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És a nossa Fé!

Ideia feita

Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol.

Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.

Em contraponto, veja-se o exemplo da equipa de andebol/hóquei/futsal esta época: a participação na Champions obrigou a um nível competivo ainda mais elevado nos jogos disputados, tendo a equipa conseguido, com sucesso, mantê-lo nas competições nacionais, com uma regularidade impressionante, incluindo nos jogos contra as equipas acessíveis.

No ano do Marco Silva como treinador, Bruno de Carvalho promoveu um encontro entre os treinadores do futebol e modalidades (hóquei e futsal). Na altura achei uma iniciativa interessante e útil, tendo pena que não mais tenha sido replicada. Todos têm a aprender com todos (Jorge Jesus refere, muitas vezes, que alguma da sua criatividade foi inspirada no basquetebol), ganhando o Sporting com isso. Parece-me de todo conveniente retomá-la já na próxima época.

Amor em tempos de Cólera.

 
Poucos territórios são mais dados à hipocrisia e ao sentido de superioridade que o futebol profissional em Portugal. Conseguimos essa coisa incrível de sermos dos melhores do mundo a gerar e formar jogadores e treinadores, a descobrir e a transacionar talentos (e até somos campeões Europeus em seleções) ao mesmo tempo que não perdemos uma oportunidade de desdenhar o jogo e a Indústria. Por falar em indústria, há muita gente superior que vive do futebol falado e discutido. Já tínhamos essa inovação de termos políticos, ex-políticos e políticos em pousio a falar de política e a serem pagos por isso e agora temos ainda mais desses políticos e demais opinadores profissionais a serem pagos para dar a sua opinião sobre bola, com a vantagem de poderem ser mais desbragados e apaixonados e (aparentemente) menos calculistas.
Quem é opinador precisa de alvos fáceis. Num país que insiste em ser dos mais pobres da União Europeia, quem sai da norma é por definição um alvo fácil e no nosso mundo da bola o presidente do Sporting é um alvo fácil. Por manobrar no bastidor? Por vender jogadores por um punhado de lentilhas? Por despedir treinador a meio da época? Por ter sido apanhado em escutas de conteúdo heterodoxo? Por ser recordista em comissões a agentes de jogadores?
Não, mas sim por não ter sido campeão num clube que venceu dois campeonatos em 35 anos e não se consolar com essa ideia de forma nenhuma, contagiando milhões de outros sportinguistas nos últimos anos e necessariamente hostilizando os poderes instalados.
Muitas vezes exagerou e muitas vezes foi vulgar na linguagem, mas ninguém como ele lutou pelo clube. 
Ajuizar sobre alguém que aparenta estar sob elevadíssimo stress emocional é relativamente simples até para o não especialista. Tudo é, tudo parece asneira, todas as palavras, os atos, as omissões. Dá a ideia que quase nada do que Bruno de Carvalho fez publicamente em relação ao clube nos últimos dias foi a coisa certa. Algumas são tão obviamente erradas que poderiam fazer parte de um manual que abordasse os efeitos do stress sobre a performance de um líder.
É altissimamente provável que esta semana venha a fazer parte destacada da biografia de Bruno de Carvalho enquanto presidente do Sporting, o que é lamentável para o clube, os seus trabalhadores, os seus adeptos e sócios e o próprio. A questão a que muitos já responderam é se chegamos a um ponto de não retorno, em que a confiança entre todos se estilhaçou. Aquilo que se entende dos opinadores é que sim, Bruno de Carvalho “não tem condições” para continuar à frente da SAD e do clube, dado o lastro de disparate (chamemos-lhe assim) deixado. E, chegados aqui, é extremamente difícil discordar com a ideia, ainda por cima no país onde quem sai da norma é detetado e identificado para ser abatido.
Bruno mais do que esticou a corda, mas na verdade no consensual Portugal nunca teve hipóteses. O que levou o presidente de um clube de futebol a este estado de falência emocional deveria dar que pensar. Em especial quando começamos a detalhar as lutas de Bruno de Carvalho em defesa dos interesses do clube. Teria ele razão na questão dos fundos? Do vídeo-árbitro? Da relva do estádio? Em não vender jogadores a eito? Foi ele quem inventou as detenções que a PJ fez noutro clube candidato ao título? Foi Bruno o autor dos gigabytes de e-mails vindos a público e que comprovam que havia mais, muito mais, que saudações natalícias entre agentes do futebol? Deve-se a Bruno de Carvalho haver zero árbitros nossos compatriotas escalados para o Mundial da Rússia, quando a seleção é campeã da Europa e o melhor jogador do mundo é português?
Talvez com tempo, os opinadores possam fazer um juízo mais definitivo sobre as escolhas de Bruno ou talvez possam continuar a fazer pela vida, farejando por outro alvo fácil e consensual, vivendo na sombra da Indústria do futebol que estará certamente purificada com a saída de cena do colérico Bruno de Carvalho.

 

 (publicado no Expresso Diário de 10.04.2018)

Ter dez anos e ser selvagem

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"O que realmente sei é que não há desporto [o futebol] que angustie mais, quando é angustioso. Mais ainda: no meu caso particular, confessarei que é das poucas coisas que fazem com que hoje reaja - exactamente - da maneira como reagia quando tinha dez anos e era um selvagem, a verdadeira recuperação semanal da infância (...)"

"(...) o certo é que quando, acabados os jogos, o meu editor culé me telefonou com o hino do Barça como música de fundo e disposto a dizer piadas (...) anunciei-lhe muito sério que nunca mais publicaria uma linha na editora dele; e não foi só isso, também que duvidava que voltasse a visitar Barcelona (cidade que adoro e onde vivi) e, é claro, que nunca mais poria os pés em Tenerife. Veio à tona o hooligan que todos os adeptos têm dentro de si.

Felizmente passou-me tudo (...)"

"Ao invés de outras actividades da vida, no desporto (mas sobretudo no futebol não se acumula nem se guarda nada (...). Ter sido ontem o melhor já não interessa hoje, para não falar de amanhã. A alegria passada não pode fazer nada contra a angústia presente (...) portanto, também não há, durante muito tempo, tristeza ou indignação, que de um dia para o outro, podem ver-se substituídas pela euforia e pela santificação."

"Num tempo erotizado pela obsessão do belo e do funcional reparar num rapazinho débil e arrastando uma das pernas e deixar-se conquistar pela candura desarmada do seu olhar e do seu sorriso constitui um sinal de verdadeira grandeza, porque esta manifesta-se na forma como acolhemos aqueles em quem, sob a aparência da pequenez e fragilidade, se descobre a expressão grandiosa da essência do humano."

"No futebol como na vida é difícil viver em harmonia.

O homem ou se compreende ou se destrói definitivamente."

Hoje giro eu - Dois Sportings

Esta época pascal foi reveladora: existem dois Sporting diferentes, o das modalidades e o do futebol profissional. Na sexta-feira, ao verificar a forma senhorial como os nossos andebolistas dominaram o seu rival da Luz esta ideia veio-me à cabeça. O professor Hugo Canela foi investido interinamente como treinador principal em meados da época passada, substituindo o espanhol Zupo Equisoain. As expectativas não eram demasiado elevadas e a imprensa noticiou que o Sporting tinha tentado assegurar Carlos Resende, na época treinador do ABC e actual treinador do Benfica. A equipa estava praticamente afastada do título e os sportinguistas apenas desejavam que a época terminasse com dignidade. Hugo Canela e a sua equipa começaram por nos conquistar pela humildade no discurso, eram uns rapazes simpáticos, dizia-se. A verdade é que Hugo começou a mostrar liderança quando conseguiu unir a sociedade de nações que era o plantel leonino, alguns já cansados de grandes batalhas passadas, em torno de um objectivo comum. Jogadores como Ruesga ou Kopco pareceram ganhar uma nova vida, a equipa começou a crescer e, beneficiando da quebra do FC Porto, acabou por ganhar o campeonato. A que ainda juntaria uma nova Taça Challenge. 

 

Apesar da saga vitoriosa, Hugo ainda era olhado com desconfiança no início desta época. O Sporting iria participar na Champions League e ainda estava por demonstrar se o triunfo nacional se deveria mais a mérito próprio ou a demérito dos rivais. A equipa leonina acabou por ter uma participação muito prestigiante na prova raínha do andebol europeu, batendo-se de igual para igual com gigantes como os franceses do Montpellier. Aqui chegados, um treinador que duvidasse das suas capacidades teria encontrado na pré-eliminatória e nos 10 jogos da fase de grupos da referida competição uma justificação para o cansaço e para uma época menos positiva. Canela não! O treinador leonino usou a experiência europeia como a especiaria, o condimento que iria aprimorar o "prato" que iria servir aos adversários. A elevação do nível de jogo do Sporting foi notória e isso, conjugado com um plantel profundo e bastante homogêneo, tem tornado a equipa praticamente invencível intramuros. No final, o que fica é a liderança de Hugo Canela, que transformou o que muitos veriam como uma ameaça numa oportunidade de melhorar.

 

Noutras modalidades, como o voleibol e o hóquei em patins, também se nota essa vontade de suplantar permanentemente obstáculos. No vólei, após um longo interregno, a conjugação de esforços entre o treinador Hugo Silva e o seu mais experiente jogador e grande dinamizador da secção, Miguel Maia, tem permitido transformar um conjunto de jogadores que nunca tinham jogado juntos numa equipa firme e determinada na procura de novos objectivos. Como consequência, estamos na final do campeonato, onde iremos defrontar o rival de sempre. No hóquei, passo-a-passo temos vindo a diminuir a "décalage" face a adversários com muito maior experiência, progressivamente atenuando o "gap" criado pelos longos anos em que a secção esteve interrompida. Liderados por Paulo Freitas, um treinador com um discurso muito assertivo, a equipa tem vindo a crescer a olhos vistos e, pasme-se, está na liderança do campeonato, ao mesmo tempo que já tem um pé nas semi-finais da Liga Europa, a Champions do hóquei patinado europeu. É certo que Benfica e Porto são muito fortes e o Sporting não pode ser qualificado de nenhuma maneira como o favorito, mas nota-se ali um grande entusiasmo, motivação e vontade de superação.

 

Superação é o termo ideal para ilustrar também o que se passa noutras modalidades como o ténis de mesa, onde chegámos às semi-finais da Champions, o atletismo - acabámos de ganhar os campeonatos masculinos e femininos de corta mato - o goalball, que nos fez campeões europeus, ou o rugby feminino, tradicional vencedor de cada vez mais renhidos confrontos com o eterno rival. Já para não falar da consagradíssima secção de futsal do Sporting.

 

E chegamos ao futebol. A ideia que fica é que os nossos jogadores não compreendem na sua totalidade a responsabilidade do que é servir o Sporting e/ou que não estão devidamente motivados para o desafio que têm pela frente. A permanente desculpabilização do insucesso, incutida pelo treinador, é, a meu ver, a principal razão da pouca correspondência entre investimento avultado e sucesso desportivo. O vento, os árbitros, a relva, a sobrecarga de jogos, as lesões tudo tem servido para antecipadamente justificar os fracassos. E digo antecipadamente, por ser verdade e para que melhor se compreenda o erro crasso em que temos vindo a laborar. Em vez de se preparar uma equipa para a vitória, comunicam-se previamente razões para um eventual insucesso. E continuamos com aquele discurso de que estamos a fazer melhor do que no antigamente, algo que constitui uma afronta à história do Sporting Clube de Portugal. Talvez fosse bom fazer sentir à famosa Estrutura do futebol que estamos na final do campeonato de uma modalidade após um interregno de mais de 20 anos, que quebrámos a malapata no andebol, onde também não ganhávamos há muito tempo, e que voltámos a liderar um campeonato de hóquei, algo que não acontecia há muitos anos e depois já de uma épica vitória na Taça CERS, jogada fora de casa, com uma equipa de tostões e contra o anfitrião e todo-poderoso Reus.

 

A história do Sporting é feita da superação de homens e mulheres como Carlos Lopes, Fernando Mamede ou Joaquim Agostinho, Patrícia Mamona, Carla Sacramento ou Sara Moreira. Superação que vem ao encontro do nível de exigência que sócios, adeptos e simpatizantes históricamente têm com quem defende as cores do clube. Essa exigência deve ser um estímulo, nunca uma inibição. Muito mais para profissionais pagos regiamente.

 

#savingprivateryan

Sim, sr. primeiro-ministro

Quando houver mais uma morte, esperamos todos que continue a "apreciar o futebol dentro das quatro linhas".

Que o seu secretário de estado do desporto (e da juventude) seja uma nódoa, um tipo ao nível de um Ventura, a gente prontos, até chupa, mas que o primeiro-ministro de Portugal, o senhor que pontifica no camarote do estadista que está indiciado por uma série de crimes, se esteja cagando para o que se passa no futebol português, é grave. Muito grave.

Aconselhava-lhe que arrepiasse caminho. Antes que o futebol, também, pegue fogo. Antes da próxima vítima mortal.

É mau de mais e ...

A culpa é de todos.
Dos jogadores que não beneficiam espetáculo com o seu antijogo e em alguns casos falta de empenho e profissionalismo.
Dos dirigentes hipócritas que perdem mais tempo a incentivar o ódio e o clima de guerrilha.
Dos árbitros que, mesmo que com mais meios ao seu dispor, continuam a colocar o seu proprio nome e trabalho em causa com alguns erros graves e questionáveis.
Dos meios de comunicação que estão mais preocupados com a escandaleira que dá vendas/audiências do que com a informação isenta para o seu público.
Dos orgãos que devem reger e punir e acabam por ser mais uns a contribuir para as transgressões.
Dos adeptos que, muitas das vezes nada percebem do jogo e se portam como atrasados mentais, só vendo e falando do que lhes interessa, não apreciando o jogo na sua globalidade.
Agora pensem!

Triste dirigismo

As polémicas no nosso futebol existem porque há muitos (demasiados) interesses escondidos. O caso do jogo Estoril-Porto vai dar muita água pela barba e irá com toda a certeza ser o fiel da balança para este campeonato.

Se no próximo dia 21 o Porto acabar por dar a volta ao resultado e conseguir assim ganhar o jogo tudo ficará naturalmente sanado. Se, ao invés, perder ou empatar surgirão novos eventos com direitos a contestação.

Entretanto a pergunta foi ontem à noite feita por um comentador: se o Porto estivesse a ganhar haveria esta polémica?

Eu respondo com a certeza de que se estivesse a ganhar por duas ou três bolas o Porto certamente faria o jogo nas 30 horas subsequentes, como mandam os regulamentos.

É por estas e por muuuuuuuitas outras que o nosso dirigismo desportivo é aquilo que todos sabemos. Não se sabem impor, atemorizam-se a uma turba que lhes é, quase sempre, hostil e acima de tudo não têm coragem de assumir as suas acções, tentando sempre agradar a gregos e a troianos de modo a não perderem posição e estatuto.

Por fim, e num exercício quiçá simples, gostaria de saber o que se faria na Inglaterra, se houvesse um caso destes.

Mas claro que estamos a falar de outra civilização futebolística.

Não ao futebol moderno

309EAvT.jpg

(Prémio Stromp 2017 - Carreira) 

 

Não vejo bola há mais de um ano. Cortei com tudo o que cheire a programas sobre futebol. Desanimo quando um jogador é vendido por 200 milhões de euros. Chateiam-me as fugas ao fisco dos jogadores, a corja dos emails, o crime organizado, o ruído dos facebooks, as multas da liga, os cartilheiros, os especialistas em arbitragem, os recados na imprensa. Detesto esta conversa de "posição 5" e "ele é um verdadeiro 8", como se estivéssemos na playstation. Digo não ao futebol moderno, aquele que tirou genuinidade ao jogo, mecanizou jogadores, anulou as estórias de vida de cada um. Hoje sabemos mais sobre presidentes e vice-presidentes do que sobre jogadores e treinadores, já que aqueles se eternizam e estes não se fixam por muito tempo no mesmo sítio. E quando isso excepcionalmente acontece, parece que nos lembramos que afinal ainda há alguma coisa nisto da bola que nos toca, que nos agarra, que nos afasta desta teia de esquemas de enriquecimento, de personagens sinistras que aparecem na hora de assinar os contratos, e de marretas falantes nas televisões. E há.

Olheiro de Bancada - IX

Após esta saborosíssima vitória contra a sempre difícil equipa do Chaves, que mostrou em campo boa organização, mas muitas fragilidades defensivas, venho a terreiro fazer a costumada pergunta: quem foi o melhor em campo nesta goleada?

Na última vez que coloquei uma pergunta igual não consegui responder porque estava num local onde não há acesso à internet. Mas contabilizei todas as indicações.

Desta vez penso responder a todos, como é meu hábito.

Vá lá... toca a opinar, que desta vez cheira-me que haverá diversos candidatos... Ou talvez não!

Futebol e eleições

Mesmo já tendo passado mais de uma semana sobre as eleições autárquicas em dia de Sporting-Porto, creio que ainda se justifica a pergunta: deve ser permitido haver jogos de futebol em dias de eleições?

O governo achou que não e agiu em conformidade. Por princípio também concordo com a decisão do governo. Ir ao futebol não é como ir à missa, como li por aí. Pode ir-se à missa em qualquer localidade, enquanto cada jogo decorre só numa localidade específica. Evidentemente, se se puser a hipótese de ver o jogo na televisão, tal poderá ser feito em qualquer localidade também, mas não é isso que estamos a considerar. Um verdadeiro adepto prefere ir ao estádio. Principalmente em jogos grandes (como calhou, este ano, ser no fim de semana das eleições) há deslocações de adeptos (do clube visitante e do clube visitado) de todo o país. Núcleos organizam excursões. É difícil planear um evento destes e ainda ter que votar (não se trata somente de o jogo não decorrer durante o período eleitoral). A isto acresce o conhecido espaço mediático que o futebol ocupa. Excessivo, a meu ver, mas compreende-se, principalmente quando decorre um jogo grande, que os adeptos do futebol estejam preocupados com o resultado desse jogo. Parece-me evidente que as eleições devem ser a principal preocupação no dia em que decorrem.

Tudo parece assim apontar para não haver jogos no dia das eleições, portanto. Ora, supondo que esta proibição já tinha entrado em vigor este ano, com os mesmos calendários eleitoral e futebolístico, em que data decorreria o Sporting-FC Porto? Na segunda-feira? Não é o melhor dia para um jogo grande, e havia a concentração da seleção. No sábado? Seria a única opção viável, mas isso implicaria um dia a menos de descanso após a jornada europeia. Neste caso isso iria penalizar mais o Sporting, que jogou um dia mais tarde que o FC Porto. Quem propõe a proibição dos jogos em dias de eleições tem que compreender que os clubes não são soberanos para marcarem as datas dos seus jogos, principalmente os jogos europeus.

Deveria procurar-se uma solução de compromisso entre os interesses dos clubes que representam o futebol nacional na Europa e a participação cívica no ato eleitoral. Uma solução, a meu ver, poderia ser evitar os jogos grandes nos fins de semana eleitorais. Desde que não houvesse jogos grandes, não haveria problema em não os disputar no domingo das eleições. Tal poderia ser mais uma restrição ao sorteio do calendário da Liga (já há várias…), desde que a data das eleições fosse marcada com mais antecedência (antes do início da época futebolística). O poder politico (quem marca a data das eleições, seja governo ou presidente) poderia fazer essa cedência a bem do fitebol nacional.

Há quintas que deveriam ser todos os dias, e que são como certas quartas!

Há quintas que deveriam ser todos os dias, e que são como certas quartas, apenas por isto:

Futsal (UEFA Futsal Cup, apurados para a Ronda de Elite):

Sporting 7 - 1 Nikars Riga

 

Ténis de Mesa (Liga dos Campeões):

Sporting 3 - 1 KS Dartom Bogoria Grodzisk

 

 Futebol (Taça de Portugal):

Oleiros 2 - 4 Sporting

Olheiro de Bancada - VII

Após o empate que mais soube a derrota, fiquei de tal maneira em choque que nem tive coragem para escrever e perguntar aos adeptos leoninos qual foi o melhor jogador do Sporting, no sofrível jogo de ontem.

Vim hoje ainda com tristeza, mas pronto tem de ser.

Então digam lá, quem foi para "voceses" - como se diz na minha aldeia - o melhor jogador leonino?

Fico à espera!

Olheiro de Bancada - VI

Finalmente à terceira foi de vez.

Num estádio muito bem composto - 42401 espectadores e CR7 - o Sporting levou de vencida, pela primeira vez na sua casa, a equipa do Tondela.

Com evidentes alterações no onze inicial, operadas por Jorge Jesus, é agora a hora dos sportinguistas virem aqui dizer quem foi o melhor jogador nesta noite.

O desafio está lançado. Aguardo então as vossas opiniões.

 

Conclusão breve!

Entre o que fui lendo por aí e aquilo que escutei hoje, em diversos locais por onde passei, se não tivesse visto o jogo, ficaria com a certeza de que o Sporting, ontem, havia perdido.

As criticas à nossa defesa foram tão mordazes que estou um pouco atónito com o que fui escutando e lendo. Pior… poucas foram as referências negativas aos avançados, que marcando três golos podiam ter facturado muito mais, deixando-nos à beira de um resultado histórico.

Porém o que contou realmente foi a nossa defesa…

No que diz respeito ao futebol tenho sempre a matriz inglesa: há-que marcar sempre mais um que o adversário para ganhar um jogo.

E foi isto que aconteceu ontem.

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