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És a nossa Fé!

Futebol, presente e futuro próximo...

Não há muito tempo, fui crítico de Marcel Keizer, mas com esta série de vitórias, incluindo a passagem à final da taça de Portugal, o holandês merece o meu respeito e principalmente o direito de iniciar a próxima época, assumindo responsabilidade na planificação da pré-época e escolha do plantel, pormenores de grande importância. Não vale a pena estar sempre a recordar, pese embora nunca possamos esquecer, as atribulações com que iniciámos a presente temporada, que muito condicionaram a prestação da equipa quando o calendário apertou entre Outubro e Janeiro.

Qualquer plantel equilibrado precisa no mínimo dois jogadores para cada lugar, o Sporting até para colocar um onze equilibrado em campo apresenta lacunas, por exemplo, quando Mathieu esteve lesionado, o cenário piorou, sucederam-se os maus resultados.

Ao contrário de épocas anteriores, o mercado de Inverno foi bastante positivo, com as entradas de Borja, Doumbia, Ilori e Luiz Phellype, todos eles já utilizados em vários jogos, o que transmite confiança na competência da actual direcção do clube, mas a prova definitiva será o mercado de Verão, desde logo a forma como poderão lidar com potenciais ofertas por Bruno Fernandes, Bas Dost ou Marcos Acuña, a par da política de contratações. Frederico Varandas chamou a si a gestão do futebol, ficará obviamente associado ao resultado que vier a ser alcançado, não existindo para a próxima época qualquer desculpa quanto à não planificação da mesma.

Uma palavra sobre a formação, historicamente o Sporting é um clube formador, mas nos últimos anos a qualidade dos jogadores promovidos à equipa sénior está longe de épocas passadas, salvo algumas honrosas excepções, como Gelson Martins, o último grande talento da academia a alcançar rapidamente estatuto de titular indiscutível e internacional A. Outros tardam em conseguir impor a sua qualidade no Sporting ou mesmo nos clubes onde são colocados por empréstimo. Estranhamente alguns dos melhores como Tiago Djaló ou Demiral, foram desperdiçados, saindo por valor irrisório, situação que de futuro não pode voltar a ocorrer. Os atletas não são todos iguais, há quem faça a transição mais rapidamente que outros, sendo por isso fundamental uma política de acompanhamento aos nossos jovens, com especial cuidado na colocação por empréstimo e até mesmo quando os dispensamos, incluindo sempre que possível clausulas de recompra, algo que hoje em dia muitos clubes praticam, incluindo os nossos rivais.

O Sporting Clube de Portugal é um grande clube, com imensa massa adepta e milhares de sócios, não precisa inventar, mas praticar uma boa gestão, rigorosa, profissional, os resultados alcançados serão sempre um reflexo do trabalho e competência.

A importância de falar claro

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Frederico Varandas falou claro e foi direito ao essencial, reagindo às inadmissíveis agressões - verbais e físicas - de que foi alvo a comitiva leonina no túnel do estádio do Bessa e no pavilhão do FC Porto.

 

Eis um breve apanhado de notícias divulgadas, há poucas horas, na imprensa desportiva em linha - todas citando o presidente do Sporting em discurso directo:

 

Record

«No episódio do Bessa, tivemos um elemento do Conselho Diretivo agredido, por trás, com murros na nuca, e há 48 horas tivemos uma agressão miserável a uma senhora, esmurrada na face. Em ambos os casos existe a particularidade de serem precisos vários cobardes para o fazerem.»

 

A Bola

«São episódios que repudiamos e que queremos que não se repitam. Foram casos cobardes e, para os fazer, é preciso uma matilha de cobardes. O que aconteceu não pode ser esquecido, ignorado e tolerado. Gente desta tem de ser banida dos recintos desportivos. As federações, as Ligas, os Conselhos de Disciplina, a Secretaria de Estado… não podem fingir que isto não aconteceu.»

 

O Jogo

«O Estado tem de legislar e é corresponsável por criar condições para que isto não se volte a repetir. A gravidade do que aconteceu exige uma resposta ao mais alto nível institucional e vamos pedir, com urgência, uma audiência ao Governo, uma reunião com todos os presidentes das associações e ligas que o Sporting disputa e propondo a criação de um conselho estratégico para a segurança no desporto.»

 

Já agora, impõe-se a pergunta: em Outubro de 2018, o Governo anunciou a criação de uma Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, presidida desde o início de Novembro por um oficial da PSP

O que terá feito até agora o referido organismo? Tanto quanto me apercebi, não fez rigorosamente nada.

De regresso para analisar o nosso futuro.

1

Há quase um ano que nada escrevo por aqui. Ao que parece foi no dia 6 de Abril do ano passado. Posso justificar-me com as alterações na vida profissional, na vida pessoal ou até mesmo com o afastamento que diversas situações que ocorreram no nosso clube causaram na vontade de me manifestar.

Hoje, talvez compelido pelo facto de o nosso grupo se ir reunir, sinto que devo deixar aqui umas palavras.

 

2

Nunca deixei de apoiar e ir sempre que posso a Alvalade, mas a verdade é que as informações que fui recebendo sobre acções da anterior direção, acções de Cintra e da comissão de gestão e agora sobre a atual direção me fizeram perceber por que motivo continuamos tão atrás dos nossos rivais.

Não escondo que votei Frederico Varandas. Não por o achar mais capaz, pois já por várias vezes tive oportunidade de dizer que o acho fraco, mas por confiar em elementos da sua equipa e no seu trabalho.

Não vou aqui falar sobre os negócios ruinosos que Cintra fez ou sobre algumas das já sabidas falcatruas de Bruno (atenção que há mais para vir a descobrir nos próximos tempos). Vou-me focar em quem está em funções e no que pode ser melhorado.

 

3

Para começar, parece-me inadmissível que, mesmo trabalhando com a maior empresa de comunicação nacional, a nossa comunicação seja no geral fraca.

Em segundo lugar, em nada ajuda ter o fundador dessa mesma empresa - mesmo que já não exerça vai estar sempre ligado a ela - a mandar bitaites online, ajudando a que posições suas sejam confundidas com posições do clube, mesmo que já tenha sido defendido por elementos do clube que nada têm a ver com o que é dito e que se trata da simples opinião de um adepto como outro qualquer.

 

4

Em terceiro lugar, a postura de "a direção e o treinador têm desculpa este ano, quaisquer que sejam os resultados, porque no início da época nem sabíamos se tínhamos equipa para a manutenção ou sétimo lugar", é manifestamente pouco ambiciosa para um clube que se quer vencedor.

Em quarto lugar, surpreende-me que digam que este treinador, mesmo entrando a meio da época, era uma aposta já para esta época, mesmo que isso lhe tire margem para preparar a próxima, mas que já seja visto por algumas pessoas como um erro de casting e tenha estado inclusive perto de sair, não tivesse a equipa apresentado uma agradável surpresa, tanto na exibição como no resultado frente ao Braga.

 

5

Percebo que em seis meses não se vira uma ruína numa mansão, mas a margem para dar tiros nos pés está cada vez menor em Alvalade. Precisamos urgentemente de dinheiro e por isso acredito que, mesmo tendo aliviado - e bem - a pauta salarial, dificilmente conseguiremos manter os nossos dois melhores jogadores. 

Mathieu é claramente acima da média, apesar de revelar alguns problemas físicos, mas já não vai para novo, tem um vencimento considerável e tem mercado.

Bruno Fernandes é de outro planeta. Não é formado em Alcochete mas dá lições de sportinguismo e profissionalismo. Um craque da cabeça aos pés, dentro e fora de campo. Se não for a melhor venda da nossa história, algo de muito errado se passa.

 

6

Espero que a próxima época esteja a ser já muito bem preparada e que levem em conta estas receitas e poupanças, bem como a de Acuña, jogador que para mim continua a fazer mais sentido na ala esquerda do que a lateral.

Sei que querem uma equipa made in Academia, por isso não era mau reinvestir na academia, já largamente ultrapassada pelo Seixal, bastando olhar para os juniores e sub-23 para perceber isso.

 

7

Temos de começar a dar minutos ao Max ou colocá-lo a rodar numa equipa mais competitiva para um dia assumir as redes. Renan não é mau mas Salin está longe de me convencer, sendo necessário alguém que nos assegure que a baliza fica bem entregue

Espero que olhem para as laterais e percebam bem onde têm de se reforçar. Borja é bom, Ristovski é um bom suplente, mas Jefferson e Bruno Gaspar são do pior que já vi com a verde e branca. Thierry e Abdu Conté têm potencial, mas tal como Max precisam de minutos a um ritmo competitivo mais elevado se um dia quiserem ser donos do lugar no onze.

 

8

No centro da defesa, sem Mathieu, temos um problema. Gosto muito de Coates, um verdadeiro líder, tal como Bruno, mas basta não ter um parceiro da qualidade de Mathieu para se notarem algumas das suas debilidades. André Pinto parece-me manifestamente pouco e Ilori, sendo rápido e alto, é uma boa opção, apenas tem de deixar de inventar na saída de jogo.

Mas fica a faltar pelo menos um. Não gosto de fazer sugestão de reforços porque os jogadores às vezes enganam. Por exemplo Borja, que achei que poderia ter problemas de adaptação ao ritmo e posicionamento, tem sido uma bela surpresa enquanto Gudelj continua a ser uma decepção.

 

9

Para o meio-campo há o homem dos livros. Geraldes entra sempre cheio de vontade, só tem de aprender a posicionar-se defensivamente. Por outro lado, há um mini-Adrien e um mini-Moutinho em potência, estou a falar, claro, de Miguel Luís e Daniel Bragança.

Há ainda um jogador que sempre gostei de ver jogar, Bruno Paz. Além de Wendel, Doumbia e o emprestado Palhinha.

Não incluí Gudelj, não por ser mau jogador - acho que, se quisesse, pelo seu físico e posicionamento, varria um meio-campo - mas pelo seu valor excessivo de opção de compra e pela atitude demonstrada em campo. Ficando ainda a faltar o útil mas limitado Battaglia e Petrovic que, na minha opinião, pode seguir viagem.

 

10

Nas alas, havendo Acuña é menos um problema; não havendo, é preciso encontrar alguém. Ficam Raphinha, Diaby, Jovane.

Raphinha tem potencial, mas precisa de ter cabeça para ser constante, sem as oscilações de forma que já apresentou. Diaby é limitado mas voluntarioso: parece-me pouco para quem quer ser vencedor. De Jovane diria o mesmo que de Raphinha, apesar de achar o brasileiro mais jogador.

Pode regressar Matheus, ainda com muito a provar, depois dos problemas ocorridos no início da época. O potencial está lá, mas a cabeça tem de ser outra. Havendo ainda dois extremos da formação com potencial por comprovar: estou a falar do Elves Baldé e do Diogo Brás.

 

11

Para a frente de ataque, há Dost que, já dizia Jesus, não pode jogar sempre e faltam opções.

Luiz Phellype foi um erro de casting, já não há Montero e, neste momento, faltam na Academia jogadores que tenham capacidade para fazer essa posição.

 

12

Esta é a minha visão do que pode ser feito. Gostava de saber as das outras pessoas, por isso venham daí as vossas opiniões.

O rumo certo

Tendo visto a conferência de imprensa da Direcção do Sporting Clube de Portugal e o que se disse dela, parece-me que a mensagem essencial ficou um pouco diluída no que foi a defesa do clube face àqueles que foram responsáveis por um colossal rombo financeiro e desportivo e que continuam a ser responsáveis pelo clima de guerrilha aos órgãos eleitos e à estrutura de futebol profissional do clube. 

E a mensagem essencial de Varandas é que com esta Direcção o Sporting tem um rumo bem diferente do que vinha a ser seguido por Bruno de Carvalho. Um clube honesto e com gente honesta à frente do clube, um clube que quer respeitar e ser respeitado, um clube de trabalho e competência, um clube contido no discurso, um clube sustentável, um clube formador, um clube ganhador. 

Falou do investimento que está a ser feito na Academia, em infra-estruturas, em técnicos, em especialistas de alto-rendimento, em coaching comportamental. Para que não existam mais Podences, Rafaeis Leões e Tiagos Djalós, prontos a fugir à primeira oportunidade, acrescento eu.

Falou na reestruturação do plantel principal, juntando o ganho financeiro ao equilíbrio competitivo, na aposta num treinador duma escola de futebol ofensivo, na integração gradual dos poucos jovens sub-23 que já atingiram o nível mínimo para o efeito, da Taça da Liga já ganha aos rivais. 

Miguel Cal falou na reestruturação organizativa do clube, deixando perceber que muito irá melhorar nessa área, tornando o Sporting um clube moderno e funcional, no estádio, no pavilhão, na internet, na relação com os sócios, o que manifestamente agora não é.

Zenha abriu muito pouco o livro, pelos motivos conhecidos, e ficou por saber-se qual o rumo financeiro do Sporting. Falou nas contas que Bruno de Carvalho deixou por pagar, não falou nem podia falar de quanto e quando é que o Sporting pensa receber (ou pagar) pelas rescisões, não falou nem podia falar da reestruturação da dívida com base no contrato com a NOS ou doutra forma qualquer, não falou nos orçamentos das modalidades.

Muito mais importante do que comunicar bem é fazer bem. O que não quer dizer que a comunicação não tenha que melhorar também. 

Cão que ladra não morde. O destino dos touros bravos é o talho. 

Que o Sporting possa prosseguir o rumo apresentado, com a estabilidade e tranquilidade necessárias para ganhar, trabalhando mais e falando menos, e nunca se deixando tourear pelos Vieiras e Pintos da Costa deste mundo. 

Nós aqui estaremos para apoiar o que for de apoiar, criticar o que for de criticar, mas Sempre Sporting e Sporting Sempre.

SL

O que disse Frederico Varandas

O dia do maior rombo financeiro e desportivo

«É legítimo a claques criticarem a exibição da equipa? Claro que é. Mas também é legítimo eu criticar a exibição das claques. E não gostei, confesso, não gostei da atitude das claques nos nossos últimos dois jogos em casa

Querem um grupo de trabalho com mais internacionais portugueses? Querem um grupo onde exista um maior talento da formação? Nós também: trabalhamos todos os dias para isso. Mas sabem qual é a pior razão para hoje não termos um grupo assim? Eu lembro: 15 de Maio de 2018, o dia do maior rombo financeiro e desportivo da história do Sporting.»

 

Voltamos a receber ameaças intimidatórias

«Hoje, quando o clube se está a reerguer, voltamos - antes de um jogo importantíssimo em casa - a receber ameaças intimidatórias. Vejo elementos de claques a protestarem com sócios anónimos que simplesmente estão a apoiar a sua equipa em Alvalade.

Eu, nos anos 90, fiz parte da Juventude Leonina. Havia excessos? Havia. Mas havia sobretudo um amor puro pelo clube. Havia um dar sem nada receber em troca. Hoje não reconheço esse espírito. Hoje vejo negócios.»

 

O Sporting nunca mais será refém das claques

«Enquanto aqui estiver, o Sporting Clube de Portugal nunca mais será refém de quem quer que seja - de nenhuma claque, de ninguém. Enquanto estivermos aqui, não haverá ninguém acima do sócio anónimo que paga as suas quotas e os seus bilhetes.»

 

Um plantel muito desequilibrado

«Em Junho de 2018, o clube viu-se confrontado com a perda de cinco titulares e da principal promessa da sua formação. A Comissão de Gestão conseguiu recuperar dois jogadores que tinham rescindido.

Herdámos um plantel desequilibrado, com jogadores sem minutos mas com uma massa salarial muito pesada. Não é esta a visão que temos, não é este o plantel que idealizámos.»

«O nosso plantel terá sempre na base a formação. Mas temos que a ter. Porque não basta dizer: têm que jogar os melhores. E se queremos voltar a jogar com a formação, aqueles miúdos têm de voltar a ser os melhores.»

 

Alan Ruiz: de 3,9 milhões para 8 milhões

«Vamos comprar pouco e bem.»

«Quero dar a garantia, a todos os sportinguistas, que com esta equipa [directiva] não teremos nenhuma contratação investigada pelo Ministério Público, como a contratação do Alan Ruiz, que foi anunciada por 3,9 [milhões] mas que depois, no relatório de contas, aparece 8 milhões.»

 

38 jogadores comprados só para a equipa B

«Nos últimos cinco anos, foram contratados 38 jogadores directamente para a equipa B. Isto fez com que os miúdos que naqueles anos subissem à equipa B perdessem espaço competitivo, além de se desviar investimento da formação para a contratação de jogadores.

O mais curioso é que, desses 38 jogadores da equipa B, nenhum chegou à equipa A. E a própria equipa B desceu de divisão e decidiu-se acabar a equipa B.»

 

Treinar num campo com buracos

«O abandono da Academia não foi só nos meios humanos: foi também nas infra-estruturas. O futebol profissional, e hoje a equipa sub-23, treina num relvado com mais de 16 anos. A duração máxima de um relvado é dez anos. Substituir um relvado custa cerca de 200 mil euros. É ali onde a equipa treina todos os dias.

Os juniores e o futebol feminino profissional treinavam num campo sintético com buracos. Lieralmente com buracos.»

 

Academia: tudo igual desde 2002

«O ginásio da formação está igual. As máquinas de musculação, rasgadas. Tudo está igual desde 2002, desde a inauguração da Academia.»

«O Sporting, num ano, vendeu João Mário e Slimani, e encaixou 70 milhões de euros. Tinham esse dinheiro e deixaram a Academia assim.»

 

O lugar de Carvalho é longe do Sporting

«Um mentiroso compulsivo será sempre um mentiroso compulsivo. O senhor Bruno de Carvalho já obrigou duas vezes os sócios do Sporting a saírem de casa e a dizerem que o lugar dele é em casa, longe do Sporting.»

 

Da intervenção de Frederico Varandas, esta tarde, em conferência de imprensa

O estado da nação sportinguista

1,7 milhões de euros pagos em 3 anos a uma sociedade de advogados. Aumento do apoio às claques, resultando no aumento brutal da dívida da Juventude Leonina para com o clube, mais de 100 jogadores comprados em 5 anos, 38 jogadores para a equipa B sem que um tivesse chegado à equipa A. Dos 170 mil sócios, menos de 90 mil são pagantes, mais de 50 mil não pagam quotas há mais de 5 anos.

Um breve resumo da situação catastrófica em que o vendedor de banha da cobra em boa hora destituído deixou o Sporting Clube de Portugal.

Aguardemos ansiosamente pela apresentação do resultado da auditoria forense, para que o Conselho Fiscal e Disciplinar tome medidas no sentido de expulsar do clube quem de forma letal o utilizou para se promover, que nós sócios votaremos como fizemos em Junho, Setembro e Dezembro, remetendo para o baú do esquecimento quem parasitou o clube.

Revolução tranquila no futebol do Sporting

Se compararmos estrutura e plantel profissional à data das eleições, e a que neste momento existe depois de encerrado o mercado (partindo do princípio que realmente fechou e que Acuña ficou), não há dúvida que o presidente conseguiu uma revolução tranquila, muita gente saiu sem que as saídas tivessem originado conflitos ou processos, muita gente entrou, e com um saldo largamente positivo em termos financeiros e em termos de gestão de tesouraria.

Em termos de estrutura, foi uma revolução completa muito para além da substituição da equipa técnica, já aqui amplamente debatida e que me escuso de repetir.

Em termos do plantel sairam definitivamente e por ordem de reconhecimento por aquilo que conseguiram no Sporting, Nani, Montero, Bruno César, Marcelo, Castaignos e Viviano e por emprestimo Mané, Misic e Lumor, e entraram, também por ordem de reconhecimento do que já demonstraram desde que chegaram, Borja, Ilori, Doumbia, Francisco Geraldes e Luiz Phellype. Não sei se me esqueci de alguém.

Além disso, o passe de Renan foi adquirido, Acuña teve a sua situação revista e agora fala-se que Bruno Fernandes virá a seguir. E muito justamente. De longe é o nosso mais valioso jogador e agora um incontestado capitão de equipa. Tem de ser o jogador mais bem pago do plantel.

Não faço ideia como está o balneário, também não faço ideia como estava, presumo que esteja diferente, não tardaremos a ver os frutos da revolução.

SL

 

Um logro

De acordo com um comunicado da direcção, sexta-feira teremos uma conferência de imprensa ou outro comunicado. Sinceramente não sei o que esperar. A desilusão não tem a ver com os péssimos resultados no futebol que a última vitória, nem de perto disfarçam. Desde a sua eleição infelizmente temos vindo a assistir a uma verdadeira penúria, para qualquer Sportinguista. Pensei, numa primeira fase, que fosse apenas um problema de como comunicar, mas depois de erro atrás de erro, fico sem dúvidas que a causa principal deste descalabro, por que é disso que falamos, se deve a uma total impreparação para gerir um clube.

Um clube não é, nunca será, uma empresa. Por muito mérito que alguém tenha na gestão de uma qualquer empresa, gerir um clube é todo outro campeonato. Esta direcção apresentou-se a eleições com um conjunto de pessoas, Sportinguistas sem dúvida, que afirmaram conhecer de forma profunda, o meio do futebol. Passados estes primeiros meses a conclusão é óbvia: não conhecem, não estão preparados para gerir um clube da dimensão do Sporting.

Então o que esperar agora e no futuro desta direcção? 

Sinceramente e por muito que me custe afirmar isto, não espero nada.

Nani não merecia isto

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O presidente ainda não falou: limitou-se a mandar dizer que só romperá o silêncio na próxima sexta-feira. Nem sequer emitiu duas frases de público alento aos jogadores e à equipa técnica antes do confronto de logo com o Braga. Ao menos para ajudar a compor as bancadas, que deverão estar bastante desguarnecidas. Tal como o plantel, agora sem Montero e sobretudo já sem Nani - decisivo para a conquista da Taça da Liga, há um par de semanas. Justificar a partida do nosso capitão, formado no Sporting e campeão europeu em título, pela necessidade de "poupar dinheiro" à SAD leonina, é culminar com uma pitada de inaceitável injúria este episódio tão pouco edificante.

Nani não merecia isto.

 

O silêncio, num momento destes, dá pasto a todas as especulações. Não falta portanto, entre os que são próximos de Frederico Varandas, quem se apresse a emitir mensagens contraditórias: por um lado sopram-se "notícias" para os jornais garantindo que o holandês está de pedra e cal; por outro, nas redes, já se conclui que o homem afinal não serve. Tudo e o seu contrário. É uma regra básica da comunicação: se quem devia falar se cala, alguém menos qualificado para o efeito acaba por preencher esse vazio.

Acreditam que isto possa dar saúde anímica à nossa triste equipa? Pois: eu também não.

Carta aberta ao presidente Frederico Varandas

Caríssimo presidente Frederico Varandas, na minha qualidade de sócio do Sporting desde 1976, gostaria que se dignasse a nos dirigir, não serei o único sócio que o quer ouvir, algumas palavras.

Freddy Montero saiu do clube em final de contrato. A imprensa dá como certa a saída de Nani, facto ainda não comunicado pelo Sporting, estando ainda em cima da mesa a possível venda de Acuña, o mercado na Rússia apenas fecha dia 20. Por si só estes factos e rumores justificam uma palavra aos sportinguistas, mas surgem num contexto desfavorável, com a equipa de futebol protagonizando paupérrimas exibições, acumulando maus resultados.

Os sócios perderam a paciência com Marcel Keizer, que todos já percebemos, pode ser simpático, uma excelente pessoa, mas não tem capacidade para continuar a treinar o Sporting. A hora é sua, presidente, que já sabia ao que ia quando apresentou a candidatura ao cargo que ocupa, tendo sempre afirmado conhecer bem a casa e estar preparado. Pois bem, presidente, o tempo é de agir, rapidamente, antes que o quadro se agrave.

Enquanto sócio exijo respostas, não quero desabafos sobre estados de alma nas redes sociais sobre o que poderia ter mudado com esta ou aquela decisão do árbitro, com maior ou menor desempenho do jogador A ou B, porque já demos para peditório idêntico que não leva a parte alguma, por mais que algumas viúvas continuem por aí a carpir com esperança na ressurreição, está morto e enterrado, passemos à frente que tão reles defunto nem cera merece. A comunicação do clube não funciona, porque não informa, limita-se à publicação de comunicados de agenda horária de eventos e pouco mais. Até quando pretende manter este registo presidente Frederico Varandas? Como explica a fraca aposta nos jovens da formação, desde Janeiro, sabendo que uma das suas justificações para a opção por Marcel Keizer foi precisamente a aposta na formação? Chegámos ao cúmulo de ver entrar em campo a nossa equipa sem um único jogador da formação, algo que não acontecia há vários anos.

Por enquanto a sua presidência não está em causa, foi eleito em Setembro, ainda não teve direito a preparar uma época, mas quer mesmo arriscar as suas fichas mantendo a aposta em Marcel Keizer? Não será preferível uma solução tipo, Raul José ou outra que internamente encontre? E começar a preparar a próxima época, porque esta já todos percebemos estar perdida, o que face aos tristes acontecimentos que vivemos no início de época nem é assim tão surpreendente, mas como sabe os sportinguistas são optimistas por natureza, gostamos de confiar e confiámos em si quando nos disse que iriamos lutar pelo título, confiámos em si quando despediu o anterior treinador e escolheu o actual para revolucionar a qualidade do futebol praticado e apostar nos jovens da formação, hoje, vendo o quadro que temos à frente, tenho que lhe perguntar, valeu a pena, presidente?

Sou dos que ainda o apoiam presidente Frederico Varandas, na decisão de terminar com borlas para as claques, por não andar sempre a divulgar os estados de alma, como todos nós tem direito à privacidade, respeito-a, mas hoje o seu silêncio está ensurdecedor, não é possível continuar, algo menos que uma vitória amanhã diante do Braga e vitória no Villareal na quinta-feira, podem precipitar movimentos que já se adivinham por aí, colocando inclusivamente a sua presidência em causa. O que compreenderá, porque ao não tomar parte na solução, torna-se no problema, pois não é possível continuarmos a ver jogos miseráveis, acreditando que algo irá mudar. Sabemos que não existem milagres, sem alterar o rumo não é possível mudar de vida. A palavra é sua presidente, por enquanto ainda é, use-a...

Vai mesmo ter de falar

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Para já, é indispensável que Frederico Varandas comunique com os sportinguistas. Ao falar a 1 de Fevereiro, logo após o Sporting ter vencido a Taça da Liga, abriu um precedente. Não faz qualquer sentido permanecer em silêncio agora.

Quando se quebram as regras, altera-se a linha de rumo. E nada volta a ser como era antes: há que enfrentar as consequências.

Ao despedir um treinador à oitava jornada cedendo à pressão dos lenços brancos, o presidente abriu um precedente. De alto risco, como na altura referi.

Ao romper o silêncio num momento bom, o presidente passou a ter a obrigação de falar também nos momentos maus. Não é compreensível que proceda de outra forma.

Frederico, quando posso voltar a Alvalade?

Caro, Frederico.

 

O teu sonho realizou-se. Mandas no futebol do Sporting.

 

Continuas totalmente impreparado para as funções que agora desempenhas, como já o demonstravas na campanha, mas a verdade é que és tu quem gere o futebol do nosso clube.

 

Foste tu e só tu, como por mais que uma vez deixaste claro durante a campanha que ias fazer, que (i) tomaste a decisão de despedir o Peseiro (com a qual, em tese, não posso discordar, caso a decisão subsequente fosse a de contratar um treinador de futebol), que (ii) decidiste ir buscar o desconhecido Keizer (já te referiste como uma aposta pessoal, como se disso houvesse dúvidas depois do disseste na campanha) e que (iii) decidiste as contratações de Janeiro (onde se inclui um tal de Luis Phellype).

 

Quero dizer-te que enquanto este badameco que escolheste, pessoalmente, para treinar o Sporting se mantiver como treinador da equipa principal não contes mais comigo em Alvalade. Não acredito na possibilidade, mas se porventura, ainda quiseres insistir nele na próxima época, será também, a primeira vez em muitos anos que não renovarei a Gamebox.

E não me venham com comentários mesquinhos de que temos que apoiar sempre o nosso clube, porque para mim é totalmente impossível apoiar a incompetência, a falta de conhecimento e a mediocridade intelectual (estou a referir-me ao holandês que está a ter, sabe-se lá porquê, o privilégio de treinar este grande clube).

 

Para ver jogos em que a minha equipa tacticamente se comporta ao nível da distrital, vou até ao Restelo e vejo o Belenenses.

 

Cada dia que passa, com as decisões, umas que tomas outras que não tomas, dás mais força ao mito do regresso do anterior presidente. Que, para não haver equívocos de opinião, esclareço que é uma ideia que abomino completamente.

 

Não tenho a mínima dúvida de que, até agora, no que respeita ao futebol sénior, as tuas más decisões foram muito superiores às boas!

 

E temo que a tua presunção, sobranceria, falta de preparação e chico espertice não te permita corrigir os erros.

 

Espero voltar a Alvalade brevemente.

Mudar...

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Foto Jornal de Notícias

 

Fui dos que criticaram o despedimento de José Peseiro, não por ser um entusiasta do treinador português, que demasiadas vezes tem sido um perdedor ao longo da carreira, mas porque entendo que apenas devemos promover uma troca se houver algo a ganhar com a mesma. O tempo veio dar-me razão, apesar do inesperado sucesso inicial de Marcel Keizer, ao qual também eu me rendi, afinal quem não gosta de futebol espectáculo? Só que foi sol de pouca dura, após a inevitável primeira derrota, que aconteceu na deslocação a Guimarães, não mais o Sporting se reencontrou, acumulando derrotas ou empates em jogos de médio ou elevado grau de dificuldade.

Bem sei que tivemos um penoso virar de página no final da época passada, ao qual os sócios não querem voltar, por mais que as viúvas do destituído pairem como abutres sobre as péssimas exibições que o Sporting vem acumulando, rosnando que no tempo do lunático estávamos melhor, se um destes dias e espero que tal não aconteça, formos obrigados a repensar a liderança directiva, o passado de triste memória não poderá fazer parte da equação, porque esteve na raiz do problema.

Mas a pesada herança não explica tudo, Frederico Varandas fez uma aposta de risco ao escolher um treinador sem currículo e tendo arriscado, há que perceber que perdeu a aposta. Marcel Keizer não consegue colocar os jogadores a praticar bom futebol, pior, não tem hoje sequer uma ideia de jogo, é bola para o Bruno Fernandes à espera que o nosso melhor jogador resolva individualmente o que a equipa se revela incapaz jogo após jogo. Aqui chegados há que jogar os próximos dois jogos e tirar conclusões, recepção ao Braga e deslocação ao Villareal. Caso não vençamos o Braga e sejamos eliminados na Liga Europa, Marcel Keizer não pode continuar a treinar o Sporting, espero que Frederico Varandas o perceba, errar é humano, não corrigir um erro é burrice. Mas que não se cometa novo erro para corrigir um erro anterior, quando Peseiro foi despedido, talvez Tiago Fernandes pudesse ter continuado, para substituir Marcel Keizer, julgo que deveríamos apostar em Raul José, que conhece o clube.

Vergonha!

Em 40 anos de sócio nunca me senti tão vexado como esta noite.

De tal forma que abandonei o estádio aos 55 minutos de jogo, ainda as portas estavam todas fechadas.

Assumo aqui e agora que enquanto este presidente estiver em funções e este treinador liderar esta espécie de solteiros e casados jamais irei ao Estádio. Ponto.

Os dirigentes do Sporting têm de perceber que os sócios têm dignidade, que se orgulham em ser do Sporting porque mesmo perdendo lutamos sempre. Mas o que hoje se viu foi uma autêntica vergonha. E não pode ficar sem consequências. Doa a quem doer!

Como pode uma equipa a jogar em casa contra o penúltimo classificado da Liga espanhola fazer o primeiro remate aos 19 minutos? E nem foi enquadrado com a baliza. O primeiro canto aos 30 minutos?

Tenho que reconhecer que Bruno de Carvalho tinha razão do que dizia dos jogadores. Não posso admitir que durante os 55 minutos de jogo que vi o Sporting não tivesse feito uma jogada com cabeça, tronco e membros. Uma só!

Tantos e tantos jogos que assisti em Alvalade e este ficará na retina como o pior de todos.

Será tempo dos sócios perceberam que o Doutor Varandas pode ser muito bom médico, mas não tem arcaboiço para estar à frente de um clube como o Sporting. Temos pena que assim seja mas esta é uma triste realidade.

Tanto que critiquei o antigo presidente pela sua postura sempre guerreira para agora surgirem estes dirigentes educados, bem falantes mas profundamente amorfos.

Avanço ainda com uma pergunta que o meu filho mais velho me fez e que aqui em tempos reproduzi: o que melhorou com a saída de BdC?

Respondo com a ideia que, tirando as redes sociais, não melhorámos nada. Rigorosamente nada. Portanto mordo a língua e, infelizmente, tenho de dar razão ao meu infante mais velho.

Meios e tempo

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Fique o Sporting no lugar que ficar este ano no campeonato, fará tanto sentido imputar responsabilidade pela classificação do clube, no final da época, a Frederico Varandas como teria feito se houvesse dedos acusadores apontados na direcção de Bruno de Carvalho, que já presidia ao clube quando ficámos num inédito sétimo posto em 2012/2013. Na altura, ninguém o fez. E muito bem. 

O actual presidente chegou já com a época iniciada e o plantel fechado, encontrou o clube fracturado como nunca e herdou o atribulado processo das rescisões de jogadores, decorrente da página mais negra da história leonina. Os remendos feitos em Janeiro não iludem a questão de fundo: este é, de facto, um "ano zero" no nosso futebol, como o próprio Varandas reconheceu aliás em recente entrevista. Enquanto profissionais que abandonaram Alvalade, como Gelson Martins, Podence e Rafael Leão - todos formados em Alcochete - se destacam noutras ligas europeias. Esperemos que a justiça não tarde e seja dura nas punições.

A única responsabilidade directa que lhe é imputável relaciona-se com a escolha da actual equipa técnica. Que inclui, não esqueçamos, não apenas o treinador principal, Marcel Keizer, mas também Raul José (director do departamento de prospecção de jogadores) e Francisco Tavares (coordenador da nova Unidade de Desempenho), ambos já a trabalhar em Alvalade, e Miguel Quaresma, prestes a chegar como director técnico da nossa formação. 

Há que deixá-los trabalhar. A eles e a João Pedro Araújo (director clínico), Alireza Rabbani (cientista do desporto), Paulo Gomes (director-geral da Academia), José Guilherme Chieira  (prospecção) e Tomaz Morais (departamento de liderança e formação interna). Sem hipotecarmos o sentido crítico, naturalmente. Mas com a noção de que ninguém obtém resultados sem dois ingredientes indispensáveis em qualquer organização: meios e tempo.

Apanhar o comboio em andamento.....

A propósito daquilo que começa a aparecer nos órgãos de comunicação, no sentido de apelar à destituição do Presidente Varandas, e de uma concentração junto a Alvalade no final do jogo de hoje, apelo esse feito por aqueles que têm a memória curta e que ajudaram a que hoje estivéssemos a atravessar este período bastante conturbado, relembro que, da equipa que iniciou o jogo no domingo passado, todos os jogadores foram contratados, fora da época de Varandas, que só leva 150 dias de mandato. Esses jogadores ou foram escolhas de Bruno de Carvalho ou de Sousa Cintra. Tenhamos serenidade e julguemos as pessoas com racionalidade e bom senso. É fácil imputar as culpas aos outros, quando às vezes nos esquecemos da história recente.

 

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