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És a nossa Fé!

O mês seguinte

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No dia 11 de Junho, Pedro Correia, lançou um desafio, quais as três equipas favoritas à conquista do Europeu.

Apenas dois respondedores colocaram a Itália entre os possíveis vencedores;  Francisco Chaveiro Reis e Paulo José Ramos.

A selecção vencedora foi, no entanto, a que melhor futebol praticou, muito por culpa de Mancini, um treinador que não foi em "cattenacios" nem em duplos trincos.

Um treinador que procurou que a sua equipa jogasse sempre um futebol positivo, estão de parabéns, a Itália e Mancini.

Mourinho e a dona de casa

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Por estes dias tem-se falado muito do factor casa.

A Inglaterra chegou, onde chegou, por jogar em casa 

A Espanha chegou, onde chegou, por jogar em casa.

A Itália chegou, onde chegou, por jogar em casa.

A Dinamarca chegou, onde chegou, por jogar em casa (foi o infortúnio ocorrido na cidade das belas torres que lhes apontou o caminho do sucesso).

Cada um acredita naquilo que quiser.

A Hungria foi goleada em casa e empatou fora, na Alemanha.

A França jogava em casa e perdeu com a selecção de Nani e de  Éder.

A selecção de Cristiano Ronaldo, Figo, Simão Sabrosa e Hélder Postiga jogou sempre em casa e perdeu duas vezes com a Grécia.

A dona da casa será importante?

Segundo Mourinho, é importante para vigiar a dieta do marido, na minha opinião, não.

Cada um, come e bebe o que quer (o que a bolsa lhe permite) e joga o que pode (aquilo que as outras selecções deixam).

Não é tempo de luto, é tempo de lutar

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Pedro Correia diz-nos, um pouco abaixo, que o tempo não é de luto.

Temos mais cinco golos marcados que a Inglaterra.

O treinador de futebol americano, Bear Bryant, dizia: "os ataques vendem bilhetes, as defesas vencem campeonatos".

Em Maio, a defesa de futebol masculino do Sporting tinha este desempenho.

Sem efectuar uma análise exaustiva, diria que nos qualificámos em terceiro num grupo com quatro equipas, com 6 golos sofridos, tantos como a Hungria, tantos como a Polónia e com mais um golo sofrido que a Escócia; Escócia, Polónia e Hungria não se qualificaram.

Dir-me-ão: "sofremos seis mas marcámos sete".

É verdade mas se exceptuarmos os três penaltys e o auto-golo de Willi Orban, passámos para os oitavos de final com três golos marcados e seis sofridos.

Ora bem, amanhã, vamos defrontar a Bélgica, uma das selecções que eu tinha apontado como favoritas, tem três jogos, três vitórias, sete golos marcados e um sofrido.

Amanhã, não é dia para fazer luto, é dia de lutar.

Portugal-França (crónica)

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Versão reduzida do texto que coloquei no meu blog, aqui amputada de trechos com alusões não especificamente futebolísticas. Fica o convite para quem quiser conhecer a versão longa deste Portugal-França (crónica).

***

(...) Do rolar do esférico todos sabem - tal é a inundação futeboleira que devasta a imprensa nacional. Ocorre-me salientar uma França inicial não tão macia assim, talvez nervosa ou mesmo abespinhada, como o demonstraram os vários cartões amarelos distribuídos pelo algo palrador árbitro. E nisso a contrastar com o já notório cavalheirismo luso, uma equipa a notabilizar-se pela extrema correcção nos relvados. A nossa alegria foi amesquinhada junto ao intervalo, naquela grande penalidade provocada pelo infeliz Semedo, a qual nos levantou um coro de injúrias ainda que convictos de que se ocorresse falta semelhante na área transpirenaica logo gritaríamos em uníssono um triunfante "Penálti!!!". Corolário do sucesso goleador do retornado Benzema foi um acentuado decréscimo na degustação nesse intervalo, no meu caso apenas preenchido com o recurso ao sempiterno amigo Amber Leaf. A segunda parte trouxe, finalmente, João Palhinha. Mas logo o golo adversário, a incrementar a angústia já promovida pelos mágicos magiares, cujo surpreendente desempenho então me impelia a estrear-me: nas vésperas dos meus 57 anos torci, o mais arreigadamente que consegui (ainda assim bem pouco, entenda-se) pela Mannschaft. Nesses frémitos, e insensível à referida vetusta idade, reforcei o recurso ao tal Amber Leaf.

Mas tudo está bem quando acaba bem! O extraordinário Cristiano Ronaldo continuou na sua lendária senda de recordes: dois golos contra o actual campeão do mundo tornaram-no o melhor marcador de sempre em fases finais de Mundiais e Europeus e, decerto que por breve ex aequo, melhor marcador de sempre em selecções nacionais. Mas a grande figura nacional do dia foi um dos três mosqueteiros que encimam o postal (os quais, como todos os leitores de Dumas sabem, são quatro - e na fotografia aposta falta Moutinho): a Grande Muralha de Marrazes. Pois se é certo que a França foi mais suave na segunda parte, gerindo-se e à sua promoção com "um olho no CR7 e um ouvido em Berlim", ainda nos causou calafrios. E assim os dois momentos do jogo foram do magno Rui Patrício: primeiro ao não seguir os conselhos de Pepe. Este, após anos a treinar e jogar com Benzema, conhece-lhe os trejeitos de ginjeira e mostrou para onde iria ele apontar o remate no penalti que lhe coube. Mas, e para seu desespero, São Patrício teve uma fezada, e estirou-se para o lado oposto. E o que seria o futebol sem fezadas? E depois, claro, na estrondosa dupla defesa ao soberbo remate de Pogba e à imediata recarga de Griezmann! 

(Pepe avisa Rui Patrício de como Benzema marcará a grande penalidade)

(Portugal-França 2021, defesa de Rui Patrício a remates de Pogba e recarga de Griezmann)

E nisso guarda-redes, e equipa, seguraram um empate precioso, com muita gestão de jogo de ambas as partes concordantes nos últimos minutos. Foi assim com muito mais alívio do que alegria que logo de seguida enfrentámos a acima aludida perna de porco caseira. Acompanhada por uma - apenas uma, dado o abatimento geral - garrafa de vinho verde. Refeição durante a qual perorei sobre este jogo e a campanha prévia, e "como é óbvio contestei com vigor e sageza veterana o pendor conservador do nosso engenheiro seleccionador, antevendo uma deslustrada campanha sob tal "motorista". E elogiei a extrema capacidade do nosso engenheiro seleccionador - sempre avesso à fugaz embriaguês do espectáculo - montando uma equipa tacticamente irrepreensível, delineada para enfrentar os gigantes que se sucederão, e clarividente nas letais e oportunas alterações que decidiu, mostrando que iremos longe sob tal "motorista"." (...)

 

Alemanha-Portugal (crónica)

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É fácil comentar a posteriori e o teor da análise depende(-me) sempre do resultado final, seja lá qual for a maneira como os nossos lá chegaram. Já sobre o jogo com a Hungria botei na minha taberna: "Como é óbvio contestei com vigor e sageza veterana o pendor conservador do nosso engenheiro seleccionador, antevendo uma deslustrada campanha sob tal "motorista". E elogiei a extrema capacidade do nosso engenheiro seleccionador - sempre avesso à fugaz embriaguês do espectáculo - montando uma equipa tacticamente irrepreensível, delineada para enfrentar os gigantes que se sucederão, e clarividente nas letais e oportunas alterações que decidiu, mostrando que iremos longe sob tal "motorista"."  Aparente oscilação devida, claro, à bem sucedida carambola de Raphael Guerreiro aos 80 e tal minutos.

Para o jogo de ontem as minhas expectativas eram sombrias. Não só devido ao tradicional poderio da Mannschaft, já teorizado por Gary Lineker: "Football is a simple game. Twenty-two men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans always win". Mas também porque Carlos Manuel, notoriamente fora de forma, não foi convocado por Fernando Santos. Ainda assim, e muito devido à influência do meu personal coach Rebelo de Sousa, concentrei-me com afinco para o embate: do Lidl de Nenhures convoquei 2 caixas camarão a cinco euros cada e uma caixa de mines Argus, que se associaram ao bloco Karlsqueel chegado do rival Aldi vizinho, a um pacote de amendoins com casca e a um balde de tremoços temperados oriundos de agremiação local, seleccionados pela restante equipa técnica. Vigorosa estava a maionese mezinha caseira.

As sensações iniciais do jogo foram contraditórias. O inicial golo alemão logo azedou o ambiente, anunciando o algo já esperado, apenas adiado devido ao fora-de-jogo arrancado à unhaca do teutão marcador. Mas logo de seguida o antológico golo do CR7, com arte e engenho surgido do até então pântano luso, veio reanimar as hostes comensais e o espírito de Sérgio Conceição pairou, em tricórnio, sobre a sala. Depois... enfim, já todos o sabemos, o esquerdismo germânico irrompeu, revolucionário, devastando o nosso aburguesado "centrão": os amendoins foram ditos chochos, os tremoços apimentados em demasia, os camarões nada condignos da saudade moçambicana, as cervejas chilras. A própria mezinha afigurou-se já antiga. Ao intervalo houve inflexão táctica, passando-se a privilegiar o recurso ao muro d'Amber Leaf, antes chegado do Continente da vila, comprovando que em dia de selecção não há clubismo comercial.

A segunda parte trouxe novidades televisivas. Jogou aquele rapaz que é um bluff, uma artimanha do Jorge Mendes que o impingiu aos bávaros para favorecer o Benfica, mas que a crise nacional recentemente elevou a D. Fuas Roupinho. E que me lembre também entrou João Moutinho, que "bate bem". E, claro, "se perdermos que se foda", o que é bem verdade, pois "seja o que Deus quiser". Houve outros rapazes que entraram mas já não atentei muito, ocupado em limpar cinzeiros, deitar fora as cascas dos amendoins, tremoços e camarões, lavar a loiça e, acima de tudo, em separar o lixo, por deveres impostos pela sensibilidade ecológica. O jogo terminou e sala e cozinha estavam um brinco.

Sentei-me cá fora a bebericar um café e a minha audiência anuiu no que sentenciei: que em Roma devem ter gostado do que viram pois que grande Rui Patrício! Levou 4 e mais poderiam ter sido, não fora ele. Devem estar ansiosos para receber o verdadeiro "Muro de  Marrazes". E - o que só é novidade para deficientes profundos - que extraordinário é o CR7: um golo antológico, "para mais tarde recordar". E nisso não só igualando Klose como melhor marcador de sempre em finais de Mundiais e Europeus, como também igualando o recorde de passes para golo em Europeus, naquilo de reanimar uma bola quase defunta e dá-la ao codicioso Jota.

Depois, e já bebericando o aprazível Queen Margot adquirido em Lidl lisboeta, assisti às declarações de um ror de painelistas críticos. E, já noite longa, decidi-me a deixar curto ensaio sobre a situação nacional, seguindo a metodologia que Silas apresentou nos comentários que fez em directo ao jogo. Ou seja, professando o "como eu digo", assim fiel à omnisciência própria. Como tal começo por considerar que neste Alemanha-Portugal se notou, como eu digo [e já em 3.3.2020], que urge "Rúben Neves (se o Grande Engenheiro abrir os olhos e se deixe de Adamastores ...) nas armadas de João Félix e Diogo Jota, almirantadas pelo Cristão Ronaldo.". E isso era e é óbvio. Rúben Neves é um belo jogador, tem já enorme experiência de futebol intenso, é um excelente trinco que faz jogar e tem uma magnífica meia-distância. Como é que é possível que esteja sentado enquanto joga Danilo? E, pior, quando joga William, esse que já no Sporting me fazia careca devido ao seu constante footing? Quanto mais agora, anos passados e habitante do banco do sofrível Betis? Enfim, são os tais Adamastores a que me referi.

Fernando Santos, na sua crença mariana, não preparou a equipa para este Europeu. Levou a anterior. E isso é notório ao constatar que Palhinha e Neves nunca jogaram juntos, Palhinha, hoje em dia o homem para jogar a 6, é tipo para jogar a trinco-solo. E muito provavelmente desentender-se-á se num duplo trinco com Rúben Neves, que é homem para jogar a 8 [ou 6,5]. E pior ainda se se estreasse essa combinação num jogo decisivo diante do melhor meio-campo do mundo (Kanté é um gigante). Esta dinâmica de meio-campo (a propalada "casa de máquinas") é o crucial e Santos "achou" que não era problema, que estava tudo como em 2016. Vê-se...

Tudo isto assenta num esquecimento construído, o do verdadeiro trajecto desta selecção muito rica em jogadores mas cujos constantes tropeções fizeram que viesse a cair neste "grupo da morte" no sorteio para este Europeu. De facto a vitória de 2016 foi uma sorte espantosa, tipo a da medíocre Grécia em 2004, mas ainda mais, pois com pior futebol. Apenas a inicial euforia e o posterior e constante patrioteirismo nos impediu de sublinhar isso. O troféu seguinte, secundário, mais mascarou isso: foi conquistado com equipas jogando menos empenhadas e com Portugal muito mais solto, dada a menor responsabilidade. E já o Mundial 2020 foi uma campanha desperdiçada, um belo plantel com um futebol pobre, uma equipa equivocada, resultados cinzentos num futebol algemado. Só não viu isso não quis. Ou seja, o que está a acontecer agora não é surpresa. Certo, pode ser que tudo se arranje, uma passagem à fase seguinte, umas vitórias, e pronto de novo o relativo sucesso, e mais agradecimentos e romarias a Fátima.

Mas para que isso seja possível todos querem mudanças na equipa. Sobre as do meio-campo já resmunguei o suficiente. Mas também se clama pela mudança dos laterais. Mandar Nuno Mendes aos 18 anos, e sem experiência de selecção, para travar Mbappé? Este com Pogba nas costas e Pavard a subir que nem um louco? O miúdo é muito bom, e se calhar até arrancaria um grande jogo, mas colocá-lo agora seria um "fezada". Monta-se uma selecção nacional com "fezadas"? Também se pede Dalot - que é mais experiente mas é ainda mais excêntrico à selecção. Estrear o homem num jogo contra a França, decisivo? Mas o problema não são os laterais - por mais que Nelson Semedo não seja o jogador que anunciaram há anos -, são os alas do meio-campo (quais?, existem?). Pois não defendem, não acompanham os laterais. E nisso dá também para perceber um dado: a nossa selecção não tem extremos, não há um tipo a ir à linha. No país de Futre, Figo, Quaresma, CR7, e tantos outros, já  não há extremos. Haverá Neto, mas está lesionado. O resto são "interiores", tácticos. Que porventura fintam em raid se jogando com o Appoel ou o Tondela. Mas não num Europeu.

Enfim, passe-se ou não às fases seguintes isto é um colapso de Fernando Santos, por mais simpático que nos seja o "engenheiro do Euro". Em 2004 Scolari engoliu em seco o seu falhanço, deu a mão à palmatória, escondeu isso no discurso imbecilizador que tinha, e a partir da derrota inicial meteu o Porto de Mourinho a jogar. Só lhe faltou a sensibilidade táctica para ganhar a final aos pobres gregos - algo que Mourinho teria feito num piscar de olhos. Mas Santos não tem um bloco pronto a utilizar, devia tê-lo pensado.

Já perorei a minha irritação. E muita dela é porque temos uma escola extraordinária de treinadores e levamos com isto, esta selecção algo amarfanhada, desde há anos. Ainda assim, e porque consciente da minha sageza futebolística e do como ela pode contribuir para o sucesso in extremis da nossa selecção nesta campanha, boto a minha equipa para sacar o ponto necessário diante do campeão mundial: 1) o Grande Rui Patrício; 2) Nelson Semedo; 3) Pepe, Magno; 4) José Fonte; 5) Nuno Mendes; 6) Palhinha; 7) Bruno Fernandes (feito ala direita); 8) Ruben Neves; 9) Cristiano Ronaldo; 10) Renato Sanches (ao centro, para a frente, pois não defende e não é nestes dois dias que vai aprender); 11) Rafael Guerreiro.

Mas é claro que se Fernando Santos insistir na sua ideia e tiver sucesso aqui escreverei: "como eu digo" é de elogiar a extrema capacidade do nosso engenheiro seleccionador - sempre avesso à fugaz embriaguês do espectáculo - montando uma equipa tacticamente irrepreensível, delineada para enfrentar os gigantes que se sucederão, e clarividente nas letais e oportunas alterações que decidiu, mostrando que iremos longe sob tal "motorista"." 

A côdea e o miolo dos campeões

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O Sporting venceu o Salgueiros por 0-4 e foi campeão no Porto depois de 17 épocas sem conhecer o doce sabor de o ser.

Na côdea, a comemoração, o Sporting campeão.

Alguns jogadores, também, o presidente.

No miolo e é do miolo que vamos falar hoje, uma selecção campeã.

Campeã da Europa de sub-16, sem fretes, sem "yes-men", com coragem.

O nome do treinador: António Violante

O nome dos 13 heróis e o clube onde jogavam:

1. Bruno Vale (FC Porto)

2. Raul Meireles (Boavista)

3. Carlos Marques [capitão] (Sporting)

4. Pedro Ribeiro (FC Porto)

5. Nuno Baptista (Boavista)

6. Custódio (Vitória Sport Clube) [Guimarães]

7. Hugo Viana (Sporting)

8. Valdir (Sporting)

9. Ricardo Quaresma (Sporting)

10. João Paiva (Sporting)

11. Sílvio (FC Porto)

12. Toninho (FC Porto)

13. Luís Afonso (FC Porto)

Quem estiver interessado pode pesquisar imagens do jogo, os dois golos foram marcados por um jogador do Sporting, Ricardo Quaresma, a selecção foi capitaneada por um jogador do Sporting, Carlos Marques, o maestro do meio-campo foi um tal Hugo Viana, em campo estiveram cinco jogadores do Sporting e mais um, Custódio, que passaria os melhores momentos da carreira de leão rampante no peito.

Selecção de sub-16, campeã da Europa, na altura não existiam agentes, nem favores, nem clubes que, obrigatariamente, tinham de ter jogadores na selecção.

Existiam seleccionadores sem medo de enfrentar os "poderes" instituídos.

Euro 2020. Que leões vão marcar presença?

Logo, Fernando Santos anuncia os 26 que vão defender o título europeu. Sabendo que Santos é tradicionalmente conservador e que vai (quase de certeza) chamar alguns suplentes como Cédric (eu levava Esgaio) ou Félix (Lucas João ou Paulinho poderiam dar mais jeito) e outros que não fizeram grandes épocas como Rafa (tentava a sorte com Nuno Santos), haverá espaço para surpresas? Que jogadores do Sporting serão chamados? Mendes e Palhinha devem ter lugar garantido. E Pote deve (tem que ser) uma das novidades. Será que ainda há esperança para João Mário, Nuno Santos ou Paulinho?

Formados na escola do Sporting, já se sabe, para além dos dois (Mendes e Palhinha) já referidos atrás, estarão Patrício, Cédric, Fonte, Domingos, Moutinho, Ronaldo e, quem sabe, Nani. Com passagem pela equipa principal do Sporting, estarão no Euro, quase de certeza, Patrício, Cédric, Palhinha, Fernandes, Moutinho, Pote, Ronaldo e Nani. Por outras seleções, estarão Ristovski (Macedónia do Norte) e Dier (Inglaterra). Gauld (Escócia) ainda sonha com a chamada. O Sporting não deverá ter mais jogadores no Euro, mesmo que Adán e Porro (Espanha) ainda tenham fé, o que não quer dizer que terá o plantel completo no regresso aos trabalhos já que Max, Inácio, Bragança e Tomás devem ir ao Euro sub-21 e Coates e Plata devem jogar a Copa América. 

And now for something completely different ...

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Estou até algo surpreendido pela forma como Bruno Fernandes não só "pegou de estaca" como também "pegou na batuta" do Manchester United. Não esperava que fosse desta maneira tão notória, até abrasiva. Não tanto pela concorrência no plantel, o qual já não é o que foi e que, ainda por cima, tem a primadona Pogba lesionada. Mas por três razões: aquilo do ritmo do jogo inglês ser bem mais intenso do que o português; a demora no processo de transferência, que poderia ter afectado a forma de BF; acima de tudo, isso de ter chegado a meio da época, a ter que se integrar numa equipa já em andamento (aos soluços, é certo). Mas a forma como tudo está a correr muito mostra a grandeza de Bruno Fernandes - em Portugal (mesmo junto de alguns sportinguistas, durante tempo excessivo) posta em causa. Lembremo-nos, por mero exemplo, que ainda há não muito tempo o bom jogador Pizzi foi votado melhor jogador do que ele ...

Mais estranho ainda, aquilo da selecção A. Bruno Fernandes, que já tem 25 anos, nela jogou 19 vezes apenas. E sem particular relevância. Ou seja, temos um fazedor de jogo que é capaz de chegar ao Manchester United a meio da época e de imediato embolsar a equipa e encantar o futebol inglês. E a nossa selecção ainda não encontrou forma de o verdadeiramente mobilizar. Nas selecções há pouco tempo para treinar, moldar tácticas e jogadores, dirão. E o seleccionador di-lo. Mas houve esse tempo, agora no Manchester United?

Enfim, todos nós gostamos do Engenheiro Fernando Santos, que nos trouxe o título de 16, e tão felizes nos fez. Para além da outra liga das nações, simpática vitória, ainda que algo secundária. Mas está na altura de lhe cobrar alguma maleabilidade. Tem Bruno Fernandes. E tem também Rúben Neves, a fazer uma extraordinária carreira em Inglaterra, e Diogo Jota, um belíssimo avançado. Já para não falar de Bernardo Silva, um magnífico jogador que na selecção já vem melhorando mas ainda não chegou ao que faz no Manchester ... City. E este percurso imperial (veni, vidi, vici) de Bruno Fernandes é o sinal, Fernando Santos terá que se deixar de conservadorismos nas escolhas de jogadores e terá que armar tacticamente a equipa num patamar mais elevado do que o que vem fazendo - até porque o apuramento para o Europeu foi muito mau e o terrível grupo em que se caiu foi devido a essa mediocridade da selecção. Cristiano Ronaldo é muito bom mas há um punhado de grandes jogadores a conjugar. E não se tem visto isso. Não é apenas o "resultadismo" de Santos é mesmo uma equipa que joga pouco. Demasiado pouco para quem tem este Bruno Fernandes, este Bernardo Silva, este Rúben Neves, este Diogo Jota. E aquele Cristiano Ronaldo.

E, como se mostra em Manchester, não é preciso assim tanto tempo, para colocar jogadores destes com a batuta na mão e afinar a orquestra.

 

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