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És a nossa Fé!

Esta Taça da Liga também é nossa

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O Sporting venceu ontem categoricamente o Benfica, vulgarizando o velho rival, na final da Taça da Liga em futsal. Vencemos por 6-2, com golos de Alex Merlim, Rocha, Zicky (2), Pauleta e João Matos. 

Foi o nosso terceiro troféu em seis edições desta competição - ainda mais saboroso por ter sido o primeiro que conquistamos derrotando o SLB na partida decisiva.

No momento em que celebramos mais um título no vastíssimo palmarés leonino, apetece dizer: grande Nuno Dias, grande Rúben Amorim (que em Janeiro, no futebol, também conquistou uma Taça da Liga pelo Sporting). Com treinadores destes tudo até parece fácil.

Pódio: Coates, Porro, Gonçalo Inácio

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga (final da Taça da Liga) pelos três diários desportivos:

 

Coates: 19

Porro: 18

Gonçalo Inácio: 18

Adán: 16

Feddal: 15

Palhinha: 15

Pedro Gonçalves: 15

Matheus Nunes: 13

João Mário: 13

Nuno Mendes: 13

Tiago Tomás: 12

Sporar: 12

Nuno Santos: 11

Jovane: 10

Neto: 1

 

A Bola e o Record elegeram  Coates  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por  Porro.

O dia seguinte

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Disse Rúben Amorim depois do jogo: «Sou muito feliz no Sporting, o projecto é a minha cara, adoro o meu staff. Se pudesse manter isto durantes muitos anos… sei que no futebol as coisas mudam muito rápido, mas adoro o dia a dia no Sporting. Se quiserem despedir-me, tirarem-me de lá, vão ter que me pagar tudo, digo já. Porque gosto mesmo de trabalhar no Sporting.» O que nós podemos dizer é que podes tirar o cavalinho da chuva, estamos ainda mais felizes por termos encontrado um grande treinador e um grande homem, que ontem foi aclamado e atirado ao ar em pleno relvado pela equipa que tem na mão, e por alguns que menos jogam, como Daniel Bragança. 

Repararam também na dupla que acompanhou Amorim na subida ao podium? Coates e Neto, os capitães da equipa, aqueles que além do desempenho em campo são os pilares do balneário, elementos essenciais no enquadramento dos mais jovens e no magnífico espírito de corpo demonstrado.

Quanto ao jogo em si, foi quase perfeito dado o estado do terreno que começou completamente alagado e foi secando com o decorrer da partida, tudo isto mais numas zonas que outras. O Sporting conseguiu entrar forte, com João Mário a comandar no centro do terreno e dominou toda a primeira parte, conseguindo um belo golo por Porro. Com a troca dum Jovane condicionado pelo apitador de serviço por um desinspirado Nuno Santos e o progressivo apagamento do João, a equipa foi perdendo o controlo do centro do terreno e sendo remetida à defesa onde "El Patrón" Coates esteve imperial, secundado por um grande Adán. Mesmo assim, e tirando os dois lances de fora de jogo do Braga, a ocasião mais flagrante de golo foi a do "pé-frio" Sporar que conseguiu passar ao guarda-redes adversário com a baliza toda à sua mercê.

Vitória mais que merecida, apenas ensombrada pela expulsão estúpida de Pedro Gonçalves ao cair do pano por aquele apitador arrogante e desequilibrado que conseguiu inovar na profissão, expulsando sem aviso prévio e simultâneamente os dois treinadores. 

 

Ontem foi o terceiro troféu ganho na presidência de Frederico Varandas em três anos. Todos eles ultrapassando Porto (3x), Benfica (2x), e Braga (2x), o que demonstra que a ambição e a afirmação do Sporting como clube grande não desapareceram com a destituição do ex-presidente, antes estão cada vez mais firmes, pujantes e alicerçados na matriz formadora do clube.

Nessas três conquistas algumas coisas existiram em comum: treinadores humildes e competentes que souberam dar o palco aos jogadores, capitães que vieram de fora mas são do melhor que alguma vez tivemos, equipas que ultrapassaram os seus limites na luta contra adversários mais poderosos. E um presidente que com Hugo Viana, amigo próximo de longa data de Rúben Amorim, criou as condições para que isso acontecesse, deu a cara quando necessário (ontem, para responder à azia dum "pedreiro" mal educado qualquer) e se apagou no momento da vitória. 

Está o Sporting Clube de Portugal de parabéns, estão Frederico Varandas e Hugo Viana de parabéns, e ficaria muito bem a quem se está a perfilar para candidato a futuras eleições dizer isso mesmo. Mas desconfio que, com alguma honrosa excepção, o "silêncio de abutre" vai imperar.  

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Deu gosto, sim

Eu nem dava muita importância ao troféu que o Sporting acabou de ganhar. Dou muito mais importância à verdadeira taça de Portugal, e dessa infelizmente o Sporting já foi eliminado. No entanto, dou importância a todas as provas e penso que o Sporting deve ter como objetivo sempre ganhar todas as provas que estejam ao seu alcance.

Se este ano desvalorizei a taça da Liga, foi porque ela foi disputada em moldes muito pouco competitivos na primeira fase, que praticamente não existiu. Tudo foi feito para proteger os grandes e o Braga, com o objetivo de os ter nas meias finais disputando um mínimo de jogos (dados os condicionantes desta estranha época desportiva). Não me parece correto: todos os clubes que são parte da Liga deveriam ter o direito a disputá-la. Ou se disputava como deveria ser, ou então mais valeria não a disputar este ano. Foi isso que o Sporting defendeu. Essa posição não prevaleceu, e a prova disputou-se desta forma injusta para os outros.

É curioso notar que o Braga gosta muito de se queixar do predomínio dos grandes e da maior atenção que lhes é dada. Quando fala assim, o Braga gosta de falar em nome dos clubes mais pequenos, que são prejudicados pelos outros. Mas desta vez o Braga foi tratado como um "grande", com uma passadeira vermelha até à meia final como os outros, e não o vimos queixar-se da discriminação para com os "pequenos". Pelos vistos tudo está bem desde que se discrimine a favor deles também.

Foi por isso que deu gosto ganhar esta final. No resto, foi um jogo como os outros. O presidente do Braga é que se deveria questionar sobre por que fica ele com uma azia tão grande quando perde com o Sporting.

Quente & frio

Gostei muito desta conquista da Taça da Liga - o nosso terceiro título de campeões de Inverno em quatro temporadas, primeiro conseguido sem recurso ao desempate por grandes penalidades. Uma vitória que culmina a excelente organização colectiva do futebol leonino, com reflexos dentro e fora do campo. E que é um triunfo, acima de tudo, do actual treinador. Rúben Amorim, em apenas 11 meses, conseguiu renovar por completo a equipa, incutindo-lhe dinâmica e força competitiva sem perder qualidade técnica. Apostou nos jovens, acreditou na formação, trouxe ambição para Alvalade. Não por acaso, lideramos o campeonato, onde somos o único emblema sem derrotas à 14.ª jornada. Não por acaso, deixámos para trás o FC Porto nas meias-finais desta competição que voltamos a ganhar após um ano de interregno, batendo o Braga na final disputada em Leiria. Uma final com exibição magnífica de Coates, pilar da nossa estrutura defensiva, verdadeiro patrão do onze, capaz de travar todo o fluxo ofensivo adversário. Neste jogo decisivo protagonizou 14 recuperações de bola e quatro intercepções. Um gigante. Sem favor, o melhor em campo.

 

Gostei do desempenho de Porro, autor do único golo da partida, que carimbou a conquista do título. Golo marcado aos 41', com um soberbo remate cruzado após magnífica assistência de Gonçalo Inácio, hoje alinhando como central descaído para a direita apesar de ser esquerdino: aquele livre convertido em passe vertical de 35 metros para o internacional sub-21 espanhol equivaleu a meio golo. Palhinha foi outro pilar desta conquista, incansável nas acções de cobertura do nosso meio-campo defensivo: é de uma falta indiscutível que sofreu, junto à linha divisória, que surge aquele livre. Lá atrás, Feddal complementou muito bem o trabalho de Coates. Adán - cada vez mais indiscutível na baliza - fez quatro grandes defesas (26', 69', 90'+4, 90'+6). Nuno Mendes revelou acerto e acutilância como ala esquerdo neste regresso à titularidade. Já na frente, Pedro Gonçalves fez magia numa jogada individual ao findar a primeira parte, com Matheus a rubricar a defesa impossível da noite. E Tiago Tomás, muito castigado por faltas que ficaram sem sanção (ao ponto de o árbitro ter marcado contra ele uma cotovelada que lhe abriu o sobrolho e o forçou a sair do campo por estar a sangrar), mostrou-se inexcedível nos duelos lá na frente. Estes foram os jogadores que mais se distinguiram numa final que infelizmente não contou com um relvado à altura e ficou manchada por uma actuação medíocre do árbitro, que tudo fez para estragar o espectáculo.

 

Gostei pouco novamente de João Mário. Numa partida em que se impunha muito esforço físico, muita luta tenaz pela posse de bola, muita capacidade de choque, o campeão europeu voltou a revelar défice competitivo: quando foi substituído por Matheus Nunes, aos 69', dava a sensação de que já saía demasiado tarde. Outro jogador que ficou aquém do que lhe era exigido foi Nuno Santos: actuou em toda a segunda parte, rendendo Jovane, mas transmitiu a ideia de que nunca chegou a entrar verdadeiramente na partida, talvez por inadaptação àquele lodaçal a que só por ironia alguém poderia chamar relvado. Finalmente, uma vez mais, nota nada positiva para Sporar, que aos 59' entrou para o lugar de Tiago Tomás. O esloveno não pressiona, não rouba a bola, não ganha uma dividida, não causa perigo. E, pior que tudo, continua sem marcar golos. Ontem, servido por Matheus Nunes num cruzamento atrasado em que só lhe bastaria empurrar a bola, aos 81', matou o lance com um passe ao guarda-redes. Para esquecer.

 

Não gostei que esta final tivesse sido disputada quase sempre sob chuva incessante e num terreno em condições impróprias para a prática desportiva. É difícil compreender como é que a Liga de Clubes escolhe para palco de uma final um ervado que vira charco, sem um sistema de drenagem eficaz: a bola não rolava, ficava presa nas covas que se iam cavando à medida que chovia, potenciando eventuais lesões e prejudicando de modo irreversível a qualidade do espectáculo, transformado num festival de chutões sem passes de ruptura nem dribles. Algo inaceitável num país que é detentor do título de campeão da Europa em futebol. Os jogadores não mereciam isto. E nós, espectadores, também não.

 

Não gostei nada da miserável actuação do árbitro Tiago Martins, nosso velho conhecido, que fez tudo para tirar brilho a esta final - como se já não bastasse aquela lama outrora chamada relva. Aos 24' este senhor exibiu um cartão amarelo a Jovane num lance em que a falta ocorre ao contrário: foi o nosso jogador a ser empurrado e pisado, passando a jogar condicionado até ao intervalo, quando Amorim decidiu prescindir dele. Deixou passar impunes duas agressões a Tiago Tomás - uma delas, com um murro na face, devia ter valido a expulsão imediata de Fransérgio. Mas o momento mais negro ocorreu aos 33': assumindo-se como protagonista da final, Martins expulsou em simultâneo o nosso treinador e o técnico braguista, Carlos Carvalhal, por palavras que trocaram entre eles e lhe terão ferido os delicadíssimos tímpanos - ambos foram brindados com vermelho directo. É a terceira expulsão de Amorim desde que está ao comando do Sporting - ele que nunca tinha visto um cartão desta cor em toda a sua carreira como jogador nem no anterior percurso enquanto técnico, o que diz quase tudo sobre a perseguição que nos move esta gente do apito. Mais esclarecedoras ainda são as estatísticas do jogo: o Sporting fez 22 faltas, que geraram sete amarelos e dois vermelhos; o Braga, com 24 faltas, ficou-se por dois amarelos e um vermelho. Números que dizem tudo sobre a chocante disparidade de critérios. 

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

A Taça entregue a quem dignifica o futebol - e não a quem o conspurca

Respeito o Braga e os seus adeptos, sobretudo por sendo um clube quase sem palmarés (não ao nível de um Boavista ou Belenenses) se bater nos últimos anos com os maiores clubes nacionais. 

Mas há coisas que definem um Clube, por mais simpático que o tentemos tornar com posts "giros" nas redes sociais. 

Uma delas, é recusar assistência a jogadores, quando se lesionam com gravidade: 

https://maisfutebol.iol.pt/sp-braga/ricardo-ferreira/salvador-deu-a-ordem-para-nao-me-pagarem-a-operacao

Outra, é o mau perder ridículo do indivíduo que preside ao Braga, de que mais uma vez deu mostras no final do jogo de hoje. Mau perder esse que é bastante selectivo. Com o SLB, até sai a rir quando leva 6 ou 7 na Luz.

São personagens que só sujam o futebol português. Parece ter agora um treinador à altura, que não desce ao relvado para cumprimentar o vencedor. Sejam felizes juntos.

Rúben Amorim, Palhinha e outros jogadores de verde e branco estavam, felizmente, no palco da festa para mostrar o que é o desportivismo. O que é o desporto. O que é ganhar com raça. O que é o mérito e o que é o Sporting.

Ah - e é NOSSA!

Viva o SCP.

Que maravilhoso é o futebol

O campo era um charco. Diz o relatador que "futebol é um desporto de Inverno". Pois é, no outro dia o West Bromwich jogou contra o Arsenal debaixo de neve a diferença é que o relvado estava impecável. Esse mesmo comentador entreteve-se a trocar os nomes, Ricardo Horta disputava uma bola com Nuno Mendes, mas para ele era Esgaio contra Jovane. 
O árbitro esteve num nível superlativo. Jovane leva um empurrão pelas costas e uma pisadela, obviamente viu o cartão amarelo. TIago Tomás foi espancado em todas, mas todas as vezes que tocou na bola. Foi até faze sangue, sempre com o beneplácito arbitral. Amorim e Carvalhal entram num bate boca e foram liminarmente expulsos. Sérgio Conceição deve-se ter engasgado de riso lá em casa. No final conseguiu expulsar também Pedro Gonçalves, esse corrécio, esse sarrafeiro, esse malandro, pois foi pela segunda vez para a rua este ano. 
É assim o futebol em Portugal. O Sporting teve a indelicadeza de ganhar depois de uma segunda parte em que exibiu uma defesa de aço. Está mal, pois está.

Amanhã à noite em Leiria

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Ultrapassado o Porto, com grande dificuldade mas também muito mérito, temos agora o Braga na final da Taça da Liga. São duas equipas que se conhecem muito bem, até demasiado bem, pelo que será com certeza um confronto muito táctico, em que os erros de cada uma vão ditar o resultado final. 

O Braga tem uma bela equipa, bem orientada, possante fisicamente, bastante homógenea, com alguns jogadores que passaram ou poderão vir a passar pelo Sporting e que darão o máximo. Deve entrar com três médios todo-o-terreno que procurarão estancar o jogo interior do Sporting, lançar contra-ataques rápidos a explorar o adiantamento dos alas do Sporting, e pôr a bola no Paulinho no momento certo. Não sendo favorita, joga descontraída, e vai ser um adversário muito perigoso.

Favorito é o Sporting: conta com um grande treinador, melhor plantel, acabou de ganhar 2-0 ao Braga para o campeonato e de alargar a diferença para 9 pontos, mas isso pouco servirá se não estiver no seu melhor, ou seja, não cometer os erros gritantes que nos custaram golos nos últimos três jogos e conseguir as mudanças de velocidade no ataque que deixam as defesas contrárias a ver jogar e marcar. Ajudava também que não viesse mais uma vez um árbitro manhoso embarcar no teatro dos bracarenses e inventar amarelos no início do jogo para condicionar os nossos jogadores e obrigá-los a jogar no fio da navalha no resto do mesmo. Tem ideia de quantas vezes isso aconteceu nos últimos tempos?

 

Temos então amanhã um confronto com duas equipas no máximo da sua força, embora com o desgaste inevitável dos últimos encontros.

Do nosso lado vai estar de fora apenas Neto. Amorim apostou em Inácio em vez de Quaresma contra o Braga, e a mudança resultou, pelo que deverá continuar. Falando em frescura, Porro, João Mário e Nuno Santos são os que parecem mais desgastados. Jovane merece mais minutos do que aqueles que jogou contra o Porto. Sporar... é o Sporar. Joga muito (para PL) e marca pouco.

 

Sendo assim, imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Borja, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Plata e Nuno Mendes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane, Pedro Gonçalves, Nuno Santos.

Ponta de lança: Sporar, Pedro Marques.

E apostava no seguinte onze, com João Mário, Nuno Santos,Tiago Tomás e Plata a serem lançados no decorrer do jogo:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Jovane.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Leiria para tentar conquistar a Taça da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Já agora, e no que respeita ao jogo de terça-feira, o Francisco Chaveiro Reis e o Pedro Correia foram os que estiveram mais perto: falharam apenas no Inácio e no Antunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O Calabote do século XXI

 

Nunca é de mais lembrar um dos mais escandalosos roubos de que fomos vítimas. Aconteceu na final da Taça da Liga em 2009, quando um tal Lucílio Baptista - espécie de Inocêncio Calabote do século XXI - ofereceu de bandeja o título ao Benfica no momento em que inventou um penálti contra o Sporting e deu ordem de expulsão ao nosso lateral direito, Pedro Silva. Um penálti a pedido de um jogador encarnado, Di Maria, que logo levantou o polegar em sinal de agradecimento.

É instrutivo rever este vídeo para jamais esquecermos o obsceno nível de degradação a que chegou a descer a arbitragem em Portugal nesse tempo anterior ao VAR. Sob o irónico lema "limpinho, limpinho", imortalizado pelo neobenfiquista Jorge Jesus na sua primeira passagem pelo clube da Luz, onde nunca deixou de ser bafejado pelos apitadores de turno.

 

Neste caso concreto, lamento dizê-lo, a incompetência dolosa não foi apenas de Baptista: foi também dos jornalistas da SIC que narravam em directo esta final e que logo validaram a versão fraudulenta do herdeiro espiritual de Calabote. «Que é um facto que a bola bate na mão de Pedro Silva, é verdade: bate», apressou-se a declarar um deles. «A bola parece que bate claramente na mão esquerda do defesa do Sporting», corroborou o outro. Ambos coniventes com o atentado à verdade desportiva.

Não esqueçamos nunca. Porque estes (árbitros e jornalistas-comentadores) até já podem nem andar por aí, mas outros - pouco diferentes - tardam a sair de cena. Sempre prontos a embaciar a transparência desportiva ao serviço do emblema a que prestam vassalagem.

 

ADENDA: Alertado por um leitor, verifico que Baptista ainda anda por aí. Como vice-presidente da Secção de Classificações do Conselho de Arbitragem da FPF. Medalha por bons serviços?

Liga Europa

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1

O Sevilha - agora treinado por Julen Lopetegui, que não teve sucesso como treinador do FC Porto e foi um técnico sempre com péssima imprensa em Portugal - venceu ontem à noite a Liga Europa. Pela sexta vez, em seis finais - não falhou uma.

Entre os jogadores da equipa sevilhana que agora festeja este importante título inclui-se o sérvio Nemanja Gudelj, contratado no Verão de 2018 para o Sporting pela Comissão de Gestão, liderada por Sousa Cintra. Médio defensivo, actuou como defesa central improvisado nesta vibrante final realizada em Colónia, frente ao Inter de Milão, com vitória sevilhana por 3-2.

Recordo, lamentando, que Gudelj foi sempre um mal-amado em Alvalade. Apupado nas bancadas, insultado pelos autoproclamados "verdadeiros adeptos", apesar disso foi crucial na conquista dos dois mais recentes troféus do futebol leonino: a Taça de Portugal e a Taça da Liga 2019. Acabou por ser dispensado em Julho de 2019 após 43 jogos de Leão ao peito: o Sevilha ganhou com isso. E o jogador também.

O Sporting viu partir mais um cujo valor nunca foi devidamente reconhecido entre nós. Como tem acontecido com tantos outros.

 

2

Bruno Fernandes, mesmo não sendo avançado, sagrou-se melhor marcador desta edição da Liga Europa. Com oito golos - cinco ainda ao serviço do Sporting, os restantes já com a camisola do Manchester United. Devia ser motivo de orgulho para todos nós. Mas nas redes "leoninas" fala-se menos nisto do que no recém-contratado Feddal, que foi apanhado em excesso de velocidade ainda em território espanhol. Diz tudo sobre as prioridadades dos "verdadeiros adeptos".

 

3

O Sevilha, recordo, foi o quarto classificado do campeonato espanhol. Atrás de Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Isto não causou complexos à equipa sevilhana nem a conduziu a sessões colectivas de autoflagelação. Se a conquista de títulos internos é um objectivo remoto, até devido às arbitragens que adulteram com frequência os resultados, sobretudo em benefício do Real e do Barcelona, a Liga Europa tornou-se uma meta plausível - e, como vemos, superada com frequência. 

No Sporting, seria útil meditarmos neste exemplo. Ganharíamos mais com isso do que a comentar os calções do Porro - outro tema que tem mobilizado atenções nas redes sociais por parte daqueles que parecem sempre mais concentrados no acessório do que no essencial.

O lugar certo do Sporting (2)

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O Estádio José Alvalade vai receber em Agosto, provavelmente sem público, alguns jogos (penso que três) dos quartos e meias-finais da Champions. Como é óbvio não será a primeira vez que o hino da Champions será ouvido neste estádio, inaugurado em 2003 com a presença do ManUnited, nem será o maior acontecimento desportivo internacional aqui realizado: lembramo-nos de alguns jogos do Euro 2004, incluindo o Portugal-Holanda, e da final infelizmente perdida da Liga Europa de 2005. Para a mesma Champions, o Sporting recebeu em Alvalade as maiores equipas da Europa: Real Madrid (2017), Barcelona (2009, 2018), Bayern Munique (2008), Chelsea (2015), Manchester United (2008) e Juventus (2018), entre outras.

Para que isso aconteça temos de ter uma equipa de futebol que seja integrante assídua da grande competição europeia de clubes que é a Champions, respeitando a competição, e não repetir a estupidez (de alguns) de assobiar o hino, mas também ter um estádio que seja o palco de grandes jogos europeus e mundiais.

A vinda destes jogos para Alvalade, com muitos milhões de espectadores a acompanhar pela TV por todo o mundo, é um passo bem positivo nesse sentido, pelo que estão de parabéns o Sporting e a sua Direcção.

SL

2019 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL

Às vezes é preferível assim. As nossas expectativas eram baixas, o que ampliou ainda mais a alegria que sentimos ao conquistarmos dois troféus inesperados. O primeiro logo a 26 de Janeiro, em Braga, numa suadíssima final frente ao FC Porto, em que o rival dispôs de mais 24 horas de descanso: quatro meses após ter sido eleito presidente, Frederico Varandas via o Sporting vencer a Taça da Liga pelo segundo ano consecutivo. E Marcel Keizer igualava a proeza de Jorge Jesus. Com golo marcado de grande penalidade por Bas Dost já no tempo extra, empatando a partida, sendo o título decidido por penáltis. Renan, que defendera três na meia-final contra o Braga, defendeu mais um contra o FCP: foi vital para conseguirmos o troféu.

A final da Taça maiúscula, no Jamor, viria a ser ainda mais emocionante. Foi a 25 de Maio, no mesmo cenário em que tínhamos perdido contra o modesto Aves um ano antes. Desta vez com uma sorte bem diferente. A vítima voltou a ser o FC Porto, treinado por um Sérgio Conceição com eterno mau perder. Com golos, do nosso lado, marcados por Bruno Fernandes (45') e Bas Dost (101'). Fomos novamente a penáltis - e de novo Renan se distinguiu ao defender um.

Aconteceu uma genuína e legítima explosão de alegria verde-e-branca nas vetustas bancadas do Estádio Nacional. Saudando os heróis que, sob o comando do técnico holandês, reeditaram a proeza de quatro anos antes, quando conquistámos a Taça contra o Braga com Marco Silva ao leme - novamente com o emocionante recurso a grandes penalidades, novamente com Sérgio Conceição no lugar da vítima.

Resta anotar o nome dos 15 jogadores que contribuíram para este dia mais empolgante do futebol leonino no irregular ano que agora terminou: Renan, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Diaby, Luiz Phellype, Ilori, Bas Dost, Idrissa e Jefferson.

Sete meses depois, seis já cá não estão.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Mérito, talento e competência

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É o seleccionador nacional que já orientou a equipa das quinas em mais jogos do que qualquer outro antes dele.

Há três anos, em França, levou Portugal a uma conquista histórica: o Campeonato da Europa em futebol. Somos, ainda hoje, campeões em título.

Ontem, no Porto, venceu a segunda final europeia. Desta vez levando a nossa selecção a conquistar a Liga das Nações, prova que se realizou pela primeira vez - e em palco nacional, o que muito nos lisonjeia.

Não só vencemos: também convencemos. Cumprimos sem derrotas a campanha de qualificação no nosso grupo. Agora, na fase final, vencemos a Suíça (por 3-1) e a Holanda (por 1-0). Com três golos de Cristiano Ronaldo e um de Gonçalo Guedes.

Apesar destas evidências, ainda há muitos portugueses que se recusam a reconhecer mérito, talento e competência a Fernando Santos. Dizem que vence com sorte, recorre a esquemas hiper-defensivos, sem dar espectáculo. São os mesmos que gritam por Messi à passagem de Ronaldo ou que dão vivas a Guardiola quando avistam Mourinho. Isto deriva do típico masoquismo nacional: idolatramos compatriotas que perdem por sistema e detestamos aqueles que regressam a casa com títulos e troféus.

Recomendo aos detractores de Fernando Santos que neste Dia de Portugal revejam com calma e paciência a final de ontem no Dragão, em que dominámos a selecção holandesa, uma das melhores da Europa. E pergunto-lhes se depois disso ainda serão capazes de negar atributos ao engenheiro que conduziu a selecção à melhor etapa da sua história.

Penálti de contrafacção

«Todo o trabalho detalhista que o argentino Mauricio Pochettino possa ter efectuado na planificação do jogo ruiu quase antes de a final [da Liga dos Campeões] começar, quando Salah abriu o marcador aos 107 segundos, após um lance em que o esloveno Damir Skomina (que é compadre do presidente da UEFA) confirmou a tendência de os árbitros castigarem cada vez mais a imprudência do que a intenção, algo que me custa a habituar. Depois das demonstrações de sobrevivência frente ao City e ao Ajax, o Tottenham demorou uma eternidade a recuperar do abalo provocado pelo penálti de contrafacção.»

 

Bruno Prata, hoje, no Record

(confirmando, no essencial, o que escrevi aqui logo após a final)

O árbitro estragou a festa

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A final da Liga dos Campeões, que ontem à noite opôs em Madrid o Liverpool ao Tottenham, foi das mais fracas que tenho visto. Numa demonstração clara de que o futebol inglês já não é o que era. Desde logo porque a esmagadora maioria dos jogadores nem são ingleses: dos 22 que iniciaram a partida, só havia seis súbditos de Sua Majestade ontem em campo, três para cada lado. E também porque um treinador inglês vai-se tornando raridade: o Liverpool é orientado pelo alemão Jürgen Klopp e o clube londrino tem como técnico o argentino Mauricio Pochettino. 

Confesso que torcia pelo Tottenham: basta ser o clube actual do nosso Eric Dier para tomar esta opção, embora Pochettino tenha deixado no banco o excelente defesa (agora mais médio defensivo) formado em Alvalade: quando entrou para render Sissoko, aos 74', já a sorte do jogo parecia quase lançada - ainda assim, correspondeu ao melhor período da sua equipa, que viria a sofrer o segundo golo em contra-corrente, aos 87', marcado por Origi. Também me pareceu demasiado tardia a entrada de Lucas Moura, um dos melhores brasileiros a actuar em Inglaterra.

Outro brasileiro, o guarda-redes Alisson, foi a figura da noite ao defender pelo menos dois disparos dos spurs que levavam selo de golo - primeiro do coreano Son, depois do dinamarquês Eriksen. Outra estrela em foco foi o holandês Virgil van Dijk, a quem o Liverpool muito deve nesta final: é talvez hoje o melhor central do mundo. Mas foi quase sempre uma partida muito táctica, em diversos momentos bastante mal disputada, com a bola sempre no ar, num desmentido vivo da festa do futebol. Uma partida em que o Tottenham teve a posse do esférico durante cerca de dois terços do tempo, o que desmente (uma vez mais) aqueles que adoram analisar os jogos apenas em função das estatísticas.

Uma festa que começou a ser estragada aos 28 segundos, quando o árbitro esloveno Damir Skomina assinalou grande penalidade contra o Tottenham por bola na mão (e não mão na bola) de Sissoko. Chamado a convertê-lo, o egípcio Salah não falhou. O destino compensou-o após a final do ano passado em que se viu forçado a abandonar mais cedo devido à lesão que lhe foi provocada pelo sarrafeiro Sergio Ramos no confronto com o Real Madrid.

Fica a lição para todos aqueles que em Portugal suspiram pela importação de árbitros estrangeiros. Como se lá fora não houvesse roubos de catedral nos campos de futebol. 

Pódio: Mathieu, Renan, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores na final da Taça de Portugal (Sporting-FCP) pelos três diários desportivos:

 

Mathieu: 21

Renan: 20

Acuña: 18

Coates: 18

Bas Dost: 17

Gudelj: 17

Bruno Fernandes: 17

Luiz Phellype: 16

Raphinha: 15

Diaby: 14

Wendel: 14

Ilori: 14

Jefferson: 13

Idrissa Doumbia: 13

Bruno Gaspar: 11

 

Os três jornais elegeram Mathieu como melhor em campo.

Quente & frio

Gostei muito da conquista da Taça de Portugal no termo de uma partida épica, que jamais esqueceremos. Uma das finais mais esforçadas, uma das mais sofridas, uma das mais saborosas. Uma final em que soubemos fazer das fraquezas força, tendo alinhado de início sem nenhum lateral titular e com um banco de suplentes onde era notória a debilidade do plantel leonino. Marcel Keizer merece os nossos parabéns: soube interpretar muito bem estes pontos fracos e adaptá-los ao desígnio estratégico da equipa neste embate contra o FC Porto, fazendo diversas modificações tácticas no decurso da partida. Assim, tivemos uma defesa a quatro e depois uma defesa a três. Chegámos a jogar com dois pontas-de-lança. Jefferson entrou para ponta esquerda. Raphinha andou num vaivém, protegendo a manobra defensiva no seu corredor. Bruno Fernandes foi muito mais formiga do que cigarra, sacrificando o brilho individual em favor do esforço colectivo. Este é o Sporting de que eu mais gosto: o Sporting obreiro, o Sporting que sua, que sofre, que aguenta os embates. O Sporting que vence.

 

Gostei da condição anímica dos nossos jogadores, que foram capazes de superar o profundo trauma ocorrido um ano antes no Estádio Nacional, numa derrota frente ao Aves escassos dias após o assalto da jagunçada a Alcochete. Esta força mental bastou para compensar algumas insuficiências no plano físico, possibilitando que no mesmo palco do Jamor desta vez saíssemos vencedores. E logo frente ao fortíssimo onze portista, cheio de craques (vários deles preparam-se para rumar a Madrid, onde jogarão no Real e no Atlético). Destaco aqueles que para mim foram os maiores heróis desta conquista: desde logo esse gigante que se chama Mathieu, o melhor em campo: intransponível frente às vagas ofensivas da equipa adversária, lideradas por Marega. Mas realço também Renan, que por quatro vezes impediu o golo e ainda defendeu uma grande penalidade no fim. E Coates, que fez uma parceria irrepreensível com Mathieu. E ainda Bas Dost, inicialmente relegado para o banco de suplentes mas que entrou com ganas redobradas, marcando um golo que se revelaria decisivo. E Luiz Phellype, sem vacilar na hora de marcar o penálti que ditou o vencedor da Taça. E o nosso capitão Bruno Fernandes, que em boa hora Sousa Cintra recuperou para o plantel. Eles e os colegas estão todos de parabéns. 

 

Gostei pouco do estado do relvado. Há anos que se fala na má qualidade do tapete verde do Jamor. Tive esperança de que a Federação Portuguesa de Futebol corrigisse o erro a tempo de proporcionar condições aos jogadores para um bom espectáculo. Infelizmente, não foi assim: aquele "ervado" parecia ter sido invadido por toupeiras. Algo que considero inadmissível.

 

Não gostei da actuação do árbitro Jorge Sousa. Mas pior esteve o vídeo-árbitro Rui Costa, que devia ter analisado com atenção as imagens ao seu dispor na Cidade do Futebol, vendo Herrera ajeitar a bola com o braço direito no lance da marcação do primeiro golo portista. Um erro de palmatória, aliás denunciado por diversos especialistas de arbitragem (Duarte Gomes, Jorge Faustino, Jorge Coroado). 

 

Não gostei nada da reacção grosseira de Sérgio Conceição: o treinador do FCP voltou a revelar-se incapaz de aceitar a derrota com dignidade e galhardia. A recusa de cumprimentar o presidente do Sporting, na tribuna de honra do Estádio Nacional, foi o pior exemplo que podia dar a milhares de jovens que acompanhavam as imagens no estádio e pela televisão. O desporto nada tem a ver com isto. Pelo contrário: Sérgio Conceição, com estas atitudes reprováveis, acaba de cometer mais um acto de lesa-desporto. Não pode ter atenuantes pois está longe de ser o primeiro do género que protagoniza. Muito longe.

As regras e o jogo

2019.05.26.02.jpg

2019.05.26.01.jpg

Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

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