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És a nossa Fé!

Aposta na formação

A cerimónia de comemoração dos 20 anos da Academia de Alcochete deixou claro nas intervenções realizadas e nos projectos de desenvolvimento apresentados que, depois dum período de estagnação e de completa ultrapassagem pelo Seixal marcado pelo desleixo e falta de visão estratégica, o Sporting regressou ao projecto inicial centrado no jogador imaginado pelo mestre Aurélio Pereira.

E se a Academia de Alcochete, bem como o Pólo da EUL, são fundamentais na aposta firme e sustentada do Sporting na formação, o treinador principal não deixa de ser uma peça fundamental nessa aposta também.

Curiosamente a relação entre Aurélio Pereira e Rúben Amorim vem de longe. Já em 1998 o teria convidado a vir treinar ao Sporting, depois a coisa não se concretizou, se calhar por isso deve ser com grande orgulho que disse agora: "Há uma estratégia da administração e o treinador é funcionário do clube, tem de responder a essa chamada. Rúben Amorim é um rapaz que se interessa pela formação, muito acessível. Sai do treino dos seniores e vem logo direito aqui aos campos para ver o que se passa. Está sempre atento."

Outra peça essencial na aposta é o recrutamento. Na Academia não podem existir lugares cativos, a sua porta tem de estar permanente aberta ao talento nacional e internacional, dentro dum quadro de integração e respeito pelos valores do clube. Foi assim e terá de ser assim que jogadores como Nani, Palhinha, Jovane ou Matheus Nunes se formaram no Sporting, cada um chegando na idade que chegou e integrando-se da melhor forma com quem lá estava desde tenra idade.

Neste momento existem por lá, além de africanos das ex-colónias, dois ou três noruegueses, mas se calhar faria sentido haver mais talento estrangeiro do tipo Plata, Duscher ou Ugarte, dentro dos condicionalismos FIFA existentes. Para isso é necessário um scouting eficaz. Para descobrir Catena ou Marsà não é preciso grande scouting.

Por último, não podia deixar de falar da equipa B, que mais uma vez vai ser completamente remodelada e ainda mais jovem que a anterior. Ao contrário do que eu gostaria, a B vai continuar a não ter nem plantel nem estatuto próprio de acordo com a responsabilidade de defender o clube nas ligas profissionais. Prevejo que vá mais uma vez ter dificuldades para se manter na Liga 3.

Era um debate que gostava de ver feito, se faz sentido continuarmos assim ou apostarmos (e gastarmos) para ter a equipa a bater-se com os rivais na Liga 2.

SL

Nuno Mendes, João Mário, Nani

20 anos de Academia: os dez que mais renderam

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Em vinte anos de funcionamento da Academia de Alcochete, foram estes os dez jogadores integralmente ali formados que mais renderam ao Sporting:

 

NUNO MENDES: 47 milhões de euros (2022, ao PSG)

JOÃO MÁRIO: 40 milhões de euros (2016, ao Inter)

NANI: 25,5 milhões de euros (2007, ao Manchester United)

GELSON MARTINS: 22 milhões de euros (2018, ao Atlético Madrid)

ADRIEN: 20,5 milhões de euros (2017, ao Leicester)

RUI PATRÍCIO: 18 milhões de euros (2018, ao Wolverhampton)

WILLIAM CARVALHO: 16 milhões de euros (2018, ao Bétis)

RÚBEN SEMEDO: 14 milhões de euros (2017, ao Villarreal)

BRUMA: 13 milhões de euros (2013, ao Galatasaray)

THIERRY: 12 milhões de euros (2019, ao Valência)

 

Infelizmente, alguns outros futebolistas que formámos saíram com lucro zero para o Sporting. Aconteceu com Carlos Mané, Silvestre Varela e Wilson Eduardo, por exemplo.

Enquanto outros deixaram o Sporting rendendo abaixo de um milhão de euros. Como Daniel Carriço, que saiu em 2012 por 750 mil euros para o Reading, de Inglaterra. Já no Sevilha, viria a sagrar-se triplo vencedor da Liga Europa.

 

Valores que constam de um excelente trabalho de oito páginas sobre os 20 anos da Academia leonina ontem inserido no jornal A Bola. Trabalho assinado pelo jornalista Miguel Mendes, que aproveito para felicitar. É raro ver peças deste fôlego - com informação, contextualização e memória - na nossa imprensa desportiva.

Aposta na formação

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A duas jornadas do fim o Sporting conquistou o título nacional de sub17, o seu 14.º título no escalão.

A campanha demolidora desta equipa do Sporting na fase final do campeonato foi ainda mais relevante quando sabemos que os jogadores mais destacados da categoria andavam a competir em patamares avançados, casos de Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro.

Diz quem conhece melhor do que eu que estamos na presença da melhor fornada de Alcochete desde a de João Mário/Esgaio/Bruma. 

E no escalão abaixo dos sub15 estamos prestes a conquistar também o título nacional.

Ganhar títulos nas camadas de formação só por si não chega, é um instrumento para atingir um fim. E o fim é formar jogadores para a equipa A. 

E a verdade é que dos campeões nacionais de sub17 e sub19 de 2015/2016 muito poucos alinharam pela equipa A e apenas um, Daniel Bragança, lá continua. Depois tivemos três ou quatro que quiseram sair e lançar a carreira noutro lado, incluindo um fugitivo Rafael Leão. O que mais houve foi jovens que desperdiçaram o seu talento, passando ao lado duma carreira de sucesso. Se calhar os dois títulos mascararam muita coisa.

Formar jogadores não é apenas ensinar futebol e treinar gestos técnicos, é formar pessoas, entrar na cabeça deles para os alinhar nas exigências do futebol profissional, no espírito de equipa e no respeito pela camisola e pelos valores do clube. Para que depois não possa alguém do Sporting vir dizer que "Estamos a fazer um exame de consciência, porque de certeza absoluta que formámos um grande jogador mas não conseguimos formar uma pessoa com carácter", como disse em tempos Manolo Vidal sobre Simão Sabrosa.

Para essa formação, além do suporte multidisciplinar que existe na academia, e de muita sessão de formação comportamental e de atitude, são precisas também muitas derrotas à chuva e ao frio em campos esburacados, castigados por árbitros incompetentes ou pior do que isso, como acontece com a equipa B.

Nas derrotas aprende-se tanto ou mais do que com as vitórias. Aliás esta equipa sub17 perdeu os dois jogos com o Benfica na primeira fase da competição. 

E não há formação que resista à falta de boa matéria-prima. O cuidado com o recrutamento é fundamental. Estes sub17 e sub15 não chegaram ontem ao Sporting, é importante que os mais dotados, os mais talentosos, escolham o Sporting. Para isso todos os detalhes são importantes, dos técnicos aos ginásios, dos relvados aos colchões.

PS: A esta hora a equipa sub15 do Sporting já é também campeã nacional da categoria, batendo em casa o Vitória de Guimarães por um expressivo 6-0. Parabéns a todos.

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SL

Filipe Çelikkaya

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Aqui mais abaixo o Pedro Correia promoveu e muito bem uma homenagem a Mariana Cabral, uma treinadora que veio dos escalões de formação para no primeiro ano como treinadora principal ganhar duas taças. Venho agora chamar a atenção para um treinador que também veio dos escalões de formação, que não ganhou nada em dois anos e se prepara para nada ganhar no próximo pelos motivos que abaixo indico, mas que tem cumprido muito bem a missão que lhe confiaram. E que, em termos humanos e profissonais, me parece ter muito em comum com a Mariana.

 

Passou hoje na Sporting TV, pelas 13h, uma extensa entrevista com o Filipe onde ele explicou muito bem o projecto de formação do Sporting, coordenado por Thomaz Morais, orientado ao abastecimento regular de jovens à equipa A, que não apenas se distingam pelos seus dotes técnicos mas demonstrem a maior inteligência emocional e saibam integrar-se e projectar-se ao mais alto nível no futebol profissional. Coisa que, como sabemos, faltou a muitos que passaram por Alcochete: uns perderam-se nos seus vícios, outros desertaram à primeira oportunidade e cuspiram na sopa que comeram. Alguns, como Simão Sabrosa, ainda hoje falam do clube com o maior desprezo.

E a verdade é que os produtos mais recentes dessa estratégia - por exemplo Diego Callai, Dário Essugo e Rodrigo Ribeiro, na sequência das apostas em Gonçalo Inácio, Tiago Tomás e Nuno Mendes - parecem realmente demonstrar a justeza da estratégia seguida. E se no escalão 18-21 anos temos de facto poucos jovens de grande nível, já nos 14-17, e aí está a campanha da selecção dos sub17 para o demonstrar, estamos bem apetrechados.

Como o Filipe explicou, em Alcochete os jovens são formados numa perspectiva 360º, com psicólogos, nutricionistas, especialistas em desempenho físico, monitorização e análises individuais constantes de desempenho, desafios em diferentes ambientes de competição, exigência de superação no treino interno e no jogo contra adversários (e árbitros) "mauzinhos" e complicados, elevado número de minutos de jogo durante a temporada. Dário Essugo deve ter tido uma carga competitiva durante a temporada três ou quatro vezes superior ao que teria há uns anos no seu escalão etário de juvenil, não falando dos cartões amarelos e vermelhos que encaixou.

 

A meu ver faltou na entrevista abordar as questões que tenho vindo aqui a colocar, nomeadamente, porque havendo sub23 não está a B mais próxima da A em termos de  sistema táctico e plantel, e porque não é feita uma aposta séria na subida da B à 2.ª Liga.

Pelo contrário, parece que a ideia é baixar mais uma vez a idade do plantel da B para enquadrar e desenvolver aqueles que se destacaram nesta temporada na Youth League, hipotecando desde logo as ambições de subida.

Foi mais um excelente trabalho da Sporting TV, instrumento extraordinariamente importante no relacionamento do clube com sócios e adeptos. Ainda ontem vi um trabalho magnífico sobre Hector "Chirola" Yazalde, com intervenções da viúva, "Camizé", do enorme treinador Mário Lino, do grande defesa esquerdo de então Carlos Pereira e do "9" suplente, o Dé "Aranha", que me trouxe lágrimas aos olhos. Acho que muitos sócios e adeptos ainda não perceberam bem a qualidade actual do canal que tem à sua disposição.

SL

A formação

Os meninos do pólo EUL (sub 12) disputaram ontem a final do Trophee des Etoiles, em Montpellier, tendo infelizmente sido derrotados, ficando pelo 2° lugar.

Neste torneio, que juntou mais de 60 equipas, participaram também os jovens da formação do FCP  que alcançaram o 5° lugar, e do SLB, que se ficaram pelo 18° lugar.

Parabéns aos jovens atletas do Sporting Clube de Portugal!

Aposta na formação

Dizia eu num dos últimos posts que fiz sobre este tema fundamental para o futuro do Sporting que:

"Se na próxima semana, no mesmo dia e à mesma hora, se jogassem cinco dérbis (iniciados, juvenis, juniores, sub23, B), poderia até acontecer que o Benfica ganhasse os cinco, porque tem muito mais quantidade e qualidade. 

Então o Sporting só tem que sprintar para recuperar o atraso. Nas infraestruturas, no recrutamento, no modelo de formação centrado no jogador também partilhado pelo Benfica, na qualidade dos treinadores."

Ontem em Alcochete tivemos uma demonstração clara disso mesmo, num confronto entre os melhores sub19 dum lado e doutro, sendo que do lado do Sporting esteve em campo praticamente a nossa equipa B, embora orientada pelo treinador dos sub23, portanto uma equipa necessariamente rotinada e que à partida discutiria o resultado.

Para quem não viu o jogo vai supor que aconteceu uma avalancha de futebol ofensivo do Benfica que esmagou o adversário. Mas o que aconteceu foi um bando de jogadores a fazer por atacar sem saber bem como e ser castigado nas transições por uma equipa focalizada, competente e com muito bons executantes. E foi cada tiro cada melro. O lance da expulsão do Chico Lamba foi o melhor exemplo do desnorte da equipa, que acusou o peso da responsabilidade do encontro, em casa cheia com presidente, Amorim e mestre Aurélio Pereira, e pareceu o saudoso Fernando Mamede num daqueles momentos que alguns recordarão.

 

E agora? Agora há que não mandar o menino para a pia com a água suja do banho.

Para mim o modelo de formação, basicamente idêntico ao do Benfica, está correcto, mas a sua implementação exige tempo, fartura de qualidade e competência do corpo técnico, que tem de actuar mais como "seleccionadores" do que como "treinadores".  

Tempo para sedimentar o projecto (quantos anos já leva o Benfica deste modelo?), ultrapassar o gap de qualidade actualmente existente nos 19-23 anos e ultrapassar alguns erros de casting que por ali andam, tanto em termos de treinadores como de jogadores.

Fartura de qualidade implica melhorar o recrutamento em todos os níveis etários, e para isso é preciso investir. Como estamos a fazer nos 17-19 anos mas isso só não chega. 

Qualidade do corpo técnico, mais do que despedir quem perde, saírem os Filipes para entrarem os Luíses, penso que é preciso vir alguém de referência tomar conta da equipa B, promovê-la à 2.ª Liga e ajustar todo o edifício técnico da formação a partir daí. Alguém bem articulado com o treinador principal mas com estatuto próprio dentro de Alcochete. Coisa que os actuais técnicos da B e sub23 não dão mostras de possuir.

 

Mas isso é "a água do banho".

O "menino" é a chegada que alguns dos jovens estão a ter à equipa principal e o rendimento que demonstram em campo nesse contexto. E um treinador principal com olho para detectar talento nos diferentes escalões etários. 

Porque o objectivo primeiro da formação é mesmo este. Formar jogadores para a equipa principal. Quantos do Benfica que estiveram lá ontem vão chegar à primeira equipa? Do Sporting já chegaram quatro e lá vão estar pelo menos na próxima pré-época.

Concluindo e repetindo o que tenho dito, no que respeita à formação "moderna" houve uma fase com Alcochete e Aurélio Pereira: o Sporting esteve na frente. O Benfica investiu forte e com o Seixal e profissionais que tinham passado por Alcochete conquistou a liderança. O Sporting reconheceu isso e tenta reconquistar essa liderança. Mas não está nada fácil: destruir é num instante, construir leva tempo. 

SL

Descalabro

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Podem dizer-me que nunca o Sporting tinha ido tão longe na Liga Jovem: agora atingiu os quartos-de-final. 

Podem dizer-me que não vencemos o Benfica desde 2017 em jogos sub-19.

Podem dizer-me que houve uma expulsão injusta e sei lá que mais.

 

Quero lá saber. 

O que me interessa é isto: senti-me envergonhado, ontem à tarde, ao ver a nossa equipa (mal) orientada por Filipe Pedro ser goleada pelo Benfica no Estádio Aurélio Pereira. 

Foi um descalabro: terminou 0-4

É inaceitável. Não só pelo resultado, mas pela péssima exibição dos miúdos que vestiam de verde e banco sem honrar a camisola. Passivos, acomodados, sem pôr o pé, sem ir à luta, sem disputar a bola, sem perturbar o adversário.

Atitude inversa à que caracteriza o Leão.

 

Os nossos oscilaram entre o mau e o péssimo. E não me venham dizer, com ar condescendente, que são "meninos". Recuso desculpas de qualquer tipo, incluindo essa.

Vários destes jogadores treinam regularmente com a equipa principal e pelo menos quatro já foram lançados por Rúben Amorim em competições profissionais do primeiro escalão: Gonçalo Esteves, Nazinho, Dário e Rodrigo Ribeiro. Todos merecem nota negativa nesta cabazada sofrida em Alcochete. 

Não só eles: também os restantes. Anoto-lhes aqui os nomes para mais tarde recordar: Callai, Chico Lamba, Rafael Fernandes, Miguel Menino, Renato Veiga, Mateus Fernandes e Diogo Cabral. Mais os que saltaram do banco sem nada adiantarem: João Daniel, Lucas Dias, Chermiti, Gilberto Batista e Kiko Félix. 

 

A jogarem assim, muito poucos merecem lugar no nosso clube. Com esta falta de intensidade, com este ritmo lento em campo, com esta confrangedora ausência de mentalidade competitiva. Culpa deles, não do árbitro nem da guerra na Ucrânia nem da força gravitacional do universo. Também culpa do treinador.

Não foi só a derrota. Foi a forma como perderam perante um Benfica que conseguiu ser superior em todas as zonas do terreno e em todos os momentos do desafio.

Passes falhados, contínuas perdas de bola, incapacidade de ligar jogo, arrepiantes transições defensivas. Não faziam faltas, deixavam o adversário circular à vontadinha. Como se estivessem a cumprir mais um dia no escritório em rotina laboral.

 

Um Callai inseguro, um Chico Lamba desnorteado, um Rafael Fernandes inconsistente, um Renato Veiga desconcentrado, um Nazinho eclipsado, um Diogo Cabral apagado, um Mateus Fernandes desaparecido.

Isto pode ser um conjunto de jogadores, mas está longe de ser uma equipa.

Isto não é futebol que se apresente.

 

Frederico Varandas tem de dar um murro na mesa e alterar o que for necessário. Sem deixar isso para depois: deve agir de imediato.

Os escalões superiores da formação do Sporting não podem continuar a ser geridos desta forma. Envergonhando os adeptos. Ainda por cima com mestre Aurélio Pereira presente na bancada, o que torna tudo ainda mais intolerável.

Aposta na formação

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Uma equipa sub19 do Sporting conquistou ontem na Roménia, frente a um Dínamo de Kiev a ultrapassar aquele terrível momento que todos conhecemos, o acesso aos quartos de final da Youth League deste ano.

O treinador foi Filipe Pedro, responsável pelos sub-23, e o Sporting alinhou com: Diego Callai; Gonçalo Esteves, Chico Lamba, Rafael Fernandes e Flávio Nazinho; Renato Veiga, Dário Essugo, Mateus Fernandes (Kiko Felix), Diogo Cabral (Diogo Travassos); Miguel Menino (Lucas Dias)  e Rodrigo Ribeiro (Chermiti).

O resultado final foi 2-1. Dois golos de Diogo Cabral: 18 anos, 1,75m, seis anos de Sporting.

Na prática, temos aqui a base da nossa equipa B, o que confirma que vale a pena trocar a caça ao caneco por uma aposta sustentada em fazer crescer jogadores a ganhar e a perder em diferentes contextos e face a adversários bem distintos.

Também se nota aqui (e bem) o dedinho do treinador principal, porque vários deles já alinharam pela equipa A e mesmo na Champions, sem por causa disso terem perdido a motivação em alinhar por diferentes equipas da formação.

Na próxima quarta-feira vamos defrontar o Benfica em Alcochete para disputar a passagem às meias-finais. Mais um momento de aprendizagem e de avaliação para todos eles. 

Voltando a Filipe Pedro - um treinador por vezes desconsiderado pelos adeptos, quando é ele o responsável por gerir um conjunto variável de jogadores disponíveis, de acordo com os compromissos dos B e dos Juniores, que disputa os campeonatos de sub23 - seria mesmo um belo prémio para o seu esforço e dedicação a chegada às meias-finais.

 

#JogoAJogo Aqui Também

SL

A nova vaga

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(A nossa Teresa Bonvalot no domínio perfeito da sua vaga)

 

Os recentes jogos e as respectivas convocatórias das diferentes selecções nacionais vieram mais uma evidenciar o "gap" existente no futebol do Sporting entre um conjunto de jovens que já se afirmaram no escalão senior e aqueles mais novos que naturalmente precisarão de mais tempo para isso mesmo. 

Assim, enquanto nos sub19 e nos sub18 o Sporting está representado por quatro ou cinco jogadores, nos sub21 por apenas um, o Eduardo Quaresma.

Quem acompanha as equipas B e sub23 rapidamente percebe a enorme carência de jogadores de qualidade entre os 19 e os 21 anos formados em Alcochete. Os últimos títulos ganhos em juniores e juvenis há uns anos serviram para muito pouco, muitas vezes ou quase sempre os melhores em campo são jogadores com idade de juniores e juvenis. 

Por isso tem sido feito um enorme esforço de apressar a evolução aos melhores jovens da academia e de contratar jovens de alto potencial que possam criar uma nova vaga de qualidade no escalão 19-21 nos próximos anos.

 

Com o auxílio de A Bola trago aqui a lista de contratações deste ano:

1. Marco Cruz, 18, médio ofensivo, FC Porto

2. Gonçalo Esteves, 18, lateral direito, FC Porto

3. Diogo Abreu, 19, médio ofensivo, FC Porto

4. Rodrigo Abreu, 15, médio, FC Porto

5. Gonçalo Braga, 18, ala direito, SC Braga

6. Kiko Felix, 18, avançado, Felgueiras

7. Vando Felix, 18, avançado, Leixões

8. Domingos Andrade, 18, médio defensivo, Angola

9. Lamara Jallow, 20, médio centro, Gâmbia

10. José Marsà, 20, defesa central, Barcelona

11. Étiènne Catena, 18, defesa central, Roma

12. João Ferreira, 18, defesa esquerdo, Alverca

13. Fatawu Issahaku, 18, médio ofensivo, Gana

14. Francisco Canário, 18, ponta de lança, V. Guimarães

 

Muita gente, de facto. Temos aqui matéria-prima para um enorme aumento de qualidade nas equipas B e sub23 do próximo ano.

Porquê tamanho investimento? Porquê o tal gap referido? Porquê a vinda de jovens de elevado potencial do FC Porto?

 

No mesmo jornal pode ler-se uma reportagem muito bem feita sobre a formação do Seixal, onde dá para perceber muita coisa: o enorme investimento feito nos últimos anos pelo Benfica na formação, a sua enorme capacidade de recrutamento em muito novos, os pólos regionais que funcionam bem e que canalizam talento para o Seixal.

Confirma a minha ideia que em termos de academias e fábricas de talentos, o Sporting foi precursor com Roquette e com Alcochete e Aurélio Pereira dominou durante uma década, o Benfica de Vieira dobrou a parada com o auxílio de profissionais que aprenderam em Alcochete como Pedro Mil-Homens e passou a dominar, o Porto nunca se interessou pelo conceito, e vive da atracção causada pelo sucesso da equipa principal e do trabalho de ex-campeões. 

 

Se na próxima semana, no mesmo dia e à mesma hora, se jogassem cinco dérbis (iniciados, juvenis, juniores, sub23, B), poderia até acontecer que o Benfica ganhasse os cinco, porque tem muito mais quantidade de qualidade. 

Então o Sporting só tem que sprintar para recuperar o atraso. Nas infraestruturas, no recrutamento, no modelo de formação centrado no jogador também partilhado pelo Benfica, na qualidade dos treinadores.

E é isso que também no campo do recrutamento está a fazer, num investimento financeiro que será substancial mas de retorno garantido. Para criar uma nova vaga verde no que à formação diz respeito.

SL

Falta cultura de vitória na formação

Texto de João Gil

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As equipas B, de Juvenis e também a de Juniores têm alguns bons jogadores. Nem todos serão uns craques, mas há vários jogadores interessantes. São miúdos a jogar contra graúdos, na maior parte das partidas. A inconstância dos onze que os treinadores vão fazendo alinhar em cada jogo não ajuda aos resultados e a sedimentar as equipas.

O tema da cultura de vitória na formação, que merecia reflexão, quando colocado a Frederico Varandas no debate na Sporting TV por um dos candidatos, mereceu uma resposta seca e curta do actual presidente, do tipo, “o modelo centrado no jogador recebeu um prémio…” e “estamos a formar jogadores para a primeira equipa do Sporting”.

Qualquer pessoa de inteligência média percebe a tese e se vê os jogos das nossas equipas entende, mas a questão da cultura de vitória na formação também merece debate. Porque isto de preparar jogadores jovens para fazerem parte dos quadros de honra lá da escola mas que não se habituam a outro resultado que não seja perder jogos com o Benfica não é muito convincente para o comum adepto sportinguista, que não lhe passa pela cabeça estar sempre a levar na touca do eterno rival. Nem a feijões, quanto mais no futebol.

 

A manta não estica. Ou se aumenta a manta ou se encolhe a cama.

No outro dia, num jogo qualquer da formação, o repórter da Sporting TV referia que na academia havia alguns 70 jogadores a rodar por estas equipas, entre juniores, B e sub-23. Assim não há como fazer uma equipa e ganhar um jogo. A equipa B vai marcar passo na liga 3, quando os B do Benfica, para dar o exemplo que interessa, comandam a segunda liga e têm uma mão-cheia de jogadores que, se estivessem no Sporting a ser treinados e vistos por Rúben Amorim, estariam possivelmente a bater com força à porta da equipa principal.

No banco, contra o Marítimo, tínhamos o Dário Essugo, com 17 anos.

Portanto, a pergunta que eu faria sobre este tópico específico no debate entre os candidatos era: “para quando”?

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Os jovens jogadores do Sporting e o mérito escolar

Ler estas notícias orgulham-nos. 112 jogadores do Pólo EUL e das Academias de Formação Sporting, dos escalões de petizes, traquinas, benjamins e infantis, entraram nos respectivos quadros de mérito escolar. É também isto que é a essência do Sporting e da sua formação. Não basta formar bons jogadores, é preciso que esteja presente a vertente educacional, sempre, na formação dos miúdos e das miúdas. Melhores jogadores e jogadoras, melhores homens e mulheres. O Sporting é mais que um clube. 

https://www.sporting.pt/pt/noticias/futebol/futebol-formacao/polo-eul/2022-02-23/112-jogadores-no-quadro-de-merito-escolar

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Formação leva anos a produzir resultados

Texto de João Gil

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Não tenho má impressão genericamente dos treinadores dos escalões de formação do Sporting. Talvez haja um número razoável de jogadores de qualidade insuficiente para as exigências e expectativas que hoje pomos à equipa principal. A política de aceleração da formação dos melhores pondo-os a competir em escalões acima da sua condição técnica, física e idade tem os seus quês. Correr o risco de deixar cair a equipa B e fazer regredir jogadores poderia ser fatal para os próximos anos. Acho que o Sporting deve ter muito cuidado com isso. Talvez repensar o investimento nos sub-23 fizesse sentido. Esta competição é um beco sem saída desportiva para os clubes e serve para empregar em quantidade.

Vejo vários bons jogadores nos juniores e na equipa B, tal como nos juvenis. Nem todos vão chegar à equipa principal, mas vários têm condições para isso. Com uma década de formação no Sporting e que chegaram à equipa A com regularidade e solidez competitiva desde Rúben Amorim, temos Palhinha, Bragança, Inácio, Nazinho e Nuno Mendes. É alguma coisa e há mais na calha, como Essugo e um bom punhado de juniores que estão aí a começar a bater à porta da equipa A.

 

Um aspecto que no Sporting talvez seja menos projectado que noutros clubes europeus é a compleição física dos atletas. Hoje, uma equipa de franzinos e baixinhos tem pouca chance de ganhar em competição a doer. Mas também já não há tantos assim nos escalões inferiores. A menos que sejam todos do calibre de Messi (que apesar de baixo é um touro, fisicamente) e no Sporting não se vislumbra um Messi. Ou talvez sim. Por acaso até há um pequenino Messi no Algarve, que se chama Bernardo Bussatori, tem 10 anos e já devia ter um contrato vitalício com o SCP com apoio total aos pais, para que não fuja para mais lado nenhum nos próximos 20 anos.

Temos de esperar para ver e confiar nas pessoas, nas decisões e na política que está a ser seguida.

O trabalho de fundo demora anos a produzir resultados.


PS: Não sei se as equipas secundárias deviam jogar no mesmo modelo da equipa principal. Este varia com o treinador. Hoje está Rúben Amorim e joga-se em 3-4-3, amanhã está outro e o sistema de jogo muda. Não acho isso crítico. Crítico mesmo é perceber qual o modelo de jogador que se procura ter e a detecção, desenvolvimento e fixação dos talentos e dos melhores. Seria bom para o Sporting que Amorim pudesse manter-se no clube pelo menos durante todo o próximo mandato directivo. Porque um jogador a sério é mais que um tipo que sabe dar uns chutos na bola e Amorim sabe tirar-lhes a pinta e enquadrá-los.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Simples e claro

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Dortmund-Sporting. Onze titular do Sporting: Diego Callai; Diogo Travassos, Chico Lamba, Emanuel Fernandes, Jacinto Dos Nazinho; Renato Veiga, Miguel Menino, Mateus Fernandes; Diogo Cabral, Skoglund e Lucas Dias

 

No site do Sporting:

Após o jogo com o AFC Ajax, Rúben Amorim deu ainda os parabéns aos juniores do Sporting CP que, nesta terça-feira, garantiram a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Youth League ao vencerem o AFC Ajax por 2-3.

“A perderem por 2-0 com o AFC Ajax, que se ganhasse passava, mostraram o mesmo espírito que a equipa principal demonstra. Deram a volta, ganharam e estão qualificados. Estão de parabéns”, disse o técnico verde e branco.

“As equipas B e sub-23 do Sporting CP têm tido uma rotação muito grande porque nós lhes estamos a retirar muitos jogadores e é difícil aos treinadores lidarem com isso. Esta equipa da Youth League de repente ficou sem três jogadores e o Filipe Celikkaya [treinador da equipa B] todas as semanas fica sem jogadores, porque os perde para a Youth League e para a equipa principal. É muito difícil eles criarem uma rotina de treino assim. Portanto, parabéns a eles e parabéns aos miúdos da Youth League”, sublinhou, atirando: “Demonstraram aquilo que o Sporting CP sempre foi e é neste momento”.

“Vou tentar não lhes tirar muitos jogadores, mas não prometo nada. Acho que estamos no bom caminho”, finalizou em tom bem-disposto.

 

Tudo simples e claro. Não há dúvida de que os treinadores das equipas sub-23 e B estão em dificuldades. Os sub-23 não têm conseguido envolver-se na corrida do campeonato e a equipa B ainda está em 10.º de 12 equipas nas respectivas séries da 3.ª Liga a 15 (!) pontos do primeiro, o U. Leiria comandado pelo nosso ex-jogador Bino.

Mas Gonçalo Esteves, Nazinho e Dário Essugo estrearam-se na Liga dos Campeões e, na casa do Ajax e numa equipa de sub-19 construída com alguns jogadores que costumam jogar nos juniores, outros nos sub-23 e outros ainda no B, garantem o primeiro lugar no grupo e a passagem à fase seguinte da Youth League.

É uma mudança de paradigma que é necessário compreender na gestão desportiva de Alcochete: a conquista de títulos na formação passou a ser secundária em relação à formação de jogadores para a equipa principal. 

A questão do futuro desportivo do Sporting B permanece sem solução. A equipa não tem argumentos para lutar pelos primeiros lugares na sua série e está em sério risco de descida, um tema que retomarei no momento oportuno.

 

# OndeVaiUmVãoTodos

SL

O melhor onze da nossa Academia

Há um mês, perguntei aos leitores do És a Nossa Fé quem escolheriam para o melhor onze saído desde sempre da Academia leonina. 

As opiniões aqui emitidas resultaram na seguinte votação:

 

Cristiano Ronaldo 17

Nani 15

Rui Patrício 15

Nuno Mendes 14

João Palhinha 12

Eric Dier 11

Ricardo Quaresma 11 

João Moutinho 9

Cédric Soares 8

William Carvalho 8

Gonçalo Inácio 7

João Mário 5

Adrien Silva 4

Domingos Duarte 4

Ricardo Esgaio 4

Gelson Martins 3

Matheus Nunes 3

Mehri Demiral 3

Rúben Semedo 3

Daniel Bragança 2

José Fonte 2

Miguel Veloso 2

Rafael Leão 2

Ricardo Pereira 2

Daniel Podence 1

Luís Maximiano 1

Mário Rui 1

Nuno Valente 1

 

Perante estas escolhas, a nossa equipa ideal destes últimos 20 anos ficaria assim alinhada:

Rui Patrício; Cédric, Eric Dier, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes; Palhinha, Moutinho, Adrien; Quaresma, Nani e Cristiano Ronaldo.

 

Concordam? Discordam? Que alterações fariam?

Aposta na formação

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Muita coisa que fazer, jogos em dias e horas dos mais diversos, tem sido complicado ver os jogos das equipas secundárias em condições, de forma a ter uma ideia mais precisa do estado da situação no que respeita à formação. E o site do Sporting não ajuda muito, por falta de cuidado na actualização e duma organização orientada ao acompanhamento das equipas. Só o outsourcing técnico não chega, falta quanto a mim uma arrumação por modalidades, cada uma com um supervisor de conteúdos próximo da estrutura técnica respectiva.

Claro que podemos ir pelos resultados mas, volto a dizer, estamos a falar de formação, os resultados são secundários relativamente à evolução dos jovens e ao processo de selecção e apuramento dos mesmos para a equipa principal. Quem não acreditar que vá ver quantos dos últimos campeões de juniores e juvenis pelo Sporting (2017/2018) lá chegaram.

Ainda no último jogo da B, do qual acabei por ver um bom pedaço já sabendo o resultado final, o Sporting estava a jogar razoavelmente e a dominar completamente o desafio e eu a pensar, mas como raio é que eles vão conseguir perder o jogo. Oportunidades desaproveitadas, um canto, um falhanço de Marsà um golo, logo a seguir outro falhanço do mesmo, outro golo. Ok. Foi assim.

Noutros jogos que vi foi a mesma coisa. Muitos resultados comprometidos por falhas individuais. Não existem plantéis fixos. Muitos jogadores vão rodando pelas diferentes equipas, incluindo a A, sendo confrontados com diferentes desafios e ambientes competitivos. Um bom exemplo é o Miguel Menino, com 3 jogos pela B, 4 pelos sub23 e 2 pela Youth League.

 

Assim os treinadores sofrem, as rotinas perdem-se e os resultados não demonstram a evolução dos jogadores:

Equipa B -  Segue em 8.º de 12 na 3ª Liga com 2V 1E 3D

Sub23 - Segue em 3.º de 7 na Fase Regular Sul com 3V 2E 2D

Youth League (Misto Sub23/Sub19) - Segue em 2.º de 4 no grupo C, com 1V 2E 0D

Juniores (Sub19) - Segue em 4º no Grupo B/ Zona Sul, com 4V 4E 1D

Torneio Al Abtal / Arábia Saudita Sub19 - Segue em 1.º do grupo, com 1V 0E 0D (Ganhou 3-2 ao Real Madrid)

 

O onze de jovens que sigo com mais atenção, não sei se num caso ou noutro Amorim pensa da mesma maneira que eu:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Gilberto Baptista (17), Frobenius (18) e Hevertton Santos (20); Miguel Menino (18), Dário Essugo (16) e Marco Cruz (17); Geny Catamo (20), Sogklund (18) e Isnaba Mané (17)

Curiosamente temos aqui quatro naturais de Portugal, dois da Guiné Bissau, dois do Brasil, dois da Noruega e um de Moçambique. 

Próximo jogo : Amanhã, 15h, Amora - Sporting B 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Aposta na formação

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Por muito que alguns não queiram entender - mas se não querem só têm de encontrar um candidato alternativo nas próximas eleições que lhes dê voz - com a chegada de Frederico Varandas à presidência do Sporting assistiu-se a uma inversão completa do que era até então o papel da formação no Sporting e muito em particular na sua SAD.

Com este presidente considerou-se (finalmente) que muito mais importante do que ganhar títulos nos escalões de formação seria seleccionar, fidelizar e levar à primeira equipa os jovens que mais se destacam, tenham a idade que tiverem.

E assim foi possível levar Nuno Mendes a Campeão Nacional pelo seu clube do coração e agora, numa venda magnífica ao PSG, à partilha do balneário com Messi e muitas outras estrelas. E assim foi possível termos um Essugo com 16 anos a estrear-se na primeira equipa num jogo com o Guimarães cujo resultado, na altura ainda em aberto, poderia ser decisivo para a conquista do campeonato.

O reconhecimento externo disso chegou agora. O Sporting sagrou-se, esta terça-feira, um dos emblemas vencedores dos European Club Association (ECA) Awards 2021 ao conquistar o prémio na categoria Futebol de Formação. A atribuição do galardão deve-se ao projecto do Modelo Centrado no Jogador (MCJ) que os Leões implementaram nas camadas jovens ao longo dos últimos anos. A decisão foi anunciada no seguimento da 26.ª assembleia geral da ECA, que está a decorrer em Genebra.

No vídeo de apresentação do vencedor, partilhado nas redes sociais da ECA, Tomaz Morais, director do futebol de formação do Sporting CP, revelou as características procuradas pelos Leões: "O Modelo Centrado no Jogador é uma abordagem holística e científica aos nossos jogadores e equipas. Temos muitas áreas a realizar um fantástico trabalho. Queremos que os jogadores tenham boa educação, carácter, valores, disciplina, compromisso. Isso é muito importante para nós. Para o Sporting CP, a atitude é a qualidade mais importante dos jogadores", frisou, lembrando também que a formação leonina teve um papel de grande relevância na conquista da Liga pela equipa principal em 2020/2021. (...) Onze jogadores da formação ganharam o campeonato com a equipa principal. Não tenho palavras, foi um sonho para nós. Vencemos o campeonato com os nossos jogadores da formação dentro da equipa. Foi muito importante para todos nós na Academia. Foi um momento muito especial e provámos o valor do MCJ", referiu.

 

Quem teimar em não perceber o que é o modelo, basta consultar os plantéis da equipa A, da B e dos sub23 e ver a idade dos jogadores envolvidos. Obviamente que se os de idade de juvenil jogassem pelos juvenis e os de juniores pelos juniores, tínhamos mais condições de ganhar os títulos das respectivas categorias. Mas isso interessa para quê e para quem, exactamente?

Ainda mais interessante do que este prémio é que, pelo que se vai sabendo, este modelo está a ser aplicado transversalmente a todas as equipas e modalidades, no futebol feminino temos uma equipa rejuvenescida que acabou de ganhar a Supertaça, no hóquei em patins - em protocolo com o Sacavenense - estamos a relançar a formação, para um dia nos libertarmos duma maioria de espanhóis e argentinos no plantel, no andebol, basquetebol e voleibol o peso da formação está a aumentar.

 

Não acredito num Sporting a comprar para ganhar, com equipas transformadas em legiões estrangeiras que custam muito para o que produzem. Muito menos em jogadores tipo Ricardinhos e treinadores tipo Jorge Jesus que prometem e exigem muito para o que ganham, pescam na formação aquilo que mais lhes interessa, o resto não é com eles.

Acredito num Sporting baseado na formação e potenciado por gente de fora, nacional e estrangeira, que faça a diferença (Yazaldes, Coates, etc), sob a liderança de treinadores carismáticos e ganhadores. Aqueles treinadores que têm um carinho especial pela formação, como foi o caso de Boloni e Malcolm Allison, como é agora o caso do Rúben Amorim, como é o caso, mais ou menos conforme as circunstâncias de cada um, dos treinadores do futebol feminino e das modalidades.

É o que cada vez mais está a acontecer e ainda bem. Seja quem for o presidente, é por aqui que passa o futuro do nosso amado Sporting Clube de Portugal.

 

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SL

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