Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Luís Filipe e Jorge Nuno

lv.jpg

 

Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira fizeram, durante largos anos, um percurso comum no futebol. Com muito mais encontros do que desencontros. Houve até um tempo em que Vieira foi sócio do FC Porto: para onde ia um, seguia o outro. Depois amuaram, fizeram birrinha, houve uns arrufos entre eles. Coisa sem grande importância. A prova é que voltaram a ser compinchas e a partilhar suculentos repastos de leitão na Mealhada. 

Seguem linhas tão convergentes que até recebem visitas da Polícia Judiciária e do Ministério Público com poucos meses de intervalo. Em Julho, Vieira foi detido no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de burla, abuso de confiança e branqueamento de capitais - juntamente com o filho, o Rei dos Frangos e o "empresário" Bruno Macedo. A operação Cartão Vermelho, como lhe chamou a Judiciária - nome bem apropriado.

 

Ontem houve buscas policiais à sede da SAD portista e à residência de Pinto da Costa. Cumprindo 33 mandados de busca numa operação conjunta da PJ e da Autoridade Tributária. Por suspeitas da prática de crimes de fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios. Que, segundo o Expresso, envolverão pelo menos 40 milhões de euros. Revela o Observador que Pinto da Costa é suspeito de desviar fundos da SAD e o filho, Alexandre, também está sob mira das autoridades. Além do tal "empresário" Bruno Macedo, que parece estar em todas. Será coincidência?

 

Unidos na prosperidade e no infortúnio: parece uma fórmula matrimonial. Um já caiu, o outro está em vias disso. Até nisto estão próximos. É mais que tempo.

Alguns capangas podem lamentar, mas nenhum deles faz falta ao futebol português. O desporto não se quer obscuro e trapaceiro: quer-se limpo. Dentro e fora dos relvados, agora e sempre.

Coincidências

Silvestre Varela assina contrato com o Porto para reforçar a equipa B. Bom, não é muito habitual as equipas B serem reforçadas com jogadores em fim de carreira, mas enfim...

Mas se revirem o Porto-Belenenses daquele período da fase final da época passada em que o Porto desesperadamente tentava alcançar o Sporting e se repararem no golo inaugural portista que escancarou as portas à goleada, se calhar percebem que faz todo o sentido: o rapaz comete ainda erros de principiante.

É uma maleita que persegue os emprestados e ex-jogadores do Porto quando defrontam aquele clube: o Rúben Macedo ofereceu-lhes um penálti e dois pontos, o Diogo emprestado ao Famalicão a mesma coisa. Cometem erros de principiantes.

Já contra o Sporting, no Jamor, o Varela parecia um titular da selecção A. Foi o melhor em campo. 

Os nossos ex-jogadores e emprestados são assim mesmo, de Ryan Gauld até ao mesmo Varela, de João Mário até ao irmão. Até conseguimos perder uma taça no Jamor contra a equipa de Adrien e Cédric.

São apenas coincidências, como todos os jogadores contratados pelo Porto para não jogarem também são, como um tal Carraça ex-Boavista e um Márcio ex-Tondela. O apito dourado foi um fait-divers, o cameraman da TVI em Moreira de Cónegos encostado ao corrimão estava a ser aconchegado e um bandido também tem direito a regenerar-se.

SL

Sem honra nem glória

22098880_CgbIK.png

 

Todos mudamos com a idade, alguns para pior.

No desporto e na vida, o que distingue os verdadeiros vencedores dos outros é a forma como lidamos com o insucesso, com a derrota.

Atirar com as medalhas, Sérgio Conceição na final da Taça ou danificar o troféu que outros conquistaram, Moncho Lopez na final do campeonato de basquetebol, não me parecem atitudes dignas.

Serão atitudes de arruaceiros, atitudes à FC Porto.

Há que compreender

O quadro que o Ricardo Roque publicou mais abaixo explica muito. Por esta altura o fcp tem apenas menos 3 pontos do que os que tinha o ano passado, ainda assim suficientes para ficar acima do slb que este ano só tem menos 1 ponto do que em 19/20. 

Esta seria a tal normalidade, a divisão do espólio entre estes dois emblemas, estragada por um punhado de pernas de pau de meia-idade e um rancho de putos imberbes, treinados por um desqualificado que nem diploma tem, lá do "clube de malucos."

Tanto almoço de negócios, tanto pilim gasto com avenças em bordéis, tanto magistério de influência, tanta despesa de deslocação e em seguros de acidentes de trabalho com corrécios que chegam a ter que ir ao Alentejo no exercício da sua profissão, tanto poderzinho arduamente conquistado nas trincheiras institucionais do futebol, tantas garrafas de JB pagas a jornalistas e comentadores da persuasão, tanta organização para isto? Claro que é de um homem perder a cabeça.

Uma cultura de clube abjecta e deplorável

Tenho dificuldade em considerar o FCP um grande de Portugal. Além de ser um clube que nunca foi muito além da dimensão regional é também feito de mentalidade provinciana, convencida e querendo convencer que o mundo todo se uniu para o aniquilar. O mau julgador por si se julga e esta vitimização não é mais que uma invenção. Todos vemos que quem está contra todos são eles. Não sabem ganhar, não sabem perder, não sabem empatar. Vímo-lo mais uma vez em directo esta noite em Moreira de Cónegos. Foi cena chocante porque abjecta e assustadora.

A prova do que é feito aquele clube de cultura mafiosa foi-nos dada por um mascarado que, valha a verdade, a tromba escondida por trás da máscara só reforçou o comportamento jagunço que o ocultado teve ao impedir ao murro e ao pontapé que um repórter da TVI recolhesse imagens do grande líder que se apresentou segundos antes do ataque com postura seráfica, como se nada com ele fosse.

Passou-se isto no exterior do campo do Moreirense, minutos antes, dentro do terreno de jogo, o carroceiro-mor e um seu acólito da equipa de agressões - no caso o director de comunicação-, os dois comunicavam insultos ao árbitro e à mãe deste já depois do apito final que sentenciou aquele que foi para nós o tão saboroso empate que os Andrades tiveram com os moreirenses.

Em nome da justiça desportiva é fácil pôr Rúben Amorim três jogos seguidos na bancada. É muito mais difícil pôr esta corja no lugar. Há anos que eles actuam com o sentimento de impunidade, violando as regras e o espírito do desporto. Quando no desporto nem deviam ter lugar.

Também por isto é muito importante que o Sporting seja campeão. Acreditemos que esse será mesmo o novo normal.

Guarda Abel revisitado

horse-head-godfather.png

Fotograma do filme O Padrinho, de Francis Ford Coppola

 

O velho crocodilo, acolitado pelos jagunços, deu ordem de investida: um repórter de imagem da TVI foi agredido à pantufada no exterior do estádio do Moreirense. Com o País a ver.

Regressam os tempos tenebrosos do guarda Abel e da sarrafada a eito para garantir vitórias mafiosas fora de campo.

Não me admirava que o árbitro Hugo Miguel, que apitou o Moreirense-FC Porto, acordasse amanhã com uma cabeça de cavalo bem aconchegada na cama. 

A normalidade

Aquela equipa de natação sincronizada passou então os últimos minutos do jogo a praticar a sua arte na piscina de Moreira de Cónegos e lá teve a recompensa. No fim Conceição arremeteu ao árbitro a bufar e de cabeça baixa com tão boa dicção que se pôde ler o seu pitoresco vernáculo no movimento dos beiços, no que foi secundado por um badalhoco à paisana mas de braçadeira oficial a fazer o tão aguardado número do "agarrem-me que vou-me a ele." 

"Tudo normal" como diz o fuhrer deles.

A voz do leitor

«Outros treinadores (curiosamente adeptos confessos de outros clubes) que ganharam vários campeonatos nunca tiveram esta postura [de Sérgio Conceição] e com isso dignificaram o nome do FCP. Falo do professor Jesualdo Ferreira (um cavalheiro!) e de Fernando Santos. Também não tenho memória que outros, confessos "doentes" pelo FCP, com vários titulos ganhos, tenham desrespeitado adversários e tenham tido atitudes destas, dignificando assim o nome do FCP. Falo de António Oliveira, Villas-Boas e Vítor Pereira.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

Há quem chame "cultura" a isto...

Momento baixo do fim de semana futebolístico: outra cena vergonhosa do recordista absoluto de expulsões no campeonato português.

Segundo relata a imprensa da especialidade, quando viu a sua equipa marcar um golo, virou-se para o banco adversário e gritou para o técnico da equipa visitada: «Chupa, c******o! És um palhaço!»

Esta foi a 16.ª vez que o carroceiro saiu mais cedo do palco do jogo por indecorosa figura.

O que vai seguir-se? Paga uns trocos de multa e na próxima partida lá estará outra vez. Pronto para nova sessão de peixeirada.

A isto chamam alguns "cultura FCP". Terei de rever o significado da palavra cultura: neste sentido, nunca constou dos meus dicionários.

O dia seguinte

Não foi um grande jogo. As equipas encaixaram-se e procuraram antes do mais anular os pontos fortes do adversário. O pontapé de saída foi do Porto, a bola lançada na direcção da área do Sporting, mas logo chegava às mãos do guarda-redes do mesmo Porto. E o jogo foi muito assim: o Porto a tentar atacar sem destapar a retaguarda, preferindo explorar erros na construção para apanhar a nossa defesa em contra-pé, o Sporting a defender bem mas sem conseguir espaços para atacar com perigo.

Feito o balanço, em todos os 90 minutos o FCP teve apenas uma oportunidade flagrante por Taremi, como o Sporting também teve por Matheus Nunes. O resto foram remates desenquadrados. Se fosse do Porto estava muito chateado com o Conceição por não ter posto a carne toda no assador logo de início, alinhando com Luis Díaz e Corona nas alas, partindo um jogo que tinha que ganhar, mas como sou do Sporting só tenho de estar satisfeito, a cabecinha pensadora do Conceição connosco não falha, temos ali mesmo um bom "freguês". 

Jogar no Dragão não é nada fácil. O Porto, cujo banco pressionou e protestou como de costume, carregou muito jogo pelo seu lado direito, com Marega e Manafá. Nuno Mendes cedo viu o amarelo e o Pepe, que a sabe toda, conseguiu amarelar Feddal. Depois lá veio o Francisco Conceição cavar faltas por aquele lado, berrando muito enquanto olhava pelo canto do olho para o árbitro. Foi mesmo aquilo que lhe ensinaram em Alcochete, ou teve direito a explicador privativo em casa?

A entrada de Matheus Reis foi muito importante para serenar aquele lado, porque Nuno Mendes estava cada vez mais desgastado e a cometer erros que poderiam ter saído caros.

 

O melhor em campo do Sporting foi claramente Palhinha, que com João Mário e depois Matheus Nunes foi fundamental na guerra do meio-campo. Mas Inácio fez um jogo tremendo, ao nível dos dois pilares da defesa, Coates e Feddal.

Quanto à arbitragem, cada vez estou mais convencido que o trabalho de coaching de David Elleray veio alterar muita coisa, principalmente para os árbitros com ambições ao nível internacional. Agora têm alguém influente a tirar-lhes o retrato, deixaram de ter carta branca para inclinarem o campo ao seu bel-prazer. E assim nada a dizer da arbitragem de ontem: critério uniforme, o jogo foi aquilo que as equipas produziram e não o que o árbitro inventou.

Mais um ponto na caminhada difícil para a Champions ou "algo mais". Ainda faltam muitos para lá chegarmos. Temos de continuar jogo a jogo, focados, competentes, sem bazófias.

Foi bonito ver os adeptos unidos no apoio à equipa. O presidente liderou a comitiva e lá esteve discretamente, no sítio onde devia estar. O resultado foi aquele que nos convinha, o palco foi do treinador e dos jogadores e Rúben Amorim mais uma vez esteve exemplar na conferência de imprensa.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

SL

Que grande imbecil

Disse Sérgio Oliveira, há pouco, na zona das entrevistas rápidas após o FC Porto-Sporting (0-0): 

«Para o Sporting, empatar aqui é ganhar a Champions League.»

 

Candidata-se desde já a frase mais idiota do ano. Proferida por um gajo que está dez pontos abaixo de nós no campeonato e foi eliminado por nós na meia-final da Taça da Liga.

É preciso ser muito imbecil.

 

Uma expedição na selva

Aos 37' João Mário tenta controlar a bola e Uribe aproxima-se por detrás, João Mário abre os braços, toca com a mão no peito do colombiano e acto contínuo este atira-se a espernear no chão agarrado à cara como se lhe tivessem vazado um olho. Aos 72' Matheus Nunes isola-se e corre para a área contrária, no silêncio do estádio ouve-se um grito (de Sérgio Conceição?): "Em cima dele!" O jogo do FCP é isto. E quando não é isto são cotoveladas na cara, golpes de karaté no pescoço, entradas brutais aos tornozelos. 
Contra uma equipa assim o futebol é uma utopia, o que há é um torneio de gladiadores em que a bola não passa de um pretexto para o combate corpo-a-corpo e os nossos rapazes saíram das Antas como quem sai vivo de um circo romano. Um desafio deste foi como um ritual iniciático, os jogadores do Sporting cresceram e amadureceram mais hoje do que numa vida, não se deixaram intimidar, não se descontrolaram, não arredaram pé. Estão prontos para tudo, até para serem campeões.

Quebra do duopólio

Um genuíno adepto de futebol, mesmo não sendo sportinguista, só pode encarar com optimismo e satisfação esta quebra do duopólio SLB/FCP por parte do Sporting. Praticando bom futebol, com um dos melhores desempenhos defensivos das principais ligas europeias e a maior diferença pontual numa década para o segundo classificado à 20.ª jornada. Proeza alcançada por um plantel com dois terços de portugueses e numa época em que Rúben Amorim já apostou em 11 jogadores da formação em todas as provas.

São óptimas notícias para o Sporting, claro. Mas são também excelentes notícias para o futebol português.

Nas Antas além de correr há que se fiar na Virgem

O andor já vai no adro aos ombros dos mandachuvas, estalam foguetes em todos os céus, “Basta! Basta!” vocifera o nacional-comentariat em coro, há que pôr fim a esta anomalia do Sporting, a lógica e o bom-senso têm de ser repostos. A todos parece evidente, se o Porto ganhar, augura-se que por muitos, que de Sábado até ao título é uma auto-estrada em via azul, pois ao Sporting hão-de mandá-lo parar nas portagens. É ponto assente.

Está a ser assim esta semana. Talvez nunca se haja assistido a tanta e tão ardorosa esperança num volte-face entre equipas distanciadas por 10 pontos. Tudo isso cheira a esturro e não é da pólvora dos foguetes.

Razões para se ficar de sobreaviso encontram-se na história. Tem sido nas Antas que se perpetraram as mais vis, descaradas e desdenhosas velhacarias contra o Sporting.

Em 1975 numa noite de nevoeiro foi um golo metido na baliza pelo apanha-bolas validado por um Alder Dante que levado à trela por António Garrido servia sem rebuço o seu dono.

Na temporada 98/99 um massacre de faltas e faltinhas a meio-campo cortou rente qualquer jogada do Sporting com mais de 2 passes. Marcados à la carte onde lhe dava mais jeito, Doriva disparou 3 tiros de bola parada. O milagre da noite foi Simão Sabrosa ter sobrevivido aos espancamentos de Paulinho Santos e Jorge Costa. A 5 minutos do fim sofreu com impunidade um penalty do tamanho de um mamute que poderia dar o empate. Vitor Pereira, declarado sportinguista até ao dia em que o Sporting não alinhou nas suas moscambilhas, exibiu com incomparável galhardia todo o seu rancor. Foi tal o esbulho que até o plácido Mirko Jozic perdeu a fleuma e no fim da época não quis mais trabalhar em campeonato tão infame.

Em 2001/2002 atingiu-se o apogeu. Apanhando o Sporting à frente do marcador o criminoso Martins dos Santos, que em 2011 viria a ser condenado por corrupção sem o menor remorso, foi expulsando sucessivamente Paulo Bento, Pedro Barbosa e Jardel, até o Porto empatar. Com oito em campo o Sporting resistiu mais 7 minutos 7! para lá da hora, mas nem assim o Porto venceu.

Dado este sinistro historial e o que tanta trombeta e movimentação parecem augurar só peço como resultado de Sábado:

Que nenhum jogador do Sporting acabe no hospital sobretudo por obra de algum coice daquele que distribui pancada como um sicário do cartel de Sinaloa, como se viu contra o Marítimo, e já em Alvalade virou Nuno Mendes do avesso e ainda se fez de vítima.

Que na ressaca do desafio a equipa, por ser jovem, não decaia em estados de alma, perplexidades e dúvidas morais caso seja martirizada com uma arbitragem de encomenda. 

Se é jogo a jogo, então este é apenas mais um.

A lei do faroeste

Quinta-feira, dia 4 de Fevereiro o guarda-redes do Bcoiso choca violentamente com Nanu do FC Porto na disputa de uma bola. Este cai no chão inanimado e sofre uma grave lesão. Entra a ambulância em campo e atrás dela vem Conceição espumejante a exigir ao árbitro um penálti, que a ser marcado exigiria em coerência cartão vermelho ao guarda-redes. Na subsequente flash interview o dito Conceição filosofa sobre a causalidade das intenções humanas e diz que anda a ser roubado. 

Menos de uma semana depois, terça-feira dia 10, Luís Diaz desfere um remate e ao poisar o pé no chão esmaga involuntariamente o artelho de David Carmo que entretanto se pusera debaixo, causando-lhe grave lesão. De novo entra a ambulância em campo e Conceição atrás dela, não menos espumejante do que da outra vez, indignadíssimo por o árbitro ter mostrado cartão vermelho a Diaz. Na subsequente conferência de imprensa D. Corleone da Costa exclama "Basta!", talvez porque se gritasse "Chega!" ainda o acusariam de benfiquista, e atira-se como gato a bofe ao governo, vá lá que deixando incólume o Tribunal de Haia.

Estas cenas escabrosas provam que a arbitragem portuguesa é ignóbil e pauta-se por uma aberrante dualidade de critérios. Ultraje que qualquer sportinguista tem provado há mais de 30 anos. Mostram também que essa dualidade não é só dos ditos árbitros, mas também de quem os julgava ter no bolso e afinal estão noutro.

Vitória justa da melhor equipa em campo, no de Leiria e outros campos

O Sporting mereceu ganhar, sim, senhor, oh, Sérgio. A vitória do Sporting não caiu lá do céu, como cuspiste no fim do jogo.


Além da magia que saiu do pés de Jovane e de Pedro Gonçalves, da fibra desta equipa que luta até ao fim contra as adversidades, a nossa passagem à final da Taça da Liga, derrubando o FC Porto, deve-se também à melhor leitura, interpretação e acção de Rúben Amorim no banco em comparação com o opositor que tem tudo de mau na hora de perder.


Estamos bem e recomendamo-nos. Força, equipa. Força, Sporting!

O dia seguinte

Dizem que Sérgio Conceição nasceu e cresceu Sportinguista, o clube da aldeia dele é o Ribeirense, uma filial do Sporting. Se calhar por isso mesmo, sempre com o cérebro meio baralhado por tantas emoções do passado ou a antecipar excursões futuras a Lisboa na reforma, tem sido um contribuinte fiel e dedicado de taças para o museu do Sporting. Foi a Taça de Portugal no tempo do Marco Silva, a Taça da Liga e a Taça de Portugal no tempo do Marcel Keizer, e agora com Rúben Amorim fez o que estava ao seu alcance para levar para lá mais uma, especialmente quando tirou o Marega do campo para pôr lá o Tony, o Jovane encarregou-se do resto. Depois lá disfarçou na flash-interview como pôde: falou dum jogo que só ele viu, à moda do tal papagaio vermelho, falou num clube regional sempre a lutar contra tudo e contra todos, enfim, lá disfarçou a coisa. Agora tem de ser o Sporting a concluir a tarefa, temos de ganhar a final ao Benfica A ou B (este distingue-se pelas mangas brancas), mas acredito que vamos conseguir, até para não deixar mal o nosso Serginho.

Foi interessante ver o jogo ouvindo o ex-treinador Vitor Pereira a preparar o terreno para o regresso, e a explicar porque é que o Porto joga tão pouco, diz ele que faltam muitas entrelinhas e momentos de superioridade a meio-campo. Realmente o Porto de ontem realmente quase se resumiu aos momentos de inspiração de Corona e de Marega, este último consegue até marcar um golo num raide de 1 contra 5. Mas isso também aconteceu porque o Sporting não deixou. Não é nada fácil ganhar a este Sporting sub-23 reforçado.

Se calhar alguns Sportinguistas ainda não se deram bem conta da qualidade do treinador que têm. O Sporting venceu ontem o Porto não com Maregas e Coronas, mas com Gonçalo Inácio (18), Tiago Tomás (18),  Plata (20), Porro (21), Daniel Bragança (21), Pedro Gonçalves (22), Jovane Cabral (22) e Matheus Nunes (22). Todos eles, naturalmente falhando um lance ou outro, estiveram a um nível elevado, adultos e concentrados, interpretando muito bem o 3-4-3 de Amorim. Conjuntamente com os mais velhos,  Adán, Coates, Feddal, Antunes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, conseguiram aguentar o Porto, e estando a perder a 15 minutos do fim, tiveram a confiança e a audácia para ir para cima deles e reverter o resultado. Como quase fizeram em Alvalade, recordam-se que o Vietto falhou aquele golo de cabeça mesmo a terminar a partida? 

Bom, agora lá se vai a ideia de fazer descansar os mais utilizados, e por exemplo João Mário e Nuno Santos precisam mesmo duma pausa. Chegados aqui agora só pode ser mesmo para entrar com tudo e levar a Taça.

Acreditemos neste treinador, nesta equipa e nestes jogadores, mesmo quando as coisas não correm tão bem como ontem.

 

PS1: Brilhante Jovane. Mereces uma estátua algures em Alvalade. O que seria da tua carreira se não passasses metade dela na enfermaria? Isso tem de acabar, duma vez por todas.

PS2: Muito bem Frederico Varandas. Pode não se gostar da pessoa ou do seu estilo de comunicação, mas esteve ontem também ele brilhantemente na defesa da ética médica, da verdade desportiva e do Sporting Clube de Portugal, contra o sistema mafioso por demais enraizado no futebol português.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D