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És a nossa Fé!

O melhor da história do Sporting

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Estou à vontade: só falei com ele uma vez. Foi em Setembro de 2024, na Ericeira: vi-o passar à minha frente levando pela mão o filho de 4 ou 5 anos, o miúdo ia equipado à Sporting. Tomei a iniciativa de lhe falar, como certamente tantos adeptos já têm feito, cumprimentando-o pelo excelente trabalho à frente do Clube. Ele, com aquele ar tímido que ainda exibe ao fim de vários anos de exposição mediática, limitou-se a dizer que «o mérito é de todos». Lá seguiu com o Santiago, rumo à praia ou ao hotel. 

Primeiro e único contacto.

Nenhum outro nestes sete anos em que escrevi sobre ele, nenhum outro nestes quase catorze anos em que escrevi diariamente sobre o Sporting.

 

Sou totalmente insuspeito para exprimir isto: Frederico Varandas é o melhor presidente de sempre do Sporting. O melhor daqueles que fui vendo chegar e ocupar o cargo - e foram muitos, direi até demasiados.

Os factos falam por si.

Assumiu funções na página mais negra da história do Clube, que estava de rastos no capítulo desportivo, financeiro, anímico, reputacional. Dois terços dos jogadores que integravam o plantel principal de futebol tinham acabado de rescindir contrato unilateralmente. Havíamos perdido a final da Taça de Portugal com o Aves (!). O anterior campeonato fora ganho 16 anos antes, em 2002.

As dramáticas imagens do assalto dos bisontes às instalações de Alcochete estavam bem frescas na memória colectiva: deram a volta ao mundo, para vergonha de todos nós. 

 

Varandas prometeu reerguer o Sporting. E cumpriu. Hoje temos o plantel mais valioso de que há registo no futebol português. O número de sócios e de lugares pagos no estádio é o mais elevado de sempre. Há cada vez mais jovens a assumir com orgulho a militância leonina: toda uma nova geração foi conquistada por talentos como Pedro Gonçalves, Matheus Nunes, Nuno Mendes, João Palhinha, Geny Catamo, Morten Hjulmand, Eduardo Quaresma, Francisco Trincão - e, claro, o incomparável e inesquecível Viktor Gyökeres.

Os factos falam por si.

Nestas seis épocas futebolísticas completas sob a gestão de Varandas, vencemos três campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal, três Taças da Liga. Oito títulos. Mais uma Supertaça - e preparamo-nos para conquistar a segunda.

Sem esquecer os campeonatos de andebol e voleibol: somos titulares. Sem esquecer que fomos tetracampeões de futsal. E um campeonato de basquetebol, modalidade em boa hora reintroduzida no Clube. E um campeonato de futebol feminino. Além de duas Ligas dos Campeões de futsal e três Ligas Europeias de hóquei. 

Nada me satisfaz mais escrever neste dia em que o Sporting Clube de Portugal assinala, com legítimo orgulho, o 119.º ano de existência

 

Não admira a sua crescente popularidade entre a massa adepta, que conquistou com obras, não com palavras. Progredindo dos 42,3% iniciais, ao ser eleito pela primeira vez em Setembro de 2018 contra João Benedito e José Maria Ricciardi, até à reeleição em Março de 2022 por números esmagadores: 85,5%, contra dois adversários cujos nomes não fixei.

Se Varandas quiser concorrer a um terceiro mandato, no ano que vem, ninguém se surpreenderá que volte a ganhar por goleada. Prova de que os sócios do Sporting não são ingratos. E sabem reconhecer o mérito a quem o tem - dentro e fora de estádios e pavilhões. 

Sem favor algum, o melhor de sempre. Termino como comecei: estou inteiramente à vontade para escrever isto.

"Frederico Varandas, o responsável do maior clube português"

Foi o que disse o candidato Noronha Lopes à presidência do Benfica na CMTV referindo-se, claro, ao Sporting Clube de Portugal.

Como diz o povo, "fugiu-lhe a boca para a verdade", verbalizou claramente aquilo que o "principezinho amnésico" que preside ao seu clube já tinha aflorado, falando sobre o risco próximo que corre o Benfica.

Ontem o tal responsável do maior clube português deixou bem claro ao empresário do Viktor e aos seus porta-vozes do grupo Cofina, em campanha feroz contra o tricampeonato, que o tempo de fazer a vontade aos empresários já passou. 

O Sporting de Frederico Varandas respeita a vontade dos seus jogadores e não lhes "corta as pernas", passaram a fazer parte da família, recompensa-os pelos bons serviços prestados, despede-se deles com "obrigado por tudo e até já". E eles continuam a seguir o clube e a apoiar à distância. Nuno Mendes, João Palhinha, Matheus Nunes, Rafael Veiga, Pedro Porro são bons exemplos disso, com Dário Essugo, Geovany Quenda e Viktor Gyökeres acontecerá isso também.

Mas o Sporting não aceita manobras manhosas de empresários para contornarem a palavra do presidente, posição oficial do clube. Gyökeres tem contrato por mais três anos, recebeu já esta época um bónus importante, tem a promessa do presidente de o deixar sair abaixo da cláusula e é o que com certeza irá acontecer, conforme decorrer a negociação com os grandes clubes interessados.

E se não acontecer, melhor ainda. Temos Gyökeres para jogar, está confortável e adaptado, a Suécia corre para o Mundial e precisa de manter o registo actual, e para encaixar mais 70M€ temos muitas hipóteses dentro do plantel mais valioso de sempre.

Não sei se já somos o maior clube português, penso que estamos a ultrapassar o FC Porto a alta velocidade e em perseguição evidente ao Benfica em vários indicadores, até na implantação a nível nacional e na dimensão do estádio.

Mas que contamos actualmente com o maior presidente de clube português, isso é evidente. 

 

PS: Nuno Cerejeira Namora, antigo vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral [MAG] do FC Porto, afirmou esta quarta-feira, em tribunal, que Pinto da Costa faleceu por ter "tomado as dores" de Fernando Madureira, no âmbito da Operação Pretoriano. Mas se o Fernando Madureira caiu a defender o seu "pretor" da investida de Villas-Boas, e foi e continua a ser por este perseguido sem perdão, então quem é que verdadeiramente "matou" o maior presidente da história do FC Porto, Pinto da Costa? Parece ter sido Villas-Boas. E... quem "com ferros mata, com ferros morre". É esperar para ver.

SL

Felicidade a dobrar

Que maravilha de tempos estes. Que imenso orgulho leonino. Nunca será excessivo dizer o óbvio. Podemos mesmo e devemos, até, repetir vezes e mais vezes e mais vezes: Somos campeões, bicampeões, detentores da Taça de Portugal no ano de novo título de campeão, a última dessas saborosas proezas conquistada 23 depois da anterior dobradinha ganha por nós.

O Sporting está no lugar cimeiro do futebol português com todo o mérito e com toda a justiça. Temos a melhor equipa, o melhor onze, o melhor treinador, o melhor avançado, o melhor meio-campo, os melhores centrais, o melhor ataque e a melhor defesa. E temos a melhor Direcção.

Frederico Varandas é agora o Presidente mais titulado da história do Sporting. Conquistou nove títulos. E vale a pena elencá-los aqui: três  campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal, 3 Taças da Liga, uma Supertaça. É obra!!

Além da competência da gestão, da humildade que teve em emendar o erro João Pereira, de novo arrojo na contratação de um treinador que tinha ainda que provar aos olhos de todos da capacidade que Varandas lhe viu; o nosso presidente tem acertado na palavra. O discurso na Câmara de Lisboa pela ocasião da celebração do título de campeão nacional de futebol é disso bom exemplo. Palavras que encarnaram os valores do Sporting. Equilibrado, construtivo, sem tibieza e com ambição, Frederico Varandas falou muito bem para dentro e para fora do clube. O elogio que fez a Rui Borges foi um grande e notável momento que comprova que o sucesso, seja ele qual for, tem de passar pelo reconhecimento do valor dos que fazem uma equipa. É isso um líder.

Na mesma linha do que aqui escrevo, a dos valores leoninos, gostava que o clube apertasse Matheus Reis e que disso soubéssemos publicamente. As declarações que por aí circulam num vídeo registado na festa de ontem mancham o nosso emblema. A não expulsão de Matheus Reis foi um grosseiro erro de arbitragem, como tantos outros que ao longo de décadas nos prejudicaram. Se os criticámos, e com razão, não podemos nem devemos ser complacentes com este. Menos ainda com as declarações de Matheus Reis que se vangloria de um acto anti-desportivo e que ao fazê-lo confirma que foi anti-desportivo. O Sporting não é isso.

Dito isto, venha o tricampeonato. Temos tudo para voltarmos ao Marquês no ano que vem.

No grande Sporting Clube de Portugal, cuja a grandeza foi definitivamente restaurada, acredito sempre. A diferença é que, hoje, acredito mais que nunca!  

 

A um e a outro

Alguns comentadores desportivos dizem que foi Rúben Amorim o grande responsável pela construção deste Sporting confiante e ganhador.

Os ressabiados (e alguns são comentadores desportivos também) dizem ou dão a entender que este Sporting existe apesar de Frederico Varandas e não graças a ele.

O que dizem de Rúben Amorim não deixa de ser verdade. Foi ele que definiu um plantel, um modelo de jogo e um estilo de liderança que ganhou títulos e troféus sem deixar de suportar o crescimento financeiro do clube. Foi claramente o melhor treinador do Sporting nos últimos 50 anos (pelo menos). O Sporting "voava" alto esta época na Liga e na Champions no momento em que ele saiu para assumir o lugar de treinador do Manchester United. 

O que não quer dizer que não tenha cometido erros, como trocar um ponta-de-lança alto e forte por um "ataque móvel" como aconteceu na 3.ª época. 

Mas a verdade também é que com Frederico Varandas e Marcel Keizer o Sporting já tinha alguns troféus, e com Frederico Varandas e Rui Borges continuou a ganhar. E nas modalidades encontramos outros “Rubens Amorins”, como Ricardo Costa e João Coelho, também apostas deste presidente.

Por outro lado, no Manchester United Rúben Amorim não tem conseguido dar a volta à situação que o clube atravessa. Acabou de perder a final da Liga Europa e vai estar fora das competições europeias na próxima época. Muitos adeptos desse clube já consideram que ele está a fazer mais parte do problema do que da solução.

Sendo assim, parece-me que o grande responsável pela construção deste Sporting confiante e ganhador foi mesmo Frederico Varandas. Foi ele que arriscou a contratação de Rúben Amorim, sem curriculum nem diploma, e lhe deu - com o apoio do seu braço-direito Hugo Viana - todas as condições para crescer e vencer.

Foi ele também que deixou o orgulho de lado e contratou no momento certo Rui Borges para ultrapassar a situação João Pereira.

Foi ele também que montou a estrutura de scouting que fisgou e não largou Diomande, Gyökeres, Hjulmand, Debast e Rui Silva, entre outros.

Foi ele também que reconstruiu a academia de Alcochete que produziu Geovany Quenda e João Simões, entre outros, e que logo quando entrou fidelizou um grupo de elite onde estavam Nuno Mendes e Gonçalo Inácio.

Não sei se neste momento Rúben Amorim precisa mais dum Frederico Varandas no Manchester United do que Frederico Varandas dum Rúben Amorim no Sporting.

Vamos ver o que o futuro reserva a um e a outro. 

SL

Ano de dobradinha

Vai ser uma época épica. É nisto que acredito. Cada vez mais.

E devo confessar que a crença e a fé nesta equipa não as reforço apenas com a qualidade de jogo que apresentámos, sobretudo, nos últimos dois desafios, nos quais a fome de vencer, a intensidade, a reacção à perda da bola, a velocidade e a concretização, todas juntas, levaram a um controlo e domínio que rapidamente ditaram a vitória; mas, dizia, não é só por causa disto. Esta confiança que tenho na conquista da dobradinha tem também agora alimento nas declarações do presidente Frederico Varandas.

Comigo os jogadores podem contar para os empurrar para a frente rumo ao bicampeonato e à conquista da Taça de Portugal. Vai ser um ano épico.

A noção de censura

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Dói, imagino que doa.

A verdade dói. Dói, dói.

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Ontem, o senhor doutor Frederico Varandas, presidente do Sporting Clube de Portugal, colocou o dedo em muitas feridas, chamou os bois pelos nomes.

Falou na expulsão perdoada a Rodrigo Mora mas, também, falou do penalty perdoado após a jogada de andebol de Florentino.

Disse o óbvio, repetiu muito do que temos escrito neste espaço.

Há quem lhe chame gago, ontem não gaguejou, falou, esclareceu, apontou, assumiu.

Há pessoas que gaguejam e há os outros, os que a norte, do outro lado da rua e, infelizmente, dentro; são gagos das ideias. Chega!

Até ao final da época é tempo dos Sportinguistas estarem unidos, juntos, é tempo de remarmos para o mesmo lado. 

É tempo de não nos deixarmos abocanhar pelas piranhas do Tejo (um abraço para Vila Franca de Xira) nem por nenhumas outras, com asas e sem asas.

No futebol português há santos (poucos) e pecadores (muitos).

Às vezes é da caça, outras é do pe(s)cador.

Alguém sabe onde anda o Varandas?

Alguém sabe o que é feito do Presidente do Sporting?

No site oficial do Clube há uma foto dele de 3 de Fevereiro a dar um bacalhau ao Biel na sua apresentação, depois outra a fazer o mesmo com o Rui Silva, de 14 de Janeiro. Mas para encontrar uma notícia onde existam declarações de Francisco Varandas é preciso recuar à apresentação de Rui Borges, a 26 de Dezembro. Ou seja, vamos a caminho dos dois meses sem se ouvir Varandas.

Pergunto isto porque se calhar era boa altura para ele dizer alguma coisa.

 

Percebe-se hoje que o roubo da arbitragem no estádio do Dragão terá sido uma homenagem em vida a Pinto da Costa por parte da APAF,  mas não se percebe o que se passou hoje. Foi grave demais para que até o mais passivo dos Presidentes de Clube fique calado.

Já vai longa a lista de queixas nesta época. Especialmente desde que Ruben Amorim saiu, alguém terá visto uma janela de oportunidade nessa altura para começar a trabalhar nos bastidores. Vários dos jogos de João Pereira, independentemente de serem horrivelmente jogados (isso é outro tema), foram verdadeiros roubos de igreja. No tempo de Rui Borge estamos a ir pelo mesmo caminho.

Por sua vez, em termos de lances a nosso favor, ainda hoje vejo os Goberns desta vida a falarem dum penálti em Faro na 1.ª volta, num jogo que ganhámos 5-0, por isso acho que estamos conversados.

 

Tivemos várias oportunidades para ir marcando a nossa posição em termos do que se estava a passar na arbitragem, especialmente quando se ganharam os jogos, que entendo que é a melhor altura para se mostrar que se está atento. 

Até porque, normalmente, quando se faz uma daquelas conferências de imprensa a fazer queixa da arbitragem, onde se dão uns murros na mesa e se mete toda a gente a ver outra vez os vídeos dos lances polémicos, por muito folclóricas que sejam,  acabam por resultar numa acalmia de termos de roubalheiras nas jornadas seguintes.

Agora em duas jornadas temos jogos que não ganhámos e onde há fortes razões de queixa.

Será desta que Varandas ou alguém da estrutura diz alguma coisa?

Varandas nem sabe chutar uma bola

Consta que Sir Bobby Robson, despedido quando o Sporting se encontrava em primeiríssimo lugar no campeonato, em jeito de reação à anunciada entrega do comando técnico da equipa a Carlos Queiroz, disse, sobre o novo técnico, que "Queiroz nem sabe chutar uma bola!". 

De João Pereira, felizmente, não se pode dizer o mesmo, no que ao domínio do esférico diz respeito, claro está. Mas quanto ao resto, é uma desolação. 

Frederico Varandas, por estes dias, faz lembrar aqueles primeiros-ministros que, contra toda a lógica, aguentaram certos ministros, autênticos erros de casting ou simplesmente incompetentes, para além do aceitável, até que não lhes restou outra opção senão mesmo demitirem-nos. E quando esse momento chegou, não só o Governo e muito menos o país ganharam alguma coisa com o prolongamento do ministro no cargo, como o próprio Governo saiu ainda mais desgastado.

O Presidente do Sporting está, para grande pena minha, a desbaratar o capital de prestígio que acumulou nos últimos anos. Como ainda ontem assinalou o Pedro Correia, ninguém consegue perceber o plano do líder leonino. Quantos mais pontos perdidos teremos de esperar até que reconheça que João Pereira não serve?

Estamos quase para dizer, tal como Sir Bobby Robson, que "Varandas nem sabe chutar uma bola!".

Cinco erros de Varandas

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1

Não ter deixado Ruben Amorim sair no momento próprio. Saía campeão, com a maior pontuação de sempre, após quatro anos muito exigentes no Sporting.

 

2

Deixar Hugo Viana sair em diferido. Anúncio feito em Outubro, mas para vigorar só em Maio. Incompreensível. Entretanto, ia andando cá e lá. Não faz sentido.

 

3

Preparar João Pereira como sucessor. Mas porquê ele? Não havia outros no mercado, com habilitação específica? O que revelou este técnico de extraordinário no trabalho com os sub-23 e a equipa B? Percebe-se agora: foram reduzidos os contactos com Amorim. Pouco prolongamento entre um e outro, como não tardou a notar-se em campo.

 

4

Deixar sair Amorim mas aguentá-lo mais duas semanas, orientando outros três jogos. Assim deu-se um péssimo sinal ao plantel: quem vai seguir-se não tem plena confiança da direcção, é solução precária, não assegura verdadeira continuidade.

 

5

Varandas atravessar-se por Pereira com palavras descabidas que o aprisionam ao futuro do técnico. Não faz o menor sentido.

Pode agravar-se ainda mais

João Pereira foi um mediano e sofrível treinador dos sub-23 e da equipa B. 

Por que razão haveria de melhorar ao subir de escalão?

No cálculo de probabilidades, esta súbita promoção tinha tudo para correr mal. E está mesmo a correr.

Pode agravar-se ainda mais se Varandas persistir no erro.

Ele que abra a pestana: arrisca-se a desfazer em seis semanas o que fez em seis anos.

A melhor coisa que nos pode acontecer é perder em Brugge

É muito raro num grande clube um treinador vir da equipa secundária para a principal e ter sucesso imediato, há o caso do Bruno Lage no Benfica e pouco mais, mas aí estamos a falar de alguém com mais de duas décadas de experiência prévia como adjunto e nas camadas jovens.

Ainda assim, como vários de nós referiram na altura, a escolha não era totalmente descabida. João Pereira já estava na casa e tinha a vantagem de conhecer a equipa, a táctica, e de estar estar a ter um excelente rendimento.

Por isso, é uma proeza assinalável colocar uma equipa a render tão pouco em tão pouco tempo. Há as atenuantes da arbitragem e das lesões, mas se formos a ver, Ruben Amorim também teve sempre vários jogadores lesionados esta época e a equipa manteve sempre um rendimento alto.

É por demais evidente que João Pereira não está preparado para o nível do Sporting. Isso nota-se em pormenores como as suas opções para 11 (é sintomático que Matheus Reis, a epítome do jogador mediano, tal como o era João Pereira, tenha sido titular neste dois jogos), nas substituições, na sua linguagem corporal no banco, meio perdido e em pânico, nas suas declarações nervosas e atabalhoadas, na dramática quebra de rendimento de quase todos os jogadores, nas falhas individuais e colectivas dos mesmos e, acima de tudo, na sensação que perpassou nestes dois jogos de que, a partir do momento que a equipa se encontrou a perder, esta não teria capacidade de virar o resultado.

Acredito que, tal como Frederico Varandas disse, João Pereira esteja num grande clube europeu daqui a quatro anos, mas acho que será a fazer uma daquelas visitas turísticas ao estádio e ao museu, e não a treinar um deles.

Amorim já lá vai. Varandas não pode continuar a recorrer ao único sucesso que teve como treinador principal e ignorar todos os outros que escolheu para a posição, qual deles o pior.

Como se viu no passado, a teimosia e inacção do Presidente vão fazer com que João Pereira fique mais tempo do que devia, por isso só nos resta esperar que este demita primeiro. Para tal, penso que uma derrota em Brugge será a melhor coisa que nos pode acontecer.

 É triste admitir isto, mas é a realidade que temos.

Depois é ir ao mercado buscar alguém com experiência e capacidade. Não haverá nenhuma solução perfeita, mas quase todas elas serão melhores do que João Pereira.

"É para esmagar!" Então não esmagas?

Parece-me que um problema grave - talvez o mais grave de todos neste momento - é o deslumbramento e consequente sobranceria da direção e do presidente. Isso manifestou-se no final da época passada, e traduziu-se na derrota na final da taça. Mas a atitude continua, e a mais recente manifestação, após a saída de Amorim (de que o presidente não tem culpa, como é claro) é a entrega do comando da equipa a João Pereira e aquela atitude de que não foi apanhado de surpresa, isto estava tudo programado e era para ser assim. Varandas parece ter uma confiança tão grande no plantel do Sporting (que é ótimo, apesar das limitações por lesões) e na sua estrutura que acha que qualquer treinador fará do Sporting campeão, um pouco à semelhança de Pinto da Costa e Vítor Pereira em 2011. Estamos muito longe desse ponto, presidente. É bom que se aperceba de que o principal responsável pela atual situação é o senhor e a sua direção. A continuarem assim, depressa se vai apagar o excelente legado que a sua direção deixaria no Sporting. Não é preciso ser "saudosista do Bruno" (que está muito longe de ser o meu caso) para pensar assim. As derrotas que surgiram (e as que vão continuar a surgir se nada for feito) são sobretudo vossas.

Varandas e os outros

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Frederico Varandas, em seis anos, enriqueceu o Museu do Sporting com sete títulos e troféus só no futebol profissional masculino.

Cinco com Ruben Amorim (2 Campeonatos, 2 Taças da Liga, 1 Supertaça).

Dois com Marcel Keizer (1 Taça de Portugal, 1 Taça da Liga).

 

Temos de recuar quatro décadas, ao mandato de João Rocha, para encontrar outro presidente com tantos títulos.

Com uma diferença: Rocha esteve 13 anos - o dobro do tempo.

 

Varandas ganhou mais títulos e troféus do que os quatro presidentes anteriores do Sporting todos juntos: Franco, Bettencourt, Lopes e Carvalho.

Ganha-lhes por 7-6.

6 anos de Varandas

Man. City - Hugo Viana (***), Matheus Nunes (*)

Man. United - Rúben Amorim, Bruno Fernandes, Ugarte (*)

Tottenham - Porro

Bayern - João Palhinha (*)

Chelsea - Renato Veiga (*)

Leicester - Fatawu

PSG - Nuno Mendes

Everton - Chermiti

Raphinha - Barcelona (*)

Sevilha - Acuña (**)

 

Nenhum destes saiu a fugir a custo zero pela porta dos fundos.

Foram cerca de 300 M€ em vendas para grandes clubes europeus.

O Sporting Clube de Portugal falado por todo o mundo pelos melhores motivos.

E todos sabemos que a lista não vai ficar por aqui...

 

(*) Com outros clubes pelo meio

(**) Agora no River Plate

(***) Director desportivo

SL

Quem fala assim não é gago

Frederico Varandas esteve perto da perfeição na entrevista de ontem à RTP que teve pano de fundo o renovado estádio de Alvalade, incluída no programa de 20 anos do Trio de Ataque.

As mensagens foram certeiras e incomodaram muita gente :

- Por ter sido ele o convidado da RTP e não qualquer dos outros dois.

- Por ter tido a coragem de leão de as dizer, chamando "os bois pelos nomes".

- Por ter chamado a atenção para a forma como Villas-Boas e Rui Costa vão gerir a herança manchada que receberam, e as suas consequências legais, reputacionais e financeiras.

- Por ter dado a entrevista que Bruno de Carvalho nunca conseguiu dar, porque em vez de ganhar no futebol no respeito pelos valores do clube e fechar a reestruturação financeira, resolveu ser "passarinho" como lhe chamou o Octávio Machado, aliar-se ao "padrinho do norte" e hostilizar os dissidentes internos, sócios e jogadores, o que conduziu a ganhar ainda menos e ao assalto a Alcochete.

Neste momento, não só Frederico Varandas é o presidente mais experiente e capaz dos três grandes, mas é também o mais consensual internamente. Não existe oposição interna, apenas processos de luto mal resolvidos por parte de "meia-dúzia" e resistência de "associações" com interesses e "life-styles" próprios.

O Sporting Clube de Portugal, a SAD mas não só, é o clube com mais potencial de crescimento a curto-prazo dos três grandes também.

Isso é evidente, e já é difícil sair à rua para passear sem ver alguém, adulto ou criança, com uma camisola do Sporting vestida.

SL

A melhor entrevista de Varandas

«Compararem-me a Pinto da Costa é um insulto»

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Frederico Varandas deu a melhor entrevista do seu mandato como presidente do Sporting. Com declarações desassombradas e várias novidades. Tendo o melhor dos cenários: o Estádio José Alvalade - primeiro no relvado, depois numa bancada.

Destaco algumas frases da entrevista, bem conduzida pelo jornalista Hugo Gilberto e transmitida ontem à noite no programa da RTP 3 Trio d' Ataque, que completa agora 20 anos de existência:

 

«Recuperámos o clube financeiramente.»

«Garantimos a maioria do capital da SAD para 88%.»

«Quatro vezes, nos últimos cinco anos, o clube deu lucro. Só não deu no ano da pandemia.»

«Investimos no nosso património - estádio e Academia - como nunca antes.»

«Temos o maior número de sempre de sócios com as quotas em dia.»

«Há hoje mais de oito mil pessoas em espera para adquirir um lugar no estádio.»

«Para fechar o Nuno Santos [Agosto de 2020], o Rio Ave exigiu garantias de pagamento do IVA! Isto para que as pessoas percebam as dificuldades que havia então para contratar um jogador só de 3,5 milhões de euros.»

«Leonardo Jardim, Abel Ferreira, Rui Jorge, Unai Emery, Quique Sétien, por razões diferentes, não quiseram vir entre 2018 e 2020. Rúben Amorim não hesitou, ao contrário dos outros. Tenho de reconhecer a coragem dele por vir para um "cemitério de treinadores".»

«Já fui insultado de tudo, mas compararem-me com Pinto da Costa é um insulto difícil de superar.»

«Toda a inteligência e toda a competência que uma pessoa possa ter para mim vale zero se não for alicerçada na ética.»

«Hugo Viana vai para um dos melhores clubes do mundo. Nunca tinha acontecido com um dirigente em Portugal. Isto é mérito dele e também do modo como o Sporting é visto lá fora.»

«Há seis anos diziam que o Viana não sabia fazer um plantel...»

«Acredito pouco que o Benfica venha a ser suspenso. Mas, independentemente da decisão judicial, é inegável que a mancha está lá. Foi o segundo período negro do futebol português. Houve um primeiro, o do Apito Dourado.»

«Pinto da Costa e Luís Filipe Viana são os rostos de dois períodos negros do futebol português.»

«O jogo estava viciado à partida. Algum português, ouvindo as escutas do Apito Dourado, tem dúvidas do que era com Pinto da Costa?»

«Luís Filipe Vieira, talvez cansado de não conseguir ganhar, fez uma portização do Benfica indo buscar pessoas como Paulo Gonçalves.»

«Se o que aconteceu no Benfica acontecesse no Sporting, eu seria uma fraude. Não só para o Sporting mas para mim e para os meus.»

«Os valores estão na base do nosso sucesso. A dignidade, a integridade e o desportivismo, para nós, estão acima de qualquer conquista.»

 

ADENDA: Quem quiser, comente à vontade. Até os letais são hoje convidados a participar também.

Hoje como há seis anos

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Reedito abaixo o texto que publiquei no És a Nossa Fé faz hoje seis anos, quando Frederico Varandas foi eleito presidente do Sporting por decisão soberana dos sócios.

Nada tenho a mudar ao que escrevi então. Pelo contrário, reforço hoje as palavras que deixei aqui.

 

...........................................

 

Contados os votos num dia histórico no Sporting, confirma-se a vitória daquele que sempre me pareceu o candidato mais preparado. Aquele que conhece bem o desporto-rei, que serviu o clube como competente director clínico durante sete anos, que trabalhou no departamento de futebol leonino e foi ali o primeiro a avançar corajosamente contra o desvario carvalhista, rompendo sem ambiguidades com uma gestão caótica e danosa enquanto outros, cá fora, se resguardavam. Aquele que, com inegável desassombro, soube erguer a voz no momento certo proferindo a palavra "não".

Ganha por margem confortável, com cerca de 42,3% dos votos - superando em 5,5% o seu principal oponente nesta campanha, João Benedito, que se apressou a felicitá-lo com elegância e galhardia. Margem que lhe permitirá gerir este grande clube, concentrando todas as energias e todo o seu talento ao serviço da centenária instituição de utilidade pública que tanto amamos.

 

O mais difícil começa agora. Terá momentos muito complicados no percurso que vai seguir-se. Atravessará horas de extrema solidão. Conhecerá invejas e ingratidões, próprias da natureza humana. Com firmeza e tacto, deverá recompor os cacos a que o presidente destituído em 23 de Junho reduziu o Sporting.

Frederico Varandas conduzirá esta empreitada com sucesso, acredito. Para bem desta incomparável massa adepta que não desiste nem deserta mesmo com prolongados jejuns de títulos. Unir o Sporting - seu lema de campanha - é prioridade máxima do novo presidente. Do meu presidente.

Do presidente de nós todos.

Um Sporting forte e unido

No jornal A Bola de ontem, o director-adjunto Alexandre Pereira escrevia o seguinte:

"E depois há o Sporting, algo que por vezes a contemporânea bicefalia Benfica-Porto parece esquecer. Sim, há de novo um terceiro player no futebol português, que esteve, e durante muitos anos seguidos, nas situações por que o Benfica e o Porto passam agora."

Há 10 anos, o nosso colega de blogue Francisco Melo escrevia isto: 

"Um dos aspectos que, de há longa data, vem condicionando a competitividade do Sporting é o de não conseguir estabilizar as suas equipas, pois sempre que se destaca algum jogador, no ano seguinte já está a ser vendido. Ronaldo, Simão, Quaresma e Hugo Viana são exemplos paradigmáticos. Já FcPorto e Benfica vão aguentando, aguentando a corda até onde conseguem, os jogadores vão emprestando qualidade ao 11, e depois são vendidos por valores de fazer inveja."

 

Agora no Sporting não saiu nenhum titular que não fosse por "prémio de carreira", enquanto nos rivais lá se foram Rafa, João Neves, Marcos Leonardo, Taremi, Evanilson e Conceição, talvez Galeno. 

Há 10 anos o futebol português era dominado por Benfica e Porto, que pela mão dos "Reis dos Leitões", LF Vieira e Pinto da Costa, distribuiam entre si tudo o que de mais ou menos legal havia para distribuir. As duas "nádegas" de que falava Bruno de Carvalho antes de se ir abrigar à sombra duma, uma das causas se não a principal para o triste fim que teve a sua presidência, incluindo a expulsão de sócio. Mas como o maior cego é aquele que não quer ver, parece que continuam amigos.

Frederico Varandas soube muito bem perceber o lugar do Sporting no futebol português, a correr por fora e a chamar os bois pelos nomes. Como chamou a Pinto da Costa, como chamou ao João Pinheiro.

Entretanto, os dois "reis" cairam estrondosamente da cadeira do poder, o "principezinho" Rui Costa do Benfica depressa encontrou o seu limite de (in)competência, já Villas-Boas  ("príncipe" não é, mérito lhe seja dado) está a contas com uma cratera financeira que levará bom tempo a resolver, além de ter a "tropa" do "velho" à perna. Esteve muito bem em pedir 5M€ de indemnização aos arguidos do Pretoriano, mas espero que tenha resolvido a questão da segurança à porta de casa.

 

Na conferência de imprensa antes do jogo ouvi Rúben Amorim dizer que finalmente sentia o Sporting deixar de ter como favoritos os rivais no confronto directo. Agora sabem que mesmo no Dragão ou na Luz correm o sério risco de perder, e não entram em campo com a confiança de que basta não cometerem erros para saírem com a vitória.

Também a arbitragem APAF tem mais respeito pelo Sporting ou pelo menos sente mais dificuldade em viciar os resultados dos nossos jogos, coisa que os APAFs mais velhos convertidos em "especialistas", como o Duarte Gomes, têm muita dificuldade em aceitar. Ou o APAF "radical" Jorge Faustino da Sport TV que queria que o Catamo fosse expulso por causa da aliança no dedo na 1ª parte do clássico.

 

Os Sportinguistas estão a sentir isso, Alvalade e fora dele enche-se porque existe confiança na equipa, o bom futebol é garantido e a vitória no final é provável. 

Eu sinto isso na pele. Em vez das bancadas desertas nos jogos fora de há tempos, como em Setúbal no tempo de Keizer, é cada vez mais difícil arranjar bilhete para esses jogos. Em poucos minutos os bilhetes esgotam no site, já não vou lá com comprar duas caixas de vinho na loja do V. Guimarães e receber de oferta um bilhete para a bancada central.

Enfim, este Sporting que agora temos, um Sporting forte e unido à volta da equipa de Amorim, mas também das equipas do Nuno Dias, da Mariana Cabral, do Ricardo Costa, do Luis Magalhães, e de todos os outros treinadores vencedores que dignificam o Sporting e que enchem o museu de taças.

É este Sporting que interessa fazer ainda mais forte e mais unido. Para isso importa ser crítico e vigilante, não apenas com quem manda mas com quem, como adepto, prejudica e envergonha o clube. 

SL

Prefiro assim

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"Unir o Sporting" não é uma fórmula vazia. Une-se o Sporting com vitórias. É o que Frederico Varandas tem feito desde Setembro de 2018.

Com resultados inequívocos:

2 Campeonatos Nacionais

1 Taça de Portugal

3 Taças da Liga

1 Supertaça

Sete títulos e troféus em menos de seis anos. O oitavo pode ser conquistado no próximo sábado.

Repito: em menos de seis anos.

Isto sim, é unir o Sporting.

 

Antes, vencíamos a Liga da Bazófia e a Taça do Papo Furado.

Antes, tínhamos um "excelente orador" que gritava "bardamerda para quem não é do Sporting" e chamava aos clubes rivais as "duas nádegas" do futebol português. Com a elegância, a subtileza e o extremo bom gosto que o caracterizavam.

E com o triste desfecho que sabemos.

 

Prefiro assim, como acontece agora. Ter um presidente que não é excelente orador mas vence títulos e troféus.

E não só eu: todos os que reelegemos Varandas em 2022. Fomos 86%, contra os 7% do principal adversário.

{ Blogue fundado em 2012. }

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