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És a nossa Fé!

Bibi, o Benfica e a Casa Pia

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Para nós, sportinguistas, o jogo mais importante desta jornada é amanhã: Sporting vs. Casa Pia.

Uma vitória sobre o Casa Pia pode colocar o Sporting no terceiro lugar (empatado com o Braga) a três pontos do segundo e atirar com o Casa Pia para o oitavo lugar, uma derrota com os gansos pode significar que seja o Sporting a terminar esta jornada em oitavo. Muita atenção, portanto.

O Casa Pia que vamos enfrentar não é bem o da imagem, em vez de cultura, será mais, usura e em vez de solidariedade, será mais, negócio.

O negócio Rafa Silva, foi-me contado assim por um casapiano: "vendemos um dos nossos melhores jogadores [ao VSC] mas o americano [Robert Platek] precisava de recuperar algum dinheiro", perguntei: "Então mas o dinheiro não vai para o clube?" "Não, o americano é que paga os jogadores mas quando vende fica com o dinheiro".

Não consigo imaginar como funciona a contabilidade do Casa Pia, como não imagino como funcionava a contabilidade do Benfica no tempo de Bibi [Vítor Santos] um pato bravo que era dono de um jogador, Roger, do plantel encarnado.

Já que estamos a falar do Benfica, vamos ver o que consegue fazer logo, fará melhor ou pior que o Brugges?

Três jogos interessantes para acompanhar este fim-de-semana:

Porto vs. Benfica, hoje às 20h15

Estoril vs. Braga, amanhã às 18h00

Sporting vs. Casa Pia, amanhã às 20h30

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Ganhar ou perder

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25 de Julho de 2020.

Estádio da Pedreira, Braga; estádio da Luz, Lisboa.

Jorge Sousa, Fábio Veríssimo.

Artur Jorge vs. Sérgio Conceição; Nélson Veríssimo vs. Rúben Amorim.

Todos estes treinadores vão estar activos na próxima jornada.

Hoje interessa-me falar dessa última jornada da época de 2019/2020, um Sporting que foi impedido de ganhar ou pelo menos de empatar na Luz e um FC Porto que vencia, confortavelmente, na Pedreira, deixou o Braga virar o resultado aos 66 minutos e a partir daí, "ajudado" por Jorge Sousa, nada fez para procurar empatar o encontro.

Há atitudes que não prescrevem, a de Fábio Veríssimo, por exemplo, como escreve José Leirós: "deliberadamente de sola vai ao pé do adversário".

O Benfica devia ter jogado com dez a partir dos 20' mas isso não era interessante para a negociata que Jorge Mendes e Vieira preparavam. Em Braga cozinhava-se outro tipo de negócio, um clube que perde, deliberadamente, um jogo.

Este texto vai servir de enquadramento para aquele que preparo para amanhã; o embate entre os dois vencedores dessa jornada: Nélson Veríssimo e Artur Jorge e outras dois jogos importantes.

Bi, Tri, Trincão

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Os três grandes e a selecção nacional.

Depois dos três primeiros jogos da Liga dos Campeões e tendo em consideração os jogadores que podem ser chamados para o Qatar, podemos concluir.

O Sporting é primeiro no seu grupo e tem três jogadores seleccionáveis (por Portugal) com golos marcados; Trincão 2, Paulinho e Nuno Santos 1.

Benfica e Porto não são primeiros no grupo e entre ambos têm um golo marcado de penalty, João Mário, ex-produto do Seixal que jogou no Inter de Milão e quando regressou ao "glorioso" voltou a ser seleccionável.

Davide e Anthony

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Estamos tão habituados as más e às péssimas arbitragens dos árbitros portugueses que arbitragens, como as de ontem, passam como boas.

Vou referir-me a duas situações do jogo do Sporting.

1. O expulsão de Adán, não está sustentada em nenhuma das leis do jogo. Fora da área o guarda-redes é um jogador normal. Se fosse Gonçalo Inácio a tocar a bola com a mão, nas mesmas condições, qual seria a punição?

2. O lance da agressão de Esgaio é, obviamente, vermelho.

Agora duas situações do jogo do Porto.

1. A mão de David Carmo que não sofreu nenhuma punição disciplinar, a meu ver, bem. Lance de penalty sem amarelo sequer, Adán corta uma jogada inofensiva e vê vermelho.

2. A não repetição do penalty. Quando o jogador do clube alemão remata a bola, Pepe está, praticamente, ao lado dele. O penalty deveria ter sido repetido.

Conclusão, os árbitros estrangeiros, também, falham, embora menos. A grande diferença é que não estão, deliberadamente, do princípio ao fim do jogo a beneficiar a mesma equipa.

Quando os árbitros são estrangeiros

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Sporting, dois jogos, duas vitórias.

Benfica, dois jogos, duas vitórias.

Porto, dois jogos, duas derrotas.

Amanhã às 17H45 o Sporting defronta o clube de Bernardo Tapie em Marselha e o Benfica recebe, na Luz, o clube do director Luís Campos, às 20H00.

Na quarta-feira o Porto recebe as alemães da aspirina Bayer (todos sabemos como o Porto lida bem com vitaminas e com medicamentos em geral, pode não ser um hospital mas é uma "Casagrande").

Aquilo que proponho é escreverem aqui o prognóstico para esses três jogos.

Vamos a isso.

Adenda: O Porto joga amanhã às 20H00, o Benfica depois de amanhã, também, às 20H00.

Adversários sim, inimigos não

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Como sempre digo, e repetirei as vezes que forem necessárias, em futebol há adversários mas não inimigos.

Daí manifestar a minha solidariedade ao treinador do FCP, Sérgio Conceição, e aos elementos da sua família que há dias viram a viatura em que seguiam danificada por um bando de covardes munidos de calhaus. 

Para não variar, na conferência de imprensa destinada a antever o Boavista-Sporting, Rúben Amorim esteve impecável ao comentar o acto de violência cometido pelos tais grunhos. 

«Quero mandar-lhe um grande abraço, e já o fiz. Não somos propriamente amigos, mas basta olhar para ele. Dá tudo pelo clube e merecia mais. Deve ser muito doloroso a família levar com pedras porque perdeu um jogo. As autoridades têm de fazer alguma coisa», declarou o treinador leonino.

Subscrevo e aplaudo.

Porto 2 - Sporting 1

O dia (ontem) em que o FC Porto viu dois cartões vermelhos, vermelho directo para Mbemba, vermelho, por acumulação de simulações, para Taremi e o Sporting só viu um cartão amarelo (Morita) durante todo o jogo.

[não adianta dizerem que Mbemba já não é jogador do Porto, quantas vezes no Porto, fez aquilo, nem se marcava falta. Quanto a Taremi, foi Taremi, o maior fingidor do futebol mundial]

Pergunta aos leitores

Nos últimos dias tenho lido vários comentadores aqui no blogue, quase todos anónimos, gabar o plantel portista, comparando-o favoravelmente -- entre rasgados elogios à equipa que há dois dias foi derrotada pelo Rio Ave -- aos jogadores do Sporting.

A esses e a outros, só gostaria de perguntar que titulares do FC Porto gostariam de ter no plantel leonino.

Nada mais que isto.

Futebol é a tristeza que balança

E a tristeza tem sempre uma esperança

Ontem, a esta hora, era a pessoa mais infeliz do mundo.

Hoje olho para a televisão, oiço as palavras do grande Vinícius: "é melhor ser alegre que ser triste", oiço o grande mestre responder: "porque bebo whisky? bebo porque é líquido se fosse sólido eu o comia".

Sorrio, sinto-me a sambar em Vila do Conde, cidade geminada com Olinda, com Rio de Janeiro e, também, com Lobata em São Tomé e Príncipe, com Mansoa, na Guiné-Bissau, com Mindelo em Cabo Verde e com Baucau em Timor-Leste.

Hoje é dia de sambar na portugalidade.

Hoje foi o dia em que a verdade goleou a mentira.

Faltas e falhanços

Rúben Amorim resumiu o jogo no Dragão - vulgo estômago leonino esmurrado - com uma verdade: o FC Porto concretizou as oportunidades que teve, o Sporting não. Mesmo que concorde que o resultado não reflecte o medir de forças entre rivais a que assistimos e apesar de considerar verdadeira a síntese do "Mister", na minha opinião a dita peca por defeito. Não resume tudo.

O Sporting - diria La Palice - sofreu golos e não os marcou devido a faltas na equipa e falhanços da mesma. A conclusão é portanto simples: faltam jogadores, uns que concretizem, outros que melhor defendam e os criativos e que carreguem a bola com capacidade para desmontar a defesa adversária (assim de repente lembro-me de um craque que há uma semana vestia a listada embelezada com o leão e hoje anda de camisola amarela lobina).

Nenhum dos sectores leoninos esteve bem no Dragão. Houve falhas e falhanços na defesa, no  meio-campo e no ataque. O alarme tem de ser esse. Não vale a pena crucificar o Adán (que já nos deu muitos pontos!) e menos ainda o Rúben Amorim. Afinal, foi uma semana atípica porque corolário da inconsequente pré-época. O período de preparação da temporada foi feito com jogadores que já cá não estão. E esse, com o mercado a fechar e as equipas cada vez mais montadas, deve ser outro sinal de alarme. 

Também não devemos trucidar, querer abater a Direcção. Não cometamos os erros do costume e que nos levaram ao desnorte de décadas, provocado pelo radicalismo de tudo exigir que se mude à primeira pesada derrota.

E digo isto criticando com veemência as faltas e falhanços a que assistimos na comunicação do clube, em concreto da equipa que mais nos faz vibrar no apoio ao nosso clube. Porque os mesmos denunciam aquilo que aparentemente surge como a primeira brecha num núcleo coeso entre Direcção e líder da equipa técnica que nos levou à conquista do tão desejado título de campeão nacional e que foi revelando um rumo claro, coerente e consequente.

E este é outro sinal de alarme.

Por fim, um apelo. Não nos deixemos tomar pela falta de esperança. São "apenas" 5 pontos de atraso para os rivais, mas ainda só decorreram três jornadas. Há muito campeonato pela frente. Não falhemos nós no apoio à equipa.

O medo e os suspensórios

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Basta recordarmos o que aconteceu no último FC Porto vs. Sporting.

Eles têm medo, têm muito medo.

Têm medo de cumprir o que a justiça determinou: receberem o Sporting noutro estádio.

O Sporting não pode ficar quieto, o departamento jurídico leonino tem de pedir JÁ o adiantamento do jogo até existir uma decisão definitiva.

A suspensão da suspensão tem, realmente, de deixar tudo em suspenso, não pode favorecer os mesmos de sempre.

São quarenta anos de trafulhice, é suficiente.

"Verdade e fair-play desportivo" ou falta de vergonha?

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Felizmente a UCI, a União Ciclista Internacional, fez aquilo que as autoridades desportivas nacionais não tiveram coragem de fazer: impedir a equipa que veste com as cores do FCPorto de participar na Volta a Portugal, devido a caso de doping organizado.

Se esta prova, infelizmente, não tem qualquer prestígio internacional, com a eventual presença da participação desta seria um exemplo de «verdade e fair-play desportivo» (*) que dignificaria de sobremaneira o desporto português.

 

(*) - Palavras retiradas do último comunicado desta equipa.

O cambalacho

Estive para não abordar este assunto, até porque detesto teorias da conspiração, mas o tema é incontornável - e há, portanto, que o trazer a debate.

O próximo campeonato vai começar já manchado devido ao negócio estabelecido entre o Braga e o FC Porto a propósito da transferência de David Carmo do Minho para as Antas. Segundo foi tornado público, uma das cláusulas deste acordo obriga o FCP a pagar ao Braga 500 mil euros adicionais por época (perfazendo um total de 2,5 milhões em cinco temporadas, período de vigência do contrato) se vier a sagrar-se campeão.

Isto significa que os braguistas terão a lucrar por ver a agremiação azul e branca subir ao primeiro lugar do pódio. Teremos então a equipa que ficou em quarto na Liga 2021/2022 a torcer pela que ficou em primeiro. Distorcendo a verdade desportiva.

Haverá quem considere normal este cambalacho entre António Salvador e Pinto da Costa. Eu não. Estranho até o silêncio de tantas almas que por aí se indignam, em tribunas várias, a propósito de temas muito mais irrelevantes e sobre isto estão caladinhas, fazendo de conta que nada se passou.

Movimentações nos 3 grandes

No Sporting, Sarabia e Feddal já saíram, Palhinha quase já e Matheus Nunes também não demorará muito. De qualquer forma mantém-se o núcleo duro do plantel, e o quarteto líder no balneário, pelo menos segundo o site Leonino, Adán, Neto, Coates e Paulinho.

No Benfica, saiu Darwin mas está aí um autocarro de reforços para todos os gostos, tem mais avançados do que o Sporting tem jogadores, o plantel dava para três equipas da 1.ª Liga, o alemão é a nova coca-cola no deserto, só a estrutura enche um cinema, vão arrasar e esmagar. Especialmente quando o João Mário regressar de lua-de-mel.

O Porto, se é verdade que o buraco negro pintista obrigou a despachar Mbemba, Fábio Vieira e Vitinha, e vamos ver quem mais, parece que mantém os seus principais argumentos: Taremi, Evanilson, João Pinheiro e Soares Dias. Um quarteto verdadeiramente diabólico dentro do campo. É verdade, já me esquecia do Galeno, aquele a quem João Pinheiro conseguiu inventar um penálti em Alvalade e que nos custou 3 pontos. A família Conceição, especializada em futebol do mergulho, já pode dormir descansada.

SL

Salazar das Antas já com proto-sucessor

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O FCP está em pé de guerra. Nunca vendeu tanto e nunca, ao mesmo tempo, a dívida da SAD portista disparou para níveis tão elevados. Uma charada que talvez só alguém pertencente ao bunker do parque jurássico saiba explicar.

Aquilo já não é um buraco: é uma cratera.

Dois dos "tesouros" da formação estão na porta de saída: ainda há pouco beijavam o emblema e já se preparam para dizer "hasta la vista, baby" à massa adepta que tanto os acarinhava. A caótica situação financeira do clube explica esta rápida dissolução do plantel recém-vencedor do título, já com quatro ou cinco baixas conhecidas. O que deve encher de alegria o maldisposto treinador.

Entretanto, um carismático pré-candidato à liderança quebra o tabu mandando o respeitinho às malvas e atreve-se a dizer que irá avançar para a presidência na próxima contagem de boletins. Anuncia-se enfim um sucessor do Salazar das Antas: André Marcello Caetano Villas-Boas.

 

O 25 de Abril ficará para mais tarde.

Mesmo assim, o mero anúncio de uma primavera "marcelista" bastou para pôr aquela gentinha a tremer. E levou até o dinossauro excelentíssimo a mobilizar o vice-grunho para dar as primeiras cacetadas - por enquanto só verbais - a quem se atreveu a desafiá-lo.

De caminho, o dito cujo dedicou-se à arte que pratica com mais esmero: a mentira. Dizendo que o antigo técnico de sonho foi afinal um quase-traidor por ter abandonado o barco a meia dúzia de dias do início de uma nova época. Quando os factos são bem diferentes: saiu cerca de dois meses antes e permitiu à agremiação empochar 15 milhões de euros, depositados pelo Chelsea para o tirar de lá.

Enfim, a coisa promete. É bom que eles, lá em cima, apertem os cintos de segurança. A turbulência será enorme.

O discurso de Varandas

Texto de Sol Carvalho

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O discurso de Varandas foi lido. Logo tem de se assumir que foi algo pensado e não “a quente”. Não acredito que não tenham sido medidas eventuais consequências, nomeadamente as legais.

O discurso de Varandas foi feito quando já se sabia o resultados das competições máximas do futebol. Logo não pode ser acusado de uma qualquer manobra para o jogo seguinte...

O discurso de Varandas é uma pedra no charco na intoxicação que os média fazem aos cidadãos nesta altura do ano atirando-lhes lama e mais lama de boatos e jogadas de empresários sobre o “mercado”.

O discurso despertou imediatamente um coro de comentários dos doutos cronistas alinhando 1) na ideia de que o discurso não alimentava a “pacificação” mas sim “o incêndio”; 2) Que PdC não deve ser criticado por ser o presidente mais titulado de Portugal.

 

Se bem percebo, o argumento defende que é preferivel uma paz podre a uma tentativa de limpeza da podridão. Será? Os mesmo que criticam “o causador de incêndios” afirmam e reafirmam que a violência, a corrupção, as lavagens de dinheiro e a cobertura do crime têm de ser banidas, mas depois, quando chega o momento da acção, já defendem que o melhor é parar e não “criar ondas”. Belo exercicio de coerência!

Mas digam-me ainda: Se não é para denunciar e promover a acção de limpeza agora é para quando?

 

Salazar tambem esteve no poder 40 anos. Então não o deveríamos criticar por isso?

Sobre a democracia, o comentador portista Rudolfo foi claro: «Ai daquele adepto do FCP que cumprimentar Varandas.» O implícito está claro: «Vai levar porrada!» Ora, isso diz tudo sobre os métodos democráticos que usa a actual direcção do Porto.

E depois, Lance Amostrang não deve ser criticado porque ganhou seis Voltas à França, apesar do doping? E a descida de divisão na Itália? E o Bernardo Tapie em França? Foram campeões e por isso não são corruptos ou são corruptos e por isso foram campeões?

 

Duas notas ainda.

Há muitos sportinguistas que apoiam o discurso mas não acreditam na mudança. Discordo e digo. A mentalidade de aceitação do «sou pobre e honesto mas não vale a pena lutar» é cancerosa...

No Porto houve, há e haverá, seguramente, jogadores, treinadores, dirigentes e técnicos que honraram a camisola, a cidade e o clube, que são genuínos portistas e esse têm de saber que não existe nem pode existir qualquer problema em serem respeitados pelos sportinguistas que se revêem na integridade defendida no discurso de Varandas. Por isso desacordo profundamente em muito adjectivos aqui usados para minimizar a instituição ou a cidade e/ou a paixão portista.

Importa claramente separar as águas.

Mas que estamos na presença de um momento histórico, disso não tenho dúvidas.

 

Texto de Sol Carvalho, publicado originalmente aqui.

Uma guerra necessária

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Pinto da Costa tem quase tantos anos de responsável directo do futebol do FC Porto como eu tenho de bancada de Alvalade, pelo que pude acompanhar com mais ou menos atenção a sua carreira de dirigente desportivo, sem dúvida recheada de sucessos mas também de zonas bem cinzentas, eticamente reprováveis, indecentes ou potencialmente criminosas, das quais consegue sempre arranjar maneira de se safar devido à sua enorme habilidade política que lhe permitiu construir uma teia de amizades e cumplicidades transversal a toda a sociedade do grande Porto e não só.

João Rocha, sempre distraído com a sua ideia que o Sporting CP era muito mais que futebol, apenas pontualmente conseguiu travar a ascensão do clube liderado por aquele que tratava como "Pintainho da Costa". E foi assistindo à fuga de jogadores importantes, como Dinis, Alhinho, Eurico, Inácio e Futre.

Damas e Manuel Fernandes só não sairam porque não quiseram. João Rocha foi buscar jogadores de segunda linha, como Romeu e Gabriel, ou tipo "boomerang" de compromisso duvidoso (que o diga Manuel José), como António Oliveira, Jaime Pacheco e Sousa. E foi muito desgastado por essa guerra, para a qual nunca contou com o apoio do SL Benfica e do seu presidente Fernando Martins.

Depois de quatro épocas sem nada ganhar João Rocha saiu de Alvalade por uma porta bem mais pequena daquela que merecia.

 

Dias da Cunha foi outro presidente que denunciou "o sistema", o controlo mafioso pelo Porto das instâncias de poder do futebol em geral e da arbitragem em particular, cujas origens estão bem descritas no livro "Golpe de Estádio" (que custou ao autor uma monumental sova à porta de casa). E, conquistando campeonato e Taça, logo viu a estrela do plantel, Jardel, ser "trabalhada" rumo à sua perdição.

 

Frederico Varandas chegou a presidente conhecendo bem quem e como mandava no futebol português e tentou uma aproximação com os poderes instituídos numa óptica de boa vontade e de ganho de tempo para a recuperação do clube, grandemente fragilizado pelo assalto a Alcochete e pelo processo que levou à expulsão do ex-presidente.

Isto permitiu-lhe encontrar, apesar de tudo (da Unilabs, do CD da FPF, do CA/APAF, do Soares Dias em Braga, etc), a tranquilidade necessária para ganhar. Assim, no seu primeiro mandato, o Sporting ultrapassou o FC Porto em termos de títulos internos (6).

 

Reeleito, esmagando nas urnas um candidato com raízes no Porto, muito acarinhado pelo jornal desportivo da cidade e apoiado pela franja devota do ex-presidente que pelos vistos se tornou grande amigo do tal "Pintainho" de que falava João Rocha, o FC Porto fez de Varandas o inimigo a abater e, com ele, o Sporting CP.

Isto aconteceu de todas as formas possíveis, como se viu no confronto do Dragão para a Liga e em tudo o que se passou no relvado e fora dele. Foi esse o ponto de decisão desta temporada. O FCPorto fez de tudo para não perder e conseguiu-o no relvado, pela mão de João "2 cms" Pinheiro, e fora dele embuscou e roubou o nosso presidente.

 

Tendo conseguido triunfar na temporada através dum percurso marcado pelos mergulhos acrobáticos, pelos deslizes de jogadores adversários e por análises de VAR azuladas, os ladrões do Dragão por punir e as penas dos seus para serem gozadas nas férias, Pinto da Costa foi aproveitando para gozar e achincalhar Frederico Varandas e o Sporting CP. 

O que disse Frederico Varandas no domingo em Carregal do Sal, por muito que custe ouvir a muita gente, é verdade. E não devia ser. O jogo devia ser limpo, os árbitros honestos, os dirigentes corruptores serem condenados e deixarem o dirigismo, os cargos serem ocupados por gente idónea e com vergonha na cara. Mas não é isso que temos em Portugal.

Goste-se ou não das consequências imediatas das palavras do nosso presidente, a questão é que é uma guerra mesmo necessária que o clube tem de enfrentar para prosperar. A guerra pela verdade desportiva, pelo futebol dentro do campo, pelo poder da representatividade e capacidade de mobilização de cada clube, pelo acabar do financiamento encapotado a organizações muito perigosas que mandam na noite e por vezes são visitas não desejadas de estabelecimentos de árbitros e familiares.

A guerra que João Rocha entendeu travar, na qual não teve sucesso porque se calhar não quis sujar as mãos, e que outros presidentes do Sporting depois dele atraiçoaram.

 

A estratégia de Pinto da Costa sempre foi dividir para reinar. Dum lado da circular um amigo, do outro um inimigo, alternado conforme o momento e o idiota útil disponível.

No dia em que os dois lados se entenderem sobre este assunto, e ultrapassarem os excessos anti de um e doutro lado (alguns derivados de guerras de claques com motivações extra-futebol) em benefício de objectivos de ambos, o domínio do FC Porto "è finito".

Para mim é claro como água. 

 

Para o benfiquista José Manuel Delgado director de "A Bola", também:

"E já que se fala em política, talvez seja bom recordar que ao longo das quatro décadas de mandato de Pinto da Costa muitas foram as vezes que procurou aliar-se, à vez, a um dos grandes de Lisboa (mais ao Sporting do que ao Benfica...), diabolizando e ostracizando o outro, com uma constante desta estratégia: o Porto saiu sempre a ganhar, comendo as papas na cabeça ao aliado de circustância."

Só faltou demonstrar que foi mesmo mais o Sporting que o Benfica, se calhar foi mesmo o oposto...

 

Até lá vai ser bem complicado, mesmo que um dia destes alguém caia da cadeira, e em vez de "pintainho" tenhamos "ruizinho" ou outro "inho" qualquer.

Como muito bem disse Rui Gomes da Silva  (veja-se o post que fiz sobre o assunto e respectivos comentários) do outro lado da 2.ª circular:

"É proibitivo apoiar para novo mandato na Federação Portuguesa de Futebol qualquer dirigente que não tenha feito nada para acabar com a impunidade do FC Porto ou de qualquer outro clube que ache estar acima das leis."

 

PS: Pergunta Gonçalo Guimarães, também n'"A Bola": "Porque é que havia jogadores do Braga a chorar após perderem no Seixal, frente ao Benfica, o jogo que deu o título de juniores ao Benfica em detrimento do Porto? Alguém me explica?"

Porque será, Gonçalo? Será do Guaraná?

SL

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