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És a nossa Fé!

Vai uma apostinha?

A pré-época é uma fase maravilhosa porque o adepto pode entregar-se a devaneios especulativos sem grande implicação, como se daqui da bancada se percebesse alguma coisa. Se as suas previsões vierem a ser invalidadas terá sempre a desculpa de que "o tempo não confirmou as expectativas." 

O ano passado o prestidigitador Ruben Amorim tirou três coelhos da cartola dos juniores, Nuno Mendes, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás, que deixaram atónitos os supostos especialistas e encantados os sportinguistas. 

Este ano, pelo que se vai vendo, Amorim quer repetir o desaforo testando nestes joguinhos de preparação um pelotão de rapazes danados para saírem da casca. Estou portanto em perfeitas condições para apostar que lá para Maio de 2022 toda a gente já sabia que Joelson, Esteves e talvez Essugo iam revelar todo o seu potencial.

Da série: embrulhar e despachar

Isto, não é nem pode ser comportamento aceitável para o Sporting Clube de Portugal. Isto, não é, nem pode ser, o que o Sporting Clube de Portugal é.

Será 'despedimento colectivo'? Será verdade que a figura jurídica em apreço permite que as indemnizações a pagar o sejam numa proporção inferior ao que seria um despedimento por mútuo acordo em que se cumpre a legislação aplicável em termos de direitos adquiridos ao longo dos anos? Sim, ainda, o 'despedimento colectivo' público, e o valor que o Sporting diz ter conseguido não gastar pela dispensa dos colaboradores, por atacado, e sem que se lhe conheça especial reconhecimento público pese embora saber-se o que deram ao clube. Não caríssimos, não acho que a situação das jogadoras de futebol feminino se enquadre numa situação de 'despedimento colectivo'. Mas acho que há características transversais à gestão de ambas as situações que devem ser objecto da nossa atenção. 

Talvez seja bom recordar que os treinadores, ou treinadoras, não aparecem na tão propalada estrutura invísivel do Sporting por geração espontânea ou por intervenção divina. Ou fazem-no?

No que ao futebol feminino diz respeito, talvez seja de não perder de vista que uma das primeiras intervenções operadas pela Direcção de Frederico Varandas, comunicado emitido a 5 de Outubro de 2018, foi precisamente no futebol feminino, com a escolha de Filipe Vedor para desempenhar o cargo de Director Geral do Futebol Feminino. Substituiu, como refere o comunicado, Raquel Sampaio. Que, de resto, recebeu agradecimentos no final do comunicado que dava nota das novas funções de Filipe Vedor. De acordo com o perfil Linkedin do referido colaborador, em Junho de 2019, deixou de desempenhar essas funções. 10 meses de exercício.

Quanto ao ex-Director Geral do Futebol Feminino do Sporting, de quem oiço ser competente (é da mais elementar justiça sublinhá-lo), mas a quem é imputada uma relação de âmbito pessoal com o actual Presidente do Sporting Clube de Portugal, só posso desejar que continue a ter a oportunidade de dar o seu melhor em prol deste clube. Não nego, contudo, que me faz espécie que outros, com até bem mais anos de casa, e imensos sacrifícios feitos a favor do melhor para este clube que tanto amamos, não tenham tido a mesma oportunidade. A responsabilidade não é de Filipe Vedor, como é evidente.

Meritocracia, desde que haja qualquer coisa mais que permita que lá se mantenham. Meritocracia, desde que não façam sentir (ainda que de forma inadvertida) a superiores hierárquicos que não sabem o exigível para chefiar. E fazer escolhas. E apresentar solucções. 

O problema, como todos sabemos, mas nem todos queremos ou conseguimos assumir, não está nas pessoas que são postas a desempenhar os cargos. Está em quem as recruta, está no entendimento que conseguem fazer das situações e os recursos de que dispõem (e não dispõem) para mexer bem. Fim. 

O problema está no facto de não se mexer correctamente e, com isso, comprometer seriamente ou implodir por completo, um muito bom trabalho feito por quem antecedeu as escolhas pessoais (bingo!) nas quais estão reflectidas as capacidades profissionais, o juízo crítico, de quem decide. Com uma agravante. É que em certos casos, só vamos ter consciência plena das consequências do, de certa forma, experimentalismo aflictivo de quem manda, daqui a alguns anos. Nessa altura, é abrir cordões à bolsa, pagar o que houver a pagar e falar em gaps. E responsabilizar a Direcção que permitiu que os houvesse.

Soa familiar? 

De pedra e cal - Formação de Talentos na AFS Algarve: nova actualização

Escrevi, apaguei.

Seleccionei trechos de textos passados, apaguei.

A tristeza arrasta-se há muito. A falta de vontade, por constatar ser absolutamente inglório querer chamar a atenção para o que se passa, também não ajuda.

Informo, sem entrelinhas, a quem possa interessar, que a 31 de Maio Paulo Poejo entregou as chaves da (E)AFS – Algarve. Ocupou, de Agosto de 2020 até à data indicada, o cargo de responsável máximo pela, outrora, pequena Academia de excelência. A Paulo Poejo desejo, sinceramente, boa sorte. É - para mim e de longe - o menos responsável pelos resultados alcançados e que decorrem das alterações introduzidas.

A quem possa interessar, fica a actualização.

O mais que poderia ter para dizer continuará, por ora, silenciado.

Tristeza. Muita tristeza. É o que sinto há muito tempo.

Campeões também na formação

- O Sporting é a sétima equipa das dez principais ligas europeias com a maior percentagem de minutos utilizados por jogadores da formação: 26,3% de todos os minutos no nosso campeonato são preenchidos por profissionais oriundos da Academia de Alcochete. A "pardalada", como diria o inefável Joaquim Rita.

- A larga distância ficam o FC Porto (segundo na lista portuguesa), com 12,6%, e o Belenenses SAD (terceiro), com 8,6%. Em matéria de aproveitamento da formação, o Sporting ultrapassa o dobro da percentagem dos portistas.  

- Na mesma lista, o Benfica surge em quinto lugar. Com apenas 6,8% de utilização de elementos da formação no conjunto de minutos jogados pelo plantel encarnado neste campeonato. Percebendo-se assim melhor como a aposta de um SLB "made in Seixa" de Luís Filipe Vieira era apenas propaganda eleitoral destinada a iludir os adeptos desse emblema.

- Sem surpresa, mas com pesar, verificamos que desta lista constam oito clubes que desprezam a própria formação ou não a desenvolvem minimamente: são meros entrepostos de compra e venda. Entre eles, alguns muito louvados pelos comentadores nesta época 2020/2021: Famalicão, Santa Clara, Paços de Ferreira e Moreirense.

- Dez dos dezoito clubes da nossa Liga 1 têm um aproveitamento abaixo dos 5% ou simplesmente nulo. E 16 estão abaixo dos 10%. As excepções são precisamente Sporting e FCP.

 

Tudo neste texto de JFCC, d' A Tasca do Cherba. Que também fala da importância da nossa formação em andebol, futsal e hóquei em patins. E faz uma análise minuciosa da nossa equipa B, com lugar na nova Liga 3.

Gabriel Serôdio Silva

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Foto: retirada do comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal

 

Uma vez que o comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal não faz a mais pequenina referência à proveniência do jogador, esclareço: o Gabriel completou 14 anos a 9 de Abril, é algarvio e o mais recente iniciado a assinar contracto de formação.

Este jovem jogador treinou uma época na EAFS - Algarve, foi detectado antes ainda de a mesma abrir (por outro técnico de recrutamento que não João Nunes). Tal como João Simões é o chamado "jogador de fim-de-semana", durante a semana treinava na EAFS (sob a alçada do ex-responsável) e ao fim-de-semana jogava no Pólo EUL. Viu, de resto, a sua admissão na Academia Sporting antecipada por ter começado a acusar o desgaste provocado pelas viagens. Entrou com 12 anos.

Já no És a Nossa Fé foi mencionado, na qualidade de possível 9,5 com uma «relação espantosa com a baliza». 

À semelhança do que já acontecera com Cristiano Vitaly Palamarchuk, não existe a mais ténue referência à proveniência do jogador, circunstância que muito estranho e lamento. Como sublinhei a 9 de Abril de 2021, no texto dedicado ao Cristiano lacobrigense, contam-se pelos dedos de uma mão e sobram muitos dedos, os comunicados de jogadores em que não é feita qualquer referência à sua origem. No rodapé deste texto, encontram-se ligações para todos os comunicados que localizei.

Provindos da EAFS - Algarve, vamos nesta altura em 5 assinaturas (para além do Gabriel e do Cristiano, assinaram também: Atanásio Cunha, João Simões e Gonçalo Simões Dias).

Recupero um trecho de um texto que aqui foi publicado a 2 de Agosto de 2020:

«Só para que se perceba, da geração de 2007 no ano de arranque, a AFS – Algarve pôs cinco meninos em Alcochete e ainda pusemos mais um de fora da AFS, da geração de 2006. O C.F.T. (o equivalente benfiquista à AFS), pôs zero no Seixal. Secámos o Benfica logo no primeiro ano.»  João Nunes

O jovem de 2006, de fora da AFS, é Gonçalo Simões Dias. Dos restantes 5 jogadores, 4 já assinaram contracto de formação.

Continuarei atenta.

A quem possa ter interesse em consultar os demais comunicados de assinaturas de contratos de formação (iniciados):

22-04-2021 - Fernando Sadjó

12-04-2021 - Rafael Alonso

09-04-2021 - Cristiano Palamarchuk

23-03-2021 - Miguel Félix

12-03-2021 - Rafael Mota

12-02-2021 - Denilson Santos

11-02-2021 - João Simões

10-02-2021 - Miguel Almeida

08-02-2021 - Gonçalo Simões Dias

29-01-2021 - Daniel Amorim

27-01-2021 - Martim Botão

22-01-2021 - João Coelho

20-01-2021 - Tomás Abreu

18-01-2021 - João Muniz

14-01-2021 - Eduardo Felicíssimo

12-01-2021 - Atanásio Cunha

Cristiano Vitaly Palamarchuk

Uma vez que o comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal não faz a mais pequenina referência à proveniência do atleta, aproveito para esclarecer...

O Cristiano completou 14 anos a 7 de Fevereiro deste ano, mede 1,71m, tem dupla nacionalidade (é luso-ucraniano), jogava num clube de Lagos chamado Sport Lagos e Benfica e foi detectado por um ex-colaborador nosso. Basicamente, João Nunes enquanto acompanhava um jogo treino de uma dos nossas equipas, detectou este jovem jogador - que jogava num dos campos ao lado - e que passou ao lado de todos os demais clubes e respectivos recrutadores/treinadores. Pelos vistos, reúne os predicados necessários para jogar/trabalhar ao mais alto nível num clube como o nosso. Já a Secundária Júlio Dantas, desconfio, vai ter saudades do seu aluno. 

Tenho lido os comunicados dos jogadores que assinam contracto de formação. Contam-se pelos dedos de uma mão e sobram muitos dedos, aqueles em que não é esclarecida a sua proveniência.

Provindos da AFS - Algarve ou detectados por ex-responsável pela mesma, este ano, vamos em quatro assinaturas.

Continuarei atenta.

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Imagem retirada do comunicado oficial do Clube que pode ser lido na íntegra aqui.

Linhas e entrelinhas? Estrelinhas.

Enquanto a ‘desenvoltura cognitiva’ prometida pelos mais recentes prospectores de talento para os do Leão Rampante não se manifesta, também, no argumentário dos que aqui vêm de forma militante pôr a tónica em parte do trabalho desenvolvido pela Direcção de Frederico Varandas, gostaria de sugerir que não perdessemos de vista dois aspectos fundamentais.

 

Primeiro:

- a avaliação que já é possível fazer do trabalho que é da responsabilidade total da actual Direcção, seja pela sua acção directa, e assumpção pública, e indirecta, por via dos escolhidos para assumir pastas.

Sugiro alguns critérios: as contratações feitas por Frederico Varandas, o seu impacto na equipa A, a facilidade com que os colocámos noutras equipas, os valores/condições pelos quais foram emprestados e/ou vendidos.

Obrigada pela colaboração, Record: O que têm feito os jogadores emprestados pelo Sporting? A maioria deve voltar à casa de partida.

Sim, alguns jogadores foram herdados. E sobre outros ouvimos que não iriam falhar, [olá Vietto, adeus Vietto], e, mais recentemente, Sporar que afinal de contas não falhou, tal como vaticinava o nosso presidente. O Sporting é que decidiu abrir a porta à venda do seu passe. Semântica, diria eu. Manifestação de desenvoltura cognitiva, talvez?

Pergunto: a julgar pela discrepância dos valores envolvidos nas contractações efectuadas nas duas primeiras épocas e nesta última, bem como os planos de pagamentos tornados públicos, os que se falharam e os que serão honrados por quem assumir o próximo mandato à frente da Direcção [olá 'Paulinho'], teríamos mesmo verbas para ir buscar jogadores que não à nossa formação?

Já todos sabemos que o próximo mercado será determinante, a campanha desenvolvida na Europa – todos sonhamos que na prova rainha – a revelar muito do que será a verdadeira política desta Direcção. Não será novidade para ninguém que aumentando o grau de exigência daquilo que é preciso apresentar em campo, e sendo expectável que a verba disponível para investimentos no plantel seja superior à da desta última época, a tentação para contratar jogadores já consolidados aumente, a pressão de empresários para colocar jogadores “estagnados a carecer de montra”… siga igual caminho. Espero, desejo aliás, que nos seja possível manter o rumo e que os jogadores da formação não percam espaço. Não é crítica antecipada a Frederico Varandas, é perceber que são as dinâmicas próprias das diferentes realidades. Hoje vivemos uma, se tudo se mantiver de feição, a partir de Maio de 2021 passaremos a viver outra.

 

Segundo:

- a aposta de sucesso no produto da nossa formação que tanto nos enobrece e lisonjeia, acontece num contexto altamente específico, e em que parte dele, se não é quase irrepetível, será difícil de mimetizar; os jovens jogadores foram integrados no seio de jogadores mais experientes, cujas carreiras se encontra(va)m num ponto em que dificilmente aspiram a mais do que à oportunidade de ainda ter espaço numa equipa que (ainda) lhes permita calçar em cenários europeus. Adan, Feddal, Antunes, João Pereira, Luís Neto e até Coates, estão à procura de dar o salto para onde, excepto (alguns) para os quadros formativos do Sporting? Compreendemos a importância deste caldo na gestão da (natureza da) competição que existe no balneário gerido por Rúben Amorim? Admito que, com algum esforço, possamos ainda assim mais facilmente replicar a aposta em jogadores com este perfil e que todos estes, à excepção de Coates, chegaram pela mão da Direcção de Frederico Varandas.

O que também parece escapar à observação da generalidade dos Sportinguistas, mas especialmente aos que, preocupando-se em evidenciar o mérito da Direcção de Frederico Varandas, tornam-se verdadeiros "propagadores exaustivos das mesmas ideias-chave (não por acaso, insistem em manter a atenção na actual coqueluche, o mobilizador Rúben Amorim, e naquele soft spot tipicamente leonino: a expressiva utilização dos da nossa criação na equipa A)", é que estes jogadores lá chegaram, à equipa A, com base num critério de selecção e metodologia de trabalho a cargo de colaboradores que ou já não estão no Sporting ou estão, mas com um raio de acção diminuído.

Uma coisa é falar, quando não papaguear chavões, de que é exemplo a referência contínua à importância da estabilidade. Outra, bem diferente, é proporcioná-la. E, neste domínio, vejo estabilidade em dois postos: os de directoria da Academia Sporting. De resto, entre treinadores mais conhecidos, a menos conhecidos, a coordenadores, a especialistas em rendimento físico, a lista – do que estão do lado de fora – é já extensa. Dos escolhidos e dispensados por Frederico Varandas e dos que já lá estavam, com obra feita e resultados mais do que apresentados, demonstrados, e estão agora, também eles, do lado de fora.

Se Maio de 2018 trouxe uma cadeia de acontecimentos que nos deixou sem chão e obrigou a todos a olhar para a tão amada Academia com atenção, Agosto de 2020 tornou incontornavelmente claro, para mim, que sabemos, Sportinguistas mas sobretudo sócios, muito pouco sobre o que se passa na Academia Sporting, extra aquilo que se escolhe comunicar para o grande público. Entre o que não convém que se saiba, ao que se sabe parcialmente, ao que se comunica a partir de um período temporal que serve o propósito de (tentar) fazer brilhar os que no momento mandam, lembrei-me do filme The Truman Show. Não gosto da sensação que me provoca. Gosto ainda menos de pensar em quais poderão ser as consequências destas mudanças ainda que, claro, aprecie desenvoltura cognitiva. Convém é melhorá-la naqueles que põem a difundir o guião.

Dizia, e mantenho, que não acho que seja uma questão que se circunscreve a Frederico Varandas. Diz quem vive a realidade por dentro que tem persistido uma política de gestão da Academia Sporting que assenta predominantemente na "imposição" de "homens fortes" vindos de fora da estrutura, trazidos a cada mudança directiva e que em nada tem beneficiado a tal 'estabilidade' tão necessária à consolidação de processos.  

Ora, vejo, também por ter tido oportunidade de reunir elementos que ajudam a ler nas entrelinhas, sinais de alarme que, infelizmente, se têm avolumado e que gostaria que a entrada de Paulo Noga pudesse ter sanado. Tenho dúvidas de que assim seja, ainda que não duvide, até por disso ter recebido nota de diferentes quadrantes, que 'é forte' e 'competente'.

Receio, contudo, que possa ser dificil assumir realidades desagradáveis, por implicar a assumpção de falhas de apostas muito pessoais que, infelizmente, são-no mais do que deviam. Pessoais. Deviam ser mais profissionais. Profissionais, despojadas (o mais possível) da dimensão pessoal que tende a conduzir para a autopreservação.

É por tudo isto que alimento a esperança de que haja quem queira e possa desenvolver um modelo que nos permita a "autonomização" da Academia Sporting, de uma forma que se torne menos permeável às oscilações trazidas pelas Direcções. Direcções, quem quer que seja que as encabece. Pelo Sporting. Mais pelo Sporting e menos pelos que estão a geri-lo e querem, tipicamente, manter-se nessa posição.

Não me deixo deslumbrar por 'resultados'. Privilegio 'processos'. Sei também que bons resultados agora alcançados, resultam de processos, na sua forma conceptual e material, que não têm a impressão digital da Direcção em exercício. Sempre assim foi e será. Sei que há resultados já alcançados que resultam de processos, na sua forma conceptual e material, que têm a impressão digital da actual Direcção, e não são positivos. No domínio das contractações de jogadores e técnicos, e mesmo formativos.

Sei, que há muito que nos interessaria saber que dificilmente nos chegará pelos órgãos de comunicação do Clube. Que, sabemos todos, são na verdade boletins informativos ao serviço das Direcções. O meu ponto de não retorno? A entrevista de Tomaz Morais ao Jornal Sporting que aqui partilhei e, mais do que isso, contrastei.

Como é que se autonomizam órgãos de comunicação de um clube, a favor dos sócios sem que se tornem um contra poder nas mãos de quem quer chegar ao poder? Não sei.

Mas sei que é preciso saber ler nas entrelinhas e que essas são muitas vezes, para a maioria, raras oportunidades. Quase nunca se apresentam.

Gostaria que soubessemos todos mais. Gostaria que não precisassemos, tantos e tanto, de saber ler nas entrelinhas. Acima de tudo, e no fundo, gosto das nossas estrelinhas. As que já o são e as que para lá caminham (devem). Não gosto, mesmo nada, de sentir que temos de estar atentos às entrelinhas.

Gosto mesmo muito do Sporting. É por isso que vos deixo estas linhas. Espero, a bem das nossas estrelinhas, que saibam todos ler nas entrelinhas. A tempo de assegurarmos o melhor... para todas as nossas estrelinhas. Sem entrelinhas.

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Steven Kazlowski/Barcroft Media

A equipa-sombra

No mundo do scouting do futebol actual é obrigatório manter sob observação um conjunto de jogadores que se podem constituir como alternativa ao onze titular, a chamada equipa sombra, para rapidamente se avançar na contratação em caso de saída do titular.

No Sporting - e muito bem - esse trabalho está a ser feito dentro de casa. Além das competições em curso de sub-23 e Campeonato de Portugal, Rúben Amorim tem andado numa observação constante de miúdos com idades de juvenis e juniores para constituir a tal reserva que poderá ser aposta num prazo mais ou menos curto. Foi ele mesmo que lançou Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás, todos já titulares na primeira equipa, pelo que vamos ver em breve esse trabalho dar frutos, preparando assim também o plantel da próxima época.

Trata-se dum trabalho que tem de ser feito com muito cuidado e em estreita ligação com a Direcção, porque o simples facto de ser conhecida a aposta num jovem logo o torna num alvo apetecível para os empresários e para a concorrência. Por isso qualquer aposta tem de estar salvaguardada contratualmente.

É nesta lógica que vi a pré-época de Palhinha ou as situações de Jovane e Plata pós-mercado de inverno. Compromisso primeiro, aposta depois. Hoje é complicado ter jogadores no último ano de contrato: a tentação dos mesmos e dos respectivos empresários pela saída a custo zero é enorme. Todos nos lembramos do que aconteceu no tempo de Jesualdo Ferreira: apostar e valorizar para depois deixar sair por tuta e meia.

 

Já agora é curioso verificar que do outro lado da 2.ª circular reina a desorientação, Vieira já duvida da própria sombra e põe em causa o até agora aclamado responsável da formação, Pedro Mil Homens, exactamente aquele que com o know-how de Alcochete permitiu ao Seixal recuperar o atraso e mesmo ultrapassá-lo a diversos níveis, https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/luis-filipe-vieira-quer-mais-qualidade-no-trabalho-desempenhado-na-formacao-do-benfica, parece que vai lá pôr o Simão Sabrosa (clap clap clap), incapaz de confessar que o responsável foi ele mesmo quando andou a vender gato por lebre. Quando sentiu o tapete fugir debaixo dos pés, voltou a meter a raposa no galinheiro.

Força Vieira, estamos contigo, faz lá o Jesus engolir o Florentino e o Gedson, pagamos para ver. 

 

Mas voltando ao início, convidava todos a fazerem a tal equipa-sombra, com base nos plantéis publicados no site do Sporting, e de acordo com o modelo de Amorim.

A minha é a seguinte, mas há mais jovens de qualidade que poderiam ali estar:

GR : Diego Callai (16 anos, no Sporting desde 2015)

AD : Hevertton Santos (20 anos, 2011)

DC: Chico Lamba (18 anos, 2014), Eduardo Quaresma (19 anos, 2011), João Goulart (21 anos, 2015) 

AE : Flávio Nazinho (17 anos, 2018)

MC: Dário Essugo (16 anos, 2014) e Nuno Moreira (19 anos, 2007)

ID: Joelson Fernandes (18 anos, 2014)

IE : Tiago Ferreira (19 anos, 2010)

PL: Bruno Tavares (19 anos, 2010)

Se calhar veremos muitos destes na próxima época a repartir o seu tempo entre a A e a B, esta que provavelmente irá competir na nova 3.ª liga que vai arrancar.

SL

O Simbalismo leonino

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"O sábio Mufasa era o rei dos leões, a atenta leoa Sarabi era a rainha. Simba, o filho recém-nascido, um dia, seria o novo Rei Leão".

Há quem fale da formação a sério, a CAL, e há quem escreva uns disparates (eu) que têm algo a ver com a formação, a formação de carácter.

Hoje fui parado, enquanto empurrava o carrinho, por um senhor que conhecia, vagamente, sei que mora na minha rua.

- Aceite, por favor, é para o seu menino.

- Claro que aceito, "O Rei Leão" é o livro adequado para ele, é sportinguista.

O meu vizinho, sorriu, olhou-nos e disse, apenas:

- Somos todos.

Virgílio Lopes e honestidade intelectual

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Foto: Paulo Calado/Record 

 

Já se sabe que cada um é como qual. Pessoalmente, muito gostei de saber que ainda há quem seja capaz de assumir as coisas como elas são: erra-se. Às vezes, nem poderemos falar em erro, já que no momento em que somos "obrigados" a fazer escolhas, a decidir, fazemo-lo com base nos indicadores de que dispomos. E os indicadores estão sempre em evolução. Afinam-se. Refinam-se. E, com isto, ajustam-se teorias sobre como fazer. Pelo menos, em teoria.

Serve o introito para dizer que fiquei contente por perceber que ainda é possível ler quem tenha a coragem de vir publicamente assumir as coisas como elas são: Nuno Mendes, há um par de anos, não era craque. Não exibia essas características distintivas. Se calhar, até terá estado na calha para ser dispensado. Vai daí, um dia, ainda ficamos todos a saber que só não recebeu guia de marcha, tendo estado iminente a assinatura da sua dispensa, por não haver defesa esquerdo alternativo e por ser um miúdo (vindo de uma família humilde) que não dava problemas. 

 

Seria bom que se aproveitasse a experiência de quem sabe (e a honestidade intelectual) para... refinar as práticas. E ousar reajustar teorias. Mas que o façamos fora da bolha que são os gabinetes e para além do risco calculado (protegido) que são as apresentações em PowerPoint, não raras vezes, meros espelhos dos manuais, que pouco esclarecem sobre como se faz, apenas apontam o que deve ser o resultado.

 

P.S. Alguém saberá dizer se o Manchester City está feliz com a cláusula de compra de Pedro Porro? 

P.S.2. Alguém reparou que na peça (do ano passado) do Jornal Sporting sobre os futuros craques que despontavam na Academia Sporting, não consta Dário Essugo?

P.S.3. E o FC Barcelona e Ansu Fati?

"Os clubes pequenos terão formação daqui a 10 anos?"

A autoria é de Vasco Samouco, "apareceu primeiro" n' A Tasca do Cherba e é de leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema da formação de talentos.

Arrisco dizer que é possível que num futuro próximo o Sporting Clube de Portugal tenha de repensar a oferta formativa de que dispõe: a "interna" e a "comercial". Espero, contudo, que não aconteça qualquer alteração de fundo sem que os sócios tenham consciência do que está a acontecer. É muito fácil dizer que queremos mais Bolas de Ouro. Difícil, difícil, é acertar na escolha das metodologias e artífices que lá nos conduzem. 

Talvez possa não ser tão claro para o amante de futebol em geral (para mim, não era), mas a "simples" visão sobre que tipo de jogador deve integrar uma equipa de elite (talentos) pode ser francamente fracturante. Não é de desporto escolar que falamos, sabem? É de desporto de alta competição, e num clube em que o objectivo é, e deverá ser sempre, a Liga dos Campeões. Há quem queira alcançar 'rendimento'. É o imediato: jogadores "já fechados" e sem muita margem de progressão. E há quem admita 'rendimento' mas que lhes queira ver margem de progressão (aspectos que possam ainda ser melhorados). Se se treinar (privilegiar) a táctica ("rendimento") cria-se oportunidade para alcançar muito rendimento e ganhamos jogos, mas limita-se a formação global do jogador.

Leitura recomendada: Aurélio Pereira ao Record

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Em entrevista ao Record de hoje.

Recomendo vivamente a leitura atenta. Diplomata de craveira o nosso Mestre Aurélio. 

(...) O Sporting acabou de

estrear um miúdo com 16 anos.

É preciso coragem, não é? E só é

possível porque os miúdos vêm

para cá muito cedo. Habituam-

-se a estar num clube de topo e,

quando chegam aos 16/17 anos,

já os conhecemos bem. E eles já

não tremem. Não tremem! (...)

 

A ver vamos se as alterações que estão a acontecer na formação do Sporting permitem que daqui a 10 anos possamos dizer que a actual Direcção do Sporting Clube de Portugal deixou a mesma matéria-prima para brilhar. 

Esgaio e a geração perdida

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Leio, com assumida tristeza, que o FC Porto quer contratar Ricardo Esgaio. Não me surpreende a escolha: considero Esgaio o melhor português a actuar como ala direito no campeonato nacional. Formado naquele que é um dos mais competentes núcleos de formação desportiva do continente europeu - a Academia leonina, de onde saíram dois Bolas de Ouro (Luís Figo e Cristiano Ronaldo) e um Bola de Prata (Paulo Futre). 

Esgaio distinguiu-se nos escalões de formação e ao serviço da equipa B do Sporting, tendo actuado várias vezes na equipa principal. Infelizmente, quando o "mestre da táctica" aterrou em Alvalade viu a sua progressão interrompida e acabou dispensado. Aconteceu-lhe o que sucedeu a tantos como ele, daquela geração intermédia que transita dos escalões juniores para o futebol profissional. Toda uma geração perdida devido ao nefasto papel de quem proclama que um jovem tem de "nascer dez vezes" para singrar num onze titular.

 

Assim perdemos Esgaio, para o Braga. Como perdemos João Palhinha, em boa hora resgatado ao mesmo clube - com os excelentes resultados que sabemos. Como perdemos Iuri Medeiros, Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Domingos Duarte, Carlos Mané, Mehdi Demiral e Gelson Dala. Jogadores que têm hoje entre 23 e 27 anos: alguns nunca chegaram a estrear-se na nossa equipa principal.

Reparo nisto e sublinho o contraste: que diferença em relação ao que se passa agora. Com um treinador como Rúben Amorim que nestes 13 meses como treinador do Sporting já lançou oito elementos da formação, apostando neles na equipa A leonina - três deles na época em curso: Gonçalo Inácio, Daniel Bragança e agora o benjamim Dário, apenas com 16 anos. O mais jovem de sempre a jogar entre os grandes no futebol português.

 

Um escorraçava-os. Outro acredita neles, confia neles, coloca-os a jogar e valoriza-os. Valorizando também o clube que os formou.

Não pode haver, também nisto, maior diferença entre o ciclo Jesus e o ciclo Amorim.

Inútil perguntarem-me quem eu prefiro: já todos conhecem a resposta. Gostaria de saber também qual é a vossa.

«É um verdadeiro box-to-box»

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«O Dário tem uma determinação, na sua capacidade de trabalhar e de treinar, que lhe permitiu esta ascensão meteórica junto do treinador, que lhe reconheceu o valor e não teve dúvidas em apostar nele. (...) É um jogador que, apesar de ser o típico n.º 6 defensivo, tem uma qualidade muito forte na procura de zonas de finalização. Tem um remate fortíssimo. Chegou a fazer golos de livre de grandes distâncias nas equipas em que participou, quer na selecção quer na formação do Sporting. É um verdadeiro box-to-box

 

Luís Dias - que trabalhou durante 21 anos (1998-2019) na formação do futebol do Sporting, das escolinhas aos juniores - anteontem, no canal 11

"São jogadores muito focados e cognitivamente desenvoltos" - talentos escandinavos a caminho!

«(...) o diretor desportivo da NF Academy, João Plantier, também louvou o acordo. "Descobrimos inúmeros atletas através dos programas que levamos a cabo e para o Sporting acaba por ser uma vantagem muito grande conhecê-los antecipadamente", vincou, corroborado por Gonçalo Nunes, igualmente responsável na NF Academy: "Há uma que achamos muito importante: a capacidade de disciplina. São jogadores muito focados e cognitivamente desenvoltos. Além disso, têm uma capacidade de assimilação, desenvolvimento e de potenciar o que já apresentam muito grande. Isso acaba por contrastar um pouco com o jogador português e pode trazer benefícios.»

A notícia saiu no Record, o negrito é meu e o sublinhado também.

Percebe-se assim melhor que a Equipa Selecção - composta por Paulo Moreira, Luís Branco, Nélson Barbosa, Akil, Libânio -, responsável por deslocar-se pelo país em visita às várias AFS e fazer o acompanhamento longitudinal dos talentos que lá temos, de maneira a tentar minimizar o erro na hora de escolher os jogadores que integravam as AFS e Academia de Alcochete, tenha sido dissolvida ainda em 2020. Também poderíamos eliminar as AFS, não? Parecendo que não, acabámos de estabelecer uma parceria (pro bono, certamente; não sendo pro bono ficará mais em conta, acredito eu) com especialistas no mercado escandinavo que, notem, detectam jovens jogadores cujas capacidades cognitivas se sobrepõem, ou melhor, "contrastam" (em bom), com as do jogador português...

Estes jogadores, cognitivamente muito "desenvoltos", com uma "grande capacidade de assimilação e de potenciar o que já apresentam" (palavras da NF Academy) quase nem precisarão de ser trabalhados (digo eu). Já chegam prontinhos, provavelmente. Que bom!

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Foto: Sporting Clube de Portugal

Formação, ADN no reino do leão

Dário Essugo, aos 16 anos e 10 dias, estreou-se ontem na equipa principal do Sporting C.P.

Durante a sua ainda curta vida, nunca viu o seu clube ser campeão, mas arrisca-se a sê-lo, ao ter sido aposta de Ruben Amorim, durante a partida disputada ontem em Alvalade, quando o resultado ainda estava em aberto.

À semelhança do que têm procurado, mas ainda não conseguiram, os doutos iluminados que dirigem o podre e fedorento tuga soccer, na senda do processo a Ruben Amorim, por falta de habilitações para exercer o cargo de treinador, com 10 pontos de avanço para o segundo classificado, nem imagino como estaria a classificação se tivéssemos um treinador qualificado, talvez descubram agora que foi violada uma qualquer lei, que possa punir o Sporting C.P., eventualmente exploração do trabalho infantil...

Grande mensagem de Amorim

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«Aqueles miúdos que estiverem na dúvida entre clubes sabem que aqui têm a porta aberta e que serão aproveitados.»

Rúben Amorim assume-se como porta-voz da SAD, um verdadeiro mestre de relações públicas em Alvalade. Confirmando o que já sabemos: o Sporting é campeão também a captar talentos. Não como "fezada", mas como política desportiva.

A prova vai sendo dada em campo, como hoje se viu: oito jogadores portugueses no onze inicial, oito jogadores da formação contra o V. Guimarães.

Connosco - com esta equipa técnica, com esta direcção desportiva - os miúdos não precisam de "nascer dez vezes" ...

Aposta na formação

Como tenho aqui repetido, a formação foi talvez a aposta mais forte deste presidente. Desde logo identificou os problemas até porque os conhecia muito bem enquanto director clínico do futebol do Sporting e apontou o caminho, e embora sempre pecando na comunicação (e valeria explicar mais e melhor o que foi feito e o que falta fazer) não há dúvida que os resultados estão à vista de todos.

Que resultados são esses?

1. Recuperação do complexo de Alcochete e do Polo do Estádio Universitário e reformulação da estrutura técnica com a chegada dum director transversal, formação e liderança, o ex-seleccionador de rugby e grande sportinguista (e se calhar é mesmo preciso naquele lugar alguém que sinta a camisola) Tomaz Morais.

2. Promoção ao plantel principal dum grupo de elite de Alcochete, identificado e fidelizado, reforçado por aquisições de jovens sub21 de grande potencial

Neste momento temos Max, Quaresma, Inácio, Nuno Mendes, Bragança, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Porro, Jovane, Plata, Camacho, Pedro Marques e Pedro Mendes, os 3 últimos já com minutos na A mas actualmente emprestados. Todos devidamente protegidos com contratos de longa duração. E quase todos já a frequentar as selecções de Portugal, Espanha e Equador.

3. Recuperação da equipa B. Apenas com base nos sub23 do ano passado e quase sem recurso a contratações específicas, mesmo nada de Sackos, Dramés e Gazelas como no tempo do Inácio. Foi possível dispor duma equipa B a competir no Campeonato de Portugal, exigente a vários níveis, devendo terminar em 2.º lugar da sua série atrás do renascido e bem financiado Amadora, o que a deverá conduzir à futura 3.ª Liga. No fundo, irá jogar no patamar em que Beto, José Fonte, Miguel Garcia e muitos outros cresceram para o futebol. Nesta equipa destacam-se Bruno Paz e Nuno Moreira.

4. Empréstimos para jogar. Neste momento, Pedro Marques, Pedro Mendes e Rafael Camacho jogam e marcam nos clubes da 1ª Liga de empréstimo. Ivanildo segue também emprestado ao Almeria. 

Sobre os sub-23 pouco há a dizer. Com a competição interrompida nos escalões de formação, existe ali um plantel alargado e uma rotação de jogadores que impede melhores resultados. De qualquer forma há ali muita qualidade, como Hevertton, Joelson, Geny Catamo e Tiago Ferreira. Se calhar até mais qualidade do que na B.

Estamos numa situação curiosa. Em 10 jogos Sporting - Benfica dos escalões sub-23 e B, se calhar neste momento o Benfica ganharia 8 ou 9. Mas na 1.ª Liga, e com aqueles jovens que já ultrapassaram aqueles escalões, o Sporting segue bem à frente dum Benfica tipo "legião estrangeira", com um ou outro (e muitas vezes nenhum) jogador da formação. 

O Sporting já fez o mais difícil, agora tem de fazer o resto também e isso virá com tempo. Se calhar agora quando um jovem craque tiver de escolher (ou a família por ele), vai ver em Alcochete uma casa que produz titulares do clube e no Seixal uma casa que produz saltimbancos.

A Academia de Alcochete, a casa sonhada pelo grande senhor Aurélio Pereira, em vias de ser a Academia Cristiano Ronaldo, que além de enormes jogadores - Figo, Nani, Rui Patrício e tantos outros - produziu um dos maiores jogadores de futebol de sempre, esse mesmo que lhe vai dar o nome.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A formação do Sporting está em declínio (2)

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João Palhinha

Nuno Mendes

 

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Rui Patrício

Cédric Soares 

José Fonte 

Domingos Duarte  

João Moutinho 

Cristiano Ronaldo 

 

Cinco dos dez campeões europeus formados pelo Sporting continuam a ser convocados.

Para além destes, integram a convocatória três novos jogadores formados pelo Sporting, dos quais dois são titulares na equipa principal e um tem idade de júnior. 

Menção honrosa para o Capitão Fernandes, para Bruno Fernandes. 

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