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És a nossa Fé!

Excelência - os Sete magníficos

Futebol - pé - andebol - mão - , diria o treinador Paulo Bento. Mesmo sem poder contar com o talento do pacense Ronny, entre 1966 e 1973, o nosso clube não ficou de mãos a abanar no andebol. Assim, o Sporting conquistou sete (7!) títulos nacionais em oito possíveis, cinco dos quais consecutivos (pentacampeonato). Essa equipa era formada por Bessone Bastos (guarda-redes), Adriano Mesquita, Manuel Marques e Manuel Brito (primeira linha), Alfredo Pinheiro, Ramiro Pinheiro e Carlos Correia (segunda linha). 

A essa mítica equipa sucederia uma outra de excelência, com o anafadinho, mas extremamente flexível Carlos Silva, na baliza, Brito (sempre ele, 11 vezes campeão nacional), José Manuel e João Gonçalves na primeira linha, João Manuel, Miranda e Vasco Vasconcelos (ou outro eterno, Carlos Correia, com 10 títulos de campeão). Tetracampeões, entre 77/78 e 80/81 "limparam" tudo. 

Mais recentemente, há a registar duas importantes vitórias internacionais na Taça Challenge, uma em 2009/10, outra no ano passado. A primeira conquista tinha Paulo Faria ao leme e um leque de jogadores formado por Humberto Gomes (guarda-redes), Bosko Bjelanovic (ou Fábio Magalhães), Petric (ou João Pinto) e Pedro Seabra, Pedro Solha, Pedro Portela (ou Fernando Nunes) e Carlos Galambas (Bruno Moreira). A última consagração teve como protagonistas o treinador Hugo Canela e os jogadores Asanin - ou Assassin (das aspirações alheias)? - e os jogadores de campo Frankis Carol (ou Edmilson Araújo), Carlos Ruesga (ou Bosko), Janko Bozovic (ou Cláudio Pedroso), Kopco ou Zabic como pivots, Pedro Portela e Ivan Nikcevic (Solha passou quase toda a temporada lesionado).

De referir que o Sporting é ainda o clube nacional com mais campeonatos nacionais conquistados, ao contrário do que vem sendo referido por jornalistas muito pouco criteriosos que insistem em ignorar os títulos conquistados pelo clube na Divisão de Élite da Federação Portuguesa de Andebol, optando por considerar os campeonatos patrocinados pela separatista Liga portuguesa de andebol, competição de resto, à época, não reconhecida pela FPA (mas muito estimada pelos jornalistas desta praça) e que conduziu a que os melhores colocados nessa Liga tivéssem sido impedidos de participar nas competições europeias. Eis um caso paradigmático em que, afinal, futebol e andebol se unem, e o que resulta é a comum subtração de vitórias em competições nacionais ao nosso clube. Reposta a verdade, a equipa leonina conta com 20 títulos de campeão nacional devidamente homologados.

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Excelência - A corta-mato para a glória

Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Carlos Cabral, Rafael Marques, Fernando Miguel, Bernardo Manuel, José Sena, Joaquim Pinheiro, Ezequiel Canário, Hélder de Jesus, Artur Pinto, Dionísio Castro, Domingos Castro, Carlos Capítulo, Fernando Couto, Carlos Patrício, Eduardo Henriques, Alberto Maravilha, João Junqueira, Carlos Monteiro e Paulo Guerra. Estes são os nomes dos campeões europeus de "cross" que, ao longo dos anos, nos garantiram 14 vitórias (!) na Taça dos Campeões Europeus desta especialidade, dos quais não se pode dissociar o obreiro desta escola leonina de tão bem fazer, o professor Mário Moniz Pereira. 

Fernando Mamede - antigo recordista mundial dos 10000 metros, em prova em que Lopes também bateu o anterior record, e medalha de bronze num mundial de "cross" - esteve presente em 9 títulos colectivos, Carlos Lopes e Domingos Castro em 7. Individualmente, Domingos venceu por quatro vezes, Lopes por três e Mamede ganharia em duas ocasiões. 

Carlos Lopes foi o nosso melhor atleta de sempre. Para além das vitórias, individuais e colectivas, nesta competição, sagrou-se por 3 vezes campeão do mundo de corta-mato, às quais juntaria duas medalhas de prata, venceu a maratona olímpica de Los Angeles e ainda foi vice-campeão olímpico, nos 10000 metros, em Montreal. Que outro atleta foi, simultâneamente, um campeão em pista, estrada e corta-mato? Se dissermos que foi o atleta, no mundo, mais completo de sempre não andaremos longe da verdade...

Para além do "cross", o Sporting também já ganhou 2 Taças dos Campeões Europeus de pista, uma em masculinos, outra em femininos.

Com tudo isto, não será demais dizer que o atletismo ajudou a consolidar (e de que maneira) a imagem de ecletismo e de grandiosidade do Sporting clube de Portugal. A nossa glória!!

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Excelência - Até ao lavar dos cestos...

A equipa de basquetebol iniciou a década de 80 como campeã. No ano seguinte voltaria a vencer até que a secção de basket seria extinta, não iniciando a época de 82/83, pelo que é caso para dizer que até ao lavar dos cestos houve vindima...

O nosso "cinco base" nesse período era formado por Augusto Baganha (eu sei, eu sei, o do IPDJ), o extraordinário e certeiro Carlos Lisboa (e ainda não haviam "triplos"), o lendário Rui Pinheiro, Israel (selecção do Brasil e vice-campeão mundial de juniores) e um americano (John Fultz ou Mike Carter). Os treinadores foram Adriano Baganha (irmão mais velho de Augusto, na primeira época) e Mário Albuquerque (na segunda época), ambos ex-jogadores de um clube que conquistou 4 títulos nacionais em 7 anos. 

Lembro-me muito bem de os vêr jogar no Pavilhão de Alvalade, nomeadamente do jogo da consagração contra o Benfica em que Carter, na comemoração do título, subiu à tabela e foi cortar as redes que envolviam o cesto.

Baganha era o organizador do jogo, o base. Lisboa era extremo, mas muitas vezes recuava para fazer de segundo base, constituindo-se como o faról da equipa, além de manter uma média superior a 20 pontos por jogo. Juntamente com Rui Pinheiro e Mário Albuquerque formava o trio de jogadores proveniente de Moçambique. Rui era um extremo com uma média de pontos sempre consistentemente acima de 10 por jogo. Israel e Carter formavam a eficiente dupla de postes, destacando-se pelos pontos marcados e pelos ressaltos conquistados. 

Carter (média de 20.6 pontos), Fultz (30.8) e Mark Crow (33.9, não foi campeão por um lance livre na época 79/80) constituiram o lote de americanos nessa época dourada do basquetebol leonino. 

Desses tempos, recordo com saudade um jogo entre o Sporting e o todo-poderoso Barcelona, proveniente de uma liga muito mais competitiva (o Real Madrid seria campeão europeu nesse ano, o próprio Barcelona seria finalista vencido da Taça das Taças, no ano seguinte). Decorria o Torneio Utilmóvel (penso que era este o nome do certame) e num esforço de divulgação dos jogos e da modalidade, os promotores deslocaram-se às escolas e distrubuiram convites. Assim foi também nos Salesianos e pude ir vêr uma partida brilhantemente vencida pelo Sporting, por 83-71, com 37 pontos marcados por Crow. Épico!

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Excelência - Os "fab 5" do hóquei

António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, António Livramento e Vítor Carvalho ("Chana"): são estes os nomes dos "fabulosos 5", a equipa maravilha do hóquei patinado nacional e internacional, todos eles titulares também da selecção nacional. Reunidos em 76/77 (com o ingresso de Livramento), nessa época venceram Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça dos Campeões Europeus, esta última conquista, a primeira de qualquer equipa portuguesa, quebrando a hegenomia espanhola.

Ainda, menino, tive a oportunidade de os vêr jogar no antigo Pavilhão dos Desportos e, mais tarde, no Pavilhão de Alvalade (não confundir com a Nave), sito ali junto ao campo pelado.

Ramalhete disputava com o barcelonista Carlos Trujols o título de melhor guarda-redes do mundo, Rendeiro tinha uma suprema leitura de jogo, Sobrinho enviava "pedradas" que ameaçavam a integridade física dos guardiões adversários, Livramento era o mago da patinagem, com as suas travagens súbitas, as suas fintas, condução (quase eterna) de bola, e Chana, bem Chana, foi o meu primeiro ídolo no desporto, pelo seu carisma, a sua técnica e capacidade goleadora, melhor marcador de sucessivos campeonatos nacionais. Relembro com saudade aquele seu movimento de, fugindo para um dos cantos, dali disparar, quase de ângulo morto, tiros certeiros que, invariávelmente, passando acima do ombro do guarda-redes, davam golo.

Chegado ao Sporting nessa época para substituír Salema - entretanto recrutado pela estraordinária AD Oeiras, dos irmãos Rosado e de Carvalho, aquele que não deslizava, mas sim corria sobre os patins -, Livramento trouxe aquele "plus" que conduziria à vitória europeia sobre o Adamastor da altura, os catalães do Voltregá, de Nogué, nas semi-finais (com quem havíamos perdido após prolongamento no ano anterior). A final seria praticamente um acto administrativo, tal a destruição imposta ao Villanueva, também de Espanha (6-0 e 6-3).

Ainda com estes jogadores, e superiormente orientados pelo técnico Torcato Ferreira durante este ciclo, completariámos na época seguinte o tetracampeonato, uma caminhada iniciada em 74/75.

Ficarão para sempre na memória de quem os viu jogar. 

Apesar de infelizmente António Livramento já não se encontrar entre nós, julgo que seria interessante a nossa actual direcção, tendo em conta até a criação do novo Pavilhão João Rocha, promover uma sentida e participada homenagem a estes homens que ficaram com os seus nomes gravados a ouro na história já de si gloriosa do Sporting clube de Portugal, podendo com essa iniciativa juntar o útil ao agradável, com maior participação nas bancadas.

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