato à Mariana Cabral, treinadora de que muito gosto. Leoa cem por cento.
Brenda Pérez, Andrea Norheim, Ana Capeta, Cláudia Neto, Fátima Dutra, Hannah Seabert, Joana Martins, Rita Almeida, Bruna Lourenço e Brittany Raphino. Estas foram algumas das nossas jogadoras que estiveram no Marquês, no passado domingo, juntando-se aos festejos do título nacional dos colegas.
À entrada da última ronda, a equipa feminina segue em 2.º lugar a dois pontos do Benfica. Ganhou os dois dérbis disputados, no Seixal e em Alcochete, mas concedeu pontos contra equipas mais pequenas. Penso que esse 2.º lugar dará acesso à Champions no próximo ano.
Falta ainda qualquer coisa para esta equipa conseguir voltar ao título nacional, que conseguiu quando ainda não havia Benfica a competir, mais investimento em contratações e/ou em retorno de jogadoras da casa que foram para o estrangeiro, mais apoio dos adeptos através de jogos em Alvalade, maior exigência em termos físicos, se calhar melhor treinador/treinadora, mas a melhor jogadora da Liga é nossa: Olívia Smith. Hannah Seabert dá garantias, Brittany Raphino é aquela ponta de lança tipo Gyökeres que faltava, a base dum plantel ganhador está lá.
Futebol masculino é uma coisa, feminino é outra. Não faz sentido avaliar o desempenho da equipa feminina pelos mesmos critérios que avaliamos a masculina, mas o futebol feminino tem um potencial de crescimento e de visibilidade para o clube que o Sporting não pode descurar.
Estando o futebol feminino na SAD, faria todo o sentido pensar num orçamento para o futebol feminino correspondente a uma percentagem razoável do orçamento do masculino, de forma a podermos ultrapassar um rival que segue em vantagem, não esquecendo que o Porto de Villas-Boas um destes dias também irá competir pelo título.
Concluindo, fica aqui o apelo a Frederico Varandas: faça o que tiver de fazer para no próximo ano as levar ao Marquês também.
Já tinha reparado na intensa campanha publicitária da Federação e dos patrocinadores a promover a equipa portuguesa feminina de futebol, que pela primeira vez participa num Campeonato do Mundo, desta feita a decorrer por estes dias na Austrália e na Nova Zelândia. A campanha até me pareceu positiva, as jogadoras são giras, e principalmente agradou-me que se designassem a si próprias como meninas, que o “género” não é coisa tão líquida quanto se pretende afirmar. Tem piada aquela imagem do festejo da jogadora com a bola metida dentro da camisola a imitar o gesto dos homens no estádio a dedicar o golo à sua companheira pressupostamente grávida… de uma “menina”.
Calhou-me esta manhã ver os últimos vinte minutos do jogo entre as selecções do Vietname e de Portugal. Ora, como eu já calculava, com base nas experiências anteriores nos campeonatos domésticos (onde o futebol feminino do Sporting dá cartas), o espectáculo futebolístico em si, despido de qualquer lente paternalista ou condescendência, é confrangedor, tecnicamente muito pobre. Descontando o problema da lentidão (o tempo que demora uma (rara) jogada que vá de um lado ao outro do campo) a questão está na técnica das atletas. Os falhanços são muitos e por vezes infantis. Foi aflitivo o número de golos feitos com origem em jogadas atabalhoadas que não foram concretizados pela selecção portuguesa por pura aselhice. Diga-se que as nossas meninas encostaram literalmente a selecção vietnamita às cordas, num jogo de um só sentido.
Ouvi dizer que se reclama por aí a igualdade de remuneração dos direitos televisivos e consequentemente às jogadoras profissionais, minimamente parecido com o capital investido no futebol masculino. Ora isso parece-me impossível enquanto a modalidade não atrair o correspondente número de adeptos e não gerar um número considerável de atletas fora de série que tornem o jogo emocionante e atractivo. Como apreciador pagante de futebol, acredito que a modalidade feminina possa evoluir ainda bastante, mas não sei se a equiparação será algum dia possível, dadas as características físicas das meninas. Talvez se forem reduzidos o tempo e o tamanho do recinto de jogo se proporcione mais rapidez ao futebol feminino, mas duvido que algum dia ele possa ombrear com o masculino em termos de espectacularidade.
Que ainda há muito que fazer quanto ao direito das mulheres à absoluta igualdade de direitos e dignidade não existem quaisquer dúvidas. Mas que seja no respeito pelas suas diferenças intrínsecas, como aquelas que obrigam uma equipa hospitalar numa mesa de operações saber se o paciente é do sexo masculino ou feminino, para não o matar com a dose errada de anestesia ou de outro fármaco. De resto não percebo este fanatismo pela “igualdade” a todo o custo entre homens e mulheres. Aprecio muito a diferença entre nós. E sou levado a concordar com o Henrique Pereira dos Santos quando há dias afirmava que a “igualdade não é as jogadoras de futebol ganharem o mesmo que os jogadores de futebol, igualdade é não haver campeonatos femininos e masculinos e jogarem todos no mesmo campeonato.” Desde que a essas jogadoras não comece a crescer barba, digo eu.
Sporting renovou mais dois anos com Mariana Cabral. «Quero muito que o projecto cresça», disse a nossa treinadora, que está em Alvalade desde 2016/2017, onde se iniciou ao comando das jovens sub-19.
Não era certamente este o desfecho esperado pela maioria dos 27.221 espetadores que hoje dedicaram duas horas da sua tarde para ver um jogo de futebol feminino em pleno estádio da Luz.
O recorde histórico de assistência fez-se para testemunhar uma justa vitória das leoas.
Aos 62 minutos, Ana Capeta assistiu e Maiara Niehues faturou, fixando o resultado final, naquela que foi a primeira derrota do Benfica esta época na Liga de Futebol Feminino.
A equipa da casa vinha de um atípico, mas inegável, período hegemónico recente, não tinha perdido qualquer ponto nas 16 jornadas já disputadas, e, apesar de ter, de longe, o maior orçamento da modalidade em Portugal, beneficiava ainda de uma política custo zero dos bilhetes para sócios, praticada pela sua direção.
Já o Sporting Clube de Portugal vinha recuperando de um início de época atribulado (também no futebol feminino, sim) e apresentava-se na Luz com uma série de sete vitórias e um empate na Liga, empate esse cedido na jornada anterior, em jogo disputado a norte, frente ao Braga com quem partilhamos ex-aequo a segunda posição na Liga.
Lograram as leoas com humildade e algumas lições aprendidas dos desaires recentes, frente ao mesmo rival, corrigir o passo e repor o respeito pelas nossas cores, perante admirável plateia.
Sim, admirável. Fica aqui a minha homenagem a quem valoriza o futebol feminino e já vai fazendo hábito de o ver ao vivo e a cores. Que continuem e mantenham esta sorte de ver sempre as leoas a rugir vencedoras.
As primeiras entraram no estádio da Luz como quem entra no Aurélio Pereira, e com 27 mil espectadores nas bancadas encararam o Benfica como quem encara o Fófó, e ganharam por 1-0 à equipa que talvez custe tanto como as outras todas do campeonato juntas.
As segundas entraram no sempre difícil (pelo ambiente escaldante) pavilhão de Matosinhos no dia seguinte a terem sido derrotadas por 3-0. Perdem o primeiro set e conseguem arranjar forças para ganhar por 3-1. Assim voltam ao João Rocha com a possibilidade de fechar a meia-final.
As terceiras venceram o Benfica por 15-18 na meia-final da Taça de Portugal da modalidade.
São três exemplos de equipas que não se construiram no "supermercado", construiram-se num processo longo com altos e baixos. Estas vitórias foram fruto de muito esforço, dedicação e devoção e união.
Parabéns às equipas, e muito em especial aos dois treinadores e às capitães.
Se pudessem, que mensagem deixariam para Mariana Cabral, treinadora do futebol feminino do Sporting, vencedora de dois troféus - Taça de Portugal e Supertaça - nesta época 2021/2022 que agora termina?
Podem escrevê-la aqui.
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