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És a nossa Fé!

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

Ler e meditar por todos os sportinguistas

O último parágrafo do texto de Luís Lisboa " O circo voltou a Alvalade "devia estar exposto em todos os gabinetes da SAD do nosso clube, e principalmente estar sempre presente naqueles que têm a responsabilidade de gerir o futebol do nosso clube... Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes porque foi para isso que o elegemos e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

É isto efetivamente o que se tem de fazer. Obrigado Luís pelo teu texto e por ensinares àqueles que lá estão uma coisa tão simples e tão elementar daquilo que são as regras básicas do dirigismo desportivo.

Abraço

O circo voltou a Alvalade?

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Ainda não decorreram 12 meses desde a eleição de Frederico Varandas nas eleições mais concorridas de sempre, ainda não decorreram três meses desde a jornada gloriosa do Jamor, e parece que o circo voltou de novo a Alvalade.

Esta guerra de comunicados, despoletada estupidamente pelo clube, é completamente arrasadora para todos, a começar pelos sócios. Desculpem lá, mas foi aquele jogador que queria sair e que o clube queria despachar, que entrou no Jamor com todas as ganas e pôs a equipa a vencer? Que sempre acarinhou e puxou pelo LP9 quando estava no banco?

O problema de Bas Dost no Sporting não é nenhum dos seguintes: o seu valor, o seu empenho, a média elevada de golos por jogo que regista, a tranquilidade da família, a boa comida, o bom tempo, a relação com os adeptos. O problema de Bas Dost no Sporting tem o nome de Marcel Keizer e o seu modelo de jogo. E Marcel Keizer foi escolhido por Frederico Varandas. Sendo assim, Frederico Varandas é, mesmo que não queira, o primeiro responsável pela desvalorização desportiva e financeira do activo mais caro da SAD. Até por isso, e não falando no que aconteceu em Alcochete e na grande alegria para os sócios que foi o seu regresso, uma eventual saída de Bas Dost motivada pela conjunção da questão financeira com a falta de aposta do actual treinador teria de ser tratada com pinças, no maior recato e anunciada como uma coisa natural e boa para todos. E Bas Dost sair pela porta grande. Com uma medalha de bons serviços se possível.

Porque atrás de Bas Dost está Bruno Fernandes, depois Acuña, depois Raphinha, depois este e aquele... ou seja, a cabeça de jogadores e empresários começa a fazer contas de sumir... e os objectivos desportivos deles no clube para esta época ficam para segundo plano. Neste momento, quer Bas Dost fique, quer Bas Dost saia, quem fica a perder é o Sporting.  Bruno Fernandes já tinha colocado o dedo na ferida depois da derrota vergonhosa de Faro: "É o momento de pensar o que fez com que ganhássemos as taças que ganhámos o ano passado e que a união e o companheirismo que tivemos nos levou a essas conquistas!"

Como é possível que Frederico Varandas esteja a repetir a estupidez de Bruno de Carvalho no confronto directo com os jogadores, e que lhe custou a presidência, a expulsão de sócio e a presença no banco dos réus? Vamos ouvi-lo também dizer que "estou no Sporting para defender o interesse do clube e não dos jogadores"?

Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube, mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes, porque foi para isso que o elegemos, e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

SL

Keizer, rua - II

Apesar do resultado positivo, não fiquei satisfeito com o jogo que acabei de assistir em Alvalade. Já cansa a insistência de Marcel Keizer em Diaby, qualquer semelhança entre o maliano e um jogador de futebol será seguramente mera coincidência, porque não consegue receber uma bola em condições, falha no passe, é incapaz de definir, uma nulidade segundo a generalidade dos espectadores, à excepção do boneco parado junto ao banco de suplentes do Sporting, ostentando uma braçadeira onde está escrita a palavra treinador. Hoje, também Raphinha esteve uns furos abaixo do habitual, mas pelos vistos o holandês não ficou preocupado, pois Camacho não saiu do banco e Plata viu o jogo da bancada, qualquer deles bem superior ao pino com a camisola 23.

Após uma entrada forte do Sporting, a verdade é que o Braga dominou o jogo, com Marcel Keizer a ser apenas mais um espectador em Alvalade, valendo-lhe mais uma vez a classe de Bruno Fernandes, que, do nada, inventou um golo que acabou por garantir a vitória, três pontos e mais umas semanas de permanência do treinador no cargo, que seguramente deixará antes do final da época, porque a paciência tem limites e fica penoso assistir uma equipa com a tradição e história do Sporting, apresentar um futebol sem qualidade, sem ideias e acabar o jogo com os jogadores caídos no chão, exaustos, sofridos, perante um adversário que teve apenas três dias de descanso.

Uma vez mais peço ao presidente Frederico Varandas, que tem a seu cargo o futebol, para substituir o treinador, que manifestamente não é competente para o cargo que ocupa, apesar de toda a sua simpatia, mas nesta matéria há que colocar em primeiro lugar o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

Varandas preocupado

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A linguagem corporal de Frederico Varandas, domingo passado, na tribuna do estádio dos Barreiros, não deixava lugar a dúvidas. Ao contrário do que o presidente havia afirmado uma semana antes, em declarações públicas muito infelizes, ele está mesmo preocupado.
Muito preocupado.
Conclusão óbvia: há que fazer mudanças no Sporting.
Sob pena de nos despedirmos da corrida ao título ainda mal ela começou.

11 Jogos?

11 jogos sem ganhar? Vamos ao contrafactual: se o treinador se chamasse Fernando Vaz, Juca, Mário Lino, Rodrigues Dias, Malcolm Allison, Augusto Inácio, Lazlo Boloni, que se diria, que aconteceria?

Varandas teve um "palpite". Foi buscar um treinador de meia idade, sem currículo, desconhecido. Apresentou-o como "alguém especial" que traria algo novo, um perfume de Ajax. Ok, passou quase um ano. O plantel é, grosso modo, o mesmo. Quais os progressos? Em termos de futebol, tácticos e técnicos, nada se nota - uns laivos ocasionais de um 3x5x2, hoje nem raro, e desconexo. E nada mais, num futebol triste, de repelões. Há outras qualidades? Apoio à formação, que era mote na sua contratação, é nulo. Capacidades na cooptação de reforços acessíveis - com conhecimento de "mercados alternativos" - não se mostrou no defeso. Discurso mobilizador da equipa e da massa adepta, nenhum. Que haverá mais que seja equilibrável com este rosário de insucessos e horizonte de pobre época? Qualidades organizativas, de coordenação interna? Metodologias de treino muito inovadoras que darão  frutos a seu tempo? Talvez, mas então que a direcção o diga, que explicite essa crença diante de associados e adeptos, e assim fundamente a continuidade de uma aposta que cada vez mais se mostra o que logo anunciou ser: um erro.

Varandas, por mais capitão do Afeganistão que tenha sido, não é um comandante. É presidente de um clube, primum inter pares, por decisão desses mesmos seus pares. Justifique-se, com a humildade necessária. E arrepie caminho. Mesmo que ocorram mais algumas vitórias de Pirro, esta pobre via está condenada. Só a sua soberba o incompreende. 

Keizer, rua

Se as taças conquistadas na última época justificaram o benefício da dúvida ao treinador holandês, a verdade é que este início de época tem revelado na plenitude a sua mediocridade. A falta de contratações não justifica o que quer que seja, porque a equipa mantém praticamente todos os titulares da época passada, Gudelj será a excepção, mas não apresenta segurança defensiva, o meio-campo não marca e excepto Bruno Fernandes não demonstra intensidade, o ataque é quase inexistente. A táctica parece ser bola para o Bruno Fernandes e seja o que Deus quiser. É mau demais para ser verdade este futebol miserável que apresentámos hoje na Madeira.

Enquanto sócio e sportinguista que segue o futebol, peço ao presidente Frederico Varandas que demita imediatamente de funções o treinador Marcel Keizer. Caso não o faça, irei repensar o meu apoio aos actuais órgãos sociais, porque não estou para aturar semanalmente esta pobreza futebolística.

Estou preocupado

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Foto Lusa


Marcel Keizer, mostrando a sua pior face de treinador medroso, fez entrar em campo na Supertaça um onze hiperdefensivo contra um Benfica desfalcado de vários titulares da época passada e cheio de miúdos da formação, um dos quais em estreia, de pé trocado, pela ausência do habitual lateral direito. Medroso, repito. Como se o Sporting fosse o Paços de Ferreira a jogar na Luz.

A estratégia falhou em toda a linha, o resultado ficou à vista: fomos goleados como se o Sporting fosse o Tirsense.

 

Ao contrário de Frederico Varandas, que nunca se mostrou tão infeliz ao exprimir-se em público como na noite de domingo, eu estou preocupado.

Muito preocupado.

Desde logo por ver o presidente do Sporting recorrer ao rudimentar glossário do seu antecessor, utilizando um vocábulo que nunca devia ter usado na comunicação em discurso directo devido às conotações profundamente negativas da palavra «chato» na história recente do nosso clube. Depois porque, ao falar como falou, demonstra ser o único sportinguista que não parece preocupado com o estado físico, anímico e competitivo da equipa, o que o põe de passo trocado com a massa adepta.

 

Se o Sporting 2019/2020 já se mostra tão débil ainda com Bruno Fernandes, imagino como será sem ele. Sobretudo não tendo havido plano B para prever a ausência do capitão leonino, como todos percebemos na pré-época.
Por isso estou preocupado também.

Tolerância zero para Marcel Keizer...

Ao longo da época passada fui defendendo que Frederico Varandas será avaliado pelos resultados do futebol, cuja responsabilidade resolveu assumir. Se na época passada o presidente poderia escudar-se no facto de não a ter preparado, na presente tal atenuante desapareceu. 

Fui crítico de Marcel Keizer, mas considerei que a conquista de dois troféus o tornou merecedor do benefício da dúvida e da possibilidade de fazer a pré-época. Os resultados miseráveis, agravados pela copiosa e vergonhosa derrota que sofremos ontem, faz com que a partir de hoje o treinador holandês tenha para mim tolerância zero. 

Qualquer outro resultado na Madeira que não seja uma convincente vitória exige consequências. Ou o Sporting começa imediatamente o caminho das vitórias, ou Marcel Keizer não terá condições para continuar no comando técnico da equipa de futebol. Caso Frederico Varandas não o perceba, ou tente impor a sua vontade, ficará colado ao resultado obtido e provavelmente hipotecará a possibilidade de cumprir o mandato até ao fim...

Super ou Normal? Meta Normal.

  1. Venceu o Benfica. Com justiça e, convém dizer o óbvio, como era esperado.
  2. Pessoalmente até temia um desnível como este. Como o Sporting é um “grande” não entra em finais com a predisposição dos clubes pequenos, em que os jogadores dão 20% ou 30% a mais em busca de fazer História e de serem vistos pelos olheiros certos.
  3. A época desportiva é do Benfica. Um dos pontos interessantes (digamos assim) é verificar quantas vezes vão perder, empatar ou até sofrer golos, tal é a sua superioridade individual, coletiva, técnica e física.
  4. Ou seja, embora possa dar jeito para descarregar alguma frustração, Keizer ou Varandas não são culpados de nada. Não foi Keizer que tentou driblar na área, mas sim Matthieu (grande jogador), nem foi Keizer quem disse a Thierry (grande personalidade e bom jogo) que se atrasasse no lance do primeiro golo.
  5. Se trocássemos Vieira ou Lage para o SCP, acho que tudo ficaria mais ou menos na mesma.
  6. Também não foi por falta de macumba de Keizer ou de Varandas que os presentes do lateral do Benfica no primeiro tempo não deram golo. Por vezes o futebol (ou a vida) é assim: o nosso Thierry demonstrou muito mais que Nuno Tavares, mas quem levou a taça, os encómios e a moral foi o benfiquista.
  7. Claro que Lage demonstrou ser mais sagaz que Keizer na segunda parte e Rafa e Pizzi (que não só jogam juntos há 150 anos como beneficiam de um curioso silêncio mediático) meteram o turbo. Mas é por estas e por outras que o Benfica está melhor, francamente melhor, que o Sporting.
  8. A questão física do futebol é para mim um mistério. Como é que equipas que até viajaram para a América, jogaram com equipas europeias decentes, etc, têm mais cinco ou seis pulmões que outras, escapa-me por completo.
  9. Embora compreenda o estilo de Varandas – que fala para a costela irracional do adepto, fingindo que fala para o seu cérebro – não tenho a certeza que seja o modo mais eficaz de encurtar o enorme abismo entre SCP e SLB.
  10. Se bem conheço a cabeça dos holandeses (e até conheço um pouco) eles não creem em salvadores ou homens providenciais, mas sim em sistemático hardwork.
    Achar que Bruno Fernandes funcionará por osmose e transformará a equipa numa espécie de super equipa de onze Brunos é tolo, mas dá a ideia que todos (exceto o treinador holandês) têm fezada numa coisa dessas. Note-se que o Sporting não vence em jogo jogado há mesmo muito tempo e muitos jogos (perdemos no Porto, empatámos na final Taça, a pré-época foi o que foi, ontem foi o que foi).
  11. Temos todos os motivos para um certo otimismo. Fazer uma época com bom futebol, potenciar jovens, bravos e valiosos jogadores, ir longe na Europa League e tentar ganhar as taças (que no ano passado, não o esqueçamos, nos caíram mais ou menos do céu, porque ganhar em penáltis não é bem a mesma coisa que ganhar lá dentro).

Como disse?

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“A estrutura do Sporting sabe o que está a fazer."

“Estou muito chateado, mas não estejam preocupados que eu também não estou."

Frederico Varandas, presidente do Sporting Clube de Portugal, minutos após a derrota por 5-0 contra o nosso principal rival. Peço desculpa, senhor presidente, mas em que mundo é que vive? Depois de hoje nada pode ficar como antes. Esperamos todos que faça alguma coisa para que isto não se repita. Em nome do Sporting, pelo Sporting. Sempre!

Fica, Bruno!

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Bruno Fernandes é o melhor jogador do Sporting, mas não é o mais bem pago do plantel. Face ao rendimento desportivo do nosso capitão, espero que Frederico Varandas apresente uma proposta de renovação que faça jus ao estatuto do melhor jogador a actuar em Portugal e lhe pague os 5 milhões a que o atleta terá direito. Será seguramente justo e com Bruno Fernandes, o Sporting estará seguramente mais perto de ser feliz.

A imprensa dá conta que irão chegar esta semana propostas pelo nosso capitão, desconheço se será verdade ou apenas carvão, mas enquanto sócio que até aqui sempre apoiei a actual direcção, espero que abaixo dos 70 milhões nem se sentem à mesa para falar, seja com quem for e que mesmo que se entenda para bem do clube fazer negócio, direi que abaixo dos 85 a 90 milhões, entre pagamento mais variáveis, o negócio não se pode fazer, sob pena de lesarem financeiramente o clube e desprestigiarem o nosso emblema, face à realidade do mercado actual.

Prefiro que Bruno Fernandes fique muitos anos no Sporting, mas se tiver que sair, que seja por uma verba digna do seu real valor. Saldos num jogador desta categoria é algo que ninguém poderá compreender e muito menos aceitar. Para equilibrar as contas existem jogadores sem lugar no plantel, que poderão baixar a folha salarial se saírem e, mesmo que seja necessário vender um ou outro titular, deixem-nos vibrar nas bancadas vendo evoluir o nosso ídolo em campo.

Bruno Fernandes, renova para seres feliz

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A um mês de fechar a janela de transferência no mercado inglês, Bruno Fernandes continua a ser jogador do Sporting. Não é com certeza por falta de interesse, mas porque os potenciais interessados talvez aguardem com expectativa pelo período de Saldos de Verão.

Varandas e a sua equipa têm estado à altura dos acontecimentos e esperemos que tenham nervos de aço para não se sentarem à mesa com quem quer que seja. Querem o nosso capitão? Então depositem o valor da cláusula de rescisão. Nem mais, nem menos: são 100.000.000 de euros.

Para quem tem dúvidas do valor, Bruno é só melhor jogador profissional a actuar em Portugal e é só o médio de todos os campeonatos europeus com mais golos marcados: abanou as redes por 32 vezes e fez 18 assistência para golo na última época. Nem Pogba, por quem querem dar 130 milhões de euros, conseguiu tal proeza.

Varandas só devia ter neste momento uma preocupação, que é a de renovar com Bruno Fernandes. Este é o melhor activo do clube, por isso deve ser o mais bem pago, ampliada a cláusula de rescisão para o dobro e estendido o prazo do contrato.

Os actuais 100 milhões parecem um valor irreal, mas a verdade é que este Verão já mostrou que há clubes dispostos a apostar forte para conquistar títulos.  

O fenómeno Félix é real e o Sporting deve lutar com todas as forças para não deixar sair o génio Bruno Fernandes. Este pode muito bem ser o mágico que fará a diferença face aos rivais que, por muito que se reforcem, não têm nenhum jogador deste calibre. 

Com Bruno em campo o Sporting arrisca-se, como já ficou demonstrado na última metade da época 2018/19, na taça da Liga e na Taça de Portugal, que o Sporting é candidato ao título que nos foge há 18 anos.

Também para Bruno, o Sporting oferece-lhe a possibilidade de ganhar troféus, o que neste momento é uma miragem para Tottenham, United ou Inter.

Bruno, renova para seres feliz e fazeres milhões de sportinguistas felizes.

Virar de página

Com o “enterro do morto” concretizado ontem, pode enfim o Sporting encerrar mais uma questão importante decorrente do final conturbado da época passada e ganhar espaço e tempo para tratar do futuro.

É preciso começar por dizer que o agora “morto” foi cavando a sua “sepultura”. Foi com Bruno de Carvalho na presidência que tivemos ex-presidentes expulsos, foi com ele que tivemos órgãos sociais eleitos em lista conjunta, foi ele que referendou novos estatutos e regulamento disciplinar que facilitaram as expulsões, foi ele que discriminou e perseguiu sportinguistas, foi ele que hostilizou a estrutura do futebol profissional e traficou com as claques criando a situação que conduziu ao assalto terrorista a Alcochete, foi ele que criou esta seita arruaceira "Letal ao Sporting" que envergonha o clube. E “morre” sem ter a coragem de enfrentar os sócios, proclamando de longe a sua vergonha dos mesmos, a sua vergonha do clube, o clube não o merece, “adeus mãezinha vou partir”.

“Morreu” mesmo assim com 30% de votos a favor, numa coligação de voto de formação espontânea entre brunistas do Bruno, brunistas “de espírito, mas dispensam o maluco do Bruno”, ricciardistas, antivarandistas e ressabiados diversos. Se calhar deve aos presidentes dos órgãos sociais eleitos um score tão elevado, a Rogério Alves pela “legalice” da pergunta que não respeitava a resposta natural e confundiu alguma gente mais idosa ou menos atenta, a Baltazar Pinto pelas considerações escusadas na entrevista anterior e a Frederico Varandas pelo ódio visceral e incontrolável que alguns lhe têm por uma razão ou por outra.

Fica agora Bruno de Carvalho com o pai, a irmã e o ultra-advogado, todos eles mais papistas que o papa, e fica também com a Justiça para se entreter. Convém apenas não confundir a procuradora com Marta Soares nem o tribunal com um estúdio da TV, porque pode ter dissabores e depois vir a queixar-se da qualidade das instalações.

Fica agora também Frederico Varandas, fechados que foram os processos disciplinares, o empréstimo obrigacionista, a auditoria, o empréstimo de tesouraria, a parte mais substancial dos processos das rescisões, com a via aberta e a responsabilidade de levar o Sporting a novos horizontes, no futebol profissional e nas modalidades. Para isso precisa não digo da união dos sócios, porque a divisão existe e é incontornável, mas de paz e estabilidade porque sem isso tudo se torna muito complicado. Com Varandas, Benedito ou outro qualquer, o que está em causa é o NOSSO SPORTING.

No meu caso, estou mesmo farto de gastar cera com tão ruim defunto, e vou mas é fazer campanha para que o nosso capitão se mantenha, mesmo à custa de alguns milhões de euros. Porque confesso que sou... brunista. Mas do Bruno Fernandes.

SL

O que diz Varandas

 

«Se o Bruno Fernandes sair, temos um plano B, preparado para atacar o mercado. Preparámo-nos, nestes últimos meses, para os vários cenários. Se o mercado quiser o Bruno Fernandes, terá de ser por um valor elevado.»

 

«Posso garantir aos sportinguistas que no mercado de Janeiro, neste mercado de Verão e em todos os mercados que irão acontecer enquanto estivermos aqui, nenhum eleito do Sporting receberá um cêntimo em nenhuma comissão, em nenhuma venda, em nenhuma compra de jogadores.»

 

«Quando se fala no Sporting, uma palavra que salta logo é formação. Não só por ser do nosso código genético, não só por ser uma opção, mas por ser uma obrigação. O Sporting, para ser sustentável, tem de apostar na formação. Não é custo: é investimento.»

 

«Estre grupo vai ser um misto de experiência e juventude: é assim que queremos trabalhar. Vai ser um grupo mais competitivo, mais homogéneo, onde as segundas linhas se aproximarão mais das primeiras linhas. Isto é que nos vai dar garantia de competitividade.»

 

«Não há uma única pessoa que vá integrar este clube que não tenha o sonho de ser campeão, mas precisamos de muita racionalidade e muita inteligência para chegar lá acima e sermos campeões.»

 

Frederico Varandas, ontem, em entrevista à Sporting TV

Parabéns ao vencedor

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Como vários de nós, exprimi aqui críticas a Marcel Keizer, que tomou conta da equipa profissional do Sporting quando seguíamos a dois pontos do Benfica no campeonato nacional após termos ido empatar à Luz sob o comando de José Peseiro. Não sendo adepto das chamadas "chicotadas psicológicas", pareceu-me mal que Frederico Varandas tivesse despachado Peseiro a 31 de Outubro - sobretudo no contexto em que ocorreu, após uma derrota para a Taça da Liga em que o técnico apostara deliberadamente num onze de segundas linhas e vira esvoaçar dezenas de lenços brancos nas bancadas.

Depois, naquela semana negra do início de Fevereiro, fiquei francamente decepcionado com o holandês ao perdermos duas vezes com o Benfica em dois jogos consecutivos - primeiro 2-4 em casa, para o campeonato, depois 1-2 na Luz, na primeira mão da meia-final da Taça.

 

Virou-se a página. Em tempo de balanços, neste defeso, é o momento de dar os parabéns formais ao sucessor de Peseiro - e, cumulativamente, ao presidente que o contratou. Em seis meses, com ele ao leme da nossa equipa principal de futebol, o Sporting venceu dois dos três troféus em competição - a Taça de Portugal (que não vencíamos desde 2015) e a Taça da Liga. Graças a ele também, qualificámo-nos para a Supertaça, pela primeira vez em quatro anos.

Nesses seis meses, portanto, Varandas conseguiu tantos títulos em provas de continuidade no futebol português como Bruno de Carvalho em mais de cinco anos como presidente. E Keizer superou o milionário antecessor: nas três épocas em que prestou serviço em Alvalade, Jorge Jesus apenas foi capaz de conseguir uma Taça da Liga - batendo o V. Setúbal, numa final sem vitória em campo, só conseguida na marcação de penáltis.

 

Keizer está longe de ser um prodígio na comunicação. Mas não foi para isso que Varandas o contratou. A verdade é que o holandês, num momento difícil da vida do Sporting, soube granjear o respeito dos jogadores e dos adeptos. Deve ser felicitado também por isso.

 

 

ADENDA: O Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol. Manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns ao clube vencedor. Como sempre fiz aqui.

Mercado de transferências

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Aumentou o número de programas televisivos e espaço horário ocupado, em particular os que especulam sobre transferências do futebol, alimentando diariamente os mais diversos rumores sobre movimentações de mercado. Novelas existem para todos os gostos e cores, o objectivo salta à vista, cativar audiência nos adeptos dos três clubes que apaixonam maior número de adeptos. Diariamente, ao final da tarde e à noite, somos brindados com a opinião especializada de jornalistas ou comentadores supostamente bem informados, que umas vezes falham, outras acertam, porque ávidos de apresentar destaques, ficam eles próprios à mercê de rumores plantados por empresários ou palavras mal interpretadas de jogadores nas redes sociais, que por vezes não querem dizer nada, mas que são escalpelizadas ao ínfimo detalhe, ao ponto de muitos lerem o que não foi escrito. Isto nada tem de novo, nos anos 80 à segunda-feira comprava a Bola que apresentava as transferências iminentes, que eram depois desmentidas no Record à terça-feira para apresentar as suas, na quarta-feira lá estava a Gazeta dos Desportos a dizer que afinal já não vinha o X e Y, mas sim o W e Z. A diferença é que os jornais estão moribundos e tudo isto agora passa-se na TV.

Uma das principais novelas do Verão, no que ao Sporting diz respeito, é a possível saída de Bruno Fernandes. Sousa Cintra, que calado era um poeta, mas acenar-lhe com uma máquina fotográfica e colocar-lhe um microfone à frente, equivale a descer a serra num carro sem travões, confirmou que existe a cláusula de 5 milhões, caso o Sporting rejeite alguma oferta superior a 35 milhões. Ao contrário do que afirmam, o Sporting não está refém de coisa alguma, porque seria impensável manter Bruno Fernandes, de longe o nosso melhor jogador, nas condições da época passada, quando não era, longe disso, sequer um dos 3 jogadores mais bem pagos do plantel. Das duas uma, ou Bruno sai, ou fica. Se sai, apenas devem ser equacionadas verbas a rondar no mínimo os 80 milhões de Euros. Se fica, há que avançar para a renovação do contrato, onde existirá seguramente um prémio de assinatura, melhoria de condições salariais tornando o capitão no jogador mais bem pago do plantel, seria incompreensível que assim não fosse e naturalmente a cláusula de rescisão teria que subir para 150 milhões de Euros.

Diariamente, de forma cínica os comentadores vão fabricando uma cartilha segundo a qual, ninguém paga o que estamos a pedir pelo nosso capitão, é incompreensível, mas o mercado é assim, o agente do atleta não é Jorge Mendes, o Sporting é uma marca de valor inferior aos rivais, mas está pressionado por falta de liquidez, etc. Estão à espera, direi mesmo que muitos ardentemente o desejam, que acabe vendido por 50 milhões ou até menos. Enquanto sportinguista, espero sinceramente que a direcção não faça cedências neste assunto, até aqui nada a apontar ao clube, que tem mantido uma postura low-profile, neste e outros casos, muito menos ao atleta, que até afirmou que existem ainda muito para conquistar. Se Bruno Fernandes permanecer, liderando a nossa equipa em campo, será o melhor reforço que poderíamos conseguir na próxima época e para conseguir liquidez imediata, que o clube bem precisa, existem mais algumas opções no plantel ou activos que pertencem ao clube.

Confiança absoluta em Frederico Varandas pelo que fez até aqui, mas gostaria que alguns atletas vestissem a verde e branca, Mama Baldé por exemplo, apontado como moeda de troca no dossier Rosier, justifica no mínimo fazer a pré-época. É um jogador polivalente, possante, muito útil em qualquer plantel, mesmo que não se perfile como indiscutível titular. Gelson Dala, Ivanildo ou Domingos Duarte serão jogadores a merecer a atenção de Marcel Keizer. Tenho mais dúvidas em Iuri Medeiros e Matheus Pereira, no caso do primeiro porque tem desperdiçado várias oportunidades, no segundo porque a cabeça não acompanha os pés e sendo bom jogador, está longe de merecer o estatuto de vedeta a que aspira. Para o conseguir, terá que ser humilde e trabalhar muito, porque qualidade tem de sobra. Contratar por contratar não faz sentido, acabamos sempre com demasiado entulho que depois temos dificuldade em despachar. O Sporting não precisa revolucionar o plantel, apenas pequenos ajustes para continuar a crescer.

Criar uma política de formação

Durante anos o Sporting vangloriou-se de ter a melhor escola portuguesa de formação de jogadores, frequentemente comparada ao Ajax. Paulo Futre, Luís Figo, Dani, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, João Moutinho, Luís Nani, Rui Patrício ou William Carvalho entre vários outros que me dispenso de enumerar, sob pena de tornar a lista demasiado extensa, projectaram internacionalmente o jogador português e com eles, a selecção nacional cresceu exponencialmente, passando de esporádicas presenças nos grandes eventos a cliente habitual e até potencial favorito à conquista dos troféus.

Outros clubes, os rivais não andam propriamente a dormir, apostaram de forma séria na formação, ao passo que nós a descurámos, o resultado está à vista, nenhum jogador formado em Alcochete abaixo dos 23 anos tem hoje a mínima hipótese de aspirar a envergar a camisola da selecção nacional portuguesa. É um facto e se quisermos perceber como chegámos aqui, há que ser sérios, enquanto o principal rival prescindiu do treinador que não conseguiu ver em Bernardo Silva, João Cancelo ou Gonçalo Guedes, talento suficiente para evoluir na equipa principal, substituindo-o por treinadores que lançaram Renato Sanches, Ruben Dias ou João Félix entre outros, nem todos com igual sucesso, o que seria obviamente impossível, mas a aposta está lá, só não vê ou desdenha quem não quer ver ou estiver de má-fé. E nós que fizemos? Fomos buscar o iluminado mestre da táctica de que o rival em boa hora, para eles, se livrou e com ele um camião de entulho. Gelson Martins e também Ruben Semedo foram excepções, direi que as últimas apostas sérias da formação, ambos já com idade superior a 23 anos. Abaixo desse patamar havia Rafael Leão, que saiu do clube nas circunstâncias que conhecemos, em rota de colisão com o alienado que dirigia o clube de forma errática, do qual em boa hora nos livrámos.

Não adianta exigir a Marcel Keizer que coloque em campo jogadores da formação sem qualidade para ombrear com os rivais e exigirmos simultaneamente vitórias e títulos. Existe novamente talento na formação, mas abaixo dos 18 anos, pelo que será expectável que dentro de 1 a 2 anos possamos novamente ver a evoluir no relvado jogadores formados em Alcochete. Um clube como o Sporting precisa receitas, o que implica vender jogadores. Não é possível esperar que um jogador acabe de se formar aos 24 ou 25 anos, para depois valorizar 2 ou 3 anos na equipa principal e vendê-lo aos 28 anos. É tarde! O mercado não funciona assim.

Os melhores jogadores aos 20 anos já têm que merecer uma oportunidade na equipa principal. Outros, com elevado potencial, mas sem lugar na equipa, precisam rodar emprestados ou na equipa B, que foi extinta por uma má decisão do ogre. Eventualmente alguns poderão despontar de forma tardia, também acontece, pelo que deveria ser política do clube incluir cláusulas de recompra na cedência de jogadores, que por regra não serão accionadas, mas por vezes acontecem surpresas e não gostamos de ver os rivais abonados pelas pérolas que formámos. Confio na actual direcção, uma estratégia pode ser rapidamente delineada, mas coloca-la em prática requer sempre tempo, por isso defendo que as avaliações devem ser feitas no final dos mandatos. Para já, os sinais são positivos, a restruturação em Alcochete, o scouting, vamos confiar que a médio prazo estaremos de novo no lugar que nos pertence, mas até lá, não basta engrossar a voz, teclar, berrar ou insultar, é mesmo preciso trabalhar...

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