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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De termos sido derrotados pelo FC Porto no nosso estádio (1-2). Fomos superiores à turma portista, mas a equipa visitante foi mais feliz. Marcou logo aos 6', no primeiro lance ofensivo que protagonizou, e fechou o resultado aos 73', num lance de bola parada. Beneficiando, em ambos os casos, de graves erros defensivos do Sporting.

 

Que o árbitro tivesse perdoado um penálti ao Porto.  Aos 23', Alex Telles travou Bolasie à margem das leis, em zona proibida. O senhor Jorge Sousa fez vista grossa. Nada que deva surpreender-nos. O coração deste apitador só tem duas cores: azul e branco.

 

De ver tantas oportunidades desperdiçadas. A nossa segunda parte foi um festival de golos falhados. Aos 49, lançado por Bruno Fernandes, Vietto rematou ao ferro lateral. Aos 55', a centro de Acuña, Luiz Phellype cabeceou a rasar o poste antecipando-se aos centrais portistas. Aos 58', correspondendo a novo cruzamento do compatriota, Vietto rematou de primeira também ligeiramente ao lado. Aos 62', outro desperdício de Vietto, a rematar cruzado levando a bola a fazer uma tangente ao segundo poste. Aos 63', perante nova solicitação de Acuña, o protagonista pela negativa voltou a ser Vietto, fazendo a bola sobrevoar a trave. Aos 85', na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes, Coates falhou por centímetros, cabeceando à barra. Não há volta a dar: sem meter a bola lá dentro as vitórias são impossíveis.

 

Da ausência de Pedro Mendes. O ponta-de-lança alternativo a Luiz Phellype está enfim inscrito nas competições nacionais. Mas Silas decidiu prescindir dele, devolvendo-o à Liga Revelação, onde Pedro Mendes voltou a destacar-se, marcando mais um golo - o 15.º nessa competição. Leva já 16 marcados nesta temporada, contando com o que fez ao PSV para a Liga Europa. Estranhamente, permanece fora da equipa principal.

 

De Ristovski. Má exibição, com responsabilidade evidente no primeiro golo, deixando Marega movimentar-se como quis. Foi pelo seu flanco que o FCP fez sempre as incursões mais perigosas, nomeadamente por intermédio de Nakajima. O macedonio foi, de longe, o elemento mais permeável do nosso quarteto defensivo. Enquanto Acuña brilhava no corredor contrário.

 

Da reacção de Silas. Ao contrário do que tem sucedido noutros jogos, desta vez o técnico leonino demorou a mexer na equipa e nenhuma das substituições que fez resultou. Trocar Ristovski por Camacho e Idrissa por Plata aos 79', fazendo recuar Bruno Fernandes para a posição de médio defensivo, nada trouxe de positivo. É certo que estes suplentes utilizados funcionaram como talismã contra o Portimonense, mas não há dois jogos iguais.

 

De Jesé. Continua a ser um mistério, a contratação deste espanhol que parece ter um brilhante futuro atrás das costas. Entrou aos 87', substituindo o dinâmico Bolasie, e destacou-se apenas por ter visto um cartão amarelo por falta absolutamente desnecessária, contra um adversário que até tinha perdido a bola. Uma falta que em nada abona a favor da inteligência táctica do espanhol. Podemos chamar-lhe muita coisa, menos um reforço.

 

Que se tenha quebrado a tradição. Há 12 anos que o FC Porto não vencia um jogo em Alvalade. Quando Jesualdo Ferreira comandava a equipa azul e branca e Paulo Bento treinava o Sporting. Terminou esse enguiço, infelizmente para nós.

 

Da descida na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Famalicão. Vemos agora o Benfica a 16 pontos e o FCP a 12.

 

Do hino alternativo que ficou por tocar. A Direcção leonina decidiu esperar pelo apito inicial do árbitro para fazer soar os acordes iniciais d' O Mundo Sabe Que, aliás logo interrompidos, levando os adeptos a entoar este cântico sem suporte musical nem a respectiva letra reproduzida nos ecrãs do estádio, tudo isto enquanto o jogo já decorria. Uma imbecilidade sem nome.

 

Dos energúmenos da Curva Sul. Assobiaram os jogadores, insultaram o presidente, negaram incentivo à equipa durante toda a primeira parte. E no segundo tempo divertiram-se a mandar tochas incendiárias para o relvado, com o jogo a decorrer, confirmando as tendências pirómanas que já lhes conhecíamos. São os mesmos de sempre. Letais ao Sporting.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição. Os erros pontuais, com destaque para os que nos custaram os dois golos, não invalidam que o Sporting tivesse sido a melhor equipa em campo. O resultado é lisonjeiro para o FC Porto, que dispôs de menos oportunidades e sai de Alvalade como um vencedor feliz.

 

De Luís Maximiano. Podia ter feito mais nos lances dos golos sofridos, mas teve intervenções absolutamente decisivas em dois momentos, aos 75' e aos 90'+2, impedindo Luis Díaz de rematar com sucesso em ambas as ocasiões.

 

De Acuña. O melhor em campo. Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa. No capítulo defensivo, o craque argentino cumpriu igualmente com distinção.

 

Da assistência. Apesar do frio, apesar das péssimas arbitragens que teimam em desequilibrar os campos, apesar de não vencermos um campeonato profissional de futebol há quase 18 anos, não desistimos. Hoje estivemos mais de 41 mil em Alvalade.

Hoje em Alvalade

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O plantel do Sporting tem muitas lacunas, não está à altura da exigência que a história e tradição do clube impõe. Mas hoje, a perder logo no início do jogo, fomos para cima do FCP e dominámos grande parte do encontro. Foi nossa a 1.ª parte, tenho muitas dúvidas no lance sobre Bolasie, ainda não tive oportunidade de ver a repetição em televisão. Uma vez mais o padre Sousa mostrou os seus dotes na habilidosa homilia que apresentou em Alvalade, ao perdoar o segundo amarelo claríssimo a Alex Telles, que colocaria os dragões a jogar com 10.

No início da 2.ª parte falhámos sucessivas oportunidades de golo, mas sensivelmente a meio começámos a sentir dificuldades físicas, Sérgio Conceição refrescou a equipa, tem soluções que Jorge Silas não tem e ganhou o jogo com um pontapé de canto, numa altura em que o jogo já estava equilibrado. Até final, muita garra e pouca lucidez. Apesar de tudo o empate teria sido um resultado mais justo, mas justiça e futebol nem sempre andam de mãos dadas.

Última palavra para alguns javardos na bancada Sul, que uma vez mais mostraram a sua bestialidade, com tochas e artefactos incendiários. Um grunho será sempre um grunho. Até quando iremos continuar a assistir nos estádios de futebol a cenas lamentáveis, sem que as autoridades policiais retirem das bancadas estes energúmenos? Se dúvidas existiam sobre a razão da direcção na atitude que tomou sobre as claques, hoje tivemos mais uma prova. A quem não esteve em Alvalade, deixo a triste imagem dos hooligans em delírio...

13 Reasons why este mercado foi bom e há todos os motivos para se estar otimista

  1. Ontem, no canal 11, o presidente do Marítimo disse com ar simpático que acertara tudo com Vieira para que João Félix e Ferro fossem para a Madeira no mercado deste janeiro que passou. Só a troca de treinador na Luz fez abortar o negócio. Para dizer o quê? Que há muito, mas mesmo muito, de oportunidade, sorte e azar no mundo da bola.

  2. O Sporting foi objetivamente prejudicado no último jogo. Há um penalty sobre Raphinha não assinalado (árbitro e VARs coniventes) e pelo menos um dos que foram marcados a Coates é de gargalhada. O Porto foi beneficiado objetivamente por uma das expulsões mais abstrusas de que me lembro. O Benfica foi a Braga receber vários presentes de Natal, não tendo a equipa sido sequer testada, depois do baile que levou do Porto. Para dizer o quê? Que Deus e o demónio estão nos detalhes e que na bola é igual.  

  3. O mercado do Sporting foi dos melhores que me lembro. Falo desta fase, do fecho. Só no fim da época saberemos, mas eu sou do tempo de César Prates, Mpenza e André Cruz, que não excitaram ninguém quando apareceram. Sobre Acosta é melhor nem falar. Não houve videirinho do comentário da altura que não se risse da ciática.

  4. Porque é que foi dos melhores? Porque se faturou e imagino que seja necessário para fazer face aos encargos. Eu, para poder comprar a minha casa atual, também vendi a que tinha. E era uma casa do caraças.

  5. E foi dos melhores porque muita “tralha” se foi embora. Jogadores decentes, boa gente, mas cuja qualidade futebolística foi mais do que posta à prova, ficando claro que com eles jamais o SCP seria campeão. Acontece em todos os clubes ter “tralha” e o nosso não é exceção.

  6. Também foi dos melhores, porque os wild cards (sobretudo o playboy Jese) vieram emprestados, o que permite ao clube ganhar mais um ano para que haja produto da formação à altura e/ou scouting eficiente. Ou seja, não se gastou uma pipa de massa em Jese (como se gastou em Diaby, por exemplo) e vieram alguns jogadores “maduros” que podem ajudar. Podem ser flops? Podem. Mas também podem não ser.

  7. Foi dos melhores, porque se chegou a acordo sobre mais um jogador do caso Alcochete. É provável que Podence valha mais do que 7 milhões, mas é sempre melhor encaixar agora do que talvez mais daqui a uns anos valentes, mais as custas judiciais e o diabo a sete. Além disso, houve o bónus de Bruno Gaspar ter sido emprestado à boleia deste deal.

  8. Sobre “estratégias de comunicação” é difícil falar. Muitas vezes, na vida, as pessoas não estão dispostas para ouvir a chamada verdade. Nós, portugueses, somos especialistas nisso, basta ver o que dizem as sondagens eleitorais. Somos adeptos de quimeras, cenários idílicos, achamos que se acreditarmos muito no Pai Natal este passa a existir. Mas chega sempre um tempo em que a mensagem e quem a quer ouvir estão compatíveis. 

  9. A equipa de Varandas foi às compras com um saco de caramelos. O lateral francês talvez seja bom, Rafael Camacho talvez dê num negócio Raphinha, Eduardo talvez permita que se possa vender Wendel mais cedo. Mas fazer compras com saco de caramelos implica isto mesmo: apostar que talvez aquele restaurante com aspeto assim assim nos vá servir uma bela refeição. 

  10. Entretanto, a ideia que dá é que os sub-23 representam os “good old days” da formação a voltar devagarinho. Cada mês, cada seis meses, cada ano que passam, os garotos estarão mais próximos da equipa. 

  11. Há razões para otimismo? Fifty, fifty. Por exemplo, a jornada passada foi uma azia de todo o tamanho, mas Guimarães e Braga também perderam. Não ir à Champions é mau, mas não ir à Liga Europa seria uma tragédia. Thierry, que parecia verde como um abacate, acabou por render uns milhões. Vietto às tantas é craque. Bruno Fernandes ficou. 

  12. O que estou para aqui a dizer? Que o Sporting ainda está a ressacar a gestão Bruno de Carvalho. Essa gestão esticou a corda, foi ao limite, contratou dezenas de jogadores, pagando-lhes bem, teve um dos treinadores mais caros do mundo, com a obsessão do título que, é preciso dizer, quase vencemos. Eu, se vou de férias e gasto mais dinheiro, nos meses seguintes tenho de andar mais regrado.

  13. É uma perda de tempo acreditar na “união”. Os meus amigos do Benfica, mal empatam dois jogos seguidos, começam a dizer que o Vieira tem de dar lugar a outro. Mas também é inútil estar pessimista. A vida é feita de fases. O Sporting é o Sporting. Milhares de miúdos e miúdas são do Sporting e choram pelo clube, independentemente do número de campeonatos. Os seus filhos farão a mesma coisa.

Os melhores prognósticos

Parabéns ao nosso leitor Leão do Fundão: acertou em cheio no resultado da Taça de Portugal ao fim do tempo regulamentar e do prolongamento:

«Aos 90 minutos 1 -1 (Coates); aos 120 minutos 2-2 (Bruno Fernandes).»

Parabéns igualmente ao meu colega de blogue António de Almeida, que também previu o resultado que se registava quando soou o apito final. O que até me levou a comentar: «Se for assim vamos sofrer até ao fim.» 

Devo felicitar ainda a boa pontaria do leitor Fernando Luís: também ele acertou.

Pódio: Mathieu, Renan, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores na final da Taça de Portugal (Sporting-FCP) pelos três diários desportivos:

 

Mathieu: 21

Renan: 20

Acuña: 18

Coates: 18

Bas Dost: 17

Gudelj: 17

Bruno Fernandes: 17

Luiz Phellype: 16

Raphinha: 15

Diaby: 14

Wendel: 14

Ilori: 14

Jefferson: 13

Idrissa Doumbia: 13

Bruno Gaspar: 11

 

Os três jornais elegeram Mathieu como melhor em campo.

As regras e o jogo

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Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

Notas sobre o jogo e o pós-jogo

 

  1. Impressionante a arbitragem a tratar o Sporting como “equipa pequena”, amarelando logo, depressa e muito os nossos jogadores como se os do Porto fossem “artistas” que é necessário proteger.
  2. Bizarro e inexplicável como o lance de Herrera (bola dominada com braço) não foi a VAR ou o VAR não zumbiu ao ouvido do árbitro. Não percebo nada de VAR, mas se não é usado num lance explícito e claro como este então é para quê?
  3. Substituições e armação de jogo final de Conceição (com muito melhor banco que o nosso) foi de amador e perdeu a final com isso. E no entanto, todos os tudólogos bem pagos da bola e “escribas” dos desportivos que ouvi e li passaram à margem, temendo certamente represália do nervosinho treinador perdedor e do sistema que o envolve.
  4. Próprio de uma criança mimada, o anti-desportivismo do treinador do Porto. Podemos dar as voltas que quisermos, mas há crianças e jovens a ver aqueles momentos em direto nas televisões, cuja personalidade, comportamentos e sistema de valores se está a formar. Vão achar legítimo que numa circunstância oficial e solene, de cumprimentos entre vencedores e vencidos, se possa ser birrento e infantil. Ora não se pode, não se deve,
  5. O tuguismo ainda mais infantil e degradante de justificar o ato do mau perdedor dá-me vontade de vomitar e confirma-me que Portugal nunca irá a lado nenhum. Um país onde a decência é relativa é um país mesquinho, pequenino, que pretende continuar assim.
  6. Continuamos a ser uma nação feita de regras arbitrárias que ora são para aplicar, ora não são, protegida pela sorte, pela posição geográfica, pelo ouro do Brasil e agora pela Óropa, para quem um comportamento adulto, responsável, assente em conceitos como a honra, a hombridade, o respeito e o fairplay são somente denotadores de ingenuidade.
  7. O assobiar para o lado do nosso football system, de dirigentes, assessores, comentadeiros, jornaleiros, exércitos de funcionários e apensos da FPF e da Liga, políticos e demais basbaques que vivem à custa da bola, demonstra que as unanimidades oportunistas e sonsas dos corporativos que viviam na esplanada da União Nacional do Estado Novo persistem.
  8. É evidente que o fulano que treina o Porto deveria ser censurado publicamente e castigado ou multado severamente.
  9. Também me é evidente que jamais acontecerá.

Prognósticos antes da Taça

Abrirei uma excepção a esta galeria de prognósticos, que costuma estar reservada para os jogos do campeonato. A Taça de Portugal merece tal distinção.

Fica, portanto, a pergunta à consideração de quem me lê: qual será o resultado da final que irá disputar-se depois de amanhã no Estádio Nacional?

Peço que me indiquem também os marcadores dos golos que irão eventualmente ser marcados neste Sporting-FC Porto que promete ser um jogo de emoções fortes.

Políticas

É indispensável ler este texto d'O Artista do Dia. Nele se mostra que o Sporting foi a equipa mais indisciplinada da Liga 2018-19: foi a oitava equipa mais faltosa, a que mais cartões amarelos teve e a segunda que mais cartões vermelhos teve. Neste último caso, a par com o Benfica, é verdade, mas com consequências muito diversas, dependendo da altura do jogo em que as expulsões ocorreram: o Benfica jogou apenas 25 minutos em inferioridade numérica durante todo o campeonato, o Sporting jogou quase quatro vezes mais, 95 minutos, mais do que o tempo de um jogo inteiro. Este ano, a coisa chegou a estes extremos, mas há vários anos que vem sendo mais ou menos assim. E parece-me que é deliberado. Num campenonato em que grande parte da táctica dos pequenos contra os grandes é a sarrafada, o Sporting só pode aparecer em conjunto com eles por um esforço propositado para que assim seja.

Eu não acredito em teorias da conspiração, mas acredito em políticas. Não acho que exista uma cabala contra o Sporting, mas acho que existe uma política deliberada para criar um ou dois superclubes portugueses, como já existem por essa Europa fora, excepto em Inglaterra ( entre os cinco grandes): o Barcelona domina o campeonato espanhol (com o Real Madrid muito próximo), o PSG domina o francês, a Juventus o italiano, o Bayern o alemão (praticamente sem oposição em nenhum destes casos). Cá em Portugal, parece-me que há uma política de promoção do Benfica a este estatuto (com o Porto muito próximo). Mas para isso é preciso afastar o incómodo Sporting e pô-lo a competir numa espécie de segunda linha, onde estaria também o Braga (outro dos grandes beneficiados dos últimos tempos). Esta política não nasce propriamente da maldade de ninguém, mas dos planos cada vez mais insistentes para criar uma superliga europeia, eventualmente fechada, i.e. sempre com os mesmos clubes. É verdade que alguns desses planos não incluem muitas vezes sequer qualquer clube português. Mas haverá aqui uma tentativa de não perder o barco e dizer que há pelo menos dois que merecem lá estar (um exemplo desta conversa pode ser visto aqui). Não se julgue que isto é assim tão exótico: já existe pelo menos no basquetebol, com a Euroliga, onde jogam sempre os mesmos e entram depois uns quantos numa pequena janela de oportunidade; estes acabam invariavelmente de regresso ao seu nível secundário, por incapacidade para mobilizarem meios que os ponham a competir ao nível mais elevado.

O anterior presidente do Sporting tinha demasiados defeitos para ser presidente do Sporting, mas tinha, pelo menos, uma ideia certa, expressa na célebre "teoria das nádegas". Eu acho que essa teoria é verdadeira e que o desafio mais decisivo do Sporting nos próximos anos será resistir a estas pressões para a sua secundarização. Só espero que a direcção do Sporting tenha identificado o problema e concebido uma boa estratégia para o vencer.

A diferença entre o Sporting e os clubes do sistema

Tenho algumas dúvidas sobre se pedir o castigo ao Sérgio Conceição após a agressão ao Renan terá sido a melhor atitude da parte do Sporting. O facto de o pedido de castigo ter partido da parte do Sporting poderá funcionar como um motivador extra para a equipa do FC Porto. O melhor mesmo seria que o Sérgio fosse castigado sem necessidade de o Sporting ter pedido a abertura do processo. Seria esse o procedimento se, em vez do Sporting, esta situação dissesse respeito a algum clube do sistema.

O melhor prognóstico

Termina esta longa série que uma vez mais mantive no És a Nossa Fé.

E termina com um vencedor isolado: o nosso leitor foi o único a antever a vitória tangencial do FCP, no Dragão, na despedida da Liga 2018/2019.

Fica a minha promessa de retomar esta série de prognósticos - que conta sempre com grande adesão dos nossos leitores - no mês de Agosto.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

De terminar o campeonato com uma derrota. Podíamos ter saído do Dragão com três pontos. Esteve quase a acontecer: aos 79', vencíamos por 1-0. Infelizmente deixámos a equipa adversária dar a volta ao resultado, com golos de Danilo e Herrera quase ao cair do pano. Do mal o menos: estávamos em terceiro antes deste clássico, mantivemo-nos em terceiro na despedida do campeonato 2018/2019. Na primeira volta, em Alvalade, tinha-se registado um empate a zero frente ao FCP. Falta o mais importante: a final da Taça, daqui a uma semana. Também contra o Porto.

 

De jogar com menos um durante mais de uma horaFábio Veríssimo, em decisão do vídeo-árbitro Luís Ferreira, exibiu o cartão vermelho a Borja aos 19', desfalcando ainda mais a nossa defesa - já sem Coates e Ristovski, ausentes por castigo. Apesar disto, a equipa deu uma boa resposta, unindo-se no essencial e adiando o mais possível o resultado negativo que se registou no final.

 

De Bruno Gaspar. Voltou a ser titular, após longa lesão, entrando no onze devido à ausência forçada de Ristovski. Muito intranquilo nos minutos iniciais, em que se viu ultrapassado mais de uma vez por Soares e Marega, cometeu um enorme disparate aos 17', num atraso mal medido e totalmente desnecessário: deixou a bola à mercê de Corona, obrigando Borja a cometer a falta que levou à expulsão. Voltou a demonstrar que não tem categoria para integrar o plantel leonino.

 

Da nossa inoperância ofensiva na primeira parte. Nem um só remate leonino à baliza da equipa anifitriã. Nem o facto de termos jogado mais de metade desse tempo com menos um pode servir de desculpa.

 

Do quarto de hora final. Fomos incapazes de segurar a vitória tangencial no momento de maior pressão do FC Porto, quando Danilo já tinha feito embater uma bola na barra, aos 73': seis minutos depois, numa jogada de insistência, o internacional português marcou mesmo e aos 87' o capitão mexicano dos portistas virou o resultado, fixando o 2-1 final. Destaque pela negativa, neste último lance, para Ilori, então a actuar como lateral direito, perdendo o duelo com Herrera.

 

Da agressão de Corona a Acuña, quase no fim. Felizmente o árbitro mostrou-lhe o vermelho: o mexicano ficará fora da final no Jamor.

 

Das poupanças em dose mínima. Marcel Keizer limitou-se a deixar no banco Raphinha, substituído por Diaby, e Wendel, que deu lugar a Petrovic. Podia ter evitado que outros jogadores se desgastassem - nomeadamente Acuña e Bruno Fernandes. Já a pensar na final da Taça - objectivo supremo do Sporting para culminar a época.

 

Deste fim de ciclo. Com esta derrota, pusemos fim a um longo período de 14 jogos sem perder.

 

 

 

Gostei

 

 

De Mathieu. Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes. Espero que permaneça em Alvalade na próxima temporada.

 

De Renan. Três enormes defesas do nosso guarda-redes foram adiando os golos do FCP e enervando a equipa treinada por Sérgio Conceição. Aos 42', voou para impedir que Herrera concretizasse de livre directo. Aos 78', impediu Danilo de marcar num remate rasteiro. Aos 84', travou com o pé esquerdo um tiro de Aboubakar à queima-roupa. Sem culpa nos golos. Exibição muito positiva.

 

De Luiz Phellype. Confirma-se: temos goleador. O brasileiro que foi reforço de Inverno marcou o oitavo, iam decorridos 61', pondo o Sporting em vantagem. Saiu aos 68', dando lugar a Bas Dost, para evitar maior desgaste físico. Mas parece certo que será ele o titular como ponta-de-lança na final da Taça.

 

De Acuña. O argentino voltou a fazer duas posições. Começou como ponta esquerda e recuou para lateral após a expulsão de Borja. Mais contido do que é habitual, manteve no entanto a qualidade técnica e posicional a que nos habituou. É ele quem constrói o nosso golo, em dois tempos: ao recuperar a bola e iniciar a manobra atacante e ao assistir para o remate vitorioso de Luiz Phellype. Seria óptimo que - ele também - permanecesse de verde e branco na próxima época.

 

Que Raphinha e Wendel tivessem sido poupados. Antes assim: estarão mais frescos para alinhar no sempre difícil relvado do Jamor.

 

Do nosso grau de aproveitamento ofensivo. Uma oportunidade, um golo concretizado. Oxalá esta percentagem acontecesse com muito mais frequência.

Na máxima força possível...

SCP1.jpg

 

Na antevisão da partida Marcel Keizer pareceu estar já a pensar no Jamor, admitindo que alguns jogadores precisariam descansar. No entanto recusou abrir o jogo, afirmando que amanhã saberíamos quem jogaria. A convocatória aponta para irmos na máxima força possível ao Dragão, ficando apenas de fora os castigados. Gostaria por exemplo que Mathieu, Bruno Fernandes ou Acuña fossem poupados, do outro lado alguma entrada maldosa pode condicionar os nossos jogadores nucleares e sabendo à partida quem é o padre que irá celebrar a missa, há que precaver possíveis incidentes disciplinares...

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