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És a nossa Fé!

E não se pode naturalizar o Bas Dost ? (parte 2)

Dizia eu depois do jogo com a Ucrânia que "Mas que falta faz um verdadeiro ponta de lança à selecção portuguesa, um Benzema para o Ronaldo, um pinheiro que arraste a defesa e deixe espaços para o Ronaldo aproveitar.  André Silva e o faltoso e manhoso D. Sousa não dão conta do recado. Porque não naturalizar o Bas Dost, não este dos últimos tempos, post traumatismo craniano e pai recente, mas o outro, o letal ponta de lança que marcou dezenas de golos pelo Sporting?"

Bom, hoje depois da lesão de Ronaldo mais ainda se notou a falta dum ponta de lança de classe na selecção portuguesa. D.Sousa uma inutilidade, faltoso na área, e quase conseguiu não acertar um passe durante todo o tempo que esteve em campo.

Desta vez, Portugal apresentou 14 jogadores, 3 made in Alcochete (Ronaldo, Patrício e William), um deles o melhor jogador português de todos os tempos mas que não durou muito, 5 made in Seixal (Danilo, Cancelo, R. Dias, B. Silva e Guedes),  1 made in Olival (A.Silva), mais Pepe (que até passou pelo Sporting), Pizzi, Rafa, R. Guerreiro e D. Sousa.

Dos 3 made in Alcochete, 2 saíram com o destituído, aqueles que diz ele que já queria correr com eles há uns tempos mas o Jesus não deixou. E assim, do Sporting ZERO. ZERO. É o que temos. Uma dor de alma.

Quanto ao jogo, foi um jogo aberto à moda do Keizer, que podia ter terminado com 4-3 ou 5-2,  Portugal desperdiçou oportunidades para ganhar folgadamente, o guarda-redes defendeu magistralmente 1 ou 2, William falhou 2 ou 3, o árbitro foi enganado pelo assistente e lá se foi um penálti, e foi assim... dois empates em casa com os outros dois candidatos. Podia ser pior.

SL

E não se pode naturalizar o Bas Dost ?

Mas que falta faz um verdadeiro ponta de lança à selecção portuguesa, um Benzema para o Ronaldo, um pinheiro que arraste a defesa e deixe espaços para o Ronaldo aproveitar.  André Silva e o faltoso e manhoso D. Sousa não dão conta do recado. Porque não naturalizar o Bas Dost, não este dos últimos tempos, post traumatismo craniano e pai recente, mas o outro, o letal ponta de lança que marcou dezenas de golos pelo Sporting ?

Portugal apresentou 14 jogadores, 5 made in Alcochete, um deles o melhor jogador português de todos os tempos, 3 made in Seixal, 2 made in Olival, mais Pepe (que até passou pelo Sporting), Rafa, R. Guerreiro, o tal faltoso e manhoso D. Sousa filho de algum filho de algum patrício. Dos 5 made in Alcochete, 3 saíram com o destituído. Os 2 últimos diz ele que já queria correr com eles há uns tempos mas o Jesus não deixou.

E assim, do Sporting ZERO.ZERO. É o que temos. Uma dor de alma.

SL

 

Ora sebo

Fala-se já muito na construção da equipa profissional do Sporting para a temporada 2019/2020.

As palavras são como as cerejas.

Mas os palpites válidos são apenas de quem quiser emiti-los em tempo útil.

 

Por mim, adianto quem gostaria de ver no nosso principal plantel: Luís Maximiano, Thierry, Bruno Paz, Miguel Luís, Francisco Geraldes e Jovane.

Mas para jogarem.

Não para fazerem figura de corpo presente no banco dos suplentes ou serem remetidos à bancada.

 

Para que este objectivo se concretize, precisamos de um treinador que aposte sem complexos nem rodeios nos valores da formação, trave-mestra da cultura leonina.

Precisamos de alguém que faça no Sporting aquilo que Bruno Lage tem vindo a fazer no Benfica, invertendo - até agora com sucesso - as apostas do antecessor, Rui Vitória.

 

Entretanto, o que vemos em Alvalade?

 

Miguel Luís, ausente das convocatórias em várias jornadas após ter sido o melhor em campo contra o Arsenal e de marcar contra o Belenenses, teve finalmente direito a jogar quase 20 minutos, frente ao Santa Clara. Mas apenas porque se deu uma dupla coincidência: Gudelj estava ausente por acumulação de cartões e Idrissa - que tem 20 anos, a mesma idade do médio português - acabara de ser amarelado, o que levou o técnico a mandá-lo sair por recear que acabasse expulso.

Ora sebo, como diria o Eça.

 

Tenho de escrever isto agora, quando ainda subsistem todas as possibilidades de corrigir erros com vista à época que vai seguir-se: técnico do Sporting incapaz de apostar na formação para mim não serve.

Hoje giro eu - Investir na qualidade

Esta temporada, o Sporting gastou cerca de 37 milhões de euros em contratações (16) para o futebol. No entanto, olhando para o nosso plantel não é notório um crescimento da sua qualidade média. Mais, muitos dos jogadores que entraram e não mostram rendimento apreciável estão a tapar a ascensão de jovens com um custo muito inferior na conta de exploração. 

 

Quando se fala na aposta na Formação há sempre quem se manifeste contra, essencialmente porque fica a pensar que tal significa jogarem como titulares 11 jogadores produzidos na Academia. Ora, o modelo que preconizo não é esse. Não que não fosse esse o cenário ideal, simplesmente não haveria qualidade suficiente em 1/2 gerações (previsivelmente) para que tal se pudesse materializar. 

 

Eu olho para o Ajax - não é de hoje, a análise já tem uns anitos - e vejo que há um racional por detrás da política desportiva. Assim, os lanceiros apostam em jovens formados na sua academia, mas potenciam o seu crescimento via aquisição cirúrgica de jogadores experientes no mercado. Faço aqui um aparte para lamentar a falta de visão inerente à contratação de Mathieu: enquanto o Benfica soube aproveitar a experiência acumulada de Luisão para o tornar uma espécie de artífice, artesão da última estação de desenvolvimento do Seixal, ajudando a lapidar jovens como Lindelof ou Ruben Dias, o Sporting mandou embora, definitivamente ou por empréstimo jogadores como Domingos Duarte, Ivanildo ou Demiral, não rendibilizando aquilo que o francês poderia aportar a esses activos provenientes da nossa Academia. Ora, o Ajax, desde Janeiro de 2018 foi buscar o lateral esquerdo argentino Tagliafico (25 anos), por 6 milhões, o experiente médio sérvio Dusan Tadic (30 anos), por 11,4 milhões, e fez regressar um jogador formado em casa, o central/lateral Daley Blind (28 anos), por 16 milhões. Estes jogadores, aos quais se junta o veterano (32 anos) dinamarquês Lass Schone, enquadram a "cantera" lançada por Peter Bosz na temporada de 2016/17 - há quem diga que o Ajax só está na moda porque ganhou em Madrid, mas a antiga equipa de Johann Cruiyff esteve presente na final da Liga Europa de 2016/17 - , onde se destacam o guardião Onana, o defesa De Ligt, os médios Van de Beek, De Jong e Ziyech e os avançados Neres e Dolberg, para além do marroquino Mazraoui, também ele produto das escolas do Ajax e que apareceu pela primeira vez na equipa principal em 2018.

 

Concluindo: como se pode verificar, os lanceiros não investem em "gorduras", aproveitam o que têm e só vão ao mercado para adquirir jogadores que possam fazer a diferença, algo bastante diferente daquilo que tem sido a nossa "estratégia". O Sporting, que em época e meia investiu 100 milhões de euros em contratações das quais só se destacam pelo rendimento desportivo os jogadores Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu, continua a gastar dinheiro que não tem em jogadores de uma classe média/baixa do futebol mundial que não se diferenciam positivamente face àqueles que produz. Mais, quando acerta numa contratação (Idrissa Doumbia) não a mete a jogar, não retirando daí rendimento desportivo ou financeiro (a manter-se a situação). E chega ao ponto de não ter pontas-de-lança no banco quando se lesiona um dos dois que compõe o plantel, preferindo adaptar Coates como plano de contingência, equívoco que faz pensar qual o motivo pelo qual existe uma equipa de Sub-23 (ou antigamente a "B"). 

 

O mais triste disto tudo é que poderíamos ter um plantel bem mais competitivo do que o actual e estarmos a gastar menos 20 milhões de euros, orlando uns sustentáveis 50 milhões de euros de custos com o pessoal, se apostássemos num misto de qualidade e desenvolvimento de jogadores da Formação.  

 

P.S. Alguém sabe quem são os jogadores da Formação que em Alcochete se considera terem potencial para jogar na equipa principal? De que forma é que isso se conjuga com o Scouting? É possível termos identificado meia-dúzia de miúdos nossos com elevado potencial e todos virem a ser "tapados" por aquisições para as mesmas posições feitas sem qualquer critério? 

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ADN de Campeão

Já dizia Jorge Jesus que esta coisa do ADN de Campeão não surge do nada, constrói-se, é preciso muito tempo e muito esforço para ele surgir e demostrar o que vale. Já dizia também alguém que construir demora muito, destruir quase nada, e o destituido encarregou-se do assunto no que ao futebol diz respeito a partir do sofá.

Vem isto a propósito de ter ido ao Pavilhão João Rocha ver a nossa brilhante equipa de andebol estar quase todo o tempo a perder e acabar a ganhar ao concorrente directo ao título, o Porto, e chegar a casa e ver o mesmo Porto a ganhar a 3 minutos do fim ao Roma e ganhar quase tantos milhões quantos nós vamos ter com um fundo qualquer, é a triste situação em que nos deixou o dito cujo. E nessa magnífica jornada de andebol até estava um jogador de futebol na bancada, o Acuña, lá com o seu chazinho de mate e acompanhado daquela senhora que indispôs a mana do tal destituído, suspenso e em breve expulso.

E fiquei a pensar se haveria algum ponto comum ou semelhança entre esta nossa brilhante/fantástica, o que quiserem, equipa de andebol, a equipa do Porto que conseguiu a passagem à eliminatória seguinte no prolongamento e a nossa actual tristonha e deprimente equipa de futebol profissional. 

Se calhar existe. Renan, Coates, Mathieu, Acuña, Bruno Fernandes, Bas Dost e o lesionado Battaglia têm aquela coisa que falta para dar "a extra mile" e conquistar. Já o demonstraram. Outros havia, mas o destituído correu com eles. Adrien e Patrício à cabeça. 

Por muito que aposte na formação, olho para todas as promessas actuais e parece que lhes falta muita coisa. Um tal Mama Baldé é a excepção.

Não será possível manter estes, pagando o que for preciso, ir buscar mais uns iguais a estes, já temos outros que não são estes mas que fazem umas flores de vez em quando, e ter um treinador que consiga extrair o melhor de todos eles, e fazer do todo uma coisa maior do que a soma das partes, como consegue um tal Canela no andebol ?

E mandar embora os emplastros que abundam no plantel? E não trazer mais porque sim?

Ou é pedir muito?

E ainda há quem fique incomodado com 1,6M€ para o Bruno Fernandes ficar? Ou o que custou a permanência de Acuña e Battaglia? Comparado com o que custaram Viviano e B. Gaspar, dois emplastros de todo o tamanho?

SL

A formação continua viva...

Os nossos juvenis venceram hoje o rival Benfica por 3-1, provando que continua a existir qualidade na nossa formação. Oxalá estes jovens possam continuar a trabalhar, alcancem o sucesso e consigam chegar à equipa A, mas que ao contrário de outros que os antecederam, não tenham o azar de encontrar um presidente que se julgue dono do clube e não os respeite. Força rapazes.

 

Eu vi um sapo e engoli-o



1. A melhor forma de começar a ganhar é perceber que se está a perder.

O push imenso dos anos Bruno de Carvalho, incluindo a sua associação ao milionário Jota Jota, custou anos preciosos de R&D em Alcochete. Enquanto isso, Vieira vinha dizendo que o XêXál era o futuro e muitos gozavam ou pelos menos não acreditavam (incluindo eu).

2. O que se verifica é que o Benfica mudou o tabuleiro a seu favor e conseguiu (aparentemente) resolver um dos grandes enigmas da bola lusitana que é o da capacidade física do atleta à altura do talento. Os “putos” do Benfica (alguns pelo menos) jogam sempre a 180 km/h, com os nossos a terem entorses, lesões, períodos de passagem pelo banco, cansaços ao fim de dez minutos de jogo, blackouts, apagamentos, empresários e papás muito vocais e etc.

3. Os “putos” do Porto, tirando o Dalot, nem se sabe quem são.

4. Além do talento e das qualidades técnicas e visão de jogo de Félix (que, suponho são um misto de treino e ADN), o que vemos é um mustang que faz piscinas como se estivesse a jogar na praia com amigos. Como sportinguista, é isso que me custa mais, aquela desenvoltura física dos miúdos do Benfica. 

5. Talvez a venda de Renato, de um Seixal mais antigo, faça cada vez mais sentido. Era um jogador que agitava cá dentro, é um jogador que lá fora coiso. Cancelo e Bernardo são só duas razões para os adeptos do Benfica quererem é que Jota Jota coiso. 

6. Apostaria que há sorte no que se passa na formação do Benfica, mas é inegável que quem lá trabalha e quem manda neles (Vieira) estão vários passos à frente de toda a gente.

7. Há uma frase que uso bastante: o trabalhador mais preguiçoso com uma retroescavadora fará sempre mais buracos que o Ronaldo dos operários com uma pá. Vieira demonstrou visão ao dar meios ao staff do Seixal para que estes gerassem craques para a primeira equipa, em vez de conversas de merda sobre "fazer mais com menos".

8. Não tenho nenhuma simpatia pelo Benfica, mas tenho toda a simpatia por líderes que dão meios aos seus liderados para que estes demonstrem o que valem.

9. Vou mais longe. Esta nossa mania portuguesa de sermos bons a improvisar, bons a fazer a pouco, bons a fazer omeletes sem ovos, é uma mania própria de quem tem vistas curtas.

10. Qualquer omelete com ovos é uma melhor omelete que a melhor omelete sem ovos.  


11. Imagino que Varandas esteja a mexer em Alcochete. Vai durar tempo, mas era necessário e Keizer é parte dessa equação.

Para reflectir

Recomendo a leitura deste texto, que nos fornece ampla matéria para reflectir sobre as causas do insucesso recente da formação leonina. Desde logo a absurda decisão de pôr fim à equipa B tomada por Bruno de Carvalho, num dos seus momentos de fúria intempestiva, e a disparatada obsessão com a acumulação de "títulos" nos escalões pré-profissionais, impedindo a ascensão precoce dos jovens mais talentosos às etapas seguintes do final da formação.

O desconforto da cabeça mal virada e da alma mal entendendo

Mais uma convocatória só menos difícil de decifrar do que se torna suspender a descrença quanto ao resultado da incursão à Luz.

Miguel Luís, Francisco Geraldes e Montero continuam em parte incerta, Nani junta-se a Mathieu e Ristovski entre os indisponíveis, e só a chamada de Acuña e de Idrissa Doumbia permite alguma limitada esperança numa noite de vingança, lá mais para o final da temporada no estádio manchado no domingo passado.

Mas pior do que o presente, marcado por um plantel com lugar para Bruno Gaspar, Gudelj e Diaby, casos mais flagrantes de uma falta de excelência que trava qualquer veleidade, é pensar no futuro.

Se Miguel Luís, Francisco Geraldes e Jovane Cabral marcam passo, tal como Luís Maximiano, o que dizer de Matheus Pereira e de Iuri Medeiros, perdidos pelo velho continente, de Daniel Bragança, de Elves Baldé, dos melhores que se arrastam pelos sub-23, pelos que se afundam nos equívocos tácticos dos sub-19?

E ainda se pode chorar pelo talento derramado, seja o do central do futuro Demiral, perdido por três milhões e tal de euros que lembram o pão que sabe a merda do Sérgio Godinho? E Tiago Djaló empenhado em dar a facada no clube que o criou, não apenas por ganância mas também por testemunhar que a formação leonina tem as portas do plantel principal fechadas a cadeado? Já sem falar em Rafael Leão, talvez a pior consequência a longo-prazo do nosso Alcochete-Quibir.

Verdade triste: o emprestado que melhor figura tem feito ainda é o esforçado e limitado Mama Baldé. Há que despertar antes que a rapaziada acredite que, se pior não fica, venha o Tiririca.

 

Inqualificável

É inqualificável que um treinador supostamente contratado por ter vocação para formar jovens esteja a fazer tudo ao contrário do que a sua contratação prometia. Menorizando a formação leonina ao ponto de ter feito alinhar um onze titular sem um só jogador formado em Alcochete - algo que não sucedia desde 2007.
Não foi nada disto que Frederico Varandas prometeu aos sócios na campanha eleitoral.

Entretanto, o Braga já vai sete pontos à nossa frente na Liga 2018/2019. Com três jogadores da formação leonina: Esgaio, Palhinha e Wilson Eduardo.

Os miúdos da academia

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Noticia o Record (a pérfida Cofina, que anda um bocado abandonada nos comentários aqui no blog) que o Benfica promoveu 4 jogadores da sua formação ao plantel principal. Beneficiando, decerto, do conhecimento do seu treinador principal, anterior responsável pela equipa B. No Benfica tem brilhado aquele miúdo, João Félix, que Vitória lançou e Lage segurou. Um puto que joga muito, não sei se vai ser uma grande estrela mas é uma delícia ver um franzino daqueles jogar - sim, é do Benfica, mas eu gostando de futebol gosto mais de ver um reguila daqueles a jogar do que ler sobre onde irá o presidente do clube assistir ao jogo ou coisas similares habituais nos jornais desportivos, ou ouvir dissertações sobre o que escreveram os "oficiais de comunicação" dos clubes. Confesso, nos jornais desportivos, para além do jogo só me interessam mesmo as abundantes referências às actuais, pretéritas e futuras namoradas ou amigas dos jogadores da bola, está agora muito na berra a namorada de um tipo, Buta, que veio do Benfica aqui para a Bélgica, uma mulher magnífica, que formas generosas, a rapariga dá vida a um proto-morto como eu, e ele é do Benfica, malandro, mas caramba, sim senhora, assim sim, que jeitosa que vai a gaiata ... (estava eu a escrever sobre o quê? ah, já sei ...).

Bem, era sobre os jovens do Benfica. Enfim distraí-me com outros assuntos, mas ... enfim, era só para dizer que o Benfica (malvados, malandros, lampiões, vieiristas, gatunos) despachou alguns jogadores, decerto que a perder algum dinheiro que nestas coisas de contratações falhadas deve ser assim, depois de ter substituído o treinador. Fez o subir o treinador dos miúdos, já lançou um belo artista este ano, e agora promove um punhado de rapazolas, uns terão sucesso outros talvez nem tanto.

Dá-me a sensação que é assim. 

Pronto, era só para dizer isto. Agora vou voltar para os jornais desportivos. Há por lá muita informação, não sei se já vos disse.

566 jogos depois

Ontem, no Bonfim, batemos um recorde da última década. Mas um recorde nada lisonjeiro. Segundo leio na imprensa de hoje, há 566 jogos que o Sporting não entrava em campo sem nenhum jogador da formação. Tinha acontecido pela última vez em 20 de Outubro de 2007 num confronto com o Fátima para a Taça da Liga.

Nas doze épocas anteriores, partida após partida, actuámos sempre com pelo menos um elemento formado na Academia de Alcochete no onze titular. Uma saudável tradição agora quebrada neste desafio com o V. Setúbal: só aos 63', quando Nani entrou, tivemos enfim alguém da nossa formação em campo. Já Jovane e Miguel Luís permaneceram no banco de suplentes do princípio ao fim.

Formação

Estive ontem num animado almoço de aniversário, bem comido e bem regado, por sinal.

Por coincidência, nesse almoço esteve presente um treinador de jovens na academia do Seixal e... sportinguista doente.

Até aqui nada a opor, cada um tem que procurar o seu sustento, preferencialmente de forma honrada, o que será o caso. O que me deixou preocupado foi que, a determinada altura da conversa, a pessoa em causa declarou que "a formação do Benfica está a anos-luz da do Sporting". O assunto não foi desenvolvido, apesar da minha tentativa nesse sentido, mas convém também dizer que esta pessoa esteve antes a trabalhar em Alcochete.

Não conhecia a pessoa em causa, não sei os contornos da sua saída do Sporting, sei que me foi apresentado como "mais doente pelo Sporting" do que eu. E, não tendo razões para duvidar, fiquei preocupado. 

Fica aqui o recado.

Vamos lá com calma

Quando vi nos ecrans e ouvi o rapaz do microfone a dar a "linha" do Sporting, disse para o amigo que estava ao lado e que ontem aproveitou uma das "borlas" da renovação do meu bilhete de época, que mesmo com aqueles, seria equipa para dar "um cabaz" àqueles rapazes ucranianos simpáticos, que já no jogo na Ucrânia tinham demonstrado ser muito fraquinhos. Não me enganei, felizmente, que apesar de a qualificação estar assegurada, sabe sempre bem ganhar e se não for de "afogadilhos" tanto melhor.

Cedo se viu que apesar da falta de entrosamento (natural) entre os nossos, era uma questão de tempo até entrar a primeira e foi o que aconteceu. E sempre que os automatismos funcionavam e a velocidade no último terço aumentava, o pânico no sector recuado (que muitas vezes foi toda a equipa) do adversário era evidente, bem como se notava a sua efectiva falta de jeito para a função.

Foram três na primeira parte, poderiam ter sido outros tantos e na segunda percebeu-se, com as substituições, que o treinador começou a gerir o esforço; Mas ainda assim, houve mais meia-dúzia de oportunidades que talvez por "verdice" dos protagonistas, não foram concretizadas.

Alguns apontamentos que me vieram ao pensamento durante o jogo:

- Há muito pouco tempo, na Ucrânia, com este mesmo adversário e com os melhores em campo (os disponíveis) estivemos a perder até quase ao final do jogo e fizemos uma exibição(?) miserável. Era treinador José Peseiro;

- Há muito pouco tempo estáva-se a pensar em aquisições em Janeiro por falta de soluções no plantel. Hoje parece que o treinador diz que intra-muros temos soluções. Não sei se lhe disseram que "não há pão p'ra malucos" ou se lhe disseram que é para apostar nos miúdos, ou se a opção é dele, mas eu gostei de ver o jogo a terminar com seis rapazes do alfovre e alguns deles, se os pais não começarem a "variar", apresentam já qualidades que os podem vir a tornar em titulares absolutos num futuro mais ou menos próximo;

- Vamos com uma média impressionante de golos marcados e se era inevitável identificar-me com o treinador (afinal a equipa vem ganhando e jogando cada vez melhor), depois da declaração na CI, com que me identifico totalmente, de que prefere ganhar por 3-2, do que por 1-0, relevando a essência do futebol holandês que eu confesso que aprecio, Kaiser está a encher-me as medidas;

- Com esta avalhanche de golos, espero que no dia em que apenas ganharmos por 1-0, não comecem a dizer mal do homem;

- Vamos lá indo com calminha, passo a passo e não embandeiremos em arco. Ainda falta muito para Maio e cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, apesar de que, confesso, começa também por aqui a crescer uma pontinha de esperança.

Domingo há mais. Esperemos que com golos, que é o que nos dá alegria!

Aposta na formação

Execelente notícia: o Sporting volta a dominar nas convocatórias das selecções mais jovens. No caso, a selecção sub-20.

A prova está à vista: no estágio para o Mundial deste escalão, que decorre até domingo entre a Cidade do Futebol e o Algarve, o seleccionador Hélio Sousa chamou 24 jogadores, estando o nosso clube representado por seis: Daniel Bragança, Elves Baldé, João Oliveira, Luís Maximiano, Miguel Luís e Thierry Correia. Confirma-se assim que vamos no caminho certo. E o caminho faz-se desta forma: caminhando.

A convocatória abrange ainda três jogadores do Benfica, dois do FC Porto, dois do Mónaco e um destes clubes: Belenenses, Estoril, Marítimo, Rio Ave, V. Guimarães, Aarau, Deportivo da Corunha, Génova, Mónaco, Watford e Wolverhampton.

O Mundial sub-20 realiza-se de 23 de Maio a 15 de Junho do próximo ano, na Polónia.

Hoje giro eu - Não há coincidências

Ontem, em Alcochete, a equipa de juniores do Sporting recebeu e venceu o Vitória de Setúbal, tradicionalmente uma equipa forte neste escalão, por 5-0 (4-0 ao intervalo), em mais uma partida do campeonato nacional da categoria. Pouco antes, no mesmo local, em jogo a contar para a Liga Revelação, a nossa equipa de sub-23 havia batido o mesmíssimo adversário por 3-2. 

 

Mais do que os resultados em si, percebeu-se a motivação dos miúdos, subitamente tomados por um novo suplemento de alma. Jogadores muito promissores e que têm estado apagados, como Diogo Brás (1 golo e duas assistências), Bernardo Sousa (2 golos, a juntar aos 3 da semana passada) ou os mais velhos Elves Baldé (hat-trick) e Daniel Bragança apareceram em grande nível.

 

Creio estarmos a assistir aos primeiros sinais daquilo que denominaria como Efeito Keizer. Muito se tem falado no decréscimo de qualidade da nossa Formação e vários são os sócios a ecoá-lo, inclusivé aqueles que nunca viram um jogo da Formação, os que conciliam tal opinião com um saudosismo mais ou menos disfarçado a Jorge Jesus e ainda alguns politiqueiros com interesse evidente em espalhar a teoria do caos, mas creio que erramos ao abordar o tema numa perspectiva "bottom-up", em detrimento de "top-down".

 

Se do ponto-de-vista físico e táctico parece evidente que ficamos a perder face ao Benfica, é também verdade que continuamos a produzir jogadores com muita criatividade e liberdade para criar. Nota-se que o jogador encarnado é geralmente mais desenvolvido muscularmente, que tem outra leitura do jogo, mas os nossos continuam a ser mais desequilibradores e imprevisíveis. São, essencialmente, duas escolas de Formação diferentes que, apesar disso, têm um número de títulos praticamente equivalente nas camadas jovens nos últimos 5 anos. 

 

O que eu penso ter acontecido nos últimos dois anos da Formação foi uma grande desmotivação. Havendo um fúnil demasiado apertado nos séniores e sabendo-se da pouca disponibilidade do treinador do nosso principal escalão em apostar em jovens, estes começaram a perder a fé em chegar lá acima. Viram o que aconteceu aos seus colegas hoje nos seus 22/23 anos, uma geração perdida de empréstimo em empréstimo, e perceberam que essa viria a ser a sua realidade brevemente, pois por muito que mostrassem tal nunca seria suficiente. A chegada de Marcel Keizer a Alvalade, técnico que não teve rebuço em reforçar a aposta que Peter Bosz, seu antecessor, tinha feito nas escolas do Ajax, tem tudo para ser o detonador de uma nova crença dos nossos jovens jogadores. Será por isso com renovada expectativa que Bragança, Elves, Brás ou "Benny" encararão o futuro próximo. Perspectivando oportunidades, certamente trabalharão mais e melhor. A vantagem de uma política desportiva alicerçada na Formação é essa e os nossos jovens jogadores saberão que a partir de agora, esforçando-se para isso, verão chegada a sua hora de provar ao mais alto nível. E os pais também terão isso em mente na hora de escolherem o clube que os seus filhos, ainda crianças ou adolescentes, irão representar. 

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Quaresma

 

Eu sei que para muitos visitantes do blog falar elogiosamente de jogadores e técnicos que não sejam radicalmente sportinguistas é uma verdadeira heresia - para os interessados na História das mentalidades mergulhar no clubismo actual explicará muito das enormes sevícias cometidas nas guerras religiosas que assolaram a Europa durante séculos. Nesses tempos os nossos antepassados traíam-se, denunciavam-se, torturavam-se, queimavam-se, massacravam-se entre si por uns adorarem estátuas ou relíquias ditas ídolos enquanto outros preferiam paredes (semi)nuas nos locais de culto. E os mais perseguidos eram os apóstatas, aqueles que transumavam entre igrejas ou seja, pura e simplesmente, se "transferiam" de um clube para outro, nisso mudando de símbolos adorados, diante dos quais se prostravam e pelos quais se identificavam.

 

Há quem não goste de política ("malandros, são todos iguais ...") mas eu gosto, da política e das suas instituições. Pois, com todos os seus defeitos, são elas que impedem que os descendentes dessas gentes de antanho, os actuais idólatras, demoníacos adoradores de dragões, galinhas, leões e similares, se trucidem uns aos outros, em nome de um qualquer sagrado que, irreflectidamente, consagram a meras agremiações recreativas. Pode parecer ríspido dizer isto mas os clubes são, assim nasceram e continuaram, organizações para a ocupação de tempos livres - e isto não é desmerecimento, o lazer é algo magnífico e uma conquista histórica, a da redução generalizada do tempo de trabalho, alargando o bíblico "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; tanto na época de arar como na colheita (Êxodo 34: 21)". Em tempos recuados, em finais de XIX e inícios de XX, serviram também, em alguns locais de alguns países, como espaços de entreajuda para os migrantes, os rurais desenraízados chegados às cidades em crescimento e, nisso, para demarcação de núcleos sociais, seja por origem geográfica seja por estrato social. Dimensão que há muito perderam, principalmente nos clubes de grande dimensão nacional. E nisso se restringindo à sua característica fundacional, a do enquadramento dos tais tempos livres, ordenando-os em práticas desportivas e seu acompanhamento (esse que hoje muito inclui a "majorettização" de parcelas do público, a sua juvenilização através das claques). Não são mais do que isso. E não são menos do que isso.

 

Por isso desconsiderá-los, dar-lhes menos respeito, ser adverso ao clubismo, é irreflexão, ignorância. Mas também dar-lhes mais do que isso, a clubite e até a actua "clubecrose", reclamá-los como uma magnífica identidade - como tantas vezes leio, explícita e implicitamente - é pungente, pelo défice existencial que demonstra. As pessoas dedicaram-se anos a fio ao voluntariado associativo, a colaborar com o seu clube, cumprindo tarefas? É respeitável, mesmo magnífico, pela dádiva, pelo trabalho social, pela pedagogia. Agora reclamar mérito, exaltar o ser-se adepto de um clube - "Não falho um jogo do Porto", "sou sócio do Benfica há 97 anos", "a minha família é toda Sporting" (neste caso é bonito ... porque mostra que nela não há azedumes suficientes para mudanças de clube de filho mais rebelde, mas só isso) - como se isso seja algo transcendente? É algo que não tem pés nem cabeça (uma espécie de Castaignos). "Ser", gostar, de um clube é uma opção, tomada consciente ou inconscientemente (se em criancinha). É porreiro. Mas não mérito ou grandeza.

 

Vem-me tudo isto à cabeça porque antevejo meia dúzia de comentários mais ou menos sectários, as exaltações espúrias vindas da tal "clubecrose", a este meu postal. Fica já dito, cortarei comentários que venham invectivar de "apóstata" o Ricardo Quaresma. Pois estou em fase de défice de paciência para a mediocridade sentimental. Porque é disso que se trata, as pessoas não conseguem dedicar sentimentos transcendentes às instituições circundantes e julgam disso necessitar. E assim entregam-se ao culto de um clube, ao sentimento por uma OTL. Francamente, que falta de tino.

 

Aqui vai o postal: ontem o Besitkas veio jogar à Bélgica, contra o Genk, actual comandante do campeonato - no qual, já agora, o Standard de Liége, que no ano passado ganhou a taça e correu para o título quase até ao fim, substituiu o Sá Pinto pelo lampião Preud'Homme (que não só é treinador como é membro da direcção, o que causa alguns remoques na imprensa) e está a fazer uma má época. Enfim, o Genk-Besitkas acabou 1-1, a equipa turca está em último no grupo i mas ainda pode ser apurada, pois a classificação está embrulhada.

 

Mas o relevante é que o Quaresma, sempre pérola da nossa formação, extremo com 35 anos (!, como o tempo passa), ainda está para as curvas e trivelas, e lá foi ele que marcou o belo golo "turco", em puro contra-ataque. Grande Mustang ..., que maravilhoso jogador.

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