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És a nossa Fé!

Convém ter memória

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Demasiados erros nas contratações, gestão caótica do mercado de Verão, saída de jogadores essenciais que descapitalizaram o plantel leonino. Começando por Nani, prosseguindo com Bas Dost, culminando em Raphinha. Tudo foi criticado aqui, sem reticências nem meias palavras, em cima da hora.

Somando a isto, que já seria muito, a política igualmente errática de gestão das equipas técnicas. Desde a chegada da actual administração da SAD, Alvalade parece uma porta giratória: sai treinador, entra treinador.
Para tudo permanecer na mesma. Ou pior.

 

Em boa verdade, estamos hoje francamente pior do que estávamos há 13 meses, quando Frederico Varandas decidiu correr com José Peseiro - o técnico em quem  manifestara confiança durante a campanha eleitoral desenrolada pouco antes. «Peseiro será o meu treinador», garantiu aos sportinguistas.
Imitando o pior da política, mal foi eleito apressou-se a dar o dito por não dito com inaceitável deselegância. Esquecendo que aquele havia sido o único treinador a prestar-se a vir para Alvalade no Verão negro de 2018.


Peseiro saiu com o Sporting em todas as frentes desportivas (duas das quais viriam a ser conquistadas) e apenas a dois pontos do líder do campeonato já depois de termos jogado em Braga e na Luz.

Num cenário muito mais favorável do que o actual, quando estamos 13 pontos abaixo do Benfica e 11 atrás do FC Porto no campeonato, fomos eliminados da Taça de Portugal por uma equipa do terceiro escalão e aguardamos um milagre para prosseguir na Taça da Liga. Isto a mais de três semanas do Natal.

Infelizmente, recordo bem, na altura 90% dos adeptos aplaudiram o presidente do Sporting. Insultando Peseiro de "pé-zero" para baixo. Em muitos casos, são os mesmos que agora insultam o presidente. Como previ aqui.

Convém ter memória.

 

 

Leitura complementar: Não é possível (texto que aqui publiquei a 4 de Novembro)

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Frederico Varandas cada vez mais perto do fim da linha - III

Não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. A construção do plantel da presente época foi péssima, os resultados estão à vista, hoje mais uma derrota em Barcelos diante do Gil Vicente.

Tiago Ilori que treina em Alcochete, mas não teria lugar no Alcochetense, foi para nosso azar, hoje titular. Um verdadeiro cepo, oferecendo ao adversário o 1º golo, intranquilizando a equipa, que também não jogou nada. Mas pior que realizar um mau jogo é constatar que além de Ilori, frequentemente o elo mais fraco, também Jesé e Bolasie se têm revelado reforços inúteis. Do mal o menos, uma vez que vieram por empréstimo, é devolvê-los o quanto antes à procedência. Borja, Eduardo e Doumbia, também aquisições durante o consulado do presidente Frederico Varandas, não mostraram ainda qualidade para jogar no Sporting. Plata e Camacho também não reforçaram grande coisa. Silas é o menos culpado, pois ninguém consegue fazer omoletes sem ovos.

Das duas uma, em Janeiro o mercado reabre, ou muda o cenário, ou contem com os meus votos para mudarmos de presidente, sem obviamente regressarmos ao passado recente.

Breves considerações sobre o dossier Sinisa Mihajlovic e não só...

Sobre a questão da disputa judicial com Sinisa Mihajlovic há que dizer o seguinte:

1 – Em primeiro lugar o Sporting deve acatar a decisão e cumprir com o pagamento de 3 milhões de euros a que foi condenado. Há que ver as coisas pelo lado positivo, o treinador sérvio reclamava 11 milhões, não tendo conseguido sequer metade da pretensão.

2 – Bruno de Carvalho é parcialmente responsável, por ter contratado um treinador a uma semana da AG de destituição. Uma vez mais, letal ao Sporting.

3 – Sousa Cintra é o principal responsável ao ter ignorado o parecer jurídico do clube. Bastaria ter esperado 4 dias e tomado a mesma decisão. Não posso ignorar as circunstâncias em que a CG exerceu o curto mandato, mas ainda assim, algumas dossiers ficaram muito aquém do exigível. Neste caso esbanjámos 3 milhões, com Demiral seguramente muitos mais.

Para concluir, enquanto sportinguista fico satisfeito que o treinador sérvio nunca tenho dirigido a nossa equipa de futebol e desejo que os seus admiradores jamais voltem a ter qualquer palavra a dizer sobre o destino do Sporting, porque em rigor, não são as qualidades técnicas ou tácticas do treinador do Bolonha que apreciam, querem mesmo é regressar a um passado de má memória do qual nos libertámos a 23 de Junho de 2018. Para os letais, quanto pior, melhor, buscam cavalgar a natural insatisfação dos sócios e adeptos perante a actual situação do clube. Mas não se iludam, acreditamos ser possível mudar, encontrando alternativas no clube, que por ser uma grande instituição tem muitas soluções. Mas para ser absolutamente claro e inequívoco, por mais críticas que faça e não tenho poupado, à actual direcção, se fosse obrigado a escolher entre o presente e o passado, sem dúvida ou hesitação, escolheria o presente.

Rescaldo da noite europeia e algumas reflexões...

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Faltam adjectivos para definir a classe de Bruno Fernandes. Ontem maravilhou os espectadores presentes em Alvalade com dois golos e outras tantas assistências, dispondo de liberdade de movimento no meio-campo, jogou e fez jogar. Um privilégio ter este jogador de classe mundial como capitão da nossa equipa.

Ontem foi uma noite gala para o Sporting e uma azia para a orfandade letal, apostada em cavalgar a insatisfação com os maus resultados da equipa, para regressar a um passado de má memória e retomar injustificadas benesses. Saiu-lhes o tiro pela culatra, mal tentaram entoar os seus cânticos de insulto ao presidente, foram vaiados pelos sportinguistas no estádio, que mostraram claramente que não têm saudade dos comportamentos incendiários e demais javardices que eram prática habitual na bancada Sul.

Não é por ganhar um jogo, apesar da boa exibição, que deixo de criticar Frederico Varandas e defender antecipação de eleições para a Primavera de 2020. Mas uma coisa é certa, na questão das claques, o presidente tem o apoio maioritário dos sócios, incluindo o meu. Aguardemos serenamente os próximos resultados, esperando que a próxima janela de transferências em Janeiro não traga mais do mesmo, incompetência igual à demonstrada no Verão passado.

Bruno Fernandes só pode sair pela cláusula em Janeiro, nunca abaixo de 70 milhões no final da época. Os restantes até podem ser negociáveis, mas jamais a preço de saldo. E terão que ser substituídos por jogadores de qualidade. É tempo dos responsáveis pelo futebol mostrarem o que valem, ou serem substituídos...

Avaliando a presidência de Frederico Varandas...

Enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, não me considero satisfeito com os resultados obtidos por Frederico Varandas. Não o irei insultar, nem assinei até ao momento qualquer pedido para realização de AG destituitiva, mas poderei rever a minha posição no futuro, sem obviamente alinhar com qualquer tentativa de retorno à javardice. Concordo com a suspensão das claques, facto manifestamente insuficiente para justificar a continuidade de Frederico Varandas à frente dos destinos do clube, face aos miseráveis resultados obtidos pelo futebol, verdadeiro core business da instituição. 

Defendo que se antecipem eleições para o início da próxima primavera, devolvendo a palavra aos sócios. Até lá, terá que ser Frederico Varandas e sua equipa a gerirem o próximo mercado de transferências. E até podem apresentar-se a votos, sujeitando-se com humildade democrática à deliberação dos sócios. Se porventura vencerem, sairão com legitimidade reforçada e colocarão um ponto final na contestação, caso saiam derrotados, terão servido o Sporting, de nada adianta barricarem-se atrás dos estatutos contra a vontade da maioria, sob pena de sairem pela porta pequena, ou enxovalhados numa destituição. 

Fica pois o apelo ao bom senso do presidente Frederico Varandas e seus pares dos órgãos sociais. Vamos a votos, porque apesar do empenho e boa vontade que possam ter, não estou a afirmar o contrário, a verdade é que a situação actual está muito longe do cenário que nos foi prometido na candidatura.

Lembrar algumas promessas de Varandas

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Passaram 14 meses desde que os actuais órgãos sociais do Sporting entraram em funções.

É tempo de lembrarmos algumas das promessas mais emblemáticas de Frederico Varandas aos sócios do clube, expressas no seu programa eleitoral, sob o lema "Unir o Sporting".

Aqui as recordo, para que os leitores possam reflectir sobre o que já foi feito e o que permanece por fazer:

 

  • No futebol, montar uma estrutura vencedora, com uma equipa coesa e coordenada.
  • Definição de uma política de contratações muito rigorosa, em articulação entre os elementos da prospecção e a equipa técnica.
  • Equipa de olheiros profissionais especialmente atenta aos mercados com maior potencial.
  • Departamento médico dotado de métodos sofisticados de monitorização de treino.
  • Implantação de dois campos de futebol relvado na Academia de Alcochete.
  • Rede de recrutamento nacional liderada por um responsável técnico muito qualificado assessorado por coordenadores regionais.
  • Manter a aposta nas modalidades com uma estrutura liderada por um profundo conhecedor desta área.
  • Recuperar o basquetebol como modalidade leonina.
  • Criação de um centro de alto rendimento de atletismo, com o nome do professor Mário Moniz Pereira.
  • Criação de uma academia de modalidades inspirada no modelo da Academia de Alcochete.
  • Renegociar a dívida bancária.
  • Manter a receita de bilheteira fora do pacote de garantias do passivo financeiro.
  • Assegurar a recompra das VMOCs.
  • Negociar os nomes do estádio e da academia, garantindo o contributo de parceiros de referência.
  • Permitir que os sócios espalhados pelo País possam exercer o direito de voto nos núcleos.
  • Atingir o número de 200 mil sócios até ao fim de 2019.

Coragem contra as claques (2)

1

«Frederico Varandas, honra lhe seja feita, decidiu declarar guerra a este fenómeno [claques] no Sporting. Mas esta é uma guerra que não deve ser só dele nem do Sporting. Este é o momento de quem tem algum poder deixar de assobiar para o lado. Olhar, de preferência com olhos de ver, para um fenómeno preocupante e perceber que é agora... ou depois pode ser demasiado tarde.

Há, também, outra possibilidade. A de serem os adeptos normais a colocarem as claques no seu devido lugar. Como ontem [domingo] à noite aconteceu em Alvalade: quando os cânticos à exaustão repetidos nas últimas semanas se fizeram ouvir, a resposta foi um coro de assobios que quase os abafou.»

Ricardo Quaresma (A Bola, 28 de Outubro)

 

2

«Concordo totalmente [com o presidente do Sporting]. Esta questão das claques do futebol é uma vergonha. E neste momento há que dizer que o presidente do Sporting, Frederico Varandas, teve uma actuação correctíssima, honesta, corajosa, digna. Ele agiu com coragem e agiu com princípios. Foi dizer: vamos pôr ordem nas claques, rescindir protocolos, limitar mordomias, impor regras, acabar com benesses. Muito bem.

Isto até lhe pode custar, de hoje para amanhã, a liderança. Mas ele agiu com coragem, com princípios. Ao contrário de presidentes de outros clubes, que fazem vista grossa.

Este problema não é sobretudo de futebol ou de desporto. É um problema de segurança das pessoas que vão aos estádios e é um problema de autoridade do Estado. Porque as claques são um verdadeiro estado dentro do Estado. Não respeitam nada nem respeitam ninguém.»

Luís Marques Mendes (SIC, 27 de Outubro)

Olho por olho... Todos ficamos cegos

 

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O comportamento da Juve Leo e do DUXXI tem sido negativo para o clube?

Claro que sim.

Era preciso tomar medidas?

Sim.

Era preciso ir tão longe, ao ponto de expulsar as claques dos espaços que ocupam no estádio?

Talvez não.

Porque, depois disto, só falta mesmo proibir elementos das duas claques de entrarem no estádio.

Humilhar estas duas claques desta maneira é apenas garantia de que nunca por nunca, com Varandas na presidência, haverá paz no clube.

Na minha opinião, o erro de FV está lá atrás. Sabendo que contava desde início com oposição das claques, não conseguiu a aproximação - não percebeu a importância disso, sequer.

Recordo com tristeza o dia após a conquista da taça, quando FV e a equipa foram recebidos na Câmara de Lisboa. Em alta, FV poderia ter aproveitado a oportunidade para falar para as duas claques. Em vez disso, falou contra a anterior direção e seus apoiantes. Em vez de tapar o fosso, cavou-o ainda mais.

Foi simplesmente absurdo.

Desde então, o fosso nunca parou de aumentar. Até aos dias de hoje, em que, mesmo em casa, o Sporting joga fora de casa.

Sei bem que há muita marginalidade nas claques. Mas também há muita paixão pelo clube. Há tantos marginais quantos grandes sportinguistas.

Mais do que a escolha de Keizer, desunir ainda mais o Sporting (replicando o pior de BdC, mas ao contrário) é o grande erro de FV. Nem nos piores tempos de BdC o Sporting esteve tão desunido como hoje.

E não se iludam: sem as suas claques, o Sporting perde paixão, e Alvalade perde aquela energia própria dos grandes clubes.

Nunca, jamais, se deveria ter chegado a este ponto. Entre homens, as coisas resolvem-se cara a cara. E FV deveria ter encarado as claques. Um verdadeiro presidente, um líder, tê-lo-ia feito. 

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Claques não são donas do Sporting

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O Sporting Clube de Portugal tem quatro claques que representam pouco mais de três mil sócios, o equivalente a 1,7% do total de sócios do clube e 3,3% do universo de sócios pagantes.

Esta é a gota de massa cinzenta que reclama ter mais direitos que os demais e exerce pressão sobre tudo e todos como se fossem os verdadeiros dirigentes do clube. Não. Não podem, nem devem existir claques que se autoproclamam donas disto tudo.

Claques facilmente instrumentalizadas para causar instabilidade e destruição dentro do Sporting não devem ter palco e muito menos serem patrocinadas pelo dinheiro do clube. Eu como sócio, com quotas em dia, não votei em claques para autodestruir o clube.

Convém lembrar que o Sporting já existia antes das claques e vai continuar bem vivo mesmo sem claques. São os sócios, adeptos e simpatizantes – cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo as estimativas – a razão de ser do Sporting e que constituem a sua alma.

Frederico Varandas, eleito democraticamente, devia ter cortado todo o apoio às claques envolvidas no terramoto de Alcochete logo que assumiu a presidência. A decisão é tardia, mas mais vale agora do que nunca.  

É preciso pulso firme, Dr. Varandas, e não ter receio de decidir para limpar, equilibrar e dar rumo à Nação Verde, para poderemos ser “Tão grandes como os maiores da Europa”.

Nisto, estou com Varandas

A Direcção leonina encabeçada por Frederico Varandas tem revelado uma conduta pusilânime, parecendo andar à deriva em diversas circunstâncias. Obviamente, com reflexos dentro dos estádios e dos pavilhões. Esta fraqueza produz contágio e os atletas não são imunes aos seus reflexos, tal como as equipas técnicas.

Feito este preâmbulo, condeno sem reservas a atitude miserável dos revanchistas da Juve Leo, que urram por lhes ter sido fechada a torneira da candonga. Esta noite ficou enfim também fechada a torneira do apoio logístico que o Sporting lhe prestava, como revelou a cúpula leonina num extenso comunicado tornado público.

Se há erro nesta atitude, é apenas pecar por tardia. As claques, que nenhum sócio elegeu nem representam ninguém, só têm razão de existir se for para expressar apoio militante aos atletas que servem o Sporting. Se for para insultar, intimidar, injuriar, ameaçar e agredir, não fazem a menor falta. Nos últimos dias, duas destas claques (a outra é a Directivos Ultra XXI) tiveram comportamentos absolutamente reprováveis - manchando e enxovalhando, aos olhos dos portugueses, a imagem desta respeitável instituição de reconhecida utilidade pública que é a casa comum de todos nós.

Nisto, estou com Varandas. Creio que neste momento já só o apoio nesta causa.

Só peca por tardio

O fim do protocolo do Sporting Clube de Portugal com as claques. Apesar de criticar abertamente Frederico Varandas e defender antecipação de eleições, nesta matéria estou totalmente de acordo com a orientação do clube.

O desporto deve ser um espectáculo, onde não cabem arruaça, violência, insulto, a tal patética mentalidade a que chamam ultra. Quando em criança comecei a frequentar estádios de futebol, pela mão do meu pai, era uma festa ir ao futebol e já existiam rivalidades. Se queremos ser grandes, há que seguir os bons exemplos de Inglaterra e Espanha.

Se os parasitas não fazem falta, quero acreditar que a maior parte dos membros das claques, que não os seus cabecilhas, irão continuar a mostrar o seu amor ao clube. É hora de separar o trigo do joio.

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha...

Frederico Varandas é legitimamente presidente do Sporting Clube de Portugal, porque foi eleito com a maioria dos votos dos sócios. Podemos concordar ou discordar dos estatutos, mas temos os que foram aprovados em AG pelos sócios. Não há, nem pode haver, AG legítimas e outras ilegítimas consoante o resultado nos agrade ou não, por muito que alguns lunáticos continuem a falar em golpe, usurpação e outras teorias rocambolescas, enquanto não reconhecerem todos os resultados, não serão levados a sério e nada conseguirão mudar no clube. Continuarão a ser parte do problema e jamais farão parte da solução.

Também não coloco em causa o sportinguismo do presidente e demais membros dos órgãos sociais do clube. Ser sportinguista não é um direito de nascença, mas uma escolha que todos fizemos em determinada altura da nossa vida, pouco importa se influenciados ou não, cada um terá a sua história. Respeito por isso a pessoa, como aliás todas as pessoas, neste caso em particular os sportinguistas, pelo que jamais alinharei ou pactuarei em insultos ad hominem, seja a quem for. Repudio tal caminho, mas não surpreende que as claques do clube, muito em particular a que se julga acima das outras e tem sido favorecida ao longo de anos, escolha essa via para reclamar a mudança de rumo no clube. Não os seguirei.

Mas Frederico Varandas e seus pares não têm feito por merecer a confiança que os sportinguistas lhes depositaram. Os resultados são como o algodão, estamos longe do lugar que a história e tradição do clube exigem e não se vislumbra no horizonte próximo uma mudança de rumo. No entanto, se Frederico Varandas está tão certo que continua a merecer a confiança dos sócios e tem mesmo a melhor solução para dirigir o clube, porque tem medo de ir a eleições? Não precisa sair, basta que antecipe eleições e se apresente a votos, permitindo que apareçam alternativas, possamos todos debater e votar. No final, se ganhar, sairá reforçado, se perder, ninguém dirá que ficou agarrado ao poder. Se não o fizer, optando por continuar no autismo presente, muito provavelmente Bruno de Carvalho deixará de ser o único presidente destituído na centenária história do Sporting...

Que fique claro, considero que Frederico Varandas não tem condições para continuar, neste momento a sua presidência encontra-se em comatosa agonia, mas de todo quero regressar à javardice do passado recente. Uma das condições, obviamente que não será a única, para apoiar um candidato no futuro, se formos a eleições, será manter as claques longe dos privilégios que os restantes sócios não têm. Ninguém acerta sempre, como também não está sempre errado, essa é das partes mais positivas do consulado Frederico Varandas, mas os resultados do futebol exigem uma rápida mudança no clube. Viva o Sporting!

Annus horribilis

1

Domingos Duarte continua a distinguir-se no Granada, como central. Não se limita a defender: também marca. Foi dele o golo da vitória contra o Osasuna (1-0), garantindo à sua equipa o segundo posto no campeonato espanhol.

Titular nas nove jornadas disputadas da Liga do país vizinho, leva já dois golos marcados. Tantos como o nosso Luiz Phellype no campeonato português.

Lembremos: Domingos Duarte, fruto da formação leonina, foi vendido por Frederico Varandas ao Granada, em Julho, por três milhões de euros.

 

2

Bas Dost soma e segue: acaba de marcar o terceiro golo no campeonato alemão. Desta vez selou a vitória por 3-0 da sua nova equipa, o Eintracht Frankfurt, contra o Bayer Leverkusen.

Os números confirmam: o avançado holandês não perdeu o faro pelo golo. Em menos de dois meses, leva três marcados ao serviço do Eintracht.

Lembremos: Dost, que marcou 93 golos em três temporadas ao serviço do Sporting, foi vendido por Frederico Varandas ao clube germânico, em Agosto, por sete milhões de euros.

 

3

Com dois golos e seis assistências em dez jogos ao serviço do West Bromwich Albion, Matheus Pereira está a entusiasmar os adeptos deste clube, que sonham regressar ao primeiro escalão do futebol inglês. 

«É o homem de quem todos falam», após ter sido considerado melhor jogador jovem na Bundesliga, onde jogou na temporada 2018/2019 com a camisola do Nuremberga.

Lembremos: Matheus, fruto da formação leonina, foi cedido a título de empréstimo com opção de compra por Frederico Varandas ao West Brom, em Agosto, por um valor que rondará os dez milhões de euros (8,25 milhões de libras).

A confrangedora mediocridade

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Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição.

Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.

 

O resultado está à vista: é uma confrangedora mediocridade. Do pior que tenho visto desde sempre neste meu clube do coração. Com jogadores sem intensidade, sem classe, sem categoria mínima para integrar os nossos quadros. Aqui ficam os nomes dos que agora se arrastaram sem préstimo em campo: Rosier, Neto, Ilori, Borja, Doumbia, Miguel Luís, Eduardo, Jesé e Luiz Phellype. Todos juntos, formaram uma absoluta nulidade. Perante a apatia silenciosa e resignada de um técnico recém-contratado, sentado no banco por não ter habilitações para actuar como treinador principal.

Sobraram Vietto - único elemento do onze titular capaz de pensar o jogo e que nunca desistiu de procurar o golo - e o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que se destacou numa defesa do outro mundo aos 45'. Dos suplentes utilizados, Bruno Fernandes e Bolasie - que deviam ter entrado de início - cumpriram os mínimos. Pouco mais havia a fazer: Bas Dost, Nani e Raphinha - importantes na conquista do troféu em 2018/2019 - já não integram o plantel.

Enfim, uma exibição calamitosa em noite de imensa chuva. Sofremos dois golos de uma equipa com um orçamento incomparavelmente inferior mas muito mais bem organizada do que a nossa. E não marcámos sequer um golito para compensar a imensa desolação dos adeptos que se deslocaram a Alverca.

 

Na bancada do estádio, de olhar errante e vago, estava um homem mais isolado que nunca: o presidente Frederico Varandas, que já teve cinco treinadores desde que iniciou funções, há apenas 13 meses. Despediu - e foi incapaz de contratar melhor. Quis assumir a tutela do futebol - e falhou em toda a linha. Prometeu recolocar o Sporting no trilho das vitórias e das alegrias - e tem acumulado derrotas que só nos proporcionam tristezas.

Lamento escrever estas linhas, mas é tempo de concluir: a confrangedora mediocridade tem um nome. O dele.

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