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És a nossa Fé!

De tudo um pouco!

Desde a estúpida derrota em Portimão que autoflagelei-me com a ausência de escrita neste espaço.

A promessa, feita na altura a mim mesmo, terminaria numa futura vitória leonina.

E pronto, lá aconteceu ontem em Alverca (para mim de boa memória quando vi Jardel e "sus muchachos" vencer a equipa local) o Sporting ganhar mais uma partida.

Num jogo onde houve de tudo um pouco:

- bom futebol;

- mau futebol;

- bons golos;

- boa arbitragem;

- uma grande penalidade bem defendida;

- bons apontamentos de alguns leoninos;

- muita displicência;

- alguma tremideira;

- pouca coragem do treinador leonino.

Enfim, o Sporting desta época resumido em meros noventa minutos.

Demasiado fraco...

Já defendi anteriormente a continuidade de José Peseiro à frente da nossa equipa de futebol, posição que mantenho, até porque uma eventual substituição deverá ser ponderada e resultando numa aposta para futuro, não acredito em chicotadas psicológicas e treinadores de transição até final da época, porque ainda guardo memória dos tempos em que tal prática foi usual no Sporting sem ganhos assinaláveis, ao que recordo.

Mas também começa a ser difícil defender José Peseiro e principalmente compreender a sua lógica. O duplo pivot não resulta, retira jogo interior, a solução de lançar constantemente bolas para as alas de tão previsível, já não resulta. Também não percebo que se lance um jovem para a estreia na equipa principal aos 90 minutos, para jogar apenas o tempo de compensação. Principalmente diante de adversário tão poderoso como o Loures. À semelhança da época anterior, Bruno Fernandes não tem descanso, seja na taça da carica, na taça de Portugal ou liga Europa, vai sempre a jogo. Todos lembramos o quão penoso foi o final da época passada para alguns jogadores, ninguém de bom senso pode esperar repetir (más) práticas e obter resultados diferentes.

Bem sei que a equipa se tem ressentido da falta de Bas Dost ou Mathieu, agora Raphinha que vinha ganhando espaço também se lesionou, Sturaro será previsivelmente um grande reforço se recuperar totalmente da grave lesão. Mas o quadro clínico não justifica tudo, e que apesar da falta de qualidade evidente de alguns jogadores do plantel, é preocupante a falta de dinâmica que o Sporting vai mostrando nos últimos jogos. A vida é o que é, se não convencermos nos próximos jogos em Alvalade diante do Arsenal e Boavista, muita coisa terá que ser repensada. Não consigo perceber por que razão no início da época, quando as expectativas estavam baixas, conseguimos vencer alguns jogos e agora, após 3 meses do início da competição oficial, parecemos regredir. O duplo pivot não funciona, é urgente recuperar jogo interior sem deixar obviamente de jogar pelas alas, para conseguirmos chegar à reabertura do mercado em posição de discutir a época. Tem a palavra José Peseiro, por enquanto ainda treinador do Sporting, mas que terá que deixar de ser teimoso, ler com humildade algumas críticas, se quiser continuar à frente da equipa. Só os burros nunca mudam…

Não nos precipitemos, cada coisa a seu tempo...

José Peseiro não é um treinador querido junto dos sportinguistas, não foi preciso chegar à 7ª jornada para o perceber, logo no momento da contratação foram várias as vozes que manifestaram discordância, incluindo a minha, embora com a ressalva que uma vez contratado, José Peseiro é o meu treinador, posição que mantenho sem alterar uma vírgula. Até hoje está atravessada na nossa memória colectiva a sofrível época de 2004/2005, quando perdemos numa semana o campeonato, a final da taça UEFA em nossa casa e até o acesso à champions. Não existem duas hipóteses para causar uma boa primeira impressão e José Peseiro sabe-o, qualquer outro treinador que tivéssemos contratado estaria agora a beneficiar do chamado “estado de graça”, algo que o actual treinador leonino não teria logo à partida, pese embora os condicionalismos que muitos sportinguistas parecem ter esquecido, até os compreendo, também eu quero deitar para o baú do esquecimento o penoso final da época passada e principalmente o pesadelo em que o clube mergulhou no final do consulado da direcção anterior.

A contratação de Peseiro também se explica, é bom que se tenha memória, pela recusa que vários técnicos abordados foram manifestando. Face à incerteza que vivemos, poucos ousariam enfrentar o desafio e Peseiro aceitou, o que abona a seu favor. Certo que tem algo a provar, talvez seja mesmo a última oportunidade que venha a ter em Portugal, pelo menos nos principais clubes do nosso campeonato.

Mas aqui chegados, para decidir substituir Peseiro, é fundamental perceber o que ganharíamos com a eventual troca. Uma fortalecida candidatura ao título? Porque a não ser assim, não vejo motivos para uma substituição. Vejamos, José Peseiro tem contrato por um ano, com mais um de opção. Parece lógico que chegados ao fim da época a opção não seja exercida, tudo seja comunicado ao treinador dentro do prazo e que se comece no mais curto espaço de tempo possível a preparar a próxima época. Para José Peseiro permanecer no Sporting teria que ganhar o campeonato, ou no mínimo a Liga Europa, o que poucos nesta altura acreditam. Opções não faltam, algumas bem interessantes, andar em constantes chicotadas é que não nos leva a lado algum. Imagine-se despedir agora Peseiro, contratar alguém que trabalhando com todos os condicionalismos da falta de preparação da época em curso, mesmo que queiramos, o tempo não volta atrás, se porventura o resultado produzido não fosse imediato, lá estaríamos daqui a meia-dúzia de meses a avançar para um terceiro treinador no espaço de um ano.

Antes de pensar na próxima época e na substituição do plantel, mesmo até de ajustes com entrada de jogadores em Dezembro, o clube precisa resolver os graves problemas estruturais e financeiros em que mergulhou. O recém eleito presidente Frederico Varandas e restantes membros do Conselho Directivo sofrem constantes ataques de saudosistas do passado, mas também dos ressabiados candidatos a salvadores do presente, que se julgando iluminados, visionários acima das massas, não compreendem a injustiça dessa coisa chamada democracia. Trabalho duro pela frente, mas que a direcção precisa levar a cabo, mantendo o rumo, seguindo o programa que os sócios sufragaram, sem atender aos inúmeros oráculos e pitonisas que orbitam o Sporting.

A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

Também aqui

Comparações

O futebol é sempre feito de comparações. Há dois meses, por exemplo, o Sporting tinha um plantel destroçado, com nove jogadores a rescindirem unilateralmente. Incluindo o guarda-redes titular do clube e da selecção nacional, campeão europeu, entretanto substituído por um aleijado italiano que se apresentou em Alvalade com seis quilos a mais e está arrumado numa arrecadação qualquer.
Isto tem de funcionar como elemento de comparação. Claro que melhorámos de então para cá. Claro também que ninguém consegue, em tão pouco tempo, transformar um plantel destroçado em potência do futebol nacional. É de elementar honestidade intelectual reconhecer tal facto.

Ingratidão do rival vs. serenidade leonina

Ler queixas de benfiquistas sobre o árbitro João Capela, o tal que lhes perdoou várias grandes penalidades no derby do limpinho, limpinho, equivale a ler uma dissertação de Cicciolina sobre a perda da virgindade. O clube da Luz, que foi amplamente beneficiado anos a fio, a ponto de jocosamente se apelidar um campeonato de Liga Capela, mostra ingratidão face aos serviços anteriormente prestados. Obviamente que este clamor visa desviar atenções da qualidade do futebol praticado, da prestação das principais aquisições na presente época, face ao investimento, das críticas de adeptos a Rui Vitória e até da inenarrável explicação sobre o like de Jonas no Instagram, com a bizarra teoria da conta ter sido pirateada.

Felizmente que os tempos são calmos no Sporting, apesar da controvérsia sobre a não convocação de Nani para o jogo com o Marítimo. No entanto José Peseiro falou demais, compreendo o interesse mediático, mas os problemas de casa, decidem-se internamente, à porta fechada. Claro que a vitória ajudou a serenar os ânimos, acredito que Nani volte a ser titular e receber a braçadeira muito em breve, quiçá na próxima quinta-feira. A bem do clube.

O (simples) dia de ontem!

Saí de casa apressado para chegar a tempo ao pavilhão João Rocha. A tarde estava cálida, mas nas ruas ao redor de Alvalade havia já muito movimento de sportinguistas. Os pontos de encontro quantas vezes personalizados nas roulotes das bifanas e imperiais, ainda assim apresentavam pouca clientela.

Todavia à volta do pavilhão havia já fila para entrar. O jogo da Liga dos Campeões de Andebol estava previsto para as 18 e 30. Quando entrei já o recinto estava bem composto, plasmado nos quase 2500 adeptos.

Não obstante a equipa de andebol ter jogado muuuuuuuito abaixo do que seria esperado e desejável, o público presente não regateou apoio. Foi a minha primeira vez no pavilhão, não obstante ter também contribuído para a sua construção, e senti-me completamente arrebatado por aquele público entusiasta. Faltou a vitória para ser perfeito!

Um espaço que pode levar 3000 pessoas na sua lotação completa, levou-me a imaginar como será, ao vivo, o ambiente num qualquer pavilhão nos Estados Unidos, que levam muito acima das 10 mil assistentes.

Após o andebol foi a vez do futebol. Uma “sandocha” e a inevitável imperial, para tapar a fome, e nova correria para o estádio. Desta vez para assistir a uma bela vitória contra o Marítimo.

E das duas uma: ou eu não percebo nada de futebol (o que deve estar mais próximo da verdade!!!) ou este terá sido o melhor jogo que vi esta época em Alvalade? Pelo menos a mim pareceu-me…

Enfim ontem recarreguei as minhas baterias do espírito sportinguista. Confesso que estava mesmo a precisar!

A gente lê-se por aí!

PS - Fica o filme da grande penalidade visto do meu lugar.

 

 

Justiça

Desportivamente falando, sou dos que pensam que no que toca ao futebol profissional em Portugal, devia haver uma paragem de dois anos. Toda esta gente devia ser varrida, uma limpeza geral de dirigentes que aparentemente têm corrompido e destruído esta modalidade. Uma reflexão profunda exige-se: parar, reflectir, agir e sobretudo limpar todos estes sujeitos que têm vivido à custa deste desporto. Caso exista a necessidade de os hospedar numa prisão, que não haja hesitação, pois devem pagar pelo mal que têm feito. Igualmente os clubes, e sejam eles quais forem, se tiverem que ser punidos com desclassificações ou outros, que o sejam. Por isso entendo que uma paragem de dois anos é necessária, para que toda a verdade venha ao cimo. Hoje a desconfiança está generalizada, ninguém se salva: Federação, Liga, Arbitragem e também - porque não afirmar? - os meios de comunicação, que não são nada sérios, com programas miseráveis de uma pedagogia abaixo de zero, tal os seus intérpretes. Em Portugal tudo gira à volta deste triste fenómeno sem um pingo da racionalidade. Todo este estado de coisas se arrasta e ninguém consegue pôr cobro a esta vergonha que já serve de chacota por este mundo fora. As evidências são tantas, mas a clubite tem sido mais forte. Sem falar do dinheiro que corre a jorros neste sector. Por vezes coloco uma interrogação: em Portugal o salário mínimo é de 580 euros? Não parece. Brandos costumes. O Povo, esse Povo que se baseia em comunicação como o CM. Oh, meu Deus, tirem-me deste filme.

Modernizar o futebol

O Desporto Rei tem vindo a perder oportunidades atrás de oportunidades para se tornar mais competitivo e obviamente mais sério. E quando falo em seriedade não aponto para a corrupção que grassa na UEFA e na FIFA, mas essencialmente para a forma como o futebol é tantas vezes um verdadeiro palco para alguns “artistas” da bola.

Tudo isto para dizer que ontem em Alvalade poderia ter acontecido um caso singular. A falta de originou o vermelho directo, se tivesse acontecido aos 80 minutos, quando Peseiro já tinha feito todas as substituições, poderia colocar o Marítimo em pé de igualdade com o Sporting quanto ao número de jogadores em campo.

De uma maneira pragmática diria que nesta suposta situação, o crime compensaria o prevaricador.

Ora, será necessário que alguém olhe para estes casos de uma forma mais aberta e sem quaisquer receios de ferir interesses.

Num caso como o que aconteceu na noite passada, a equipa prejudicada deveria poder substituir o jogador lesionado, não obstante as três substituições já ocorridas ou a equipa contrária abdicar de um jogador. Só assim se faria alguma justiça.

Tenho consciência que tanto a FIFA como a UEFA têm pavor à mudança, mas sinceramente já seria tempo daqueles organismos se modernizarem quanto a este e outro género de questões.

De outra forma o futebol perderá com o tempo adeptos! Disto não tenho qualquer dúvida.

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Carta aberta aos sportinguistas

Caríssimos,

 

Como é do conhecimento de todos, o Sporting inicia amanhã mais uma corrida que durará mais ou menos até Maio próximo.

Os últimos meses foram demasiado tenebrosos para as nossas cores, para serem simplesmente olvidados. Nem vale a pena trazer aqui esse triste histórico do qual ainda hoje sofremos as consequências.

Porém futebol é futebol e quando a bola começar a rolar os nossos corações vão saltar de emoção com os golos ou as jogadas dos nossos atletas. E não interessará saber se sou defensor de A, de B ou de C. Isso durante o jogo não contará para nada.

De tal forma que sempre que o Sporting marcar aquele golo que nos dará a vitória, seja no campo, seja em casa, haveremos de saltar e abraçar o vizinho com a mesma força e alegria de sempre, independentemente da lista que ele defender.

Porque aquele momento do golo é tão especial, tão importante, tão transcendente que ultrapassa qualquer diferença de opinião que tenhamos.

Face ao que precede, a partir de amanhã não culpemos os dirigentes anteriores, não culpemos os actuais, nem culpemos os futuros pelo resultado menos positivo. Não vale a pena!

Porque o futebol é um jogo onde, para além da competência de cada equipa, o factor sorte é um elemento incontornável e incontrolável.

Portanto meus amigos… é chegado o tempo de acabar com as guerras e passemos a apoiar ferverosamente o nosso Sporting.

Como seeeeeeeeeeeeeeeeeempre o fizemos.

Saudações leoninas.

José

Mais um dia positivo...

Acabei de assistir à meia-final do campeonato do mundo, excelente jogo, merecida vitória da Croácia que pratica um futebol de qualidade. Ao que parece um labrego terá apresentado candidatura à presidência do clube à mesma hora, bardamerda para ele e jagunçada que o apoia, tenho mais que fazer que aturar alienados demenciais. Ainda não escolhi o candidato que apoiarei, conto fazê-lo em breve, mas sei que não será Madeira Rodrigues e muito menos um rufia com aspirações a imperador… Interessante para o Sporting é mesmo o regresso de Nani, como ontem havia sido o de Bruno Fernandes. O ambiente em Alvalade está de facto mais higiénico, mais respirável, mais saudável…

José Peseiro reloaded...

Não sou fã do José Peseiro. Verdade que na época completa que treinou o Sporting apresentou bom futebol, mas perdíamos pontos com uma frequência inacreditável. Só que ía acontecendo o mesmo aos rivais, até se gracejava afirmando que era ver quem conseguia fazer pior e no final o Benfica acabou campeão com a menor pontuação de sempre e vimos fugir o campeonato a uma jornada do fim, no Estádio da Luz, naquele polémico lance entre Luisão e Ricardo, o tal que fechava os olhos quando saía aos cruzamentos e sofreu alguns golos perfeitamente evitáveis, no Sporting e na selecção nacional.

Substituindo Fernando Santos no comando técnico da equipa, à época Peseiro vinha do Real Madrid onde tinha sido adjunto de Carlos Queiroz, os dois pé frio do futebol luso, com expectativas elevadas, mas cedo se percebeu que nunca teve pulso no balneário. Um certo diálogo com Rochemback que me abstenho de reproduzir é disso exemplo maior. Após a época do quase, eliminado na Luz no desempate por grandes penalidades, 3º lugar no campeonato, porque após derrota na Luz ainda perdeu em Alvalade com o Nacional na última jornada, perdendo também o acesso à Champions e para cúmulo a célebre final da última taça UEFA para o CSKA. Na época seguinte os sócios assobiavam-no cada vez que se levantava do banco, acabando por tornar insustentável a sua permanência. A sua saída provocou a demissão do presidente Dias da Cunha e entrada de Paulo Bento.

O passado ficou lá atrás, mas não deve ser esquecido. No entanto quero, desejo, o maior sucesso a José Peseiro no comando do Sporting. A partir de ontem, é o meu treinador. Verdade que, apesar de ser um clube apetecível e existirem outros nomes possíveis, a presente situação de incerteza que atravessamos afasta alguns treinadores, que não estão disponíveis para assinar um ano de contrato, todos concordamos que a nova direcção a ser eleita não deve ficar amarrada a um contrato de longa duração. A mera possibilidade, mesmo que remota, do louco de que em boa hora nos livrámos ainda poder regressar é também motivo para fazer fugir a 7 pés mais uns quantos que não estão para se sujeitar aos desvarios e boçalidade de um qualquer figurão dirigente.

As expectativas estão baixas, mas temos um plantel com jogadores interessantes que julgo ainda irá receber reforços, muito provavelmente não faremos pior que nas últimas duas épocas. O novo Conselho Directivo a eleger em Setembro terá todo o tempo para planificar a época 2019/2020, sem esquecer que ainda pode actuar no mercado de Janeiro. O Sporting não irá acabar, no final os rivais e algumas viúvas carpideiras saudosistas do figurão acabarão percebendo que as notícias da nossa morte pré-anunciada são manifestamente exageradas.

Etebo

etebo.jpg

 

Etebo, jogador do Feirense em 2017/18. Licença desportiva vendida ao Stoke City por 7,2 milhões de euros (!) - um clube como o Feirense num negócio destes, mesmo que os empresários fiquem com um naco substancial, é mesmo sinal dos tempos ...

Nesta madrugada estive a ver o que escrevi aqui no "És a Nossa Fé" nestes meses. Muita parvoíce, apertado entre a vontade que o "Bruno" fosse Bruno e a consciência de que o Bruno é "Bruno". Muita parvoíce mesmo. Enfim, cá se escrevem cá se pagam ...

Mas ficam-me dois textos à bloguista "da bola", contentam-me. No dia 2 de Outubro um postal a que chamei "O Muro de Lisboa" pois "o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando". Aliás, se eu fosse da administração de alguma construtora civil com negócios do estrangeiro, tipo construções de barragens ou grandes vias, contratá-lo-ia para uma campanha publicitária.

O outro? A 9 de Setembro, fazendo uma espécie de rescaldo após a 5ª jornada, botei "Entretanto eu, aqui da praia, fico-me a pensar que aquele rapaz Etebo, que vive em Santa Maria da Feira, tem ar de quem seria um bom grumete para a nossa equipagem". Pena que não tivesse tido o eco que eu desejaria.

Espero que compensem, um pouco, outras coisas por aqui deixadas.

 

Os últimos 20 anos do campeonato português...

Alguns sequazes do ainda presidente andam por aí a clamar que Bruno de Carvalho devolveu honra e orgulho ao Sporting. Em baixo deixo um quadro com a classificação dos últimos 20 campeonatos disputados. O actual presidente tomou posse em Março de 2013. Como se constata facilmente, na 1ª década deste século, como alguns dizem, no tempo dos "croquetes", não se ía a lado nenhum... Nos últimos 5 anos são só vitórias... do rival!

Época

Campeão

Pontos

Vice-campeão

Pontos

1998-99

FC Porto

79

Boavista

71

1999-00

Sporting

77

FC Porto

73

2000-01

Boavista

77

FC Porto

76

2001-02

Sporting

75

Boavista

70

2002-03

FC Porto

86

Benfica

75

2003-04

FC Porto

82

Benfica

74

2004-05

Benfica

65

FC Porto

62

2005-06

FC Porto

79

Sporting

72

2006-07

FC Porto

69

Sporting

68

2007-08

FC Porto

75

Sporting

55

2008-09

FC Porto

70

Sporting

66

2009-10

Benfica

76

Sp. de Braga

71

2010-11

FC Porto

84

Benfica

63

2011-12

FC Porto

75

Benfica

69

2012-13

FC Porto

78

Benfica

77

2013-14

Benfica

74

Sporting

67

2014-15

Benfica

85

FC Porto

82

2015-16

Benfica

88

Sporting

86

2016-17

Benfica

82

FC Porto

76

2017-18

FC Porto

88

Benfica

81

Hoje giro eu - Iniciados campeões!!!

O Sporting sagrou-se hoje campeão nacional de iniciados em futebol ao bater, em Alcochete, o Benfica por 3-1 (0-1 ao intervalo). Marcaram para o Sporting: André Gonçalves, Adriano e Lucas Dias. Joelson assistiu para 2 golos. Parabéns aos jogadores, ao treinador, Pedro Coelho, ao Director, Virgílio, e a toda a estrutura da Formação com uma palavra de eterno apreço para Aurélio Pereira.

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