Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Uma ausência inaceitável

Soube só hoje, lendo a imprensa do dia, que Frederico Varandas não se dignou comparecer ontem na assembleia geral extraordinária da Liga. Apesar de ter sido uma das mais importantes desde a criação deste organismo, em cuja direcção o Sporting se integra. Estavam em causa o debate do novo modelo de governação, a entrada em vigor de novas regras do campeonato (as cinco substituições por jogo, que estão longe de gerar unanimidade) e a ratificação das controversas subidas e descidas na Liga 2, que irão ser dirimidas em tribunal. Além do próprio futuro do presidente da Liga, Pedro Proença, que se encontra neste cargo - convém não esquecer - com o apoio expresso do nosso clube. 

Frederico Varandas foi o único dirigente máximo dos maiores emblemas desportivos portugueses a primar pela ausência, tendo delegado a representação leonina em Miguel Nogueira Leite, vogal do Conselho Directivo. 

Salvo motivo de imprevista natureza pessoal ou familiar que não foi noticiado, esta ausência é inaceitável. O Sporting tem de estar representado ao mais alto nível em todas as circunstâncias, não apenas quando dá mais jeito ao presidente.

Os jogadores de Varandas (balanço)

image[5].jpg

 

Luiz Phellype: Dezembro de 2018. Nota 7.

Ilori: Janeiro de 2019. Nota 3.

Borja: Janeiro de 2019. Nota 5.

Idrissa Doumbia: Janeiro de 2019. Nota 4.

Plata: Janeiro de 2019. Nota 8.

Luís Neto: Março de 2019. Nota 6.

Vietto: Maio de 2019. Nota 7.

Rafael Camacho: Junho de 2019. Nota 6.

Rosier: Junho de 2019. Nota 4.

Eduardo: Julho de 2019: Nota 4.

Fernando: Setembro de 2019. Nota 0.

Jesé: Setembro de 2019: Nota 1.

Bolasie: Setembro de 2019. Nota 4.

Sporar: Janeiro de 2020. Nota 7.

 

Média: 4,7

Abandonar o barco

transferir (1).jpg

 

Frederico Varandas regressou esta noite às entrevistas televisivas para uma longa "conversa" (o termo foi utilizado por um dos entrevistadores) ao canal 11, da FPF.

Fez algumas revelações que merecem registo. Destaco duas: o Sporting voltará a ter equipa B já a partir da próxima época e pelo menos um terço do plantel da temporada 2020/2021 será composto por jogadores da formação. Boas notícias.

E assegurou que o principal objectivo do clube, até 2022, é marcar presença na Liga dos Campeões. Haja optimismo.

 

Arriscou também fazer previsões, nadando para fora de pé.

Sobre Rúben Amorim, o técnico que foi buscar ao Braga por uma quantia astronómica escassos dias antes da prolongada paragem do futebol a nível mundial: «Não tenho a menor dúvida de que o treinador do SCP muito dificilmente dentro de três ou quatro anos não estará num dos melhores clubes europeus.»

Sobre Matheus Nunes, o jovem médio-centro adquirido ao Estoril em Janeiro de 2019: «Não tenho dúvida nenhuma de que só o Matheus vai pagar o Rúben Amorim.»

Oxalá os dotes divinatórios do presidente do Sporting tenham melhorado muito desde Setembro do ano passado, quando garantiu noutra entrevista televisiva que Jesé, Fernando e Bolasie - todos já remetidos à procedência - iriam singrar no clube. 

 

Mas o que mais retive desta entrevista - exibida no dia em que se registaram duas novas baixas no Conselho Directivo do Sporting - foi a revelação, feita pela boca do próprio Varandas, de que o vice-presidente Filipe Osório de Castro e o vogal Rahim Ahmad já estavam demissionários desde o início de Março.

O clube enfrentou assim este período de severa crise com uma Direcção mutilada, sem que os sócios tivessem sido informados. Algo que considero inaceitável por violar as normas de transparência que qualquer Direcção leonina deve manter com os associados, a quem tem de prestar contas em todas as circunstâncias.

Estas demissões - que se seguem à saída do ex-vogal do CD Francisco Rodrigues dos Santos, em Dezembro, para concorrer à presidência do CDS, e do administrador da SAD leonina Miguel Cal, em Março, por alegados motivos pessoais - são provas inequívocas do desgaste desta equipa directiva, empossada apenas há 20 meses. Os dois dirigentes agora substituídos, segundo o próprio Varandas, alegaram a necessidade de se concentrarem a tempo inteiro nas respectivas actividades empresariais, sem mais disponibilidade para o Sporting. Vão longe os tempos dos abraços eufóricos na tomada de posse destes titulares dos órgãos sociais, em 9 de Setembro de 2018.

Ficámos portanto a saber que no preciso momento em que a nau leonina exigia maior coesão e concentração para enfrentar a tempestade provocada pela pandemia, logo houve quem preferisse abandonar o barco. É uma conduta que só pode merecer censura da massa adepta. E um péssimo indício para os tempos que vão seguir-se.

Nunca nenhum Presidente teve tanto tempo para preparar planteis

image.jpg

 

Quando Frederico Varandas é eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal, já o plantel da época 18/19 estava fechado e preparado por Sousa Cintra. Se retiramos os erros de gestão do ex-Presidente leonino, com dispensas ridículas e com outras trapalhadas, nomeadamente no processo das rescisões, a época do futebol profissional foi muito razoável. Frederico herdou, por isso, uma equipa minimamente competitiva. No entanto, desde a primeira hora, apontou o seu foco para a época seguinte (19/20).

Foi-nos prometida uma temporada de sucesso, pensada ao mais ínfimo pormenor. Infelizmente, apesar de previsível, Frederico Varandas não conseguiu honrar a sua palavra, e a equipa principal do clube está a fazer uma das mais desastrosas épocas da sua história. Se não fosse a COVID-19, a época teria acabado ontem, o que significaria que daqui a dois meses estaríamos a começar um novo campeonato. No entanto, na melhor das hipóteses, a época 20/21 só se iniciará em finais de Setembro/inícios de Outubro, ou seja daqui a 4 ou 5 meses. Frederico tem, por isso, ainda mais tempo de trabalho. Não se comreenderá que um presidente, que teve 19 meses para preparar duas épocas, não consiga montar uma única equipa competitiva. A invasão de Alcochete não poderá ser a desculpa eterna para disfarçar a incompetência.

 

Tempos de Preparação de época:

Época 19/20 – de Setembro 2018 a Agosto 2019 (11 meses)
Época 20/21 – de Fevereiro 2020 a Outubro 2020 (8 meses)

Dois sportinguistas em estado grave: a que horas fala o Dr. Varandas?

Depois de o Dr. Varandas ter ido ao Jornal das 8 da TVI em Fevereiro, na sequência de um episódio de violência no nosso Estádio, impõe-se a pergunta: 

A que horas fala o Dr. Varandas HOJE, quando estão dois sportinguistas em estado grave no hospital depois de barbaramente agredidos por uma turba ligada a uma claque do SLB, junto ao Pavilhão João Rocha? (LER AQUI

Ou será que se vai ficar pelo simpático comunicado recém-emitido dizendo que o clube "vai continuar a liderar o processo e debate de promoção de um clima saudável e de melhoria do espectáculo desportivo em Portugal"?

E, já agora, a que horas fala o Secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, sempre tão lesto a comentar os problemas do Sporting? 

Ou será que, como diz o jornalista italiano Pippo Russo, o Sporting caiu nas mãos do maior aliado de Luís Filipe Vieira? (LER

Finalmente: será que nos tomam a todos por parvos?  

O que diz Varandas

«Se o futebol português não pode avançar, que empresa em Portugal pode avançar? Não há nenhuma empresa onde os trabalhadores tenham tão pouco factor de risco e tão boas condições para desempenharem as suas funções.»

 

«O risco existe, vai existir e vamos ter que viver com o vírus. O que não pode haver é uma pessoa precisar duma cama de cuidados intensivos e não a ter. Isto o Governo conseguiu, com cem por cento de sucesso.»

 

«Vamos continuar a ter as pessoas paradas, o mundo parado, Portugal parado? Não. Temos de começar, de forma progressiva, a adquirir a imunidade da população.»

 

«O Covid afectou a indústria do futebol europeu mas, dentro dos países afectados, Portugal é se calhar o mais afectado.»

 

«O grande problema vai ser o mercado de transferências: 50% das receitas vêm da venda de jogadores. O mercado português é exportador de jogadores.»

 

«O Bruno Fernandes foi vendido por 65 milhões de euros no mercado de Janeiro. Hoje vale quanto? Trinta? Vinte? Ninguém sabe.»

 

«Vai demorar anos para que os clubes grandes voltem a ter a capacidade financeira que tinham antes do Covid.»

 

«Para o ano, se calhar, vamos ter de vender só um quarto da capacidade do estádio. Isso significa só um quarto da receita bilhética, um quarto dos patrocínios, dos parceiros... Vai ser uma nova realidade e um problema gravíssimo.»

 

«Se não defendemos a indústria do futebol numa altura destas, não vamos estar cá muito tempo.»

 

Frederico Varandas, em entrevista emitida ontem à noite na SIC

Divagações em tempo de quarentena (7 e... última)

21793952_wbiGf[1].jpg

 

Apesar das duas taças ganhas no primeiro ano de mandato aos rivais directos, uma das críticas recorrentes a Frederico Varandas é a falta de competência demonstrada por si e pela sua equipa na gestão da SAD e do futebol profissional.

Uma “equipa de estagiários”, como dizia Ricciardi, todos (Salgado Zenha, Miguel Cal, Hugo Viana, Beto) mais ou menos da idade do presidente e com notória falta de experiência e curriculum para os lugares que ocupam.

Aliás a mesma coisa acontecia já com a equipa de Bruno de Carvalho (Carlos Vieira, Rui Caeiro, André Geraldes).

E realmente, quando olhamos para as SADs dos rivais vemos gente com outro “peso”, por exemplo Domingos Soares de Oliveira no Benfica, e SADs a gastar muito mais em salários mas também a ter profissionais de outro calibre.

Sendo uma SAD uma sociedade cotada em bolsa da qual o Sporting Clube de Portugal é sócio maioritário, pode-se de facto questionar como é que os investidores privados aceitam que a gestão do seu investimento seja confiada a gestores inexperientes eleitos pelos sócios do clube, correndo o risco de serem hostilizados ou verem os activos da sociedade serem maltratados ou assaltados sem nada poder fazer em sua defesa. Ou como é que o Sporting pode atrair novos e melhores investidores com uma SAD a funcionar desta forma.

Não tendo nada que ver com o que se passa em Inglaterra, onde os clubes históricos deram lugar a empresas com donos, existe um pouco de tudo em Portugal, desde SADs puramente instrumentais nas mãos dum presidente de clube “histórico”, àquelas em que o clube perdeu o poder de gestão da mesma (ex: Tondela, Portimonense) por incapacidade financeira. Algumas entraram mesmo em colisão com o clube original, como a do Belenenses e agora parece acontecer com a do Aves.

Não é isso no meu entender o que queremos para o Sporting. Queremos uma SAD que o clube efectivamente controle, por maioria absoluta ou qualificada, de forma a garantir os valores do clube e os interesses dos sócios, mas também uma SAD profissionalizada e competente, com directores financeiros e desportivos também eles profissionais e competentes na área do desporto profissional, que se possam manter para além dos mandatos presidenciais do clube de forma a gerir da melhor forma um volume de negócios de muitas dezenas de milhões de Euros. Queremos uma SAD capitalizada e sustentada de forma a poder competir com os dois rivais pelos milhões da Champions e não com clubes regionais como Braga e Guimarães para os tostões da Liga Europa.

Conjugar essa SAD profissionalizada com um clube eclético e democrático não é fácil, os altos salários estão na SAD e não no clube, nem todos os candidatos a presidente são empresários bem sucedidos que se podem dar ao luxo de abdicar do seu salário para servir o Sporting, e nem todos os presidentes querem deixar de ter o protagonismo de serem os “donos” do futebol.

Mas é possível, e se virmos bem, os presidentes do Sporting que ganharam campeonatos nos últimos 40 anos foram aqueles ou alguns daqueles que mais distância mantiveram com a gestão do futebol: João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha, delegando em pessoas qualificadas para o efeito (respectivamente Sousa Marques, Luís Duque e Miguel Ribeiro Teles) que geriam estruturas que integravam dirigentes dedicados como Manolo Vidal ou profissionais como Carlos Freitas.

Diz Boloni no seu livro: “Gostei da postura de Ribeiro Teles. Muito pragmático e pouco dado a filosofias baratas, definiu as metas e foi direito aos assuntos sem desvios. Fui tudo muito fácil." Sobre Dias da Cunha (um empresário com um curriculim invejável que por muito pouco ia sendo bi-campeão nacional e vencedor da Taça UEFA)… “Representa a calma em pessoa… um grande senhor."

Concluindo e com pandemia ou sem ela, penso que o modelo actual da SAD não serve os interesses do Sporting. Mais tarde ou mais cedo terá de ser revisto em paralelo com os estatutos do clube, e que conviria ter um debate franco e aberto sobre o tema de forma a chegar a soluções de fundo e de futuro para o nosso grande clube. Entre outros, Dias Ferreira (*) já teve oportunidade de alertar para o tema.

Sendo assim, fica aqui o convite para reflectirem sobre o tema e deixarem as vossas opiniões sobre que modelo de SAD querem para o Sporting.

 

(*) Dias Ferreira, 28/10/2019,  “Sporting não sai desta crise se não apostar fortemente na SAD”,  https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/dias-ferreira-sporting-nao-sai-desta-crise-se-nao-apostar-fortemente-na-sad

40% de corte nos salários do futebol profissional

image.jpg

 

Apesar de Frederico Varandas estar ao serviço do país no combate ao COVID19, o Sporting foi dos primeiros clubes portugueses a atingir um acordo com os jogadores de forma a ajudar os seus salários durante esta crise que abala o mundo.

Serão 40% de corte nos salários. Estes 40% passarão a 20% em caso de retoma do campeonato.

Pelos vistos é mesmo possível conciliar as duas coisas quando o mundo realmente precisa de mais um médico (todos contam) e o Sporting precisa de continuar a ser gerido.

Tempos de incerteza

img_900x508$2019_09_30_18_29_04_889731.jpg

 

A recente entrevista de Francisco Salgado Zenha a um diário desportivo deixou-me, enquanto leitor, uma sensação de fim de ciclo. Pela quantidade de vezes que este dirigente do clube e da SAD alude à complexa gestão do futebol leonino - agravada no cenário de emergência sanitária que leva hoje cerca de um quinto da população mundial a viver em isolamento forçado, imposto pelo combate à pandemia.

Neste contexto, qualquer gestor responsável tem o estrito dever de baixar expectativas. Nada mais razoável, portanto, do que haver palavras de prudência no actual momento, cheio de incógnitas quanto ao futuro das agremiações desportivas, confrontadas com situações impensáveis há escassas semanas. O anúncio de um lay-off por parte da administração do Barcelona que poderá conduzir à decapitação do milionário plantel catalão é talvez o exemplo mais evidente de que as coisas mudaram no futebol. Como na sociedade em geral.

Mas nas declarações do n.º 2 do Sporting - e principal responsável pela área financeira - não vejo apenas cautela e prudência. Julgo detectar nelas algum desânimo - o que, associado ao anúncio da saída de Miguel Cal do Conselho de Administração da SAD e à presente impossibilidade física de Frederico Varandas assegurar a gestão corrente dos assuntos leoninos, prenuncia mudanças mais vastas. 

 

Vou destacar os trechos que me pareceram mais significativos da entrevista, que preencheu quatro páginas da edição de 23 de Março do Record:

  • «Não restem dúvidas: vão ser tempos difíceis para o futebol.»
  • «Se esta situação se estender pela próxima época, ninguém faz ideia das consequências. Serão seguramente dramáticas.»
  • «Em termos de geração de receitas, é quase impossível fazer mais, porque está tudo parado.»
  • «Temos feito um esforço e estamos mais preparados, mas vai ser muito difícil.»
  • «Temos muita dificuldade para fazer previsões sobre esses projectos [de reestruturação financeira]. Não sabemos como o mercado vai reagir depois desta crise, quanto tempo, sequer, vai durar esta crise, que impactos vai ter.»
  • «Há muitos dossiês que estão completamente parados.»
  • «Estas decisões, por vezes, não são fáceis [aludindo à recente contratação do técnico leonino, Rúben Amorim].»
  • «Tenho muitas dúvidas de que sairemos desta situação com igual ou maior capacidade do que tínhamos antes.»
  • «Vai continuar a haver Brunos Fernandes todos os anos? Não, isso é mais diícil. Infelizmente, é muito difícil que aconteça.»
  • «Vai ser uma janela de mercado [no Verão] muito difícil, devido à conjuntura em que estamos.»
  • «Confesso que não estou a pensar para além deste mandato. Se terminar o mandato e não ficar aqui, quem vier a seguir terá a responsabilidade de terminar aquilo que foi o princípio e o meio do processo de reestruturação e reorganização financeira do Sporting.»

 

São exemplos suficientes e esclarecedores para se perceber o que senti ao ler esta entrevista, que tem «difícil» como palavra-chave - até no título escolhido pelo jornalista João Lopes, que conduziu a conversa. Soaram-me a palavras de balanço e pré-despedida, tanto mais que o vice-presidente leonino assegura não pensar em prolongar o vínculo ao clube (e à SAD) para além do período previsto no mandato em curso.

O adjectivo "difícil" parece, aliás, cruzar-se com frequência no percurso de Zenha enquanto dirigente leonino. Noutra entrevista ao Record, publicada a 30 de Setembro de 2019, já tinha usado este vocábulo para encimar outro título: «Se a cada bola na barra se coloca tudo em causa, assim será difícil.» 

 

Articulou-se com Varandas e Cal no agendamento da mais recente entrevista? Não creio. Caso contrário, faria pouco ou nenhum sentido vê-la publicada na mesma semana em que um deles inicia uma nova "comissão de serviço" como médico do Exército e o outro anuncia a renúncia ao cargo de administrador da SAD - aliás não formalizada em qualquer comunicado interno até à data, mas apenas impressa em notícias de jornais.

São, pois, circunstâncias do acaso. Nestes tempos de incerteza à escala global, em que se torna inútil encontrar causas racionais para o que nos sucede, andamos assim. À mercê do imprevisto.

Não posso estar mais de acordo

«Frederico Varandas não foi "voluntário à força" para servir, enquanto médico do Exército, na luta contra o coronavírus. Segundo uma investigação da TVI, a cujas conclusões tive acesso e em que faço fé, ele voluntariou-se, mesmo antes de saber que o Exército iria, de qualquer maneira, convocá-lo. E, mesmo depois de convocado, poderia recusar pedindo passagem à reserva. É lastimável que se pretenda fazer passar um gesto de coragem e generosidade por oportunismo - mas sendo este o país da inveja e da maledicência, não me espanta por aí além. Como não me espanta que o dito Movimento Sou Sporting aproveite, não apenas para lançar a insinuação, como ainda para usar a situação como pretexto para pedir a demissão do presidente do Sporting, pela suposta incompatibilidade entre presidir ao clube e estar temporariamente ao serviço do país, numa situação declarada de emergência nacional. Há gente que consegue mesmo ser pequenina até nos piores momentos!»

 

Miguel Sousa Tavares, ontem, no jornal A Bola

Porque não se calam?

Com o país e o mundo a braços com uma pandemia que está a matar muitos milhares de pessoas e a deixar famílias destroçadas, e à qual se vai seguir uma crise económica de proporções difíceis de prever, empresas fecharão, muita gente perderá o emprego, não sabemos o que vai restar do Sporting que conhecemos, não tem esta gente congregada num Movimento que conseguiu reunir 70 pessoas em congresso em Coimbra mais que pensar do que nos estatutos, no de Frederico Varandas como militar e nos do Sporting.

E pelos vistos querem eleições para 20 de Abril. Se calhar, se não tiverem resposta, será caso para convocarem mais uma manifestação.

Decidiram isso por Whatsapp ou reuniram-se à volta duma mesa? 

Como disse Juan Carlos ao Hugo Chávez,  porque não se calam?  Já basta o que basta.

 

Tenham vergonha, não vale tudo...

Os letais ao Sporting bem tentam, mas não ganham uma. Notícias colocadas a circular por algumas publicações que me dispenso de colocar link, dão conta que o Sporting C.P. se encontra sem direcção, porque o presidente Frederico Varandas se apresentou no exército para cumprir o dever como médico, face à grave situação que o país atravessa. 

Não sendo jurista, sou obrigado a concordar num ponto, o Sporting C.P. já deveria ter comunicado aos sócios e accionistas como funcionam neste momento clube e SAD. Também registo que até agora, pelo menos que tenha dado conta, a CMVM não pediu qualquer esclarecimento à SAD, talvez por não considerar a questão como matéria relevante. 

Quanto ao resto e vindo de onde vem, por trás da cartilha está uma vez mais a seita letal, registo que: 

1 - Em tempos defenderam que o seu guru se afastasse da presidência durante alguns meses, cedendo o lugar provisoriamente a Carlos Vieira. Depois voltaria. Para estes órfãos e viúvas, seria possível um presidente sair para descansar. Para salvar vidas é que já não. Como os percebo. Felizmente não sou o único, a esmagadora maioria dos sportinguistas também os percebem. E haveremos de nos encontrar em futuras AG e eleições. E sairão novamente derrotados, podem ter a certeza. 

2 - Eleições a 20 de Abril, como defendem, seria uma completa ilegalidade. Pior, seria um desafio do clube à autoridade do Estado, que decretou "estado de emergência". O F.C.Porto já se precaveu, adiando sine die as eleições anteriormente agendadas para 24 de Abril. Nesta altura, nem uma assembleia de condóminos pode ser realizada, quanto mais uma AG eleitoral no Sporting C.P.

3 - Se algo acontecer a Frederico Varandas, os restantes órgãos sociais podem cair, segundo os estatutos. Mas o presidente da MAG não cessa funções. Terá que nomear uma Comissão de Gestão, que até pode durar meses em funções. Durante o "estado de emergência" os prazos nem se aplicam. E para essa comissão, Rogério Alves poderia convidar quem bem entendesse. 

4 - Continuo a defender antecipação de eleições. Mas, nesta altura, não faz sentido pensar em datas. Primeiro temos que salvar o país. Depois, a seu tempo, falaremos de sucessão. Duas coisas tenho certeza, a próxima época será preparada pelos actuais dirigentes, o que não me deixa tranquilo. O passado não regressará. Votarei contra e como eu, muitos mais, a qualquer tentativa de tomada do clube por parte da minoria, que até pode ser bem ruidosa, militante, mas não representa de todo o universo Sporting Clube de Portugal, constituido na sua maioria por pessoas civilizadas, educadas, que não se revêem no insulto, na gritaria e na arruaça.

 

Saudações leoninas

De cabeça perdida

Esta gente anda de cabeça perdida. Nem a pandemia mundial que já provocou 12 vítimas mortais em Portugal e levou o Presidente da República a decretar o estado de emergência as faz mudar de rumo ou as leva a moderar o discurso. Continuam a pregar o ódio, recorrem a expressões cada vez mais incendiárias e mobilizam rebanhos de fiéis que papagueiam nas redes todos os dislates emanados dos gurus.

Um goza com o coronavírus, indiferente ao sofrimento que enluta o País e o mundo, apelidando de 'Covid-71' os sócios do Sporting que votaram pela destituição na histórica assembleia geral de 23 de Junho de 2018. Palavras inqualificáveis, só possíveis de serem escritas ou ditas por alguém a quem não resta um pingo de vergonha.

Outro, em vez de aplaudir - como aqui se fez - a decisão de Frederico Varandas de regressar ao activo nas forças armadas para se integrar no corpo clínico que dá combate ao coronavírus, consome o seu tempo a disparar contra o dirigente leonino, acusando-o de «desonestidade intelectual» e levando de imediato uma alcateia de seguidores a replicar as suas palavras.

 

Este pequeno batalhão de acéfalos - vários dos quais vieram bolçar inanidades também nesta caixa de comentários - talvez devesse sentir orgulho ao ver o presidente do Sporting ser notícia por este motivo e não pela suspeição de práticas de corrupção ou de viciação de resultados desportivos, como sucede com figuras de outros clubes. Mas eles são incapazes de se desviarem um milímetro da ideologia de ódio que professam.

Como o jornal A Bola já deixou claro, Varandas tomou a iniciativa de comunicar aos responsáveis militares a decisão de ser reincorporado e participou numa acção de formação em Covid-19 no Hospital Militar antes de ser proclamado o estado de emergência, o que invalida as acusações de Luís Gestas, que integrou o Conselho Directivo do Sporting com Bruno de Carvalho e manteve-se até ao fim com ele.

Neste caso, porém, registo com agrado uma alteração ao padrão dominante: Gestas deu o dito por não dito, retirando a acusação que fizera e pedindo desculpas públicas a Varandas. Fica-lhe bem e espero que produza um efeito pedagógico nos seus destemperados seguidores. Já agora, deixo a sugestão a todos: preocupem-se nos próximos dias em servir a comunidade, como faz o Francisco Geraldes, e mudem de tema. Há uma guerra contra o coronavírus a ser travada sem mais demora.

Um pedido de esclarecimento à Mesa (da AG)

Ó senhor presidente Rogério Alves, agora que o nosso presidente foi requisitado, se ofereceu, está ao serviço do Ministério da Saúde, vá, neste combate que tem que ser feroz ao vírus do nosso descontentamento e sendo nisso os estatutos omissos, não será caso para nomear um presidente interino enquanto vigorar a dispnibilidade/mobilização de Frederico Varandas?

Diga lá qualquer coisinha, o amigo que parece que engoliu um trapo e de si nem novas, nem velhas, homem!

Lá estive, na manif.

 

Felizmente os assuntos familiares resolveram-se a contento e conforme aqui anunciei, fui pela primeira vez a uma manif. para protestar contra uma direcção do Sporting. Das outras já fui a centenas, de modo que já estou acostumado.

Cheguei à hora marcada, dei uma volta à volta, passe a redundância, para tentar perceber quem ali estava. Estavam os membros das claques, muitos, pelo menos pelo meu feeling. Mas também, mais uma vez pelo meu feeling, estava  muita gente, talvez mais até que das claques, que não tinha nada ar de ter alguma coisa a ver com elas. Desde logo eu e alguns conhecidos consócios, alguns até ex-dirigentes de consulados muito anteriores ao de Bruno de Carvalho, da administração Sousa Cintra até, apresentaram-me um de que me escuso de divulgar o nome, porque para isso não fui mandatado, ainda que a acção fosse pública.

Fruto do tratamento aviltante de que têm sido alvo aqueles que mais abertamente têm contestado este CD e o seu presidente e para separar águas com atitudes menos próprias das claques, havia até uma separação física entre manifestantes e o conjunto de gente que estava mais recuado pareceu-me bastante superior ao que fazia as despesas das palavras de ordem. Talvez para que Frederico Varandas e seus pares percebam que o seu rabo começa a ficar apertado e não é apenas pela acção das claques, mas de um cada vez maior número de sócios que vai ficando farto da sua incompetência, do seu desvario e da sua evidente colagem ao carrossel de Jorge Mendes.

É cada vez maior o número de associados (e adeptos) que quer ver Varandas pelas costas e se outro barómetro não houvesse, pela primeira vez "na história" do I love you baby adaptado, os assobios não se sobrepuseram à cantiga oriunda do topo sul. Sintomático, até porque muitos dos que vão interpretando esta versão estavam fora do estádio, continuando o seu protesto, demonstrando, sem qualquer sombra de dúvida que os que assobiam são cada vez menos e se assim procedem, não será por cansaço, antes porque cada vez mais lhes faz sentido esta contestação.

O que será preciso para que o PMAG, Rogério Alves, se imbua do espírito de bombeiro e tome a decisão de ele próprio se demitir, depois de exigir que os outros OS também o façam? Que o capital da SAD seja vendido por dez réis de mel coado? Pior, que a gente desça de divisão?  Ou pior ainda, que o clube deixe pura e simplesmente de existir? Aí, lamento informá-lo caro PMAG, será já tarde demais! 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D