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És a nossa Fé!

Algo que gostaria de entender

O início da época futebolística em Itália é só no próximo fim de semana. Já em Espanha o início da época é como a hora de jantar: no início de Setembro. São dois países produtores de azeite e vinho como Portugal. Por que razão cá se segue um calendário à inglesa, com as primeiras jornadas do campeonato a decorrerem com a maioria dos portugueses de férias? (Já referi neste blogue a minha proposta: em Agosto deveria jogar-se a fase de grupos da Taça da Liga.)

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ronaldo unlimited

Estava o jogo na sua alvorada e já Cristiano Ronaldo "comia" Nacho(s) como aperitivo para o que viria a seguir. Finta, falta, penálti e primeiro golo. De seguida, servido por Bruno Fernandes, CR7 assistiu auspiciosamente Gonçalo Guedes mas ao valenciano faltou espontaneidade. Portugal era mais perigoso mas a Espanha marcou numa jogada atípica, que foi uma traição ao seu tiki taka: lançamento longo para Diego Costa e este, sozinho contra três defesas, conseguiu empatar.

 

Os "nuestros hermanos" ficaram por cima do jogo e Portugal não mais conseguiu atinar com o passe/repasse espanhol. Acontece que o futebol é imprevisível e após um remate forte de Cristiano, De Gea abriu a capoeira, permitindo aos lusos irem para o intervalo na frente. 

 

No segundo tempo intensificou-se a pressão espanhola. Os portugueses defenderam um livre como se fossem uma equipa dos regionais e de uma forma simples a Espanha chegaria a nova igualdade. Quase de seguida, os comandados de Fernando Santos mostraram falta de intensidade defensiva, desperdiçaram duas/três oportunidades de aliviarem a bola das imediações da sua área e esta sobrou para Nacho que marcou um golaço. 

 

Subitamente, estávamos pela primeira vez em desvantagem no marcador e a Espanha parecia uma Armada Invencível. Mas, o nosso Francis Drake, o capitão Cristiano Ronaldo não dorme em serviço. O madeirense ganhou uma falta à entrada da área e ele próprio a converteu, aplicando um remate potente com a parte de dentro do seu pé direito que contornou sublimemente a barreira espanhola e entrou junto ao ângulo superior da baliza espanhola. De Gea, colocado do outro lado, permaneceu imóvel, olhando, qual controlador aéreo. O mundo inteiro pôs as mãos na cabeça, Florentino Perez colocou as mãos na carteira. É que tudo leva a crer que este "hat-trick" lhe vai sair muito caro.

 

E assim terminaria um jogo em que, se a Espanha foi como o ferro (Hierro, em castelhano), Ronaldo foi como o aço.

 

Portugal revelou desinspiração na frente (Guedes e Bernardo), falta de intensidade no miolo (William e Moutinho) e fragilidade na zona central (Pepe e Fonte). É justo dizer que hoje (ou quase sempre?) Cristiano foi o salvador da pátria.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Cristiano Ronaldo

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A ver o Mundial (2)

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O MELHOR É ELE. E MAIS NINGUÉM

 

Complexo de inferioridade? Deslumbramento? Sorte? Incapacidade de gerir uma vantagem que pareceu caída do céu? Falta de intensidade? Confiança no melhor de todos para corrigir as asneiras de vários?

Talvez um pouco de tudo isto.

Portugal estreou-se hoje no Campeonato do Mundo na Rússia defrontando uma velha rival: a selecção espanhola, campeã mundial de 2010 e bicampeã europeia (2008, 2012) antes do nosso inesquecível triunfo no Parque dos Príncipes, vai fazer dois anos. Estivemos à beira de perder, empatámos quase in extremis e podíamos até ter vencido mesmo ao cair do pano.

 

Houve de tudo nesta emocionante partida. Começámos a vencer no duelo ibérico disputado em Sochi, iam decorridos 3 minutos, com um penálti convertido por Cristiano Ronaldo a castigar uma falta que talvez o árbitro não marcasse noutra circunstância. Tivemos um período de algum protagonismo nessa primeira parte mas depressa cedemos domínio territorial aos espanhóis, que tanto apreciam a posse de bola. Exagerámos de tal maneira nesse dispositivo táctico que logo se prenunciou o golo do empate, convertido por Diogo Costa - após descalabro defensivo português de que o próprio guarda-redes não está isento.

O intervalo aproximava-se quando nos sorriu novo golpe de sorte: outro golo de Ronaldo, aproveitando um frango do  tamanho de um peru do guardião espanhol, De Gea. E assim, com vantagem por 2-1, chegámos ao segundo tempo. Em que, aí sim, levámos um banho de bola do onze que há dois dias deixou de ser dirigido por Julen Lopetegui.

A selecção espanhola - com 62% de posse de bola na totalidade do jogo - revelou-se um conjunto afinadíssimo, sob a batuta de um maestro genial chamado Iniesta. Os nossos flancos, entregues a Bruno Fernandes e Bernardo Silva, não funcionavam. A defesa tremia a cada investida castelhana. E à frente Ronaldo, único que teimava em dar luta, permanecia desacompanhado: Gonçalo Guedes revelou-se uma nulidade.

 

De rajada, com quatro minutos de intervalo, sofremos dois golos - mais um do hispano-brasileiro e outro de Nacho. A equipa implorava por mexidas que chegaram tarde mais felizmente ainda a tempo: entre os minutos 68 e 70 Fernando Santos fez sair Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Guedes, mandando entrar João Mário, Quaresma e André Silva. Portugal melhorou. Mas apenas Ronaldo fez a diferença. Foi ele - uma vez mais - a inventar um golo. O nosso terceiro, o do empate com Espanha, ao cavar um livre aos 88', exemplarmente marcado com o seu monumental pé-canhão.

Empate precioso, resultado lisonjeiro para as nossas cores, mas que premeia o desempenho do melhor jogador do mundo: 151 internacionalizações, 84 golos marcados com a camisola das quinas, maior marcador europeu de todos os tempos, único a marcar três a Espanha numa fase final de uma grande competição do futebol.

É ele, é ele - e mais ninguém.

 

Não festejo empates. Mas reconheço que não é nada mau empatar com Espanha na abertura de um Mundial.

Agora já podemos enfrentar com maior tranquilidade o jogo contra Marrocos, em Moscovo, na próxima quarta-feira.

Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que vai assistir in loco. Acredito que nos servirá de talismã.

 

O melhor - Cristiano Ronaldo. Marcou três golos: um de penálti, outro de bola corrida, outro de livre directo. E foi ele a sofrer as faltas que deram origem à grande penalidade e ao livre. Iguala Pelé, Seeler e Klose a marcar em quatro Mundiais. Impressionante.

O pior - Gonçalo Guedes. Fernando Santos apostou nele, em vez de André Silva, na posição mais avançada. Aposta falhada: o ex-benfiquista desperdiçou um golo cantado, a passe de CR7, aos 22', e falhou a marcação a Busquets na assistência para o segundo golo espanhol. Para esquecer.

 

Portugal, 3 - Espanha, 3

El José Alvalade se sentía Roma, se sentía Madrid.

Autora desta expressão? Patrícia Cazón, a espanhola que na semana passada decidiu olhar nos olhos os jogadores ainda no túnel, em Madrid. Muitos sportinguistas ficaram impressionados com o que então leram (ver foto abaixo), sobretudo porque estavam frustrados com os falhanços que deram origem aos golos, e outro que não deu golo ao cair do pano. 

A curiosidade fez-me pesquisar a mesma autora, hoje, após o jogo de Alvalade. E o que escreveu no As. Vale a pena ler. Fica o link:

https://as.com/futbol/2018/04/12/uefa/1523557708_787319.html?autoplay=1 

e a transcrição parcial:

La esencia rojiblanca quedó sobre la hierba del José Alvalade. Porque nadie sufrir como el Atleti, sobrevivir en el alambre. Es semifinalista pero tembló, tembló mucho en Lisboa, ante un gran Sporting. Estaba en el aire, en la semana europea, en esos tres minutos finales en los que el Sporting sólo era balones colgados sobrevolando a Oblak. Buscaba ese gol, el de la prórroga, ante un Atleti tembloroso. Lo intentaba Petrovic, Doumbia o Fernandes. Pero una vez el balón se fue fuera. Y otras, se topó con Saúl, con Savic, con Godín, hasta que el árbitro pitó y lo tres pudieron volver a respirar. Eran semifinalistas. Cuánto había costado.

Desde el túnel salieron los dos equipos formados como ejércitos. El Sporting sobre todo. Rui Patricio iba primero. Nada de bromas, pensando sólo en el balón. Jorge Jesús reforzó su equipo desde la alineación. Quería control, un tercer central, Pinto, por si a Coates y a Mathieu les daba por el show, como en el Metropolitano. Sólo había una manera de espantar la tormenta, no la que caía del cielo la otra, la del palco, desde el fútbol, con una remontada.

Desde el primer balón, buscó el gol rápido. Agarrado a la bota de Gelson Martins, cada uno de sus eslalon era un latigazo, un miedo, un agujero. Avisó el Sporting, con un remate de Acuña que buscaba la escuadra y respondió Costa con un cabezazo en plancha que se fue a un palmo del palo y resultó estrella fugaz: tardaría el Atleti en volver por allí. El José Alvalade se sentía Roma, se sentía Madrid. Golpe a golpe, contra a contra, con autoridad, el Sporting fue encerrando a los rojiblancos. Coates quiso ser Manolas con un cabezazo que buscaba red, el miedo en cuerpo rojiblanco, pero esa la salvó Oblak. Se suspendió en el aire para sacarla con la yema de los dedos. Su mano milagrosa de cada partido. Ante sus ojos, su equipo se había deshecho bajo la lluvia. Sin chispa ni contras. Sin asistencias de Koke, sin control de Gabi, sin remates de Costa, sin juego de Grizi, fiado sólo a la guarida de sus guantes.

Esos mismos a los que Fredy Montero les encontró un resquicio. Fue después de que Jorge Jesús perdiera a Mathieu, y Lucas un golpe en el pómulo que en el descanso le dejaría bajo la ducha. Fue después de que Acuña se hiciera el enésimo llavero con Juanfran: Oblak falló por alto y Montero cabeceó en el segundo palo mientras Saúl y Savic se miraban. El marcador confirmaba el juego. El Atleti era un equipo atemorizado, miedoso y pobre, ante un Sporting agigantado sobre las recuperaciones de Bruno Fernandes y los pasillos que Acuña encontraba a la espalda de Juanfran. Nueve veces le disparó a Oblak sólo en la primera parte. Nueve.

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 Quem diria, apenas uma semana depois...

 

Hoje giro eu - Em Espanha não há VAR

Um escândalo hoje em Nou Camp.

Luis Suárez simulou de forma grosseira uma falta, num lance em que Keylor Navas não lhe toca, e foi premiado pela equipa de arbitragem. Resultado: penalty e golo do Barcelona.

Cristiano Ronaldo sofreu um toque no ombro (fora da área) e um pequeno encosto na anca (já na área catalã), caiu e foi admoestado com um cartão amarelo por alegada simulação. Resultado: não foi assinaldo penalty (nem falta) a favor do Real e Ronaldo foi expulso.

As televisões espanholas falam na necessidade urgente do VAR.

Parabéns à FPF pelo pioneirismo e pela coragem na implementação imediata do vídeo-árbitro, independentemente de opiniões de "velhos do Restelo" que preconizam que o VAR vai "matar emocionalmente o futebol". Eu prefiro não viver essas "emoções"...

 

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E em Portugal?

A justiça espanhola tem vindo a apertar o cerco à evasão fiscal no futebol, que durante décadas passou impune. Sem poupar sequer os grandes astros da modalidade.

Lionel Messi foi condenado - com sentença já transitada em julgado - por defraudar a administração tributária em 4,1 milhões de euros. Por sua vez, Cristiano Ronaldo está a ser ouvido num inquérito a propósito da suposta fuga ao fisco num valor de 14,7 milhões de euros relativos a direitos de imagem.

Impõe-se a pergunta: quando terá a justiça portuguesa oportunidade ou coragem para investigar todos os contratos dos jogadores de futebol profissional?

O ódio mais rasteiro

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Há jornais assim. Capazes de pôr o ódio clubístico mais rasteiro acima do primeiro mandamento do jornalismo, que é a expressão da verdade sem preconceitos de qualquer espécie. Veja-se a capa de hoje do diário Mundo Deportivo, que se publica em Barcelona. O título mais destacado - espantemo-nos - fica reservado ao prolongamento por um ano do contrato que liga Iniesta ao maior clube catalão. A meia-final madrilena da noite de ontem vem quase escondida, sob um título carregado de indisfarçável aversão ao melhor jogador do mundo: "Cristiano prolonga o pesadelo". E um "destaque" que assinala isto: "Um hat trick do português, iniciado com um fora-de-jogo."

Exemplo de jornalismo - mas pela negativa. Por cá, infelizmente, também há casos destes. Que ajudam a explicar o crescente divórcio entre leitores e jornais.

Lá, tal como cá!

Era já noite quando vi a Real Sociedad jogar contra o Barcelona treinado por Luiz Enrique. Um jogo empolgante que terminou com um (injusto) empate a uma bola.

Porém deste clássico retenho duas coisas importantes:

a primeira foi a forma acutilante e corajosa como a equipa de S. Sebastian se bateu em campo contra o campeão em título;

a segunda tem a ver com o árbitro do encontro que prejudicou, e de que maneira, a equipa que jogava melhor futebol.

Ora sempre pensei que a característica de maus árbitros fosse coisa bem lusa. Porém, perante o que me foi dado observar, lá tal como cá, também têm árbitros... fraquinhos, fraquinhos!

O que escreveram em Espanha

Alfredo Relaño, As: «El Sporting se sentirá ahora desdichado, maltratado por la fortuna, y con razón. Jugó muy bien, mucho mejor que el Madrid, tenía el partido ganado en el 89’ y lo perdió de golpe. (...) Muy buen equipo este Sporting. Abajo y arriba, juntos, solventes, serenos. Buen mando de William Carvalho en la media, manejo del tico Bryan Ruiz, un peligro tremendo a la derecha del ataque, Martins, el merodeo de Bruno César... Me gustó prácticamente todo.»

 

Daniel Calle, El Español: «Con uno de los despliegues de aficionados más amplios y ruidosos en años en el Bernabéu, el equipo portugués trasladó su poderío en las gradas al césped. Qué manera de dominar tácticamente un partido. Parecían ellos los campeones y el Madrid los visitantes. Jorge Jesus, el excéntrico técnico portugués, se comió a un Zidane dormido. (...) Jesus maniató al Madrid, ahogó su salida de balón, electrocutó todas sus ideas y acabó llevando el partido por donde quería.»

 

Hughes, ABC: «Se supo que el Sporting era un equipo de una pieza en el cuarto o quinto segundo. Eso se nota. Es como lo que Raoul Walsh dijo de John Wayne: "Cuando coge el rifle el hijo de puta parece un hombre." (...) En el 20, el Sporting ya adormeció el partido. No era un equipo serio, era un equipo excelente. Menudo central es Semedo, menudo medio es William, qué rapidez la de Martins y César arriba y cuánta clase en la zurda del tico Bryan Ruiz.» 

 

Jesús Garrido, El Confidencial: «Todo empezaba en la pareja Carvalho-Silva en el medio y avanzaba hasta Dost y Ruiz. Fue más incisivo Martins en la derecha, pero acabó marcando Bruno, el de la izquierda. Fue tras un rebote en una jugada embarrada, pero pudo llegar en muchas otras oportunidades.»

 

José Aguado, La Razón: «El líder de la Liga portuguesa se plantó ayer en el Bernabéu con el descaro de los equipos que no tienen miedo y con el buen hacer de los conjuntos bien trabajados. (...) El Sporting supo apretar bien a Modric y Kroos y ambos pasaron por el partido de puntillas, sin marcar el ritmo en ningún momento.»

 

José Samano, El País: «El Madrid evitó un chasco con goles de Cristiano y Morata en el penúltimo y último suspiro. Hasta entonces, el equipo se vio ante un inopinado precipicio. (...) Parasitado el Madrid, el Sporting desfiló con una sorprendente fluidez. El club lisboeta siempre fue la gran factoría del fútbol portugués y, pese a su escaso vuelo en Europa, ahora tampoco le faltan buenos peloteros, caso de Adrien Silva, William Carvalho y esa veta juvenil que es Gelson Martins.»

 

Josep M. Artells, Mundo Deportivo: «El Real Madrid siempre gana así. Fue netamente inferior al Sporting pero remontó en la última jugada del descuento. De fútbol, mejor no hablar porque solamente lo puso el valiente equipo de Jorge Jesus que fue ganando hasta que Cristiano empató en el minuto 88 transformando una falta inexistente, otro clásico.»

 

Orfeo Suárez, El Mundo: «Remontada ante un magnífico Sporting que no mereció perder. (...) Existen dos tipos de velocidad, la física y la mental. En un mediocentro es más importante la segunda. El portugués [William Carvalho] la tiene. Mientras trota, da soluciones rapidísimas.(...) El histriónico Jorge Jesús, pese a su expulsión, ganó la batalla a Zidane.»

 

Oriol Dotras, La Vanguardia: «Un gol de Cristiano Ronaldo en el 88’ y otro Álvaro Morata con el tiempo cumplido dieron al campeón los primeros tres puntos de esta fase ante un dignísimo Sporting de Portugal. (...) Incluso se atrevían los de Jorge Jesús salir jugando el balón para desespero del Bernabeu, que empezó a impacientarse con algunos pitos, sobre todo después de que Bas Dost estuviera a punto de conectar el segundo gol.»

 

Rúben Jiménez, Marca: «Bruno César aprovechó un barullo, una asistencia involuntaria de Modric para ponerle una rosca imposible a Casilla al palo largo. Hubo un runrún en el estadio y con el paso de los minutos alguno hacía cuentas sobre la futura visita a Dortmund, el viaje a Lisboa... Susto.»

Todos a Madrid!

Já lhe chamam invasão. E após o primeiro dia de vendas, não há um que sobre dos quase 4 mil bilhetes destinados ao Sporting para ir a Madrid ver a nossa turma jogar contra o Real, na próxima semana. Serei um dos afortunados, tal qual o nosso colega Frederico Dias de Jesus. Lá estaremos a apoiar os Leões no começo desta aventura europeia com os grandes da Europa, lugar natural da nossa instituição. 

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A ver o Europeu (1)

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As individualidades fazem a diferença no futebol, desporto colectivo? Claro que sim. Uma vez mais isto se confirmou esta tarde em Toulouse, no jogo Espanha-República Checa, a contar para o Grupo D do Campeonato da Europa. Os espanhóis venceram tangencialmente, num desafio em que foram os únicos a procurar a vitória. Mas de nada serviria à Roja a superioridade técnica e táctica se não dispusesse de um jogador de excepção, que persiste em exibir o seu talento depois de já ter conquistado tudo no mundo do futebol: Andrés Iniesta. Foi dele a soberba assistência, aos 87', para o solitário golo de Piqué que desfez enfim o nó atado pelos checos, com 11 jogadores atrás da linha de bola - numa vergonhosa réplica daquilo que dois terços das equipas portuguesas costumam fazer no nosso campeonato quando enfrentam os chamados clubes grandes.

Quem acompanhasse o jogo com atenção, como sucedeu comigo, percebia que o golo espanhol poderia tardar mas não falharia. No entanto seria necessário um laborioso trabalho de paciência para trocar a bola frente à grande área checa, enleando a equipa adversária entrincheirada no seu reduto, onde até o astro Rosicky exercia missão defensiva. Precisão, acutilância e nervos de aço - algo que apenas a maturidade confere, algo só ao nível de Iniesta, Bola de Ouro 2012, campeão mundial e bicampeão europeu.

Continua a ser um prazer vê-lo jogar. No lance decisivo, quando outros já pareciam descrentes, ele fez a diferença. Porque acreditou e trabalhou em função dessa crença, vital no desporto de alta competição. Soube temporizar, soube dominar a bola com notável requinte técnico, soube colocá-la com precisão milimétrica ao alcance de Piqué, seu colega de equipa.

Quem sabe não esquece. E nesta selecção espanhola, inferior à que nos deslumbrou em 2008, 2010 e 2012, são ainda os veteranos a marcar o ritmo e a cadência - como os dois jogadores do Barcelona já mencionados, David Silva e Sergio Ramos.

Em equipa que ganha não se mexe. No Euro 2016 esta promete manter-se inalterável.

 

Espanha, 1 - República Checa, 0

 

Paixão clubística

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Lenços brancos nas bancadas, gritos contra Zinédine Zidane, o treinador contratado apenas há dois meses, e apelos insistentes à demissão do presidente do clube, Florentino Pérez. De tudo isto se viu e ouviu ontem nas bancadas do Santiago Bernabéu, no final do dérbi madrileno entre o Real e o Atlético - dérbi que os merengues perderam por 0-1.

Foi um jogo medíocre, marcado pela extrema contenção defensiva da turma treinada por Diego Simeone, que obteve aproveitamento máximo: o francês Griezmann marcou o disparo que fez a diferença na única oportunidade de golo real de que a equipa dispôs.

Do outro lado, com Isco e James exibindo-se a níveis abaixo do aceitável numa equipa de topo como o Real Madrid, apenas Danilo e  Cristiano Ronaldo teimaram em remar contra a apatia, destacando-se o português com dois cabeceamentos à baliza, travados pelo guardião Oblak.

A nove pontos do líder Barcelona e a quatro do Atlético, o Real despediu-se ontem do título perante quase 80 mil espectadores que não conseguiram disfarçar o desagrado e o enfado face a estes jogadores milionários que em grande parte não procuram sequer cumprir os mínimos. Daí os assobios, os lenços e as vaias.

O Real, sublinhe-se, mantém intactas as aspirações na Liga dos Campeões. Mas aquilo que os adeptos verdadeiramente querem é a supremacia nas competições internas - sobretudo na prova rainha de todas as provas, o campeonato.

Quem se espantar perante esta evidência percebe muito pouco de paixão clubística, fenómeno capaz de inflamar tantos milhões de adeptos nos estádios de futebol.

Assim vai a arbitragem espanhola

http://www.ligabbva.com/3217_valencia/index.html

http://www.ligabbva.com/3217_valencia/index.html

 

O rapaz, que era um poço de disciplina aqui em Portugal, na liga que agora é de NOS, jogou sete jogos, sete, e já levou cinco amarelos, cinco.

Uns incompetentes, os árbitros espanhois, sem dúvida!

 

Um dia destes vou à procura de outras coisas interessantes sobre estes bons rapazes que tão maltratados são no estrangeiro, e que em Portugal eram tão disciplinados, tadinhos...

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