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És a nossa Fé!

Cidadania e futebol

Já por diversas vezes aqui falei da maneira como vejo o futebol por esses cafés do interior, onde alguns adeptos não alinham com o nosso clube.

No fim de semana passado voltei à aldeia por motivos de doença de um sportinguista e que requer a atenção do filho único.

Todavia às oito da noite estava no clube da aldeia à frente da televisão para ver o nosso Sporting. Na enorme sala apenas três pessoas… O empregado, também adepto do Sporting, um primo adepto de outro clube e mais um aldeão, também ele sportinguista. E eu…

Devagar foram aparecendo clientes que olhavam o televisor e após o café ou a costumada cerveja partiram para parte incerta, incapazes de assistirem a um bom jogo de futebol, só porque não era a sua equipa que estava a jogar.

Entretanto alguém entrou, olhou a televisão e, olvidando a minha presença e dos outros, barafustou:

- S., muda de canal que não quero ver esses gajos…

O jovem, coitado, sentiu-se atrapalhado e, não sabendo o que fazer, olhou para mim com um olhar a requerer ajuda. Que logo assumi:

- S., não mudas nada porque há gente a ver o jogo!

O outro olhou para mim e, não me conhecendo como alguém da aldeia, perguntou-me em tom provocatório se eu é que mandava ali. Respondi que mandava tanto quanto ele. Mas com uma pequena diferença… eu chegara primeiro que ele!

Como percebeu que não tinha argumentos para me bater, saiu a resmungar.

Curioso como há adeptos que não percebem uma coisa simples como é a cidadania. Como podem perceber de futebol?

Hoje giro eu - A "vaca verde"

O Sporting é conhecido por ser um vulcão em permanente actividade. A lava produzida não lava a alma e a tragédia está sempre ali ao pé da porta (10A). Frederico Varandas fala em proteger o Sporting, mas essa é uma ideia difusa e sujeita à interpretação de cada um. O melhor para o futuro do clube será investir, sim, na conectividade. Uma ideia é uma rede, espalha-se, dissemina-se, chega a milhões de pessoas. Nesse sentido, a escolha de Marcel Keizer foi genial: se andarmos pelo campo e virmos uma vaca, provavelmente não lhe iremos ligar nenhuma. Agora, imaginemos que a vaca é verde...Tal vai ser notado, a diferença vende. Na vida, às vezes o mais arriscado é optar pelo seguro. Ser notável é o segredo. Keizer, com as suas tácticas e forma diferente de estar no futebol, já incomoda alguns dos nossos treinadores e jornalistas. Isso é um excelente sinal de influência e o treinador holandês arrisca-se a revolucionar o panorama futebolistico nacional. Em breve veremos seguidores, isso irá criar um "momentum"  que só beneficiará o nosso futebol e o Sporting será visto como o líder dessa mudança de paradigma. E tudo começou por uma ideia...

keizer.jpg

Bolas

tournesol1.jpg

 

A inédita finalíssima da Taça dos Libertadores River-Boca que hoje se disputa em Madrid, com a aura de ser a partida de futebol mais emocionante de sempre, coincide praticamente com o horário do Sporting-Aves. 

Não trocarei o primeiro pelo segundo, naturalmente. Mas rogo pragas aos deuses da bola por esta malfadada coincidência. Como diria o capitão Haddock, "com mil milhões de mil macacos".

Expresso para a vitória

Ontem à noite, à hora que se iniciou o jogo do Sporting no campo do Rio Ave, estava eu a colocar o mais idoso leão da família e respectiva esposa (os meus pais!) num expresso para a aldeia.

Ainda o autocarro não havia partido do terminal e já o Sporting havia marcado e sofrido. Estive a modos para entrar e dizer-lhe o resultado mas preferi regressar a casa, num expresso particular.

Entretanto no caminho, dentro do túnel de Benfica (coincidência pura!), consegui escutar o golo de Bas Dost, o segundo do Sporting, para minha imensa alegria e descanso.

Logo que parei o carro à porta de casa corri para a televisão ainda a tempo de ver o Renan a (quase) dar uma fífia, perante a linha avançada do Rio Ave.

Só que chegou o intervalo e após este a anulação de um golo a Bas Dost. Mas a equipa pareceu-me acelerada e competente. Renan compensou o erro da primeira parte quando deu a cara ao expresso remate do avançado do Rio Ave e salvou-nos de um empate.

O expresso rodoviário chegou ao destino, os meus pais a casa e Jovane Cabral fez com que o expresso da bola entrasse numa gaveta na baliza do Rio Ave, para delírio dos presentes do estádio e dos distantes, como eu.

Parece que o Rio Ave não perdia em casa há 20 jogos. Pois… mas o expresso da vitória leonina não merece contestação.

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

"SSSS" em Alvalade

Quando não havia a A23 que me leva actualmente de Lisboa a Castelo Branco em menos de duas horas, utilizava sempre uma estrada que atravessava o norte do Alentejo. Entrava em Vila Franca de Xira e passava toda a lezíra ribatejana até chegar a Mora e depois a Ponte de Sor.

Daqui seguia para Nisa. A partir desta vila havia uma estrada muito sinuosa até chegar a Vila Velha de Ródão. As curvas e contracurvas eram constantes e era frequente as crianças enjoarem neste troço.

Mas que tem este caminho a ver com o jogo de ontem à noite, perguntar-me-ão?
É que o jogo de ontem foi assim um bocado aos "ssss", tal e qual a estrada entre a povoação alentejana e as Portas de Ródão.

S de sofrível, tal foi a forma como a equipa jogou;

S de suficiente para ganhar;

S de segundo lugar na classificação;

S de sofredores, os mais de vinte mil adeptos presentes;

S de safa, escapámos de boa com o Chaves;

S de Salin, que não esteve em campo e deveria estar;

S de Sporting.

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade? - II

A detenção do líder da Juve Leo, acompanhada pela detenção do seu líder espiritual e antigo presidente do clube, no âmbito do processo de Alcochete, vêm reforçar a urgência em tomar medidas relativamente aos apoios às claques, como defendi há 2 dias em post anterior.

Fez bem Frederico Varandas em conseguir acordo pela transferência de Rui Patrício, tal como havia estado bem Sousa Cintra no acordo com William Carvalho e regressos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Porque a verificar-se o que nenhum sportinguista quer acreditar, que tenha existido algum grau de envolvimento por parte de dirigentes, o clube correria o risco de ver alguns jogadores conseguirem justa causa.

É tempo de pararem com a conversa dos mansos, golpadas e outras teorias, cada dia que passa se torna mais evidente que em boa hora nos livrámos de quem nos prejudicou e resgatámos o clube para os seus legítimos donos, os sócios.

Marcel Keiser

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Marcel Keiser será a partir da próxima semana o treinador do Sporting. Pessoalmente não teria despedido José Peseiro nesta altura da época, mas confio no presidente Frederico Varandas, pelo que desejo os maiores sucessos desportivos ao holandês no comando técnico da nossa equipa.

Alguns cépticos apressam-se a contestar a escolha, alegando falta de títulos no curriculum. Informo os mais distraídos que Malcolm Allison, László Bölöni e Augusto Inácio conquistaram os primeiros títulos nacionais nas respectivas carreiras ao serviço do Sporting. Também sobre eles recaiu alguma desconfiança inicial. Enquanto outros que chegaram titulados, falharam, o penúltimo que se arvorava um mestre da táctica, até esteve 3 anos pago a peso de ouro, para conquistar uma mísera taça da carica.

Espero que com o tempo, o Sporting volte a apresentar um futebol ofensivo, que dê espectáculo e regresse aos títulos. 

Crónica de um bom jogo em terras beirãs

Quando entrei no café chovia torrencialmente. O estabelecimento não estava repleto, somente pouco mais de meia dúzia de assistentes.

Estranhei a constituição da equipa, mas havia que dar o benefício da dúvida. Pareceu-me, estranhamente, que logo de início o Sporting até estava a jogar bem. Ou pelo menos melhor que outros jogos.

Mas pronto, lá sofremos o golo da ordem. Alguns assistentes rejubilavam. Após sexta-feira passada, andam interessados noutros clubes…

Veio a segunda parte e o golo de Bas Dost. Tirando eu, poucos se manifestaram. E com o golo de Acuña dei um salto.

Alguns ocupantes saíram. Outros ficaram. Poucos… muito poucos!

Até ao final do jogo.

Saí após o fim da partida. A chuva continuava a cair. Todavia só em casa dei por isso.

O mais importante hoje, era mesmo ganhar...

Nesta fase da época, o mais importante é ganhar jogos e somar pontos. Hoje diante do Santa Clara, Tiago Fernandes abandonou o mal-amado duplo pivot e colocou em campo Lumor, que até aqui pouco ou nada contava. No entanto a 1ª parte foi sofrível, jogando a favor do vento, apenas 2 remates de meia-distância e um cabeceamento num lance de bola parada, colocaram em perigo a baliza dos açoreanos. À entrada para a 2ª parte, Tiago Fernandes que já havia sido obrigado a gastar uma substituição, pela lesão de Battaglia, entrando para o seu lugar Gudelj, não hesitou e colocou Jovane Cabral na ala esquerda, Acunã na direita e Nani nas costas do ponta de lança. A partir daí a dinâmica da equipa mudou por completo e estivemos sempre por cima no jogo, não permitindo veleidades ao adversário, que apenas nos descontos voltaria a incomodar. Nada a dizer quanto à grande penalidade, existiu e foi assinalada. A expulsão do jogador adversário é daqueles absurdos que acontecem, uma atitude irreflectida que prejudicou a sua equipa, mas da qual o Sporting não tem culpa.

A nível individual destaco Acuña, Bas Dost e Jovane Cabral, mas toda a equipa esteve em bom plano, mesmo Gudelj que tem sido algo contestado, transmitiu segurança no meio campo, entendendo-se com Bruno Fernandes que recuando no terreno foi obrigado a trabalho defensivo, tendo cumprido. Diaby completamente desinspirado, passou ao lado do jogo, terá sido o elo mais fraco da equipa e por isso foi substituído. Com Nani nas costas do ponta de lança a Bruno Gaspar não mostrou grande fulgor, mas pareceu-me defensivamente mais seguro que o habitual titular, Ristovski, na manobra ofensiva tem mais dificuldades. Os centrais estiveram seguros ao nível a que nos habituaram. Renan, que não fez uma defesa em todo o jogo, pareceu-me hesitante no lance do golo, tendo ficado a meio na saída. A seu favor o benefício da dúvida pela bola ter diminuído de velocidade pela acção do vento.

Se dúvidas houvesse, este jogo provou que apesar das lacunas no plantel, que podem ser rectificadas na reabertura de mercado em Janeiro, existem alternativas aos habituais titulares, sendo necessária alguma rotação de jogadores, por forma a garantir que todos cheguem em condições físicas à fase decisiva da época. Claro que a experiência da época passada, é algo aberrante a nunca mais repetir, por isso aguardo ansiosamente pela chegada do novo treinador, feliz por saber que não é o mestre da táctica de má memória, que foi demasiado caro para o clube, principalmente para tão fraco pecúlio desportivo.

Para já estamos a 2 pontos da liderança, com tudo em aberto para o que resta da época. Se ganharmos o próximo jogo em Alvalade, vamos em excelente posição para a próxima paragem do campeonato. As notícias da morte do Sporting, que algumas aves de mau agouro, incluindo os que nas bancadas de Alvalade choram pelo passado recente de má memória, eram manifestamente exageradas…

 

O drama das escadas

São 16 e 59 quando saio do meu trabalho já devidamente equipado para o jogo. O Metro vai quase repleto de adeptos. Vinte minutos depois estou a entrar no estádio após ter passado os seguranças e os torniquetes.

E é aqui que tudo se inicia. São diversos lances de escadas, inúmeros degraus, diversos andares sempre a subir.

Faço-o com calma e serenidade, pois ainda é cedo. Já escuto o "speaker" mas não percebo o que diz.

Continuo a subir. O drama adensa-se.

Passo a passo, degrau a degrau, vou-me aproximando do cimo.

Sinceramente não há drama como este.

Chego ao último patamar, onde encontro outro segurança.

Não há mais escadas para subir a não ser as dentro do estádio que dão acesso ao lugar.

Respiro fundo.

O drama resume-se finalmente: como descerei as escadas depois do jogo?

Alegre e feliz?

Triste e cabisbaixo?

Entre ambos?

Estas dúvidas assistem-me em todos os jogos.

Esta noite não foi diferente!

 

Também aqui!

De tudo um pouco!

Desde a estúpida derrota em Portimão que autoflagelei-me com a ausência de escrita neste espaço.

A promessa, feita na altura a mim mesmo, terminaria numa futura vitória leonina.

E pronto, lá aconteceu ontem em Alverca (para mim de boa memória quando vi Jardel e "sus muchachos" vencer a equipa local) o Sporting ganhar mais uma partida.

Num jogo onde houve de tudo um pouco:

- bom futebol;

- mau futebol;

- bons golos;

- boa arbitragem;

- uma grande penalidade bem defendida;

- bons apontamentos de alguns leoninos;

- muita displicência;

- alguma tremideira;

- pouca coragem do treinador leonino.

Enfim, o Sporting desta época resumido em meros noventa minutos.

Demasiado fraco...

Já defendi anteriormente a continuidade de José Peseiro à frente da nossa equipa de futebol, posição que mantenho, até porque uma eventual substituição deverá ser ponderada e resultando numa aposta para futuro, não acredito em chicotadas psicológicas e treinadores de transição até final da época, porque ainda guardo memória dos tempos em que tal prática foi usual no Sporting sem ganhos assinaláveis, ao que recordo.

Mas também começa a ser difícil defender José Peseiro e principalmente compreender a sua lógica. O duplo pivot não resulta, retira jogo interior, a solução de lançar constantemente bolas para as alas de tão previsível, já não resulta. Também não percebo que se lance um jovem para a estreia na equipa principal aos 90 minutos, para jogar apenas o tempo de compensação. Principalmente diante de adversário tão poderoso como o Loures. À semelhança da época anterior, Bruno Fernandes não tem descanso, seja na taça da carica, na taça de Portugal ou liga Europa, vai sempre a jogo. Todos lembramos o quão penoso foi o final da época passada para alguns jogadores, ninguém de bom senso pode esperar repetir (más) práticas e obter resultados diferentes.

Bem sei que a equipa se tem ressentido da falta de Bas Dost ou Mathieu, agora Raphinha que vinha ganhando espaço também se lesionou, Sturaro será previsivelmente um grande reforço se recuperar totalmente da grave lesão. Mas o quadro clínico não justifica tudo, e que apesar da falta de qualidade evidente de alguns jogadores do plantel, é preocupante a falta de dinâmica que o Sporting vai mostrando nos últimos jogos. A vida é o que é, se não convencermos nos próximos jogos em Alvalade diante do Arsenal e Boavista, muita coisa terá que ser repensada. Não consigo perceber por que razão no início da época, quando as expectativas estavam baixas, conseguimos vencer alguns jogos e agora, após 3 meses do início da competição oficial, parecemos regredir. O duplo pivot não funciona, é urgente recuperar jogo interior sem deixar obviamente de jogar pelas alas, para conseguirmos chegar à reabertura do mercado em posição de discutir a época. Tem a palavra José Peseiro, por enquanto ainda treinador do Sporting, mas que terá que deixar de ser teimoso, ler com humildade algumas críticas, se quiser continuar à frente da equipa. Só os burros nunca mudam…

Não nos precipitemos, cada coisa a seu tempo...

José Peseiro não é um treinador querido junto dos sportinguistas, não foi preciso chegar à 7ª jornada para o perceber, logo no momento da contratação foram várias as vozes que manifestaram discordância, incluindo a minha, embora com a ressalva que uma vez contratado, José Peseiro é o meu treinador, posição que mantenho sem alterar uma vírgula. Até hoje está atravessada na nossa memória colectiva a sofrível época de 2004/2005, quando perdemos numa semana o campeonato, a final da taça UEFA em nossa casa e até o acesso à champions. Não existem duas hipóteses para causar uma boa primeira impressão e José Peseiro sabe-o, qualquer outro treinador que tivéssemos contratado estaria agora a beneficiar do chamado “estado de graça”, algo que o actual treinador leonino não teria logo à partida, pese embora os condicionalismos que muitos sportinguistas parecem ter esquecido, até os compreendo, também eu quero deitar para o baú do esquecimento o penoso final da época passada e principalmente o pesadelo em que o clube mergulhou no final do consulado da direcção anterior.

A contratação de Peseiro também se explica, é bom que se tenha memória, pela recusa que vários técnicos abordados foram manifestando. Face à incerteza que vivemos, poucos ousariam enfrentar o desafio e Peseiro aceitou, o que abona a seu favor. Certo que tem algo a provar, talvez seja mesmo a última oportunidade que venha a ter em Portugal, pelo menos nos principais clubes do nosso campeonato.

Mas aqui chegados, para decidir substituir Peseiro, é fundamental perceber o que ganharíamos com a eventual troca. Uma fortalecida candidatura ao título? Porque a não ser assim, não vejo motivos para uma substituição. Vejamos, José Peseiro tem contrato por um ano, com mais um de opção. Parece lógico que chegados ao fim da época a opção não seja exercida, tudo seja comunicado ao treinador dentro do prazo e que se comece no mais curto espaço de tempo possível a preparar a próxima época. Para José Peseiro permanecer no Sporting teria que ganhar o campeonato, ou no mínimo a Liga Europa, o que poucos nesta altura acreditam. Opções não faltam, algumas bem interessantes, andar em constantes chicotadas é que não nos leva a lado algum. Imagine-se despedir agora Peseiro, contratar alguém que trabalhando com todos os condicionalismos da falta de preparação da época em curso, mesmo que queiramos, o tempo não volta atrás, se porventura o resultado produzido não fosse imediato, lá estaríamos daqui a meia-dúzia de meses a avançar para um terceiro treinador no espaço de um ano.

Antes de pensar na próxima época e na substituição do plantel, mesmo até de ajustes com entrada de jogadores em Dezembro, o clube precisa resolver os graves problemas estruturais e financeiros em que mergulhou. O recém eleito presidente Frederico Varandas e restantes membros do Conselho Directivo sofrem constantes ataques de saudosistas do passado, mas também dos ressabiados candidatos a salvadores do presente, que se julgando iluminados, visionários acima das massas, não compreendem a injustiça dessa coisa chamada democracia. Trabalho duro pela frente, mas que a direcção precisa levar a cabo, mantendo o rumo, seguindo o programa que os sócios sufragaram, sem atender aos inúmeros oráculos e pitonisas que orbitam o Sporting.

A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

Também aqui

Comparações

O futebol é sempre feito de comparações. Há dois meses, por exemplo, o Sporting tinha um plantel destroçado, com nove jogadores a rescindirem unilateralmente. Incluindo o guarda-redes titular do clube e da selecção nacional, campeão europeu, entretanto substituído por um aleijado italiano que se apresentou em Alvalade com seis quilos a mais e está arrumado numa arrecadação qualquer.
Isto tem de funcionar como elemento de comparação. Claro que melhorámos de então para cá. Claro também que ninguém consegue, em tão pouco tempo, transformar um plantel destroçado em potência do futebol nacional. É de elementar honestidade intelectual reconhecer tal facto.

Ingratidão do rival vs. serenidade leonina

Ler queixas de benfiquistas sobre o árbitro João Capela, o tal que lhes perdoou várias grandes penalidades no derby do limpinho, limpinho, equivale a ler uma dissertação de Cicciolina sobre a perda da virgindade. O clube da Luz, que foi amplamente beneficiado anos a fio, a ponto de jocosamente se apelidar um campeonato de Liga Capela, mostra ingratidão face aos serviços anteriormente prestados. Obviamente que este clamor visa desviar atenções da qualidade do futebol praticado, da prestação das principais aquisições na presente época, face ao investimento, das críticas de adeptos a Rui Vitória e até da inenarrável explicação sobre o like de Jonas no Instagram, com a bizarra teoria da conta ter sido pirateada.

Felizmente que os tempos são calmos no Sporting, apesar da controvérsia sobre a não convocação de Nani para o jogo com o Marítimo. No entanto José Peseiro falou demais, compreendo o interesse mediático, mas os problemas de casa, decidem-se internamente, à porta fechada. Claro que a vitória ajudou a serenar os ânimos, acredito que Nani volte a ser titular e receber a braçadeira muito em breve, quiçá na próxima quinta-feira. A bem do clube.

O (simples) dia de ontem!

Saí de casa apressado para chegar a tempo ao pavilhão João Rocha. A tarde estava cálida, mas nas ruas ao redor de Alvalade havia já muito movimento de sportinguistas. Os pontos de encontro quantas vezes personalizados nas roulotes das bifanas e imperiais, ainda assim apresentavam pouca clientela.

Todavia à volta do pavilhão havia já fila para entrar. O jogo da Liga dos Campeões de Andebol estava previsto para as 18 e 30. Quando entrei já o recinto estava bem composto, plasmado nos quase 2500 adeptos.

Não obstante a equipa de andebol ter jogado muuuuuuuito abaixo do que seria esperado e desejável, o público presente não regateou apoio. Foi a minha primeira vez no pavilhão, não obstante ter também contribuído para a sua construção, e senti-me completamente arrebatado por aquele público entusiasta. Faltou a vitória para ser perfeito!

Um espaço que pode levar 3000 pessoas na sua lotação completa, levou-me a imaginar como será, ao vivo, o ambiente num qualquer pavilhão nos Estados Unidos, que levam muito acima das 10 mil assistentes.

Após o andebol foi a vez do futebol. Uma “sandocha” e a inevitável imperial, para tapar a fome, e nova correria para o estádio. Desta vez para assistir a uma bela vitória contra o Marítimo.

E das duas uma: ou eu não percebo nada de futebol (o que deve estar mais próximo da verdade!!!) ou este terá sido o melhor jogo que vi esta época em Alvalade? Pelo menos a mim pareceu-me…

Enfim ontem recarreguei as minhas baterias do espírito sportinguista. Confesso que estava mesmo a precisar!

A gente lê-se por aí!

PS - Fica o filme da grande penalidade visto do meu lugar.

 

 

Justiça

Desportivamente falando, sou dos que pensam que no que toca ao futebol profissional em Portugal, devia haver uma paragem de dois anos. Toda esta gente devia ser varrida, uma limpeza geral de dirigentes que aparentemente têm corrompido e destruído esta modalidade. Uma reflexão profunda exige-se: parar, reflectir, agir e sobretudo limpar todos estes sujeitos que têm vivido à custa deste desporto. Caso exista a necessidade de os hospedar numa prisão, que não haja hesitação, pois devem pagar pelo mal que têm feito. Igualmente os clubes, e sejam eles quais forem, se tiverem que ser punidos com desclassificações ou outros, que o sejam. Por isso entendo que uma paragem de dois anos é necessária, para que toda a verdade venha ao cimo. Hoje a desconfiança está generalizada, ninguém se salva: Federação, Liga, Arbitragem e também - porque não afirmar? - os meios de comunicação, que não são nada sérios, com programas miseráveis de uma pedagogia abaixo de zero, tal os seus intérpretes. Em Portugal tudo gira à volta deste triste fenómeno sem um pingo da racionalidade. Todo este estado de coisas se arrasta e ninguém consegue pôr cobro a esta vergonha que já serve de chacota por este mundo fora. As evidências são tantas, mas a clubite tem sido mais forte. Sem falar do dinheiro que corre a jorros neste sector. Por vezes coloco uma interrogação: em Portugal o salário mínimo é de 580 euros? Não parece. Brandos costumes. O Povo, esse Povo que se baseia em comunicação como o CM. Oh, meu Deus, tirem-me deste filme.

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