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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Três leitores, dois colegas de blogue: cinco vencedores desta vez. Aqui ficam os nomes que integram o quadro de honra desta jornada, por ordem alfabética: Ângelo, CAL, Guilherme, José da XãRASR.

Todos acertaram no resultado do Farense-Sporting (0-1), ninguém anteviu o nome do marcador, Pedro Gonçalves. Mas passaram no essencial do teste. E é isso que importa.

O próximo teste está quase a chegar.

Palpitações

Não se preocupem, já estou bem. Mas ontem à noite:

Ia-me dando um treco quando Paulinho entregou a bola em vez de rematar e quando ao rematar em vez do golo certo viu-se a bola rechaçada por um Beto caído do céu ou do inferno. Dei um berro que assanhou a gata quando o João Mário de tanto guardar a bola não soube o que lhe fazer na hora do remate e atira às malhas laterais ou foge com ela ao correr da linha de fundo em vez do pontapé para a baliza. Engasguei-me com a cerveja quando Pote depois de rematar para a bancada com tanta gente solta de marcação à volta dele retorquiu aos protestos dos companheiros com um "calma caralho" como se tanto vagar não nos deixasse com o coração na boca. Veio a minha mulher repreender-me "que pouca vergonha é esta!?" quando desesperei em vernáculo  com o quinquagésimo sétimo passe falhado de Matheus Nunes ou da enésima vez em que mata uma jogada quando não tem pista para abalar com a bola. Acendi um cigarro no outro enquanto se esperava para ver se o golo deles fora off side ou não. Ia ficando careca de arrancar os cabelos com as defesas in extremis de Adán, especialista em bloquear a bola com qualquer parte do corpo da cabeça aos pés.

Ali por volta do Ano Novo os parlapatões do komentariat diziam que o Sporting era "eficaz" quando fazia um golo em dois remates por jogo como se isso fosse grave defeito, agora dizem que somos perdulários e abanam a cachimónia como se não houvesse justiça no mundo. Pelas caras que fazem vê-se logo que não lhes cabe um feijãozinho num sítio que eu cá sei.

"Os adeptos têm de saber sofrer." Cum caneco Rúben... O ano passado por esta altura ver os jogos do Sporting era um passatempo meramente académico, agora que nos puseste nesta ralação da luta pelo título já não te chega a camada de nervos em que andamos?

Entretanto espero que tenham reparado que contra o Sporting os adversários - pelo menos os do Moreirense, do Famalicão e agora do Farense - mostraram-se muito treinados em caírem redondos no chão mal sentem um bafo nas orelhas, calculando que o mais certo é ganharem falta. Coisa que não tenho visto noutros confrontos ditos grandes, onde parece que é tudo ora faxavôr de passar que não estamos aqui para estragar a vida a ninguém.

Resta dizer que sim, que foi penálti sim senhor do Nuno Mendes. Tão penálti quantos os dois penáltis sofridos por derrube do Jovane contra o Famalicão. E se este de Faro talvez tivesse dado para empatar o jogo, aqueles teriam decerto dado para ganhar o outro e ficava tudo na mesma como está. Fora as contas atrasadas que essas ficarão por fazer. 

 

PS: bravo Conceição, provaste que não tens medo dos grandes dessas Europas e que contigo vai tudo a eito: tanto tiras do sério o lerdo do Paulo Sérgio do Portimonense como insultas e provocas o banco do Chelsea. É todo um saber estar.

O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos arrancados em Faro. Contra a briosa equipa do Farense, nossa filial n.º 2, alcançámos uma vitória difícil mas mais que merecida. Num estádio onde o Benfica tropeçou, empatando a zero, e o FC Porto foi incapaz de fazer melhor que nós, vencendo também por 0-1

 

De Adán. Um dos dois melhores jogadores em campo (o outro foi Beto, guarda-redes do Farense). Magistral a defender a nossa baliza com duas intervenções dignas do saudoso Vítor Damas, aos 53' e aos 84' - além de outras duas, aos 29' e aos 79', em lances que acabariam por ser anulados por terem decorrido em fora-de-jogo. Ao ver a exibição do magnífico espanhol lembrei-me de Schmeichel, que foi baluarte do nosso título do ano 2000.

 

De Pedro Gonçalves. Temi o pior, na jornada anterior, ao vê-lo surgir em campo de cabelo oxigenado: em regra, é mau sinal quando os jogadores andam a exibir penteados ridículos e tatuagens fajutas. Receios infundados: segunda jornada consecutiva com o nosso n.º 28 a dar nas vistas não apenas pelo amarelo do cabelo mas também pelos golos que vai marcando. Ontem, mais um, aos 35': valeu-nos três pontos. E recupera a liderança da lista dos goleadores da Liga 2020/2021. Já soma 17 na sua conta.

 

De João Mário. Alguns adeptos do Sporting embirram com ele, alegando que "não corre". Já diziam isso de Pedro Barbosa, Nani e William Carvalho, entre tantos outros. Mas o campeão europeu - único que resta nas fileiras leoninas - é o que melhor temporiza, transporta e segura a bola neste onze titular. Foi o primeiro a ameaçar as redes adversárias, aos 9': só Beto o impediu de inaugurar o marcador. Aos 31', excelente condução de lance ofensivo que merecia melhor desfecho. Aos 57', ofereceu um golo a Paulinho que Beto evitou com defesa monstruosa. Quando saiu, aos 71', a equipa perdeu discernimento e lucidez.

 

De Matheus Reis. Alinhou pela primeira vez de início, como central mais encostado à esquerda. Preenchendo a vaga de Feddal, ausente por lesão. Cumpriu a missão, no essencial, apesar de estar rotinado como lateral esquerdo. E não descurou a construção ofensiva.

 

De Beto e Ryan Gauld. Dois jogadores que já passaram pelo Sporting: por motivos diferentes, não houve lugar para eles. Destacaram-se, por mérito próprio, neste confronto algarvio. Vestidos de branco. Mas eu preferia vê-los de verde e branco.

 

Do árbitro Hugo Miguel. Deixou jogar, com critério largo, sem incentivar a ronha dos jogadores que adoram deixar-se cair simulando faltas. Precisamente o desempenho que tanto elogiamos em árbitros estrangeiros, designadamente em Inglaterra. O futebol português precisava de outros como ele.

 

De ver o Sporting com novo recorde batido. Superámos a marca estabelecida em 2002, quando fomos pela última vez campeões, sob o comando de Laszlo Bölöni: vamos agora em 27 jogos seguidos sem perder. Registo nunca antes alcançado, numa mesma prova desportiva, em 87 anos de participações da nossa equipa em campeonatos nacionais de futebol. 

 

Dos 69 pontos já somados. Para já, fica matematicamente garantido o quinto lugar da Liga 2020/2021. A sete jornadas do fim da prova. Ainda podemos totalizar 90 pontos, se vencermos todos os jogos até ao fim. À condição, levamos agora nove de avanço sobre o FC Porto, 12 sobre o Benfica e 15 sobre o Braga.

 

 

Não gostei

 

 

Dos golos desperdiçados. Beto fez pelo menos três enormes defesas, evitando que o Sporting marcasse: aos 9', negando o golo a João Mário num remate cruzado; aos 35', parando in extremis um cabeceamento letal de Coates na sequência de um canto; e aos 57', anulando um disparo de Paulinho. Três ocasiões perdidas para ampliarmos a vantagem. Outra aconteceu aos 50', quando Paulinho, em posição frontal, decidiu da pior maneira: lateralizou para o segundo poste, onde João Mário não poderia chegar. O ex-artilheiro do Braga tarda a impor-se como rematador no Sporting.

 

Do nervosismo de vários jogadores. Quase todos, valha a verdade - até alguns dos habituais melhores, como Coates e Palhinha. Perante o penúltimo classificado do campeonato. Passes falhados, perdas comprometedoras, remates disparatados a meia distância. Não havia necessidade. 

 

Do sistema táctico. Amorim voltou a prescindir do seu tradicional 3-4-3 para impor um 3-5-2 que a defender se transformava em 5-3-2. Os jogadores, menos rotinados neste sistema, acumulavam-se em zonas do terreno enquanto desguarneciam outras. As alas voltaram a não funcionar, sobretudo a direita, com um Porro irreconhecível. E abdicámos de extremos, agora que temos um ponta-de-lança, algo ainda mais difícil de entender.

 

Das substituições. Desta vez não resultaram: a equipa passou a jogar pior cada vez que o técnico fazia alterações. Tanto na troca de João Mário por Matheus Nunes, aos 71', como nas entradas de Nuno Santos para render Daniel Bragança e de Tiago Tomás para o lugar de Paulinho, ambas aos 83'. Matheus e Nuno não chegaram verdadeiramente a entrar no jogo. E perdemos os dois jogadores que melhor sabem segurar a bola na fase da partida em que mais precisávamos de estar com ela.

 

Da fraca produtividade lá na frente. Só cinco golos marcados nos últimos cinco jogos. Desta vez bastou para conseguir os três pontos. Mas há que melhorar a média ofensiva: não basta um remate enquadrado a cada quarto de hora.

Prognósticos antes do jogo

A primeira das nossas últimas oito finais nesta Liga 2020/2021 joga-se mais logo, em Faro, a partir das 21 horas. Desafio complicado contra uma equipa onde pontifica Ryan Gauld, um dos muitos jovens talentos desprezados pelo "mestre da táctica" que acabaram por deixar Alvalade sem nunca terem conseguido mostrar verdadeiramente o que valem de Leão ao peito.

Venho fazer-vos a pergunta do costume: quais são os vossos prognósticos para este Farense-Sporting?

Amanhã à noite em Faro

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Vamos ter então amanhã o sexto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). E a verdade é que acessíveis podem ser e são de facto, mas têm-se demonstrado bem complicadas de ultrapassar, e relativamente à primeira volta já perdemos 2 pontos.

Este Farense foi também bem difícil de ultrapassar na primeira volta: ganhámos apenas no final, com a tal estrelinha que muito nos está a faltar agora. Conta com Ryan Gauld, que no meu entender teria lugar no nosso plantel, e amanhã espero que não venhamos a ter mais uma prova evidente disso. Vai ser uma final. Já desperdiçámos demasiado, temos mesmo de ganhar.

Desta vez parece que Rúben Amorim tem todo o plantel disponível. Ele é que não está, e a verdade é que talvez seja melhor assim: pode proteger-se melhor a si mesmo e estar mais tranquilo e focalizado para tomar as melhores decisões. Recordam-se de ter aqui dito e repetido que faltava alguém mais velho e calejado no banco e a acompanhar a equipa para o proteger? Um Manolo Vidal ou um Octávio Machado?  Pois...

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal, Inácio e Matheus Reis.

Alas: Porro e Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

Na meu último post "O dia seguinte" deixei a minha opinião sobre o onze, a troca do 3-4-3 do início por um 3-5-2 através do recurso a um terceiro médio, seja ele Daniel Bragança ou o próprio Pedro Gonçalves: não tem funcionado, a equipa constrói muito e marca pouco.

O meu onze é então o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Farense e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada só eu acertei. Infelizmente.

SL

O melhor prognóstico

Não faltou quem viesse aqui prognosticar goleadas do Sporting no sábado que passou, frente ao Farense. A realidade, no entanto, foi bem diferente: vencemos, sim, mas por margem tangencial. Com um golo de Sporar, marcado de penálti, já no tempo extra.

De forma algo surpreendente, só três autores ou leitores do blogue acertaram no 1-0 final: António Pedro, Gaspar e José da Xã. Cabendo o triunfo nesta ronda ao primeiro, por ter antecipado também o nome do marcador do golo. Prognóstico menos fácil do que possa parecer.

A filial número dois

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Os meus caros não têm noção do enorme orgulho que tenho em ser tomarense, terra da filial número um do Sporting, o Sporting Clube de Tomar. É um orgulho acumulado, digamos.

O mesmo sentirão os farenses sportinguistas, um imenso orgulho da filial número dois do Sporting.

Será?

Desde há muitos anos, antes desta última travessia no deserto, depois de António Boronha, que o Sporting Clube Farense se portava mais como Futebol Clube Farense, vá-se lá saber porquê.

E depois dessa travessia no deserto, os farenses e principalmente os sportinguistas de Faro, tiveram a felicidade de rever o seu SCFarense na Primeira Divisão, depois de em 2005 ter desistido das competições oficiais.

As coisas não lhes estão a correr muito bem, tal como aos seus vizinhos de Portimão (mais um Futebol Clube no Algarve), apesar de até praticarem um futebol agradável, pelo que tenho visto. E até tenho visto que nalguns jogos tem sido prejudicado pelas arbitragens. Assim de repente lembro-me de um jogo em Braga onde lhes surripiaram um golo limpinho (limpinho).

Quem não se sente não é filho de boa gente, diz-se, e os algarvios são boa gente, os meus familiares, por exemplo, que são os que conheço mais de perto.

E então, de tanto serem prejudicados pelas arbitragens, que melhor ocasião encontrar para emitir um comunicado, na conta de facebook, que a seguir a um jogo em que trouxeram duas traineiras e um batelão até Alvalade, que atracaram em frente à sua baliza e que perderam em consequência de uma jogada em que em vez de um, há dois penaltis? Alguém leu algum comunicado do Futebol Clube Farense a seguir ao jogo em que foi descaradamente gamado em Braga? Eu não li, admito que a indignação tivesse sido imensa, mas não vi, pronto...

Que raio de indignação é esta, que num jogo em que o apitador de serviço mostrou criteriosamente os amarelos aos jogadores do Sporting a quem "tinha" que mostrar, que teve uma dualidade de critérios gritante e que assinalou uma grande penalidade que até o Duarte Gomes, o Duarte Gomes senhores, sancionou, vem o Futebol Clube Farense no livro das caras, fazer cara de patinho feio e verter lágrimas por um leite que eles próprios derramaram. Como podem constatar acima, na mesma jogada há dois lances que são penalti claro. Que querem os de Faro? Que raio, porque não falaram antes, quando tinham razão mais que justa para o fazerem? Eu digo: Porque é fácil bater no Sporting Clube de Portugal.

E só vejo uma solução para isto: Em Faro já existe um Núcleo Sportinguista, não precisamos de duas representações, ainda mais quando uma apenas carrega e parece-me que o verbo será bem aplicado, o nome do Sporting. Ao cuidado do presidente Frederico Varandas...

 

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O dia seguinte

O Sporting conquistou ontem mais uma vitória e, mesmo com arbitragens tendenciosas, chega ao Natal muito justamente como líder destacado da 1.ª Liga. Há quantos anos isso não acontecia? Aproveitemos.

Mas o jogo de ontem deixou muito a desejar, a equipa de alguma forma regrediu relativamente ao que vinha a mostrar, mesmo com um adversário com a lição bem estudada e um árbitro que foi pactuando com o teatro constante dos jogadores do adversário.

Neste modelo de Amorim os alas estão bem adiantados e a bola tem de entrar rápido no ala oposto, de forma a dar-lhe espaço e tempo para a melhor decisão. Ontem parecia que a bola era "entregue ao domicílio", e quando lá chegava já toda a equipa adversária estava posicionada, dali nada poderia sair. O losango central - João Mário, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tiago Tomás - é todo ele muito igual, baixinho e levezinho, e não pode mesmo jogar a gasóleo. Tem de acelerar para desequilibrar.

Por outro lado, jogar sem ponta de lança implica que quem vai centrar tenha de decidir no momento para quem e para onde. Ou que nem centre mesmo e jogue para trás.

Pois ontem na 1.ª parte o Sporting atacou mal e defendeu pior, podia muito bem ter saído para o intervalo em desvantagem, felizmente Ryan Gauld (porque não trazê-lo de volta ?) falhou dois golos cantados.

A 2.ª parte já foi bem diferente, o cansaço dos jogadores do Farense abriu espaços, Tabata entrou muito bem, Plata e Sporar também, e o golo foi ficando cada vez mais perto. E surgiu quando o guarda-redes do Farense saiu a murro meio na bola e meio na cara de Feddal, num lance em que também Coates sofreu falta para penálti.

E assegurámos os três pontos jogando bem pior do que jogámos em Famalicão donde saimos só com um. Se calhar é a tal estrelinha de candidato a campeão que começa timidamente a luzir.

Mas isso agora não interessa. Interessa é ganhar o próximo jogo no Jamor contra o B-SAD e chegarmos a 2021 na liderança da Liga. Depois logo se vê.

Boas Festas para todos, muito especialmente para os que como eu são sócios do Sporting Clube de Portugal.

#OndeVaiUmVaiTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De mais uma vitória. Derrotámos esta noite o Farense, talvez a equipa que nos deu mais luta até agora no campeonato em curso. Vitória escassa, por apenas 1-0, e conseguida após se ter esgotado o período regulamentar de jogo, já em tempo de prolongamento. Mas é quanto basta para seguirmos na frente da Liga 2020/2021, que comandamos há cinco jornadas consecutivas, desde 1 de Novembro. Quase 20 anos depois, voltamos a ser líderes isolados no Natal: a última vez foi em 2001/2002, quando fomos campeões.

 

De Tabata. Após dois jogos consecutivos a marcar, manteve-se fora do onze inicial. Mas ao saltar do banco, aos 57', fez a diferença: incutiu dinâmica à equipa, acentuou a vertente ofensiva, colocou em sentido a defesa adversária. Sacou livres perigosos aos 67', 75' e 85'. Fez um passe teleguiado para Pedro Gonçalves aos 74', colocando-o em situação de golo. Ele próprio esteve prestes a marcar num cruzamento em arco apontado ao segundo poste que levou Defendi a fazer a defesa da noite. Voto no jovem internacional olímpico brasileiro como melhor em campo: ninguém desequilibrou como ele.

 

De Sporar. Afastado desta vez do onze titular, dando lugar a um Tiago Tomás muito intranquilo, entrou aos 79, rendendo João Mário, quando o técnico leonino desmanchou o seu habitual dispositivo táctico com três centrais, trocou Neto por Plata e ordenou à equipa que subisse no terreno. O esloveno só teve uma acção influente nos 18 minutos que esteve em campo, mas foi precisamente essa que nos garantiu os três pontos: a conversão de um penálti, castigando faltas sobre Feddal e Coates dentro da área do Farense aos 86'. Chamado à linha dos 11 metros, o ponta-de-lança leonino não vacilou. Marcando o seu quarto golo desta época.

 

De Palhinha. Uma vez mais, foi um dos nossos jogadores mais influentes, irrepreensível do ponto de vista táctico, ocupando muito bem o espaço que lhe está confiado, junto à linha divisória no corredor central, e dotado de excelente visão de jogo. Não se limita a recuperar bolas: adianta-se com critério. E foi praticamente o único a tentar rematar de meia-distância num jogo em que os nossos elementos mais avançados se revelaram demasiado contidos.

 

Do Farense. Há 18 anos que a turma algarvia não vinha a nossa casa: na última vez, em 2002, ainda existia o velho estádio José Alvalade. Neste regresso tardio apresentou-se bem arrumada, muito organizada e com um sistema defensivo quase intransponível. Destaque para o seu melhor jogador, Ryan Gauld, que esteve quatro anos sob contrato do Sporting mas foi desperdiçado, actuando apenas cinco vezes na nossa equipa principal. Ele, como tantos outros que não quisemos, brilha agora noutros clubes.

 

Do resultado. Foi bastante melhor do que a exibição. Sobretudo na frouxa e lenta primeira parte.

 

De termos cumprido mais um jogo sem sofrer golos. Levamos 12 seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas, já temos 38 golos marcados nesta época e apenas sofremos quatro nos últimos oito desafios. Pormenor muito importante: o Sporting, até agora, marcou em todos os jogos efectuados.

 

 

Não gostei
 

 

Do zero-a-zero que se verificava ao intervalo. E menos ainda de ver o empate nulo prolongado até aos 90'+1. Muitos adeptos já pensavam certamente que veríamos voar dois pontos, o que felizmente não aconteceu. Mas foi até agora o golo mais tardio do Sporting em 2020/2021, naquele que terá sido o nosso jogo com exibição mais pálida ao nível das competições internas.

 

De ver três jogadores tapados com amarelos. Num jogo que foi mais de 40 vezes interrompido pelo apito, Palhinha, Coates e Nuno Santos (além de Tiago Tomás, em estreia) viram o árbitro exibir-lhes cartões. Qualquer deles já soma quatro, ficando portanto à bica para um jogo de suspensão. Oxalá isso não ocorra num daqueles desafios que acabam por decidir um campeonato, como os confrontos com o Braga e o Benfica.

 

Da primeira parte de Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Os dois médios interiores estiveram anulados durante este período do jogo pelo eficaz sistema defensivo adversário: nenhum deles conseguiu fazer a diferença. O primeiro acabou por render bastante mais ao passar a ala esquerdo: substituiu Nuno Mendes a partir do minuto 57', dando mais profundidade ao corredor. Já Pedro Gonçalves mal conseguiu superar a marcação cerrada que lhe fizeram. Dispôs de duas oportunidades, aos 52' e aos 63', mas desta vez não fez a diferença.

 

De Nuno Mendes. Saiu aos 57', por aparente opção técnica que surtiu efeito. Enquanto esteve em campo o nosso corredor esquerdo quase não funcionou. Vários passes falhados, solicitações de colegas que ficaram sem resposta, inexistência de eficácia ofensiva. Preso de movimentos, algo apático, o jovem lateral leonino não atravessa um bom momento. Foi bem substituído.

 

Da ausência de Rúben Amorim. O treinador cumpriu o terceiro - e último - jogo de castigo que lhe foi aplicado na sequência da expulsão pelo árbitro Luís Godinho à beira do intervalo do Famalicão-Sporting. Um castigo injusto, que no entanto parece ter motivado ainda mais o colectivo leonino: esses três jogos, para competições diferentes, resultaram em três triunfos: 3-0 ao Paços de Ferreira para a Taça de Portugal, 2-0 ao Mafra para a Taça da Liga e agora 1-0 ao Farense para o campeonato. Seis golos marcados, nenhum sofrido.

Um a zero: Três ponta!

E de repente lembrei-me do narigudo antigo treinador do clube ali do outro lado da rua, que foi campeão com uma carrada de jogos ganhos com resultado de 1-0.

Quando lhe perguntavam "então, mister só ganhou por 1-0?" ele respondia com a mesma calma, sempre, "um a zero, dois ponta".

E a verdade é que foi campeão. Por um ou por meia-dúzia, a vitória vale sempre três "ponta". Que venham muitas!

 

E já agora, um feliz Natal para todos e um ano, para o ano, que este não conta.

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois de duas vitórias para as Taças, o Sporting recebe amanhã o Farense, uma equipa que tem feito um campeonato sofrível, parece que joga mais do que os resultados traduzem, mas que nos vai com certeza criar dificuldades. Nessa equipa o melhor jogador é o "nosso" Ryan Gauld, que me encanta particularmente e que podia muito bem regressar no final da temporada para ocupar o lugar do João Mário, e também lá está outro ex-jogador nosso, o muito veloz Bilel, um Nuno Santos para pior, mas sempre perigoso.

Rúben Amorim aproveitou os dois jogos para fazer rodar todo o plantel disponível. Jovane e o LP29 continuam em recuperação e Nuno Mendes parece ter recuperado da pancada do último desafio. Não esquecer também que no dia seguinte a equipa B recebe o (novo) Estrela da Amadora que acabou de eliminar este Farense na Taça de Portugal, num jogo crucial para chegar à liderança da série, se calhar um ou outro do plantel principal irá reforçar essa equipa.

Esta equipa do Sporting está a crescer de jogo para jogo, porque o modelo de jogo se vai consolidando e apurando, mas também muito por "culpa" dos miúdos, que não param de se transcender. É uma equipa que domina o espaço e o tempo do jogo, deixa pouco ao adversário para jogar e marcar. Mas por vezes os erros individuais comprometem a "máquina" e depois vem um lance de inspiração dum adversário que complica tudo. Curiosamente, têm sido os mais velhos a errar mais, se calhar sente-se por ali demasiado o peso da responsabilidade. Esperemos que isso não aconteça amanhã à noite. 

 

Sendo assim, imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

No (mau) estado em que se encontra Sporar, apostava num ataque móvel sem ponta de lança:

Max; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para tentar prosseguir na liderança da Liga e nós, sócios e adeptos, na impossibilidade de lá estarmos, nem em Alvalade nem fora dele devido ao confinamento, vamos com certeza dar o maior apoio à distância. 

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Chega mais uma jornada do campeonato nacional de futebol. Vamos receber o Farense depois de amanhã, a partir das 20.30. Um adversário menos fácil do que alguns possam pensar, sabendo que essa equipa integrava a Liga 2 na época passada. A turma algarvia trata bem a bola e conta com um jogador cada vez mais valorizado: o jovem escocês Ryan Gauld, que fez parte da formação no Sporting e - como tem acontecido com tantos que passaram pela nossa Academia - acabou por ser dispensado. Os outros emblemas acabam quase sempre por beneficiar com as sucessivas "sobras" do plantel leonino.

Mas isso é outra conversa. Agora o que importa é registar os vossos prognósticos. Qual será o resultado deste Sporting-Farense e quem serão os marcadores dos nossos golos?

Parabéns, André Geraldes

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Dezoito meses depois, eis o resultado do bom trabalho desenvolvido no Algarve: ex-responsável operacional pelo futebol do Sporting no mandato de Bruno de Carvalho, com quem viria a incompatibilizar-se, André Geraldes transitou em Novembro de 2018 para o Sporting Clube Farense, onde desempenha idênticas funções. Ei-lo agora a festejar a subida dos "leões" algarvios ao primeiro escalão do futebol nacional. Comprovando em Faro a mesma competência que já havia revelado em Alvalade. 

Não custa vaticinar que um dia regressará ao Sporting Clube de Portugal pela porta grande. Aguardemos.

De pedra e cal - A mais distinguida filial algarvia

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Legenda: No Jamor, o Sporting Clube de Portugal defronta o Sporting Farense. O bloco de comandados por Ronnie Allen: (na primeira fila: Carlos Pereira, Tomé e José Carlos) vai enfrentar os representantes da mais distinguida filial algarvia. Luta Familiar que não pode resultar em problema leonino.

 

O jogo aconteceu a 14 de Janeiro de 1973 e o Sporting ganhou por 4-0. Mesmo assim a equipa de Faro conseguiria ficar em 11º lugar no campeonato e chegar até às meias-finais da Taça de Portugal, troféu ganho pelo nosso Clube. A nossa equipa era comandada por Ronnie Allen que nos deixou no final da época.

No dia em que se confirma a subida do Sporting Clube Farense (1 de Abril de 1910), filial n.º 2 do Sporting Clube de Portugal, congratulo-me e partilho esta memória longínqua. 

As minhas memórias, são outras. A primeira vez que vi o Sporting Clube de Portugal em campo, foi no S. Luís, em Faro. A primeira vez que pus o pé num estádio de futebol, foi no S. Luís, em Faro. O meu Farense, é o de Paco Fortes e do temível Hassan. O meu Farense, é o que na época 94/95 garantiu acesso à Taça UEFA. O meu Farense, nossa filial n.º 2, está de volta ao palco principal do futebol nacional e eu sinto-me duplamente feliz.

O meu coração é, e será sempre, exclusivamente verde e branco, mas na próxima época, estará ainda mais palpitante.

Seja bem-vinda à Primeira Liga, cara filial n.º 2. Estou absolutamente certa de que as disputas familiares da próxima época, não vão resultar em problema, mas em grande festa leonina.

Muito obrigada, caro Leão da Amadora.

 

Imagem: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

*Edição: distinguida por distinta (legenda e título).

Escócia não é só Whisky e Golfe

Também é futebol, embora numa segunda linha europeia no que respeita a clubes e selecção.

Sempre existe um ou outro escocês que se destaca no futebol Inglês, como Ferguson ou Dalglish, e são tidos como teimosos e resilientes, não quebram facilmente.

Aqui há uns quatro anos, veio um internacional sub-19 da Escócia, andou pela equipa B com bom desempenho, teve um primeiro empréstimo onde se estava a destacar com um treinador formador, até fez um jogo contra nós em que nos ia lixando (como agora fez o Gelson Dala), mas que foi interrompido abruptamente por uma birrice daquele que conhecem, passou o resto da época praticamente sem jogar e foi desterrado para uma equipa de lenhadores onde dificilmente se podia destacar (muito mais ao jeito do Mama Baldé, outro que está a fazer pela vida).

Chamaram-lhe o Mini-Messi, de semelhança com o original só tem o tamanho, são estas comparações idiotas que podem dar cabo duma carreira.

Em entrevistas que li, não lhe ouvi uma palavra de revolta ou queixume, apenas que estava a gostar da experiência, gostava do clube, estava a aprender muito a todos os níveis e que pensava continuar por cá.

Pois Ryan Gauld, com 23 anos acabados de fazer, é titular no meio campo duma nossa filial, o Sporting Farense, e hoje marcou dois golos na vitória em casa da sua equipa na 2ª Liga.

Gosto imenso deste pequeno jogador, trabalhador, intuitivo, rápido, de futebol vertical, penso que tem tudo para encaixar neste modelo Keizer. Teve a sua travessia do deserto mas não desistiu, ainda está bem a tempo de chegar a outros patamares, incluindo a selecção A da Escócia. Fico a torcer para que isso aconteça.

SL

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