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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Nem deslumbrado nem derrotista

Não sejamos bipolares. Dos dos nervos e das emoções e dos que acham que isto é a dois, que é só dos dois do costume. Não é. Estamos cá nós para o provar. 

Isto é uma maratona e ninguém nos disse que ia ser fácil. Antes pelo contrário. Como aliás ninguém nos prometeu uma corrida de duzentos metros sem barreiras. Antes pelo contrário.

Aqueles que nos representam, no campo e fora dele, têm sido verdadeiros connosco. Desde a primeira hora que nos ensinaram que isto é jogo a jogo. E que é muito difícil. Muito difícil.

Se nunca me deslumbrei com a campanha extraordinária que temos feito esta época - os foguetes nem sequer os comprei quanto mais tê-los atirado! -, também não vou embarcar no discurso de que está tudo perdido porque encaixámos dois empates seguidos e perdemos a confortável vantagem de dez pontos para o segundo classificado. 

Ontem custou a não conquista dos três pontos. Chiça se custou... Perdidos ainda por cima por culpa nossa.

Falhámos, não uma carrada, mas um camião de golos cantados. Fomos de uma superioridade técnica e táctica face ao adversário indiscutível. E não quero com isto garantir uma vitória moral, que dessas está o Inferno verde e branco cheio.

Talvez tenhamos jogado a passo num ou noutro momento do jogo, mas as mexidas na equipa (porventura algumas delas tarde) produziram jogo de equipa grande, reduzindo o adversário ao seu reduto defensivo. Não me quero enganar nem a ninguém, julgo que o Famalicão desde o golo que marcou só rematou de novo à nossa baliza na segunda parte e esta avançada. 

Têm dúvidas na equipa, não tenham.  Se tiverem dificuldade em nela acreditar, aconselho-vos, vejam a conferência de imprensa do Rúben Amorim no pós-jogo. Aquilo é um bálsamo de lucidez, determinação, rumo e liderança. Já tenho ouvido que o nosso timoneiro estava ontem mais nervoso e instável do que o habitual (leitura inicialmente propagada pelos narradores televisivos da partida), discordo. Vi um RA igual a si próprio. Comprometido com a equipa,  tomando-lhe as dores e investindo nela pondo-a mais ofensiva. Querendo ganhar o jogo.

O fecho deste abrupto tem confiança e crença suportadas pela consistência que este Sporting tem apresentado já lá vão meses e largos: Jogo a jogo vamos ser campeões!

Incongruências

O que leva um árbitro a deixar que uma equipa distribua "fruta" de criar bicho e mostre um amarelo ao Palhinha logo aos nove minutos, numa jogada igual a tantas outras contra nós que nem falta o homem marcou?

O que leva o Porro a deixar o Rúben Vinagre (bom jogador) ir por alí abaixo sem fazer falta, talvez temendo um amarelo e depois leva o mesmo amarelo por protestos? Na primeira poderia ter evitado o golo, na segunda não evitou nada...

O que faz o Sporting andar a passo nas primeiras partes dos jogos e depois a correr atrás do prejuízo nas segundas partes?

O que me faz a mim andar preocupado com o facto de Jovane se ir embora, se o rapaz falha a cinco metros da baliza?

Porque é que a gente viu um penalti ser assinalado sobre o Rafa (Benfica) na jornada anterior e não vimos ser assinalado outro, do tamanho dos Jerónimos, sobre o mesmo Jovane, mesmo ao cair do pano?

já agora, para quê dizer que levamos seis de avanço, se na realidade para aquele adversário são apenas cinco?

De todas as finais que faltam até final, passe a redundância, duas são com Braga e Benfica. Basta tropeçarmos nesses...

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate em casa contra o Famalicão. Segundo consecutivo, o que já não acontecia desde Janeiro: acabamos por perder quatro pontos nestas duas jornadas. Ontem o resultado (1-1) foi construído muito antes do intervalo, com um golo de Pedro Gonçalves aos 25' seguido de um lapso defensivo da nossa equipa que se deixou empatar dois minutos depois. No primeiro lance ofensivo da turma minhota, que só voltaria a rematar uma outra vez até ao fim da partida.

 

Da atitude dos nossos jogadores. Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.

 

De Feddal. Talvez por falta de condição física, esteve irreconhecível. Logo aos 2', fez um atraso de bola inconcebível, gerando situação de perigo. Falha a cobertura no lance do golo do Famalicão. Foi substituído ao intervalo, dando lugar a Matheus Reis, que esteve num plano superior.

 

Da nossa ala esquerda. Toda confiada a Nuno Mendes, que vinha de lesão e foi incapaz de assegurar em simultâneo o vaivém que aquele dispositivo táctico lhe impunha. Com prejuízo evidente para as acções ofensivas. A prestação da equipa neste sector melhorou claramente com a entrada - demasiado tardia - de Nuno Santos, que aos 76' rendeu Tiago Tomás e se fixou como extremo no flanco esquerdo.

 

Da ausência de Gonçalo Inácio. Sofreu uma entorse num treino e ficou fora da convocatória. Fez falta. Neto, que jogou na sua posição, é incapaz de assegurar a saída com passe longo e preciso, como o jovem esquerdino faz. A equipa ressentiu-se desta ausência.

 

Dos golos desperdiçados. Só podemos queixar-nos de nós próprios: perdas escandalosas à boca da baliza, quase sempre por lapsos de ordem técnica que nem nos juvenis são toleráveis. Aos 56', Tiago Tomás falha a 10 metros da baliza, disparando para as nuvens. Aos 80', Porro prefere rematar de ângulo difícil, também a uns 10 metros da linha de meta, quando tinha um colega isolado em posição frontal, acabando por atirá-la para a bancada. Aos 90'+1, a perda mais escandalosa: Jovane, sem marcação a 5 metros da linha de golo, põe o pé de forma deficiente, conseguindo o mais difícil - atirar torto, muito ao lado. Assim, sem golos, não há vitórias. E sem vitórias a nossa distância torna-se menos dilatada. Já estivemos a dez pontos do segundo, agora vamos com mais seis.

 

Dos dois golos sofridos nestas duas jornadas. Mesmo assim continuamos, de longe, a ser a equipa menos batida do campeonato. Só vimos as nossas redes violadas 13 vezes em 26 jornadas.

 

De continuarmos sem derrotar o Famalicão. Desde que os minhotos regressaram à Liga 1, após longa ausência, fomos incapazes de os vencer.

 

 

Gostei

 

De Pedro Gonçalves. Surgiu com novo visual, que o torna inconfundível em campo, e talvez isso tenha contribuído para o devolver às boas exibições. Pareceu ocupar o campo todo, influente não só nas manobras ofensivas mas também no processo defensivo, fazendo jus ao facto de ser o nosso jogador menos posicional em campo. Voltou aos golos, marcando o seu 16.º neste campeonato, desta vez com assistência de Paulinho - o que o mantém na corrida pelo título de artilheiro da Liga 2020/2021. Um golo que começou a ser construído por ele, com uma excelente recuperação de bola.

 

De Coates. Nem sempre o passe longo lhe saiu com precisão, e não está isento de culpa no golo do Famalicão, à semelhança dos seus parceiros no eixo da defesa. Mas fez duas quase-assistências, servindo de forma exemplar Tiago Tomás aos 56' e Jovane aos 90'+1 em lances que os colegas desperdiçaram. E aos 88' protagonizou a habitual incursão pelo meio-campo ofensivo em forma de slalom, tirando vários adversários do caminho e mostrando aos companheiros qual é a atitude correcta a ter em campo.

 

De Daniel Bragança. Ajudou a dar equilíbrio e acutilância ao meio-campo leonino na segunda parte, quando o treinador o mandou render Palhinha, já amarelado. É um dos nossos jogadores tecnicamente mais evoluídos. E podia mesmo ter marcado, aos 90'+1. Mas o problema principal do Sporting não estava no corredor central, onde ele actua: estava nas alas.

 

Do regresso de Eduardo Quaresma. Voltou após longa ausência, entrando aos 76' para render Neto, que saiu com queixas físicas. Não tremeu nem comprometeu. 

 

De termos feito melhor do que na época passada. No campeonato 2019/2020 fomos derrotados em casa pelo Famalicão, num jogo que acabou 1-2. Já é um progresso.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Igualamos a nossa melhor série sem derrotas alguma vez alcançada num campeonato. O melhor registo, nunca repetido até agora, foi alcançado pelo Sporting campeão em 2001/2002, sob o comando de Laszlo Bölöni. É o que voltarmos a ter agora: 26 jogos consecutivos sem perder.

 

Dos 66 pontos já somados. Levamos seis de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, nove ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

Prognósticos antes do jogo

Recebemos hoje o Famalicão, a partir das 20 horas. Vai ser um jogo complicado, que temos de vencer para continuar nesta caminhada rumo ao título. Nenhuma outra opção está no horizonte da equipa técnica e dos jogadores.

A  propósito, lembro o resultado do jogo similar disputado na época anterior: perdemos por 1-2 em Alvalade. Vietto marcou na primeira parte, mas a equipa minhota virou o resultado nos 45 minutos finais. 

Estou curioso: quais são os vossos prognósticos para o desafio de logo à noite?

Amanhã à noite em Alvalade

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Vamos ter então amanhã o quinto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores: Santa Clara (C), Tondela (F), Guimarães (C), Moreirense (F), Famalicão (C), Farense (F) e B-SAD (C). Mesmo com o empate sofrido na visita ao Moreirense ainda podemos igualar a pontuação obtida na primeira volta, temos é que vencer os três que faltam.

Este Famalicão é talvez a equipa mais imprevisível desta Liga, pela diversidade de jogadores e treinadores utilizados, mas o facto é que com João Pedro Sousa no comando deles fomos largamente superiores na 1.ª volta. Mas empatámos nas condições que sabemos. Agora, que eles apresentam o terceiro treinador da temporada, temos mesmo de ganhar.

Felizmente o plantel está todo disponível, Nuno Mendes teve mesmo sorte em ter saído do último jogo sem nada de grave a lamentar.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

E apostava no seguinte onze de tracção à frente:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Tiago Tomás.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Famalicão e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Na última jornada ninguém acertou, Amorim voltou a trocar-nos as voltas.

SL

O amigo que vem de Famalicão

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Confesso: já poucas coisas me espantam. Mas fiquei estupefacto ao ler hoje, num dos jornais desportivos, que o actual presidente da SAD do Famalicão está em vias de transitar para o Benfica, para ali desempenhar as funções de director-geral do futebol na próxima época, com início daqui a um par de meses. 

Isto enquanto ainda se desenrola uma competição em que se joga o acesso a milhões de euros provenientes das competições europeias, e perante o aparente alheamento das entidades que deviam fiscalizar a transparência desportiva, em todas as frentes.

Por mera coincidência, esta notícia vem a público na véspera do Sporting-Famalicão.

Se não nos indignamos com uma coisa destas, deixaremos de nos indignar seja com o que for.

 

ADENDA: A maior goleada do SLB na Liga 2020/2021 ocorreu precisamente no Famalicão-Benfica (1-5), a 18 de Setembro. Mera coincidência...

Foi em Famalicão que te conheci

Em Dezembro, em Famalicão, deu-se um ponto de viragem. Foi um empate feio, um jogo difícil. um final pior. Depois, Amorim falou e unimo-nos. Quer o destino que em vésperas de reencontrarmos o  Famalicão, nos unamos uma vez mais, ou continuemos, mas de forma mais veemente. Nesse dia, em Famalicão, #ondevaiumvaotodos passou a mote da época 2020/21.

Passada a nuvem de ontem, algum empate havia de haver, vitórias até ao fim seria bestial, mas é utópico. Se tiver de haver mais... *suspiro* que sejam mais para o fim, ou nos custem menos, que este foi duro. Que sejam como um penso rápido. Ou não existam, se puder ser.

Vai haver ainda mais pressão, as dúvidas vão instalar-se, a descrença de alguns está sempre à espreita. Mas há uma nova final já domingo, há um empate atravessado para ajustar com o Famalicão. Somos nós, adeptos, os primeiros a poder não ceder. Isso pode passar por um post nas redes sociais, incentivos nos do Sporting e seus jogadores, ou simplesmente não nos antagonizarmos uns aos outros. Se é ficar no mesmo lugar no sofá que funciona, a camisola da sorte ou a aletria do Bancada que resultam, ou pelo menos não atrapalham, pois sejam e pratiquem-se.

Domingo, ganhar. #ondevaiumvaotodos

Vão lá derramar-se para outro lado

Penálti oferecido pelo duo Oliveira & Oliveira que deu um pontinho ao Braga em Famalicão

 

Alguns bitaiteiros acampados nas pantalhas derramam-se em entusiásticos elogios ao Braga. Uns tantos costumam até balbuciar que a equipa minhota «é a que pratica melhor futebol em Portugal».

Estas bacoradas, vindas de ondem vêm, não espantam ninguém. Mais estranho é perceber que supostos adeptos do Sporting as papagueiam nas redes sociais com a intenção deliberada de desvalorizar a nossa equipa. 

Coitados: sabem lá o que dizem. Esta noite a turma braguista foi vulgarizada no desafio com o Famalicão, penúltimo classificado do campeonato. Os de Braga arrancaram um empate a ferros (2-2) mas mereciam ter perdido: a segunda parte foi toda da equipa anfitriã, que marcou um golaço (por Heriberto) e teve mais três flagrantes oportunidades, uma das quais com a bola a embater no poste. E só um brinde escandaloso do árbitro Manuel Oliveira, que inventou um penálti contra os da casa após mergulho do piscineiro Ricardo Horta, permitiu ao Braga embolsar um pontinho em Famalicão. Num grosseiro atentado à verdade desportiva validado pelo vídeo-árbitro Rui Oliveira, que necessita de consulta urgente no oftalmologista.

 

Mesmo levado ao colo pelo duo Oliveira, o Braga acaba de descer ao terceiro posto. Tem agora, à 23.ª jornada, menos 11 pontos que o Sporting.

Digam lá aos tais bitaiteiros qual é a melhor equipa de futebol em Portugal. Eles que se vão derramar para outro lado.

À lupa

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Recapitulação de alguns lances do Famalicão-Sporting:

 

22' - Penálti não convertido pelo Sporting. Devia ter sido repetido: no momento em que Nuno Santos pontapeia a bola, a grande área está invadida por vários jogadores do Famalicão. Diz a lei que, não havendo golo, o pontapé de penálti deve ser repetido. Como sucedeu, na mesma jornada, no Belenenses SAD-Braga, favorecendo a equipa minhota.

23' - Pedro Gonçalves amarelado por simulação quando tentava a recarga na sequência do penálti falhado. Contradiz decisão do árbitro Luís Godinho, favorável ao Famalicão, no minuto 49.

36' - Campana, já com cartão amarelo desde o minuto 8 devido a uma entrada por trás que derrubou Palhinha, volta a fazer falta sobre o nosso médio defensivo, desta vez com um pisão no seu pé esquerdo. Falta que justificava o segundo amarelo - e consequente expulsão do famalicense. Contradiz decisão do árbitro, desfavorável ao Sporting, no minuto 80.

39' - Gustavo Assunção, junto ao círculo central, trava saída rápida de Nuno Santos, agarrando-o e derrubando-o. Abortado um ataque perigoso do Sporting sem que o jogador do Famalicão visse o amarelo. 

45'+2 - Gustavo Assunção (novamente) afasta ostensivamente a bola quando Pedro Gonçalves se preparava para o arremesso junto à linha lateral. Não houve cartão, contrariando decisão do árbitro desfavorável ao Sporting no minuto 80.

45'+3 - Entrada duríssima em tackle deslizante, de Pereyra sobre Antunes, com o defesa do Famalicão aplicando a sola no tornozelo esquerdo do nosso jogador. Só viu amarelo: devia ter sido expulso.

 

Após o apito para o intervalo - Riccieli, que provocara o penálti cometendo falta sobre Nuno Santos, recebe cartão amarelo por gritar e gesticular em direcção a um grupo de jogadores do Sporting enquanto todos abandonavam o campo. Nuno Santos é também amarelado sem que se perceba porquê.

 

49' - Valenzuela passa por Coates caindo dois metros à frente, em evidente tentativa de cavar uma falta. Fica sem advertência do árbitro, ao contrário do que sucedera com Pedro Gonçalves no minuto 23.

53' - Pereyra, já com amarelo, derruba Nuno Santos, que conduzia um ataque prometedor junto à linha lateral da grande área. O segundo cartão ficou no bolso do árbitro.

66' - João Mário conduz a bola junto à linha da baliza, já dentro da grande área, para cruzar quando Herrera o afasta do caminho empurrando-o ostensivamente com o braço esquerdo para fora do relvado, contra os placards publicitários. O árbitro nada assinalou. O vídeo-árbitro Artur Soares Dias deixou passar. Penálti evidente contra o Famalicão que ficou por marcar.

70' - Gustavo Assunção salta, levanta os braços e grita contra Luís Godinho ao ser-lhe assinalada uma falta. Não viu o amarelo, por aparente "gestão do jogo" por parte do árbitro, contrariando o que viria a decidir contra o Sporting no minuto 80.

72' - Riccieli, já amarelado, derruba Tiago Tomás junto à linha, no meio campo defensivo do Famalicão. Impôs-se novamente a "gestão do jogo": não houve segundo cartão ao famalicense.

80' - Luís Godinho exibe segundo cartão a Pedro Gonçalves, expulsando o nosso médio criativo ao ser-lhe assinalada falta num lance a meio-campo que não constituiu entrada negligente nem cortava ataque prometedor do Famalicão. Pedro terá sido expulso por pontapear a bola já sentado no chão, após a interrupção por falta. Duplicidade de critério do árbitro, que decidira de forma diferente, favorecendo o Famalicão, no minuto 45+2.

90' - Coates marca o terceiro golo do Sporting, que nos daria três pontos no confronto de Famalicão. O árbitro valida mas reverte a decisão na sequência de um alerta do VAR. Artur Soares Dias - que só deveria intervir em lance claro e inequívoco, segundo estipula o protocolo que regulamenta a vídeo-arbitragem - alega ter existido falta do uruguaio sobre o guarda-redes Luiz Júnior. As imagens, no entanto, comprovam que só há um ligeiro contacto entre o braço esquerdo de Coates e o guardião, e mesmo assim já fora da pequena área, quando Luiz Júnior se fazia tardiamente ao lance, após impulsão prévia do defesa leonino, acabando a bola por bater na cabeça do nosso capitão e ressaltar para a baliza deserta. Lance limpo que Godinho invalidou.

90'+2 - Luís Godinho exibe o cartão vermelho a Rúben Amorim, por alegados protestos. O técnico leonino é expulso pela segunda vez, com um intervalo de sete semanas, numa partida dirigida pelo mesmo árbitro - ele que jamais vira um cartão dessa cor, enquanto jogador e enquanto treinador, ao longo de toda a sua carreira no futebol.

Sporting volta a viver um “momento Filadélfia”

Encarei as ocorrências do Famalicão-Sporting com a ligeira impressão de que estaria prestes a testemunhar mais um caso de "erros nossos, má fortuna e ódio ardente" que se interpõem entre nós e a felicidade. Voltámos a contar com o empurrão para baixo dos apitadores, presentes no estádio e nas câmaras para garantir a dualidade de critérios habitual e a intervenção ou inacção em momentos-chave como o empurrão a João Mário, os amarelos mostrados a Pedro Gonçalves e o golo anulado a Coates. Mas também com más decisões em lances que teriam feito a diferença, desde o pénalti muito denunciado de Nuno Santos ao remate para as bancadas de João Mário, passando pela desadequação de Sporar. Faltou sorte e errou-se demasiado quando se sabe que o Sporting não se pode dar ao luxo de desperdiçar ocasiões e de se deixar à distância de quem o consegue agarrar.

Temo que estejamos a viver o nosso "momento Filadélfia". Aquele que os candidatos do Partido Republicano ganham uma enorme vantagem no estado da Pensilvânia, chegam a julgar que conseguirão somar os muitos votos do estado no colégio militar, mas depois ficam a assistir, impotentes, como a cidade da Filadélfia vai descarregando votos até "virar" a eleição. É um efeito recorrente, com interpretações muito díspares, havendo quem aponte fraude e quem reconheça poder de mobilização dos democratas nessa área metropolitana, mas a vitória de Trump em 2016 deveu-se em grande parte à capacidade de se adiantar de tal forma nos restantes condados que nada conseguiu reverter o triunfo.

Políticas à parte, sabendo que pode contar com braços a agarrá-lo e a tentar impedi-lo de nos fazer felizes, o plantel do Sporting só tem de tirar o melhor partido daquilo que está ao seu alcance: mostrar bom futebol e marcar mais golos do que sofre em todos os jogos.

Um nojo indizível

Ontem, em Famalicão, tivemos mais uma prova do nojo indizível para que caminha a Liga. 

Depois de marcar um golo de levantar o estádio (houvesse público), o melhor jogador do campeonato é expulso na segunda falta que faz (depois de levar um primeiro cartão amarelo forçado). 

Os dois laterais do Famalicão, que durante todo o jogo fizeram entradas duríssimas aos jogadores do Sporting (recordo uma a pés juntos no início da segunda parte, a Antunes), foram apenas amarelados. Cada um deve ter feito mais de 5 faltas. Várias entradas de jogadores do Famalicão (incluindo sobre Palhinha) dariam vermelho directo, em ligas a sério.

O golo anulado a Coates é, conforme demonstram as imagens, simplesmente ridículo. Mas nos jornais "amigos" de Benfica e Porto, os árbitros do costume opinam hoje que esteve muito bem o VAR. Não surpreende, pois são raras as pessoas com coluna vertebral no futebol hoje. 

Era mais ou menos evidente que estava a ser criado ambiente para um roubo descarado como o que assistiu ontem. Ao longo da semana, levantou-se entre pasquineiros uma "polémica" patética sobre uma alegada mão de Pote no segundo golo do jogo do passado fim-de-semana. Quando assim é, já sabemos o que aí vem. 

O Sporting, que consistentemente tem sido a melhor equipa do campeonato, perde de novo pontos às mãos de um árbitro com um vasto historial de roubar o Clube. E não pode contar com o seu melhor jogador no próximo jogo. Nem com o treinador.

Até amigos benfiquistas - os que vêem os jogos com olhos de ver, não com pálas - concordam: aquilo que se passou ontem em Famalicão foi um roubo descarado. 

Nós, Sporting, temos vários títulos roubados no passado recente, o último em 2015. Hoje sabemos bem que na altura o SLB estava a "financiar" indirectamente clubes como o Setúbal, através da compra e venda de jogadores - AQUI percebe-se bem. As mesmas equipas que comiam a relva contra o Sporting e tinham apáticas prestações contra o SLB. Havia várias outras. Valia tudo. Vale tudo, como ainda vemos.

Entretanto, a credibilidade da Liga vai caindo, caindo, caindo. 

As instituições do futebol vão apodrecendo. Tenho amigos portugueses que já nem assistem a Liga portuguesa, mas sim a inglesa e espanhola. 

E os processos envolvendo o Benfica e o seu presidente arrastam-se, arrastam-se, arrastam-se. E o DDT da Luz continua a ter uma quantidade de serviçais, desde o apito até ao comentário televisivo, que faria inveja a muitos ditadores, da Coreia do Norte à Venezuela. 

Até quando, isto?  

Quando é que o Sporting dá, de facto, um murro na mesa?  Não o blá-blá do costume, mas um murro a sério?

Um padre, dois jogos, duas missas encomendadas...

Obviamente que o SCP também terá que se queixar de si próprio, pela perda dos dois pontos em Famalicão. Afinal desperdiçámos uma grande penalidade e oferecemos o golo do empate ao adversário, com um frango monumental do guarda-redes. E quanto assim acontece, colocamo-nos a jeito...

No entanto, uma vez mais num jogo do SCP, a arbitragem, que deveria passar despercebida, assumiu o protagonismo pelas piores razões.

Vamos a factos:

- Em dois jogos dirigidos por Luís Godinho, o treinador Rúben Amorim recebe ordem de expulsão. No jogo de Alvalade, frente ao FCP, o árbitro é complacente com uma entrada de Zaidu, não lhe mostrando o cartão vermelho. Ontem foi excessivamente rigoroso com Pedro Gonçalves. No primeiro cartão amarelo, não houve uma clara simulação e no segundo mostrou amarelo porque o jogador protestou, afastando a bola do local, quando anteriormente tinha apenas advertido um jogador do Famalicão por prática semelhante. No lance do golo anulado a Coates, por toque no guarda-redes, apetece perguntar a Luís Godinho se este toque foi mais ou menos intenso do que o toque de Zaidu em Pedro Gonçalves, no jogo de Alvalade.

- Pelos exemplos que enumerei (não estou a invocar outros jogos, com outros árbitros e diferentes critérios, estou a ser factual) são decisões de Luís Godinho, logo, posso ser objectivo, porque o mesmo árbitro mostra diferente interpretação na análise dos lances, consoante tenha que decidir contra ou a favor do SCP.

- Perante este quadro, em meu entender, o SCP pela voz do seu presidente, Frederico Varandas, deveria lançar um apelo público aos responsáveis pela arbitragem, pedindo que até final da época, evitassem nomear Luís Godinho para jogos do clube. E porque não recuperar uma acção que foi necessária nos tempos de José Roquette, decretar luto no SCP pela verdade desportiva?

- A nossa surpreendente liderança à 9.ª jornada está a incomodar o sistema podre que dirige o tuga soccer. Ontem tivemos apenas uma breve amostra do que estará por vir, agora que se aproximam importantes embates com SCB e SLB. Os padres que celebram as missas parecem estar ordenados para, em caso de dúvida, decidir sempre contra o SCP. Luís Godinho não deixa margem para dúvidas: são dois jogos sempre a lesar-nos. Vamos estar atentos às decisões que tomar nos jogos de FCP, SLB e SCB para percebermos a coerência do seu critério...

Artista de circo à parte, artilheiro precisa-se

Não vou perder mais tempo com uma arbitragem tendenciosa, que perdoou ao Famalicão o que castigou o Sporting, o amarelo por simulação de penálti, o segundo amarelo por reincidência em entradas à margem das leis, e que como em Alvalade fez de palhaço, revertendo a decisão tomada no terreno e que estava à vista de todos pelo "conselho" dum VAR que nunca podia ter certeza alguma sobre os lances em questão. Foram mais dois pontos roubados ao Sporting, já tinham sido dois roubados em Alvalade. O artista de circo e o  "modus operandi" foram os mesmos.

Parabéns ao artista, mais a sua troupe de ilusionistas do Jamor: a continuar assim ainda vai ser o próximo presidente do Conselho de Arbitragem. 

 

Quanto ao jogo em si, para mim e do ponto de vista colectivo foi o melhor jogo do Sporting da temporada: dominou completamente o adversário, que quase nunca criou perigo, teve uma boa saída a jogar, variações de flanco oportunas, jogo interior eficaz, combinações bem conseguidas, cantos e livres bem trabalhados e a causar perigo, controlo do ritmo da partida, temporizando e acelerando em momentos chaves, recuperava a bola bem no campo do adversário. Existe um trabalho de casa bem feito que salta aos olhos de todos.

Mas também existiram erros individuais que complicaram o que estava a ser fácil e colocaram a equipa a jeito para o artista fazer o seu número. Logo a abrir Sporar falha um golo meio feito, a seguir deixa o penálti (não seria ele a marcar ?) para um Nuno Santos que denuncia completamente o remate, depois Adán falha clamorosamente a saída e Sporar logo atrás dele o corte, João Mário e Nuno Santos falham remates frontais que sentenciavam a partida e Borja faz um passe completamente idiota, que origina o livre fatal. Nesse livre parece-me que Palhinha não acompanha o colega do lado no salto, baixa instintivamente a cabeça e deixa a bola passar num arco que entra na baliza junto ao poste.

E voltamos à questão da falta dum ponta de lança do calibre dos dois últimos que tivemos, o que para mim é absolutamente essencial para dar outro conforto a esta equipa e ajudá-la a conquistar os objectivos pretendidos.

Sporar é um profissional dedicado e competente, um avançado móvel que trabalha imenso para a equipa e marca golos, mas não chega, e esta pressão que está a cair sobre ele em nada ajuda ao seu rendimento como ponta de lança. Hoje passou ao lado do jogo. 

 

Artista de circo à parte, não se pode jogar tanto e marcar tão pouco. Precisamos dum artilheiro. 

Para o Famalicão, que passou ao lado da goleada, fica a certeza que foi um pontinho caído do céu. Que lhes faça bom proveito, mas pelo menos deviam mostrar-se agradecidos.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa superioridade frente ao Famalicão. Empatámos 2-2 no mesmo estádio onde na época passada havíamos perdido por 1-3. Infelizmente o resultado da partida de hoje não traduz a qualidade da exibição leonina. Este nosso primeiro empate fora de casa da Liga 2020/2021 acaba por saber a pouco.

 

Dos nossos golos. O primeiro, apontado aos 37' por Pedro Gonçalves num excelente remate rasteiro, desenhando uma soberba diagonal com o pé esquerdo, após contornar uma floresta de pernas, para o ângulo mais difícil da baliza adversária. O segundo, um espectacular disparo de Porro na conversão de um livre directo quando estavam já decorridos 45'+4, no último lance da primeira parte, que terminou com o Sporting a vencer 2-1.

 

De Pedro Gonçalves. Vão escasseando os adjectivos para qualificar a actuação do ex-famalicense, o melhor jogador do campeonato. Hoje marcou o seu décimo golo em oito jogos da Liga: leva cinco partidas consecutivas a facturar, liderando destacado a lista dos goleadores. Infelizmente, no campeonato português os artistas como ele são tratados com desprezo e raiva pelos árbitros mais incompetentes, como o que hoje nos calhou pela segunda vez em nove jornadas.

 

De Porro. Incansável a controlar o nosso corredor direito, onde dá largas à sua vocação ofensiva. Mas o livre que transformou em golo foi marcado do lado esquerdo: é, sem dúvida um dos melhores do Sporting neste ano prestes a chegar ao fim. Já tinha ajudado a construir o nosso golo inicial, com uma recuperação de bola. E logo aos 7' cruzou de forma exemplar para Sporar, no que podia ter sido uma assistência para golo caso o esloveno não andasse em greve de remates. O jovem internacional sub-21 espanhol foi, para mim, o melhor em campo.

 

De Palhinha. Outra boa exibição do nosso médio defensivo, que no entanto parece algo desacompanhado naquela zona do terreno cada vez que Matheus Nunes fica fora do onze inicial. A sua influência na equipa mede-se não apenas pelos cortes que protagoniza e pelas recuperações que consegue, mas também pelas faltas que obriga os adversários a fazer. Desta vez, só à sua conta, foram amarelados três: aos 69', 83' e 87'. Destacou-se ainda por dois potentes remates com selo de golo, aos 32' e aos 54', forçando o guardião a defesas muito difíceis. Anda com vontade de marcar: não custa prever que vai conseguir metê-la lá dentro num dos próximos jogos.

 

Do centésimo jogo de João Mário pelo Sporting. O campeão europeu formado na Academia de Alcochete estreou-se na nossa equipa principal há nove anos, tendo sido lançado pelo treinador Domingos Paciência a 14 de Dezembro de 2011. Uma longa ligação, intensificada neste seu regresso ao clube em que espera sagrar-se campeão. Pena ter hoje falhado um remate crucial quando tinha só o guarda-redes pela frente, aos 78', atirando a bola para a bancada.

 

De ver o Sporting no comando da Liga. Aconteça o que acontecer nesta jornada, e apesar dos dois pontos hoje perdidos em Famalicão, manteremos o primeiro lugar. Continuamos a ser a única equipa invicta. E até agora marcámos em todas as jornadas do campeonato.

 

 

Não gostei
 

 

Do árbitro Luís Godinho. Saiu-nos na rifa pela segunda vez em nove jogos: é caso para dizer que andamos com azar. À terceira ronda do campeonato, o clássico Sporting-FC Porto, foi ele a inclinar o campo com uma arbitragem calamitosa, poupando o defesa portista Zaidu a duas expulsões ainda no primeiro tempo. Não contente com isso, expulsou Rúben Amorim ao intervalo por palavras em tudo idênticas às do treinador do FCP que fingiu não ter ouvido. Desta vez voltou a fazer estragos, novamente contra o Sporting: expulsou Pedro Gonçalves aos 80', por acumulação de amarelos com o primeiro cartão a ser exibido por alegada "simulação" que só existiu na cabeça dele, e aos 90' anulou um golo limpo a Coates que nos daria os três pontos. E voltou a expulsar o nosso técnico, imitando o que fizera em Alvalade, como se Amorim fosse uma espécie de hooligan dos treinadores portugueses. Uma vergonha haver sujeitos como este, que tudo fazem para lesar os virtuosos da bola e conspurcar o nosso futebol. 

 

De Adán. Muito intranquilo, o guarda-redes espanhol saiu disparatadamente dos postes, falhando o salto e permitindo que o Famalicão fizesse um golo no primeiro remate à nossa baliza, na sequência de uma bola parada, quando estavam decorridos 43'. Aos 89' sofreu o segundo golo - ao segundo remate - na conversão de um livre em que pareceu mal colocado na baliza e reagir tarde na tentativa de bloquear a bola.

 

De Sporar. Uma nulidade: com ele em campo, parecíamos jogar só com dez. Incompreensível, a decisão do técnico de mantê-lo em campo até ao minuto 63. Logo aos 7', incapaz de fazer a emenda frente à baliza, desperdiçou um cruzamento milimétrico de Porro. Aos 57', isolado por Coates, atrapalhou-se com a bola na grande área e acabou por oferecê-la a um adversário. E ainda foi ele a falhar a marcação a Gustavo Assunção no livre de que resultou o primeiro do Famalicão: ficou parado, de braços caídos, a "marcar" com os olhos. Merece ir para o banco.

 

Do penálti falhado por Nuno Santos. Estavam decorridos 22 minutos quando o ala canhoto, chamado a converter uma grande penalidade, rematou de modo muito denunciado, permitindo a defesa do guarda-redes. Teria sido o nosso primeiro golo - e, com a bola lá dentro, a história desta partida seria bem diferente. Mas é revelador que tenha sido Nuno Santos a marcar o penálti e não Sporar, ponta-de-lança, como seria mais lógico. Uma prova - mais uma - da falta de confiança do esloveno nos seus atributos goleadores.

 

Do nosso primeiro empate fora de casa. Até agora, só contávamos por vitórias todos os desafios na condição de equipa visitante. Não admira este desaire, pois passámos a jogar com menos um numa fase decisiva do jogo e ainda tivemos o apitador a actuar contra nós, permitindo entradas violentas, a todo o momento, aos jogadores do Famalicão enquanto mandou para a rua Pedro Gonçalves, um dos profissionais menos faltosos do campeonato português.

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