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És a nossa Fé!

A porta da rua - e é do lado de fora

Texto de João Gil

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Jordão, um Príncipe do Sporting

 

Com a participação baixíssima que houve na AG não admira que os militantes anti-actuais dirigentes do clube tivessem feito vingar algumas das suas posições. Num contexto mais largo e de maior representatividade contam pouco ou nada.

A lista de nomes foi aprovada. Apesar da minoria de participantes, houve uma maioria que aprovou a ideia e a mesma passou.

Apesar de tudo houve alguma separação de assuntos que não tinham por que ser misturados. Sendo o actual estádio convertido exclusivamente ao futebol, é uma boa lista de nomes. (...) Custa-me perceber, entretanto e como já li, como é que há sócios que votariam contra a lista de nomes aprovada, pela presença do nome de Jordão, um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos, sportinguista desde menino, desde sempre e para sempre.

Só mesmo a ignorância sobre a personalidade, o passado, a história pessoal de Jordão justificam uma posição negativa relativamente à inclusão do seu nome numa das portas do nosso estádio.

Se Eusébio foi o King, Jordão foi um verdadeiro Príncipe do futebol português e do Sporting. Enfim.

 

Tenho pena que hoje o estádio José Alvalade só tenha portas para o futebol e já não tenha portas da maratona por não haver pista de atletismo, ou de ciclismo, onde pudéssemos honrar da mesma maneira um Carlos Lopes ou um Joaquim Agostinho.

No Sporting não faltam nomes para honrar, faltam portas para tantos atletas (m/f) grandes e merecedores da admiração dos Sportinguistas.

 

Para os alarves que insultam dirigentes e consócios em AG e que ainda tentam impedir a normal vivência democrática do clube é que só há uma porta onde merecem estar. A porta da rua - e é do lado de fora.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

As portas do estádio

Quase metade dos escassos sócios presentes na última assembleia geral do Sporting votou contra a atribuição dos nomes das portas do nosso estádio a glórias do Clube. Estes nomes, em concreto: Damas, Hilário, Stromp, Jordão, Cinco Violinos, Yazalde e Manuel Fernandes

Uma medida que devia ter sido aprovada por unanimidade e aclamação acabou por passar à tangente no conclave leonino. Com 44,6% votos contra.

Questiono-me quais os nomes eleitos por estes que se insurgiram contra ídolos históricos do Sporting. 

Talvez preferissem que as portas passassem a chamar-se assim:

Porta 1 - Bruno

Porta 2 - Miguel

Porta 3 - Azevedo

Porta 4 - Gaspar

Porta 5 - De

Porta 6 - Carvalho

 

Já os imagino, eufóricos, batendo palminhas e dando pulinhos de satisfação perante tal cenário.

Coisa linda.

Os jogadores sabem que a paz neste clube custou-nos muito

Ontem voltei a Alvalade, não para o meu lugar de Gamebox mas para outro não muito distante.

A última vez que lá tinha estado foi em 8/3/2020, no primeiro jogo do Rúben Amorim ao serviço do Sporting.

Um jogo marcado por uma manifestação contestatária à porta, um ambiente crispado nas bancadas, uma irritação geral a que nem a vitória fácil e facilitada contra o Desportivo das Aves pôs cobro.

Depois o futebol parou, voltou, uma época acabou com o Sporting em quarto lugar, outra começou com o Sporting eliminado das competições europeias e terminou com o Sporting campeão nacional e uma viagem triunfal pelas ruas de Lisboa.

Outra entretanto começou. Os sócios e adeptos voltaram às bancadas, e o ambiente agora é completamente diferente, uma comunhão perfeita entre equipa e sócios e adeptos, uns a puxar pelos outros, as bancadas funcionam como o 12.º jogador que devem sempre ser. Obviamente com algumas questões a resolver, mas há uma grande paz, apesar de tudo, naquelas bancadas.

Para que essa paz fosse possível muito devemos a Rúben Amorim, o autor destas palavras: «Os jogadores sabem que a paz neste clube custou-nos muito.» Não nos esqueçamos disso.

Muito obrigado a todos.

E vamos ao que interessa. Muitos objectivos para conquistar este ano. Vamos a eles!!!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Estou pronta para que comece (e corra bem)

O meu certificado só fica válido este fim de semana, por isso fiz teste, comprei bilhe... esperem, a ordem foi outra: comprei o meu bilhete quarta, ontem fui fazer o teste antigénio na farmácia, cujo relatório recebi ao fim do dia (negativo) e hoje vou ao jogo.

Volto hoje a Alvalade. Desde dia 8 de Março de 2020 que não vou "a casa". Foi dia de Sporting - Desportivo das Aves, foi dia de estreia de Amorim. Jogámos contra 9 e vencemos 2-0. Depois confinámos sem saber bem que esperar, fez-se o resto da época como se pôde. A seguir, 2020/21 correu bem, tão bem, à equipa de futebol do Sporting...

Hoje será dia de celebrar um regresso, um reencontro, duas taças e um campeonato! As horas não passam, só quero (e vou) lá estar. 

Que nos corra bem! 

Coisas que eu mudaria nas imediações do Estádio de Alvalade

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À medida que se vai conhecendo a "Cidade Sporting" verifica-se um muito melhor aproveitamento do espaço entre o estádio e o pavilhão João Rocha. No entanto, e a meu ver, a "Rotunda do Leão", na sua presente forma, deveria ser revista. Nem tanto pelos motivos que referi aqui: o tempo, e a gravidade, encarregar-se-ão naturalmente desse verdadeiro culto da personalidade que é uma das inscrições na estátua do leão.

Obviamente acho muito bem que exista uma estátua ao leão no exterior do estádio. Não estou a discutir os méritos estéticos daquela estátua em particular. O que eu contesto naquela estátua (além das inscrições laterais, ou pelo menos uma delas) é a sua colocação e a sua orientação.

Parece-me óbvio que qualquer estátua deveria ter a frente voltada para o exterior do estádio. Quem tirar uma foto ao enquadramento da estátua com o estádio só pode fotografar o traseiro do leão. Quem fotografar a estátua de frente ou de lado não apanha o estádio. Uma foto isolada daquela estátua não permite reconhecer o local. A isto acresce que o leão deve ser visto por quem chega ao estádio. Assim como está, ainda mais estando ao lado da garagem, aquela estátua funciona como uma despedida de quem sai da garagem do estádio. É isto que se pretende?

Falei em tirar fotografias. Qualquer visitante do estádio e do museu desejaria ter uma foto sua ao lado da estátua. Isso é muto difícil com aquela estátua, pelo menos com aquela configuração. Não há nenhum espaço pedonal ao seu lado. Quem tentar tirar uma foto ao lado da estátua arrisca-se seriamente a ser atropelado.

Haveria necessidade de colocar aquela estátua numa rotunda, com tanto espaço pedonal disponível entre o estádio e o pavilhão?

Aquela "Rotunda do Leão" é, sem tirar nem pôr, uma rotunda de província. Deve ter sido projetada por algum amigo do comendador Marta Soares.

Coisas que eu mudaria no Estádio de Alvalade (II)

Uma vez que o estádio está a ser alvo de (bem vindas) remodelações, eu espero que sejam removidas as faixas alusivas às claques existentes no topo sul, por trás da baliza de onde costumam surgir os petardos (simétricas das alusivas aos títulos que referi anteriormente nesta publicação). Não estou a defender a extinção das claques nem a discutir os seus apoios, mas elas não devem estar presentes de forma permanente no estádio, como se fossem entidades oficiais que fazem parte do clube. Não devem ter esse estatuto. As claques que façam as suas próprias tarjas e que as pendurem. As claques é que se devem adaptar ao estádio, e não o estádio às claques.

As cadeiras verdes

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A partir de 2 de maio, tem início o processo de substituição das cadeiras coloridas por cadeiras verdes, com algumas zonas a branco, para inclusão de lettering alusivo ao Clube.

Aspiração antiga dos Sportinguistas, a substituição decorrerá em duas fases e estará terminada em 2022.

Posso fazer um pedido? Podem repintar as escadas de um verde menos folclórico? Eu sei que o facto de o verde estar a cobrir o amarelo tem impacto na cor final, mas... é feio, pronto.

 

(imagem retirada da página do Sporting Clube de Portugal no Facebook)

Público em Alvalade

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Vejo a foto que ilustra este texto de Luís Lisboa e recordo com inveja os tempos em que o público cantava “O mundo sabe que”. Estes novos tempos, tempos esquisitos que vivemos, impedem que esse público não possa assistir, ao vivo, à brilhante época que o Sporting tem feito. Não vou repetir a pergunta de José Peseiro fez e que aqui o Pedro Correia deu eco, sobre se esses bons resultados seriam possíveis com público - principalmente aquele público -, vou tão só lamentar que esse mesmo público, aquele que verdeiramente gosta do Sporting, não possa aplaudir estes jogadores, esta equipa técnica, que merecem esses aplausos.

 

A foto inicial deste texto, foi tirada por mim no último jogo que assisti em Alvalade, a 27 de Abril de 2019 (Sporting – 2, Vit. Guimarães – 0).

 

P.S.- Pisco, amigavelmente, o olho a Pedro Oliveira para repetir que, felizmente, sempre que assisti, ao vivo, a jogos do Sporting só festejei vitórias.

Nem um passo atrás

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Foto: Manuel de Almeida / Lusa

 

Sete meses depois, o estádio José Alvalade voltou a ter público. Não aquele público de que muitos de nós fazemos parte - com lugares cativos, bilhetes de época ou ingressos jogo a jogo. Mesmo assim, há que registar o facto. Com satisfação e até alegria. Porque foi vencida uma absurda barreira que tardava a ser levantada pela Direcção-Geral da Saúde, entidade que foi dizendo quase tudo e o seu contrário sobre a pandemia enquanto mantinha uma inabalável recusa de "desconfinar" os espectáculos desportivos, em particular o futebol. Enquanto autorizava viagens aéreas em voos lotados, o regresso dos concertos, das sessões de cinema, dos espectáculos teatrais, dos circos e das touradas, enquanto permitia manifestações e concentrações de rua promovidas por forças partidárias, movimentos cívicos ou grupos espontâneos de cidadãos, enquanto dava luz verde a eventos tão diversos como a Festa do Avante no Seixal, o concurso hípico de saltos internacionais em Esposende ou a realização do Grande Prémio de Fórmula 1 em Portimão.

Como se nós, aqueles que durante anos costumávamos ir à bola, ajudando assim a financiar os clubes e a promover o desporto como baluarte da saúde pública, estivéssemos marcados por uma espécie de capitis diminutio para efeitos de cidadania responsável: os burocratas de turno na DGS imaginam-nos como perigosos transmissores de vírus enquanto frequentadores de um estádio. Não num restaurante ou num hotel ou num comício ou numa plateia de rábulas humorísticas ou enquanto utentes de transportes públicos. Para estas luminárias, só o desporto (não motorizado nem centrado em provas hípicas) está empestado.

 

Há que saudar a Federação Portuguesa de Futebol por ter conseguido derrubar o tabu: de algum modo, os 2500 espectadores que ontem marcaram presença nas desguarnecidas bancadas do nosso estádio para assistir ao amigável Portugal-Espanha (que terminou sem golos) foram pioneiros. Antecipando um regresso à normalidade possível.

A partir de agora, nem um passo atrás. Aberto o precedente, a autoridade sanitária não poderá negar à Liga de Clubes aquilo que autorizou à Federação Portuguesa de Futebol. Os jogos com público deverão ser retomados a curto prazo. Com bilhetes nominais, intransmissíveis e disponibilizados on line a cada adepto devidamente identificado, além do escrupuloso cumprimento das normas em vigor: uso permanente de máscara, higienização das mãos, controlo da temperatura à entrada do recinto e lugares atribuídos de acordo com o distanciamento físico sanitariamente recomendado.

Sem mais desculpas esfarrapadas. Porque futebol sem público é futebol amputado. E uma sociedade que força pessoas saudáveis a permanecer em casa por prazo ilimitado é uma sociedade doente.

Vazio

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O Sporting joga mais logo, a partir das 20 horas: recebe o Lask Linz em pré-eliminatória da Liga Europa. Sem um só espectador nas bancadas. 

O nosso estádio permanece interdito ao público para jogos do campeonato e das competições europeias, embora já não o esteja para os desafios da selecção nacional. Tudo em nome das mesmas normas sanitárias, com chancela da Direcção-Geral da Saúde.

Alguém entende isto? Eu não.

Coisas que eu mudaria no Estádio de Alvalade (I)

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A discussão sobre a nomeação da Academia do Sporting como Academia Cristiano Ronaldo leva a que eu inicie uma série de três textos sobre três alterações que eu faria no Estádio José Alvalade e nas imediações. Não vou referir alterações com que mais ou menos todos concordam (a supressão do fosso e certos aspetos estéticos como a cor das cadeiras). Pretendo referir-me a outros aspetos. Há algum tempo que eu planeava escrever estes textos. A presente situação (em que infelizmente, mas justificadamente, não podemos ir a Alvalade) pode motivar esta reflexão, durante esta ausência tristemente tão prolongada.
Ao separar os lugares A e B, na bancada norte, existe uma faixa (visível na fotografia) com a enumeração do número de títulos, nacionais e europeus, no futebol e nas outras modalidades. Títulos do Sporting, obviamente. A isto acrescem as várias medalhas olímpicas conquistadas por atletas do Sporting, contribuindo para que o clube seja justamente a maior potência desportiva nacional desde 1906, como é anunciado a meio. Até aqui tudo bem - perfeitamente de acordo. Só que, incompreensivelmente, à direita são anunciados "2 FIFA World Players - Figo & Ronaldo". Como se estes "FIFA World Players" fossem títulos do Sporting. Não são, obviamente. São títulos daqueles dois jogadores, formados pelo Sporting, e de quem o Sporting se deve orgulhar. Mas são títulos (no caso do Ronaldo, são muitos!) que não foram conquistados ao serviço do Sporting, e com os quais o Sporting não tem nada a ver. A lista de títulos do Sporting é suficentemente longa e rica para o Sporting e os sportinguistas dela se orgulharem, sem nenhuma necessidade de lhe estar a acrescentar títulos alheios. Ronaldo e Figo merecem lugar de destaque na Academia do Sporting, sem nenhuma dúvida. Não ali. No lugar daqueles "FIFA World Players", mais valia estarem títulos europeus conquistados por jogadores do Sporting, ao serviço do Sporting: as botas de ouro de Jardel e do saudoso Yazalde - cada uma delas, à sua época, representava um recorde europeu.
A primeira alteração que eu proporia seria portanto esta - a remoção destes "FIFA World Players" que nada têm a ver com o Sporting.

O lugar certo do Sporting (2)

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O Estádio José Alvalade vai receber em Agosto, provavelmente sem público, alguns jogos (penso que três) dos quartos e meias-finais da Champions. Como é óbvio não será a primeira vez que o hino da Champions será ouvido neste estádio, inaugurado em 2003 com a presença do ManUnited, nem será o maior acontecimento desportivo internacional aqui realizado: lembramo-nos de alguns jogos do Euro 2004, incluindo o Portugal-Holanda, e da final infelizmente perdida da Liga Europa de 2005. Para a mesma Champions, o Sporting recebeu em Alvalade as maiores equipas da Europa: Real Madrid (2017), Barcelona (2009, 2018), Bayern Munique (2008), Chelsea (2015), Manchester United (2008) e Juventus (2018), entre outras.

Para que isso aconteça temos de ter uma equipa de futebol que seja integrante assídua da grande competição europeia de clubes que é a Champions, respeitando a competição, e não repetir a estupidez (de alguns) de assobiar o hino, mas também ter um estádio que seja o palco de grandes jogos europeus e mundiais.

A vinda destes jogos para Alvalade, com muitos milhões de espectadores a acompanhar pela TV por todo o mundo, é um passo bem positivo nesse sentido, pelo que estão de parabéns o Sporting e a sua Direcção.

SL

Sócios descalços e humilhados no seu estádio. Isto é unir o Sporting?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Como nota prévia: não sou, nem nunca fui, membro de qualquer claque do Sporting, nem sequer tenho qualquer relação com as mesmas e com quem as dirige. Nunca comprei um bilhete aos GOA e nunca entrei na sede de qualquer um deles.

Tenho Gamebox há 15 anos, 13 dos quais na chamada “curva sul”. Naquela bancada, onde inicialmente apenas estava a Juventude Leonina, conheci várias pessoas que, tal como eu, são sócias do clube e estão completamente fora do mundo ultra. Fiz ali amizades que já ultrapassaram a esfera futebolística. Vivi, com todas elas, momentos de alegria e de profunda tristeza – muitos mais do que merecíamos. Aquela bancada, pelo menos no meu sector, sempre teve um ambiente saudável, de respeito de uns pelos outros e, principalmente, de grande Sportinguismo.
Fui para a Curva Sul ainda no meu tempo de estudante. Escolhi-a, tal como quase todos ali, por ser a mais barata na altura. Mesmo depois de começar a trabalhar e, com isso, ter melhorado as minhas condições económicas, nunca me passou pela cabeça deixá-la. Ali sentia-me em casa.

No entanto, nesta época tudo mudou. Anteriormente, fazia a entrada pela porta 4, junto à Avenida Padre Cruz. Uma porta com poucos problemas de acesso e que funcionava relativamente bem. Com a criação da porta 5, junto à antiga porta 3, a entrada no Estádio tornou-se um suplicio. As longas filas e o desrespeitoso tratamento “obrigaram-me”, nas primeiras jornadas, a mudar de lugar e escolher uma bancada diferente, onde o respeito pelo sócio imperasse. Deixei de estar junto dos meus companheiros de mais de uma década, mas não aguentava mais o “tratamento de gado” a que estava sujeito.

Quando pensei que era impossível o clube tratar o sócio pior do que eu vivera no início de época, espanto-me, mais uma vez, com a capacidade de Frederico Varandas fazer borrada.

Percebo que o comportamento das claques seja preocupante e que nos tenha custado bastante dinheiro em multas, mas não aceito, de maneira nenhuma, que sócios do Sporting Clube de Portugal, principalmente os que nem pertencem aos GOA, sejam humilhados com uma revista, na sua própria casa, que é tão exagerada como estúpida.

Sinto vergonha de uma direção que trata idosos, crianças e mulheres como delinquentes. Sinto vergonha de uma direção que distingue sócios pelo lugar no Estádio. Sinto vergonha dos Sportinguistas que acham esta humilhação normal e aprovam este tipo de desrespeito. 

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

O fosso

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De todos os disparates "taveirísticos" de Alvalade e coisas nunca vistas (lugares vendáveis onde um adulto não consegue encaixar os joelhos, lugares canibalizados pelos ecrans, pingos constantes de água quando chove, casas de banho com degraus à saída, etc, etc, etc), o fosso é talvez a maior aberração, afastando os espectadores do relvado e causando problemas vários de segurança.

Mas existe outro fosso bem mais importante do que esse, o fosso que separa o Sporting dos seus dois principais rivais (vamos ver em que situação fica o Porto com este deslize, muito da responsabilidade do Sérgio "big balls" Conceição, o que prova mais uma vez que exigência e atitude sem competência não serve de nada), motivado pela ausência do título maior nacional, pelas ausências sucessivas da Champions, pela crise na formação e consequentemente pela disparidade de orçamentos e pelos encaixes nas vendas.

Com Bruno de Carvalho houve uma aposta no estreitamento desse fosso e de aproximação aos rivais, e a aposta em Jorge Jesus foi instrumental desse ponto de vista, facilitando o acordo com a NOS, mas teve pontos fracos evidentes como o definhar da formação e a incapacidade de relacionamento com agentes e estruturas de poder do futebol, e, como na anedota do escorpião, a sua natureza levou a melhor e conseguiu enredar-se num emaranhado de ódios e traficâncias internas que originaram o assalto terrorista à própria estrutura do futebol e um rombo financeiro e desportivo colossal na SAD.

Com Frederico Varandas assistimos a um esforço importante de recuperação da SAD e da formação, mas os resultados levam tempo a aparecer e o facto é que o fosso alargou-se, sendo o que aconteceu na Supertaça um sonoro aviso, fomos derrotados por 5-0 pelo maior rival, que apresentou cinco jovens valiosos da formação, isto depois de ter vendido mais um por uma verba impressionante, jovem esse que está a deslumbrar Madrid e os espanhóis. O que não é fácil. (Desculpem lá, mas o jovem é da "minha terra" e gosto dele). Outro aviso importante é a saída directa de jovens de Alcochete para o rival. 

E quando ouvimos falar em baixar orçamentos e vender os poucos craques que temos, Bruno Fernandes, Bas Dost e Acuña, quando olhamos para os reforços de Verão e vemos suplentes, quando olhamos para a formação e vemos a saída de quase toda a faixa 22-24 por falta de qualidade, quando olhamos para a estrutura técnica e notamos uma grande fragilidade pese embora alguns titulos já alcançados (que muito devemos agradecer e valorizar), então ficamos com a sensação que o fosso está a aumentar e que pode assumir proporções irrecuperáveis.

O ecletismo do Sporting Clube de Portugal não nos pode fazer esquecer que o futebol é a mola real do clube, e não é aceitável que fiquemos a lutar com o Braga e Guimarães pela 3.ª posição nacional, pelo que terão de ser encontradas fórmulas de investimento criterioso e responsável na SAD e uma liderança técnica que exponencie os valores existentes. 

 

PS: Trata-se dum tema e dum debate importante para o Sporting e agradecia apenas comentários de quem paga as quotas (exceptuando obviamente quem não as paga por motivos de força maior), porque a opinião dos outros pouco ou nada me interessa.

SL

Cinco Violinos

Nos poisos do costume, o habitual coro de órfãos e viúvas apressou-se a celebrar com júbilo a derrota do Sporting, por 1-2, frente ao Valência, vangloriando-se de ver na televisão o «estádio vazio» por alegada ausência de adeptos em Alvalade nesta mais recente edição do Troféu Cinco Violinos.

Um desses órfãos até veio aqui lembrar, por alegado contraste, as putativas «casas cheias» de outros tempos. 

A este e outros desmemoriados, lembro os números de espectadores presentes no nosso estádio nas últimas seis edições deste troféu.

2014: 31 mil espectadores
2015: 38 mil espectadores
2016: 30 mil espectadores
2017: 37 mil espectadores
2018: 18 mil espectadores
2019: 32 mil espectadores

Breves conclusões:

  • Este ano estiveram (estivemos) mais 14 mil do que no ano passado. Quase o dobro.
  • No tempo anterior, nunca se registou «casa cheia» no Cinco Violinos.
  • Desta vez houve mais espectadores nas bancadas do que em 2014 e 2016, anos ainda sem órfãos nem viúvas.
  • Mesmo em tempo de "pós-verdade", convém não formular opiniões com base em aldrabices nas redes que são facilmente desmentidas pelos factos.

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