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És a nossa Fé!

Balanço europeu

Fomos eliminados à tangente pelo futuro vencedor da Liga Europa.

Mas somámos vários pontos no ranking europeu, fomos de longe a equipa do futebol português com melhor prestação nas competições do continente, defrontámos três colossos do desporto-rei à escala mundial (Barcelona, Juventus, Atlético de Madrid) e demos um contributo essencial para que o Sporting recupere a partir da próxima época um lugar nas 25 primeiras equipas da tabela oficial da UEFA

Vencemos o Atlético de Madrid em casa, empatámos com a Juventus em casa.

Enquanto outros, também em casa, foram goleados pelo Basileia e pelo Liverpool.

Ideia feita

Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol.

Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.

Em contraponto, veja-se o exemplo da equipa de andebol/hóquei/futsal esta época: a participação na Champions obrigou a um nível competivo ainda mais elevado nos jogos disputados, tendo a equipa conseguido, com sucesso, mantê-lo nas competições nacionais, com uma regularidade impressionante, incluindo nos jogos contra as equipas acessíveis.

No ano do Marco Silva como treinador, Bruno de Carvalho promoveu um encontro entre os treinadores do futebol e modalidades (hóquei e futsal). Na altura achei uma iniciativa interessante e útil, tendo pena que não mais tenha sido replicada. Todos têm a aprender com todos (Jorge Jesus refere, muitas vezes, que alguma da sua criatividade foi inspirada no basquetebol), ganhando o Sporting com isso. Parece-me de todo conveniente retomá-la já na próxima época.

Tão grande como as maiores bardamerdas da Europa

Confirmo: aqui na Europa (mais ou menos: Inglaterra) fala-se muito do Sporting, embora não por boas razões. Perguntam-me se é verdade que há um clube em Portugal onde o "dono", em vez de despedir o treinador, despediu os jogadores todos. Eu bem explico que não é assim, mas não vale a pena: a história de um qualquer "dono" alarve de um clube que faz aquilo que nunca se viu na história do futebol pegou (ilustração: https://www.theguardian.com/football/2018/apr/07/sporting-lisbon-president-suspends-19-players-after-social-media-spat). Ainda tive esperança de que este ano o Sporting seria falado por chegar à final da Liga Europa. Afinal não: o presidente gasta tanto tempo (segundo diz) a trabalhar para o Sporting que não tem um segundo que seja para pensar. Por muito que se lhe deva a ressurreição do Sporting das catacumbas do sétimo lugar, não é possível ver o clube continuar refém de explosões de personalidade, aleatórias e inesperadas, que podem acabar por devolvê-lo ao sítio de onde foi retirado.

Pior que mau... Bonzinho

bonzinho

Começo por me penitenciar pelas reticências do título, podia estar ali um ponto em cima duma vírgula ou um ponto em cima doutro, achei que assim ficava melhor... três pontos.

Para recordar a Bonzinho e a todos os "bonzinhos" deste mundo que o Sporting Clube de Portugal (Jesus) marcou três, três golos e que esses três golos lhe garantiram um lugar nos quartos de final da Liga Europa, já o Manchester United (Mourinho) marcou um, um golo e esse golo não é um ponto em três reticências é um ponto final, mesmo.

Escreve o artista, que na primeira imagem está fardado a preceito, com camisa e peúga branca e "pulóver" encarnado: «Jorge Jesus quase viveu na República Checa o que José Mourinho, infelizmente, sofreu em Manchester: uma surpreendente eliminação europeia».

Como?

Bonzinho é um "expert" em futebol, eu, quanto muito, serei um "desperto", desperto, acordado, para a realidade. O que a realidade me diz é que o Manchester United jogou com o Sevilha e não esteve um único minuto em vantagem na eliminatória, aliás esteve a perder dois a zero em casa; no caso do Sporting não estivemos um único minuto em desvantagem, estivemos sempre a vencer ou empatados.

Para Bonzinho a culpa de Mourinho ter sido eliminado (e a culpa de Jesus [na cabeça dele] estar quase eliminado) foi dos jogadores, vejamos:

«Claro que Jesus e Mourinho, ainda por cima dois mestres da estratégia, não são infalíveis. Mas pode um treinador resistir a tanto erro dos jogadores?»

Pode, Bonzinho.

Pode, pá; no caso do jogo do Sporting os erros que tiveram maior influência no resultado não foram nem do treinador, nem dos jogadores.

Erro nº 1 - Validação do golo dos checos em fora-de-jogo nítido.

Erro nº 2 - Não repetição da marcação do penalty (mais um bocadinho e o guarda-redes chegava à bola antes de Bas Dost). As regras dizem que o guarda-redes tem de estar com os dois pés em cima da linha de golo. Não está e o penalty não é convertido, repete-se.

Para terminar, Bonzinho, para o ano há mais, o Benfica voltará, pelo menos à Taça de Portugal e à Taça da Liga.

 

Factos em números

 

O Sporting está no restrito lote das seis equipas europeias que ainda disputam todas as competições.

 

O nosso percurso europeu nesta temporada já rendeu mais de 20 milhões de euros aos cofres leoninos.

 

Aconteça o que acontecer, bateremos o recorde de número de jogos disputados por uma equipa portuguesa numa só época: já vamos em 48 - vinte dos quais realizados em 2018.

 

Jesus: custos e benefícios

Fala-se por aí com insistência no astronómico salário de Jorge Jesus. A essas almas tão doridas chamo a atenção para este facto: na actual época futebolística o Sporting já ganhou 18,7 milhões de euros pelo desempenho nas competições europeias.

Sem Jesus, teria sido muito diferente. Só esta verba, amealhada nos últimos três meses, justifica o que o treinador recebe num clube que em 2013 ficou em sétimo lugar no campeonato e nem às competições europeias chegou.

Três títulos europeus em quatro anos

Três títulos europeus em quatro anos.

Em Abril de 2015 vencemos a Taça CERS, ampliando a nossa galeria de troféus no hóquei em patins. Derrotando o Reus, de Espanha, no jogo decisivo.

Em Maio de 2016, pela primeira vez na sua história, a equipa feminina do Sporting conquistou a Taça dos Clubes Campeões Europeus em atletismo.

Há dias, em confronto com os romenos do Turda, arrebatámos a Taça Challenge - competição internacional de andebol, confirmando o nosso regresso em força a uma modalidade com longo historial no clube.

Surpresa? Nem por isso. O Sporting Clube de Portugal, campeão da formação e do ecletismo, comprova apenas que é um dos grandes da Europa. Fiel ao mais antigo e nobre dos seus motes.

Plano B

Eu percebo as poupanças e o objectivo do campeonato. Os jogos do campeonato são todos difíceis, porque é preciso trabalhar muito para marcar a equipas que praticamente não saem do seu meio-campo (às vezes, da sua grande área). Mas será que, na Europa, não dava para arranjar uma espécie de Plano B contra equipas como a de ontem? Um plano que passasse por dar-lhes a iniciativa e jogar mais ou menos (mais ou menos...) como jogam contra nós os Rio Ave ou Marítimo desta vida: muita defesa e bolas longas para trás da defesa deles. Ah e tal, não é digno de um clube como o Sporting. E é digno o género de jogo ridículo que o Sporting ontem fez, que foi praticamente nenhum mas com ar de que era uma grande equipa? O Leverkusen não é uma coisa qualquer. É o terceiro classificado na Alemanha, o que quer dizer que é melhor do que Porto e Benfica. Mesmo a jogar a sério, o Sporting teria muita dificuldade em ganhar-lhes. Portanto, se é para não cansar muito, porque não um jogo assumidamente defensivo a tentar apanhá-los em contrapé? O problema é o Jesus não saber fazer isso? Não é. Lembro-me bem de como é que ele jogou o ano passado contra Sporting e Porto. Foi exactamente assim. Resultado: não perdeu nenhum jogo e ainda conseguiu ganhar um. Não sei. A verdade é que jogos como o de ontem irritam, porque se percebe que, se o Sporting se aplicasse, até teria possibilidades de ganhar. Agora, jogar ao ataque sem querer cansar ou lesionar ninguém é que não dá.

Severos avisos à navegação

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Quando se vive acima das possibilidades, quando as despesas suplantam largamente as receitas, "quando a cabeça não tem juízo" (como cantava o António Variações), "o corpo é que paga".

Até no futebol, que chegou a ser uma coutada de inimputáveis mas hoje felizmente já não é. Reparem no que acaba de acontecer ao CSKA, de Sófia, outrora um emblema grande do futebol europeu, 31 vezes vencedor do campeonato búlgaro: foi relegado para a terceira divisão por acumulação de dívidas.

Pior ainda é o que acaba de suceder ao Parma: afundado em dívidas, com o presidente preso por branqueamento de capitais, o clube italiano que venceu duas vezes a Taça UEFA e tinha uma supertaça europeia na sua sala de troféus, entrou em bancarrota financeira e colapso desportivo. Recomeçará no último escalão do futebol italiano se ainda conseguir encontrar um investidor capaz de o recuperar das cinzas.

Fica o aviso à navegação.

Balanço europeu

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 A nossa equipa que venceu o Schalke 04 (4-2) em Alvalade, a 5 de Novembro

 

Duas vitórias, dois empates, quatro derrotas. Triunfos em casa contra Maribor (3-1) e Schalke 04 (4-2). Um empate também em Alvalade frente ao Wolfsburgo (0-0), no jogo de ontem, e em Maribor (1-1), à beira do fim, por manifesto lapso defensivo nosso. 

Três derrotas "normais": duas frente ao poderoso Chelsea (1-3 , 0-1 ) e outra em Wolfsburgo (0-2), perante o segundo classificado no campeonato alemão.

Há que reconhecer: na designação dos adversários, o sorteio - e só nestas circunstâncias utilizo a palavra sorte - não nos favoreceu.

E um trio de arbitragem russo roubou-nos um empate nos instantes finais do Schalke 04-Sporting (4-3) ao inventar uma grande penalidade que nunca existiu.

 

Marcadores dos golos

Nani: 4 (Sporting-Maribor, Maribor-Sporting, Sporting-Schalke 04, Schalke-Sporting)

Slimani: 2 (Sporting-Maribor, Sporting-Schalke 04)

Adrien: 2 (Schalke 04-Sporting)

Carlos Mané: 1 (Sporting-Maribor)

Jefferson: 1 (Sporting-Schalke 04)

Sarr: 1 (Sporting-Schakle 04)

Jonathan Silva: 1 (Chelsea-Sporting)

 

Este balanço europeu da nossa equipa na temporada oficial 2014/15 não pode ser positivo. Mas não é desonroso. E acima de tudo representa um enorme passo em frente se o compararmos com o ano anterior, quando estivemos arredados das competições europeias.

O caminho - em tudo - tem de ser este. Melhorando gradualmente, através de pequenas mas consistentes etapas. Hoje melhores que ontem, amanhã melhores que hoje.

Só pode ser assim.

Desde que nasci

é a primeira vez que não vou ver o Sporting em competições europeias. Já falei nisso aqui e não me vou alongar.

Isto e a fraca época é o que me fica. Do resto pouco quero saber.

 

Ainda assim, pensar que Izmailuobe pode ser campeão é uma coisa que me mexe cá com o sistema nervoso. Birras minhas, os senhores não me liguem. 

Os números do futebol

Uma revisão estatística das principais ligas europeias indica que nenhum clube consegue ser campeão sem marcar pelo menos 68 golos, a exemplo dos campeonatos de média produção como Portugal (FC Porto 69) - Itália (Juventus 68) e França (Montpellier 68). Os de alta produção apresentam um cenário bem diferente: Espanha (Real Madrid 121) -Inglaterra (Manchester City 93) - Alemanha (B. Dortmund 80) e, surpreendentemente, a Holanda (Ajax 93). Já quanto aos golos sofridos, não aparenta existir um padrão consistente em que o Montpellier, mesmo com menor produção ofensiva, conseguiu conquistar o título sofrendo 33 golos, comparados aos 32 do Real Madrid, 28 do Manchester City, 25 do B. Dortmund ou até aos 19 do FC Porto. 

Um aspecto é concludente; o clube que pretenda ser campeão terá que ter avançados de alta produção, como são os casos do Real Madrid, com Cristiano Ronaldo, Higuain e Benzema a contribuirem com 89 golos, ou do Manchester City, com Aguero, Dzeko e Bolotelli com 50. A inevitável excepção à regra assenta no clube que apresenta o maior número de jogadores a fazerem funcionar o marcador, como é o caso da Juventus, em que o melhor marcador foi Matri com apenas 10 golos, no entanto, um total de 20 jogadores marcaram ao longo da prova. 

Analisando o caso do Sporting, não é difícil verificar onde reside a essência do problema. Muito embora tenha sofrido apenas 26 golos, só mais 7 do que o campeão FC Porto, a produção ofensiva foi muito pobre com um total de 47 golos em 30 jogos efectuados, uma baixa média de 1.5 golos por jogo. Pior do que isso é a distribuição dos golos, com o melhor marcador, Ricky van Wolfswinkel, a marcar 14 e o mais próximo, Izmailov, com 5. No total, os avançados «leoninos» marcaram 26 golos e os médios 14. O que os números confirmam é que um Sporting com aspirações ao título terá que manter a solidez defensiva demonstrada na época passada e aumentar a produção ofensiva pelo menos por 50 por cento. A maioria dos clubes de alta produção sustenta-se principalmente através dos pontas-de-lança ou, em certos casos como os de Ronaldo e Hulk, extremos que aparecem frequentemente no miolo. No que ao Sporting concerne, em princípio, Ricky, Rúbio, Wilson Eduardo e talvez o recém-chegado Viola terão que melhorar a sua eficácia significativamente e ainda serem bem complementados pelos extremos ou algum médio mais ofensivo, para atingir os números desejados.

 

Keep calm and carry on

Grande soundbite: "O Sporting não cria casos" - e, já agora, também não constrói gaiolas. Passa na Europa, onde outros falham: ganha ao primeiro do campeonato inglês (depois caiu para segundo), não se deixa eliminar pelo quinto ou sexto. Representa, sozinho entre os nossos clubes, o futebol português (mais o futsal e o andebol). E não faz figuras ridículas a propósito das arbitragens além-fronteiras, apesar de ter muito mais razões de queixa: a eliminatória perdida com a Fiorentina no acesso à Champions, no último ano da era Paulo Bento, salvo erro, e o trabalho miserável que um calabote húngaro fez nessa altura em Alvalade, ainda me estão atravessados; comparado com ele, o esloveno de quinta-feira era um senhor... Em suma, keep calm and carry on - e lembremos aos vizinhos do lado que ainda nem tudo está perdido, e ainda podem erguer este ano esse imperecível monumento à verdade desportiva que é a Taça Lucílio Baptista.

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