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És a nossa Fé!

Uma mentira muitas vezes repetida…

... torna-se verdade, assim dizia um certo ministro da propaganda.

 

Ontem, ouvimos em diversos órgãos de comunicação social que o FCPorto, em dia de aniversário, foi goleado.

Nada a dizer sobre o goleado, porém sobre o dia de aniversário e os seus putativos 128 anos interrogo-me sobre o papel dos jornalistas que replicam tal notícia.

 

Leia-se esta notícia, a título de exemplo, do Jornal I, de ontem

e esta do jornal O Porto (jornal oficial do FCPorto), de outros tempos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do segundo empate consecutivo em cinco jornadas. Após perdermos dois pontos em Famalicão, ontem voltámos a tropeçar - desta vez em casa, frente ao FC Porto (1-1). Amealhamos 11 pontos em 15 possíveis. Sabe a pouco. Sobretudo porque já vemos o Benfica quatro pontos acima de nós.

 

Dos três golos falhados. Tivemos hipótese de vencer por 4-1 a equipa azul-e-branca. Aos 31' e aos 36', Nuno Santos - duas vezes isolado perante o guarda-redes, em lances de bola corrida - permitiu a defesa in extremis de Diogo Costa, melhor jogador em campo. Ficou a sensação, em qualquer dos casos, que o extremo leonino poderia ter conseguido melhor. Aos 74', foi Paulinho a ver um cabeceamento interceptado pelo jovem guardião portista, quase em cima da linha de baliza. Quatro oportunidades, só uma concretizada.

 

Das baixas para este jogo. Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás ficaram fora da convocatória por estarem lesionados. Ugarte, vindo de viagem à América do Sul, ficou igualmente  impedido de actuar. E Nuno Mendes, claro, ja não está em Alvalade: agora o seu lugar, no nosso onze titular, está preenchido por Vinagre. Sensação reforçada de que o nosso plantel é curto.

 

De Feddal. Exibição para esquecer. Aos 18' e aos 22', em dois momentos cruciais da primeira fase de construção de lances ofensivos, a partir do sector que lhe está confiado, o central marroquino entregou a bola de bandeja aos adversários. gerando perigo imediato. Muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

De Paulinho. Voltou a ficar em branco: até agora, em cinco jogos, só marcou um golo. Anda com uma relação cada vez mais complicada com a baliza, como ficou patente aos 58': em posição frontal, sem marcação, recebe uma bola que sobrou para ele e em vez de fuzilar as redes vira-lhes as costas e lateraliza para um parceiro em pior posição, desperdiçando um lance soberano. Aos 37, em jogada colectiva de ataque rápido, demorou tanto a soltar a bola que já o fez com os defensores portistas reposicionados. E ainda foi amarelado por protestos, aos 14', como se fosse um principiante. Atravessa claramente uma crise de confiança. O problema é que corre o risco de ir contagiando toda a equipa.

 

De Matheus Reis. Rúben Amorim deu-lhe outra oportunidade, fazendo-o entrar aos 70' para substituir Feddal. Falhou passes, desposicionou-se, cruzou sem nexo. Parece não ter qualidade para integrar o plantel leonino.

 

De Nuno Almeida. Para os grandes jogos deviam ser convocados os melhores árbitros. Infelizmente, não é este o entendimento da Liga Portugal, que destacou para este clássico um dos piores. Nuno Almeida ia apostado em assumir pela negativa o protagonismo nesta partida. Aos 4', já tinha exibido três cartões amarelos. Quando apitou para o intervalo, já ia em sete (quatro para jogadores do Sporting, três do FCP). O jogo terminou com 12 amarelos e um vermelho (expulsão do portista Toni Martínez, aos 87'). Provavelmente um dos jogos com mais exibições de cartões de que há memória nos últimos anos em Portugal. O senhor Almeida não deve ter acompanhado as actuações dos árbitros europeus no recente Europeu de futebol. Apitavam o menos possível, interrompiam os jogos só em situações indiscutíveis e nunca banalizavam a amostragem de cartões. Ao contrário do que sucedeu neste Sporting-FC Porto.

 

Do golo sofrido. Luis Díaz movimentou-se como quis no nosso corredor direito e rematou cruzado, em arco, sem hipótese de defesa para Adán. Golo de belo efeito que poderia ter sido evitado pelo nosso bloco defensivo. Estava decorrido o minuto 71: o FCP empatava, conquistando um ponto em Alvalade, na única oportunidade de que dispôs no clássico.

 

Do acidente ocorrido no topo sul, agora quase sem público. Um adepto caiu da bancada, ao que parece quando festejava o nosso golo. Queda aparatosa, que fez temer o pior. Prontamente assistido, e conduzido ao hospital, verificou-se que tem uma perna fracturada. Do mal, o menos.

 

Da tradição que persiste. Há cinco anos - desde a época 2016/2017 - que não conseguimos vencer o FC Porto no nosso estádio.

 

 

Gostei

 

De Porro. Melhor sportinguista em campo. Reconquistou a titularidade com todo o mérito. O domínio claro do Sporting durante quase toda a primeira parte deve-se em grande parte a ele: imperou sem discussão no seu corredor, tanto na manobra ofensiva como na segurança defensiva. Venceu sucessivos confrontos individuais, recuperou bolas e cruzou com qualidade. Um desses centros resultou em assistência para o nosso golo. 

 

De Nuno Santos. Muito dinâmico, acelerando o jogo, criando desequilíbrios, fez a diferença no último terço do campo e no primeiro terço da partida. Momento culminante: o golo que marcou aos 16', correspondendo da melhor forma a um soberbo cruzamento de Porro. Dispôs de duas outras oportunidades flagrantes, sem concretizar. Esteve a centímetros de uma exibição de sonho. Mesmo assim, foi muito positiva. Tomou conta de toda a nossa ala esquerda nos dez minutos finais.

 

De Coates. Tem andado com problemas físicos, mas ninguém diria. Outra grande actuação do nosso capitão, com cortes impecáveis aos 12', 45'+3 e 67'. Pautando o jogo e conferindo-lhe equilíbrio a partir do eixo da defesa da forma quase irrepreensível.

 

Da estreia de Sarabia. O internacional espanhol, recém-chegado por empréstimo, foi brindado com entusiástica ovação ao entrar em campo, aos 61', rendendo um apagado Jovane. Mal teve tempo para treinar com a equipa, portanto dificilmente poderia mostrar tudo quanto vale nesta sua primeira exibição de verde-e-branco. Mas revelou apontamentos que confirmam a sua classe.

 

De voltar a ver um clássico com público em Alvalade. A sociedade vai-se libertando do espartilho da pandemia - e o mesmo vai sucedendo nos estádios de futebol, medida que só peca por tardia. Ontem houve 18.727 adeptos nas bancadas.

 

De termos cumprido mais um jogo sem perder em casa. Há 27 desafios consecutivos para o campeonato que não sofremos derrotas no nosso estádio.

Prognósticos antes do jogo

Venho lançar-vos um repto: qual será o resultado do Sporting-FC Porto de amanhã, com início previsto para as 20.30?

E quem marcará os nossos golos, caso existam, no relvado do estádio José Alvalade?

Só para lembrar: há um ano registou-se um empate 2-2. Com golos de Nuno Santos e Vietto, enquanto Pedro Gonçalves se revelava o melhor em campo. Fico à espera que antecipem o que irá acontecer agora.

Parabéns, aos nossos amigos portistas…

… hoje o seu clube celebra o 115.º aniversário, alguns de vós dirão que não – querendo reescrever a história. Mas a história é o que é, e para assinalar esta data dedico-vos um artigo evocativo desta efeméride, publicado no jornal do vosso clube, no n.º 493, de 14 de Agosto de 1963.

 

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Se me permitem, transcrevo:

«No 57.º aniversário do F. C. Porto.

Por volta do ano de 1905, José Monteiro da Costa empreende uma viagem ao estrangeiro e regressa entusiasmado com um novo jogo, o jogo da bola. Comunica o seu entusiasmo aos seus amigos que se reuniam no Grupo do Destino, a que também pertenceu o saudoso José Bacelar. É através do carinho que José Bacelar votava às suas recordações e, muito especialmente, a tudo o se relacionava com o SEU F. C. Porto, o nosso [deles] Clube pode orgulhar-se de possuir, entre tantas autênticas preciosidades, que lhe legou a inultrapassável dedicação clubística de José Bacelar, uma flor de papel que esteve presente num dos jantares do Grupo do Destino.

Do entusiasmo de Monteiro da Costa pelo novo jogo da bola e do Grupo do Destino, nasceu a 2 de Agosto de 1906, o Futebol Clube do Porto. É oportuno, por isso, quando se comemora o 57.º aniversário do nosso [deles, obviamente] grande Cube, recordar e homenagear José Monteiro da Costa, o primeiro Presidente do F. C. Porto, e o Grupo do Destino, e todos os seu componentes, entre eles José Bacelar, grande figura do nosso [deles, repito] querido Clube, pois a todos se ficou a dever a criação do F. C. Porto.

E quando hoje, a cinquenta e sete anos de distância, se evoca essa data festiva de 2 de Agosto de 1906, e se tem presente essa pequena flor de papel do Grupo do Destino, legada ao nosso clube por José Bacelar, que é um verdadeiro símbolo da fundação do F. C. Porto, e quando se tem memória o grandioso aspecto da actual Sala de Troféus, onde se arquivam os testemunhos de tantas vitórias do F. C. Porto em todos os ramos do Desporto, bem se pode concluir que essa pequena flor do Grupo do Destino, apesar de ser de papel, floresceu em centenas de taças, salvas e troféus que são a medida da grandeza do Futebol Clube do Porto de hoje!

 

RAÚL CASTRO»

Se o Sporting ganhar ninguém fica chateado

Foi o que disse Sérgio Conceição. É mesmo disso que se trata: para quê ficar chateado quando se perde contra um grande clube como o Sporting Clube de Portugal? Até porque, para ele, já é um hábito, um bom hábito.

Não vale a pena mesmo chatear-se.

 

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Nos últimos tempos foram:

1. 2014/2015:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Braga 2 (resolvido nas penalidades) com Sérgio Conceição do outro lado

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2. 2017/2018:

Taça da Liga, Sporting 0 - Porto 0 (resolvido nas penalidades) na meia-final, com Sérgio Conceição do outro lado

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3. 2018/2019:

Taça da Liga, Sporting 1 - Porto 1 (resolvido nas penalidades), com Sérgio Conceição do outro lado

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4. 2018/2019:

Taça de Portugal, Sporting 2 - Porto 2 (resolvido nas penalidades), com Sérgio Conceição do outro lado

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5. 2020/2021:

Taça da Liga, com Sporting 2 - Porto 1 na meia-final, com Sérgio Conceição do outro lado

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6. 2020/2021:

Campeão Nacional com 5 pontos de vantagem, depois de dois empates nos clássicos, ainda com Sérgio Conceição do outro lado

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Foi realmente com a maior preocupação que vi as notícias que o nosso (há quem diga que é do Sporting) Sérgio Conceição ia trocar o doce futebol português onde pode fazer o que quer e o que lhe apetece por um sonho italiano onde ia ser frequentemente ser posto ao ridículo e pagar bom preço pelas atitudes que toma.

Por isso esteve muito bem Pinto da Costa em renovar-lhe o contrato e dar-lhe carta azul para varrer lá do clube quem lhe morde os calcanhares. O Sérgio não pode sair para Itália de maneira nenhuma, está muito bem no futebol português, há muitos lances para o fazer berrar, muitos árbitros para pressionar, muitos ex-jogadores para penáltis e autogolos, e muitas taças e campeonatos com o Sporting para perder. E não ficar chateado.

 

#NãoHá6Sem7

 

PS: São tantos os penáltis durante a época que nem se lembra de os treinar para os clássicos com o Sporting? Ou são apenas os nervos do chefe a vir ao de cima no momento crítico?

SL

Se for tudo NORMAL, o Porto é campeão (cont)

Parece realmente que anda por aqui alguma ANORMALIDADE, uma ANORMALIDADE fruto dum treinador arruaceiro e  descontrolado, dum presidente a dar o canto do cisne que não consegue o que dantes conseguia, e dum Sporting que ocupou o lugar que há muito também não conseguia.

ANORMAL é mesmo um VAR anular um golo ao Porto a cair o pano, já não é tanto ANORMAL o labrego treinador do Porto ser expulso,  ANORMAL será mesmo isso ter alguma consequência.

SL

 

Se for tudo NORMAL, o Porto é campeão

Foi o que disse Pinto da Costa, e foi o que Soares Dias foi fazer para Braga, impor a NORMALIDADE. Como já tinha feito como VAR em Famalicão.

E conseguiu expulsar o Gonçalo Inácio à 2ª falta, para além de ter posto o Adán e o TT fora do próximo jogo. Quantas vezes já tinhamos visto este filme ? Foram anos a fio, que nos custaram vitórias e títulos.

Foi a tal NORMALIDADE de que falava quem sabe, quem cozinhou estas coisas anos a fio, quem passou por apitos dourados sem problemas de maior. A NORMALIDADE do cozinheiro que escolhe bem os ingredientes, e deixa a comida no lume a apurar em lume brando.

O problema foi Matheus Nunes, o ANORMAL que a meteu lá dentro. E o Coates o GRANDE, o ENORME CAPITÃO.

E todos os outros.

E pode ter a certeza que esta brilhante equipa do Sporting continuará a procurar a ANORMALIDADE,  a felicidade contra TUDO e contra TODOS.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O campeão dos penáltis

Sérgio Conceição, qual Calimero, veio queixar-se da arbitragem no último jogo da sua equipa, em que o FC Porto venceu tangencialmente o V. Guimarães no Dragão (1-0).

É preciso ter lata. 

Basta repararmos qual tem sido a equipa que nesta Liga 2020/2021 mais tem sido beneficiada com penáltis.

Para quem não saiba, fica a lista das 58 grandes penalidades já assinaladas - com liderança isoladíssima (aqui sim) da equipa portista. Cada um tire as suas conclusões.

 

FC Porto - 9

Santa Clara - 6

Gil Vicente - 5

Sporting - 5

Farense - 4

Paços de Ferreira - 4

Famalicão - 3

Moreirense - 3

Rio Ave - 3

V. Guimarães - 3

Belenenses SAD - 2

Boavista - 2

Braga - 2

Marítimo - 2

Portimonense - 2

Tondela - 2

Benfica - 1 

Vergonha em Portimão

Todos viram a vergonha que se passou em Portimão. Insultos, dois treinadores pegados, os jogadores a abandonarem o campo e a correr para o túnel para defenderem o seu "chefe de fila" e uma "barata tonta" de um árbitro a pedir aos jogadores para regressarem ao campo. Tudo isto foi visto por aqueles que acompanhavam o jogo pela Sport TV.

Há uma personagem (delegado da Liga) nos jogos da Liga que tem como responsabilidade:

  • - Facilitar as relações entre os diversos agentes que interagem na organização do jogo: diretor de campo, diretor de segurança, comandante das forças de segurança, equipas, equipa de arbitragem, brigada antidopagem, comunicação social, entre outros;
  • Garantir as condições legais e exigidas por regulamento para a realização do jogo;
  • - Dirigir a reunião preparatória de jogo;
  • - Reportar à Liga toda a informação prevista e relevante, juntamente com a demais documentação do jogo.

Esperemos então com muita atenção o que o sr Delegado da Liga "irá reportar à Liga aquilo que toda a gente viu, e que foi... uma VERGONHA.

A sair do armário

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Considero que aos 56 anos chegou o momento de me libertar, de me assumir tal qual sou, de finalmente ter a coragem de "sair do armário". Até hoje sempre proclamei, em público mas também, e quantas vezes, apenas para mim próprio, face ao ecrã feito espelho, que quando o F. C. Porto joga sempre torço para que perca. Seja contra qualquer clube, nacional ou estrangeiro. Excepto, claro, se o seu adversário for o inominável SLB. Minha posição oficial, minha página de missal, minha pessoa e "persona" para todos, para mim mesmo. Sempre negando quem isso pusesse em dúvida, sempre ripostando ferino a quem me criticasse a postura. 

Ontem mais uma vez isso vivi. Contra a bela "velha Senhora", do nosso amado Cristiano Ronaldo, surgiu o tétrico Porto, sob uma presidência que há 40 anos manipula o futebol nacional - e com tantos danos para o Sporting mas também com custos para a cultura nacional, na perversão desse culto do "vale tudo". Com um arrogante e ríspido treinador, irritante de soberba azeda. Com um feixe de jogadores medianos e de irascível comportamento, como o patético filho-família dos escarros, ou  o ressabiado Sérgio Oliveira do tão recente mau fígado naquilo da invectiva ao "empate com sabor a Champions" aos nossos jogadores. Que fossem eliminados, e que levassem 5 ou  6 se possível, foi o meu sincero desejo e prognóstico. Com um tricórnio do nosso CR7, para ser ainda mais saboroso.

E depois, neste camarote sofá, lá me encontrei a exclamar, veemente, "penálti!!!" quando o nosso desperdício Demiral abalroou aquele qualquer sempre-aldrabão avançado andrade. E cuspindo impropérios ao árbitro e sua ascendência, holandeses claro (dessa gente sempre ressentida após a Batalha de Nuremberga), quando expulsou o tipo do Irão, "que nunca o faria se fosse um Chiesa ou outro assim". Para culminar no esganiçado e bem audível "Gooooolo!!!!" aquando daquilo do chuto do Sérgio Oliveira - sim, esse mesmo, o pateta do "empate com saber a Champions". E, já em pé, para a frente e para trás, cigarro trémulo, nos  últimos segundos, clamando "gatuno, está na hora", diante do olhar espantado da companhia teleespectadora, ouvindo resmungos "f...-se, saíste-nos um nacionalista...". "Não, é por causa dos pontos do ranking de clubes", ainda me tentei justificar, manter a pose. Mas não, tenho que me assumir tal qual vou sendo.

Enfim, ainda que esta Juventus não seja áurea, grande jogo, grande Porto o de ontem. E, já agora, e porque em momento de difíceis confissões: fabuloso Pepe, aos 38 anos ainda por cima. Se já fora o melhor jogador do (nosso) campeonato europeu de 2016, se tem sido a base das excelentes campanhas da selecção, agora ainda mais brilha neste seu nada ocaso. É o melhor central da história do futebol português. Mesmo melhor do que ... Humberto Coelho.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do resultado que trouxemos do Dragão. Neste clássico, correspondente à 21.ª jornada da Liga 2020/2021, dois objectivos nos serviam: a vitória ou o empate. Prevaleceu o segundo (0-0), confirmando que os portistas são incapazes de nos vencer esta época: em três confrontos, perderam um e empataram nos restantes. Ao contrário do que sucedeu na temporada anterior. Mantemos os dez pontos de vantagem em relação ao FCP, ainda segundo. Estamos a dez triunfos de nos sagrarmos campeões nacionais de futebol. Nota a reter: não empatávamos neste estádio desde 2008/2009.

 

De Rúben Amorim. O treinador leonino montou uma estratégia para este clássico que resultou em pleno. Concedeu iniciativa ao adversário, tapando-lhe todos os acessos à nossa baliza. A espaços, alterou o habitual dispositivo táctico da equipa, fazendo o Sporting alinhar num 5-4-1 (fazendo recuar Nuno Santos e Pedro Gonçalves como reforços para o meio-campo) e anulando espaços entre linhas para os mais criativos do FCP, como Otávio e Corona. Sérgio Conceição só pode estar satisfeito com o empate. Até porque, em termos tácticos, saiu derrotado do Dragão. 

 

De Coates. Elejo o nosso capitão como o melhor em campo. Ele merece. A primeira acção digna de nota do onze visitante foi protagonizada por ele, com um desarme impecável a Marega, logo aos 4'. Antecipando, de algum modo, o que viria a ser este clássico. O internacional uruguaio é a imagem perfeita da serenidade. Lidera com extrema competência o nosso bloco defensivo, que em 21 jogos só sofreu dez golos e em 13 desafios, incluindo neste, não sofreu nenhum - melhor marca de sempre do futebol leonino. Voltou a revelar eficácia máxima neste confronto. Merece ser distinguido antes de qualquer outro.

 

De Feddal. O central marroquino, que tantas críticas injustas recebeu de alguns "verdadeiros adeptos" no início da temporada, tem-se revelado o complemento perfeito de Coates: até parece que jogam juntos há longos anos. Esta parceria voltou a funcionar na perfeição, para desespero dos portistas, incapazes de penetrar naquela muralha defensiva. O marroquino, além da exemplar disciplina posicional, tem ainda o mérito de tentar uma vez e outra o passe longo, para as costas da defesa adversária, solicitando os colegas lá mais na frente.

 

De Adán. Continua a ser um baluarte da nossa equipa: transmite segurança, evidencia personalidade, intimida os avançados contrários. Fundamental, neste jogo, a travar o mais perigoso ataque do FCP, desviando para canto um remate de Manafá aos 27' que levava selo de golo. Saiu muito bem dos postes aos 30' e aos 82'. E neutralizou um cabeceamento de Taremi, aos 89'. Merece destaque, para não variar.

 

De João Mário. Actuou como verdadeiro campeão europeu, cumprindo a missão que Amorim lhe transmitiu: arrefecer o caudal ofensivo adversário, temporizar o jogo, segurar a bola, passá-la com segurança. Missão fundamental, nem sempre compreendida pelos adeptos (os mesmos que tantas vezes assobiaram Nani no nosso estádio). O internacional formado em Alcochete revela sobriedade e maturidade, atributos fundamentais numa equipa muito jovem. Substituído aos 86' por Jovane: saiu de campo seguramente com a noção do dever cumprido. Foi um dos elementos mais em foco neste clássico.

 

De Palhinha. Amorim fez muito bem em exigir à SAD a manutenção deste jogador, que já conhecia bem de Braga: o nosso médio defensivo titular voltou a ser fundamental num confronto com os portistas. Impecável sentido posicional, em complemento perfeito com João Mário. Fundamental nas recuperações, mesmo tendo errado alguns passes. E praticamente sem necessidade de recorrer a faltas: cometeu apenas duas neste jogo. 

 

Da entrada de Matheus Nunes. De todos os jovens que vêm actuando neste Sporting 2020/2021 o que mais tem evoluído é o luso-brasileiro que em boa hora fomos buscar ao Estoril. Ontem entrou aos 64', para render Nuno Santos, e logo se fez notar com diversos movimentos de ruptura. Aos 73' protagonizou a melhor oportunidade de golo de todo o encontro, ao conduzir a bola durante cerca de 40 metros na ala direita deixando vários opositores para trás: faltou-lhe apenas pontaria certeira no momento do remate. Voltou a causar desequilíbrios aos 78' e aos 79', revelando enorme capacidade de progressão com bola e confirmando que nunca se esconde nos grandes jogos. Merece ser titular.

 

Do árbitro. Antes do jogo, lancei aqui um alerta contra João Pinheiro - responsável por anteriores arbitragens ardilosas em prejuízo do Sporting. Tenho de reconhecer, no entanto, que o árbitro se mostrou à altura da importância deste jogo: não cometeu nenhum erro digno de nota, não inclinou o campo, não teve influência no resultado.

 

Deste obstáculo felizmente superado. O FCP-Sporting de ontem era um dos três jogos à partida mais difíceis que tínhamos nesta segunda metade do campeonato. Talvez fosse até o mais complicado. Faltam o Braga-Sporting e o Benfica-Sporting. O caminho rumo ao título tornou-se menos árduo. E continuamos sem perder com os três principais rivais, o que é uma excelente notícia.

 

Que o Sporting continue invicto. Nenhuma derrota até ao momento no campeonato. Temos agora 55 pontos amealhados, o que nos garante desde já um "lugar europeu". 

 

Do caminho percorrido. Desde a já longínqua época 1981/1982 (em que fomos campeões nacionais, com o fabuloso tridente ofensivo Jordão-Manuel Fernandes-Oliveira) não estávamos há 21 jogos sem perder no campeonato. Parabéns aos jogadores, parabéns ao treinador.

 

 

Não gostei
 

 

Da ausência de Paulinho. Lesionado num treino antes do jogo anterior a este, o reforço recentemente contratado ao Braga continua fora das opções de Amorim. Viajamos ao Dragão sem nenhum ponta-de-lança de raiz: Tiago Tomás foi o elemento mais adiantado no terreno, mas não tem características de avançado posicional. O que mais valoriza este nosso resultado.

 

De Pedro Gonçalves. Sinal menos para o nosso médio criativo, que passou praticamente ao lado do jogo. Anulado pelas marcações cerradas, perdeu muitos passes, atrapalhou-se com a bola, acusou algum excesso de individualismo. Aos 14', em zona frontal, decidiu muito mal, rematando para muito longe da baliza. Redimiu-se em algumas acções defensivas, mas não o suficiente para merecer nota positiva. Esperávamos muito mais dele.

 

Da primeira parte. Jogo mastigado e monótono, que não evoluía do meio-campo, sempre com a baliza muito longe. Felizmente houve um pouco mais de emoção nos 45' finais.

 

Da ausência de golos. Futebol sem eles sabe sempre a pouco. Em 21 desafios da Liga 2020/2021, este foi o primeiro em que ficámos em branco. 

 

De ausência de público. É confrangedor olhar para as bancadas dos nossos estádios e continuar a vê-las vazias. Há quase um ano que é assim. Até quando?

Toma lá mais um penálti, Sérgio

Numa competição muito particular, que domina com larga vantagem, o FC Porto promete ser campeão este ano: nos penáltis que vai tendo a seu favor.

Ontem caiu-lhe mais um no colo, com precisão horária, ao cair do minuto 90: só assim a turma treinada por Sérgio Conceição conseguiu desatar o empate (1-1) que persistia em casa do Marítimo, último classificado da Liga 2020/2021.

Por mera coincidência, a falta grosseira na grande área maritimista que gerou o castigo máximo foi cometida por Rúben Macedo. Um jogador que fez toda a sua formação no FCP.

 

Basta comparar: a equipa portista beneficiou de 12 grandes penalidades em 20 jornadas. O dobro da que segue em segundo lugar nesta tabela estatística.

Caso para emoldurarem este "troféu". E para o colocarem em lugar de destaque lá no museu do Dragão. Talvez assim ponham fim à lamúria: já ninguém aguenta ouvi-los chorar contra os árbitros que os "prejudicam".

 

ADENDA: Ontem, aos 17', Corona foi poupado a um cartão amarelo - que seria o quinto e o impediria de defrontar o Sporting no Dragão. Aos 33', Manafá comete clara agressão, que fica impune: o vermelho manteve-se bem guardado no bolso do benevolente árbitro Vítor Ferreira.

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting esta noite, no estádio municipal de Leiria: eliminámos o FC Porto na meia-final da Taça da Liga e disputaremos a final no próximo domingo contra Benfica ou Braga. Foi um triunfo sofrido, esforçado, mas que revelou o melhor da dinâmica leonina e da entreajuda de uma equipa que sabe funcionar em bloco, fazendo das fraquezas força quando é necessário. Mesmo a perder por 0-1, após uma rosca bem sucedida de Marega que traiu Adán aos 80', soubemos ir para cima deles e acreditar até ao fim. Tornando ainda mais saborosa a vitória, conseguida com dois extraordinários golos de Jovane em oito minutos: o primeiro aos 86', com um remate colocadíssimo, em arco, que sobrevoou toda a defesa adversária; o segundo aos 90'+4, coroando um rápido contra-ataque lançado por Coates e prosseguido com assistência de Pedro Gonçalves, a escassos segundos do apito final, fixando o resultado. Desta vez não houve necessidade de apurar o finalista por grandes penalidades. E ultrapássamos um mini-ciclo de dois jogos sem ganhar (derrota contra o Marítimo, na Madeira, para a Taça de Portugal e empate em casa com o Rio Ave para o campeonato).

 

Gostei das substituições feitas por Rúben Amorim, insatisfeito com o ritmo do nosso jogo - e sobretudo com a nossa incapacidade de ganhar bolas divididas a meio-campo. O treinador acertou nas alterações produzidas, confiando nos jogadores vindos do banco e no brilho da sua estrelinha da sorte, que voltou a funcionar. Matheus Nunes (que entrou aos 69', substituindo João Mário) trouxe adrenalina e velocidade à nossa zona intermédia, impondo-lhe dinâmica ofensiva. Jovane (que entrou aos 78', para o lugar de Tiago Tomás) trouxe golo, bisando contra o FCP neste clássico em que se estreia como goleador e se sagra como figura da partida. Daniel Bragança (que entrou aos 85', rendendo um fatigado Palhinha) veio reforçar a qualidade técnica no corredor central e Plata (que entrou aos 85', substituindo Antunes) causou desequilíbrios lá na frente, sacando um livre muito perigoso aos 90'+2. Também gostei da eficácia que revelámos: em três ocasiões de golo, aproveitámos duas. Quantas vezes podemos gabar-nos disto?

 

Gostei pouco de algumas exibições da nossa equipa. Sobretudo de João Mário, que voltou a pecar por falta de intensidade. O campeão europeu perdeu quase todos os duelos individuais: muito passivo, foi incapaz de dar verticalidade ao jogo leonino. Também Antunes, que desta vez alinhou a titular, ficou muito aquém daquilo que o Sporting necessita no corredor esquerdo: parece muito mais um lateral à moda antiga, especializado em anular o jogo adversário, do que o ala dinâmico exigido pelo sistema táctico de Amorim. Incompreensível a incapacidade que revelou em dominar bolas que lhe iam chegando ou de fazer um cruzamento bem medido.

 

Não gostei das ausências de quatro jogadores nossos por Covid-19: Neto, Nuno Mendes, Sporar e Tabata. E ainda gostei menos que dois deles - Nuno e o esloveno - tenham continuado sem ir a jogo mesmo após o laboratório de análises ter admitido um lapso nos testes efectuados e logo desmentidos por dois outros, que se revelaram negativos. Estranho lapso que merece ser investigado até à exaustão, até porque o director-geral da Unilabs é um fervoroso adepto portista. Incompreensível, a decisão tomada pela Direcção-Geral de Saúde de proibir quase à última hora aqueles dois jogadores de disputarem esta meia-final apesar de não haver qualquer indício de que estejam infectados. Cedendo aparentemente à chantagem do FC Porto, que fez birra ao ponto de ameaçar não entrar em campo. Como se fosse Dono Disto Tudo.

 

Não gostei nada da falta de fair play revelada por Sérgio Conceição, confirmando que continua sem saber perder. Em vez de dar os parabéns ao Sporting por ter vencido, o treinador campeão nacional foi à zona de entrevistas rápidas, logo após o fim da partida, dizer que «o adversário [Sporting] não fez nada para conseguir» este triunfo, que a seu ver terá «caído do céu». O técnico portista tinha motivos para sentir azia: esta derrota frente ao Sporting quebrou-lhe uma sucessão de 17 jogos sem perder. É um facto que jogou sem vários titulares: Marchesin, Otávio, Sérgio Oliveira, Luis Díaz e Taremi estiveram ausentes por castigo, por Covid ou por opção técnica. Mas também é verdade que três dos nossos ficaram igualmente de fora. E fica-lhe muito mal tamanha falta de desportivismo, imprópria de um verdadeiro líder.

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