Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Eusébio e Ronaldo

É quem mais lhes dói, o Cristiano Ronaldo.
Saiu do Sporting para o Manchester, o Real Madrid, a Juventus.
São encarnados, mas ficam verdes. De inveja.

Com Eusébio foi muito diferente: saiu do Benfica para andar a arrastar-se em clubes quase desconhecidos do Canadá, México e EUA. Terminou a carreira no União de Tomar. O clube lampiânico nunca mais o quis de volta.


Ronaldo - que na fase final da Liga das Nações marcou mais três golos pela selecção, onde já soma 88, mais 41 do que Eusébio - voltará a jogar pelo Sporting, nem que seja aos 40 anos. Com o aplauso unânime dos sportinguistas.

Esta é outra diferença. Enorme.

 

ronaldo_portugal_irao_mundial_2018_foto_epa1218691

Eusébios aos molhos

De facto, há coisas que nunca mudam: todos os anos o Benfica produz um "novo Eusébio" ou um "novo Cristiano Ronaldo". Eu ainda sou do tempo do Mantorras, por exemplo, mas para nos ficarmos só nos últimos três ou quatro anos já foram o Gonçalo Guedes, o Renato Sanches, o Ricardo Horta ou até o Mile Svilar (!?). Agora é o João Félix. O Vieira agradece. O pior é para os próprios (e para a nossa pachorra).

Os cábulas adoram copiar

ng2238471[1].jpg

 Um efusivo cumprimento entre Eusébio e Salazar (1966)

 

Eusébio da Silva Ferreira jogou de verde e branco em Moçambique, na filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal. Vinha em Dezembro de 1960 para Alvalade quando foi "desviado" para a Luz, com o beneplácito do regime salazarista-benfiquista, o que originou um prolongado corte de relações entre os dois clubes, só terminado em Maio de 1974.

Esta é uma das piores facetas reveladas pelos dirigentes do Benfica ao longo dos tempos. Incapazes de formar talentos com a qualidade dos nossos, há vinte anos sem fornecerem um só titular à selecção nacional de futebol, cobiçam os jogadores leoninos e tudo fazem para os desviar de rumo. Como o caso Eusébio bem demonstrou. E como a "pesca à linha" do Djaló peruano, no último defeso, viria lamentavelmente a confirmar, aliás sem qualquer proveito para eles.

 

Além disto, não têm qualquer pudor em copiar-nos.

Eis alguns exemplos, que confirmam isto:

- O Sporting Clube de Portugal foi fundado a 1 de Julho de 1906. O Sport Lisboa e Benfica só foi fundado a 13 de Setembro de 1908.

- A Juventude Leonina, claque mais emblemática do Sporting, foi fundada em 1976. A primeira claque encarnada, os Diabos Vermelhos, só apareceu em 1982.

- O Sporting tem futsal desde 1985. O Benfica só tem futsal desde 2001.

- A Academia Sporting foi fundada a 21 de Junho de 2002. A Academia do Benfica só foi fundada a 22 de Setembro de 2006.

- O Núcleo Sportinguista da Assembleia da República existe desde Maio de 2015. O equivalente a este núcleo no Benfica apenas surgiu em Abril de 2016.

 

É uma atitude própria dos cábulas, que adoram copiar.

Grandeza

eusebio1-d06a-600x401[1].jpg

 Eusébio orgulhosamente vestido de verde e branco, na temporada 1958/59

 

A grandeza do nosso Sporting mede-se de várias formas, como ontem especifiquei aqui.

Os exemplos que indiquei estão longe de ser exaustivos. Porque esta grandeza mede-se também pelo facto de o único jogador do Sport Lisboa e Benfica que alguma vez alcançou reputação mundial traduzida em galardões, o saudoso Eusébio, ter sido formado não na cantera encarnada mas no Sporting de Lourenço Marques. Então filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal.

Comparar Ronaldo a Eusébio

                    

 

Não é nada fácil compararmos jogadores de épocas diferentes. Porque as mudanças registadas em cada década no futebol - do plano da organização táctica das equipas à preparação física, passando pelo acompanhamento clínico - é totalmente diferente. Mesmo assim, continuamos a assistir às incessantes comparações entre Eusébio e Cristiano Ronaldo com vista à designação do melhor futebolista português de todos os tempos. Com muitas opiniões favoráveis ao antigo goleador do Benfica, infelizmente já falecido. Sobretudo pela sua brilhante prestação no Campeonato do Mundo de 1966, em que Portugal surpreendeu tudo e todos com a conquista do terceiro lugar.

Não consigo acompanhar estas teses.

Eusébio conseguiu uma única proeza a nível de selecção. Essa mesmo, em 1966. De resto, com ele no activo, a selecção nacional falhou o apuramento para os Mundiais de 1962, 1970 e 1974. E falhou as presenças em todas as fases finais de europeus (1964, 1968, 1972). 
Além disso Eusébio jogou na selecção praticamente com a equipa do Benfica: as rotinas estavam mais que firmadas, os automatismos estavam mais que estabelecidos. Nada a ver com os tempos actuais, em que a selecção é uma manta de retalhos, com jogadores das mais diversas proveniências, alguns dos quais nem chegaram a jogar em Portugal.
Cristiano Ronaldo participou em três Mundiais - chegando num deles, em 2006, às meias-finais, tal como Eusébio, mas com mais equipas em competição na fase final. E actuou em três Europeus: num deles (2004) fomos à final, noutro (2006) atingimos as meias-finais.
Não há comparação possível. Com Eusébio, a regra era falharmos o apuramento. Com Ronaldo, a regra é conseguirmos o apuramento. 
Em 2014 queixámo-nos - e com razão - de termos caído na fase de grupos (após termos perdido contra a Alemanha, com apenas dez jogadores). Aos Mundiais de 1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1970, 1974, 1978, 1982, 1990, 1994 e 1998 nem lá chegámos. Antes de Cristiano Ronaldo.
Depois de Ronaldo, não falhámos um.

 

Texto reeditado

Quem não se sente...

Durante anos, comemos e calámos. Esse tempo acabou.

 

Vejo por aí algumas santas almas muito abespinhadas pelo facto de a direcção leonina ter decidido interromper o relacionamento institucional com o Benfica. Estranhamente para mim, algumas dessas almas são do Sporting. É o caso do advogado Carlos Barbosa da Cruz, que ontem se indignava na sua habitual coluna do Record contra o "isolacionismo sistemático prosseguido pela a[c]tual gestão do Sporting", que no seu entender não contribui para a "defesa adequada dos interesses do clube". Pressupondo-se, pela mesma lógica, que os interesses leoninos ficariam mais bem preservados com permuta de galhardetes e croquetes com o clube dirigido por Luís Filipe Vieira.

Barbosa da Cruz parece desconhecer um velho adágio popular muito português: quem não se sente não é filho de boa gente. Nos últimos dias o Sporting foi repetida e continuamente desconsiderado pelo velho rival, de forma inaceitável.

Repito alguns factos: uma faixa exibida durante todo o jogo de futsal Benfica-Sporting em louvor ao assassínio do sportinguista Rui Mendes, vitimado por um very light em 1996; engenhos incendiários atirados pela claque encarnada para a nossa bancada superior norte no final do Sporting-Benfica, domingo à noite; ausência dos indispensáveis pedidos de desculpas por parte da direcção benfiquista; provocação suplementar do director de comunicação dos encarnados, chamando "folclore" aos legítimos protestos do Sporting.

 

images[9].jpg

 Bruno de Carvalho nas cerimónias fúnebres de Eusébio (Janeiro de 2014)

 

Durante anos, comemos e calámos. Esse tempo acabou, por mais que isso indigne um assumido benfiquista como o director-adjunto d' A Bola, José Manuel Delgado, que hoje - em sintonia com Barbosa da Cruz - escreve no seu jornal que "a decisão do Sporting de cortar relações com o Benfica não faz sentido".

Quanto mais alguns dizem e escrevem que isto não faz sentido, mais eu penso que faz. Por isso apoio esta decisão de Bruno de Carvalho. Tal como há um ano o aplaudi aqui quando encabeçou a delegação do Sporting que compareceu às cerimónias fúnebres de Eusébio da Silva Ferreira, que foi não só um símbolo do Benfica mas uma grande figura do futebol português. Confesso não me recordar o que na altura José Manuel Delgado e Carlos Barbosa da Cruz escreveram sobre o assunto.

 

Eusébio, jogador júnior de verde e branco em Lourenço Marques (Junho de 1958)

 

E a propósito de Eusébio: talvez muitos sportinguistas ignorem que por causa dele o Sporting - então presidido por Guilherme Brás Medeiros - cortou relações com o Benfica em 1960, situação que permaneceu inalterável até 1974, quando João Rocha entendeu restabelecê-las na sequência da Revolução dos Cravos.

O motivo para aquele corte? O Benfica desrespeitou um acordo de cavalheiros existente à época entre os dois clubes que obrigava cada um a não contratar jogadores às filiais do outro. Um pacto que os da Luz mandaram às malvas quando desviaram Eusébio do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica, comprovando-se assim que nenhum acordo de cavalheiros é possível quando o cavalheirismo prima pela ausência.

Perdemos Eusébio, que nos teria dado muito jeito vestido de verde e branco, tal como antes dera ao Sporting de Lourenço Marques, onde o futuro King se sagrou campeão moçambicano com as nossas cores.

Mas não perdemos a dignidade. E recordo o adágio: quem não se sente...

 

Qual o balanço desportivo, em termos futebolisticos, desses 14 anos em que permanecemos de relações cortadas? Uma Taça das Taças (1964), quatro campeonatos nacionais (1962, 1966, 1970, 1974) e quatro taças de Portugal (1963, 1971, 1973, 1974).

Nove títulos, portanto. Não me parece nada mal. Imaginem se conseguíssemos algo semelhante nos anos mais próximos.

Visto de Maputo

 

Tenho estado por estes dias em Maputo, Moçambique, onde o derby do próximo domingo já mexe. Não há conversa de salão, taberna ou balcão onde não se fale de dois temas em matéria de futebol: o jogo da Luz e o regresso de Nani. Sim, o regresso de Nani. Por aqui o luso-cabo-verdiano é considerado uma estrela maior e não se dão ouvidos aos comentadores de bancada que o arrasaram e nos apoucaram só porque o camisola 77 falhou um penalty no seu regresso a Alvalade. Aqui o Nani é craque, dão-lhe muito valor e miúdos e graúdos não falam de outra coisa quando o tema é o futebol português.

 

Ilustro esta pequena nota de Maputo com uma fotografia de 1960 do Sporting de Lourenço Marques, onde alinhava na altura um jovem chamado Eusébio. Lembrei-me disto porque ontem, ao regressar de Marracuene, onde participei numa feira de atividades económicas, deparei-me com uma conversa típica de portugueses fora de casa. Os meus companheiros de viagem estavam todos divertidos a tentar convencer o nosso motorista, de seu nome Eusébio, a mudar do "outro clube" para o Sporting, em troca de uma camisola oficial verde e branca. Tentado, o jovem acabou por ceder e parece que, mesmo sendo maior e vacinado, vai mudar de clube. Nem que seja por uns dias, enquanto a comitiva cá está. A "estória" vale o que vale e não é sequer motivo para falar muito mais do passado. Só serve para termos a noção de que aqui, como em todo o lado, somos tão grandes ou maiores do que o "outro clube". Não precisamos de conquistar os fracos de espírito, precisamos de vitórias e de ter sempre em mente este lema: "Esforço, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal".

Comparar Ronaldo a Eusébio

                   

 

Não é nada fácil compararmos jogadores de épocas diferentes. Porque as mudanças registadas em cada década no futebol - do plano da organização táctica das equipas à preparação física, passando pelo acompanhamento clínico - é totalmente diferente. Mesmo assim, continuamos a assistir às incessantes comparações entre Eusébio e Cristiano Ronaldo com vista à designação do melhor futebolista português de todos os tempos. Com muitas opiniões favoráveis ao antigo goleador do Benfica, infelizmente já falecido. Sobretudo pela sua brilhante prestação no Campeonato do Mundo de 1966, em que Portugal surpreendeu tudo e todos com a conquista do terceiro lugar.

Não consigo acompanhar estas teses.

Eusébio conseguiu uma única proeza a nível de selecção. Essa mesmo, em 1966. De resto, com ele no activo, a selecção nacional falhou o apuramento para os Mundiais de 1962, 1970 e 1974. E falhou as presenças em todas as fases finais de europeus (1964, 1968, 1972). 
Além disso Eusébio jogou na selecção praticamente com a equipa do Benfica: as rotinas estavam mais que firmadas, os automatismos estavam mais que estabelecidos. Nada a ver com os tempos actuais, em que a selecção é uma manta de retalhos, com jogadores das mais diversas proveniências, alguns dos quais nem chegaram a jogar em Portugal.
Cristiano Ronaldo participou em três Mundiais - chegando num deles, em 2006, às meias-finais, tal como Eusébio, mas com mais equipas em competição na fase final. E actuou em três Europeus: num deles (2004) fomos à final, noutro (2006) atingimos as meias-finais.
Não há comparação possível. Com Eusébio, a regra era falharmos o apuramento. Com Ronaldo, a regra é conseguirmos o apuramento.
Agora queixamo-nos - e com razão - de termos caído na fase de grupos (após termos perdido contra a Alemanha, com apenas dez jogadores). Aos Mundiais de 1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1970, 1974, 1978, 1982, 1990, 1994 e 1998 nem lá chegámos. Antes de Cristiano Ronaldo.
Depois de Ronaldo, não falhámos um.

Uma pátria de poetas (a minha pátria é a língua portuguesa)

Muito se tem falado e escrito sobre o momento Bocage de Bruno de Carvalho (BC), contudo, ao esmiuçarmos a questão, constatamos que já outros, antes dele, elaboraram acerca do futebol e poesia.

Manuel Alegre, sobre Eusébio:

Buscava o golo mais que golo: só palavra.

Abstracção. Ponto no espaço. Teorema.

Despido do supérfluo rematava

e então não era golo: era poema

Lá está, Cristiano Ronaldo (põe-te bom, pá) e Pauleta podem ser os maiores marcadores de golos da selecção mas Eusébio continuará a ser o maior marcador de poemas.

Já falei no momento Bocage de BC mas ainda não falei no momento Gabriel, o Pensador, de Jorge Nuno Pinto da Costa, o silêncio, a ausência de comentário, Nádegas a declarar, portanto. 

Enfim, melhor seria, pensarmos antes de falarmos, seguirmos o conselho de Romário a Pelé:

Calado é um poeta ou adaptando a frase a grande parte dos protagonistas do futebol indígena; calados seriam uns poetas

Opinião de um benfiquista

 

«Na exaltação exponenciada da genialidade de Eusébio (tratou-se, de facto, de um talento invulgar, quase único, no futebol de todos os tempos), foi apagado o que é inapagável em futebol: o contexto de equipa que tornou possível os sucessos de Eusébio e das suas equipas (Benfica e Selecção) que pouco variavam de composição. Mais, esse apagamento dos companheiros de Eusébio representa uma profunda injustiça de memória para com outros futebolistas excepcionais (José Augusto, Coluna, Santana, talvez outros mais) e que também foram determinantes para atingir as vitórias com Eusébio e garantiram sustentar essas mesmas vitórias.»

João Tunes, O efeito perverso no culto a Eusébio

Cristiano de Ouro - O Rei sucede ao Rei!

Se dúvidas houvesse aí está o prémio mais que merecido para Cristiano Ronaldo,

 

E até eu, que nunca fui grande apreciador dele, ergo a minha taça em sua honra.

 

Parabéns Cristiano!

 

Só que no dia 31 de Outubro do ano passado escrevia aqui um texto em que previa, desde logo, a conquista do troféu de melhor jogador do mundo pelo atleta madeirense.

 

Não, não me considero vidente, mas a postura profundamente patética a que Joseph Blatter se sujeitou publicamente só estragou aqueles que votariam em Lionel Messi transferindo para CR7 as suas escolhas, já que Frank Ribéry sempre me pareceu o elo mais fraco dos três, sem prejuízo dos troféus conquistados pelo Bayern de Munique.

 

Eis um Cristiano coroado uma vez mais Rei do Futebol, precisamente uma semana após o funeral do Rei Eusébio.

 

Também pode ler-se aqui

O que faltou na Luz

O Benfica ficou naturalmente feliz com a vitória sobre o FC Porto, por 2-0, que lhe valeu a liderança provisória do campeonato. E dedicou este triunfo a Eusébio. Mas a melhor homenagem ao falecido goleador que se distinguiu ao serviço do clube da Luz e da selecção nacional ficou por fazer.

Eusébio pertence a um tempo em que o SLB, por imposição dos seus estatutos, só alinhava com jogadores portugueses - e assim pôde tornar-se um viveiro de talentos nacionais.

Mas o Benfica entrou ontem em campo só com jogadores de origem estrangeira, invertendo a tradição que o 'Pantera Negra' tão bem soube honrar.  Redimiu-se desta falha apenas aos 86 minutos de jogo, quando Jorge Jesus fez entrar Ruben Amorim em campo. Era já demasiado tarde para dar à homenagem a Eusébio o verdadeiro alcance que merecia.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D