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És a nossa Fé!

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (2)

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Dr. Varandas: 

Atravessei-me por si. Aqui, no final de Setembro, depois da patética entrevista à "Teresa... Teresa". Quando muitos queriam a sua cabeça num cepo, escrevi que não podemos trocar de presidentes como quem troca de camisa. 

Precisamos de estabilidade, sim. Mas não podemos tolerar a mediocridade. A normalização da mediocridade.

Hoje, não me restam quaisquer argumentos para defender a continuidade da sua débil direcção. Destaco cinco razões:

1. O desperdício de recursos do clube é gritante

2. A destruição de valor no clube, em diversos negócios, é incessante

3. A direcção desceu a um nível inimaginável, usando termos absolutamente impróprios entre sportinguistas, aprofundando perigosamente divisões herdadas do final do último mandato

4. A política de contratações/ empréstimos e gestão do plantel é um desastre

5. Desenha-se a pior época desde o tempo de Godinho Lopes

Dr. Varandas: 

Hoje, nada justifica a sua continuidade, a caminho do meio do mandato. Pois nem sequer a estabilidade já é capaz de assegurar. Tenha a humildade de reconhecer que falhou. Que ganhou títulos na época passada graças a boas equipas herdadas (futebol, hóquei, futsal, etc) do anterior mandato. Não se iluda: não há resultados e, pior do que isso, não há objectivos. O Sporting é um clube à deriva.

Dr. Varandas: 

Reconheça que reuniu uma equipa que não tem capacidade para gerir um clube com a dimensão do Sporting. Admita que não tem capacidades de liderança. Abra caminho a uma solução de futuro para o Sporting.

Comece com a sua demissão. 

O Sporting agradece.

O "reforço" que nunca foi

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Apresentado por Frederico Varandas como grande "reforço" do Sporting para a temporada 2019/2020, o brasileiro Fernando acaba de ser devolvido à procedência: já partiu para a Ucrânia, de onde tinha vindo por empréstimo do Shakthar. Regressa à base deixando um rasto paupérrimo por cá: nunca jogou na equipa principal.

«Quero ajudar com títulos e bastantes golos», disse o rapaz ao chegar, a 2 de Setembro, enquanto exibia as tatuagens para o fotógrafo oficial do Sporting. Promessas infundadas: desembarcou com queixas de «descompensação muscular», agravadas por uma virose, e nunca pareceu verdadeiramente recuperado, participando só em seis jogos da Liga Revelação, com um mísero golito. No fundo, nada surpreendente: na época anterior, tinha actuado em 22 partidas pelo Shakhtar, limitando-se a marcar por duas vezes.

Quando se atravessou por ele há quatro meses, numa entrevista à Sporting TV, Varandas demonstrou estar pessimamente informado pelo seu director desportivo e pelo departamento de prospecção do clube. «O Fernando é um extremo que foi considerado dos melhores do campeonato brasileiro em 2016/17 e 2017/18. Foi uma revelação do campeonato brasileiro.» Palavras do presidente sem a menor correspondência com os factos.

No longo estendal de barretes enfiados na última década por sucessivos administradores da SAD leonina, este candidata-se a ser um dos maiores. Ao nível de um Spalvis, de um Meli ou de um Paulista. Parte da crise estrutural do Sporting evidencia-se logo aqui: qualquer perna-de-pau aterra na Portela de Sacavém para se exibir de verde e branco.

 

Leitura complementar:

Um mistério chamado Fernando, texto meu aqui publicado a 12 de Novembro.

É isto o fim?

Estamos a dia 18. Só espero pelo final do mês e que esta direcção fique quieta, na sua incompetência, e não compre nenhum jogador. Que venda em definitivo Bruno Fernandes e feche a porta, saia e peça ao presidente da Assembleia que marque eleições o mais rápido possivel. Que desapareçam de vez, os chicões da vida, e deixem aparecer quem consiga de facto agarrar no nosso clube. 

Jumentude em coro com os mascarados

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Um senhor que tem gerido de forma muito controversa o V. Setúbal decidiu recandidatar-se à presidência deste clube - anúncio tornado público na véspera do jogo que ali fizemos neste sábado. A eleição, que decorre daqui a quatro dias, tornou-se imperativa na sequência de sucessivas demissões que deixaram a direcção sem o quórum necessário ao seu funcionamento. O referido indivíduo - tendo perdido a confiança de vice-presidentes, tesoureiro e directores - decidiu servir-se do Sporting como instrumento da sua propaganda eleitoral, armando uma telenovela a propósito de um alegado surto gripal no plantel sadino e exigindo que acedêssemos a adiar o desafio do Bonfim, há muito agendado.

Nem o facto de Frederico Varandas ter um percurso profissional ligado àquela agremiação - onde prestou funções durante quatro temporadas, duas das quais como director clínico - impediu o sujeito de tentar transformar o Sporting em arma de arremesso nesta contenda eleitoral em que enfrenta quatro adversários.

Varandas esteve irrepreensível neste caso. Mesmo com a agenda leonina preenchida para as seis semanas mais próximas, período durante o qual teria forçosamente de realizar-se o V. Setúbal-Sporting, o presidente admitiu num primeiro momento aceder à pretensão sadina, mas impôs uma condição mais que razoável: a situação clínica dos jogadores deveria ser avaliada por uma junta médica integrando especialistas dos dois clubes e da Liga.

O seu homólogo do VFC recusou de imediato, inviabilizando qualquer acordo. Mas fez pior: à Liga nunca chegou qualquer documentação do Setúbal relativa ao quadro clínico dos jogadores. O que só avoluma suspeitas sobre a historieta do surto viral, que estará a ser muito mal contada.

 

Durante todo o jogo, o ainda presidente "anfitrião" - Valente só de apelido - acirrou os ânimos dos associados contra a delegação leonina, alvo das mais grosseiras agressões verbais e de inaceitáveis ameaças de agressão física no Bonfim. E ele próprio foi pródigo em insultos, numa desesperada tentativa de capitalizar a oportunidade para caçar uns votos.

Chegou ao ponto de forçar os apanha-bolas a colocarem-se junto ao relvado de máscara protectora colada à boca, aliás à semelhança do que fez muita gente na bancada central. Uma verdadeira palhaçada.

Não tenhamos ilusões: jamais lhe passaria pelo bestunto proceder desta forma se a equipa visitante fosse o FC Porto, clube com o qual o VFC já teve ligação muito estreita, ou o Benfica, a mais recente paixão dos dirigentes sadinos.

 

Perante um cenário destes, e com os nossos jogadores a serem também xingados e vaiados todo o tempo por adeptos setubalenses, o que fizeram os elementos da Jumentude Leonina que ali se encontravam? Juntaram-se ao coro hostil, desatando aos gritinhos histéricos contra o presidente do Sporting.

Atitude vergonhosa, para não variar. Um comportamento que só contribui para afastar em definitivo a massa adepta leonina desta pandilha sempre pronta a alinhar com os inimigos do nosso clube. Cada vez mais letal ao Sporting.

Um voto pela estabilidade

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A sistemática convulsão interna provocada por algumas centenas de sócios, como o ‘Movimento Dar Futuro’, apenas beneficia a concorrência directa.

É verdade que a presente época desportiva do futebol profissional está a ferir o orgulho dos sócios e simpatizantes sportinguistas, mas não é com movimentos para revogar uma direcção eleita há apenas um ano e meio que se chega ao paraíso.

Olhando para a concorrência, onde Pinto da Costa está à frente do Porto há 37 anos e Luís Filipe Vieira há quase 17 anos no Benfica, verificamos que a estabilidade dá frutos. Só nos últimos 20 anos, o Porto conquistou 10 campeonatos de futebol profissional e o Benfica ganhou sete. Já o Sporting, nos últimos 20 anos conseguiu eleger seis presidentes e foi campeão uma única vez.

É verdade que por vezes é necessário interromper um acto legislativo como foi o caso de Bruno de Carvalho, pois os acontecimentos de 15 de Maio de 2018 são imperdoáveis e iremos pagar a factura ainda durante muitos anos. Agora a direcção de Frederico Varandas, que muitas vezes tem em mim uma voz crítica, herdou um tsunami financeiro e um clube que está fora da estrutura que manda no futebol, dominado pelo Benfica e pelo Porto.   

Não é preciso ser vidente para perceber que movimentos de instabilidade, como é o “Dar Futuro”, são um autêntico tiro no pé. Este tipo de guerrilha é a verdadeira razão pela qual o Sporting se pode manter no pântano por muitos mais anos.

Eu voto pela estabilidade apesar desta direcção não me satisfazer, pois acredito que só a paz pode devolver o equilíbrio financeiro e permitir que o Sporting volte a ter peso na estrutura do futebol para não ser marginalizado.

É preciso estabilidade, dinheiro e dar tempo ao tempo para voltar a viver tempos de glória.

Os pupilos do Mustafá

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O Sporting-FC Porto era um jogo de capital importância para nós. Indiferentes a tal facto, os canalhas abancados na curva sul remeteram-se ao silêncio durante toda a primeira parte, não esboçando um só gesto de apoio à equipa. Fizeram tudo para que o onze comandado por Sérgio Conceição se sentisse a jogar em casa.

Entretiveram-se depois a provocar incêndios e a fazer concursos de arremesso de tochas pirotécnicas para queimar o relvado. Fazendo lembrar um Sporting-Benfica de muito má memória, em Maio de 2018, quando procuraram atingir Rui Patrício também com artefactos incendiários. Estes pupilos do Mustafá parecem escolher os chamados jogos grandes para levarem ainda mais longe as habituais cenas de javardice.

Nos cinco minutos de tempo extra, quando a nossa equipa dava tudo por tudo para conseguir o empate, desataram a berrar «Varandas, vai p'rò caralho!». Indiferentes ao esforço dos briosos profissionais do Sporting, que davam tudo em campo, eles pareciam mais preocupados em incutir ânimo à turma adversária. Espero que Pinto da Costa lhes tenha remetido um bilhetinho de agradecimento.

escrevi aqui e reitero: enquanto enfrentar estes canalhas, letais ao Sporting, Frederico Varandas contará com o meu apoio.

2019 em balanço (10)

 

FRASE DO ANO: "UM CLUBE DE MALUCOS"

Não parece, mas esta frase foi proferida pelo presidente do Sporting, aludindo ao próprio clube e atribuindo-a a um treinador português com prestígio europeu cujo nome não especificou. Numa desastrada entrevista ao Jornal da Noite da SIC em que pretendia incutir tranquilidade aos adeptos, Frederico Varandas espalhou-se ao comprido logo no início, proferindo estas palavras que relegaram para segundo plano qualquer outra mensagem que pretendesse transmitir. Palavras que a partir daí se colaram a ele: será difícil libertar-se delas.

«Ao despedir Keizer, procurámos um treinador português e com um grande currículo europeu. Tentámos. Um mostrou que desejava ter projectos onde pudesse lutar pela Champions. E outro também recusou e até me disse: "Gabo muito a sua coragem, gabo muito a sua paciência, mas eu não tenho a mesma para aturar um clube de malucos, como é o Sporting." Isto [sic] é a visão que muitos treinadores têm hoje do Sporting.» Declarações textuais de Varandas, mencionando José Mourinho e Leonardo Jardim entre os técnicos conceituados que procurou (em vão) trazer para Alvalade.

Foi a 28 de Setembro - um dia em que o sucessor de Torres Pereira e Sousa Cintra certamente recordará pela negativa. Ao declarar o que declarou, Varandas confirmou que Silas esteve muito longe de ser a primeira escolha para orientar o futebol profissional do Sporting - facto que só pode quebrar-lhe a autoridade no balneário. Deixando claro, ao mesmo tempo, que não faltam treinadores que recusam trabalhar em Alvalade - algo nada abonatório para o emblema leonino. Além disso, ficou-lhe mal tornar públicas conversas do foro privado. Ficou-lhe ainda pior admitir insultos ao clube a que preside, venham de quem vierem.

Varandas não parece ter reparado que, se o Sporting é um clube de malucos, ninguém será tão doido como o primeiro na hierarquia. Ele.

No dia seguinte, em conferência de imprensa, Silas deu-lhe a resposta: «Sou o mais maluco de todos.» Demonstrando, com muito menos palavras, maior eficácia comunicacional do que o presidente.

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017: «Feito de Sporting»

Frase do ano em 2018: «Foi chato»

Sporting 2020

Começo por aproveitar o texto para desejar um excelente 2020 a todos os sportinguistas. Entrámos em 2020, ano que será muito importante para o futuro do Sporting Clube de Portugal. Estamos divididos como nunca, é a pesada herança deixada pela presidência anterior, que transformou em inimigos todos os que não partilhavam da visão estratégica do iluminado líder de então. Apesar de sermos todos sportinguistas, desde 2013 que se instalou no clube uma cultura de procurar as diferenças entre nós, acentuar clivagens desnecessárias, buscando os puros, os acéfalos para tecerem loas ao aclamado presidente. Tal estratégia resulta sempre por prazo limitado e aconteceu o óbvio, a queda do pedestal.

Em 2018 elegemos um novo presidente, com o lema “unir o Sporting”. A pacificação seria impossível, porque existe uma minoria de apoiantes do destituído, viúvas e órfãos do passado, ávidos por regressar aos tempos da beligerância, do insulto, que confundem com luta e exigência. Apesar disso, a esmagadora maioria dos sócios foi apoiando os actuais órgãos sociais do clube, confiantes no crescimento da equipa de futebol, que apesar de exibições inconstantes até conseguiu conquistar duas taças de forma surpreendente.

Quando tudo fazia prever que continuaríamos no rumo certo, o presidente Frederico Varandas até reclamou para si em campanha eleitoral um conjunto de competências no futebol, eis que o mercado de transferências se revelou um pesadelo para todos os sportinguistas. Saídas de jogadores por valor demasiado baixo, alguns até a custo zero, para baixar massa salarial, ao mesmo tempo que se contratam verdadeiros cepos, que não chegaram barato, ou emprestados de interesse e valor duvidoso nesta fase da carreira, foram decisões incompreensíveis para muitos adeptos, entre os quais me incluo.

O Sporting tem que manter o ADN de clube formador, pode e deve contratar jogadores com potencial de desenvolvimento, para valorizar, ou jogadores de créditos firmados que entrem de imediato como titulares. Empréstimos só em casos muito pontuais, por exemplo para colmatar algum jogador que se lesionou por longo período. Que sentido faz trazer Jesé Rodríguez, Bolasie ou Fernando? Que ganhos resultariam para o clube na eventual valorização destes atletas?

O início de 2020 traz consigo a reabertura do mercado de transferências, última oportunidade para Frederico Varandas e Hugo Viana mostrarem aos sportinguistas que têm condições para permanecer no cargo. Temo o pior, mas venho defendendo há algum tempo que antecipação de eleições só lá para a Primavera, pelo que estou expectante do comportamento do Sporting SAD nesta matéria. Também não dou crédito por aí além às capas do pasquim “A Bola”, que nunca pugnou propriamente pelos interesses do nosso clube. Não acredito que alguém esteja disposto a pagar 70 milhões por Bruno Fernandes em Janeiro, seria inaceitável que o clube aceitasse baixar um cêntimo que fosse por uma indesejável transferência do nosso capitão. Vender Acuña, Coates ou Wendel abaixo de 20 milhões seria repetir Bas Dost, desbaratando activos a preço de saldo. Trazer mais entulho por empréstimo ou cepos acima de 5 milhões de euros confirmará a incompetência mostrada no último defeso. E se é de incompetência que falamos, só há uma acção a tomar, porque a bem dos superiores interesses do Sporting, incompetentes não podem ocupar cargos de importância vital no clube.

Por fim, e não menos importante, a questão das claques. O Sporting foi pioneiro na sua criação, quando se pretendeu seguir um modelo de inspiração brasileira, com festa, música e incansável apoio à equipa. Passados mais de 40 anos, o que temos são insultos, violência, fumos tóxicos, agressões, negócios escuros. Basta ver quem são os líderes do principal gang da bancada Sul e quem lhes disputou a liderança. É inaceitável que o Sporting Clube de Portugal apoie um grupo organizado em que para subir na hierarquia da organização seja necessário apresentar um registo criminal bem preenchido de condenações. A lógica não é de claque, mas de gang, ou bando, como preferirem, vai dar ao mesmo...

É necessário que sejamos uma vez mais pioneiros, colocando um ponto final neste tipo de grupos, indesejáveis nos estádios de futebol e no desporto em geral, para que o nosso estádio volte a ser um lugar para famílias e pessoas pacíficas, que gostem de futebol e queiram assistir ao espectáculo. Se for preciso, que marquem uma AG para o efeito e coloquem os sócios a votar pela manutenção ou fim dos apoios às claques. Não tenho dúvidas qual será o resultado, porque a maioria dos sócios do Sporting Clube de Portugal são pessoas de bem, honestas e civilizadas, que sabem viver em sociedade. Não são grunhos que insultam e partem para agressões, quando algo não corre de feição.

Última palavra para as modalidades em 2020. Tenho expectativas de conquistar pelo menos dois ou três títulos nacionais esta época, conseguir boas prestações europeias e, mesmo que não se ganhem todos os títulos, disputá-los até ao fim. Boa sorte a todos os que envergam a sagrada camisola verde e branca, o vosso sucesso será a nossa alegria, o nosso orgulho.


Viva o Sporting Clube de Portugal

O gang da bancada Sul

A Juventude Leonina fundada na segunda metade da década de 70 pelos irmãos Rocha, com o propósito de apoiar as equipas do Sporting Clube de Portugal, há muito que deixou de existir, pelo menos com o espírito e valores dos fundadores. É certo que as organizações ganham dinâmica, evoluem ao longo dos anos, mas um rápido olhar é suficiente para se perceber que hoje não existe uma claque, mas um gang. Basta ver quem são os cabecilhas e quem lhes disputou ou aspira a liderar o bando, para constatarmos que a subida na hierarquia é conseguida mediante o cadastro que se tem para apresentar.

Podem argumentar que as claques são necessárias, pelo colorido que oferecem nos estádios, pelo apoio às diversas equipas, nomeadamente nos jogos fora, mas a verdade é que caem frequentemente em episódios pouco dignos, que mancham o clube. Fumos tóxicos, tochas, com frequência bandeiras impedindo a visibilidade de quem pagou bilhete para ver um jogo de futebol e não quer aturar uma turba de costas voltadas para o relvado, com frequência debitando insultos, agressões verbais e até por vezes físicas.

O problema vai muito além do Sporting, mas se fomos pioneiros na criação de claques, também o deveremos ser na extinção da cáfila parasita que transformou o apoio organizado em lucrativo negócio, explorando financeiramente o genuíno apoio clubístico oferecido pela maioria dos seus membros, para conseguir financiar alguns líderes do gang.

É verdade que Frederico Varandas resolveu agora enfrentar a corja da bancada Sul, mas pelas piores razões, em reação aos insultos de que vinha sendo alvo. Não deixa de ter razão, caramba, será legítimo ou sequer razoável, insultar alguém ao domingo e pedir-lhe dinheiro na segunda-feira? Para imbecis a resposta provavelmente é afirmativa. São os mesmos que dizendo amar o clube e apoiar as equipas, se julgam no direito de agredir atletas de forma cobarde, infame, como aconteceu em Alcochete. E poderá novamente acontecer algures, se não colocarmos um ponto final na seita.

Sou crítico de Frederico Varandas, tenho reiteradamente apelado à antecipação de eleições, mas estou completamente ao seu lado nesta questão. Mais, nas próximas eleições, sejam antecipadas ou no final do mandato da actual direcção, não votarei em qualquer candidato que mostre dúvidas ou incertezas nesta questão. Para ter o meu voto, não poderão existir apoios financeiros a claques.

Letais ao Sporting

Os energúmenos conotados com a Jumentude Leonina continuam a demonstrar que são neste momento os maiores inimigos do Sporting. Há poucas horas, receberam a equipa verde e branca em Ponta Delgada gritando "Alcochete sempre!".

Não é tempo para ambiguidades nem para ficar a meio da ponte: enquanto fizer frente a esta camarilha letal ao Sporting, Frederico Varandas continuará a contar com o meu apoio.

A pior equipa técnica de sempre?

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Em todos estes anos que acompanho a cores e ao vivo o Sporting Clube de Portugal (e comecei muito mal habituado, com Mário Lino, Yazalde e a dobradinha) dificilmente consigo identificar uma equipa técnica tão fraca como esta que Frederico Varandas, Hugo Viana (e/ou seja quem for), escolheram para suceder a um treinador holandês minimamente competente e vencedor de duas taças, Marcel Keizer. Talvez Vercauteren. Talvez Carlos Manuel. Talvez outros. Talvez.

E já tivemos plantéis bem piores do que este, que conta com internacionais A de Portugal, França, Argentina, Uruguai, Colômbia e Macedónia. 

O lider desta equipa técnica, Jorge Silas, consegue aliar falta de habilitações e falta de experiência com atrevimento de quem pensa pela sua cabeça e se sente dono da verdade. A sua atracção por um "futebol de posse" arredio da cultura do clube, pela mudança constante, de jogadores e esquemas de jogo, pelas adaptações de última hora de jogadores a posições fora da sua zona de conforto, traduzem-se em exibições deprimentes de onzes sempre novos, sem rotinas e automatismos, apenas disfarçadas pelos momentos de excelência dos poucos craques que temos no plantel.

Hoje na Áustria tivemos um novo caso Alverca. Com Bruno Fernandes e Neto impossibilitados, Mathieu, Vietto, Acuña, Wendel, Doumbia e o LP9 ficaram de fora do onze inicial e foram as segundas linhas (as antigas reservas), reforçadas com Coates e Renan, que tentaram vender cara a derrota e evitar a goleada, ficando-se pelos 0-3, quando facilmente poderia ter ocorrido qualquer coisa bem pior.

Tudo isso para os poupar, não para um clássico com Benfica ou Porto, mas para o desafio com o Santa Clara quatro dias depois, e em seguida para um jogo com um Portimonense que não servirá para nada se o Rio Ave ganhar, e as férias de Natal. O que não deixa de ser um atestado de incompetência à preparação física da equipa, da responsabilidade do técnico.

E assim perdeu o Sporting alguns milhões de euros que lhe fazem muito jeito, entre os directamente decorrentes desta partida e os decorrentes da possível passagem à eliminatória seguinte defrontando uma equipa menos forte.

Voltando ao início, que equipa técnica é esta???

SL

Construir a casa pelo telhado

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Andam por aí uns senhores a recolher assinaturas para a convocação de uma assembleia geral extraordinária com vista à destituição dos actuais membros dos corpos sociais do Sporting. Não da SAD, que gere o futebol, mas do clube.

Isto no momento em que lideramos os campeonatos nacionais de andebol, voleibol e basquetebol (modalidade reintroduzida no clube por Frederico Varandas), comandamos a Liga Revelação em futebol, seguimos em segundo em futsal e futebol feminino, e mantemos aspirações intactas no campeonato de hóquei em patins, na quarta posição mas apenas a dois pontos do primeiro posto.

 

Devo andar distraído: não detectei nenhuma irregularidade estatutária cometida por estes dirigentes nem muito menos algo equivalente à grosseira violação das normas internas do clube, como aconteceu na triste Primavera de 2018, quando Bruno de Carvalho decidiu criar "órgãos sociais" não previstos nos estatutos para lá colocar uma pequena legião de yes men (e pelo menos uma yes woman, entretanto eclipsada).

Tambem ainda não me apercebi da existência de clivagens nos órgãos sociais. Para já, tanto quanto sei, não se registou nenhuma demissão.

Tão distraído ando que nem reparei sequer em qualquer movimentação de João Benedito - o segundo candidato com mais votos no escrutínio de 2018 e único de todos eles com legitimidade eleitoral para contestar Frederico Varandas.

Ou muito me engano ou Benedito continua remetido ao silêncio.

 

Devo concluir, portanto, que estes cavalheiros das assinaturas pretendem construir uma casa pelo telhado. Algo inaceitável, seja em que circunstância for.

Se querem mudança de poder no Sporting, comecem por apresentar uma alternativa - de preferência com nome e rosto. E, já agora, também com algumas ideias programáticas que funcionem como alternativa ao cenário vigente.

Derrubar só porque sim, ou porque uns meninos das claques estão chateados, ou porque dá jeito a alguém que espreita na sombra, é grossa asneira. Mais uma, a somar a tantas que se vêm sucedendo nestas duas décadas.

Enquanto andarem a acumular telhas sem lançar alicerces, direi como o poeta: «Sei que não vou por aí.» Como ensina a velha sabedoria popular portuguesa, para pior já basta assim.

Convém ter memória

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Demasiados erros nas contratações, gestão caótica do mercado de Verão, saída de jogadores essenciais que descapitalizaram o plantel leonino. Começando por Nani, prosseguindo com Bas Dost, culminando em Raphinha. Tudo foi criticado aqui, sem reticências nem meias palavras, em cima da hora.

Somando a isto, que já seria muito, a política igualmente errática de gestão das equipas técnicas. Desde a chegada da actual administração da SAD, Alvalade parece uma porta giratória: sai treinador, entra treinador.
Para tudo permanecer na mesma. Ou pior.

 

Em boa verdade, estamos hoje francamente pior do que estávamos há 13 meses, quando Frederico Varandas decidiu correr com José Peseiro - o técnico em quem  manifestara confiança durante a campanha eleitoral desenrolada pouco antes. «Peseiro será o meu treinador», garantiu aos sportinguistas.
Imitando o pior da política, mal foi eleito apressou-se a dar o dito por não dito com inaceitável deselegância. Esquecendo que aquele havia sido o único treinador a prestar-se a vir para Alvalade no Verão negro de 2018.


Peseiro saiu com o Sporting em todas as frentes desportivas (duas das quais viriam a ser conquistadas) e apenas a dois pontos do líder do campeonato já depois de termos jogado em Braga e na Luz.

Num cenário muito mais favorável do que o actual, quando estamos 13 pontos abaixo do Benfica e 11 atrás do FC Porto no campeonato, fomos eliminados da Taça de Portugal por uma equipa do terceiro escalão e aguardamos um milagre para prosseguir na Taça da Liga. Isto a mais de três semanas do Natal.

Infelizmente, recordo bem, na altura 90% dos adeptos aplaudiram o presidente do Sporting. Insultando Peseiro de "pé-zero" para baixo. Em muitos casos, são os mesmos que agora insultam o presidente. Como previ aqui.

Convém ter memória.

 

 

Leitura complementar: Não é possível (texto que aqui publiquei a 4 de Novembro)

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Frederico Varandas cada vez mais perto do fim da linha - III

Não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. A construção do plantel da presente época foi péssima, os resultados estão à vista, hoje mais uma derrota em Barcelos diante do Gil Vicente.

Tiago Ilori que treina em Alcochete, mas não teria lugar no Alcochetense, foi para nosso azar, hoje titular. Um verdadeiro cepo, oferecendo ao adversário o 1º golo, intranquilizando a equipa, que também não jogou nada. Mas pior que realizar um mau jogo é constatar que além de Ilori, frequentemente o elo mais fraco, também Jesé e Bolasie se têm revelado reforços inúteis. Do mal o menos, uma vez que vieram por empréstimo, é devolvê-los o quanto antes à procedência. Borja, Eduardo e Doumbia, também aquisições durante o consulado do presidente Frederico Varandas, não mostraram ainda qualidade para jogar no Sporting. Plata e Camacho também não reforçaram grande coisa. Silas é o menos culpado, pois ninguém consegue fazer omoletes sem ovos.

Das duas uma, em Janeiro o mercado reabre, ou muda o cenário, ou contem com os meus votos para mudarmos de presidente, sem obviamente regressarmos ao passado recente.

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