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És a nossa Fé!

Desempenho europeu

O Sporting segue na liderança da Liga, está na luta pelo primeiro lugar no grupo da Liga Europa, segue em frente na Taça de Portugal, dificilmente a situação seria melhor.

Algo que muito incomoda lampiões, andrades e comentadeiros "amigos", habituados a um cenário bem diferente, e que não deixam de procurar argumentos para menosprezar o desempenho do Sporting. Que conseguiu o que conseguiu com algumas arbitragens APAF tendenciosas e que tentaram roubar o Sporting de forma invisível para o radar do VAR, a expulsão de Diomande foi o melhor exemplo disso. Enquanto os rivais tiveram colinho arbitral nos momentos em que mais precisavam.

Mas ainda incomoda mais alguns "de dentro", os ressabiados letais ao Sporting que não aguentam esta realidade. Um dos argumentos que esta seita utiliza para menosprezar o nosso treinador, a que chamam todo um conjunto de nomes mais feios uns que outros, é a sua mediocridade em termos europeus. 

Mas qualquer análise rigorosa revela que Rúben Amorim conduziu o Sporting ao melhor desempenho europeu dos últimos dez anos. Se recuasse mais só teria comparação, mesmo assim penso que favorável, com Paulo Bento:

 

2013/2014         Leonardo Jardim  ZERO

 

2014/2015         Marco Silva        80% CL, 33% PONTOS (2V 2E 4D)             

  1. CL 17-09-2014    Maribor 1  – SPORTING   1
  2. CL 30-09-2014    SPORTING 0 – Chelsea 1
  3. CL 21-10-2014    Schalke 4 – SPORTING 3
  4. CL 05-11-2014    SPORTING 4 – Schalke 2
  5. CL 25-11-2014    SPORTING 3 – Maribor 1
  6. CL 10-12-2014    Chelsea 3 – SPORTING 1
  7. EL 19-02-2015    Wolfsburgo 2  – SPORTING 0
  8. EL 26-02-2015    SPORTING 0 – Wolfsburgo 0

 

2015/2018          Jesus 53% CL, 41% PONTOS (11V 4E 15D)

  1. CL 18-08-2015    SPORTING 2 – CSKA Moscovo 1 
  2. CL 26-08-2015    CSKA Moscovo 3 – SPORTING 1
  3. EL 17-09-2015    SPORTING 1 – Lokomotiv Moscovo 3       
  4. EL 01-10-2015    Besiktas 1 – SPORTING 1
  5. EL 22-10-2015    SPORTING 5 – Skenderbeu 1       
  6. EL 05-11-2015    Skenderbeu 3 – SPORTING 0
  7. EL 26-11-2015    Lokomotiv Moscovo 2 – SPORTING 4       
  8. EL 10-12-2015    SPORTING 3 – Besiktas 1              
  9. EL 18-02-2016    SPORTING 0 – Bayer Leverkusen 1
  10. EL 25-02-2016    Bayer Leverkusen 3 – SPORTING 1
  11. CL 14-09-2016    Real Madrid 2 – SPORTING 1
  12. CL 27-09-2016    SPORTING 2 – Légia Varsóvia  0
  13. CL 18-10-2016    SPORTING 1 – B. Dortmund 2     
  14. CL 02-11-2016    B. Dortmund 1  – SPORTING 0
  15. CL 22-11-2016    SPORTING 1 – Real Madrid 2
  16. CL 07-12-2016    Légia Varsóvia 1  – SPORTING 0
  17. CL 15-08-2017    SPORTING 0 – Steaua Bucareste 0
  18. CL 23-08-2017    Steaua Bucareste 1 – SPORTING 5
  19. CL 12-09-2017    Olympiacos 2 – SPORTING 3       
  20. CL 27-09-2017    SPORTING 0 – Barcelona 1          
  21. CL 18-10-2017    Juventus 2 – SPORTING 1             
  22. CL 31-10-2017    SPORTING 1 – Juventus 1             
  23. CL 22-11-2017    SPORTING 3 – Olympiacos 1
  24. CL 05-12-2017    Barcelona 2 – SPORTING 0
  25. EL 15-02-2018    Astana 1 – SPORTING 3
  26. EL 22-02-2018    SPORTING 3 – Astana 3
  27. EL 08-03-2018    SPORTING 2 – Viktoria Plzen 0
  28. EL 15-03-2018    Viktoria Plzen 2– SPORTING 1
  29. EL 05-04-2018    Atl. Madrid 2  – SPORTING 0
  30. EL 12-04-2018    SPORTING 1 - Atl. Madrid 0       

 

2018/2020          Peseiro/Tiago/Keizer/Silas       0% CL, 60% PONTOS (9V 2E 5D)

  1. EL 20-09-2018    SPORTING 2 – Qarabag 0
  2. EL 04-10-2018    Vorlska Poltava 1 – SPORTING     2
  3. EL 25-10-2018    SPORTING 0 – Arsenal 1
  4. EL 08-11-2018    Arsenal 0 – SPORTING 0
  5. EL 29-11-2018    Qarabag 1 – SPORTING   6
  6. EL 13-12-2018    SPORTING 3 – Vorlska Poltava 0
  7. EL 14-02-2019    SPORTING 0 – Villarreal 1
  8. EL 21-02-2019    Villarreal 1 – SPORTING  1
  9. EL 19-09-2019    PSV Eindhoven 3 – SPORTING 2
  10. EL 03-10-2019    SPORTING 2 – LASK Linz 1
  11. EL 24-10-2019    SPORTING 1 – Rosenborg 0
  12. EL 07-11-2019    Rosenborg 0 – SPORTING 2
  13. EL 28-11-2019    SPORTING 4 – PSV Eindhoven 0
  14. EL 12-12-2019    LASK Linz 3 – SPORTING 0
  15. EL 20-02-2020    SPORTING 3 – Istambul Besaksehir 1
  16. EL 27-02-2020    Istambul Besaksehir 4 – SPORTING 1 (a.p.)

 

2020/…                Amorim               56% CL, 44 % PONTOS (9V 6E 10D)

  1. EL 24-09-2020    SPORTING 1 – Aberdeen 0
  2. EL 01-10-2020    SPORTING 1 – LASK Linz  4           
  3. CL 15-09-2021    SPORTING 1 – Ajax 5
  4. CL 28-09-2021    B. Dortmund 1  – SPORTING 0
  5. CL 19-10-2021    Besiktas 1 – SPORTING   4
  6. CL 03-11-2021    SPORTING 4 – Besiktas 0
  7. CL 24-11-2021    SPORTING 3 – B. Dortmund 1
  8. CL 07-12-2021    Ajax 4  – SPORTING 2
  9. CL 15-02-2022    SPORTING 0 – Manchester City 5
  10. CL 09-03-2022    Manchester City 0 – SPORTING 0
  11. CL 07-09-2022    Eintracht Frankfurt 0 – SPORTING 3
  12. CL 13-09-2022    SPORTING 2 – Tottenham 0
  13. CL 04-10-2022    O. Marselha 4 – SPORTING 1
  14. CL 12-10-2022    SPORTING 0 – O. Marselha 2
  15. CL 26-10-2022    Tottenham 1  – SPORTING 1
  16. CL 01-11-2022    SPORTING 1 – Eintracht Frankfurt 2
  17. EL 16-02-2023    SPORTING 1 – Midtjylland 1
  18. EL 23-02-2023    Midtjylland 0 – SPORTING 4
  19. EL 09-03-2023    SPORTING 2 – Arsenal 2
  20. EL 16-03-2023    Arsenal 1 – SPORTING 1  (3-5)    
  21. EL 13-04-2023    Juventus  1 – SPORTING 0            
  22. EL 20-04-2023    SPORTING 1 – Juventus  1
  23. EL 21-09-2023    Strum Graz 1 – SPORTING    2
  24. EL 05-10-2023    SPORTING 1 – Atalanta 2
  25. EL 26-10-2023    Rakow  1 – SPORTING 1

 

Considerando um primeiro nivel europeu de clubes de Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha e Holanda, e um segundo nível de clubes doutros paises,

Vitórias do Sporting com clubes do primeiro nível:

  • CL 05-11-2014    SPORTING 4 – Schalke 2 (Marco Silva)
  • EL 12-04-2018    SPORTING 1 - Atl. Madrid 0  (Jesus)
  • EL 28-11-2019    SPORTING 4 – PSV Eindhoven 0 (Peseiro/Tiago/Keizer/Silas)
  • CL 24-11-2021    SPORTING 3 – B. Dortmund 1 (Amorim)
  • CL 07-09-2022    Eintracht Frankfurt 0 – SPORTING 3 (Amorim)
  • CL 13-09-2022    SPORTING 2 – Tottenham 0 (Amorim)
  • EL 16-03-2023    Arsenal 1 – SPORTING 1  (3-5)     (Amorim)

Derrotas do Sporting com clubes do segundo nível:

  • CL 26-08-2015    CSKA Moscovo 3 – SPORTING 1 (Jesus)
  • EL 05-11-2015    Skenderbeu 3 – SPORTING 0 (Jesus)
  • CL 07-12-2016    Légia Varsóvia 1  – SPORTING 0 (Jesus)
  • EL 15-03-2018    Viktoria Plzen 2– SPORTING 1 (Jesus)
  • EL 12-12-2019    LASK Linz 3 – SPORTING 0 (Peseiro/Tiago/Keizer/Silas)
  • EL 27-02-2020    Istambul Besaksehir 4 – SPORTING 1 (a.p.)(Peseiro/Tiago/Keizer/Silas)
  • EL 01-10-2020    SPORTING 1 – LASK Linz  4     (Amorim)      

 

A realidade dos números é esta. Por bem menos do que as derrotas de Jesus Sousa Cintra despediu Sir Bobby Robson mais a sua equipa técnica de excelência (Manuel Fernandes, José Mourinho e Roger Spry) em pleno avião de regresso a Lisboa.

Se calhar faltou atitude, faltou exigência, faltou compromisso, faltou muita coisa ao presidente da altura. Faltou tudo aquilo que a seita que deixou no clube exige agora aos berros nas redes sociais que os atascam (porque quotas não pagam, ao estádio não vão, Sport TV também não, vêem os jogos aos soluços no "Inácio").

 

PS: Não fiz as contas mas penso ter estado presente em cerca de 60% dos jogos, em casa quase todos e fora contra o Bayer Lerverkusen (Jesus), Juventus (Jesus), Real Madrid (Jesus), Arsenal (Tiago Fernandes) e Borussia Dortmund (Amorim). Sem convites e tudo à minha custa, como vai acontecer amanhã no Bessa. Atitude, exigência e compromisso começam por cada um de nós, como diz a canção "O mundo sabe que".

SL

E novidades?

Ontem tivemos mais uma gloriosa jornada europeia de dois clubes portugueses. Esperemos que pelo nosso lado, Sporting, não se verifique mais uma apenas com derrotas, que ainda faltam jogar os nossos rapazes amanhã e o Porto hoje.

Isto é o reflexo da pobreza franciscana do futebol entre portas, com o favorecimento constante dos mesmos do costume, Porto e Benfica à cabeça. Não deixam os chamados pequenos crescer e depois queixam-se que não têm opositores internos à altura e o blá, blá do costume de quem é mau pagador.

Neste interim vai-se safando a selecção, porque é constituída maioritariamente por jogadores que jogam nos campeonatos de topo e por um velhote que ainda ontem fez mais dois belos golos para a sua conta pessoal.

Distribuam lá os direitos televisivos como em Inglaterra e preocupem-se em defender uma "indústria" que lhes dá de comer, caso contrário em meia-dúzia de anos estarão na cauda da Europa também no jogo da bola.

 Enquanto continuarem a olhar apenas para o seu umbigo, os dirigentes dos clubes e dos órgãos que regem o ludopédio luso, arriscam-se a ser os seus próprios coveiros.

E à boa maneira tuga, um dia hão-de ir para o Panteão!

Noção das coisas

O golo de Matheus ao Braga no ano em que fomos campeões foi um dos momentos de maior felicidade que tive nas últimas décadas. Foi um lance fortuito, carambólico, uma sorte do caraças, que nasceu de manha, sentido de oportunidade e coragem do antigo empregado de pastelaria rematar à baliza, assumindo responsabilidade.

Claro que Amorim tem razão quando diz que este ano tem sido 'assim'. Nas nossas vidas também temos anos assim. Insisto numa ideia que venho repetindo: o único clube em Portugal que tem em si a força para vencer sempre a adversidade é o Porto.

Benfica e Sporting, por razões diferentes, são demasiado contingentes à sorte e ao momento. Também porque só de vez em quando se acerta nos pontas-de-lança que se têm ou se compram.

Acaso o Sporting eliminaria a Juve com o Gonçalo Ramos e o Musa? Não. Mas talvez nem tivessemos caído na fase de grupos se o Enzo que foi para o Chelsea fosse nosso.

Só mais uma coisa. Os nossos clubes já fazem muito, imenso, na Europa. Caso não tenham reparado, Portugal é um país pobre, extremamente envelhecido, que vive de dinheiro europeu e de servir pastéis de nata aos turistas. Onde é que um fabricante de automóveis português se bate de igual para igual com a Fiat? Onde é que uma marca de mobiliário lowcost se bate com a Ikea? Que cadeia de hamburguers se bate com a McDonald’s? E que marcas de moda rivalizam com a Zara, a M Dutti e essa malta?

Vamos ter noção.

E eis que uma mudança de regulamento beneficia o Sporting!

Tenho ideia de que as mudanças de regulamento no futebol acabam sempre por prejudicar o Sporting. Se a vitória ainda valesse dois e não três pontos, como valia até 1994, o Sporting teria sido campeão em 2007 e 2016. (Creio que, até agora, são os únicos casos em que o campeão mudaria com as regras antigas.) Não é do meu tempo, mas quando introduziram a regra dos "golos fora", na década de 70, o Sporting foi logo nesse ano eliminado com essa regra nas competições europeias, num episódio que ficou para a história (o árbitro não sabia da nova regra, e fez com que se disputasse um desempate por penáltis, que o Sporting ganhou, inutilmente). Com este antecedente, eu não gostei da ideia de acabar com a regra de desempate dos golos fora (e, honestamente, parecia-me um bom critério). Estaria longe de imaginar que o Sporting viria a beneficiar com o fim dessa regra (foi o que sucedeu nesta eliminatória com o Arsenal). O Rúben Amorim mudou mesmo o fado do Sporting.

Dias grandes para o Sporting

Futebol, Liga dos Campeões

Goleada histórica do Sporting em Istambul: fomos à Turquia vencer o Besiktas por 4-1, amealhando 2,8 milhões de euros e três pontos na Liga dos Campeões.

 

Futebol, Liga Jovem

Vitória clara dos leões que começam a ter juba: 3-1 ao Besiktas. Com golos de Diogo Travassos, Chico Lamba e Samuel Justo, grande exibição de Gonçalo Esteves.

 

Andebol, Liga Europeia

Entrada do Sporting a vencer no Pavilhão João Rocha: derrotámos os suíços do Kadetten numa partida que teve emoção até ao fim. Por 29-28, após épica reviravolta.

 

Basquetebol, Taça da Europa

Triunfo claro por 75-65, contra os belgas do Belfius, numa partida com segunda parte espectacular no primeiro jogo internacional da modalidade disputado no Pavilhão João Rocha

A voz do leitor

«Ficarei feliz no ano em que Braga ou outro clube ganhem o campeonato desde que o façam com todo o esforço e todo o mérito dentro de campo. Ligas com um lote de quatro ou cinco equipas que podem ganhar (como em Inglaterra) são sempre muito mais emotivas e apetecíveis. (...) O Atlético Madrid pode ganhar a liga [espanhola], o PSG não está em primeiro lugar em França e a Juventus provavelmente não irá ser campeã em Itália este ano (...) Falta apenas haver outro campeão na Alemanha, mas creio que o Bayern já tem concorrência à altura.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

Dar ao povo o que o povo quer - A farsa

12 clubes de três ligas europeias resolverm juntar se e criar uma nova competição a que chamaram superliga europeia. 6 clubes ingleses, 3 espanhóis e mais 3 italianos acharam que era este o momento para enfrentarem o poder da Uefa e Fifa e de certa forma rebelarem-se.

Não deixa de ser curioso que uma revolução deste tipo surja dos clubes mais poderosos e com mais capacidade financeira. São na sua maioria clubes que transcendem o seu país de origem em termos de adeptos, talvez aqui a excepção sejam o Tottenham, o Arsenal e o Atlético Madrid, com 4 clubes a destacarem se claramente neste aspecto, o Real, Barcelona, Manchester United e Juventus. Num negócio normal, esta revolução seria vinda dos mais fracos, dos que se sentissem explorados. No mercado do futebol é o contrário que acontecesse. Os clubes mais poderosos, os que mais ganham anualmente, revoltam-se contra a “casa-mãe” por acharem que dão mais ao futebol, financeiramente, do que aquilo que recebem. Sentem se espoliados de verbas, que são distribuídas por todos os outros clubes europeus, e que esses clubes consideram, sendo eles os principais responsáveis pelas receitas que permitem essa distribuição, que lhe são devidas. Assim, estes clubes resolveram avançar para uma superliga europeia em que pelas regras criadas por eles mesmos, têm lugar sempre garantido anualmente e permitem, é este o melhor termo, que outros, poucos, clubes ali possam competir, recompensando-os financeiramente. Há aqui alguns pontos interessantes, temos uma desvirtuação total da competição, em que os clubes fundadores para lá do que possa ser o desenrolar da competição não sofrem qualquer punição de uma eventual saída da competição. Temos também o caso de alguns destes clubes fundadores não terem, nem de perto, um papel desportivo relevante na europa. Se não têm uma presença europeia de registo só sobra a parte financeira para terem lugar nesta suposta elite das elites. E então aqui entramos no que verdadeiramente causa esta fractura nas competições europeias de futebol. É tudo uma questão financeira, nada mais. Estes clubes querem mais dinheiro. Muito mais dinheiro. O interesse no desenvolvimento do futebol, não é aqui tido nem achado. Não há qualquer preocupação em dinamizar uma competição justa e competitiva. Para lá destes 12 clubes fundadores, diz-se que mais três se juntarão ao grupo inicial, todos os outros serão peças secundárias, devidamente recompensadas para participar nesta espécie de competição, com os dados claramente viciados desde o início. Esta farsa assumida sem pudor pelos seus organizadores vai, de acordo com os estudos que fizeram, permitir encaixes financeiros nunca antes vistos, aos clubes fundadores. Acreditam que a sua massa de adeptos exterior ao seu país de origem, vai-lhes permitir obter receitas colossais e querem essas receitas, nem que para isso tenham que desvirtuar totalmente uma competição.

Os adeptos “locais”, aqueles que são a base, a “nascença” de qualquer clube, não foram sequer considerados, nem ouvidos. Os actuais presidentes destes clubes acreditam que os adeptos serão sempre adeptos, desde que lhes seja dado jogos para ver, não interessando a competição e as suas regras, ao bom estilo do Wrestling, todos sabemos que é uma farsa, todos sabemos que nada daquilo é real e que tudo está previamente combinado, quem ganha e quem perde. Não deixa mesmo assim de ser um espetáculo que gera receitas. É nisto que estes clubes pensam quando criam uma superliga europeia. Uma farsa, todos sabemos que é uma farsa, não há sequer a intenção de esconde-lo e haverá sempre audiências para gerar milhões de receitas. Se será o fim do futebol? Não me parece. Será o fim sim de muitos clubes tal como os conhecemos hoje, incluindo os clubes portugueses. Mas não nos podemos esquecer que foi a própria Uefa que dinamizou esta política remuneratória aos maiores clubes europeus, abrindo um fosso destes em relação a todos os outros.

O único trunfo, se o for mesmo, que a Uefa e Fifa têm, será a proibição de jogadores destes clubes, poderem competir pelas respectivas seleções nacionais. É fraco argumento, pois serão as próprias federações a pressionar a Uefa e Fifa, para tal não acontecer. Alguém imagina a nossa seleção sem os seus principais jogadores, CR7 à cabeça?

Portanto resta um caminho à Uefa: Dar mais e mais dinheiro a estes clubes. É o que lhe resta e é o que estes clubes querem.

O FC Porto deve ser proclamado campeão?

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Começa a desenhar-se uma tendência: o coronavírus apressou mesmo o fim das competições futebolísticas europeias.

A 2 de Abril, a liga belga de futebol deixou-se de rodeios e anunciou o fim prematuro da temporada 2019/2020, quando haviam sido disputadas 29 jornadas: o Clube Brugge, que liderava o campeonato com 15 pontos de vantagem, foi declarado campeão, confirmando-se o Gent no segundo posto e consequente entrada na próxima Liga dos Campeões.

A 24 de Abril, foi a vez de a federação holandesa dar por finda a época 2019/2020. Neste caso adoptando um modelo diferente, como eu já tinha anotado aqui: sem atribuição de título de campeão, quando faltavam disputar nove rondas do campeonato. Com Ajax e Alkmaar em igualdade pontual no topo da classificação.

Já ontem, o Governo de Paris dissipou as dúvidas que restavam: o campeonato francês não será retomado, à semelhança de todas as competições desportivas referentes à época 2019/2020. Estádios e pavilhões permanecerão encerrados até Setembro. Não haverá sequer desafios à porta fechada, como a liga francesa de futebol havia sugerido, entre 17 de Junho e 25 de Julho. Ficam por jogar dez rondas, quando o Paris Saint-Germain liderava por larga margem - vantagem de 12 pontos com um jogo a menos - sobre o Marselha, segundo classificado.  

Parece vir a ser diferente o desfecho em países como Alemanha (com o possível regresso do futebol no fim de Maio) e em Espanha (onde as competições talvez possam retomar-se na primeira quinzena de Junho, algo ainda incerto).

Quanto a Portugal, saberemos provavelmente na próxima quinta-feira. Mas nesta fase já poucos se admirarão que as partidas do futebol profissional tenham mesmo chegado ao fim, o que abrirá um rombo financeiro em todos os emblemas desportivos portugueses envolvidos na alta competição.

Como escrevi há mais de um mês no És a Nossa Fé, só antevejo duas opções: ou o FC Porto é proclamado vencedor ou não haverá título de campeão nacional na temporada 2019/2020.

Chegou a altura de vos perguntar qual destes cenários preferem. 

Ser Sporting - Liderar e promover a mudança

Fizemos o pleno. Todos os clubes portugueses foram hoje eliminados da liga europa. Não, não foi sequer da liga dos campeões, foi mesmo na segunda divisão europeia. Agora, e estamos ainda em Fevereiro, resta a todos os clubes hoje eliminados, a disputa do campeonato português, sendo que Benfica e Porto têm para Maio a final da taça de Portugal.

A falta de competitividade do nosso campeonato pode ajudar a explicar esta total incapacidade dos clubes portugueses perante adversários que não fazem parte dos chamados colossos europeus. Hoje em dia qualquer clube português é encarado na europa como um clube acessível, da terceira divisão europeia. E este cenário só tende a piorar. Andamos meses atrás de meses, épocas atrás de épocas, enredados num futebol menor, clubes sem adeptos, sem estádio, assistências miseráveis que se conjugam com um futebol também ele miserável e pobre, muito pobre. É este o nosso estado actual.

Mas, houvesse coragem e podia, aliás devia ser diferente.

O Sporting não pode ter medo de liderar, de promover uma mudança radical no futebol português e ibérico. Temos as condições para o fazer, poderá ser mesmo a salvação dos clubes portugueses e mesmo uma solução para um problema político e social dos nossos vizinhos. Já vimos como funciona a Uefa quando confrontada por clubes poderosos. Poderia inclusive ser o motor de arranque de outras ligas supranacionais na Europa, uma forma de ligação de Estados, de Nações, onde o futebol seria o elo perfeito. 

Temos no Sporting quem tem coragem de o propor e de o fazer.

Balanço da jornada europeia

 

Benfica derrotado pelo Zenit na Rússia (3-1) . Perdeu 12 dos 15 últimos jogos que disputou na Liga dos Campeões.

 

FC Porto sai derrotado do confronto com o Feyenoord (2-0), em Roterdão.

 

Vitória incapaz de superar o Eintracht (0-1), em Guimarães: segunda derrota consecutiva na Liga Europa.

 

Braga desperdiça vantagem, empatando em casa com o Slovan Bratislava (2-2).

 

Sporting atenua este balanço negro das equipas portuguesas com vitória por 2-1, em Alvalade, contra o Lask Linz. No confronto com a Rússia para a definição das hierarquias na tabela da UEFA, acabámos por levar a melhor: a única turma russa que ganhou pontos foi o Zenit, ao bater o Benfica.

 

Jogo jogado

Fascinante o poderio do futebol da premier league (não é sinónimo de futebol inglês).
Um futebol “positivo”, de táticas fluídas, desde que seja sempre com os olhos na baliza. Acredito que por teima e exigência do público e da própria cultura desportiva e de espetáculo do país. Impressionante a disponibilidade física e a ditadura do “jogo de equipa” a que os craques se submetem. Ficou bem visível que dez jogadores do Barça, enjoados com a velocidade dos de Liverpool, estavam à espera que Messi tirasse um coelho da cartola.
Destaque para a ausência de jogadores portugueses nas finais. E dos nossos treinadores.
Na Champions, que acompanhei mais de perto, foram jogos sem momentos mortos, simulações de lesões, controle do meio campo, manobras de diversão ou teatros, com faltas e livres a serem marcados depressa e com poucas ou nenhumas reclamações das decisões da arbitragem.
Falando por mim, tendo a gostar de treinadores e jogadores mais estratégicos e menos dados a correrias, mas devo admitir que há anos que não me empolgava tanto com bola como nesta  “jornada europeia”.
Indo ao nosso Sporting e ao futebol português, não parece assim tão impossível aspirar a um futebol deste tipo. Jogos intensos, sem claques arruaceiras, com equipas olhos nos olhos, sem tipos a refilar com o árbitro, misturados com jovens da formação em quem tem de se apostar e a quem se pagam milhões, somados a aquisições de refugo, pequenas agendas, adversários de amigos, tipos que deviam ser atores em vez e jogadores e árbitros com medo de serem competentes.  
Deixo uma palavra para Silas, que foi vítima da extrema incompetência de vários dos seus jogadores ao mesmo tempo naquela segunda parte. E deixo uma palavra, porque me parece que ele é um homem deste futebol de jogo jogado que tanto nos impressionou nesta jornada europeia. E, claro, uma palavra mais forte ao Sporting que (além desse fenómeno que é Bruno Fernandes) também me parece estar a mecanizar um espírito práfrentex que me agrada.

Balanço europeu

Fomos eliminados à tangente pelo futuro vencedor da Liga Europa.

Mas somámos vários pontos no ranking europeu, fomos de longe a equipa do futebol português com melhor prestação nas competições do continente, defrontámos três colossos do desporto-rei à escala mundial (Barcelona, Juventus, Atlético de Madrid) e demos um contributo essencial para que o Sporting recupere a partir da próxima época um lugar nas 25 primeiras equipas da tabela oficial da UEFA

Vencemos o Atlético de Madrid em casa, empatámos com a Juventus em casa.

Enquanto outros, também em casa, foram goleados pelo Basileia e pelo Liverpool.

Ideia feita

Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol.

Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.

Em contraponto, veja-se o exemplo da equipa de andebol/hóquei/futsal esta época: a participação na Champions obrigou a um nível competivo ainda mais elevado nos jogos disputados, tendo a equipa conseguido, com sucesso, mantê-lo nas competições nacionais, com uma regularidade impressionante, incluindo nos jogos contra as equipas acessíveis.

No ano do Marco Silva como treinador, Bruno de Carvalho promoveu um encontro entre os treinadores do futebol e modalidades (hóquei e futsal). Na altura achei uma iniciativa interessante e útil, tendo pena que não mais tenha sido replicada. Todos têm a aprender com todos (Jorge Jesus refere, muitas vezes, que alguma da sua criatividade foi inspirada no basquetebol), ganhando o Sporting com isso. Parece-me de todo conveniente retomá-la já na próxima época.

Tão grande como as maiores bardamerdas da Europa

Confirmo: aqui na Europa (mais ou menos: Inglaterra) fala-se muito do Sporting, embora não por boas razões. Perguntam-me se é verdade que há um clube em Portugal onde o "dono", em vez de despedir o treinador, despediu os jogadores todos. Eu bem explico que não é assim, mas não vale a pena: a história de um qualquer "dono" alarve de um clube que faz aquilo que nunca se viu na história do futebol pegou (ilustração: https://www.theguardian.com/football/2018/apr/07/sporting-lisbon-president-suspends-19-players-after-social-media-spat). Ainda tive esperança de que este ano o Sporting seria falado por chegar à final da Liga Europa. Afinal não: o presidente gasta tanto tempo (segundo diz) a trabalhar para o Sporting que não tem um segundo que seja para pensar. Por muito que se lhe deva a ressurreição do Sporting das catacumbas do sétimo lugar, não é possível ver o clube continuar refém de explosões de personalidade, aleatórias e inesperadas, que podem acabar por devolvê-lo ao sítio de onde foi retirado.

Pior que mau... Bonzinho

bonzinho

Começo por me penitenciar pelas reticências do título, podia estar ali um ponto em cima duma vírgula ou um ponto em cima doutro, achei que assim ficava melhor... três pontos.

Para recordar a Bonzinho e a todos os "bonzinhos" deste mundo que o Sporting Clube de Portugal (Jesus) marcou três, três golos e que esses três golos lhe garantiram um lugar nos quartos de final da Liga Europa, já o Manchester United (Mourinho) marcou um, um golo e esse golo não é um ponto em três reticências é um ponto final, mesmo.

Escreve o artista, que na primeira imagem está fardado a preceito, com camisa e peúga branca e "pulóver" encarnado: «Jorge Jesus quase viveu na República Checa o que José Mourinho, infelizmente, sofreu em Manchester: uma surpreendente eliminação europeia».

Como?

Bonzinho é um "expert" em futebol, eu, quanto muito, serei um "desperto", desperto, acordado, para a realidade. O que a realidade me diz é que o Manchester United jogou com o Sevilha e não esteve um único minuto em vantagem na eliminatória, aliás esteve a perder dois a zero em casa; no caso do Sporting não estivemos um único minuto em desvantagem, estivemos sempre a vencer ou empatados.

Para Bonzinho a culpa de Mourinho ter sido eliminado (e a culpa de Jesus [na cabeça dele] estar quase eliminado) foi dos jogadores, vejamos:

«Claro que Jesus e Mourinho, ainda por cima dois mestres da estratégia, não são infalíveis. Mas pode um treinador resistir a tanto erro dos jogadores?»

Pode, Bonzinho.

Pode, pá; no caso do jogo do Sporting os erros que tiveram maior influência no resultado não foram nem do treinador, nem dos jogadores.

Erro nº 1 - Validação do golo dos checos em fora-de-jogo nítido.

Erro nº 2 - Não repetição da marcação do penalty (mais um bocadinho e o guarda-redes chegava à bola antes de Bas Dost). As regras dizem que o guarda-redes tem de estar com os dois pés em cima da linha de golo. Não está e o penalty não é convertido, repete-se.

Para terminar, Bonzinho, para o ano há mais, o Benfica voltará, pelo menos à Taça de Portugal e à Taça da Liga.

 

Factos em números

 

O Sporting está no restrito lote das seis equipas europeias que ainda disputam todas as competições.

 

O nosso percurso europeu nesta temporada já rendeu mais de 20 milhões de euros aos cofres leoninos.

 

Aconteça o que acontecer, bateremos o recorde de número de jogos disputados por uma equipa portuguesa numa só época: já vamos em 48 - vinte dos quais realizados em 2018.

 

{ Blogue fundado em 2012. }

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