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És a nossa Fé!

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Claques não são donas do Sporting

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O Sporting Clube de Portugal tem quatro claques que representam pouco mais de três mil sócios, o equivalente a 1,7% do total de sócios do clube e 3,3% do universo de sócios pagantes.

Esta é a gota de massa cinzenta que reclama ter mais direitos que os demais e exerce pressão sobre tudo e todos como se fossem os verdadeiros dirigentes do clube. Não. Não podem, nem devem existir claques que se autoproclamam donas disto tudo.

Claques facilmente instrumentalizadas para causar instabilidade e destruição dentro do Sporting não devem ter palco e muito menos serem patrocinadas pelo dinheiro do clube. Eu como sócio, com quotas em dia, não votei em claques para autodestruir o clube.

Convém lembrar que o Sporting já existia antes das claques e vai continuar bem vivo mesmo sem claques. São os sócios, adeptos e simpatizantes – cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo as estimativas – a razão de ser do Sporting e que constituem a sua alma.

Frederico Varandas, eleito democraticamente, devia ter cortado todo o apoio às claques envolvidas no terramoto de Alcochete logo que assumiu a presidência. A decisão é tardia, mas mais vale agora do que nunca.  

É preciso pulso firme, Dr. Varandas, e não ter receio de decidir para limpar, equilibrar e dar rumo à Nação Verde, para poderemos ser “Tão grandes como os maiores da Europa”.

Nisto, estou com Varandas

A Direcção leonina encabeçada por Frederico Varandas tem revelado uma conduta pusilânime, parecendo andar à deriva em diversas circunstâncias. Obviamente, com reflexos dentro dos estádios e dos pavilhões. Esta fraqueza produz contágio e os atletas não são imunes aos seus reflexos, tal como as equipas técnicas.

Feito este preâmbulo, condeno sem reservas a atitude miserável dos revanchistas da Juve Leo, que urram por lhes ter sido fechada a torneira da candonga. Esta noite ficou enfim também fechada a torneira do apoio logístico que o Sporting lhe prestava, como revelou a cúpula leonina num extenso comunicado tornado público.

Se há erro nesta atitude, é apenas pecar por tardia. As claques, que nenhum sócio elegeu nem representam ninguém, só têm razão de existir se for para expressar apoio militante aos atletas que servem o Sporting. Se for para insultar, intimidar, injuriar, ameaçar e agredir, não fazem a menor falta. Nos últimos dias, duas destas claques (a outra é a Directivos Ultra XXI) tiveram comportamentos absolutamente reprováveis - manchando e enxovalhando, aos olhos dos portugueses, a imagem desta respeitável instituição de reconhecida utilidade pública que é a casa comum de todos nós.

Nisto, estou com Varandas. Creio que neste momento já só o apoio nesta causa.

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha...

Frederico Varandas é legitimamente presidente do Sporting Clube de Portugal, porque foi eleito com a maioria dos votos dos sócios. Podemos concordar ou discordar dos estatutos, mas temos os que foram aprovados em AG pelos sócios. Não há, nem pode haver, AG legítimas e outras ilegítimas consoante o resultado nos agrade ou não, por muito que alguns lunáticos continuem a falar em golpe, usurpação e outras teorias rocambolescas, enquanto não reconhecerem todos os resultados, não serão levados a sério e nada conseguirão mudar no clube. Continuarão a ser parte do problema e jamais farão parte da solução.

Também não coloco em causa o sportinguismo do presidente e demais membros dos órgãos sociais do clube. Ser sportinguista não é um direito de nascença, mas uma escolha que todos fizemos em determinada altura da nossa vida, pouco importa se influenciados ou não, cada um terá a sua história. Respeito por isso a pessoa, como aliás todas as pessoas, neste caso em particular os sportinguistas, pelo que jamais alinharei ou pactuarei em insultos ad hominem, seja a quem for. Repudio tal caminho, mas não surpreende que as claques do clube, muito em particular a que se julga acima das outras e tem sido favorecida ao longo de anos, escolha essa via para reclamar a mudança de rumo no clube. Não os seguirei.

Mas Frederico Varandas e seus pares não têm feito por merecer a confiança que os sportinguistas lhes depositaram. Os resultados são como o algodão, estamos longe do lugar que a história e tradição do clube exigem e não se vislumbra no horizonte próximo uma mudança de rumo. No entanto, se Frederico Varandas está tão certo que continua a merecer a confiança dos sócios e tem mesmo a melhor solução para dirigir o clube, porque tem medo de ir a eleições? Não precisa sair, basta que antecipe eleições e se apresente a votos, permitindo que apareçam alternativas, possamos todos debater e votar. No final, se ganhar, sairá reforçado, se perder, ninguém dirá que ficou agarrado ao poder. Se não o fizer, optando por continuar no autismo presente, muito provavelmente Bruno de Carvalho deixará de ser o único presidente destituído na centenária história do Sporting...

Que fique claro, considero que Frederico Varandas não tem condições para continuar, neste momento a sua presidência encontra-se em comatosa agonia, mas de todo quero regressar à javardice do passado recente. Uma das condições, obviamente que não será a única, para apoiar um candidato no futuro, se formos a eleições, será manter as claques longe dos privilégios que os restantes sócios não têm. Ninguém acerta sempre, como também não está sempre errado, essa é das partes mais positivas do consulado Frederico Varandas, mas os resultados do futebol exigem uma rápida mudança no clube. Viva o Sporting!

Annus horribilis

1

Domingos Duarte continua a distinguir-se no Granada, como central. Não se limita a defender: também marca. Foi dele o golo da vitória contra o Osasuna (1-0), garantindo à sua equipa o segundo posto no campeonato espanhol.

Titular nas nove jornadas disputadas da Liga do país vizinho, leva já dois golos marcados. Tantos como o nosso Luiz Phellype no campeonato português.

Lembremos: Domingos Duarte, fruto da formação leonina, foi vendido por Frederico Varandas ao Granada, em Julho, por três milhões de euros.

 

2

Bas Dost soma e segue: acaba de marcar o terceiro golo no campeonato alemão. Desta vez selou a vitória por 3-0 da sua nova equipa, o Eintracht Frankfurt, contra o Bayer Leverkusen.

Os números confirmam: o avançado holandês não perdeu o faro pelo golo. Em menos de dois meses, leva três marcados ao serviço do Eintracht.

Lembremos: Dost, que marcou 93 golos em três temporadas ao serviço do Sporting, foi vendido por Frederico Varandas ao clube germânico, em Agosto, por sete milhões de euros.

 

3

Com dois golos e seis assistências em dez jogos ao serviço do West Bromwich Albion, Matheus Pereira está a entusiasmar os adeptos deste clube, que sonham regressar ao primeiro escalão do futebol inglês. 

«É o homem de quem todos falam», após ter sido considerado melhor jogador jovem na Bundesliga, onde jogou na temporada 2018/2019 com a camisola do Nuremberga.

Lembremos: Matheus, fruto da formação leonina, foi cedido a título de empréstimo com opção de compra por Frederico Varandas ao West Brom, em Agosto, por um valor que rondará os dez milhões de euros (8,25 milhões de libras).

A confrangedora mediocridade

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Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição.

Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.

 

O resultado está à vista: é uma confrangedora mediocridade. Do pior que tenho visto desde sempre neste meu clube do coração. Com jogadores sem intensidade, sem classe, sem categoria mínima para integrar os nossos quadros. Aqui ficam os nomes dos que agora se arrastaram sem préstimo em campo: Rosier, Neto, Ilori, Borja, Doumbia, Miguel Luís, Eduardo, Jesé e Luiz Phellype. Todos juntos, formaram uma absoluta nulidade. Perante a apatia silenciosa e resignada de um técnico recém-contratado, sentado no banco por não ter habilitações para actuar como treinador principal.

Sobraram Vietto - único elemento do onze titular capaz de pensar o jogo e que nunca desistiu de procurar o golo - e o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que se destacou numa defesa do outro mundo aos 45'. Dos suplentes utilizados, Bruno Fernandes e Bolasie - que deviam ter entrado de início - cumpriram os mínimos. Pouco mais havia a fazer: Bas Dost, Nani e Raphinha - importantes na conquista do troféu em 2018/2019 - já não integram o plantel.

Enfim, uma exibição calamitosa em noite de imensa chuva. Sofremos dois golos de uma equipa com um orçamento incomparavelmente inferior mas muito mais bem organizada do que a nossa. E não marcámos sequer um golito para compensar a imensa desolação dos adeptos que se deslocaram a Alverca.

 

Na bancada do estádio, de olhar errante e vago, estava um homem mais isolado que nunca: o presidente Frederico Varandas, que já teve cinco treinadores desde que iniciou funções, há apenas 13 meses. Despediu - e foi incapaz de contratar melhor. Quis assumir a tutela do futebol - e falhou em toda a linha. Prometeu recolocar o Sporting no trilho das vitórias e das alegrias - e tem acumulado derrotas que só nos proporcionam tristezas.

Lamento escrever estas linhas, mas é tempo de concluir: a confrangedora mediocridade tem um nome. O dele.

É a “comunicação, estúpido”

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A falta de estratégia de comunicação no Sporting é gritante e a administração tarda em perceber a sua importância para a sua sobrevivência. O último exemplo foi a concretização do acordo com a banca na véspera de uma Assembleia que já se perspectivava quente.

Se há uma boa notícia, qual é a dificuldade em dar uma conferência de imprensa ou chamar os principais jornalistas para lhes transmitir todos os pormenores em viva voz e explicar tudo de forma a que não restem dúvidas? Como pouco ou nada foi feito, a mensagem que passou foi a “Banca deu mais um mega-perdão ao pobre Sporting”. Chats e programas de TV cavalgaram a onda, quando na prática o acordo é benéfico tanto para a banca como para o Sporting.

Esta situação caricata acontece depois das recentes entrevistas dadas pelo Presidente Varandas em que foi notória a falta de preparação e o foco para saber o que pode dizer e sobretudo o que nunca deve dizer:

"A derrota na Supertaça, para mim, marcou muito, e a confiança de Keizer baixou e isso sentiu-se a passar ao grupo."

"Gabo muito a sua coragem e paciência, mas eu não tenho para aturar um clube de malucos como o Sporting.”

Se Varandas não tem habilidade para comunicar, então ensinem-lhe. É assim tão difícil com tantos ex-jornalistas e assessores que o clube tem?

Por que razão é que a comunicação do clube está assente em Varandas, Francisco Zenha, Treinador e Capitão de equipa? O Sporting não tem directores e administradores que retirem o foco do Presidente e do Treinador? É difícil perceber que a comunicação precisa de uma estratégia para que se fale e escreva muito mais sobre o que o clube quer e precisa e não do que o vento sopra?

Será difícil aprender com os erros? Como diz o povo, é “a comunicação, estúpido”.

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

Boa oportunidade, Dr. Varandas, para "Unir o Sporting"... finalmente

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Sente-se com os seus adversários, Dr. Varandas. Convide-os para a sua mesa.

Durante estas suas últimas semanas de calvário, o seu principal rival, João Benedito, tem tido um comportamento absolutamente digno. Como, aliás, teve durante as últimas eleições - e na derrota, por um triz. Tem sido um senhor. Neste último ano, falou menos mal de si, do que o Dr. Varandas do seu antecessor e dos seus apoiantes. 

Se convidar estes candidatos à sua sucessão (pessoalmente ou com um telefonema) verá que virão quase todos aqueles que foram candidatos nas últimas eleições. Os que se recusarem a vir e/ ou a conversar consigo... o ónus será deles. Tanto melhor para si. 

Procure envolver aqueles que se sentarem consigo.

Antes de ir, prepare-se bem. Estude a mensagem. Pense no impacto da mesma e nos passos seguintes. Não vá à confiança.

Lidere, não ande a reboque. Ainda vai a tempo de mudar o preocupante rumo das coisas (falta de rumo...).

A bem do nosso (de todos, sem excepção) Sporting Clube de Portugal.

Saudações Leoninas

Varandas, Zenha e o dinheiro

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Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, rectificou ontem mais um erro de Frederico Varandas. Anunciando, em declarações à Rádio Observador que os membros da administração da SAD abdicarão das novas remunerações propostas pela comissão de accionistas. «Não queremos passar a mensagem de que estamos aqui por dinheiro», declarou o responsável pelas finanças no Conselho de Administração leonino. Contrariando o que dissera a 10 de Setembro, à agência Lusa, quando justificou tal medida como uma forma de «atrair talento» para os cargos de cúpula da SAD.

Foi uma declaração importante, necessária neste contexto de crescente impopularidade dos actuais gestores do Sporting, e que só pecou por tardia. Porque impunha-se que tivesse sido feita 48 horas antes por Varandas na lastimável entrevista à SIC. Repetindo o que aqui escrevi no domingo, o presidente devia ter aproveitado esta entrevista, sem esperar por pergunta alguma, para comunicar aos sócios e adeptos do Sporting que abdicaria do aumento salarial que lhe havia sido proposto.

Ainda bem que Zenha emendou o erro. Mais vale tarde que nunca.

Cento e quinze vezes Teresa

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Teresa Dimas, jornalista da SIC, certamente nunca teve nem talvez volte a ter pela frente um entrevistado que, em 32 minutos, pronuncie tantas vezes o nome dela.

Pelas minhas contas, Frederico Varandas disse 115 vezes «Teresa» ao ser entrevistado por ela no Jornal da Noite de sábado. Se não for recorde nacional, anda lá muito perto. A merecer medalha. E talvez menção no Guinness.

És uma celebridade, Teresa.

Do valor das marcas

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Alguém hoje contabilizou já em quanto desvalorizou a marca Sporting essa coisa levianamente dita pelo senhor presidente do Conselho Directivo, Frederico Varandas, de que o Sporting é um clube de malucos?

Esclareço antecipadamente que o meu contributo para a sua saída da cadeira do poder é o mesmo que dei para a saída do antecessor no cargo, nenhum. Não subscreverei listas de destituição, tal como não subscrevi para o anterior e se porventura houver lugar a uma AG onde o assunto seja a destituição, farei questão de não estar presente, como não estive na que destituiu o antecessor. A minha "batalha" será aqui, para a exigência da apresentação do pedido de demissão de todo o órgão. O próprio deverá chegar à conclusão de que faz já parte do problema, sem nunca ter chegado a fazer parte da solução.

Como é que se costuma dizer? Isso... Os superiores interesses do Sporting.

Imperdoável

Lamento que Frederico Varandas não tenha ontem aproveitado a entrevista de 32 minutos em horário nobre à SIC para dizer, sem esperar por pergunta alguma, que abdicará do aumento salarial que lhe foi proposto pela comissão de accionistas da SAD.
Mais que lamentável: é imperdoável. Como dizia o outro, não há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

Precisamos de um novo presidente?

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Frederico Varandas perdeu ontem mais uma oportunidade para dar confiança aos sportinguistas? Sim... Teresa. De entrevista em entrevista, FV parece cada vez menos ambicioso para o Sporting? Infelizmente, sim. A este ritmo, daqui a dois meses já se dá por contente com a manutenção na primeira liga. A direcção que FV encabeça planeou esta época de forma amadora? Sem qualquer dúvida. Devemos estar preocupados, ao contrario do que FV diz? Ó, se devemos.

Agora... Precisamos de um novo presidente e de uma nova direcção? Bem, entendo quem diz que sim, mas acho que não neste momento. E dou cinco razões para isso:

1. Mal ou bem, FV conseguiu dois títulos na primeira época.

2. Não se pode avaliar uma direcção por um ano de trabalho, quando foi eleita para quatro.

3. Esta direcção é jovem, inexperiente. Era óbvio desde o início que ia cometer muitos erros, até porque herdou uma situação complicada.

4. Quem/qual é a alternativa, e o que nos garante que não será pior?

5. Mais importante que tudo, será que queremos que os presidentes, tal como os treinadores, passem a estar dependentes de ciclos de sete ou oito jogos? Cada ciclo mau, um novo presidente e uma nova receita?

Os títulos que a entrevista gerou

A Bola

«Frederico Varandas explica opção por Silas»

 

Correio da Manhã

«Frederico Varandas confidencia: "Um treinador disse-me que não estava para aturar um clube de malucos"»

 

Diário de Notícias

«Varandas: "Houve treinadores que recusaram porque não querem aturar um clube como este"»

 

Expresso

«Frederico Varandas: Um treinador disse-me "gabo muito a sua coragem, mas não estou para aturar um clube de malucos como o Sporting"»

 

O Jogo

«"Um treinador disse-me que não queria aturar um clube como o Sporting"»

 

Público

«Frederico Varandas garante que Mourinho não quis treinar "clube de malucos"»

 

Rádio Renascença

«Frederico Varandas. Treinador recusou Sporting porque "não tem paciência para aturar malucos"»

 

Record

«A perplexidade de Mourinho, a recuperação de Silas e a contratação: Varandas falou de tudo»

 

SIC

«Treinador recusou o Sporting porque "não queria aturar clube de malucos"»

 

Sol

«Varandas critica "minoria" que prefere o caos: "São burros e vão provar do próprio veneno"»

 

TSF

«"Clube de malucos." Varandas diz que é difícil levar treinadores para o Sporting»

 

TVI

«Sporting: Varandas confirma ter convidado Jardim e Mourinho»

Desgraça

Começa por declarar  que Silas era exactamente o treinador que queria e que correspondia ao perfil, para de imediato revelar ter feito convites a outros de maior gabarito. Deixou escapar que um deles recusara o Sporting por ser “um clube de malucos”, tentou disfarçar o que disse, mas a entrevistadora não lho permitiu.

Senti vergonha alheia. Varandas pura e simplesmente não percebeu o enxovalho. Mourinho? Jardim? Um deles chamou-lhe maluco na cara, com todas as letras. Porque uma expressão destas, dita por quem está a ser abordado para contratação, é evidente que se refere à organização e aos dirigentes que a gerem e ali a representam.

No resto da entrevista, segundo percebi, tentou explicar que “malucos” são os sócios que engolindo o aumento de preço pagaram a game box desta época e que, estranhamente para ele, mostram o seu desagrado e a sua impaciência pelo espectáculo que lhes é oferecido. Os mesmos sócios a quem se quer pedir que aprovem um aumento dos vencimentos dos dirigentes.

Se Varandas acha que “malucos” são os sócios, porque não haveria de achar que essse descontentamento é manipulado? E aqui, nos encravanços do verbo, nos tropeções de frases que não vão ter a lado de nenhum, nas explicações sem lógica nem tino, na agressividade contra os sócios, esses miseráveis ingratos, Varandas recordou as últimas entrevistas de Bruno, naquele mesmo canal. O Presidente do Sporting saiu dali como o bobo da aldeia do futebol.

Por mim, que votei nele e agora vem insultar-me, devolvo a Varandas o respeito com que ele me trata.

De improviso em improviso

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Nenhuma entrevista de um dirigente político, empresarial ou desportivo deve ser feita de improviso, sem preparação. Sobretudo quando se trata de uma entrevista a um canal televisivo, em sinal aberto, à hora de maior audiência.

Na preparação de qualquer entrevista, que inclui a simulação de perguntas com uma equipa de assessores especializados e a preparação das respostas mais indicadas a essas questões, com particular incidência naquelas com maior potencial polémico, a preocupação deve ser de forma mas sobretudo de mensagem. Desde logo, antecipando o título jornalístico que se pretende transmitir.

Recuso acreditar que a equipa de assessores de Frederico Varandas lhe tenha sugerido que a ideia-força a emergir desta entrevista fosse esta de o Sporting ser «um clube de malucos», associada à noção de que nenhum técnico credenciado aceita treinar em Alvalade. Nem a equipa mais incompetente e amadora prepararia uma entrevista nestes moldes.

Resta, portanto, a hipótese alternativa: a de que a declaração inicial de Varandas - e que marcou esta deplorável entrevista ao Jornal da Noite, da SIC, matando à nascença o seu potencial enquanto factor de motivação dos sportinguistas - tenha resultado do improviso. Na linha do que sucedeu com a abortada venda de Bruno Fernandes, com a saída de Bas Dost a preço de saldo, com a desastrada preparação da época, com a não-inscrição de Pedro Mendes nas provas organizadas pela Liga, com as apostas malogradas em sucessivos técnicos, com o pior arranque de uma época futebolística registado desde sempre no Sporting.

Há quatro dias escrevi aqui: terminou a tolerância dos sócios perante tanto improviso. Tendo sucedido o que sucedeu ontem à noite, reitero agora isso ainda com mais convicção.

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