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És a nossa Fé!

Sporting é o sexto clube mais formador da Europa

Conforme pode ser constatado abaixo pelo estudo do CIES ( Centro de Estudos Internacionais do Desporto - organismo criado e financiado pela FIFA em parceria com a universidade de Neuchâtel), o Sporting posiciona-se  no sexto lugar dos clubes formadores no total das 31 ligas europeias estudadas, a par de Real Madrid e Estrela Vermelha. O FCPorto encontra-se na posição dez e o Benfica na posição catorze, com 47, 41 e 36 jogadores, respectivamente, a jogarem nestas 31 ligas observadas.

 

formação.png

Nota 1- A classificação está ordenada de forma decrescente, sem considerar "empates", desconhecendo-se o critério de posicionamento na grelha.

Nota 2- para quem esteja interessado, aqui fica o endereço: http://www.football-observatory.com/

 

Luís Figo acompanha o Sporting

Luís Figo apresentou hoje as principais linhas do seu programa, como candidato a presidente da FIFA. 

Com esta apresentação ficámos a saber que um dos pontos principais do seu programa será o destino a dar a 50% das receitas da FIFA, qualquer coisa como 2,5 mil milhões de dólares, às diversas federações nacionais para o desenvolvimento do futebol de base, isto é, a formação. Ficou claro, mesmo que indirectamente, que a FIFA, sob a presidência de Luís Figo, irá combater a presença de fundos no futebol internacional, valorizando os clubes formadores e defendendo-os de aves de rapina que cirandam por aí. O contrário seria um paradoxo.

Chamam-lhe um figo II

E de repente são entrevistas a rodos. Anda por ventura aflito. De homem discreto, implacável nos negócios, amigo do seu amigo, passou à versão descoberta. Fala dos fundos como os salvadores do futebol, esquece-se apenas de mencionar o porquê dos clubes cá do burgo que menciona, mesmo com vendas fabulosas de jogadores, estarem à beira da falência em contraponto com agentes e fundos que enchem cada vez mais a conta bancária. É milhão para aqui e milhão para acolá, num rodopio onde apenas os clubes ficam de fora.

O terreno está assim a ser preparado, ou minado. Há mesmo muitos milhões a serem ganhos no negócio do futebol. Aqui pouco interessa o clube ou o jogador, são meros instrumentos, usados para obter lucros astronómicos. Quando os clubes caírem, porque tudo tem um fim, estes auto-proclamados benfeitores do futebol luso, voltam as agulhas para outro lado. 

Mas são condecorados e tudo. Gente fina é outra coisa.

Portugal cai sete lugares

Como já seria de esperar, a má prestação da selecção nacional no Campeonato do Mundo fez-nos cair na tabela classificativa da FIFA. Portugal, que antes do Mundial estava na quarta posição, cai sete lugares, sendo agora o 11º.

Uma queda semelhante à de Espanha, que recua do primeiro para o oitavo posto. Outra queda já aguardada é a da Itália, que cai do 9º para o 14º lugar. A Inglaterra desaparece também da lista das dez mais. E o Brasil abandona o pódio, sendo agora o sétimo nesta tabela.

A subir estão, naturalmente, a Alemanha - que acaba de sagrar-se campeã mundial e passa a liderar esta lista, o que não sucedia há 20 anos. A Argentina é agora a segunda (era quinta), a Holanda chega ao pódio (subindo 12 posições) e a França ascende de um modesto 17º lugar ao décimo da lista.

Dá vontade de vomitar

Como o Edmundo já salientou aqui, foi caricato o troféu entregue pela FIFA a Lionel Messi, como melhor jogador de campo do Mundial de 2014. Logo ele, que na final contra a Alemanha se revelou um dos mais apagados intervenientes.

Em termos individuais, não tenho a menor dúvida: Robben foi o melhor jogador deste Campeonato do Mundo (acabou por ficar em terceiro na escolha da FIFA, após Messi e Müller). Mas na própria Argentina não era nada difícil encontrar quem mais merecesse ser distinguido do que o capitão da equipa. O excelente médio defensivo Javier Mascherano, por exemplo.

Decisões destas só desvalorizam futuros prémios e desacreditam ainda mais o organismo presidido pelo senhor Blatter. Por uma vez Maradona acertou em cheio ao protestar: "Querem que Messi ganhe algo que não ganhou."

No decisivo confronto contra a selecção germânica, Messi voltou a vomitar. Como se já previsse que lhe dariam o mais imerecido troféu da sua carreira. Apetece seguir-lhe o exemplo.

Acho que é isto a que se chama Terceiro Mundo

Jose Mujica, presidente do Uruguai, saiu em defesa de Luis Suárez, dizendo que o avançado também sofre muito nos jogos e "não se queixa". Para o presidente do Uruguai, Suárez não entrou na convocatória para para ser "filósofo, mecânico ou para ter boas maneiras". Mujica reforçou que Suárez "é um bom jogador" e alegou que não o viu morder ninguém.

Resta saber se a FIFA, no seu afã de promover as equipas americanas neste campeonato (o que, de resto, se viu no jogo com a Itália, com a incrível expulsão de Marchisio e a manutenção em jogo de Suárez), acrescenta mais uma camada de terceiro-mundismo à história não punindo severamente Suárez.

A ver o Mundial (1)

Imaginem só, por momentos, o que sucederia se Portugal tivesse feito em campo a triste figura que ontem fizeram os brasileiros, levados ao colo por um árbitro inepto na jornada inaugural do Campeonato do Mundo: logo certas aves canoras do torrão luso poisariam nas pantalhas a clamar contra tão clamoroso atentado à "verdade desportiva", com trinados em louvor das "novas tecnologias" que tardam em ser implantadas pelos sobas da toda-poderosa UEFA pilotada por monsieur Platini mas já perfilhadas pela FIFA do imarcescível senhor Blatter.

Como é São Brasil que está em jogo e os rapazes comandados pelos sargentão Scolari têm vindo a ser idolatrados cá na paróquia em reportagens da treta servidas ao domicílio de manhã à noite, entronizados como antecipados campeões da festa mundial do desporto-rei, as tais aves assobiam para o lado. Não se escandalizam com coisa nenhuma que vá além de Badajoz.

 

Eu sei que o escrete canarinho joga em casa, mas convém não abusar. O que ontem à noite aconteceu no Brasil-Croácia é um péssimo cartão de visita ao futebol. Se sonham com campeões antecipados, como parecem querer as nossas queridas televisões, elejam-nos por supremo decreto da sacrossanta FIFA. Ou por televoto, em honra e louvor das "novas tecnologias".

A Arena de São Paulo parecia um daqueles combates desiguais da velha Roma entre gladiadores e leões, com o juiz da partida - o japonês Nishimura Yuichi - investido da missão de virar o polegar para baixo. A traçar o destino dos gladiadores croatas.

Permitam-me a pergunta: desde logo, um japonês porquê? Alguém conhece os preciosos contributos do Japão para o desenvolvimento e prestígio do futebol à escala planetária?

 

A verdade é que Neymar, minutos antes do golo inaugural do torneio, devia ter sido expulso por óbvia agressão a Luka Modric, o melhor dos croatas. No entanto só viu o cartão amarelo, quase com direito a vénia pela conduta antidesportiva: foi fácil perceber que o moço está pronto a ser entronizado como vulto maior deste Mundial.

Nesse momento o campo estava apenas ligeiramente inclinado. Mas o apitador nipónico encarregou-se de facilitar ainda mais a vida aos brasileiros. Primeiro ao inventar um penálti mal viu Fred cair na grande área croata, como se respondesse pelo nome de Capela Yuichi ou Nishimura Xistra - um penálti que o craque Neymar esteve quase a falhar. Depois ao validar o terceiro golo, marcado por Oscar (o melhor brasileiro em campo), claramente precedido de falta - não assinalada, para evitar novos tumultos populares em São Paulo e no Rio.

A tecnologia de ponta chegou à Copa, com o novíssimo olho de falcão a vigiar as balizas. Nada a fazer, porém, perante a incompetência - velha como o mundo.

 

Tudo está bem quando acaba bem. Resultados à la carte, como este, são sempre preferíveis à angustiante incerteza da roleta do marcador, propícia a ataques de ansiedade.

Na tribuna central, sentado a poucos metros da esfuziante Presidenta Dilma Roussell, o senhor Blatter sorria. Tinha bons motivos para isso: tudo decorreu de acordo com o guião. Como escreveu acertadamente a Marca, "contra o caseirismo não há olho de falcão que valha". Estava escrito nos astros que a vitória caberia ao Brasil neste estádio do Corinthians. E assim foi.

 

Brasil, 3 - Croácia, 1

 

Vim buscar a foto aqui

Cristiano de Ouro - O Rei sucede ao Rei!

Se dúvidas houvesse aí está o prémio mais que merecido para Cristiano Ronaldo,

 

E até eu, que nunca fui grande apreciador dele, ergo a minha taça em sua honra.

 

Parabéns Cristiano!

 

Só que no dia 31 de Outubro do ano passado escrevia aqui um texto em que previa, desde logo, a conquista do troféu de melhor jogador do mundo pelo atleta madeirense.

 

Não, não me considero vidente, mas a postura profundamente patética a que Joseph Blatter se sujeitou publicamente só estragou aqueles que votariam em Lionel Messi transferindo para CR7 as suas escolhas, já que Frank Ribéry sempre me pareceu o elo mais fraco dos três, sem prejuízo dos troféus conquistados pelo Bayern de Munique.

 

Eis um Cristiano coroado uma vez mais Rei do Futebol, precisamente uma semana após o funeral do Rei Eusébio.

 

Também pode ler-se aqui

"Lavar as mãos como Pilatos"

"Vergonhosa, esta atitude da FIFA. Absolutamente inqualificável, responder sem nada esclarecer e deixar um clube - qualquer clube - e uma federação nacional - de qualquer país - arcar com as possíveis consequências da decisão que tome(m) relativamente à utilização de um atleta, lavando as mãos como Pilatos. Dando com uma mão e tirando com a outra.
Cobardes, cínicos, inúteis. MAFIOSOS.
É isto a federação internacional do futebol? Em que contribuem estas atitudes ou omissões para o prestígio e a transparência no futebol?
Afinal, quem fez e implementou as regras que regem o negócio do futebol e as transferências de atletas? Não foram estes mesmos que, agora, perante questões legítimas de uma federação e de um clube, se recusam a esclarecê-las?
QUE NOJO!"


EDUARDO PEREIRA, in O JOGO, comentário, 31.01.2013


Comungamos deste comentário de um leitor de "O Jogo". Foi exactamente como havíamos adivinhado. A FIFA não reconhece os seus próprios erros e "chuta para canto". Uma vergonha. E se a FIFA não sabe, é o Sporting que é culpado, é o Sporting que tinha de saber? Tenham juízo!

Uma bota difícil de descalçar

A demora da FIFA em responder ao Sporting tem cada vez mais uma razão de ser. Vários meses após a aprovação do actual Regulamento de Trasnsferências, a FIFA percebeu hoje que o mesmo contém normas potencialmente contraditórias entre si e, fundamentalmente, desaptadas à realidade das várias competições nacionais, e está com manifesta dificuldade "em descalçar a bota". Mas vai ter de o fazer. Vamos ver é quem sai prejudicado de todo este imbróglio. No meio disto tudo o Sporting é, ao mesmo tempo, o menos culpado e o mais prejudicado. Nomeadamente porque está de boa fé. Mas o que me faz verdadeiramente impressão é ver o bom nome do clube e a competência de quem está a tratar de todo este processo com as cautelas necessárias ser posto em causa. Isto quando, até agora, todas as partes consultadas deram razão ao clube, como é o caso da Federação Romena de Futebol.

A UEFA , a FIFA e as tecnologias

 

 

« Sempre me opus à utilização de tecnologias, não é aos 57 anos de idade que vou mudar de opinião. Não foi a FIFA que decidiu optar pelas tecnologias, mas sim o seu presidente Joseph Blatter, que decidiu, sozinho, com o International Board, sem consultar o Comité Executivo. Ele é o patrão, é o chefe, é assim...».

-    Michel Platini    -

 

Observação: O presidente da UEFA a anunciar a decisão do Comité Executivo em recusar avançar com a tecnologia das balizas. Desconheço os exactos parâmetros da autoridade do presidente da FIFA, mas é indiscutível que o International Board é o orgão mais responsável por alterações relacionadas com o jogo. A ironia da afirmação de Platini é que ele acusa Blatter de se posicionar na FIFA, precisamente nos mesmos modos que ele se posiciona na UEFA. Dois grandes e controversos egos que governam o futebol europeu e mundial.

 

Esta disposição à parte, também eu sempre me opus à introdução de meios tecnológicos no futebol. Muito embora compreenda a intenção da tecnologia das balizas, temo que estabelecer este precedente precipitará inovações do género, em cadeia, retirando ao jogo a sua componente mais natural que, no final das contas, representa a essência da paixão e popularidade que faz o futebol a preeminente modalidade desportiva do mundo. 

Luisão, a FPF e a FIFA

Revendo muito do que se passou durante as minhas férias - forçosamente curtas por ter um «amistoso» agendado com um cirurgião na próxima sexta-feira - não resisti à tentação de abordar o já notório caso Luisão. Ao ler as inúmeras manchetes noticiosas, verifiquei prontamente que os suspeitos usuais da comunicação social recorreram à velha e matreira estratégia: «uma mentira contada mil vezes torna-se verdade», na sua transparente intenção de influenciar a opinião pública, e a de outros, focalizando o alegado exagero da reacção do árbitro e minimizando a causa à raiz de tudo, que foi precisamente a acção do jogador. Não pretendo ajuizar a gravidade do incidente nem a eventual culpabilidade, ou inocência, do capitão «encarnado» - deixo essa contenda a quem de direito - todavia, será útil separar os factos da ficção.

É perfeitamente plausível que a discussão fulcral do caso se assente na definição conceitual do termo «agressão», já que a consequência da acção apenas serve para apreciar a gravidade da mesma e não para a anular. Mesmo sem recorrer a «nuances» de Direito, torna-se importante sublinhar que em matéria desta natureza o organismo soberano do futebol fundamenta-se no mais elementar conceito jurídico: «Agressão é um acto através do qual uma pessoa acomete, toca ou empurra outra pessoa, ou por qualquer outro meio exerce força de qualquer tipo sobre outra pessoa, directa ou indirectamente, sem o consentimento da outra pessoa e com o intento de a fisicamente injuriar, indiferente se causa ou não injúria, dor ou dano». Nos instrumentos que ordenam o poder e a competência dos orgãos judiciais da FIFA e até nas próprias «Leis do Jogo», diversos sinónimos do termo são evocados: «confrontação física através de cotovelada, soco, empurrão, pontapé, etc., conduta violenta, injúria física e ameaça à integridade física».

Quanto ao  Código Disciplinar da FIFA, que tanto tem sido propagado, à conveniência, os seguintes artigos são pertinentes ao caso em questão:

1.º O artigo 2 que estipula o escopo de aplicação do instrumento, especifica, entre outras coisas, que o Código é aplicável a qualquer jogo ou competição promovidos pela FIFA e, também, a qualquer situação em que a integridade física de um elemento da arbitragem é posta em causa;

2.º O  artigo 49, ponto 1 a), estipula o mínimo de seis meses de suspensão por agressão a um elemento da arbitragem;

3.º O artigo 70, ponto 1, estipula que jogos e competições não promovidos pela FIFA, são da responsabilidade directa das confederações, federações e outros organismos desportivos que os organizam, no que concerne a aplicação das sanções pelas inerentes transgressões, e que, se for solicitado, essas sanções poderão vir a ter efeito mundial. O ponto 2 estipula que os orgãos judiciais da FIFA reservam o direito de processar transgressões consideradas graves se as autoridades citadas não o fizerem ou se não o fizerem de acordo com os princípios fundamentais de Direito. O ponto 3 estipula que as mesmas autoridades assumem a obrigatoriedade de participar à FIFA qualquer transgressão grave dos seus objectivos estatutórios;

4.º O  artigo 71, ponto 1, estipula que em jogos amistosos entre clubes de diferentes federações, a obrigatoriedade de instaurar um processo disciplinar a um jogador recai sobre a federação à qual o jogador pertence, mas que em qualquer caso, o Conselho Disciplinar da FIFA poderá intervir «ex ofício» (por dever do cargo);

5.º O  artigo 136, ponto 1, estipula que se a transgressão é grave, a exemplo mas não limitado a casos de dopagam. viciação de resultados desportivos e conduta violenta contra elementos da arbitragem, as confederações, federações e outros organismos desportivos assumem a obrigatoriedade de solicitar à FIFA que a sanção seja extensível a efeito mundial. O ponto 4 estipula que se os orgãos judiciais da FIFA vierem a saber que as referidas autoridades não cumpriram com esta obrigatoriedade, estes próprios orgãos assumirão essa decisão.

Resumindo e concluindo, contrário a muito do que foi noticiado, com deliberada e excessiva liberdade de interpretação, o caso de Luisão encontra-se perante o Conselho de Disciplina da FPF simplesmente porque está assim previsto estatutoriamente e a FIFA reserva o direito, à sua discrição, de intervir mediante o seu parecer sobre a gravidade do caso, a decisão do conselho disciplinar federativo e, muito em especial, se entender que o processo não decorreu de acordo com os princípios fundamentais de Direito. Na realidade, raros são os casos que originam em competições não por si promovidas, em que a FIFA assume jurisdição directa logo à partida. O relatório do árbitro foi conduzido para a Federação Alemã que, por sua vez, participou a ocorrência tanto à FIFA como à FPF. Pelas conhecidas circunstâncias, é inimaginável que o juiz não tenha referenciado «agressão» no escrito, indiferente da linguagem de preferência. Conquanto seja plausível que a FIFA tenha enviado qualquer comunicado à FPF, nunca poderia ter avançado a ideia de que é um assunto de alçada interna absoluta, uma vez que o organismo mundial reserva o soberano «ex ofício» direito de intervenção, mesmo posteriormente, face a um qualquer eventual recurso da decisão tomada. Por outras palavras, seja qual for o veredicto  das autoridades desportivas portuguesas, o futuro do jogador estará sempre dependente do preeminente parecer da FIFA. É um caso de acompanhamento muito interessante, não pela expectativa de ver o jogador suspenso, mas pela «urgente» decisão exigida à FPF e, consequentemente, pela reacção da FIFA à mesma. Não acredito que os orgãos portugueses se atrevam a mais um episódio de «atirar poeira jurídica para os olhos», a exemplo do que ocorreu com o regulamento dos empréstimos, pelo olhar atento da autoridade superior. Dito isto, neste nosso mundo, muito do que pode acontecer, acontece mesmo, e, como bem sabemos, a FIFA é ocasionalmente movida por «ventos» imprevisíveis.

 

O "International Board" da FIFA aprova tecnologia

Uma decisão histórica foi hoje tomada pelo «International Board» da FIFA, o órgão responsável pelas regras do futebol: numa reunião em Zurique, foi aprovada a tecnologia na linha da baliza, com efeito no Mundial de Clubes 2012 em Tóquio, na Taça das Confederações 2013 e no Mundial 2014. Dois tipos de tecnologia serão utilizados, o «Hawk Eye», baseado na utilização de diversas câmaras, e o «Goalref», que utiliza um campo magnético e uma bola especial.

 

Os argumentos em prol desta inovação são bem conhecidos, o que não evita que esta decisão da FIFA seja menos controversa. Não hesito em adiantar a minha discórdia, não tanto pela implementação dos referidos meios para os fins citados, mas muito mais pelo precedente. Entendo que a beleza do futebol, e a discussão que a sua imperfeição provoca, é parte integral do espectáculo, sustentado exclusivamente pelo ser humano, quer seja ele atleta ou árbitro. A partir do momento que se começa a depender em meios tecnológicos, esse componente natural vai desaparecer e, com ele, tudo aquilo que desperta a paixão do mundo pelo jogo. Com o precedente estabelecido e concretizada a satisfação de todos aqueles que são adeptos da medida, muito em breve surgirão outras semelhantes exigências. Uma qualquer tecnologia para o fora-de-jogo, para a grande penalidade, para a determinação da falta, etc., etc., etc.. Por que não eliminar o árbitro completamente e substituí-lo por um robô situado a meio  campo com visão grande angular que dê cobertura ao rectângulo inteiro? No processo, os confrontos entre árbitro e jogador ou treinador também seriam eliminados, porque ninguém se atreverá a discutir com uma máquina que não tem sentimentos e que é incapaz de errar. Não é difícil de prever que a próxima exigência vai ser a utilização de vídeo para rever certos lances de maior grau de dificuldade e sensibilidade. Além de tudo mais, não acredito que a bola especial que terá que ser utilizada no sistema «Goalref» não precipite problemas, tanto com o controlo como com a trajectória. O segundo sistema tem outro componente incontornável: em competições do alto nível internacional, não existirá esse problema, mas assim que for implementado nos campeonatos domésticos, fica por explicar quem vai providenciar as câmaras indispensáveis para o sistema funcionar e, sobretudo, quem vai assumir a despesa. O jogo é o jogo, e não podem existir regras para umas provas e não para outras. Seja o que for, terá, logicamente, que ser implementado globalmente. Nada mais faz sentido.

«Ranking» FIFA

No mais recente «ranking» divulgado pela FIFA, Portugal recuperou o quinto lugar e, pela primeira vez na sua história, a selecção brasileira está fora dos primeiros dez (11.º). A subida de maior destaque deu-se com a Itália, que passou de 12.º para 6.º. Sei muitíssimo bem que este sistema de «ranking», que foi criado em 1993, obedece a uma computação com critérios muito específicos mas, à  primeira impressão, intriga como é que o Uruguai se posiciona em 3.º e a Inglaterra em 4.º. Isto não obstante, não compreendo nem aceito que jogos amistosos, nomeadamente de preparação, contem para esta computação. Se existir preocupação com esta consideração, uma qualquer selecção não pode arriscar fazer experiências com jogadores mais jovens ou menos utilizados nos jogos que são agendados precisamente para efeitos de trabalho preliminar, com o receio de descer no «ranking».

 

A classificação da FIFA: 1. Espanha / 2. Alemanha / 3. Uruguai / 4. Inglaterra / 5. Portugal / 6. Itália / 7. Argentina / 8. Holanda / 9. Croácia / 10. Dinamarca.

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