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És a nossa Fé!

As minhas memórias

Comecei a ver futebol pela mão do meu pai, na época 1973/74. Não tenho a certeza qual o primeiro jogo que assisti, mas o Sporting-Benfica disputado em Alvalade em Março de 1974, foi seguramente o meu primeiro derby. Indiferente à situação política que o país vivia, saí triste do estádio no final do jogo e tive que aturar alguns colegas da escola primária no dia seguinte. Isso sim, marcou-me e não mais deixei de sorrir quando as águias sofrem uma derrota. 

Lembro-me perfeitamente de ter visto o Sporting C.P. golear o S.C.Olhanense por 5-0 na penúltima jornada, que terminou com invasão pacífica de campo, cheirava a título, que seria alcançado na semana seguinte no Barreiro. Algumas breves considerações que vale a pena reflectirem, o empate teria bastado a ambos, ao Sporting para ser campeão, ao Barreirense para permanecer na 1ª divisão. Num jogo condicionado pela lotação ter sido largamente ultrapassada, como comprovam as imagens, vencemos 0-3 no campo adversário. Os jogadores disputaram os lances junto ao público, sem que se tenham registado agressões. Talvez porque em 1974 ainda não tinham surgido os ultra-imbecis e piro-javardos nos estádios de futebol. Era permitido que pessoas simples como o meu pai, levassem um miúdo de 8 anos pela mão sem correrem qualquer risco. 

Para terminar a época em beleza, disputámos no Jamor a final da taça diante do arqui-rival. Fiquei triste porque não me levaram ao estádio nacional, acabei assistindo ao jogo na casa dos meus tios benfiquistas. Não tinham sido os culpados do gozo que sofri na escola alguns meses antes, mas festejei ali mesmo. Mais tarde, à medida que fui crescendo, percebi que a rivalidade é uma never ending story. Mas 1973/74 foi a minha primeira época de fervor sportinguista. 

Criminosos

O coronavírus afecta já 200 países e territórios em todo o mundo. Não há praticamente uma parcela do planeta imune ao Covid-19.

A pandemia causa 2.700 mortes por dia nos cinco continentes - vitimando uma pessoa de dois em dois minutos. A cada dois segundos, regista-se um novo caso de infecção.

Apesar disto, três países persistem em manter os respectivos campeonatos de futebol: Bielorrússia, Burundi e Nicarágua. Um procedimento criminoso, que devia encher de vergonha os dirigentes máximos destes países - respectivamente Aleksandr Lukashenko, Pierre Nkurunziza e Daniel Ortega.

Nenhum deles recomendável em matéria de respeito pelos direitos humanos. Não há coincidências.

Ultima oportunidade para Frederico Varandas

Tenho defendido antecipação de eleições. Face à gravidade do momento que atravessamos, não faz obviamente sentido continuar a pedir a demissão de Frederico Varandas. Desejo que o presidente do clube aproveite a oportunidade para reflectir nos erros cometidos e mudar o rumo na preparação da próxima época. 

Perante o actual cenário não será possível a realização de qualquer AG. Mas quando tudo isto passar, teremos que votar orçamento e relatório & contas. Para lá da apreciação dos documentos que vierem a ser apresentados, teremos que avaliar o desempenho até ao presente, que está longe de ser brilhante. E que inevitavelmente influenciará o sentido do voto. 

Daqui em diante, a primeira aposta terá que ser o aproveitamento dos jogadores que nos pertencem, fazendo regressar os emprestados. As contratações devem ser cirurgicas, apenas para colmatar lacunas do plantel. Dispensam-se mais coxos e emprestados de qualidade similar às últimas intervenções no mercado. Compreendo que se façam investimentos, mas até aqui apenas desbaratámos dinheiro com reforços de categoria muito duvidosa. Esta será provavelmente a última oportunidade para Frederico Varandas. Temo que uma vez mais a desperdice. 

 

 

Como deve ser apurado o campeão?

Vivemos "tempos interessantes", na óptica daquela milenar maldição chinesa. Tempos de emergência sanitária, à escala mundial, que nos impõem drásticas restrições à liberdade de movimentos. Mas também com inevitável repercussão económica e financeira, designadamente no futebol. 

Espantosamente, ficámos a saber por estes dias que uma situação como a actual, de paragem forçada das competições profissionais, não estava prevista nos regulamentos federativos ou da Liga de Clubes para efeitos do apuramento do campeão. 

Estamos, portanto, num impasse. Que suscita as maiores incógnitas sobre o título desta época. Como resolver este imbróglio? Que solução deve ser adoptada?

Lanço as questões na expectativa de que os leitores se pronunciem. O debate está lançado.

Com a saúde não se brinca

Na sequência do anúncio feito pela federação espanhola e pela UEFA, que haviam decidido suspender sine die as respectivas competições, a Liga de Clubes vai ordenar o adiamento das próximas jornadas das competições profissionais de futebol em Portugal.

Enfim, prevalece o bom senso: a responsabilidade social deve imperar sobre os patrocínios milionários. Basta seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo, que optou pela quarentena preventiva - imitando, aliás, o Presidente da República - em vez de regressar a Turim, onde o seu colega Rugani já está contaminado.

Com a saúde não se brinca. E no desporto ainda menos.

Coronavírus pára o futebol

A federação espanhola tomou a iniciativa que se impunha: suspendeu a principal competição de futebol devido à pandemia do coronavírus. La Liga vai parar.

A UEFA acaba de decidir também a suspensão imediata dos jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Este é o caminho correcto, não o da via seguida pelos responsáveis federativos portugueses - organizar jogos à porta fechada

Caso para perguntar, portanto, quando iremos acertar o passo pela Europa do futebol.

E o nosso dinheiro de volta?

Os jogos das competições de futebol profissional e de futsal serão realizados à porta fechada já na jornada que vem aí. Uma decisão da Federação Portuguesa de Futebol hoje anunciada como medida para evitar a propagação do coronavírus - mesmo não havendo por enquanto notícia de qualquer dirigente desportivo infectado por cá, ao contrário do que sucede com o presidente do Benfica grego.

Em comunicado difundido há um par de horas, a FPF admite que estas restrições podem ser ampliadas e prolongadas. Falta esclarecer o que tencionam fazer com os lugares de época adquiridos pelos sócios até ao fim da corrente temporada. Estão já a ser estudadas medidas para reaver o dinheiro que gastámos para jogos que seremos impedidos de ver ao vivo?

É bom que nos esclareçam sem demora. Isto não é um pedido: é uma exigência.

Competência, tempo e paciência

Mesmo não tendo sido campeão na época de estreia, era claro para os sportinguistas minimamente racionais que era uma questão de tempo até o Sporting ser campeão com o Jorge Jesus. Qualquer pessoa via que, com Jesus, o Sporting voltaria a ser campeão. Pela forma como abordava cada jogo, pela confiança e mentalidade ganhadora - que era incutida pelo treinador. Era uma questão de tempo e de paciência. Não funcionava sempre. Era natural que custasse a implementar - ainda mais no Sporting. No Benfica, Jesus numa época perdeu tudo para Vilas Boas, tendo sido eliminado em casa da taça e perdido por 5-0 no Dragão para o campeonato. Na época seguinte também não ganhou nada de jeito, e na outra perdeu tudo numa semana, incluindo a final da taça para o Guimarães. Mas havia uma avaliação da forma de jogar da equipa e houve paciência para deixar que o ciclo do adversário chegasse ao fim para começar a ganhar. E o Benfica ganhou com Jesus. No Sporting a história poderia ter sido semelhante. A confirmação veio na noite de hoje.
A qualidade da Liga Portuguesa tem vindo a baixar significativamente nos últimos anos. Têm emigrados muitos bons jogadores, têm emigrado sobretudo muitos bons treinadores, a um ritmo muito elevado, e os que ficaram não estão à altura. Esse decréscimo de qualidade não é só no Sporting. Só que no caso específico do Sporting ele é particularmente evidente, com a onda de rescisões de 2018 pelas razões que são bem conhecidas. A queda do Sporting é bem mais acentuada. E o resultado é este: o Sporting está muito pior do que os seus rivais, quando poderia estar muito melhor. Tivesse havido mais paciência com quem tinha provas dadas e estava a fazer um bom trabalho (e continuou a fazê-lo nos clubes por onde passou). Em circunstâncias normais, a equipa hoje não seria a mesma de 2018 (pelo menos Rui Patrício e William, e quase de certeza Gelson, já teriam saído), mas teria sido possível manter a mesma base e dar continuidade a um trabalho. E creio que ninguém duvida que, com a mesma estrutura de 2018, o Sporting nesta época seria melhor que este Benfica e este FC Porto e seria campeão sem dificuldade. Só que tudo começou a ir por água abaixo com uma célebre postagem no facebook após um jogo em Madrid, a que se seguiram muitas outras até tudo acabar com a consequência dessas postagens que foi a invasão à Academia.
Não venho aqui e agora defender a atual estrutura diretiva e no futebol, que cometeu muitos e enormes erros. Só estou a pensar nos erros dos outros. Também convém. Um clube como o Sporting tem que saber aproveitar os erros dos outros. E tem que ser servido por pessoas competentes. Pessoas competentes é o que eu não vejo na atual estrutura do futebol, de alto a baixo. Mas não basta ter pessoas competentes. Há que lhes dar tempo e ter paciência.

Agitação no pântano

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Estádio Nacional, 18 de Maio de 1996

 

Moussa Marega, com um gesto veemente, fez agitar o pântano. Atingiu o limite da paciência, encheu o saco e disse "basta". As imagens que o mostram a abandonar o Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, estão a dar justamente a volta ao mundo. Num grito de revolta contra o racismo. E contra a violência no futebol, que começa por ser violência verbal antes de resvalar para a violência física.

Que sirva de exemplo para muitos outros - tenham a cor de pele que tiverem. Inclusive para aqueles que, em certos estádios e em certos pavilhões, imitam o som do very light que matou um adepto de futebol numa bancada do Estádio Nacional, com o filho menor - então com nove anos - a presenciar tão macabra cena, em plena final da Taça de Portugal.

Jamais esqueceremos a data: 18 de Maio de 1996. Chamava-se Rui Mendes, esse malogrado adepto de futebol. Que era também adepto do Sporting.

 

Vergonhosamente, a tal final continuou a disputar-se como se nada fosse, sem que o jogo fosse interrompido.

Vergonhosamente, o som desse very light continua a ser replicado por irmãos de emblema do assassino. O que é outra forma de continuar a matar Rui Mendes, quase um quarto de século depois.

Sem que ninguém rasgue as vestes. Sem que nenhuma alma sensível solte um brado de indignação.

Um dia de domingo em Alvalade, por ordem cronológica

1 – Excelente vitória da nossa equipa de futsal diante do arqui-rival S.L.B., permitindo aos comandados de Nuno Dias assumir o comando do campeonato.

2 – Javardos serão sempre javardos. Imbecis agrediram, insultaram e cuspiram dirigentes e familiares do S.C.P., mais um triste episódio protagonizado pela turba arruaceira. Que fique claro, jamais o clube poderá reabilitar estas claques, pelo menos enquanto forem dirigidas por delinquentes cadastrados. Não pode haver cedências ou sequer diálogo com marginais.

3  - O mais antigo gang da curva Sul promoveu uma manifestação de descontentes com a actual direcção, exigindo demissão ou destituição. Ao todo uns 3 mil estiveram presentes. Muitos passaram perto, ignorando-os. No interior do estádio, mal entoaram os cânticos foram apupados, assobiados. Hoje felizmente nem sequer apresentaram o já habitual show de piro-javardice. Estou plenamente convencido que na hipótese de ser agendada a AG destituitiva, irão sair derrotados. No fundo servem como idiotas úteis a F. Varandas, porque boa parte dos sócios, entre os actuais órgãos sociais e qualquer possibilidade de regressar ao passado de má memória, nem hesita. Prefere o presente à ordinarice reles que aturámos tempo demais.

4 – Apesar dos equívocos tácticos de J. Silas, dando uma parte de avanço ao adversário, o Sporting C.P. conquistou 3 pontos diante do Portimonense e regressou ao 3º lugar no campeonato. Vitória sofrida, mas merecida e necessária, para tranquilizar o plantel.

Leonardo Jardim

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Para mim, neste momento, não poderia haver melhor solução do que Leonardo Jardim à frente da equipa técnica do Sporting.

Gostava muito que parte da receita conseguida na transferência de Bruno Fernandes fosse aplicada na contratação de Jardim. Por três anos, com plenos poderes da SAD para construir um projecto ambicioso e vencedor.

Claro que isso implicaria mudanças drásticas na estrutura do futebol leonino. Mudanças que só poderão ser bem-vindas.

Fácil, fácil, basta de tiros no pé...

O Sporting recusou e bem, vender Bruno Fernandes abaixo de 70 milhões de Euros após o final da época passada. Seria incompreensível vender agora na janela de transferências em Janeiro, por um cêntimo abaixo desse valor. Pior ainda seria fazer dos sócios parvos, adquirindo ao clube comprador, jogadores sem espaço no plantel, para baixar o preço do negócio. Segundo li na imprensa, Marcos Rojo seria uma hipótese, mas há que perceber que os melhores dias da sua carreira já passaram, tem hoje 29 anos, está encostado e vale segundo o transfermarkt 10 milhões, verba que duvide alguém esteja interessado em pagar. Apresentar um negócio tipo 50 milhões por Bruno Fernandes e receber em troca M. Rojo, seria uma chico-espertice para tentar enganar os sócios mais distraídos. Mais, para garantir a permanência do nosso capitão, vimos partir Bas Dost, Raphinha e Thierry, segundo nos foi explicado, porque precisávamos de dinheiro fresco. Não se percebe bem para que fomos gastar tanto dinheiro em Val. Rosier ou Rafael Camacho, embora exista neste caso uma potencial margem de progressão, que poderá transformar a prazo a aquisição do extremo num bom investimento. A aquisição de L. Vietto fez parte do acordo por Gelson Martins com o A. Madrid e neste caso o jogador tem mostrado qualidade. Já a vinda por empréstimo de Jesé Rodrigues, Bolasie e Fernando tem-se revelado um perfeito desastre, que muitos sócios não compreendem. Em primeiro lugar porque pouco ou nada têm acrescentado à equipa, em segundo lugar, porque se é para apostar, mais vale dar minutos aos nossos activos e valorizá-los.

Até hoje, 11 de Janeiro, não tivemos novidades no Sporting. Apesar das notícias que nos dão conta da saída iminente do nosso capitão, eventualmente de Acuña e S. Coates, bem como da entrada de vários jogadores que nunca ouvi falar, sem espaço nos planteis de equipas razoáveis ou que se destacam em campeonatos de 5ª categoria, ou seja, mais entulho, como se já tivéssemos pouco.

Na próxima 6ª feira recebemos em Alvalade o arqui-rival SLB, derby que muito gostaria de ganhar, até porque temos deixado escapar a vitória nos últimos anos. Bem sei o momento que ambos os clubes atravessam, o total favoritismo dos encarnados, mas o Sporting C.P. tem que procurar ganhar. O mínimo que exijo será uma exibição ao nível da que realizámos diante do F.C.P., discutindo o jogo e depois esperar que os deuses da bola nos ofereçam desta vez alguma pontinha de sorte e que a partida não seja dirigida por um padre que já tenha preparada a homília para celebrar a missa encomendada.

Ora para termos alguma hipótese no próximo jogo, teremos que estar ao nosso melhor nível. Ontem Bruno Fernandes mostrou uma vez mais que o Sporting C.P. é ele e mais 10, pelo que seria um péssimo acto de gestão, uma decisão direi mesmo que aberrante, fechar negócio seja com quem for, durante a próxima semana. Até porque o mercado continuará aberto por mais 2 semanas, pelo que o presidente F. Varandas se quer ganhar o jogo ao S.L.B. terá que considerar Bruno Fernandes inegociável até sexta-feira, a não ser que obviamente alguém pague, não os 70 milhões, mas a cláusula de rescisão. O mesmo princípio deve ser aplicado a todos os jogadores, para que o plantel esteja focado durante a semana apenas no jogo, sem fait-divers.

O presidente Frederico Varandas apresentou-se aos sócios como especialista em futebol, por isso foi eleito. Mostre-nos finalmente as suas capacidades, surpreenda-nos, ou não permanecerá muito mais tempo no lugar.

Janeiro decisivo

Antes de mais, um bom ano a quem nos visita e quem por cá escreve. Um ano melhor para o nosso Sporting, que bem o merece. 

Começa hoje janeiro e, para a equipa de futebol sénior, é um mês cheio de desafios. Começamos com o Porto a caminho do fim da primeira volta, vamos a Setúbal e recebemos o Benfica (não é demais relembrar que acabamos o campeonato na Luz). É imperativo vencer, se não para chegar a algum lado, para que o clima não seja ainda pior do que tem sido. 

No fim do mês, a taça da Liga. Não conta muito, não é nada de extraordinário, mas é muito diferente não passar da meia-final ou ganhar um troféu, sabemos isso pelo passado recente e duas ganhas nas duas últimas épocas. 

Pelo meio, ou durante o mesmo mês, há ainda o mercado de inverno para nos fazer perder o sono com quem pode sair ou entrar.

É claro que este janeiro infernal e o ter de vencer, é sabido na equipa, só peço que seja respirado dia e noite. Vencer, vencer, vencer. 

Javardice nos Açores...

Um grupo de javardos ultra-imbecis, que se dizem sportinguistas, resolveram receber nos Açores a comitiva do Sporting Clube de Portugal, grunhindo e urrando "Alcochete sempre". 

Uma vez mais fica provada a justa razão para o fim do protocolo com os energúmenos que envergonham o clube. O futebol em particular e recintos desportivos em geral, não podem continuar a ser palco para arruaceiros e marginais. 

Já defendi várias vezes a antecipação de eleições e todos sabem que não sou apoiante de Frederico Varandas. Mas não quero regressar ao passado. Qualquer candidato a presidente que no futuro se apresente a eleições no clube, para ter os meus votos terá que inequivocamente repudiar a escumalha e reiterar que não retomará qualquer protocolo ou apoio à horda de vermes.

Viva o Sporting Clube de Portugal.

Rally tascas

 
Oitenta a noventa por cento dos jogos dos três grandes são contra equipas galhardas, manhosas e de contra-ataque, que se atiram para o chão aos 70 minutos quando se apanham a ganhar. É uma estratégia e também não é criticável (à luz dos seus interesses). Os ditos grandes não fazem outra coisa a não ser disputar jogos de solteiros e casados e não jogos como o Sporting-PSV, o Young Boys-Porto ou o Leipzig-Benfica. Pouco importa quem ganhou. Vi os três jogos, corridos, disputados, sem manhosice e chico-espertice, além da adulta, própria do futebol de alto nível, bem filmado, vivo.
Como espetáculo desportivo, a nossa bola é televisivamente deplorável. Estádios quase todos horrendos, mal iluminados, com ervados indiscritíveis, com cornetas e bombos em cima do comentário, público que vaia o árbitro por tudo e por nada, que quer ganhar de preferência com golos com a mão, dão ao nosso futebol uma atmosfera de tasca que não se compara com as ligas inglesa, espanhola, francesa, holandesa até a grega (do que vi). É curioso que o brilho de Ronaldo tenha diminuído na Liga que tem das piores imagens televisivas destas todas, a italiana.
Dois ou três jogos por ano assim teriam graça, como tem graça comer em roulottes nos festivais, mas ser quase sempre assim puxa a nossa Liga muito lá para baixo. Acabamos por ver os jogos à espera que o nosso clube vença e o rival perca, não para ver e fruir futebol.  
Porque hoje lá estaremos em Barcelos para mais um solteiros e casados

Pobreza franciscana!

Desde a derrota com o Rio Ave para o campeonato que deixei de ir a Alvalade. E ontem também não era para ir.

Não fosse o meu filho mais velho às cinco horas da tarde a ligar-me:

- Pai, vais à bola?

- Eu não!

- Olha que estou a caminho do estádio.

Pronto peguei na farpela (camisola Stromp e cachecol) e no carro e eis-me a caminho do Estádio. Encontro nas tascas ambulantes de bifanas e fomos ocupar os nossos lugares na zona Norte.

Começou o jogo:

  • Não percebi aquela dos três centrais de Silas contra um Belenenses fraquinho, fraquinho;
  • Ilori decididamente não tem lugar nesta equipa;
  • Eduardo não se viu;
  • Os laterais não descem;
  • Não há um pensador de jogo;
  • Bruno Fernandes esteve quase sempre ausente do jogo;
  • Boulasie é grande, mas não é grande coisa;
  • Em suma, a equipa não joga um carapau.

Não gostei dos cânticos contra o Presidente. A mim, que não votei nele, não parece uma nobre atitude (devem ter aprendido com alguém, digo eu!). Os assobios são justos (desculpem lá mas é necessário passar para dentro do campo que aquilo não é jogo!).

A equipa (não) joga sobre brasas e cada jogador tenta libertar-se da bola o mais depressa possível sem critério nem competência. Não houve um passe certeiro, uma jogada bem delineada, futebol de qualidade.

Foi tudo muito pobre, muuuuuuuuuuuuuuuito mesmo.

Assim vamos ter alguma dificuldade em subir na tabela classificativa.

A pedra angular do sistema

Ontem, durante a primeira parte do jogo com o Rosenborg, pareceu-me, finalmente, ter percebido qual a ideia de Silas para o jogo do Sporting. Confesso que o género de futebol assente na posse (no fundo o modelo que Guardiola desenvolveu, ao extremo, no Barcelona) não me fascina.

No entanto, se as ideias de Silas forem essas, ele precisa de, pelo menos, um jogador completamente diferente. Anda, pela nossa equipa, um moço (que quase aposto, deve ser uma simpatia) chamado Doumbia que, há-de ser, certamente, extraordinário a fazer imensas coisas, mas não claramente a jogar futebol. Ou, pelo menos, um futebol assente numa ideia de jogo que privilegia a posse de bola e a circulação. Doumbia tem evidentes carências técnicas e, devo confessar, quando estou a ver o Sporting, todas as vezes que o costa-marfinense toca na bola são para mim momentos de pânico e terror. 

Tudo isto para dizer o quê? A verdade é que no plantel do Sporting não há outro jogador com as características de Doumbia. De quem é a responsabilidade? Parece-me evidente que não é de Silas, mas antes da estrutura que lidera o futebol. Aliás, toda a má época que estamos a fazer é consequência de escolhas, em alguns casos, absurdas dessas mesmas pessoas. Quem achou possível fazer toda uma época com um único ponta-de-lança?

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