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És a nossa Fé!

Prognósticos antes da Taça

Abrirei uma excepção a esta galeria de prognósticos, que costuma estar reservada para os jogos do campeonato. A Taça de Portugal merece tal distinção.

Fica, portanto, a pergunta à consideração de quem me lê: qual será o resultado da final que irá disputar-se depois de amanhã no Estádio Nacional?

Peço que me indiquem também os marcadores dos golos que irão eventualmente ser marcados neste Sporting-FC Porto que promete ser um jogo de emoções fortes.

Políticas

É indispensável ler este texto d'O Artista do Dia. Nele se mostra que o Sporting foi a equipa mais indisciplinada da Liga 2018-19: foi a oitava equipa mais faltosa, a que mais cartões amarelos teve e a segunda que mais cartões vermelhos teve. Neste último caso, a par com o Benfica, é verdade, mas com consequências muito diversas, dependendo da altura do jogo em que as expulsões ocorreram: o Benfica jogou apenas 25 minutos em inferioridade numérica durante todo o campeonato, o Sporting jogou quase quatro vezes mais, 95 minutos, mais do que o tempo de um jogo inteiro. Este ano, a coisa chegou a estes extremos, mas há vários anos que vem sendo mais ou menos assim. E parece-me que é deliberado. Num campenonato em que grande parte da táctica dos pequenos contra os grandes é a sarrafada, o Sporting só pode aparecer em conjunto com eles por um esforço propositado para que assim seja.

Eu não acredito em teorias da conspiração, mas acredito em políticas. Não acho que exista uma cabala contra o Sporting, mas acho que existe uma política deliberada para criar um ou dois superclubes portugueses, como já existem por essa Europa fora, excepto em Inglaterra ( entre os cinco grandes): o Barcelona domina o campeonato espanhol (com o Real Madrid muito próximo), o PSG domina o francês, a Juventus o italiano, o Bayern o alemão (praticamente sem oposição em nenhum destes casos). Cá em Portugal, parece-me que há uma política de promoção do Benfica a este estatuto (com o Porto muito próximo). Mas para isso é preciso afastar o incómodo Sporting e pô-lo a competir numa espécie de segunda linha, onde estaria também o Braga (outro dos grandes beneficiados dos últimos tempos). Esta política não nasce propriamente da maldade de ninguém, mas dos planos cada vez mais insistentes para criar uma superliga europeia, eventualmente fechada, i.e. sempre com os mesmos clubes. É verdade que alguns desses planos não incluem muitas vezes sequer qualquer clube português. Mas haverá aqui uma tentativa de não perder o barco e dizer que há pelo menos dois que merecem lá estar (um exemplo desta conversa pode ser visto aqui). Não se julgue que isto é assim tão exótico: já existe pelo menos no basquetebol, com a Euroliga, onde jogam sempre os mesmos e entram depois uns quantos numa pequena janela de oportunidade; estes acabam invariavelmente de regresso ao seu nível secundário, por incapacidade para mobilizarem meios que os ponham a competir ao nível mais elevado.

O anterior presidente do Sporting tinha demasiados defeitos para ser presidente do Sporting, mas tinha, pelo menos, uma ideia certa, expressa na célebre "teoria das nádegas". Eu acho que essa teoria é verdadeira e que o desafio mais decisivo do Sporting nos próximos anos será resistir a estas pressões para a sua secundarização. Só espero que a direcção do Sporting tenha identificado o problema e concebido uma boa estratégia para o vencer.

A diferença entre o Sporting e os clubes do sistema

Tenho algumas dúvidas sobre se pedir o castigo ao Sérgio Conceição após a agressão ao Renan terá sido a melhor atitude da parte do Sporting. O facto de o pedido de castigo ter partido da parte do Sporting poderá funcionar como um motivador extra para a equipa do FC Porto. O melhor mesmo seria que o Sérgio fosse castigado sem necessidade de o Sporting ter pedido a abertura do processo. Seria esse o procedimento se, em vez do Sporting, esta situação dissesse respeito a algum clube do sistema.

O melhor prognóstico

Termina esta longa série que uma vez mais mantive no És a Nossa Fé.

E termina com um vencedor isolado: o nosso leitor foi o único a antever a vitória tangencial do FCP, no Dragão, na despedida da Liga 2018/2019.

Fica a minha promessa de retomar esta série de prognósticos - que conta sempre com grande adesão dos nossos leitores - no mês de Agosto.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De terminar o campeonato com uma derrota. Podíamos ter saído do Dragão com três pontos. Esteve quase a acontecer: aos 79', vencíamos por 1-0. Infelizmente deixámos a equipa adversária dar a volta ao resultado, com golos de Danilo e Herrera quase ao cair do pano. Do mal o menos: estávamos em terceiro antes deste clássico, mantivemo-nos em terceiro na despedida do campeonato 2018/2019. Na primeira volta, em Alvalade, tinha-se registado um empate a zero frente ao FCP. Falta o mais importante: a final da Taça, daqui a uma semana. Também contra o Porto.

 

De jogar com menos um durante mais de uma horaFábio Veríssimo, em decisão do vídeo-árbitro Luís Ferreira, exibiu o cartão vermelho a Borja aos 19', desfalcando ainda mais a nossa defesa - já sem Coates e Ristovski, ausentes por castigo. Apesar disto, a equipa deu uma boa resposta, unindo-se no essencial e adiando o mais possível o resultado negativo que se registou no final.

 

De Bruno Gaspar. Voltou a ser titular, após longa lesão, entrando no onze devido à ausência forçada de Ristovski. Muito intranquilo nos minutos iniciais, em que se viu ultrapassado mais de uma vez por Soares e Marega, cometeu um enorme disparate aos 17', num atraso mal medido e totalmente desnecessário: deixou a bola à mercê de Corona, obrigando Borja a cometer a falta que levou à expulsão. Voltou a demonstrar que não tem categoria para integrar o plantel leonino.

 

Da nossa inoperância ofensiva na primeira parte. Nem um só remate leonino à baliza da equipa anifitriã. Nem o facto de termos jogado mais de metade desse tempo com menos um pode servir de desculpa.

 

Do quarto de hora final. Fomos incapazes de segurar a vitória tangencial no momento de maior pressão do FC Porto, quando Danilo já tinha feito embater uma bola na barra, aos 73': seis minutos depois, numa jogada de insistência, o internacional português marcou mesmo e aos 87' o capitão mexicano dos portistas virou o resultado, fixando o 2-1 final. Destaque pela negativa, neste último lance, para Ilori, então a actuar como lateral direito, perdendo o duelo com Herrera.

 

Da agressão de Corona a Acuña, quase no fim. Felizmente o árbitro mostrou-lhe o vermelho: o mexicano ficará fora da final no Jamor.

 

Das poupanças em dose mínima. Marcel Keizer limitou-se a deixar no banco Raphinha, substituído por Diaby, e Wendel, que deu lugar a Petrovic. Podia ter evitado que outros jogadores se desgastassem - nomeadamente Acuña e Bruno Fernandes. Já a pensar na final da Taça - objectivo supremo do Sporting para culminar a época.

 

Deste fim de ciclo. Com esta derrota, pusemos fim a um longo período de 14 jogos sem perder.

 

 

 

Gostei

 

 

De Mathieu. Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes. Espero que permaneça em Alvalade na próxima temporada.

 

De Renan. Três enormes defesas do nosso guarda-redes foram adiando os golos do FCP e enervando a equipa treinada por Sérgio Conceição. Aos 42', voou para impedir que Herrera concretizasse de livre directo. Aos 78', impediu Danilo de marcar num remate rasteiro. Aos 84', travou com o pé esquerdo um tiro de Aboubakar à queima-roupa. Sem culpa nos golos. Exibição muito positiva.

 

De Luiz Phellype. Confirma-se: temos goleador. O brasileiro que foi reforço de Inverno marcou o oitavo, iam decorridos 61', pondo o Sporting em vantagem. Saiu aos 68', dando lugar a Bas Dost, para evitar maior desgaste físico. Mas parece certo que será ele o titular como ponta-de-lança na final da Taça.

 

De Acuña. O argentino voltou a fazer duas posições. Começou como ponta esquerda e recuou para lateral após a expulsão de Borja. Mais contido do que é habitual, manteve no entanto a qualidade técnica e posicional a que nos habituou. É ele quem constrói o nosso golo, em dois tempos: ao recuperar a bola e iniciar a manobra atacante e ao assistir para o remate vitorioso de Luiz Phellype. Seria óptimo que - ele também - permanecesse de verde e branco na próxima época.

 

Que Raphinha e Wendel tivessem sido poupados. Antes assim: estarão mais frescos para alinhar no sempre difícil relvado do Jamor.

 

Do nosso grau de aproveitamento ofensivo. Uma oportunidade, um golo concretizado. Oxalá esta percentagem acontecesse com muito mais frequência.

Em que ficamos?

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Já foi publicado por aí nos jornais e na blogosfera leonina, não será necessário estar com muitos rodriguinhos: O Sporting foi ao FCPorto jogar na modalidade de hoquei em patins. Dirigentes do FCPorto ameaçaram durante os dias que antecederam o jogo, que os dirigentes do Sporting iriam ser "apertados". Durante o jogo uns filhos da puta invadiram o espaço destinado à comitiva do Sporting e um deles deu um murro no olho da mulher de Miguel Albuquerque, há fotos a circular. 

É certo que no fim de semana estive um pouco a "leste", mas só hoje um comentário a um post do Pedro Correia me despertou a curiosidade para o caso.

Entretanto ainda não vi nenhuma posição pública (não se exige peixeirada, só que se marque uma posição) do clube sobre o assunto, antes uma comunicação de Miguel Albuquerque, que me parece a título pessoal. 

Independentemente de o caso, grave, ter que merecer a atenção da federação respectiva e os portistas terem que ser severamente punidos, onde anda o tipo que assina por secretário de estado do desporto? E onde andam aquelas medidas xpto que o governo tomou aqui há meses?

E onde está uma posição clara deste Conselho Directivo contra estas atitudes anti-desportivas? Diabo, diz-se que o calado morreu de velho, mas não consta que tivesse ganho nada com isso e já é muita trampa a circular e os nossos dirigentes sem reacção.

Aumenta o fosso

Com a vitória de ontem contra a Roma, que o qualifica para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o FC Porto acaba de somar 78,5 milhões de euros recebidos esta época só da UEFA. Assim acentuando a diferença entre o Sporting e os principais rivais - neste caso, o rival situado mais a norte.

Nota a destacar: o excelente desempenho portista na prova máxima do desporto-rei acontece sob o comando de um treinador português.

Diz que é a taça da carica

São estas vitórias contra a narrativa dominante que sabem melhor. Já se sabe qual é a narrativa dominante: Sérgio Conceição é a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde os tempos do Mantorras e o Porto é uma equipa do outro mundo. Conceição e o Porto acreditaram tanto nisto que, quando se viram a chuchar no dedo, nem perceberam o que lhes aconteceu. Vai daí, falharam todos os testes de decência: Conceição (e não só) passou ao lado dos jogadores do Sporting e largou a medalha na bancada, o outro atirou a medalha à cabeça de um desgraçado qualquer e, todos juntos, saíram do relvado antes de os jogadores do Sporting receberem a taça. Dois dias depois ainda andam a inventar desculpas ranhosas para justificarem isto.

E estamos só a falar da famosa "taça da carica". Eu até me estava a preparar para não celebrar ou chorar muito o resultado da final, dependendo do resultado. Afinal, é só a taça da carica. Mas, com o chinfrim que fizeram e ainda fazem, a coisa começou a saber melhor. Vendo bem, depois deste chavasco todo, não podem dizer que o Sporting não ganhou nada de especial, que só ganhou a "taça da carica". É que se fosse só a "taça da carica", precisamente, não faziam chavasco. Fazendo, acabam por valorizar aquilo que à partida não parecia nada de especial. Obrigadinho.

A sorte protege os audazes

Ganhámos com sorte, sim. Mas haverá campeões sem estrelinha? Creio que não. Por vezes esquecemo-nos de que futebol também é jogo. E o jogo, seja qual for, envolve sempre um componente aleatória.

Uma palavra nos define, acima de outra, nesta final arrancada a ferros ontem à noite, em Braga, frente ao FC Porto: a palavra competência. Com um plantel inferior, em quantidade e qualidade, e um dia a menos de descanso do que a equipa adversária, soubemos fazer das fraquezas força e demonstrar a milhões de portugueses que o Leão, mesmo ferido e desgastado, continua a ser temível.

Repetiu-se o sucedido há um ano, nesta competição que também ganhámos, na altura sob o comando de Jorge Jesus: empate desfeito por penáltis tanto na meia-final como na final. A partida decisiva foi então com o V. Setúbal: os portistas haviam sido eliminados na etapa anterior. Desta vez enfrentámos o próprio campeão nacional, que só conseguiu fazer o primeiro remate à nossa baliza aos 42'. A segunda parte foi de claro domínio azul e branco, culminado no golo aos 79'. A partir daí, o Sporting caiu em cima do antagonista e criou várias oportunidades para empatar. No mais improvável desses lances, aos 89', Óliver derrubou Diaby dentro da grande área. Chamado a converter o penálti, Bas Dost não vacilou.

Na roleta que se seguiu, o holandês voltou a facturar. O mesmo fizeram Bruno Fernandes e Nani. Renan, sucessor de Rui Patrício, defendeu a grande penalidade apontada por Hernâni. E fazia-se a festa de verde e branco na rubra Cidade dos Arcebispos. Pelo segundo ano consecutivo, somos campeões de Inverno.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Não há volta a dar: esta Taça da Liga é muito dele. Sem os três penáltis que defendeu na meia-final contra o aziado Braga, jamais teríamos reconquistado este troféu, ex-taça Lucílio. Ontem voltou a defender outro, revelando-se novamente decisivo. É certo que teve grande responsabilidade no golo que sofremos, aos 79'. Mas o balanço é largamente positivo.

RISTOVSKI. O macedónio não é um primor de técnica, está mais que visto. Ontem confirmou-se lá à frente, quando optou por atirar para a bancada quando tinha Dost e Nani isolados à sua esquerda. Mas bateu-se como um Leão contra Brahimi, um dos mais categorizados adversários. Fez um corte providencial aos 54'. Exibiu boa forma física do princípio ao fim.

COATES. Exibição irrepreensível do internacional uruguaio - e em circunstâncias muito difíceis pois viu-se privado do seu habitual parceiro no eixo da defesa, coabitando com três centrais em dois jogos decisivos. Foi o patrão do sector recuado, autor de cortes providenciais aos 17', 70', 76' e 77'. Só lhe faltou converter o penálti no fim: desperdiçou a oportunidade, como sucedera na meia-final.

ANDRÉ PINTO. Uma das melhores exibições de sempre do central ex-Braga vestido de verde e branco. Na primeira parte, vulgarizou e neutralizou Marega, sem nunca se atemorizar perante o avançado portista. O azar bateu-lhe à porta logo a abrir o segundo tempo, precisamente num choque com Marega: fracturou o nariz e ainda quis jogar em esforço, mas saiu aos 53'.

GUDELJ. Talvez a melhor actuação do sérvio desde que chegou a Alvalade. Competia-lhe aplicar um tampão às ofensivas portistas pelo corredor central. E assim fez, revelando também competência nas dobras aos laterais e na recuperação de bolas. Não está isento de culpas no golo adversário, mas merece nota positiva. Sacrificado aos 83' por motivos tácticos.

WENDEL. Chegou há um ano ao Sporting, mas permaneceu proscrito durante vários meses. Afinal é um jogador talentoso, que está a ganhar lugar cativo no onze titular do Sporting - uma das maiores conquistas de Keizer como técnico. Jogando como médio-ala, no corredor esquerdo, foi essencial na ligação dos sectores e na posse de bola, revelando disciplina táctica e bom domínio técnico.

BRUNO FERNANDES. Muito vigiado, com um raio de acção bastante mais limitado do que é habitual, levou a melhor em sucessivos duelos com Herrera. Quase marcou, de livre directo, no último lance da primeira parte. Passe prodigioso a isolar Raphinha à beira do apito final. Chamado a converter uma grande penalidade, na hora da verdade, cumpriu com brilhantismo. E sem surpresa para ninguém.

NANI. A "casa das máquinas" esteve a cargo do capitão leonino, que fez valer a sua experiência em campo quando era necessário estancar as torrentes de energia portista. Hábil leitor do jogo, sem se atemorizar perante Militão, ajudou a fechar o nosso corredor esquerdo, reforçando o bloco defensivo. Fez um centro fabuloso para Bas (81') e foi competente também a marcar o penálti final.

BAS DOST. Em dois momentos decisivos, cumpriu - tornando-se no improvável homem do jogo. Chamado a converter o penálti após os 90', foi frio e eficaz, metendo-a lá dentro. E redobrou a dose, atirando-a para as malhas da baliza a abrir a ronda final de grandes penalidades. Pressionou muito à frente, ganhou lances aéreos. Podia ter marcado aos 81', mas assim a final teria sido menos emocionante.

PETROVIC. Com Mathieu ausente e André Pinto lesionado logo a abrir a segunda parte, revelou-se uma das mais graves lacunas do nosso plantel: falta-nos um quarto central. Aos 53' o médio defensivo sérvio avançou do banco e fez parceria com Coates. Missão bem sucedida: foi intransponível, mesmo após ter fracturado o nariz num choque (também ele, tal como André). 

 

 

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SINAL AMARELO

 

ACUÑA. Desta vez não brilhou, tendo pela frente as investidas de Corona, embora fosse o mesmo argentino combativo a que já habituou os adeptos. Por vezes é mesmo combativo em excesso: amarelado aos 35', e com a sua natural propensão para discutir com os árbitros, acabou por não regressar ao relvado após o intervalo. Keizer fez bem: o seguro morreu de velho.

RAPHINHA. Ainda não retomou o melhor nível desde que veio de lesão, revelando algum défice de eficácia nos metros finais do terreno: bem servido por Bruno, que o isolou aos 90'+5, desperdiçou essa soberana oportunidade de sentenciar a final antes do apito. Mas completou com eficácia a missão de Ristovski nas manobras defensivas do nosso corredor direito.

JEFFERSON. Esteve em campo durante toda a segunda parte - o período mais complicado para o Sporting, após o nosso notável desempenho colectivo nos 45 minutos iniciais. Foi comedido nas acções ofensivas, certamente por ordem do treinador, e ajudou a fechar o flanco. Ia estragando tudo com um recuo de bola disparatado aos 88', salvo in extremis por um companheiro.

DIABY. Com o Sporting a perder, a cerca de um quarto de hora do fim, Keizer arriscou - e fez muito bem. Saiu Gudelj, entrou Diaby para refrescar o nosso ataque, já muito desgastado. O maliano pouco mais fez do que correr sem bola, ampliando as linhas de passe. Mas teve sorte: numa dessas incursões, já dentro da área portista, foi derrubado à margem das regras. Tudo mudaria a partir daí.

Os prognósticos passaram ao lado

Muita gente correspondeu ao meu pedido de prognósticos para o Sporting-FC Porto, o que não me surpreendeu. Surpreendido fiquei por ninguém ter antecipado o 0-0 final. Desfecho que repetiu o resultado do clássico de Alvalade disputado na época anterior.

Fica a sugestão para próximos vaticínios: irem lembrando os jogos da temporada 2017/2018.

Resta-me desejar que na próxima jornada haja melhor pontaria.

Quem joga para o empate, não vence

Quando se usa a expressão "depender só de nós" é a pensar em jogos destes. No confronto directo entre adversários que poderão discutir connosco a posição final no campeonato. Há dois anos, com Jorge Jesus, recebemos o FC Porto e vencemos por 2-1. Na época passada, o clássico disputado em Alvalade terminou com empate a zero. Ontem à tarde - saúde-se a hora, 15.30, a que começou o jogo - parecíamos ter voltado aos tempos nada heróicos da última época de Jesus, treinador mais bem pago do Sporting e de toda a história do futebol português.

Parecíamos também ter regressado dois meses atrás, ao tempo em que José Peseiro ainda comandava o futebol leonino: este confronto com os portistas terminou com dois médios defensivos de verde e branco, enquanto Jovane e o reforço Luiz Phellype se mantiveram no banco e Francisco Geraldes - estrela apenas no anúncio televisivo à venda de gameboxes, que parece estar em alta na Loja Verde - voltou a não ser convocado, apesar de também ser reforço. Neste aspecto dir-se-ia novamente que a história se repete: Jesus nunca foi à bola com o talentoso médio da nossa formação.

Ao contrário das aparências, quem segura o leme é Marcel Keizer - o mesmo que há mês e meio assegurava ter o "futebol de ataque" como filosofia de jogo, inspirado no dinâmico Ajax da década de 70. Dizem-me que míster Keizer anda a aprender com rapidez a falar o nosso idioma. Também o futebol de retranca muito à portuguesa, concebido menos para marcar do que para evitar que o outro marque, é conceito que parece estar a ser assimilado de forma bem rápida pelo tecnico oriundo da Holanda.

Sob este prisma, Keizer foi bem sucedido: o clássico, que contou com mais de 45 mil espectadores nas bancadas, terminou 0-0. Problema: precisávamos muito mais do que o FCP de vencer este jogo, disputado em nossa casa. Finda a primeira volta, os portistas continuam a oito pontos de distância. E as goleadas ao Vildemoinhos e ao Qarabag já eram.

Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Vem demonstrando a cada jogo como foi acertada a sua vinda, ainda no tempo de Sousa Cintra. O guarda-redes emprestado pelo Estoril - e que ficará em Alvalade na próxima época - voltou a ser decisivo ao parar, em cima da linha da baliza, um perigoso remate de Soares. Esta defesa, aos 56', evitou que perdêssemos o solitário ponto ontem conquistado no nosso estádio.

COATES. Um dos melhores em campo. Ajudou a secar a temível dupla Marega-Soares, apoiado - é certo - pelos colegas que recuaram linhas em conjunto. Só uma vez, com um alívio deficiente aos 60', sobressaltou os adeptos que o aplaudiram ao vivo nas bancadas. Excepção numa tarde em que primou pela concentração e pela consistência, sem temer a equipa adversária.

MATHIEU. Actuação soberba do francês, cada vez mais imprescindível no onze titular leonino. Pela forma como controla todo o espaço aéreo da nossa defesa, pela rapidez de reflexos e noção exacta do tempo nas acções de corte - e também por ser o jogador que inicia com mais eficácia a nossa construção ofensiva, com a bola bem colocada, sem recorrer ao pontapé-para-a-frente. O melhor em campo.

JEFFERSON. É o patinho feio da equipa, fazendo arrepelar os cabelos de quem assiste ao jogo no estádio, mas desta vez teve uma actuação impecável. Veloz e concentrado a atacar, sem comprometer nas acções defensivas nem temer Marega, seu adversário directo. Bons cruzamentos aos 19' e 36'. Grande passe a isolar Bas Dost aos 45'+1. Abriu muito bem para Nani aos 69'.

RISTOVSKI. Chamado a jogo devido a lesão de Bruno Gaspar, aos 47', cinco minutos depois já tinha feito mais e melhor do que o colega. Dinâmico a atacar, muito combativo a defender, cumpriu na cobertura a Brahimi, um dos mais perigosos extremos do futebol português. Num lance de insistência, aos 77', cruzou para a cabeça de Bas Dost, que falhou o momento da impulsão. Merece a titularidade.

 

 

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SINAL AMARELO

 

GUDELJ. Dá a sensação de actuar na posição errada. Não é médio defensivo de raiz e isso nota-se na falta de automatismos, própria de quem não está habituado a movimentar-se naquela zona do terreno. Muito recuado, sempre a curta distância dos centrais, ajudou a neutralizar o caudal ofensivo portista. Isolou Diaby aos 15' com excelente passe. Melhor momento: o tiro que desferiu aos 77', a 35 metros da baliza, para grande defesa de Casillas.

WENDEL. Actuação de formiguinha no miolo do terreno, a ligar sectores, por vezes demasiado agarrado à bola e sem sombra de ousadia no passe longo. Foi um elemento útil até as forças lhe começarem a faltar e se tornar evidente que, vindo de lesão recente, está ainda longe do fulgor físico exigido na posição. Saiu tocado, aos 90', mas devia ter sido substituído mais cedo.

NANI. Tarde pouco inspirada do capitão leonino, que parece longe da melhor forma física. Ainda assim, protagonizou bons momentos neste clássico, com destaque para um remate bem colocado aos 33', que Felipe desviou por instinto, e na precisão do seu passe curto. Foi decaindo no segundo tempo, terminando o jogo exausto. Percebe-se mal porque se manteve em campo até ao apito final.

BRUNO FERNANDES. Quando lhe deram espaço, teve os seus habituais momentos de qualidade, capazes de decidirem a sorte de um jogo. Sobretudo ao nível do passe cruzado a longa distância, desmarcando Diaby ou Nani aos 36', 40' e 52' - sempre de modo infrutífero. Muito menos eficaz nas bolas paradas, sobretudo na cobrança de livres e cantos. Também liderou, de longe, o nosso vasto caudal de passes falhados.

RAPHINHA. Talvez a equipa ganhasse com ele no onze titular, em vez do desastrado Diaby. Mas o extremo que veio de Guimarães ainda parece longe de aguentar mais de 45 minutos em plena forma. Desta vez entrou demasiado tarde, aos 81', e numa fase em que a equipa já agia mais por impulsos do que por convicção táctica. Limitou-se a incutir algum dinamismo ao flanco direito.

PETROVIC. Chamado a render Wendel já no tempo extra, a sua entrada em campo confirmou à equipa que o técnico estava satisfeito com o empate a zero. Ajudou a tapar linhas de ataque reeditando o duplo pivô com Gudelj que tantas críticas mereceu dos adeptos no tempo de José Peseiro. Cumpriu no essencial, sem brilho nem desacerto táctico.

 

 

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SINAL VERMELHO

 

 

BRUNO GASPAR. Bruno de Carvalho foi despedido pelos sócios a 23 de Junho, Bruno César regressou ao Brasil e este Bruno também não parece fadado para permanecer muito tempo em Alvalade. É certo que enfrentou Brahimi, mas sempre muito retraído, sem nunca conseguir canalizar jogo pelo seu flanco. Jefferson, do outro lado, fez muito mais. Saiu tocado, aos 47'.

DIABY. O jovem maliano vindo da Bélgica, uma das contratações mais caras do defeso, tarda em mostrar utilidade. Move-se muito mas trabalha pouco para o colectivo. E parece deslocado tanto no eixo do ataque (como ficou bem evidente na derrota em Tondela) como no flanco direito, onde jogou este clássico. Incapaz de municiar Dost, desperdiçou passe de bandeja de Gudelj aos 15' e rematou frouxo aos 63'. Substituído aos 81', já saiu tarde.

BAS DOST. Tarde para esquecer do avançado holandês, que parece apagar-se nestes jogos de alta pressão e continua sem conseguir marcar ao FC Porto. Três vezes bem servido à frente, nunca preocupou Casillas: aos 36' e aos 77', cabeceou sem força e ao lado; isolado perante o guarda-redes aos 45'+1, parecia um defesa a atrasar-lhe a bola. Aos 49', centrou rapidamente para ninguém, como se a redondinha lhe queimasse os pés na área.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

 

Que não tivéssemos sido derrotados em casa pelo FC Porto. Marcel Keizer montou um sistema de jogo apostado essencialmente em não perder o primeiro clássico do futebol português de 2019. Com uma boa organização defensiva, recuando as linhas e concedendo a iniciativa de jogo ao adversário. Objectivo alcançado: o nulo inicial manteve-se até ao fim.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Primeiro jogo das competições nacionais terminado com a baliza leonina inviolada desde que o técnico holandês está ao comando da nossa equipa: há oito jogos seguidos que encaixávamos golos nas nossas redes. Demonstra maior solidez do quadrante defensivo do Sporting.

 

De Mathieu. O melhor em campo, com um desempenho impecável. Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.

 

De Coates. Formou uma sólida barreira defensiva com o colega ex-Barcelona. Fundamental para travar as investidas mais perigosas do trio atacante dos azuis e brancos. Um dos nossos jogadores com exibição mais positiva.

 

De Renan. O guarda-redes emprestado pelo Estoril ao Sporting voltou a valer-nos pontos. Desta vez ao travar no momento decisivo um remate à queima-roupa de Soares. Evitou assim que saíssemos derrotados deste clássico. Cada vez mais confirma como foi acertada a decisão de o trazer para Alvalade e de accionar a cláusula de opção para garantir a sua presença no nosso plantel da próxima época.

 

Do fortíssimo remate de Gudelj. Foi o grande momento do jogo, aos 77': um tiro disparado pelo sérvio a 35 metros da baliza, que proporcionou a Casillas a defesa da tarde. Com um guarda-redes menos qualificado entre os postes portistas do que o campeão mundial e bicampeão europeu, a bola teria entrado. Seria o golo da jornada. E, desde já, um dos golos do ano.

 

Da hora a que se disputou o jogo. Finalmente, jogámos num horário decente. Às 15.30 de sábado, calendário propício às famílias que gostam de assistir a desafios de futebol. Como tantas vezes aconteceu, durante décadas, nos espectáculos desportivos em Portugal antes de os canais de televisão terem começado a impor aos clubes os seus calendários em função das conveniências das respectivas programações.

 

Da grande adesão do público. Hoje estivemos 45.174 nas bancadas de Alvalade - foi, de longe, a maior afluência desde o início do mandato de Frederico Varandas, há quatro meses. Uma afluência justificada não apenas pelo adversário, campeão nacional, mas pelo horário convidativo e pelas perspectivas de combatividade da nossa equipa. Pena não ter havido golos: este público tão entusiasta e fervoroso, que não cessa de apoiar o Sporting, merecia um futebol com mais olhos nas balizas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sido incapazes de vencer o FC Porto. Terceiro embate neste campeonato com um clube que figura entre os melhores da Liga portuguesa. O balanço não é brilhante: em nove pontos possíveis, só conseguimos dois. É certo que dois desses jogos foram disputados fora de casa, mas mesmo assim estamos perante um indicador claro de que o Sporting 2018/2019 tem claudicado em momentos decisivos. Pior ainda: nestes três desafios só fomos capazes de marcar um golo. Hoje, em largos momentos da partida, tivemos toda a equipa a defender atrás da linha do meio-campo, atitude própria das equipas pequenas.

 

Do banco de suplentes. Surpreendente, a ausência de Miguel Luís: foi o melhor em campo há duas jornadas, frente ao Belenenses. Contra o Tondela, não chegou a ser utilizado. Desta vez não mereceu sequer figurar na convocatória. Tudo isto é estranho. E mais estranho ainda por não ser fornecida qualquer explicação aos sócios e adeptos.

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Foi um regresso muito badalado e aplaudido, serve para fazer publicidade às gameboxes, que estão a ser vendidas a bom ritmo, mas nem sequer para o banco de suplentes é convocado. Como se tivéssemos voltado à era Jorge Jesus. Algo não bate certo aqui.

 

Da passividade do treinador. Marcel Keizer demorou uma eternidade a mexer no sector ofensivo, onde mais se impunham alterações. Diaby, incapaz da acutilância que se exige a um extremo num clube com as ambições do Sporting, saiu apenas aos 81', dando lugar a Raphinha. Percebe-se mal por que motivo o ex-ala do V. Guimarães não entrou mais cedo - e até porque não foi ele a figurar no onze titular. Nani, extenuado, manteve-se em campo até ao fim. E Wendel, igualmente no limite das forças, só saiu por lesão aos 90'.

 

De Bas Dost. O internacional holandês claudica por vezes nos chamados "jogos grandes". Até hoje, por exemplo, nunca conseguiu marcar ao FCP. Desta vez voltou a fazer uma exibição apagadíssima, passando praticamente ao lado da partida. Bem servido por Jefferson aos 45'+1, isolado perante o guarda-redes, matou o lance com um frustrante passe para as mãos de Casillas. Aos 77', de novo isolado, cabeceou frouxo e ao lado. Foi só. Mesmo assim, manteve-se em campo até ao fim. E o reforço Luiz Phellype, ainda por estrear, manteve-se também sentado no banco de suplentes até ao fim.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Seguimos a oito pontos do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga: fomos incapazes de aproveitar o tropeção de ontem da equipa bracarense, que empatou (1-1) em Portimão. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

 

Foto minha, tirada esta tarde em Alvalade

Traumatismo craniano

Enquanto Bas Dost convalescia do traumatismo craniano do jogo contra o Belenenses, Keizer (e se calhar todos nós) apanhou um de características diferentes em Tondela, e hoje os dois Holandeses, com alguns compatriotas nas bancadas (um grupo de mais de 10 com uma bandeira no meu sector) estiveram um tanto ou quanto apáticos e fora do registo que nos habituaram. 

Bas Dost falhou duas ocasiões interessantes, escorregou várias vezes estragando jogadas promissoras e quase sempre apareceu murcho e distante.

Keizer, com Alvalade quase cheio, holandeses na bancada (no meu sector eram uma dezena com uma bandeira e tudo)  e a equipa a ser apoiada do princípio ao fim, baixou linhas, compactou o meio campo (o B.Fernandes podia ter ido tomar banho mais cedo), pôs o Renan a colocar a bola na frente (mais uma vez não comprometeu e evitou a possível derrota numa grande defesa), e deixou o ataque quase até ao fim entregue a 3 tristes avançados, alem do Bas Dost em dia não, um Nani em deficit físico e um Diaby a conseguir estragar tudo aquilo que procurava construir. 

No final de tudo um empate que não deixa de ser o mal menor, e resultado melhor tambem seria difícil porque o Porto está realmente noutro patamar de plantel e de rotinas de jogo, e o empate chegava-lhe para manter uma liderança folgada da Liga. 

Importa agora terminar a reestruturação do plantel e não desgastar ainda mais os 6 magníficos (Coates, Mathieu, Acuna, Nani, B.Fernandes e Bas Dost) na taça da Liga, aproveitando a Fase Final da mesma para dar minutos aos jovens do plantel e integrar as aquisições.

SL

 

Mixed feelings

Boa atitude dos nossos jogadores, com alguma sorte poderíamos ter marcado e levado o rival de vencida, mas há que reconhecer que o F.C. Porto possui uma excelente equipa, mas hoje não teve oportunidades por aí além, limitando-se a controlar o jogo, mais interessado em não perder, que correr riscos na busca pela vitória, o que se percebe pela vantagem pontual, com a vantagem de receber Benfica e Sporting em casa na segunda volta. Fica a sensação que talvez pudéssemos ter ido um pouco mais longe, Bas Dost falhou um cabeceamento perto da baliza e Casillas defendeu um excelente remate de Gudelj.

Para além de boa equipa, o F.C. Porto tem um plantel bem superior ao nosso, com várias opções no banco e até fora dos convocados, reforçado agora com o ingresso de Pepe e Fernando. Sem equívocos há que reconhecer que Keiser não tem as mesmas armas que Sérgio Conceição. A planificação da época foi o que sabemos, apesar de tudo não ouvimos o presidente ou qualquer dirigente com queixumes sobre a herança, ou desculpas para o insucesso. Praticamos um bom futebol, estamos no bom caminho, mas precisamos reforços capazes de entrar no onze, sem perder qualidade. Mais entulho é que não, já bastam os vários casos que temos por resolver, com um enorme peso na massa salarial.

O campeonato ficou mais difícil, mas há que continuar a lutar pela melhor classificação possível, a taça de Portugal é para tentar vencer, uma boa prestação na Liga Europa é perfeitamente possível. O torneio da carica continuo a acreditar que interessa para rodar jogadores, sobretudo evitando que possamos sair da coisa com lesionados ou castigados. Verdade que em Dezembro sonhámos com o título, mas face ao conturbado período que vivemos, quando muitos profetas da desgraça anunciaram a nossa morte iminente, a época está muito longe de perdida, eu diria que bem acima das expectativas iniciais. Há que não perder a noção da realidade, sem esquecer o ponto de partida.

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