Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - (Estoril) Praia em dia de chuva

Estoril Praia em dia de chuva e frio é coisa para dar cabo da saúde a qualquer um e o Sporting não foi imune a isso. A visita dos canarinhos à mina de carvão em que está transformado o Estádio de Alvalade veio revelar que o ar está saturado, pelo que o perigo de derrocada da equipa é iminente.

 

No fim do jogo, Peseiro criou uma realidade alternativa. Nessa narrativa, o Sporting teria feito uma boa exibição - o que estabelece um novo paradigma para quem durante um jogo inteiro não consegue fazer uma jogada com princípio, meio e fim contra uma equipa da 2ª Liga - e tinha o jogo controlado até, pequeno pormenor, ter sofrido os dois golos do Estoril. Se sobre a qualidade da nossa actuação, o melhor será usar um eufemismo e dizer que Peseiro faltou à verdade, já em relação à máxima de "ter o jogo controlado" importa dizer que se trata de uma expressão da mitologia do ludopédio que é, obviamente, uma falácia e consiste em ficar na retranca e deixar de pressionar o portador da bola. Tal como a saúde, um estado transitório que não augura nada de bom. Ou uma Boa Morte, que foi o que aconteceu, mesmo que não tenha sido o Ailton a assinar a certidão de óbito. E depois, quando foi necessário o "chuveirinho", já lá não estava Bas Dost para ressuscitar a equipa. 

 

Falemos agora de Jefferson, um jogador que deveria ter saído 62 minutos antes. Dir-me-ão que sofremos os golos após já não estar em campo, o que não deixa de ser verdade, embora os dois erros que André Pinto cometeu tenham sido semelhantes aos que Jefferson fez na primeira parte e na mesma jogada. Simplesmente, graças a Salin, não deram em golo. Analisemos o jogo do brasileiro: logo de início, isolado por Mané, em vez de acelerar para a baliza, engrenou a marcha-atrás; aos 13 minutos, servido por Wendel, inexplicavelmente deixou a bola sair pela linha lateral; no supracitado lance foi ultrapassado duas vezes por Ailton Boa Morte, valendo o nosso guarda-redes; aos 20 minutos, após excelente abertura de Petrovic, cruzou para trás da baliza estorilense, a chamada assistência para o apanha-bolas; aos 43 minutos, teve uma recepção de bola desastrosa; finalmente, aos 55 minutos, Petrovic veio à lateral esquerda, em esforço, cortar de carrinho, enquanto Jefferson lá seguia no seu traje de passeio. Escusado será dizer que pelos padrões do treinador leonino terá realizado uma boa exibição. Dado o contexto. O contexto ou com texto de Jefferson é levar sempre o guião errado para campo ou então ser um mau aluno.

 

Diz Peseiro que há jogadores que não têm jogado e que é natural que acusem um pouco. Terá sido o caso de Wendel, que acusou no marcador, obtendo o único golo do Sporting na partida, ou de Lumor, que no último minuto avançou em velocidade pelo seu flanco, driblou dois adversários e colocou a bola na área, algo que, está bom de ver, Jefferson nunca conseguiu.

 

É difícil destacar algum jogador no Sporting. No entanto, pelas movimentações verticais durante o jogo, recuperação de bola e remate no lance do golo escolheria Wendel, dando também nota positiva a Petrovic, Mané, Salin e Bas Dost. No plano oposto, continuo a não perceber o que Peseiro vê em Gudelj. Diaby continua a ser demasiadamente inconsequente, embora tenha registado mais um bom centro atrasado, à semelhança do ocorrido no domingo. André Pinto, que até está rodado e habitualmente é pendular, teve um jogo para esquecer. Bruno Fernandes entrou apático e Montero movimentou-se, mas nunca foi servido em condições. Quanto a Peseiro, integrou-se bem no espírito da noite, contou-nos umas histórias assustadoras e dirigiu um filme de terror, enfim, pregou-nos (mais) uma verdadeira partida de Halloween.

 

Tenor "tudo ao molho...": Wendel

 

P.S. Parece que a altas horas, madrugada adentro, José Peseiro foi despedido. Teve a coragem de pegar no leme numa hora difícil e terá dado o seu melhor nessas circunstâncias, o que, infelizmente para todos, não foi o suficiente. Bem sei que amanhã é Dia de Finados, mas é chegada a hora de cuidar dos "vivos". O Sporting necessita e com urgência. O meu desejo é que Frederico Varandas cumpra a sua promessa de que não mudaria por mudar e que só substituiria o treinador por alguém indubitavelmente melhor.

estoril taça liga.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito de ver Wendel estrear-se a marcar de verde e branco. Havia apenas 9 minutos de jogo em Alvalade, o que prometia uma vitória folgada do Sporting neste jogo da Taça da Liga contra o Estoril, equipa da segunda divisão. Nada mais ilusório.

 

Gostei de ver Bas Dost regressar à condição de titular mais de dois meses depois. Não marcou mas teve movimentações interessantes, pressionando na área ofensiva e auxiliando nas missões defensivas. Aos 62', por precaução, cedeu lugar a Montero.

 

Gostei pouco que a equipa começasse demasiado cedo a tirar o pé do acelerador, defendendo a magra vantagem. Os nossos jogadores demoravam uma eternidade a colocar-se no meio-campo adversário, trocavam displicentemente a bola e actuavam como se estivessem num jogo-treino. Alguns mostravam-se claramente desconcentrados, comportamento inaceitável numa equipa com os pergaminhos do Sporting. Adivinhava-se, a todo o tempo, o golo do Estoril. Que acabou por chegar, aos 71'. E logo chegou outro, aos 82'. Saímos derrotados por 1-2. Foi apenas a terceira vez que esta equipa nos derrotou em nossa casa - as outras foram em 1945 e 2014.

 

Não gostei de ver o técnico do Estoril, que só tem 32 anos, dar uma lição de táctica a José Peseiro, dominando o corredor central, forçando o Sporting a encaminhar o jogo ofensivo pelas alas e explorando de forma muito eficaz o contra-ataque. A nossa equipa foi lenta, apática, previsível, movimentando-se sempre com pouca intensidade. O resultado ficou à vistae é confirmado pelas estatísticas: tivemos apenas três situações de golo, enquanto os estorilistas criaram seis. Parabéns ao jovem Luís Freire: aposto que vai longe como treinador de futebol.

 

Não gostei nada da atitude de muitos dos nossos jogadores, numa partida em que apenas Gudelj e Diaby repetiram a titularidade da anterior partida, para o campeonato, frente ao Boavista. Salin saiu muito mal com a bola, quase a perdendo, aos 62'. Jefferson, sem conseguir um centro em condições, parecia totalmente alheado, talvez a suspirar por férias - e foi substituído por Lumor aos 62'. André Pinto teve clara responsabilidade no primeiro golo do Estoril, em que é batido em velocidade, e fez pouco depois um autogolo: foi uma daquelas noites em que não devia ter saído de casa. Marcelo falhou passes, pecou por extrema lentidão e raras vezes conseguiu sair com a bola controlada. Bruno Gaspar, no corredor direito, revelou-se inofensivo. Petrovic e Gudelj tentaram fuzilar a baliza, mas só conseguiram atirar a bola para a bancada: o segundo continua a ser um corpo estranho neste onze. Carlos Mané ainda acusa a prolongada inactividade de um passado recente: falta-lhe intensidade e consistência. Lumor, sem ritmo competitivo, não aqueceu nem arrefeceu. Conclusão: cada vez mais se confirma que faltam segundas linhas com qualidade a este Sporting. Mas mesmo Montero e Bruno Fernandes (que rendeu Wendel aos 67') pouco adiantaram. O médio ofensivo revelou-se até desastrado na marcação de cantos: nem parece o mesmo da época passada. Ressalvo apenas as exibições de Wendel, pelo golo marcado, e Diaby, mais inconformado e menos passivo do que os seus colegas. É muito pouco. Compreendi, por isso, o coro de assobios aos jogadores e à equipa técnica no final do jogo.

Não por acaso, o estádio esteve quase vazio. Ora bolas: assim não vale a pena ir a Alvalade.

Farto

Leio com espanto, na blogosfera leonina e na própria imprensa, que o Sporting ficou "afastado do título" anteontem à noite. Não é verdade. O Sporting disse adeus ao sonho de reconquistar o campeonato nacional de futebol há dois meses, a 2 de Fevereiro, quando foi perder ao Estoril, com o último classificado da Liga 2017/18.

Chegou lá em primeiro, saiu em terceiro. Despedindo-se não apenas do título mas da hipótese, ainda que remota, de aceder à Liga dos Campeões.

As coisas são o que são, não adianta varrer os assuntos incómodos para debaixo do tapete. Manda a mais elementar honestidade intelectual reconhecer estes factos. E apontar os responsáveis em vez de, bem à portuguesa, empurrarmos os problemas com a barriga.

Aqui há um responsável principal: é o treinador mais bem pago de sempre do futebol nacional, Jorge Jesus.

Por mim, estou farto. E não é de agora.

Sem espinhas e sem desculpas

Lembram-se da nossa derrota no campo do Estoril, por 0-2, há um mês? Foi um dos jogos que nos custaram o campeonato 2017/18. Nesse mesmo estádio, nesta noite de chuva impiedosa, o Braga acaba de vencer a turma da casa por seis golos sem resposta.

O primeiro marcado pelo "nosso" Wilson Eduardo. E dois outros com assistências dos "nossos" Esgaio e Jefferson. Sem espinhas. E sem que ninguém se atrevesse a invocar o mau tempo como desculpa para não praticar bom futebol.

Estorilgate (parte 2)

Espero que as instâncias jurisdicionais do futebol português, como se impõe, abram um processo de averiguação às declarações do ainda treinador do Estoril na sequência da miserável prestação da sua equipa na Amoreira. Num jogo que teve duas partes separadas por trinta e sete dias, o que permitiu ao FC Porto - a perder ao intervalo - fazer "seis alterações" de uma assentada na equipa.

Quando o próprio técnico, sem papas na língua, se vem queixar de que os jogadores fizeram "pouco ou nada" e aquele conjunto de 11 indivíduos (a que recuso chamar equipa) "quase dava dó", o cheiro a esturro é evidente.

Ivo Vieira é um treinador que me merece consideração e respeito. Ele sabe, melhor que ninguém, que não existe a menor correspondência entre o Estoril que ganhava ao FC Porto por 1-0 na primeira parte disputada em 15 de Janeiro (ou que derrotou o Sporting por 2-0 em 4 de Fevereiro) e a vergonhosa autoestrada ontem aberta no estádio António Coimbra da Mota em benefício dos portistas.

Já basta ter existido um Estorilgate (parte 1), numa das mais vergonhosas épocas desportivas de que há memória. O futebol português não pode continuar assim, chafurdando de lamaçal em lamaçal.

 

Derrota justa no Estoril...

Sem poder culpar a arbitragem e incapaz de apontar o dedo à falta de competência da nossa equipa que desperdiçou hoje vários golos na Amoreira, à semelhança do que aconteceu noutros jogos, aguarda-se agora que surjam no Twitter ou Facebook publicações apontando o dedo à minoria de sócios que recusa seguir cegamente uma direcção maniqueísta, para quem os que não estão connosco estão contra nós...
A verdade é que os nossos avançados (e não só) falham golos em série, alguns de forma inacreditável. A defesa treme, transmitindo insegurança à equipa. Para o técnico há sempre uma explicação, hoje foi o vento. Errar nas suas opções é que nunca acontece. Há muito que a equipa vem revelando alguma intranquilidade, com jogadores longe do fulgor demonstrado no início de época, a que não será alheia a sobrecarga de jogos, porque não existe rotação no plantel, J.J. aposta quase sempre nos mesmos. Os jogadores são homens e não máquinas. A falta de 2 titulares não pode constituir uma explicação aceitável para perder no Estoril, com inteira justiça, diga-se. Aguardemos pelos próximos jogos, mas isto começa a ficar muito parecido com a época 2015/2016. A não ser que rapidamente algo mude. Não tenhamos ilusões, nem fiquemos à espera de milagres...

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Da nossa primeira derrota nas competições internas desta temporada, ao 30.º jogo oficial. Perdemos 0-2 em casa do Estoril, equipa claramente superior nesta partida e que esteve sempre mais próxima de marcar o terceiro do que o Sporting de marcar o primeiro, condicionando por completo a nossa construção ofensiva.

 

De Bruno César. O treinador apostou nele como titular, fazendo-o alinhar na posição que costuma ser confiada ao lesionado Gelson Martins. Aposta falhada. O brasileiro nunca deu profundidade nem velocidade ao jogo e protagonizou um falhanço incrível, isolado por Coentrão, quase em cima da linha de golo. Saiu aos 57', já demasiado tarde.

 

De Rúben Ribeiro. Entrou para substituir Bruno César, mas foi tão inócuo como o colega. Por vezes, ao receber a bola, parecia não saber o que fazer com ela: fintava e refintava, lateralizava e acabou desarmado com frequência. De uma sua perda de bola inadmissível em zona de construção, aos 69', acabou por resultar o terceiro golo do Estoril, que o vídeo-árbitro anularia. Aos 77', bem posicionado, foi incapaz de cruzar. Outra partida para esquecer deste "reforço de Inverno".

 

De Montero. Onde anda o goleador que há duas épocas abandonou prematuramente Alvalade em troca de uma nulidade chamada Hernán Barcos e deixou saudades entre os adeptos? Outra recentíssima "contratação de Inverno" do Sporting, o n.º 40 entrou na segunda parte, substituindo o banalíssimo Battaglia, mas passou ao lado do jogo. Viria a meter a bola dentro da baliza, aos 90'+5', mas estava em fora de jogo.

 

De Bruno Fernandes. O capitão da selecção sub-21 andou escondido do jogo, sem nunca ter revelado a influência que demonstrou noutras partidas. Falhou passes, falhou cruzamentos e deixou-se condicionar pelas marcações. Esbracejou e barafustou muito, mas devia barafustar só com ele próprio.

 

Da nossa inconsistência ofensiva. Criámos poucas oportunidades de golo e, quando aconteceram, foram incrivelmente desaproveitadas. Por Coates (43'), Bruno César (44'), Acuña (57') e Mathieu (89').

 

De uma substituição inexplicável. Fábio Coentrão estava a ser um dos sportinguistas mais inconformados e com maior capacidade de resposta no terreno, com grandes cruzamentos aos 43' (para Coates) e aos 44' (para Bruno César), além de um remate que rasou o poste, aos 48'. Iam decorridos 64 minutos quando Jorge Jesus lhe deu ordem de saída, trocando-o pelo apático, lento e macio Bryan Ruiz. Uma substituição falhada, como era de esperar.

 

Da ausência simultânea de Bas Dost e Gelson Martins. Estes dois jogadores são essenciais para as aspirações leoninas. Com eles afastados, por lesão, a eficácia da equipa cai a pique. Não por acaso, ambos já marcaram 24 dos nossos 43 golos na Liga.

 

Dos cantos desaproveitados. Tivemos 15 - o maior número de cantos de que já dispusemos num jogo deste campeonato. Fomos incapazes de aproveitar qualquer destas oportunidades. Bryan Ruiz, por exemplo, entregou directamente a bola ao adversário ao marcar dois cantos.

 

De termos ficado em branco contra a pior defesa da Liga. Há 12 jornadas consecutivas que marcávamos pelo menos uma vez. Hoje, nem um golo para amostra.

 

De termos perdido a liderança. Entrámos em campo, às 18 horas, no comando do campeonato e terminámos no terceiro posto, em igualdade pontual com o Benfica e menos dois pontos do que o líder, FC Porto (que tem meio jogo ainda por disputar, precisamente contra o Estoril).

 

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício. No seu 445.º desafio oficial de verde e branco, ultrapassando o histórico Vítor Damas em número de actuações pelo Sporting, foi o nosso jogador com exibição mais positiva. Evitou dois golos, com defesas extremamente difíceis, ao sair destemidamente aos pés de Bruno Gomes, atacante do Estoril, aos 83' e aos 90'+1'. Sem ele, teria havido goleada.

 

Do vídeo-árbitro. O Estoril marcou um terceiro golo, aos 69', que o árbitro Manuel Mota acabaria por invalidar após consulta ao VAR. Boa decisão: Ewandro estava em fora-de-jogo.

 

Do apoio dos adeptos. A casa do Estoril recebeu uma "onda verde", com adeptos leoninos enfrentando a tarde fria para incentivar os nossos jogadores. De nada valeu desta vez. E no final era evidente a decepção de todos quantos lá se deslocaram com cachecóis verdes.

 

Que não houvesse problemas na bancada.  O topo norte do estádio António Coimbra da Mota esteve fechado ao público, evitando-se um novo folhetim, na sequência do que aconteceu ao intervalo do Estoril-FC Porto.

Nem me passa pela cabeça

Nem me passa pela cabeça que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que no início da época fez uma vistoria exaustiva ao estádio António Coimbra da Mota e validou a sua utilização para as competições desportivas da temporada, venha agora punir o Estoril por alegadas deficiências estruturais nesse mesmo esse edifício, entregando de bandeja os três pontos ao FC Porto num jogo em que esta equipa perdia ao intervalo.

Já vimos quase de tudo no futebol português. De putativas "vitórias na secretaria" como esta ainda não. Tenho esperança que continuemos sem ver.

Os melhores prognósticos

Prognósticos, houve muitos. Mas prognósticos certos apenas dois: só os nossos estimados leitores J. Ramos e SportingSempre anteciparam aqui a vitória tangencial do Sporting em Alvalade frente ao Estoril.

Aplicado o critério do desempate, o triunfo cabe esta semana cabe a J. Ramos, pois mencionou também Gelson Martins como marcador de um dos golos. Boa pontaria a dobrar.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Estoril 2-1 [Jogo de (lou)VAR]

Grande partida de futebol em Alvalade. O Sporting, tendo marcado dois golos nos primeiros onze minutos, desperdiçou a hipótese de golear o Estoril e terminou em aflição para conquistar os três pontos. Demérito da equipa leonina, porque falhou inúmeros golos "cantados", e mérito da equipa da Linha, excelentemente orientada por Pedro Emanuel, que nunca renunciou ao jogo e mostrou qualidade de posse de bola e boa organização colectiva. 

Para além dos dois clubes, o outro protagonista foi o Vídeo-árbitro. O VAR tirou, aos 92 minutos, anulando um golo de Bas Dost por, no início da jogada, Piccini ter partido em posição de fora-de-jogo, e o VAR deu, invalidando correctamente um tento a Pedro Monteiro, do Estoril, na última jogada do jogo.

No entretanto, o público aplaudiu efusivamente o "terceiro" golo leonino e entrou em profusa depressão no "segundo" da equipa canarinha. Tudo para, logo de seguida, voltarmos à primeira forma. E ainda há quem diga que o VAR retira emoção ao jogo...

Eu, confesso, tive uma má premonição quando aos 70 minutos avistei uma pomba negra em vôo circulante sobre o relvado e nunca mais fiquei em paz. Afinal, era a pomba Vitória e tudo acabou em bem.

 

Análise dos jogadores um-a-um:

Rui Patricio - Durante a maior parte do tempo, limitou-se a participar na manobra ofensiva da equipa, jogando com os pés. Batido por um remate nada católico, disparado por um Evangelista, só com asas o poderia ter defendido, mas o clube não é patrocinado pela Red Bull...

Nota: Sol

 

Piccini - O italiano deu razão ao adágio popular que diz que "no melhor pano cai a nódoa". Estava a realizar um jogo excelente, com segurança defensiva e constantes cavalgadas à linha de fundo quando, apertado por dois adversários, desviou a bola de cabeça para a entrada da sua área, lance que resultaria no golo do Estoril. Sujou o naperon, perdão Macron, mas ainda teve tempo de compensar esse deslize quando assistiu Bas Dost para o terceiro, lance que viria a ser invalidado pelo VAR.

Nota: Sol

 

Coates - O uruguaio fez um bom jogo, embora longe do fulgor que já lhe vimos. Sendo um jogador bastante alto e pesado é natural que o excesso de jogos (6) em 3 semanas o esteja a condicionar. No entanto, não só não comprometeu como notabilizou-se pelos seus passes de longa distância a isolar na ala direita as duas motos de alta cilindrada leoninas (Gelson e Piccini). No restante tempo, lá continuou, como uma vespa, a morder as canelas a todos os adversários que lhe apareceram pela frente.

Nota: Sol

 

Mathieu - Temos 3 Mateus: este gaulês, o jovem brasileiro da nossa formação, com perfume de bom futebol, emprestado ao Chaves e, ainda, outro brasileiro, emprestado à bancada. São um pouco como os 3 Reis Magos: o primeiro traz ouro, o segundo incenso, o terceiro mirra (literalmente)...Jesus parece satisfeito com o "presente" que este francês representa para a equipa. Ele não corre, desliza sobre o relvado, tomando sempre a decisão que melhor se ajusta à situação de jogo. E joga de cabeça levantada todo o tempo, algo que não se via por estas bandas desde que um senhor, de seu nome André Cruz, nos deixou.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Apesar do natural cansaço, parece cada vez mais entrosado com a equipa. Participou activamente na jogada do primeiro golo, defendeu bem e incorporou-se no ataque, combinando com Acuña. Ameaçou lesionar-se, no início da segunda-parte, deixando a multidão à beira de um ataque de nervos. Afinal, era só fumaça e, passado algum tempo, Jesus decidiu poupá-lo a quaisquer contratempos adicionais. Sendo caxineiro, aguarda-se que vise mais vezes as redes adversárias, o que não deverá tardar dada a sua subida de forma.

Nota: Sol

 

Battaglia - O que se pode dizer mais sobre Battaglia? O homem não parece humano, é assim uma versão argentina do Exterminador Implacável, enviado a Alvalade para alterar o curso da história leonina. Pior que o efeito conjugado do míldio e do oídeo, destruiu qualquer semente de criatividade plantada pela fina-flôr estorilense. Ainda teve tempo para instituir o pânico no reduto da equipa canarinha, oferecendo um golo a Coates, isolando Acuña pela esquerda e tentando o golo de cabeça em duas ocasiões . O melhor em campo, não recebe nota máxima porque, dado Petrovic estar em campo e a anular a superioridade numérica do adversário na grande-área, não se encontrar na cabeça da área na altura do golo da equipa da Linha. Nesse lance pensou mais como um "6" do que como um "8", o que também não espanta pois essa é a rotina que transporta esta época.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Não mostrou a sua rotatividade habitual, mas mesmo com uns cilindros a menos, o seu motor ainda teve "cavalos" mais do que suficientes. Bateu inapelávelmente Moreira, na execução irrepreensível de um livre directo e, no resto do tempo, deliciou com outros pormenores de génio. A brincar, a brincar, é o seu terceiro golo (em 4 jogos) em remates de fora da área e o primeiro de toda a equipa na marcação de um livre, situação que espantou a Bancada Norte, habituada a receber o esférico nesses momentos. 

Nota:

 

Gelson Martins - Conseguiu fintar todas as criaturas que lhe apareceram pela frente. Às tantas, para variar, até se fintou a si próprio. Marcou um bom golo, fez sprints para cortar contra-ataques perigosos do adversário, criou e falhou oportunidades de golo. Sempre com a moto ligada, sempre em alta rotação. É o Bip-Bip da equipa.

Nota:

 

Marcus Acuña - Muito poderoso fisicamente. É o "Muro"! Assistiu Gelson para o primeiro e ia marcando um golo no final da partida. Parece que não é suficientemente rápido ou suficientemente desequilibrador, mas a verdade é que para o campeonato já soma 3 assistências. A somar a mais uma assistência e um golo na Europa. Tacticamente perfeito e bom defensor quando não tem a bola, vai contribuindo com números astronómicos naquele seu estilo de jogador quase-bom, com que engana os adversários que têm o azar de o apanhar pela frente.

Nota:

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de salto-alto, estragando muitas jogadas de perigo por défice de intensidade. Assim, não "calça". De todo o modo, ganhou o livre em posição frontal que resultaria no segundo golo do Sporting. 

Nota:

 

Bas Dost - Desperdiçou duas soberanas ocasiões de golo, uma com o pé, outra de cabeça, o que não é normal nele. Ironia do destino: servido por Piccini, e com um tempo de salto perfeito, marcaria o golo da tranquilidade já nos descontos, lance que, no entanto, viria a ser invalidado pelo VAR, o que não invalidou que, no entretanto, desse azo ao seu habitual cavalheirismo, indo logo ao encontro do italiano para lhe agradecer o gesto. No restante tempo, lutou bravamente pelos ares, ajudando a equipa a ganhar bolas para atacar a baliza estorilense.

Nota: Sol

 

Bruno César - A defesa esquerdo, foi Bruno César na sua pior versão. Ajudou-o haver um Mathieu ao seu melhor nível que estancou todas as bolas colocadas entre o central e o lateral. Foi do seu lado que saiu o centro que esteve na origem do golo canarinho. Em versão atacante, mostrou a sua habitual boa relação com a bola e com o espaço onde a equipa se movimenta, assistindo com categoria Gelson para mais uma oportunidade perdida.

Nota:

 

Petrovic - Mostrou óptimo transporte de bola, sinal de que respira confiança, o que não deixa de espantar dado o "slow start" do ano anterior e o facto de ter pouco tempo de jogo. 

Nota:

 

Iuri - Entrou em cima do fim do jogo. Percebeu-se que Jesus lhe queria dar minutos, mas como o 3-0 não apareceu...

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho..." - Rodrigo Battaglia

 

Os nossos jogadores, um a um

Quarto jogo do campeonato, quarta vitória. Missão cumprida ao derrotarmos o Estoril em casa, por 2-1, amealhando mais três pontos.

A vitória começou a ser construída muito cedo: aos 11' já vencíamos por 2-0. Com dois excelentes golos - o primeiro por Gelson Martins após primorosa assistência de Acuña, o segundo por Bruno Fernandes, na marcação de um livre directo.

O Sporting dominou toda a primeira parte mas adormeceu no recomeço da partida, por um lado em consequência da natural fadiga dos jogadores, após o desgastante jogo em Bucareste que ditou a nossa entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, e por outro devido à convicção de que o triunfo já estaria conseguido. Perigosa ilusão: como a experiência nos indica, 2-0 é um resultado enganador.

E assim foi. Aos 85', também com um excelente golo, o Estoril reduziu. E os minutos finais foram de sofrimento em Alvalade, com vertiginosos lances de parte a parte. Que resultaram em dois golos, um em cada baliza - ambos invalidados pelo vídeo-árbitro por fora de jogo.

Interessa salientar que houve um final feliz para o Sporting. E justo, pois venceu a equipa que foi claramente superior em campo.

O melhor, para mim, foi Bruno Fernandes.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Exibição tranquila do nosso guarda-redes, que não foi chamado a intervenções muito difíceis e tem vindo a progredir na qualidade de reposição da bola em jogo. Sem culpa no golo sofrido.

PICCINI (6). Praticamente irrepreensível na missão defensiva e mais ousado nas acções ofensivas, embora ainda com algum défice de qualidade nos cruzamentos. Vai ganhando confiança de jogo para jogo.

COATES (7). Nem parecia o jogador intranquilo de há dias em Bucareste. Inspirado, atento, seguro, foi um pilar defensivo. E continua a tentar o golo em incursões à baliza adversária. Falhou por pouco aos 33'.

MATHIEU (8). Grande reforço do plantel leonino, já se tornou imprescindível na organização defensiva. Cortou tudo quanto havia para cortar, com rapidez e eficiência. E ajudou a dar profundidade ao ataque.

FÁBIO COENTRÃO (6). Interveio na construção do nosso primeiro golo, endossando bem a bola a Acuña. Fez valer a sua experiência em campo. Esgotado, acabou por ceder o lugar a Bruno César aos 61'.

BATTAGLIA (7). Destacou-se na marcação intensa ao portador da bola pelo corredor central, travando o passo aos adversários. Esteve em evidência também na construção, com garra e força anímica.

BRUNO FERNANDES (8). Com Adrien ausente, ocupou uma posição mais recuada face ao habitual. Decisivo na forma exemplar como marcou o livre de que resultou o segundo golo (11'). Pura classe: o melhor em campo.

ACUÑA (7). Velocidade, intensidade e grande destreza técnica. Partiu os rins ao lateral direito do Estoril. Assistiu Gelson no primeiro golo (3') e quase marcou também (84'). À beira da exaustão, saiu já no tempo extra.

GELSON MARTINS (8). Superior à época passada por não se limitar a assistir: também marca. Foi autor do primeiro golo leonino, venceu quase todos os confrontos individuais e deu uma preciosa ajuda à defesa.

ALAN RUIZ (5). Novidade neste jogo, como segundo avançado. Quase sempre um corpo estranho à equipa, deu pouca circulação à bola. Mas arrancou um livre precioso, de que nasceu o segundo golo. Saiu aos 67'.

BAS DOST (6). Não é um avançado egoísta: integra-se bem no colectivo. Mas hoje destacou-se sobretudo pelos golos que não marcou. Esteve quase, aos 88' e aos 90'. Marcou mesmo, no tempo extra, mas não valeu.

BRUNO CÉSAR (6). Rendeu Coentrão aos 61' e cumpriu a missão que lhe foi confiada, patrulhando bem o corredor esquerdo. Destaque para dois grandes cruzamentos, com passes longos, aos 72' e aos 89'.

PETROVIC (5). Em campo desde os 67', teve uma actuação muito posicional como médio defensivo. Correcta no essencial. Mas podia ter feito melhor para impedir Lucas de marcar aos 85'.

IURI MEDEIROS (-). Entrou no tempo extra, a dois minutos do apito final. Sem possibilidade de fazer praticamente nada. Mal chegou a tocar na bola.

Rescaldo do jogo de hoje

20170827_194153.jpg

 

 
Gostei
 
 

Da vitória.  Missão cumprida: mais três pontos amealhados, pela quarta jornada consecutiva. Uma vitória que prometia ser tão robusta como a anterior para o campeonato, frente ao V. Guimarães, mas que acabou por ser escassa hoje em casa contra o Estoril: 2-1. No entanto, o essencial foi feito. Seguimos no comando.

  

Da nossa primeira parte. Entrada em força da nossa equipa, com muita velocidade e dinâmica. o onze leonino apresentou-se muito organizado e com forte ligação entre os sectores, veloz e motivado. Aos 11 minutos já vencíamos por 2-0. E tivemos várias oportunidades para ampliar esta vantagem, que se manteve até aos 85'.

 

De Bruno Fernandes. Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever. Por isto e pela qualidade global da sua exibição, merece ser designado o melhor jogador que actuou hoje em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Fez novamente a diferença, começando a construir a vitória logo aos 3' com o golo que marcou - o seu terceiro nesta Liga 2017/2018. Destacou-se em vários outros lances, nomeadamente ao picar a bola para Piccini na jogada que deu origem ao golo invalidado do Sporting, já ao cair do pano.

 

De Acuña. Grande primeira parte do ala argentino, que deu show junto à linha, arrancando merecidos aplausos. Primorosa assistência para o primeiro golo. E vâo três apenas em quatro jogos.

 

De Matthieu. Outra partida irrepreensível do central francês. Tornou-se já um jogador determinante no onze titular do Sporting.

 

Da verdade desportiva. O final desta partida foi alucinante, com dois golos marcados já no tempo extra. Um para cada lado. Golos que o árbitro a princípio validou mas que acabaram por ser invalidados, suponho que por intervenção do vídeo-árbitro. Bem invalidados: em ambos os casos havia jogadores em fora de jogo. A verdade desportiva prevaleceu. Ainda bem.

 

De ver o estádio quase cheio. Com muita gente ainda em férias, hoje éramos 45.367 em Alvalade. A festa do futebol também se faz disto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do primeiro golo sofrido neste campeonato. Aguentámos invictos até ao minuto 85 da quarta jornada.

 

Do sofrimento à beira do fim. A jogarmos em casa, a vencermos por dois golos de diferença desde o minuto 11, não havia necessidade de tanta incerteza e até alguma angústia naqueles minutos finais.

 

Da goleada esboçada mas não concretizada. Começámos a fazer a gestão do esforço cedo de mais. Podia ter dado mau resultado.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos ter ampliado a vantagem várias vezes ao longo desta partida. Por Coates (33'), Gelson Martins (45'), Bruno Fernandes (69'), Acuña (84') e Bas Dost (88' e 90'). E quem não marca arrisca-se a sofrer.

 

Da nossa segunda parte. Após uma entrada fortíssima do Sporting, e do claro domínio leonino durante todo o primeiro tempo, o treinador do Estoril respondeu bem ao intervalo fazendo duas substituições simultâneas. Com esta alteração conseguiu algum equilíbrio de forças enquanto o Sporting revelou uma certa apatia, incapaz de responder a esta alteração táctica da equipa adversária - única a marcar na etapa complementar do encontro.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros. Era preciso refrescar a equipa, mas o treinador tardou demasiado a fazer a última substituição. Iuri só entrou aos 92'.

 

Dos assobios em Alvalade. Vencíamos ainda por 2-0, por volta do minuto 80, e já se escutavam vaias de espectadores impacientes por verem tanta retenção de bola e algum jogo mastigado. Alguns adeptos têm dificuldade em entender que nenhuma equipa pode jogar em pressão constante, muito menos logo após uma desgastante elminatória europeia.

 

Foto minha. esta tarde, em Alvalade

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D