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És a nossa Fé!

Homenagem ao “scouting” de Hugo Viana e Frederico Varandas

As baixas expectativas quanto ao encontro dos não-internacionais do Sporting com uma equipa do fundo da tabela da La Liga foram ultrapassadas a partir do instante que Ruben Amorim recorreu a um reforço que a genial dupla Hugo Viana-Frederico Varandas em boa hora lhe ofereceu.

Quem diria que num mercado tão difícil quanto este seria possível encontrar um médio defensivo com as qualidades de João Palhinha, um aparente "free agent" que ainda há poucos dias treinava sozinho, em ambiente rural, trajado com equipamento do Sporting de Braga?

Mais umas jogadas de génio como a integração deste Palhinha no plantel,  de preferência permanente ou pelo menos até depois de 15 de Setembro, e até me convenço de que a época passada não passou de uma sucessão de azares que acontecem aos melhores e não uma prova da mais completa incompetência ou mesmo de gestão danosa.

Quem viver verá.

 

 

Falhar em 2020/2021 comprometerá as cinco épocas seguintes

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Depois de mais uma época em que os resultados ficaram muito aquém da grandeza do Clube, esperava-se uma grande revolução no plantel. O atual mostrou que não tem a capacidade para nos levar ao patamar que o clube, os sócios e os adeptos exigem.

No entanto, até agora, nada. Nem um nome foi apresentado, e nem foi comunicada uma única saída. Nós, sportinguistas, olhamos para esta apatia diretiva com enorme preocupação, pois, até à data, os responsáveis leoninos, em 2 anos e meio, não conseguiram contratar um único jogador com qualidade para jogar “de caras” em qualquer equipa portuguesa. Este desnorte evidencia duas coisas: a época que se aproxima ainda está na fase zero da sua preparação; o Sporting perdeu espaço no mercado e não consegue chegar a nenhum nome decente.

O clube está, por estes dias, à deriva. Ninguém percebe qual é o rumo que o timoneiro Varandas traçou. A sensação que tenho é que estamos completamente perdidos, sem que haja no barco uma pessoa lúcida que indique o caminho de um porto seguro.

É, por isso, urgente mudar de comandante. É, por isso, urgente exigir que Varandas saia. Quem não tem soluções para o Sporting não pode ser o seu Presidente. Não podemos desperdiçar mais um ano com anormalidades. Esta época, onde o terceiro lugar dá acesso à Liga dos Campeões, é fundamental, para o nosso posicionamento estratégico nos próximos 5 anos, garantir que pelos menos conseguimos uma destas vagas. Se falharmos este acesso, veremos o fosso que nos separa dos nossos maiores rivais a aumentar, e um Braga a ultrapassarmo-nos no poderio futebolístico.

O Mundo está cheio de exemplos de grandes clubes que caíram. O nosso, infelizmente, está a ir pelo mesmo caminho.

#VarandasOut

A gestão desportiva de Varandas

Texto de Leão da Cova da Beira

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Se me é permitido, [recordaria] as abordagens ao mercado do Sporting, neste consulado de Frederico Varandas.

2018/19 (Mercado de Inverno), INVESTIMENTO 11 M€:
Tiago IIori: 2,4 M€.
Borja: 3,2 M€.
Doumbia: 3,8 M€.
Gonzalo Plata: 1,1 M€.
Luiz Phellype: 0,5 M€.

2019/20 (Mercado de Verão e Inverno), INVESTIMENTO 28,5 M€ + o passe de Mama Baldé:
Vietto: 7,5 M€.
Sporar: 6 M€.
Rosier: 5 M€ (+ o passe de Mama Baldé, avaliado em 5 M€).
Rafael Camacho: 5 M€.
Eduardo Henrique: 3 M€.
Jesé Rodriguez: (taxa de empréstimo 2 M€).
Neto: "custo zero" (com prémio de assinatura desconhecido)
Bolasie: (emprestado).
Fernando: (emprestado, nem fez estreia na equipa principal do Sporting).

Um investimento total de mais de 40 M€ em 11 reforços e três empréstimos.

Mas verdadeiros reforços serão apenas dois ou três: Plata, Vietto e Sporar...

 

Um mero exemplo: o Sporting contratou Sporar em Janeiro de 2020, é um ponta de lança móvel e deixou bons indicadores. Em meia temporada, fez seis [sete] golos. Gelson Dala, emprestado ao Rio Ave em Janeiro (Rio Ave que então lutava pela Europa com o Sporting, surreal esse empréstimo), mas Dala fez em meia temporada os mesmos seis golos de Sporar, sendo um habitual suplente do Rio Ave. Fez sentido contratar, quando em casa temos um avançado móvel com as mesmas características?

Em Agosto [de 2019], chegaram três emprestados: Bolasie, Jesé e Fernando. Em sentido oposto, o Sporting cedeu/vendeu Carlos Mané por 0,750 mil€ (a taxa de empréstimo de Jesé foi de 2 M€), cedeu Mama Baldé, que fez seis golos na Liga francesa no modesto Dijon, e emprestou Gelson Dala e Matheus Pereira.

Pergunto: alguém vislumbra algum critério, alguma racionalidade nesta gestão desportiva?

Qual foi o critério dos três emprestados?

Bom, o Jesé fez um golo, o Bolasie fez outro [fez dois] e o Fernando nem se estreou. Se isto não é gestão desportiva danosa...


Texto do leitor Leão da Cova da Beira, publicado originalmente aqui.

Quase como se fosse por ideologia

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«Frederico Varandas já não tem como fugir. O Sporting tomou más decisões e, para as consertar, tomou outras piores que o escorraçaram do pódio, a uns lunares 22 pontos do campeão. Perdeu seis dos sete jogos que fez com as três equipas das quais quer estar próximo e, pelo menos, meia dúzia dos nove reforços contratados foram pouco mais do que inúteis. De fortes hipóteses, os erros potenciais passaram a factos. 

A justificação de que, no último defeso, só pôde escolher entre o mau e o péssimo foi-se esgotando com o andar da época e os sucessivos fracassos nas correcções de curso. As várias opções de alto risco também foram dando razão aos contestatários, uma a uma. Bolasie, Jesé e Fernando não substituíram Bas Dost, nem sequer Raphinha, e o Varandas "Mário Centeno" que vendeu dessa maneira dois titulares acabou a contrastar violentamente com o Varandas "Indiana Jones" que paga (um dia destes) 12 milhões de euros por um treinador. Mesmo que Rúben Amorim funcione, e pode acontecer (como Bolasie e Jesé podiam ter funcionado), continua a ser um indício de que a administração do Sporting não valoriza a sua própria (e natural) inexperiência, porque se continua a rodear de estreantes, em todos os postos, quase como se o fizesse por ideologia.»

 

José Manuel Ribeiro, ontem, n' O Jogo

Sobre o i-voting...

São preocupantes as notícias que vamos lendo diariamente sobre reforços da equipa de futebol. Oxalá esteja enganado, mas não confio na capacidade de Frederico Varandas e Hugo Viana para apresentarem no início da próxima época, um plantel equilibrado que possibilite um nível de competitividade que a dimensão do SCP exige.

Sabemos que o Sporting Clube de Portugal é bem mais que futebol, mas este é a mola real que movimenta milhões e exacerba paixões.

Agastados pelos fracos resultados alcançados, enquanto aguardam com desconfiança o que fará o presidente com mais esta oportunidade que a pandemia lhe ofereceu, muitos sócios, entre os quais me incluo, pretendem fazer ouvir a sua voz e mostrar o descontentamento aos órgãos sociais que dirigem o clube. Votação do orçamento, adiada não se sabe bem para quando, relatório e contas e i-voting, serão decisivos para o futuro do clube e determinantes para levar o mandato até final, ou antecipar eleições. Por maior que seja a legitimidade para continuar em funções, os órgãos sociais não poderão assobiar para o lado sem retirar consequências, caso os associados chumbem as propostas que apresentem. O contrário também é verdadeiro, aqueles que contestam, terão que ler com a devida atenção aquilo que vier a acontecer.

Sobre o i-voting, mixed feelings. Vivi alguns anos fora de Portugal, impossibilitado de participar e votar em várias AG e nas eleições de 2013, 2017 e 2018 e até na histórica AG de 23 de Junho de 2018. Por razões profissionais, com mais de 40 anos de sócio e quotas em dia, não consegui participar em momentos importantes da vida do meu clube. O voto por correspondência não era solução no meu caso, além de ser muito dispendioso. E não existia qualquer núcleo por perto, aliás, cheguei a estar a mil kms do consulado mais próximo. Sou por isso favorável à sua implementação, se garantida a segurança do mesmo, porque não sou ingénuo e detesto chapeladas eleitorais. Convém aliás ler posts anteriores sobre o assunto, aqui no blog.

Estou tentado a votar favoravelmente uma alteração estatutária que introduza o i-voting, se vier acompanhada da 2ª volta na eleição, caso não exista maioria absoluta à 1ª volta e se for recuperado o método de Hondt na eleição do CFD, colocando assim um ponto final na bizarra eleição em lista única dos diferentes órgãos sociais. O clube precisa de mais alterações estatutárias, mas não será este o tempo para uma discussão séria sobre a matéria. Estas serão talvez as mais urgentes e também consensuais.

É incompreensível que proponham aos sócios a aprovação do i-voting de forma isolada, mas também fica mais fácil em consciência rejeitar, pelo que os meus votos irão neste sentido. Tal como votarei contra o orçamento, relatório e contas e tudo o mais que apresentarem.

 

A Vida (não) é Bela

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É minha convicção que apoiar é uma das grandes responsabilidade dos adeptos (supporters). Mas não podemos ignorar a responsabilidade da direção em dar aos adeptos algo para acreditar e apoiar.

A gestão de um clube deve ser altamente racional mas o futebol é extremamente emocional, os adeptos precisam que a chama da sua paixão esteja constantemente a ser regada com a dose certa de gasolina. Bruno de Carvalho percebeu bem metade desta premissa, infelizmente levou o lado emocional para a gestão do clube e emolou-se nele.

Para se ser adepto do Sporting, hoje em dia, é quase preciso ter um mestrado em Alta Finança. Temos que saber o que são VMOCs, discutir os benefícios de uma venda da SAD, entender que não temos liquidez apesar das vendas pornográficas que foram feitas, etc. Isto tudo é errado, é claro que podemos entender tudo isto mas, no fundo, o único número que importa para a paixão é o número de vezes que a bola bateu no fundo das redes adversárias.

O Presidente do Sporting tem que ser uma espécie de Roberto Benigni em "A Vida é Bela". Ter ambição e criatividade para conseguir uma miúda "impossível", ser humilde para trabalhar diariamente e, acima de tudo, ter a capacidade de manter o filho (os adeptos?) feliz e motivado durante a maior tragédia de que há memória na História da Humanidade. Sim, no fim "o seu mandato" acabou. Todos acabam inevitavelmente, não é? Mas é o que se faz durante "o mandato" que faz valer a pena. A vida, de para quem o Guido trabalhou, continuou.

Desce da Torre de Marfim, Frederico. Trabalha para os adeptos e sócios do Sporting Clube de Portugal. Ainda vais a tempo de tornar a tornar a nossa vida bela.

As juras de Varandas

Num inquérito encomendado, com perguntas à medida das respostas - um módico de deontologia impede chamar a isto "entrevista" apesar de impressa em papel de jornal - o Presidente do Sporting toca três pontos que convém registar.

O primeiro é que "assume" e "dá a cara" pela desairosa época do Sporting. Claro que acto contínuo evoca as mil e uma dificuldades do cargo, justificação que faz ricochete pois é como quem diz que não teve cabeça ou capacidade para acorrer a tudo. Mas isto do "assumir" sem daí tirar consequências decorre de uma ética um bocado torpe, embora esteja na moda. Seria como se perguntando o juiz  ao réu se se declara incoente ou culpado e tendo este dito "culpado" o merítissimo o mandasse em paz pois basta que tenha "assumido" para ficar ilibado.

O segundo e terceiro pontos interessantes é que Varandas se atravessa inequivocamente - repito: inequivocamente - por Rúben Amorim e pela continuação no plantel da época 20/21 dos jovens Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Joelson e Tiago Tomás. Registe-se e guarde-se para memória futura; cá estaremos para avaliar a credibilidade e idoneidade de quem assim jura.

Receio o pior

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Temo o pior neste curtíssimo defeso agora iniciado. Porque as decisões serão tomadas pelos mesmos que conduziram a catastrófica pré-temporada do Verão anterior. 

Sem surpresa, já se acumulam os maus indícios. Na imprensa amiga, a administração da SAD pôs a circular que Acuña e Palhinha serão vendidos. Soa a asneira.

Acuña é um dos raros internacionais que subsistem no plantel leonino. Em entrevista ao Record de hoje, Frederico Varandas sublinha a necessidade de «encontrar jogadores experientes»: isto não cola com a prioridade atribuída à saída do argentino.

Por outro lado Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).

 

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Já que fiz alusão à entrevista do Record, deixo um apontamento rápido sublinhando a minha estranheza: afinal para que serve a Sporting TV? O presidente da SAD leonina manteve-se vários dias em silêncio, após o fim do campeonato, e rompe-o só agora para prestar declarações a um jornal diário quando tem à sua disposição a televisão do clube. Eis algo incompreensível.

Nesta entrevista, Varandas garante fazer «exercícios de autocrítica diariamente». Não parece. Voltou, por exemplo, a desperdiçar uma oportunidade de elogiar a Comissão de Gestão que o precedeu e conduziu o Sporting no turbulento Verão quente de 2018. Graças a essa equipa, liderada por Artur Torres Pereira no clube e Sousa Cintra na SAD, os estilhaços de Alcochete foram minorados, vários jogadores regressaram a Alvalade e foi possível formar um plantel competitivo.

Varandas já apanhou o comboio em andamento - de tal maneira que o Sporting até liderava a Liga no dia em que os actuais corpos sociais tomaram posse.

 

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Vangloria-se o presidente de ter conseguido «vencer duas Taças no futebol» e de ter superado o difícil teste da «renovação do plantel devido às rescisões». Vai mesmo ao ponto de proclamar: «No ano passado, alcançámos a melhor época dos últimos 17 anos.»

Lamentavelmente, nem uma palavra de apreço por Sousa Cintra - obreiro dessa época que deixou um treinador (José Peseiro) despedido por Varandas quando o Sporting ia a dois pontos do primeiro já depois de termos jogado em Braga e na Luz. Outra oportunidade desperdiçada, portanto, para "unir o Sporting" - lema da candidatura à presidência do antigo director clínico do consulado Bruno de Carvalho.

A prova do algodão da actual gerência não foi a época 2018/2019: foi aquela que agora terminou, a primeira em que este presidente da SAD e este director desportivo lideraram todo o processo do princípio ao fim. Uma época em que se prometeu muito mas chegámos à meta com um recorde de derrotas numa temporada e todos os objectivos falhados: Supertaça, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa e campeonato.

 

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Ainda mal se iniciou o defeso e já receio o pior.

Por serem os mesmos a liderar o processo. E por ter a plena convicção de que a actual equipa dirigente nada quis aprender com a sucessão de erros acumulados.

E consequências da época miserável?

O vergonhoso quarto lugar alcançado pelo SCP não é filho de pai incógnito, tem 2 progenitores, Frederico Varandas e Hugo Viana com a sua incompetente gestão desportiva e miserável construção do plantel.

Aprendam de vez, não se financiam rivais, esqueçam R. Esgaio, Fransérgio ou qualquer outro jogador do SCP, excepto naturalmente o nosso João Palhinha, que tal como Gelson Dala, Ivanildo Fernandes ou Daniel Bragança, têm que regressar a Alvalade, porque são superiores a grande parte do entulho que lá têm colocado.

Felizmente que Fernando, Jésé e Bolasie, já receberam guia de marcha. Não deixaram saudades, o fundamental é não virem mais turistas nas mesmas condições. E podem aproveitar para vender, mesmo que seja preciso saldar, T. Ilori, Eduardo, C. Borja, Ristovski, Battaglia, V. Rosier. Se ninguém lhes pegar, ofereçam 50% de comissão a Jorge Mendes, ou mesmo 70%, desde que não venha ninguém em troca, porque entulho já temos de sobra.

Precisamos competência no reforço da equipa, Wendel tem demasiadas paragens cerebrais, oferecendo demasiadas vezes a bola ao adversário em zona proibida. Entre ele e Matheus, só pode jogar um, precisamos reforçar o meio-campo. Jovane vai agitando as águas, mas é curto. G. Plata é uma perfeita nulidade, esqueçam comprar a metade que falta do passe, é preferível vender a metade que nos pertence, caso alguém esteja disposto a comprar.

Vamos ver o que nos reserva o mercado de transferências, mas face à incompetência até aqui demonstrada pelos nossos responsáveis, temo o pior. Oxalá me engane.

Os verdadeiros generais assumem responsabilidade, deixam os soldados colherem os louros da vitória, mas dão a cara na hora da derrota. Frederico Varandas é militar, oficial do exército, mas comporta-se como um soldado recruta. Manifestamente não tem vida para presidir ao SCP, é um erro de casting.

Ao menos que Rogério Alves, presidente da MAG e representante dos sócios, exerça a sua influência e procure devolver a palavra aos sócios, antecipando eleições. Não tenham medo da democracia, precisamos votar, deixem os sócios decidir se continuamos ou mudamos de rumo...

 

Viva o Sporting C.P.

O desastre era inevitável

Texto de Luís Ferreira

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Devia existir alguma coisa positiva que se pudesse destacar nesta época que acaba amanhã.

Mas não encontro nada de significativo: o prazer de ainda ter visto Bruno Fernandes com a nossa camisola vestida, alguns bons jogos (com o Portimonense para a Taça da Liga e com o PSV e Basaksehir - que se sagrou campeão turco - para a Liga Europa) e o recente aparecimento de novos jogadores na equipa principal, dos quais destaco Nuno Mendes.

Os maiores erros foram cometidos no final de Agosto e início de Setembro, no fecho do mercado, com a incapacidade de encontrar um substituto para Bas Dost, a vinda de Jesé e de Fernando e a dispensa de Keizer. Recordando que a 31 de Agosto, a cinco minutos do fim do jogo com o Rio Ave em casa, éramos líderes do campeonato.

Mas a seguir à dispensa de Keizer, a cereja no topo do bolo foi a entrega do leme da equipa principal durante quase um mês a Leonel Pontes, que na época anterior tinha descido o Jumilla na 2.ª divisão B espanhola - na prática uma 3.ª divisão. No final de Setembro estávamos de rastos e, viesse quem viesse, o desastre era inevitável.

Em típicos exageros, o início de Rúben Amorim fez com que alguns começassem a pensar em lutar pelo título na próxima época e os últimos dois jogos levaram outros (ou os mesmos) a duvidar se conseguiremos sequer ficar em lugares europeus. Eu, que não sou crente, rezo para que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os erros e que a próxima época seja mais bem preparada do que esta. Não é difícil.

A época acaba com o mesmo adversário com que começou. Também não será difícil fazer melhor do que no primeiro jogo. E que ao menos possamos garantir a entrada directa na Liga Europa.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Sporting 2020/2021 - II

Sou absolutamente contra e jamais aceitarei ver o meu clube transformado em barriga de aluguer, seja de quem for. Uma eventual vinda de Pedro Porro para o SCP, por empréstimo sem opção de compra ou partilha de direitos desportivos, é para mim uma linha vermelha que segundo o que vou lendo na imprensa desportiva, F. Varandas se prepara para ultrapassar. Ainda quero acreditar que seja carvão, porque se tal pornográfica operação se vier a concretizar, estaremos perante uma das mais anedóticas decisões em matéria de gestão desportiva, na história do nosso clube. E temos várias, desde a contratação da luminária que decidiu que P. Futre seria para emprestar à Académica para rodar, para me circunscrever ao tempo em que me tornei sócio.

Um cepo, ou pino, como preferirem, gera comissões, mas ainda pode servir como moeda de troca num negócio posterior. Trazer jogadores por empréstimo, coloca-los a jogar e valorizá-los, encostando os que pertencem aos nossos quadros, é no mínimo, gestão danosa, seja do ponto de vista desportivo ou financeiro.

Nas últimas semanas, têm sido associados ao SCP um conjunto de reforços, que se vierem a confirmar, quero acreditar que não passem de carvão, provam que Frederico Varandas e Hugo Viana pouco ou nada aprenderam com a inenarrável presente época. Alguém definiu insanidade, como fazer sempre a mesma coisa, esperando resultados diferentes. Após contratar os cepos T. Ilori, Eduardo Henrique, C. Borja e V. Rosier, trazer por empréstimo Jesé, Bolasie e Fernando, sem que as apostas mais aceitáveis em I. Doumbia, L. Phellype, G. Plata, L. Vietto, R. Camacho, L. Neto ou A. Sporar tenham surtido grande efeito, eis que o Sporting C.P. prepara a contratação de mais entulho, refiro-me a Antonio Adán e Z. Feddal. O primeiro é um guarda-redes com experiência de banco de suplentes na última década, o segundo tem problemas físicos e disciplinares, nos últimos 15 jogos, sofreu 9 amarelos e 2 vermelhos.

Verdade que o plantel do SCP precisa reforços, que alguns jovens da formação denotam falta de maturidade, mas contratar por contratar sem mais-valias, é injustificável, possibilitando apenas que se paguem comissões em prejuízo do clube. Ao menos que se aposte na prata da casa, por exemplo fazendo regressar Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Gelson Dala e João Palhinha, todos eles pertencentes aos nossos quadros. Espero que nem ousem equacionar pagar qualquer verba ao SCB, para resgatar R. Esgaio, jogador interessante, mas que não vale um terço do valor que o trolha do Minho pede pela sua transferência.

Sempre acreditei que as pessoas fiquem agarradas aos lugares que ocupam, mas F. Varandas parece estar disposto a fazer tudo ao seu alcance, para perder com estrondo a eleição em 2022. Porque os sócios do SCP não poderão continuar a tolerar tamanha incompetência, tudo isto é mau demais, ou então apenas carvão, que a comunicação do clube há muito deveria ter desmentido...

Sporting 2020/2021

Apesar dos paupérrimos resultados desportivos, resta ainda saber se acabaremos em 3.º ou 4.º lugar, a presente época termina de forma agridoce para os sportinguistas, porque a contração de Rúben Amorim e a aposta em jovens da formação nos devolveram orgulho e transmitem esperança no futuro.

Fartos de ver os dirigentes contratarem entulho que nada acrescentou, bem pelo contrário, os sportinguistas acarinham e querem ver evoluir em campo os jovens formados em Alcochete. Desde que F. Varandas assumiu a presidência do SCP, não se fez uma única grande contratação, é factual. E se algumas apostas se podem compreender e até justificar, L. Phellype pelo preço, I. Doumbia, G. Plata ou R. Camacho pela margem de progressão face à idade, embora este último tenha sido excessivamente caro, também é compreensível a aposta em L. Neto ou L. Vietto, um jogador de créditos firmados, e mesmo Sporar, apesar de render muito pouco. Já as vindas de Jesé, Bolasie e Fernando entraram directamente para o top das decisões mais anedóticas do futebol português, verdadeiramente inqualificáveis. C. Borja, Eduardo, T. Ilori, V. Rosier, não passam de cepos, pinos sem qualidade para envergar a camisola do SCP.

Ninguém com um mínimo de inteligência pode persistir nas mesmas práticas e esperar obter resultados diferentes. Contratar Z. Feddal, A. Adán ou P. Porro será mais do mesmo. O carrocel gira, gera comissões, mas a equipa continuará distante dos outrora rivais SLB e FCP. A disputa passará a ser com SCB, V. Guimarães, Famalicão e Rio Ave, cada vez mais as equipas do nosso campeonato. E poderá ainda ser pior, quase criminoso até, se continuarmos a financiar o SCB, seja com contratações sobrevalorizadas ou emprestando-lhes jogadores. Nem me passa pela cabeça oferecer ao trolha do Minho metade do que pede por R. Esgaio e, sejamos claros, se lhe emprestarmos G. Dala ou Ivanildo estaríamos colocados perante pornográfica gestão financeira e desportiva.

Sabemos que o clube atravessa um período de dificuldades, mas será inaceitável vender alguma das jovens promessas nesta altura, facilmente colocáveis no mercado internacional por 15 a 20 milhões de euros no imediato. Nuno Mendes, E. Quaresma e Joelson Fernandes têm potencial para serem jogadores de classe mundial, mas precisam evoluir, jogando regularmente. É cedo para darem qualquer salto para um campeonato mais competitivo, por outro lado o SCP precisa do seu contributo e pode valorizar muito estes e outros jovens atletas, encaixando significativamente mais no futuro do que conseguiria no presente.

Verdade que a equipa precisa de reforços para atacar a época 2020/2021, mas pertencem aos quadros do SCP, entre outros, João Palhinha, Gelson Dala, Daniel Bragança ou Ivanildo Fernandes. A sua integração no plantel terá que ser prioritária para um clube sem muito dinheiro para ir ao mercado. E só peca por tardia, porque em rigor qualquer destes atletas é superior a muito do entulho contratado e do qual precisamos nos livrar.

Faço votos que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os muitos erros que cometeram na preparação da presente época. E que tenham a humildade suficiente para os corrigir. Porque errar é humano, já persistir no erro...

Sinais positivos no horizonte...

Três jogos não são suficientes para alterar o que penso e muito já escrevi sobre a liderança de F. Varandas e H. Viana no futebol leonino, nem tão pouco para formar opinião sobre Ruben Amorim, mas dá para perceber que algo está a mudar para melhor no reino do leão:

- Para o treinador não parecem existir vacas sagradas. Clara como água a mensagem enviada ao plantel, mas com elevação, sem fanfarronice desnecessária e injustificada, pelo contrário, mantendo elevação.

- Opção pelo modelo de jogo em que acredita.

- Aposta clara em jovens, é certo que beneficia das bancadas sem adeptos, assobiando ao primeiro erro, colocando desnecessária pressão nos jogadores mais inexperientes. E. Quaresma, Jovane Cabral, Matheus Nunes e Max parecem alguns furos acima dos colegas, Coates foi ontem um verdadeiro patrão como há muito não o via, Wendel também mostrou bom futebol.

- Mas nem tudo está bem. Após o golo e com as substituições, o meio-campo do SCP desapareceu, o Paços de Ferreira aproximou-se da nossa baliza e deixámos de conseguir sair a jogar. O treinador tem ainda muito trabalho pela frente, precisa fazer crescer alguns jogadores e observar os que apesar de representarem outros emblemas por empréstimo, pertencem aos quadros do Sporting Clube de Portugal. Estão nesta condição João Palhinha, Gelson Dala, Daniel Bragança ou Ivanildo Fernandes.

- A aposta nos jovens da formação tornou evidente o que há muito vínhamos aqui escrevendo, a desnecessária e errada opção pela compra de jogadores em campeonatos periféricos, que pouco ou nada acrescentaram, demasiado caros, com elevada massa salarial e desperdiçando dinheiro em comissões. Para no final da época obter resultado idêntico.

 

Mas não existem leões sem hienas a rondar a área. Ontem mesmo alguns imbecis, nas redes sociais, se mostravam satisfeitos pela lesão de Vietto. Alguém que se afirme sportinguista e fique feliz com a lesão de qualquer jogador que envergue a verde e branca não é digno de ser considerado um leão. No máximo será uma hiena, ou talvez um abutre...

Impossibilitado de praticar a piro-javardice na bancada sul, um dos gangs que ali se alberga colocou tarjas junto à academia. Nada de novo, mas não merece relevância. O clube não deve oferecer protagonismo a quem não o justifica, tal como às declarações do cabecilha do gang vizinho, os cães ladram, mas a caravana passa...

Apesar de crítico da direcção de Frederico Varandas, estarei com ele se comunicar ao Estado que o Sporting Clube de Portugal deixa de ter grupos organizados de adeptos. Não precisamos de arruaceiros, nem queremos ter algo a ver com a violência no desporto ou actividades ilícitas em benefício de cadastrados que infiltraram organizações que nasceram com o único propósito de apoiar o clube. Obviamente que os adeptos que se movem única e exclusivamente pelo amor ao clube saberão distinguir e continuarão nas bancadas, os outros, não lhes sentiremos a falta, pelo contrário, talvez se consiga tornar o estádio de Alvalade num lugar mais aprazível, trazendo ao espectáculo desportivo crianças, famílias e pessoas que verdadeiramente gostem de assistir ao jogo. Ninguém joga sozinho, do outro lado estará sempre um adversário e nunca um inimigo, tal como ao nosso lado estarão sempre outros adeptos, com quem partilhamos vitórias e sofremos derrotas, jamais cúmplices ou comparsas de qualquer seita ou tribo guerreira imbecil.

Uma ausência inaceitável

Soube só hoje, lendo a imprensa do dia, que Frederico Varandas não se dignou comparecer ontem na assembleia geral extraordinária da Liga. Apesar de ter sido uma das mais importantes desde a criação deste organismo, em cuja direcção o Sporting se integra. Estavam em causa o debate do novo modelo de governação, a entrada em vigor de novas regras do campeonato (as cinco substituições por jogo, que estão longe de gerar unanimidade) e a ratificação das controversas subidas e descidas na Liga 2, que irão ser dirimidas em tribunal. Além do próprio futuro do presidente da Liga, Pedro Proença, que se encontra neste cargo - convém não esquecer - com o apoio expresso do nosso clube. 

Frederico Varandas foi o único dirigente máximo dos maiores emblemas desportivos portugueses a primar pela ausência, tendo delegado a representação leonina em Miguel Nogueira Leite, vogal do Conselho Directivo. 

Salvo motivo de imprevista natureza pessoal ou familiar que não foi noticiado, esta ausência é inaceitável. O Sporting tem de estar representado ao mais alto nível em todas as circunstâncias, não apenas quando dá mais jeito ao presidente.

Os jogadores de Varandas (balanço)

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Luiz Phellype: Dezembro de 2018. Nota 7.

Ilori: Janeiro de 2019. Nota 3.

Borja: Janeiro de 2019. Nota 5.

Idrissa Doumbia: Janeiro de 2019. Nota 4.

Plata: Janeiro de 2019. Nota 8.

Luís Neto: Março de 2019. Nota 6.

Vietto: Maio de 2019. Nota 7.

Rafael Camacho: Junho de 2019. Nota 6.

Rosier: Junho de 2019. Nota 4.

Eduardo: Julho de 2019: Nota 4.

Fernando: Setembro de 2019. Nota 0.

Jesé: Setembro de 2019: Nota 1.

Bolasie: Setembro de 2019. Nota 4.

Sporar: Janeiro de 2020. Nota 7.

 

Média: 4,7

Miserável gestão...

A concretizar-se a notícia avançada pela comunicação social que João Palhinha sairá do SCP após o final de época, estaremos em presença de mais um miserável acto de gestão da SAD, cuja responsabilidade será total e directamente imputada a Frederico Varandas.

O SCP está carenciado na posição 6, João Palhinha fez uma excelente época, o treinador Ruben Amorim conhece as potencialidades do jogador, pelo que o temos tudo a ganhar fazendo regressar o jogador a Alvalade. Concordo que todos os jogadores sejam negociáveis, mas sabendo que a venda no final da época implica o pagamento de 20% ao SCB, a entrada do jogador no plantel da próxima época representaria uma valorização imediata de 20% em caso de transferência no mercado de Inverno ou final da próxima época, evitando-se financiamento a rival directo. Mas ainda poderá ser pior, se descontadas as comissões para o empresário e percentual para o SCB, formos contratar refugo de fundo de catálogo a empresário amigo. E assim o plantel vai ficando cheio de entulho...

Gostaria também de saber as intenções dos dirigentes leoninos para Gelson Dala, Ivanildo e D. Bragança. Também são para continuar a emprestar? Ou servirem de moeda de troca nalgum negócio, que possibilite o ingresso de mais pinos no SCP? 

Os incompetentes que dirigem o clube podem até chegar a 2022, mas fiquem desde já com algumas certezas, não serão reeleitos com os meus votos em circunstância alguma. Até lá votarei contra o orçamento, qualquer que seja o mérito do documento. Se tentarem vender a SAD, votarei contra. Este mandato foi uma oportunidade perdida para reerguer o clube, miseravelmente apenas nos trazem agonia e angústia. Que 2022 chegue depressa...

Imagine-se...

... cada um de vós, presidente do Sporting.

Constatam que há um ou dois, ou quiçá mais, jogadores em que se projecta um enorme potencial. Porém o Sporting não é dono de 100% do seu passe.

Como presidente do Sporting como havemos de proceder?

 

1 – Não fazer muito alarido e tentar comprar o que resta do ‘passe’ deste jogador, pela melhor verba possível, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

 

ou

 

2 – Anunciar a ‘sete ventos’ que esse jogador é um craque, é uma maravilha, que o Sporting irá fazer fortunas com a futura venda do seu ‘passe’ e depois ir negociar a compra do que resta do ‘passe’, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

Antecipar eleições?

Mais uma demissão nos órgãos sociais, a terceira em dois dias. Bernardo Simões também saiu por causa do COVID? A sério, isto está cada dia mais penosamente parecido com o final de mandato anterior, à excepção da falta de educação de quem então nos dirigia. 

Caro presidente Frederico Varandas, faço-lhe um apelo, a bem dos superiores interesses do Sporting C.P., antecipe eleições. Se entender que continua a reunir condições para continuar presidente, refaça a equipa, apresente-se ao escrutínio, mas permita que os sócios decidam. Não queira permancer no cargo contra a vontade dos sócios, nem se barrique. 

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