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És a nossa Fé!

Calado eras um poeta!

Ainda no rescaldo do jogo contra o Porto, que não vi (este coração é fraco e gostaria de comemorar mais tarde outras conquistas), fiquei, por aquilo que ouvi na rádio e li noutras crónicas, com a certeza de que o melhor jogador em campo foi o… Palhinha.

Ora à luz do que fui escutando do treinador portista Sérgio Conceição: que foram melhores, que jogaram mais e bla, bla, bla, pergunto-me como é que não foi eleito o melhor o Adán, pelas enormíssimas e impensáveis defesas (que não teve necessidade de fazer) ou um qualquer jogador do Porto pela forma competente como (não) jogou?

Até o Rita perlado assumiu que Palhinha fora o melhor!

Portanto, Serginho, desculpa lá a coisa… mas calado eras um poeta!

(E já nem falo da educação que não sabe dar aos filhos!)

Quebra do duopólio

Um genuíno adepto de futebol, mesmo não sendo sportinguista, só pode encarar com optimismo e satisfação esta quebra do duopólio SLB/FCP por parte do Sporting. Praticando bom futebol, com um dos melhores desempenhos defensivos das principais ligas europeias e a maior diferença pontual numa década para o segundo classificado à 20.ª jornada. Proeza alcançada por um plantel com dois terços de portugueses e numa época em que Rúben Amorim já apostou em 11 jogadores da formação em todas as provas.

São óptimas notícias para o Sporting, claro. Mas são também excelentes notícias para o futebol português.

Ganhar é no campo!

A nova novela do jogador Palhinha não passa disso mesmo: novela para alimentar egos e jornais!

Estivesse o nosso antagonista onze pontos à nossa frente e não haveria qualquer estória com o nosso jogador. Mas enfim, é o nosso futebol… que tudo aceita.

Nunca defendi vitórias ou derrotas na secretaria, mesmo quando o Sporting poderia ser beneficiado. O futebol como desporto joga-se no relvado e é aí que tudo deve ficar resolvido.

Ponto!

ADN de Campeão (3.ª parte)

Dizia eu em 03/03/2019:

"Já dizia Jorge Jesus que esta coisa do ADN de Campeão não surge do nada, constrói-se, é preciso muito tempo e muito esforço para ele surgir e demonstrar o que vale. Já dizia também alguém que construir demora muito, destruir quase nada, e o destituido encarregou-se do assunto no que ao futebol diz respeito a partir do sofá.

Vem isto a propósito de ter ido ao Pavilhão João Rocha ver a nossa brilhante equipa de andebol estar quase todo o tempo a perder e acabar a ganhar ao concorrente directo ao título, o Porto, e chegar a casa e ver o mesmo Porto a ganhar a 3 minutos do fim ao Roma e ganhar quase tantos milhões quantos nós vamos ter com um fundo qualquer, é a triste situação em que nos deixou o dito cujo. E nessa magnífica jornada de andebol até estava um jogador de futebol na bancada, o Acuña, lá com o seu chazinho de mate e acompanhado daquela senhora que indispôs a mana do tal destituído, suspenso e em breve expulso.

E fiquei a pensar se haveria algum ponto comum ou semelhança entre esta nossa brilhante/fantástica, o que quiserem, equipa de andebol, a equipa do Porto que conseguiu a passagem à eliminatória seguinte no prolongamento e a nossa actual tristonha e deprimente equipa de futebol profissional. 

Se calhar existe. Renan, Coates, Mathieu, Acuña, Bruno Fernandes, Bas Dost e o lesionado Battaglia têm aquela coisa que falta para dar "a extra mile" e conquistar. Já o demonstraram. Outros havia, mas o destituído correu com eles. Adrien e Patrício à cabeça. 

Por muito que aposte na formação, olho para todas as promessas actuais e parece que lhes falta muita coisa. Um tal Mama Baldé é a excepção.

Não será possível manter estes, pagando o que for preciso, ir buscar mais uns iguais a estes, já temos outros que não são estes mas que fazem umas flores de vez em quando, e ter um treinador que consiga extrair o melhor de todos eles, e fazer do todo uma coisa maior do que a soma das partes, como consegue um tal Canela no andebol ?

E mandar embora os emplastros que abundam no plantel? E não trazer mais porque sim?

Ou é pedir muito?

E ainda há quem fique incomodado com 1,6M€ para o Bruno Fernandes ficar? Ou o que custou a permanência de Acuña e Battaglia? Comparado com o que custaram Viviano e B. Gaspar, dois emplastros de todo o tamanho?"

 

Como as coisas mudaram em dois anos... No futebol e no andebol.

No futebol uma nova geração de talentos brotou de Alcochete, e com mais alguns jovens entretanto contratados criaram uma almofada de raça e atrevimento no plantel principal. Encontrou-se um verdadeiro líder, o tal que faz do todo maior que a soma das partes e que, com um enorme capitão e alguns veteranos de muitas guerras, transformou radicamente a situação. Encontrámos enfim o ADN de Campeão que nos orgulha e nos faz felizes.

No andebol, a equipa bicampeã nacional em 2016/2017 e 2017/2018, vice-campeã em 2018/2019, em 2019/2020 comandada por um grande Thierry Anti, seguia no 2.º lugar, atrás do Porto, com o Sporting-Porto por disputar que nos poderia dar o título, quando a epidemia pôs ponto final na época. Perdemos o acesso à Champions do andebol, perdemos Thierry Anti, perdemos Luís Frade, perdemos Ghionea, vamos agora perder o melhor jogador e grande capitão, Frankis Carol. Conseguimos, isso sim, criar também a tal almofada que mencionei atrás: com Salvador Salvador, Manuel Gaspar, Francisco Tavares, temos um ou outro bulldozer, como Pedro Valdez, mas falta o resto. Seguimos na vice-liderança, mas o tal ADN... foi-se. Vamos ter de penar muito até ser reposto.

 

Já agora e antes que me esqueça. O desporto faz-se de ídolos, e se fiquei sempre em dívida para com Héctor Yazalde no caso do futebol, devo muito a Frankis Carol a minha paixão actual pelo andebol. Antes seguia a modalidade, via aqui ou ali, vibrava com os êxitos via TV, mas desde que entrei no magnífico pavilhão João Rocha e vi ao vivo Frankis & cia, fiquei viciado. O cubano de Guantánamo com nacionalidade do Catar deve ter sido o melhor andebolista que passou desde sempre pelo Sporting. Foram dez anos a defender as nossas cores, um bloco de gelo que sofria as maiores porradas sem um esgar ou queixume, uma técnica assombrosa, um mágico em campo com números de arrasar. Agora mesmo, com 33 anos foi o melhor marcador do Mundial do Egipto pelo Catar. Vai regressar ao seu país de adopção. Que tenha toda a felicidade do mundo e que volte sempre.

 

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#OndeVaiUmVaiTodos

SL

O outro lado

Com a vitória categórica no Bessa o Sporting segue destacado no primeiro lugar da 1.ª Liga. A equipa B segue também na liderança da série G do Campeonato de Portugal, e a equipa sub-23 está nos lugares cimeiros da Taça Revelação, depois de afastada da luta pelo título no campeonato. 

No que respeita ao futebol profissional do Sporting, ou seja da SAD leonina, não nos podemos de facto queixar.

Mas depois há o lado financeiro, as verbas a receber, as contas a pagar, os investimentos que têm de ser feitos, lado esse necessariamente negro dada a conjuntura que atravessamos, sem público nos estádios, sem Gameboxes para vender, e que afecta tudo e todos.

Obviamente que o Sporting não pode deixar que as dificuldades do momento se transformem em danos reputacionais, que afectem a imagem do clube nacional e internacionalmente. Então importa resolver questões pendentes com origem em tempos mais próximos ou mais distantes.

E é com grande satisfação que vejo o "trolha" Salvador dizer que “após a reunião de Setembro com Frederico Varandas, as coisas voltaram à normalidade. Foi feito um novo acordo e que, em abono da verdade, o Sporting tem cumprido escrupulosamente“.

Também se pode ler hoje n´A Bola que o Sporting contratualizou com os clubes com quem tinha dívidas pendentes o pagamento faseado das mesmas, o que veio pôr o Sporting à vontade no que respeita aos licenciamentos nacionais e UEFA e o mesmo está a fazer com empresários e outros fornecedores. Alguns deles já começaram a receber valores em dívida.

Assim, deixaram de aparecer nos jornais aquelas histórias de dívidas e penhoras no Sporting, que estão para os seus sócios e adeptos como as moscas no piquenique. Aparecem mais agora doutros clubes em que infelizmente os jogadores não recebem há alguns meses. E depois se calhar existem as malas, as contratações para a próxima época, etc...

Obviamente que a manta é curta, para tapar a cabeça destapa os pés, e tivemos um despedimento colectivo que é sempre de lamentar, independentemente da justeza ou não da inclusão dum ou doutro elemento que serviu o Sporting no mesmo.

Mais do que nunca são os sócios do Sporting que estão a aguentar o barco, pagando e até antecipando quotas, e são apenas eles que têm legitimidade para exigir e criticar seja o que for. Quem se afastou apenas conseguiu ampliar o problema existente e obviamente tem também responsabilidade nas medidas mais ingratas que tenham sido ou venham a ser tomadas. 

SL

Dois meses alucinantes

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Calendário dos jogos a disputar pelo Sporting nos próximos dois meses:

 

2 de Janeiro – Sporting – SC Braga
7 de Janeiro – Nacional – Sporting
11 de Janeiro – Marítimo – Sporting (Taça de Portugal)
15 de Janeiro – Sporting – Rio Ave
19 de Janeiro – Sporting – FC Porto (Taça da Liga)
24 de Janeiro – Boavista – Sporting
31 de Janeiro – Sporting – Benfica
3 de Fevereiro – Marítimo – Sporting
7 de Fevereiro – Gil Vicente – Sporting
14 de Fevereiro – Sporting – Paços de Ferreira
21 de Fevereiro – Sporting – Portimonense
28 de Fevereiro – FC Porto – Sporting

 

Ficam algumas perguntas:

- Como antevêem este calendário tão preenchido?

- Quais são, na vossa perspectiva, os confrontos mais complicados?

- Temos condições para aguentar o primeiro lugar no campeonato?

O inverno do nosso contentamento

Socorro-me de John Steinbeck e do seu livro “O inverno do nosso descontentamento” para dar título a este post, mas com inversão da palavra final que carateriza um estado. Este é, para os Sportinguistas, sim e para já o inverno do nosso contentamento. E com bónus que dá direito a Natal verde!

No futebol, a liderança isolada, conforme quadro abaixo com comparação com 19/20. A equipa B tem tido bom desempenho, estando em 2.º lugar na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Club Football Estrela.  Sinal menos para os sub23 que, à semelhança do Benfica, não foram apurados para a fase final. No futebol feminino, a liderança isolada do nacional zona sul (vitória 3-0 sobre Benfica) e também da equipa B na 2.ª divisão zona sul. No bom caminho, o futebol do Sporting. 

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Agora as outras modalidades. O Voleibol emite sinais contraditórios. A equipa masculina tem sido uma desilusão, com grande irregularidade no campeonato e eliminação nos oitavos da taça Challenge (2.º lugar na fase regular com duas derrotas, Benfica e Esmoriz, e na II fase para apuramento de campeão tem dois jogos e duas derrotas com Benfica e Fonte Bastardo). O desinvestimento é notório, a par de contratações duvidosas. Já a equipa feminina dá outro alento. Está mais forte e equilibrada em termos de recursos humanos. Temos que recuar no tempo para perceber a evolução que as nossas meninas têm feito. No ano de retorno do voleibol feminino foram campeãs da 3.ª divisão. Subiram e foram campeãs da 2.ª divisão. Na época passada, na estreia no escalão principal, estavam em 5.º lugar quando a prova foi dada por terminada devido à Covid19. Este ano irão, com grande probabilidade, ao play off de apuramento de campeã (a ser disputado entre os 4 primeiros classificados).

O Andebol está praticamente como na época anterior, o que não chega para ganhar campeonatos. Durante os jogos há altos e baixos, falta alguma intensidade defensiva e o problema maior, cometem-se demasiados erros que, nalguns casos, roçam a simplicidade. Os jogadores transmitem uma ideia de que algo está mal na coesão do grupo. Terá a ver com orçamento? Talvez. Mas a este estado não será alheia a troca de treinador pois deixamos de contar com um excelente Thierry Anti. Apesar disso estamos na luta, em 2.º lugar com apenas uma derrota com o líder Porto. Nas provas europeias, depois do desaire da eliminação no apuramento para a Champions, estamos na fase de grupos da European League e creio que com possibilidade de qualificação para os oitavos de final. Neste momento temos duas vitórias e duas derrotas, mas com calendário algo favorável. A ver vamos.

O Hóquei em Patins lidera isolado o campeonato, mas podia estar melhor. Facilitou em jogos com aparente menor grau de dificuldade e empatou com a Juventude de Viana e a Sanjoanense. É outra equipa em que se sente alguma dificuldade no grupo, se nos lembrarmos do rolo compressor que cilindrava em outras épocas. Pode ser explicado com a adaptação de alguns jovens jogadores que regressaram, mas tem qualidade para vencer. A surpresa é a equipa feminina que venceu a zona na 1.ª fase, depois de infligir uma saborosa derrota ao rival SLB na Luz, equipa que já não perdia um jogo há cerca de sete anos. Ainda é cedo para sonhar muito alto mas parece haver determinação e garra nas leoas sobre patins.

Futsal. Primeiro a desilusão do ano, o desinvestimento na equipa feminina que nos relega para um lugar irrelevante a meio da tabela. Quanto à equipa masculina, está a liderar a tabela, apesar de ter consentido um empate em casa com o SLB, num jogo atípico. Esta época será mais do mesmo, com o campeonato a ser discutido com os habituais rivais, em fase final que promete dado o equilíbrio existente entre as duas equipas. Mas, para já, há uma Taça de Portugal para vencer!

Finalmente o Basquetebol. O que o ano passado, no regresso da modalidade, era uma promessa, este ano é já uma certeza. Temos a melhor equipa e o melhor treinador, Luís Magalhães. Quem viu o último jogo com o SLB percebe perfeitamente a afirmação. E uma Taça de Portugal já cá canta, 40 anos depois de termos conhecido esse sabor de vitória. É obra. Há grandes esperanças para o campeonato, tão grandes como para as restantes modalidades e para o futebol, no ano de 2021...

Desejo que todos façamos das fraquezas (orçamentais e pandémicas) forças (#onde vai um vão todos), e 2021 seja um ano de grande afirmação do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

Esforço, Dedicação, Devoção, Glória!  

Boas Festas

 

Futebol, Portugal, Brasil e racismo

 

«Guilherme Espírito Santo, são-tomense que por razões de deslocação dos seus pais se iniciou no futebol em Luanda, viria a ser, já com experiência de anos na equipa principal do Benfica, o primeiro negro a integrar a selecção nacional de futebol. Aconteceu em Novembro de 1937, num célebre Portugal-Espanha, primeiro duelo ibérico que a selecção nacional venceu. Há 83 anos!

Apenas em Novembro de 1978, ou seja, 41 anos depois da estreia de Espírito Santo, se estreou o primeiro futebolista negro na selecção inglesa: Viv Andersen, lendário jogador do Arsenal e do Manchester United, que aliás viria a tornar-se num militante lutador anti-racismo, lembrando, ainda recentemente, que "nos anos 70 os jogadores negros eram abertamente discriminados em Inglaterra".»

(...)

«Em Portugal a presença de jogadores negros nas equipas principais do futebol português e na selecção nacional traduziu-se por uma inteira aceitação de uma cultura aberta e multirracial do nosso povo. Jogadores como David Júlio, Hilário, Jordão, Dinis ou Salif Keita, no Sporting; Miguel Arcanjo, Jaburu, Juary ou Danilo, no FC Porto; Espírito Santo, Coluna, Eusébio ou Luisão, no Benfica, não apenas conquistaram estatuto de ídolos como promoveram a democracia racial como um hábito social saudável.

Nota especial, evidentemente, para Pelé, no Brasil, e Eusébio, em Portugal. Ambos foram determinantes na valorização social do homem negro, a pontos de se tornarem nos mais importantes embaixadores dos seus países, consagrados e admirados em todo o mundo. A influência de Pelé, apenas com 17 anos, na conquista do Mundial da Suécia (1958) ou a de Eusébio no sucesso português no Mundial de 1966, consolidaram o sentimento da tal democracia racial que o futebol promoveu como ninguém e me parece estruturante nas sociedades luso-brasileiras.»

 

Vítor Serpa, trechos de um texto intitulado "O racismo no futebol e na História"

(ontem, n' A Bola)

Seguir o exemplo de Itália

«Por estes dias e neste ambiente judicial recordei-me como a Justiça italiana resolveu os seus problemas com o futebol. Por exemplo, quando eclodiu o escândalo de corrupção desportiva (e não só) conhecido por "Calciopoli". A Federação Italiana de Futebol foi buscar o juiz Francesco Borrelli, que se tinha reformado há pouco tempo e em menos de um ano investigou o processo com consequências dramáticas para alguns dos principais clubes italianos. Uns desceram de divisão, outros receberam outras punições severas, tanto na justiça desportiva como na penal. Por cá, já vai sendo tempo de não ficar apenas pelas buscas e de serem extraídas verdadeiras consequências dos processos que aí andam. Enquanto isso não acontecer, a culpa irá morrendo solteira, num ambiente geral de degradação da imagem do futebol e das instituições. E isso é o pior que pode acontecer.»

 

Eduardo Dâmaso, hoje, no Record

Jogar feio, jogar bonito

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Equipa do Sporting que venceu o campeonato 1999/2000

 

Há um debate interminável, entre os sportinguistas, sobre a qualidade da prestação da equipa, mesmo quando ganha. Não falta quem se pronuncie contra o "resultadismo", advogando sempre exibições de gala. 

Eu gosto imenso de belos golos - e empolguei-me com os dois marcados em Portimão, por Nuno Mendes e Nuno Santos. Aprecio muito o futebol bem jogado.

Mas numa competição desportiva ponho o resultado acima de tudo. Lembrando sempre a vitória de Portugal no Campeonato da Europa disputado há quatro anos em França. Apesar dessa conquista inédita, o seleccionador Fernando Santos foi criticadíssimo. Porque, além da vitória, não pôs a equipa a "jogar bonito".

Lamento, mas para mim jogar bonito é ganhar. E jogar feio é perder.

 

A quem duvida, recordo a nossa penúltima vitória no campeonato nacional de futebol, em 1999/2000. Quantos desses desafios que fomos superando tiveram exibições de luxo? Quantas vitórias não foram alcançadas com muito acerto defensivo e muita bola guardada no nosso meio-campo? Quantos lances não resultaram do chamado pontapé-para-a-frente, bem aproveitado por um ponta-de-lança com faro para fazer golos?

Nesse ano ganhámos: o nosso futebol foi lindo. Mesmo quando parecia ser o contrário.

O que importa hoje

Mais logo, com uma semana de atraso em relação aos rivais provocada por imposições sanitárias em contexto de crise pandémica, a equipa principal do Sporting inicia a prestação no campeonato de futebol 2020/2021. 

É isso que me interessa hoje. Como sempre fiz e sempre faço, em dias de jogo, nada mais me concentra a atenção senão isto: o apoio inequívoco à equipa. Uma espécie de lema que sigo sem quebras há quase nove anos.

De disparate em disparate

image.jpgFoto: Tiago Petinga / Lusa

 

Para não variar, a directora-geral da Saúde voltou ontem a fazer uma declaração inaceitável. Em que, uma vez mais, menospreza e subalterniza o desporto. Como se uma sociedade em que a prática desportiva organizada, promovida por agremiações clubísticas, não fosse parte iniludível da saúde, tanto na componente individual como colectiva.

 

A mesma responsável que autorizou viagens aéreas em voos lotados, o regresso dos concertos, das sessões de cinema, dos espectáculos teatrais, dos circos e das touradas, a mesma alta funcionária governamental que deu luz verde às manifestações e concentrações de rua promovidas por forças partidárias, movimentos cívicos ou grupos espontâneos de cidadãos, a mesma senhora que permitiu eventos tão diversos como a Festa do Avante no Seixal ou a realização do Grande Prémio de Fórmula 1 em Portimão continua a vetar o regresso do público aos recintos desportivos.

Com argumentos sem pés nem cabeça, confundindo aquilo que não deve ser confundido e até fazendo alusões demagógicas ao início do ano escolar, como se isso tivesse alguma coisa a ver com o futebol.

 

«Público nos estádios e reabertura das discotecas não será certamente nos próximos tempos. Temos de ver esta grande experiência que é o retorno às aulas e qual será o seu impacto nos números», afirmou ontem Graça Freitas. Equiparando assim as bancadas de um estádio - onde os lugares estão marcados, é muito fácil estabelecer limite máximo de entradas e o espectáculo decorre ao ar livre - ao interior de uma discoteca, onde o espaço é fechado, as pessoas estão sempre em trânsito e não há possibilidade de assegurar distanciamento físico.

Pior: ao englobar na mesma frase bancadas de estádios e discotecas nocturnas, Graça Freitas confirma ter absurdos preconceitos contra o futebol e não fazer a menor ideia sobre a importância do desporto no "desconfinamento" cada vez mais urgente da sociedade. Como há uma semana aqui assinalei, futebol sem público é futebol moribundo a curto prazo. Porque os clubes vivem de receitas - e as receitas de lugares nas bancadas, associadas à compra de adereços desportivos em complemento aos espectáculos, é fundamental para a sobrevivência de todas as agremiações desportivas que põem centenas de milhares de portugueses a fazer exercício físico. Porque uma sociedade onde não se pratica desporto é uma sociedade doente.

 

Não compreender isto é nada compreender de essencial. Noutras circunstâncias, eu aconselharia Graça Freitas a aconselhar-se com o secretário de Estado do Desporto. Mas não o faço porque João Paulo Rebelo já demonstrou ser tão insensível e tão ignorante na matéria como ela. Só isso explica que, numa recente entrevista, este governante tenha desvalorizado o facto de largos milhares de jovens continuarem impedidos de treinar ou competir sem restrições, dando-se até ao luxo de fazer uma graçola com a brutal quebra de receitas das agremiações desportivas: «Não temos conhecimento de nenhum clube que tenha fechado portas.»

Seria simplesmente ridículo se não fosse grave.

 

Uma directora-geral que mete estádios e discotecas no mesmo saco, um secretário de Estado totalmente alheado do dramático quotidiano do sector confiado à sua tutela: assim vamos, seis meses após a declaração da pandemia. De improviso em improviso, de disparate em disparate.

Futebol sem atacadores

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A noiva já de noiva, a noiva já na igreja

e tu não encontras os atacadores!

Já viste na caixa dos sobejos, na mão dos bocejos?
Já viste na gaveta da cómoda?
Já viste nas pregas da imaginação?

Ganha os campos, foge, precede-te a ti mesmo
como um homem legalmente espavorido
por anos de critério,
sê repentino como um menino!

Convém-te não encontrar os atacadores?

Há noivas que esperam até murcharem as flores,
noivas de pé, muito brancas e já a fazer beicinho…

Procura… Procura sempre, pobrezinho!...
Procura mas não encontres os
atacadores…

Nem sempre para beijar o véu da noiva são necessários muitos atacadores.

Será que Šporar, Luiz Phellype e TT (Tiago Tomás) não são suficientes?

Chutado para canto

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As touradas mereceram aprovação: já se realizam há um par de meses.

Os espectáculos de humoristas foram aprovados: um deles até contou com a presença do primeiro-ministro numa noite e do Presidente da República na noite seguinte.

Os concertos recomeçaram. Um deles, numa curta série que ainda decorre, assinala o 75.º aniversário de Sérgio Godinho, orgulhoso sportinguista.

Reabriram teatros e cinemas.

As viagens de avião receberam luz verde. Mesmo em aparelhos lotados, durante horas e em espaço fechado, sem a menor hipótese de ali haver distância física (a que uns quantos imbecis ainda chamam "distanciamento social", absurda expressão concebida por alguém sem a menor ideia do que significa o adjectivo social).

 

Os restaurantes voltaram a receber clientes, embora em mesas um pouco mais afastadas do que antes - algo que já devia ter ocorrido, com vírus ou sem virus, pois em certos lugares bastava estendermos um braço para tocarmos na mesa ao lado.

Os hotéis puderam reabrir - alguns gabam-se até de ter lotação esgotada, praticando preços em consonância.

As praias voltaram a encher-se, excepto aquelas que nunca enchem. E são bastantes, felizmente, ao longo da nossa costa, com mais de mil quilómetros de zonas balneares.

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai receber entre 23 e 25 de Outubro o Grande Prémio de Portugal, que marca o regresso da fórmula 1 ao nosso país. Com público a assistir, obviamente.

As manifestações políticas - que implicam ajuntamentos, muita proximidade e bastante "calor humano" - puderam ir decorrendo, sem restrições e para todos os paladares: da CGTP, do Chega, dos anti-racistas e dos antifascistas. 

A Festa do Avante, devidamente autorizada apesar de decorrer na região do País que apresenta mais elevado risco sanitário, começa amanhã.

 

Tudo isto - e muito mais - com a devida chancela da Direcção-Geral da Saúde. Só o futebol continua a ser chutado para canto pelo respeitável organismo. Que acaba de anunciar novo adiamento da possibilidade de regresso dos espectadores aos estádios - mesmo num cenário de metade ou um terço da lotação. 

A 28 de Agosto, o recomeço das competições futebolísticas com público nas bancadas estava a ser «analisado e ponderado», segundo declarou a directora-geral, Graça Freitas. Ontem, a mesma responsável voltou a enrolar as palavras para anunciar que fica tudo como estava, aludindo ao regresso às aulas, como se uma coisa pudesse confundir-se com outra. Com esta extraordinária declaração, proferida em conferência de imprensa: «Não há nenhum preconceito com o futebol, mas temos de ver o contexto em que estamos. Temos de ver agora como acontece a retoma das aulas porque vai movimentar milhares de pessoas todos os dias, e como é o início do Outono e o início do Inverno no Hemisfério Sul.» 

Isto enquanto o inútil secretário de Estado do Desporto balbucia umas inanidades, afirmando-se confiante no regresso às competições nos escalões mais jovens, que têm estado inactivos. «O desporto é essencial para toda a sociedade», soletra o senhor, reencarnando La Palice. Enquanto cerca de 440 mil atletas federados treinam sabe-se lá como e há clubes e até federações em risco.

 

É preciso dizer isto sem rodeios: futebol sem público é futebol moribundo a curto prazo. Porque os clubes vivem de receitas - e as receitas de lugares nas bancadas, associadas à compra de adereços desportivos em complemento aos espectáculos, é fundamental para a sobrevivência de todas as agremiações desportivas. 

Não admira, por isso, que mesmo na rica e poderosa Alemanha os 36 clubes que integram as duas ligas de futebol profissional tenham convergido num plano para o regresso (moderado e condicionado) de espectadores aos estádios a partir do recomeço das competições, previsto para o próximo dia 18. Porque da sobrevivência dos clubes depende a sobrevivência do desporto. E uma sociedade sem desporto é uma sociedade doente.

A DGS devia saber isto melhor que ninguém.

Campeões da ida às urnas, as de voto e as de féretro

Peritos em urnas. Nisto nos tornámos. Salvíficas. Incontornáveis. Inadiáveis. A última oportunidade para resgatar o clube dos seus mais temíveis e terríveis algozes antes da próxima última oportunidade.

Nisto se tem transformado o nosso voto, depositado, na verdade, na urna caixão, tumba de jogadores, treinadores. Presidentes.

A par da condição de maior potência desportiva nacional, alcançámos o estatuto de elite das funerárias da bola. Do mata-mata. Do baralha e mata de novo. Especialistas na gestão de cemitério. 

Nisto se tornou o futebol leonino. Nisto se tornaram as eleições no Sporting. E se antecipadas assim serão, de novo. 

Também já quis ver Varandas fora da presidência. E continuo a querer.

Confesso. No meu reservado e parcialíssimo tribunal Cheguei mesmo a sentenciar: "O som do estádio está aos gritos. Porra...demita-se o gajo!"

Um danado impulso para o radicalismo quase descontrolado, alimentado pela constatação de que as compras foram praticamente só de entulho. Somada à perda de jogadores nucleares que só revelou a incapacidade de preencher os vazios deixados pelos maus negócios. Mais o intolerável silêncio de presidente e director desportivo que nunca deram a cara pela miserável preparação da época que agora ingloriamente finda.

Um rol crítico, transformado em rolo compressor, impiedosamente empurrado pelas derrotas, empates e péssimas exibições da equipa orientada pelos muitos treinadores que depois enterrámos.

O cenário é negro. Deprimente, mesmo! Mas como sair dele? Por outras palavras: que alternativas há a esta incompetente gestão?

A pergunta é retórica, claro que é. Sei que no papel existem alternativas e boas, por isso reformulo a interrogação: Há alternativas viáveis para uma disputa eleitoral a tempo do seu vencedor preparar bem a próxima época?  

Sou da opinião que não, não há.

É conhecida a máxima de que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. Pois, discordo. O futebol é tão importante como as coisas mais importantes. 

Todos concordarão que o Sporting é uma nação. Que move milhões. De sonhos e de euros. Que tem um papel fulcral na defesa dos valores que constituem as sociedades cobiçadas pelos povos desvalidos que há pelo mundo fora. Que forma homens e mulheres. Que é um embaixador da excepcionalidade dos portugueses na arte da bola.

Todos sabemos que muitas vezes o Sporting, um jogo de futebol do Sporting, é a coisa mais importante à face da terra. 

Teve ou não contornos de fim do mundo aquela canalha combinação de resultados de ontem na Luz e na pedreira? E o impante Salvador e a sua soberba incontida alavancada pela insuportável ascensão ao pódio de onde nos desalojou? 

Para mim, evitar que o acima descrito se repita é tão importante e consumir-me-á tanto quanto ter a certeza que o SNS está cheio de saúde.

 O futebol não é um caso sério, é seriíssimo! Como tal, quem gere e preside aos destinos do nosso clube tem de ser criticado, supervisionado, interrogado, implacavelmente cobrado. A cultura deve ser a da exigência através de uma insistente e consistente crítica com alternativa apresentada, como fazem as boas oposições partidárias aos Governos nas verdadeiras e sólidas democracias liberais. A chamada marcação cerrada. Com pressão alta e equipa balanceada para o ataque construtivo, só assim ganhadora.

A apresentação e consequente consolidação de uma alternativa só acontecerá através de um trabalho a tempo inteiro, feito durante o mandato presidencial. 

Aqui chegado, pergunto. Que alternativas são verdadeiramente conhecidas do grande universo leonino? Que escolhas poderemos fazer que nos dêem as garantias de sucesso, para além do fraco consolo de nos fazermos ouvir, na forma de voto, sobre uma coisa que no fim redundará mais numa fezada do que numa certeza?

Temos o impulso (e eu também a ele soçobrei ao longo da época) de logo convocar eleições, destituir, correr com quem dirige o clube, porque não nos dá as vitórias que queremos. Não nos faz campeões de futebol.

Mas como coisa séria que é o futebol permito-me o exercício de perguntar se era aceitável adoptar a prática de deitar abaixo por sistemas os Governos que não executassem as políticas certas para todos termos aumentos salariais de 20% a cada ano da governação (sei que é subjectivo mas é nesta ordem de grandeza proporcional que estimo o valor da conquista do campeonato).

Ir para eleições sem alternativas conhecidas e reconhecidas, não será mais que uma reacção em vez de uma acção. Um impulso para satisfazer a ausência de vitórias dentro das quatro linhas e que teria uma só virtude: emoção, o sentimento que cimenta o futebol. 

Ora, valha-nos isso, a tendência sufragista, a paixão pelos candidatos e facções em disputa, mais a incerteza do resultado seriam a garantia de que a maioria de nós ganharia. Pelo menos nas urnas. Mas seria enganador. Ninguém ganharia verdadeiramente.

Faço por isso votos para que as eleições não sejam "agora!", "já!", e sim quando houver projectos e equipas definidos e de todos conhecidos.

Antes disso, para mim, tudo não passará de uma ida às urnas sinónimo de caixão. De pôr os votos numa futura tumba, cujo destino será o cemitério cada vez maior de sonhos que vamos enterrando. 

It´s the football, stupid (adaptado de James Carville, 1992)

xSportingTaça.jpg

 

Faz-me alguma confusão que alguns Sportinguistas, se calhar ainda a pensar nos tempos de João Rocha, continuem a não entender que o futebol é a mola real do clube, que não existe futuro digno sem uma equipa que consiga disputar com os dois rivais os títulos, as Taças e o acesso à Champions, que nos tempos que correm qualquer proposta que seja desistir desse confronto, desinvestir, e vender uma fórmula conformista aos sócios e adeptos está condenada ao insucesso.

Despedindo Silas e contratando Amorim pelo balúrdio que se conhece, obviamente também como uma pandemia à mistura, Frederico Varandas passou em pouco tempo de presidente contestado à beira da demissão e em vias de sair de Alvalade pela porta dos fundos, para possível candidato à reeleição. As claques ressabiadas e desmamadas meteram a viola no saco, os brunistas como Alexandre Godinho ficaram com sensações agridoces, os outros candidatos ou não existem ou como Nuno Sousa já perceberam isso mesmo e iniciaram a sua maratona. Obviamente também tudo isto irá mudar se os resultados voltarem a ser o que foram com Silas.

No sentido inverso, foi também devido ao futebol e não a outra coisa qualquer que Bruno de Carvalho passou em poucos meses de presidente eleito por mais de 90% dos votos para sócio expulso por mais de 70% dos mesmos. Nesse caso a exponencial de investimento esbarrou na incapacidade do treinador (numa relação promíscua com o presidente do clube rival) traduzir isso em títulos, e deu na guerra que deu, com o desfecho conhecido.

Também por causa do futebol esse mesmo presidente lá no clube dele passou de repente de "dono daquilo tudo" para um dirigente contestado, com orçamento chumbado e a reeleição em risco.

E lá pelo Porto, o presidente vitalício Pinto da Costa, perdendo aqui ou ali, e tendo as finanças do Porto num poço sem fundo e património reduzido ao mínimo, lá continua de pedra e cal. Ninguém esquece o que o clube ganhava antes dele no futebol e o que passou a ganhar com ele, incluindo títulos europeus. E o que continua a ganhar, como vai ser este ano mais uma vez o caso. 

Então, muito mais que as finanças, muito mais que o património, muito mais que o ecletismo, muito mais que as modalidades de pavilhão, o futebol é a mola real dos três grandes clubes de Portugal. Com o futebol a ter sucesso, o estádio enche, a base de sócios aumenta, novos adeptos se criam, as crianças aderem, o clube pode ter maior orçamento para estimular o ecletismo e ter modalidades de pavilhão competitivas. 

E o futebol no Sporting tem que querer dizer formação. Mas para transformar a formação em sucesso desportivo e financeiro, é necessário implementar uma cultura de excelência a nível técnico, estrutural e metodológico, uma aposta na prospecção, recrutamento, formação, retenção e venda de talento jovem nacional e estrangeiro, e uma escolha criteriosa de jogadores experientes e consagrados que venham fazer a diferença desportivamente e ajudem na evolução dos jovens. Dito doutra forma: ter bons colchões, mas ter ainda melhor capital humano lá deitado. 

Só depois disso vem a questão do financiamento e do modelo de propriedade da SAD. Francamente ainda não me explicaram as vantagens do Sporting ceder a sua posição maioritária a um investidor qualquer, abundam os exemplos de conflito de interesses dos donos com os clubes e o consequente afastamento dos sócios. Se olharmos para outros sectores, casos como a TAP, a EDP ou a Altice demonstram a dificuldade de conciliar o interesse público com o privado. 

Mas obviamente que terão de ser encontradas formas de financiamento da actividade da SAD que não passem pela venda precoce do talento existente e que permitam mais e muitos mais momentos como o retratado na foto.

SL

Pinheiro e chegar ao Natal

Santa Clara joga taco a taco, como o Guimarães, Tondela ou o Paços jogara connosco.
No jogo de ontem, o Benfica perdeu, mas podia ter ganho, como podia ter perdido com o Rio Ave na semana passada (em que ganhou). Nós marcamos cedo com o Tondela, mas eles podiam ter empatado se aquela do Mathieu não tivesse batido no poste. Com o Paços ganhamos porque o Jovane fez cair do céu um livre direto.
Que raio se passa? Afinal a nossa Liga é competitiva? Afinal os clubes pequenos estão a trabalhar muito melhor? Afinal não é nada disso, são os grandes que são muito piores?
E o público? Como não existe, não pressiona nem o árbitro nem o erro do adversário? Será isso? Ninguém sabe, talvez seja tudo isto e mais alguma coisa.
Cada vez que vejo estes jogos lembro-me de como Paulo Sérgio foi (e ainda é) ridicularizado por ter pedido um pinheiro. A minha intenção não é ser enigmático, mas sim perguntar-me e perguntar a todos se os três grandes (e talvez o Braga) não deviam ter um pinheiro ou dois nos plantéis. A verdade é que a dada altura – últimos dez minutos + descontos – a lógica vai-se e a fé em Deus dos cruzamentos para a área é a única tática que prevalece. 
Será que é a vaidade dos misters e dos diretores desportivos que os impede de decorar os plantéis com um pinheiro?

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