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És a nossa Fé!

9 coisas sobre a Taça da Liga

BOAS E MÁS IMPRENSAS

1. Com pior plantel que no ano transato e contra um clube com melhor plantel que no ano transato, ganhamos a Taça da Liga, sem que eu visse qualquer remoque a JJ na media.
Além de mestre da tática, o homem também tem uma cauda longa que inibe comentadeiros e jornaleiros de se referirem a ele em certos momentos. 

2. A agressividade infantil e possuída da pessoa que treina o Braga e nunca se cansa de perder largo com o Benfica continua a ser tolerada a 100% por comentadeiros e jornaleiros. Até quando?

3. O mau perder do Porto é ridículo e muito elucidativo de como é o futebol português. Mensagens positivas quando se está na mó de cima, comportamentos patéticos e mesquinhos quando se perde.

4. A tolerância da opinião publicada para com este comportamento de Conceição e das suas tropas envergonha-me

5. Mesmo jogando com o nariz partido e não cometendo nenhum erro, Petrovic teve nota negativa. Um pensamento dedicado a quem tem a mania que luta contra o preconceito.

6. A outra pessoa que preside ao Braga e que também nunca se cansa de perder com o Benfica é outro cuja margem de crédito junto da opinião publicada me envergonha.

7. Varandas esteve muito bem nas suas declarações.

8. Bruno Fernandes revelou huevos a criticar o Porto abertamente (por não terem assistido ao SCP a receber o caneco).  

9. Admito a seguinte fraqueza: quase quero que o Sporting perca logo todos os jogos e mais alguns, para não ter de aturar os personagens do futebol indígena, do mau perder dos supostos profissionais e protagonistas à tibieza de 90% dos comentadeiros. 

Viva o treinador adjunto do Porto

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Diamantino Figueiredo, treinador adjunto de Sérgio Conceição (é o Nelson deles) tentou agredir adepto(s) com a medalha recebida no final do jogo (filme aqui).

Toda a cena me lembrou a final da Taça de 2018. Sabe-se o ambiente tétrico em que o Sporting foi jogar, não o descrevo. No final do jogo a equipa subiu à tribuna para receber as medalhas de finalistas vencidos. As imagens televisivas chocaram-me imenso: hordas de adeptos sportinguistas juntos à escadaria do Jamor insultavam os jogadores (e técnicos). Não foi só o vociferar insano que me espantou, foi o fel, o desespero daquela gente por uma mera derrota de futebol, ainda para mais tida naquele surreal contexto pós-Alcochete. Um desespero ululante de uma merda de gente que leva uma vida de merda e que na merda de intelecto que tem ainda sim pressente, de modo difuso, a merda que é e a merda que vive. E que uiva essa verdadeira desgraça - desgraçados desengraçados que são - nos campos da bola.

Da sucessão de acontecimentos daquela época terá sido este o que mais me chocou - não a da invasão de Alcochete por um grupo de profissionais da economia paralela, apaniguados (avençados?, por via de bilhetes de futebol ...) da economia do crime em que se tornou o "futebol". Mas sim aquelas dezenas ou centenas de amadores, gritando impropérios aos jogadores junto à tribuna.  

O que esse período mostrou é que a turba infecta, irracional, não é um oligopólio do Porto e do Benfica, com franchisings em Guimarães e Braga. Mas que o Sporting, o tal "clube diferente" que julgávamos ser, ufanos, está preenchido com esta ralé insultuosa.

Ontem mais um episódio. Sob a tribuna - onde os bilhetes até costumam ser mais caros - descem os jogadores e treinadores do Porto. Na zona na escadaria estão concentrados adeptos do "nosso" Sporting. Destinam aos profissionais portistas um incessante coro de "cabrões", "vão para o caralho" e afins. O decano portista, mais velho do que eu, aparenta-o, no calor do pós-jogo irrita-se e estanca. Um dos "nossos" manda-o para a "cona da tua mãe". O homem, como qualquer homem digno, sente-se. E tenta, porque dele algo distante, atingir o "nosso" energúmeno com a porcaria da medalha. Infelizmente desconsegue, até porque logo afastado por um segurança.

O ambiente do futebol é este. Muito acicatado pelo "comunicação social", esse meio profissional (os co-bloguistas do métier que me aturem) que é um lumpen dos letrados. Mas a "comunicação social" tem o nível que tem porque é isso que o seu público "desportivo" quer. É. Um lixo de gente. Um lixo de gente que são estes energúmenos vociferadores, e os holigões mais físicos. Mas também todos os que com eles se sentam, vestindo as mesmas cores e imaginando e proclamando uma qualquer comunhão clubística - "somos todos Sporting", farto-me de ouvir e de ler. Isto apesar do clube ter nos estatutos, explicitamente, que é vedado aos seus associados ofender a moral pública. Qual será a noção de moral pública que os sportinguistas têm, aceitando décadas de comunhão com tanta e tamanha escumalha? Perdão, quero dizer, assim aceitando décadas de ser tanta e tamanha escumalha. Pois se se proclama uma qualquer comunhão com isto de gente, é-se também isto de gente.

Não é curial mas também não é legítimo, no sentido que não é legal, insultar trabalhadores. Não podemos ir à Caixa Geral de Depósitos (apesar do que fizeram com o crédito sem garantias) em grupo mandar para a cona da mãe e para o caralho os seus trabalhadores. Chamarão a polícia. Nem ao Pingo Doce. Nem ao restaurante do bairro. Nem mesmo à loja do desgraçado indocumentado bangladesche. Nem às obras de um prédio (aí levaríamos uma sova de porrada, bem merecida). Ou seja, não é legítimo (legal) ir a um local de trabalho insultar os trabalhadores. Como um campo de futebol. E é tão javardo, imundo, abjecto - "filhodaputa" para usar a linguagem de estádio - o tipo que vocifera, face-a-face com o trabalhador futebolista escudado na mole humana (a "moldura humana" na poética da ralé futeboleira), como aquele que só ombreia, partilha as cores, vai ao estádio. E comemora junto, uno à escumalha vociferadora.

A Federação e a Liga devem tomar consciência. O público que têm é constituído por esta mole de javardos. Os que mandam os trabalhadores para a cona da mãe deles, imensos. E os que se sentam ao lado destes e se calam, ombreando, se as conas aludidas forem as das mães da rapaziada de outros clubes. Dos "outros". E podiam, pelo menos, a tal federação e a liga, acabar com estas "subidas à tribuna". E passarem a entregar os troféus e medalhas no campo de jogo. Onde eles são ganhos. E onde se está longe desta escumalha. Benfiquista. Portista. Sportinguista. Portuguesa.

A sorte protege os audazes

Ganhámos com sorte, sim. Mas haverá campeões sem estrelinha? Creio que não. Por vezes esquecemo-nos de que futebol também é jogo. E o jogo, seja qual for, envolve sempre um componente aleatória.

Uma palavra nos define, acima de outra, nesta final arrancada a ferros ontem à noite, em Braga, frente ao FC Porto: a palavra competência. Com um plantel inferior, em quantidade e qualidade, e um dia a menos de descanso do que a equipa adversária, soubemos fazer das fraquezas força e demonstrar a milhões de portugueses que o Leão, mesmo ferido e desgastado, continua a ser temível.

Repetiu-se o sucedido há um ano, nesta competição que também ganhámos, na altura sob o comando de Jorge Jesus: empate desfeito por penáltis tanto na meia-final como na final. A partida decisiva foi então com o V. Setúbal: os portistas haviam sido eliminados na etapa anterior. Desta vez enfrentámos o próprio campeão nacional, que só conseguiu fazer o primeiro remate à nossa baliza aos 42'. A segunda parte foi de claro domínio azul e branco, culminado no golo aos 79'. A partir daí, o Sporting caiu em cima do antagonista e criou várias oportunidades para empatar. No mais improvável desses lances, aos 89', Óliver derrubou Diaby dentro da grande área. Chamado a converter o penálti, Bas Dost não vacilou.

Na roleta que se seguiu, o holandês voltou a facturar. O mesmo fizeram Bruno Fernandes e Nani. Renan, sucessor de Rui Patrício, defendeu a grande penalidade apontada por Hernâni. E fazia-se a festa de verde e branco na rubra Cidade dos Arcebispos. Pelo segundo ano consecutivo, somos campeões de Inverno.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Não há volta a dar: esta Taça da Liga é muito dele. Sem os três penáltis que defendeu na meia-final contra o aziado Braga, jamais teríamos reconquistado este troféu, ex-taça Lucílio. Ontem voltou a defender outro, revelando-se novamente decisivo. É certo que teve grande responsabilidade no golo que sofremos, aos 79'. Mas o balanço é largamente positivo.

RISTOVSKI. O macedónio não é um primor de técnica, está mais que visto. Ontem confirmou-se lá à frente, quando optou por atirar para a bancada quando tinha Dost e Nani isolados à sua esquerda. Mas bateu-se como um Leão contra Brahimi, um dos mais categorizados adversários. Fez um corte providencial aos 54'. Exibiu boa forma física do princípio ao fim.

COATES. Exibição irrepreensível do internacional uruguaio - e em circunstâncias muito difíceis pois viu-se privado do seu habitual parceiro no eixo da defesa, coabitando com três centrais em dois jogos decisivos. Foi o patrão do sector recuado, autor de cortes providenciais aos 17', 70', 76' e 77'. Só lhe faltou converter o penálti no fim: desperdiçou a oportunidade, como sucedera na meia-final.

ANDRÉ PINTO. Uma das melhores exibições de sempre do central ex-Braga vestido de verde e branco. Na primeira parte, vulgarizou e neutralizou Marega, sem nunca se atemorizar perante o avançado portista. O azar bateu-lhe à porta logo a abrir o segundo tempo, precisamente num choque com Marega: fracturou o nariz e ainda quis jogar em esforço, mas saiu aos 53'.

GUDELJ. Talvez a melhor actuação do sérvio desde que chegou a Alvalade. Competia-lhe aplicar um tampão às ofensivas portistas pelo corredor central. E assim fez, revelando também competência nas dobras aos laterais e na recuperação de bolas. Não está isento de culpas no golo adversário, mas merece nota positiva. Sacrificado aos 83' por motivos tácticos.

WENDEL. Chegou há um ano ao Sporting, mas permaneceu proscrito durante vários meses. Afinal é um jogador talentoso, que está a ganhar lugar cativo no onze titular do Sporting - uma das maiores conquistas de Keizer como técnico. Jogando como médio-ala, no corredor esquerdo, foi essencial na ligação dos sectores e na posse de bola, revelando disciplina táctica e bom domínio técnico.

BRUNO FERNANDES. Muito vigiado, com um raio de acção bastante mais limitado do que é habitual, levou a melhor em sucessivos duelos com Herrera. Quase marcou, de livre directo, no último lance da primeira parte. Passe prodigioso a isolar Raphinha à beira do apito final. Chamado a converter uma grande penalidade, na hora da verdade, cumpriu com brilhantismo. E sem surpresa para ninguém.

NANI. A "casa das máquinas" esteve a cargo do capitão leonino, que fez valer a sua experiência em campo quando era necessário estancar as torrentes de energia portista. Hábil leitor do jogo, sem se atemorizar perante Militão, ajudou a fechar o nosso corredor esquerdo, reforçando o bloco defensivo. Fez um centro fabuloso para Bas (81') e foi competente também a marcar o penálti final.

BAS DOST. Em dois momentos decisivos, cumpriu - tornando-se no improvável homem do jogo. Chamado a converter o penálti após os 90', foi frio e eficaz, metendo-a lá dentro. E redobrou a dose, atirando-a para as malhas da baliza a abrir a ronda final de grandes penalidades. Pressionou muito à frente, ganhou lances aéreos. Podia ter marcado aos 81', mas assim a final teria sido menos emocionante.

PETROVIC. Com Mathieu ausente e André Pinto lesionado logo a abrir a segunda parte, revelou-se uma das mais graves lacunas do nosso plantel: falta-nos um quarto central. Aos 53' o médio defensivo sérvio avançou do banco e fez parceria com Coates. Missão bem sucedida: foi intransponível, mesmo após ter fracturado o nariz num choque (também ele, tal como André). 

 

 

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SINAL AMARELO

 

ACUÑA. Desta vez não brilhou, tendo pela frente as investidas de Corona, embora fosse o mesmo argentino combativo a que já habituou os adeptos. Por vezes é mesmo combativo em excesso: amarelado aos 35', e com a sua natural propensão para discutir com os árbitros, acabou por não regressar ao relvado após o intervalo. Keizer fez bem: o seguro morreu de velho.

RAPHINHA. Ainda não retomou o melhor nível desde que veio de lesão, revelando algum défice de eficácia nos metros finais do terreno: bem servido por Bruno, que o isolou aos 90'+5, desperdiçou essa soberana oportunidade de sentenciar a final antes do apito. Mas completou com eficácia a missão de Ristovski nas manobras defensivas do nosso corredor direito.

JEFFERSON. Esteve em campo durante toda a segunda parte - o período mais complicado para o Sporting, após o nosso notável desempenho colectivo nos 45 minutos iniciais. Foi comedido nas acções ofensivas, certamente por ordem do treinador, e ajudou a fechar o flanco. Ia estragando tudo com um recuo de bola disparatado aos 88', salvo in extremis por um companheiro.

DIABY. Com o Sporting a perder, a cerca de um quarto de hora do fim, Keizer arriscou - e fez muito bem. Saiu Gudelj, entrou Diaby para refrescar o nosso ataque, já muito desgastado. O maliano pouco mais fez do que correr sem bola, ampliando as linhas de passe. Mas teve sorte: numa dessas incursões, já dentro da área portista, foi derrubado à margem das regras. Tudo mudaria a partir daí.

Quente & frio

Gostei muito  de ver o Sporting entronizado como campeão de Inverno e o nosso grande capitão, Nani, erguer a Taça da Liga no estádio do Braga, mostrando aos adeptos - ali, em todo o País e nas comunidades portuguesas no estrangeiro - o primeiro troféu conquistado na era Varandas e na era Keizer, o primeiro troféu do futebol português em 2019. Um troféu alcançado em circunstâncias duríssimas (perante um forte FC Porto que dispôs de mais um dia de descanso) na sequência da vitoriosa meia-final frente ao Braga. Depois de afastarmos a equipa braguista, hoje batemo-nos com brio e galhardia perante um valoroso adversário, que vendeu cara a derrota e só foi derrubado nas grandes penalidades finais. Pela segunda vez na mesma semana, a grande força mental da nossa equipa veio à superfície: fomos superiores na hora do tira-teimas. E revalidámos o título: duas Taças da Liga em anos consecutivos.

 

Gostei  da emoção que marcou do princípio ao fim esta final. Um verdadeiro clássico, muito disputado no terreno, com dois fortes dispositivos tácticos enfrentados em campo e um inegável espírito colectivo que animou o onze leonino, apontado à partida como menos favorito por quase todos os especialistas do comentário futebolístico cá do burgo. No momento da verdade, contrariando estas pitonisas, fomos superiores. Bas Dost - homem do jogo - converteu com muita competência dois penáltis com poucos minutos de intervalo: um ao cair do pano, que nos transportou para a decisão após o apito final, e o outro a abrir a ronda das grandes penalidades que ditaram o vencedor do troféu. Renan, que defendera três penáltis na meia-final contra o Braga, bloqueou hoje mais uma, convertendo-se numa figura imprescindível do onze titular leonino. Bruno Fernandes e Nani, dois dos jogadores mais categorizados do actual futebol português, cumpriram também a sua obrigação na marca dos onze metros. Um prémio justo para eles - e também para os milhares de adeptos que compareceram na Pedreira em incentivo permanente aos profissionais deste nosso grande clube.

 

Gostei pouco  de ver, por estes dias, que alguns adeptos e simpatizantes do Sporting continuam a chamar "taça da carica" ou "Taça Lucílio" a esta competição, que nos dois últimos anos teve a nossa marca vitoriosa e nos merece novamente o título de campeões de Inverno, consagrado pela própria Liga de Clubes. Não faz o menor sentido, na era do vídeo-árbitro e numa altura em que a Taça da Liga passou enfim a mobilizar as atenções dos desportistas de todo o País, haver entre nós quem se apresse a desvalorizar este troféu.

 

Não gostei  da excessiva superioridade territorial que concedemos ao FC Porto durante 25 minutos da segunda parte em que permanecemos demasiado acantonados no nosso meio-campo defensivo. Foi nessa fase da partida que sofremos o golo solitário, aos 79', em consequência da forte pressão portista. Mas soubemos reagir muito bem à adversidade. E o treinador reagiu da melhor forma, não baixando os braços: mandou sair o médio defensivo, Gudelj, trocando-o pelo extremo Diaby. Seis minutos depois, a ousadia do técnico foi recompensada: o jovem maliano deu profundidade ao nosso ataque, acabando por ser derrubado em falta na grande área azul e branca: por indicação do vídeo-árbitro, João Pinheiro apontou para a marca de penálti. Era o momento decisivo da final, que nos abria o caminho do troféu com a grande penalidade convertida por Bas Dost aos 90'+2. Também não gostei da substituição forçada de André Pinto, por lesão, aos 53': o defesa, que estava a ser um dos nossos melhores em campo, lesionou-se num choque com Marega e acabou por ceder o lugar a Petrovic, que funcionou até ao fim como central improvisado, dando boa conta do recado.

 

Não gostei nada  da falta de desportivismo da equipa do FC Porto - incluindo aqui o técnico Sérgio Conceição - que abandonou o estádio antes da entrega do troféu ao Sporting, sem retribuir a "guarda de honra" que pouco antes os nossos jogadores haviam dedicado no relvado aos adversários, finalistas vencidos. Precisamente ao contrário do que o Sporting fez em Maio, no Jamor, ao perder a Taça de Portugal para o Aves: a desilusão era imensa, mas nenhum dos nossos então arredou pé. Como diria Nani, noutro contexto, quem não sabe perder também não sabe ganhar.

Soube ainda bem melhor

Inacreditável. Pelo menos para mim, que ainda me estou a recompor, esta vitória foi mesmo inacreditável, contra uma equipa superior, com mais um dia de descanso, estando em claro deficit físico, com amarelos e lesões em catadupa, em que o único deslize defensivo deu golo, e mesmo assim, entrou Diaby e com ele o empate e Renan fez o resto. Inacreditável.

Uma vitória tremendamente saborosa, para o presidente, Frederico Varandas que demonstrou que não é preciso ser alucinado e malcriado para conduzir o clube às vitórias, para Keizer e a sua equipa técnica, que conseguiu montar uma equipa competitiva e competente a defender e a atacar dentro das limitações existentes, e para os jogadores, alguns deles que tinham passado pela triste situação da final da Taça de Portugal e por aquela vergonha que se passou nas escadarias do Jamor, protagonizada pelos arruaceiros das claques. Os mesmos do jogo contra o Loures, os mesmos que merecem o distanciamento dos jogadores que se regista em Alvalade, os mesmos que têm os amigos na prisão por assaltarem a própria casa.

Está tudo bem? Nem por sombras, mas depois do que foi a pré-época e de todas as dificuldades ocorridas, nota-se trabalho, nota-se evolução, nota-se confiança, estamos no bom caminho, e... Ganhámos !!!

Que seja o início dum novo período na vida do Sporting. Ganhando ou perdendo, unidos à volta do clube, dos órgãos sociais, da estrutura técnica e dos nossos grandes jogadores, os nossos ídolos. 

SL

2018 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Três presenças na final da Taça de Portugal em sete anos - e apenas uma vitória para o Sporting, em 2015, com Marco Silva ao comando da equipa. A derrota mais recente foi também a mais dolorosa: aconteceu a 20 de Maio, no Jamor, frente ao Aves. Foi o último jogo com Jorge Jesus ao leme do futebol leonino. Também o último desafio de profissionais como Rui Patrício e William Carvalho equipados de verde e branco.

Foi, de resto, uma final que esteve para não acontecer - pelo menos na data em que estava marcada. Porque apenas cinco dias antes ocorreu a vergonhosa e lamentável selvajaria na Academia de Alcochete, com imagens que correram mundo e que levou à suspensão dos treinos da nossa equipa por compreensível decisão do treinador.

O jogo acabou mesmo por efectuar-se. Com Bas Dost alinhando de cabeça entrapada - sinal visível de que tinha sido ele o principal alvo das bestas de cara tapada que invadiram o nosso centro de formação e estágios. E uma exibição muito pálida de profissionais que nos habituámos a ver em grande forma nos relvados, como Rui Patrício, William, Bruno Fernandes e Gelson Martins. Dias depois, todos estes e mais alguns acabariam por rescindir contrato unilateralmente com o Sporting. Vivia-se a mais negra página da vida do nosso clube, pelo menos neste século já com duas décadas de duração.

«A final começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. "Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos." Foram as suas palavras textuais.» Assim comentei, em cima do acontecimento, essa frustrante partida do Jamor - infeliz corolário de uma época para esquecer.

O resultado? O Aves venceu-nos por 2-1. Montero ainda reduziu, a cinco minutos do fim. Mas os dados estavam lançados. Todos sentimos uma imensa e desoladora tristeza.

 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Um ano depois

Há cerca de um ano estava na fila das bilheteiras de Alvalade a levantar bilhetes para ver as nossas leoas no Jamor, na final da Taça de Portugal com o Braga. E lá fomos em grupo apoiar a equipa e ajudar a erguer a Taça, ganha com raça. 

Agora, sinto que não tenho condições para repetir e assistir a nova final. Não estou sozinho. Como podem ter dividido e desmotivado assim? 

A violência, está à vista, não foi só física, como aconteceu em Alcochete, foi muito mais terrível que isso. Atingiu o coração de muitos sportinguistas. Os danos estão feitos. E tem responsáveis. E isso tem que ter consequências.

 

Foi assim que vi a final da Taça

Estive de manhã pelo Jamor, e voltei depois de almoço por motivos de “tradição de almoço em dia de Final da Taça com pai, irmão e amigos”, mas o tempo que lá andei deu para sentir o ambiente. De manhã e até à hora do jogo a atmosfera era o de Jamor, o de dia de Final da Taça: piqueniques pela mata e estacionamentos, a fan zone animada, as pessoas a viver Sporting.

A entrada foi tranquila e já no estádio, os guarda-redes do Sporting vieram aquecer e foram aplaudidos, bem como o resto da equipa. Mas assim que o jogo começou, sentiu-se na bancada como estamos cada um para seu lado, com os seus pensamentos e amarguras. Uns mais esperançosos, outros mais frustrados e irritados, foi fácil identificar pela bancada quem sentia o quê depois de uma semana de pesadelos.

Não é difícil numa Final da Taça ter uma bancada inteira a cantar, mas desta vez não pegou por todo o estádio. Apatia geral, irritação por tudo e um par de botas, alguma esperança com o nosso golo, mas o lado do Aves foi o que se ouviu mais e melhor. E bem, não ponho isso sequer em causa.

Depois de Bas Dost acertar na trave e ser assobiado por isso (não entendo, juro que não), foi sempre a descer. Infelizmente os assobios sobrepõem-se a palma, e pareciam mais. Não se assobiam os jogadores do Sporting, sempre ouvi, mas isso mudou e muito. Continuo a não achar bem e custou-me não só assistir a isso como piorou quando vi as imagens de perto, de caras tristes e ar carregado da nossa equipa. Sim, nossa.

Foi uma Final triste, como tudo foi triste a semana passada. Estamos tristes, não há volta a dar.

Tenho lido as coisas mais inacreditáveis sobre jogadores e acontecimentos, e depois de ler a descrição que está hoje na Tribuna, ao pensar nos assobios e amuos porque “Nem nos agradecem estarmos cá”, só me pergunto: quem são os mimados afinal?

Menos, pessoas. Muito menos.

A final

Começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. 

A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos». Foram as suas palavras textuais.

Enquanto sucedia este psicodrama - o enésimo do consulado Carvalho - o Aves cumpria o seu plano de trabalho: estagiou, treinou-se, robusteceu-se do ponto de vista físico e mental. Apoiado sem reservas pelo seu presidente e pela sua massa adepta.

Quando soou o apito inicial no Jamor, os dados estavam lançados.

Merece parabéns a equipa que hoje conquistou a Taça de Portugal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Final?? Havia outra...

Gosto muito da final da Taça. Mais ainda, gosto muito de ganhar a Taça, aquela competição verdadeiramente democrática, de feitos épicos e de “tomba gigantes”. E depois, disputa-se em “mata-mata”, ou seja, tem tudo a ver com o nosso clube, vivemos assim há anos…

 

Os últimos dias tinham sido de pouco sono, de dormir mal e de ter pesadelos, mas mal o jogo se iniciou, comecei a sonhar acordado: Jesus tinha esboçado um plano maquiavélico para enganar José Mota. Nesse sentido, um bando de caracterizadores invadiu Alcochete e atirou-se aos nossos principais jogadores. Bas Dost era o mais bem maquilhado, com umas assustadoras cicatrizes pintadas na sua testa. As televisões ajudaram a criar um clima dramático, passando a ideia de um intolerável ataque terrorista. De seguida, o treinador leonino suspendeu os treinos e sócios e adeptos desataram a desvalorizar a final da Taça. Mota, ao ver as notícias, convenceu-se de que seriam “favas contadas”. Mandou a equipa deliberadamente para o ataque, impondo um ritmo forte, convencido de que com isso desgastaria uma equipa muito cansada, física e psicologicamente. No meu sonho, com o que o treinador avense não contaria era que o descanso forçado, a que o plano de Jesus obrigou, limparia e libertaria a mente dos jogadores. Uma táctica dinamarquesa…

 

A primeira parte parecia dar razão ao técnico avense. Após um bom início, com 2 cantos logo no primeiro minuto e duas oportunidades perdidas por Gelson na cara de Quim (boas defesas), o Aves marcou, por Alexandre Guedes. Estavam decorridos 16 minutos. Até ao intervalo, o jogo entrou numa toada de equilíbrio, com uma maior agressividade sobre a bola dos nortenhos e maior classe por parte do Sporting, sob a batuta de um Bruno Fernandes cansado mas a fazer belos passes à distância, embora tivesse ficado claro para todos a já tristemente habitual indefinição de posições entre William e Battaglia.

 

O Sporting voltou para a segunda parte com Montero no lugar de William. Bas Dost substituiu o penso pela touca e tentou o golo de pé esquerdo, a passe de Montero. Mathieu, de livre, testou Quim e, de seguida, Vitor Gomes e Bruno Fernandes quase metiam a bola na gaveta. Jesus alterou para uma espécie de 3-5-2, entrando Misic para o lugar de Coentrão, mas Alexandre Guedes, um produto da Formação que nos últimos anos temos vindo a desprezar, marcou o segundo para o Aves.  O jogo parecia sentenciado, mais ainda quando Dost perdeu um golo cantado, acertando na barra sem ninguém à frente. Até que Montero ganhou espaço na área e marcou com uma pontapé volley. Até ao fim, o Sporting tentou, tentou, mas não conseguiu obter o golo que levasse o jogo para prolongamento.

 

O jogo acabou e deixei de sonhar. Acordei para a dura e hedionda realidade. Perdemos. Mas, afinal, o amor à camisola ainda existe, a fazer lembrar outros tempos, época em que não havia claques, nem ameaças de faxes e/ou emails, mas sim o amor genuíno dos adeptos comuns que os jogadores retribuíam de igual forma. Hoje, eles reagiram à “carta” entregue no Jamor por todos os sócios que têm as suas quotas em dia, pagam a sua gamebox anual e mostram uma determinação notável em, de uma forma anónima, nos estádios, no trabalho, em família ou entre amigos, colocar o Sporting sempre acima de vaidades pessoais. Um amor em forma de “nós” e não de pouco mais do que duas dúzias de “eu(s)” (como se já não bastasse o múltiplo “eu” presidencial). Tentaram os nossos jogadores, mas a disposição em campo foi caótica, feita de mais querer do que de organização. E não chegou. Adicionalmente, a equipa ressente-se de, do meio-campo para a frente, só ter um jogador veloz, pelo que os processos são desesperantemente lentos e não existe contra-ataque (desculpem os "técnicos da bola" não falar em transições, mas estou a transitar um mau bocado).

 

Só não quero adormecer agora. Receio o dia de amanhã. Gostava que o sonho pudesse continuar, mas o presente que eu aqui não vou maquilhar é feito de uma intolerável falta de bom senso. Desde logo de quem ainda está à frente do clube e continua a não ver o essencial, preferindo viver uma realidade paralela, mas também de todos aqueles que publicamente produzem declarações que quase incitam a que os jogadores rescindam, mostrando inequivocamente que motivações e ódios pessoais se sobrepõem uma vez mais ao interesse do Sporting Clube de Portugal. Merecemos mais do que isto! Para todos eles, e parafraseando os The National (um forte abraço, Romão), o sistema só sonha na escuridão total. Estamos assim perante um dilema: não podemos ser um clube de “mortos-vivos”, mas não queremos servir para chancelar prova de vida de ninguém que só tem estado distante do clube neste ciclo. “Another day, another dollar”, esta é a história dos últimos 32 anos do clube, qual a surpresa, afinal? Enfim, hoje perdemos e quem gosta do Sporting tem de estar triste. Amanhã renasceremos, uma vez mais. SPORTING !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero. Uma palavra a Acuña e Battaglia que lutaram até à exaustão.

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Viva o Sporting Clube de Portugal

Tendo a certeza que o sentimento é partilhado com todos os leões, dos que tomarão o Jamor aos que vibrarão pelas nossas cores frente à televisão; muito gostaria que todos nós e os nossos jogadores, o nosso plantel, o principal destinatário da mensagem, víssemos nas bancadas do Estádio Nacional escrita com letras garrafais a palavra: Perdão! Vergiffenis! Pardon! Perdón! 

Tenho uma fé enorme na sabedoria, na maturidade e na sensibilidade de Jorge Jesus. Um homem que se tem revelado verdadeiro líder. Um "Pater familias". Um pai cheio de autoridade.

Muitos dos relatos que nos chegaram daquela tarde negra em Alcochete apontam para um Jorge Jesus protector, dando o corpo aos bastões, soqueiras, barras de ferro, facas e cintos. Sofreu na pele por ter tentado barrar o acesso dos bárbaros aos jogadores. Um homem valente, corajoso e altruísta. 

Os alvos do acto hediondo eram e são miúdos. Muitos acabados de chegar à idade adulta. A protecção que lhes deu o líder do balneário continuou até à final da Taça de Portugal. Tenho a certeza.

O meu desejo é que todos joguem bem, seguros, cheios de força, unidos! E quero muito que o Dost marque e de cabeça os golos que darão a vitória, a ele, claro, à equipa dele, claro, e a todos nós, que sem eles não ganhamos nada no futebol. 

O meu desejo é ver no Jamor uma demonstração inequívoca de paixão e união sportinguistas. Que nos leve a acreditar que este será mesmo o primeiro dia da vida regenerada do clube. Um virar de página. Um retomar da nossa gloriosa história. 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Stress pré-final da Taça

O meu stress no que respeita a aquisição de bilhetes para a Final da Taça de Portugal continua. No sítio da FPF apareceu entretanto a notícia que a partir do dia 2 (hoje) os bilhetes ficariam à venda.

Registei-me antecipadamente e esta noite pelas 0 horas acedi.

No local da bilheteira virtual estavam à venda unicamente bilhetes para dois jogos da seleção. Aguardei até à uma da madrugada à espera que aparecesse alguma referência à Final. Nada, zero, nem um pio.

Fui-me deitar. Perto das seis da manhã levantei-me e fui ao portátil, que ficara toda a noite ligado, poupando assim tempo para aceder. Também não apareceu nada.

Só às seis e 52 surgiu a referência à Final da taça já com a indicação de estava no lugar 2507. Por baixo havia um aviso para não fazermos actualizações à página pois ela fá-lo-ia automaticamente.

Fiquei sempre atento à informação e perto das sete já estava abaixo do número 2000. Continuei ligado até chegar ao lugar 1663.

Às sete e um quarto aparece um quadrado verde a dizer que a minha sessão fecharia daí a 8 minutos.

Já no carro deixei de ter acesso. Página em branco para meia hora depois aparecer a indicação que já não havia eventos com bilhetes disponíveis. Nem da selecção.

Imagino que a procura ultrapasse, e muito, a oferta, mas a FPF deveria ter uma forma mais amiga de explicar as coisas aos interessados.

Digo eu… que não percebo nada disto.

Taça da Liga: três palavras

Passada que foi a conquista da Taça da Liga três palavras convém reter:

 

- Lastimável

Lastimável a narração dos jogos feita pela RTP.

Nem os jornalistas, nem tão pouco os comentadores de serviço, conseguiram descortinar numa primeira análise aquilo que em casa todos vimos: o golo em fora-de-jogo do Porto e o penalty do jogador do Setúbal.

(Não falo sobre o penalty, claro, que foi cometido pelo Danilo, no jogo contra o Porto, pois não vi esse momento do jogo)

 

- Vergonha

Vergonha a actuação dos árbitros. Felizmente existiu vídeo-árbitro, caso contrário em momento algum teríamos vencido este troféu.

Lucílio Baptista esteve sempre presente.

 

- Coragem

Coragem dos jogadores William Carvalho e Coates e do treinador na marcação das grandes penalidades contra o V. Setúbal.

Seis ideias extraídas da Final

O fim de semana desportivo trouxe ao Sporting a primeira Taça da Liga, mais conhecida na tribo leonina (eu incluído) como Taça Lucílio Baptista ou taça da Carica.

Vi o jogo todo e deste retirei meia dúzia de ideias:

1 – A equipa leonina deu uma parte de avanço ao adversário. Não fosse o VAR e provavelmente estaríamos aqui a discutir outros assuntos;

2 – O Sporting, para conquistar este troféu, ganhou somente um jogo, por seis a zero, ao União da Madeira. Os outros quatro jogos corresponderam a empates;

3 – O futebol praticado pela nossa equipa varia entre o muito bom (a segunda parte da Final!) e o muito mau (a primeira parte);

4 – É certo que prefiro maus jogos mas ganhar do que ver a equipa praticar bom futebol e perder, pois o que conta é o resultado, mas nem sempre será assim;

5 – Jorge Jesus confia demasiado numa variante que não controla. Chama-se sorte. A questão é saber o que acontecerá quando esta deixar de existir;

6 – Se continuarmos a jogar desta forma dificilmente traremos o caneco do campeonato para Alvalade. Seria bom que JJ percebesse isso quanto antes.

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