Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Sempre

Às vezes perguntam-me qual é o segredo para o sucesso duradouro deste blogue, que desde Janeiro de 2012 se tornou uma realidade incontornável, não apenas entre os adeptos do Sporting mas para quem gosta de futebol de maneira geral. Sucesso que os números confirmam: no último ano registámos mais de dois milhões de visualizações.

 

Respondo: é escrever sempre. Não aparecer apenas quando a situação é festiva ou quando há uma crise muito grave no clube. O segredo é estar presente - nas rotinas, no ritmo quotidiano, nos dias aparentemente sem notícias, nas horas boas como nas horas más.

 

Amar o Sporting é isto também.

O futebol não é só futebol.

«QUE VAZIO TENTA SER COMPENSADO NA PAIXÃO das multidões pelo futebol? Que ausência ela vem ocultar? O futebol é hoje vivido quase como uma religião de substituição. Um dos primeiros a colocar esta questão foi Robert W. Coles, que defendeu a existência de analogias entre a realidade social do futebol e as práticas religiosas de busca e celebração da transcendência. Aquilo a que Durkheim chama "as formas elementares" do fenómeno religioso pode encontrar-se, sem grandes contorcionismos simbólicos, no entusiasmo colectivo que o desporto-rei desperta. De facto, o modo como a paixão pelo futebol se expressa passou a ser observado etnologicamente como um ritual religioso ou para-religioso, com as suas catedrais, os seus oficiantes, a sua liturgia, as suas regras, as suas narrativas sagradas e os seus seguidores.

Os ecos de uma mentalidade religiosa persistem portanto, ainda que secularizados, reconfigurados e deslocados para outro âmbito. Muda claramente o objeto, mas não a antropológica necessidade de relação. Por isso, o futebol não é só futebol. Ele coloca em campo, além da bola, outras questões pertinentes.»

 

In.: MENDONÇA, José Tolentino, O pequeno caminho das grandes questões. Lisboa : Quetzal, 2017. p. 38

Assim não vale!

Quer dizer... um homem parte para longe da cidade, com acesso restrito à informação, para fazer uma caminhada abençoada por uma fé religiosa, para de súbito, quando chega a casa, perceber que a equipa de Futsal do Sporting foi só campeã europeia... Coisa de somenos, dirão alguns!

Isto assim não vale... É que não vi um minuto do jogo, nem um golo, nem sequer o recebimento da taça.

Mais a sério digo: Parabéns, equipa! Parabéns, SPORTING!

Amanhã regressarei aos caminhos da fé

A fé a tal que move montanhas, que nos faz ultrapassar desafios que jamais pensaríamos conseguir, que nos ilumina o caminho mesmo que disso não tenhamos bastas vezes verdadeira consciência.

A fé que nos faz crer que um dia o futebol será um desporto sério, dirigido por gente séria, com resultados sérios.

A fé que nos faz crer num Sporting renovado, lutador em todos os campos, vencendo ou perdendo mas sempre integro.

A fé que olha para a realidade tantas vezes cinzenta mas que consegue ver naquela a luz da Vida.

Neste caminhada que amanhã se inicia rezarei por todos os meus amigos que por aqui vai esgalhando os seus sentimentos leoninos, pelos nossos leitores e pelos nossos comentadores.

Rezarei também para que todos nos unamos ao redor do clube do nosso coração e que cada vez mais necessita de todos nós! Sem excepção!

Saudações leoninas!

A minha fé

A minha fé era que, se fôssemos a penaltis, a situação descrita neste texto de há um ano se repetisse. E repetiu tal e qual. Tal como há um ano dei os parabéns a Jesus, este ano dou-os a Keizer - por darem confiança aos jogadores. E dou-os também ao Nani e ao Bas Dost, que desta vez não falharam (em dose dupla para o Dost, que também não falhou no momento mais importante do jogo). E ao Coates, que voltou a falhar o penalti mas nem por isso deixou de ser provavelmente o melhor jogador da "final four". E ao Renan. E a toda a equipa.

O Sporting tem toda a sorte na forma como ganha o penalti no fim do jogo (tem tanto de desnecessário como de indiscutível). Mas teve todo o azar com o André Pinto. O facto é que ganhou e ganhou bem. Há seis meses isto não parecia possível. 

O que eu espero (5)

Da nova equipa gestora do Sporting é que se mantenha arredada do campeonato do carisma. Andamos todos mais que saturados de pseudo-líderes carismáticos, prontos a transformar cada frase bombástica em títulos - não desportivos mas títulos de jornal. A verdadeira liderança dispensa explosões de carisma virtual na redoma das redes sociais, dissociadas da realidade. Quem sabe comandar tem os pés bem assentes no chão: não se remete a trincheiras nem se resguarda em bolhas.

O que eu espero (4)

De Frederico Varandas é aquilo que ele tem demonstrado nesta primeira semana como presidente do Sporting:  basta-lhe proceder ao contrário do outro. Não ter Facebook activo ajuda muito. O Sporting precisa de manter-se fora da algazarra noticiosa, da baba opinativa que enche chouriços televisivos serão após serão e da esterqueira das "redes sociais", sempre prontas a divulgar o último boato e a penúltima calúnia. Quem medra nas redes, morre nas redes.

O que eu espero (3)

Da nova gerência leonina é que promova um verdadeiro trabalho de equipa, substituindo o culto narcísico do "eu" pela eficácia do "nós". Com espaço para o protagonismo de figuras tão diversas como Rogério Alves (no domínio institucional), Francisco Zenha (na área financeira) ou Miguel Albuquerque (no capítulo das modalidades). Sem nunca esquecer que o futebol, mola do clube, e as principais modalidades de pavilhão são desportos colectivos.

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Uma questão de fé!

Aproxima-se um fim-de-semana sem futebol da primeira Liga. Que servirá outrossim para dar descanso a alguns jogadores leoninos, tão necessitados.

Então deste lado decidi, por opção, desejo e crença ir até Fátima a pé. Uma jornada de cinco dias que se prevê longa (aproximadamente 150 quilómetros!) e sujeita ao tempo que S. Pedro pretender brindar a centena de peregrinos que comigo viajarão.

O que tem isto a ver com o Sporting? Rigorosamente nada, pensarão vocês! Ou absolutamente tudo? Avançarei eu!

É que nesta longuíssima caminhada que a nossa equipa de futebol tem feito, há muuuuuuito de opção, desejo e crença.

De atletas, treinadores, dirigentes e adeptos. Sejam eles ateus, católicos, muçulmanos ou agnósticos. Não importa.

O que realmente conta é acreditarmos!

Sempre!

Copo meio cheio

O principal objetivo da época, o título de campeão, é uma miragem. De qualquer forma, se olharmos para a pontuação da equipa vemos que tem exactamente os mesmos pontos, nesta jornada, que tinha em 2016. É uma pontuação que costuma dar para ser campeão. Alguns sportinguistas queixam-se das vitórias suadas no fim dos jogos, mas eu prefiro ver nisso uma equipa com fé e que luta até ao fim. O grande desafio é manter esta atitude da equipa até ao fim da época, e não a deixar desmotivar-se nem entrar em “falência psicológica” como sucedeu à equipa de Sá Pinto no final da época de 2012, depois de tanto ter prometido.

Mesmo sem poder ser campeão, o Sporting tem ainda muitos objetivos importantes: ganhar a Taça de Portugal; ser segundo classificado e conseguir o acesso à Liga dos Campeões; ter uma participação na Liga Europa que dignifique o clube e o futebol português. Se conseguir isto tudo e se mantiver a motivação e crença (da equipa e sua), sou da opinião de que Jorge Jesus deve permanecer no comando da equipa. De qualquer maneira creio que não é esta a altura adequada para se pensar neste assunto, mas sim no fim da época.

Ganhar ou ganhar

Mesmo sem o Gelson vamos ganhar nas Antas, esta noite. Acreditem em mim que não é fezada, é fé. Um acreditar alimentado por evidências que me chegam dos possíveis "onze" que vão passando graficamente pelas várias televisões, desde ontem à noite. A cada vislumbre das dez listadas verde e brancas dispostas quadrado fora, mais a camisola do nosso número um, guardando as nossas redes, de cada vez que vejo isto, dou por mim a pensar que temos craques em várias posições e em todos os sectores.  

Que poderá o tridente do ataque portista fazer contra um Mathieu concentradíssimo, rapidíssimo, inteligente, lutador e campeão? O Marega passa por um Coates, se o uruguaio estiver, como se diz amiúde, "a top"?

Temos antídotos que sobram para anular a ofensiva portista e nem me referi às laterais, que as temos entregues a um super jogador como o Coentrão e a um competente e aguerrido Ristovski (a acreditar que o Piccini não vai a jogo).

O nosso meio-campo não é melhor que o do Porto? Há algum jogador do lado do FCP com a qualidade do William Carvalho? Não, não há. O Battaglia não mostrou já o valoroso que é a defender e a carregar jogo? Que craque se iguala, hoje, no futebol nacional, a jogar no miolo, a municiar o ataque, a temporizar a jogada, que jogador há que tenha a visão de jogo de Bruno Fernandes? E que tenha a capacidade de remate dele, imprevisível, potente, colocado?

Não temos o Gelson, mas teremos, dum lado, o raçudo Acuña, que, hoje, fará muitas e boas assistências para golo e do outro um Rúben Ribeiro que surpreenderá, fazendo, finalmente, o jogo que dele, nós e o Jesus, esperamos que faça desde que chegou a Alvalade.  

Na frente teremos o Doumbia que nos bateu quando andava de emblema do CSKA ao peito. Rápido, endiabrado, eficaz e pragmático.

Por fim, no banco temos e teremos, sobretudo, o Jesus, que, acredito eu, tem mesmo a qualidade de mestre da táctica. Sei do que falo, que vou a caminho do Porto com o Bas Dost. A ausência do nosso matador é bluff. Vai jogar. Verbo que nele rima com marcar, a dobrar, ou a triplicar.

 

PS. Vergonhoso o artigo do director do Correio da Manhã. Embora hilariante, ao mesmo tempo. À frente de um título que quase sempre deseduca as massas (porque são realmente muitos os que o lêem), Octávio Ribeiro dedica um texto às questões da educação. Fá-lo não apenas alegando a falta de educação de um jogador de futebol do Sporting, mas também atirando-se, todo ele pertinaz, a sentida e preocupada análise ao que identifica como a deseducação que grassa no país. Haverá coisa mais desproporcionada, descabida e ridícula? Foi só um grande jogador de futebol que tirou a camisola, num momento de incontida alegria e euforia. Que diabo, o Gelson é rapaz bem formado, seria lá ele capaz de publicar alguma das muitas chocantes, perversas e absolutamente deseducativas manchetes do CM.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D