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És a nossa Fé!

Aposta na formação

Execelente notícia: o Sporting volta a dominar nas convocatórias das selecções mais jovens. No caso, a selecção sub-20.

A prova está à vista: no estágio para o Mundial deste escalão, que decorre até domingo entre a Cidade do Futebol e o Algarve, o seleccionador Hélio Sousa chamou 24 jogadores, estando o nosso clube representado por seis: Daniel Bragança, Elves Baldé, João Oliveira, Luís Maximiano, Miguel Luís e Thierry Correia. Confirma-se assim que vamos no caminho certo. E o caminho faz-se desta forma: caminhando.

A convocatória abrange ainda três jogadores do Benfica, dois do FC Porto, dois do Mónaco e um destes clubes: Belenenses, Estoril, Marítimo, Rio Ave, V. Guimarães, Aarau, Deportivo da Corunha, Génova, Mónaco, Watford e Wolverhampton.

O Mundial sub-20 realiza-se de 23 de Maio a 15 de Junho do próximo ano, na Polónia.

Hoje giro eu - Não há coincidências

Ontem, em Alcochete, a equipa de juniores do Sporting recebeu e venceu o Vitória de Setúbal, tradicionalmente uma equipa forte neste escalão, por 5-0 (4-0 ao intervalo), em mais uma partida do campeonato nacional da categoria. Pouco antes, no mesmo local, em jogo a contar para a Liga Revelação, a nossa equipa de sub-23 havia batido o mesmíssimo adversário por 3-2. 

 

Mais do que os resultados em si, percebeu-se a motivação dos miúdos, subitamente tomados por um novo suplemento de alma. Jogadores muito promissores e que têm estado apagados, como Diogo Brás (1 golo e duas assistências), Bernardo Sousa (2 golos, a juntar aos 3 da semana passada) ou os mais velhos Elves Baldé (hat-trick) e Daniel Bragança apareceram em grande nível.

 

Creio estarmos a assistir aos primeiros sinais daquilo que denominaria como Efeito Keizer. Muito se tem falado no decréscimo de qualidade da nossa Formação e vários são os sócios a ecoá-lo, inclusivé aqueles que nunca viram um jogo da Formação, os que conciliam tal opinião com um saudosismo mais ou menos disfarçado a Jorge Jesus e ainda alguns politiqueiros com interesse evidente em espalhar a teoria do caos, mas creio que erramos ao abordar o tema numa perspectiva "bottom-up", em detrimento de "top-down".

 

Se do ponto-de-vista físico e táctico parece evidente que ficamos a perder face ao Benfica, é também verdade que continuamos a produzir jogadores com muita criatividade e liberdade para criar. Nota-se que o jogador encarnado é geralmente mais desenvolvido muscularmente, que tem outra leitura do jogo, mas os nossos continuam a ser mais desequilibradores e imprevisíveis. São, essencialmente, duas escolas de Formação diferentes que, apesar disso, têm um número de títulos praticamente equivalente nas camadas jovens nos últimos 5 anos. 

 

O que eu penso ter acontecido nos últimos dois anos da Formação foi uma grande desmotivação. Havendo um fúnil demasiado apertado nos séniores e sabendo-se da pouca disponibilidade do treinador do nosso principal escalão em apostar em jovens, estes começaram a perder a fé em chegar lá acima. Viram o que aconteceu aos seus colegas hoje nos seus 22/23 anos, uma geração perdida de empréstimo em empréstimo, e perceberam que essa viria a ser a sua realidade brevemente, pois por muito que mostrassem tal nunca seria suficiente. A chegada de Marcel Keizer a Alvalade, técnico que não teve rebuço em reforçar a aposta que Peter Bosz, seu antecessor, tinha feito nas escolas do Ajax, tem tudo para ser o detonador de uma nova crença dos nossos jovens jogadores. Será por isso com renovada expectativa que Bragança, Elves, Brás ou "Benny" encararão o futuro próximo. Perspectivando oportunidades, certamente trabalharão mais e melhor. A vantagem de uma política desportiva alicerçada na Formação é essa e os nossos jovens jogadores saberão que a partir de agora, esforçando-se para isso, verão chegada a sua hora de provar ao mais alto nível. E os pais também terão isso em mente na hora de escolherem o clube que os seus filhos, ainda crianças ou adolescentes, irão representar. 

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Quaresma

 

Eu sei que para muitos visitantes do blog falar elogiosamente de jogadores e técnicos que não sejam radicalmente sportinguistas é uma verdadeira heresia - para os interessados na História das mentalidades mergulhar no clubismo actual explicará muito das enormes sevícias cometidas nas guerras religiosas que assolaram a Europa durante séculos. Nesses tempos os nossos antepassados traíam-se, denunciavam-se, torturavam-se, queimavam-se, massacravam-se entre si por uns adorarem estátuas ou relíquias ditas ídolos enquanto outros preferiam paredes (semi)nuas nos locais de culto. E os mais perseguidos eram os apóstatas, aqueles que transumavam entre igrejas ou seja, pura e simplesmente, se "transferiam" de um clube para outro, nisso mudando de símbolos adorados, diante dos quais se prostravam e pelos quais se identificavam.

 

Há quem não goste de política ("malandros, são todos iguais ...") mas eu gosto, da política e das suas instituições. Pois, com todos os seus defeitos, são elas que impedem que os descendentes dessas gentes de antanho, os actuais idólatras, demoníacos adoradores de dragões, galinhas, leões e similares, se trucidem uns aos outros, em nome de um qualquer sagrado que, irreflectidamente, consagram a meras agremiações recreativas. Pode parecer ríspido dizer isto mas os clubes são, assim nasceram e continuaram, organizações para a ocupação de tempos livres - e isto não é desmerecimento, o lazer é algo magnífico e uma conquista histórica, a da redução generalizada do tempo de trabalho, alargando o bíblico "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; tanto na época de arar como na colheita (Êxodo 34: 21)". Em tempos recuados, em finais de XIX e inícios de XX, serviram também, em alguns locais de alguns países, como espaços de entreajuda para os migrantes, os rurais desenraízados chegados às cidades em crescimento e, nisso, para demarcação de núcleos sociais, seja por origem geográfica seja por estrato social. Dimensão que há muito perderam, principalmente nos clubes de grande dimensão nacional. E nisso se restringindo à sua característica fundacional, a do enquadramento dos tais tempos livres, ordenando-os em práticas desportivas e seu acompanhamento (esse que hoje muito inclui a "majorettização" de parcelas do público, a sua juvenilização através das claques). Não são mais do que isso. E não são menos do que isso.

 

Por isso desconsiderá-los, dar-lhes menos respeito, ser adverso ao clubismo, é irreflexão, ignorância. Mas também dar-lhes mais do que isso, a clubite e até a actua "clubecrose", reclamá-los como uma magnífica identidade - como tantas vezes leio, explícita e implicitamente - é pungente, pelo défice existencial que demonstra. As pessoas dedicaram-se anos a fio ao voluntariado associativo, a colaborar com o seu clube, cumprindo tarefas? É respeitável, mesmo magnífico, pela dádiva, pelo trabalho social, pela pedagogia. Agora reclamar mérito, exaltar o ser-se adepto de um clube - "Não falho um jogo do Porto", "sou sócio do Benfica há 97 anos", "a minha família é toda Sporting" (neste caso é bonito ... porque mostra que nela não há azedumes suficientes para mudanças de clube de filho mais rebelde, mas só isso) - como se isso seja algo transcendente? É algo que não tem pés nem cabeça (uma espécie de Castaignos). "Ser", gostar, de um clube é uma opção, tomada consciente ou inconscientemente (se em criancinha). É porreiro. Mas não mérito ou grandeza.

 

Vem-me tudo isto à cabeça porque antevejo meia dúzia de comentários mais ou menos sectários, as exaltações espúrias vindas da tal "clubecrose", a este meu postal. Fica já dito, cortarei comentários que venham invectivar de "apóstata" o Ricardo Quaresma. Pois estou em fase de défice de paciência para a mediocridade sentimental. Porque é disso que se trata, as pessoas não conseguem dedicar sentimentos transcendentes às instituições circundantes e julgam disso necessitar. E assim entregam-se ao culto de um clube, ao sentimento por uma OTL. Francamente, que falta de tino.

 

Aqui vai o postal: ontem o Besitkas veio jogar à Bélgica, contra o Genk, actual comandante do campeonato - no qual, já agora, o Standard de Liége, que no ano passado ganhou a taça e correu para o título quase até ao fim, substituiu o Sá Pinto pelo lampião Preud'Homme (que não só é treinador como é membro da direcção, o que causa alguns remoques na imprensa) e está a fazer uma má época. Enfim, o Genk-Besitkas acabou 1-1, a equipa turca está em último no grupo i mas ainda pode ser apurada, pois a classificação está embrulhada.

 

Mas o relevante é que o Quaresma, sempre pérola da nossa formação, extremo com 35 anos (!, como o tempo passa), ainda está para as curvas e trivelas, e lá foi ele que marcou o belo golo "turco", em puro contra-ataque. Grande Mustang ..., que maravilhoso jogador.

Estoril lava mais broncas

Menos de 24 horas depois da derrota caseira para a Taça da Liga selar o destino de José Peseiro, eis que os juniores do Sporting visitaram o Estoril, perderam 1-0 (o golo também foi na marcação de um pontapé de canto), e estão agora na quinta posição. Ou seja, a equipa não passaria à fase seguinte se esta fase do campeonato terminasse hoje  - iriam o Cova da Piedade, Estoril, Tondela [corrijo o meu erro - não é o Belenenses que ocupa o segundo lugar...] e o líder Benfica.

 

Tendo em conta que a equipa continua a ter profusão de talentos (até o extremo Diogo Brás, enviado para os sub-23, regressou hoje ao seu escalão etário), os mesmos talentos que fizeram daquela geração campeã crónica de iniciados e de juvenis, era capaz de ser boa ideia aproveitar a lavagem das broncas em curso e desejar os melhores sucessos pessoais e profissionais a Pedro Venâncio...

É urgente revalorizar a formação

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Irritou-me profundamente ver a selecção nacional entrar em campo, faz hoje oito dias, sem um só jogador do Sporting. Tirando Bruno Fernandes, que alinhou sem brilho nos minutos finais, o nosso clube não estava representado nesta partida em que a equipa das quinas derrotou a selecção polaca por 3-2, vencendo e convencendo.

Irritou-me também que a nossa selecção sub-21 que há dois dias se qualificou para o play off de acesso à fase final do Europeu de 2019, derrotando a Bósnia por 4-2, tivesse actuado sem elementos do nosso clube.

 

Eis a consequência directa do chocante desinvestimento da anterior gestão do Sporting no futebol de formação. Passámos em dois anos de principal fornecedor das selecções a uma presença residual a este nível. Já com reflexos na selecção A, tal como neste Verão ficara também em evidência na selecção sub-19 que se sagrou campeã da Europa.

Trocando os alicerces do futuro pelas supostas honrarias do presente, na desesperada tentativa de conquistar o título nacional que prometera à massa adepta leonina, Bruno de Carvalho contratou um treinador sem vocação nem paciência para formar jovens e lançá-los na equipa principal, desincentivou a prospecção de jogadores, entregou a Academia de Alcochete a gente impreparada e assistiu impávido à queda abruta da nossa equipa B, despromovida de divisão e logo encerrada por capricho do primeiro presidente que os sócios do Sporting destituíram sem apelo nem agravo.

 

Correu tudo mal: nem conquistámos campeonato algum nem valorizámos a tradição formadora de Alvalade que tantos motivos de orgulho nos proporcionou e teve como ponto alto, em 2016, a conquista do Campeonato da Europa em seniores com dez jogadores saídos vários anos antes de Alcochete - incluindo Cristiano Ronaldo. De então para cá foi sempre a descer enquanto o nosso mais velho rival, procurando imitar-nos com o atraso do costume, valorizava enfim a sua própria formação.

Se algum apelo faço ao novo Conselho Directivo do Sporting, é este mesmo: recuperar e revalorizar a Academia. Para que não se perca uma tradição que remonta a várias gerações e nos tornou um clube diferente de qualquer outro.

Perder três a zero nos dérbis da formação is the new black?

Desta vez foram os juniores a perder 3-0 em Alcochete, tal como os iniciados tinham ido perder ao Seixal por 3-0.

 

Sem ter visto o jogo do início ao fim sei que o Benfica (que fez descer ‘habitués’ de escalões superiores, como o central Pedro Álvaro, tal como o Sporting fez descer Diogo Brás) marcou cedo, esteve quase a ser apanhado na segunda parte (Bernardo Sousa não teve êxito na cobrança de um pénalti) e seguiu-se o descalabro que ameaça repetir-se.

 

Não é preciso acreditar naquele célebre ensinamento da Revolução Francesa (o “rolarão mil cabeças”, bem entendido) para admitir que é capaz de ser melhor trocar umas ideias acerca do assunto.

Mais do mesmo

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José Peseiro, confrontado com a prolongada lesão de Mathieu e a evidente inaptidão de Marcelo para prestar bons serviços ao Sporting (foi uma das contratações mais disparatadas do último Inverno), clama por um novo central. Lamento que só agora o técnico leonino pense nisto, pois já tinha esse central e deu luz verde para que saísse: refiro-me a Demiral - que chegou a Lisboa ainda júnior e completou a formação na nossa Academia -, há pouco despachado para o futebol turco, com direito a cláusula de opção para o clube onde actua. Acontece que o desempenho do jogador é tão bom que, segundo noticia O Jogo, essa cláusula acaba de ser pré-anunciada, com três meses de antecedência. 

E assim vemos partir mais um talento que ajudámos a formar, a preço irrisório para o seu real valor e sem ter conseguido uma oportunidade de mostrar o que verdadeiramente vale vestido de verde e branco: limitou-se a exibir classe durante três épocas na nossa equipa B, entretanto extinta. Tudo isto ajuda a explicar 16 anos consecutivos de insucessos no Sporting.

Mais um

Jogou até agora menos de 200 minutos na equipa principal do Sporting. Dois golos marcados, uma assistência, dois penáltis conquistados - de que resultaram golos.

Difícil começar melhor do que começou este miúdo já com pedalada de craque. Produto da Academia leonina, que tantos valores tem dado ao futebol português. Eis mais um, com a nossa marca inconfundível.

O futuro está na Bancada B

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Mal se conseguem ver na fotografia, mas à minha frente estão dezenas de jogadores dos escalões de formação do Sporting. Reconheço alguns dos iniciados e outros que estão nos juvenis, diria que também há mais novos e aos maus velhos reservaram lugares mais perto do relvado.

 

Que uns quantos de entre eles possam numa noite destas estar em campo, e que nós possamos estar nas bancadas a aplaudi-los, são os meus votos.

Mais um OCNI que passa ao lado da FPF

Francisco Geraldes já tem substituto à altura na Academia de Alcochete. Ignoro se na predilecção pela leitura de romances de nobelizados, sei que não na área predilecta do meio-campo (o ‘sucessor’ costuma exercer a sua influência alguns metros mais atrás), mas não me restam dúvidas de que existe um novo OCNI na formação leonina.

 

Tal como Geraldes passou a adolescência com o estatuto de objectivamente craque não internacionalizável, somando três míseros jogos pelos sub-18 (e, segundo os dados da FPF, apenas mais cinco desde então, nos sub-20 e sub-21), agora é Daniel Bragança que escapa aos radares de quem decide as convocatórias das selecções jovens. Tanto assim que a última (de entre duas) internacionalização data de Fevereiro de 2017, ficando desde então dispensado de acompanhar aos treinos na Cidade do Futebol colegas de equipa como Luís Maximiano, Thierry Correia, Miguel Luís ou Elves Baldé.

 

A Daniel Bragança podem apontar falta de centímetros e de peso para ser o muro de betão que é estereótipo da posição seis. Mas tudo isso compensa com inteligência no posicionamento, rapidez nos movimentos e critério na execução. Sabe fazer da bola o que quer, construindo jogadas, ao lado de Miguel Luís, que levam a carta aos Garcias lá mais à frente. Embora não se coíba de aplicar o remate de longa distância, não raras vezes destinado a balançar as redes do guarda-redes adversário...

 

Que Daniel continue a ser um OCNI é problema da FPF. Mas que essa falha de ‘currículo’ não atrapalhe a sua legítima candidatura a integrar, mais tarde ou mais cedo, o plantel principal do Sporting.

Ei-lo que parte (para o Karpaty)

Enquanto jornalista sempre me interessei por aqueles que nunca chegam a cumprir o potencial que a certo momento lhes apontaram. Não faltam casos daqueles que, como Marlon Brando em ‘Há Lodo no Cais’, “could have been contenders”. No entanto, como o jornalismo se concentra quase sempre nos casos de sucesso, foi com enorme agrado que li nesta terça-feira a entrevista que André Ferreira, do ‘Record’, fez a Cristian Ponde, a esperança adiada da formação leonina que constará da lista dos 42 de que a Comissão de Gestão se livrou nos últimos meses.

 

Recordo-me bem de Cristian Ioan, o miúdo filho de imigrantes romenos que em 2005 deu nas vistas em Olhão e foi contratado aos dez anos pelo Sporting. No início treinava no Algarve e só vinha a Alcochete para os jogos, mas logo se integrou na geração onde despontavam Francisco Geraldes ou Daniel Podence. Foi confirmando o tal potencial escalão após escalão, mas uma grave lesão no joelho levou a que ficasse fora das contas da Selecção para o Mundial de Sub-20 e dificultou a transição para sénior. Emprestado ao Covilhã depois de uma excelente época na equipa B, a essa equipa regressou, sendo um daqueles que não conseguiram evitar a despromoção.

 

Das palavras de Cristian Ponde ao ‘Record’, retenho aquilo que o avançado, reforço do clube ucraniano Karpaty, desabafou, com evidente mágoa: “Acho que a minha situação foi mal gerida e claramente merecia uma oportunidade. Não se desiste assim de um jogador de um ano para o outro. Daí ter tomado a decisão de sair.”

 

Sendo evidente que nem todos os talentos da formação podem chegar à equipa principal, seja pelo talento intrínseco ou pela abundância conjuntural de outros talentos nas posições em que jogam, convém pensar se não haverá casos em que o Sporting desiste com excessiva facilidade de quem vai crescendo na Academia. Assim terá acontecido com Ponde, ou com Filipe Chaby, e talvez ainda venha a suceder com Geraldes, Palhinha ou Matheus. Mas não tem forçosamente que ser assim.

Seis perguntas

1. Melhor argumento a favor da dispensa dos nossos “made in Academia” são Ruben Dias e Gedson (e talvez João Félix). Alguém acredita que qualquer um dos que não ficaram no plantel do Sporting pegasse de estaca em Alvalade?
Já viram quantos jogos fez o Gedson em agosto? E como o Ruben Dias parece que joga ali há seis anos seguidos?

2. Há muito a fazer no nosso clube, mas repensar o valor verdadeiro e comprovado da formação deve ser uma das prioridades.
Por acaso Cédric, Patrício, Ilori, Bruma, Adrien, William, Rafael Leão e – se quisermos – José Fonte, Beto, Geraldes, Matheus Pereira, Palhinha jogam em equipas que disputam títulos?

3. Será Jardim doido? Está no Mónaco há 150 anos e não veio buscar nenhum da Academia. E Marco? E agora JJ?


4. Talvez o amor que temos à formação (e incluo-me nessa legião de adeptos e sócios que se orgulha disso) nos tenha impedido de ver com clareza. Será assim?

5. Por outro lado, será que Renato, Gedson, Alfa, Félix ou Ruben subiriam à primeira equipa se LF Vieira fosse lesto a contratar os seus Petrovics, Misics, Slavchevs e afins?

6. Serão os clubes portugueses mais compatíveis com Vitórias e Peseiros – e Conceiçãos, que foi campeão sem aquisições – ou com Mourinhos, Guardiolas ou JJ, que exigem camiões de reforços?

Assim vai o Sporting - II

Começo por desfazer um equívoco, para quem eventualmente não tenha percebido os meus últimos posts, sou um acérrimo defensor da aposta na formação, com o objectivo de reforçar com alguma regularidade o plantel principal e realizar mais-valias que o Sporting regularmente necessita. Considero que João Palhinha, Francisco Geraldes e Matheus Pereira, têm para lá de qualquer dúvida, lugar no plantel do Sporting, mas nenhum dos três teria a titularidade garantida caso tivesse permanecido. O problema é que no início da pré-época, as expectativas eram outras, só que após alguns regressos e aquisições, o cenário mudou, Francisco Geraldes seria uma alternativa natural a Bruno Fernandes, mas este seria sempre o titular, Palhinha poderia perfeitamente ocupar um lugar no duplo pivot de José Peseiro, sistema táctico que vem sendo criticado, mas uma vez desfeito, Battaglia parte como 1ª opção, Gudelj e Sturaro chegaram com credenciais muito diferentes de Misic ou Petrovic, que não tarda estarão fora na maioria das convocatórias, o que implicaria ainda maior concorrência para Palhinha. Face aos resultados apresentados nos primeiros jogos, alguém pode levar a mal a opção por Jovane Cabral em detrimento de Matheus Pereira? Ainda temos Raphinha, Nani e Acuña para as alas e que fez Matheus Pereira à primeira vez que foi preterido em Moreira de Cónegos? Nunca saberemos se teria merecido oportunidade num jogo posterior, caso não tivesse cometido o disparate, mas o tweet publicado na partida para a Alemanha e posteriormente apagado, mostra que nada aprendeu.

Se vivêssemos um tempo normal, diria que José Peseiro não deveria ter abordado o assunto na conferência de imprensa, mas o tempo presente no Sporting é tudo, menos normal. Apesar dos bons resultados, as exibições nem tanto, o escrutínio a que todas as decisões são sujeitas é enorme. A pressão dos associados forçou o treinador a falar, criticando o profissionalismo de um jogador que continua a pertencer aos quadros do clube. Tivesse este episódio ocorrido num dos nossos rivais, o mais provável seria até passar um longo período sem calçar, ou ser relegado para um escalão inferior, com todos a desmentirem qualquer caso. Nada que se faça no Sporting está bem feito, apesar de estarmos nos primeiros lugares, muito acima das expectativas, para tristeza dos muitos profetas da desgraça que tentaram evitar que 23 de Junho acontecesse e desde então só falam mal, sem qualquer tolerância para quem está de passagem e fez os possíveis para reerguer o Sporting da lama para onde foi atirado.

Quatro jornadas é pouco para se perceber quem conta ou não para qualquer treinador, mas também compreendo que os jogadores em causa não queiram arriscar uma permanência no clube sem garantias de regular utilização, escaldados que estão das últimas épocas, pese embora nem o treinador actual, nem a CG, muito menos o futuro presidente sejam responsáveis. Durante o consulado do mestre da táctica, poucas vezes o questionaram pela fraca aposta na formação e quando o contrataram todos sabiam ao que vinha, bastaria ter prestado atenção às oportunidades que concedeu a Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelo ou André Gomes. Em boa hora o campeonato parou, vamos ter eleições, embora não antecipe tempos fáceis à nova direcção, que dificilmente beneficiará de estado de graça.

 

Hoje giro eu - E depois do adeus

O problema da falta de aposta na Formação não é só de desperdício de talento. Ele é, essencialmente, de desbarato de dinheiro. Não só de um investimento que não é recuperado, mas de gastos inúteis em segundas, terceiras e quartas opções importadas para o plantel, que mais tarde não conseguimos colocar em lado nenhum, quando temos a prata da casa emprestada por aí. 

 

Não é verdade que Matheus Pereira tenha desaproveitado a oportunidade que JJ lhe concedeu. Na época 15/16, o ala participou em 15 jogos (incompletos) e marcou 5 golos. Dificilmente se poderia pedir melhor em ano de estreia, embora Jesus tenha refreado a sua aposta à medida que as competições ganhavam caracter decisivo. Simplesmente, o lançamento de Gelson, no ano seguinte, travou a sua imposição, mas isso deveu-se mais a opção técnica e à valia do seu concorrente do que a demérito do brasileiro. Aliás, o ano passado, em Chaves, o brasileiro confirmou a sua qualidade, ao apontar oito golos.

 

Em relação a Francisco Geraldes, trata-se de um jogador que já venceu uma Taça da Liga, pelo Moreirense, após uma soberba exibição contra o Benfica. Um jovem que produziu 11 assistências para golo na temporada 17/18, actuando pelo Rio Ave. Merecia ter ficado no plantel do Sporting, funcionando como opção a Bruno Fernandes. A época é longa, há castigos, abaixamentos de forma, lesões, pelo que Geraldes garantiria uma certa continuidade, com a sua qualidade de passe e capacidade de, respeitando as desmarcações, fazer a bola chegar redondinha aos pontas-de-lança. Independentemente de pensar que o contrato de Geraldes contém alguns perigos para o próprio jogador, na medida em que não existe uma cláusula de opção, medida que poderá não favorecer uma aposta reiterada do seu novo clube, tirarem-se conclusões com base em uma amostra de um jogo (em que não actuou) será certamente estatísticamente irrelevante.

 

Não se compreende, também, porque Palhinha dá menos garantias do que Gudelj. Este tem estado parado, sem ritmo, depois de meses sem jogar num campeonato já de si muito pouco competitivo e intenso como é o chinês. Sobre o ex-sacavenense estou para ver o seu desempenho em Braga. Para já, não se pode dizer que tenha começado mal. É que se Geraldes não ter jogado na primeira jornada do campeonato alemão for relevante, então também o será o facto de Palhinha, em dois jogos pelo Braga, ter somado duas titularidades, duas vitórias e um golo e uma assistência essenciais a ambos os triunfos do seu novo clube.

 

Para além destes, Domingos Duarte tem acumulado críticas positivas na Coruña e Demiral foi emprestado com opção de compra a um pouco conhecido clube turco, tendo em contrapartida, aos 29 anos, chegado Marcelo. Por outro lado, desde o início da época, Gelson Dala acumula 2 golos e 3 assistências pelo Rio Ave, enquanto o Sporting procura no mercado um 111º avançado para o seu plantel, o que numa equipa que joga em 4-3-3 deve fazer todo o sentido. 

 

Também é hábito introduzir-se o politiqueiro à discussão. Criam-se estados de graça e parece que a crítica está vedada. Já aconteceu no passado com JJ e com os resultados que se viu. Todos os que diziam que o rei ia nu eram atacados nas caixas de comentários, ou porque se argumentava que se estava a fazer o jogo do adversário ou porque os resultados eram minimamente bons, apesar das exibições na maior das vezes serem paupérrimas. Agora, é o fantasma do ex-presidente, como se quem criticasse o presente tivesse de ter saudades do passado recente. O que, aliás, faz pouco ou nenhum sentido, até porque Bruno Carvalho acabou por laborar nos erros do seu antecessor, comprando jogadores com pouco qualidade e permitindo ao seu pretérito treinador rédia solta para uma deriva daquilo que deveria ser a nossa estratégia desportiva assente num modelo económico sustentável. Aliás, a aposta na Formação, durante o consulado de JJ, apenas surgiu em 16/17 e destinou-se mais a mascarar um enorme chorrilho de erros, do qual ainda penamos, que nos levaram a prematuramente ficar fora de todas as competições do que qualquer outra coisa (das aquisições dessa temporada, só Bas Dost é titular!!!). 

 

Uma última reflexão: nenhum clube tão assiduamente, e na praça pública, trata os seus atletas como activos como o Sporting. Não estamos a falar de acções nem de obrigações, nem sequer de sobreiros mas sim de um outro tipo de seres vivos, com pensamento e vontade própria. No dia em que pensarmos o clube não como um entreposto de compra/venda de jogadores, mas sim como um clube de futebol que quer manter os seus melhores jogadores, rendibilizando-os do ponto-de-vista desportivo, financeiro (via proveitos ganhos com conquistas desportivas) e económico (merchandising assente nos feitos dos jogadores) estaremos mais perto de uma cultura de clube vencedora e de um modelo de Organização onde inspere o respeito entre todas as partes. No entretanto, continuaremos a assentir a défices de exploração constantes, proliferação de importação de jogadores para as mesmas posições e outros desvarios que nos levarão, em pouco tempo, a consumir os proveitos inerentes ao contrato com a NOS. Depois, acordar será tarde. 

 

P.S.1: concordo totalmente com a não vinda de Fábio Coentrão. Ainda recentemente comprámos 50% do passe de Lumor por 2,6 milhões de euros. Um jogador com 20/21 anos e muita margem de progressão, capaz do vai-vai constante que nos falta na lateral esquerda e dotado de fulminante rapidez. É tempo de sermos responsáveis pelos investimentos efectuados. 

P.S.2: exceptuando Slimani, todas as nossas vendas de valor relevante foram de jogadores oriundos da nossa Formação. João Mário (a maior de todas), Nani, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Adrien, William, Bruma estão aí para o provar. Há dúvidas?

Assim vai o Sporting...

Matheus Pereira saiu do Sporting para o Nuremberga. Lê-se por aí muito sportinguista indignado com a falta de aposta na formação, porque estamos a desperdiçar talento. Lembro os mais esquecidos ou distraídos, que este jogador teve oportunidade com Jorge Jesus, antes de Gelson Martins, quando se colocou o problema Carrillo. Mas tal como agora, desperdiçou. O tweet em Moreira de Cónegos, a que somou o tweet agora na despedida, mostra que não tem postura profissional e pouco ou nada terá aprendido. Para se alcançar um estatuto de vedeta não basta dar uns toques na bola, é preciso muito trabalho nos treinos e mostrar resultado em campo. Também são frequentes as lamurias por Francisco Geraldes, mas valha a verdade que aos 23 anos, apenas calçou em 4 jogos com a camisola verde e branca. Na 1ª jornada da liga alemã no Eintrach Frankfurt, nem sentou no banco.

Quero uma equipa de futebol competitiva, não é suposto submeter à votação dos sócios e adeptos a formação do plantel e constituição do onze inicial, ao estilo reality show. Por mais que seja romântico o sonho de apresentar um meio-campo com Palhinha, Geraldes e Matheus, a verdade é que Battaglia, Bruno Fernandes ou Gudelj oferecem maiores garantias ao treinador e a certeza da equipa ganhar experiência e competitividade. O que não invalida que a espaços alguém vá merecendo uma oportunidade e por vezes até agarram o lugar. Podemos acusar José Peseiro de muita coisa, mas de não apostar em jovens quando em pouco mais de uma época em Alvalade lançou João Moutinho e Nani, parece algo injusto. 

Sem equívocos, para alguns sócios e adeptos, órfãos do destituído, tudo o que se faz no clube está errado. Para eles, Bruno Fernandes, Dost e Battaglia não teriam regressado, mesmo que isso significasse descer alguns lugares na classificação. Sturaro não teria sido contratado. As boas exibições de Salin não deveriam contar, porque Viveros tem que ser titular. Felizmente que daqui a uma semana irá ser eleito um novo presidente, para virar a página e seguirmos em frente.

Mas, temos que repensar a formação. Não pode ser apenas coincidência que os primeiros jogadores que rescindiram, tenham sido formados no clube. Temos uma longa tradição de formar grandes jogadores, mas pouco proveito. Alguns reforçaram os rivais, outros saíram prematuramente negociados por baixo valor, sem desfrutarmos do seu futebol nem obter proveito que o justificasse. Nos últimos anos os rivais formaram jogadores que atingem patamares de qualidade internacional, que os nossos dificilmente alcançam. Não se pode exigir à academia que anualmente apresente um Figo ou Ronaldo, não que nos importássemos como é evidente, mas isso não existe em parte alguma do mundo. Longe vão os tempos que as convocatórias das selecções jovens eram dominadas por jogadores do Sporting. Se quiserem, façam como a avestruz e apontem culpas a empresários, dirigentes federativos e sacudam a água do capote. Ou traçamos um rigoroso diagnóstico e corrigimos os erros. Porque um clube como o Sporting, num cada vez mais periférico futebol português, tem que continuar a formar jogadores.

Fiquei satisfeito por não termos contratado um qualquer Castaignos de última hora no encerramento do mercado, o plantel oferece garantias e entulho já temos a mais. Sturaro irá reforçar a equipa em Outubro ou Novembro, em Dezembro a nova direcção poderá colmatar eventuais lacunas. A ser verdade que não contactaram Fábio Coentrão, é pena e terá sido um erro, qualquer justificação que possam apresentar não invalida que o vila-condense seja muito mais jogador que Jefferson, que não oferece segurança defensiva e com frequência nos deixa à beira de ataque de nervos. 

Mas por agora, são estes que contam, é o meu treinador, é o meu plantel, é a minha equipa, é o meu clube. As expectativas estão baixas, mas acredito e apoio. Vamos a eles, força Sporting!

Preocupação

Existem duas características identitárias no nosso clube que nos enche de orgulho enquanto sportinguistas:

- a formação, no futebol;

- o ecletismo das modalidades.

Nas modalidades a marca de Moniz Pereira é incontornável deixando a saudável herança de que o sucesso se obtém através de trabalho, trabalho, trabalho e não através de “compra” de atletas estrangeiros para assim atalhar o sucesso.

Esta é uma característica do Sporting.

Na formação, a imagem de marca é Aurélio Pereira. Não vou repetir muito daquilo que deve ser a orientação do clube, destaco em particular os textos de Pedro Azevedo aqui publicados que, se me permite, faço meus. Porém deixo uma interrogação.

Os tristes episódios do dia 15 de Maio e as suas consequências têm que ser motivo de profunda reflexão, principalmente ao nível do impacto que possa ter tido ao nível da formação. Recordo que de todos os jogares que rescindiram após o 15 de Maio só regressaram aqueles que não eram oriundos da formação.

Não vou questionar as razões que cada um destes jogadores tiveram para a rescisão, porém vem-me à memória episódios anteriores a estes de pessoas que se serviram da formação do Sporting como se de um salto de trampolim se tratasse.

Qual a formação que queremos para o nosso clube?

 

Deixo a pergunta para os candidatos à presidência e recordo as palavras de Manolo Vidal, a propósito de um desses “trampolinistas”: «Estamos a fazer um exame de consciência, porque de certeza absoluta que formámos um grande jogador mas não conseguimos formar uma pessoa com carácter».

Infelizmente o tempo disse que o clube não fez, para a formação, esse exame de consciência.

Mais dois que vão

A equipa técnica do Sporting prepara-se para dispensar Carlos Mané e Matheus Pereira. Lá irão eles, recambiados para longe de Alvalade. Depois de terem sido despachados Geraldes, Palhinha, Demiral e Domingos Duarte. Tudo em escassas semanas.

Resta Jovane, solitário sobrevivente desta expulsão em massa dos jogadores formados na nossa Academia. Haverá alguém capaz de me explicar o que se passa? Eu, por mais que tente, não consigo perceber.

Este não é o Sporting que eu quero

O Benfica, com Rui Vitória, lançou já nesta época três jovens na sua equipa principal: Gedson, Alfa Semedo e João Félix (que nos marcou um golo na Luz).

O FC Porto, com Sérgio Conceição, lançou entretanto o jovem Diogo Leite (que já marcou um golo no campeonato) e reforçou a aposta em André Pereira.

O Sporting, que sempre se orgulhou de estar na vanguarda da formação e de saber colher frutos desta aposta, tem remado na direcção oposta. Só neste mês prestes a terminar já despachámos, por empréstimo,  Francisco Geraldes a um clube alemão,  Domingos Duarte a um clube espanhol, Demiral a um clube turco (com opção de compra deste), João Palhinha ao Braga (ondé ficará por duas épocas e logo se estreou a marcar). Entretanto, Iuri Medeiros permanece emprestado ao Génova e já se fala nas saídas de Matheus Pereira e Carlos Mané.

Resta Jovane para salvaguardar os mínimos - resta ver por quanto tempo - enquanto continuam a chegar pseudo-craques do estrangeiro ao mesmo ritmo a que desembarcavam nos outros anos. Este não é o Sporting que eu quero.

Pós-Luz

1. O Beto quis ir ao Mundial e por isso baldou-se do banco, lá para a Turquia. O JJ, que tem a mania de jogadores velhos e estrangeiros, se calhar sabe-se bem porquê, foi buscar o Salin (quem?), suplente num qualquer francês, que jogara num do Funchal. O tipo serve mesmo é para intérprete do Doumbia ...

 

2. Somos os campeões da formação: o jovem Mané está um pouco verde, mas ainda explodirá, depois dos empréstimos; tal como o jovem Chaby, e o jovem Domingos Duarte, e jovem Geraldes, e o jovem Palhinha, e o jovem Matheus, e mais alguns jovens de que se me escapam agora os nomes, que a memória já não me é o que foi, que já não vou para jovem. O jogador maduro que marcou o golo do Carnide, confirmei na entrevista-lampejo, é imberbe. Fará depilação por laser?

3. Peseiro não presta, é um "pé-frio" (mais estúpido do que um católico supersticioso, dois mil anos de uma igreja a lutar contra as crendices criancices, só mesmo um ateu supersticioso. E pior que ambos vem um agnóstico, pateta incapaz de decidir se acredita ou não em Deus(es) mas pronto a crer em maus-olhados). E com um Peseiro azarado, ainda para mais depois do Brunogate, isto vai ser uma desgraça. 4. O Ristovski distribui mais fruta do todas as lojas chinesas juntas. Entradas a destempo, má postura no salto, temperamento balcânico talvez. Em suma, não tem técnica de defesa. Gastou-se milhões de euros (amendoins na gramagem actual) num lateral-direito, mais um Bruno. Será ainda jovem, a precisar de ser emprestado para amadurecer? 5. Nani é um grande jogador.

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