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És a nossa Fé!

Estrategicamente falando!

Hoje no meu trabalho, na hora sagrada do café, diversos sportinguistas debatiam a estratégia para esta tarde, essencialmente visando o nosso ataque.

Uns consideravam que, por exemplo, Bas Dost só deveria entrar se a eliminatória estivesse em perigo, outros defendiam que deveria ser titular no intuito de marcar cedo e podermos finalmente gerir a eliminatória.

Eu defendi e defendo a segunda situação pois prefiro gerir uma vitória folgada a um resultado magro.

E vocês, qual acham que deverá ser a estratégia de Jorge Jesus para esta tarde?

Hoje giro eu - A estratégia, a aleatoriedade e o treino da mente

Qual o papel de um treinador no sucesso/insucesso de uma equipa? Aqui há tempos, Mourinho revelou um episódio passado na final da Liga Europa, quando o Manchester United defrontou o Ajax de Amesterdão. Estava o treinador português abespinhado por ver Mkhitaryan, em vez de Ander Herrera, dentro da área adversária aquando da marcação de um canto favorável ao Man U - na preparação do jogo, Mourinho tinha definido que o arménio, juntamente com dois defesas, ficaria fora da área, protegendo a transição holandesa - quando Mkhitaryan fez-se à bola e marcou o golo que selaria o 2-0 final. O basco Herrera aproximou-se do banco e explicou a Mourinho: "troquei com Mkhitaryan porque este já tinha um cartão amarelo e se o Ajax saísse para o contra-ataque poderia ser obrigado a fazer falta e ser expulso, deixando-nos a jogar com menos um."

É evidente que Mourinho teve um papel importante na estratégia, no plano de jogo: bloqueou a saída de bola holandesa - Peter Bosz encarregara a De Ligt, central direito, essa missão e o treinador português colocou sempre jogadores na sua frente obrigando o outro central, menos técnico, a conduzir a primeira fase de ataque - e mandou os seus defesas sobrevoarem a bola por cima do seu meio-campo, de forma a evitar as transições rápidas do Ajax. Mas, a pequena estória aqui contada demonstra duas coisas: o jogo tem muito de aleatório; feliz o treinador que tem jogadores em campo que sabem ler o jogo e o que é necessário fazer a qualquer momento.

Mais do que treinar uma equipa, o treinador tem o papel fundamental de adestrar a mente dos seus atletas. Quanto melhor estes souberem compreender o jogo, mais perto do sucesso estará o treinador e, por conseguinte, a sua equipa. Talvez por isso, jogadores como Franco Baresi, Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Paulo Sousa (e hoje Herrera) foram tão relevantes: eles eram o prolongamento do treinador no terreno de jogo. Por oposição, a ausência total dessa faculdade faz com que jogadores a quem reconhecemos enorme qualidade técnica simplesmente nunca alcancem o topo. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Lost in translation (Jesus não entendeu o manuel machadês)

Em terra de Cónegos, Jesus não ordenou o plano de jogo correcto, falhando em toda a linha na abordagem (estratégia) a este desafio.

A coisa explica-se em 3 penadas:

1) Bruno Fernandes só pode jogar num meio-campo a 2 se tiver Battaglia nas suas costas. William é excelente com a bola nos pés, mas não tem a intensidade sobre a bola e a rapidez que lhe permitam estancar as vagas de ataque dos adversários, sem uma "muleta" do tipo Adrien ou Battaglia por perto a auxiliá-lo. A dado momento, vimo-lo a correr ao lado de Ruben Lima durante 50 metros, movimento que fez lembrar duas rectas paralelas que, como se sabe, só se encontram no infinito (ou no caso, no fundo das redes de Rui Patricio, se Piccini não tivesse intervido);

2) Ao tentar encaixar o adinâmico Alan Ruiz, em vez de Bruno Fernandes naquela posição, num jogo com estas condicionantes - relva em mau estado e campo mais estreito da 1ª Liga - Jesus entregou logo a rainha antes de começar a mover as suas peças no tabuleiro de xadrez verde-e-branco moreirense;

3) Acuña, um jogador raçudo, que luta por cada palmo de terreno, característica que seria ideal para esta partida, foi preterido em razão de uma pretensa gestão física quando deveria, isso sim, ter sido poupado na pretérita terça-feira contra o Maritimo, para a Taça da Liga. Também em gestão, mas psíquica, acabámos por ficar todos nós, adeptos, após o abalo emocional que a estratégia de Jesus nos provocou (menos mal que, depois deste inesperado desaire, não devemos vêr tão cedo um número humorístico protagonizado pelo presidente).

 

Assim, a equipa jogou sempre muito estendida no campo, abrindo crateras entrelinhas para as penetrações dos médios moreirenses, com os defesas completamente desprotegidos e à mercê de sucessivos contra-ataques originados por constantes perdas de bola de Alan Ruiz. Por outro lado, Manuel Machado teve a inteligência de não recuar linhas e de pressionar a saída de bola leonina, aproveitando a superioridade numérica no meio-campo, dificultando ainda mais a criação do nosso jogo.

 

Os jogadores:

 

Rui Patricio - Ainda a TV nos mostrava repetições do golo do Sporting e já Patricio se via obrigado a mais uma grande defesa. Sem ele em campo, a desgraça teria sido maior, reflexo de ter sido o único a efectivamente pisar o relvado do Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Nesse contexto, pareceu fazer sentido que os 10 hologramas arranjados para lhe fazerem companhia tivessem sido pintados com cores berrantes, numa tentativa vã de encandear os adversários. As referências em braille é que pareceram desnecessárias pois ninguém conseguiu "ler" a equipa em campo. Já meritório foi o código Morse introduzido, o qual desta vez conteve uma única mensagem: SOS!

Nota: Sol

 

Piccini - Continua a padecer do estranho mal que consiste em autoflagelar-se, tentando introduzir a bola nas próprias redes. Tem mais ao menos a média de uma tentativa por jogo e ontem cumpriu com essa estatística. Mesmo em terra de Cónegos, não foi possível encontrar um exorcista que o libertasse desse desígnio. Paralelamente, na única vez que conseguiu encontrar a linha de fundo do adversário motivou um canto de onde resultaria o único golo leonino, aliás um autogolo, o que não deixa de ser irónico.

Nota:

 

Coates - Provoca diversos AVCs nos espectadores com aquele seu jeito de conduzir a bola, meio competente meio desplicente, em que a liberta exactamente um centésimo de segundo antes de ser desarmado, quando não existe ninguém a separá-lo das redes de Patricio. Na pré-época, contra o Guimarães, falhou essa fracção de tempo e acabaria expulso, facto que não se esquece tão facilmente e que nos faz subir a pressão arterial quando o vemos a recrear-se em excesso com a bola.

Nota:

 

Mathieu - Não ficou mal na fotografia pelo simples facto de que não ficou na fotografia. Confuso? Por vezes, a invisibilidade é uma arte e o gaulês pareceu dominá-la ontem em Moreira de Cónegos, conseguindo não ficar ligado a nenhum momento relevante do jogo.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Em condições de pressão e temperatura constantes, Coentrão é um jogador importante. Vai daí, Jesus coloca-o durante a semana numa redoma, algo que se torna difícil de replicar num terreno de jogo e que leva o treinador a permanentemente equacionar "queimar" uma substituição, mandando aquecer Jonathan desde cedo. O Dr. Varandas é obrigado assim a dividir-se entre a câmara hiperbárica do caxineiro, a máscara de oxigénio do argentino e o desfibrilhador para acudir os adeptos em stress com esta situação. Terminado o jogo, permaneceu imóvel, deitado no terreno, permanecendo a dúvida se o INEM terá sido chamado ou se apenas estava a regularizar o sono (treino invisível).

Nota:

 

William - Jesus conseguiu expor todas as suas fraquezas ao deixá-lo praticamente sozinho no meio-campo. A dado momento pareceu fascinado com as dinâmicas no relvado, constituindo-se mais como um observador do que como um elemento actuante. Fez alguns esforços vãos de tentar organizar o que não tinha organização possível, pois a táctica de Jesus fez jus ao título desta rubrica. Providencial no golo de carambola do Sporting, o que lhe melhora a nota.

Nota:

 

Bruno Fernandes - Quando um jogador que vem dando sinais de cansaço é lançado num meio-campo a 2, com William por detrás, num campo pesado, com uma relva deficiente e adversários que correm muito, está tudo dito sobre a forma como Jesus preparou ente encontro. Quase marcou, na execução competente de um livre directo. 

Nota: Mi

 

Gelson - Pareceu, desde o início, tocado, não sei se fisicamente ou se psicologicamente, dada a táctica que Jesus lhe reservou. Nunca ganhou a linha de fundo e as constantes mudanças de flanco também não ajudaram o seu jogo, nem o da equipa, a qual necessitava mais de um jogador que executasse cruzamentos para a área à procura dos dois pontas-de-lança. Desinspirado, voltou a acertar na barra, especialidade onde ainda se vai doutorar no futuro.

Nota: Mi

 

Bruno César - O seu duelo com o pequeno Koffi (Annan?) foi uma recriação pós-moderna de "a lebre e a tartaruga", em que nem a tartaruga, nem a lebre chegam à meta. A lebre, coitada, saiu de pista desossada e cheia de dores. A tartaruga (Bruno) foi substituida por um miúdo a "atirar aos cágados", não lhe valendo de nada a desistência do seu contendor. Relevante no passe para William donde resultaria o golo.

Nota: Mi

 

Alan Ruiz - Destacou-se por ter prejudicado inúmeros lances de ataque leonino permitindo transições perigosas aos moreirenses. Quando não desarmado, optou por fazer faltas sobre os adversários. Uma nulidade! Mostrou-se tão deslocado no campo como Coco Chanel a passear na Brandoa. Num terreno onde era preciso lutar muito, quem tem a culpa de escalar de início este jogador que continua a equipar de saltos-altos?

Nota: Dó menor

 

Bas Dost - Tentou ganhar bolas pelos ares, nunca virando a cara à luta. Quando teve oportunidades de visar a baliza preferiu altruisticamente assistir Doumbia (especialidade que começou a desenvolver aquando da visita do Vitória sadino), mas o entendimento entre os dois é neste momento semelhante ao que existe entre o azeite e a água. Eu, sinceramente, prefiro o Bas que "dosta" egoisticamente e que nos dá vitórias com os seus golos.

Nota: Mi

 

Doumbia - Não foi ponta-de-lança, nem médio. Pareceu não ter levado guião, ou pelo menos o guião certo, para dentro do campo. Pesado, não mostrou a sua célebre aceleração em espaços curtos, tornando-se presa fácil para os defensores locais.

Nota:

 

Battaglia - Conseguiu estabilizar aquilo que parecia não ter conserto: o meio-campo defensivo leonino, o qual voltou a mostrar músculo após a sua entrada. No entanto, recorreu demasiadamente à falta, o que não ajudou à fluência do nosso jogo. Acabou a central, no "tudo ao molho" com que Jesus terminou a partida, em coerência aliás com o que foi a sua estratégia para todo o jogo.

Nota:

 

Iuri - Entre o medo cénico que entrar em campo com a camisola do Sporting lhe cria e os ares de grande vedeta, o açoriano parece estar a passar ao lado de uma grande carreira. Não consegue mostrar em campo o que lhe víramos em Arouca, no Moreirense ou no Bessa, aparentando não ter estofo psicológico para tão árduo desafio. Estragou todas as jogadas promissoras pelo seu flanco, particularmente três em profusão, o que deixou os adeptos à beira de uma ataque de nervos.

Nota: Dó menor

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patricio

 

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Hoje giro eu - A "ditadura das vitórias" contra a democracia ateniense

Tic-tac para o início do jogo mais importante do ano para o Sporting: o próximo (tem de ser assim até ao fim).

O palco será o estádio Karaiskakis (homenagem ao herói da Guerra da Independência travada pela Grécia contra o Império Otomano), situado no Pireu, Atenas. O adversário, o Olympiacos, o maior clube grego.

Com o início da Champions, vem aí uma excelente oportunidade de afirmação do Sporting. É muito importante começarmos a ganhar pelo que os níveis de concentração e ambição têm de ser máximos. 

Na antevisão de um duelo como este, queria chamar aqui a atenção para alguns pontos que, em meu entender, merecem algum preocupação e para outros que, para meu gáudio, são motivo reforçado de confiança no futuro desta equipa. Então, com a Vossa paciência, aqui vão:

 

Pontos Fracos

1. Depois de uns primeiros 4 jogos em que a nossa baliza ficou inviolável, sofremos golos (4) em cada um dos últimos 3 jogos: 1 em contra-ataque, 1 de fora da área, 1 numa rotação sobre o nosso defesa concluida com um remate cruzado na área e 1 numa "bola parada".

2. Quando Battaglia alinhou na posição "6", o Sporting apenas sofreu 1 golo (em contra-ataque). Sofremos 1 golo do Estoril quando Petrovic substituiu Adrien, recuando para "6", subindo Battaglia para "8"; O Feirense marcou-nos 2 golos com Battaglia a defesa direito e não no meio-campo. Será que o que nos agrada aos olhos, não nos enche necessáriamente a barriga? 

3. Desde que Naldo saiu, não temos um central especialmente forte na marcação. Esta lacuna torna-se mais gritante quando William ocupa a posição "6". Ao contrário de Fejsa ou Danilo Pereira, uns "bichos" no roubo de bola, William é um jogador mais cerebral, com excelente controlo, domínio de bola e passe vertical que catapulta a equipa para o ataque. A solução poderia passar por recuar Battaglia e fazer avançar William para "8". Estará isso nos planos de Jesus? Será André Pinto o jogador que nos falta, que impõe presença perante os avançados e permite ao outro central jogar na dobra?

4. Na lateral esquerda, com Fábio Coentrão lesionado, Jonathan parece curto. É um jogador lento para jogar numa ala e tem muitas dificuldades em ir à linha e centrar. Assim, não permite o desdobramento do nosso 4-3-3 (com William, Battaglia e Bruno Fernandes), num 3-5-2 (recuando William, os laterais subindo, o ala do lado da bola metendo para dentro, o ala oposto ao lado da bola juntando-se ao ponta-de-lança).

5. Piccini tem melhorado, mas na sua ausência deverá surgir Ristovski. Espero que Jesus não repita a experiência com Battaglia, não porque o argentino tenha comprometido naquela posição, mas devido a fazer falta no meio-campo. Existem algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas haverá melhor partida para lançar o macedónio do que contra um adversário que tem Alexandre, O Grande, no seu emblema?

6. Plano B (só com 2 médios centro) com Alan Ruiz não funciona.

 

Pontos Fortes:

1. Rui Patricio: o nosso guarda-redes está no ponto ideal de amadurecimento. É um líder no balneário e Jesus parece tê-lo escolhido para comandar as tropas no campo. Se bem que eu prefira um jogador de campo para capitão, Rui é um campeão europeu, tem personalidade e outras características capazes de gerar um mimetismo no resto da equipa.

2. Bruno Fernandes: o maiense entrou em Alvalade como um furacão, devastando as defesas adversárias com um manacial de truques há muito tempo não visto por estes lados. Finta, passe, recepção, contenção e, principalmente, capacidade de remate, forte e enquadrado, temperando bem os dotes de construtor de um Deco ou Rui Costa com a potência balística de um Maniche ou Carlos Manual. O jogador mais influente da equipa. Um jogador raro!

3. Battaglia: o argentino tomou de surpresa as bancadas de Alvalade. Desde Oceano que não havia um jogador tão electrizante e que cobrisse tanto terreno. Acresce que possui boa técnica de drible (não tanto de passe), o que é um "plus" face ao antigo jogador leonino. Vive um momento exuberante do ponto-de-vista físico e aguarda-se com expectativa a forma como se adequará à posição anteriormente ocupada por Adrien , afinal a sua por natureza, onde as suas cavalgadas com bola poderão ser marcantes.

4. Marcus Acuña: excelente contratação, o ex-jogador do Racing defende-ataca os 90 minutos. Um jogador de equipa que tem tudo para ser o Rei das Assistências, tal a sua qualidade de cruzamento. Pressiona o defesa direito adversário na saída de bola, contribuindo para que o Sporting ganhe a bola mais à frente. Alternativa para bater livres.

5. Bas Dost: o "flying dutchman", na terra ou no ar, é uma mais-valia para toda a equipa. Exímio marcador de golos, excelente profissional e um "gentleman", o holandês tem um espírito de equipa indesmentível, em cima do qual Jesus tem condições para criar uma equipa solidária.

6. Iuri, Doumbia e Podence: três jogadores que permitem transformar o Plano A de JJ. Penso que o treinador leonino deve dar mais oportunidades a Iuri, eventualmente testando-o no plano B, últimamente entregue a Alan Ruiz, jogando assim numa posição mais central, podendo trocar de posição com Gelson, o que também permitiria a este executar movimentos interiores que lhe potenciem mais golos. Doumbia poderá ser o Plano C, isto é, 2 pontas-de-lança em paralelo, tendo o marfinense uma outra capacidade de receber de costas e rodopiar sobre os defesas. Podence pode ser alternativa atrás de Dost ou a jogar nas alas, mas vejo-o mais, nesta fase da sua carreira, como um jogador de transições rápidas, ideal para lançar quando estamos na frente do marcador.

7. Gelson: apesar de por vezes parecer querer fazer tudo demasiado depressa, Gelson tem claramente uma velocidade a mais do que todos os outros. Uma nuance táctica, num sistema 4-4-2 - com Iuri, não Alan - poder-lhe-ia trazer maior exposição perante o golo, tornando-o ainda mais participativo (e menos previsível) na manobra ofensiva. Empatado com Dost, é o segundo jogador mais influente da equipa neste arranque de época, com presença em 7 golos da equipa.

8. Dinâmica da equipa: o desdobramento do 4-3-3 no 3-5-2 no Plano A de JJ parece estar a funcionar em pleno. Quando Battaglia, Adrien e Bruno Fernandes jogaram juntos, obtivemos duas "manitas" seguidas. Saiu Adrien, entrou William, não penso que a dinâmica se ressinta.

 

Assim, concluimos que a maior parte das incertezas ou fragilidades são atrás, havendo também alguma indefinição sobre qual será a melhor solução para o 4-4-2 (Podence e Alan não corresponderam totalmente). Num sistema 4-3-3, do meio-campo para a frente e em processo ofensivo não vejo debilidades, pelo contrário, vejo uma equipa com uma dinâmica muito difícil de parar., como o demonstra os 6 vitórias (e 1 empate) em 7 jogos.

 

Tic-tac, está quase na hora, SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING !!!!!

Olhar em frente

2016-12-01 16.17.18.jpg

 

Quando estamos a oito pontos de distância do primeiro classificado, este tem vindo a ser o melhor período do Sporting na actual temporada: seis vitórias nos últimos sete jogos.
Mas não podemos contentar-nos com tão pouco.

Devemos exigir do treinador uma aposta decidida nos jovens da formação, que vão integrar a linha dorsal do Sporting da próxima temporada e da próxima geração da selecção nacional de futebol.

Apostar em trintões do actual plantel, estrangeiros que em breve deixarão o futebol português, é olhar para trás. Quando nós precisamos é de olhar em frente.

 

Devemos imitar Gelson Martins

Eles apostam tudo na desestabilização do Sporting. E alguns sportinguistas, para meu espanto, caem na esparrela. Em vez de se concentrarem no essencial, que passa por novas conquistas desportivas, estes sportinguistas andam entretidos no campeonato que não interessa: o campeonato das tricas e dos decibéis. Sem perceberem que estão no terreno onde eles nos querem confinar. Porque sabem muito bem que isso nos dispersa e fragiliza.

Só devemos travar os desafios que verdadeiramente importam - aqueles que nos permitirão ganhar novos troféus desportivos, continuar a valorizar atletas no mercado internacional e consolidar as nossas bases financeiras. Consumir tempo e recursos noutros planos e noutros palcos, dando protagonismo a personagens secundárias, equivale a perder o foco do essencial, desperdiçando energia anímica. As refregas verbais são passatempo de miúdos nos recreios escolares. E nunca a comunicação institucional de um clube como o Sporting deve ser contaminada por bravatas destinadas a alvejar gente menor. Não por ser uma manifestação de força, mas um sintoma de fraqueza.

Sun Tzu, mestre de todos os mestres da táctica, ensinava que um dos mandamentos para alcançar a vitória é recusar ceder às manobras alheias. Quando nos querem levar para um lado, vamos para o outro. No fundo, devemos imitar aquilo que Gelson Martins tão bem executa em campo: a finta de corpo para desposicionar adversários. Sempre com os olhos na baliza.

Na hora do balanço, só contam as que lá entram. O resto são bolhas de espuma: podem inchar muito, mas não tardam em dissolver-se. E delas não reza a história.

Estabilidade

Concentremo-nos no essencial: o objectivo prioritário do Sporting para a temporada em curso é conquistar a Taça de Portugal, prova onde somos a equipa claramente favorita. E, por via da Taça, conquistar também a Supertaça. Dois troféus que não vencemos desde 2008.

No campeonato, e dada a impossibilidade de defrontarmos um SLB reforçado com árbitros e "bandeirinhas", a nossa meta para a segunda volta deve estar igualmente muito  bem definida: atingir o mesmo lugar da época passada, com acesso directo à Champions. Nada impossível, atendendo aos quatro pontos que nos separam do Porto, equipa que já derrotámos no estádio do Dragão.

Taça, supertaça e segundo no campeonato garantindo a Champions: eis o que chamo uma época bem sucedida atendendo às circunstâncias e lembrando sempre de onde partimos apenas há dois anos.

Claro que nada disto se consegue sem estabilidade. Na direcção, na estrutura técnica e no plantel. A todos os níveis é essencial falar menos. Para fazer mais e cada vez melhor.

Alianças trocadas?

O episódio Adelino Caldeira, no final da Taça de Andebol (que ganhámos com brilho!), foi feio e desrespeitoso para com o presidente do SCP. Bruno reagiu, no local, com dignidade e maturidade. Depois de termos falado em «fruta» - que é o que mais poderia irritar e ofender os celtas, toda a gente o sabe e não vale a pena fazermos de ingénuos - a reação do PC seria uma questão de tempo e de oportunidade. Veio por interposta pessoa. Mas o seguimento da história já me parece um «aproveita», para não apenas (e bem) fazer voz grossa - mas tambem para dar sinais de inversão de alianças táticas. Aproximarmo-nos do SLB, afastarmo-nos do FCP. Contra o que eu estarei, como sócio, porque sou partidário da equidistância.

O FCP é o que é, no bom e sobretudo no mau, no que respeita ao domínio das estruturas do futebol nos últimos 30 anos. Na última década - fruto da sua estabilidade - o SLB tem tentado e conseguido, de alguma forma, fazer valer progressivamente o seu poderio. Os resultados estão à vista, se abrirmos as cortinas: na direção da FPF, no Conselho de Disciplina e no Conselho de Arbitragem, eles dividem e influenciam já as decisões (salomónicas, por vezes: vais à Taça da Liga e um jogador nosso apanha o mínimo da pena prevista). Ora o nosso primeiro adversário é e continua a ser o SLB, cujo objetivo é ser o ÚNICO real grande de Lisboa e do sul, salamizando o Sporting, e ser a única potência rival do FCP.

A nossa política, a meu ver, será jogar com os diversos interesses, fazendo alianças táticas com quem nos convier no momento. Até que, com o TEMPO, possamos nos ir fortalecendo. Porque foi o tempo e foram os resultados que fortaleceram os outros dois adversários. A nossa 'política externa' não pode ser definida pelo jornal A Bola - o porta-voz e o órgão oficioso do SLB, que está a transformar-se, desde Outubro de 2012, em porta-voz de interesses ditos do Sporting. Num já bem claro apelo unionista. A nossa 'politica externa' tem de ser definida e ir sendo contruída a partir dos nossos próprios interesses, a curto, a médio e  a longo prazo. O episódio Capela é mais importante do que o episódio Adelino. Quando for para defender os seus interesses, o clube de Carnide não terá contemplações. Na direção da FPF, no CD ou no CA, há sempre um penalti que (não) espera por nós.

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