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És a nossa Fé!

Teremos leões portugueses no Mundial?

Já são conhecidos os 55 pré-convocados de Fernando Santos para o Mundial 2022. É verdade que desta lista, sairão 29 jogadores, mas os indicadores são interessantes. Afinal, Santos está atento ao Sporting e Gonçalo Inácio, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão e Paulinho fazem parte da lista. Ainda assim, acredito que todos cairão. Inácio deve perder a vaga de quarto defesa central para Tiago Djaló ou mesmo José Fonte, ambos das escolas leoninas. Santos, que acredito que seja o mais injustiçado se não for chamado, deve perder a vaga de lateral para Raphael Guerreiro e a de extremo para Rafael Leão, Jota. Já Pote parece nunca ter agradado a Santos e deve ser trocado por João Mário. Trincão pode perder a vaga para Podence e Paulinho, concorre com Félix, Beto e Ramos mesmo que todos tenham características diferentes.

Dos convocados, sem surpresa, muitos foram formados entre Alvalade e Alcochete (passando mais ou menos tempo no clube): Patrício, Cédric, Thierry, Fonte, Djaló, Domingos, Mário Rui, Mendes e Tavares no setor mais defensivo; William, Moutinho, Nunes, Palhinha, João Mário, Ronaldo, Leão e Podence, no meio campo e ataque. É obra. E deve ter-me escapado algum. 

Saúda-se ainda que Santos, conhecido conservador, tenha tomado nota de nomes de homens que têm estado em destaque lá por fora como Tavares, Jota ou Beto e cá por dentro, como Vitinha.

Já agora, deixo o meu palpite: Costa, Patrício e Sá; Cancelo, Dalot, Guerreiro e Mendes; Danilo, Ruben, Djaló e Pepe; João Mário, Fernandes, Vitinha, Nunes, Sanches, William, Palhinha e Neves; Ronaldo, Félix e Silva; Horta, Leão, Bernardo e Guedes.

Acreditam que algum leão será convocado? Quem?

Os jornais e o futebol da selecção

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Uma volta pelas capas dos desportivos e de alguns generalistas mostra-nos quem para os editores daquelas publicações foi o culpado pelo não apuramento da selecção nacional de futebol para as meias da Liga das Nações.

A foto é a mesma em quase todos e estampa Cristiano Ronaldo.

Quanto ao incompetente que escolhe a equipa e os treina, nem uma imagem.

Aliás, o senhor até diz que está descansado quanto à sua situação como seleccionador. "Tenho contrato até 2024", terá dito.

Por mim pode continuar e só lhe peço encarecidamente que continue a não convocar jogadores do Sporting. Não gosto de ver os nossos associados a incompetentes.

Os sete pecados de Fernando Santos

Liga das Nações: Portugal, 0 - Espanha, 1

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Bastava-nos um empate para chegar lá. Às meias-finais da Liga das Nações, que já conquistámos em 2019. Recebíamos a Espanha em Braga, entre o nosso público. Os espanhóis vinham muito afectados por uma derrota em casa frente à Suíça e precisavam de vencer para seguir em frente.

"Bastar um empate" funciona como maldição para nós. E como pretexto para Fernando Santos montar a sua tão apreciada táctica do ferrolho - com jogadores sem vocação para tal - à espera do sempre ansiado deslize alheio para cumprir os mínimos.

Podia ter acontecido por três vezes ainda na primeira parte, que terminou empatada a zero. A segunda, com o mesmo onze intocável até ao minuto 72' (Diogo Costa; Cancelo, Danilo, Dias, Nuno Mendes; William, Rúben Neves, Bruno Fernandes; CR7, Bernardo, Diogo Jota), foi péssima: concedemos dois terços de terreno e toda a iniciativa aos espanhóis, que marcaram aos 88', por Morata. Sentenciando a partida e a eliminatória.

Estarão nas meias-finais da prova, em Junho de 2023, com Croácia, Holanda e Itália. Nós tivemos o pássaro na mão e deixámo-lo voar. Por falta de ousadia, de rasgo, de atitude.

 

Seguem-se os sete pecados de Fernando Santos.

 

Primeiro. Ir recuando no terreno, concedendo iniciativa de jogo à Espanha - uma das selecções do país vizinho menos fortes dos últimos anos, alvo de contestação dos seus adeptos, e que vinha de uma derrota em casa frente à Suíça.

Segundo. Assistir impávido às perdas de bola dos nossos frente à baliza espanhola sem tomar a iniciativa de introduzir mudanças na dinâmica ofensiva para redobrar as oportunidades. Rúben Neves (23'), Diogo Jota (23') e Bruno Fernandes (38') tiveram os golos nos pés, mas foram incapazes de a meter lá dentro.

Terceiro. Mandar a selecção recuar na segunda parte, remetendo-a ao meio-campo defensivo, para "segurar o resultado". Manobra táctica de equipa pequena, frente à turma espanhola, que só fez o primeiro remate enquadrado aos 70'.

Quarto. Manter Palhinha no banco. Se a prioridade máxima era bloquear os caminhos para a nossa baliza, tornou-se incompreensível manter um William a meio-gás e deixar o nosso médio defensivo a ver o desafio sentado entre os suplentes.

Quinto. Esperar até aos 73' para mexer na equipa. Bernardo Silva, novamente sem préstimo na selecção, andou a fazer inúteis reviengas no relvado até finalmente receber ordem de saída. Demasiado tarde.

Sexto. Tocar na tecla da pausa em vez de accionar o acelerador. Incompreensível, a entrada de João Mário por troca com Bernardo quando ainda havia 20 minutos para disputar e precisávamos de um criativo para o contra-ataque, aliviando a pressão espanhola, e não de quem a segurasse no meio-campo.

Sétimo. Cristiano Ronaldo não pode cumprir a pré-época que deixou por fazer no United - onde até agora só marcou uma vez, de penálti - como titular da selecção. Sem dinâmica, sem golo, devia ter saído. Como saiu Sarabia, ontem muito apagado, logo aos 60', na selecção espanhola. Permitir a existência de intocáveis é um dos pecados do seleccionador. Terá de cumprir penitência por isto.

Santos e os pecadores

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A selecção de futebol da república portuguesa voltou a perder um jogo decisivo.

"Não teve a ver com a organização teve a ver com o posicionamento (...) criámos problemas a nós próprios".

Foi assim que Fernando Santos viu o golo sofrido, a culpa não foi dele (a organização) a culpa foi dos jogadores (o posicionamento).

Treinador santo, jogadores pecadores.

Um lamentável desperdício.

Fernando Santos, que sempre teve um conjunto excepcional de futebolistas, que jogam nas melhores equipas da Europa, ganhou um campeonato europeu com um bambúrrio de sorte. A jogar tão mal, o treinador convenceu-se que a vitória tinha sido milagre. O problema é que desde então confia mais numa intervenção divina do que num vasto leque de jogadores geniais, que fariam a felicidade de qualquer treinador a sério. Alguém que lhe explique que Nossa Senhora não se intromete em disputas de bola. 

Obrigadinho, Fernando Santos

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Nestes dias dominados pelas selecções, vamos ficar sem quatro jogadores, chamados às equipas nacionais dos seus países.

Concretamente, Morita vai representar o Japão, Fatawu foi convocado para a do Gana, Sotiris está entre os seleccionados pela Grécia e teremos Ugarte em representação do Uruguai. Coates só não irá porque se lesionou no jogo contra o Boavista.

Já basta. 

 

Venho agradecer ao seleccionador Fernando Santos por ter ignorado olimpicamente os futebolistas portugueses do Sporting, deixando-os fora desta convocatória. Imitando o seleccionador espanhol, Luis Enrique, que não convocou Adán e Porro, o seleccionador inglês, Gareth Southgate, que se esqueceu de Edwards, e o seleccionador brasileiro, Tite, que deixou Matheus Reis de fora.

Poupa assim Pedro Gonçalves, que com "apenas" quatro golos e quatro assistências em nove jogos oficiais da temporada, a última das quais frente ao Tottenham na Liga dos Campeões, é omitido numa lista que inclui o fantástico Pedro Neto, do Wolverhampton (zero golos e zero assistências em sete jogos), o mega-craque João Félix, do Atlético Madrid (zero golos e três assistências em oito jogos) e o supersónico Diogo Jota, do Liverpool (um jogo, uma assistência).

 

Não houve aqui falta de consideração pelo jogador nem falta de respeito pelo Sporting. Foi apenas para não fatigar o nosso excelente n.º 28 nos desafios contra a República Checa (já este sábado) e Espanha (na próxima terça), tenho a certeza.

Obrigadinho, Fernando Santos. És mesmo bacano, pá.

Seleccionador fora de prazo

Fernando Santos divulga convocatória esta quinta-feira: Gonçalo Ramos pode ser a surpresa, Dias, Mário e Félix devem regressar

Havia um comentador de que não recordo o nome, num dos blogues leoninos, que defendia que os jogadores do Sporting não deveriam ir à selecção que desvalorizavam, ou podiam vir de lá lesionados, portanto agradecia a Fernando Santos a sua coerência de não convocar jogadores nossos.

Hoje saiu a convocatória para a Liga das Nações e esse comentador deverá estar radiante, já que procurei, procurei e do Sporting, nem um para a amostra.

Para Santos nem o médio com os melhores números de todos os campeonatos europeus serve.

Bastas vezes aqui escrevi que tenho Fernando Santos como uma pessoa de bem. Não sei se continuarei a ter após resolução do imbróglio que tem em tribunal por alegada sonegação de impostos, o tribunal o dirá, mas a acusação que muitos lhe fazem acerca de fretes a determinado empresário, que mandará na federação, olhando para o número de ex-Sporting que constam na convocatória, levam-me a começar a ter outra visão sobre o homem da santinha. Há até a curiosidade de alguns que enquanto vestiram de verde nunca "calçaram" na selecção, o que pode conduzir a alguma interpretação de algum "furúnculo" verde que incomode o seleccionador Fernando Santos.

O senhor deveria ter-se retirado a seguir ao Europeu, saía pela porta grande, mas caramba, os milhões sabem tão bem... E então se eventualmente livres de impostos, uau!

Bom, que seja muito feliz, ele e o Pepe e já agora mais os oito ex-Sporting que não contaram para o seu rosário, enquanto vestiram a camisola listada.

Agarra-te à santinha Fernando, que deste lado não levas nada!

 

 

A sério que eu gostava de perceber

O futebol é um Mundo de coisas insondáveis, entre elas a forma como alguns intervenientes são pagos pelos seus serviços. Esse é um assunto que dirá respeito ao fisco, ao Estado português e no caso do seleccionador nacional, também a nossa senhora de Fátima. Mas não é para isto que aqui venho, que com o aumento da inflacção e dos combustíveis, eu quero lá saber dos 4,5 milhões de Euros...

Outra coisa insondável para mim é a forma de jogar de algumas equipas e como as comandam os seus treinadores. Eu ando a ver bola regularmente desde os 7 anos de idade, portanto há pouco mais de meia dúzia. Percebo que cada treinador tenha a sua maneira de colocar os seus jogadores a evoluir em campo, aquilo a que antigamente se chamava de "fio de jogo".

Custa-me a entender no entanto que numa equipa haja um autocarro (ia dizer carrada, mas trata-se de pessoas e o respeito é muito bonito) de extremos ( e se continue a cobrar bilhete para mais uns passageiros), da direita e da esquerda e não haja um, desculpem a boutarde, extremo do centro, ao menos, para aproveitar as bolas que, se não tiverem os pés trocados, os da esquerda e os da direita farão chegar à área do adversário.

É certo que a gente tem lá um e sabem o que eu espero? Que seja outro Acosta! Que finalmente comece a justificar o volumoso investimento que nele foi feito. Mas é pouco, há quatro competições para disputar e não se vê vontade de contratar ninguém para aquela posição.

Como digo, os treinadores têm mistérios insondáveis que o comum do adepto de bancada desconhece completamente, dos que referi um foi campeão nacional e o outro até foi campeão europeu, portanto que contam os meus 55 anos a ver bola perante esta evidência?

Mas arremedando a letra dum fado célebre, falarei até que a voz me doa!

Fernando Santos enfrenta Paulo Bento

Os dados estão lançados: a selecção portuguesa de futebol vai defrontar as da Coreia do Sul, Gana e Uruguai na fase de grupos do Campeonato do Mundo. 

Com um aliciante suplementar: será um embate entre Fernando Santos e Paulo Bento, seu antecessor à frente da equipa nacional e actual seleccionador da Coreia do Sul. A coisa promete.

Catar-22 (3)

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[Repito-me, pois na sequência dos meus Catar-22 e Catar-22 (2)]

Acabo de ver a segunda parte do Brentford-Wolverhampton (1-2). Bruno Lage colocou sete portugueses como titulares e três como suplentes. E o excelente Neto continua em recuperação de grave e prolongada lesão... Terceira vitória consecutiva da sua equipa, que está embrenhada na luta pelos lugares europeus, agora aparentemente colocada no 8º lugar - mas até poderá estar melhor, dado que entre o 4º (Manchester United) e este 8º a distância são apenas 4 pontos à 22ª jornada mas os clubes têm diferentes jogos realizados.

Ou seja, o Wolverhampton - a "alcateia portuguesa", como bem lhe chamou o locutor televisivo - está a fazer um belíssimo campeonato para um clube da sua dimensão económica e desportiva. Hoje fez mais uma segura e competente exibição, tendo ganho através de um belo golo de João Moutinho, o qual fez ainda o cerebral passe para o segundo golo - sim, exactamente João Moutinho, esse que (não me canso de o repetir) os profissionais do comentário televisivo e jornalístico insistem que "já não tem pedalada" para jogar na selecção portuguesa. Segundo golo esse que foi marcado, a dez minutos do fim, através de (mais) um magnífico remate de "meia-distância" de Rúben Neves, o qual ainda viria a fazer um passe magistral para um golo que acabaria por ser anulado devido a fora-de-jogo centimétrico.

No final do jogo exultavam nas bancadas os calorosos adeptos do clube, a viverem um verdadeiro apogeu na sua história de 150 anos. E fazem-no reconhecendo quem os conduz a tais píncaros, louvando-se no cântico "We've got Neves". E ao ver este acertados cachecóis só consigo repetir o que há anos aqui resmungo: como é possível que passem as épocas e as competições e Rúben Neves seja preterido na selecção por jogadores como William ou Danilo? Que seleccionador temos tido? Porque "não temos Neves"?

Catar-22

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Sobre o desejável apuramento para o Mundial-22 já muito foi resmungado, aquando dos últimos jogos da selecção. Ficou este travo azedo, no deslizar do mais do que acessível apuramento até esta já desfocada miragem da sua obtenção. Tudo o que bem espero não se vir a tornar verdadeiro azedume. E agora, no sprint final do campeonato de Inverno, após as qualificações nas taças europeias, com o dealbar do "mercado de Inverno" futebolístico e, ainda para mais, com a concentração de boas festas natalícias e melhores intenções, as questões da selecção estão em pousio. Até porque a Federação foi renitente a mudanças - espero que com acertada visão - mantendo a crença na fé do seleccionador Santos. Para quê vir então, agora, perturbar a quadra com tal horizonte? 

Faço-o porque tenho visto, a espaços, jogos do campeonato inglês, no qual participam vários dos nossos habituais internacionais. É certo ser geral a tendência de mais se prezar os jogadores seleccionáveis com os quais se têm (ou imaginam) afinidades clubísticas, mas isso pode ser ultrapassado ou, pelo menos, matizado, em momentos de crise. E é também certo que no nosso campeonato também muito há para ponderar. E dessa atenção endógena três exemplos logo se realçam, denotativos do conservadorismo vero imobilismo de Santos: o relativo apagamento do habitual convocado Sérgio Oliveira; a grande época de Ricardo Horta, sempre esquecido. E a quase nula integração do campeão Matheus Nunes - ainda mais clamorosa quando o naufrágio contra a Sérvia passou pela titularidade de Sanches em nome do seu repentismo, do inesperado galopante que traz ao jogo, mesmo que seja jogador com fortes deficiências tácticas. E se são essas as características que o catapultam para os momentos decisivos bastará recordar a extrema competência táctica de Nunes e convocar o seu recente golo na Luz para perceber que o erro não é dos treinadores de sofá, pois é ele bem mais superior como centrocampista actual.

Mas vou aceitar como racionalmente prudente que não será no futuro próximo, em embate(s) tão decisivo(s), que Santos introduzirá alterações no seu naipe preferencial de trunfos. Por isso olho os consagrados que jogam nos campos ingleses. O novo treinador do M. United não só mantém a confiança no binómio atacante Fernandes-CR7 (o que tanto poderá/poderia beneficiar a selecção) como catapulta Dalot, este firmando-se como alternativa incontestável à direita podendo deixar a esquerda para um Cancelo, a jogar esplendidamente. Enquanto Bernardo Silva brilha como nunca (e muito já brilhara) e Dias se mantém um rochedo. Mas não vim fazer um postal cobrindo de A a Z os jogadores seleccionáveis. Pois o que me convocou este postal foi ter assistido ao recente Wolverhampton-Chelsea. O Wolverhampton de Bruno Lage jogou com 4 titulares portugueses e ainda fez entrar um outro. Enfrentando o campeão europeu, uma equipa que segue no topo da tabela, um dos três reais candidatos ao título (conjuntamente com o Manchester City e o Liverpool) e que se caracteriza por um futebol muito pressionante, de grande exigência física e táctica. A equipa de Lage jogou muito bem, algo consentâneo com o belo campeonato que vem fazendo (um actual 8º lugar, na senda dos dois primeiros anos após o seu regresso a esta Liga nos quais, sob Espirito Santo, obteve 7ºs lugares). O relevante é que durante aqueles 90 exigentíssimos minutos - contra o actual campeão europeu, repito - no meio-campo do Wolverhampton esteve João Moutinho, a jogar e a fazer jogar, pressionante e pausando o jogo da sua equipa.

Olhando aquele jogo lembrei-me dos comentários após o jogo da Sérvia, seja dos emproados comentadores televisivos seja dos convictos bloguistas: face ao tal naufrágio em que João Moutinho fora abandonado diante do meio-campo sérvio, dado que Danilo se afundara num quase trio de centrais e Sanches cavalgava pelo estádio da Luz, decerto que devido a instruções que ambos haviam recebido, todos - assalariados, avençados e voluntários - coincidiam na doutoral sentença de que o veterano Moutinho "já não tem pedalada" para jogos daquele quilate. Ora se há coisa que se pode afirmar é que quem arranca uma jogatana daquelas, no seu peculiar estilo quase mudo, diante do super-Chelsea tem todo o pedal necessário para jogar contra a mediana Sérvia. Precisa apenas, para não sofrer os dislates dos comentadeiros arrivistas, de estar inserido numa equipa tacticamente estruturada, nisso imaculada se possível. E não a remar sozinho contra... as divergentes correntes.

Ou seja, isto de chegarmos ao Catar não periga devido aos jogadores. (Nem aos comentadeiros). Pois há jogadores suficientes de grande qualidade para "dar a volta" à situação, veteranos como Moutinho ou Cristiano, maduros como os Silva ou Cancelo, jovens como Nunes ou Mendes. Mas o que é necessário é que Santos "dê a volta" a si mesmo, suas certezas e teimosias. Que o Pai Natal lhe traga essa flexibilidade é o que eu peço. Para a nossa alegria.

O apuramento para o Catar-22

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E para que não se resmungue que esta questão sobre o jogador da semana na Liga dos Campeões é remoque advindo de "costela sportinguista" - a qual é sempre invocada quando alguém reclama Palhinha a titular, por exemplo, mas que não se impõe quando um tipo (eu) anda há anos a reclamar que Rúben (não o Amorim sim o Neves) tem que jogar na selecção - que tal ler como Guardiola (mais uma vez) louva Bernardo Silva, quando este joga tanto que é o "homem do jogo" na vitória frente ao PSG de Mbappé, Messi, Neymar? E perguntar porque é Bernardo um jogador fulgurante na sua equipa e não engrena na equipa de todos nós? Ou até perguntar porque não são os titulares indiscutíveis campeões nacionais chamados à selecção, quando tão bons desempenhos têm tido?

Isto é um naufrágio anunciado. Lamento, mas já não tenho qualquer crença em Fernando Santos. E não serei o único. Entre os adeptos e, acredito, entre muitos jogadores.

 

NOTA: colocara no postal um gráfico que mostrava os jogadores seleccionados para a equipa da semana da Liga dos Campeões, no qual constavam Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Um comentador, a quem agradeço esclareceu-me que era errado, pois a selecção oficial é algo diferente - nela está Pedro Gonçalves mas não Inácio (e está Otamendi do Benfica, entre outras diferenças). Quero crer que esse meu erro, tendo seguido um "fake graphic" não torpedeia o que quero aqui recordar, o défice que as opções do actual seleccionador vêm provocando na nossa selecção.

Falta renovação urgente na selecção

Texto de Ulisses Oliveira

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Temo que a mentalidade "pobrezinha" que temos apresentado nos venha a tramar. Itália seria um adversário péssimo para nós. Mas mesmo Polónia, Áustria, Suécia ou Rep. Checa, são difíceis.

Contudo, mais preocupante que a qualificação para o Mundial é o facto da selecção ter quase estagnado. Parou, mesmo. Continuamos a ter convocatórias com jogadores que neste momento já não acrescentam nada a uma selecção que se pretende ganhadora, lutadora e irreverente.

Sem querer ser muito injusto, jogadores como William, Danilo, Fonte ou Moutinho não deviam pertencer ao lote de convocáveis (muito menos, titulares). É que depois juntam-se a outros como Patrício, Ronaldo, Pepe, mesmo João Mário, que, sendo importantes, não podem olhar para o lado e ver jogadores que estão em fim de carreira.

Falta uma renovação, que devia ter sido feita paulatinamente logo após o último Euro (até antes). É que agora, a renovar, vai ser de forma mais radical.

 

Outra coisa que me faz alguma espécie (talvez por ser sportinguista) é que da equipa campeã do ano passado as apostas feitas foram-no quase por favor.

Nuno Mendes tinha meio mundo atrás até ser chamado, Palhinha foi a medo (nada comparado com Danilo ou William quando foram lançados), Matheus precisou do empurrão do Brasil (comparemos com Renato Sanches quando foi lançado). Outros, como Pedro Gonçalves (só o melhor marcador do campeonato) e Gonçalo Inácio, ainda não calçaram, ainda que tenham sido convocados.

Jogamos actualmente com Danilo a central (!!!), fazendo parelha com Fonte (e/ou Pepe), quando o futuro dos centrais da selecção pode estar aqui à mão de semear, seja com Inácio, seja com Domingos Duarte e outros. E haveria muitos mais exemplos.

Comenta-se à boca cheia que esta seleção é dos amigos de Fernando Santos…

 

Não podemos portanto admirar-nos que jogadores de topo mundial nos seus clubes cheguem à selecção e pareçam outros. Ronaldo lá tira um coelho de vez em quando da cartola, Bernardo Silva tem muitas dificuldades e Bruno Fernandes chega ao ponto de ficar no banco em alguns jogos... damo-nos ao luxo de pôr o Bruno Fernandes no banco!!!

Uma selecção que conta com Nuno Mendes, Cancelo (segundo FS, o melhor lateral do mundo... só para rir, certo?), Rúben Dias, Pepe, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Ronaldo - e outros que, sendo segundas linhas, são altamente cobiçados, como Palhinha, Matheus, André Silva, Renato, Otávio, Leão, etc - não pode ter a mentalidade pequenina que tem demonstrado.

 

Espanha é um bom exemplo. Deixou de lado algumas vacas sagradas e aparentemente tem conseguido evoluir bem.

Por isso, acho que Rui Jorge poderia ser um bom seleccionador. Parece-me que não tem o síndrome da clubite aguda e que que também não deve nada a empresários, caso contrário já estaria noutras paragens. Já FS tenho muitas dúvidas que não esteja numa espécie de dança do ventre promíscua (peço desculpa pela imagem, se calhar vívida demais), flexível a tudo e a todos, a ir para onde sopra o vento, sem pensar apenas e só por si.

Isto, claro, sem esquecer que foi com ele que ganhámos troféus importantes. Terá sempre o meu agradecimento. Mas tudo tem um fim… e a perpetuação das coisas leva a mais desgaste e a menor lucidez.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Fim de ciclo

Se todos concordam que o jogo de ontem foi horrível, já cada um tem a sua opinião sobre as causas e mais ainda sobre o que deveria acontecer.

Para mim, e por muito mérito que tenha tido e teve anteriormente, o fim de Fernando Santos como seleccionador nacional aconteceu com a derrota estrondosa com a Alemanha no último Euro, onde falhou em toda a linha. Devia ter mesmo sido substituído no final dessa competição.

Mas não apenas ele. Portugal teria também de agradecer o contributo de muitos dos campeões europeus em França mas dar como finda a sua participação na selecção, e apostar na nova geração (abaixo dos 30 anos) que está a fazer pela vida em Portugal e em clubes de topo europeus. Ficariam apenas Rui Patrício, Pepe e Cristiano Ronaldo que já conquistaram outro patamar, fazem parte da solução e não do problema, o problema são os outros "de barriga cheia" que não "carregam o piano" para que aqueles atrás citados possam dar o seu melhor.

Uma selecção não é uma colecção de cromos. Não se colocam a jogar 11 Bernardos Silvas, só um deles tem lugar no onze e no lugar dele e não noutro qualquer para acomodar outro Bernardo. Não se escolhem jogadores por prémio pelo que fizeram nos clubes, e muito menos para reabilitar jogadores que falharam nos clubes. Escolhem-se porque fazem falta à equipa de acordo com o modelo de jogo ou sistema táctico que se tenha.

Por outro lado, uma selecção terá sempre de apoiar-se em rotinas que vêm dos clubes, não pode passar ao lado de pequenas sociedades em plena laboração como a de Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo no ManUnited, de Cancelo e Bernardo Silva no ManCity ou a de Palhinha e Matheus Nunes no Sporting.

Fernando Santos foi um grande seleccionador, campeão europeu em França, vencedor da Taça das Nações, não soube retirar-se a tempo, se calhar depois do último Euro onde falhou rotundamente, agora está a estragar a boa imagem que conquistou, resume-se a um critério de selecção errático e impossível de entender e às tristes figuras que faz nas conferências de imprensa, especialmente quando lhe perguntam "Porque é que Portugal com tanto talento joga tão pouco futebol?

Precisamos dum seleccionador nacional com grande experiência, espírito de missão e capacidade para lutar contra a clubite, contra a "empresarite", contra a "amiguite", mas também com capacidade de pôr a selecção a jogar futebol, fazer do todo muito mais do que a soma das individualidades.

Precisamos mesmo dum novo seleccionador nacional, mas para fazer diferente, para fazer melhor. Se é para baralhar e dar de novo conforme as viciadas regras, não vale a pena.

SL

Obrigado e até sempre, Fernando Santos

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1

Um dos maiores defeitos da espécie humana é a ingratidão. Por mim, estou e estarei agradecido a três seleccionadores nacionais de futebol: Luiz Felipe Scolari, que nos levou à primeira final de um Campeonato da Europa e ao quarto lugar do Mundial 2006; Paulo Bento, que comandou a equipa das quinas até às meias-finais do Euro-2012 (perdida nos penáltis frente à Espanha de Casillas, Sergio Ramos, Busquets, Xavi Alonso, Iniesta e David Silva que viria a sagrar-se campeã); e Fernando Santos, que nos conduziu enfim a duas vitórias em provas de selecções - o Euro-2016 e a Liga das Nações 2019. 

Serei sempre grato a estes seleccionadores, que lideraram a equipa nacional em grande parte destes últimos 20 anos - o período em que Portugal transformou a excepção em regra. Durante décadas, só nos qualificávamos para fases finais de campeonatos do Mundo e da Europa em períodos excepcionais ou acidentais; desde 2000 (ainda com Humberto Coelho), temos ido lá sempre. 

Todos foram contestadíssimos desde o primeiro minuto. A inveja, a maledicência, o mero passatempo do dizer-mal praticam-se com desenvoltura neste país de dez milhões de seleccionadores de bancada, sempre à espera do senhor que se segue para dizerem dele o que disseram do anterior. Foi assim com Scolari, foi assim com Bento, é assim com Santos. Será assim com o sucessor do actual.

Como gosto de remar contra a maré, apoiei todos sem reservas. Sem ilusões, no entanto: nesta era das redes sociais, os ciclos de poder no futebol, tal como acontece na política, são cada vez mais curtos. Porque a gritaria é constante e tudo se exige para ontem. Haver ou não títulos, é indiferente. Haver ou não valorização constante dos jogadores portugueses no mercado internacional (veja-se, a título de exemplo, a quotação de João Mário no pós-Europeu de 2016), é irrelevante. 

 

2

Feito este prelúdio, reafirmando o que sempre pensei, é inegável que o ciclo de Fernando Santos ao comando da nossa principal selecção de futebol terminou ontem, em atmosfera tristemente simbólica, ao minuto 90 do Portugal-Sérvia, num estádio cheio de fervorosos apoiantes da equipa nacional. Coroando uma semana de pesadelo após um empate a zero com sabor a derrota na Irlanda em que jogámos "para o pontinho", como critiquei aqui.

«A maneira mais estúpida de perder, muitas vezes, é mesmo essa: quando se joga só para o pontinho», alertei. Antevendo o desastre que viria a ocorrer no relvado da Luz. Com a equipa das quinas alinhada num 3-5-2 nunca testado, incapaz de controlar a bola, incapaz de sustentar uma jogada digna desse nome, incapaz de resistir à pressão sérvia. A ganhar desde o minuto 2, graças a Renato Sanches, os nossos jogadores comportaram-se a partir daí como se receassem ser goleados. Recuaram linhas, assumiram-se perante os sérvios (em 29.º lugar na tabela classificativa da FIFA) como equipa de terceira.

Defender a todo custo o empate (1-1 ao intervalo) foi a palavra de ordem. Nunca tinha visto tantos excelentes jogadores actuarem tão mal: Rui Patrício, Cancelo, Nuno Mendes, Jota, o próprio Cristiano Ronaldo. Moutinho funcionando a gasóleo, como há longos anos acontece. Palhinha, espantosamente, fora do onze titular. Danilo como central improvisado, entre Fonte e Rúben Dias, abrindo uma clareira a meio-campo onde os adversários circularam como quiseram. O desespero apossando-se da equipa, que terminou o jogo com três trincos de origem: Danilo, Palhinha e Rúben Neves. 

A derrota de ontem começou a construir-se em Dublin. Quando o seleccionador, improvisando sempre, decidiu mudar seis jogadores da equipa-base, que actuou sem qualquer esquerdino. Dalot, Danilo, Matheus Nunes, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes (fora da convocatória inicial) e André Silva alinharam de início. Ontem, nova alteração radical com sete outros titulares: Cancelo, Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Renato, Moutinho e Jota.

 

3

Consumada a derrota, Bernardo Silva disse logo tudo numa curta frase: «Péssimo jogo de Portugal.» Não adianta iludir as evidências: são palavras dirigidas, antes de mais ninguém, ao seleccionador.

É, portanto, um ciclo que chega ao fim. 

Tal como defendi a saída de Paulo Bento - que sempre havia merecido o meu aplauso - após a nossa humilhante derrota em casa frente à Albânia, no início da campanha para o apuramento do Euro-2016, que tanta alegria nos haveria de dar, concluo agora que o mandato de Fernando Santos se esgotou na prática. É um seleccionador cansado, resignado e cuja ambição se confina ao tal "pontinho" que nos fez resvalar para uma confrangedora mediocridade e um humilhante fracasso em quatro dias. 

 

4

No final de Março haverá um mini-torneio de apuramento que ainda poderá repescar a equipa das quinas para o Mundial do Catar, a disputar em Novembro e Dezembro: serão qualificadas três selecções em doze. Ignoro ainda quem teremos como adversários. Mas estou convicto de que o seleccionador deve ser diferente.

Se eu mandasse - e ele quisesse - promoveria Rui Jorge dos escalões mais jovens à selecção A. Esse é o debate que deve abrir-se a partir de agora.

Reitero a minha consideração, o meu apreço e a minha gratidão por Fernando Santos. E digo-lhe, com toda a sinceridade: chegou o tempo de sair de cena e dar lugar a outro. A vida é assim, o futebol também.

Estou sem tema

O José da Xã e o jpt já fizeram o meu papel de maldizente (ou maledicente, Pedro Oliveira?) com excelentes apontamentos. De modo que eu, que vinha aqui para dizer mal de sua excelência o engenheiro Fernando Santos, só posso vir aqui dizer mal (perdoa-me José da Xã) da santinha. Não é bem dizer mal, é dar-lhe voz, que é coisa nunca feita.

A derrota de ontem, com uma equipa/selecção bem mais modesta que a nossa em valores individuais, é tão mais grave que se viu a determinada altura do jogo a boa da santinha a, sorrateiramente, abandonar o bolso do engenheiro.

Jornalista sagaz, José Maria Pincel, que decidiu e muito bem não perder tempo com exibição tão inútil, logo se apressou a abandonar o seu lugar na ponta esquecida da bancada de imprensa e conseguiu um inédito exclusivo, ouvir o que tinha a dizer a própria da santinha sobre tudo o que lhe aprouvesse sobre o engenheiro.

Do que se poderá reproduzir (esta coisa da auto-censura no jornalismo é um péssimo hábito, mas atenta a função da senhora entende-se) fica apenas isto: " Esse f...36fk%&=#ç*+ do /&%?=50og" que vá treinar prá %&#/(=()/& que o ;?()/&jt$50$"!" "Mas senhora, as queixas são a que nível?", perguntou Zé Maria, enfático e algo receoso por nova resposta acalorada. "Ao nível do básico! Aquela besta aperta-me de tal forma de cada vez que um jogador dos dele dá uma fífia, que tenho a coluna toda feita em picadinho, nem Deus nosso Senhor me safa. E o suor? Não sente o pivete que eu exalo? Aquela manápula sapuda hora e meia a suar de cagufa (o Senhor me perdoe, mas já não aguento mais!), que tenho as vestes todas ensopadas. E já não aguento os tiques do gajo, $&)#/%$%%»?! De cada vez que torce o queixo, dá-me um apertão nas mamas que até vejo estrelas".

- Então, Senhora, o que está a pensar fazer agora que ainda faltam dois jogos para tentar chegar ao Qatar?

- Eu por mim só peço a Deus que me leve para junto Dele, já apresentei a minha resignação ao cargo, nem um santo aguenta isto!

- Mas assim provavelmente ficará ainda um pouco mais difícil...

- Difícil, mas não impossível. Sempre podemos ampatar os dois jogos por 5-0!

Vá-se catar, engenheiro!

Fosse Portugal um país de gente digna e competente, provavelmente o resultado de hoje na Luz originaria diversas demissões.

A principal do seleccionador e restante equipa técnica e quiçá do próprio Presidente da FPF.

Todavia Portugal é um país pequeno. Em tamanho físico e acima de tudo mentalidades. Talvez por isso países europeus mais pequenos que nós, já nos tenham ultrapassado. Desta postura amorfa e tristemente saudosista advém aquele sentimento de “coitadinhos” ao qual tanto gostamos de apelar.

Em futebol, como em qualquer outro desporto, ganhar é fundamental e sempre muito melhor que empatar ou perder. Desde que se queira ou lute por isso.

O que se passou esta noite em Lisboa foi uma autêntica vergonha. Não interessam agora as desculpas, porque estas não se pedem… simplesmente se evitam!

Hoje os jogadores foram os menos culpados… O problema é que o timoneiro desta pobre barcaça percebe tanto de futebol como eu percebo de dinossauros. Afundou a equipa e com esta  a maioria dos portugueses.

Pena que o senhor Engenheiro Fernando Santos nunca tenha conseguido perceber o que estava hoje verdadeiramente em causa. Mas também não lhe explico…

 

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