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És a nossa Fé!

Salazar das Antas já com proto-sucessor

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O FCP está em pé de guerra. Nunca vendeu tanto e nunca, ao mesmo tempo, a dívida da SAD portista disparou para níveis tão elevados. Uma charada que talvez só alguém pertencente ao bunker do parque jurássico saiba explicar.

Aquilo já não é um buraco: é uma cratera.

Dois dos "tesouros" da formação estão na porta de saída: ainda há pouco beijavam o emblema e já se preparam para dizer "hasta la vista, baby" à massa adepta que tanto os acarinhava. A caótica situação financeira do clube explica esta rápida dissolução do plantel recém-vencedor do título, já com quatro ou cinco baixas conhecidas. O que deve encher de alegria o maldisposto treinador.

Entretanto, um carismático pré-candidato à liderança quebra o tabu mandando o respeitinho às malvas e atreve-se a dizer que irá avançar para a presidência na próxima contagem de boletins. Anuncia-se enfim um sucessor do Salazar das Antas: André Marcello Caetano Villas-Boas.

 

O 25 de Abril ficará para mais tarde.

Mesmo assim, o mero anúncio de uma primavera "marcelista" bastou para pôr aquela gentinha a tremer. E levou até o dinossauro excelentíssimo a mobilizar o vice-grunho para dar as primeiras cacetadas - por enquanto só verbais - a quem se atreveu a desafiá-lo.

De caminho, o dito cujo dedicou-se à arte que pratica com mais esmero: a mentira. Dizendo que o antigo técnico de sonho foi afinal um quase-traidor por ter abandonado o barco a meia dúzia de dias do início de uma nova época. Quando os factos são bem diferentes: saiu cerca de dois meses antes e permitiu à agremiação empochar 15 milhões de euros, depositados pelo Chelsea para o tirar de lá.

Enfim, a coisa promete. É bom que eles, lá em cima, apertem os cintos de segurança. A turbulência será enorme.

O discurso de Varandas

Texto de Sol Carvalho

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O discurso de Varandas foi lido. Logo tem de se assumir que foi algo pensado e não “a quente”. Não acredito que não tenham sido medidas eventuais consequências, nomeadamente as legais.

O discurso de Varandas foi feito quando já se sabia o resultados das competições máximas do futebol. Logo não pode ser acusado de uma qualquer manobra para o jogo seguinte...

O discurso de Varandas é uma pedra no charco na intoxicação que os média fazem aos cidadãos nesta altura do ano atirando-lhes lama e mais lama de boatos e jogadas de empresários sobre o “mercado”.

O discurso despertou imediatamente um coro de comentários dos doutos cronistas alinhando 1) na ideia de que o discurso não alimentava a “pacificação” mas sim “o incêndio”; 2) Que PdC não deve ser criticado por ser o presidente mais titulado de Portugal.

 

Se bem percebo, o argumento defende que é preferivel uma paz podre a uma tentativa de limpeza da podridão. Será? Os mesmo que criticam “o causador de incêndios” afirmam e reafirmam que a violência, a corrupção, as lavagens de dinheiro e a cobertura do crime têm de ser banidas, mas depois, quando chega o momento da acção, já defendem que o melhor é parar e não “criar ondas”. Belo exercicio de coerência!

Mas digam-me ainda: Se não é para denunciar e promover a acção de limpeza agora é para quando?

 

Salazar tambem esteve no poder 40 anos. Então não o deveríamos criticar por isso?

Sobre a democracia, o comentador portista Rudolfo foi claro: «Ai daquele adepto do FCP que cumprimentar Varandas.» O implícito está claro: «Vai levar porrada!» Ora, isso diz tudo sobre os métodos democráticos que usa a actual direcção do Porto.

E depois, Lance Amostrang não deve ser criticado porque ganhou seis Voltas à França, apesar do doping? E a descida de divisão na Itália? E o Bernardo Tapie em França? Foram campeões e por isso não são corruptos ou são corruptos e por isso foram campeões?

 

Duas notas ainda.

Há muitos sportinguistas que apoiam o discurso mas não acreditam na mudança. Discordo e digo. A mentalidade de aceitação do «sou pobre e honesto mas não vale a pena lutar» é cancerosa...

No Porto houve, há e haverá, seguramente, jogadores, treinadores, dirigentes e técnicos que honraram a camisola, a cidade e o clube, que são genuínos portistas e esse têm de saber que não existe nem pode existir qualquer problema em serem respeitados pelos sportinguistas que se revêem na integridade defendida no discurso de Varandas. Por isso desacordo profundamente em muito adjectivos aqui usados para minimizar a instituição ou a cidade e/ou a paixão portista.

Importa claramente separar as águas.

Mas que estamos na presença de um momento histórico, disso não tenho dúvidas.

 

Texto de Sol Carvalho, publicado originalmente aqui.

Uma guerra necessária

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Pinto da Costa tem quase tantos anos de responsável directo do futebol do FC Porto como eu tenho de bancada de Alvalade, pelo que pude acompanhar com mais ou menos atenção a sua carreira de dirigente desportivo, sem dúvida recheada de sucessos mas também de zonas bem cinzentas, eticamente reprováveis, indecentes ou potencialmente criminosas, das quais consegue sempre arranjar maneira de se safar devido à sua enorme habilidade política que lhe permitiu construir uma teia de amizades e cumplicidades transversal a toda a sociedade do grande Porto e não só.

João Rocha, sempre distraído com a sua ideia que o Sporting CP era muito mais que futebol, apenas pontualmente conseguiu travar a ascensão do clube liderado por aquele que tratava como "Pintainho da Costa". E foi assistindo à fuga de jogadores importantes, como Dinis, Alhinho, Eurico, Inácio e Futre.

Damas e Manuel Fernandes só não sairam porque não quiseram. João Rocha foi buscar jogadores de segunda linha, como Romeu e Gabriel, ou tipo "boomerang" de compromisso duvidoso (que o diga Manuel José), como António Oliveira, Jaime Pacheco e Sousa. E foi muito desgastado por essa guerra, para a qual nunca contou com o apoio do SL Benfica e do seu presidente Fernando Martins.

Depois de quatro épocas sem nada ganhar João Rocha saiu de Alvalade por uma porta bem mais pequena daquela que merecia.

 

Dias da Cunha foi outro presidente que denunciou "o sistema", o controlo mafioso pelo Porto das instâncias de poder do futebol em geral e da arbitragem em particular, cujas origens estão bem descritas no livro "Golpe de Estádio" (que custou ao autor uma monumental sova à porta de casa). E, conquistando campeonato e Taça, logo viu a estrela do plantel, Jardel, ser "trabalhada" rumo à sua perdição.

 

Frederico Varandas chegou a presidente conhecendo bem quem e como mandava no futebol português e tentou uma aproximação com os poderes instituídos numa óptica de boa vontade e de ganho de tempo para a recuperação do clube, grandemente fragilizado pelo assalto a Alcochete e pelo processo que levou à expulsão do ex-presidente.

Isto permitiu-lhe encontrar, apesar de tudo (da Unilabs, do CD da FPF, do CA/APAF, do Soares Dias em Braga, etc), a tranquilidade necessária para ganhar. Assim, no seu primeiro mandato, o Sporting ultrapassou o FC Porto em termos de títulos internos (6).

 

Reeleito, esmagando nas urnas um candidato com raízes no Porto, muito acarinhado pelo jornal desportivo da cidade e apoiado pela franja devota do ex-presidente que pelos vistos se tornou grande amigo do tal "Pintainho" de que falava João Rocha, o FC Porto fez de Varandas o inimigo a abater e, com ele, o Sporting CP.

Isto aconteceu de todas as formas possíveis, como se viu no confronto do Dragão para a Liga e em tudo o que se passou no relvado e fora dele. Foi esse o ponto de decisão desta temporada. O FCPorto fez de tudo para não perder e conseguiu-o no relvado, pela mão de João "2 cms" Pinheiro, e fora dele embuscou e roubou o nosso presidente.

 

Tendo conseguido triunfar na temporada através dum percurso marcado pelos mergulhos acrobáticos, pelos deslizes de jogadores adversários e por análises de VAR azuladas, os ladrões do Dragão por punir e as penas dos seus para serem gozadas nas férias, Pinto da Costa foi aproveitando para gozar e achincalhar Frederico Varandas e o Sporting CP. 

O que disse Frederico Varandas no domingo em Carregal do Sal, por muito que custe ouvir a muita gente, é verdade. E não devia ser. O jogo devia ser limpo, os árbitros honestos, os dirigentes corruptores serem condenados e deixarem o dirigismo, os cargos serem ocupados por gente idónea e com vergonha na cara. Mas não é isso que temos em Portugal.

Goste-se ou não das consequências imediatas das palavras do nosso presidente, a questão é que é uma guerra mesmo necessária que o clube tem de enfrentar para prosperar. A guerra pela verdade desportiva, pelo futebol dentro do campo, pelo poder da representatividade e capacidade de mobilização de cada clube, pelo acabar do financiamento encapotado a organizações muito perigosas que mandam na noite e por vezes são visitas não desejadas de estabelecimentos de árbitros e familiares.

A guerra que João Rocha entendeu travar, na qual não teve sucesso porque se calhar não quis sujar as mãos, e que outros presidentes do Sporting depois dele atraiçoaram.

 

A estratégia de Pinto da Costa sempre foi dividir para reinar. Dum lado da circular um amigo, do outro um inimigo, alternado conforme o momento e o idiota útil disponível.

No dia em que os dois lados se entenderem sobre este assunto, e ultrapassarem os excessos anti de um e doutro lado (alguns derivados de guerras de claques com motivações extra-futebol) em benefício de objectivos de ambos, o domínio do FC Porto "è finito".

Para mim é claro como água. 

 

Para o benfiquista José Manuel Delgado director de "A Bola", também:

"E já que se fala em política, talvez seja bom recordar que ao longo das quatro décadas de mandato de Pinto da Costa muitas foram as vezes que procurou aliar-se, à vez, a um dos grandes de Lisboa (mais ao Sporting do que ao Benfica...), diabolizando e ostracizando o outro, com uma constante desta estratégia: o Porto saiu sempre a ganhar, comendo as papas na cabeça ao aliado de circustância."

Só faltou demonstrar que foi mesmo mais o Sporting que o Benfica, se calhar foi mesmo o oposto...

 

Até lá vai ser bem complicado, mesmo que um dia destes alguém caia da cadeira, e em vez de "pintainho" tenhamos "ruizinho" ou outro "inho" qualquer.

Como muito bem disse Rui Gomes da Silva  (veja-se o post que fiz sobre o assunto e respectivos comentários) do outro lado da 2.ª circular:

"É proibitivo apoiar para novo mandato na Federação Portuguesa de Futebol qualquer dirigente que não tenha feito nada para acabar com a impunidade do FC Porto ou de qualquer outro clube que ache estar acima das leis."

 

PS: Pergunta Gonçalo Guimarães, também n'"A Bola": "Porque é que havia jogadores do Braga a chorar após perderem no Seixal, frente ao Benfica, o jogo que deu o título de juniores ao Benfica em detrimento do Porto? Alguém me explica?"

Porque será, Gonçalo? Será do Guaraná?

SL

Os betinhos e a malta das barracas

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Duarte Gomes no jornal A Bola de sábado passado (pág 20 e 21) fez uma soma em função dos cartões amarelos e vermelhos das equipas bem e mal comportadas (é assim que lhes chama).

A mais bem comportada seria o FC Porto, a mais ruim a B-SAD.

Os betinhos da Torre das Antas no topo e os pés descalços, da barracaria, do vale do Jamor no fundo.

As contas, a meu ver, estão erradas (lalvez algum leitor possa ajudar).

Quatro expulsões a jogadores do Porto; Toni Martinez aos 87' do Sporting vs. Porto, Taremi 95' do Porto vs. Paços de Ferreira, Uribe 85' do Porto vs. Famalicão e Grujic 79' do Moreirense vs. Porto, até aqui tudo bem.

Já o Sporting aparece com seis expulsões, só recordo quatro; Matheus Reis 80' do Braga vs. Sporting, Neto 21' do Gil Vicente vs. Sporting, Daniel Bragança 90' do Santa Clara vs. Sporting e Coates (rir) 49' do Porto vs. Sporting.

Até agora vimos os jogos disputados por ambas as equipas em inferioridade numérica, é importante olharmos, também para os minutos é diferente uma expulsão aos 21' ou aos 95', no caso da expulsão de Grujic (79') o apitadeiro de serviço expulsou logo um defesa da equipa de Sá Pinto para equilibrar as coisas. Nos jogos referidos o Porto perdeu dois pontos com o Sporting e o Sporting perdeu cinco pontos, dois com o Porto e três com o Santa Clara.

Parece equilibrado, não é?

Vamos introduzir outra variante os jogos disputados em superioridade numérica

Tondela (jogador expulso aos 28') 1 vs. Porto 3

Santa Clara (jogador expulso aos 63') 0 vs. Porto 3

Porto 2 vs. Vitória SC (jogador expulso aos 53') 1

Vizela (jogador expulso aos 52') 0 vs. Porto 4

Porto 3 vs. Benfica (jogador expulso aos 49') 1

B-SAD (jogadores expulsos 31'  e 94') 1 - Porto 4 [antes da expulsão a B-SAD vencia e dominava o jogo]

Porto 2 vs. Sporting (jogador expulso aos 49') 2

Porto 1 vs. Gil Vicente (jogador expulso aos 2') 1

Porto 4 vs. Tondela (jogador expulso aos 67') 0

Vitória SC (jogador expulso aos 80') vs. Porto 1.

Se não me enganei nas contas são 26 pontos "conquistados" em superioridade numérica.

E o Sporting, não venceu jogos em superioridade numérica?

Venceu o Estoril, o Portimonense e a B-SAD, curiosamente, o jogador do Portimonense expulso é um rapaz da Póvoa de Varzim (Pedro Sá) que na primeira volta tinha desbloqueado o resultado a favor do Porto marcando um vistoso golo na própria baliza.

Contas feitas; Porto 26, Sporting 9, mais uma goleada à Porto, são estes números que explicam a conquista do campeonato por parte dos betinhos bem comportados, na primeira imagem vemos o capitão do FC Porto a acariciar o capitão do Sporting, uma imagem que diz tudo.

Os amigos de Pinto

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«Foram várias [as mensagens que mais o tocaram quando o FC Porto venceu o campeonato]. Do D. Américo Aguiar, que é agora bispo auxiliar "lá de baixo", e de grande parte dos dirigentes... do Valentim Loureiro, de antigos presidentes do Sporting... e recebi uma que me sensibilizou muito, do José Maria Ricciardi.»

Pinto da Costa, ontem, no Jornal da Noite da SIC. Quem teriam sido os ex-presidentes do Sporting que se apressaram a felicitá-lo, tal como fez Ricciardi?

Liberdade para recordar

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Cada época desportiva tem quatro competições internas que se decidem por esta ordem:

1. Super Taça

2. Taça da Liga

3. Campeonato Nacional / Liga

4. Taça de Portugal

O actual campeão, Sporting Clube de Portugal, já venceu duas destas provas.

"FC Porto pode ser campeão hoje" massacram-nos nas notícias, importa saber é campeão como, campeão graças a quê.

O ainda presidente do FC Porto cumpre 38 anos (esteve suspenso dois anos) de trafulhices e ignomínia.

Um bandido ser campeão, especialmente, neste dia poderá ser motivo de orgulho para alguns, não é essa a minha opinião.

Se o FC Porto fracassar, se não for campeão hoje, espero que os jornais de amanhã contem em letras bem grandes esse desaire.

A ver vamos.

Quente & frio

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Coates começou a central e terminou a ponta-de-lança: mudança inútil

 

Gostei muito de Adán. O nosso melhor em campo, ontem no Dragão. Sem culpa no golo sofrido, protagonizou duas grandes defesas (negando o golo a Fábio Vieira aos 57' e a Vitinha aos 72') e fez muito bem a mancha, fechando o ângulo a Zaidu, que esteve a centímetros de marcar aos 38'. Se algum dos nossos pode orgulhar-se do desempenho nesta segunda mão com o FCP que nos afasta da final da Taça de Portugal (derrota por 0-1 após perdermos em Alvalade por 1-2 no desafio da primeira mão) é o guarda-redes espanhol. Valor seguro da baliza leonina. 

 

Gostei de Matheus Reis. Exibição quase irrepreensível do lateral esquerdo, recuperando a titularidade no Porto após um jogo de castigo que o afastou da derrota anterior, para o campeonato, frente ao Benfica. Batalhador, seguro a defender e acutilante a atacar numa partida que decorreu sob chuva forte do princípio ao fim. Talvez o futebolista do Sporting que mais se valorizou nesta época.

 

Gostei pouco da primeira parte, única em que demos luta à equipa da casa. Criámos desequilíbrios e bons lances ofensivos, mas falhámos sempre no momento decisivo, lá na zona em que se resolvem os jogos. Apenas um remate enquadrado nesses 45' iniciais, sem qualquer oportunidade de golo. Mas pelo menos conseguimos manter a turma portista quase sempre afastada da nossa baliza. Uma coisa e outra explicam o empate a zero que se registava ao intervalo.

 

Não gostei dos desempenhos de vários futebolistas, que pareciam alheados do jogo ou nem sequer estar em campo. Paulinho mal tocou na bola, chegou ao fim desta partida sem fazer um só remate. Pedro Gonçalves voltou a ser um corpo estranho na equipa: não está em forma, tanto do ponto de vista físico como psicológico, e não merece tanta insistência do treinador em integrá-lo no onze inicial. Gonçalo Inácio é comido no solitário golo portista, marcado aos 82' por Toni Martínez, que tinha entrado no minuto anterior. Também não gostei da lentidão do treinador em reagir ao mau desempenho colectivo à medida que se mantinha o empate a zero e o tempo se escoava. A primeira alteração que Rúben Amorim fez, num jogo em que precisávamos de marcar pelo menos dois golos, foi uma troca de defesas ao minuto 56: saiu Neto, entrou Esgaio. Incompreensível.

 

Não gostei nada da falta de golos: pelo segundo jogo consecutivo, ficamos em branco. Nem de ver novamente o técnico mandar Coates avançar para ponta-de-lança, em desespero final, por ausência de soluções alternativas: Tiago Tomás foi emprestado, Slimani parece ter sido excluído do plantel. Nem daquela falta injustificada de Porro, que o levou a ser expulso aos 89', quando a nossa equipa já aliava o desequilíbrio defensivo à inoperância atacante. Nem de termos cedido cerca de 60 metros de terreno ao adversário durante quase toda a segunda parte: até parecia que estávamos a defender o resultado. Mas aquele resultado só interessava ao FCP, não tínhamos nada para defender assim acantonados no nosso reduto lá atrás. 

O dia seguinte

No futebol como na vida é preciso não ter a memória curta. O resultado desta eliminatória ficou ditado em Alvalade quando aquele batoteiro que ontem tentou repetir a façanha e levou amarelo deu hipótese ao Soares Dias justificar o Dragão de Ouro e ao Porto de inverter o resultado.

Ontem no Dragao com o resultado a favor o Porto esteve sempre confortável no jogo e só um lance como aquele do Sarabia mudaria o decurso dos acontecimentos. De qualquer forma tivemos uma primeira parte em que o Sporting esteve por cima dentro do seu esquema de jogo, mas foi mais uma vez ineficaz nas bolas paradas e nos cruzamentos para a área, com o trio ofensivo muito longe do desejável. Isto com os batoteiros a cair e a rebolar a qualquer contacto, enervando e distraído quem precisava de jogar e ganhar.

A segunda já foi bem diferente, como aliás já tinha acontecido na primeira mão. Depois de Matheus Nunes ter falhado aquilo que não falhou na selecção, o Porto acelerou, bem descansadinho do jogo-treino com a filial do Algarve, e o Sporting não teve argumentos para acompanhar, com Ugarte e Matheus Nunes em inferioridade numérica frente ao trio do Porto na luta pelo meio-campo.

Com o jogo empatado e sem perspectivas de virar a eliminatória, Amorim mexeu na equipa e ela ficou pior, e pior ainda ficou quando Coates avançou, uma fórmula gasta que já muito nos penalizou está época.

 

Depois Porro perdeu a cabeça, Amorim enervado ficou e nós todos também. Ficaram várias coisas por esclarecer:

1. Sarabia está em gestão física, programado para 1h de jogo? Se for o caso, aceito.

2. Slimani veio por causa de Amorim ou apesar de Amorim? Adoro Slimani, mas a pior coisa que se poderia fazer era estragar o bom balneário que nos deu os títulos. Não se pode voltar atrás neste ponto, recordamo-nos da conversa de Bruno Fernandes ao telemóvel, se o Slimani não aceita as coisas como estão só tem de ir à sua vida e nós ficamos eternamente gratos.

3. Que se passa com Pedro Gonçalves? Questão física, psicológica? Assim não tem lugar no onze, é até uma ofensa para alguém como o Tabata, que definha por falta de oportunidades. Porque não entrou este, adiantando-se um desgastado Matheus Nunes?

4. Que se passa com Paulinho, que passou dum pivot que fazia jogar a equipa para um inútil "pinheiro" lá na frente plantado que não cheira a bola nos 90 metros de jogo? Questão física também? Psicológica? Confusão naquela cabeca com a chegada de Slimani?

 

Concluindo, fomos ao Porto disputar o acesso ao Jamor quase a jogar com nove. Assim não há táctica que resista. 

Coisas boas? Ugarte e Matheus Reis em grande forma, trio defensivo Neto-Coates-Inácio em bom nível, Sarabia a tirar um ou outro coelho da cartola. Tem de ser por aí o caminho.

Jogo a jogo, faltam apenas 6 pontos para alcançar um dos grandes objectivos da temporada.

Para depois reflectir sobre muita coisa, o que foi a constituição do plantel nesta temporada e a gestão do mesmo, aqui incluindo a equipa B, e preparar a nova época da melhor forma.

Com Amorim, evidentemente. 

 

PS: Talvez agora alguns entendam a dimensão do feito de Marcel Keizer há três anos... Ou a de Marco Silva quatro anos antes... Se não entendem, então escusam de se preocupar com o resultado de ontem.

 

#Jogoajogo

SL

Em duas frases

Sérgio Conceição, com bloco defensivo adiantado, impedindo as saídas de bola do Sporting e acertando quando mexeu na equipa, deu um banho táctico a Rúben Amorim, muito passivo no banco. Vitória (1-0) merecida do FCP na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, que nos elimina da competição após a derrota (1-2) que já havia imposto em Alvalade.

O Porto é uma nação!

Para além de apoiar explicitamente adversários do Sporting (publicando na página oficial do seu clube, o FC Porto, o hino do Manchester City, algo que só demonstra pequenez), o visado nesta notícia confunde Lisboa com a Rússia e refere-se frequentemente ao "Sporting de Lisboa". Manifestamente o senhor não deve conhecer mais nada além do Porto e sente-se perdido de cada vez que de lá sai, pelo que deve evitar ao máximo sair das suas redondezas. A aplicação de pulseira eletrónica a uma pessoa com estas características parece-me, deste modo, uma medida algo exagerada.

Mal acostumados

Não sei se os caros leitores deste blogue visionaram o jogo entre o primeiro classificado da Liga NOS e o nono classificado da Ligue 1 (acho que é assim).

Pois se viram estão informados, se não viram eu informo:

Mais um escandaloso roubo de que foi vítima o FCPorto, como costuma acontecer nas competições europeias. Três penaltis por assinalar e um golo anulado foram escamoteados aos portistas, pelo menos no entendimento da enciclopédia viva do ludopédio Luís Freitas Lobo.

Manuel Mota, Luis Godinho, Soares Dias e mais uns quantos, estão a corar de vergonha alheia.

Onde já se viu espoliar o FCPorto desta maneira...

Já perceberam portanto. Com uma equipa de arbitragem que não tem medo que lhe partam as montras dos negócios, talhos, pastelarias e outros e as trombas, os mergulhos para a piscina são ignorados e os foras de jogo são efectivamente marcados, porque na casota das televisões também estavam dois tipos que se limitaram, só, a cumprir as Leis do Jogo.

Vocês imaginem que até o Otávio foi amarelado!

Terá sido a altura em que o Mota, praguejando enquanto fatiava um bife do lombo, deu um golpe profundo no polegar e apesar de tudo se sentiu confortado. O seu sangue continua azul, ufa! Já na pastelaria, tem Dias... Hoje as regueifas da manhã estavam um pouco para o esturricado, mas por via das dúvidas foram colocadas em posição de destaque na montra, "à cause" de eventuais macaquices...

Na minha confessada inocência pergunto: Será possível trazer meia dúzia de árbitros destes para apitar em Portugal?

Mudam-se os árbitros, mudam-se os resultados

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Não vou falar do jogo do Sporting, Luís Lisboa e Pedro Correia já o fizeram com qualidade, nem vou referir que o City é primeiro em Inglaterra com mais seis pontos que o Liverpool.

O Liverpool jogou com o FC Porto esta época, duas vitórias, 7-1 em golos.

O City jogou com o Sporting, uma vitória e um empate, 5-0.

Ontem o jornal A Bola falava de honra em relação ao Sporting, hoje fala de orgulho. Falava de glória em relação ao FC Porto hoje fala de desilusão.

Confesso que não me sinto desiludido com o desempenho do FC Porto frente ao nono classificado da liga francesa.

FC Porto e Lyon são duas equipas banais que praticam um futebol banal. Internamente, o FC Porto é primeiro, levado num andor carregado pela arbitragem, quando essa ajuda falha, como ontem, podemos apreciar um futebol sofrível, sem ideias e com muitas lacunas defensivas.

O Porto ontem foi uma equipa à imagem de Sérgio Conceição, com muitas limitações, não me desiludiu.

A simulação como metodologia de treino

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O Edmundo já falou nisto mas é evidente nestas duas imagens do jogo de ontem.

É importante perceber onde está a bola e quem promove o contacto.

A bola está do lado esquerdo de Evanilson e o avançado do Porto faz um movimento da esquerda para a direita, esquece a bola e vai promover o contacto com Porro.

Ver a posição do braço direito de Evanilson na primeira e na segunda imagem. O braço de Evanilson atinge o rosto de Porro antes de qualquer toque do defesa, é, também, a perna direita de Evanilson que vai à procura do contacto.

Como mostro acima, ponto 4.9.5. há um treino específico para isso, chama-se simulação, nada do que acontece em campo com os atletas do FC Porto é por acaso.

As quedas na área são treinadas, são aperfeiçoadas, fazem parte da metodologia do treino.

É claro que podemos continuar a pensar que o Sporting perdeu o jogo por causa da bola de golfe que Pepe, supostamente, encontrou no relvado.

Coisas dispersas

1.

Rúben: acalma os rapazes. No ano passado tivemos várias vitórias nos últimos minutos. Todos, incluindo os rapazes, sabíamos que o golo chegaria, sobretudo porque a equipa jogava com segurança, união e alegria. Hoje vemos uma ansiedade enorme, um nervosismo que tolda o raciocínio e a espontaneidade. O maior exemplo disso é Pedro Gonçalves. Tranquilo é uma máquina de fazer golos, pressionado é uma lesão em potência. 

2.

(Parece contraditório mas...) Rúben: o objectivo é marcar golos na baliza. Lateralizar e lateralizar e lateralizar é engraçado, desconcentra o adversário, mas não marca golos. 

3.

Rúben: nunca discutas com um porco. Ele enche-te de lama e ganha-te pela experiência em chafurdar.

4.

Rúben: agora é que estás realmente a ver o que é estar deste lado. Não imaginavas que isto fosse mesmo possível, não é? Mas eu acredito que tu podes ser a pessoa capaz de dar a volta a isto, por duas razões: pelas tuas capacidades e porque a vida é feita de ciclos e tu chegaste no momento certo para preparar um Sporting forte,  apto para a mudança de ciclo que se avizinha. 

5.

Enquanto o Pepe fizer parte da selecção nacional, reservo-me o direito de não a apoiar. Mas podem contratá-lo para "achador" de objectos, já que encontra as coisas mais inusitadas no relvado. Imagino que ande à procura de um pouco de decência, mas já a perdeu há tanto tempo, duvido que a recupere.

6.

Entretanto, o Palhinha ficou a ver os outros todos a jogar.

7.

Perder e sair do Estádio com orgulho não é para todos. É só para quem joga contra quem não traz nada de positivo aos valores do desporto. Aconteceu ontem.

8.

Claques que "apoiam" o clube com comportamentos que sabem que vão resultar em multas e penalizações para o Clube que tanto "amam" são fenómenos que não consigo compreender. 

9.

Sábado lá "estou outra vez".

 

O dia seguinte

Mais uma vez estávamos a dominar o Porto, mais uma vez estavámos em vantagem no marcador, mais uma vez levámos uma martelada arbitral agora sobre a forma dum penálti, mais uma vez perdemos o controlo das operações, e mais uma vez tivemos que aturar um mafioso Conceição no final a divagar se o resultado justo seria por 3 ou por 4. Quando esse senhor se fizer à vida, deixar de andar ao colo e começar a caminhar pelos próprios pés é que se vai perceber o que vale enquanto treinador. Basta ver o que valia antes de ter chegado ao Porto. Muito pouco.

Sobre o jogo, o Sporting entrou com a melhor equipa disponível mas a questão é que disponíveis fisica e mentalmente estão cada vez menos. E assim foi uma equipa a gasóleo, empenhada mas sem chispa, a que passou toda a primeira parte a defender bem mas a desperdiçar todas as situações de contra-ataque de que dispôs. Nuno Santos esmerou-se nesse aspecto e merecidamente ficou nas cabinas ao intervalo. Matheus Nunes falhou por muito pouco um golo que seria um golão mas assim foi coisa nenhuma.

Veio a segunda parte com um inadaptado Edwards em vez dum momentaneamente incapaz Nuno Santos (que se passa, ainda estás a pensar no que fizeste no Funchal? Esquece lá isso...) com a equipa a jogar ainda pior, mas um enorme remate de Sarabia colocou o Sporting em vantagem.

Enquanto a equipa assentava ideias sobre aquilo que tinha de fazer, o Porto fez-se ao caminho e os dois artistas que jogam à frente ganharam espaço para os seus números. E se há equipas em que cada remate é um golo, com o Porto cada queda é um penálti.

O Sporting sentiu por demais a injustiça da coisa. Vieram três jogadores frescos do banco do Porto, logo marcaram  o segundo golo e depois disso o jogo acabou. O Sporting tinha perdido toda a sua ideia de jogo, era tudo na base do coração e nada da cabeça, Slimani e Bragança entraram mas nada resolveram. 

 

Vamos para o Dragão daqui a mês e meio disputar o acesso ao Jamor com uma desvantagem de um golo para recuperar.

Pode ser que nessa altura estejamos melhor que agora. Menos castigos, menos lesões, menos fadiga, menos guerrilha interna nas bancadas e nas redes sociais, mais estabilidade, mais frescura, mais confiança, mais rendimento de Slimani e Edwards. E logo se verá o que acontece.

O melhor treinador da 1.ª Liga é do Sporting e chama-se Rúben Amorim. Mas é jovem e ainda tem muito que aprender. Não apenas em termos de táctica e estratégia de jogo, mas muito em particular em termos de treino comportamental. Pena que o mestre Roger Spry já não vá para novo, ainda o podia bem ajudar, o nosso Manuel Fernandes poderia falar com experiência de causa dos treinos de guerra em Setúbal e dos chapadões na cara para endurance que fizeram furor. Mas ouvi dizer que Amorim, também ele, é praticante de artes marciais e por isso perceberá o que quero dizer.

Há muito para progredir no Sporting em termos de  resiliência e autocontrolo, de saber jogar com o árbitro e não contra ele, por muito medíocre e mafioso que seja, de aproveitar os excessos do adversário em nosso proveito e não em nosso prejuízo.

 

#JogoAJogo

SL

Letais ao Sporting, os do costume

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Foi um jogo péssimo. Para mim, ficou estragado logo nos primeiros minutos.

Não por culpa de outros, mas por culpa nossa. Pelo menos, por culpa de energúmenos que se intitulam sportinguistas. Entraram no estádio com uma preocupação: estragarem o espectáculo desde o início. Tanto na primeira parte como na segunda.

Instalados no local do costume, a curva sul.

 

Mal a bola tinha começado a rolar, já eles estavam a lançar petardos e tochas para o relvado. Enchendo tudo de fumos pestilentos e ameaçando a integridade física dos jogadores. Junto à baliza Vítor Damas, onde Adán se sujeitou a ficar queimado. Como, noutros anos, quase aconteceu com Rui Patrício e Luís Maximiano - também vítimas daquelas bestas que deviam ser banidas de todos os estádios.

Fazem tudo para desconcentrar e inquietar os nossos jogadores. Fazem tudo para que o clube continue a pagar multas cada vez mais pesadas. Fazem tudo para verem o José Alvalade interditado. 

Alguém acredita que sejam mesmo sportinguistas?

 

Estragaram este desafio da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, em que recebemos o FC Porto. Contribuíram para a derrota leonina, por 1-2. E como não acredito em coincidências - há muito que deixei de o fazer - parece-me óbvio que nada disto está desligado das eleições no Clube, que decorrem depois de amanhã.

São os do costume, os de sempre.

Letais ao Sporting.

É para ganhar

Nestes dias, por motivos que sabemos, confirma-se aquela velha máxima de que o futebol é a mais importante das coisas menos importantes. 

Mas falemos então de futebol. Mais logo, pela 20.45, dá-se o pontapé-de-saída da meia-final da Taça de Portugal: vamos receber o FC Porto, no desafio da primeira mão. Seguramente de modo bem mais civilizado do que o miserável acolhimento que eles nos concederam há três semanas no Dragão.

Venho só perguntar-vos se estão optimistas e como encaram este jogo. Pela minha parte, nem hesito: é mesmo para ganhar.

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