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És a nossa Fé!

O dia seguinte

O Sporting repetiu em Famalicão, contra a nossa "besta negra" local, o resultado da época passada. num jogo extremamente competitivo e de resultado incerto até final. O Famalicão conta sempre com uns "jovens turcos" lixados, e a verdade é que, se os euros abundassem em Alvalade, Ivan Jaime e Ivo Rodrigues seriam muito bem-vindos como já foram Pedro Gonçalves, Vinagre e Ugarte. 

Para este resultado contou também um árbitro "vermelhusco" e incompetente, que foi para o campo com ideias feitas e conseguiu condicionar com amarelos mal mostrados toda uma linha de contenção dos contra-ataques adversários, constituida por Esgaio, Palhinha e Nuno Mendes, que tiveram de escolher muito bem o momento de meter o pé sob pena de pôr o Sporting a jogar com 10. E, por isso mesmo, aqueles dois jogadores do Famalicão que citei estiveram nas suas sete quintas para as arrancadas que muito perigo criaram para a baliza extraordinariamente bem defendida por Adán.

Mas vamos ao que interessa. Se em equipa que ganha não se mexe, e em equipa que ganha e joga excelentemente bem menos se mexe ainda, Rúben Amorim mexeu e sempre para pior. Feddal não fez esquecer Neto, Nuno Mendes esteve desastrado em tudo e até no autogolo, quando Vinagre tinha sido o melhor em campo no jogo anterior, Jovane começou logo por desperdiçar um lance de golo e nunca se viu durante a partida e Nuno Santos mal entrou agitou e rematou ao poste. 

Além disso, o fecho do mercado está também a mexer na cabeça dos jogadores que poderão sair mediante as propostas mais ou menos irrecusáveis que surjam. Nuno Mendes, Jovane, Matheus Nunes e Pedro Gonçalves estiveram desconcentrados e inconsequentes, muito aquém do que podem fazer. 

Depois houve Paulinho, que no que respeita ao remate ao golo está de facto a viver um período para esquecer. Pode rematar 20 vezes de pé ou de cabeça que 15 vão para a bancada e os restantes cinco à figura do guarda-redes. Ontem, fruto da táctica (?) adoptada, nem sequer assumiu o papel de pivot da manobra ofensiva da equipa. Terá de ser ele mesmo a encontrar as soluções para ultrapassar esta situação, via treino ou aconselhamento, porque já não percebo se o problema está nos pés/cabeça ou na matéria cinzenta. Há mínimos a partir dos quais não há boa-vontade que resista.

 

Com tudo isto, a verdade é que o Sporting foi uma equipa ansiosa por resolver depressa o encontro, com muito jogo directo que inevitavelmente partia a equipa em duas - os que lançavam e os que procuravam receber os lançamentos - e tornava o meio-campo um deserto pronto a ser varrido em velocidade pelos contra-atacantes contrários.

Tornou-se um futebol de matraquilhos, atacas tu agora, ataco eu a seguir, que podia até favorecer quem tem os melhores decisores. Mas com Jovane, Paulinho e Pedro Gonçalves em dia para esquecer, só desfavoreceu o Sporting. Havia que construir jogo doutra forma, chegar à area contrária com o onze mais próximo, pausando e lateralizando para obrigar o adversário a desposicionar-se e desgastar-se nas tarefas defensivas. Chutando para a frente era mesmo dar-lhes descanso.

Rúben tentou, via substituições, mudar o rumo aos acontecimentos, e lá sairam aqueles que fui citando (Esgaio, Jovane, Matheus Nunes,  Feddal, Nuno Mendes) mas o mal estava feito, quem entrou foi tapando a cabeça e destapando as pernas, e sempre estivemos mais perto de perder do que sair com os 3 pontos.

 

E agora? Bom, agora em primeiro lugar há que esperar pelo fecho do mercado para saber que plantel iremos ter.

Se me dissessem que sairiam Nuno Mendes e Jovane por 70M€ e vinha um "cabecinha de ouro" ponta de lança, para jogar com ou sem Paulinho, ficava eufórico...

Foi a pensar nisso que foram titulares? Se não foi, parece...

Porque no essencial estamos como estivemos na época passada quando fomos campeões...

 

PS: Não me esqueci do que aconteceu com o Sporting e com Coates no fecho do mercado de Verão de há dois anos. Foram três penáltis e uma derrota em casa com o Rio Ave. Muitos que quiseram enterrar o Coates vivo nesse dia agora davam muito por uma camisola autografada...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Dos primeiros pontos perdidos no campeonato. Desde que o Famalicão subiu novamente ao primeiro escalão do futebol português ainda não vencemos esta equipa. A tradição recente cumpriu-se: ontem fomos lá empatar 1-1. E estivemos a perder a partir dos 68'. Conseguimos anular a desvantagem, aos 82'. Mas foi um ponto arrancado a ferros. Numa partida em que o onze leonino teve uma exibição decepcionante. 

 

Do festival de passes falhados. Há muito que a nossa equipa não claudicava tanto no capítulo do passe - sobretudo na transição do meio-campo para o ataque. Quase nenhum titular está isento de culpas neste domínio.

 

De Jovane. Rúben Amorim apostou nele para o onze titular, mas o luso-caboverdiano não correspondeu a mais esta prova de confiança. Logo aos 2', teve o golo nos pés, isolado perante o guarda-redes, mas recebeu a bola com displicência e nem conseguiu dominá-la. Este lance marcou-o: foi incapaz de dar um contributo positivo à equipa. Saiu tarde, estavam já decorridos 56'.

 

De Matheus Nunes. Perdeu-se demasiado tempo, na semana que agora termina, a discutir se o luso-brasileiro merecia integrar a selecção nacional ou a "canarinha". Esta é daquelas discussões inúteis que volta e meia despontam no futebol português. Com a péssima exibição nesta partida em Famalicão, onde foi um dos piores em campo, o debate entre os adeptos deve ser outro: Matheus merece ou não ser titular no Sporting?

 

Do autogolo de Nuno Mendes. O jovem lateral esteve muito longe das melhores exibições a que nos habituou de verde e branco. Foi infeliz ao introduzir a bola na baliza, culminando uma série de intervenções atabalhoadas nesse lance iniciadas com uma perda de bola a meio-campo e consequente abertura de uma avenida para a cavalgada do Famalicão. Outros jogadores do Sporting tiveram responsabilidade neste golo sofrido, nomeadamente Gonçalo Inácio: é ele quem remata contra a perna de Nuno, que sem querer introduz a bola na baliza. 

 

Da posição de Gonçalo Inácio. Terceiro golo sofrido pelo Sporting esta época, terceira vez em que o jovem central tem alguma responsabilidade nesses lances. Gostaria muito de voltar a vê-lo actuar na sua posição natural, como central à esquerda, e não nesta adaptação de pés trocados que começou por ser provisória e se vai tornando definitiva. 

 

De Paulinho. Outra exibição de fraco nível do nosso "ponta-de-lança" que parece jogar cada vez mais longe da baliza. Uma vez mais, não pode queixar-se de ter sido mal servido pelos colegas. Aos 53', recebeu muito mal a bola que lhe fora endossada por Nuno Mendes. Aos 84', a passe de Porro, cabeceou à figura. No último minuto, aos 90'+7, atirou muito por cima em posição frontal, desaproveitando uma assistência de Pedro Gonçalves. Com prestações destas, não admira que em cinco jogos oficiais o ex-Braga leve apenas um golo marcado na temporada em curso.

 

Da primeira parte. Nem uma oportunidade de golo para o Sporting durante os 45 minutos iniciais. Actuámos neste período como se nos pesasse a condição de sermos campeões em título. Irreconhecíveis. A primeira oportunidade surgiu apenas aos 58', quando já estavam em campo dois jogadores que saltaram do banco: Porro (em vez de Esgaio) e Nuno Santos (em vez de Jovane). O primeiro cruzou, o segundo atirou ao poste.

 

Do árbitro. Não teve influência no resultado nem faz qualquer sentido atribuirmos a perda dos dois pontos a este senhor, um dos mais fracos apitadores que se pavoneiam nos estádios nacionais. Mas Fábio Veríssimo voltou a cometer um delito de lesa-futebol ao exibir três cartões amarelos antes de haver decorrido o primeiro quarto de hora. Por lances casuais, sem qualquer justificação para este absurdo critério que estraga o espectáculo e contradiz em absoluto as orientações dadas aos árbitros na sequência do recente Campeonato da Europa, em que houve poucas interrupções de jogo e foram exibidos escassos cartões. Alguns árbitros portugueses não parecem ser deste continente. É o caso de Veríssimo, que exibiu oito amarelos, incluindo cinco a jogadores nossos: Esgaio (5'), Palhinha (14'), Nuno Mendes (41'), Pedro Gonçalves (75') e Tabata (90'+5).

 

 

Gostei

 

De Adán. Pela segunda jornada consecutiva, o melhor Leão em campo. Salvou a equipa de sofrer três golos com intervenções decisivas aos 27', 39' e 90'+5. Começa a merecer a inclusão no lote dos melhores guarda-redes de sempre do Sporting. A ele devemos ter saído de Famalicão com um empate em vez de uma derrota.

 

De Porro. Amorim preferiu manter Esgaio como titular na ala direita, mas o reforço leonino - talvez por ter sido amarelado muito cedo, de forma injusta - esteve demasiado retraído, contribuindo pouco para a dinâmica ofensiva da equipa. Com o espanhol em campo, a partir do minuto 56, o nosso jogo acelerou muito naquele corredor, de onde surgiram sucessivos lances de perigo, fazendo o Famalicão encostar enfim às cordas. Aos 58', já servia Nuno Santos, que atirou ao ferro. Aos 60', tentou marcar de chapéu a mais de 40 metros de distância ao ver adiantado o guarda-redes, que defendeu in extremis: teria sido o golo mais espectacular deste campeonato. Aos 84', outro grande cruzamento, que Paulinho desperdiçou. Todas as dúvidas ficaram desfeitas: Porro merece regressar ao onze titular.

 

De Palhinha. Esteve longe do seu melhor, nomeadamente no capítulo do passe, mas foi um dos raros sportinguistas que se destacaram da mediania ou até da mediocridade. Mesmo com amarelo a partir do minuto 14, não virou a cara à luta, batalhando sempre pela bola. Devemos-lhe o golo do empate, aos 82', dando a melhor sequência a um pontapé de canto ao colocar-se junto ao segundo poste. E leva dois já marcados neste início de temporada.

 

De Daniel Bragança. Também ele entrou bem, mostrando-se muito mais em jogo do que Matheus Nunes, que rendeu aos 73'. Bom passe longo aos 90'+2. Passe teleguiado para Pedro Gonçalves aos 90'+7: foi a nossa última oportunidade real de golo.

 

Do Famalicão. Boa exibição global da equipa dirigida por Ivo Vieira - um dos melhores treinadores da Liga portuguesa. Destaco os desempenhos de Iván Jaime, Marcos Paulo e Ivo Rodrigues. 

Uma noite das antigas

Houve milagre em Famalicão na noite das bolas longas e o Sporting só começou a pegar no jogo, e mais propriamente a jogar, quando saiu o Doumbia ou Eduardo ou lá quem era aquele 8 que falhou todos os passes, baralhou-se nas recepções e quando um pé pedia licença ao outro para dar um passo, a bola já lá não estava. Bem acompanhado esteve ele pelo desastrado Jovane (teve nos pés um golo antes dos 2' de jogo, mas a cabeça não deixou) e por esse caso sério de horror à baliza que é o Paulinho-inho. Mais fraco do que o Sporting hoje, só mesmo o paspalhão do apito que ainda não era passado um quarto de hora e já tinha varrido tudo a cartões amarelos, fosse encosto ou tropeção. Foi milagre o empate, os deuses não nos abandonaram. Dias melhores virão de certeza.

Prognósticos antes do jogo

Desafio difícil, logo à noite. Vamos enfrentar o Famalicão, no terreno deles. Na época anterior não conseguimos vir de lá com três pontos. Foi em Dezembro do ano passado: empatámos 2-2. O primeiro percalço num campeonato que acabámos por vencer. Com golos de Pedro Gonçalves e Porro - este num espectacular pontapé de livre.

É verdade que fomos prejudicados nesse jogo por uma arbitragem calamitosa de Luís Godinho, que decidiu expulsar Pedro Gonçalves e o próprio Rúben Amorim. Se houvesse elementares critérios de exigência na arbitragem portuguesa, este senhor já não andaria agora de apito na boca. 

Também é verdade que este Famalicão de 2021/2022 aparenta menos qualidade do que o da época anterior. Por ter perdido jogadores como Gil Dias, Ugarte e Vinagre (os dois últimos para o Sporting). Mas todo o excesso de confiança é mau conselheiro.

Sendo assim, venho pedir-vos os vossos prognósticos para este Famalicão-Sporting, com pontapé de saída previsto para as 20.30 de hoje.

Amanhã à noite em Famalicão

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É já amanhã o o último jogo desta fase da 1ª Liga antes da paragem pelos compromissos das selecções. O Sporting segue na liderança após 3 vitórias, e mais uma dará uma tranquilidade muito importante para o clássico com o Porto em Alvalade que se seguirá.

O Famalicão foi a nossa "besta negra" da época passada. Foram apenas eles e o Porto que nos conseguiram retirar 4 pontos. Claro que os dois foram ajudados pela caricatura de árbitro Luís Godinho, mas amanhã vamos ter outra "encomenda", vamos ter como árbitro aquele que fez os possíveis para tirar o Palhinha do jogo com o Benfica na época passada. 

Mesmo tendo perdido Vinagre e Ugarte, o Famalicão começa a criar um curriculum interessante na 1ª Liga, dispõe doutros jogadores bastante interessantes, que frente aos grandes procurarão fazer o jogo da vida deles e vai ser um adversário bem difícil.

O Sporting está bem e recomenda-se. Se em equipa que ganha não se mexe, contra o B-SAD o Amorim mexeu e Neto e Nuno Santos entraram muito bem no jogo. Por outro lado, vem aí o fecho do mercado e Nuno Mendes e Jovane são aqueles que devem andar com a cabeça mais à roda. 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Coates e Feddal.

Alas: Esgaio, Vinagre, Nuno Mendes e Porro.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

Pontas de lança: Paulinho e TT.

 

Sendo assim, vou muito pelo último onze apresentado:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Famalicão para tentar prosseguir na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Nem deslumbrado nem derrotista

Não sejamos bipolares. Dos dos nervos e das emoções e dos que acham que isto é a dois, que é só dos dois do costume. Não é. Estamos cá nós para o provar. 

Isto é uma maratona e ninguém nos disse que ia ser fácil. Antes pelo contrário. Como aliás ninguém nos prometeu uma corrida de duzentos metros sem barreiras. Antes pelo contrário.

Aqueles que nos representam, no campo e fora dele, têm sido verdadeiros connosco. Desde a primeira hora que nos ensinaram que isto é jogo a jogo. E que é muito difícil. Muito difícil.

Se nunca me deslumbrei com a campanha extraordinária que temos feito esta época - os foguetes nem sequer os comprei quanto mais tê-los atirado! -, também não vou embarcar no discurso de que está tudo perdido porque encaixámos dois empates seguidos e perdemos a confortável vantagem de dez pontos para o segundo classificado. 

Ontem custou a não conquista dos três pontos. Chiça se custou... Perdidos ainda por cima por culpa nossa.

Falhámos, não uma carrada, mas um camião de golos cantados. Fomos de uma superioridade técnica e táctica face ao adversário indiscutível. E não quero com isto garantir uma vitória moral, que dessas está o Inferno verde e branco cheio.

Talvez tenhamos jogado a passo num ou noutro momento do jogo, mas as mexidas na equipa (porventura algumas delas tarde) produziram jogo de equipa grande, reduzindo o adversário ao seu reduto defensivo. Não me quero enganar nem a ninguém, julgo que o Famalicão desde o golo que marcou só rematou de novo à nossa baliza na segunda parte e esta avançada. 

Têm dúvidas na equipa, não tenham.  Se tiverem dificuldade em nela acreditar, aconselho-vos, vejam a conferência de imprensa do Rúben Amorim no pós-jogo. Aquilo é um bálsamo de lucidez, determinação, rumo e liderança. Já tenho ouvido que o nosso timoneiro estava ontem mais nervoso e instável do que o habitual (leitura inicialmente propagada pelos narradores televisivos da partida), discordo. Vi um RA igual a si próprio. Comprometido com a equipa,  tomando-lhe as dores e investindo nela pondo-a mais ofensiva. Querendo ganhar o jogo.

O fecho deste abrupto tem confiança e crença suportadas pela consistência que este Sporting tem apresentado já lá vão meses e largos: Jogo a jogo vamos ser campeões!

Incongruências

O que leva um árbitro a deixar que uma equipa distribua "fruta" de criar bicho e mostre um amarelo ao Palhinha logo aos nove minutos, numa jogada igual a tantas outras contra nós que nem falta o homem marcou?

O que leva o Porro a deixar o Rúben Vinagre (bom jogador) ir por alí abaixo sem fazer falta, talvez temendo um amarelo e depois leva o mesmo amarelo por protestos? Na primeira poderia ter evitado o golo, na segunda não evitou nada...

O que faz o Sporting andar a passo nas primeiras partes dos jogos e depois a correr atrás do prejuízo nas segundas partes?

O que me faz a mim andar preocupado com o facto de Jovane se ir embora, se o rapaz falha a cinco metros da baliza?

Porque é que a gente viu um penalti ser assinalado sobre o Rafa (Benfica) na jornada anterior e não vimos ser assinalado outro, do tamanho dos Jerónimos, sobre o mesmo Jovane, mesmo ao cair do pano?

já agora, para quê dizer que levamos seis de avanço, se na realidade para aquele adversário são apenas cinco?

De todas as finais que faltam até final, passe a redundância, duas são com Braga e Benfica. Basta tropeçarmos nesses...

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate em casa contra o Famalicão. Segundo consecutivo, o que já não acontecia desde Janeiro: acabamos por perder quatro pontos nestas duas jornadas. Ontem o resultado (1-1) foi construído muito antes do intervalo, com um golo de Pedro Gonçalves aos 25' seguido de um lapso defensivo da nossa equipa que se deixou empatar dois minutos depois. No primeiro lance ofensivo da turma minhota, que só voltaria a rematar uma outra vez até ao fim da partida.

 

Da atitude dos nossos jogadores. Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.

 

De Feddal. Talvez por falta de condição física, esteve irreconhecível. Logo aos 2', fez um atraso de bola inconcebível, gerando situação de perigo. Falha a cobertura no lance do golo do Famalicão. Foi substituído ao intervalo, dando lugar a Matheus Reis, que esteve num plano superior.

 

Da nossa ala esquerda. Toda confiada a Nuno Mendes, que vinha de lesão e foi incapaz de assegurar em simultâneo o vaivém que aquele dispositivo táctico lhe impunha. Com prejuízo evidente para as acções ofensivas. A prestação da equipa neste sector melhorou claramente com a entrada - demasiado tardia - de Nuno Santos, que aos 76' rendeu Tiago Tomás e se fixou como extremo no flanco esquerdo.

 

Da ausência de Gonçalo Inácio. Sofreu uma entorse num treino e ficou fora da convocatória. Fez falta. Neto, que jogou na sua posição, é incapaz de assegurar a saída com passe longo e preciso, como o jovem esquerdino faz. A equipa ressentiu-se desta ausência.

 

Dos golos desperdiçados. Só podemos queixar-nos de nós próprios: perdas escandalosas à boca da baliza, quase sempre por lapsos de ordem técnica que nem nos juvenis são toleráveis. Aos 56', Tiago Tomás falha a 10 metros da baliza, disparando para as nuvens. Aos 80', Porro prefere rematar de ângulo difícil, também a uns 10 metros da linha de meta, quando tinha um colega isolado em posição frontal, acabando por atirá-la para a bancada. Aos 90'+1, a perda mais escandalosa: Jovane, sem marcação a 5 metros da linha de golo, põe o pé de forma deficiente, conseguindo o mais difícil - atirar torto, muito ao lado. Assim, sem golos, não há vitórias. E sem vitórias a nossa distância torna-se menos dilatada. Já estivemos a dez pontos do segundo, agora vamos com mais seis.

 

Dos dois golos sofridos nestas duas jornadas. Mesmo assim continuamos, de longe, a ser a equipa menos batida do campeonato. Só vimos as nossas redes violadas 13 vezes em 26 jornadas.

 

De continuarmos sem derrotar o Famalicão. Desde que os minhotos regressaram à Liga 1, após longa ausência, fomos incapazes de os vencer.

 

 

Gostei

 

De Pedro Gonçalves. Surgiu com novo visual, que o torna inconfundível em campo, e talvez isso tenha contribuído para o devolver às boas exibições. Pareceu ocupar o campo todo, influente não só nas manobras ofensivas mas também no processo defensivo, fazendo jus ao facto de ser o nosso jogador menos posicional em campo. Voltou aos golos, marcando o seu 16.º neste campeonato, desta vez com assistência de Paulinho - o que o mantém na corrida pelo título de artilheiro da Liga 2020/2021. Um golo que começou a ser construído por ele, com uma excelente recuperação de bola.

 

De Coates. Nem sempre o passe longo lhe saiu com precisão, e não está isento de culpa no golo do Famalicão, à semelhança dos seus parceiros no eixo da defesa. Mas fez duas quase-assistências, servindo de forma exemplar Tiago Tomás aos 56' e Jovane aos 90'+1 em lances que os colegas desperdiçaram. E aos 88' protagonizou a habitual incursão pelo meio-campo ofensivo em forma de slalom, tirando vários adversários do caminho e mostrando aos companheiros qual é a atitude correcta a ter em campo.

 

De Daniel Bragança. Ajudou a dar equilíbrio e acutilância ao meio-campo leonino na segunda parte, quando o treinador o mandou render Palhinha, já amarelado. É um dos nossos jogadores tecnicamente mais evoluídos. E podia mesmo ter marcado, aos 90'+1. Mas o problema principal do Sporting não estava no corredor central, onde ele actua: estava nas alas.

 

Do regresso de Eduardo Quaresma. Voltou após longa ausência, entrando aos 76' para render Neto, que saiu com queixas físicas. Não tremeu nem comprometeu. 

 

De termos feito melhor do que na época passada. No campeonato 2019/2020 fomos derrotados em casa pelo Famalicão, num jogo que acabou 1-2. Já é um progresso.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Igualamos a nossa melhor série sem derrotas alguma vez alcançada num campeonato. O melhor registo, nunca repetido até agora, foi alcançado pelo Sporting campeão em 2001/2002, sob o comando de Laszlo Bölöni. É o que voltarmos a ter agora: 26 jogos consecutivos sem perder.

 

Dos 66 pontos já somados. Levamos seis de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, nove ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

Prognósticos antes do jogo

Recebemos hoje o Famalicão, a partir das 20 horas. Vai ser um jogo complicado, que temos de vencer para continuar nesta caminhada rumo ao título. Nenhuma outra opção está no horizonte da equipa técnica e dos jogadores.

A  propósito, lembro o resultado do jogo similar disputado na época anterior: perdemos por 1-2 em Alvalade. Vietto marcou na primeira parte, mas a equipa minhota virou o resultado nos 45 minutos finais. 

Estou curioso: quais são os vossos prognósticos para o desafio de logo à noite?

Amanhã à noite em Alvalade

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Vamos ter então amanhã o quinto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). Mesmo com o empate sofrido na visita ao Moreirense ainda podemos igualar a pontuação obtida na primeira volta, temos é que vencer os três que faltam.

Este Famalicão é talvez a equipa mais imprevisível desta Liga, pela diversidade de jogadores e treinadores utilizados, mas o facto é que com João Pedro Sousa no comando deles fomos largamente superiores na 1.ª volta. Mas empatámos nas condições que sabemos. Agora, que eles apresentam o terceiro treinador da temporada, temos mesmo de ganhar.

Felizmente o plantel está todo disponível, Nuno Mendes teve mesmo sorte em ter saído do último jogo sem nada de grave a lamentar.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

E apostava no seguinte onze de tracção à frente:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Famalicão e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Na última jornada ninguém acertou, Amorim voltou a trocar-nos as voltas.

SL

O amigo que vem de Famalicão

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Confesso: já poucas coisas me espantam. Mas fiquei estupefacto ao ler hoje, num dos jornais desportivos, que o actual presidente da SAD do Famalicão está em vias de transitar para o Benfica, para ali desempenhar as funções de director-geral do futebol na próxima época, com início daqui a um par de meses. 

Isto enquanto ainda se desenrola uma competição em que se joga o acesso a milhões de euros provenientes das competições europeias, e perante o aparente alheamento das entidades que deviam fiscalizar a transparência desportiva, em todas as frentes.

Por mera coincidência, esta notícia vem a público na véspera do Sporting-Famalicão.

Se não nos indignamos com uma coisa destas, deixaremos de nos indignar seja com o que for.

 

ADENDA: A maior goleada do SLB na Liga 2020/2021 ocorreu precisamente no Famalicão-Benfica (1-5), a 18 de Setembro. Mera coincidência...

Foi em Famalicão que te conheci

Em Dezembro, em Famalicão, deu-se um ponto de viragem. Foi um empate feio, um jogo difícil. um final pior. Depois, Amorim falou e unimo-nos. Quer o destino que em vésperas de reencontrarmos o  Famalicão, nos unamos uma vez mais, ou continuemos, mas de forma mais veemente. Nesse dia, em Famalicão, #ondevaiumvaotodos passou a mote da época 2020/21.

Passada a nuvem de ontem, algum empate havia de haver, vitórias até ao fim seria bestial, mas é utópico. Se tiver de haver mais... *suspiro* que sejam mais para o fim, ou nos custem menos, que este foi duro. Que sejam como um penso rápido. Ou não existam, se puder ser.

Vai haver ainda mais pressão, as dúvidas vão instalar-se, a descrença de alguns está sempre à espreita. Mas há uma nova final já domingo, há um empate atravessado para ajustar com o Famalicão. Somos nós, adeptos, os primeiros a poder não ceder. Isso pode passar por um post nas redes sociais, incentivos nos do Sporting e seus jogadores, ou simplesmente não nos antagonizarmos uns aos outros. Se é ficar no mesmo lugar no sofá que funciona, a camisola da sorte ou a aletria do Bancada que resultam, ou pelo menos não atrapalham, pois sejam e pratiquem-se.

Domingo, ganhar. #ondevaiumvaotodos

Vão lá derramar-se para outro lado

Penálti oferecido pelo duo Oliveira & Oliveira que deu um pontinho ao Braga em Famalicão

 

Alguns bitaiteiros acampados nas pantalhas derramam-se em entusiásticos elogios ao Braga. Uns tantos costumam até balbuciar que a equipa minhota «é a que pratica melhor futebol em Portugal».

Estas bacoradas, vindas de ondem vêm, não espantam ninguém. Mais estranho é perceber que supostos adeptos do Sporting as papagueiam nas redes sociais com a intenção deliberada de desvalorizar a nossa equipa. 

Coitados: sabem lá o que dizem. Esta noite a turma braguista foi vulgarizada no desafio com o Famalicão, penúltimo classificado do campeonato. Os de Braga arrancaram um empate a ferros (2-2) mas mereciam ter perdido: a segunda parte foi toda da equipa anfitriã, que marcou um golaço (por Heriberto) e teve mais três flagrantes oportunidades, uma das quais com a bola a embater no poste. E só um brinde escandaloso do árbitro Manuel Oliveira, que inventou um penálti contra os da casa após mergulho do piscineiro Ricardo Horta, permitiu ao Braga embolsar um pontinho em Famalicão. Num grosseiro atentado à verdade desportiva validado pelo vídeo-árbitro Rui Oliveira, que necessita de consulta urgente no oftalmologista.

 

Mesmo levado ao colo pelo duo Oliveira, o Braga acaba de descer ao terceiro posto. Tem agora, à 23.ª jornada, menos 11 pontos que o Sporting.

Digam lá aos tais bitaiteiros qual é a melhor equipa de futebol em Portugal. Eles que se vão derramar para outro lado.

À lupa

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Recapitulação de alguns lances do Famalicão-Sporting:

 

22' - Penálti não convertido pelo Sporting. Devia ter sido repetido: no momento em que Nuno Santos pontapeia a bola, a grande área está invadida por vários jogadores do Famalicão. Diz a lei que, não havendo golo, o pontapé de penálti deve ser repetido. Como sucedeu, na mesma jornada, no Belenenses SAD-Braga, favorecendo a equipa minhota.

23' - Pedro Gonçalves amarelado por simulação quando tentava a recarga na sequência do penálti falhado. Contradiz decisão do árbitro Luís Godinho, favorável ao Famalicão, no minuto 49.

36' - Campana, já com cartão amarelo desde o minuto 8 devido a uma entrada por trás que derrubou Palhinha, volta a fazer falta sobre o nosso médio defensivo, desta vez com um pisão no seu pé esquerdo. Falta que justificava o segundo amarelo - e consequente expulsão do famalicense. Contradiz decisão do árbitro, desfavorável ao Sporting, no minuto 80.

39' - Gustavo Assunção, junto ao círculo central, trava saída rápida de Nuno Santos, agarrando-o e derrubando-o. Abortado um ataque perigoso do Sporting sem que o jogador do Famalicão visse o amarelo. 

45'+2 - Gustavo Assunção (novamente) afasta ostensivamente a bola quando Pedro Gonçalves se preparava para o arremesso junto à linha lateral. Não houve cartão, contrariando decisão do árbitro desfavorável ao Sporting no minuto 80.

45'+3 - Entrada duríssima em tackle deslizante, de Pereyra sobre Antunes, com o defesa do Famalicão aplicando a sola no tornozelo esquerdo do nosso jogador. Só viu amarelo: devia ter sido expulso.

 

Após o apito para o intervalo - Riccieli, que provocara o penálti cometendo falta sobre Nuno Santos, recebe cartão amarelo por gritar e gesticular em direcção a um grupo de jogadores do Sporting enquanto todos abandonavam o campo. Nuno Santos é também amarelado sem que se perceba porquê.

 

49' - Valenzuela passa por Coates caindo dois metros à frente, em evidente tentativa de cavar uma falta. Fica sem advertência do árbitro, ao contrário do que sucedera com Pedro Gonçalves no minuto 23.

53' - Pereyra, já com amarelo, derruba Nuno Santos, que conduzia um ataque prometedor junto à linha lateral da grande área. O segundo cartão ficou no bolso do árbitro.

66' - João Mário conduz a bola junto à linha da baliza, já dentro da grande área, para cruzar quando Herrera o afasta do caminho empurrando-o ostensivamente com o braço esquerdo para fora do relvado, contra os placards publicitários. O árbitro nada assinalou. O vídeo-árbitro Artur Soares Dias deixou passar. Penálti evidente contra o Famalicão que ficou por marcar.

70' - Gustavo Assunção salta, levanta os braços e grita contra Luís Godinho ao ser-lhe assinalada uma falta. Não viu o amarelo, por aparente "gestão do jogo" por parte do árbitro, contrariando o que viria a decidir contra o Sporting no minuto 80.

72' - Riccieli, já amarelado, derruba Tiago Tomás junto à linha, no meio campo defensivo do Famalicão. Impôs-se novamente a "gestão do jogo": não houve segundo cartão ao famalicense.

80' - Luís Godinho exibe segundo cartão a Pedro Gonçalves, expulsando o nosso médio criativo ao ser-lhe assinalada falta num lance a meio-campo que não constituiu entrada negligente nem cortava ataque prometedor do Famalicão. Pedro terá sido expulso por pontapear a bola já sentado no chão, após a interrupção por falta. Duplicidade de critério do árbitro, que decidira de forma diferente, favorecendo o Famalicão, no minuto 45+2.

90' - Coates marca o terceiro golo do Sporting, que nos daria três pontos no confronto de Famalicão. O árbitro valida mas reverte a decisão na sequência de um alerta do VAR. Artur Soares Dias - que só deveria intervir em lance claro e inequívoco, segundo estipula o protocolo que regulamenta a vídeo-arbitragem - alega ter existido falta do uruguaio sobre o guarda-redes Luiz Júnior. As imagens, no entanto, comprovam que só há um ligeiro contacto entre o braço esquerdo de Coates e o guardião, e mesmo assim já fora da pequena área, quando Luiz Júnior se fazia tardiamente ao lance, após impulsão prévia do defesa leonino, acabando a bola por bater na cabeça do nosso capitão e ressaltar para a baliza deserta. Lance limpo que Godinho invalidou.

90'+2 - Luís Godinho exibe o cartão vermelho a Rúben Amorim, por alegados protestos. O técnico leonino é expulso pela segunda vez, com um intervalo de sete semanas, numa partida dirigida pelo mesmo árbitro - ele que jamais vira um cartão dessa cor, enquanto jogador e enquanto treinador, ao longo de toda a sua carreira no futebol.

Sporting volta a viver um “momento Filadélfia”

Encarei as ocorrências do Famalicão-Sporting com a ligeira impressão de que estaria prestes a testemunhar mais um caso de "erros nossos, má fortuna e ódio ardente" que se interpõem entre nós e a felicidade. Voltámos a contar com o empurrão para baixo dos apitadores, presentes no estádio e nas câmaras para garantir a dualidade de critérios habitual e a intervenção ou inacção em momentos-chave como o empurrão a João Mário, os amarelos mostrados a Pedro Gonçalves e o golo anulado a Coates. Mas também com más decisões em lances que teriam feito a diferença, desde o pénalti muito denunciado de Nuno Santos ao remate para as bancadas de João Mário, passando pela desadequação de Sporar. Faltou sorte e errou-se demasiado quando se sabe que o Sporting não se pode dar ao luxo de desperdiçar ocasiões e de se deixar à distância de quem o consegue agarrar.

Temo que estejamos a viver o nosso "momento Filadélfia". Aquele que os candidatos do Partido Republicano ganham uma enorme vantagem no estado da Pensilvânia, chegam a julgar que conseguirão somar os muitos votos do estado no colégio militar, mas depois ficam a assistir, impotentes, como a cidade da Filadélfia vai descarregando votos até "virar" a eleição. É um efeito recorrente, com interpretações muito díspares, havendo quem aponte fraude e quem reconheça poder de mobilização dos democratas nessa área metropolitana, mas a vitória de Trump em 2016 deveu-se em grande parte à capacidade de se adiantar de tal forma nos restantes condados que nada conseguiu reverter o triunfo.

Políticas à parte, sabendo que pode contar com braços a agarrá-lo e a tentar impedi-lo de nos fazer felizes, o plantel do Sporting só tem de tirar o melhor partido daquilo que está ao seu alcance: mostrar bom futebol e marcar mais golos do que sofre em todos os jogos.

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