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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (4)

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ATENÇÃO AOS BELGAS

Jogo fraquinho, o País de Gales-Suíça - duas selecções de segundo plano no âmbito europeu. Nenhuma delas parece fadada para grandes voos. No Estádio Olímpico de Baku, capital do Azerbaijão, os cerca de 30 mil espectadores ontem presentes nas bancadas devem ter bocejado durante a sonolenta primeira parte, em que cada selecção só rematou uma vez às balizas adversárias. Na segunda, as coisas animaram-se um pouco: o jovem Embolo, avançado do Borussia, abriu o marcador pela Suíça aos 49', cabeceando na sequência de um canto. Mas Gales empatou aos 85', também após um canto. Marcador: Kieffer Moore, que actua na segunda divisão inglesa.

Gareth Bale mal deu nas vistas. O benfiquista Seferovic, com prestação medíocre, ficou em branco. 

 

.........................................................................

 

Bastante mais animado, o Rússia-Bélgica da noite de ontem, em Sampetersburgo. Confirmando a selecção belga não só como principal candidata ao triunfo no Grupo B mas do próprio Campeonato da Europa.

Mesmo desfalcada - com Witsel e Kevin de Bruyne lesionados e Eden Hazard fora do onze titular - a selecção que lidera o ranking da FIFA sem nunca ter vencido um Europeu ou um Mundial deu uma lição de futebol de ataque apoiado, com bola ao primeiro toque e competente organização colectiva. Ao contrário, os russos - campeões dos passes falhados - nem chegaram a incomodar Courtois, o experiente guardião belga. Só Mário Fernandes, ala brasileiro naturalizado russo, escapou à vulgaridade dos anfitriões.

O astro da partida foi Lukaku: autor de dois dos três golos, aos 10' e aos 88', é já o melhor marcador do torneio. Destaque também para as prestações do lateral ofensivo Meunier (que marcou o segundo, aos 34') e de Ferreira-Carrasco, protagonista de sucessivos desequilíbrios no corredor ofensivo esquerdo.

Não é à toa que lhes chamam "diabos vermelhos": são irrepreensíveis a defender e de uma eficácia extrema a atacar. Prestem atenção a eles.

 

País de Gales, 1 - Suíça, 1

Rússia, 0 - Bélgica, 3

A ver o Europeu (3)

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DRAMA NO RELVADO

Houve drama no relvado, felizmente sem tragédia. Mas todos nós, os milhões que acompanhávamos as imagens pela televisão, chegámos a recear o pior. Decorria o minuto 43 do Dinamarca-Finlândia quando o astro da selecção anfitriã, Christian Eriksen caiu subitamente, perdendo os sentidos. Aparentemente fulminado por uma síncope.

Prontamente assistido pela equipa médica, que lhe terá salvo a vida, o craque do Inter - que recentemente se sagrara campeão em Itália - saiu em maca cerca de um quarto de hora depois, coberto por lençóis. Com os seus colegas destroçados - e muitos rivais também. Uns choravam, outros rezavam.

Nada deixava antever este momento tão dramático. Logo aos 18', Eriksen fez um excelente remate em arco à baliza finlandesa, forçando o guarda-redes a uma defesa muito difícil. Depois encarregou-se de marcar quatro pontapés de canto, todo bem executados.

 

Este jogo inaugural do Grupo B do Euro-2021 foi suspenso. E devia ter sido adiado: não fez sentido retomá-lo quase duas horas depois, apesar do gesto bonito da selecção finlandesa aplaudindo os dinamarqueses no momento em que regressaram ao relvado, obviamente cabisbaixos.

O resultado era o que menos interessava, perante o sucedido, mas a Finlândia acabou por ter sorte no meio de tanto azar: venceu tangencialmente o onze favorito nesta sua estreia absoluta na fase final de uma grande competição.

Merece parabéns. E a UEFA merece uma sonora vaia por ter posto a ganância do lucro à frente da sensibilidade e da compaixão.

 

Dinamarca, 0 - Finlândia, 1

A ver o Europeu (1)

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ITÁLIA É CANDIDATA

A Itália confirmou ontem ser uma séria candidata à conquista do Europeu 2021. É verdade que jogava em casa, no Estádio Olímpico de Roma, e recebeu ali forte incentivo pois 25% das bancadas estavam preenchidas, com cerca de 16 mil adeptos - tímido sinal de desconfinamento que esperamos ver em breve nos recintos desportivos portugueses.

Foi um jogo de sentido único, este em que a squadra azzurra (jogando desta vez de branco) enfrentou a débil Turquia: a selecção visitante (visitada, na insólita versão da UEFA) entrou em campo complexada, talvez consciente da sua inferioridade técnica e táctica. E com um Demirel em péssima forma: foi ele a marcar o golo inaugural deste torneio, aos 53', mas da pior forma, introduzindo a bola na própria baliza. O primeiro autogolo na história dos jogos inaugurais dos campeonatos da Europa.

O ex-central do Sporting B, titular da selecção turca, viria ainda falhar - tal como todo o bloco defensivo - no último golo, apontado por Insigne aos 79'. Mas a partida já estava sentenciada desde os 66', quando Immobile, de recarga, a meteu lá dentro.

Cumpriu-se a tradição: nunca até hoje a Turquia conseguiu vencer a Itália. Esta soma já 28 jogos sem perder: o último foi contra Portugal, em Setembro de 2018. 

 

Quem ainda associa o fio de jogo italiano a um sistema ultra-defensivo, muito pausado e sem dinâmica, anda manifestamente desactualizado: esta selecção transpira talento em todos os sectores - do veterano central Chiellini, com 36 anos, ao artilheiro Immobile. Passando pelo italo-brasileiro Jorginho, médio de contenção que confere equilíbrio ao onze e pelo extremo Berardi, exímio a cruzar. Sem esquecer, claro, o ala Spinazzola, dínamo da squadra - justamente considerado o melhor em campo na partida de ontem.

O treinador transalpino, Roberto Mancini, tem motivos para se sentir satisfeito com esta estreia: os seus jogadores deram um festival de futebol ofensivo, contrariando uma tradição já com 45 anos. O anterior desafio de abertura dum Campeonato da Europa em que se registaram pelo menos três golos foi o Checoslováquia-Holanda (3-1), disputado em 1976. 

Boa a fazer circular a bola, boa na finalização, Itália assume-se desde já como forte candidata à presença na final, em Wembley, agendada para 11 de Julho. Desde 1968 que os italianos não vencem um Europeu. Vai sendo tempo de pensarem nisso. 

 

Itália, 3 - Turquia, 0

Euro-2020 começa hoje, um ano depois

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Começa hoje o Campeonato da Europa de Futebol. Conhecido na gíria da UEFA por Euro-2020, o que é uma óbvia aldrabice: mantiveram a data do ano passado quando este certame - adiado devido à pandemia - se disputa só agora. Deixo este pormenor à consideração dos tais especialistas em "verificação de factos" que pululam por aí, de lupa em riste. Parece-me um manifesto caso de desinformação, com a agravante de vir com a chancela do organismo de cúpula do desporto-rei.

 

Encerrado este intróito, deixo duas perguntas, na expectativa das vossas respostas:

- Quais serão as três melhores selecções deste torneio?

- Qual será o primeiro onze oficial da selecção portuguesa, com estreia marcada contra a Hungria na próxima terça-feira?

 

Saudações desportivas antecipadas a todos quantos passarem por cá.

Outra vitória do Sporting

Da lista dos 26 jogadores convocados para o Campeonato da Europa 2021, que vai disputar-se no mês que vem *:

 

Sporting 3 - Nuno Mendes, Palhinha e Pedro Gonçalves.

FC Porto 2 - Pepe e Sérgio Oliveira.

Benfica 1 - Rafa.

 

Confirmando-se que também ao nível da selecção principal de futebol Rúben Amorim potenciou da melhor maneira os jogadores. 

Se o Euro-2020 tivesse ocorrido na data inicialmente prevista, o Sporting não estaria directamente representado por jogador algum. Um ano depois, temos três. Tantos como Benfica e FC Porto juntos.

 

* Enfrentaremos a Hungria a 15 de Junho, a Alemanha a 19 de Junho e França a 23 de Junho.

João Mário merece regressar à selecção

Texto de Ângelo

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Gonçalo Inácio podia ter uma oportunidade [para integrar a selecção], os nossos centrais têm muita experiência, mas a idade não perdoa. O Gonçalo poderia dar-nos mais velocidade lá atrás, além de ser um central que sabe passar a bola e construir jogadas. Mas compreendo que o seleccionador o possa achar ainda demasiado verde para convocá-lo já, em detrimento de outros com mais estatuto.

 

João Mário seria uma opção mais que válida. Já nos ajudou a ganhar o Euro, acho que merecia regressar à selecção.

 

De resto, para já, acho que mais ninguém [do Sporting] se adequa [além de Palhinha e Nuno Mendes].

Antunes, mesmo quando jogava mais regularmente, nunca me convenceu.

Jovane não sei se optou pela selecção portuguesa ou caboverdiana. Mas tem tido pouco jogo e a concorrência é de peso.

Tiago Tomás ainda está um pouco verde, mas para jogar com selecções mais fortes, que podem abrir mais espaços, poderia ser mais-valia. Mas André Silva tem estado a marcar muitos golos na Alemanha, senão era ele que tirava para entrar TT.

Nuno Santos tem perdido um pouco de gás, não tem sido tão decisivo ultimamente, agora que as equipas fecham-se mais quando jogam contra o Sporting. Mas a sua velocidade e garra poderiam ser úteis, mais úteis que João Félix... Mas não deve ter hipóteses para já.

 

Depois temos Pedro Gonçalves. Em boa forma mereceria ser chamado à selecção principal. Pelo menos era mais um criativo com instinto goleador, o que às vezes faz falta nestes jogos.

 

Daniel Bragança irá ter uma oportunidade, quando Rúben Amorim lhe confiar a titularidade. Até lá, não faz sentido Fernando Santos chamar alguém que nem é titular no clube onde joga. Mas ajudaria a selecção a acelerar o jogo, quando começa a "pastelar" contra as selecções mais fechadas.

 

Texto do leitor Ângelo, publicado originalmente aqui.

Palhinha, Nuno Mendes e mais alguém

Nuno Mendes e João Palhinha, cada qual com apenas três presenças na selecção A, já estão a dar nas vistas. O primeiro, desde logo, com aquele passe teleguiado para o que seria (e foi, em termos reais, embora não em termos "legais") o terceiro golo português contra a Sérvia e ao protagonizar ontem, frente ao Luxemburgo, uma das melhores jogadas individuais de todo o desafio. O segundo, que saltou do banco nestas partidas, chegou a tempo de marcar de cabeça, também ontem, o golo que sentenciou a nossa vitória num embate mais difícil do que se previa. O seu primeiro como internacional A, confirmando 2020/2021 como uma época de sonho para ele. Um sonho bem merecido.

Venho perguntar-vos, a propósito de qualquer deles, se entendem que devem ambos ser titulares da equipa das quinas no próximo Campeonato da Europa. E também, já agora, se consideram que mais algum jogador do Sporting deve ser convocado para o Europeu.

Faz hoje quatro anos

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Portugal sagrou-se campeão europeu a 10 de Julho de 2016, vencendo a selecção anfitriã em Paris. Com uma equipa em que se destacavam dez jogadores formados no Sporting: Adrien, Cédric, Cristiano Ronaldo, João Mário, João Moutinho, José Fonte, Nani, Ricardo Quaresma, Rui Patrício e William Carvalho.

A maior proeza de sempre do futebol nacional e uma das páginas mais emocionantes do nosso percurso como adeptos desta modalidade desportiva que move paixões em todo o mundo. A recordar para sempre.

Campeonato: o que vai seguir-se

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Tudo é diferente nos dias de hoje. Tudo está a mudar a um ritmo impressionante. O futebol - o mais importante das coisas menos importantes - está adiado até mais ver. Desde logo, a final da Liga dos Campeões, agora reagendada para 27 de Junho, embora persistam incógnitas em torno desta data, que depende da evolução do coronavírus. E também o Campeonato da Europa, adiado para 2021, o que permitirá a Portugal manter-se como campeão em título pelo menos durante mais um ano.

Um adiamento inevitável, ditado pela pandemia que abala o mundo, e que acaba por ser uma boa notícia para jogadores como Lloris, Hazard, Rashford, Kane, Süle e Dembélé, que estariam ausentes se o certame ocorresse na data aprazada. Mas pode ser uma péssima notícia para outros, que por limite de idade poderão ficar fora do Euro-21. O jornal Marca enumera alguns: Neuer, Modric, Kroos, Giroud, Chiellini, Bonucci, Rakitic e Pepe

 

Este adiamento do Europeu, tornado inevitável pela dramática progressão da pandemia, abre novas perspectivas para a resolução do impasse nos campeonatos nacionais. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol forneceu ontem algumas pistas: as jornadas que faltam poderão cumprir-se para além da data limite de 30 de Junho, encurtando-se as férias de Verão e a pré-temporada. 

Este é o modelo que poderá vigorar também no campeonato português. Abrindo-se desde já a porta à redução do número de jornadas da Liga 2020/2021, que até poderá disputar-se em moldes diferentes, com apenas uma volta ou em sistema de play-off, como Luis Rubiales também admitiu nas suas declarações de ontem. Deixando claro: «A competição tem de ser vencida em campo», não através de expedientes administrativos.

 

Eis a pergunta que deixo: estaremos preparados para acolher medidas semelhantes no futebol português?

 

Bruno: há que esperar pelo Europeu

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A exibição de Bruno Fernandes ontem contra o Luxemburgo, em que marcou um grande golo aos 39', colocando Portugal na fase final do Euro-2020, reforça aquilo que escrevi há três dias no És a Nossa Fé: a administração da SAD deve abandonar a intenção de despachar o jogador neste mercado de Inverno, aliás tradicionalmente pouco propício a bons negócios para quem vende. Como já ficou à vista de todos, Bruno tornou-se imprescindível nesta selecção orientada por Fernando Santos que em Junho vai defender o título europeu.

Não faz qualquer sentido o Sporting abdicar em Janeiro de um profissional que, com forte probabilidade,  irá valorizar-se cinco meses depois num dos principais palcos mundiais do futebol. Deixo portanto aqui o segundo alerta aos responsáveis leoninos: já basta de erros de palmatória na gestão da carreira do nosso mais influente jogador, titular indiscutível em Alvalade, onde é capitão de equipa.

Bruno não merece ser sacrificado por imperativos de ordem financeira, na linha do que já sucedeu com Nani, Bas Dost e Raphinha: a sua eventual saída daqui a seis ou sete semanas só contribuiria para descapitalizar a qualidade futebolística deste Sporting 2019/2020, que já anda relegada para patamares baixíssimos. Com reflexos nas clareiras cada vez mais acentuadas de espectadores no Estádio José Alvalade.

Sem Bruno, pode haver circunstancial dinheiro extra nos cofres mas o espectáculo promete tornar-se ainda mais pobre e haverá cada vez menos adeptos nas bancadas. É isso que Frederico Varandas e Salgado Zenha pretendem? Não quero suspeitar que sim.

Bruno e Ronaldo carimbaram o passaporte

Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo fizeram história. Acabam de marcar os golos que colocam Portugal na fase final do próximo Campeonato da Europa de futebol, sem necessidade de utilizarmos a máquina de calcular.

Vitória concludente da selecção das quinas no Luxemburgo, por 2-0, em terreno absolutamente impróprio para a prática desportiva e que prejudicou os jogadores portugueses, muito mais tecnicistas. Ainda assim, dominámos a partida sem dificuldade.

É a sétima presença consecutiva de Portugal em fases finais de campeonatos da Europa. Com um saldo muito positivo: um primeiro lugar (em 2016, com Fernando Santos), um segundo (em 2004, com Luiz Felipe Scolari) e dois terceiros (em 2000, com Humberto Coelho, e em 2012, com Paulo Bento).

Ronaldo, que continua a ser o melhor do mundo, prepara-se para participar no quinto Europeu da sua carreira. E se lá marcar, como todos desejamos e antevemos, será o primeiro futebolista de sempre com remates vitoriosos em cinco edições seguidas deste grande cartaz planetário do desporto-rei.

«Os Aurélios»

Faz hoje três anos - a 10 de Julho de 2016 - que Portugal, no futebol, conquistava o maior feito da sua história.

 

Esta, convém não esquecer, foi a equipa:

 

Rui Patrício (1)

Cédric (21)

Pepe (3)

José Fonte (4)

Raphaël Guerreiro (5)

William Carvalho (14)

Renato Sanches (16) - substituído aos 79 minutos por Éder (9)

Adrien Silva (23) - substituído aos 66 minutos por João Moutinho (8)

João Mário (10)

Nani (17)

Cristiano Ronaldo (7) - substituído após 25 minutos por Ricardo Quaresma (20)

 

Treinador: Fernando Santos

Hoje giro eu - Campeões da Europa!!!

Portugal é CAMPEÃO DA EUROPA de futsal!!!

 

Num "remake" quase perfeito da final do Euro 2016 de futebol, o nosso melhor jogador (Ricardinho) lesionou-se, mas a cerca de 1 minuto do fim do prolongamento surgiu o golo da vitória (3-2). O nosso 1º campeonato europeu.

 

PORTUGAL!!!

 

Um pequeno GRANDE país é, simultaneamente, campeão da Europa em futebol e futsal. Parabéns a todos e, em especial, aos NOSSOS André Sousa, Pedro Cary, João Matos e Pany Varela.

 

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Balanço do Euro 2016 (7)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

10 de Julho: Portugal-França (1-0). «É uma vitória de Portugal, sim. Mas é antes de mais nada a vitória de um grupo de trabalho muito bem comandado por um homem -  Fernando Santos - que revelou ambição desde o primeiro instante e soube incuti-la na selecção, que jogou unida como raras vezes a vimos, com uma maturidade táctica inegável e um ânimo que não claudicou quando Cristiano Ronaldo se lesionou hoje gravemente num embate com Payet, iam decorridos apenas 8', e deixou de poder dar o seu contributo para esta final, acabando por ser rendido aos 25'. As lágrimas que lhe caíam pelo rosto enquanto era retirado em maca farão parte a partir de agora da inapagável iconografia do desporto-rei.»

Marcador do golo português: Éder.

Melhor português: Rui Patrício.

Observações adicionais:

«Felizmente Éder marcou enfim o primeiro golo pela selecção num jogo oficial ao fim de 29 internacionalizações. E logo no jogo mais importante.»

«Não perdemos uma só partida nesta fase final do Europeu, em que eliminámos a Croácia (uma das selecções apontadas como favoritas antes do torneio), o País de Gales (equipa sensação durante dois terços da prova) e a campeoníssima França, anfitriã e principal candidata à vitória desde o apito inicial do Euro 2016.»

«Foi com indescritível alegria que vi o nosso capitão Cristiano Ronaldo acabar de erguer o troféu conquistado com tanto suor e tanto sofrimento pela selecção nacional no Stade de France, silenciando a arrogância, a pesporrência e o chauvinismo gaulês.»

Balanço do Euro 2016 (6)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

6 de Julho: Portugal-País de Gales (2-0). «Portugal dominou em duas partes diferentes. Prioridade ao rigor defensivo nos primeiros 45 minutos, acautelando todas as vias de acesso à nossa baliza pelas faixas laterais, com controlo absoluto do centro do terreno. No segundo tempo o nosso domínio foi ainda mais evidente, sobretudo a partir do golo inicial, construído com um cruzamento perfeito de Raphael Guerreiro e concluído da melhor maneira com um cabeceamento fortíssimo de Cristiano Ronaldo, numa impulsão que deixou os centrais galeses no andar de baixo. Um golo excepcional.»

Marcadores dos golos portugueses: Cristiano Ronaldo e Nani.

Melhor português: Cristiano Ronaldo.

Observações adicionais:

«Nós, portugueses, adaptamo-nos com facilidade: é o tradicional desenrascanço lusitano. Mas no bom sentido. Porque todas as equipas vinham bem estudadas e nunca fomos apanhados de surpresa. O jogo contra a Croácia deixou isso bem claro. E agora isso ficou outra vez bem evidente contra Gales.»

«Globalmente falando, todos os jogadores portugueses estiveram em plano positivo. João Mário podia e devia ter feito melhor naquela recarga. Renato Sanches teve de encostar à linha a fazer marcação individual: competia-lhe, tal como ao colega no flanco oposto, estorvar as investidas laterais de Gales.»

«Ronaldo continua a ser um caso à parte. Vão três golos e duas assistências neste Europeu, iguala o recorde de golos estabelecido há 32 anos por Platini (só num torneio), suplantou Bale neste duelo de gigantes, foi crucial para que Portugal não tombasse na fase de grupos, frente à Hungria, e o golo que agora marcou é de uma execução técnica excepcional.»

Balanço do Euro 2016 (5)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

27 de Junho: Portugal-Polónia (1-1, e 5-3 após os penáltis). «Portugal podia ter resolvido o jogo na segunda parte, sem se sujeitar ao desgaste físico provocado por meia-hora suplementar nem ao desgaste emocional que a marcação de penáltis finais sempre suscita. Mas faltou intensidade e ousadia. Faltou também frescura muscular. (...) O melhor estava para vir. E veio no fim. Os nossos cinco jogadores chamados a converter as grandes penalidades cumpriram a missão com brilhantismo. Primeiro o capitão, Cristiano Ronaldo. Depois Renato. Seguiram-se Moutinho, Nani e Quaresma. É fundamental assinalar também a extraordinária defesa de Rui Patrício, que evitou a conversão do quarto penálti polaco.»

Marcador do golo português: Renato Sanches.

Melhor português: Pepe.

Observações adicionais:

«Ronaldo teve três brindes - um do Nani, outro do Moutinho, outro do Eliseu. Não aproveitou nenhum. No primeiro, é verdade, foi carregado em falta nítida que só o árbitro não viu. Mas falhou nos outros dois.»

«Missão comprida, missão cumprida. Estamos nas meias-finais do Campeonato da Europa, o que nos acontece pela quinta vez. Vamos defrontar a Bélgica ou o País de Gales.»

«O seleccionador merece parabéns: sou daqueles que acreditam que o mérito acompanha a sorte e a sorte acompanha o mérito.»

Balanço do Euro 2016 (4)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

25 de Junho: Portugal-Croácia (1-0). «Finalmente, com Raphael Guerreiro e Cédric nas alas e Adrien no miolo, Portugal fez o seu melhor jogo do ponto de vista táctico, mostrando-se uma equipa compacta e solidária, sabendo fechar as linhas e onde nunca faltavam jogadores a fazer dobras e ganhar segundas bolas. (...) Vencemos pela primeira vez uma partida no Campeonato da Europa que se disputa em França, derrubando a selecção que no jogo anterior vencera a favorita Espanha e dispôs de mais dois dias de descanso do que os portugueses. Ninguém diria, vendo os nossos jogadores actuar em tão boa forma física.»

Marcador do golo português: Quaresma.

Melhor português: Pepe.

Observações adicionais:

«Está finalmente encontrado o onze ideal - com a ressalva de Renato Sanches no lugar de André Gomes. Não deixa de ser estranho que só aconteça ao quarto jogo. Mas lá diz o ditado: mais vale tarde... Quanto à crença num bom desempenho global da nossa selecção no Euro 2016, mantenho-a inabalável desde o primeiro dia.»

«Em equipa que ganha não se mexe. O único titular que merece ser substituído é André Gomes - como de resto foi, logo aos 50' do jogo de ontem.»

«A Islândia contribuiu para a nossa boa fortuna ao marcar no último lance da partida frente à Áustria, sem o qual teríamos defrontado a Inglaterra em vez da Croácia, quanto a mim mais acessível.»

«Não há vencedor sem sorte, não há campeão sem sorte. Mas a sorte dá muito trabalho.»

Balanço do Euro 2016 (3)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

22 de Junho: Portugal-Hungria (3-3). «Os laterais fizeram o pleno pela negativa: nem souberam fechar o corredor a defender, nem conseguiram rasgá-lo a atacar. Esta foi a faceta pior do Portugal-Hungria. O melhor foi Cristiano Ronaldo, que se mostrou enfim ao seu verdadeiro nível nesta partida: marcou dois dos nossos três golos, aos 50' e aos 62', e ainda foi dele a assistência para o inicial, muito bem apontado por Nani aos 42'. O primeiro dele, marcado com o calcanhar, foi uma obra de arte. Candidata-se desde já a melhor golo do Euro 2016.»

Marcadores dos golos portugueses: Nani e Cristiano Ronaldo (2).

Melhor português: Cristiano Ronaldo.

Observações adicionais:

«Ao bisar desta forma, Ronaldo torna-se o maior goleador em fases finais de mundiais e europeus - e vão sete certames consecutivos a facturar. Torna-se também o segundo melhor marcador de campeonatos da Europa, já com oito golos - menos um que Michel Platini, ainda recordista com os nove que marcou pela França no Euro 84.»

«William e João Mário deram alguma consistência a um meio-campo que nunca funcionou. A insistência de Fernando Santos em Moutinho raia a inconsciência. Contra todas as advertências e todas as evidências.»

«João Moutinho e André Gomes tiveram as piores prestações portuguesas neste jogo. Empancaram todo o meio-campo. Moutinho até metia dó: em vez de aparecer, escondia-se.»

«Enfim, até agora não ganhámos nem perdemos - o que denota falta de ambição da selecção das quinas. Limitámo-nos a cumprir os mínimos. E com alguma sorte à mistura: a Hungria ainda nos enviou uma bola ao poste.»

Balanço do Euro 2016 (1)

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O que fui escrevendo aqui sobre a campanha vitoriosa de Portugal no Campeonato da Europa de Futebol:

 

14 de Junho: Portugal-Islândia (1-1). «Frente à modestíssima Islândia, que se estreia num Campeonato da Europa, a selecção das quinas não conseguiu melhor do que um empate longe de quase todas as previsões. Jogando num ritmo lento, denunciado, previsível, sem automatismos, deixámos os islandeses dominar em largos minutos da segunda parte apesar de termos terminado o encontro com 66% de posse de bola. Com um Ronaldo apático, um Danilo ineficaz e um Moutinho que mal se viu.

Marcador do golo português: Nani.

Melhor português: Nani.

Observações adicionais:

«Se compararmos com 2004, em que perdemos o jogo inaugural frente à Grécia, e com 2012, em que saímos derrotados pela Alemanha na primeira partida, até conseguimos fazer melhor.»

«Vieirinha, Danilo e Moutinho foram os piores da selecção nacional. Mas é fácil substituí-los. Devem jogar os que estão em melhores condições - a regra é esta.»

«Insistir em Moutinho como titular é um erro grosseiro.»

«Ronaldo, com mais de 50 jogos de alta rotação nesta temporada, encontra-se longe da melhor forma física, como ontem ficou evidente. Ainda assim fez o melhor cruzamento do jogo.»

 

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