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És a nossa Fé!

O que eu espero (5)

Da nova equipa gestora do Sporting é que se mantenha arredada do campeonato do carisma. Andamos todos mais que saturados de pseudo-líderes carismáticos, prontos a transformar cada frase bombástica em títulos - não desportivos mas títulos de jornal. A verdadeira liderança dispensa explosões de carisma virtual na redoma das redes sociais, dissociadas da realidade. Quem sabe comandar tem os pés bem assentes no chão: não se remete a trincheiras nem se resguarda em bolhas.

O que eu espero (4)

De Frederico Varandas é aquilo que ele tem demonstrado nesta primeira semana como presidente do Sporting:  basta-lhe proceder ao contrário do outro. Não ter Facebook activo ajuda muito. O Sporting precisa de manter-se fora da algazarra noticiosa, da baba opinativa que enche chouriços televisivos serão após serão e da esterqueira das "redes sociais", sempre prontas a divulgar o último boato e a penúltima calúnia. Quem medra nas redes, morre nas redes.

O que eu espero (3)

Da nova gerência leonina é que promova um verdadeiro trabalho de equipa, substituindo o culto narcísico do "eu" pela eficácia do "nós". Com espaço para o protagonismo de figuras tão diversas como Rogério Alves (no domínio institucional), Francisco Zenha (na área financeira) ou Miguel Albuquerque (no capítulo das modalidades). Sem nunca esquecer que o futebol, mola do clube, e as principais modalidades de pavilhão são desportos colectivos.

"Só eu sei porque não fico em casa"

Esperança renovada, crença reforçada, a certeza da permanente revivescência, afinal, a cada nova época o sportinguismo fortalece-se.

Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.

Fosse eu a decidir e tratava de expulsar Bruno de Carvalho de sócio. Cortava o mal pela raiz. É o que se faz às ervas daninhas, não é?

Nova época, o nosso Sporting de sempre. Acreditamos de novo. E temos ainda mais razões para isso. Estamos muito melhor dirigidos e assim continuaremos após 8 de Setembro. Resistimos ao pior dos ataques porque lançado de dentro.

Estamos vivos e com muita esperança. Este ano é que é!     

Uma questão de fé!

Aproxima-se um fim-de-semana sem futebol da primeira Liga. Que servirá outrossim para dar descanso a alguns jogadores leoninos, tão necessitados.

Então deste lado decidi, por opção, desejo e crença ir até Fátima a pé. Uma jornada de cinco dias que se prevê longa (aproximadamente 150 quilómetros!) e sujeita ao tempo que S. Pedro pretender brindar a centena de peregrinos que comigo viajarão.

O que tem isto a ver com o Sporting? Rigorosamente nada, pensarão vocês! Ou absolutamente tudo? Avançarei eu!

É que nesta longuíssima caminhada que a nossa equipa de futebol tem feito, há muuuuuuito de opção, desejo e crença.

De atletas, treinadores, dirigentes e adeptos. Sejam eles ateus, católicos, muçulmanos ou agnósticos. Não importa.

O que realmente conta é acreditarmos!

Sempre!

Copo meio cheio

O principal objetivo da época, o título de campeão, é uma miragem. De qualquer forma, se olharmos para a pontuação da equipa vemos que tem exactamente os mesmos pontos, nesta jornada, que tinha em 2016. É uma pontuação que costuma dar para ser campeão. Alguns sportinguistas queixam-se das vitórias suadas no fim dos jogos, mas eu prefiro ver nisso uma equipa com fé e que luta até ao fim. O grande desafio é manter esta atitude da equipa até ao fim da época, e não a deixar desmotivar-se nem entrar em “falência psicológica” como sucedeu à equipa de Sá Pinto no final da época de 2012, depois de tanto ter prometido.

Mesmo sem poder ser campeão, o Sporting tem ainda muitos objetivos importantes: ganhar a Taça de Portugal; ser segundo classificado e conseguir o acesso à Liga dos Campeões; ter uma participação na Liga Europa que dignifique o clube e o futebol português. Se conseguir isto tudo e se mantiver a motivação e crença (da equipa e sua), sou da opinião de que Jorge Jesus deve permanecer no comando da equipa. De qualquer maneira creio que não é esta a altura adequada para se pensar neste assunto, mas sim no fim da época.

Ganhar ou ganhar

Mesmo sem o Gelson vamos ganhar nas Antas, esta noite. Acreditem em mim que não é fezada, é fé. Um acreditar alimentado por evidências que me chegam dos possíveis "onze" que vão passando graficamente pelas várias televisões, desde ontem à noite. A cada vislumbre das dez listadas verde e brancas dispostas quadrado fora, mais a camisola do nosso número um, guardando as nossas redes, de cada vez que vejo isto, dou por mim a pensar que temos craques em várias posições e em todos os sectores.  

Que poderá o tridente do ataque portista fazer contra um Mathieu concentradíssimo, rapidíssimo, inteligente, lutador e campeão? O Marega passa por um Coates, se o uruguaio estiver, como se diz amiúde, "a top"?

Temos antídotos que sobram para anular a ofensiva portista e nem me referi às laterais, que as temos entregues a um super jogador como o Coentrão e a um competente e aguerrido Ristovski (a acreditar que o Piccini não vai a jogo).

O nosso meio-campo não é melhor que o do Porto? Há algum jogador do lado do FCP com a qualidade do William Carvalho? Não, não há. O Battaglia não mostrou já o valoroso que é a defender e a carregar jogo? Que craque se iguala, hoje, no futebol nacional, a jogar no miolo, a municiar o ataque, a temporizar a jogada, que jogador há que tenha a visão de jogo de Bruno Fernandes? E que tenha a capacidade de remate dele, imprevisível, potente, colocado?

Não temos o Gelson, mas teremos, dum lado, o raçudo Acuña, que, hoje, fará muitas e boas assistências para golo e do outro um Rúben Ribeiro que surpreenderá, fazendo, finalmente, o jogo que dele, nós e o Jesus, esperamos que faça desde que chegou a Alvalade.  

Na frente teremos o Doumbia que nos bateu quando andava de emblema do CSKA ao peito. Rápido, endiabrado, eficaz e pragmático.

Por fim, no banco temos e teremos, sobretudo, o Jesus, que, acredito eu, tem mesmo a qualidade de mestre da táctica. Sei do que falo, que vou a caminho do Porto com o Bas Dost. A ausência do nosso matador é bluff. Vai jogar. Verbo que nele rima com marcar, a dobrar, ou a triplicar.

 

PS. Vergonhoso o artigo do director do Correio da Manhã. Embora hilariante, ao mesmo tempo. À frente de um título que quase sempre deseduca as massas (porque são realmente muitos os que o lêem), Octávio Ribeiro dedica um texto às questões da educação. Fá-lo não apenas alegando a falta de educação de um jogador de futebol do Sporting, mas também atirando-se, todo ele pertinaz, a sentida e preocupada análise ao que identifica como a deseducação que grassa no país. Haverá coisa mais desproporcionada, descabida e ridícula? Foi só um grande jogador de futebol que tirou a camisola, num momento de incontida alegria e euforia. Que diabo, o Gelson é rapaz bem formado, seria lá ele capaz de publicar alguma das muitas chocantes, perversas e absolutamente deseducativas manchetes do CM.

Com Fé... sempre

Lá estaremos domingo, com muita fé, acreditando sempre que as coisas vão correr bem, e claro... porque não dizê-lo, aguardando que algum dos outros "dois artistas" escorregue, num domingo que se prevê molhado....

Um bom fim de semana para todos os amigos do " És a nossa Fé".

... e um desejo sincero

Ao contrário de muitos sportinguistas pessimistas profissionais, este ano eu acredito mesmo na equipa de futebol. Acho que há qualidade, mas também união, crença e espírito de luta. Por isso, numa fase decisiva da época, espero que esta crise não abale o rendimento desportivo. Espero que a equipa não se ressinta. Os primeiros sinais após a crise, no jogo com o Estoril, não foram animadores, mas espero que a resposta venha já amanhã no Dragão e que continue durante todo o mês. E desejo o mesmo para as restantes modalidades que tão boa conta de si têm dado, como o voleibol, o futsal, o andebol e o hóquei. Com ou sem presidente estamos convosco, leões!

Prognósticos para o Natal (balanço)

Chegou a altura de um pequeno balanço. Para avaliar o estado de confiança do plantel do És a Nossa Fé na equipa do Sporting. Um plantel que é composto pelos autores e pelos leitores deste blogue.

No fim da 11.ª jornada, disputada no início de Novembro, lancei um desafio a quantos aqui escrevem e aqui comentam para vaticinarem em que posição estaria o Sporting por alturas do Natal. Pedia também um prognóstico sobre os pontos que na noite da consoada nos separariam dos nossos principais rivais.

Falta lembrar qual era a classificação do campeonato quando lancei este desafio, a 7 de Novembro, logo após o empate do Sporting com o Braga (2-2 em Alvalade): o FC Porto ia no comando, com 31 pontos; seguia-se a nossa equipa, com 27; o pódio terminava no Benfica, com 26 pontos.

Vamos então ao balanço.

 

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Houve muitos palpites.

Mas nenhum acertou na classificação actual, seis semanas depois. Com o Sporting em segundo, mas em igualdade pontual com os portistas. E o Benfica mais distante - agora três pontos abaixo de nós.

Quem mais se aproximou do panorama actual foi o nosso leitor Orlando, que vaticinou isto: «Não quero deixar de arriscar. Olhando o calendário até lá, tenho fé que por alturas do Natal o Sporting se encontre ainda no segundo lugar, mas em igualdade pontual com o FC Porto (valerá a diferença de golos favorável aos dragões), e com mais 5 pontos que o Benfica.»

Acertou em cheio no primeiro caso e errou por dois pontos no segundo.

Também não andou distante o nosso leitor JHC: «Vamos estar 1 ponto atrás do FCPorto e 4 pontos à frente do Benfica.» 

Quase acertou no primeiro, quase acertou no segundo.

 

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Mas no geral os vaticínios pecaram por excesso de pessimismo, como pode ser conferido aqui.

Um leitor chegou a escrever isto: «Prevejo o FC Porto a liderar o campeonato, seguido do Benfica e em terceiro lugar o Sporting com o Braga ou Marítimo a morder-lhe os calcanhares.»

Pessoa de pouca fé...

 

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Como se vê agora, a realidade encarregou-se de desmentir todos os prognósticos feitos há escassos 39 dias.

Nem os mais optimistas anteviram uma classificação tão favorável ao Sporting como a que agora se regista: neste período conquistámos quatro pontos ao FC Porto e dois ao SL Benfica.

Que isto nos sirva de reflexão para as jornadas que hão-de vir.

Este Ano É Que É!

O Jimmy Hagan, o do "no comments", foi campeão sem derrotas. E também o Vilas Boas, que agora anda na árvore das patacas. Mas até eles empataram.

 

A gente tem um bom plantel, "profundo", como se diz agora; houve belas contratações e bom saldo bancário, e tudo feito no tempo devido; não deixámos sair a torto e a direito, e ficou o Ruiz que devia ficar, que tão bom futebol mostrou no final da época passada, e o Iuri não foi lá para a Rússia, que tem muito para nos encantar; o JJ não foi para Paris, como "A Bola" tanto quis, e ainda bem, qu'é meio maluco mas sabe da poda; ganhámos os 6 jogos iniciais, coisa não vista há não sei quanto tempo, e melhor só o bom do grande Marinho Peres, no milénio passado; chegámos-nos (uff!!) à xampions: g'anda jogo em Bucareste e ainda melhor em Atenas; vêm aí os aviões Barça e Juve mas ... será que?, se jogarmos como em Madrid o ano passado porque não?, a equipa concentrada, bem rodada, esmifradinha até, se calhar até passamos; ou então, paciência, que eles também são gigantes, venha a liga Europa; e troféus são necessários, que andamos à míngua, e há muito, venha adi Lucílio e a Nacional (a última foi a do Iordanov, não foi?), e nessas até o filho do Bebeto ( do Romário, pá, ... não, do Bebeto) joga. Este ano é que é! Um gajo empata? É a desgraça, "eu bem dizia", "a mesma merda de sempre", o plantel é curto, estreito como o campo dos Cónegos, o Jesus afinal é Judas ("sempre me pareceu, o gajo a mim nunca me enganou"), o Doumbia é dúbio, o Bas Dost é pior que o Maniche, o original, o Toscanini é tosco, o Mateus é velho, o Battaglia não ganha guerras, o Gelson já se julga Figo, e o pior de tudo é o Bruno, o César que já não pode, o Carvalho que é uma besta, e o Fernandes que se esconde. Ontem vi um jogo. Um campo à antiga portuguesa, bom para jogos rasgadinhos, que o foi; o sempiterno professor Manuel Machado, treinador da bola, e a sua equipa, sem nomes mas com cabeça e alma. E um fiscal de linha (o da esquerda do ecrã) daqueles que "um grande é um grande", que até eu saltei no sofá (que querem?, o Moreirense veste verde e branco, é mais forte que eu) com o fora-de-jogo que lhes inventou, o gatuno (foi a nosso favor? Ok, foi um erro, é humano, só não erra quem não vai a jogo). E vi o Sporting, a jogar à bola, não muito bem bem, mas também é assim, a ir até ao chuveirinho, porque era preciso. Mais um jogo neste caminho desta época, o do(s) título(a). Porque Este Ano É Que É!

Ser ou não ser, eis a questão

 

Sou racional. Penso e repenso as coisas, as situações até ter certezas. Peso os prós e os contras. Penso a todos os passos do caminho: “e se estiver errada?”. Procuro um ponto de partida, a tal primeira certeza sobre a qual não restam dúvidas e a partir daí vou eliminando hipóteses, construindo raciocínios. Depois, quem me ouve falar, pensa que sou muito emotiva porque defendo a minha posição sem reservas, sem dúvidas, sem hesitações, com convicção, com garra e, confesso, com alguma impaciência.

Posto isto, a minha chegada ao Sportinguismo não podia ser irracional ou fruto do acaso. Era uma criança e nem tinha preferências. Mas na escola, os benfiquistas eram uns arrogantes, donos da verdade absoluta, que tinham prazer em humilhar todos os que não fossem do seu clube. Se ganhavam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a basófia. Se perdiam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a neura. Foi fácil chegar à primeira certeza, sobre a qual não havia qualquer dúvida: Nunca poderia ser benfiquista. Nunca poderia fazer parte “daquilo”. A partir daí foi fácil eliminar hipóteses e chegar à melhor escolha possível: o Sporting Clube de Portugal.

E depois há isto. Há o Estádio de Alvalade cheio. Estão lá dois dos meus filhos e mais 50044 leões a viver uma noite de festa. Eu vejo um vídeo filmado com um telemóvel, todo aos tremeliques e com má qualidade de imagem, e não consigo evitar que as lágrimas me cheguem aos olhos.

Já sei que os comentadores de plantão vão dizer que isto do “Mundo sabe que” é uma pirosice: Se calhar, até é. Também vão atacar com a contabilidade das vitórias e dos campeonatos. Com certeza, levem lá a bicicleta. Digam o que quiserem, toda a vossa conversa é inútil e até me diverte ver como se contorcem.

A minha certeza é inabalável. A minha fé é inquestionável. Eu sou Sporting Clube de Portugal.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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