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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«Estou agradecido a Varandas por ter surgido a dar-me esperança quando o clube caminhava para o abismo. Estou agradecido a Varandas por ter recuperado a credibilidade do clube. Estou agradecido a Varandas por ter contrariado o destino que todos vaticinavam, mais 20 anos sem ganhar, e ter-nos dado tantos e tão importantes títulos em tão pouco tempo de mandato. Estou agradecido a Varandas por aprender com os erros (...) falando muito pouco, mas de forma muito assertiva. Foi um discurso que deixa os Sportinguistas orgulhosos e os subservientes aos poderes instalados a estrebuchar de raiva.»

 

António Pereira, neste meu texto

Da série: embrulhar e despachar

Isto, não é nem pode ser comportamento aceitável para o Sporting Clube de Portugal. Isto, não é, nem pode ser, o que o Sporting Clube de Portugal é.

Será 'despedimento colectivo'? Será verdade que a figura jurídica em apreço permite que as indemnizações a pagar o sejam numa proporção inferior ao que seria um despedimento por mútuo acordo em que se cumpre a legislação aplicável em termos de direitos adquiridos ao longo dos anos? Sim, ainda, o 'despedimento colectivo' público, e o valor que o Sporting diz ter conseguido não gastar pela dispensa dos colaboradores, por atacado, e sem que se lhe conheça especial reconhecimento público pese embora saber-se o que deram ao clube. Não caríssimos, não acho que a situação das jogadoras de futebol feminino se enquadre numa situação de 'despedimento colectivo'. Mas acho que há características transversais à gestão de ambas as situações que devem ser objecto da nossa atenção. 

Talvez seja bom recordar que os treinadores, ou treinadoras, não aparecem na tão propalada estrutura invísivel do Sporting por geração espontânea ou por intervenção divina. Ou fazem-no?

No que ao futebol feminino diz respeito, talvez seja de não perder de vista que uma das primeiras intervenções operadas pela Direcção de Frederico Varandas, comunicado emitido a 5 de Outubro de 2018, foi precisamente no futebol feminino, com a escolha de Filipe Vedor para desempenhar o cargo de Director Geral do Futebol Feminino. Substituiu, como refere o comunicado, Raquel Sampaio. Que, de resto, recebeu agradecimentos no final do comunicado que dava nota das novas funções de Filipe Vedor. De acordo com o perfil Linkedin do referido colaborador, em Junho de 2019, deixou de desempenhar essas funções. 10 meses de exercício.

Quanto ao ex-Director Geral do Futebol Feminino do Sporting, de quem oiço ser competente (é da mais elementar justiça sublinhá-lo), mas a quem é imputada uma relação de âmbito pessoal com o actual Presidente do Sporting Clube de Portugal, só posso desejar que continue a ter a oportunidade de dar o seu melhor em prol deste clube. Não nego, contudo, que me faz espécie que outros, com até bem mais anos de casa, e imensos sacrifícios feitos a favor do melhor para este clube que tanto amamos, não tenham tido a mesma oportunidade. A responsabilidade não é de Filipe Vedor, como é evidente.

Meritocracia, desde que haja qualquer coisa mais que permita que lá se mantenham. Meritocracia, desde que não façam sentir (ainda que de forma inadvertida) a superiores hierárquicos que não sabem o exigível para chefiar. E fazer escolhas. E apresentar solucções. 

O problema, como todos sabemos, mas nem todos queremos ou conseguimos assumir, não está nas pessoas que são postas a desempenhar os cargos. Está em quem as recruta, está no entendimento que conseguem fazer das situações e os recursos de que dispõem (e não dispõem) para mexer bem. Fim. 

O problema está no facto de não se mexer correctamente e, com isso, comprometer seriamente ou implodir por completo, um muito bom trabalho feito por quem antecedeu as escolhas pessoais (bingo!) nas quais estão reflectidas as capacidades profissionais, o juízo crítico, de quem decide. Com uma agravante. É que em certos casos, só vamos ter consciência plena das consequências do, de certa forma, experimentalismo aflictivo de quem manda, daqui a alguns anos. Nessa altura, é abrir cordões à bolsa, pagar o que houver a pagar e falar em gaps. E responsabilizar a Direcção que permitiu que os houvesse.

Soa familiar? 

Época 2021/2022

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A História não entra em campo para jogar, mas tem um peso tremendo. Há quem goste de a reescrever, não é o meu caso, mas também não a considero um karma, se tirarmos as devidas ilações e nos prepararmos para enfrentar as dificuldades que se avizinham, pode ser uma ferramenta de grande utilidade.

Passada a euforia dos festejos pela conquista do campeonato, acredito que Frederico Varandas, Hugo Viana e Ruben Amorim, estejam já a preparar a próxima época, que nos apresentará novos e difíceis desafios.

Desde logo, a defesa do título que brilhantemente conquistámos, contra tudo e todos. Na próxima época, os rivais não olharão o Sporting C.P. como outsider, irão procurar colocar pressão na nossa equipa, mesmo antes da bola começar a rolar, com a narrativa que o campeão é sempre o principal favorito. Mesmo que não seja bem assim, em 86 edições da prova, segundo a lista oficial da FPF,* apenas 31 vezes, o campeão revalidou o título. No caso do Sporting C.P., nos 18 campeonatos que disputou defendendo o título, apenas revalidou 5, o último na época 1953/54. E mesmo o 2º lugar, partindo como campeão, foi alcançado apenas 3 vezes, a última em 1970/71.

Face ao exposto, não nos poderemos distrair com o canto da sereia que seguramente iremos ouvir, há que meter mãos à obra e enfrentar jogo a jogo, com a mesma determinação que mostrámos esta época, lutando de igual para igual, com rivais que têm poder financeiro, superior ao nosso. Sem perder o pé, o Sporting C.P. precisa crescer, vender 2 ou 3 jogadores com critério, manter uma política salarial equilibrada e muito rigor nas contratações, continuando a apostar na Academia, lançando jovens talentos.

Não vale a pena ter ilusões na conquista da champions, mas é possível ultrapassar a fase de grupos. Não seremos o principal favorito à conquista do título nacional, mas somos candidatos a vencer qualquer adversário e lutar pela defesa do título e conquista de lugar na UCL. As taças são sempre imprevisíveis, mas se o nosso palmarés crescer, tanto melhor.

Estamos hoje melhores, do que estávamos quando o presidente Frederico Varandas, iniciou funções. Mas ainda está muito por fazer...

 

 

*Para efeitos estatísticos, segui a lista oficial da FPF, não colocando o Campeonato de Portugal. 

O melhor discurso de Varandas

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Frederico Varandas pronunciou ontem o seu melhor discurso como presidente do Sporting. Na Câmara de Lisboa, onde a equipa campeã nacional de futebol recebeu justa homenagem do executivo autárquico e dos deputados municipais.

«Hoje é daqueles dias em que os avós e os pais podem chegar a casa e dizer aos seus netos e aos seus filhos que os do Bem também têm força, que os do Bem também têm coragem, que os do Bem também têm resiliência - e sobretudo também ganham.

É possível vencer sem abdicar da honra, da decência, da integridade, da transparência e da nobreza do desportivismo. Isto é o Sporting Clube de Portugal.»

 

Nesta intervenção, sempre sublinhada por aplausos, o presidente leonino demarcou-se daqueles que se insurgiram contra os recentes festejos do título máximo do futebol português, considerando-os "degradantes". Recusou o qualificativo, sublinhando: «É verdade que houve excessos impossíveis de conter, tal a dimensão do clube e do sentimento que carregava este título que nos fugia há 19 anos, mas degradante é estar envolto em escutas, é ouvir a própria voz em escutas de corrupção.»

Não calou críticas irónicas ao Benfica de Vieira e Jorge Jesus, que repetidamente se foi queixando de ser «o único clube do mundo a sofrer Covid» para justificar os monumentais desaires desta época, nem ao FC Porto de Pinto da Costa e Conceição «porque teve apenas 16 penáltis» assinalados a seu favor - e ainda achavam pouco.

Assim mesmo, sem meias palavras. Mobilizando ainda mais os adeptos, congregando ainda mais os sportinguistas.

Lideranças

O Sporting foi campeão com todo o mérito e, para isso, muito contribuiu a estabilidade emocional transmitida pela direção. Direção, essa, que se foi abstendo de aparecer e só veio a terreiro em dois momentos onde já não era possível ficar em silêncio: após o roubo épico em Famalicão e após a rábula dos falsos positivos na Taça da Liga.

Não pretendo reescrever a História, tenho plena noção de que o Sporting podia já não existir sem o trabalho realizado por Bruno de Carvalho no seu primeiro mandato. A negociação com os bancos e a capacidade de voltar a mobilizar os adeptos foram aspectos fundamentais para o Sporting poder voltar a respirar confiança.

Comparo esse período da vida do Clube a uma revolução e, raramente, os líderes durante a revolução são bons líderes para tempos que se querem de paz. O seu constante modo guerrilha não ajuda à estabilização emocional.

Isso notou-se logo no primeiro ano desta direção, com a vitória na Liga dos Campeões de Futsal. Ninguém tem dúvidas do contributo de Bruno de Carvalho na construção do plantel mas também ninguém tem dúvidas da pressão desmedida que introduziu e que causou uma espécie de performance anxiety nos atletas. Na primeira final, após a sua saída, campeões europeus. Dois anos passados, campeões europeus novamente.

O mesmo aconteceu no futebol. Depois de um ano terrível, o pior de sempre no que toca a derrotas, o Sporting manteve a compustura e sagrou-se campeão. Sem dramas. Foram quatro títulos em três épocas (Um Campeonato, uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga).

Não há nenhum segredo escondido neste tipo de padrões. É muito normal em qualquer empresa, país, etc. Existem pessoas capazes de agarrar num projecto e levá-lo de A a B mas, nem sempre a melhor pessoa para levar algo de A a B é a melhor para levar de B a C. Foi o que aconteceu ao Sporting.

Dito isto, foi muito útil ao Sporting ter havido um primeiro mandato de Bruno de Carvalho e está a ser muito útil ao Sporting haver um Frederico Varandas. É importante que quem dirige o Sporting perceba que não está no cargo para ficar na História mas sim para enriquecer a História do Clube.

Se todos o fizerem, o nosso palmarés agradecerá enquanto nós celebramos títulos.

Parabéns, presidente Frederico Varandas

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Fui dos que pediram que antecipasses eleições, porque duvidei que tivesses competência para nos devolveres à glória. Torci o nariz quando apostaste na contratação de Ruben Amorim por 10 milhões de euros, uma exorbitância, que classifiquei como um all-in.

Contra tudo e quase todos, venceste. Vencemos! Porque o Sporting C.P. somos todos os que sentem a verde e branca ostentando o leão rampante no peito.

A primeira grande vitória da época foi recuperar o entusiasmo, a confiança dos adeptos, de que a época nos poderia trazer algo. E nem começámos bem, eliminados na pré-eliminatória da Liga Europa. A precoce eliminação na Taça de Portugal também não ajudou, mas jogo a jogo, fomos somando pontos no campeonato e hoje somos Campeões Nacionais.

Obrigado presidente, por não teres desistido, quando muitos te pedimos que o fizesses. Mas não ganhaste sozinho, ninguém ganha sem uma equipa, obrigado a todos os profissionais que compõem a estrutura da equipa de futebol profissional. Permito-me destacar o mister Rúben Amorim, confesso adepto de clube rival, mas um profissional competente, que conquistou o nosso respeito e admiração e seguramente ocupará um lugar na História centenária deste clube que amamos e pelo qual sofremos.

Há muito trabalho pela frente, mas sobre o futuro voltaremos a falar brevemente, não agora. Hoje é tempo de celebrar esta importante conquista. Ninguém verga um leão. Onde foi um, fomos todos. Juntos, chegámos ao título.

Força, Sporting!!!

2020/1: o sucesso da Academia de Alcochete

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Julgo saber que nas últimas temporadas, com esta direcção, houve uma contracção dos gastos com as "modalidades", mas a qual tem convivido com uma continuidade de sucessos desportivos. Presumo também que seja acompanhada pelo esforço na formação desportiva nessas disciplinas - mera presunção minha, pois isso é algo não mensurável apenas pela leitura da imprensa.

Mas o futebol sénior (masculino, agora já é preciso especificá-lo) é a grande mola, moral e económica, do clube. E sobre este todos conhecemos, e sofremos, o que veio acontecendo. O desabar da anterior presidência trouxe o caos. Algo minorado por uma comissão de gestão. E a ascensão da nova direcção, que logo iniciou um trajecto deslustrado, apesar de duas taças conquistadas. Não surpreendeu, pois a situação era péssima. E as declarações, em particular do novo presidente (logo que apenas candidato), não auguravam nada de consistente. O primeiro ano da sua vigência correu muito mal, com decisões improvisadas em cima do legado da comissão de gestão. E o ano seguinte, já com planificação sob responsabilidade de Varandas, assentou em más opções quanto a plantel, equipa técnica, tudo com aspecto de improvisos, infantilidades até. A situação financeira, afiançavam os especialistas, era proto-catastrófica. E os resultados surgiram muito maus. A comunicação da direcção com o "Universo Sporting" seguiu péssima. E tudo culminou com a decisão, arriscadíssima, de contratar Amorim - jovem inexperiente, sem verdadeiras provas. E tornado o terceiro treinador mais caro do mundo, estando o Sporting economicamente de rastos e nas vésperas da crise pandémica. Foi um all in, que a mim - e a tantos - causou estupor e indignação. Pois todo o trajecto da direcção de Varandas não tinha "ponta por onde se lhe pegue". É certo que isso não afrouxou o fervor clubístico, a eterna esperança, os votos de "Força, Rúben Amorim". Mas alimentou descrença, desconfiança. E a percepção de um amadorismo infantil ao leme sob ventos dignos de marinheiros de barba rija.

Um ano passado é óbvio que a opção correu bem. Boas opções em termos de plantel - e sob o modelo que tanto ansiamos, sportinguistas sempre ciosos do clube de formação e não qual placa giratória empresarial, que havia sido nos últimos anos. Bons, como se sabe, em resultados desportivos. Excelente em termos de comunicação (ligação) com o "Universo Sporting" e com a sociedade - Amorim é muito bom nisso, não há membros da direcção a perorar sobre futebol e Varandas amainou a sua verve. E tornou-se verdadeiramente presidente ao pôr no sítio o velho mandante Pinto da Costa, dia em que Varandas assumiu o estatuto de "capitão" que antes tantas vezes invocara a despropósito.

Enfim, aconteça o que acontecer no final deste entusiasmante "jogo a jogo" 20-21, há uma conclusão que se pode já tirar. A da excelência, bem sucedida, da Academia de Alcochete: que lançou ainda imaturos os júniores Varandas, Viana & Companhia, os segurou durante as derrotas, ainda que impiedosamente apupadas pela sempre exigente "moldura humana". E os vê agora, amadurecidos, a entrarem como titulares na selecção de todos nós, sportinguistas.

(Para que não fiquem dúvidas: as ligações incluídas no postal são a textos meus de 2020, 3 deles a zurzir nesta direcção)

Acima de tudo e todos, o Sporting C.P.

Artigo 36º (Mandato dos órgãos sociais)

1 – O mandato dos titulares dos órgãos sociais é de quatro anos e inicia-se com a tomada de posse. SPORTING CLUBE DE PORTUGAL ESTATUTOS APROVADOS NA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 23 DE JULHO DE 2011 e ALTERADOS NAS ASSEMBLEIAS GERAIS EXTRAORDINÁRIAS DE 24 DE ABRIL DE 2012, 30 DE JUNHO E 4 DE OUTUBRO DE 2013, 30 DE JUNHO E 5 DE OUTUBRO DE 2014, 27 DE SETEMBRO DE 2015 E 17 DE FEVEREIRO DE 2018 23

2 –No caso de eleições antecipadas, o ano associativo em que ocorrerem contará como um ano integral de mandato, salvo se aquelas tiverem lugar entre 1 de Março e 30 de Abril.

 

- Por várias vezes, até já lhes perdi a conta, defendi aqui no blogue e nas redes sociais a antecipação de eleições. Comecei a fazê-lo no Outono de 2019 quando se tornou evidente, que a época 2019/20 iria ser um desastre, muito abaixo das expectativas criadas aos sócios, quer através da promessa eleitoral do então candidato Frederico Varandas, quando reclamava para si a experiência em futebol, quer através da conquista das taças em 2019, respectivamente, taça da liga e taça de Portugal.

- Também fui crítico da contratação de Ruben Amorim, que considerei um all-in, aposta arriscada, face aos números envolvidos. E não se pode dizer que tenha sido simpático quanto às contratações de jogadores para o plantel da presente época.

- Aqui chegados, importa admitir que há muitos anos um plantel não me entusiasmava quanto o actual, ao ponto de ajustar a minha vida profissional ao horário dos jogos, sem ter perdido um até ao presente. Ao contrário da época passada, na presente não tenho gamebox, ninguém tem, o que implica a minha ausência física do habitat natural, o estádio de Alvalade, apesar do meu coração e pensamento estarem presentes e vibrarem a cada lance disputado pelos nossos valorosos atletas.

- Nada mais exijo que a raça até aqui demonstrada, não peço títulos, apenas que continuem a evoluir, ambicionando sempre vencer o próximo jogo, o seguinte está demasiado longe para pensarmos nele. O que tiver que acontecer, acontecerá...

- É hora dos sportinguistas se unirem em torno destes bravos rapazes, uns mais experientes que outros, provavelmente na próxima época nem todos continuarão entre nós, mas faço votos para que 2020/21 seja um marco importante na vida de todos eles e. claro, também na nossa...

- Para que fique absolutamente claro, deixo a partir deste momento de pedir antecipação de eleições. A presente época futebolística é mais importante que qualquer divergência que possamos ter. Também a situação que o país atravessa, com a pandemia a condicionar as nossas vidas e assim continuará durante este ano, faz com que seja prudente admitir que o destino determinou que os actuais órgãos sociais possam levar o mandato até final. Que será até à Primavera de 2022, algures entre 1 de Março e 30 de Abril.

- Não me tornei um entusiasta de Frederico Varandas, muito menos um apoiante do seu mandato, apenas um sócio que pretende estabilidade para o clube e entende que, aqui chegados, é preferível irmos a eleições no prazo previsto nos estatutos. O que também permitirá tempo a todos os que, não se revendo no actual rumo do clube, possam preparar uma alternativa para apresentar aos sócios. Quando chegarmos às eleições, em função das opções disponíveis, iremos escolher. Até lá, vamos continuar a vibrar, sonhar...

 

Viva o Sporting C.P.

De pedra e cal - Formação de Talentos: duas actualizações e um agradecimento

Verdadeiro ADN Sporting

 

Acreditem na formação, estejam atentos à formação que o Sporting tem muito talento na formação e de mim, podem esperar tudo por este Clube.

 

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Aurélio Pereira e Gonçalo Simões Dias 

As palavras são de Gonçalo Simões Dias jogador que muito recentemente assinou contracto de formação com o Sporting Clube de Portugal o que, em termos práticos, significa que integrará uma equipa na nossa Academia, em Alcochete, e que não só já havia sido destacado, aqui, no És a Nossa Fé, como foi apresentado como central de 2006 de grande classe, jogador de enorme qualidade técnica e dimensão física.

Diz a voz off da peça apresentada pela Sporting TV (na qual se comunicava a assinatura deste jovem jogador) que veio da Academia Sporting do Sul do País. Digo-vos eu que este jogador fez apenas um jogo treino pela AFS – Algarve e participou apenas num torneio organizado pelo então responsável máximo pela AFS – Algarve, torneio este disputado por: Sporting Clube de Portugal, Linda-a-Velha, Quarteirense, Armacenense e Padernense. Gonçalo Simões Dias esteve integrado, sim, no Padernense Clube**, clube ao qual pagamos para utilizar as instalações e onde acontecem os nossos treinos (AFS – Algarve).

O caminho é longo, este é apenas mais um pequeno passo, mas o Gonçalo é produto, sim, da teimosia e know-how (perdoem o anglicismo) feito de experiência acumulada de um ex-colaborador nosso. Homem que desafiou o cânone e ousou encontrar uma alternativa à rigidez estéril.

Esclareço: até aos 12 anos os jogadores são integrados nas AFS e a partir dessa idade, ou integram a Academia em Alcochete ou não preenchem os requisitos para treinar num Clube como o Sporting e são convidados a procurar outras solucções (o Sporting mantêm-os, ainda assim, em observação). Há quem, na área da formação de talentos, saiba que alguns jogadores revelam qualidades que nos interessam depois desse limite rígido. Foi com base nesse conhecimento empírico que João Nunes juntou vários jogadores com 12 anos que não interessavam ao Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica (proveniência do Gonçalo, dispensado do Seixal) e a outros clubes, 13 anos em situações em que só o treinador acreditava, 14 anos apenas em condições muito excepcionais, e criou uma equipa em parceria com o Padernense. O Padernense pagou todas as despesas inerentes à existência desta equipa, competindo a mesma com as suas cores, constando Simão Mendes como treinador na ficha de jogo, e João Nunes treinou-a de forma pro bono, com um compromisso assumido: em caso de sucesso, seriam jogadores a integrar no Sporting Clube de Portugal. Foi a forma que encontrou para aumentar a possibilidade de “descobrir” (trabalhar) talentos para os do Leão Rampante para além das imposições ditadas pelo cânone e… pela sua folha de vencimento e orçamento nunca ultrapassado.   

No caso do Gonçalo, a Glória é ainda maior já que depois de os técnicos do Seixal dispensarem o jogador, só os responsáveis pela formação do Sporting, no Algarve, acreditaram no seu potencial e, acresce, que jogador e pais deram um verdadeiro salto de fé: se quiserem que o Gonçalo seja um jogador “normal”, que continue a lateral e extremo [posições em que treinou/jogou no Seixal]. Se quiserem excelência têm de deixar-me treiná-lo a central.

Gonçalo Simões Dias, 15 anos, central, tem hoje em Gonçalo Inácio a sua grande referência.

O caminho é longo, este é apenas mais um pequeno passo, mas o Gonçalo é produto, sim, da teimosia, trabalho árduo e know-how (perdoem o anglicismo) feito de experiência acumulada de um ex-colaborador nosso e de um outro que ainda o será. Digo, ainda o será, já que neste período sombrio, prenhe de incertezas, não se sabe quando a implacável pandemia poderá alargar o raio de consequências condensado no despedimento colectivo de todos conhecido.

Já se sabe que, ser bom, muito bom, ter provas dadas ao serviço do Sporting Clube de Portugal, pode não ser suficiente para assegurar que um colaborador se mantem ao serviço… do Sporting Clube de Portugal. 

 

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João Simões

Diz a peça escrita que João Simões, outro jovem jogador que assinou contracto de formação com o Sporting, nos chegou vindo do Portimonense. João Simões fez a sua formação inicial no Portimonense. É, dentro do universo Sporting, o chamado jogador de fim-de-semana. Ou seja, durante toda a época 2018/2019, treinou sempre na Escola Academia de Formação Sporting Algarve (AFS - Algarve), rumando a Lisboa, ao Pólo EUL, ao fim-de-semana, para competir. Situação que se repetiu durante a toda a época 2019/2020, até ao confinamento. Também João Simões já foi apresentado aqui, no És a Nossa Fé: 8, que pode ser um médio de cobertura também.

 

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Afonso Atanásio Cunha *** (ver edição de 14 de Abril, infra, sobre nome do jogador)

Há um terceiro jogador que aqui, no És a Nossa Fé, foi apresentado como Afonso Cunha, que se intitula 'Afonso Cunha' no seu perfil de facebook, que se chama Afonso Atanásio Cunha, e que foi apresentado pelo Sporting Clube de Portugal como ‘Atanásio Cunha’ aquando da assinatura do seu contracto de formação em Janeiro último. Foi, aqui, no És a Nossa Fé, dado a conhecer como central, pé direito, posição 3 e na condição de aluno de uma EAS resgatado numa captação do FC Porto.

Desengane-se quem pensa que esta é uma iniciativa para glorificar João Nunes. João Nunes é, muito infelizmente, navio que já zarpou. Este texto tem por objectivo constituir uma dupla actualização e um renovado agradecimento. Um follow-up, se preferirem e, claro, para aqueles que privilegiam a utilização de anglicismos. Parece nota dominante, nos dias de hoje, anglicismos e frases inspiracionais. Para alguns, dois pilares fundamentais, diria mesmo. Para outros, a formação tem mais de transpiração (muito trabalho) do que de inspiração.

Infelizmente, para além das boas notícias que exponho acima, volvidos seis meses, nada mais de positivo tenho para partilhar na sequência dos três textos que aqui foram apresentados a 2, 3 e 8 de Agosto de 2020. Versavam ‘Formação de Talentos’ e a situação específica da ‘Escola Academia de Formação Sporting Clube de Portugal – Algarve (AFS – Algarve)'.

Pese embora o aumento da despesa feita com as condições proporcionadas na AFS - Algarve, que se traduziu no aumento de técnicos (curiosamente, André Gomes, de Portimão, que em tempos fez formação no Pólo EUL, e foi admitido em Agosto de 2020, já nos deixou), no oferecer de equipamentos do Sporting aos irmãos de jogadores nossos e… na disponibilização de um número de telemóvel e de e-mails para os quais os pais poderão dar nota de situações que lhes mereçam reparo (anteriormente, o element de liaison entre pais/encarregados de educação e "Sporting" era um ser-humano), os pais referem que as condições trazidas por Paulo Poejo, o agora responsável máximo pela AFS – Algarve (funções que desempenhava anteriormente, aqui), não estão a funcionar. Acrescentam que há quem relate alterações negativas muito visíveis ao nível da motivação para treinar e até ao nível do desempenho escolar. É em competição que muito do trabalho diário - feito nos treinos - é avaliado, é certo que as competições foram interrompidas, contudo, face ao que observam, as expectativas dos pais não são boas e, claro, o facto de ter sido feita a avaliação regular em Alcochete e, desta feita, nem um ai ter sido divulgado sobre o resultado da mesma, não augura nada de bom. Sim, é verdade que em teoria aos pais não é devida essa informação mas foi dos mesmos sempre conhecida e chegou a merecer ampla cobertura pelos órgãos de comunicação do Sporting Clube de Portugal, nomeadamente através da Sporting TV. Infelizmente, rumor has it (é outra vez aquilo dos anglicismos super cool, sabem?) que os pais têm razões justificadas para preocupações. Não nos esqueçamos, também, que todos os jovens jogadores de norte a sul do país estão sujeitos às limitações trazidas pela pandemia, daí que dificilmente se poderá apontar ‘efeito da pandemia’ como causa maior ou única, para justificar alterações negativas. Sobretudo, quando as alterações são… grandes. Mesmo muito grandes.

Actualizações feitas, uma dor de alma maior do que o rio Guadiana ou do que um ou dois dos oceanos que nos separam daqueles que deram provas de saber trabalhar talento futebolístico, passo ao agradecimento aos membros da estrutura invisível que ao longo dos últimos muitos anos asseguraram a Glória que o Sporting tem conseguido alcançar, no fundo, aqueles cujo trabalho tem permitido que o Sporting Clube de Portugal esteja de pedra e cal.

A todos quanto:

- abandonaram situações laborais estáveis, prescindindo de direitos relevantes para abraçar funções no Sporting Clube de Portugal, dando provas máximas de competência e ainda assim foram dispensados;

- pagaram do vosso bolso aquilo que em clubes rivais é pago ou estornado pelo próprio clube;

- prescindiram de férias, folgas, licenças de parentalidade (!) de maneira a proporcionar que fossem asseguradas as melhores condições possíveis a jogadores, ou ao próprio Sporting Clube de Portugal, e, pior, quando o fizeram sem que o Sporting sequer vos pagasse um vencimento;

- disponibilizaram gratuitamente as vossas viaturas* para serem percorridos inúmeros quilómetros a favor da observação de jogadores que poderiam interessar ao Sporting Clube de Portugal;

- mudaram de área profissional quando nos deixaram, para não vermos a vossa expertise ao serviço dos nossos adversários (profissionais de craveira, país pequeno, 3 clubes grandes...);

- mudaram de país e/ou de continente para não vermos a vossa expertise ao serviço dos nossos adversários (profissionais de craveira, país pequeno, 3 clubes grandes...);

- após anos de trabalho meritório, viram-se ultrapassados por colaboradores recentemente chegados ao Clube sem que a qualidade do vosso trabalho declinasse;

- após anos de trabalho meritório, sem que a qualidade do vosso trabalho tivesse declinado, viram-se excluídos do Clube de uma forma em que os direitos acumulados possam ter sido franqueados;

- trabalharam o dobro por conta de indisponibilidades de última hora de privilegiados,  e continuaram a trabalhar debaixo de intenso sol, chuva, quando o hotel onde estavam instalados deixava muito a desejar (por contraponto a quem ficou no aconhego do seu lar), enquanto outros estavam (coitados) privados de trabalhar porque a VPN estava indisponível;

- trouxeram verdadeiras pérolas da formação, nacional e estrangeira, à Academia Sporting para verem o vosso parecer abalroado por especialistas e directores nossos, e estas mesmas pérolas ao serviço de outros clubes (arqui-rivais ou mundialmente muito reconhecidos);

- não se calaram, não se deixaram intimidar, não deixaram de tecer considerações úteis ao Clube, pondo a vossa permanência no Sporting Clube de Portugal em risco, já que ao fazê-lo, poderiam estar a demonstrar/mostrar a inadequação de medidas e, por arrasto, a impreparação de superiores hierárquicos...

a todos, o meu reconhecidíssimo agradecimento e sinceríssimos votos de enormes felicidades, também profissionais. 

Antes de concluir, a correcção de uma imperdoável omissão. Publico hoje o rosto de um elemento da estrutura invísivel que nos deixou recentemente: o de Nuno Mota (16 anos ao serviço do Sporting Clube de Portugal): coordenador operacional de recrutamento do futebol de formação.

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Imagem: Sporting TV, Fevereiro de 2020

Termino, com imagens. As de Bernardo Busatori, reconhecido talento inato, exactamente como gosto de vê-lo, e onde só quero vê-lo: ou lá no alto (de troféu nas mãos), ou connosco aos seus pés. É a única posição em que admito ver talentos inatos que nos são confiados e que só aparecem a cada muitos anos.

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(1)

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(2)

Imagens 1, 2: Bernardo Busatori e José Peseiro, Torneio Professor José Peseiro 2019, daqui.

* Em alguns casos, existe a possibilidade de pagamento de uma pequena quantia (por ex. 100€) quando são transportados jogadores para a AFS.

**Edição: Padernense Clube em vez de Padernense Futebol Clube

*** Edição de 14 de Abril: nome de atleta: Atanásio Afonso Miranda Cunha, tal como figura no site zerozero nesta data.

Boa comunicação

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Honra lhe seja feita, os resultados desportivos que a equipa principal do Sporting tem exibido são mérito da tão vilipendiada direcção do Sporting, e em sentido contrário pode-se afirmar que eles acontecem apesar das claques (e de outros duvidosos protagonistas) e não por causa do seu apoio.

Para além disso parece-me da mais elementar justiça elogiar as pertinentes declarações de Frederico Varandas após o difícil confronto entre o Gil Vicente vs Sporting, afirmando que “a arrogância, a bazófia, é meio caminho para a derrota e uma vitamina extra para os nossos rivais”. Se a mensagem tem várias interpretações, e por isso mesmo revela inteligência e acutilância, parece-me que ela se dirige principalmente para o interior do clube e para os seus adeptos. É preciso travar euforias, o campeonato é uma longa maratona e é do mais elementar bom senso reconhecer que o “Sporting tem de respeitar sempre os seus dois rivais” porque “têm muita força dentro e fora do campo”. Nada mais, nada menos: é este o genuíno espírito e cultura sportinguista que nunca deveriam ter sido traídos.

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

O dia seguinte

Dizem que Sérgio Conceição nasceu e cresceu Sportinguista, o clube da aldeia dele é o Ribeirense, uma filial do Sporting. Se calhar por isso mesmo, sempre com o cérebro meio baralhado por tantas emoções do passado ou a antecipar excursões futuras a Lisboa na reforma, tem sido um contribuinte fiel e dedicado de taças para o museu do Sporting. Foi a Taça de Portugal no tempo do Marco Silva, a Taça da Liga e a Taça de Portugal no tempo do Marcel Keizer, e agora com Rúben Amorim fez o que estava ao seu alcance para levar para lá mais uma, especialmente quando tirou o Marega do campo para pôr lá o Tony, o Jovane encarregou-se do resto. Depois lá disfarçou na flash-interview como pôde: falou dum jogo que só ele viu, à moda do tal papagaio vermelho, falou num clube regional sempre a lutar contra tudo e contra todos, enfim, lá disfarçou a coisa. Agora tem de ser o Sporting a concluir a tarefa, temos de ganhar a final ao Benfica A ou B (este distingue-se pelas mangas brancas), mas acredito que vamos conseguir, até para não deixar mal o nosso Serginho.

Foi interessante ver o jogo ouvindo o ex-treinador Vitor Pereira a preparar o terreno para o regresso, e a explicar porque é que o Porto joga tão pouco, diz ele que faltam muitas entrelinhas e momentos de superioridade a meio-campo. Realmente o Porto de ontem realmente quase se resumiu aos momentos de inspiração de Corona e de Marega, este último consegue até marcar um golo num raide de 1 contra 5. Mas isso também aconteceu porque o Sporting não deixou. Não é nada fácil ganhar a este Sporting sub-23 reforçado.

Se calhar alguns Sportinguistas ainda não se deram bem conta da qualidade do treinador que têm. O Sporting venceu ontem o Porto não com Maregas e Coronas, mas com Gonçalo Inácio (18), Tiago Tomás (18),  Plata (20), Porro (21), Daniel Bragança (21), Pedro Gonçalves (22), Jovane Cabral (22) e Matheus Nunes (22). Todos eles, naturalmente falhando um lance ou outro, estiveram a um nível elevado, adultos e concentrados, interpretando muito bem o 3-4-3 de Amorim. Conjuntamente com os mais velhos,  Adán, Coates, Feddal, Antunes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, conseguiram aguentar o Porto, e estando a perder a 15 minutos do fim, tiveram a confiança e a audácia para ir para cima deles e reverter o resultado. Como quase fizeram em Alvalade, recordam-se que o Vietto falhou aquele golo de cabeça mesmo a terminar a partida? 

Bom, agora lá se vai a ideia de fazer descansar os mais utilizados, e por exemplo João Mário e Nuno Santos precisam mesmo duma pausa. Chegados aqui agora só pode ser mesmo para entrar com tudo e levar a Taça.

Acreditemos neste treinador, nesta equipa e nestes jogadores, mesmo quando as coisas não correm tão bem como ontem.

 

PS1: Brilhante Jovane. Mereces uma estátua algures em Alvalade. O que seria da tua carreira se não passasses metade dela na enfermaria? Isso tem de acabar, duma vez por todas.

PS2: Muito bem Frederico Varandas. Pode não se gostar da pessoa ou do seu estilo de comunicação, mas esteve ontem também ele brilhantemente na defesa da ética médica, da verdade desportiva e do Sporting Clube de Portugal, contra o sistema mafioso por demais enraizado no futebol português.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

E esta, hein?!

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Dobrar o ano em primeiro lugar, igualar o melhor registo de vitórias e pontos nesta fase do campeonato, ou assistir à afirmação da nova leva de talentos made in Academia, motivos não faltam para o Presidente Frederico Varandas terminar o ano com um sorriso de orelha a orelha e abraçar 2021 com outro ânimo. E esta, hein?!

Como dizia e bem o míster, ainda não chegámos sequer ao primeiro terço do campeonato, mas valha a verdade que estas últimas onze jornadas foram um importantíssimo bálsamo para a Direcção, ao mesmo tempo que são um revés para os seus adversários e inimigos.

As armas por ora estão guardadas e o clima de guerra civil deu lugar à desejada paz. Esperemos, para bem do nosso Sporting, que não seja paz podre.

Muito bom ano, caros leitores, saúde e viva ao Sporting!

A melhor época desde 2002

Factos.  Que contra eles não há argumentos. O primeiro deles, porque o mais relevante, o que mais conta: somos líderes da Liga. E isso acontece na continuidade de percurso vitorioso.  Além de sermos líderes, continuamos líderes. E já lá vão 11 jornadas. Não perdemos com ninguém. Estamos invictos, portanto. Temos o melhor ataque. Temos também uma das melhores defesas do campeonato. Somos líderes e somo-lo isolados. Seja qual for o resultado nos jogos dos nossos rivais continuaremos à frente da classificação. Temos (bem sei da subjectividade da afrimaçã seguinte), mas acredito eu, temos o melhor treinador a actuar em Portugal: líder, inteligente, construtor de equipa e de espírito de equipa, que sabe trabalhar a formação e que nos põe a jogar muito bem e sempre para ganhar. Sobre Rúben Amorim (e abrindo um parêntesis), acrescento ainda que foi a melhor decisão do presidente Varandas que, humilde e também inteligente, não tem disputado palco, optando antes por dar o protagonismo a quem de direito. Temos, fruto da equipa técnica e da nossa academia, jogadores que prometiam e que já confirmaram a sua enorme qualidade, prometendo todos eles crescer ainda mais. E contratámos bem. Preparámos bem esta época, que é a nossa melhor desde a temporada de 2001/2002 na qual nos sagrámos campeões nacionais pela última vez.   

Há gap na formação

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(Frederico Varandas a 4 de Março de 2019 aquando da assinatura de contrato profissional com Diogo Almeida, Alexandre Lami, Rodrigo Rego, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, João Daniel, Gonçalo Batalha, Tiago Ferreira, Daniel Rodrigues, Joelson Fernandes, Tiago Tomás e Nicolai Skoglund.)

 

Quando Frederico Varandas chegou a presidente do Sporting, naquela sua forma sincopada e desajeitada de comunicar logo veio falar em duas coisas que muita celeuma levantaram junto de alguns sectores do Sporting, o "gap na formação" e os "colchões de Alcochete".

Como director clínico do futebol do Sporting ele conhecia muito bem a qualidade que existia em Alcochete e a degradação das instalações, e pôs o dedo na ferida, manifestando também o seu propósito de dar a volta à situação.

Sobre a degradação das instalações, foram já investidos alguns milhões de euros em Alcochete em novos relvados, melhoramento dos existentes, upgrade dos equipamentos de apoio, mas não é esse o tema do post. 

 

Vamos então ver o melhor que a formação do Sporting tem produzido nos últimos anos, utilizando para isso as idades actuais (V=Vendido, R=Rescindiu, VC=Vendido e Comprado, E=Emprestado):

17: Joelson, Skolund

18: Nuno Mendes, Quaresma, Inácio, Tiago Tomás, Tiago Ferreira, Bruno Tavares

19: Rodrigo Fernandes, Everthon Santos, Catamo, Félix Correia (V)

20: Gonçalo Costa, Tiago Djaló (V), Rafael Camacho (C), Plata (C), Anthony Walker

21: Luís Maximiano, João Silva, Pedro Mendes (E), Rafael Leão (R), Thierry Correia (V), Mitrovski, João Oliveira, Elves Baldé, Daniel Bragança, Miguel Luís(V)

22: Jovane, Pedro Marques, Demiral (V), Abdu Conté (V), Diogo Sousa

23:

24: Matheus Pereira (V), Gelson Dala (V), Ivanildo Fernandes, Gauld (V), Rafael Barbosa (V)

25: Palhinha, Gelson Martins (R), Domingos Duarte (V), Podence (R), Mama Baldé (V), Francisco Geraldes (V)

26: Carlos Mané (V), Rúben Semedo (V), Dier (V), Bruma (V), Iuri (V), Chaby (E)

27: João Mário (V), Esgaio (V), Ilori (VC)

Os assinalados a negrito já tinham saído quando Varandas entrou.

 

Assim sendo, vemos realmente que nos 22-24 anos actuais (20-22 na altura que Varandas chegou a presidente) muito poucos jogadores se destacam, e apenas dois integram hoje o plantel principal.

Isso deve-se unicamente à sorte, ou existiu de facto nos anos anteriores uma política errada, nos juvenis e juniores, orientada para ganhar títulos e com a equipa B a ser um depósito de encomendas descobertas por Inácio, que tem tanto de pontualmente bom treinador como de péssimo director desportivo, com os Sackos, Dramés e Gazelas e muitas outras nulidades?

 

Se olharmos para os 25-27 anos actuais, vemos um conjunto de jogadores muito interessantes, que chegaram a titulares das respectivas selecções. Há sete anos, quando Bruno de Carvalho chegou a presidente, tinham 18-20 anos...

Importa também lembrar que foi com Marcel Keizer que a recuperação da situação teve início e alguns destes jovens tiveram a primeira oportunidade de mostrar o que valiam em contexto de primeira equipa. Keizer efectivamente levou para o estágio na Suíça Luís Maximiano, Diogo Sousa, Thierry Correia, Eduardo Quaresma, Abdu Conté, Nuno Mendes, Daniel Bragança, Miguel Luís, Rafael Camacho, Gonzalo Plata, Jovane Cabral, Joelson Fernandes e Matheus Pereira.

SL

Esteve bem o presidente Frederico Varandas

A cada dia tenho menos dúvidas, que os nossos rivais equipam de vermelho, ou azul e branco, ao passo que os nossos inimigos, vestem o verde e branco.

Atrevo-me a adaptar uma frase atribuída a Winston Churchill, a propósito das críticas internas que o presidente F. Varandas foi alvo esta semana. Mas vamos por partes:

-Após o final do jogo com o FCP, o presidente surpreendeu, mas foi assertivo, tomando para si, a responsabilidade de publicamente manifestar a indignação que julgo todos os sportinguistas sentiam, pelo roubo vergonhoso que acabáramos de assistir. Talvez uma certa facção de hienas, estivesse um pouco mais desiludida com o golo do empate perto do final do jogo, pois a derrota das nossas cores, serviria melhor a agenda e ambição do seu líder espiritual.

-Em Manchester, Pinto da Costa, resolveu atacar o presidente do SCP, lançando insinuações, como por exemplo, ter saído favorecido do ataque a Alcochete. Ao que F. Varandas ripostou, com factos, qualquer um pode pesquisar no Google as palavras “apito dourado” e “escutas” e sabemos o que aparece. Mas o presidente utilizou também a expressão, “um bandido, será sempre bandido”.

Imediatamente surgiu o bando de hienas, uns porque não atacou o presidente do rival encarnado, outros porque está a cavalgar a onda para desviar atenções. Não é difícil imaginar, que todos estes críticos, o teriam apelidado de frouxo, manso e outros mimos menos simpáticos, se F. Varandas tivesse permanecido em silêncio.

-Também esta semana, ficámos a saber, que Miguel Albuquerque foi condenado em Tribunal por violência doméstica. Após a sentença judicial, aqui permitam, vou mesmo fazer um desenho para os mais distraídos, sentença judicial não é propriamente equivalente a rumores que há muito existiam, decidiu e bem, o SCP suspender o contrato do dirigente, porque estão em causa valores nos quais o clube não se revê. Uma vez mais, sequiosos de vislumbrar qualquer fraqueza no reino do leão, as hienas surgem em acção. Uns porque estamos a prescindir do dirigente mais vitorioso da última década, outros porque tudo não passa de manobra de aproveitamento, para afastar possíveis rivais de F. Varandas em futuras eleições. Ora aqui, uma vez mais, tenho que estar em desacordo com esta seita acéfala, não pode o clube pactuar com violência doméstica. Mais um desenho, violência doméstica é mesmo bater na esposa, acto bárbaro e cobarde, que ficou provado em Tribunal. Tentem explicar às sócias e adeptas do nosso clube, que frequentam o estádio ou pavilhão, porque razão devemos manter no cargo de director das modalidades, alguém com uma condenação por violência doméstica. E já agora, tentem também explicar às nossas atletas e treinadoras, que merecem o máximo do nosso respeito, se gostariam de continuar sob o comando de alguém com este perfil.

Claro que trogloditas para quem o ataque a Alcochete ou apertões a jogadores são actos sem gravidade por aí além, terão dificuldade em compreender as minhas palavras, ao passo que os líderes da seita, apenas tentam o aproveitamento para uma vez mais criticarem, porque caso o SCP tivesse ignorado a sentença judicial, já teria surgido do delirante reino da hipocrisia uma crítica em nome da defesa da honra das nossas leoas.

Tenho sido crítico do mandato de Frederico Varandas, mas não vale tudo, não pode valer tudo, o Sporting Clube de Portugal tem valores, esta semana terá sido porventura, a melhor semana do actual mandato dos órgãos sociais. Esteve muito bem o presidente Frederico Varandas.

 

Adenda: Alertado em comentário, vi que a ex-mulher de Miguel Albuquerque, usou do direito de resposta. Porque considero o mesmo relevante no contexto do post, deixo o link:

Direito de resposta

 

O menos culpado de todos

O menos culpado de todos se o Sporting destinar 15 ou mais milhões de euros para a contratação do avançado Paulinho?

O próprio jogador, sem dúvida, que procurará mostrar que é capaz de fazer golos e representar um clube com uma grandeza que nem uma multiplicação de Varandas consegue aniquilar.

No que toca à actual gerência, um negócio nesses moldes, beneficiando mais uma vez de forma irracional o clube que procura intrometer-se na luta pela conquista de títulos e de entradas na Champions, acaba com a minha derradeira esperança de que aquilo está em curso no Sporting é apenas um exercício de brutal incompetência de deslumbrados que não sabem fazer melhor. E a alternativa é demasiado terrível.

Entradas e saídas no plantel

Costuma dizer-se que até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que as horas que nos separam do fecho do mercado podem ainda fazer toda a diferença sobre a opinião que inevitavelmente formaremos do trabalho de F. Varandas e Hugo Viana na construção do plantel para a época 2020/2021.

Sendo eu um crítico do actual presidente, não posso deixar de reconhecer que até ao momento excedeu as minhas expectativas, que em abono da verdade também não eram muito altas, face ao passado recente, mas vamos por partes.

Tivemos até agora duas vendas, Acuña e Wendel. E não se pode dizer que a saída de qualquer deles enfraqueceu a equipa. Não faria sentido sentar no banco o internacional argentino e ontem Nuno Mendes provou que seria um crime preteri-lo pelo estatuto, porque futebol tem mais que suficiente. Quanto a Wendel, sem poder colocar em causa a qualidade técnica do jogador, prefiro um meio-campo como vimos ontem, solto, rápido, imprevisível, do que mastigando e enrolando jogo, oferecendo aos adversários todo o tempo do mundo. Claro que os erros do passado continuam a pesar e de que maneira nas contas do clube, porque muito do entulho que se comprou ao longo dos anos não se consegue vender porque os outros clubes não são parvos e scouting todos têm. O que implica cuidados redobrados na hora de comprar.

Entendo que as saídas devem ficar por aqui. Nesta altura, todos os jogadores do plantel, principalmente os que têm margem de progressão, nomeadamente Nuno Mendes, devem merecer da parte do presidente do SCP o estatuto de inegociáveis, remetendo qualquer eventual abordagem sobre os mais jovens da formação para a cláusula de rescisão. Se alguém aparecer disposto a pagar, ok, nada poderemos fazer, mas pagar cláusula significa pronto pagamento e não pagamentos faseados, sem descontos. Não faz sentido negociar reduções nem objectivos futuros e muito menos pagar comissões por um negócio que não desejamos fazer. Ou seja, só admitiria ver partir N. Mendes mediante o pagamento integral e imediato da cláusula de rescisão. Qualquer outra forma de negócio seria para mim gestão danosa, face ao potencial futuro do activo.

Nas entradas, sem colocar em causa o valor de A. Adán, que ontem ficou evidente, não teria contratado o guarda-redes espanhol, porque Max me oferece garantias e porque ainda temos Renan. Apenas vendendo o guarda-redes brasileiro equacionaria contratar alguém. Uma questão de prioridades, face à pouca disponibilidade financeira. Das restantes entradas, Z. Feddal é o que menos me entusiasma, mas tem cumprido. Nuno Santos e Pote acrescentam valor, V. Antunes é o tipo de jogador experiente que faz falta no plantel, coloco a sua aquisição no mesmo racional que L. Neto na época anterior. Ainda não tenho opinião totalmente formada sobre Tabata, mas tem experiência da liga portuguesa e mostrou valor no Portimonense.

Até ao fecho do mercado faria sentido contratar um ponta de lança, que acrescente e traga golos, mas em qualquer circunstância não quero que seja Paulinho. Nada contra o jogador, mas são absolutamente indesejáveis mais negócios com o SCB e totalmente inadmissível continuar a financiar um rival desportivo quando perdemos dinheiro com a não entrada na fase de grupos da Liga Europa.

Um central também seria bem-vindo, por exemplo Lyanco, de que tanto se tem falado, desde que os valores sejam aceitáveis para os nossos cofres.

No meio-campo não estaremos assim tão precisados, quando se tem várias boas soluções, a não ser que surja uma oportunidade que se enquadre na política salarial do clube e tenha valor para jogar no estilo de jogo do SCP. Pagar taxas de empréstimo elevadas para ver chegar jogadores em momento descendente da carreira, ou lesionados, não faz qualquer sentido. No ano passado tivemos a péssima experiência de Fernando, Jesé e Bolasie, que não se quer ver repetida.

A bem do SCP, desejo que F. Varandas, não estrague o que até agora conseguiu porque o seu mandato tem sido francamente mau, constituindo esta janela de mercado, até ao momento, uma excepção ao que tem sido a regra. Vamos ver como termina...

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