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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (29)

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FESTA ITALIANA NA CHUVA LONDRINA

Nem sempre costuma haver justiça no futebol. Mas desta vez houve. O Campeonato da Europa 2021, realizado um ano depois da data inicialmente prevista, acaba de ser conquistado pela Itália - que não vencia um Euro desde 1968.

squadra azzurra foi, de longe, a melhor selecção deste torneio. E foi também a melhor desta final, disputada num estádio de Wembley cheio, com mais de 60 mil adeptos nas bancadas, sob chuva fina mas persistente. 

 

Os ingleses até começaram da melhor maneira, com um golo de Shaw logo aos 2', coroando um lance muito rápido de futebol colectivo. E dominaram durante a meia hora inicial. Os italianos acusaram muito o golo: aos 30' ainda não tinham conseguido um só remate enquadrado.

O primeiro sinal de perigo partiu do pé esquerdo de Chiesa, uma das grandes figuras da selecção campeã. Aconteceu aos 35', com um forte disparo a rasar o poste. Único lance de perigo da squadra antes do intervalo.

As coisas mudaram no segundo tempo. Sobretudo com as trocas operadas pelo treinador Roberto Mancini aos 54': saíram Immobile e Barella, entraram Berardi e Cristante. Itália acelerou o jogo, encurtou linhas e demonstrou o seu maior trunfo: superioridade técnica, fazendo recuar os ingleses.

Previa-se o golo do empate a qualquer momento. E acabou por acontecer, marcado pelo artilheiro menos provável: o central Bonucci, aos 67', na sequência de um canto.

Chiesa saiu lesionado aos 86': outra magnífica exibição do ponta direita da Juventus, que já brilhara contra austríacos e espanhóis. É um dos heróis desta equipa, tal como o ausente Spinazzola, forçado a abandonar o Euro-2021 cedo de mais.

O melhor talento individual da equipa anfitriã continuou a ser Sterling, mas com um notório defeito: tem o vício de cavar penáltis. Assim fez aos 44', 48' e 90', tentando ludibriar o árbitro, como conseguiu na meia-final frente à Dinamarca que permitiu o passaporte inglês para o jogo decisivo. Mas este juiz da partida não foi na cantiga do médio ofensivo do City. Faltou exibir-lhe o amarelo por simulação.

 

Muito disputado, o prolongamento não desfez o empate registado aos 90 minutos. A final decidiu-se por penáltis.

Aqui primou a incompetência do seleccionador inglês, Gareth Southgate, que para a série de cinco grandes penalidades escolheu dois jogadores muito jovens: Sancho, de 21 anos, e Saka, de 19. Ambos permitiram que Donnarumma - outro herói da noite e do torneio - parasse as bolas na linha de meta. Rashford, de 23 anos, atirou ao poste. E assim a Inglaterra foi atirada fora, para imensa decepção dos milhares de apoiantes ali presentes. Desde 1966 que os ingleses não vencem um grande torneio a nível de selecções.

Também dois italianos falharam: Belotti e Jorginho. Mas prevaleceu a experiência do veterano Leonardo Bonucci, de 34 anos: chamado a converter, não claudicou. Tal como Berardi e Bernardeschi.

A partir daí, foi a festa italiana - que ainda dura. Justíssima festa debaixo da chuva londrina.

 

Inglaterra, 1 - Itália, 1 (nos penáltis finais, os italianos venceram 3-2)

A voz do leitor

«Também lá estava, era a oitava final em que estava presente com o meu Sporting. Três ou quatro filas abaixo dois adeptos discutiram todo o jogo acaloradamente, quase a chegar a vias de facto, se era melhor o Cédric ou o Miguel Lopes, infelizmente estiveram os dois mal neste jogo. Deixaram de discutir no 2-1, aproximaram-se no 2-2 e acabaram abraçados com a vitória.»

 

António Pereira, neste texto do Francisco Melo

O péssimo hábito de despedir treinadores

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Marco Silva venceu Taça e foi afastado quatro dias depois

 

Há dois dias o Francisco Melo trouxe-nos aqui uma bela recordação. Lembrando um dos mais épicos jogos que recordo desde sempre enquanto adepto (e sócio) do Sporting: a final da Taça de Portugal que vencemos em 2015, derrotando o Braga, que tinha estado a jogar com mais um em campo desde a fase inicial da partida.

Infelizmente o técnico vencedor, Marco Silva, viria a ser despedido quatro dias depois dessa proeza - era o primeiro título da era Bruno de Carvalho e o Sporting não vencia uma Taça verdadeira desde 2008, ainda com Paulo Bento ao leme da equipa.

Parece sina no Sporting. Aconteceu o mesmo com vários outros treinadores que ganharam campeonatos e Taças: Joseph Szabo (1954), Juca (1963), Anselmo Fernandez (1964), Otto Glória (1966), Mário Lino (1974), Rodrigues Dias (1978), Fernando Mendes (1980), Malcolm Allison (1982), Augusto Inácio (2000) e Marcel Keizer (2019).

Felizmente esta péssima tradição parece esgotada. Sabemos que Rúben Amorim continuará a orientar a nossa equipa, com vista aos próximos objectivos nas competições internas - Supertaça, bicampeonato e dobradinha - e a uma participação digna na Liga dos Campeões.

Sem paciência, persistência e resistência aos obstáculos nada se consegue.

Parabéns, Sporting. Obrigado, Sporting

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Obrigado, leões. Que conquista admirável. Que caminhada gloriosa. Aos vossos pés caíram os campeões da Rússia, Espanha e da Europa. Estou como o Edmundo Gonçalves que tão bem fez em publicitar o vídeo que pode ser visto mais a baixo nos És a nossa fé. Momento arrepiante e inspirador para todos nós, e que deve ser visto e revisto e visto mais uma vez. Por nós adeptos e por todos os atletas à beira de conquistas maravilhosas de leão ao peito. Importantes são também as palavras do timoneiro Nuno Dias e do grande Capitão João Matos. Do João destaco o que ele disse sobre a identidade que dá a força a esta equipa. Cito de memória, certo que não vou atraiçoar o espírito: “Esta camisola é uma segunda pele. Sentimos o Sporting e esse sentimento faz a diferença na hora da superação, de dar o que falta para vencer. O Sporting é hoje o maior da Europa.” Parabéns, leões! E que a vossa gloriosa conquista europeia seja presságio de outras e admiráveis conquistas do Sporting Clube de Portugal.

Tão grandes como os maiores da Europa

Campeões europeus de futsal

Acabamos de nos sagrar campeões europeus de futsal. Numa partida emocionante disputada na Croácia em que derrotámos por 4-3 o Barcelona - equipa detentora do título.

Nesta final épica, virámos o resultado desfavorável (0-2) registado ao intervalo. Com uma excelente segunda parte que dominámos por completo.

Parabéns ao Nuno Dias, que revalida o título alcançado em 2019. Parabéns aos nossos excelentes jogadores - do Guitta ao capitão João Matos, passando pelo Pany Varela, pelo Zicky, pelo Erick, pelo Cavinato, pelo Rocha, pelo Pauleta, pelo Alex Merlim.

Tão grandes como os maiores da Europa.

Esta Taça da Liga também é nossa

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O Sporting venceu ontem categoricamente o Benfica, vulgarizando o velho rival, na final da Taça da Liga em futsal. Vencemos por 6-2, com golos de Alex Merlim, Rocha, Zicky (2), Pauleta e João Matos. 

Foi o nosso terceiro troféu em seis edições desta competição - ainda mais saboroso por ter sido o primeiro que conquistamos derrotando o SLB na partida decisiva.

No momento em que celebramos mais um título no vastíssimo palmarés leonino, apetece dizer: grande Nuno Dias, grande Rúben Amorim (que em Janeiro, no futebol, também conquistou uma Taça da Liga pelo Sporting). Com treinadores destes tudo até parece fácil.

Pódio: Coates, Porro, Gonçalo Inácio

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga (final da Taça da Liga) pelos três diários desportivos:

 

Coates: 19

Porro: 18

Gonçalo Inácio: 18

Adán: 16

Feddal: 15

Palhinha: 15

Pedro Gonçalves: 15

Matheus Nunes: 13

João Mário: 13

Nuno Mendes: 13

Tiago Tomás: 12

Sporar: 12

Nuno Santos: 11

Jovane: 10

Neto: 1

 

A Bola e o Record elegeram  Coates  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por  Porro.

O dia seguinte

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Disse Rúben Amorim depois do jogo: «Sou muito feliz no Sporting, o projecto é a minha cara, adoro o meu staff. Se pudesse manter isto durantes muitos anos… sei que no futebol as coisas mudam muito rápido, mas adoro o dia a dia no Sporting. Se quiserem despedir-me, tirarem-me de lá, vão ter que me pagar tudo, digo já. Porque gosto mesmo de trabalhar no Sporting.» O que nós podemos dizer é que podes tirar o cavalinho da chuva, estamos ainda mais felizes por termos encontrado um grande treinador e um grande homem, que ontem foi aclamado e atirado ao ar em pleno relvado pela equipa que tem na mão, e por alguns que menos jogam, como Daniel Bragança. 

Repararam também na dupla que acompanhou Amorim na subida ao podium? Coates e Neto, os capitães da equipa, aqueles que além do desempenho em campo são os pilares do balneário, elementos essenciais no enquadramento dos mais jovens e no magnífico espírito de corpo demonstrado.

Quanto ao jogo em si, foi quase perfeito dado o estado do terreno que começou completamente alagado e foi secando com o decorrer da partida, tudo isto mais numas zonas que outras. O Sporting conseguiu entrar forte, com João Mário a comandar no centro do terreno e dominou toda a primeira parte, conseguindo um belo golo por Porro. Com a troca dum Jovane condicionado pelo apitador de serviço por um desinspirado Nuno Santos e o progressivo apagamento do João, a equipa foi perdendo o controlo do centro do terreno e sendo remetida à defesa onde "El Patrón" Coates esteve imperial, secundado por um grande Adán. Mesmo assim, e tirando os dois lances de fora de jogo do Braga, a ocasião mais flagrante de golo foi a do "pé-frio" Sporar que conseguiu passar ao guarda-redes adversário com a baliza toda à sua mercê.

Vitória mais que merecida, apenas ensombrada pela expulsão estúpida de Pedro Gonçalves ao cair do pano por aquele apitador arrogante e desequilibrado que conseguiu inovar na profissão, expulsando sem aviso prévio e simultâneamente os dois treinadores. 

 

Ontem foi o terceiro troféu ganho na presidência de Frederico Varandas em três anos. Todos eles ultrapassando Porto (3x), Benfica (2x), e Braga (2x), o que demonstra que a ambição e a afirmação do Sporting como clube grande não desapareceram com a destituição do ex-presidente, antes estão cada vez mais firmes, pujantes e alicerçados na matriz formadora do clube.

Nessas três conquistas algumas coisas existiram em comum: treinadores humildes e competentes que souberam dar o palco aos jogadores, capitães que vieram de fora mas são do melhor que alguma vez tivemos, equipas que ultrapassaram os seus limites na luta contra adversários mais poderosos. E um presidente que com Hugo Viana, amigo próximo de longa data de Rúben Amorim, criou as condições para que isso acontecesse, deu a cara quando necessário (ontem, para responder à azia dum "pedreiro" mal educado qualquer) e se apagou no momento da vitória. 

Está o Sporting Clube de Portugal de parabéns, estão Frederico Varandas e Hugo Viana de parabéns, e ficaria muito bem a quem se está a perfilar para candidato a futuras eleições dizer isso mesmo. Mas desconfio que, com alguma honrosa excepção, o "silêncio de abutre" vai imperar.  

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Deu gosto, sim

Eu nem dava muita importância ao troféu que o Sporting acabou de ganhar. Dou muito mais importância à verdadeira taça de Portugal, e dessa infelizmente o Sporting já foi eliminado. No entanto, dou importância a todas as provas e penso que o Sporting deve ter como objetivo sempre ganhar todas as provas que estejam ao seu alcance.

Se este ano desvalorizei a taça da Liga, foi porque ela foi disputada em moldes muito pouco competitivos na primeira fase, que praticamente não existiu. Tudo foi feito para proteger os grandes e o Braga, com o objetivo de os ter nas meias finais disputando um mínimo de jogos (dados os condicionantes desta estranha época desportiva). Não me parece correto: todos os clubes que são parte da Liga deveriam ter o direito a disputá-la. Ou se disputava como deveria ser, ou então mais valeria não a disputar este ano. Foi isso que o Sporting defendeu. Essa posição não prevaleceu, e a prova disputou-se desta forma injusta para os outros.

É curioso notar que o Braga gosta muito de se queixar do predomínio dos grandes e da maior atenção que lhes é dada. Quando fala assim, o Braga gosta de falar em nome dos clubes mais pequenos, que são prejudicados pelos outros. Mas desta vez o Braga foi tratado como um "grande", com uma passadeira vermelha até à meia final como os outros, e não o vimos queixar-se da discriminação para com os "pequenos". Pelos vistos tudo está bem desde que se discrimine a favor deles também.

Foi por isso que deu gosto ganhar esta final. No resto, foi um jogo como os outros. O presidente do Braga é que se deveria questionar sobre por que fica ele com uma azia tão grande quando perde com o Sporting.

Quente & frio

Gostei muito desta conquista da Taça da Liga - o nosso terceiro título de campeões de Inverno em quatro temporadas, primeiro conseguido sem recurso ao desempate por grandes penalidades. Uma vitória que culmina a excelente organização colectiva do futebol leonino, com reflexos dentro e fora do campo. E que é um triunfo, acima de tudo, do actual treinador. Rúben Amorim, em apenas 11 meses, conseguiu renovar por completo a equipa, incutindo-lhe dinâmica e força competitiva sem perder qualidade técnica. Apostou nos jovens, acreditou na formação, trouxe ambição para Alvalade. Não por acaso, lideramos o campeonato, onde somos o único emblema sem derrotas à 14.ª jornada. Não por acaso, deixámos para trás o FC Porto nas meias-finais desta competição que voltamos a ganhar após um ano de interregno, batendo o Braga na final disputada em Leiria. Uma final com exibição magnífica de Coates, pilar da nossa estrutura defensiva, verdadeiro patrão do onze, capaz de travar todo o fluxo ofensivo adversário. Neste jogo decisivo protagonizou 14 recuperações de bola e quatro intercepções. Um gigante. Sem favor, o melhor em campo.

 

Gostei do desempenho de Porro, autor do único golo da partida, que carimbou a conquista do título. Golo marcado aos 41', com um soberbo remate cruzado após magnífica assistência de Gonçalo Inácio, hoje alinhando como central descaído para a direita apesar de ser esquerdino: aquele livre convertido em passe vertical de 35 metros para o internacional sub-21 espanhol equivaleu a meio golo. Palhinha foi outro pilar desta conquista, incansável nas acções de cobertura do nosso meio-campo defensivo: é de uma falta indiscutível que sofreu, junto à linha divisória, que surge aquele livre. Lá atrás, Feddal complementou muito bem o trabalho de Coates. Adán - cada vez mais indiscutível na baliza - fez quatro grandes defesas (26', 69', 90'+4, 90'+6). Nuno Mendes revelou acerto e acutilância como ala esquerdo neste regresso à titularidade. Já na frente, Pedro Gonçalves fez magia numa jogada individual ao findar a primeira parte, com Matheus a rubricar a defesa impossível da noite. E Tiago Tomás, muito castigado por faltas que ficaram sem sanção (ao ponto de o árbitro ter marcado contra ele uma cotovelada que lhe abriu o sobrolho e o forçou a sair do campo por estar a sangrar), mostrou-se inexcedível nos duelos lá na frente. Estes foram os jogadores que mais se distinguiram numa final que infelizmente não contou com um relvado à altura e ficou manchada por uma actuação medíocre do árbitro, que tudo fez para estragar o espectáculo.

 

Gostei pouco novamente de João Mário. Numa partida em que se impunha muito esforço físico, muita luta tenaz pela posse de bola, muita capacidade de choque, o campeão europeu voltou a revelar défice competitivo: quando foi substituído por Matheus Nunes, aos 69', dava a sensação de que já saía demasiado tarde. Outro jogador que ficou aquém do que lhe era exigido foi Nuno Santos: actuou em toda a segunda parte, rendendo Jovane, mas transmitiu a ideia de que nunca chegou a entrar verdadeiramente na partida, talvez por inadaptação àquele lodaçal a que só por ironia alguém poderia chamar relvado. Finalmente, uma vez mais, nota nada positiva para Sporar, que aos 59' entrou para o lugar de Tiago Tomás. O esloveno não pressiona, não rouba a bola, não ganha uma dividida, não causa perigo. E, pior que tudo, continua sem marcar golos. Ontem, servido por Matheus Nunes num cruzamento atrasado em que só lhe bastaria empurrar a bola, aos 81', matou o lance com um passe ao guarda-redes. Para esquecer.

 

Não gostei que esta final tivesse sido disputada quase sempre sob chuva incessante e num terreno em condições impróprias para a prática desportiva. É difícil compreender como é que a Liga de Clubes escolhe para palco de uma final um ervado que vira charco, sem um sistema de drenagem eficaz: a bola não rolava, ficava presa nas covas que se iam cavando à medida que chovia, potenciando eventuais lesões e prejudicando de modo irreversível a qualidade do espectáculo, transformado num festival de chutões sem passes de ruptura nem dribles. Algo inaceitável num país que é detentor do título de campeão da Europa em futebol. Os jogadores não mereciam isto. E nós, espectadores, também não.

 

Não gostei nada da miserável actuação do árbitro Tiago Martins, nosso velho conhecido, que fez tudo para tirar brilho a esta final - como se já não bastasse aquela lama outrora chamada relva. Aos 24' este senhor exibiu um cartão amarelo a Jovane num lance em que a falta ocorre ao contrário: foi o nosso jogador a ser empurrado e pisado, passando a jogar condicionado até ao intervalo, quando Amorim decidiu prescindir dele. Deixou passar impunes duas agressões a Tiago Tomás - uma delas, com um murro na face, devia ter valido a expulsão imediata de Fransérgio. Mas o momento mais negro ocorreu aos 33': assumindo-se como protagonista da final, Martins expulsou em simultâneo o nosso treinador e o técnico braguista, Carlos Carvalhal, por palavras que trocaram entre eles e lhe terão ferido os delicadíssimos tímpanos - ambos foram brindados com vermelho directo. É a terceira expulsão de Amorim desde que está ao comando do Sporting - ele que nunca tinha visto um cartão desta cor em toda a sua carreira como jogador nem no anterior percurso enquanto técnico, o que diz quase tudo sobre a perseguição que nos move esta gente do apito. Mais esclarecedoras ainda são as estatísticas do jogo: o Sporting fez 22 faltas, que geraram sete amarelos e dois vermelhos; o Braga, com 24 faltas, ficou-se por dois amarelos e um vermelho. Números que dizem tudo sobre a chocante disparidade de critérios. 

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

A Taça entregue a quem dignifica o futebol - e não a quem o conspurca

Respeito o Braga e os seus adeptos, sobretudo por sendo um clube quase sem palmarés (não ao nível de um Boavista ou Belenenses) se bater nos últimos anos com os maiores clubes nacionais. 

Mas há coisas que definem um Clube, por mais simpático que o tentemos tornar com posts "giros" nas redes sociais. 

Uma delas, é recusar assistência a jogadores, quando se lesionam com gravidade: 

https://maisfutebol.iol.pt/sp-braga/ricardo-ferreira/salvador-deu-a-ordem-para-nao-me-pagarem-a-operacao

Outra, é o mau perder ridículo do indivíduo que preside ao Braga, de que mais uma vez deu mostras no final do jogo de hoje. Mau perder esse que é bastante selectivo. Com o SLB, até sai a rir quando leva 6 ou 7 na Luz.

São personagens que só sujam o futebol português. Parece ter agora um treinador à altura, que não desce ao relvado para cumprimentar o vencedor. Sejam felizes juntos.

Rúben Amorim, Palhinha e outros jogadores de verde e branco estavam, felizmente, no palco da festa para mostrar o que é o desportivismo. O que é o desporto. O que é ganhar com raça. O que é o mérito e o que é o Sporting.

Ah - e é NOSSA!

Viva o SCP.

Que maravilhoso é o futebol

O campo era um charco. Diz o relatador que "futebol é um desporto de Inverno". Pois é, no outro dia o West Bromwich jogou contra o Arsenal debaixo de neve a diferença é que o relvado estava impecável. Esse mesmo comentador entreteve-se a trocar os nomes, Ricardo Horta disputava uma bola com Nuno Mendes, mas para ele era Esgaio contra Jovane. 
O árbitro esteve num nível superlativo. Jovane leva um empurrão pelas costas e uma pisadela, obviamente viu o cartão amarelo. TIago Tomás foi espancado em todas, mas todas as vezes que tocou na bola. Foi até faze sangue, sempre com o beneplácito arbitral. Amorim e Carvalhal entram num bate boca e foram liminarmente expulsos. Sérgio Conceição deve-se ter engasgado de riso lá em casa. No final conseguiu expulsar também Pedro Gonçalves, esse corrécio, esse sarrafeiro, esse malandro, pois foi pela segunda vez para a rua este ano. 
É assim o futebol em Portugal. O Sporting teve a indelicadeza de ganhar depois de uma segunda parte em que exibiu uma defesa de aço. Está mal, pois está.

Amanhã à noite em Leiria

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Ultrapassado o Porto, com grande dificuldade mas também muito mérito, temos agora o Braga na final da Taça da Liga. São duas equipas que se conhecem muito bem, até demasiado bem, pelo que será com certeza um confronto muito táctico, em que os erros de cada uma vão ditar o resultado final. 

O Braga tem uma bela equipa, bem orientada, possante fisicamente, bastante homógenea, com alguns jogadores que passaram ou poderão vir a passar pelo Sporting e que darão o máximo. Deve entrar com três médios todo-o-terreno que procurarão estancar o jogo interior do Sporting, lançar contra-ataques rápidos a explorar o adiantamento dos alas do Sporting, e pôr a bola no Paulinho no momento certo. Não sendo favorita, joga descontraída, e vai ser um adversário muito perigoso.

Favorito é o Sporting: conta com um grande treinador, melhor plantel, acabou de ganhar 2-0 ao Braga para o campeonato e de alargar a diferença para 9 pontos, mas isso pouco servirá se não estiver no seu melhor, ou seja, não cometer os erros gritantes que nos custaram golos nos últimos três jogos e conseguir as mudanças de velocidade no ataque que deixam as defesas contrárias a ver jogar e marcar. Ajudava também que não viesse mais uma vez um árbitro manhoso embarcar no teatro dos bracarenses e inventar amarelos no início do jogo para condicionar os nossos jogadores e obrigá-los a jogar no fio da navalha no resto do mesmo. Tem ideia de quantas vezes isso aconteceu nos últimos tempos?

 

Temos então amanhã um confronto com duas equipas no máximo da sua força, embora com o desgaste inevitável dos últimos encontros.

Do nosso lado vai estar de fora apenas Neto. Amorim apostou em Inácio em vez de Quaresma contra o Braga, e a mudança resultou, pelo que deverá continuar. Falando em frescura, Porro, João Mário e Nuno Santos são os que parecem mais desgastados. Jovane merece mais minutos do que aqueles que jogou contra o Porto. Sporar... é o Sporar. Joga muito (para PL) e marca pouco.

 

Sendo assim, imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Borja, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Plata e Nuno Mendes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane, Pedro Gonçalves, Nuno Santos.

Ponta de lança: Sporar, Pedro Marques.

E apostava no seguinte onze, com João Mário, Nuno Santos,Tiago Tomás e Plata a serem lançados no decorrer do jogo:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Jovane.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Leiria para tentar conquistar a Taça da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Já agora, e no que respeita ao jogo de terça-feira, o Francisco Chaveiro Reis e o Pedro Correia foram os que estiveram mais perto: falharam apenas no Inácio e no Antunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O Calabote do século XXI

 

Nunca é de mais lembrar um dos mais escandalosos roubos de que fomos vítimas. Aconteceu na final da Taça da Liga em 2009, quando um tal Lucílio Baptista - espécie de Inocêncio Calabote do século XXI - ofereceu de bandeja o título ao Benfica no momento em que inventou um penálti contra o Sporting e deu ordem de expulsão ao nosso lateral direito, Pedro Silva. Um penálti a pedido de um jogador encarnado, Di Maria, que logo levantou o polegar em sinal de agradecimento.

É instrutivo rever este vídeo para jamais esquecermos o obsceno nível de degradação a que chegou a descer a arbitragem em Portugal nesse tempo anterior ao VAR. Sob o irónico lema "limpinho, limpinho", imortalizado pelo neobenfiquista Jorge Jesus na sua primeira passagem pelo clube da Luz, onde nunca deixou de ser bafejado pelos apitadores de turno.

 

Neste caso concreto, lamento dizê-lo, a incompetência dolosa não foi apenas de Baptista: foi também dos jornalistas da SIC que narravam em directo esta final e que logo validaram a versão fraudulenta do herdeiro espiritual de Calabote. «Que é um facto que a bola bate na mão de Pedro Silva, é verdade: bate», apressou-se a declarar um deles. «A bola parece que bate claramente na mão esquerda do defesa do Sporting», corroborou o outro. Ambos coniventes com o atentado à verdade desportiva.

Não esqueçamos nunca. Porque estes (árbitros e jornalistas-comentadores) até já podem nem andar por aí, mas outros - pouco diferentes - tardam a sair de cena. Sempre prontos a embaciar a transparência desportiva ao serviço do emblema a que prestam vassalagem.

 

ADENDA: Alertado por um leitor, verifico que Baptista ainda anda por aí. Como vice-presidente da Secção de Classificações do Conselho de Arbitragem da FPF. Medalha por bons serviços?

Liga Europa

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1

O Sevilha - agora treinado por Julen Lopetegui, que não teve sucesso como treinador do FC Porto e foi um técnico sempre com péssima imprensa em Portugal - venceu ontem à noite a Liga Europa. Pela sexta vez, em seis finais - não falhou uma.

Entre os jogadores da equipa sevilhana que agora festeja este importante título inclui-se o sérvio Nemanja Gudelj, contratado no Verão de 2018 para o Sporting pela Comissão de Gestão, liderada por Sousa Cintra. Médio defensivo, actuou como defesa central improvisado nesta vibrante final realizada em Colónia, frente ao Inter de Milão, com vitória sevilhana por 3-2.

Recordo, lamentando, que Gudelj foi sempre um mal-amado em Alvalade. Apupado nas bancadas, insultado pelos autoproclamados "verdadeiros adeptos", apesar disso foi crucial na conquista dos dois mais recentes troféus do futebol leonino: a Taça de Portugal e a Taça da Liga 2019. Acabou por ser dispensado em Julho de 2019 após 43 jogos de Leão ao peito: o Sevilha ganhou com isso. E o jogador também.

O Sporting viu partir mais um cujo valor nunca foi devidamente reconhecido entre nós. Como tem acontecido com tantos outros.

 

2

Bruno Fernandes, mesmo não sendo avançado, sagrou-se melhor marcador desta edição da Liga Europa. Com oito golos - cinco ainda ao serviço do Sporting, os restantes já com a camisola do Manchester United. Devia ser motivo de orgulho para todos nós. Mas nas redes "leoninas" fala-se menos nisto do que no recém-contratado Feddal, que foi apanhado em excesso de velocidade ainda em território espanhol. Diz tudo sobre as prioridadades dos "verdadeiros adeptos".

 

3

O Sevilha, recordo, foi o quarto classificado do campeonato espanhol. Atrás de Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Isto não causou complexos à equipa sevilhana nem a conduziu a sessões colectivas de autoflagelação. Se a conquista de títulos internos é um objectivo remoto, até devido às arbitragens que adulteram com frequência os resultados, sobretudo em benefício do Real e do Barcelona, a Liga Europa tornou-se uma meta plausível - e, como vemos, superada com frequência. 

No Sporting, seria útil meditarmos neste exemplo. Ganharíamos mais com isso do que a comentar os calções do Porro - outro tema que tem mobilizado atenções nas redes sociais por parte daqueles que parecem sempre mais concentrados no acessório do que no essencial.

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