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És a nossa Fé!

O Senhor do Anel vs. a irmandade do Manel

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O Manel (Rui Manuel Costa) está eufórico. Tudo lhe corre bem.

A irmandade, o encontro de irmãos, com o senhor do Norte está a resultar.

O Tom Cruise da Damaia aparece em destaque no Record, n' O Jogo o Dustin Hoffman do Bolhão lembra-o: "Temos de manter-nos juntos" [sic].

Um é campeão masculino.

Outro é campeão feminino.

As capas dos jornais aí estão com as imagens dos campeões.

Há, no entanto, uma pequena mancha verde a emperrar a narrativa totalitária.

O Senhor do Anel ( cf. com anel NBA) é o Sporting Clube de Portugal.

Cilindrou o FC Porto, depois esmagou o SL Benfica é vencedor da Taça de Portugal,em basquetebol, pela terceira vez consecutiva.

Basta olhar para as capas dos três jornais para ver o destaque que o feito de Travante Williams e dos companheiros obteve, para constatamos o óbvio: As vitórias do Sporting são banais, as vitórias dos dois irmãos são excepcionais.

Ontem, hoje e amanhã

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Ontem, o Jornal de Notícias, preparava a coisa, o Vizela está com muitas dificuldades em arranjar onze jogadores para entrarem em campo, é um aborrecimento, provavelmente, vai acontecer o mesmo que ocorreu com o Portimonense.

Hoje, é o dia da dança (para mim 29 de Abril é sempre um dia de mudança) para O Jogo, também. Não se sentem tão confiantes como os colegas do JN, dançam de outra forma, há ali uma mudança, duas letras são suficientes para traduzir todo o medo que sentem um "s" + um "e"; "Se o FC Porto alcançar (...)"

Está tudo dito, as palavras de ontem e as de hoje traduzem muito receio dum jogo limpo e bem arbitrado com o Vizela.

O tal "se" de que O Jogo fala.

"Se" o Vizela vencer no Dragão, o FC Porto "se" calhar não "se"rá campeão.

São muitos "ses", amanhã "se"beremos.

Amanhã à noite no Dragão

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Depois duma derrota em casa marca Soares Dias - qualquer dia tem um Dragão de Ouro à sua espera - voltamos amanhã ao Dragão para tentar chegar à final do Jamor, se calhar agora com os superdragões a fazer de apanha-bolas ao jeito que foi descrito pelo Diogo Dalot e que representa bem a forma batoteira de estar no desporto do clube na era do Pinto da Costa.

O último dérbi, não tanto pelo resultado mas muito mais pela exibição, pôs à evidência a bipolaridade de muitos Sportinguistas, aqueles que já saltavam nas bancadas aos 8 minutos de jogo eram os mesmos que assobiavam e diziam do pior no final, e pelo que fui lendo e ouvindo, enquanto os benfiquistas ficaram com uma sensação agridoce, dizem que ganharam mas não a jogar à Benfica, alguns sportinguistas já acham que o Sporting só sabe jogar para trás e para os lados, Amorim tem muito que aprender e levou um banho táctico do Veríssimo. Como se para baixar linhas para proteger a óbvia falta de pernas dos dois excelentes veteranos defesas centrais, defender com 10 e contar com um super-Darwin lá na frente fosse preciso um Guardiola ou um Klopp.

O futebol do Sporting de Amorim é o mesmo desde que chegou. Foi com ele que ganhámos muita coisa em muito pouco tempo, e é com ele que ganharemos ainda mais. Construção deste trás, controlo do jogo, circulação da bola a toda a largura do campo, variações de flanco, ataque à profundidade. A questão é o momento de forma dos jogadores, e alguns parecem de facto esgotados pela exigência da campanha e pelas pancadas que vão sofrendo, com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor e com clubes que contra nós fazem o jogo da vida deles e contra os rivais baixam as calças.

Pedro Gonçalves é o caso mais flagrante desse esgotamento. Nada lhe sai bem, desde os dribles até aos remates, simplesmente não parece o mesmo jogador que ainda há poucos meses deu cabo do Dortmund.

Paulinho, a mesma coisa. Aquele jogador que não parava em campo e se constituia como um pivot ofensivo de qualidade agora parece um pinheiro plantado na área, incapaz de fugir às marcações e a falhar as poucas bolas a que consegue chegar.

Dum trio que parecia há tempos que ia dar cartas, sobra apenas Sarabia, jogador muito mais de momentos do que de rendimento contínuo. E por aqui passa muito do problema do Sporting neste momento, com Slimani em baixo pelo Ramadão e pela eliminação da Argélia do mundial, e Edwards um jogador de engate, depende da lua.

Que onze então apresentar no Dragão?

Bom, guarda-redes não há questão, é o Adán.

Na defesa/alas, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos ou Porro-Neto-Coates-Inácio-Matheus Reis?  Aqui a grande questão é a cobertura / articulação do defesa com o ala do mesmo lado. Porro-Inácio combinam muito bem, Matheus Reis-Nuno Santos também no momento ofensivo, Porro-Neto mal, quer a defender quer a atacar, Inácio-Matheus Reis assim assim. 

No meio campo, Ugarte tem que jogar, ponto. Quem fica ao lado, Palhinha ou Matheus Nunes? Porque não Palhinha com Matheus Nunes mais avançado do lado esquerdo?

No ataque, Paulinho volta a ser o pivot ofensivo ou joga Sarabia como fez em Tondela e como faz na sua selecção? E quem o acompanha?

No jogo de Alvalade o Sporting alinhou com um onze com Nuno Santos no seu melhor lugar:

Adán; Neto, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Matheus Reis;  Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

Se calhar amanhã vamos ter a repetição desse onze.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Dragão para conquistar o acesso à final da Taça no Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Que alterações para quinta-feira?

Muito já se falou no clássico de domingo em Alvalade, em que fomos derrotados.

Há que olhar em frente. O próximo desaifio não tarda: é já depois de amanhã. Iremos ao Dragão disputar a segunda mão da meia-final da Taça. Após derrota (1-2) em Alvalade.

É o momento para apelar aos leitores. Perguntando-lhes que alterações devem ser feitas no onze titular e até eventualmente no desenho táctico da nossa equipa para este jogo, que não será nada fácil. Recordo que nos últimos 15 anos o Sporting só venceu uma vez o FCP no Dragão em partidas do campeonato.

De protocolo a Porto ao colo

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Dantes só havia um Portador de Alegrias, agora existem mais dois, Sérgio Conceição e Pepe.

Ontem o português com duplo P, extravasava tanta alegria que lhe subiu à cabeça.

O mais velho distraiu-se do jogo, catrapiscava uma mademoiselle.

O furibundo manteve-se calado, interiormente, injuriava o protocolo.

O melhor é ficarmos com as palavras do nosso leitor Francisco Gonçalves:

Ontem, embora não sendo habitual, naquele horário, tive tempo para ir espreitando o jogo que opôs o clube das antas ao Olympique Lyonnais. Confesso que não sigo muito de perto o campeonato francês, não obstante, na época em curso, ter um interesse particular chamado Nuno Mendes. Sabia que o Lyon não está a fazer um grande campeonato, mas nem sequer sabia que está em 9º lugar.
Jogando em casa e sendo uma equipa auto-intitulada “de Champions” – adoro estes títulos que os fruteiros, desculpe, os tripeiros, dão à coletividade! -, as minhas suspeitas eram de que o clube das antas passeasse o seu estatuto, face a uma equipa do meio da tabela do campeonato francês. Afinal, não.

Logo, no primeiro minuto, o caceteiro-mor da nossa Liga percebeu que a testa dos rapazes que chegaram de França não é tão vulnerável como aquelas que costuma encontrar na 1ª Liga. E se o caceteiro não regressou dos balneários, após o intervalo, Lucas Paquetá regressou todo fresco e ainda a tempo de marcar o golo que decidiu o jogo. Como parênteses, espero, muito honestamente, que Pepe melhore rapidamente, porque uma coisa é desejar-lhe fracassos desportivos, outra coisa seria desejar-lhe qualquer mal físico.

O Lyon foi, sempre, muito superior ao clube das antas, o que não deixa de causar alguma perplexidade, dada a categoria do conjunto portista reconhecida por todo o conselho de Arbitragem e comentadores especialistas de arbitragem, cá do burgo.

Então, o que falhou ontem? Falhou, tão-somente, um aspeto: a equipa de arbitragem e o VAR não têm qualquer pastelaria, no Porto, nem têm qualquer talho, na zona de Braga.

O jogo protagonizado pelo clube das antas foi igual a tantos outros: Evanilson simula penálti; Taremi simula penálti; Pepê simula penálti; Diogo Costa falha duas abordagens à bola e simula ter sido carregado; Otávio distribui fruta por tudo que é adversário e discute todos os lances com o árbitro. Nada de anormal, não fora o jogo não ser da Liga portuguesa.

No banco de suplentes, a coisa foi ligeiramente diferente: não exisitiram aqueles saltos do staff dos portistas – treinador, adjuntos, diretor desportivo, médico, enfermeiro, roupeiro e jogadores suplentes -, face a decisões de arbitragem de que não gostam e que, invariavelmente, os conduz para dentro do retângulo de jogo. Também a atividade dos funcionários das empresas de publicidade foi mais comedido. Quem tem cu, tem medo e a UEFA não é, exatamente, o conselho de Disciplina cá do burgo, nem o Conselho de arbitragem.

No final do jogo, em declarações à imprensa, Sérgio Conceição foi, mais uma vez, fabuloso. Disse o cavalheiro que o protocolo diz que o VAR não deveria ter intervindo, na reversão do penálti. Pois claro que não, era o que mais faltava. Ainda, recentemente, em Moreira de Cónegos, o VAR interveio – mal, diga-se! -, para reverter um penálti contra o clube das antas e a expulsão de Uribe. Mas, aí, claro, não foi o protocolo, foi o “porto ao colo”.

comentário aqui

O Porto-Sporting

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Escrevi um postal sobre o recente Porto-Sporting. Alguns amigos (sportinguistas e lampiões) leram e responderam-me, grosso modo resmungando: "pois, lá estás tu com as tuas croniquetas, a escrever redondo mas sem falar do que realmente aconteceu" e depois lançam-se, cada um à sua maneira, a botar impropérios sobre aquelas ocorrências. Eu encolho os ombros: blogo há 18 anos, no És a Nossa Fé! há 10, já botei tudo que teria para dizer, já só ando a rapar o tacho e a requentar restos bolorentos do que me ocorreu, in illo tempore. Ainda por cima porque - como é tão visível a quem me leia - tenho uma espantosa capacidade para prever o futuro, áugure aclamado que venho sendo. E provo-os, a esses meus dotes divinatórios: no dia 27 de Abril de 2021 botei a antevisão do Porto-Sporting de 11 de Fevereiro de 2022. Está ali tudo o que agora ocorreu. E replico o texto aqui mesmo, para que todos possam apreciar e comprovar essas minhas capacidades. 

Chamei então ao texto "Rui Moreira", o qual acalenta o desejo de ser califa no lugar do califa. E agora vou-me preparar para jogo com o Manchester City: 

São 40 anos disto. O historial das influências manipuladoras dos resultados desportivos nunca será completado, muitas esquecidas na voragem dos tempos, outras silenciadas, por falta de provas e de coragens. Modo de estar amparado por acólitos que tendiam a sovar jornalistas - ainda me recordo da impunidade com que, no Aveiro de 1988, foi agredido o grande jornalista Carlos Pinhão, aos seus 64 anos. E modo de estar catapultado pela inércia judicial e pela cumplicidade política, em particular autárquica - poucos ainda se lembrarão quando o presidente da câmara Fernando Gomes, encavalitado no clube, desceu a Lisboa arvorado em ministro e com sonhos de conquistar não o Jamor mas sim São Bento. Foi-lhe breve o enleio, logo tendo regressado, capachinho entre as pernas, para a administração do F.C. Porto entre outras sinecuras. 

Neste longo consulado de "Jorge Nuno", como o saúdam os apaniguados, o hábito de atiçar jagunços para espancar jornalistas seguiu algo viçoso nas suas duas primeiras décadas. Depois feneceu, pois a sucessão de triunfos internos desestruturou clubes rivais, amainou a competição. Nesse rumo mais favorável impôs-se a procura de respeitabilidade pública. E nisso o culto da "mística" do clube foi apelando cada vez mais a uma qualquer "alma" feita de arreganho desportivo, depurando-se da imagem de corsários em abordagem: a fleuma de Robson e a sua versão lusa, por isso algo mais arisca, em Santos, Jesualdo Ferreira, e mesmo no júnior Villas-Boas, foi-se sedimentando, apesar da alguma irascibilidade bem-sucedida de Pereira ou Mourinho.

É certo que a vigência de uma placidez - democrática - nunca foi absoluta, e que a vertigem provocatória e agressiva nunca desapareceu, com a própria conivência da imprensa. Lembro-me que há alguns anos um conhecido comentador televisivo atreito ao SLB foi "abanado" num restaurante portuense por um famigerado líder de claque portista. Como tantos deixei eco disso no meu mural de FB, lamentando o facto. De imediato recebi um bem-disposto comentário desvalorizando o abanão no sexagenário mediático, algo tipo "foi coisa pouca". Respondi-lhe, indignado, "como é possível que sendo V. o nº 1 da LUSA desvalorize uma situação destas em nome do seu clubismo?". Logo o arauto me insultou e cortou a ligação-FB. Lembro este "fait divers" para sublinhar isso da vontade agressora não residir apenas nos aprendizes de proxeneta medrados na Invicta, pois sempre seguiu robusta naquele mundo de "senhores doutores".

As décadas passaram. O natural ocaso do octogenário "Jorge Nuno" é este, o que agora acontece. O controlo do jogo algo se reduziu, devido à dança de poderes nos meandros nacionais mas também à introdução de tecnologias electrónicas na arbitragem. E nisso, no envelhecimento do prócere e no crescimento do imprevisto futebolístico, voltou-se ao culto do "pancadarismo". O rufia treinador, desde ontem cognominado "Sérgio Confusão", cujo histrionismo passa incólume, afirma-se como "imagem de marca" do clube ressuscitando a velha ideia da tal "mística" corsária. O que inclui, claro, o espancamento avulso de jornalistas - agora já não por obscuros seguranças de bordéis portuenses mas por "empresários" montados em carros de estatuto, uma óbvia gentrificação da escroqueria portista.

No meio de tudo isto, antigo exaltado porta-voz televisivo das manobras clubísticas e agora eleito figura-maior dos órgãos do clube - apesar da propalada actual renitência do poder político em associar-se aos mariolas do futebol -, qual putativo Delfim, flana Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto. De (quase) tudo soube, de tudo sabe, a tudo anui. E assim ... a tudo conspurca.

Futebol ou quadrilha de meliantes?

Como gostaria que fosse o futebol?

Em primeiro lugar, que cenas como as de ontem não acontecessem nunca. Que os jogadores se limitassem a jogar futebol e que não se atirassem para o chão e tentassem enganar os árbitros, que os treinadores treinassem e que os dirigente cumprissem a sua função de representação dos associados.

Em segundo lugar, que os prevaricadores (aqueles que destroem o jogo) fossem punidos e que em relação a actividades moralmente inaceitáveis houvesse um juízo de condenação generalizado e não um sistemático movimento tribal de defesa dos nossos contra os outros.

Infelizmente, o futebol em Portugal não é significativamente diferente de outras actividades. Talvez seja pior.

Há um conluio permanente entre responsáveis políticos, judiciais, económicos e desportivos (dos maiores aos mais pequenos) e um regime de impunidade quase absoluto. Desde que comecei a ver futebol que assisto a cenas absolutamente lamentáveis e, em alguns casos (demasiados) criminosas. O mais grave, creio, é a placidez com que tanta gente convive tranquilamente com tudo. Gente, em muitos casos, que é geralmente cordata, capaz e inteligente. Isto é uma porcaria. Quem me dera nunca ter entrado num estádio de futebol.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver a nossa equipa bater-se contra doze. Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12 (!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.

 

De começar o clássico com eficácia máxima. Duas ocasiões de golo, ambas concretizadas antes do minuto 35. Em ataque rápido, muito bem organizado, com a bola de pé para pé, perante o descalabro da defensiva portista, que nos concedeu imenso espaço. Nós aproveitámos da melhor maneira. Balanço final: quatro remates, dois golos. Difícil conseguir melhor.

 

Dos nossos dois golos. Jogadas magistrais, que merecem ser revistas. O primeiro, aos 8', começa a ser construído com um magnífico passe longo de Esgaio lá atrás, junto à linha direita, cruzando para Matheus Reis no flanco oposto. O nosso ala esquerdo progride com ela e faz um cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho, que muito bem colocado, à ponta-de-lança, dispara de cabeça para o fundo das redes, inutilizando o esforço de Diogo Costa para a deter. O segundo, aos 34', merece ser inscrito em compêndios e revela como é competente o treino de Rúben Amorim nas sessões de trabalho em Alcochete: 42 segundos de puro futebol, com a bola a transitar de baliza a baliza sempre ao primeiro toque, com toda a equipa envolvida (14 toques no total). O desfecho foi assim: Matheus Nunes coloca-a em Matheus Reis (novamente ele), que a leva a sobrevoar a área portista para Sarabia, atento ao segundo poste, cruzar recuado e ali surgir Nuno Santos a encostar sem contemplações. Tudo bem feito. 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-1 em casa do adversário. E convencíamos nesta partida em que nos colocámos em vantagem logo aos 8'. Quando os jogadores se dirigiam para o balneário tinham reduzido em três pontos a diferença face à equipa anfitriã, líder do campeonato.

 

De Adán. Uma vez mais, imprescindível. Se saímos com um ponto do Dragão, neste desafio de dez contra doze, em boa parte se deve ao nosso guarda-redes. Sem responsabilidade nos golos sofridos aos 38' e 78', fez uma defesa magistral a uma cabeçada de Grujic num dos últimos lances da partida, aos 90'+10, impedindo a vitória portista que seria totalmente injusta.

 

De Matheus Reis. Elejo-o como melhor em campo. Não apenas por ter intervenção directa - e fundamental - na construção dos nossos golos, e por ter sido competentíssimo nas duas posições em que actuou (foi lateral e central). Mas sobretudo pela garra e pelo brio revelados num dos estádios mais difíceis do País, sem se deixar condicionar pelos 45 mil espectadores que puxavam pela equipa da casa, nem pelas provocações do banco adversário, nem sequer pelo tendencioso desempenho do senhor de apito que inclinou o campo. Quando foi preciso cerrar fileiras e defender em desequilíbrio de forças, ele valeu por dois.

 

De Ugarte. Amorim apostou nele como médio de contenção em vez de Palhinha, desta vez fora do onze titular. Aposta ganha: o jovem internacional uruguaio bateu-se como um verdadeiro Leão no relvado portista. Vencendo vários duelos, recuperando a bola, nunca dando um lance por perdido. Já com Palhinha em jogo, a partir do minuto 55, formou com ele uma parede eficaz contra o ímpeto ofensivo do adversário que beneficiava de vantagem numérica. Saiu só aos 90'+2, exausto, dando lugar a Tabata. Dever cumprido.

 

De Matheus Nunes. Trabalho mais discreto do luso-brasileiro, mas não menos eficaz na elaboração da teia leonina no corredor central, sobrepondo-se com frequência aos adversários directos naquela zona do terreno. Fundamental no início da construção do segundo golo, obra-prima de organização colectiva.

 

De termos disputado o 27.º jogo seguido sempre a marcar. A última partida em que ficámos em branco foi o Borussia-Sporting, para a Liga dos Campeões, em 28 de Setembro.

 

De termos anulado a vantagem do FCP. Após este 2-2, o desempate será a nosso favor em caso de igualdade pontual no fim da Liga 2021/2022. No jogo da primeira mão, a turma azul e branca foi empatar 1-1 a Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. João Pinheiro inaugurou novo método de apitar os jogos: primeiro exibe o cartão amarelo sem qualquer justificação, depois pede desculpa aos amarelados talvez para aliviar a má consciência. Teve influência directa não apenas no desfecho da partida como no caos disciplinar subsequente, num espectáculo lamentável que todo o País presenciou pelas imagens televisivas. Aos 27' mostrou amarelo a Coates na disputa de uma bola com Taremi em que o agredido foi o nosso capitão leonino, vítima de um pisão do iraniano, que escapou sem castigo. Sabendo que errara (e após pedir desculpa, sem retirar o cartão), Pinheiro volta a exibir o cartão ao uruguaio, expulsando-o aos 49'. Manifesta injustiça, delito de lesa-futebol. Viria também a amarelar Palhinha por falta inexistente, aos 71'. Se houvesse um mecanismo justo e sério de avaliação dos árbitros, este não voltava a apitar desafios da Liga principal até ao fim da época.

 

De termos jogado só com dez durante mais de metade do clássico. Devido à injustíssima expulsão de Coates, Amorim teve de organizar a equipa num 5-3-1 de emergência, fazendo sair Sarabia e reforçando o meio-campo defensivo com a inclusão de Palhinha. Aos 66', Neto substituiu Nuno Santos, regressando Matheus Reis à lateral esquerda. Do mal, o menos: deu para minimizar os estragos.

 

Do empate. Os portistas só por duas vezes conseguiram furar a nossa muralha defensiva. Infelizmente para nós, foi quanto bastou para perdermos dois pontos no Dragão. E mantermos assim a distância de seis face à turma anfitriã. Estamos agora dependentes de duas derrotas - ou de três empates - do FCP para conquistarmos o bicampeonato. Não é impossível, mas tornou-se mais difícil. E não podemos voltar a ter percalços, como aconteceu com as derrotas sofridas contra Santa Clara e Braga.

 

De não termos contado com Porro e Pedro Gonçalves. Ficaram preservados para o próximo embate do campeonato, a recepção ao Estoril. Males que vieram por bem. E há que reconhecer: Esgaio e Nuno Santos foram substitutos à altura, dando boa conta do recado.

 

De vermos mais de meia equipa excluída do próximo desafio. Coates, Tabata e Palhinha por expulsões (os médios já no sururu que se seguiu ao jogo), Esgaio por ter visto o quinto amarelo e provavelmente Nuno Santos e Matheus Reis por alegado "comportamento antidesportivo" (um disse um palavrão e outro fez um gesto obsceno, coisas jamais vistas em estádios de futebol). Pelo menos estes. Falta saber como estarão os restantes jogadores no capítulo físico. 

 

Do péssimo final do jogo. Simplesmente vergonhoso. E totalmente inaceitável, até com agressões de elementos da estrutura portista a jogadores do Sporting. O "dragão" no seu pior: merecia ser interditado se houvesse coragem para enfrentar esta gente ao nível da justiça desportiva portuguesa. Mas não há, como bem disse Frederico Varandas nas desassombradas palavras que proferiu depois do jogo, sujeitando-se ele próprio a ser agredido por aquela turba sempre impune.

A invasão do Dragão pelo macacão

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O FC Porto em comunicado oficial afirma que Pinto da Costa nunca se aproveitou da invasão de um treino.

Ai aproveitou, aproveitou.

Não só aproveitou como, provavelmente, fomentou a invasão de um treino no Dragão no início da época 2004/2005.

Cerca de 40 meliantes comandados pelo Macaco invadiram o estádio do Dragão e disseram isto aos jogadores (pág. 182 e 183):

"Quando a equipa perde toda a gente tem de ficar fodida e revoltada"

"No próximo domingo com o Guimarães, têm de ganhar, senão vai ser o caralho, alertei de forma directa e frontal'

(palavras de Fernando Madureira, o Macaco).

Pinto da Costa e as macacadas, a fama e o proveito.

Prognósticos antes do jogo

Já lhe chamaram o jogo mais decisivo para a atribuição do título de campeão nacional de futebol. Se não for decisivo, será pelo menos muito importante. 

O FC Porto-Sporting disputa-se mais logo, a partir das 20.15. Na primeira volta, a 11 de Setembro, registou-se um empate em Alvalade: 1-1. 

Há cerca de um ano, a 27 de Fevereiro, fomos ao Dragão empatar a zero. Com uma diferença substancial: dois resultados nos serviam então, mas hoje só a vitória interessa. Qualquer outro desfecho, na prática, impede-nos de sonhar ainda com o bicampeonato que temos visto fugir desde 1952.

Quais são os vossos prognósticos para este primeiro clássico de 2022?

Cara estranha, soluções

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Época 1994/1995, o Porto venceu o campeonato, o Sporting venceu a Taça de Portugal.

Na época de 2021/2022, o FC Porto, falhou a continuidade na "Champions", viu-se chutado para a Liga Europa, após esse desaire, Sérgio Conceição focou-se na Taça da Liga, disse algo do género:

- Fomos escorraçados da "Champions" mas fica prometido, toda a gente me conhece, tenho o coração ao pé da boca, o que prometo cumpro, já prometi a Pinta da Costa, este ano, oiçam bem, carago! este ano, a Taça da Liga vai para o museu do FC Porto.

Naquele ano de 1995, a Taça de Portugal, também estava prometida para o museu do Porto, foi o que se viu, o clube do calor da noite viu a chama a apagar-se com um vendaval Marítimo, Marítimo esse que seria cilindrado na final por Iordanov e mais dez.

A ausência a que me referia em ambas as fotos era a bola. Quase sempre, um dos jogadores da fila de baixo, tem uma bola junto aos pés, parecendo que não, a bola faz falta num jogo de futebol.

Ninguém acertou em todos os intervenientes nas fotos, quem são os meninos que estão à frente de Carlos Xavier e de Figo?

Mais logo, uma época diferente, um jogo diferente, também, espero que Pinheiro e Godinho não escorchem excessivamente.

Amanhã à noite no Dragão

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O tempo corre depressa, e um par de semanas depois da conquista do segundo troféu da temporada entramos amanhã na fase decisiva da mesma, com a visita ao Dragão para mais um clássico Porto-Sporting. Já tanto se falou sobre o assunto que vai ser difícil dizer algo de novo, mas de qualquer forma fica aqui a minha antevisão do encontro que verei amanhã nalgum restaurante com um belo écran que ainda vou procurar pelas bandas onde me encontro. Muito diferente do que aconteceu há três anos, em que estive no meio dos adeptos adversários para ver o Sporting perder o jogo mas salvar Acuña para a conquista da Taça logo a seguir no Jamor.

A equipa do Sporting vai entrar no Dragão sem Porro e talvez sem Pedro Gonçalves, mas com a sua coluna vertebral intacta, de Adán a Paulinho, perfeitamente capaz de conquistar os 3 pontos em disputa. Mas do outro lado vamos encontrar uma equipa moralizada e em que o empate lhe é favorável. Vai ser um jogo muito equilibrado, em que a inspiração dum ou doutro fará a diferença, e confiamos que a arbitragem seja isenta. Mas, isenta ou não, é com ela que temos de ganhar, não vale a pena pensarmos mais nisso e morrermos de véspera como o peru.

Se uma vitória do Sporting não garante nada em termos de vitória na Liga, uma derrota coloca o Porto muito perto de ser campeão este ano e o Benfica à perna pela luta do segundo lugar, que garante o acesso directo à Champions. Depois virá a meia-final da Taça também com o Porto. Quem ganhar este jogo ganhará também uma confiança acrescida para esse confronto.

 

Enfim, temos de ganhar. E para ganhar temos de defender bem e atacar com precisão. O jogo da Luz deixou algumas ideias interessantes sobre o que poderia fazer o Sporting no Dragão, mas sem Pedro Gonçalves duvido que Amorim vá por aí. Se calhar vai mais para o que aconteceu no encontro da 1.ª volta, quando vulgarizámos o Porto, que se safou da derrota apenas pelo golo excepcional do "vendido por tuta e meia porque os credores e os chulos apertavam" Luis Díaz. Pelo menos foi o que disse Miguel Sousa Tavares.

Nessa 1.ª volta o Sporting alinhou com Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Jovane, Paulinho e Nuno Santos.

Recordo-me dum jogo em que o Paulinho se encostou muito ao meio-campo deixando espaço para as diagonais de Nuno Santos. Penso que será muito por aí que o Sporting irá: ele funcionará como um terceiro médio para equilibrar a luta a meio-campo, retirando-o do radar dos defesas centrais contrários, deixando para Sarabia e Nuno Santos a despesa dos contra-ataques.

Mas poderá acontecer outra coisa e vermos um duplo-trinco com Palhinha e Ugarte para melhor controlar o jogador mais perigoso do Porto, Otávio, e termos um Matheus Nunes mais adiantado no terreno. 

 

Como temos de ganhar, aposto na primeira opção, e mudando apenas quatro nomes do onze da 1.ª volta chego rapidamente à minha previsão para amanhã. Um onze claramente mais forte do que o desse jogo:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Matheus Reis;  Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Dragão para conquistar os 3 pontos e prosseguir na corrida à liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

A democracia sportinguista, a ditadura portista

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O Jogo não tem andado a acertar com as capas.

A capa de hoje é inacreditável, "corredor direito", "ditadura espanhola" e "Jamor" numa notícia sobre futebol ou é desconhecimento histórico ou é má fé ou então é só estupidez.

Recordo que tanto Pablo Sarabia como Pedro Porro nasceram em plena democracia espanhola, o presidente e o capitão do Sporting, também.

Mais a norte é que não,  Pinto da Costa nasceu em 1937, a ditadura durou até 1974, o próprio capitão do Porto, Pepe, nasceu sob ditadura.

Portanto um recado para a malta d' O Jogo se há alguém que percebe de ditadura (e não estou a falar de ditadura política) é Pinto da Costa e os camisas azuis que o rodeiam.

É impressão minha ou o FC Porto e os acólitos estão a ficar demasiado nervosos com a aproximação do dia 11?

Uma mentira muitas vezes repetida…

... torna-se verdade, assim dizia um certo ministro da propaganda.

 

Ontem, ouvimos em diversos órgãos de comunicação social que o FCPorto, em dia de aniversário, foi goleado.

Nada a dizer sobre o goleado, porém sobre o dia de aniversário e os seus putativos 128 anos interrogo-me sobre o papel dos jornalistas que replicam tal notícia.

 

Leia-se esta notícia, a título de exemplo, do Jornal I, de ontem

e esta do jornal O Porto (jornal oficial do FCPorto), de outros tempos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do segundo empate consecutivo em cinco jornadas. Após perdermos dois pontos em Famalicão, ontem voltámos a tropeçar - desta vez em casa, frente ao FC Porto (1-1). Amealhamos 11 pontos em 15 possíveis. Sabe a pouco. Sobretudo porque já vemos o Benfica quatro pontos acima de nós.

 

Dos três golos falhados. Tivemos hipótese de vencer por 4-1 a equipa azul-e-branca. Aos 31' e aos 36', Nuno Santos - duas vezes isolado perante o guarda-redes, em lances de bola corrida - permitiu a defesa in extremis de Diogo Costa, melhor jogador em campo. Ficou a sensação, em qualquer dos casos, que o extremo leonino poderia ter conseguido melhor. Aos 74', foi Paulinho a ver um cabeceamento interceptado pelo jovem guardião portista, quase em cima da linha de baliza. Quatro oportunidades, só uma concretizada.

 

Das baixas para este jogo. Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás ficaram fora da convocatória por estarem lesionados. Ugarte, vindo de viagem à América do Sul, ficou igualmente  impedido de actuar. E Nuno Mendes, claro, ja não está em Alvalade: agora o seu lugar, no nosso onze titular, está preenchido por Vinagre. Sensação reforçada de que o nosso plantel é curto.

 

De Feddal. Exibição para esquecer. Aos 18' e aos 22', em dois momentos cruciais da primeira fase de construção de lances ofensivos, a partir do sector que lhe está confiado, o central marroquino entregou a bola de bandeja aos adversários. gerando perigo imediato. Muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

De Paulinho. Voltou a ficar em branco: até agora, em cinco jogos, só marcou um golo. Anda com uma relação cada vez mais complicada com a baliza, como ficou patente aos 58': em posição frontal, sem marcação, recebe uma bola que sobrou para ele e em vez de fuzilar as redes vira-lhes as costas e lateraliza para um parceiro em pior posição, desperdiçando um lance soberano. Aos 37, em jogada colectiva de ataque rápido, demorou tanto a soltar a bola que já o fez com os defensores portistas reposicionados. E ainda foi amarelado por protestos, aos 14', como se fosse um principiante. Atravessa claramente uma crise de confiança. O problema é que corre o risco de ir contagiando toda a equipa.

 

De Matheus Reis. Rúben Amorim deu-lhe outra oportunidade, fazendo-o entrar aos 70' para substituir Feddal. Falhou passes, desposicionou-se, cruzou sem nexo. Parece não ter qualidade para integrar o plantel leonino.

 

De Nuno Almeida. Para os grandes jogos deviam ser convocados os melhores árbitros. Infelizmente, não é este o entendimento da Liga Portugal, que destacou para este clássico um dos piores. Nuno Almeida ia apostado em assumir pela negativa o protagonismo nesta partida. Aos 4', já tinha exibido três cartões amarelos. Quando apitou para o intervalo, já ia em sete (quatro para jogadores do Sporting, três do FCP). O jogo terminou com 12 amarelos e um vermelho (expulsão do portista Toni Martínez, aos 87'). Provavelmente um dos jogos com mais exibições de cartões de que há memória nos últimos anos em Portugal. O senhor Almeida não deve ter acompanhado as actuações dos árbitros europeus no recente Europeu de futebol. Apitavam o menos possível, interrompiam os jogos só em situações indiscutíveis e nunca banalizavam a amostragem de cartões. Ao contrário do que sucedeu neste Sporting-FC Porto.

 

Do golo sofrido. Luis Díaz movimentou-se como quis no nosso corredor direito e rematou cruzado, em arco, sem hipótese de defesa para Adán. Golo de belo efeito que poderia ter sido evitado pelo nosso bloco defensivo. Estava decorrido o minuto 71: o FCP empatava, conquistando um ponto em Alvalade, na única oportunidade de que dispôs no clássico.

 

Do acidente ocorrido no topo sul, agora quase sem público. Um adepto caiu da bancada, ao que parece quando festejava o nosso golo. Queda aparatosa, que fez temer o pior. Prontamente assistido, e conduzido ao hospital, verificou-se que tem uma perna fracturada. Do mal, o menos.

 

Da tradição que persiste. Há cinco anos - desde a época 2016/2017 - que não conseguimos vencer o FC Porto no nosso estádio.

 

 

Gostei

 

De Porro. Melhor sportinguista em campo. Reconquistou a titularidade com todo o mérito. O domínio claro do Sporting durante quase toda a primeira parte deve-se em grande parte a ele: imperou sem discussão no seu corredor, tanto na manobra ofensiva como na segurança defensiva. Venceu sucessivos confrontos individuais, recuperou bolas e cruzou com qualidade. Um desses centros resultou em assistência para o nosso golo. 

 

De Nuno Santos. Muito dinâmico, acelerando o jogo, criando desequilíbrios, fez a diferença no último terço do campo e no primeiro terço da partida. Momento culminante: o golo que marcou aos 16', correspondendo da melhor forma a um soberbo cruzamento de Porro. Dispôs de duas outras oportunidades flagrantes, sem concretizar. Esteve a centímetros de uma exibição de sonho. Mesmo assim, foi muito positiva. Tomou conta de toda a nossa ala esquerda nos dez minutos finais.

 

De Coates. Tem andado com problemas físicos, mas ninguém diria. Outra grande actuação do nosso capitão, com cortes impecáveis aos 12', 45'+3 e 67'. Pautando o jogo e conferindo-lhe equilíbrio a partir do eixo da defesa da forma quase irrepreensível.

 

Da estreia de Sarabia. O internacional espanhol, recém-chegado por empréstimo, foi brindado com entusiástica ovação ao entrar em campo, aos 61', rendendo um apagado Jovane. Mal teve tempo para treinar com a equipa, portanto dificilmente poderia mostrar tudo quanto vale nesta sua primeira exibição de verde-e-branco. Mas revelou apontamentos que confirmam a sua classe.

 

De voltar a ver um clássico com público em Alvalade. A sociedade vai-se libertando do espartilho da pandemia - e o mesmo vai sucedendo nos estádios de futebol, medida que só peca por tardia. Ontem houve 18.727 adeptos nas bancadas.

 

De termos cumprido mais um jogo sem perder em casa. Há 27 desafios consecutivos para o campeonato que não sofremos derrotas no nosso estádio.

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