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És a nossa Fé!

10 de Junho era dia de Taça

E há vinte e cinco anos ganhávamos a Taça de Portugal, frente ao Marítimo, com dois golos de Iordanov. 

Assinalo esta taça porque foi o primeiro título que celebrei, com noção do que isso significava -  em 82 tinha cinco anos e foram 13 anos que separaram um do outro. Foi um momento marcante para uma geração de leões. 

Foi uma tarde daquelas cheias de esperança e expectativa. Alegre e com alguns nervos, como um pré-Jamor costuma (e deve) ser, uma tarde de sol, festejos e despedidas. O estádio estava cheio, a abarrotar, havia verde nas cabeceiras e tribuna. Ewerton, o guarda-redes do Marítimo, travou um duelo com  Iordanov, que o nosso búlgaro acabou por vencer. O jogo está aqui, para quem quiser ver ou rever. 

Havia Balakov, Figo - despedimo-nos de ambos ali -, Oceano e Carlos Xavier. Naybet, Marco Aurélio e Vujacic. Nelson, Costinha e Amunike. Ainda entraram Sá Pinto, Filipe e Lemajic. Tínhamos jogadores que marcaram os meus anos de adolescente e ainda hoje recordo perfeitamente e com carinho - mais que alguns mais tardios, a memória tem destas coisas. Era nossa, estava escrito.

Tinha começado a ir assiduamente a Alvalade na época de 1992/93 - antes disso ia pontualmente - e aquela equipa merecia-me todo o respeito e apoio. Vivia os jogos, no campo e na bancada, os cânticos e fumos, adorava dias de ir a Alvalade ou a outro lado, dias de ir ver o Sporting. Vivi com aqueles jogadores momentos felizes e momentos tristes, não só dentro do campo, como sabemos. Foi um título muito merecido. 

Nesta altura eu tinha 18 anos, estava a acabar o liceu, tinha sido um ano com altos e baixos, para mim e para o Sporting, mas no fim, naquela hora e meia estava tudo bem e saímos vencedores. No fim do jogo encontrei o meu irmão e amigos queridos de há muitos anos e ainda me lembro do abraço apertado que demos. 

O segundo golo foi a emoção geral, parecia dificil fugir-nos, talvez ninguém acreditasse nisso mesmo naquele estádio. No apito final, o Jamor explodiu em euforia, Oceano recebeu a taça e desceu com ela até ao relvado. Deram-se voltas ao estádio todo, uma vez que por todo lado havia leões que a queriam ver de perto e celebrar. 

São 25 anos desde que o nó cego que me liga ao Sporting desde sempre apertou mais um pouco. 

Bruno tem toda a razão

Bruno-fernandes.jpg

 

Grande Bruno Fernandes: não me canso de o elogiar. Há dias, o ex-capitão do Sporting deu uma entrevista ao canal 11, da FPF, em que deixou bem claro: «O valor que foi pago por mim [55 milhões de euros mais 15 milhões em objectivos diversos, um dos quais já concretizado] foi muito alto. Alguns jogadores que foram comprados por este valor há algum tempo foram Bola de Ouro.»

Bruno tem toda a razão. Basta lembrar qual foi a verba envolvida na transferência de Luís Figo do Barcelona para o Real Madrid: 60 milhões de euros. Nesse mesmo ano (2000), Figo - um dos mais talentosos jogadores saídos desde sempre da formação leonina - viria a ser galardoado com a Bola de Ouro

Basta esta comparação para se perceber o impacto financeiro da transferência de Bruno para o Manchester United - a maior venda de sempre de um jogador na história do Sporting Clube de Portugal, superando o anterior recorde, registado na saída de João Mário, ocorrida três anos e cinco meses antes.

Reitero, portanto, o que aqui escrevi há dois dias: foi não apenas o melhor negócio possível para o Sporting mas o melhor negócio registado este ano, até agora, ao nível do futebol europeu e provavelmente demorará a ser superado, dadas as circunstâncias que bem sabemos. Saiu pelo melhor preço na altura certa. Mês e meio depois já não aconteceria. E ele estaria agora a desvalorizar-se dia a dia, semana após semana, fechado em casa.

Sai antes de entrar

«Agarrem-me, senão eu candidato-me», escrevi aqui há cinco dias, deixando evidente que não levava a sério a hipotética candidatura de Luís Figo à presidência do Sporting.

Estava escrito nos astros, como dizia o outro: o Bola de Ouro do ano 2000 anunciou hoje que abandona a corrida eleitoral antes de nela entrar.

Resta saber o que o levou a poupar-se a tal maçada. Se as duríssimas declarações de José Maria Ricciardi contra ele, há poucos dias, dizendo que «isto não está para crianças ou amadores», se a opinião dos nossos leitores, que por larga maioria deixaram claro no És a Nossa Fé que Figo não contaria com o voto deles.

Não votarei Luís Figo, caso decida avançar...

Luís Figo terá sido inegavelmente um dos 3 melhores jogadores saídos da nossa formação, um futebolista de eleição, dos melhores do seu tempo a nível mundial, nenhuma dúvida a esse respeito. Será no entanto o bastante para ser presidente da instituição Sporting Clube de Portugal? A meu ver não, o cargo requer a meu ver um conjunto de competências, carácter e sportinguismo.

Vou passar à frente do resto e recordar alguns episódios sobre o jogador Luís Figo, o homem. Ainda adolescente, nas camadas jovens, tinha contrato com o Sporting e assinou com o Benfica. Poderemos desculpar os 17 anos, valeu-lhe precisamente ser menor, ainda assim o Benfica foi à época indemnizado e o jogador castigado com 3 meses de suspensão.

Poderíamos pensar que o episódio acima não teria passado de devaneio da juventude e aprendera a lição, mas o certo é que o jogador Luís Figo, representado pelos empresários José Veiga, esse mesmo que tinha relações privilegiadas com o F.C.Porto e depois foi parar ao S.L.Benfica até cair em desgraça na Justiça por ligações à Banca e Alexandre Pinto da Costa, sempre recusou renovar com o Sporting, assinando pré-acordos com Juventus e Parma, o que levou a Federação italiana a recusar a sua inscrição em Itália durante 2 anos. O resto é história, o Sporting receberia uma verba irrisória e o jogador rumou a Barcelona.

Em 2000 protagonizou uma escaldante transferência de Barcelona para Madrid, que nunca lhe perdoaram na Catalunha. Não se trata apenas da transferência em si mesma, outros jogadores saíram de Barcelona para Madrid, por exemplo Laudrup e não despertaram o mesmo ódio. É preciso perceber os contornos da mesma, algo que em Portugal só ouvi Paulo Futre fazer e passados alguns anos.

Durante a carreira todos lembramos que se comparava frequentemente Figo e Rui Costa na selecção nacional. O segundo acabou a carreira no clube que o formou, é dirigente e afirmou que o golo que marcou ao Benfica com a camisola da Fiorentina, havia sido o pior golo da sua vida. De resto não o festejou, como hoje muitos o fazem. Já Figo no Inter Milão, na fase final de carreira, festejou efusivamente um golo do seu colega Crespo ao Sporting. Se pensarmos nos golos que Cristiano Ronaldo marcou ao Sporting no Man United e Real Madrid e nos festejos dos mesmos, ficamos conversados...

Ainda não decidi em quem votar, mas seguramente não votarei Luís Figo caso decida avançar, porque tenho memória.

Há muitos anos, era eu grande fã de Luis Figo

 em Alvalade, tinha discussões na Superior Sul com outros sócios, sobre a sua performance.

- Só pensa no penteado!

- Passa o tempo no chão!

- Ele quer é saber do cabelo! 

E eu que não fossem parvos, que vissem mais que isso, que chatos e velhos do Restelo-mas-em-Alvalade. 

O Sporting não ganhava, e lá vinha o cabelo do Figo à conversa. É facto (e pena) que Figo não foi campeão no Sporting, mas a culpa não foi certamente do cabelo.

Não mudámos muito. Só que hoje, em vez de cabelo, são os cães de um, o restaurante de outro, no instagram. Divido-me. Os rapazes têm direito às suas redes sociais, oficiais ou não, têm direito a divulgar os seus projectos e tempos livres. Se acho que podia haver algum recato, ou demonstração de insatisfação? Acho, percebo perfeitamente que custe passar um domingo a pensar que perdemos 1-3 com o Belenenses, e vê-los (aparentemente) de ânimo leve partilhar as suas vidas tranquilas.

Mas assim como não temos nada a ver com a vida pessoal do presidente - não tenho mesmo, quero não saber nada disso se puder - podemos não ver estas partilhas. Há um botão de unfollow ao alcance de cada indignado. 

Eu cá divirto-me bastante com os videos do Francisco Geraldes. E mesmo com os cães do William. E distingo isso do que possam demonstrar pelo Sporting. 

A camisola 7

Joel Campbell (fantástico reforço e sério candidato a ser um dos melhores jogadores da liga, na minha opinião) escolheu usar a camisola 7. Soaram os alarmes. Desde Figo, em 1993/1994 que a camisola é tida como maldita (e o extremo não teve razões para amaldiçoar o clube que o formou) para os lados de Alvalade. Leandro Machado, Izmailov, Bojinov e Shikabala ficaram aquém das expectativas e revelaram alguns problemas disciplinares. Sá Pinto, Iordanov, Niculae, Delfim e Jeffrén lesionaram-se. Entre 2003 e 2007, bem como entre 2014 e 2016, o número não foi sequer escolhido. Será Campbell o próximo a brilhar com a camisola verde e branca, tendo o 7 nas costas?

Como curiosidade, aqui ficam os donos da 7 desde a saída de Figo (só em 1995/1996 os números passaram a ser fixos)

95/97 - Sá Pinto

97/98 - Iordanov

98/99 - Leandro Machado

99/00 - Delfim

00/01 - Sá Pinto

01/03 - Niculae

03/07 - Não atribuido

07/11 - Izmailov

11/12- Bojinov

12/13- Jeffrén

13/14- Shikabala

14/16- Não atribuido

 

Os melhores golos do Sporting (26)

Golo de FIGO

Benfica-Sporting 

18 de Dezembro de 1993, estádio da luz

 

Na madrugada de 15 de Dezembro de 1993, vindo de um jantar em homenagem a Bobby Robson, saudoso treinador que acabara de ser despedido de forma irreflectida pelo nosso mais instável presidente, Cherbakov - um extraordinário jogador russo, já aqui relembrado nesta série dos melhores golos com um soberbo golo a passe de Balakov - sofre um brutal acidente de automóvel, por desrespeitar um sinal vermelho. Tragicamente fica paralisado pondo fim a uma carreira que já na altura era uma certeza.

Recordo-me do ambiente pesadíssimo dos dias seguintes, de Carlos Queiroz, acabado de chegar a Alvalade, a tentar transmitir toda a confiança, tanto a Cherbakov como aos restantes jogadores do plantel. Foi uma semana terrível e para culminar o Sporting deslocava-se à casa do seu maior rival no fim-de-semana seguinte, o acidente foi a uma quarta-feira. Vínhamos também do famoso verão que culminou com a chegada de Paulo Sousa e Pacheco, que tinham rescindido os seus contratos com o benfica por fax. Faxe que era o nome se não estou em erro de uma marca de cerveja (dinamarquesa?) e de forma irónica se tornou o nosso patrocinador dessa época.

A ida ao estádio da luz, o antigo, não ao pré-fabricado actual, revestia-se assim trágica, num ambiente único, pesado. A equipa do Sporting estava animicamente de rastos, tinha perdido um dos seus melhores jogadores mas acima de tudo Cherbakov era, continua a ser, uma excelente pessoa, que a todos contagiava com a sua boa disposição.

O golo que aqui recordo é desse jogo. Marcado por Figo. O golo em si não é dos mais bonitos, não tem uma dificuldade extrema, trata-se de uma bela antecipação ao guarda-redes do benfica na marcação de um canto. São os festejos que me marcaram. É a expressão de raiva de Figo a gritar o diminutivo Cherba, é o rosto de todos os jogadores do Sporting, que festejam um golo na casa do seu maior rival mas que não têm ali a cabeça. Pensam apenas no seu colega de 22 anos que está sem se mexer na cama de um hospital. E sabem que assim ficará para sempre.

 

Os melhores golos do Sporting (20)

Golo de JUSKOWIAK

Sporting-Boavista, 3-1

10 de Abril de 1994, Estádio José Alvalade

 

O golo que escolhi é um golo de bicicleta do Juskowiak, em abril de 1994, um golo perfeito que nunca esqueci. 
Juskowiak fez parte da equipa onde jogavam Figo, Balakov, Peixe, Valckx e Iordanov. Uma equipa que ganhou muito pouco para a qualidade que tinha, é um facto. Ficam boas (outras menos boas) memórias, como este jogo com o Boavista - o golo que escolhi é o 2º, pelo minuto 3'47, mas os outros dois também valem a pena. O Sporting ganhou 3-1, e com essa vitória passou para primeiro.

O golo: a bola passa por Paulo Sousa, Balakov, Figo que centra de carrinho, e Juskowiak finaliza de forma perfeita. É ver e rever. 

Nessa altura ia ao estádio com amigos, não me lembro quem mais estava nesse dia, sei que o P. estava comigo. E sei porque assim que Juskowiak marcou o golo, o ouvi gritar: "BICICLETA!". Nos golos a bancada abria uma clareira: eu, uma ou outra amiga e pouca gente mais, ficávamos sozinhas lá em cima, o resto corria à grade e voltava. O P. fazia o mesmo. Desapareceu a seguir ao grito e quando voltou vinha afónico, ainda a celebrar, em delírio: "Bicicleta...! Bicicleta...!"

 

 

(Só encontrei um video - de muito má qualidade - com o golo, por isso publico o resumo do jogo todo. Não invalida que se escolha um dos outros golos para futuro post.)

Luís Figo acompanha o Sporting

Luís Figo apresentou hoje as principais linhas do seu programa, como candidato a presidente da FIFA. 

Com esta apresentação ficámos a saber que um dos pontos principais do seu programa será o destino a dar a 50% das receitas da FIFA, qualquer coisa como 2,5 mil milhões de dólares, às diversas federações nacionais para o desenvolvimento do futebol de base, isto é, a formação. Ficou claro, mesmo que indirectamente, que a FIFA, sob a presidência de Luís Figo, irá combater a presença de fundos no futebol internacional, valorizando os clubes formadores e defendendo-os de aves de rapina que cirandam por aí. O contrário seria um paradoxo.

Les beaux esprits se rencontrent

Ia escrever sobre a candidatura do "pesetero" à presidência da FIFA mas muito já ficou dito nos comentários a este post do Edmundo.

Julgo, no entanto, que será útil lermos este artigo de Rui Miguel Tovar para percebermos como ao longo do tempo Figo foi depreciando Cristiano Ronaldo, colocando-se ao lado de Queiroz, no célebre episódio do "perguntem ao Carlos", por exemplo.

Falando agora de coisas mais importantes, mais logo ir-se-á disputar um jogo decisivo, é, absolutamente, fundamental vencermos o Arouca de Pedro Emanuel, sim, é o mesmo Pedro Emanuel que nos "roubou" a Taça de Portugal, portanto, todos os cuidados serão poucos, logo.

Força Sporting!

Figo, Figo... o que foi não volta a ser, decididamente

A propósito destas declarações que nos chegaram ontem. 

"Eu tive a felicidade de jogar no meu tempo com grandes jogadores, tanto na minha equipa como contra, possivelmente melhores do que Cristiano e Messi"

Eu despedi-me de Luís Figo no dia 10 de junho de 95, sei porque foi na final da Taça com o Marítimo. Despedi-me no  Jamor e ainda em Alvalade quando fomos ao estádio, mais tarde, no mesmo dia. Também me despedi de Balakov, mas foram despedidas diferentes. Sempre vi no Figo pressa no salto lá para fora, mas não só isso, havia um voltar de costas iminente que veio a confirmar-se com atitudes e comentários ao longo dos anos.
Ele saiu e todos sabemos o que foi depois disso. E eu quis continuar a gostar do Figo do pós-Sporting, na selecção onde toda a gente gostava de o ver, e que belo capitão, ai que low profile tão espectacular (eu própria achava isto) e era cada vez menos fácil. Do jogador, da corcunda pré-finta, do sobrolho franzido antes de decidir um jogo, gostei sempre muito, não havia como não. Do homem, talvez não tenha acompanhado de perto o suficiente, é mais que provável que tenha muitas qualidades e feito muitas coisas bem feitas, mas cada declaração que chega é mais um desapontamento. Também sei que já tem torcido pelo primeiro lugar do Sporting, mas já não me convence. Mau feitio meu, talvez. 
O Figo não tem de ser do Sporting, pode até celebrar golos marcados ao Sporting, já se sabe que todos somos Charlie e cada um é livre de celebrar os golos de quem quer. O que o Figo não pode esperar (e não espera certamente) é que essas coisas nos sejam indiferentes.
Eu percebo o que Figo diz ao falar de ter jogado com os melhores. Percebo que ache - não que ele o tenha dito - um histerismo o que se vive em torno de Ronaldo e Messi. Meço por amigas, por exemplo: poucas sabiam quem eram Rivaldo, Matthaus, Nedved (todos bola de ouro) e todas sabem quem é Messi. Todos quantos não acordámos só agora para o futebol sabemos como o nível de pop star dos jogadores tem aumentado, como se não se está com um parece que tem de se estar com o outro e que todos os outros estão muito longe. Não estão assim tanto, todos sabemos.

Que o Figo não tenha paciência para histeria e pense "grande coisa, eu joguei com o Zidane e o Ronaldo", eu percebo, esteve numa esfera superior e não tem de ver como um comum mortal estas coisas. Mas cai-me mal na mesma, já não é a primeira vez que se manifesta assim directa ou indirectamente com Ronaldo. Em anos em que Messi ganha a Bola de Ouro não vejo tanta indignação, mas posso ser eu que preciso de óculos. Tem direito à sua opinião, como eu tenho à minha sobre ele. E com pena, não é a melhor já há algum tempo. 

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