Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Modernizar o futebol

O Desporto Rei tem vindo a perder oportunidades atrás de oportunidades para se tornar mais competitivo e obviamente mais sério. E quando falo em seriedade não aponto para a corrupção que grassa na UEFA e na FIFA, mas essencialmente para a forma como o futebol é tantas vezes um verdadeiro palco para alguns “artistas” da bola.

Tudo isto para dizer que ontem em Alvalade poderia ter acontecido um caso singular. A falta de originou o vermelho directo, se tivesse acontecido aos 80 minutos, quando Peseiro já tinha feito todas as substituições, poderia colocar o Marítimo em pé de igualdade com o Sporting quanto ao número de jogadores em campo.

De uma maneira pragmática diria que nesta suposta situação, o crime compensaria o prevaricador.

Ora, será necessário que alguém olhe para estes casos de uma forma mais aberta e sem quaisquer receios de ferir interesses.

Num caso como o que aconteceu na noite passada, a equipa prejudicada deveria poder substituir o jogador lesionado, não obstante as três substituições já ocorridas ou a equipa contrária abdicar de um jogador. Só assim se faria alguma justiça.

Tenho consciência que tanto a FIFA como a UEFA têm pavor à mudança, mas sinceramente já seria tempo daqueles organismos se modernizarem quanto a este e outro género de questões.

De outra forma o futebol perderá com o tempo adeptos! Disto não tenho qualquer dúvida.

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Carta aberta aos sportinguistas

Caríssimos,

 

Como é do conhecimento de todos, o Sporting inicia amanhã mais uma corrida que durará mais ou menos até Maio próximo.

Os últimos meses foram demasiado tenebrosos para as nossas cores, para serem simplesmente olvidados. Nem vale a pena trazer aqui esse triste histórico do qual ainda hoje sofremos as consequências.

Porém futebol é futebol e quando a bola começar a rolar os nossos corações vão saltar de emoção com os golos ou as jogadas dos nossos atletas. E não interessará saber se sou defensor de A, de B ou de C. Isso durante o jogo não contará para nada.

De tal forma que sempre que o Sporting marcar aquele golo que nos dará a vitória, seja no campo, seja em casa, haveremos de saltar e abraçar o vizinho com a mesma força e alegria de sempre, independentemente da lista que ele defender.

Porque aquele momento do golo é tão especial, tão importante, tão transcendente que ultrapassa qualquer diferença de opinião que tenhamos.

Face ao que precede, a partir de amanhã não culpemos os dirigentes anteriores, não culpemos os actuais, nem culpemos os futuros pelo resultado menos positivo. Não vale a pena!

Porque o futebol é um jogo onde, para além da competência de cada equipa, o factor sorte é um elemento incontornável e incontrolável.

Portanto meus amigos… é chegado o tempo de acabar com as guerras e passemos a apoiar ferverosamente o nosso Sporting.

Como seeeeeeeeeeeeeeeeeempre o fizemos.

Saudações leoninas.

José

Mais um dia positivo...

Acabei de assistir à meia-final do campeonato do mundo, excelente jogo, merecida vitória da Croácia que pratica um futebol de qualidade. Ao que parece um labrego terá apresentado candidatura à presidência do clube à mesma hora, bardamerda para ele e jagunçada que o apoia, tenho mais que fazer que aturar alienados demenciais. Ainda não escolhi o candidato que apoiarei, conto fazê-lo em breve, mas sei que não será Madeira Rodrigues e muito menos um rufia com aspirações a imperador… Interessante para o Sporting é mesmo o regresso de Nani, como ontem havia sido o de Bruno Fernandes. O ambiente em Alvalade está de facto mais higiénico, mais respirável, mais saudável…

José Peseiro reloaded...

Não sou fã do José Peseiro. Verdade que na época completa que treinou o Sporting apresentou bom futebol, mas perdíamos pontos com uma frequência inacreditável. Só que ía acontecendo o mesmo aos rivais, até se gracejava afirmando que era ver quem conseguia fazer pior e no final o Benfica acabou campeão com a menor pontuação de sempre e vimos fugir o campeonato a uma jornada do fim, no Estádio da Luz, naquele polémico lance entre Luisão e Ricardo, o tal que fechava os olhos quando saía aos cruzamentos e sofreu alguns golos perfeitamente evitáveis, no Sporting e na selecção nacional.

Substituindo Fernando Santos no comando técnico da equipa, à época Peseiro vinha do Real Madrid onde tinha sido adjunto de Carlos Queiroz, os dois pé frio do futebol luso, com expectativas elevadas, mas cedo se percebeu que nunca teve pulso no balneário. Um certo diálogo com Rochemback que me abstenho de reproduzir é disso exemplo maior. Após a época do quase, eliminado na Luz no desempate por grandes penalidades, 3º lugar no campeonato, porque após derrota na Luz ainda perdeu em Alvalade com o Nacional na última jornada, perdendo também o acesso à Champions e para cúmulo a célebre final da última taça UEFA para o CSKA. Na época seguinte os sócios assobiavam-no cada vez que se levantava do banco, acabando por tornar insustentável a sua permanência. A sua saída provocou a demissão do presidente Dias da Cunha e entrada de Paulo Bento.

O passado ficou lá atrás, mas não deve ser esquecido. No entanto quero, desejo, o maior sucesso a José Peseiro no comando do Sporting. A partir de ontem, é o meu treinador. Verdade que, apesar de ser um clube apetecível e existirem outros nomes possíveis, a presente situação de incerteza que atravessamos afasta alguns treinadores, que não estão disponíveis para assinar um ano de contrato, todos concordamos que a nova direcção a ser eleita não deve ficar amarrada a um contrato de longa duração. A mera possibilidade, mesmo que remota, do louco de que em boa hora nos livrámos ainda poder regressar é também motivo para fazer fugir a 7 pés mais uns quantos que não estão para se sujeitar aos desvarios e boçalidade de um qualquer figurão dirigente.

As expectativas estão baixas, mas temos um plantel com jogadores interessantes que julgo ainda irá receber reforços, muito provavelmente não faremos pior que nas últimas duas épocas. O novo Conselho Directivo a eleger em Setembro terá todo o tempo para planificar a época 2019/2020, sem esquecer que ainda pode actuar no mercado de Janeiro. O Sporting não irá acabar, no final os rivais e algumas viúvas carpideiras saudosistas do figurão acabarão percebendo que as notícias da nossa morte pré-anunciada são manifestamente exageradas.

Etebo

etebo.jpg

 

Etebo, jogador do Feirense em 2017/18. Licença desportiva vendida ao Stoke City por 7,2 milhões de euros (!) - um clube como o Feirense num negócio destes, mesmo que os empresários fiquem com um naco substancial, é mesmo sinal dos tempos ...

Nesta madrugada estive a ver o que escrevi aqui no "És a Nossa Fé" nestes meses. Muita parvoíce, apertado entre a vontade que o "Bruno" fosse Bruno e a consciência de que o Bruno é "Bruno". Muita parvoíce mesmo. Enfim, cá se escrevem cá se pagam ...

Mas ficam-me dois textos à bloguista "da bola", contentam-me. No dia 2 de Outubro um postal a que chamei "O Muro de Lisboa" pois "o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando". Aliás, se eu fosse da administração de alguma construtora civil com negócios do estrangeiro, tipo construções de barragens ou grandes vias, contratá-lo-ia para uma campanha publicitária.

O outro? A 9 de Setembro, fazendo uma espécie de rescaldo após a 5ª jornada, botei "Entretanto eu, aqui da praia, fico-me a pensar que aquele rapaz Etebo, que vive em Santa Maria da Feira, tem ar de quem seria um bom grumete para a nossa equipagem". Pena que não tivesse tido o eco que eu desejaria.

Espero que compensem, um pouco, outras coisas por aqui deixadas.

 

Os últimos 20 anos do campeonato português...

Alguns sequazes do ainda presidente andam por aí a clamar que Bruno de Carvalho devolveu honra e orgulho ao Sporting. Em baixo deixo um quadro com a classificação dos últimos 20 campeonatos disputados. O actual presidente tomou posse em Março de 2013. Como se constata facilmente, na 1ª década deste século, como alguns dizem, no tempo dos "croquetes", não se ía a lado nenhum... Nos últimos 5 anos são só vitórias... do rival!

Época

Campeão

Pontos

Vice-campeão

Pontos

1998-99

FC Porto

79

Boavista

71

1999-00

Sporting

77

FC Porto

73

2000-01

Boavista

77

FC Porto

76

2001-02

Sporting

75

Boavista

70

2002-03

FC Porto

86

Benfica

75

2003-04

FC Porto

82

Benfica

74

2004-05

Benfica

65

FC Porto

62

2005-06

FC Porto

79

Sporting

72

2006-07

FC Porto

69

Sporting

68

2007-08

FC Porto

75

Sporting

55

2008-09

FC Porto

70

Sporting

66

2009-10

Benfica

76

Sp. de Braga

71

2010-11

FC Porto

84

Benfica

63

2011-12

FC Porto

75

Benfica

69

2012-13

FC Porto

78

Benfica

77

2013-14

Benfica

74

Sporting

67

2014-15

Benfica

85

FC Porto

82

2015-16

Benfica

88

Sporting

86

2016-17

Benfica

82

FC Porto

76

2017-18

FC Porto

88

Benfica

81

Hoje giro eu - Iniciados campeões!!!

O Sporting sagrou-se hoje campeão nacional de iniciados em futebol ao bater, em Alcochete, o Benfica por 3-1 (0-1 ao intervalo). Marcaram para o Sporting: André Gonçalves, Adriano e Lucas Dias. Joelson assistiu para 2 golos. Parabéns aos jogadores, ao treinador, Pedro Coelho, ao Director, Virgílio, e a toda a estrutura da Formação com uma palavra de eterno apreço para Aurélio Pereira.

Telenovela

Para qualquer amante de futebol, o sonho passaria por ser jogador de futebol, representar um grande emblema nacional, internacional e a sua seleção nacional.

 

Quando era criança, os jogadores chegavam inclusivamente a recusar transferir-se para clubes que não tivessem dimensão e estatuto porque significaria um retrocesso na sua carreira.

 

A Lei Bosman, o aparecimento das S.A.D., a venda de clubes a grandes grupos económicos e outras situações, trouxeram ao futebol o pior que existe no ser humano. Com isto, acabou o “amor” ao clube. Todos são profissionais ou pagos como tal. Ou seja, presidente, equipa técnica e jogadores fazem parte de uma estrutura que recebe milhões para fazer o seu trabalho.

 

Ou seja, ao presidente compete entre outras, a difícil tarefa de gerir o clube e tentar criar todas as condições naturais para que a equipa técnica e jogadores, consigam atingir o sucesso.

 

A equipa técnica tem a árdua tarefa de gerir o plantel e formar atletas. O objetivo é criar condições para que os atletas estejam bem física e psicologicamente no intuito de atingirem o sucesso.

 

Por outro lado, aos jogadores compete a tarefa mais difícil de todas. Treinar arduamente e dar o seu máximo em todos os jogos porque só assim conseguem atingir o que todos queremos.

 

No final, todos esperamos ser campeões porque significa que atingimos o sucesso. Ou seja, o trabalho coletivo não existe apenas dentro das quatro linhas.

 

Se todos tivessem consciência de tal realidade, não estaríamos a assistir a esta telenovela de quinta qualidade. Imaginem: Se tivéssemos um presidente que soubesse estar calado; Se tivéssemos um treinador que soubesse estar calado; Se tivéssemos jogadores que dessem o seu máximo em todos os jogos; E se o presidente do Sporting Clube de Portugal não estivesse rodeado de pessoas fracas tecnicamente e que apenas lhe sabem dizer que sim; Se à volta deste clube não gravitassem milhares de abutres.

 

Como tudo era perfeito…

 

Mas não, voltamos à dura realidade e aos dois parágrafos iniciais para abordar um tema interessante.

 

Será normal que o guarda-redes, campeão da Europa, queira ir jogar para o Wolverhampton!? Adrien Silva para o Leicester City!? Peço desculpa a todos os adeptos dos supra mencionados clubes, mas estamos a falar de Campeões da Europa! Será que o dinheiro também “mata” o sonho de jogar nos melhores? Provavelmente sou eu que os considero melhores jogadores do que eles são na realidade. Para mim, Rui Patrício está entre os melhores da Europa e Adrien é um jogador fantástico.

 

Tal como eu, os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal têm orgulho em munir a Seleção Nacional com os “nossos meninos” e a vê-los sair para clubes de topo.

 

Podem chamar-me antiquado mas gostaria de voltar ao tempo em que via um jogo e não estava preocupado com corrupção, apostas, jogos viciados, empresários, etc.

Hoje giro eu - O jogo da mala

olgacardoso.jpg

 

Não, não me refiro ao jogo imortalizado pela "amiga Olga" (uma querida e respeitável senhora), mas é importante despertar. Terá soado o gongo? É pagar para perder? É pagar para ganhar? O que tem a dizer o Sindicato dos Jogadores sobre as denúncias dos atletas e pronta negação dos alegados corruptores? Quem são estes empresários/alegados intermediários e quem os regula? O que têm Liga e FPF a dizer sobre a prevenção disto? O que se está a passar no futebol português? Corrupção ou contra-informação? Eu pago para ver...

Só para relembrar

O futebol apresentado pelo Sporting esta época foi na maioria dos jogos medíocre. Futebol previsível, chutos para o ar, uma enormidade de golos sofridos, banhos de bola dos 3 principais rivais, etc...

Jorge Jesus voltou a demonstrar que é um treinador medroso e que, apesar de ter um dos melhores plantéis da história do Sporting (100% escolhido por ele), e, provavelmente, o melhor do campeonato, só conseguiu ficar em 3o lugar.

A gestão do esforço da equipa ao longo da época foi do mais absurdo que tenho visto e só há um responsável por isso que é o próprio treinador.

A abordagem ao mercado de Janeiro foi completamente ridícula e a única coisa que acrescentou foi despesa...

Convém não nos esquecermos desta realidade.

Os grunhos da bancada Sul, ou se preferirem, guarda pretoriana do presidente

Invadiram as instalações de Alcochete, de acesso reservado, para fazerem a única coisa que sabem, agredir. Esta escumalha que envergonha regularmente o nosso clube está clara e inequivocamente ao serviço do pirómano que o dirige. Como animais desprovidos de intelecto que são, uma vez atiçados, enraivecidos, apenas conhecem uma linguagem, a violência. E não hesitam utizá-la contra todos os que nos dias que correm recusarem seguir a manada. Não bastou às bestas terem provocado o lamentável episódio do foguetório sobre o nosso guarda-redes no último derby. Rui Patrício já faz parte da história do Sporting Clube de Portugal, ao passo que a Juve Leo não passa do rol de histórias e figuras tristes. Um bando de arruaceiros, alcóolicos e drogados que vão para os estádios descarregar com violência as frustrações das suas vidas tristes e miseráveis. Tudo sob a complacência de quem lhes subsidia deslocações para supostamente apoiar os que agora insultam e agridem. Nada de novo, em tempos ameaçavam jogadores de riscarem ou danificarem viaturas junto à antiga porta 10-A, caso estes não contribuissem com algum dinheiro para a causa. No mínimo assobiavam alguns jogadores durante os encontros, mal estes tocavam na bola. Para conseguirem dinheiro sempre recorreram à extorsão. Os artefactos pirómanos escapam à revista policial em dia de jogo, porque já estão previamente plantados no interior do estádio. 

Gostam de acção? Ao menos vão procurar um local ermo e encontrem-se com os No Name, Super Dragões e demais vermes da mesma estirpe, resolvendo entre si os problemas de auto-estima. Mas deixem em paz quem serve o clube e sobretudo deixem o Sporting em paz. 

Por qué no te callas

BC.jpg

 

O incendiário que infelizmente preside ao nosso clube continua incapaz de controlar o ego, buscando um protagonismo que o coloque no centro das atenções, mesmo que tal signifique prejudicar a instituição que supostamente deveria servir, até porque lhe paga um salário que muito provavelmente mais ninguém lhe estará disposto a pagar…

Eleito em 2017 com uma maioria albanesa, provocou uma crise em Janeiro quando a equipa liderava o campeonato. Com a liderança reiterada pelos sócios provocou nova tempestade com o inenarrável episódio pós-Madrid. Imediatamente antes da última jornada, tivemos novo episódio com o progenitor da criatura no Facebook e nova entrevista completamente inoportuna e despropositada.

Ainda por confirmar ao que parece, nem quero acreditar que possa ser verdade, está em cima da mesa a possibilidade de afastamento do treinador a uma semana do final da época, quando temos a final da taça para disputar.

Se acreditasse em teorias de conspiração, diria que este comportamento errático de Bruno de Carvalho poderia não ser casual, antes faz parte da estratégia de afastar do clube as figuras que devem ser idolatradas por natureza, os jogadores e outros quadros técnicos ou dirigentes que possam atrair holofotes, ofuscando o brilho a que o presidente-sol Bruno de Carvalho julga ter pleno direito exclusivo.

Qualquer sócio que apresente uma crítica à direcção é imediatamente apelidado de pseudo-sportinguista ou sportingado. Para o presidente apenas a carneirada que o aclama conta, nem hesitando usar a horda de vândalos a partir da curva sul como guarda pretoriana ao serviço dos seus interesses. Foi triste, deveras lamentável assistir ao episódio dos petardos que alguns animais lançaram sobre Rui Patrício, que além de capitão de equipa já garantiu um lugar na história do Sporting Clube de Portugal. Até quando permitirão os sportinguistas serem representados por uma tão triste figura? O presidente da mesa da Assembleia-geral, que também preside á Liga de bombeiros, não quererá por cobro ao consulado do incendiário e devolver aos sócios a palavra sobre o destino do clube?

Hoje giro eu - Ganhar o que está à mão, perder o que está ao pé

Quando temos um treinador de andebol, de seu nome Hugo Canela, que transforma os 10(!) jogos de Champions mais a pré-eliminatória numa oportunidade para o crescimento competitivo da equipa - nunca dando relevo ao cansaço daí decorrente - , quando um treinador de voleibol, Hugo Silva, pega numa babilônia de jogadores, muito deles veteranos, cansados de duras batalhas anteriores, e fazendo das fraquezas forças se sagra campeão - nunca valorizando o facto da equipa treinar em Fiães, no Norte do país, só se deslocando a Lisboa para os jogos - , quando tudo isto acontece, dizia, acrescido do ênfase de ambos os treinadores em dar mérito aos jogadores, fica claro porque falhamos consecutivamente no futebol. É só fazer aquele passatempo de ‘descubra as diferenças‘... 

 

#savingprivateryan

Ideia feita

Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol.

Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.

Em contraponto, veja-se o exemplo da equipa de andebol/hóquei/futsal esta época: a participação na Champions obrigou a um nível competivo ainda mais elevado nos jogos disputados, tendo a equipa conseguido, com sucesso, mantê-lo nas competições nacionais, com uma regularidade impressionante, incluindo nos jogos contra as equipas acessíveis.

No ano do Marco Silva como treinador, Bruno de Carvalho promoveu um encontro entre os treinadores do futebol e modalidades (hóquei e futsal). Na altura achei uma iniciativa interessante e útil, tendo pena que não mais tenha sido replicada. Todos têm a aprender com todos (Jorge Jesus refere, muitas vezes, que alguma da sua criatividade foi inspirada no basquetebol), ganhando o Sporting com isso. Parece-me de todo conveniente retomá-la já na próxima época.

Amor em tempos de Cólera.

 
Poucos territórios são mais dados à hipocrisia e ao sentido de superioridade que o futebol profissional em Portugal. Conseguimos essa coisa incrível de sermos dos melhores do mundo a gerar e formar jogadores e treinadores, a descobrir e a transacionar talentos (e até somos campeões Europeus em seleções) ao mesmo tempo que não perdemos uma oportunidade de desdenhar o jogo e a Indústria. Por falar em indústria, há muita gente superior que vive do futebol falado e discutido. Já tínhamos essa inovação de termos políticos, ex-políticos e políticos em pousio a falar de política e a serem pagos por isso e agora temos ainda mais desses políticos e demais opinadores profissionais a serem pagos para dar a sua opinião sobre bola, com a vantagem de poderem ser mais desbragados e apaixonados e (aparentemente) menos calculistas.
Quem é opinador precisa de alvos fáceis. Num país que insiste em ser dos mais pobres da União Europeia, quem sai da norma é por definição um alvo fácil e no nosso mundo da bola o presidente do Sporting é um alvo fácil. Por manobrar no bastidor? Por vender jogadores por um punhado de lentilhas? Por despedir treinador a meio da época? Por ter sido apanhado em escutas de conteúdo heterodoxo? Por ser recordista em comissões a agentes de jogadores?
Não, mas sim por não ter sido campeão num clube que venceu dois campeonatos em 35 anos e não se consolar com essa ideia de forma nenhuma, contagiando milhões de outros sportinguistas nos últimos anos e necessariamente hostilizando os poderes instalados.
Muitas vezes exagerou e muitas vezes foi vulgar na linguagem, mas ninguém como ele lutou pelo clube. 
Ajuizar sobre alguém que aparenta estar sob elevadíssimo stress emocional é relativamente simples até para o não especialista. Tudo é, tudo parece asneira, todas as palavras, os atos, as omissões. Dá a ideia que quase nada do que Bruno de Carvalho fez publicamente em relação ao clube nos últimos dias foi a coisa certa. Algumas são tão obviamente erradas que poderiam fazer parte de um manual que abordasse os efeitos do stress sobre a performance de um líder.
É altissimamente provável que esta semana venha a fazer parte destacada da biografia de Bruno de Carvalho enquanto presidente do Sporting, o que é lamentável para o clube, os seus trabalhadores, os seus adeptos e sócios e o próprio. A questão a que muitos já responderam é se chegamos a um ponto de não retorno, em que a confiança entre todos se estilhaçou. Aquilo que se entende dos opinadores é que sim, Bruno de Carvalho “não tem condições” para continuar à frente da SAD e do clube, dado o lastro de disparate (chamemos-lhe assim) deixado. E, chegados aqui, é extremamente difícil discordar com a ideia, ainda por cima no país onde quem sai da norma é detetado e identificado para ser abatido.
Bruno mais do que esticou a corda, mas na verdade no consensual Portugal nunca teve hipóteses. O que levou o presidente de um clube de futebol a este estado de falência emocional deveria dar que pensar. Em especial quando começamos a detalhar as lutas de Bruno de Carvalho em defesa dos interesses do clube. Teria ele razão na questão dos fundos? Do vídeo-árbitro? Da relva do estádio? Em não vender jogadores a eito? Foi ele quem inventou as detenções que a PJ fez noutro clube candidato ao título? Foi Bruno o autor dos gigabytes de e-mails vindos a público e que comprovam que havia mais, muito mais, que saudações natalícias entre agentes do futebol? Deve-se a Bruno de Carvalho haver zero árbitros nossos compatriotas escalados para o Mundial da Rússia, quando a seleção é campeã da Europa e o melhor jogador do mundo é português?
Talvez com tempo, os opinadores possam fazer um juízo mais definitivo sobre as escolhas de Bruno ou talvez possam continuar a fazer pela vida, farejando por outro alvo fácil e consensual, vivendo na sombra da Indústria do futebol que estará certamente purificada com a saída de cena do colérico Bruno de Carvalho.

 

 (publicado no Expresso Diário de 10.04.2018)

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D