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És a nossa Fé!

Vitória portuguesa: opiniões espanholas

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El Mundo, Eduardo Castelao:

«Espanha perdeu ontem nos penáltis contra Portugal depois de uma noite discreta, simbolizada por Lamine Yamal, desaparecido durante os 105 minutos em que jogou. Essa versão cinzenta de Espanha podia ter vencido a partida, mas o ímpeto de Portugal, selecção muito mais insaciável do que a espanhola, levou o embate para os penáltis.»

 

AS, Héctor Martínez:

«Cristiano esteve sempre disponível, multiplicou-se em desmarcações e lutou umas vezes com Huijsen e outras com Le Normand. Contra eles não conseguiu, mas sim com Cucurella, que se mostrou demasiado ingénuo para despachar uma bola que saltou na pequena área. Cristiano puxou dos galões e empurrou suavemente o lateral do Chelsea, incapaz de impedir o remate do gigante do Funchal. Outro golo na algibeira, nove em oito jogos desta Liga das Nações.»

 

Marca, José Félix Díaz:

«Nuno Mendes foi um perigo constante. No ataque, além de marcar, atordoou a defesa espanhola. Ninguém conseguiu travá-lo, mas seria injusto apontar culpas a Mingueza sem mencionar Lamine no capítulo das marcações pois não auxiliou o lateral e foi por aí que Espanha começou a quebrar-se. O lateral do PSG participou no empate e soube ler perfeitamente quando e onde atacar.»

 

El País, David Álvarez:

«Nuno Mendes voltou a construir a resposta pelo flanco esquerdo, que devia proteger de Lamine. Até que se inverteram as posições e o português fugiu ao espanhol com um passe rápido. Escapou, cruzou e Cristiano Ronaldo surgiu junto ao segundo poste para empatar. O avançado, a lenda, tinha passado o jogo a flutuar, entrando e saindo do fora-de-jogo como se fosse vaporoso, até avistar uma presa e caçá-la: "tac", ao primeiro toque.»

 

ABC, José Carlos Carabias:

«Dois anos e dois meses depois, a selecção [espanhola] morde o pó do chão. Perde um jogo e a final da Liga das Nações lutando para ganhar, sem virar a cara, ambiciosa. Mas é inferior a Portugal, aos seus jovens talentos, ao seu futebol de alta-roda.»

Martinarrota

Todos se recordarão das narrativas que aprendemos na escola daquela batalha em que derrotámos uns espanhóis com muito maior capacidade bélica mas com o "rei na barriga" e a nunca pensar que estavam a candidatar-se ao pior. Percebe-se melhor esta ideia se tivessem visto a final da Liga das Nações na TVE como eu.

O nosso treinador catalão esteve soberbo na arte da dissimulação. Com um onze sem defesa direito nem trinco, teria sido "bar aberto" na primeira parte para Williams e companhia se não fosse um Condestável feito em Alcochete que não estava para aturar aquele despautério.

Sem conseguir articular uma jogada colectiva, o 2-1 só aconteceu pelo golaço do Nuno Mendes.

A segunda parte, com os dois que faltavam no onze, foi em tudo diferente. Espanha resolveu como o Benfica no Jamor embora por métodos mais desportivos e sem túneis nem toupeiras. Tentou jogar com o relógio e foi ficando mais vulnerável à "cavalaria" que o catalão careca ia metendo.

O Condestável Nuno e o rei Cristiano levaram aquilo para prolongamento. Nos penáltis o Nuno cumpriu e o Diogo resolveu. 

O Tony Silva e o João Feliz e contente desta vez não jogaram, mas o catalão pai deles não os esquece.

Ter que gramar com o sarrafeiro naturalizado Pepe como embaixador é ofensivo para um Sportinguista. Só faltaram o Otávio e o Galeno como "damas de honor". Mas é o que temos. Só mesmo um morcão para confundir esta gente com o Matheus Reis.

SL

Sobre a inveja e outros defeitos graves

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A inveja é o maior "desporto" nacional.

Na hora de mais um triunfo da selecção portuguesa (o nosso terceiro título em nove anos), alguns marretas ocupam o tempo, uma vez mais, a vomitar ódio contra o melhor jogador português de sempre, capitão da equipa das quinas. E não só contra ele.

Ontem, antes do jogo, num "painel" televisivo, cinco desses gastaram toda a saliva disponível a disparar críticas de rajada a tudo quanto mexe na selecção. No final do jogo, voltaram a aparecer: aquilo parecia um velório, dava a ideia que lhes tinha falecido um ente querido. E lá vomitaram as mesma críticas como se o jogo não tivesse acontecido, como se Portugal não tivesse derrubado a "superlativa Espanha", como se o "velho Ronaldo" não tivesse voltado a marcar um golo decisivo, como se não fôssemos agora a única selecção com duas Ligas das Nações no palmarés (França uma, Espanha uma).

Enquanto o país celebra, aqueles tristes expunham a azia em directo, ao vivo e a cores. Pareciam espanhóis, muito tristes com a má exibição do "genial Lamine" a quem o "velho Ronaldo" roubou a bola num dos mais aplaudidos lances desta final que nunca esqueceremos.

Recomendo-lhes o que já aconselhei a outros: sais de frutos e bicarbonato de sódio. 

Enormes: somos os melhores

Portugal vence Liga das Nações

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A excelente selecção nacional de futebol, comandada por Roberto Martínez, acaba de vencer a Liga das Nações, batendo na final a poderosa Espanha, actual campeã europeia. Com 2-2 no final do prolongamento (golos dos leões Nuno Mendes e Cristiano Ronaldo) e triunfo nos penáltis. Convertidos por Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes (melhor em campo, neutralizando Lamine Yamal) e Ruben Neves. Diogo Costa defendeu o pontapé de Morata.

Terceira final ganha pela equipa das quinas em menos de dez anos. Depois do Campeonato da Europa em 2016 e da Liga das Nações em 2019.

Portugal é agora o único país com duas Ligas das Nações no palmarés.

Festejo? Celebro? Sinto-me feliz? Claro. Como milhões de compatriotas. Em todo o mundo.

Espero que pelo menos durante um par de dias os profetas da desgraça fechem a matraca. Também eles acabam de ser derrotados, por goleada.

Bilhete aos derrotistas

Há longos anos que vos oiço dizer sempre mal da selecção. Sempre, sempre. Quando perde, quando empata, quando vence - até quando goleia.

É paranóia, já me convenci.

Parece que vos invade o ódio quando avistam as quinas na camisola. Depois disfarçam dizendo que a culpa é dos seleccionadores e dos jogadores. 

E no entanto esse ódio não consegue travar o rumo vitorioso da selecção nacional de futebol. Antes pelo contrário, como os factos comprovam.

 

Nos últimos 21 anos qualificámo-nos para quatro finais de competições da UEFA a nível de selecções: 2004, 2016, 2019 e agora em 2025. Fomos vice-campeões europeus em 2004 com Luiz Felipe Scolari, campeões em 2016 com Fernando Santos, vencemos a primeira Liga das Nações com este treinador três anos mais tarde e agora chegamos à final de Munique, também para a Liga das Nações, com Roberto Martínez.

Alguns de vós sentem azia, amigos derrotistas? Recomendo sais de frutos e bicarbonato de sódio. Talvez ajude.

Quente & frio

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Gostei muito desta final da Taça de Portugal, conquistada com todo o mérito pela nossa equipa. Talento, competência, brio, sacrifício, espírito de grupo, fibra de campeões. Foi uma final dinâmica, emotiva, com resultado incerto até quase até ao fim. Grande em qualidade e quantidade: jogaram-se mais de 130 minutos. Com o Sporting a protagonizar uma das mais épicas reviravoltas de que tenho memória: já no final do tempo extra concedido pelo árbitro Luís Godinho, ao minuto 90'+11', quando perdíamos 0-1, Gyökeres protagoniza lance de génio ao passar por António Silva e prosseguir em ritmo avassalador até ser carregado em falta por Renato Sanches em zona proibida. Foi ele a converter o penálti - mais um - e a tornar inevitável o prolongamento. Com o Benfica arrasado psicologicamente, marcámos mais dois nessa etapa suplementar. Fazendo jus por inteiro ao nosso lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. A anterior Taça de Portugal fora conquistada em 2019, com Marcel Keizer ao leme da equipa. Rui Borges conseguiu em seis meses um título que Ruben Amorim foi incapaz de ganhar em cinco épocas. E torna-se o primeiro treinador português do Sporting a vencer neste século a dobradinha. A anterior conquista teve como técnico o romeno Laszlo Bölöni, em 2002.

 

Gostei de Trincão, para mim o melhor em campo. Incompreendido por tantos adeptos, e alvo do injurioso sarcasmo dos letais durante toda a época, voltou a demonstrar como foi imprescindível nesta gloriosa caminhada rumo aos dois títulos supremos do futebol português. Jogador mais utilizado durante a temporada, com 4682 minutos de leão ao peito, esteve ontem envolvido em todos os nossos golos: é ele a isolar Gyökeres num soberbo passe de 30 metros, ultrapassando a débil resistência de Florentino no lance do penálti; foi ele a assistir no segundo, aos 98', com um belo passe em arco para a cabeça de Harder; e é ele quem fecha a contagem, aos 121', num túnel ao inepto António Silva e disparo perante o impotente Samuel Soares após o dinamarquês lhe ter retribuído a gentileza num passe cirúrgico. Lance de génio, golaço para ver e rever. Ilustra bem o que é este Sporting bicampeão de 2024/2025 na frente de ataque, temível para qualquer adversário: trio de luxo composto por Francisco Trincão, Conrad Harder e Viktor Gyökeres. Também gostei da estreia de David Moreira na equipa principal: o lateral esquerdo, de 21 anos, entrou aos 115', ainda a tempo de contribuir para anular Di María. Estreia de sonho.

 

Gostei pouco da primeira parte, que terminou empatada a zero. Consentimos demasiado domínio territorial à equipa adversária e quase não soubemos critar situações de perigo. Aí brilhou Rui Silva, confirmando aos últimos cépticos que foi um dos nossos melhores reforços da temporada. Sobretudo aos 20', negando o golo a Pavlidis num voo em que desviou a bola para o ferro. Intervenções decisivas também aos 81' e aos 90'+8, bloqueando remates de Belotti e Leandro. Gigante entre os postes, sem culpa no golo encarnado, aos 47', num eficaz remate de meia distância de Kokçu. 

 

Não gostei do desempenho de Pedro Gonçalves, que perdeu várias bolas e foi presa fácil para Otamendi: sem surpresa, saiu aos 75', dando lugar a Harder, que esteve num plano muito superior. Aliás Rui Borges derrotou o treinador rival, Bruno Lage, também nisto: o Sporting, ao contrário do Benfica, foi melhorando a cada substituição. Rendimento mais fraco revelaram também Eduardo Quaresma (substituído por Fresneda aos 83'), que perdeu um duelo aos 81' com Schjeldrup, e Debast (cedeu lugar a Morita aos 58'), que facilitou a tarefa ofensiva de Pavlidis aos 20'. Mas não gostei sobretudo de pressentir que esta 18.ª final da Taça de Portugal conquistada pelo Sporting era a última ocasião para todos vermos Gyökeres de verde-e-branco. Ainda está e já nos desperta saudades: é um dos nossos melhores goleadores de todos os tempos.

 

Não gostei nada daqueles canalhas que nas bancadas onde se concentrava a maioria dos adeptos benfiquistas desataram a imitar o criminoso som do very light, numa aparente glorificação do assassino que noutra final da Taça, naquele mesmo palco, em 1996, roubou a vida ao sportinguista Rui Mendes, de 36 anos. Esta escumalha já fez o mesmo vezes sem conta no pavilhão encarnado, quando o Sporting lá joga, perante a indiferença cúmplice dos responsáveis desse clube. Merecem bem a derrota que acabam de sofrer em campo. Merecem mil derrotas enquanto continuarem a comportar-se desta forma miserável

Pódio: Harder, Rui Silva, Trincão, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica (3-1), final da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Harder: 27

Rui Silva: 27

Trincão: 26

Gyökeres: 26

Morten: 22

Morita: 21

Gonçalo Inácio: 21 

Quenda: 20

St. Juste: 20

Maxi Araújo: 20

Fresneda: 19

Geny: 18

Pedro Gonçalves: 17

Eduardo Quaresma: 17

Debast: 15

Matheus Reis: 14

David Moreira: 8

 

ZeroZero e o Record elegeram Harder como melhor em campo. O Jogo e A Bola destacaram Trincão.

Dizem os adeptos benfiquistas…

… segundo o Record:

«O Benfica saiu ontem derrotado da final da Taça de Portugal (1-3 após prolongamento) e viu o bicampeão nacional Sporting erguer o troféu. No final do encontro, Record ouviu conhecidos adeptos dos encarnados que não esconderam a revolta.

Paula Lobo Antunes, atriz: “Até aos 90 minutos, o Benfica foi superior e  tinha o jogo ganho, mas aquele prolongamento foi muito infeliz. A falta do Renato Sanches foi lamentável. O Bruno Lage não teve grande mão na equipa. No prolongamento vi outro Benfica que não aquele que foi durante os 90 minutos.”

Lourenço Ortigão, ator: “O Benfica entrou com vontade durante os 90 minutos e foi superior em todos os momentos. Senti o Benfica inspirado e com vontade de levar a Taça. Foi um lance infeliz que originou o penálti nos últimos segundos. O Sporting este ano teve a estrela do lado deles, tudo lhes correu bem e hoje foi uma prova disso. Há um lance ou outro em que questiono as opções do árbitro. A estrela de campeão esteve do lado do Sporting. Estamos frustrados pelo resultado, mas não pela forma como jogou o Benfica.”

Gaspar Ramos, ex-dirigente: “Foi mais um jogo que se traduziu numa deceção enorme para todos os sócios e adeptos. Perdemos o campeonato e a Taça pelas mesmas razões. Temos o melhor plantel e não conseguimos ganhar. Na 1ª parte, o Benfica controlou o jogo e até deu a impressão que o Sporting andou a semana toda a festejar, entregavam as bolas, mas o Benfica falhou várias oportunidades. Na 2ª parte voltámos a ter oportunidades e não aproveitámos. Nos últimos segundos sofremos de penálti por um erro de um jogador. Os jogadores dão a sensação de estar intranquilos. O Benfica tem de se queixar de si próprio e rejeito as afirmações de Bruno Lage de que o árbitro é o culpado. De maneira nenhuma! No campeonato não fizemos exibições compatíveis com a qualidade do plantel. Estou revoltado.”

António Raminhos, humorista: “É o resumo da época do Benfica. Deixar à sorte, ao azar, aos postes, e eventualmente aos árbitros, os momentos decisivos. Alguma coisa vai ter de mudar. O quê? Não sei, não estou dentro da estrutura, limito-me a sofrer, o que é chato porque não estou assim tão habituado a isso.”»

A Sportinguização do Benfica

Há uns anos, quando decorriam as épocas do Sporting a seco em termos do campeonato, havia uma vaga de fundo no comentário futebolístico que nos queria impingir a ideia da "Belenização do Sporting", basicamente querendo dizer que a época dourada do clube já tinha passado e que estava a cair na irrelevância, ao estilo d'Os Belenenses.

Vamos ignorar por momentos a estupidez e má intenção dessa ideia, porque Os Belenenses, quando não falamos só de futebol, ainda são um grande clube, tendo um número de atletas e um ecletismo enormes, e o Sporting, mesmo nos seus piores momentos, manteve sempre uma massa adepta grande e foi sempre conquistando algumas competições no futebol, uma Taça de Portugal aqui, uma Taça da Liga ali. Além disso, se formos para as modalidades, nunca deixou de ser um dos maiores clubes do país, tanto em títulos ganhos como em número de praticantes.

Mas já que tivemos de aturar tantos estas esta ordinarice da "Belenização", proponho agora que se mude o foco para o nosso rival e se fale da sua "Sportinguização". 

E vejam lá se não há bastantes razões para isso:

- Há coisa mais à Sporting do que se deixar empatar no último minuto e perder no prolongamento?

- Há coisa mais à Sporting do que um jogador destrambelhado seu fazer uma grande penalidade estúpida e desnecessária?

- Há coisa mais à Sporting do que estar em cima no jogo, ganhando por 1-0 e, em vez de tentar ampliar a vantagem, começar a abusar das perdas de tempo e das simulações de lesão, para fazer o tempo passar, e isso correr mal?

- Há coisa mais à Sporting do que meter as culpas todas na arbitragem, ignorando por completo as culpas próprias?

- Há coisa mais à Sporting do que depender apenas de si para ganhar dois títulos no espaço de duas semanas e não conquistar nenhum?

 

Assim, fica lançada a ideia da Sportinguização do Benfica que, estou certo, vai ser aproveitada pelos vários comentadores honestos e isentos que durante anos a fio fizeram o mesmo em relação ao Sporting.

O dia seguinte

E aconteceu a dobradinha, 23 anos depois daquela do tempo do Boloni.

Foi um jogo muito complicado pela exibição do Benfica até se colocar em vantagem no marcador. Muito forte nas transições, com Carreras e Bruma a criarem muitos problemas nas suas arrancadas, enquanto o Sporting circulava a bola mas não criava verdadeiras situações de golo e as bolas paradas eram lançamentos para as mãos do Samuel. Depois do golo, veio outro felizmente anulado, e o Lage armou o circo: simulações de lesões, perdas de tempo constantes, substituições da treta convencido que a taça estava no bolso. Teve azar. Trincão teve uma nesga e arrancou, Gyökeres correspondeu e o recém-entrado Sanches ofereceu um penálti. Que o pobre Samuel que pouco tinha jogado na época não conseguiu defender.

No prolongamento só deu Sporting. As substituições de Rui Borges refrescaram mesmo a equipa, que passou a correr e a lutar a todo o campo. Trincão centrou para a cabeçada fulgurante de Harder e ainda marcou o terceiro numa bela jogada colectiva. 

 

E foi assim. Frederico Varandas passou a ser o presidente mais titulado da história do Sporting. São já três campeonatos nacionais, duas taças de Portugal, três taças da Liga e uma Supertaça em sete anos de mandato.

Julgo que até o Bruno de Carvalho, o Augusto Inácio e o Nuno Sousa o irão aclamar. No caso do Inácio até o departamento médico e a unidade de performance que colocou em condições o Pedro Gonçalves e o St.Juste para a final serão elogiados. O melhor presidente de sempre, dirão eles, e que os sócios que os destituiram ou recusaram tiveram carradas de razão.

Por outro lado, Rui Borges demonstrou hoje que é o legítimo sucessor de Rúben Amorim. Pela forma como mexeu na equipa, substituindo os defesas para atacar melhor, arriscando na estreia dum jovem da B que esteve na intercepção que começou a jogada que deu o golo final.

 

Melhor em campo? Trincão, pelo que fez nos três golos. Despertou a tempo da soneca.

Arbitragem? Critério uniforme. Deixou jogar, teve de ser alertado pelo VAR da patada sobre o Trincão. Só não entendi o porquê dos sucessivos "lesionados" do Benfica nunca saírem do terreno de jogo depois das intervenções demoradas da equipa médica.

E agora? Descansar e preparar o ataque ao tricampeonato. Gyökeres poderá sair, um ou outro também, mas financeiramente estaremos ainda mais fortes e o plantel poderá ser menos curto e mais equilibrado do que este ano.

 

PS: Já no final do jogo, na saída atrás da tribuna, passou por mim o Tomaz Morais. Aproveitei para o cumprimentar e agradecer o seu desempenho em Alcochete e a subida da equipa B. Ele respondeu dizendo que iria ser mais um desafio e lembrou o grande desempenho do David Moreira que tenho visto na B a central. Uma "máquina", diz ele que o conhece melhor que eu. Temos lateral esquerdo de futuro.

SL

Nunca duvidei

 

Andei meses a escrever neste blogue que o Sporting iria conquistar o bicampeonato - primeiro em mais de 70 anos. 

Assim foi.

Andei meses a escrever neste blogue que o Sporting iria conquistar a dobradinha - primeira em 23 anos.

Assim é.

Acabamos de vencer a Taça de Portugal, derrotando o Benfica por 3-1 na final do Jamor. Festa leonina a dobrar. 

 

O melhor Sporting de que me lembro desde sempre.

O que ruge bem alto. Superior. Ninguém o controla, ninguém o detém.

Não fizeram falta nenhuma

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Houve festa do futebol no estádio municipal de Leiria, sábado passado, na final ali disputada entre Sporting e Benfica. Como é sabido, quando soou o apito final havia empate: 1-1. Nos 14 penáltis que se seguiram, a sorte sorriu aos encarnados, que levantaram o troféu enquanto a nossa equipa prestava guarda de honra, numa louvável demonstração de desportivismo.

O estádio encheu, havia numerosas famílias nas bancadas, não faltaram sequer pessoas lado a lado com cachecóis e bandeiras dos dois finalistas.

Quem não marcou presença, fazendo birrinha, foram as claques dos dois clubes. Em protesto contra sei lá o quê. Pois ainda bem que ficaram a milhas. Não fizeram falta nenhuma. Pouparam os adeptos a berros, insultos, javardice, potes de fumo, petardos e tochas.

Devia ser sempre assim.

Pódio: Morten, Diomande, Maxi Araújo

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica, final da Taça da Liga, por quatro diários desportivos:

 

Morten: 25

Diomande: 24

Maxi Araújo: 23

Quenda: 22

Israel: 22

St. Juste: 22

Gyökeres: 21

João Simões: 20

Geny: 18

Eduardo Quaresma: 17

Trincão: 15

Debast: 11

Fresneda: 11

Harder: 10

 

Todos os jornais elegeram Morten como melhor Leão em campo.

Seguir em frente

Rui Borges mantém-se invicto ao comando da equipa de futebol profissional do Sporting. Mesmo tendo disputado até agora três dos seus quatro jogos enquanto treinador leonino contra os nossos dois históricos rivais. 

Esta noite aconteceu mais um: a final da Taça da Liga, tendo o Benfica como adversário. A partida chegou ao fim empatada 1-1 - resultado construído ao intervalo, com golos de Schjelderup (29') e Gyökeres (43').

Final muito intensa, com emotivos duelos em várias zonas do terreno e o resultado em aberto até ao último lance. O empate acabou por desfazer-se só após 13 pontapés de grande penalidade: acabámos por perder 7-6. Com um jogador a fazer a diferença, pela negativa: Trincão rematou sem força, permitindo a defesa de Trubin. Ao contrário do que tinham feito Gyökeres, Morten, Harder, Maxi Araújo, Debast e Quenda.

Entregue o título, concentremo-nos nas competições que ainda disputamos. Sobretudo na Liga: mantemos intactas as aspirações à conquista do bicampeonato.

Com Rui Borges ao leme, claro. Após esta final, tenho confiança reforçada no nosso treinador - e a certeza de que a esmagdora maioria dos adeptos pensa como eu.

Vamos lá então seguir em frente.

O dia seguinte

Custa muito perder assim uma Taça, no sétimo penálti, mas as coisas são assim mesmo, ganhou a equipa mais competente nesse momento do jogo. Cabia a Trincão fazer o que os "putos" Harder e Quenda fizeram. Mas não é por isso que existem motivos para dar os parabéns a todos, Trincão incluído, pelo excelente jogo que fizeram.

Mesmo sem meia dúzia de jogadores importantes, mesmo com um ou outro jogador muito desgastado, mesmo sem tempo para treinar um novo sistema táctico, a equipa sempre pareceu confortável no jogo, defendendo com competência e intensidade, atacando com objectividade. Pelo meio, várias jogadas de excelência, alguns jogadores numa das suas melhores noites com a camisola do Sporting, como Diomande, Maxi, Hjulmand e Quenda, e um ritmo de jogo sempre em crescendo perante um adversário com  alguns jogadores de classe extra.

O jogo foi sempre muito equilibrado e repartido entre as duas áreas, os defesas quase sempre a levar a melhor sobre os avançados contrários, o meio-campo era uma zona de passagem. Muitas chegadas à area, muito poucas ocasiões claras de golo.

Rui Borges conseguiu transformar o modelo de jogo do Sporting, recuperando o melhor da herança táctica e estratégica do Rúben Amorim, colocando os jogadores confortáveis em posições que bem conhecem, dando protagonismo aos melhores, valorizando os jogadores. Falta ainda melhor saída a jogar a partir da defesa, e também melhor gestão da posse, sabendo quando fazer circular a bola e quando atacar a profundidade. Mas isso virá com o tempo.

 

Assim, depois do pesadelo que foram as seis semanas de João Pereira, temos todas as razões para supor que vamos ser felizes esta época.

Melhor em campo? Hjulmand, um monstro no meio-campo.

Arbitragem? Impecável, desta vez nada a dizer do Pinheiro.

E agora? Temos equipa, mas faltam jogadores importantes a começar pelo "mágico" Pote. Que voltem depressa para podermos ter outra rotação nos titulares e outra frescura nos jogos.

 

PS: Ia-me esquecendo que no onze inicial do Sporting estavam dois miúdos de 17 anos, Quenda e João Simões, ainda há pouco vice-campeões da Europa em sub17, e no banco estava o Eduardo Felicissimo, também ele da mesma fornada. Assim não vamos ganhar o título de juniores. Bom, por acaso até ficámos fora da série de apuramento de campeão.

SL

Ecos do Europeu (24)

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Nem sempre podemos dizer isto, mas desta vez ninguém tem dúvidas: venceu a melhor selecção. Aquela que exibiu melhor futebol, aquela que obteve melhores resultados, a que seduziu milhões de pessoas em todo o mundo durante este Euro 2024, disputado ao longo dum mês. A Espanha do seleccionador Luis de la Fuente, digna herdeira daquele já quase lendário plantel orientado (primeiro) por Luis Aragonés e (depois) por Vicente del Bosque que venceu dois Europeus e um Mundial em apenas quatro anos.

Ontem à noite, no Estádio Olímpico de Berlim, nuestros hermanos venceram o seu quarto Campeonato da Europa, juntando-o aos de 1964, 2008 e 2012. Isolaram-se como país mais conquistador deste cobiçado troféu - que foi nosso em 2016. E revelaram ao Planeta Futebol dois extraordinários jogadores, que fizeram a diferença: Nico Williams e Lamine Yamal, extremos de pés trocados, dignos herdeiros da eterna magia do futebol de rua.

Foram eles a construir o golo inicial, aos 47'. Num magnífico exemplo de futebol de ataque, concretizado com toques rápidos e olhar fixo na baliza. Bem servido por Carvajal junto à linha direita, Yamal fez um passe de ruptura, lateralizado, Olmo deixou-a passar arrastando os centrais e Williams apareceu solto de marcação pela esquerda, culminando o lance da melhor maneira num remate cruzado.

Futebol clássico, futebol moderno, o futebol de sempre. Protagonizado por um miúdo de 22 anos do At. Bilbau, filho de imigrantes do Gana, e por um miúdo que na véspera festejara 17 anos, nascido na Catalunha de pai marroquino e mãe da Guiné Equatorial.

Vieram do quase-nada, já conseguiram quase tudo.

 

E no entanto até foram os ingleses a criar a única oportunidade de golo da primeira parte. Aos 45'+1, por Foden. Unai Simón estava lá para o travar.

A Inglaterra tentou reagir. No banco e no campo. Aos 61', o seleccionador Gareth Southgate mandou sair Harry Kane, trocando-o por Watkins: tinha a fezada de repetir a fórmula que resultou na meia-final frente à Holanda. Aos 64', Bellingham - goleador do Real Madrid, apagado a jogar como interior esquerdo na selecção - fez a bola roçar o poste num remate rasteiro. Aos 66', a genial dupla Nico-Lamine construiu um golo que só o guarda-redes Pickford conseguiu travar. Aos 73', o recém-entrado Palmer empatou num fortíssimo remate rasteiro.

Renascia por instantes a esperança inglesa. O espectáculo refinava-se, digno de uma final, em ritmo de parada-e-resposta. Aos 82', nova parceria Nico-Lamine com toque de brilhantismo: Pickford voltou a brilhar entre os postes.

Adivinhava-se prolongamento. Mas não foi necessário: Oyarzabal - que substituíra Morata aos 68' - sentenciou a partida aos 87', com preciosa assistência de Cucurella, este indiferente aos assobios que lhe dirigiam nas bancadas desde o início da partida. 

Tudo ainda podia acontecer. Esteve quase para ocorrer o empate, no minuto 90. Unai Simón defendeu à queima-roupa e Olmo, em missão defensiva, afasta-a de cabeça na recarga em cima da linha de baliza. Festejando o corte como se tivesse marcado golo.

 

Caía o pano. Southgate confirmava a fama de pé frio: segunda final consecutiva perdida, após a queda em casa, há três anos, frente aos italianos, na roleta dos penáltis finais. A Inglaterra continua em estado virgem, sem títulos nos Europeus. E o único Mundial que venceu foi o de 1966, aquele em que Eusébio mais brilhou.

Espanha inteira festeja. E com motivos para isso. Após vitórias sucessivas contra a Croácia (3-0), Itália (1-0), Albânia (1-0), Geórgia (4-1), Alemanha (2-1), França (2-1) e agora Inglaterra. Três antigos campeões do mundo derrubados. 

Craques, além do mencionados? Rodri, que não hesito em qualificar como melhor médio actual do mundo: é o verdadeiro pêndulo da equipa, o principal factor de segurança, um referencial de estabilidade. Sem surpresa, foi designado Jogador do Torneio

Outro: Fabián Ruiz. Longe de ser titular absoluto no PSG, revelou-se um dos grandes obreiros deste título europeu de Espanha. A construir golos e a marcá-los. Conciliando eficácia com talento desportivo.

Outro ainda: Dani Olmo, médio ofensivo do Leipzig. Começou no banco, terminou a titular. Imprescindível na selecção campeã. Autêntico todo-o-terreno, este catalão que «parece alemão», como dizem por lá. 

Sai do Europeu como melhor marcador, a par de Kane, Musiala (Alemanha), Mikautadze (Geórgia), Cody Gakpo (Holanda) e Schranz (Eslováquia): todos com três marcados. Soube a pouco. Longe dos cinco de Cristiano Ronaldo, rei dos marcadores no Euro 2021. Único aspecto em que este Campeonato da Europa disputado na Alemanha desiludiu.

 

Com dois golos e uma assistência, Williams foi eleito melhor jogador da final do Euro 2024. Com todo o mérito, com toda a justiça. Numa selecção campeã que integrava nove jogadores oriundos do País Basco: nada como o futebol para limar divergências políticas. 

Irá voar agora mais alto, rumo ao Barcelona. Onde promete fazer parceria inesquecível com Yamal. Mas isso já é outra história.

 

Espanha, 2 - Inglaterra, 1 (final do Euro 2024)

 

Leitura complementar: A Espanha é campeã da Europa porque o futebol ainda sorri de volta a quem não o jogar com medo. De Diogo Pombo, na Tribuna Expresso.

{ Blogue fundado em 2012. }

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