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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

O Sporting voltou a sofrer dois golos, voltou a perder em casa, voltou a escorregar pela tabela classificativa abaixo.

Desta vez perdemos com o Famalicão, que lidera o campeonato desde a quarta jornada, como equipa invicta. A grande surpresa desta Liga 2019/2020. Até estivemos a ganhar - com um golaço de Vietto - e fomos para o intervalo com vantagem no marcador, o que sucedeu pela primeira vez nesta temporada. Mas o segundo tempo foi uma desgraça: o Famalicão dominou, marcou dois golos (com Coates a ajudar, facturando o segundo) e pela primeira vez na sua história roubou-nos pontos em Alvalade. Uma tristeza.

Pelo menos na habitual ronda de prognósticos, por cá, houve quem marcasse golos, antecipando o resultado: a nossa leitora Maria Inês e o nosso leitor Sam. Vencedores ex-aequo, mostrando aos nossos jogadores como se faz.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

De ver o Sporting novamente humilhado em casa. Saímos ontem derrotados de Alvalade, frente ao Famalicão (1-2). Uma equipa que nunca nos tinha vencido e foi recentemente promovida à Primeira Liga após um quarto de século no escalão secundário. Um desaire inaceitável, fruto da apatia e do desnorte do onze leonino, que já perdeu dez pontos nos seis primeiros jogos deste campeonato (três com o Rio Ave, três com o Famalicão, dois com o Marítimo e dois com o Boavista).

 

Do treinador. Leonel Pontes leva três jogos no comando da equipa principal do Sporting - e ainda não conseguiu vencer. O principal responsável por este novo desaire é ele. Dispôs a equipa num losango a meio-campo sem testar devidamente este sistema de jogo, fez alinhar no onze titular três médios com características defensivas e mandou sair o elemento mais criativo, Vietto, num momento crucial, quando o argentino se revelava  o melhor sportinguista em campo. Errou na leitura de jogo, errou nas substituições, mostrou não ter capacidade para altos voos no comando técnico do Sporting. Está a prazo, quase a esgotar-se, como toda a gente já percebeu.

 

Da Coates. O que se passa o central uruguaio? Em três jogos, provocou três penáltis e marcou dois autogolos. O golo da vitória do Famalicão, ocorrido aos 88', foi marcado por ele, em jeito de ponta-de-lança - só que na baliza errada. Como já tinha acontecido na semana anterior, no desafio frente ao PSV, para a Liga Europa. Com a agravante, ontem, de ostentar a braçadeira de capitão. Precisa urgentemente de uma cura de bancada, fora do onze titular e até do banco dos suplentes. Tornou-se numa calamidade.

 

De Wendel. Pontes apostou nele como o médio criativo com maior liberdade de movimentos, mas o brasileiro teve uma actuação péssima, contribuindo em larga medida para enterrar a equipa. É ele quem perde a bola no meio-campo, oferecendo-a de bandeja ao adversário, no lance de que resultou o primeiro golo. É ele quem, isolado no ataque, se atrapalha com a bola e não consegue rematar. É ele quem se mostra incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. E é também ele o primeiro a quebrar fisicamente, desgastando as energias em inúmeras corridas inconsequentes.

 

De Miguel Luís. Esconde-se do jogo, dir-se-ia perdido em campo, não se percebe qual é a sua missão posicional. Falta-lhe intensidade competitiva e parece chegar sempre atrasado às bolas divididas. Teve uma ocasião soberana de marcar, isolado perante o guarda-redes - e atirou ao lado. Uma enorme decepção. Melhor é que regresse sem demora às competições da Liga Revelação.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Sem o nosso melhor jogador, que ficou fora desta partida a cumprir castigo, este Sporting torna-se uma equipa banal, do meio da tabela. Não admira que estejamos agora com os mesmos pontos do Tondela e do Santa Clara. Este Bruno faz-nos muita falta.

 

De Jesé. O grande reforço anunciado aos sete ventos por Frederico Varandas tarda em mostrar-se. Jogou meia-hora frente ao Boavista, sem nada fazer de relevante. Acabou por não seguir viagem para a Holanda, devido a uma súbita indisposição. E ontem esteve fora do onze titular: entrou só aos 76', sem adiantar nem atrasar. Apenas deu nas vistas com uma arrancada de 30 metros, com a bola dominada, que terminou com... um passe ao guarda-redes. Inócuo.

 

Da segunda parte. Um verdadeiro descalabro - do pior que tenho visto desde sempre no Sporting. O Famalicão impôs-se, pressionou, dominou, dispôs de seis oportunidades de golo - e aproveitou duas, aos 55' e aos 88'. O suficiente para levar três pontos de Alvalade. Vitória merecida. Foi, sem discussão, a melhor equipa em campo.

 

Dos assobios. Os primeiros protestos sonoros em forma de assobio, nas bancadas do nosso estádio, começaram a escutar-se logo aos 7'. Qual é o jogador que se moraliza e se empolga a receber vaias daqueles que deviam incentivar a equipa com aplausos?

 

De escrever estas linhas. Faço-o, sem a menor vontade, só para cumprir uma tradição antiga neste blogue de registo de todos os jogos da equipa principal do Sporting para efeitos de consulta posterior. Uma tradição quase com oito anos e que só muito raramente interrompi, por motivos de força maior.

 

 

Gostei

 

De Vietto. Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco. Um forte disparo de fora da área, dirigido ao canto superior esquerdo da baliza do Famalicão. Belíssimo golo, aos 25', que empolgou os adeptos e nos fez ir para o intervalo a vencer 1-0, o que sucedeu pela primeira vez esta época. Infelizmente tudo seria bem pior na segunda parte. E só se agravou quando Pontes mandou sair o argentino, que se mostrou tão perplexo com esta substituição como todos quantos assistiam ao jogo.

 

De Battaglia. Regresso muito aplaudido do médio argentino após quase onze meses parado por ter sofrido uma lesão grave. Voltou com as qualidades intactas: médio de contenção mais recuado, contribuiu para desarticular grande parte dos lances ofensivos do Famalicão no primeiro tempo. Ainda longe da melhor condição física, foi revelando menos influência na manobra defensiva do Sporting por cansaço, acabando por ser substituído aos 76'. Em noite de assobios, saiu do relvado sob merecidos aplausos.

Sacou da arma, apontou para a própria testa e disparou

Simplesmente inacreditável o que se passou hoje em Alvalade, depois duma primeira parte muito bem conseguida, com Battaglia em grande nível, e onde se poderia ter resolvido o encontro, veio uma segunda parte onde as facturas vieram a pagamento, umas após outras, sem interrupção nem clemência.

A falta da capacidade física do onze, as naturais dificuldades de quem vinha de lesões ou inactividades prolongadas, o jogo europeu de quinta-feira, a ausência de pontas de lança, muita coisa junta.

Mas perante tudo isto, depois do empate, substituir o (duplo do Bruno Fernandes) Vietto pelo (metafísico) Jovane foi mesmo apontar para a própria testa e disparar. 

Dizem que é no momento das dificuldade que se conhecem as pessoas. Pois, meu caro Leonel Pontes, hoje foste mesmo um marciano...

 

PS: O plantel é mesmo uma manta de retalhos. Jogar com cinco médios e um extremo diz tudo o que há para dizer. Losangos e quadrados há muitos, mas não há figura geométrica que substitua o talento de marcar golos, de saber atacar e saber defender. 

SL

Descalabro

Oito jogos nesta temporada oficial de futebol leonino.

Balanço: duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. A quarta aconteceu esta noite, em Alvalade, contra o Famalicão - que nunca tinha vencido o Sporting e foi um justo triunfador. Com uma decisão patética do técnico Leonel Pontes, ao mandar sair o melhor jogador de verde e branco, Vietto, aos 63'. A partir daí só deu Famalicão.

Quarto jogo consecutivo sem vencermos: nos últimos 16 desafios disputados, só conseguimos duas vitórias. À sexta jornada do campeonato, seguimos num humilhante sétimo posto - a oito pontos da equipa famalicense, que segue no topo. Temos a mesma pontuação do Tondela e do Santa Clara.

Até agora, 12 golos marcados e 17 sofridos. Números de equipa pequena, sem ânimo, sem comando, sem qualidade.

Um descalabro. Nada pode continuar como até aqui.

Serviços mínimos

Estava eu muito bem a dormitar (o que até nem se compreende porque não estava no meu lugar e não estava feito à cadeira) com a molenguice da partida, quando despertei com um estrondo que o vizinho do lado me disse ter sido uma bomba que o Chuta atirou à barra. Despertou-me um pouco, mas antes do intervalo já tinha semicerrado os olhos mais uma catrefada de vezes.
Lá despertei com os gritos de Ruiiiiiiiiiii algumas vezes e imagino que o nosso Marrazes tenha feito das dele, e com os gritos de goooolooooo, mas quando o speacker disse que quem marcou o primeiro foi o Dost (não era só eu, conclui-se), se não fosse o amigo que estava ao lado gritar ao senhor a avisar que estava enganado, eu contabilizava mais essa para o holandês, tal o estado comatoso a que o jogo me estava a levar.
Despertei quando o árbitro, que devia estar mais ferradinho no sono que eu, não viu um fora de jogo do tamanho da segunda circular e marcou um penalti contra, cometido por um rapazito brasileiro que diz que é nosso e jogador.
E valeu-me a noite! Se o senhor não tem deixado passar em claro aquele off-side, eu não via o melhor que o jogo nos deu, ontem: A soberba defesa de Patrício em mais um penalti.
Depois disso, nem tempo tive para voltar a passar pelas brasas, que o senhor que se estava a preparar para uns seis minutos, pelo menos, de descontos, viu que aquilo já não dava mais nada e resolveu dar por terminada a sessão de sonoterapia.
Sim, depois dormi o resto da noite muito bem, obrigado.

Quente & frio

Gostei muito da exibição de dois dos nossos jogadores esta noite no Sporting-Famalicão, num jogo muito valorizado pela réplica da equipa adversária, que não estacionou nenhum autocarro em Alvalade. Rui Patrício (para mim o melhor em campo) fez duas defesas extraordinárias, impedindo o golo forasteiro aos 58' e aos 73', e defendeu um penálti aos 90': com reflexos apuradíssimos, demonstra cada vez mais ser um dos melhores guarda-redes da Europa. Bruno Fernandes, que esteve no banco até aos 60', foi crucial para dar consistência ofensiva e dinamizar o nosso jogo com assistências para os dois golos do Sporting, ambos marcados de cabeça: o primeiro aos 65' por Coates, o segundo aos 81' pelo inevitável Bas Dost.

 

Gostei de ver Fábio Coentrão regressado à equipa após ter ficado excluído, por lesão, dos jogos contra a Juventus e o Braga: nesta partida fez duas posições - começou como médio ala esquerdo, passando a lateral esquerdo após a lesão de Jonathan - e permaneceu em campo até ao apito final aparentemente sem queixas no plano físico.

 

Gostei pouco que tivéssemos esperado mais de uma hora para ver o Sporting marcar em casa frente a uma equipa da Liga de Honra. Não havia necessidade de tanto sacrifício e tanto sofrimento para atingirmos o nosso objectivo neste jogo: passar aos oitavos de final da Taça de Portugal, mantendo ainda vivas as aspirações de conquista de todos os títulos que disputamos esta época.

 

Não gostei de ver mais um jogador lesionar-se durante a partida. Desta vez aconteceu a Jonathan Silva logo aos 10': o argentino teve de ser substituído por Gelson Martins, que ficara excluído do onze inicial, forçando o recuo de Coentrão para a lateral e condenando ao fracasso a experiência táctica de Jorge Jesus, que lançara o internacional português para uma posição mais adiantada, certamente para evitar que se desgastasse tanto.

 

Não gostei nada das prestações de dois jogadores que não têm categoria para integrar o plantel leonino: Petrovic e Mattheus Oliveira. O sérvio, que alinhou como médio defensivo titular, revelou-se apático, previsível e sem dinâmica: a equipa melhorou muito a partir dos 60', quando o treinador o trocou por Bruno Fernandes. O brasileiro, que entrou aos 86' só para queimar tempo, cometeu um penálti praticamente no primeiro lance em que foi chamado a intervir. Um disparate que quase valeu um golo ao Famalicão: felizmente Rui Patrício estava lá para defender.

Os nossos jogadores, um a um

BETO (6). Noite com pouco trabalho, embora forçando-o a manter a máxima atenção à dinâmica dos avançados do Famalicão. Defesa difícil aos 33'. Esteve globalmente bem.

JOÃO PEREIRA (5). Falta de confiança? Má forma física? Não pareceu o lateral irrequieto e ousado de outros jogos. Tímido a atacar, algo intranquilo a defender.

PAULO OLIVEIRA (6). Regresso à equipa vários meses depois - e com a braçadeira de capitão. Naturalmente sem a forma desejável. Mas cumpriu no essencial. Bons cortes aos 33' e 55'.

DOUGLAS (6). Estreia absoluta no Sporting - e logo a titular. Parece bem integrado e sabe impor o seu poderio físico. Bom no passe, atento às dobras. Tentou marcar de canto, sem sucesso.

JEFFERSON (4). Nervoso, falhando muitos passes, não parece o jogador que noutras épocas soube conquistar a posição de lateral-esquerdo. Saiu magoado, aos 86'.

PETROVIC (3). Poucos lances lhe saíram bem. Sem capacidade de acelerar jogo, fazendo mais passes para trás do que para a frente, permitiu que o Famalicão progredisse no terreno. Substituído ao intervalo.

ELIAS (5). Substituiu o lesionado Adrien, mas a diferença é tão grande que qualquer comparação é inviável. O brasileiro recupera poucas bolas e não dá intensidade ao jogo. Por vezes parece escondido.

BRUNO CÉSAR (5).  Não voltou a recuperar a forma que demonstrou até ao jogo do Santiago Bernabéu, em que marcou um golo. Precipitado, errando passes, fazendo faltas desnecessárias.

MARKOVIC (6). Marcou o golo da vitória leonina em Famalicão. Com alguma sorte, num lance de ressalto, mas a verdade é que estava lá. Merece nota positiva num jogo muito oscilante.

ALAN RUIZ (4). Mais uma oportunidade desperdiçada. Teve bons pormenores, a espaços, mas pareceu quase sempre desligado da equipa. Nunca conseguiu ser influente. Substituído aos 63'.

ANDRÉ (5). Melhor momento: aos 10', quando atirou à barra, no lance que antecedeu a jogada de insistência de que viria a resultar o nosso golo. Esforçou-se, mas não demasiado. Nada lhe saiu melhor depois disso.

WILLIAM CARVALHO (7). Entrou na segunda parte: Jesus percebeu que o jogo estava longe de ser controlado. Passou a estar com o nosso internacional em campo. Seguro, influente, deu maturidade à equipa.

GELSON (7).  Substituiu Alan Ruiz aos 63', o que deu enorme vantagem ao onze leonino com a sua destreza técnica e os seus desequilíbrios. Excelente jogada aos 73', culminada com um remate de trivela a rasar o poste.

CAMPBELL (5).  Entrou quando já iam decorridos 86 minutos. Soube segurar a bola e prender o jogo numa altura em que o Sporting já tinha como prioridade aguentar a magra vantagem. Objectivo cumprido.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Não jogámos bem, mas isso interessa-me pouco. Interessa-me muito mais que concretizemos o objectivo central: vencer todos os jogos. Hoje saímos de Famalicão com uma vitória tangencial: 1-0. Soube a pouco? Sim. Mas seguimos em frente na Taça de Portugal.

 

Da boa réplica da equipa adversária. Ninguém diria que o Famalicão segue num modesto 18.º posto da segunda divisão nacional e viu há dias o treinador abandonar a equipa. Os minhotos bateram-se de igual para igual com o Sporting e tiveram o controlo da partida durante a primeira parte. Um desempenho que merece ser assinalado.

 

De estar a vencer logo aos 10'. Um pouco contra a corrente de jogo, aproveitando o ressalto de uma bola, Markovic inaugurou cedo o marcador. Poucos esperavam que fosse esse o resultado da partida. Mas assim aconteceu: não houve mais golos.

 

De William Carvalho. Fez toda a diferença no onze leonino ao entrar, logo a abrir o segundo tempo. Com ele em campo o Sporting controlou as operações a meio-campo, soube segurar a bola e escoá-la com maior fluidez nos flancos, soube temporizar o jogo e estancar o fluxo ofensivo adversário. O nosso médio defensivo foi para mim o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Outro jogador que fez a diferença, para melhor. Entrou só aos 63', mas ainda muito a tempo para trocar as voltas e quebrar os rins ao bloco defensivo do Famalicão, posto em sentido com o engenho e a criatividade do internacional leonino, cada vez mais imprescindível neste Sporting 2016/17.

 

Da estreia absoluta de Douglas no Sporting.  Entrando como titular, o defesa brasileiro que foi uma das nossas contratações do último defeso, a pedido de Jorge Jesus, pôde enfim mostrar o que vale vestido de verde e branco. Imponente do alto do seu 1,92m, revelou personalidade a defender, fez bons passes e esteve atento às dobras no flanco esquerdo, o que lhe estava mais próximo.

 

Das estreias de Beto e Paulo Oliveira. O guarda-redes, contratado neste Verão, deu boa conta do recado. E o defesa, também neste primeiro jogo oficial da nova temporada, cumpriu o essencial da missão de que estava investido pelo treinador. Ambos merecem mais minutos de jogo.

 

Que a nossa baliza se mantivesse invicta. Dois golos em Madrid, três em Vila do Conde, dois em Alvalade frente ao Estoril e mais três em Guimarães: enfim, desta vez não sofremos nenhum.

 

Do apoio vibrante dos adeptos. Estavam pelo menos cinco mil em Famalicão. Deram nas vistas e fizeram-se escutar.

 

 

Não gostei

 

Da exibição. Fraquinha, sem intensidade, a roçar o medíocre em vários momentos - sobretudo durante a primeira parte, por curiosidade a única em que conseguimos marcar. Mas o que importa é ganhar: isso conseguimos.

 

Do excesso de nervosismo. Alguns jogadores leoninos acusaram intranquilidade e falta de confiança, parecendo sempre jogar sobre brasas. Não havia necessidade.

 

Do nosso corredor central. Permitimos que o Famalicão dominasse essa zona nos primeiros 45 minutos. As ausências de Adrien e William Carvalho do onze titular fazem uma enorme diferença. Para pior.

 

Da dupla Petrovic-Elias. Não funcionou como alternativa ao habitual duo formado pelos nossos campeões europeus. Faltou intensidade, faltou posse de bola, faltou dinâmica ofensiva.

 

De Alan Ruiz. Teve outra oportunidade e voltou a despediçá-la num jogo inconsequente, onde pareceu sempre fora de posição e com falta de ligação aos colegas.

 

Das ausências de Castaignos e Meli. Ainda não foi desta que tivemos oportunidade de os ver jogar.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Perante o Famalicão - adversário de qualidade inferior, mas muito digno - o Sporting impôs-se naturalmente em Alvalade, ganhando por 4-0 e transitando assim para as meias-finais da Taça de Portugal.

 

De Carrillo. Abriu o marcador com um golo espectacular, conseguido com um chapéu ao guarda-redes, na sequência de um fabuloso passe de 40 metros de William Carvalho. O peruano voltou a ser o melhor em campo: nunca esteve em tão boa forma no Sporting como agora. E nunca marcou tantos golos numa só época: já vão seis.

 

De Paulo Oliveira. Autor do terceiro golo, com uma elevação perfeita que lhe permitiu rematar de cabeça na sequência de um canto bem marcado por Tanaka. Voltou a estar muito seguro nas missões defensivas, dando tranquilidade à equipa. Parece ter agarrado de vez a titularidade no eixo da defesa.

 

Da estreia de Tobias Figueiredo como titular. Promovido da equipa B, como aposta deliberada de Marco Silva, fez uma boa dupla com Paulo Oliveira. Boa exibição deste jovem formado na nossa academia que aos 20 anos correspondeu da melhor maneira ao desafio que lhe foi lançado. Mais um talento de Alcochete aproveitado na equipa principal.

 

Da mobilidade de Montero. Confirma-se: é um dos jogadores do Sporting com melhores recursos técnicos. Isto ficou bem evidente no grande passe que fez aos 67' para Carrillo, já com selo de golo, e que o peruano infelizmente desperdiçou. Voltou ao seu melhor quatro minutos depois, servindo Carlos Mané com um passe em profundidade. Mereceu bem o golo marcado, aos 75', culminando uma óptima jogada colectiva que teve também Rosell e Tanaka como protagonistas.

 

Da subida de forma de William Carvalho. Lançou Carrillo para o primeiro golo, com o melhor passe de todo o desafio. E esteve também na origem do segundo, marcado por João Mário, esticando o jogo com um soberbo passe de 40 metros, muito bem colocado.

 

Da oportunidade dada a Podence. Estreou-se na equipa A em Alvalade depois da boa prestação em Guimarães para a Taça da Liga. Marco Silva mandou-o entrar aos 78' para o lugar do aplaudido Montero, confirmando-se assim que há reforços do Sporting nas camadas mais jovens. Entrou algo nervoso mas mereceu esta prova de confiança do treinador. Precisa, no entanto, de se agarrar menos à bola.

 

De ver as duas equipas entrar em campo com 14 portugueses. Seis do Sporting, oito do Famalicão. E pelo nosso lado ainda jogaram mais dois: Esgaio e Podence. A festa da Taça de Portugal também é isto.

 

Dos adeptos do Famalicão. Mesmo com a equipa a perder por 4-0 continuaram a fazer a festa nas bancadas de Alvalade, aquecendo a noite fria num estádio onde compareceram apenas 11.600 espectadores.

 

Que esta tenha sido a nossa quinta vitória consecutiva. Nos últimos quatro jogos, marcámos dez golos e não sofremos nenhum.

 

 

Não gostei

 

Do 1-0 ao intervalo. Resultado escasso que não reflectia o claro predomínio do Sporting.

 

Do penálti falhado. Com Adrien fora do onze, e Nani castigado, coube a Montero marcar a grande penalidade, aos 29'. Mas permitiu a defesa do guarda-redes do Famalicão.

 

De Carlos Mané. Tal como no sábado, frente ao Estoril, pareceu também hoje ter passado ao lado do jogo. Lento, apático, desconcentrado. Teve um falhanço escandaloso aos 71' quando Montero o isolou com um excelente passe e se encontrou frente-a-frente com o guarda-redes, rematando para fora quando tinha ao seu lado Tanaka ainda em melhor posição para marcar.

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