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És a nossa Fé!

Aposta na formação

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O Sporting renovou ontem contrato com quatro dos jovens da equipa B mais "made in Alcochete", numa demonstração clara que o rumo traçado por Frederico Varandas é para mesmo para manter independentemente dos percalços da viagem.

Tenho aqui chamado a atenção para a transformação completa que sofreu a nossa equipa B duma época para a outra apesar de manter o mesmo treinador, toda uma geração que ganhou títulos em tempos mas não conseguiu evoluir foi à sua vida, e agora sim, temos ali matéria-prima de qualidade para a equipa A.

 

O onze mais valioso dessa equipa é o seguinte:

Diego Callai (18); Diogo Travassos (18), Marsà 20), Alcantar (19) e Nazinho 19); Renato Veiga (19), Dário Essugo (17), Diogo Abreu (19) e Mateus Fernandes (18); Rodrigo Ribeiro (17) e Afonso Moreira (17)

Chermitti (18) tem estado lesionado, e entre os restantes que estão a ser utilizados na B e na C (os sub23), esquecendo os escalões mais abaixo, ainda existem vários de grande qualidade.

 

Costumo dizer que em 2013 tivemos a nossa melhor equipa B de sempre, orientada por Dominguez/Oceano, com Arias, Dier, Ilori, João Mário, Bruma, Esgaio e outros, a lutar pelos lugares cimeiros da 2.ª Liga. Pois esta se calhar não fica atrás e tem ainda mais quantidade de qualidade. 

Mas se formos à equipa A encontrar jogadores de idade semelhante temos ainda o Fatawu(18), Sotiris(20), Inácio(21) e Ugarte(21). E emprestados para crescer e muito provavelmente voltarem melhores do que foram temos ainda Gonçalo Esteves(18), Eduardo Quaresma(20) e Tiago Tomás (20).

 

Concluindo, o futuro do futebol do Sporting está a ser muito bem preparado, e Rúben Amorim tem tido um papel fundamental nesse aspecto. Muitas horas gastou a trabalhar estes e outros jovens nos treinos da equipa A.

Já quanto ao presente, pelas razões que tenho vindo a referir, não posso concordar e corremos o risco de queimar alguns destes na pressa de apagar incêndios causados pelas lesões/castigos/erros dos mais velhos e pela falta dos reforços que não vieram. Sotiris parece que já ficou chamuscado, Ugarte alguns já acham que é um cepo qualquer que por ali anda e que não faz esquecer Palhinha. Para esses, excelentes mesmo são aqueles que já saíram, mesmo que estejam a aquecer o banco dos clubes respectivos, como Luís Maximiano.

Aproveito para lembrar que mais logo pelas 19h vamos ter o Belenenses-Sporting B no estádio do Restelo. O tempo não convida nada a ir, a equipa entrará desfalcada dum ou doutro convocado para amanhã, e existe o clássico na TV pouco depois, mas vale a pena deitar o olho.

SL

Nuno Januário

Ontem o Caldas pôs o Benfica em sentido. Sem temor reverencial de qualquer espécie, deu luta à equipa que segue no comando do campeonato: o jogo na cidade termal terminou 1-1 aos 90', seguindo-se meia hora de prolongamento que deixou tudo na mesma.

Só nos penáltis os encarnados conseguiram enfim superar a briosa turma da Liga 3. Que tem futebolistas de muito mérito - do guarda-redes Wilson ao avançado João Rodrigues, mais conhecido por Tarzan, passando pelo médio João Silva.

Outro jogador com desempenho que fixei: o ala direito Nuno Januário. Informei-me mais sobre ele: tem 26 anos, mede 1,76m e fez parte da formação no Sporting.

Não engana: traz selo de qualidade. O selo de Alcochete.

Aposta na formação

Anteontem o mestre Aurélio Pereira pôde comemorar os seus 75 anos de vida e foi mais que justamente homenageado. Trata-se duma figura incontornável quando se quer fazer a história da formação no futebol do Sporting: descobriu e projectou jovens que foram muito longe no futebol profissional, a começar por aquele que é um dos melhores futebolistas de todos os tempos, o nosso Cristiano Ronaldo.

Também os principais jornais desportivos aproveitaram a oportunidade para o entrevistar. Quando questionado em "A Bola" sobre o actual momento do Sporting, saíram dele as seguintes frases:

Sobre Rúben Amorim: "Não tem vergonha de lançar jovens. Devolveu-nos a alegria dos campeonatos e o Sporting sente orgulho no treinador que tem. Falo com ele com frequência e não gostaria de o ver sair um dia do clube."

Sobre Frederico Varandas: "Tenho de estar orgulhoso por todo o trabalho que tem feito. No futebol profissional e formação, o investimento na Academia tinha de ser feito para não fugirmos dos nossos adversários. Isso é saber gerir."

 

Este início de época tem demonstrado que todo o investimento em termos de infraestruturas e capital humano em Alcochete está a conseguir recolocar o Sporting no topo da formação em Portugal. Enquanto nos anos anteriores o Benfica passeava a sua superioridade nos diferentes escalões, agora as nossas equipas de iniciados, juvenis e juniores estão no topo das séries e campeonatos respectivos e somam vitórias (e até goleadas) contra o rival.

A equipa B, libertada do lastro duma geração que ganhou campeonatos mas estagnou na sua evolução, voltou a ser uma unidade de preparação de talento para a equipa A. Qualquer deles poderá amanhã entrar em campo no onze inicial, como aconteceu com Marsà. Se me perguntarem qual será o seguinte vou ter dificuldade em responder.

Nessa equipa temos talento recrutado externamente com 18-19 anos, como Diogo Abreu, Alcantar e Marsà, e outro nado e criado em Alcochete, como Callai, Essugo e Chermiti. Treinam muitas vezes com a A, competem numa Liga 3 muito mais exigente do que possa parecer e que, juntamente com os jogos da Youth League, lhes dá o "calo" necessário para triunfarem.

 

Quem conhece minimamente o que se passa nas modalidades, verifica que esta aposta na formação acontece transversalmente a todo o universo desportivo do Sporting, com as especificidades inerentes a cada uma, quer em termos de exigências competitivas quer em termos de especificidades regionais em termos de captação e formação. 

Sempre encontramos plantéis curtos e com muitos anos de casa suportados pela formação, e recrutando com conta, peso e medida.

A continuidade desta política é essencial para o futuro do clube e da sua SAD. Estarei sempre na luta contra autocarros anuais de reforços que pouco tempo depois se traduzem em muito entulho para despachar. 

 

PS: Apostar na formação também implica defender sem reservas, e ter uma tolerância bem superior relativamente a quem vem de fora para com um jogador nado e criado em Alcochete chamado Ricardo Esgaio. Para alguns parece que os únicos jovens de Alcochete que prestam são os que já sairam, de Demiral a Domingos Duarte, mas os que lá estão agora, como Inácio, Marsà e Alcantar, em nada são inferiores ao que eles eram com a mesma idade.

SL

É bom saber

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Sigo sempre com atenção o percurso profissional dos futebolistas formados na Academia de Alcochete mesmo quando já se encontram longe do Sporting - longe do ponto de vista físico, não necessariamente do coração.

Por isso, é com satisfação que venho registando os bons desempenhos de dois jogadores que já foram nossos: Francisco Geraldes, considerado o melhor em campo no recentíssimo Estoril-FC Porto (1-1), e Iuri Medeiros, em alta agora no Braga, que tem vindo a ser grande atracção desta Liga 2022/2023 - os únicos pontos perdidos até agora foram com o Sporting, na jornada de abertura.

Desejo as maiores felicidades a ambos, porque merecem. Excepto quando defrontarem a nossa equipa, o que aliás já aconteceu neste campeonato - com vitória leonina no Estoril e empate na Pedreira.

Gostava de saber se os nossos leitores fazem como eu, acompanhando com interesse o percurso pós-Sporting daqueles que formamos. Tenho a convicção de que não serei o único.

Aposta na formação - Equipa B

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Ontem em Alcochete o Sporting B derrotou o Alverca por 1-0 na 3ª jornada da Liga 3, Série B, depois de duas derrotas pelo mesmo resultado (2-3) nas jornadas anteriores.

Foi o primeiro jogo que pude ver de princípio ao fim, e comparar com aquele de 14 de Agosto do ano passado em Massamá, que terminou com empate 1-1, onde estive e que aqui comentei.

Nesse jogo, o Sporting B alinhou com (estão riscados os que entretanto foram dispensados):

André Paulo (24); Hevertton Santos (20), Chico Lamba(18), João Goulart (21), Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (23)[C], Dário Essugo (16), Geny Catamo (20); Bernardo Sousa (21), Joelson Fernandes (18) e Paulo Agostinho (18).

Entraram depois Rafael Fernandes (19), João Daniel(19), Lucas Dias (18), e Tiago Rodrigues (20).

Neste jogo, o Sporting B alinhou com (Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro estiveram com a A no Estoril):

Diogo Pinto(18); Diogo Travassos(18), José Marsà(20)[C], Jesus Alcantar(19) e Flávio Nazinho(19); Renato Veiga(19), Diogo Abreu(19) e Mateus Fernandes(18); Vando Félix(19), Francisco Canário(19) e Afonso Moreira(17).

Entraram depois Gilberto Batista(18), Samuel Justo(18), André Gonçalves(19) e Diogo Cabral(19)

Se o treinador é o mesmo da época passada, Filipe Çelikkaya, a renovação da equipa foi substancial. Nenhum dos que "pisaram" no estádio do Real Massamá "pisou" ontem em Alcochete.

 

Se no encontro da época passada o futebol apresentado foi bastante pobre, unicamente Dário Essugo dava indicações de poder vir a ser alguém no Sporting, ontem foi tudo radicalmente diferente.

Um guarda-redes seguro e com presença entre os postes, Diogo Pinto, dois excelentes defesas centrais, muito em especial o mexicano Alcantar, mas Marsà sempre impecável, dois defesas laterais confiantes e assertivos, Nazinho e Travassos, um Renato Veiga com maior rotação do que no ano passado à frente da defesa, um Diogo Abreu patrão que enviou um tiraço à barra num livre directo (pena que não tenha ainda pernas para os 90  minutos), um Mateus Fernandes esgravulha e desequilibrador, um Vando Félix intuitivo e trabalhador, um Canário com alguma falta de físico para a função mas sempre à procura da sorte e um extremo Afonso Moreira que deixou água na boca: pensa depressa, executa melhor.

Todos formaram um 4-3-3 homogéneo, que praticou bom futebol e dominou completamente o encontro, remetendo um Alverca com média de idades muito superior a uma defesa porfiada e a procurar a sorte em cavalgadas individuais.

Ficou na retina um livre muito bem trabalhado que culminou num remate de cabeça de Renato Veiga à trave.

Penso que é este treinador e uma boa parte desta equipa (sem 2 ou 3 dos mais velhos) que irão disputar a Youth League da Champions, a começar pela visita ao E. Frankfurt. E a jogar assim irão longe.

Fica aqui o convite para não perderem a transmissão do encontro, com certeza vai valer a pena.

 

PS: Entretanto iniciados, juvenis e juniores vão bem e recomendam-se, os (ditos) sub23 continuam a ser o parente pobre da formação em termos de resultados, é mais um espaço de treino de juvenis e juniores para permitir equilíbrio de utilização e diversificação de experiências competitivas que outra coisa. A seguir vem o tal gap há muito evidente. Entre estes que ainda não chegaram aos 20 anos (com excepção do Marsà) e os que não chegaram aos 23 quase ninguém formado em Alcochete conseguiu afirmar-se no plantel sénior do Sporting. 

SL

Tenham paciência

Não admito que no plantel leonino em 2022/2023 haja menos jogadores da nossa formação do que o equivalente a isso nos plantéis dos dois principais rivais.

É tema sobre o qual escrevo aqui há mais de dez anos, sempre em defesa de quem passa pela Academia de Alcochete.

Tenham paciência, mas não irei mudar de posição. Este é um princípio de que não abdico. Seja quem for o presidente, seja quem for o treinador.

Aposta na formação

A cerimónia de comemoração dos 20 anos da Academia de Alcochete deixou claro nas intervenções realizadas e nos projectos de desenvolvimento apresentados que, depois dum período de estagnação e de completa ultrapassagem pelo Seixal marcado pelo desleixo e falta de visão estratégica, o Sporting regressou ao projecto inicial centrado no jogador imaginado pelo mestre Aurélio Pereira.

E se a Academia de Alcochete, bem como o Pólo da EUL, são fundamentais na aposta firme e sustentada do Sporting na formação, o treinador principal não deixa de ser uma peça fundamental nessa aposta também.

Curiosamente a relação entre Aurélio Pereira e Rúben Amorim vem de longe. Já em 1998 o teria convidado a vir treinar ao Sporting, depois a coisa não se concretizou, se calhar por isso deve ser com grande orgulho que disse agora: "Há uma estratégia da administração e o treinador é funcionário do clube, tem de responder a essa chamada. Rúben Amorim é um rapaz que se interessa pela formação, muito acessível. Sai do treino dos seniores e vem logo direito aqui aos campos para ver o que se passa. Está sempre atento."

Outra peça essencial na aposta é o recrutamento. Na Academia não podem existir lugares cativos, a sua porta tem de estar permanente aberta ao talento nacional e internacional, dentro dum quadro de integração e respeito pelos valores do clube. Foi assim e terá de ser assim que jogadores como Nani, Palhinha, Jovane ou Matheus Nunes se formaram no Sporting, cada um chegando na idade que chegou e integrando-se da melhor forma com quem lá estava desde tenra idade.

Neste momento existem por lá, além de africanos das ex-colónias, dois ou três noruegueses, mas se calhar faria sentido haver mais talento estrangeiro do tipo Plata, Duscher ou Ugarte, dentro dos condicionalismos FIFA existentes. Para isso é necessário um scouting eficaz. Para descobrir Catena ou Marsà não é preciso grande scouting.

Por último, não podia deixar de falar da equipa B, que mais uma vez vai ser completamente remodelada e ainda mais jovem que a anterior. Ao contrário do que eu gostaria, a B vai continuar a não ter nem plantel nem estatuto próprio de acordo com a responsabilidade de defender o clube nas ligas profissionais. Prevejo que vá mais uma vez ter dificuldades para se manter na Liga 3.

Era um debate que gostava de ver feito, se faz sentido continuarmos assim ou apostarmos (e gastarmos) para ter a equipa a bater-se com os rivais na Liga 2.

SL

Nuno Mendes, João Mário, Nani

20 anos de Academia: os dez que mais renderam

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Em vinte anos de funcionamento da Academia de Alcochete, foram estes os dez jogadores integralmente ali formados que mais renderam ao Sporting:

 

NUNO MENDES: 47 milhões de euros (2022, ao PSG)

JOÃO MÁRIO: 40 milhões de euros (2016, ao Inter)

NANI: 25,5 milhões de euros (2007, ao Manchester United)

GELSON MARTINS: 22 milhões de euros (2018, ao Atlético Madrid)

ADRIEN: 20,5 milhões de euros (2017, ao Leicester)

RUI PATRÍCIO: 18 milhões de euros (2018, ao Wolverhampton)

WILLIAM CARVALHO: 16 milhões de euros (2018, ao Bétis)

RÚBEN SEMEDO: 14 milhões de euros (2017, ao Villarreal)

BRUMA: 13 milhões de euros (2013, ao Galatasaray)

THIERRY: 12 milhões de euros (2019, ao Valência)

 

Infelizmente, alguns outros futebolistas que formámos saíram com lucro zero para o Sporting. Aconteceu com Carlos Mané, Silvestre Varela e Wilson Eduardo, por exemplo.

Enquanto outros deixaram o Sporting rendendo abaixo de um milhão de euros. Como Daniel Carriço, que saiu em 2012 por 750 mil euros para o Reading, de Inglaterra. Já no Sevilha, viria a sagrar-se triplo vencedor da Liga Europa.

 

Valores que constam de um excelente trabalho de oito páginas sobre os 20 anos da Academia leonina ontem inserido no jornal A Bola. Trabalho assinado pelo jornalista Miguel Mendes, que aproveito para felicitar. É raro ver peças deste fôlego - com informação, contextualização e memória - na nossa imprensa desportiva.

Aposta na formação

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A duas jornadas do fim o Sporting conquistou o título nacional de sub17, o seu 14.º título no escalão.

A campanha demolidora desta equipa do Sporting na fase final do campeonato foi ainda mais relevante quando sabemos que os jogadores mais destacados da categoria andavam a competir em patamares avançados, casos de Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro.

Diz quem conhece melhor do que eu que estamos na presença da melhor fornada de Alcochete desde a de João Mário/Esgaio/Bruma. 

E no escalão abaixo dos sub15 estamos prestes a conquistar também o título nacional.

Ganhar títulos nas camadas de formação só por si não chega, é um instrumento para atingir um fim. E o fim é formar jogadores para a equipa A. 

E a verdade é que dos campeões nacionais de sub17 e sub19 de 2015/2016 muito poucos alinharam pela equipa A e apenas um, Daniel Bragança, lá continua. Depois tivemos três ou quatro que quiseram sair e lançar a carreira noutro lado, incluindo um fugitivo Rafael Leão. O que mais houve foi jovens que desperdiçaram o seu talento, passando ao lado duma carreira de sucesso. Se calhar os dois títulos mascararam muita coisa.

Formar jogadores não é apenas ensinar futebol e treinar gestos técnicos, é formar pessoas, entrar na cabeça deles para os alinhar nas exigências do futebol profissional, no espírito de equipa e no respeito pela camisola e pelos valores do clube. Para que depois não possa alguém do Sporting vir dizer que "Estamos a fazer um exame de consciência, porque de certeza absoluta que formámos um grande jogador mas não conseguimos formar uma pessoa com carácter", como disse em tempos Manolo Vidal sobre Simão Sabrosa.

Para essa formação, além do suporte multidisciplinar que existe na academia, e de muita sessão de formação comportamental e de atitude, são precisas também muitas derrotas à chuva e ao frio em campos esburacados, castigados por árbitros incompetentes ou pior do que isso, como acontece com a equipa B.

Nas derrotas aprende-se tanto ou mais do que com as vitórias. Aliás esta equipa sub17 perdeu os dois jogos com o Benfica na primeira fase da competição. 

E não há formação que resista à falta de boa matéria-prima. O cuidado com o recrutamento é fundamental. Estes sub17 e sub15 não chegaram ontem ao Sporting, é importante que os mais dotados, os mais talentosos, escolham o Sporting. Para isso todos os detalhes são importantes, dos técnicos aos ginásios, dos relvados aos colchões.

PS: A esta hora a equipa sub15 do Sporting já é também campeã nacional da categoria, batendo em casa o Vitória de Guimarães por um expressivo 6-0. Parabéns a todos.

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SL

Filipe Çelikkaya

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Aqui mais abaixo o Pedro Correia promoveu e muito bem uma homenagem a Mariana Cabral, uma treinadora que veio dos escalões de formação para no primeiro ano como treinadora principal ganhar duas taças. Venho agora chamar a atenção para um treinador que também veio dos escalões de formação, que não ganhou nada em dois anos e se prepara para nada ganhar no próximo pelos motivos que abaixo indico, mas que tem cumprido muito bem a missão que lhe confiaram. E que, em termos humanos e profissonais, me parece ter muito em comum com a Mariana.

 

Passou hoje na Sporting TV, pelas 13h, uma extensa entrevista com o Filipe onde ele explicou muito bem o projecto de formação do Sporting, coordenado por Thomaz Morais, orientado ao abastecimento regular de jovens à equipa A, que não apenas se distingam pelos seus dotes técnicos mas demonstrem a maior inteligência emocional e saibam integrar-se e projectar-se ao mais alto nível no futebol profissional. Coisa que, como sabemos, faltou a muitos que passaram por Alcochete: uns perderam-se nos seus vícios, outros desertaram à primeira oportunidade e cuspiram na sopa que comeram. Alguns, como Simão Sabrosa, ainda hoje falam do clube com o maior desprezo.

E a verdade é que os produtos mais recentes dessa estratégia - por exemplo Diego Callai, Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro, na sequência das apostas em Gonçalo Inácio, Tiago Tomás e Nuno Mendes - parecem realmente demonstrar a justeza da estratégia seguida. E se no escalão 18-21 anos temos de facto poucos jovens de grande nível, já nos 14-17, e aí está a campanha da selecção dos sub17 para o demonstrar, estamos bem apetrechados.

Como o Filipe explicou, em Alcochete os jovens são formados numa perspectiva 360º, com psicólogos, nutricionistas, especialistas em desempenho físico, monitorização e análises individuais constantes de desempenho, desafios em diferentes ambientes de competição, exigência de superação no treino interno e no jogo contra adversários (e árbitros) "mauzinhos" e complicados, elevado número de minutos de jogo durante a temporada. Dário Essugo deve ter tido uma carga competitiva durante a temporada três ou quatro vezes superior ao que teria há uns anos no seu escalão etário de juvenil, não falando dos cartões amarelos e vermelhos que encaixou.

 

A meu ver faltou na entrevista abordar as questões que tenho vindo aqui a colocar, nomeadamente, porque havendo sub23 não está a B mais próxima da A em termos de  sistema táctico e plantel, e porque não é feita uma aposta séria na subida da B à 2.ª Liga.

Pelo contrário, parece que a ideia é baixar mais uma vez a idade do plantel da B para enquadrar e desenvolver aqueles que se destacaram nesta temporada na Youth League, hipotecando desde logo as ambições de subida.

Foi mais um excelente trabalho da Sporting TV, instrumento extraordinariamente importante no relacionamento do clube com sócios e adeptos. Ainda ontem vi um trabalho magnífico sobre Hector "Chirola" Yazalde, com intervenções da viúva, "Camizé", do enorme treinador Mário Lino, do grande defesa esquerdo de então Carlos Pereira e do "9" suplente, o Dé "Aranha", que me trouxe lágrimas aos olhos. Acho que muitos sócios e adeptos ainda não perceberam bem a qualidade actual do canal que tem à sua disposição.

SL

Aposta na formação

No passado dia 13 de Abril, defrontaram-se em Alcochete as equipas sub19 de Sporting e Benfica na luta pela conquista da Youth League. O resultado foi 0-4 favorável aos rivais, que haveriam de conquistar a final por goleada frente ao Red Bull Strasburgo.

Há três ou quatro anos o Porto ganhou também essa competição. Neste momento Diogo Costa, Fábio Vieira, João Mário e Vitinha são titulares da equipa A do Porto.

Além dessa equipa, o Benfica conta com uma equipa B na metade superior da 2.ª Liga, e já conseguiu colocar dois jovens, Paulo Bernardo e Gonçalo Ramos, como titulares da equipa principal. 

Então só mesmo por ganância, incompetência ou desleixo (com Rui Costa nunca se sabe) é que o Benfica daqui a um par de anos não vai ter uma óptima equipa alicerçada na formação. Mas isso é problema deles.

O nosso problema é que... não conseguimos competir com eles nos 18-21 anos.  A nossa equipa B acabou em penúltimo lutar na luta pela manutenção na 3.ª Liga. Em 2013, com Oceano e Manuel Fernandes, tínhamos a melhor equipa B de sempre, a lutar pelas posições cimeiras, com jogadores como Eric Dier, Santiago Arias, Bruma, João Mário, Esgaio, Ilori, Mica Pinto e alguns outros que não faço ideia onde param.

Mas se olharmos para os escalões anteriores em termos etários, nos últimos dérbis ganhamos ao Benfica por 4-1 em sub15, 2-1 em sub16 e 3-1 em sub17. E neste fim de semana ganhámos 4-0 no Porto em sub17 também. E em sub19 também conseguimos 2-2 no Seixal contra uma equipa que contou com metade daqueles que ganharam a Youth League.

Então onde está o problema? Os treinadores deles dos sub19 e acima são bestiais e os nossos umas bestas, mas dos sub17 para baixo é o contrário? O modelo de formação deles é bom e o nosso não presta?

No meu entender existe um fosso ou um cratera de qualidade, o que queiram chamar-lhe, no escalão etário 18-21 na formação de Alcochete relativamente ao Seixal que apenas o tempo irá resolver. Muito Amorim tem andado à pesca em Alcochete, mas as trutas contam-se pelos dedos duma mão.

E existe porque há uns anos o Seixal ultrapassou completamente Alcochete, no recrutamento, nas infraestruturas, nos recursos técnicos. E fez isso com alguns que aprenderam e se projectaram em Alcochete, como Pedro Mil Homens. Houve até quem se baldasse aos investimentos e quisesse deslocalizar a academia.

Felizmente alguma coisa mudou no bom sentido, como os resultados dos mais novos demonstram. E com certeza não foram só os colchões. 

Felismente também o Sporting está a conseguir trazer para Alvalade talentos como Gonçalo Esteves, Tomás Cruz, Diogo Abreu, Marsá, Fatawu ou Ugarte, para obviar a esse fosso.

Mas falta uma coisa que julgo muito importante. Devolver a equipa B à 2.ª Liga, tornando-a um espaço exigente de desenvolvimento de jogadores para entrada directa na primeira equipa.

SL

 

A formação

Os meninos do pólo EUL (sub 12) disputaram ontem a final do Trophee des Etoiles, em Montpellier, tendo infelizmente sido derrotados, ficando pelo 2° lugar.

Neste torneio, que juntou mais de 60 equipas, participaram também os jovens da formação do FCP  que alcançaram o 5° lugar, e do SLB, que se ficaram pelo 18° lugar.

Parabéns aos jovens atletas do Sporting Clube de Portugal!

Aposta na formação

Dizia eu num dos últimos posts que fiz sobre este tema fundamental para o futuro do Sporting que:

"Se na próxima semana, no mesmo dia e à mesma hora, se jogassem cinco dérbis (iniciados, juvenis, juniores, sub23, B), poderia até acontecer que o Benfica ganhasse os cinco, porque tem muito mais quantidade e qualidade. 

Então o Sporting só tem que sprintar para recuperar o atraso. Nas infraestruturas, no recrutamento, no modelo de formação centrado no jogador também partilhado pelo Benfica, na qualidade dos treinadores."

Ontem em Alcochete tivemos uma demonstração clara disso mesmo, num confronto entre os melhores sub19 dum lado e doutro, sendo que do lado do Sporting esteve em campo praticamente a nossa equipa B, embora orientada pelo treinador dos sub23, portanto uma equipa necessariamente rotinada e que à partida discutiria o resultado.

Para quem não viu o jogo vai supor que aconteceu uma avalancha de futebol ofensivo do Benfica que esmagou o adversário. Mas o que aconteceu foi um bando de jogadores a fazer por atacar sem saber bem como e ser castigado nas transições por uma equipa focalizada, competente e com muito bons executantes. E foi cada tiro cada melro. O lance da expulsão do Chico Lamba foi o melhor exemplo do desnorte da equipa, que acusou o peso da responsabilidade do encontro, em casa cheia com presidente, Amorim e mestre Aurélio Pereira, e pareceu o saudoso Fernando Mamede num daqueles momentos que alguns recordarão.

 

E agora? Agora há que não mandar o menino para a pia com a água suja do banho.

Para mim o modelo de formação, basicamente idêntico ao do Benfica, está correcto, mas a sua implementação exige tempo, fartura de qualidade e competência do corpo técnico, que tem de actuar mais como "seleccionadores" do que como "treinadores".  

Tempo para sedimentar o projecto (quantos anos já leva o Benfica deste modelo?), ultrapassar o gap de qualidade actualmente existente nos 19-23 anos e ultrapassar alguns erros de casting que por ali andam, tanto em termos de treinadores como de jogadores.

Fartura de qualidade implica melhorar o recrutamento em todos os níveis etários, e para isso é preciso investir. Como estamos a fazer nos 17-19 anos mas isso só não chega. 

Qualidade do corpo técnico, mais do que despedir quem perde, saírem os Filipes para entrarem os Luíses, penso que é preciso vir alguém de referência tomar conta da equipa B, promovê-la à 2.ª Liga e ajustar todo o edifício técnico da formação a partir daí. Alguém bem articulado com o treinador principal mas com estatuto próprio dentro de Alcochete. Coisa que os actuais técnicos da B e sub23 não dão mostras de possuir.

 

Mas isso é "a água do banho".

O "menino" é a chegada que alguns dos jovens estão a ter à equipa principal e o rendimento que demonstram em campo nesse contexto. E um treinador principal com olho para detectar talento nos diferentes escalões etários. 

Porque o objectivo primeiro da formação é mesmo este. Formar jogadores para a equipa principal. Quantos do Benfica que estiveram lá ontem vão chegar à primeira equipa? Do Sporting já chegaram quatro e lá vão estar pelo menos na próxima pré-época.

Concluindo e repetindo o que tenho dito, no que respeita à formação "moderna" houve uma fase com Alcochete e Aurélio Pereira: o Sporting esteve na frente. O Benfica investiu forte e com o Seixal e profissionais que tinham passado por Alcochete conquistou a liderança. O Sporting reconheceu isso e tenta reconquistar essa liderança. Mas não está nada fácil: destruir é num instante, construir leva tempo. 

SL

Descalabro

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Podem dizer-me que nunca o Sporting tinha ido tão longe na Liga Jovem: agora atingiu os quartos-de-final. 

Podem dizer-me que não vencemos o Benfica desde 2017 em jogos sub-19.

Podem dizer-me que houve uma expulsão injusta e sei lá que mais.

 

Quero lá saber. 

O que me interessa é isto: senti-me envergonhado, ontem à tarde, ao ver a nossa equipa (mal) orientada por Filipe Pedro ser goleada pelo Benfica no Estádio Aurélio Pereira. 

Foi um descalabro: terminou 0-4

É inaceitável. Não só pelo resultado, mas pela péssima exibição dos miúdos que vestiam de verde e banco sem honrar a camisola. Passivos, acomodados, sem pôr o pé, sem ir à luta, sem disputar a bola, sem perturbar o adversário.

Atitude inversa à que caracteriza o Leão.

 

Os nossos oscilaram entre o mau e o péssimo. E não me venham dizer, com ar condescendente, que são "meninos". Recuso desculpas de qualquer tipo, incluindo essa.

Vários destes jogadores treinam regularmente com a equipa principal e pelo menos quatro já foram lançados por Rúben Amorim em competições profissionais do primeiro escalão: Gonçalo Esteves, Nazinho, Dário e Rodrigo Ribeiro. Todos merecem nota negativa nesta cabazada sofrida em Alcochete. 

Não só eles: também os restantes. Anoto-lhes aqui os nomes para mais tarde recordar: Callai, Chico Lamba, Rafael Fernandes, Miguel Menino, Renato Veiga, Mateus Fernandes e Diogo Cabral. Mais os que saltaram do banco sem nada adiantarem: João Daniel, Lucas Dias, Chermiti, Gilberto Batista e Kiko Félix. 

 

A jogarem assim, muito poucos merecem lugar no nosso clube. Com esta falta de intensidade, com este ritmo lento em campo, com esta confrangedora ausência de mentalidade competitiva. Culpa deles, não do árbitro nem da guerra na Ucrânia nem da força gravitacional do universo. Também culpa do treinador.

Não foi só a derrota. Foi a forma como perderam perante um Benfica que conseguiu ser superior em todas as zonas do terreno e em todos os momentos do desafio.

Passes falhados, contínuas perdas de bola, incapacidade de ligar jogo, arrepiantes transições defensivas. Não faziam faltas, deixavam o adversário circular à vontadinha. Como se estivessem a cumprir mais um dia no escritório em rotina laboral.

 

Um Callai inseguro, um Chico Lamba desnorteado, um Rafael Fernandes inconsistente, um Renato Veiga desconcentrado, um Nazinho eclipsado, um Diogo Cabral apagado, um Mateus Fernandes desaparecido.

Isto pode ser um conjunto de jogadores, mas está longe de ser uma equipa.

Isto não é futebol que se apresente.

 

Frederico Varandas tem de dar um murro na mesa e alterar o que for necessário. Sem deixar isso para depois: deve agir de imediato.

Os escalões superiores da formação do Sporting não podem continuar a ser geridos desta forma. Envergonhando os adeptos. Ainda por cima com mestre Aurélio Pereira presente na bancada, o que torna tudo ainda mais intolerável.

Aposta na formação

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Uma equipa sub19 do Sporting conquistou ontem na Roménia, frente a um Dínamo de Kiev a ultrapassar aquele terrível momento que todos conhecemos, o acesso aos quartos de final da Youth League deste ano.

O treinador foi Filipe Pedro, responsável pelos sub-23, e o Sporting alinhou com: Diego Callai; Gonçalo Esteves, Chico Lamba, Rafael Fernandes e Flávio Nazinho; Renato Veiga, Dário Essugo, Mateus Fernandes (Kiko Felix), Diogo Cabral (Diogo Travassos); Miguel Menino (Lucas Dias) e Rodrigo Ribeiro (Chermiti).

O resultado foi 2-1. Dois golos de Diogo Cabral: 18 anos, 1,75m, seis anos de Sporting.

Na prática, temos aqui a base da nossa equipa B, o que confirma que vale a pena trocar a caça ao caneco por uma aposta sustentada em fazer crescer jogadores a ganhar e a perder em diferentes contextos e face a adversários bem distintos.

Também se nota aqui (e bem) o dedinho do treinador principal, porque vários deles já alinharam pela equipa A e mesmo na Champions, sem por causa disso terem perdido a motivação em alinhar por diferentes equipas da formação.

Na próxima quarta-feira vamos defrontar o Benfica em Alcochete para disputar a passagem às meias-finais. Mais um momento de aprendizagem e de avaliação para todos eles. 

Voltando a Filipe Pedro - um treinador por vezes desconsiderado pelos adeptos, quando é ele o responsável por gerir um conjunto variável de jogadores disponíveis, de acordo com os compromissos dos B e dos Juniores, que disputa os campeonatos de sub23 - seria mesmo um belo prémio para o seu esforço e dedicação a chegada às meias-finais.

 

#JogoAJogo Aqui Também

SL

A nova vaga

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(A nossa Teresa Bonvalot no domínio perfeito da sua vaga)

 

Os recentes jogos e as respectivas convocatórias das diferentes selecções nacionais vieram mais uma evidenciar o "gap" existente no futebol do Sporting entre um conjunto de jovens que já se afirmaram no escalão senior e aqueles mais novos que naturalmente precisarão de mais tempo para isso mesmo. 

Assim, enquanto nos sub19 e nos sub18 o Sporting está representado por quatro ou cinco jogadores, nos sub21 por apenas um, o Eduardo Quaresma.

Quem acompanha as equipas B e sub23 rapidamente percebe a enorme carência de jogadores de qualidade entre os 19 e os 21 anos formados em Alcochete. Os últimos títulos ganhos em juniores e juvenis há uns anos serviram para muito pouco, muitas vezes ou quase sempre os melhores em campo são jogadores com idade de juniores e juvenis. 

Por isso tem sido feito um enorme esforço de apressar a evolução aos melhores jovens da academia e de contratar jovens de alto potencial que possam criar uma nova vaga de qualidade no escalão 19-21 nos próximos anos.

 

Com o auxílio de A Bola trago aqui a lista de contratações deste ano:

1. Marco Cruz, 18, médio ofensivo, FC Porto

2. Gonçalo Esteves, 18, lateral direito, FC Porto

3. Diogo Abreu, 19, médio ofensivo, FC Porto

4. Rodrigo Abreu, 15, médio, FC Porto

5. Gonçalo Braga, 18, ala direito, SC Braga

6. Kiko Felix, 18, avançado, Felgueiras

7. Vando Felix, 18, avançado, Leixões

8. Domingos Andrade, 18, médio defensivo, Angola

9. Lamara Jallow, 20, médio centro, Gâmbia

10. José Marsà, 20, defesa central, Barcelona

11. Étiènne Catena, 18, defesa central, Roma

12. João Ferreira, 18, defesa esquerdo, Alverca

13. Fatawu Issahaku, 18, médio ofensivo, Gana

14. Francisco Canário, 18, ponta de lança, V. Guimarães

 

Muita gente, de facto. Temos aqui matéria-prima para um enorme aumento de qualidade nas equipas B e sub23 do próximo ano.

Porquê tamanho investimento? Porquê o tal gap referido? Porquê a vinda de jovens de elevado potencial do FC Porto?

 

No mesmo jornal pode ler-se uma reportagem muito bem feita sobre a formação do Seixal, onde dá para perceber muita coisa: o enorme investimento feito nos últimos anos pelo Benfica na formação, a sua enorme capacidade de recrutamento em muito novos, os pólos regionais que funcionam bem e que canalizam talento para o Seixal.

Confirma a minha ideia que em termos de academias e fábricas de talentos, o Sporting foi precursor com Roquette e com Alcochete e Aurélio Pereira dominou durante uma década, o Benfica de Vieira dobrou a parada com o auxílio de profissionais que aprenderam em Alcochete como Pedro Mil-Homens e passou a dominar, o Porto nunca se interessou pelo conceito, e vive da atracção causada pelo sucesso da equipa principal e do trabalho de ex-campeões. 

 

Se na próxima semana, no mesmo dia e à mesma hora, se jogassem cinco dérbis (iniciados, juvenis, juniores, sub23, B), poderia até acontecer que o Benfica ganhasse os cinco, porque tem muito mais quantidade de qualidade. 

Então o Sporting só tem que sprintar para recuperar o atraso. Nas infraestruturas, no recrutamento, no modelo de formação centrado no jogador também partilhado pelo Benfica, na qualidade dos treinadores.

E é isso que também no campo do recrutamento está a fazer, num investimento financeiro que será substancial mas de retorno garantido. Para criar uma nova vaga verde no que à formação diz respeito.

SL

Falta cultura de vitória na formação

Texto de João Gil

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As equipas B, de Juvenis e também a de Juniores têm alguns bons jogadores. Nem todos serão uns craques, mas há vários jogadores interessantes. São miúdos a jogar contra graúdos, na maior parte das partidas. A inconstância dos onze que os treinadores vão fazendo alinhar em cada jogo não ajuda aos resultados e a sedimentar as equipas.

O tema da cultura de vitória na formação, que merecia reflexão, quando colocado a Frederico Varandas no debate na Sporting TV por um dos candidatos, mereceu uma resposta seca e curta do actual presidente, do tipo, “o modelo centrado no jogador recebeu um prémio…” e “estamos a formar jogadores para a primeira equipa do Sporting”.

Qualquer pessoa de inteligência média percebe a tese e se vê os jogos das nossas equipas entende, mas a questão da cultura de vitória na formação também merece debate. Porque isto de preparar jogadores jovens para fazerem parte dos quadros de honra lá da escola mas que não se habituam a outro resultado que não seja perder jogos com o Benfica não é muito convincente para o comum adepto sportinguista, que não lhe passa pela cabeça estar sempre a levar na touca do eterno rival. Nem a feijões, quanto mais no futebol.

 

A manta não estica. Ou se aumenta a manta ou se encolhe a cama.

No outro dia, num jogo qualquer da formação, o repórter da Sporting TV referia que na academia havia alguns 70 jogadores a rodar por estas equipas, entre juniores, B e sub-23. Assim não há como fazer uma equipa e ganhar um jogo. A equipa B vai marcar passo na liga 3, quando os B do Benfica, para dar o exemplo que interessa, comandam a segunda liga e têm uma mão-cheia de jogadores que, se estivessem no Sporting a ser treinados e vistos por Rúben Amorim, estariam possivelmente a bater com força à porta da equipa principal.

No banco, contra o Marítimo, tínhamos o Dário Essugo, com 17 anos.

Portanto, a pergunta que eu faria sobre este tópico específico no debate entre os candidatos era: “para quando”?

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Os jovens jogadores do Sporting e o mérito escolar

Ler estas notícias orgulham-nos. 112 jogadores do Pólo EUL e das Academias de Formação Sporting, dos escalões de petizes, traquinas, benjamins e infantis, entraram nos respectivos quadros de mérito escolar. É também isto que é a essência do Sporting e da sua formação. Não basta formar bons jogadores, é preciso que esteja presente a vertente educacional, sempre, na formação dos miúdos e das miúdas. Melhores jogadores e jogadoras, melhores homens e mulheres. O Sporting é mais que um clube. 

https://www.sporting.pt/pt/noticias/futebol/futebol-formacao/polo-eul/2022-02-23/112-jogadores-no-quadro-de-merito-escolar

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