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És a nossa Fé!

Carta aberta ao presidente Frederico Varandas

Caríssimo presidente Frederico Varandas, na minha qualidade de sócio do Sporting desde 1976, gostaria que se dignasse a nos dirigir, não serei o único sócio que o quer ouvir, algumas palavras.

Freddy Montero saiu do clube em final de contrato. A imprensa dá como certa a saída de Nani, facto ainda não comunicado pelo Sporting, estando ainda em cima da mesa a possível venda de Acuña, o mercado na Rússia apenas fecha dia 20. Por si só estes factos e rumores justificam uma palavra aos sportinguistas, mas surgem num contexto desfavorável, com a equipa de futebol protagonizando paupérrimas exibições, acumulando maus resultados.

Os sócios perderam a paciência com Marcel Keizer, que todos já percebemos, pode ser simpático, uma excelente pessoa, mas não tem capacidade para continuar a treinar o Sporting. A hora é sua, presidente, que já sabia ao que ia quando apresentou a candidatura ao cargo que ocupa, tendo sempre afirmado conhecer bem a casa e estar preparado. Pois bem, presidente, o tempo é de agir, rapidamente, antes que o quadro se agrave.

Enquanto sócio exijo respostas, não quero desabafos sobre estados de alma nas redes sociais sobre o que poderia ter mudado com esta ou aquela decisão do árbitro, com maior ou menor desempenho do jogador A ou B, porque já demos para peditório idêntico que não leva a parte alguma, por mais que algumas viúvas continuem por aí a carpir com esperança na ressurreição, está morto e enterrado, passemos à frente que tão reles defunto nem cera merece. A comunicação do clube não funciona, porque não informa, limita-se à publicação de comunicados de agenda horária de eventos e pouco mais. Até quando pretende manter este registo presidente Frederico Varandas? Como explica a fraca aposta nos jovens da formação, desde Janeiro, sabendo que uma das suas justificações para a opção por Marcel Keizer foi precisamente a aposta na formação? Chegámos ao cúmulo de ver entrar em campo a nossa equipa sem um único jogador da formação, algo que não acontecia há vários anos.

Por enquanto a sua presidência não está em causa, foi eleito em Setembro, ainda não teve direito a preparar uma época, mas quer mesmo arriscar as suas fichas mantendo a aposta em Marcel Keizer? Não será preferível uma solução tipo, Raul José ou outra que internamente encontre? E começar a preparar a próxima época, porque esta já todos percebemos estar perdida, o que face aos tristes acontecimentos que vivemos no início de época nem é assim tão surpreendente, mas como sabe os sportinguistas são optimistas por natureza, gostamos de confiar e confiámos em si quando nos disse que iriamos lutar pelo título, confiámos em si quando despediu o anterior treinador e escolheu o actual para revolucionar a qualidade do futebol praticado e apostar nos jovens da formação, hoje, vendo o quadro que temos à frente, tenho que lhe perguntar, valeu a pena, presidente?

Sou dos que ainda o apoiam presidente Frederico Varandas, na decisão de terminar com borlas para as claques, por não andar sempre a divulgar os estados de alma, como todos nós tem direito à privacidade, respeito-a, mas hoje o seu silêncio está ensurdecedor, não é possível continuar, algo menos que uma vitória amanhã diante do Braga e vitória no Villareal na quinta-feira, podem precipitar movimentos que já se adivinham por aí, colocando inclusivamente a sua presidência em causa. O que compreenderá, porque ao não tomar parte na solução, torna-se no problema, pois não é possível continuarmos a ver jogos miseráveis, acreditando que algo irá mudar. Sabemos que não existem milagres, sem alterar o rumo não é possível mudar de vida. A palavra é sua presidente, por enquanto ainda é, use-a...

Contrastes

Que fim de semana este, tão feito de contrastes.

Humilhados pelo Benfica em nossa casa para a Liga 2018/2019. E no entanto conquistámos o bicampeonato europeu feminino de corta-mato. E ganhámos no hóquei em patins. E no andebol. E nos iniciados. E no futebol feminino.

Triunfos nas modalidades e no futebol amador. Em contraste, no futebol profissional, o pior resultado dos últimos 21 anos em Alvalade. Isto diz muito do que tem sido o Sporting de há demasiado tempo para cá.

Isto não é sportinguismo, tenham vergonha...

 

Se eu posso ir livremente assistir um filme, peça de teatro ou concerto acompanhado por qualquer pessoa, porque razão há-de ser diferente num jogo de futebol? Tenho bons amigos que são benfiquistas e portistas, com os quais partilho momentos agradáveis, mas para muito boa gente não é possível convidar um adepto de outro clube para Alvalade. Ou então terá que permanecer mudo e nem pensar em identificar-se com símbolos do seu clube.

A Zélia já havia deixado link para estas imagens que me envergonham enquanto sportinguista e pessoa civilizada que me considero. No zoo é que os animais precisam ficar separados, precisamente porque são selvagens. Se algo me mete verdadeiramente nojo no futebol hoje em dia, é o comportamento tribal dos adeptos, não importa a cor, muitos deles só vão ao futebol com palas nos olhos e ofendem tudo e todos com cor diferente da sua. Há muita gente que leva uma vida miserável e vai aos estádios para descarregar frustrações, é lamentável. Nunca me irão ver enjaulado em caixas de segurança seja em que estádio for, antes não ir ao futebol a ser tratado como animal.

Infelizmente ontem em Alvalade um adepto do Benfica que assistia pacificamente ao jogo ao lado do familiar sportinguista, viu-se obrigado a despir a camisola.

Ficaria bem ao nosso clube pedir desculpa à pessoa em causa e convidá-lo para assistir na tribuna à segunda-mão da eliminatória da taça de Portugal, porque o futebol não é a selva que alguns selvagens gostariam, como demonstram as vergonhosas imagens. Apelo à direcção que o faça o quanto antes.

Afirmarmo-nos diferentes e depois praticarmos isto, tenham vergonha...

Crónica de um fracasso anunciado...

As últimas exibições já deixavam antever o descalabro. A defesa do Sporting é sofrível, falar em defender e mencionar alguns jogadores do quarteto leonino na mesma frase, é um exercício e tanto, sem querer citar nomes para não colocar em causa o valor dos activos, ainda que para me referir aos defesas do Sporting seria mais correcto escrever passivos, a verdade é que hoje ficou à vista que há jogadores que não têm categoria para jogar numa equipa que se diz candidata ao título. Fui alertando ao longo do último mês para o excesso de jogos que as principais unidades do Sporting estavam a acumular, provocando um desgaste físico excessivo, mas foi a aposta dos responsáveis, ganhou-se o troféu Lucílio Baptista, perdeu-se o campeonato.

Todos sabemos que o plantel é curto, Acuña e Mathieu fizeram uma falta tremenda, Marcel Keizer tem ultimamente feito escolhas no mínimo controversas, hoje no início da 2ª parte decidiu desequilibrar a favor do Benfica, retirando Nani para colocar Diaby que foi uma vez mais inofensivo. Finalmente Jovane voltou a ser opção, pela forma como o jogo estava a decorrer, entrou pelo menos com 15 minutos de atraso.

Não fui entusiasta do despedimento de José Peseiro, tal como não peço no imediato a saída de Marcel Keizer, por princípio sou contra chicotadas psicológicas, porque são mais as vezes que se perde do que se ganha. Se é verdade que o futebol de Peseiro não entusiasmava, também há que admitir que íamos somando pontos, a chegada de Keizer trouxe um futebol entusiasmante que rapidamente se esfumou, hoje temos uma equipa, talvez seja exagero chamar o que temos de equipa, mas um grupo de jogadores que se arrastam penosamente no campo, cansados, sem imaginação. Alguns porque têm classe conseguem disfarçar o mau momento, mas outros, não há outra forma para o dizer, não têm valor para jogar no Sporting.

Mesmo sabendo o ponto de partida, o trágico final de época que vivemos, a atípica pré-época, o Sporting está hoje mais longe dos três primeiros classificados, veremos se a perda anímica dá pelo menos para manter o 4º lugar, o que não é de forma alguma garantido caso se mantenha este paupérrimo nível exibicional, agravado com algumas opções no mínimo duvidosas de Marcel Keizer, que hoje viu justificadamente lenços brancos em Alvalade. Os sportinguistas querem mais, não é aceitável assistir impávida e serenamente a tão miserável exibição, muito menos que esta vergonha se volte a repetir.

Fica aqui um alerta para Frederico Varandas e responsáveis pelo futebol, se as opções de afastar Miguel Luís, por sinal o melhor em campo na última partida que disputou, Jovane Cabral que só foi utilizado hoje quando o desespero já havia tomado conta da equipa, têm algo a ver com empresários, então estamos mal, porque o clube foi lesado ao hipotecarem não só a conquista do campeonato, como também qualquer possibilidade de lutar pelo acesso à champions e mesmo a ida à Liga Europa está hoje muito longe de ser um dado adquirido. Quando temos um problema, urge resolve-lo, antes que os lenços brancos não sejam apenas dirigidos para o banco de suplentes, o que seria uma pena, pois se há algo que não queremos é reviver o triste passado recente. Mas não é possível pedirem-nos paciência quando assistimos a exibições tão miseráveis como Tondela, Setúbal e agora completamente enxovalhados pelo eterno rival na nossa casa, que hoje até poderia ter goleado.

Bem sei que vão dizer que precisamos levantar a cabeça, mas outra coisa não aceito que seja ir à casa do adversário com uma atitude completamente diferente, Marcel Keizer que deixe de lado algumas opções por jogadores medíocres e coloque a equipa a jogar futebol, das duas uma, ou ganham uma equipa ou perdem os adeptos.

Algumas dúvidas

Alguém me explica porque razão Doumbia que até foi dos melhores no Bonfim, não está sequer convocado para amanhã? Já nem questiono a ausência de Miguel Luís, porque não tem sido opção, o mesmo em relação a Francisco Geraldes, mas neste caso se por um lado percebo que tenha sido antecipado o final do empréstimo, afinal na Alemanha também não calçou, ao menos poderia ter sido emprestado para rodar em Portugal até final da época. 

Pode ser que eu esteja errado, oxalá o resultado amanhã assim o demonstre, de contrário, voltarei ao assunto...

Convovados.jpg

 

Algumas dúvidas sobre a gestão do futebol

Quem me lê sabe que apoio a actual direcção sem dúvidas ou hesitações. Confio no presidente Frederico Varandas, mas de forma alguma fico condicionado na minha capacidade para criticar ou pedir explicações sobre situações que não entendo. A escolha de Marcel Keizer foi uma surpresa porque desconhecia até a existência do treinador, que se revelou agradável pelas exibições e resultados produzidos. A alegria instalou-se em Alvalade, mas infelizmente foi sol de pouca dura. É verdade que presidente e treinador não planificaram a época, mas o mercado está aberto e já lhes foi possível efectuarem alguns ajustes. Com um plantel curto, uma época longa e desgastante pelo facto de estarmos em quatro competições é necessária alguma rotação de jogadores, sob pena de chegar aos jogos decisivos em Abril e Maio, com os jogadores mais influentes arrastando-se pelo relvado. Se jogadores como Bale, Modric, Cristiano Ronaldo, Messi ou Suarez entre outros são poupados nalguns jogos, por que razão Bruno Fernandes, Nani, Coates, Mathieu ou Bas Dost não podem descansar à vez? 
Mas há situações que de todo escapam à minha compreensão, Jovane Cabral jogou algumas partidas a titular, sem grandes exibições é certo, mas foi tremendamente decisivo nalguns jogos saindo do banco. Não entra em campo há quantos jogos? Miguel Luís foi opção no meio-campo em vários jogos consecutivos, tendo assinado uma boa exibição diante do Belenenses, inclusivamente apontando o golo da vitória. De então para cá não calçou. Luiz Phellype que foi o primeiro reforço desta reabertura do mercado, apenas foi titular num jogo. Francisco Geraldes não leva qualquer minuto, limitou-se a estar presente alguns jogos no banco, o que faz supor que os problemas físicos com que chegou estarão resolvidos, ou não teria sido convocado. Para já gostei do que vi ontem em Doumbia, precisamos alternativas na defesa para lesões e castigos. Mas não podemos continuar a desperdiçar activos, veja-se a postura do rival do Norte com jogadores que não renovam em final de contrato, seguida esta época também pelo rival da 2ª circular. Ambos com maior número de soluções no plantel e melhor qualidade que a nossa. Pelo que não compreendo nem aceito a não utilização de jogadores como forma de pressão seja para o que for. Com resultados desportivos desastrosos para o clube, como temos vindo a assistir...

Um apelo a Frederico Varandas

Jorge Jesus está livre para assinar por qualquer clube. Não sei qual será o futuro imediato do Sporting, que passa pela recepção ao Benfica na próxima jornada do campeonato, eliminatórias para a taça de Portugal e Liga Europa a partir de Fevereiro. Mas quero lançar aqui um apelo ao presidente Frederico Varandas, haja o que houver, até final da presente época ou mesmo na próxima, se porventura chegar à conclusão que Marcel Keizer terá de ser substituído no comando técnico do Sporting, em qualquer circunstância não considere sequer possível a contratação do mestre da táctica. Bem sei que é seu amigo, esteve na comissão de honra da candidatura, convide-o para sua casa, jantem quando entenderem, mas não pense colocar semelhante personagem no banco. Sei que não sou o único sportinguista a querer J.J. longe de Alvalade. Se precisar de ir ao mercado, não faltam opções, no mínimo de valor idêntico e seguramente a preço inferior.

Primeiro troféu da era Frederico Varandas

Sempre desvalorizei a Taça da Liga (frequentemente utilizei expressões como troféu da carica, coisa, ou taça Lucílio Baptista) e não será agora, no rescaldo da vitória do meu clube, que irei mudar de opinião. Defendi que deveríamos ter aproveitado a oportunidade para rodar jogadores, evitando lesões ou castigos e possibilitando minutos a jogadores menos utilizados. Obviamente que fiquei satisfeito com a vitória, mas oxalá possa vencer os próximos dois jogos para o campeonato, principalmente o próximo em casa diante do rival da 2ª circular, derby que nos últimos anos não tem sorrido às nossas cores.

Quanto ao jogo de hoje, algumas breves considerações, boa primeira parte do Sporting, mas a etapa complementar foi toda do nosso adversário. Os golos foram oferecidos, primeiro o nosso guarda-redes deu um frango, depois já no tempo de compensação, Oliver Torres teve uma paragem cerebral e cometeu uma grande penalidade, tão evidente quanto desnecessária. Por último uma palavra sobre os reforços, o F.C.Porto utilizou pelo 6º jogo Fernando Andrade, que marcou pela 3ª vez e mesmo o recém entrado no plantel, Manafá, estava preparado para entrar quando chegaram à vantagem, tendo Sérgio Conceição abortado a substituição. No Sporting apenas Luíz Phellype sentou no banco, tendo até ao momento sido utilizado poucos minutos. Os restantes reforços de Janeiro ainda não calçaram em qualquer competição. É sabido que o nosso plantel é curto, desgastando até ao limite os melhores jogadores, preparem-se para mais um penoso final de época, com os jogadores fatigados.

Para terminar, referir que Frederico Varandas precisou de 5 meses para conquistar o seu 1º troféu. Falta um para alcançar o total que o lunático em boa hora destituído conseguiu em 5 anos.

Acabou por ser uma noite bem agradável...

A vitória do Sporting e passagem à final não aumenta o prestígio da competição e mantenho tudo o que escrevi anteriormente.

Mas lá que deu gozo ver e ouvir a azia do trolha, a raiva espelhada na face do treinador adversário, incapaz de disfarçar o mau-perder, curiosamente quando perdem para outro clube de Lisboa até costumam estender a passadeira vermelha, olha, estou como o outro, temos pena, mas não muita...

Por fim ver o presidente Frederico Varandas vir à comunicação social dizer e bem, que ontem um dirigente afirmou que determinado árbitro não deveria arbitrar, para hoje o árbitro em causa pedir licença por tempo indeterminado, também defendendo o VAR, que por mais erros ou críticas que se lhe possam apontar, inegavelmente melhorou a credibilidade do futebol, face a um tempo em que se ordenavam padres e encomendavam missas.

Acabou por ser uma excelente noite de futebol. Mas não há como negar, a equipa está demasiado fatigada, precisamos urgentemente de rodar jogadores promovendo algum descanso aos mais utilizados.

Dia de Sporting

Nada como um dia entre o nublado e o chuvoso para reafirmarmos a nossa fé leonina. E, no meu caso, a retoma no “És a nossa fé”.

 

Desde logo e ao som do “Dá-lhe com o stick”, a partir das 15h no PJR, podemos deliciar-nos com o bailado do Pedro Gil e o contorcionismo do Girão, na contenda com o HC Liceo. Uma vitória e o Sporting passa aos quartos de final da Liga Europeia, e é um belo pedido de desculpas pela miséria de jogo que fizeram com o Paço de Arcos, uma derrota que foi um verdadeiro murro no estômago.

 

Depois da ida às roulotes para encher o depósito, de confiança mas também de cerveja, a romaria para ver se se confirma o meu prognóstico dos 2-0, com Bas Dost e Bruno Fernandes a dizerem presentes. Nesta fase, e com os resultados de ontem, não há outra hipótese que não seja vencer. Se possível com uma daquelas exibições que nos enche o coração de conforto. E, já agora, que nos permita ver um dos nossos melhores relações públicas, o Francisco Geraldes.

 

Mas o fervor não fica por aqui. Quase sem tempo para um café, o regresso ao PJR já de verde iluminado, lindo, com Voleibol às 20:30 para o reafirmar da liderança do campeonato nacional, num jogo com o Clube K. Isto após a magnífica vitória, uma “remontada”, na 4.ª feira para a taça CEV com o MMP Ankara, que nos deu a passagem aos quartos de final desta competição europeia, onde defrontaremos o Fonte Bastardo. Nunca é demais lembrar que, depois da derrota por 3-0 na Turquia, a resposta da equipa foi fantástica e os 3-0 da 2.ª mão (25-16; 25-22; 25-20 nos 3 sets e depois a machadada final no golden set por 15-10), expressam bem a determinação e superioridade do Sporting. 

 

Três bons motivos para não ficar em casa. Outros há, a avaliar pela agenda no site do Sporting, mas o dom da ubiquidade ainda não nos foi concedido. 

Termino com uma interrogação que começa por um já agora. Já agora, será desta que o site e, concretamente, a agenda melhora? Pelo menos ameaça pois já abundam as atividades, aparentemente atinam nas horas e até já dão algumas fichas de jogo onde, pelo menos, se podem ver os resultados. A confirmar-se que não são só fogachos, é uma grande notícia. 

Sábado de Sporting, sábado feliz!

 

Bons sinais...

Gostei da vitória, estamos na meia-final da única taça com interesse, a taça de Portugal, onde enfrentaremos o eterno rival. Bem Marcel Keizer na abordagem ao jogo, entrando em campo na máxima força, praticámos um futebol muito agradável, desperdiçámos inúmeras ocasiões de golo, poderíamos sem exagero ter marcado cinco ou seis golos, o que indicia claramente que o problema não reside na falta de qualidade dos titulares, mas no plantel curto, no entanto há que reconhecer que o Feirense também criou duas ou três ocasiões, negadas por uma excelente exibição de Salin, sem dúvida um dos melhores em campo, o que também revela que continuamos a ter problemas por resolver na defesa, que convém não serem ignorados, porque nem sempre corre bem. A vencer por dois golos de diferença, com o jogo controlado, o treinador geriu o plantel, procurando precaver-se de problemas físicos.

Enquanto sportinguista considero que devemos apostar no campeonato, há que não baixar os braços enquanto for matematicamente possível, sem esquecer a importância do acesso à Champions, mas gostaria de ver uma boa prestação na Liga Europa. Por tudo o que se passou no final da época passada, seria um prazer irmos ao Jamor e levantar o caneco. Já a coisa que se disputa em Braga, o irrelevante torneio da carica, não tem valor algum, pelo que seria desejável evitar um desgaste que possa colocar em causa o que resta da época, poupando os principais jogadores e proporcionando uma montra para que os menos utilizados possam mostrar valor e estejam rodados para serem opção caso necessário. O jogo mais importante dos próximos dias é claramente a recepção ao Moreirense no sábado. Na quarta-feira diante do Braga, é quase irrelevante…

 

Mixed feelings

Boa atitude dos nossos jogadores, com alguma sorte poderíamos ter marcado e levado o rival de vencida, mas há que reconhecer que o F.C. Porto possui uma excelente equipa, mas hoje não teve oportunidades por aí além, limitando-se a controlar o jogo, mais interessado em não perder, que correr riscos na busca pela vitória, o que se percebe pela vantagem pontual, com a vantagem de receber Benfica e Sporting em casa na segunda volta. Fica a sensação que talvez pudéssemos ter ido um pouco mais longe, Bas Dost falhou um cabeceamento perto da baliza e Casillas defendeu um excelente remate de Gudelj.

Para além de boa equipa, o F.C. Porto tem um plantel bem superior ao nosso, com várias opções no banco e até fora dos convocados, reforçado agora com o ingresso de Pepe e Fernando. Sem equívocos há que reconhecer que Keiser não tem as mesmas armas que Sérgio Conceição. A planificação da época foi o que sabemos, apesar de tudo não ouvimos o presidente ou qualquer dirigente com queixumes sobre a herança, ou desculpas para o insucesso. Praticamos um bom futebol, estamos no bom caminho, mas precisamos reforços capazes de entrar no onze, sem perder qualidade. Mais entulho é que não, já bastam os vários casos que temos por resolver, com um enorme peso na massa salarial.

O campeonato ficou mais difícil, mas há que continuar a lutar pela melhor classificação possível, a taça de Portugal é para tentar vencer, uma boa prestação na Liga Europa é perfeitamente possível. O torneio da carica continuo a acreditar que interessa para rodar jogadores, sobretudo evitando que possamos sair da coisa com lesionados ou castigados. Verdade que em Dezembro sonhámos com o título, mas face ao conturbado período que vivemos, quando muitos profetas da desgraça anunciaram a nossa morte iminente, a época está muito longe de perdida, eu diria que bem acima das expectativas iniciais. Há que não perder a noção da realidade, sem esquecer o ponto de partida.

Derrota merecida, época comprometida...

Contra factos torna-se difícil argumentar, o jogo começou praticamente com o primeiro golo do Tondela, perante a total displicência da nossa defesa, Bruno Gaspar praticamente não incomodou Xavier que cruzou para uma clareira no meio dos nossos passivos centrais. No lance do segundo golo, uma vez mais a dormir, colocaram em jogo o avançado Tomané.

O Sporting foi pontapé para a frente e bolas despejadas para a área adversária, Diaby totalmente desinspirado foi mais um defesa adversário do que o atacante que precisávamos. Inconcebível a insegurança que a nossa defesa demonstrou, já vem acontecendo há alguns jogos, Coates está mesmo a precisar de assistir uns jogos no banco, Acuña e Bruno Gaspar muito longe de oferecerem confiança nas laterais. Hoje o meio-campo teve bola, mas faltou qualidade e objectividade na sua posse. Sem Bas Dost o ataque foi inofensivo.

Com este plantel não vamos longe, por esta altura o F.C.Porto vai ganhando o seu jogo e corremos o risco de entrar em Alvalade na recepção aos dragões a 8 pontos dos rivais. O campeonato será mesmo uma miragem caso não ganhemos na próxima jornada, resta-nos a taça de Portugal para tentar salvar a época, a Liga Europa dificilmente estará ao nosso alcance, mas poderemos até conseguir uma participação interessante e avançar nas eliminatórias, o Villarreal está perfeitamente ao nosso alcance. Aquela coisa, ou torneio, chamem-lhe o que quiserem, que se disputa este mês em Braga, é para mim completamente irrelevante. Uma eventual vitória na taça Lucílio Baptista não representa nada para a época.

Bem sei que estamos a viver uma época atípica, que começou no rescaldo do pesadelo que sabemos, cheia de vicissitudes na pré-temporada, mas aqui chegados, ou assumimos que não somos candidatos e procuramos jogo a jogo alcançar o melhor resultado, ou precisamos urgentemente de reforços, mas para entrarem na equipa. Não compreendo que estando lesionado Bas Dost, o ponta de lança contratado ao Paços de Ferreira não tenha sido sequer convocado. Muito menos é aceitável que a defesa continue jogo após jogo a comprometer e não se consiga um reforço digno desse nome.

 

Os ataques ganham jogos, as defesas campeonatos

Nem sempre isso acontece, o Sporting ganhou campeonatos com equipas "de tracção à frente" e futebol ofensivo, com treinadores como Mário Lino, Fernando Mendes, Allison e Boloni.

Mas normalmente é assim. Até a  "Laranja Mecânica" de Cruyff e o Brasil de Sócrates e Falcão encalharam nas finais, Portugal perdeu em casa contra a Grécia e conseguiu derrotar a França em sua casa nas finais do Campeonato da Europa.

Sérgio Conceição diz que prefere ganhar por 1-0 do que por 4-3 e que não sofrer golos é a única forma garantida de somar pontos no final do desafio. A escola italiana com que Trappatoni conseguiu ganhar o título ao então ofensivo Sporting de Peseiro.

Se calhar a questão está mais no equilíbrio ou na falta dele entre atacar e defender. Também na capacidade duma equipa se transformar dentro do campo conforme as circunstâncias do encontro.

Peseiro não conseguiu encontrar esse equilíbrio e a equipa perdeu-se no duplo e triplo pivot.

Keizer está apenas no segundo mês de trabalho em Alvalade e também ainda não o encontrou, muito também pelas lesões e castigos que tem acontecido a um ritmo elevado, e pela falta de quantidade de qualidade no plantel. O jogo da Taça contra o Rio Ave foi o exemplo acabado dum futebol/futsal dos 5-2, 6-4, 7-5 insustentável no que respeita a uma época de sucesso.

Ontem em Guimarães o Sporting foi uma equipa monocórdica, previsível e facilmente suplantada pelo 4-5-1 "italiano" de Luís Castro. Obviamente que tal táctica seria inconcebível e crucificada por muitos Sportinguistas se adoptada por algum seu treinador, mas pelos vistos serve para os de Guimarães encherem a barriga.

E agora? Trabalhar, quer no treino do modelo de jogo, quer na reestruturação do plantel tendo em conta esse modelo. 

Mais uma vez um Santo Natal para todos.

SL

Chegámos vivos ao Natal, agora os reforços...

Há males que vêm por bem, a derrota em Guimarães deixou à vista as lacunas do plantel, demasiado curto para uma equipa que pretende lutar pelo campeonato. Janeiro está à porta e com ele a reabertura do mercado de transferências. A meu ver o Sporting precisa de seis reforços, um lateral-direito, Ristovski e Bruno Gaspar não oferecem garantias, um lateral-esquerdo, só temos Acuña e quando o argentino falta como recentemente se viu, a alternativa é demasiado sofrível, um defesa-central que possa rodar e dar minutos de descanso aos titulares, um médio-defensivo, um médio de transição e um ponta de lança.

Luiz Phellype (Paços de Ferreira), Eustáquio (Chaves), Adrien Silva (Leicester) parecem estar próximos, assim como o regresso de Francisco Geraldes que não calçou em Frankfurt e terá uma última oportunidade para mostrar que é mesmo jogador de equipa grande. Aguardemos pois com expectativa e confiança o trabalho da direcção, a verdade é que chegados a Dezembro estamos em todas as frentes, ao contrário do que muitos previam durante o horrível defeso que vivemos. É certo que no futebol se passa depressa do 8 ao 80 e vice-versa, mas não éramos a melhor equipa da Europa na semana passada após várias goleadas, também não somos a pior hoje.

Desejo a todos os autores, comentadores, leitores, demais sportinguistas e amantes do desporto em geral, um Feliz Natal!

A tribo do futebol!

No futebol tal como na política há também o conhecido "estado de graça" que corresponde a um determinado espaço de tempo em que faça o que o treinador fizer, bem ou mal, tudo é aceite com naturalidade e bonomia.

Ontem fui ver o nosso Sporting ganhar a uns toscos ucranianos que jogaram muito pouco. Tão pouco que obrigaram o Sporting a esforçar-se também pouco. Ou melhor a jogar o quanto baste para levar de vencida esta equipa oriunda de muito longe.

O actual treinador do Sporting vive assim o tal "estado de graça" de que falei acima. Estivesse o antigo treinador José Peseiro ou até o mais recente treinador do Chaves, Tiago Fernandes, na frente da equipa de futebol do Sporting e muitas críticas se escutariam por aquela escadaria fora, no final do jogo:

"Não jogamos nada!"

"Bruno a capitão onde já se viu após o que fez?"

"Aqueles putos têm muito que aprender"

Ao invés, para além da alegria estampada nos adeptos por mais uma vitória leonina, a maioria concordava com a forma como o treinador fez entrar jogadores novos, vindos das camadas mais jovens, dando-lhes uma oportunidade de se mostrarem, não só aos adeptos como à Europa, sempre tão sequiosa de novas estrelas.

Tudo isto para concluir que a “malta da bola” é realmente muito estranha (eu incluído!), pois o que hoje é verdade amanhã é uma enorme mentira. E vice-versa.

Não estou a dizer nada que não se saiba já há muuuuuuuuuuuito tempo (obrigado doutor Pimenta Machado). Todavia nunca o havia constatado de maneira tão vincada como ontem assisti!

É assim a tribo do futebol... Inconstante!

Cidadania e futebol

Já por diversas vezes aqui falei da maneira como vejo o futebol por esses cafés do interior, onde alguns adeptos não alinham com o nosso clube.

No fim de semana passado voltei à aldeia por motivos de doença de um sportinguista e que requer a atenção do filho único.

Todavia às oito da noite estava no clube da aldeia à frente da televisão para ver o nosso Sporting. Na enorme sala apenas três pessoas… O empregado, também adepto do Sporting, um primo adepto de outro clube e mais um aldeão, também ele sportinguista. E eu…

Devagar foram aparecendo clientes que olhavam o televisor e após o café ou a costumada cerveja partiram para parte incerta, incapazes de assistirem a um bom jogo de futebol, só porque não era a sua equipa que estava a jogar.

Entretanto alguém entrou, olhou a televisão e, olvidando a minha presença e dos outros, barafustou:

- S., muda de canal que não quero ver esses gajos…

O jovem, coitado, sentiu-se atrapalhado e, não sabendo o que fazer, olhou para mim com um olhar a requerer ajuda. Que logo assumi:

- S., não mudas nada porque há gente a ver o jogo!

O outro olhou para mim e, não me conhecendo como alguém da aldeia, perguntou-me em tom provocatório se eu é que mandava ali. Respondi que mandava tanto quanto ele. Mas com uma pequena diferença… eu chegara primeiro que ele!

Como percebeu que não tinha argumentos para me bater, saiu a resmungar.

Curioso como há adeptos que não percebem uma coisa simples como é a cidadania. Como podem perceber de futebol?

Bolas

tournesol1.jpg

 

A inédita finalíssima da Taça dos Libertadores River-Boca que hoje se disputa em Madrid, com a aura de ser a partida de futebol mais emocionante de sempre, coincide praticamente com o horário do Sporting-Aves. 

Não trocarei o primeiro pelo segundo, naturalmente. Mas rogo pragas aos deuses da bola por esta malfadada coincidência. Como diria o capitão Haddock, "com mil milhões de mil macacos".

Expresso para a vitória

Ontem à noite, à hora que se iniciou o jogo do Sporting no campo do Rio Ave, estava eu a colocar o mais idoso leão da família e respectiva esposa (os meus pais!) num expresso para a aldeia.

Ainda o autocarro não havia partido do terminal e já o Sporting havia marcado e sofrido. Estive a modos para entrar e dizer-lhe o resultado mas preferi regressar a casa, num expresso particular.

Entretanto no caminho, dentro do túnel de Benfica (coincidência pura!), consegui escutar o golo de Bas Dost, o segundo do Sporting, para minha imensa alegria e descanso.

Logo que parei o carro à porta de casa corri para a televisão ainda a tempo de ver o Renan a (quase) dar uma fífia, perante a linha avançada do Rio Ave.

Só que chegou o intervalo e após este a anulação de um golo a Bas Dost. Mas a equipa pareceu-me acelerada e competente. Renan compensou o erro da primeira parte quando deu a cara ao expresso remate do avançado do Rio Ave e salvou-nos de um empate.

O expresso rodoviário chegou ao destino, os meus pais a casa e Jovane Cabral fez com que o expresso da bola entrasse numa gaveta na baliza do Rio Ave, para delírio dos presentes do estádio e dos distantes, como eu.

Parece que o Rio Ave não perdia em casa há 20 jogos. Pois… mas o expresso da vitória leonina não merece contestação.

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