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És a nossa Fé!

Sem honra nem glória

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Todos mudamos com a idade, alguns para pior.

No desporto e na vida, o que distingue os verdadeiros vencedores dos outros é a forma como lidamos com o insucesso, com a derrota.

Atirar com as medalhas, Sérgio Conceição na final da Taça ou danificar o troféu que outros conquistaram, Moncho Lopez na final do campeonato de basquetebol, não me parecem atitudes dignas.

Serão atitudes de arruaceiros, atitudes à FC Porto.

Há que compreender

O quadro que o Ricardo Roque publicou mais abaixo explica muito. Por esta altura o fcp tem apenas menos 3 pontos do que os que tinha o ano passado, ainda assim suficientes para ficar acima do slb que este ano só tem menos 1 ponto do que em 19/20. 

Esta seria a tal normalidade, a divisão do espólio entre estes dois emblemas, estragada por um punhado de pernas de pau de meia-idade e um rancho de putos imberbes, treinados por um desqualificado que nem diploma tem, lá do "clube de malucos."

Tanto almoço de negócios, tanto pilim gasto com avenças em bordéis, tanto magistério de influência, tanta despesa de deslocação e em seguros de acidentes de trabalho com corrécios que chegam a ter que ir ao Alentejo no exercício da sua profissão, tanto poderzinho arduamente conquistado nas trincheiras institucionais do futebol, tantas garrafas de JB pagas a jornalistas e comentadores da persuasão, tanta organização para isto? Claro que é de um homem perder a cabeça.

Uma cultura de clube abjecta e deplorável

Tenho dificuldade em considerar o FCP um grande de Portugal. Além de ser um clube que nunca foi muito além da dimensão regional é também feito de mentalidade provinciana, convencida e querendo convencer que o mundo todo se uniu para o aniquilar. O mau julgador por si se julga e esta vitimização não é mais que uma invenção. Todos vemos que quem está contra todos são eles. Não sabem ganhar, não sabem perder, não sabem empatar. Vímo-lo mais uma vez em directo esta noite em Moreira de Cónegos. Foi cena chocante porque abjecta e assustadora.

A prova do que é feito aquele clube de cultura mafiosa foi-nos dada por um mascarado que, valha a verdade, a tromba escondida por trás da máscara só reforçou o comportamento jagunço que o ocultado teve ao impedir ao murro e ao pontapé que um repórter da TVI recolhesse imagens do grande líder que se apresentou segundos antes do ataque com postura seráfica, como se nada com ele fosse.

Passou-se isto no exterior do campo do Moreirense, minutos antes, dentro do terreno de jogo, o carroceiro-mor e um seu acólito da equipa de agressões - no caso o director de comunicação-, os dois comunicavam insultos ao árbitro e à mãe deste já depois do apito final que sentenciou aquele que foi para nós o tão saboroso empate que os Andrades tiveram com os moreirenses.

Em nome da justiça desportiva é fácil pôr Rúben Amorim três jogos seguidos na bancada. É muito mais difícil pôr esta corja no lugar. Há anos que eles actuam com o sentimento de impunidade, violando as regras e o espírito do desporto. Quando no desporto nem deviam ter lugar.

Também por isto é muito importante que o Sporting seja campeão. Acreditemos que esse será mesmo o novo normal.

Guarda Abel revisitado

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Fotograma do filme O Padrinho, de Francis Ford Coppola

 

O velho crocodilo, acolitado pelos jagunços, deu ordem de investida: um repórter de imagem da TVI foi agredido à pantufada no exterior do estádio do Moreirense. Com o País a ver.

Regressam os tempos tenebrosos do guarda Abel e da sarrafada a eito para garantir vitórias mafiosas fora de campo.

Não me admirava que o árbitro Hugo Miguel, que apitou o Moreirense-FC Porto, acordasse amanhã com uma cabeça de cavalo bem aconchegada na cama. 

A normalidade

Aquela equipa de natação sincronizada passou então os últimos minutos do jogo a praticar a sua arte na piscina de Moreira de Cónegos e lá teve a recompensa. No fim Conceição arremeteu ao árbitro a bufar e de cabeça baixa com tão boa dicção que se pôde ler o seu pitoresco vernáculo no movimento dos beiços, no que foi secundado por um badalhoco à paisana mas de braçadeira oficial a fazer o tão aguardado número do "agarrem-me que vou-me a ele." 

"Tudo normal" como diz o fuhrer deles.

A voz do leitor

«Outros treinadores (curiosamente adeptos confessos de outros clubes) que ganharam vários campeonatos nunca tiveram esta postura [de Sérgio Conceição] e com isso dignificaram o nome do FCP. Falo do professor Jesualdo Ferreira (um cavalheiro!) e de Fernando Santos. Também não tenho memória que outros, confessos "doentes" pelo FCP, com vários titulos ganhos, tenham desrespeitado adversários e tenham tido atitudes destas, dignificando assim o nome do FCP. Falo de António Oliveira, Villas-Boas e Vítor Pereira.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

Há quem chame "cultura" a isto...

Momento baixo do fim de semana futebolístico: outra cena vergonhosa do recordista absoluto de expulsões no campeonato português.

Segundo relata a imprensa da especialidade, quando viu a sua equipa marcar um golo, virou-se para o banco adversário e gritou para o técnico da equipa visitada: «Chupa, c******o! És um palhaço!»

Esta foi a 16.ª vez que o carroceiro saiu mais cedo do palco do jogo por indecorosa figura.

O que vai seguir-se? Paga uns trocos de multa e na próxima partida lá estará outra vez. Pronto para nova sessão de peixeirada.

A isto chamam alguns "cultura FCP". Terei de rever o significado da palavra cultura: neste sentido, nunca constou dos meus dicionários.

O dia seguinte

Não foi um grande jogo. As equipas encaixaram-se e procuraram antes do mais anular os pontos fortes do adversário. O pontapé de saída foi do Porto, a bola lançada na direcção da área do Sporting, mas logo chegava às mãos do guarda-redes do mesmo Porto. E o jogo foi muito assim: o Porto a tentar atacar sem destapar a retaguarda, preferindo explorar erros na construção para apanhar a nossa defesa em contra-pé, o Sporting a defender bem mas sem conseguir espaços para atacar com perigo.

Feito o balanço, em todos os 90 minutos o FCP teve apenas uma oportunidade flagrante por Taremi, como o Sporting também teve por Matheus Nunes. O resto foram remates desenquadrados. Se fosse do Porto estava muito chateado com o Conceição por não ter posto a carne toda no assador logo de início, alinhando com Luis Díaz e Corona nas alas, partindo um jogo que tinha que ganhar, mas como sou do Sporting só tenho de estar satisfeito, a cabecinha pensadora do Conceição connosco não falha, temos ali mesmo um bom "freguês". 

Jogar no Dragão não é nada fácil. O Porto, cujo banco pressionou e protestou como de costume, carregou muito jogo pelo seu lado direito, com Marega e Manafá. Nuno Mendes cedo viu o amarelo e o Pepe, que a sabe toda, conseguiu amarelar Feddal. Depois lá veio o Francisco Conceição cavar faltas por aquele lado, berrando muito enquanto olhava pelo canto do olho para o árbitro. Foi mesmo aquilo que lhe ensinaram em Alcochete, ou teve direito a explicador privativo em casa?

A entrada de Matheus Reis foi muito importante para serenar aquele lado, porque Nuno Mendes estava cada vez mais desgastado e a cometer erros que poderiam ter saído caros.

 

O melhor em campo do Sporting foi claramente Palhinha, que com João Mário e depois Matheus Nunes foi fundamental na guerra do meio-campo. Mas Inácio fez um jogo tremendo, ao nível dos dois pilares da defesa, Coates e Feddal.

Quanto à arbitragem, cada vez estou mais convencido que o trabalho de coaching de David Elleray veio alterar muita coisa, principalmente para os árbitros com ambições ao nível internacional. Agora têm alguém influente a tirar-lhes o retrato, deixaram de ter carta branca para inclinarem o campo ao seu bel-prazer. E assim nada a dizer da arbitragem de ontem: critério uniforme, o jogo foi aquilo que as equipas produziram e não o que o árbitro inventou.

Mais um ponto na caminhada difícil para a Champions ou "algo mais". Ainda faltam muitos para lá chegarmos. Temos de continuar jogo a jogo, focados, competentes, sem bazófias.

Foi bonito ver os adeptos unidos no apoio à equipa. O presidente liderou a comitiva e lá esteve discretamente, no sítio onde devia estar. O resultado foi aquele que nos convinha, o palco foi do treinador e dos jogadores e Rúben Amorim mais uma vez esteve exemplar na conferência de imprensa.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

SL

Que grande imbecil

Disse Sérgio Oliveira, há pouco, na zona das entrevistas rápidas após o FC Porto-Sporting (0-0): 

«Para o Sporting, empatar aqui é ganhar a Champions League.»

 

Candidata-se desde já a frase mais idiota do ano. Proferida por um gajo que está dez pontos abaixo de nós no campeonato e foi eliminado por nós na meia-final da Taça da Liga.

É preciso ser muito imbecil.

 

Uma expedição na selva

Aos 37' João Mário tenta controlar a bola e Uribe aproxima-se por detrás, João Mário abre os braços, toca com a mão no peito do colombiano e acto contínuo este atira-se a espernear no chão agarrado à cara como se lhe tivessem vazado um olho. Aos 72' Matheus Nunes isola-se e corre para a área contrária, no silêncio do estádio ouve-se um grito (de Sérgio Conceição?): "Em cima dele!" O jogo do FCP é isto. E quando não é isto são cotoveladas na cara, golpes de karaté no pescoço, entradas brutais aos tornozelos. 
Contra uma equipa assim o futebol é uma utopia, o que há é um torneio de gladiadores em que a bola não passa de um pretexto para o combate corpo-a-corpo e os nossos rapazes saíram das Antas como quem sai vivo de um circo romano. Um desafio deste foi como um ritual iniciático, os jogadores do Sporting cresceram e amadureceram mais hoje do que numa vida, não se deixaram intimidar, não se descontrolaram, não arredaram pé. Estão prontos para tudo, até para serem campeões.

Quebra do duopólio

Um genuíno adepto de futebol, mesmo não sendo sportinguista, só pode encarar com optimismo e satisfação esta quebra do duopólio SLB/FCP por parte do Sporting. Praticando bom futebol, com um dos melhores desempenhos defensivos das principais ligas europeias e a maior diferença pontual numa década para o segundo classificado à 20.ª jornada. Proeza alcançada por um plantel com dois terços de portugueses e numa época em que Rúben Amorim já apostou em 11 jogadores da formação em todas as provas.

São óptimas notícias para o Sporting, claro. Mas são também excelentes notícias para o futebol português.

Nas Antas além de correr há que se fiar na Virgem

O andor já vai no adro aos ombros dos mandachuvas, estalam foguetes em todos os céus, “Basta! Basta!” vocifera o nacional-comentariat em coro, há que pôr fim a esta anomalia do Sporting, a lógica e o bom-senso têm de ser repostos. A todos parece evidente, se o Porto ganhar, augura-se que por muitos, que de Sábado até ao título é uma auto-estrada em via azul, pois ao Sporting hão-de mandá-lo parar nas portagens. É ponto assente.

Está a ser assim esta semana. Talvez nunca se haja assistido a tanta e tão ardorosa esperança num volte-face entre equipas distanciadas por 10 pontos. Tudo isso cheira a esturro e não é da pólvora dos foguetes.

Razões para se ficar de sobreaviso encontram-se na história. Tem sido nas Antas que se perpetraram as mais vis, descaradas e desdenhosas velhacarias contra o Sporting.

Em 1975 numa noite de nevoeiro foi um golo metido na baliza pelo apanha-bolas validado por um Alder Dante que levado à trela por António Garrido servia sem rebuço o seu dono.

Na temporada 98/99 um massacre de faltas e faltinhas a meio-campo cortou rente qualquer jogada do Sporting com mais de 2 passes. Marcados à la carte onde lhe dava mais jeito, Doriva disparou 3 tiros de bola parada. O milagre da noite foi Simão Sabrosa ter sobrevivido aos espancamentos de Paulinho Santos e Jorge Costa. A 5 minutos do fim sofreu com impunidade um penalty do tamanho de um mamute que poderia dar o empate. Vitor Pereira, declarado sportinguista até ao dia em que o Sporting não alinhou nas suas moscambilhas, exibiu com incomparável galhardia todo o seu rancor. Foi tal o esbulho que até o plácido Mirko Jozic perdeu a fleuma e no fim da época não quis mais trabalhar em campeonato tão infame.

Em 2001/2002 atingiu-se o apogeu. Apanhando o Sporting à frente do marcador o criminoso Martins dos Santos, que em 2011 viria a ser condenado por corrupção sem o menor remorso, foi expulsando sucessivamente Paulo Bento, Pedro Barbosa e Jardel, até o Porto empatar. Com oito em campo o Sporting resistiu mais 7 minutos 7! para lá da hora, mas nem assim o Porto venceu.

Dado este sinistro historial e o que tanta trombeta e movimentação parecem augurar só peço como resultado de Sábado:

Que nenhum jogador do Sporting acabe no hospital sobretudo por obra de algum coice daquele que distribui pancada como um sicário do cartel de Sinaloa, como se viu contra o Marítimo, e já em Alvalade virou Nuno Mendes do avesso e ainda se fez de vítima.

Que na ressaca do desafio a equipa, por ser jovem, não decaia em estados de alma, perplexidades e dúvidas morais caso seja martirizada com uma arbitragem de encomenda. 

Se é jogo a jogo, então este é apenas mais um.

A lei do faroeste

Quinta-feira, dia 4 de Fevereiro o guarda-redes do Bcoiso choca violentamente com Nanu do FC Porto na disputa de uma bola. Este cai no chão inanimado e sofre uma grave lesão. Entra a ambulância em campo e atrás dela vem Conceição espumejante a exigir ao árbitro um penálti, que a ser marcado exigiria em coerência cartão vermelho ao guarda-redes. Na subsequente flash interview o dito Conceição filosofa sobre a causalidade das intenções humanas e diz que anda a ser roubado. 

Menos de uma semana depois, terça-feira dia 10, Luís Diaz desfere um remate e ao poisar o pé no chão esmaga involuntariamente o artelho de David Carmo que entretanto se pusera debaixo, causando-lhe grave lesão. De novo entra a ambulância em campo e Conceição atrás dela, não menos espumejante do que da outra vez, indignadíssimo por o árbitro ter mostrado cartão vermelho a Diaz. Na subsequente conferência de imprensa D. Corleone da Costa exclama "Basta!", talvez porque se gritasse "Chega!" ainda o acusariam de benfiquista, e atira-se como gato a bofe ao governo, vá lá que deixando incólume o Tribunal de Haia.

Estas cenas escabrosas provam que a arbitragem portuguesa é ignóbil e pauta-se por uma aberrante dualidade de critérios. Ultraje que qualquer sportinguista tem provado há mais de 30 anos. Mostram também que essa dualidade não é só dos ditos árbitros, mas também de quem os julgava ter no bolso e afinal estão noutro.

Vitória justa da melhor equipa em campo, no de Leiria e outros campos

O Sporting mereceu ganhar, sim, senhor, oh, Sérgio. A vitória do Sporting não caiu lá do céu, como cuspiste no fim do jogo.


Além da magia que saiu do pés de Jovane e de Pedro Gonçalves, da fibra desta equipa que luta até ao fim contra as adversidades, a nossa passagem à final da Taça da Liga, derrubando o FC Porto, deve-se também à melhor leitura, interpretação e acção de Rúben Amorim no banco em comparação com o opositor que tem tudo de mau na hora de perder.


Estamos bem e recomendamo-nos. Força, equipa. Força, Sporting!

O dia seguinte

Dizem que Sérgio Conceição nasceu e cresceu Sportinguista, o clube da aldeia dele é o Ribeirense, uma filial do Sporting. Se calhar por isso mesmo, sempre com o cérebro meio baralhado por tantas emoções do passado ou a antecipar excursões futuras a Lisboa na reforma, tem sido um contribuinte fiel e dedicado de taças para o museu do Sporting. Foi a Taça de Portugal no tempo do Marco Silva, a Taça da Liga e a Taça de Portugal no tempo do Marcel Keizer, e agora com Rúben Amorim fez o que estava ao seu alcance para levar para lá mais uma, especialmente quando tirou o Marega do campo para pôr lá o Tony, o Jovane encarregou-se do resto. Depois lá disfarçou na flash-interview como pôde: falou dum jogo que só ele viu, à moda do tal papagaio vermelho, falou num clube regional sempre a lutar contra tudo e contra todos, enfim, lá disfarçou a coisa. Agora tem de ser o Sporting a concluir a tarefa, temos de ganhar a final ao Benfica A ou B (este distingue-se pelas mangas brancas), mas acredito que vamos conseguir, até para não deixar mal o nosso Serginho.

Foi interessante ver o jogo ouvindo o ex-treinador Vitor Pereira a preparar o terreno para o regresso, e a explicar porque é que o Porto joga tão pouco, diz ele que faltam muitas entrelinhas e momentos de superioridade a meio-campo. Realmente o Porto de ontem realmente quase se resumiu aos momentos de inspiração de Corona e de Marega, este último consegue até marcar um golo num raide de 1 contra 5. Mas isso também aconteceu porque o Sporting não deixou. Não é nada fácil ganhar a este Sporting sub-23 reforçado.

Se calhar alguns Sportinguistas ainda não se deram bem conta da qualidade do treinador que têm. O Sporting venceu ontem o Porto não com Maregas e Coronas, mas com Gonçalo Inácio (18), Tiago Tomás (18),  Plata (20), Porro (21), Daniel Bragança (21), Pedro Gonçalves (22), Jovane Cabral (22) e Matheus Nunes (22). Todos eles, naturalmente falhando um lance ou outro, estiveram a um nível elevado, adultos e concentrados, interpretando muito bem o 3-4-3 de Amorim. Conjuntamente com os mais velhos,  Adán, Coates, Feddal, Antunes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, conseguiram aguentar o Porto, e estando a perder a 15 minutos do fim, tiveram a confiança e a audácia para ir para cima deles e reverter o resultado. Como quase fizeram em Alvalade, recordam-se que o Vietto falhou aquele golo de cabeça mesmo a terminar a partida? 

Bom, agora lá se vai a ideia de fazer descansar os mais utilizados, e por exemplo João Mário e Nuno Santos precisam mesmo duma pausa. Chegados aqui agora só pode ser mesmo para entrar com tudo e levar a Taça.

Acreditemos neste treinador, nesta equipa e nestes jogadores, mesmo quando as coisas não correm tão bem como ontem.

 

PS1: Brilhante Jovane. Mereces uma estátua algures em Alvalade. O que seria da tua carreira se não passasses metade dela na enfermaria? Isso tem de acabar, duma vez por todas.

PS2: Muito bem Frederico Varandas. Pode não se gostar da pessoa ou do seu estilo de comunicação, mas esteve ontem também ele brilhantemente na defesa da ética médica, da verdade desportiva e do Sporting Clube de Portugal, contra o sistema mafioso por demais enraizado no futebol português.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

De táxi para o Cairo

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Sorri ao ver a primeira página do Jornal de Notícias, hoje.

Pensei na subtileza de quem escolheu o título: "Ponto de passagem" (cidade internacional, os espiões vão de viagem, joga-se o xadrez mundial).

O parágrafo anterior remete-nos para os anos 80, para a banda Táxi, para o álbum Cairo. Esse álbum foi vendido dentro de uma lata.

Era aqui que queria chegar, Sérgio Conceição foi derrotado, em casa, pelo Marítimo, de Lito Vidigal, vem falar de "orçamento" para justificar a exibição de ontem?

É preciso ter lata.

As queixas do Porto e a luta do Sporting

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1

Passaram apenas quatro dias e eis o FC Porto - escandalosamente beneficiado pela arbitragem em três dos quatro jogos que já disputou para o campeonato nacional de futebol - aos gritos contra os senhores de apito. Desta vez contra um letão, que ontem arbitrou o Manchester City-FCP, jogo em que os portistas foram derrotados por 1-3 após terem estado dois minutos em vantagem no marcador. Alegam eles (alega o treinador Sérgio Conceição, pois Pinto da Costa desta vez meteu a viola no saco, batendo a bola baixa), e provavelmente com razão, que o apitador teve influência no resultado.

É uma espécie de partida do destino. Na noite de sábado, no clássico em Alvalade, o árbitro Luís Godinho e o vídeo-árbitro Tiago Martins tiveram uma actuação vergonhosa. Em benefício evidente da equipa visitante.

Godinho, ao deixar passar em claro uma entrada de Zaidu sobre Porro, aos 19', que podia ter deixado o nosso ala direito incapacitado para o futebol e ao expulsar o nosso treinador por ter dito a mesma palavra proferida pelo técnico do Porto minutos antes. Num estádio vazio, tudo isto se percebe muito bem - e alguns canais de televisão já demonstraram a chocante disparidade de critérios, com recurso a legendas. Faltando apenas, no caso de Conceição, a parte do vernáculo. Mas só Rúben Amorim foi castigado

Martins, ao recomendar a Godinho, já no tempo extra da primeira parte, que revertesse o penálti assinalado contra o FCP, que levou também à retirada do segundo amarelo a Zaidu - o tal jogador que devia ter sido expulso muito mais cedo com vermelho directo. Ao proceder como procedeu, o vídeo-árbitro violou de modo chocante o protocolo de intervenção do VAR, que só autoriza este a pronunciar-se sobre um lance se houver "erro claro e óbvio", o que não era manifestamente o caso.

 

2

Não deixa de ser curioso - e até divertido - ver os beneficiados de sábado transfigurados em queixosos de quarta-feira. Agora com aparente razão: o letão de apito, com a bênção do VAR, fez vista grossa a um pisão sobre Marchesín (menos evidente, apesar de tudo, do que o de Zaidu a Porro), assinalou um penálti que não devia ter sido marcado e ainda inventou um livre directo em zona frontal, por falta inexistente e do qual resultou o segundo golo do City.

Qual a diferença? 

A diferença é que o FCP interfere há pelo menos 30 anos nos meandros da arbitragem nacional, mas é impotente para inclinar o campo a seu favor nas competições internacionais. Dar duas entrevistas em poucos dias - como acaba de fazer o presidente do FC Porto - com alusões nada veladas a Pedro Proença, presidente da Liga, pode bastar para que o "bafo do dragão" influencie os senhores de apito cá na terra, mas de nada serve a partir de Tui ou Badajoz.

 

3

Tais entrevistas não constituem prova de força: são prova de fraqueza. O FCP perdeu cinco pontos em duas jornadas e soma três jogos consecutivos sem vencer. É quanto basta para fazer soar campainhas de alarme nas Antas. E lá voltam as cumplicidades do costume. O poderio de Pinto da Costa construiu-se nestas décadas num misto de intimidação e impunidade: eles podem dizer e fazer o que querem (no rectângulo português), contando sempre com uma comunicação social reverente - o que não admira, pois já foi tornado público que pagam viagens e hotéis a comentadores afins.

Um dos bitaiteiros que mais tempo passam nos estúdios televisivos fazia ontem e anteontem vénias ao velho crocodilo, expressando-lhe «todo o respeito», enquanto zurzia sem piedade em Frederico Varandas por se ter atrevido a «iniciar uma polémica» com o papa do Apito Dourado. Isto quando a arbitragem nacional ameaça regressar aos tenebrosos anos 90 - talvez a mais vergonhosa década das competições desportivas a nível nacional. 

 

4

«A questão central no lance entre Zaidu e Pedro Gonçalves deixou de ser o possível penálti e passou a ser a de perceber se o protocolo permite que em lances de intensidade discutível possa haver intervenção. A resposta é não. By the book, essa só deve acontecer em situações em que seja cometido um erro claro e óbvio. Claro que há muitos lances subjectivos ou de intensidade que são evidentes e nesses o VAR deve actuar como já actuou. Mas o de Alvalade foi um dos tais impossíveis de carimbar.» [texto infelizmente sem ligação digital].

Palavras desassombradas de uma pena insuspeita de simpatizar com o Sporting: Duarte Gomes, em artigo publicado na edição de terça-feira do jornal A Bola. Um texto em que o ex-árbitro recomenda a divulgação das mensagens trocadas entre o árbitro e o vídeo-árbitro em lances que suscitem controvérsia. «Lá chegará o dia», assegura. Defendendo, para já, «um esclarecimento público sempre que aconteça uma situação atípica, que cause ruído e levante suspeitas». Exactamente ao contrário do que agora sucedeu, com o Conselho de Arbitragem remetido a um inaceitável silêncio.

Na mesma linha, esteve bem o Sporting ao difundir ontem um comunicado anunciando que apresentará medidas, na sede própria, para a adopção de «critérios claros e inequívocos» no âmbito da intervenção do vídeo-árbitro. Eis um: «Os diálogos entre o VAR e o árbitro, com o jogo parado, [devem ser] divulgados em directo, durante a transmissão do encontro, à semelhança do que acontece noutros desportos em que as decisões de VAR e equipas de arbitragem são transparentemente explicadas a todos os intervenientes do espectáculo e aos espectadores.»

 

5

O FC Porto - escandalosamente beneficiado nos jogos que já travou com Braga, Marítimo e Sporting - não aceitará, sou capaz de apostar. Embora seja, também ele, prejudicado nos desafios que disputa além-fronteiras. Como ontem aconteceu.

Isto não deve inibir, de forma alguma, o presidente do Sporting de lutar pelo primado da transparência. Com a certeza prévia de que, nesta matéria, qualquer graçola de Pinto da Costa constitui uma espécie de medalha. Sinal evidente de que Varandas está a incomodar um dos maiores protagonistas de atentados à verdade desportiva desde sempre cometidos no futebol português.

Sporting-FC Porto: balanço da década

2011/2012: 0-0

Treinador: Domingos Paciência

2012/2013: 0-0

Treinador: Jesualdo Ferreira

2013/2014: 1-0 (golo de Slimani)

Treinador: Leonardo Jardim

2014/2015: 1-1 (golo de Jonathan Silva)

Treinador: Marco Silva

2015/2016: 2-0 (golos de Slimani)

Treinador: Jorge Jesus

2016/2017: 2-1 (golos de Slimani e Gelson)

Treinador: Jorge Jesus

2017/2018: 0-0

Treinador: Jorge Jesus

2018/2019: 0-0

Treinador: Marcel Keizer

2019/2020: 1-2 (golo de Acuña)

Treinador: Silas

2020/2021: 2-2 (golos de Nuno Santos e Vietto)

Treinador: Rúben Amorim

 

Balanço destes clássicos disputados nas últimas dez temporadas no estádio José Alvalade para o campeonato nacional de futebol: três vitórias do Sporting, uma do FCP e seis empates.

Marcámos oito golos, sofremos cinco.

Melhor marcador: Slimani, com três.

 

...................................................

 

Por curiosidade, segue-se o quadro descritivo dos mesmos confrontos registados nas dez épocas anteriores:

 

2001/2002: 1-0 (golo de Niculae)

Treinador: Laszlo Boloni

2002/2003: 0-1

Treinador: Laszlo Boloni

2003/2004: 1-1 (golo de Pedro Barbosa)

Treinador: Fernando Santos

2004/2005: 2-0 (golos de Liedson e Carlos Martins)

Treinador: José Peseiro

2005/2006: 0-1

Treinador: Paulo Bento

2006/2007: 1-1 (golo de Djaló)

Treinador: Paulo Bento

2007/2008: 2-0 (golos de Izmailov e Vukcevic)

Treinador: Paulo Bento

2008/2009: 1-2 (golo de Moutinho)

Treinador: Paulo Bento

2009/2010: 3-0 (golos de Djaló, Izmailov e Miguel Veloso)

Treinador: Carlos Carvalhal

2010/2011: 1-1 (golo de Valdés)

Treinador: Paulo Sérgio

 

Balanço desses clássicos da penúltima década disputados no estádio José Alvalade para a Liga portuguesa: quatro vitórias do Sporting, três do FCP e três empates.

Marcámos doze golos, sofremos sete.

Melhores marcadores: Djaló e Izmailov, com dois.

Um empate improvável

Começando pelo aspecto pessoal da coisa, foram muitos kms na estrada para chegar a casa a tempo de alapar no sofá e ver o jogo, com o pressentimento que muito iria sofrer e com muita azia iria ficar. Foi assim logo no início, depois a coisa ficou risonha para ficar outra vez triste e depois foi aquela situação no final do primeiro tempo, quando já não consegui ver mais e fui a certo sítio dando tempo para ouvir o comentador anunciar o golo do empate. Mas como sabemos regressei do tal sítio sem ouvir nada, foi mais uma fantochada desta arbitragem que temos, com um lance dúbio que nunca poderia ter tido intervenção do VAR. Nem ele, nem nós, nem ninguém pode ter a certeza que a decisão do árbitro tenha sido errada. Nem a visão pela TV do árbitro lhe pode ter demonstrado a 100% que a decisão que tinha antes tomado tinha sido errada. E em igualdade no marcador e com um a mais no relvado, a vitória estava facilitada.

 

Foi mesmo mais uma fantochada. E depois foi sofrer até ao fim, numa segunda parte com muita porrada e pouco futebol, sem grande esperança de alguma coisa que não fosse mais uma derrota, até mesmo no final, de pouca coisa tivesse surgido um empate que teve tanto de improvável como de saboroso. E logo pelo "pé-frio" do plantel.

Em termos de jogo, foi uma grande primeira parte: duas equipas com diferentes argumentos a procurar a vantagem, o que se traduziu em boas jogadas, três belos golos e diversas oportunidades desperdiçadas, com Pedro Gonçalves em evidência nesse aspecto. Depois o cansaço ditou leis, saiu e entrou muita gente, o futebol foi piorando, o Porto foi jogando com o cronómetro e com a certeza que com árbitros e VARs deste tipo teria sempre as costas bem quentes, Amorim foi pondo a carne toda no assador, o molho também, Coates já atacava à maluca, e fomos recompensados num corte senhorial do Palhinha e dum belo centro do tal Pedro Gonçalves.

 

Que balanço fazer deste encontro? 

O Sporting conta com um grande treinador, conseguiu fazer este ano boas contratações e construir um plantel que conta com muito talento. Falta-lhe no entanto algumas coisas essenciais, fora e dentro do campo, para ter condições para atingir os objectivos: lutar com os dois rivais e conseguir a entrada na Champions.

Faz-me muita confusão como não existe no banco alguém mais velho, um novo Manolo Vidal, para gerir as emoções e ser o único a reagir para o árbitro, e deixar o treinador à mercê das suas emoções. E depois de Amorim, os jogadores, alguns de nervos em franja, a receber amarelos completamente escusados. Os jogadores em campo têm que jogar com o árbitro, por muito ranhoso que seja, e não contra ele, o que apenas serve para lhe aumentar a ranhosice.

Também me faz muita confusão que não exista um ponta de lança inquestionável no plantel, e que tenhamos de entrar com um extremo adaptado, e depois prosseguir com um falso ponta de lança, até finalmente entrar Sporar para enfim intervir decisivamente no lance do golo.

 

Melhor em campo do Sporting para mim foi mesmo o Pote, Pedro Rodrigues, que em três ou quatro ocasiões tentou sempre atirar para o golo, ainda que sem sorte, e que depois fez o centro decisivo. 

Quanto a João Mário, vai ter de trabalhar muito para encontrar o seu lugar, porque Palhinha e Matheus Nunes são simplesmente imprescindíveis no meio-campo e mais à frente há talento para dar e vender.

SL

Bravo, rapazes!

Pois eu gostei do que vi. Desde o primeiro ano de Jesus que não via um Sporting assim. É verdade que Jovane amua e só sabe jogar de uma maneira, que Feddal é um enterra em potência e que eu gosto mais de Neto do que ele gosta de mim, mas todos os demais têm uma vontade e são de uma entrega ao jogo que impressiona. Querem provar o que valem e mostram que valem.

Mas o bandalho de amarelo fez tudo para inquinar o jogo. O Porto marcou dois golos limpos mas usou táctica inspirado no Canelas tal como anunciavam os penteados à moda de Custoias que aqueles animas do meio-campo exibiam. Foi um arraial de cacetada sempre à vontadinha que o árbitro estava lá para fechar os olhos. E depois a roubalheira do penálti. O porco sujo descaiu-se a apitar quando viu as goelas de Pote a serem arrepanhadas pela gola, mas borrou-se logo de medo com o atrevimento. Será que vamos ter outra época à Mirko Jozic?

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