Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Sporting-FC Porto: balanço da década

2011/2012: 0-0

Treinador: Domingos Paciência

2012/2013: 0-0

Treinador: Jesualdo Ferreira

2013/2014: 1-0 (golo de Slimani)

Treinador: Leonardo Jardim

2014/2015: 1-1 (golo de Jonathan Silva)

Treinador: Marco Silva

2015/2016: 2-0 (golos de Slimani)

Treinador: Jorge Jesus

2016/2017: 2-1 (golos de Slimani e Gelson)

Treinador: Jorge Jesus

2017/2018: 0-0

Treinador: Jorge Jesus

2018/2019: 0-0

Treinador: Marcel Keizer

2019/2020: 1-2 (golo de Acuña)

Treinador: Silas

2020/2021: 2-2 (golos de Nuno Santos e Vietto)

Treinador: Rúben Amorim

 

Balanço destes clássicos disputados nas últimas dez temporadas no estádio José Alvalade para o campeonato nacional de futebol: três vitórias do Sporting, uma do FCP e seis empates.

Marcámos oito golos, sofremos cinco.

Melhor marcador: Slimani, com três.

 

...................................................

 

Por curiosidade, segue-se o quadro descritivo dos mesmos confrontos registados nas dez épocas anteriores:

 

2001/2002: 1-0 (golo de Niculae)

Treinador: Laszlo Boloni

2002/2003: 0-1

Treinador: Laszlo Boloni

2003/2004: 1-1 (golo de Pedro Barbosa)

Treinador: Fernando Santos

2004/2005: 2-0 (golos de Liedson e Carlos Martins)

Treinador: José Peseiro

2005/2006: 0-1

Treinador: Paulo Bento

2006/2007: 1-1 (golo de Djaló)

Treinador: Paulo Bento

2007/2008: 2-0 (golos de Izmailov e Vukcevic)

Treinador: Paulo Bento

2008/2009: 1-2 (golo de Moutinho)

Treinador: Paulo Bento

2009/2010: 3-0 (golos de Djaló, Izmailov e Miguel Veloso)

Treinador: Carlos Carvalhal

2010/2011: 1-1 (golo de Valdés)

Treinador: Paulo Sérgio

 

Balanço desses clássicos da penúltima década disputados no estádio José Alvalade para a Liga portuguesa: quatro vitórias do Sporting, três do FCP e três empates.

Marcámos doze golos, sofremos sete.

Melhores marcadores: Djaló e Izmailov, com dois.

Três anos, três títulos

Pode ser surpreendente para alguns, até para uns quantos adeptos leoninos, mas nas últimas três épocas futebolísticas o Sporting é o clube português com mais títulos - a par do Porto e perdendo apenas um troféu na comparação com os azuis-e-brancos.

Em títulos, no mesmo período, o Benfica segue empatado com Aves e Braga.

 

Fica o inventário, para evitar certas inverdades que vou lendo e ouvindo por aí, até em órgãos de informação que tinham a obrigação de perceber um pouco mais de futebol:

- FC Porto: 3 títulos e 1 troféu (campeonato 2018, Supertaça 2018, campeonato 2020, Taça de Portugal 2020)

- Sporting: 3 títulos (Taça da Liga 2018, Taça da Liga 2019, Taça de Portugal 2019)

- Benfica: 1 título e 1 troféu (campeonato 2019, Supertaça 2019)

- Aves: 1 título (Taça de Portugal 2018)

- Braga: 1 título (Taça da Liga 2020)

 

Nestas coisas, o melhor é argumentarmos sempre com a linguagem dos números. Que não enganam.

Pódio dos pontos: Jardim, Keizer e Marco

Analisando o desempenho dos últimos dez treinadores que prestaram serviço ao comando da equipa principal do Sporting, encontramos a lista escalonada de forma surpreendente na relação entre jogos disputados e pontos conquistados.

Tiago Fernandes (só com três jogos) e Leonel Pontes (com apenas quatro) figuram aqui para "cumprir calendário", como se diz na gíria do futebol. Um está no topo, outro está no fundo.

O que realmente interessa é a radiografia estatística dos restantes oito, que cumpriram jogos suficientes para poderem ser avaliados com algum rigor. No pódio estão os dois únicos treinadores que conquistaram a Taça de Portugal para o Sporting na última década: não há coincidências. E também o primeiro (e até agora único) técnico que exportámos com lucro para os cofres da SAD leonina.

O "mestre da táctica", que acaba de ser recebido no mais velho rival do Sporting como se fosse o Tom Cruise em dia de estreia de Top Gun, fica-se pelo meio da tabela. E, dos treinadores de Frederico Varandas, José Peseiro é o que apresenta melhor média a seguir ao holandês. 

Silas, sem novidade, anda lá por baixo. E o seu sucessor, Rúben Amorim, ainda não conseguiu muito melhor. Decepcionante é a prestação estatística de Jesualdo Ferreira, outra surpresa revelada por estes números.

 

Tiago Fernandes: 2,33 (só três jogos)

Leonardo Jardim: 2,20

Marcel Keizer: 2,14 (dois títulos)

Marco Silva: 2,08 (um título)

Jorge Jesus: 2,07 (um título e um troféu)

José Peseiro: 2,00 

Rúben Amorim: 1,91

Silas: 1,86

Jesualdo Ferreira: 1,83

Leonel Pontes: 0,25 (só quatro jogos)

 

Fonte: Transfermarkt

Os números que explicam tudo

Nos últimos 22 clássicos, contra Benfica e FC Porto, o Sporting só conseguiu vencer em duas ocasiões no tempo regulamentar: derrotando o FCP na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal 2018, quando Jorge Jesus orientava a equipa, e batendo o SLB na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal 2019, quando Marcel Keizer (um técnico muito mais barato do que o primeiro) comandava a nau leonina.

São números que explicam tudo.

 

.................................................................

 

11 de Dezembro 2016

Benfica-Sporting (2-1)

4 de Fevereiro 2017

FC Porto-Sporting (2-1)

22 de Abril 2017

Sporting-Benfica (1-1)

1 de Outubro 2017

Sporting-FC Porto (0-0)

3 de Janeiro 2018

Benfica-Sporting (1-1)

24 Janeiro 2018

Sporting-FC Porto (0-0) Taça da Liga

7 de Fevereiro 2018

FC Porto-Sporting (1-0) Taça de Portugal

2 de Março 2018

FC Porto-Sporting (2-1)

18 de Abril 2018

Sporting-FC Porto (1-0) Taça de Portugal

5 de Maio 2018

Sporting-Benfica (0-0)

25 de Agosto 2018

Benfica-Sporting (0-0)

12 de Janeiro 2019

Sporting-FC Porto (0-0)

26 de Janeiro 2019

Sporting-FC Porto (1-1) Taça da Liga

3 de Fevereiro 2019

Sporting-Benfica (2-4)

6 de Fevereiro 2019

Benfica-Sporting (2-1) Taça de Portugal

3 de Abril 2019

Sporting-Benfica (1-0) Taça de Portugal

18 de Maio 2019

FC Porto-Sporting (2-1)

24 de Maio 2019

Sporting-FC Porto (2-2) Taça de Portugal

4 de Agosto 2019

Sporting-Benfica (0-5) Supertaça

5 de Janeiro 2020

Sporting-FC Porto (1-2)

17 de Janeiro 2020

Sporting-Benfica (0-2)

15 de Julho 2020

FC Porto-Sporting (2-0)

O que ganhámos desde 1986 no futebol

estadio_0[1].jpg

 

Fica a lista, abrangendo os dez últimos presidentes (deixo de fora, propositadamente, Torres Pereira, que exerceu a função interinamente, no Verão de 2018, à margem da época futebolística).

 

Amado de Freitas (1986-1988)

Supertaça 1987

Jorge Gonçalves (1988-1989)

Nada

Sousa Cintra (1989-1995)

Nada

Pedro Santana Lopes (1995-1996)

Taça de Portugal 1995

Supertaça 1995

José Roquette (1996-2000)

Campeonato 2000

António Dias da Cunha (2000-2005)

Supertaça 2000

Campeonato 2002

Taça de Portugal 2002

Supertaça 2002

Filipe Soares Franco (2005-2009)

Taça de Portugal 2007

Supertaça 2007

Taça de Portugal 2008

Supertaça 2008

José Eduardo Bettencourt (2009-2011)

Nada

Godinho Lopes (2011-2013)

Nada

Bruno de Carvalho (2013-2018)

Taça de Portugal 2015

Supertaça 2015

Taça da Liga 2018

Frederico Varandas (desde 2018)

Taça de Portugal 2019

Taça da Liga 2019

 

Breves conclusões:

- Quatro destes presidentes (Gonçalves, Cintra, Bettencourt e Godinho Lopes) não venceram qualquer título no futebol profissional;

- Apenas dois dos últimos dez (Roquette e Dias da Cunha) viram o Sporting sagrar-se campeão nacional de futebol;

- Os dois presidentes com mais títulos conquistados foram Dias da Cunha e Soares Franco, ambos com quatro;

- Ao longo deste período, ganhámos dois campeonatos, seis Taças de Portugal, sete Supertaças e duas Taças da Liga;

- No total, só 17 troféus no futebol profissional desde o fim da longa presidência de João Rocha (1973-1986). À média de meio troféu por época. Na última década, apenas cinco.

Posse estéril

Domingo, no estádio do Bessa, o Sporting tinha 73% de posse de bola quando estava decorrida uma hora de jogo. O que só demonstra como não vale a pena perdermos muito tempo com dados numéricos deste género para analisarmos as partidas.

O indicador estatístico que mais me interessa é outro, nada lisonjeiro para a nossa equipa: só três remates do Sporting enquadrados com a baliza neste confronto com o Boavista.

Assim não chegamos lá.

Estatísticas por terminação

Os leitores desculpem, mas eu acho piada a estas patetices. Partilho-as porque pode ser que haja quem também goste.

Há 70 anos que o Sporting não ganhava uma prova importante no futebol num ano terminado em "9". A última vez correspondia justamente ao título de campeão nacional de 1949. Nunca o Sporting havia ganho a Taça de Portugal num ano destes.

Foi a antepenúltima vez que o Sporting foi campeão nacional num ano ímpar. Desde 1953, tal nunca se repetiu. Esperemos que seja em 2021 e que tal corresponda a um bicampeonato, algo que também não ocorre para o Sporting desde 1953.

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 39 jogos - 22 para o Campeonato Nacional, 5 para a Taça de Portugal, 5 para a Taça da Liga e 7 para a Liga Europa -, obtendo 24 vitórias (61,5%), 6 empates (15,4%) e 9 derrotas (23,1%), com 81 golos marcados (média de 2,08 golos/jogo) e 41 golos sofridos (1,05 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (21,10,12), Bas Dost (21,2,0), Nani (9,6,4);

2) MVP: Bruno Fernandes (95 pontos), Bas Dost (67), Nani (43);

3) Influência: Bruno Fernandes (43 contribuições), Bas Dost (23), Nani (19);

4) Goleador: Bruno Fernandes e Bas Dost (21 golos), Nani (9);

5) Assistências: Bruno Fernandes (10), Nani e Acuña (6).

 

Algumas notas complementares:

  • Bruno Fernandes foi influente em 53,1% dos golos do Sporting;
  • Em toda a época passada, Bruno Fernandes fez 103 pontos no ranking de MVP (2º classificado, atrás de Bas Dost), 53 contribuições no ranking de Influência (1º), 16 golos (2º, já superado esta época) e 18 assistências (1º);
  • Bruno Fernandes continua a liderar todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador, Assistências). E sem marcar a maioria dos penáltis;

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 21 10 12 95
Bas Dost 21 2 0 67
Nani 9 6 4 43
Diaby 6 2 6 28
Jovane Cabral 4 4 9 29
Fredy Montero 4 4 3 23
Wendel 3 4 0 17
Raphinha 3 1 4 15
autogolos 3 0 0 9
Sebastian Coates 2 1 2 10
Miguel Luís 2 0 1 7
Jeremy Mathieu 2 0 0 6
Acuña 1 6 5 20
Jefferson 0 2 1 5
Ristovski 0 2 1 5
Borja 0 1 0 2
Carlos Mané 0 0 2 2
Bruno Gaspar 0 0 1 1
Gudelj 0 0 1 1

Factual

Balanço dos 14 jogos orientados por José Peseiro antes de ser despedido:

 

9 vitórias

Contra Marítimo (2), Moreirense, V. Setúbal, Feirense, Qarabag, Vorskla, Loures, Boavista

1 empate

Contra Benfica

4 derrotas

Contra Braga, Portimonense, Arsenal, Estoril

 

24 golos marcados, 14 sofridos

 

..............................................

 

Balanço dos mais recentes 14 jogos orientados por Marcel Keizer:

 

5 vitórias

Contra Feirense (3), Moreirense e Belenenses

4 empates

Contra FC Porto (2), V. Setúbal e Braga

5 derrotas

Contra Benfica (2), V. Guimarães, Tondela e Villarreal

 

20 golos marcados, 17 sofridos

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 31 jogos - 18 para o Campeonato Nacional, 4 para a Taça de Portugal, 3 para a Taça da Liga e 6 para a Liga Europa -, obtendo 22 vitórias (71%), 3 empates (9,7%) e 6 derrotas (19,3%), com 69 golos marcados (média de 2,23 golos/jogo) e 30 golos sofridos (0,97 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (16,8,12), Bas Dost (16,2,0), Nani (9,5,4);

2) MVP: Bruno Fernandes (76 pontos), Bas Dost (52), Nani (41);

3) Influência: Bruno Fernandes (36 contribuições), Nani e Bas Dost (18);

4) Goleador: Bruno Fernandes e Bas Dost (18 golos), Nani (9);

5) Assistências: Bruno Fernandes (8), Nani e Acuña (5).

 

Algumas notas complementares:

  • Bruno Fernandes foi influente em 52,2% dos golos do Sporting;
  • Em 14 jogos, Peseiro registou 9 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, com 24 golos marcados e 14 golos sofridos; em igual número de jogos, Keizer tem 11 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com 41 golos marcados e 15 golos sofridos;
  • Pela primeira vez, no histórico do Ranking GAP, um jogador (Bruno Fernandes) lidera todos os parâmetros de análise (GAP, MVP, Influência, Goleador, Assistências).
  • Na questão que mais divide os adeptos, os alas, os indicadores são os seguintes: Jovane é o ala com maior influência por minuto jogado, contribuindo para um golo a cada 53 minutos, seguido por Nani (110 minutos), Raphinha (121 minutos) e Diaby (145 minutos); Nani é o ala que necessita de menos minutos para marcar um golo (220 minutos), seguido por Jovane (225 minutos), Diaby (241 minutos) e Raphinha (322 minutos). Logo, pela análise estatística, Nani e Jovane deveriam ser os alas titulares.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 16 8 12 76
Bas Dost 16 2 0 52
Nani 9 5 4 41
Diaby 6 1 3 23
Jovane Cabral 4 4 9 29
Fredy Montero 4 4 3 23
Raphinha 3 1 4 15
autogolos 3 0 0 9
Wendel 2 4 0 14
Miguel Luís 2 0 1 7
Jeremy Mathieu 2 0 0 6
Acuña 1 5 4 17
Sebastian Coates 1 1 2 7
Jefferson 0 2 1 5
Ristovski 0 2 1 5
Carlos Mané 0 0 2 2
Bruno Gaspar 0 0 1 1
Gudelj 0 0 1 1

Hoje giro eu - Ranking GAP

As recentes derrotas de Cristiano Ronaldo nos prémios "The Best" e "Bola de Ouro", da FIFA e do France Football, respectivamente, reavivam a discussão sobre os critérios pelos quais um jogador deve ser avaliado. Embora os puristas do jogo continuem de alguma forma a renegar o que as estatísticas nos mostram e a observação contemplativa ainda se sobreponha à forma como os americanos, por exemplo, analisam um jogo, a verdade é que causa muita confusão que um jogador que venceu a Champions League e foi o melhor marcador dessa competição (15 golos), para além de ter feito um bom Mundial (4 golos), não tenha vencido os prémios de desempenho do ano. Com este recente encorajamento, cá continuarei a mostrar os indicadores ofensivos quantitativos dos jogadores do nosso Sporting, segundo o critério GAP que em tempos criei. Então aqui vai:

 

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 20 jogos - 11 para o Campeonato Nacional, 2 para a Taça de Portugal, 2 para a Taça da Liga e 5 para a Liga Europa -, obtendo 14 vitórias (70%), 2 empates (10%) e 4 derrotas (20%), com 41 golos marcados (média de 2,05 golos/jogo) e 19 golos sofridos (0,95 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (10,3,9), Bas Dost (9,1,0), Nani (7,5,3);

2) MVP: Bruno Fernandes (45 pontos), Nani (34), Bas Dost (29);

3) Influência: Bruno Fernandes (22 contribuições), Nani (15), Jovane (12);

4) Goleador: Bruno Fernandes (10 golos), Bas Dost (9), Nani (7);

5) Assistências: Nani (5), Wendel (4), Fredy Montero, Jovane e Bruno Fernandes (3).

 

De realçar que, desde que Keizer pegou na equipa, o Sporting disputou 3 jogos para 3 competições diferentes (Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Liga Europa) e venceu os 3 jogos, com 13 golos marcados (média de 4,33 golos/jogo) e 3 golos sofridos (média de 1 golo/jogo). Bruno Fernandes e Bas Dost foram os goleadores de serviço deste curto período (4 golos cada), com a curiosidade de terem marcado em todos os jogos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 10 3 9 45
Bas Dost 9 1 0 29
Nani 7 5 3 34
Jovane Cabral 4 3 5 23
Fredy Montero 3 3 3 18
Diaby 3 1 0 11
Raphinha 2 1 4 12
Wendel 1 4 0 11
Acuña 1 2 1 8
Sebastian Coates 1 0 1 4
Jefferson 0 2 1 5
Ristovski 0 2 0 4

Um trimestre intenso, com desfecho duro

Resistimos até onde pudemos, num trimestre intenso, com desfecho duro. Este ano o Sporting foi sujeito a um calendário a que não estava habituado, com grande carga de jogos. Fadiga e lesões fizeram sentir-se justamente neste período, e os sinais de quebra começaram a perceber-se em Setúbal, com o empate consentido no final do jogo. A equipa perdeu gás a partir daí. Depois o inexplicável resultado do Estoril. Uma gestão do plantel, curto, que deixa dúvidas (sobreutilização de jogadores como Acuña em jogos da taça de Portugal ou da taça da Liga, à lesão de Bas Dost com o Astana, experiências de Battaglia a defesa direito emendadas a meio do jogo, e mais umas coisas), o alimentar de “guerras” extrajogo por parte de responsáveis e a deficiente comunicação do clube não ajudaram nada.

Se é verdade que a época não se resume ao trimestre em referência, e ainda não acabou, o objetivo de ser campeão nacional parece estar posto em causa. Ainda temos Liga Europa e taça de Portugal, ambos desafios e objetivos muito difíceis. Mas não é hora de baixar os braços nem de autoflagelação, ainda há muito jogo pela frente. Não alimentarei conversa à volta de BC ou de JJ. Nem do VAR. Deixemos as análises e a avaliação para o fim. Bem vistas as coisas, a época não é excelente para outros clubes, afastados de competições várias, apesar de não percebermos isso na imprensa desportiva. Está aí à porta o jogo com o Atlético de Madrid. E o que para nós, neste momento, deve importar é mesmo o próximo jogo. Venha abril. 

Em jeito de balanço do 1º trimestre de 2018, alguns factos:

SPORTING realizou 21 jogos em todas as competições, tendo obtido 11 Vitórias, 5 Empates e 5 Derrotas (3 em março e duas delas na Liga NOS custaram 6 pontos); Marcou 32 golos e sofreu 16; 

Venceu a Taça da Liga (por penaltis nas meias finais e na final);

Liga NOS:

Em Alvalade obteve só vitórias nos 6 jogos disputados (Marítimo, Aves, Guimarães, Feirense, Moreirense e Rio Ave); não sofreu golos e marcou 13.

A jogar fora sofreu 3 derrotas (Estoril, Porto e Braga), 2 empates (Benfica e Setúbal) e 2 vitórias (Tondela e Chaves); sofreu 9 golos e marcou 7.

Liga Europa:

Em casa 1 vitória e 1 empate (5 golos marcados e 3 sofridos); fora, 1 vitória e 1 derrota (4 golos marcados e 3 sofridos)

 

Março, dia: 

31: Braga (fora, D 1-0 ; Liga NOS)

18: Rio Ave (casa, V 2-0; Liga NOS)

15: Plzen (fora, D 2-1 ; 2ª mão  1/8 da Liga Europa)

12: Chaves (fora, V 2-1; Liga NOS)

8: Plzen (casa, V 2-0; 1ª mão  1/8 da Liga Europa)

2:  Porto (fora, D 2-1; Liga NOS)

Fevereiro, dia:

26: Moreirense (casa, V 1-0; Liga NOS)

22: Astana (casa, E 3-3; 2ª mão  1/16 da Liga Europa)

19- Tondela (fora, V 2-1; Liga NOS)

15: Astana (fora; V 3-1; 1ª mão 1/16 da Liga Europa)

11: Feirense (casa, V 1-0; Liga NOS)

7: Porto (fora, D 1-0; 1ª mão da Taça de Portugal)

4: Estoril (fora, D 2-0; Liga NOS)

Janeiro  

31- Guimarães (casa, V 1-0; Liga NOS)

27- Vitória Setúbal (final Taça da Liga/CTT; E 1-1; Sporting vencedor nos penaltis 5-4)

24- Porto (meia final da Taça da Liga/CTT; E 0-0; Sporting vencedor nos penaltis 4-3)

19- Vitória Setúbal (fora, E 1-1; Liga NOS)

14- Aves (casa, V 3-0; Liga NOS)

10- Cova da Piedade (fora, V 2-1; quartos de final Taça de Portugal)

7- Marítimo (casa, V 5-0, Liga NOS)

3- Benfica (fora, E 1-1; Liga NOS)

Factos em números

 

O Sporting está no restrito lote das seis equipas europeias que ainda disputam todas as competições.

 

O nosso percurso europeu nesta temporada já rendeu mais de 20 milhões de euros aos cofres leoninos.

 

Aconteça o que acontecer, bateremos o recorde de número de jogos disputados por uma equipa portuguesa numa só época: já vamos em 48 - vinte dos quais realizados em 2018.

 

Hoje giro eu - Rigor

Por uma questão de rigor, e porque este espaço não é apenas um forum de discussão de ideias mas também pretende informar, devo dizer que, em rigor, a seguir a Dost, o melhor marcador da equipa é Bruno Fernandes (10 golos). Quanto ao melhor assistente absoluto, também, é Bruno Fernandes, com 11 assistências para golo. Jorge Jesus, erradamente, referiu ontem, em conferência de imprensa, Gelson Martins como o portador dessas estatísticas. O ala tem 9 golos e 7 assistências. Fica assim reposta a verdade dos factos, esperando que tenha sido apenas uma "gaffe", pois não quero acreditar que JJ não conheça as estatísticas de jogo.

Os ausentes não jogam, não vale a pena perder tempo a lamentá-lo. Importante é dar moral, confiança a quem vai para dentro do terreno de jogo e saber encontrar as soluções necessárias para que o Sporting se imponha na Amoreira. E isso é o mais importante, numa semana conturbada, marcada por um "timing" de marcação de uma Assembleia Geral inoportuno - porque não após o final da temporada? -, em que, com o Sporting já vencedor de uma Taça da Liga e líder do campeonato nacional, vemos o presidente do clube a ameaçar demitir-se e pedidos nas redes sociais a solicitar a demissão do presidente da AG. Que os nossos jogadores, no campo, saibam dar os tiros certos: não nos pés, mas sim nas redes da baliza de Moreira. 

 

Um jogo que só o 'Record' viu

Não sei que jogo viu o jornalista do Record que hoje atribui o título de "melhor em campo" a Bruno Fernandes. Não vi este jogador iniciar nenhuma jogada de golo, nem fazer qualquer assistência e muito menos resolver o desfecho do desafio, como aconteceu com Mathieu, improvisado ponta-de-lança que soube mostrar a alguns colegas lá da frente como se ganham jogos.

"Na direita, no meio e até na esquerda: a cruzar, a passar e a rematar. Bruno Fernandes esteve em quase todo o lado e a fazer quase tudo um pouco. Foi incansável e os números mostram-no", escreve esse jornalista, que viu uma partida diferente daquela a que assisti ontem em Alvalade. E anexa dados estatísticos.

No jogo que eu vi, Bruno Fernandes esteve muito longe de ser o melhor em campo. Vi um jogo como assinala o jornalista d' A Bola: "Tentou o golo com remates, mas sem sucesso." Vi-o como hoje descreve o jornalista do Correio da Manhã: "Uma arrancada aos 90'+3 não fez esquecer o desacerto durante grande parte do encontro, quer no passe, quer a rematar."

Um olhar meramente "quantitativo" sobre o desempenho de um jogador é um erro jornalístico cada vez mais comum. E que, por absurdo, conduziria à substituição do repórter por qualquer maluquinho por estatísticas.

Estas devem ser usadas na avaliação dos jogos com a mesma moderação do sal no tempero culinário. Caso contrário, concluímos coisas como esta, avalizadas pelo Goal Point: João Palhinha foi superior a William Carvalho na Liga 2015/16.

Dá para rir, não dá?

Os jornais desportivos e a realidade

Ontem, com o Guimarães, o nosso domínio foi completo. Apesar de rápidos, os jogadores vimarenenses não tiveram uma única ocasião de golo, ao contrário de Doumbia, Bruno César e Acuña. Felizmente que Mathieu, com a elegância que o carateriza, resolveu. Os números são claros, que podem ser vistos na foto, realçando-se a posse de bola do Sporting em 72%. 

stats

Há mais curiosidades estatísticas:

Há 35 anos que o Sporting não chegava à 20.ª jornada sem derrotas: 2018 com Jorge Jesus e em 1982 com Malcolm Allison (Campeão). É a 2.ª vez que o Sporting chega aos 50 pontos em 20 jornadas, ambas com Jorge Jesus (2016 e 2018).

Comparando a época atual com a de 2016/2017, à 20ª jornada:

2016/2107: 38 pontos; 11 vitórias, 5 empates, 4 derrotas; 36 golos marcados, 22 golos sofridos

2017/2018: 50 pontos; 15 vitórias, 5 empates, 0 derrotas; 43 golos marcados, 11 golos sofridos

Apesar disto o que vemos, ouvimos e lemos nos jornais desportivos, só podemos ignorar. A realidade é outra, como os factos demonstram.

Hoje giro eu - Ranking GAP

Após 16 jogos realizados esta época - 9 para o campeonato nacional, 1 para a Taça de Portugal, 1 para a Taça da Liga e 5 para a Champions League - o Sporting regista 10 vitórias (62.5%), 4 empates (25%) e duas derrotas (12,5%), com 34 golos marcados (2,125 golos/jogo) e 13 golos sofridos (0,8125 golos/jogo).

 

Ranking GAP:

1) O melhor marcador é Bas Dost (8 golos), seguido por Bruno Fernandes (6) e Gelson Martins (5);

2) Bruno Fernandes é o jogador mais influente, tendo contribuido para 15 golos (44,12% do total), seguido por Bas Dost (12) e Gelson Martins (10);

3) O jogador com mais assistências é Marcus Acuña (5), seguido por Daniel Podence e Bruno Fernandes (4);

4) Contribuiram para os golos 20 jogadores (inclui autogolos do Moreirense e da Juventus);

5) Nesta jornada, destaque para Bas Dost (contribuiu nos 5 golos) e para Piccini (em 3).

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que inclui golos (G), assistências (A) e participação decisiva em lance de golo (P):

 

  G A P
Bas Dost 8 1 3
Bruno Fernandes 6 4 5
Gelson Martins 5 3 2
Marcus Acuña 3 5 0
Doumbia 2 1 0
João Palhinha 2 0 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Jeremy Mathieu 1 0 1
Mattheus Oliveira 1 0 0
Rafael Leão 1 0 0
Adrien Silva 1 0 0
Daniel Podence 0 4 0
Cristiano Piccini 0 1 3
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
William Carvalho 0 0 2
Bruno César 0 0 1
autogolos 2 0 0

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D