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És a nossa Fé!

De novo no topo, entre palmas e assobios

Sporting, 3 - Farense, 2

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Daniel Bragança abriu a contagem no dia da sua estreia como capitão da equipa em Alvalade

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

O pior em campo na jornada anterior desta vez ficou de fora: Adán, com lesão muscular, nem no banco se sentou. O mesmo aconteceu com Gonçalo Inácio. Para compensar, tivemos os regressos de St. Juste, novamente titular ao fim de três meses de ausência. E de Trincão, que começou no banco mas saltou lá para dentro, já recuperado da lesão traumática contra o Rio Ave em lance que devia ter sido penálti mas nem falta chegou a ser assinalada por um árbitro que corre o risco de ganhar o campeonato da incompetência.

Foi, pois, um onze poupadinho, este que no passado domingo enfrentou o Farense no nosso estádio, perante mais de 39 mil espectadores - as assistências avolumam-se à medida que prossegue a contagem decrescente rumo ao título que tanto ambicionamos.   

Além dos já mencionados, ficaram de fora Geny, Coates, Morita e Eduardo Quaresma. Já a pensar no desafio desta tarde, contra a Atalanta, para a Liga Europa. Mas, quando o árbitro Cláudio Pereira fez soar o apito final após boa actuação em Alvalade, apenas o moçambicano ficou mesmo sem jogar. Os outros foram entrando à medida que surgiam dificuldades e se impôs a necessidade de fazer sair os mais exaustos. O calendário tão intenso, com jogos de três em dias, vai impondo níveis muito elevados de fadiga física.

 

Talvez para prevenir isso, entrámos com óbvia vontade de garantir uma vitória rápida contra a turma algarvia, que havíamos vencido na primeira volta por 3-2 em Faro. Em desafio que se revelou muito mais difícil do que se previa.

Não há dois jogos iguais, mas o resultado deste Sporting-Farense repetiu o do embate anterior. Com grau de dificuldade idêntica. E no entanto até nem faltou quem antevisse goleada, pois antes da meia hora já vencíamos por 2-0.

Primeiro com uma bomba disparada por Daniel Bragança, de pé direito, aos 11': o disparo foi de tal ordem que embateu com estrondo na barra, desceu à linha de baliza subiu novamente ao ferro e só então entrou. Fazendo levantar o estádio em louvor ao jovem formado na Academia, em estreia como capitão no nosso estádio. Dedicou o golo aos avós, ali presentes, e emergiu sem sombra de dúvida como o melhor em campo.

Depois, destacou-se o suspeito do costume: Viktor, o craque sueco que faz jus ao nome próprio. Meteu-a lá dentro com assistência soberba de Pedro Gonçalves já de ângulo muito apertado, junto à linha de fundo do lado esquerdo. Aconteceu ao minuto 29: os três pontos pareciam garantidos.

 

Mas ainda não estavam. Porque aos 32' o argelino Belloumi despejou-nos um balde de água fria em forma de golaço, batendo Israel nesta tarde em que se estreava entre os postes num jogo da Liga 2023/2024. Remate indefensável: o jovem uruguaio ainda voou, mas sem conseguir deter a bola. Ao intervalo, 2-1.

Viemos estranhamente apáticos do balneário. Concedendo iniciativa de jogo ao adversário, em contraste com o sucedido na meia hora inicial, quando soubemos explorar muito bem a profundidade e fechar as linhas de passe do Farense.

Instalava-se o nervosismo nas bancadas.

O facto de o guarda-redes ser caloiro neste campeonato e o trio defensivo (St. Juste, Diomande e Matheus Reis) actuar também pela primeira vez não ajudou. O que viria a confirmar-se quando os forasteiros empataram, aos 50', pelo caboverdiano Zé Luís.

Havia que tocar a rebate. E assim foi. Três minutos decorridos, Pedro Gonçalves - com assistência de Esgaio - meteu-a lá dentro, bem à sua maneira, fixando o resutado.

 

Depois foi gerir. Com bola e sem ela. Jogo controlado, pausado. Aos 55', tripla alteração: Rúben Amorim trocou Pedro por Francisco (Trincão), Matheus por Eduardo (Quaresma) e Morten por Morita. A pensar na recepção de hoje à equipa italiana, sim. E também a prevenir lesões musculares, cada vez mais prováveis à medida que o calendário aperta.

Entraram depois Coates para render St. Juste - e trancar ainda mais a nossa defesa, novamente com ele a capitão e Diomande remetido ao flanco esquerdo dos centrais - e Paulinho, este como substituto de Edwards, mas tão apagado ou mais do que o titular. 

Foi o melhor que se arranjou: outro 3-2. Suficiente, ainda assim, para atingirmos 59 pontos à 24.ª jornada (para nós 23.ª pois mantemos um jogo em atraso) e recuperarmos a liderança da Liga isolados, beneficiando da goleada sofrida pelo Benfica no Dragão.

Aplausos à equipa? Claro que sim. Assobios é que não: infelizmente ouviram-se muitos, demasiados, nos minutos finais. Por alegado excesso de precaução defensiva. 

Enorme estupidez. Não dos jogadores, mas de quem assobiou. O que me leva a concluir, uma vez mais: alguns adeptos não merecem esta equipa que tantas alegrias nos tem dado.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Sofreu dois golos indefensáveis, cada qual à sua maneira: não podemos assacar-lhe culpas. E ainda viu uma bola no ferro aos 48'. Mas sem fífias neste seu jogo de estreia na Liga 2023/2024.

St. Juste - Voltou em boa forma ao fim de três meses inactivo. É a ele a iniciar o primeiro golo, com excelente passe vertical. E ainda cabeceou ao ferro na sequência de um canto, aos 24'.

Diomande - Tentou colmatar a ausência de Coates no onze, mas é ainda muito cedo para o designarem sucessor. Preso de movimentos, melhorou só quando se encostou mais à esquerda.

Matheus Reis - Foi central à esquerda no "jogo de cadeiras" promovido pelo treinador para solucionar o xadrez defensivo. Mas é melhor como ala do que no centro da defesa, voltou a confirmar-se.

Esgaio - Talvez a sua melhor exibição da temporada após o apagamento de Geny na jornada anterior. Dinâmico, fez centro crucial para o primeiro golo e assistiu no terceiro. Difícil exigir-lhe mais.

Morten - Se andasse menos submetido a tão intensa pressão física, talvez tivesse impedido o primeiro golo do Farense. Sem Morita ao lado, imperou enquanto pôde no meio-campo defensivo.

Daniel Bragança - Enorme exibição do nosso jovem capitão (por ausência inicial de Coates). Marcou à bomba o primeiro golo. Esteve a centímetros de marcar outro, aos 87'. E ainda ofereceu um a Paulinho (78').

Nuno Santos - Exagera por vezes no adorno dos lances. Mas num centro bem medido, aos 25', quase forçou autogolo do Farense: a bola foi à trave. Inicia golo 2, bem articulado com Pedro Gonçalves.

Pedro Gonçalves - O melhor português desta equipa já é o segundo goleador do Sporting 23/24. Foi dele o terceiro golo, garantindo os três pontos. Já marcou 15 e fez 13 assistências: notável.

Edwards - Talvez por falta de confiança, continua a abusar do individualismo, como se por vezes se esquecesse da equipa. Rematou à figura aos 35' e perdeu demasiadas vezes a bola.

Gyökeres - É o terror do Farense: já lhes marcou seis em três jogos na época. No domingo, em Alvalade, mais um. Leva 18 golos marcados na Liga - e 32 em todas as competições da temporada.

Trincão - Substituiu aos 55' Pedro Gonçalves, que saiu com queixas físicas. Regressado de breve lesão, menos grave do que se temia, ainda não se apresentou na melhor condição. 

Eduardo Quaresma - Saltou do campo aos 55', substituindo Matheus Reis. Primeiro como central à esquerda, posição que lhe é estranha. A partir dos 69', actuou pela direita. Sempre seguro.

Morita - Rendeu Morten ao minuto 55. Refrescou o meio-campo leonino, sobretudo no capítulo da recuperação, e orientou os passes com a destreza habitual.

Coates - Substituiu St. Juste aos 69', impondo serenidade na linha defensiva com os seus cortes cirúrgicos (exemplar, aos 75') e a sua temporização no início de cada lance de ataque.

Paulinho - Entrou para render Edwards no minuto 69. Lento, algo apático, desperdiçou o 4-2 que Daniel lhe ofereceu aos 78', deixando-se interceptar. Nem sequer foi útil na posse de bola.

A bonança

A bonança vem em regra depois da tempestade.

E ontem houve tormenta bastante na tarde/noite.

Um mini-tornado em Alvalade que acabou em temperança, felizmente para nós e um furacão no Porto que escaqueirou tudo.

À cautela convém não desarmarmos o aviso de mau tempo e vamos deixar os sacos de areia à volta da nossa equipa, que isto os anticiclones são como as marés, vão e vêm e já estamos avisados que um pequeno descuido pode derrubar a muralha.

Mas que sabe bem uma segunda-feira calminha, isso sabe.

Nem uma pena bule hoje...

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De mais uma vitória: o Sporting soma e segue. Ontem derrotámos o Farense em Alvalade. Por 3-2 (com 2-1 ao intervalo), num jogo em que dispusemos de muito mais oportunidades do que a equipa adversária mas manteve o resultado em aberto quase até ao fim, num grande espectáculo de futebol. Resultado que repete o da primeira volta, no Algarve, desta vez com dois belos golos da turma forasteira - pelo argelino Belloumi (32') e pelo caboverdiano Zé Luís (50'). Mas insuficientes para os de Faro pontuarem no nosso estádio. Convém não esquecer que esta foi a mesma equipa que impôs um empate a zero ao Benfica na Luz e perdeu à tangente com o FCP no Dragão numa partida em que os portistas só fizeram o 2-1 ao minuto 100. 

 

De Daniel Bragança. Grande jogo do esquerdino, que aos 24 anos se estreou como capitão da equipa em Alvalade devido à ausência simultânea de Coates (começou no banco e só entrou aos 69') e de Adán (lesionado). Com os avós na bancada, o médio formado em Alcochete fez jus à braçadeira impondo a sua qualidade de passe e a sua visão de jogo. A vitória leonina começou por ele, logo aos 11': grande disparo com o pé direito, com tanta força que fez a bola bater duas vezes na trave antes de entrar. Interveio também no início da jogada do terceiro golo. Mostrou-se infatigável: à beira do fim ainda corria para recuperar bolas. Melhor em campo.

 

De Gyökeres. É impressionante, vê-lo jogar. Mesmo já sem a frescura que lhe vimos noutras fases, acusando o desgaste de actuar agora de três em três dias, continua a exibir toda a qualidade do seu futebol, em contínua vertigem ofensiva. Num destes lances, marcou, encaminhando-a da melhor maneira para o fundo das redes: foi aos 18', na primeira oportunidade de que dispôs, alargando então a vantagem para 2-0. E serviu os colegas, como aconteceu aos 87', após um estonteante slalom dentro da área algarvia: era para Daniel, a quem só faltou encostar. Tem já 18 golos marcados na Liga e 32 no total das competições.

 

De Pedro Gonçalves. Desta vez jogou menos tempo do que é habitual: Rúben Amorim trocou-o aos 55' por Trincão, já a pensar na eliminatória da Liga Europa com a Atalanta, que vai decorrer depois de amanhã em Alvalade. Mas esteve tempo suficiente para assistir o sueco no nosso segundo golo, num ângulo muito apertado na ponta esquerda, e marcar ele próprio o terceiro, aos 53', após centro de Esgaio. Missão cumprida. Isola-se como segundo artilheiro do Sporting na temporada em curso.

 

Do regresso de St. Juste. Após longa ausência (mais uma), o holandês voltou para integrar um inédito trio defensivo do Sporting, com ele à direita, Diomande ao meio e Matheus Reis à esquerda - rendendo Eduardo Quaresma, Coates e o lesionado Gonçalo Inácio no onze. Cumpriu no essencial, faltando-lhe alguns automatismos, como seria de esperar. Mas saiu dos pés dele uma grande abertura que iniciou o nosso golo inaugural. Podia ter feito melhor na cobertura do lance do segundo golo algarvio, mas vê-lo outra vez operacional já é boa notícia. E aos 24' esteve quase a marcar, de cabeça, na sequência de um canto: a bola foi ao ferro.

 

Da hora do jogo. Começou às seis da tarde, com as bancadas muito compostas (mais de 39 mil espectadores), cheias de crianças acompanhadas dos pais e avós, neste domingo. O ideal para congregar famílias, seja Inverno ou seja Verão, em estádios de futebol. Seria bom que este horário se repetisse. 

 

Da homenagem inicial a Alexandre Baptista. Justa lembrança de um dos nossos melhores centrais de sempre, ontem falecido aos 83 anos. Foi um dos heróis da feliz campanha leonina de 1963/1964 que culminou com a conquista da Taça dos Vencedores das Taças e um dos "Magriços" que subiu ao pódio, com a camisola das quinas, no Mundial de 1966.

 

De Cláudio Pereira. Boa actuação deste jovem árbitro, que não complicou nem atrapalhou nem quis ser o centro do espectáculo. São atributos que deviam ser muito mais frequentes na arbitragem portuguesa, mas isso não acontece. Daí merecer este sublinhado pela positiva.

 

De continuarmos invictos em casa. Nem uma derrota nesta Liga em que confirmamos o nosso estatuto de equipa mais regular. Já levamos 40 golos marcados em Alvalade. E dez jogos consecutivos sem perder neste campeonato (nove vitórias, um empate).

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas consecutivas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De retomarmos a liderança isolada da Liga 2023/2024. Agora com 59 pontos, beneficiando da humilhante goleada (5-0) do Benfica no Dragão. Um mais do que os encarnados, mais sete do que os azuis-e-brancos e mais dez do que o Braga. Tendo - pormenor que convém não ser esquecido - ainda um jogo por disputar. Se o vencermos, ampliamos a vantagem sobre o SLB de um para quatro. Cenário desejável e bem possível.

 

 

Não gostei

 

De ter sofrido dois golos. Sem culpas para Israel, que ontem substituiu Adán entre os postes por impedimento físico do guardião espanhol. Já são cinco, em duas jornadas, se os somarmos aos três que o Rio Ave nos marcou na ronda anterior, em Vila do Conde. Confirma-se: a nossa defesa, nesta Liga, está num patamar inferior ao nosso ataque.

 

Do início da segunda parte. Viemos sem dinâmica do intervalo, um pouco anestesiados pela magra vantagem obtida nos 45' iniciais. Cinco minutos depois, o Farense empatava: era um justo castigo para a desconcentração leonina. Felizmente não tardámos a pôr-nos de novo à frente do marcador.

 

De ver antigos jogadores do Sporting na equipa adversária. É vulgar acontecer, mas desta vez foram três: Elves Baldé, Cristian Ponde e Rafael Barbosa. Todos formados em Alcochete, onde actuaram em vários escalões menos na equipa principal - excepto Ponde, que ainda chegou a estrear-se, com Marco Silva, numa partida da Taça da Liga. Ausente esteve também outro ex-Sporting: Mattheus Oliveira. Este não passou pela formação e saiu sem ter deixado saudades de qualquer espécie. Foi ele a marcar os dois golos que sofremos no desafio da primeira volta.

 

De Edwards. Nada lhe saiu bem. Voltou a ser titular, beneficiando da recente lesão de Francisco Trincão, entretanto regressado. Mas continua sem justificar a aposta de Amorim: o melhor que fez ontem foi um remate frouxo, à figura, aos 35'. De resto foi abusando das fintas, foi-se comportando como dono da "redondinha" até ser desarmado, foi-se atirando para o chão. O treinador, farto de tanta inoperância, deu-lhe ordem de saída aos 78' (fazendo entrar Paulinho) após duas perdas sucessivas de bola do inglês nos minutos precedentes.

 

Dos assobios dos adeptos à beira do fim. Uma vez mais, quando a equipa mais precisava de apoio e procurava segurar a bola para garantir os três pontos, uma caterva de imbecis instalados nas bancadas desatou a brindá-la com sonoras vaias, iniciadas ainda antes do fim do tempo regulamentar e prolongadas pelos cinco minutos de período extra. Nunca me cansarei de protestar contra tanta demonstração de estupidez.

O dia seguinte

Sem sofrimento não existem campeões. Quem pensa o contrário percebe mesmo pouco do futebol que se joga no estádio, se calhar com o entendimento moldado pela Tv ou Internet.

O sofrimento tende a aumentar exponencialmente em jogos inseridos em sequências bi-semanais de diferentes competições, com cartões e condições físicas para gerir, em que o essencial é ganhar com o mínimo de desgaste e consequências para os jogos seguintes.

Para este jogo com um Sp. Farense que nos tornou a vida bem difícil no jogo da 1.ª volta,  o Sporting vinha dum desgastante dérbi para a Taça de Portugal, tinha cinco jogadores à beira de exclusão para Arouca por cartões amarelos e disputará a eliminatória da Liga Europa com o Atalanta três dias depois. 

E ganhou por 3-2, sem amarelos a registar, dando palco a jogadores vindos de lesão como St. Juste, Trincão e Paulinho, e descansando jogadores como Coates, Morita e Hjulmand, e tendo de recorrer ao guarda-redes suplente, Israel.

Excelente!  Tudo o resto é acessório. 

 

Qual é o resto?

Uma primeira parte marcada pelo desperdício ou falta de sorte atacante, com dois golos, duas bolas nos ferros e outras que mereciam melhor sorte, tendo o adversário feito dois remates excelentes de fora da área. Um deu golo, o outro não entrou porque não calhou.

Uma segunda parte em que o Sp. Farense, duma boa jogada, sacou um livre perigoso, dum livre um canto em que a (improvisada) linha defensiva do Sporting cedeu e empatou. Logo a seguir uma ida à linha e golo de Pedro Gonçalves. Recuperada a vantagem, foi tempo de recompor a defesa e gerir o resultado. As entradas de Coates, Morita e Quaresma revelaram-se determinantes para segurar a vitória.

Melhor em campo nos 90 minutos? Daniel Bragança, um belo bolo e sempre em alta rotação, finalmente a correr para trás o que corre para a frente. Esgaio muito bem hoje também, melhor do que Nuno Santos do outro lado.

Arbitragem? Impecável. Um árbitro que começou muito mal na alta roda mas conseguiu dar a volta ao texto, transformou arrogância em assertividade, e valoriza o jogo deixando jogar sem faltas e faltinhas.

 

E agora? Para quarta-feira,  a gamebox já está carregada para o efeito.

E depois? Arouca, onde espero estar.

E os outros? Benfica perde em Alvalade e é goleado no Dragão. O Atalanta empatou com o Milão, perdeu 4-0 contra o Inter, e perdeu em casa com o Bologna. Isto é garantia de alguma coisa de bom? Não, mas mal não faz, como se diz algures no Brasil  "pimenta no cu do outro é refresco".

Rúben Amorim, na conferência de imprensa, veio dizer o seguinte: “Alguma ineficácia da nossa equipa, foram praticamente três ataques em que o Farense fez dois golos, estamos nessa fase. Fomos falhando golos com um bom ritmo e uma boa dinâmica, mas falhámos, outra vez, muitos golos. Na segunda parte controlámos mais sem bola, poderia falar na nossa definição quando ganhámos na bola rápido, faltou-nos o último passe. Mas os jogadores estão a dar tudo, alguns não têm mais para dar nesta sequência de jogos. Foi uma vitória justa." É mesmo difícil não concordar com ele... 

SL

Prognósticos antes do jogo

Outro jogo do Sporting. Este decorre logo à tarde, com menos de 72 horas de diferença em relação ao clássico disputado quinta à noite para a Taça de Portugal.

Recebemos o Farense, às 18 horas. Com duas baixas no onze habitual: Gonçalo Inácio e Adán estão fora de combate. Mas regista-se uma boa notícia: Trincão está de regresso.

Na primeira volta fomos a Faro vencer por 3-2. Partida nada fácil. Com golos de Gyökeres (2) e Pedro Gonçalves. Do lado dos algarvios, bis de Mattheus Oliveira, que passou pelo Sporting há uns anos sem deixar rasto. Felizmente para nós, hoje não joga.

Vamos lá então saber: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Farense?

Quente & frio

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Internacional sueco, "o suspeito do costume": ontem marcou três golos em Alvalade. Difícil ser melhor

Foto: António Pedro Santos / Lusa

 

Gostei muito de Gyökeres: grande atitude, excepcional entrega ao jogo, de longe o melhor em campo. Exibição coroada com três golos frente ao Farense, num desafio da Taça da Liga que vencemos por 4-2. Confirma-se: o sueco é não apenas o mais competente e brilhante jogador a actuar esta época no futebol português, mas uma das melhores contratações de sempre do Sporting. O preço que pagámos por ele é barato, ninguém duvida. Ontem cumpriu o 12.º desafio da temporada com um registo de 11 golos já apontados. Excelente média, contrastando com os Cabrais e os Navarros que aportaram aos nossos adversários com prestações medíocres ou inexistentes. Desta vez abriu o marcador aos 24', quatro minutos depois converteu um penálti e fechou a conta pessoal apontando um golaço aos 63'. Só justifica elogios. Os 22.800 adeptos que compareceram em Alvalade nesta chuvosa noite de quinta-feira certamente gostaram.

 

Gostei das mudanças feitas por Rúben Amorim na equipa. Desde logo apostando em Gonçalo Inácio como médio mais recuado, talvez já a prepará-lo para actuar ali quando Morita estiver ausente durante semanas ao serviço da selecção daqui a um par de meses. Exibição muito positiva: até parece rotinado na posição. Resultaram outras apostas no onze titular, de onde estiveram ausentes Adán, Coates, Morten, Geny, Morita, Edwards e Pedro Gonçalves. Nuno Santos (marcou o terceiro, de pé direito, aos 56') e Trincão fizeram os melhores jogos da temporada, com destaque para o minhoto: assistiu no primeiro golo protagonizando espectacular lance individual, foi ele quem sofreu a falta que gerou penálti e ainda levou Ricardo Velho à defesa da noite voando para deter um remate em arco dirigido ao ângulo superior direito da baliza. Eis um "reforço" que já tardava.

 

Gostei pouco que tivéssemos consentido dois golos, aos 49' e aos 79', com disparos fortíssimos de Mattheus Oliveira (um dos mais inúteis jogadores que passaram por Alvalade) e Vítor Gonçalves. Israel podia ter feito melhor? Dificilmente, mas ainda não oferece aos adeptos aquela segurança entre os postes que temos o direito de lhe exigir. Agradou-me ver Daniel Bragança com a braçadeira de capitão, mas continua a fazer tudo em esforço, incapaz de um passe de ruptura ou de criar lances de desequilíbrio na área do terreno onde se movimenta. Mesmo num jogo caracterizado por notório contraste no desempenho ofensivo: protagonizámos 25 remates, contra oito da turma algarvia.

 

Não gostei de Paulinho. Depois da "vitamina Gyökeres", no início da época, parece voltar a exibir os defeitos que lhe conhecemos de outros campeonatos. Muito condicionado pelas marcações, falhou emendas quase à boca da baliza em centros bem medidos de Esgaio (78') e Nuno Santos (87'). Atirou para a bancada logo aos 10', dando o mote a uma exibição sofrível. E é ele quem perde a bola, com displicência, gerando um rapidíssimo contra-ataque adversário que culminou no primeiro golo que sofremos. 

 

Não gostei nada de ver Dário desperdiçar outra oportunidade de mostrar ao treinador que merece um lugar no plantel leonino. Entrou aos 72', rendendo Bragança, e a partir dos 83' o Farense passou a jogar só com dez por lesão de Zé Luís quando o treinador José Mota já tinha esgotado as substituições - e houve ainda 6' de tempo extra. Nem assim o jovem médio da nossa formação fez a diferença. Pelo contrário: entregou duas vezes a bola no minuto 86 e falhou uma tabelinha aos 88', com fraco domínio técnico. Não se nota evolução neste jogador, lamento concluir. Talvez valha a pena emprestá-lo, como já aconteceu com Mateus Fernandes.

O dia seguinte

Era um.jogo com tudo para correr mal caso o Sporting facilitasse, se Rúben Amorim insistisse em experimentar o 4-2-3-1 ou apostar em  jovens menos preparados. 

Não foi isso que fez. O Sporting entrou em campo com um onze muito diferente do Bessa, mas sólido e equilibrado. Praticou bom futebol e o resultado final (4-2) ficou adulterado pelo desperdicio atacante e pelos dois excelentes e improváveis  remates do Farense. 

Gyökeres foi claramente o melhor em campo, mas Inácio como trinco esteve excelente e Trincão fez enorme exibição com muito azar no remate ao golo.

Além de Trincão, St. Juste, Paulinho, Nuno Santos e Bragança (mesmo falhando clamorosamente nos remates) aproveitaram muito bem os minutos de que dispuseram. Israel ficou marcado pelos golos sofridos e Essugo voltou a entrar muito mal, talvez questão de nervos.

E agora? O acesso à final four da Taça da Liga está quase assegurado, o próximo jogo da Liga é no domingo.

Jogo a jogo, sem bazófias que só servem para dar ânimo aos adversários, como até um cego via há uns anos atrás.

SL

Logo à noite em Alvalade

Vamos ter mais logo um jogo muito interessante com aquele Farense que ainda há pouco vendeu cara a derrota no São Luís e que, tendo vencido na 1.ª jornada, tem aqui uma oportunidade de chegar à Final Four da Taça da Liga.

Vindo de dois desafios fora em relvados imprópios para consumo e com mais um jogo para a Liga já no domingo, Rúben Amorim deve alterar substancialmente o onze titular, fazendo descansar uns e dando minutos a outros, sem fugir do 3-4-3 assimétrico (com um dos alas mais adiantados e o interior desse lado mais perto do ponta de lança) do costume.

Fica então aqui o convite de tentarem adivinhar o onze inicial do Sporting mais logo.

A minha previsão é:

Israel; Neto, St.Juste e Inácio; Esgaio, Bragança, Hjulmand e Nuno Santos; Trincão, Gyökeres e Paulinho.

SL

Isolados no comando 862 dias depois

Farense, 2 - Sporting, 3

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Gyökeres voltou a ser o melhor Leão em campo: marcou dois golos e foi ele quem mais lutou

Foto: Luís Forra / Lusa

 

Os leitores do És a Nossa Fé, sempre muito optimistas em matéria de prognósticos, vaticinaram uma vitória clara - e nem faltaram previsões de goleada. Contra o Farense, anteontem, no sempre difícil estádio de São Luís. 

É verdade que esta equipa andou pela Liga 2 e só no início desta época retomou o convívio com os chamados grandes. Mas não é menos factual que constitui sempre um adversário duro.

Já tinha derrotado, ali mesmo, o Braga por 3-1.

Já quase tinha imposto um empate ao FC Porto no Dragão, em desafio que chegou aos 12 minutos de tempo extra: só um golo mesmo ao cair do pano permitiu aos portistas amealharem três pontos nessa partida.

 

Manda a prudência não embandeirar em arco, atendendo sobretudo a estes precedentes que não podem ser ignorados. No entanto, pareceu-me ver alguma sobranceria do Sporting em campo. Talvez devido ao facto de termos iniciado a jornada no comando do campeonato - em igualdade pontual com o FCP, é certo, mas com maior vantagem em golos marcados e sofridos.

Sobranceria que se ampliou com a vantagem por duas bolas conseguida muito cedo.

Primeiro golo na conversão de um penálti, por Gyökeres, aos 21' - acrescido do bónus de termos passado a jogar com um a mais devido à expulsão do defesa da turma algarvia que travou a bola com o braço.

Segundo golo - um golaço - marcado aos 35' por Pedro Gonçalves, que parece ter recuperado a boa relação com a baliza adversária. 

 

Tínhamos dupla vantagem: onze contra dez no relvado e dois de avanço no marcador. Durou pouco, muito pouco: aos 36', sofremos um golo, de livre directo, punindo falta totalmente desnecessária cometida por um Morten em noite não. O dinamarquês foi poupado a um segundo amarelo por entrada imprudente que poderia - e talvez devesse - ter-lhe valido a expulsão. Fez bem Rúben Amorim em deixá-lo de fora ao intervalo.

O segundo tempo voltou à toada mole, pastosa e previsível evidenciada pelo Sporting noutras partidas. Apenas Nuno Santos e Gyökeres pareciam cheios de vontade de sair de Faro com os três pontos.

No meio-campo, Morita não chegava para as encomendas. À frente, Paulinho tentava marcar sem conseguir. O nosso corredor direito não funcionava: Esgaio teve fraca prestação e Geny, que o substituiu, conseguiu fazer pior.

Para cúmulo, tínhamos perdido o nosso capitão logo aos 11': Coates saiu com queixas musculares. 

 

Mas estava escrito nas estrelas (a tal estrelinha) que não era dia para perdermos pontos. Aos 90', Edwards introduziu-se na grande área e sacou o segundo penálti da noite - logo assinalado pelo árbitro Luís Godinho sem que o VAR, Manuel Mota, o contrariasse. 

Chamado a batê-lo, Gyökeres voltou a brilhar fixando o resultado: 2-3. Saiu do São Luís com o seu segundo bis de verde e branco, subiu para o topo da lista dos nossos melhores artilheiros desta época e devolveu a alegria aos adeptos que já desesperavam com a desinspirada exibição do colectivo leonino.

A verdade é que reforçámos a nossa posição no comando do campeonato, que agora lideramos isolados beneficiando da derrota do FCP na Luz. Algo que não sucedia desde 19 de Maio de 2021 - data em que terminou o campeonato de melhor memória dos últimos 20 anos.

Estamos por cima, com todas as outras equipas atrás de nós, 862 dias depois. Motivo mais do que suficiente para haver alegria. Excepto entre aqueles que fazem questão de andar com o passo trocado: celebram quando perdemos, entristecem-se quando ganhamos.

Felizmente são muito poucos. Autêntica minoria absoluta.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Mattheus Oliveira, ex-Sporting, derrubou-o com dois livres directos (36' e 55'): o espanhol é já o guarda-redes que mais sofre golos destes na Liga. Fez boa defesa aos 81', mas soube a pouco.

Diomande - Não comprometeu, mas foi incapaz de marcar a diferença num dos seus trunfos: o início de construção progredindo com a bola controlada. Grande desarme aos 79'.

Coates - Integrou o onze, mas parou de súbito aos 10' sem conseguiu jogar mais. Talvez devido a sobrecarga muscular. Forçou o treinador a mudar bem cedo o trio defensivo. 

Gonçalo Inácio - Central à esquerda, passou para o meio com a saída de Coates. Desta vez não se distinguiu com os seus passes longos. Amarelado, está à bica: já é o quarto.

Esgaio - Actuação insuficiente. Não apenas no capítulo ofensivo, com pouca eficácia nos cruzamentos que foi tentando, mas também nos confrontos individuais: nem um só duelo ganho.

Morten - De longe a pior exibição de Leão ao peito. Amarelado aos 36', por falta inútil de que resultou o livre e o primeiro golo do Farense, reincidiu seis minutos depois. Podia ter sido expulso.

Morita - O desnorte do dinamarquês, seu parceiro no meio-campo, prejudicou o nipónico, chamado a apagar fogos num raio de acção demasiado longo. A equipa perdeu com isso.

Nuno Santos - Um dos mais inconformados. Tentou marcar, sem sucesso (24'' e 50'). Impecável a servir Paulinho (69'). Amarelado por jogo perigoso, aos 55': esse livre contra nós gerou golo.

Edwards - Após ter brilhado no jogo anterior, baixou neste - devido à forte marcação de que foi alvo. Grande cruzamento para Paulinho (57'). É ele a sacar o penálti que nos valeu a vitória (87').

Pedro Gonçalves - Assinou um golão, num disparo rasteiro e muito bem colocado, pondo o SCP a vencer por 2-0 em Faro. O nosso primeiro penálti nasceu de um remate dele à baliza. 

Gyökeres - O mais batalhador dos nossos: nunca desiste de um lance, mesmo a lutar contra dois ou até três. Irrepreensível na marcação das grandes penalidades, ambas indefensáveis.

Matheus Reis - Entrou aos 12', substituindo Coates mas jogando como central à esquerda. Demasiado contido, sem fazer a diferença. Parece atravessar uma crise de confiança.

Paulinho - Fez toda a segunda parte, colmatando a saída de Morten. Podia ter marcado em duas ocasiões: numa cabeceou por cima, noutra viu a bola travada pelo guarda-redes Ricardo Velho.

Geny - Entrou aos 58', rendendo Esgaio. Sem benefício para a equipa. Demasiado colado à linha, demasiado agarrado à bola, demasiado permeável no confronto com os adversários.

Daniel Bragança - Substituiu Nuno Santos aos 83'. No minuto seguinte já estava a ver o amarelo por falta desnecessária. Incapaz de se evidenciar no controlo, transporte e passe de bola.

All garves

Creio que o jogo é marcado pela excelente disponibilidade física dos 10 do Farense. Aguentaram os quase cem minutos com uma energia tal que até parecia que podiam começar outro jogo logo a seguir. Parabéns! Quem me dera ter aquele potência quando corro na passadeira...

O Sporting continua a jogar de forma enervante (para o adepto). Devagarito a sair, alas a tentar acelerar, muita movimentação na área, pouca eficiência. O primeiro golo é um brinde do defesa do Farense, o segundo inventado por Pote e o terceiro sacado por Edwards. 

Tenro como um pastel, Huljamand não é Palhinha, ainda se está a adaptar ao nosso futebol, creio que não será o patrão que todas as equipas grandes portugueses necessitam. Educado e correto, Morita sozinho, também não chega. Bragança é de um tempo de outro futebol. 

Sobre o refilanço dos rivais. Quem com ferros coiso, com ferros coiso. O ambiente geral do futebol português, em que qualquer falta (repito, qualquer falta) é refilável para sacar amarelo ao adversário e qualquer lance (repito, qualquer lance) na grande área é refilável para sacar penalti, dão nisto. A competitividade está transformada num ódio que as bancadas fazem crescer para os jogadores e vice-versa. Pela televisão, quantas vezes não vimos os bravos e inesgotáveis jogadores do Farense com cara de quem disputa uma guerra?

Certos rivais, que gostam e adubam estes contextos, não gostam que de ser só eles a beneficiar do ambiente de guerrilha, de um futebol que mais parece estar a ser jogado no pátio de uma cadeia como nos filmes. 

De uma vez por todas, creio que devemos uma palavra aos árbitros e aos VAR. Ninguém consegue ser competente quando os 22 em campo se esforçam no sentido de enganar os árbitros e subjugar os adversários com todo o tipo de estratagemas, simulando quedas e agressões em qualquer lance de contacto. 

O dia seguinte

Desde o apito inicial do árbitro o Farense do Mota, velha raposa. disse ao que vinha. Pontapé para a frente, correrias e choques, que convidavam o Sporting a embarcar num futebol de "costa a costa". E o Sporting foi no engodo ainda mais quando deixou de ter a voz de comando do capitão Coates, com Morita e Huljmand bem perto do tridente ofensivo, e os lances de perigo a sucederem-se na área adversária. Surgiu o penálti e merecida expulsão, o Farense ainda mais insistiu no "kick and rush", veio depois o golaço de Pedro Gonçalves) e o resultado estava feito. Bastava recuar linhas, circular a bola, tapar caminhos sem cometer faltas e deixar Edwards e Gyökeres aproveitar o espaço atrás da linha de pressão do Farense.

Mas o que é que se viu? Reposição de bola em jogo tipo "rugby" pelo Farense, equipa a dormir, Huljmand a ser um anjinho e a ir na palhaçada do adversário. Amarelo, livre directo à entrada da área e remate indefensável dum dos maiores flops que entraram em Alvalade no tempo do Jorge Jesus.

O Sporting, mesmo assim a ganhar, fez o que nunca devia ter feito. Em vez de procurar serenar o jogo, recuando os médios e circulando a bola pelas laterais obrigando o Farense a desposicionar-se, voltou ao registo inicial, os dois médios bem avançados, a tentar matar as saídas do Farense à nascença e resolver o jogo. Por pouco o mesmo Huljmand não viu o segundo amarelo, por uma entrada completamente escusada em zona avançada do campo. Já no final do primeiro tempo Edwards foi sofreu um empurrão com o braço e não com o ombro em plena área do Farense que podia ter dado o penálti que acabou por surgir no final dum lance se calhar menos óbvio.

 

Huljmand tinha de sair e saiu, esperava-se Bragança, entrou Paulinho para com Gyökeres amarrar os defesas contrários e dissuadir as correrias desde trás. A equipa começou bem a segunda parte, com calma, circulando a bola, criando oportunidades sem as conceder ao adversário. O jogo estava tão controlado que Nuno Santos, depois de ter aquecido as mãos ao guarda-redes adversário, quis ganhar o prémio Puskas do pontapé de bicicleta do ano, que o jogador adversário bem aproveitou para a palhaçada da ordem, cartão amarelo, livre frontal e outro grande golo de Mattheus Oliveira.

Tal como aconteceu com o Vizela, dum jogo completamente ganho, passámos a ter de voltar a marcar contra um adversário com menos um jogador mas com a moral no topo. E voltámos ao descontrolo do primeiro tempo, muita vontade e pouco discernimento, com oportunidades para marcar mas também a permitir contra-ataques que poderiam dar um "hat trick" ao Mattheus. E só com uma enorme defesa do Adán isso não aconteceu. Finalmente entrou Bragança para demonstrar mais uma vez que não tem estofo físico para estes jogos, logo fez uma falta escusada que originou mais uma oportunidade para livre directo que felizmente Mattheus Oliveira resolveu endossar a um companheiro que rematou para a bancada.

Já o jogo se aproximava do final e o empate parecia inevitável, quando Edwards fez mais um dos seus slaloms pela área adversária e o ex-Porto deixou para trás a perninha marota que o derrubou. Lá veio o penálti que Gyökeres, uma vez mais, não desperdiçou.

 

Tudo somado, o Sporting pôs-se a jeito para deixar pontos no São Luís, muito por culpa da falta de voz de comando dentro do campo depois da saída do capitão Coates. Nem Inácio, nem Morita, menos ainda Huljmand o substituiram nesse aspecto. Com as incidências do jogo a equipa foi sendo cada vez menos inteligente, sempre a jogar na sofreguidão e a ir no jogo que mais convinha a um adversário em inferioridade numérica mas a jogar no seu pequeno campo e com os seus vibrantes adeptos.

Grande jogo deste Farense. A jogar assim vai ser mesmo muito difícil para qualquer equipa passar no São Luis esta época.

Mas o futebol que serve os interesses do Farense não é o mesmo que serve os interresses do Sporting. Ontem faltou muita inteligência ao futebol do Sporting.

E agora? Desfrutar do primeiro lugar na Liga, concentrar na recepção à Atalanta. 

Melhor em campo? Gyökeres, por ter marcado exemplarmente os dois penáltis.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

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Gyökeres muito cumprimentado pelos companheiros: bisou a converter penáltis

Foto: Luís Forra / Lusa

 

Gostei

 

De ver o Sporting ultrapassar um adversário muito difícil. Saímos do estádio de São Luís com uma vitória suada (2-3) mas nem por isso menos saborosa: o Farense é sempre uma equipa muito complicada. Como bem sabe o Braga, que perdeu neste mesmo estádio por 3-1. Como bem sabe o FC Porto, que arrancou a ferros uma vitória tangencial ao onze algarvio no Dragão - com o golo decisivo marcado aos 90'+10. 

 

De Gyökeres. Soma e segue: mais dois golos no seu currículo. Leva agora seis de verde e branco - cinco na Liga - e ascende ao primeiro posto da nossa galeria de artilheiros. Foi ele o homem do jogo ao bisar de grande penalidade de modo irrepreensível. Primeiro aos 21', depois aos 90', sentenciando a partida e fixando o resultado. Mas não se limitou a marcar: foi um batalhador incansável. Sempre a disputar a bola mesmo policiado em permanência por dois defesas adversários.

 

De Pedro Gonçalves. Excelente notícia, ter voltado a afinar a pontaria: marcou um belo golo (o seu segundo da temporada) aos 35'. Um golaço, com remate rasteiro, forte e muito bem colocado na sequência de um canto. Confirmando que o Sporting, nesta época, tem elevado índice de aproveitamento dos chamados lances de "bola parada". Pormenor a salientar: nos dois penáltis, que em princípio deveria ter sido ele a bater, fez questão de oferecer a bola a Gyökeres, dividindo com ele o protagonismo neste jogo. Bonito gesto de companheirismo: merece ser enaltecido.

 

De Mattheus Oliveira. Não está aqui por engano, apesar de actuar pelo Farense: merece mesmo destaque. Fez a melhor partida desde que está em Portugal, marcando os dois golos da sua equipa (aos 36' e aos 55'), ambos na conversão de livres directos que Adán foi incapaz de travar. Dois estupendos remates que pareceram soar a vingança contra o Sporting, onde o médio ofensivo filho do antigo campeão mundial Bebeto esteve sob contrato mas quase não foi utilizado - só disputou quatro jogos na nossa equipa principal. Talvez não volte a fazer um jogo com o brilhantismo deste, em que esteve perto de marcar o terceiro, em lance corrido (grande defesa de Adán aos 81').

 

Da atmosfera no estádio. Bancadas cheias, apoio incessante às duas equipas do princípio ao fim. Quase tudo irrepreensível, excepto o arremesso de tochas e potes de fumo para o relvado no início do encontro. Pelos mesmos de sempre, que forçam o Sporting a pagar largos milhares de euros em multas impostas pela Liga: não têm emenda.

 

De termos conquistado 19 pontos em 21 possíveis. Mais nove do que na mesma fase do campeonato anterior. Eficácia sem margem para dúvida. Marcámos até agora em todos os jogos. 

 

De termos cumprido outro jogo sem perder. Se somarmos o de ontem às 14 rondas finais da Liga 2022/2023 e aos desafios das seis jornadas iniciais deste campeonato, mais o da Liga Europa na Áustria, já levamos 22 sem conhecer o mau sabor da derrota em partidas oficiais. 

 

De ver o Sporting a liderar isolado o campeonato. Tal como na época em que fomos campeões, assumindo o comando à jornada 7, seguimos em primeiro. Agora com mais um ponto do que o Benfica (que tem 18), mais três do que o FC Porto (que tem 16) e mais seis do que o Braga (que tem 13). Haverá quem não goste, mesmo entre alegados adeptos leoninos? É bem possível. Com toda a franqueza, já nada me admira.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Coates. O nosso capitão teve de passar a braçadeira a Adán logo aos 11'. Saiu com queixas musculares, cedendo o lugar no onze a Matheus Reis (Gonçalo ficou ao meio). Oxalá recupere depressa: precisamos dele.

 

De termos passado de 0-2 a 2-2. Mesmo a jogarmos só contra dez a partir do minuto 19, beneficiámos pouco ou nada dessa vantagem numérica. Pelo contrário, foi a partir daí que os leões de Faro se empolgaram ainda mais e partiram para cima de nós em rápidos lances ofensivos de que resultaram os dois golos. Valeu-nos o segundo penálti - muito duvidoso - que Luís Godinho assinalou por suposta falta sobre Edwards sem que o vídeo-árbitro Manuel Mota o tivesse contrariado. Sinceramente, não parece ter existido motivo para castigo máximo nesse lance. Mas foi graças a ele que trouxemos os três pontos de Faro.

 

De Morten. Partida para esquecer do internacional dinamarquês. Aos 36', fez uma falta indiscutível e totalmente desnecessária de que resultou o primeiro golo da turma algarvia. Amarelado, aos 42' voltou a fazer outra falta sem margem para dúvidas e também sem qualquer necessidade que em estrito rigor lhe deveria ter valido o segundo amarelo e consequente expulsão. Rúben Amorim deve ter sofrido um calafrio. De tal modo que trocou Morten por Paulinho ao intervalo. Percebeu que, com ele em campo, arriscaria passar a jogar só com dez.

 

De Daniel Bragança. Voltou a fazer a diferença, novamente para pior. Em campo desde os 83', substituindo Nuno Santos, foi incapaz de ser útil à equipa quando precisávamos de desfazer o empate e de trazer qualidade ao meio-campo leonino. Pelo contrário: logo no minuto seguinte viu o amarelo ao cometer uma falta sem qualquer nexo. Aos 90'+3, quando precisávamos de pausar o jogo e segurar a bola, precipitou-se entregando-a ao Farense lá na frente. Assim dificilmente será titular do Sporting. Absolutamente decepcionante.

 

De ter sofrido dois golos, mesmo em superioridade numérica. Ainda não foi desta que mantivemos as nossas redes invictas na condição de equipa visitante. É o próximo marco a conquistar.

Prémios do Bacalhau - Farense-Sporting

Decidi hoje, depois do péssimo espectáculo que vimos hoje em Faro (e já agora, ontem na Luz), reavivar os Prémios do Bacalhau, que premiavam o jogador que tivesse mandado o chuto atmosfera que chegasse mais alto precisamente com um Bacalhau.

Convido-vos a votar num dos nomeados ou a eleger um vosso.

 

No jogo de hoje os nomeados são:

Luís Godinho - Aquilo que noutro país seria uma arbitragem péssima, merecedora de uma suspensão de funções, aqui é mais um sábado de trabalho de um árbitro português. Marcou mal a falta que deu o 2.º golo do Farense, marcou mal o penalty que deu o 3º golo do Sporting, na boa e velha táctica da Arbitragem Nacional de corrigir um erro com outro, marcou faltas e faltinhas, não conseguiu controlar o jogo, sendo incrível a quantidade de amarelos que deu por protestos ou por quezílias entre jogadores na marcação de livres e cantos. Acabou o jogo com 11 amarelos e 1 vermelho mostrados.

Adán - Com 36 anos ainda não sabe formar uma barreira. Com os dois golos de livre directo sofridos hoje, metade(!!!) dos golos sofridos pelo Sporting neste campeonato foram de livre directo.

Miguel Prates - Uma noite de montanha-russa para o comentador da Benfica TV SportTV. Estava muito desanimado aos 35 minutos, quando Pote marcou o 0-2, ganhou um grande entusiasmo a partir do momento do 1-2 do Farense e ficou tão eufórico com o 2-2 que a sua voz até desafinou nos agudos várias vezes. Teve um grande balde de água fria aos 90 minutos, quando viu o seu clube do coração perder a primeira posição no campeonato.

José Mota - Um estarola que não sabe o que é uma bola de futebol, quanto mais treinar um clube de futebol, acha que o seu Paços de Ferreira Farense merecia ganhar, isto quando o seu clube teve menos lances de golo criados do que os golos marcados pelo Sporting (o lance do segundo golo deles não conta, porque foi um lance de perigo criado pelo árbitro) e que foi roubado pela arbitragem. Uma pessoa que está claramente fora de água quando não exerce o seu trabalho de sonho, mascote do Paços de Ferreira.

Mattheus Oliveira - Há muitos jogadores destes, medianos, que acham que foram injustiçados no Sporting por não apostarem neles. Bastaria terem feito um único jogo que fosse ao nível do de hoje quando estavam no Sporting e se calhar teriam tido essas oportunidades.

Prognósticos antes do jogo

Deslocação complicada, mais logo, nesta sétima jornada do campeonato: vamos a Faro, defrontar o recém-promovido Sporting local, nossa filial n.º2, que já derrotou o Braga e pôs o FC Porto em sentido no Dragão.

O jogo começa às 20.30. Teremos motivos para festejar ao fim da noite?

A última vez que nos deslocámos ao estádio do Farense, para o campeonato, foi em Abril de 2021. Trouxemos de lá uma vitória tangencial: 0-1, graças a Pedro Gonçalves.

Quais são os vossos palpites para hoje?

Amanhã à noite em Faro

Ouvi Rúben Amorim na conferência de imprensa, mais uma vez excelente, e concordo com ele que para ganhar em Faro o Sporting tem de ter muito mais bola que o adversário e não deixar nunca o jogo partir-se, concedendo contra-ataques perigosos aos adversário. O perigo, excepto agora no livre belissimamente marcado pelo jogador do Rio Ave, tem estado nas saídas a jogar pelo eixo central sem a equipa estar bem posicionada para o efeito, e nas costas dos alas que perdem a bola no momento do ataque. De resto, o trio de defesas tem estado muito forte em todos os domínios do jogo e os dois pontas de lança são os primeiros a defender bloqueando a saída de bola contrária.

Daqui a um pouco já vemos como ficaremos na tabela se ganharmos em Faro. Confio que com mais ou menos dificuldade os 3 pontos serão nossos.

 

PS:  O TM actualizou os valores dos plantéis dos três grandes:

Benfica - De 344,5 M€  para 359,6M€

FCPorto - De 283,5M€  para 289M€

Sporting - De 241,9M€ para 280,3M€

SCBraga - De 124,7M€ para 126,2M€

Se calhar, o 2.º lugar neste ranking está agora bem perto de acontecer.

SL

O dia seguinte

Depois do anúncio da renovação de Rúben Amorim, esta goleada imposta ao Farense foi mesmo a cereja em cima do bolo. E foi o melhor resultado de sempre do nosso grande treinador ao serviço do Sporting, semelhante só mesmo o 7-1 ao Sacavenense em 23/11/2020 para a Taça de Portugal.

E foram quase 18 mil espectadores, muitas famílias e malta nova, que numa noite fria e chuvosa se deslocaram a Alvalade para assistir a um belo jogo de futebol, com duas equipas a jogar aberto a todo o campo, o que desde logo tornou mais fácil a tarefa da mais bem apetrechada, a do Sporting.

Depois da mini pré-época propiciada pelo compromisso da selecção, a equipa do Sporting apresentou-se muito bem, com algumas nuances bem interessantes trabalhadas sobre o 3-4-3 "signature" de Amorim. A começar por Trincão devolvido ao seu lugar e a jogar de "pé certo" e a articular muito bem com um Pedro Gonçalves "castigado" a jogar a médio, com o ala Nuno Santos daquele lado e o pivot Paulinho. Por estes quatro passou tudo o que de melhor existiu no primeiro tempo em termos de jogo colectivo, porque em termos individuais Edwards lá ia pintando a manta. 

Já na segunda parte, Paulinho, talvez moralizado pelos golos marcados no primeiro tempo, protagonizou um recital de futebol, dando um golo a marcar a Jovane (que falhou escandalosamente) e outro a Arthur e falhando uma emenda por muito pouco. Talvez Kane fizesse melhor, mas é o que temos pelos 13M€ mais o Borja que treina bem ao que parece lá por Braga e cujo valor de mercado deve ser enorme.

 

Num jogo destes é importante dar oportunidades aos menos utilizados. Israel inspirou confiança entre os postes. Essugo e Sotiris, cada um a seu jeito, demonstraram estar a aprender a lição "Palhinha". Mateus Fernandes entrou com ganas no seu jeito rompedor e foi compensado pelo penalti convertido. Arthur demonstrou mais uma vez que é outro Matheus Reis, bom e barato. Mas o melhor foi mesmo Marsá, simplesmente impecável a fazer de Coates.

Porro soberbo a centrar, Nuno Santos a ensaiar aproximações frontais, Matheus Reis pendular.

 

Falta apenas falar daqueles que mais deixaram a desejar. Um Inácio desconcentrado a dar baldas desnecessárias que só lhe ficam mal. Um Jovane algures em parte incerta. E um Esgaio que parece entrar em campo com uma canga de chumbo às costas. Estes últimos mais Rochinha, que nem sequer entrou, se calhar deviam repensar a sua situação: ou dão rapidamente a volta ao texto ou seria melhor procurarem novos desafios profissionais.

Estranhamente continuo a não ver aquele que é para mim o melhor dos médios da equipa B no momento actual no banco... Essugo e Mateus Fernandes jogaram, estava lá no banco o Veiga, não estava o Diogo Abreu. Um mistério, se calhar o mesmo que fez o Chico Lamba alinhar contra o Casa Pia. Mas isso sou eu a dizer, vendo de longe e da bancada.

 

Melhor em campo? Paulinho, obviamente. Com Trincão logo a seguir.

E agora? Mais dois jogos para ganhar na fase de grupos para chegar à Final Four e conquistarmos de novo o troféu. Que vale o que vale, vale o que custa em cada momento conquistar.

 

PS: Pedro Gonçalves a médio é mesmo um grande desperdício de talento e um convite a alguma lesão mais séria dada a pancada que leva. Não faria mais sentido "trocar" Rochinha por um médio centro a sério, e ter Edwards no banco para intervir no momento certo? Ontem o melhor que fez foi mesmo o golo no local mais avançado, que é o dele.

SL

Quente & frio

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Chuva de golos em Alvalade: Sporting derrotou Farense por 6-0

 

Gostei muito da goleada imposta esta noite pelo Sporting ao Farense no nosso estádio. Vencemos por 6-0: foi até agora o mais dilatado triunfo leonino desta temporada, na jornada inaugural do Grupo B da Taça da Liga. Temos uma reputação a defender nesta competição: somos bicampeões de Inverno, todos desejamos o terceiro título consecutivo. É verdade que o Farense compete na Liga 2, mas está muito bem colocado no segundo escalão do futebol português, a perseguir de perto o líder, Moreirense. Esta vitória por números tão expressivos parece reconciliar o Sporting com o futebol de ataque e com a produção de golos. Fica o registo dos marcadores: Paulinho (20' e 22'), Edwards (39'), Pedro Gonçalves (48'), Arthur (75') e Mateus Fernandes (84'). Um festival: sem dúvida o nosso melhor jogo da época.

 

Gostei de Paulinho, desta vez o melhor em campo. Não apenas pelos dois golos que marcou, com apenas dois minutos de diferença, mas também pela primorosa assistência para o quinto, apesar de ter desperdiçado uma primeira oportunidade, isolado face ao guarda-redes, logo aos 8'. Duplicou, neste seu 15.º jogo da temporada, o número de golos que registara até agora. Destaque também para as exibições de Porro (assiste nos golos 3 e 4), Trincão (é dele a assistência no primeiro e participa na construção do segundo) e Pedro Gonçalves (assiste Paulinho no segundo, inicia o terceiro com um magistral passe que cruzou todo o campo e marca o quarto).

 

Gostei pouco que Dário tivesse desperdiçado a aposta que o treinador fez nele para titular, compensando a ausência de Ugarte no Mundial: o jovem médio defensivo viu um cartão amarelo, sem qualquer necessidade, logo aos 10'. Muito melhor esteve Mateus Fernandes nesta partida, que para ele será de sonho: entrou aos 69', rendendo Nuno Santos com inegável competência, foi carregado em falta dentro da grande área aos 83', quando protagonizava uma magnífica jogada individual, e quem a mete lá dentro é ele próprio, convertendo de forma irrepreensível o penálti. Assim se estreou a marcar, aos 18 anos, pela equipa A do Sporting. Um passo decisivo no início de uma grande caminhada.

 

Não gostei das exibições de Sotiris e Jovane. O grego fez toda a segunda parte, rendendo Dário, mas deixou evidentes as suas fragilidades não apenas no processo defensivo mas sobretudo como construtor de lances ofensivos: está ao nível de um jogador da nossa equipa B, não do onze principal. O caboverdiano, que há muito não calçava, substituiu Trincão aos 61'. Teve o golo à sua mercê, aos 74', mas rematou ao lado. Andou algo perdido na frente de ataque: acusa falta de confiança. Mas protagonizou um gesto bonito ao oferecer a Mateus a oportunidade de ser ele a converter o penálti, entregando-lhe a bola. É assim que se cimenta um verdadeiro espírito de equipa.

 

Não gostei nada da fraca "moldura humana" ontem registada nesta partida em Alvalade: só 17 mil espectadores, incluindo cerca de meio milhar de adeptos do Farense. É verdade que a temperatura fria e a chuva que caiu durante todo o jogo contribuíram para esta desmobilização, mas os tais sportinguistas que juram nada querer saber do Campeonato do Mundo e garantem só gostar de ver partidas do nosso clube parecem ser muito menos do que fazem supor nas caixas de comentários. Afinal o alegado amor à equipa não é suficiente para arrancá-los do sofá enquanto vão espreitando o Mundial do Catar.

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... em Alvalade, para ver o jogo como deve ser, a cores e ao vivo.

Até para aplaudir, o mais entusiasticamente que me for possível, a extensão do contrato de Rúben Amorim como treinador do Sporting até 2026, além de todas as suas virtudes e defeitos enquanto treinador de futebol que muito aqui às vezes valorizo e outras critico, não tenho a mínima dúvida que é a pessoa certa para potenciar toda uma nova geração de talento que está a ser preparada em Alcochete dentro duma filosofia de exigência de desempenho, comportamentos e atitude no campo e fora dele e de respeito pelo ADN Sporting. 

E porquê 2026 ? Porque coincide com o fim do segundo mandato de Frederico Varandas como presidente do Sporting. Não há dúvida que é este o treinador dele até pela aposta financeira que fez, com um Silas qualquer não tinha quaisquer hipóteses de ser reeleito, depois se verá o resto. 

Imagino como o Mustafá estará satisfeito, depois do post que escreveu e da campanha que promoveu na Curva Sul, os seus desejos foram concretizados. Sem ironias, depois da sua intervenção pública, a diferença entre o comportamento da sua claque, de Arouca para Alvalade contra o V. Guimarães, foi da noite para o dia. Agora só tem de assim continuar, a começar por hoje mesmo. Os jogadores irão lá ao pé agradecer quando a claque os aplaudir e ajudar sem restrições em vez de os insultar quando o resultado é negativo e mais do que nunca precisam do seu apoio. 

 

É um momento estranho para disputar uma Taça da Liga, em pleno desenrolar do Mundial do Catar, mas se calhar é o momento possível e importante na manutenção da forma para quem andou semanas a dar o máximo e de repente parou.

Sobre o Mundial deixo o meu balanço para outra oportunidade, apenas refiro que alguns vão sair de lá com minutos e outros não passarão do banco, uns sairão cansados outros com o ritmo quebrado.

Contra o Farense, que está a fazer uma boa campanha na 2.ª Liga, não há muita margem para inventar, sob pena duma derrota em casa. Pelo que irá alinhar a melhor equipa, salvo uma ou outra excepção, como no caso de Israel vs Adán. Sobre Sotiris Amorim já disse que ele tem vindo a treinar a 6 para aprender posicionamentos, e que neste jogo entrará Essugo. Sendo assim, vamos ter mais uma vez o Pedro Gonçalves a 8, um desperdício.

 

Admitindo que St.Juste tenha ultrapassado a situação derivada da pancada no treino, imagino que o onze seja o seguinte:

Israel; St.Juste, Marsà e Inácio; Porro, Essugo, Pedro Gonçalves e Matheus Reis; Trincão, Paulinho e Arthur.

No banco deverão estar Adán, Esgaio, Nuno Santos, Edwards, Sotiris, Rochinha e Jovane.

Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

{ Blogue fundado em 2012. }

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