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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

De outra derrota. Desta vez no Bessa: perdemos 1-2. Onze pontos desperdiçados em 21 possíveis. Um desastre, o início da Liga 2022/2023. Não há outra palavra para descrever este percurso ainda curto, com apenas três triunfos (Rio Ave, Estoril, Portimonense), somados a um empate (Braga) e três derrotas (FC Porto, Chaves e agora Boavista). Os axadrezados não nos venciam há 18 jogos em casa, desde a Liga 2007/2008.

 

De Rúben Amorim. Há que apontar o dedo ao treinador. Por dois motivos: comete o erro de repetir o onze inicial da partida anterior, da Liga dos Campeões, contra o Tottenham - com o desgaste daí inerente - e só se convence que tem mesmo de mexer na equipa já muito tarde: as primeiras substituições por opção técnica e táctica ocorreram só aos 75'. 

 

Da lesão de Coates. Exemplo mais evidente da fadiga muscular que afectou vários jogadores, aos 70' o nosso capitão agarrou-se à coxa e fez sinal que precisava de sair. A equipa ressentiu-se de imediato da ausência dele, até porque Amorim viu-se forçado a fazer adaptações - o que nem sempre tem dado bom resultado, como voltou a acontecer.

 

Do excesso de lesionados. Neste momento, com a lesão de Coates (oxalá não seja grave), ficámos sem centrais destros de raiz. Após as paragens de St. Juste (que será feito dele?) e Neto. Motivo de grande preocupação, até por estarmos ainda na fase inicial da temporada.

 

De Esgaio. O treinador persiste na tendência de adaptar laterais a centrais. Insistiu nisto, com péssima consequência: tendo Marsà no banco, optou por fazer entrar Esgaio para o lugar do lesionado Coates, aos 71', enquanto Gonçalo Inácio transitava de central à direita para o meio do trio defensivo. Má opção: dez minutos depois, o ex-Braga cometeu o penálti de que viria a nascer a vitória axadrezada. Penálti evidente, de escola - e escusado. Aos 90'+4, desposicionado lá na frente, abriu uma avenida ao contra-ataque adversário que felizmente não causou estragos.

 

De Pedro Gonçalves. Lamento escrever isto, mas passou ao lado do jogo. Andou desaparecido grande parte do tempo, entalado entre as duas linhas do Boavista, sem capacidade de penetração na área nem de protagonizar lances de ruptura. É verdade que chegou a introduzir a bola na baliza, aos 23', mas estava fora-de-jogo. Foi um dos elementos que acusaram maior desgaste físico.

 

De Trincão. Outro jogador que devia ter ficado fora do onze titular. Muito abaixo das exibições anteriores, frente ao Portimonense e ao Tottenham, embrulhou-se demasiado com a bola, dando-lhe quase sempre um toque a mais. Aos 39', com o seu pior pé, atirou à barra, mas foi desaparecendo da partida. Saiu tarde de mais, só aos 75'.

 

Do resultado ao intervalo. Perdíamos 0-1, deixando o Boavista marcar mesmo ao fim da primeira parte (45'-2), num lance em que Gonçalo Inácio - novamente a pecar por falta de intensidade - e Coates foram incapazes de travar o portador da bola, que num ressalto é atirada lá para dentro, de zona frontal, num excelente disparo em arco de Bruno Lourenço sem a menor hipótese de defesa para Adán. Nunca há bons momentos para sofrer golos, mas este foi um dos piores. 

 

Dos golos sofridos. Já são dez, nestes sete jogos. Começa a encurtar-se perigosamente a distância para o número dos que encaixámos em todo o campeonato anterior: apenas 23.

 

Da classificação. Inicámos esta jornada em sétimo lugar. Já fomos ultrapassados pelo Estoril, que hoje empatou em casa com o FC Porto. E corremos o risco de baixar ainda mais. Além de podermos ver amanhã o Benfica a onze pontos, com 21.

 

 

Gostei

 

Dos nossos alas. Merecem ambos nota positiva: foram, de longe, os melhores do Sporting nesta noite triste - rápidos e acutilantes. Nuno Santos um pouco acima de Porro por ter feito a assistência para o nosso golo solitário, marcado por Edwards aos 55'. Com um magnífico passe de letra a merecer nota artística. Ficou insatisfeito ao ser substituído por Arthur, aos 75', e com razão. Foi um dos raros que mantiveram o nível da partida anterior, frente ao Tottenham.

 

De Edwards. Por ter marcado o golo leonino - de cabeça, à ponta-de-lança - dando o melhor rumo ao excelente cruzamento de Nuno Santos. E criou vários desequilíbrios. Não foi por ele que deixámos três pontos no Bessa.

O dia seguinte

Depois da brilhante vitória de terça-feira na Champions a moral dos Sportinguistas bateu no tecto, o que para quem como eu, que conheço bem este clube, só pode querer dizer que o desastre estaria próximo. Se calhar por isso não publiquei nenhuma antevisão sobre este jogo no Bessa. Tudo o que tentei escrever me soava a "wishfull thinking" passando ao lado das questões estruturais que tenho aqui levantado.

Com o Pinheiro no apito só podiamos esperar o que tivemos, um toque infeliz no avançado boavisteiro que logo o motivou a desistir do lance e a ensaiar a queda n.º 5 modelo Petit, sem hipótese de reversão pelo VAR porque o toque existiu tal como existiu sobre o Galeno no jogo com o Braga em Alvalade em que o mesmo Pinheiro como VAR esteve uns bons minutos a convencer aquele árbitro lisboeta que depois indicou ao filho do Conceição que era bom era para o mergulho que aquilo tinha sido mesmo penálti. Ainda hoje ele deve agradecer ao carissimo "colega" a grande ajuda que lhe deu para adulterar o resultado dum jogo.

 

Pelo cansaço de terça-feira e pela presença do futuro "dragão de ouro" e se calhar com direito a estátua no museu dos "dragões", o tal Pinheiro, o Sporting precisaria de recursos dentro do plantel para entrar com um onze diferente, com maioria de jogadores frescos para disputar um jogo que se antevia muito dificil num campo pequeno e ainda para mais castigado pelas recentes chuvadas.

Entrando com o mesmo onze de terça-feira, claramente o Sporting se pôs a jeito para o que veio depois. Faltou sempre um pouco mais aos nossos para mandar no jogo e cortar as vasas aos adversários, tudo era feito mais em "cruise control" do que com a manete das mudanças nas mãos, e depois dum improvável "chouriço" sofremos o primeiro golo, da Pinheirada atrás descrita o segundo.

Pouco mais de interessante para o Sporting teve o jogo: um golo bem anulado por fora de jogo, um cruzamento de letra de Nuno Santos que convidou Edwards a um belo golo, uma balão de Trincão que foi à trave, tudo o resto foi para a frente, frente, frente, para trás, trás, trás, um jogo partido sem controlo ou comando.

 

Claro que quando perdemos podemos questionar tudo, a começar pela cor das camisolas e acabar pela fixação de Amorim no Esgaio como defesa a substituir um lesionado Coates em vez dum Marsà ou dum Alcantar, já que St.Juste e Neto estão lesionados também. Ou pela ausência de alternativas "prontas" para Ugarte e Morita, já que Sotiris ainda está em aprendizagem. Ou porque não entraram logo em campo os dois heróis da terça-feira, Paulinho e Arthur Gomes, o primeiro para bloquear os três defesas centrais adversários, o segundo para ser o "abre-latas", que Edwards não tinha pilhas depois do jogo contra o Tottenham. Ou até um Fatawu, que pela sua imprevisibilidade muito podia baralhar as ideias de Petit.

Podemos questionar tudo mas não vale a pena. Perdemos mais 3 pontos na Liga muito por nossa culpa, e isso não é nada bom. Cabe ao nosso excelente treinador Rúben Amorim reflectir sobre este início de temporada agora que vai ter tempo para isso, o bom e o mau que aconteceu, e introduzir os ajustamentos necessários.

E já agora adianto dois: não mais Esgaio como defesa central, não mais Coates como avançado residente.

SL

Isto é como os interruptores

Há três dias o treinador escreveu um compêndio de bem dirigir uma equipa.

Hoje borrou a escrita toda.

Acontece.

Como acontece ao Esgaio, bom rapaz, Sportinguista dos quatro costados, mas com pouco jeito para a função que supostamente deveria exercer. Segunda vez que enterra a equipa. E acreditem que eu até nem lhe atribuo culpas. Consultar os dois primeiros parágrafos, s.f.f. para encontrar o culpado.

Meter em campo os mesmos que jogaram há três dias e quando foi necessário substituir, tirou só o melhor, Nuno Santos é, para ser simpático, um disparate.

Hoje, desculpa lá ó Amorim, foi uma derrota de autor.

A seguir vem o Gil Vicente

A ver se não ficamos com um enorme galo...

Pulseiras verdes

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Parece que em Alvalade verifica-se, agora, um interesse renovado em pulseiras verdes. Que o diga Giovanni Esgaio, que depois de ver a mana tristonha pela constatação de que fora apanhada na curva por um peluche gigante - gigante, mas um peluche! - fez questão de nos mostrar que os Esgaio não só já têm pulseiras verdes, como... voltaram a sorrir.

Muitos parabéns aos personal stylists.

Imagem recolhida no perfil Instagram de Mara Alexandra Esgaio.

O dia seguinte

Quem tivesse dúvidas sobre a capacidade de Rúben Amorim não apenas como treinador mas como manager do futebol do Sporting, ontem deveria tê-las tirado.

Porque não se tratou apenas de resolver o problema da lesão de Paulinho e substitui-lo por um Edwards qualquer.

Tratou-se de pôr em prática um plano de ataque alternativo, o tal plano B, pensado e trabalhado a um ano de distância, ensaiado primeiro com Sarabia à imagem da selecção espanhola, depois indo à procura de jogadores como Edwards, Rochinha e Trincão para se juntarem a Pedro Gonçalves nessa ideia de ataque móvel, com permanentes recuos no terreno e trocas de posição na frente de ataque. O jogo com a Roma no Algarve foi um teste muito importante desse plano, no qual Edwards se sente como peixe na água.

Antes do mais convém alertar que o plano tem limitações evidentes: incapacidade no jogo aéreo na área adversária, incapacidade de criação de espaços por arrasto de defesas pelo ponta de lança, apelo à imprevisibilidade dos atacantes que tanto perturba a equipa adversária como exponencia as próprias falhas, e convite à defesa contrária a fechar espaços no centro e a aguardar o inevitavel drible ou passe perdido numa floresta de pernas.

 

O jogo de ontem foi assim. Contra um Rio Ave fechado num 5-3-2 o Sporting tentou por um lado e por outro, com os jogadores muito presos às posições, mas teve muitas dificuldades em criar perigo, e apenas aos 20 minutos rematou à baliza por Ugarte. Mas esse lance animou a equipa, os jogadores libertaram-se, o domínio tornou-se avassalador e as oportunidades sucederam-se por Edwards (remate enquadrado), Porro (idem), Trincão (tiraço na barra) e Pedro Gonçalves (completamente isolado passa ao guarda-redes), até que numa dessas trocas de posição dos atacantes, com Edwards à direita e Trincão no centro, Edwards solicitado por Porro faz tudo bem feito e oferece o golo a Pedro Gonçalves. E, ainda com um bom remate de Ugarte à figura, chegámos ao intervalo, com um resultado que sabia a muito pouco para uma tão boa segunda metade da 1.ª parte.

Depois do intervalo, o Rio Ave manteve o autocarro bem estacionado lá atrás. O Sporting entrou mal no jogo outra vez, a perder passes, para logo voltar ao domínio avassalador a explorar o progressivo cansaço do adversário até Matheus Nunes alçar da perna e pôr ponto final na discussão dos pontos. Um golaço do nosso MVP, é impossível não perceber a qualidade do jovem que fomos buscar ao Estoril e acabámos de formar nos sub23.

Depois disso foi tempo de descansar em cima do resultado e rodar jogadores, sempre numa toada de ataque que ainda deu mais um golo de Pedro Gonçalves.

 

Melhor em campo? O colectivo. Ou então Matheus Nunes pelo golaço. Pedro Gonçalves marcou dois e falhou outros tantos. Edwards é um espectáculo dentro do espectáculo.

E se, jogando muitas vezes para trás e para os lados, marcámos três golos e falhámos bem mais, enquanto o adversário ficou a zero sem sequer ter tido qualquer oportunidade de marcar, de quem é o mérito máximo afinal?  De Rúben Amorim e do modelo de jogo que escolheu.

Impossível não mencionar também o grande ambiente em Alvalade, com muitos emigrantes com os filhos pela mão, e o grande aplauso ao Ricardo Esgaio quando entrou. O nazareno merece mesmo, aposto que um dia destes ainda vamos ver o melhor Esgaio para alguns engolirem de vez o que têm vindo a dizer.

SL

A talocha do "jagós"*

https://www.youtube.com/watch?v=OXbx0ZJSXm8

 

Quem não soubesse que "o rapaz", como lhe chamou o treinador do West Ham United, foi funcionário da, passe a publicidade, Pão da Vila, pensaria que antes de sair do Ericeirence, Matheus Nunes se dedicava à nobre arte de maçon, tal a qualidade da "talocha"* que apresentou esta noite em Alvalade. E eu fui um dos sortudos que viu aquela obra de arte, porque foi mesmo ali à minha frente... Há noites felizes. Também ali mesmo à minha frente vi o excelente chapeau de Pedro Gonçalves que daria o terceiro da noite.

Não quero hoje discutir tácticas, jogadores, lesões "cirúrgicas" e o diabo a sete. Quero destacar o trabalho colectivo que me pareceu muito bom. A defesa que com as pedras no lugar mudou da noite para o dia e a par da vitória, quero saudar duas grandes ovações nesta noite amena em Alvalade. A merecida e sentida homenagem a Fernando Chalana e o conforto dos aplausos para Ricardo Esgaio. Pelo primeiro momento demonstramos que somos diferentes e pelo segundo, que temos um treinador que está atento, ao colocá-lo em campo.

E pronto, prá semana lá estou outra vez!

 

*Talocha é um instrumento utilizado pelo pedreiro para pousar massa de cimento antes de a aplicar numa superfície. Usa-se pelo menos em Tomar para designar uma acção rápida e forte, como o remate aplicado por M.N. ou para uma "solha" nas "trombas" de um qualquer rival;

Jagós - Já o havia escrito em post anterior, é um natural da Ericeira.

 Nota: Os direitos do vídeo são da Sportv, não é permitida a reprodução. Logo que haja possibilidade...

 

A voz do leitor

«Façam só um apanhado dos presidentes, treinadores e jogadores fracos, maus e péssimos que passaram pelo Clube desde que o Esgaio veio jogar para os Infantis do Sporting em 2005, e nos resultados da equipa principal durante esses anos, que oscilaram entre um 7.º lugar e, poucas vezes, um 2.º lugar, mas sem nunca sermos campeões, e que nunca foram tão maltratados como Esgaio, um homem da casa, tem sido. Ricardo Esgaio é polivalente, certinho, profissional, Sportinguista, e, não sendo um fora de série, é muito útil à equipa, pelo que não se percebe este ataque tão feroz.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste texto da CAL

O plantel é curto, muito curto (2)

Este post vem na sequência daquele que publiquei no dia do jogo dos "5 violinos", quando muitos andavam a sonhar com o Cristiano Ronaldo, e que motivou o nosso comentador e amigo David Rodrigues, um Sportinguista de grande fé, a notar a minha "angústia", que dalguma forma achou deslocada face ao momento.

Duas semanas depois, sem Cristiano e após o inglório empate em Braga (inglório porque quase, quase, íamos saindo de lá com os 3 pontos, merecidos ou não, e tudo seria diferente), fui reler o que escrevi, e se pequei por alguma coisa foi por defeito. Duas semanas depois, o Tabata e o Hevertton já cá não moram.

 

Nesse dia dos "5 violinos", o Sporting apresentou um plantel de 29 jogadores: 4 guarda-redes e 25 jogadores de campo, na prática reduzidos a 23 pela lesão de Bragança e pela saída de Tabata.

Pois em Braga o Sporting recorreu a 15 jogadores de campo desses 23. Ficaram sem minutos Neto, Essugo, Nazinho, Marsà, Chermiti, Rodrigo Ribeiro, Mateus Fernandes e Fatawu, dos quais apenas um "adulto". Os outros são, por enquanto, jovens promessas.

Ora, independentemente do desempenho desses 15 mais o guarda-redes, por muito engenho e arte que tenha (e tem) Rúben Amorim, esta é uma situação deveras invulgar para um clube com as responsabilidades do Sporting e que terá de ser encarada de frente nesta janela de mercado até na protecção do treinador. Se calhar em Inglaterra há exemplos assim, mas em Portugal e no Sporting francamente não me recordo.

 

Não interessa agora falar das qualidades dos jogadores que ficaram, daqueles que tiveram oportunidades e falharam, dos outros que estavam num bom momento e desatinaram, dos que até poderiam lá chegar mas resolveram sair. Importa é reflectir sobre os pontos fracos do plantel existente e o tipo de jogadores que poderiam acrescentar valor de acordo com os objectivos da época, aumentar a concorrência interna e prevenir eventuais lesões e castigos.

No meu entender, e analisando os guarda-redes, defesas, alas, médios, interiores e pontas de lança utilizados por Amorim de acordo com o seu modelo de jogo, estamos bem servidos de interiores (Sarabia foi muito bem substituído), bem servidos de guarda-redes e alas (e está aí o Fatawu pronto a explodir), com desequilíbrios evidentes nos defesas e médios, e carenciados mesmo em termos de pontas de lança.

Depois vem a questão física, muito em particular as estaturas, e também aí penso que estamos carenciados, com muito poucos jogadores de campo com mais de 1,85m. São eles Coates, St. Juste, Inácio, Neto, Paulinho nos adultos, Marsà, Essugo, Chermiti e Rodrigo Ribeiro nos jovens.

 

Sendo assim, e recordando que saíram Sarabia, Feddal, Palhinha e Slimani, sem qualquer menosprezo para quem lá está e muito menos para os jovens, é uma evidência que precisamos de reforços, mas não de quaisquer reforços. O tempo dos autocarros anuais de reforços, metade a ficar como entulho na época seguinte, acabou. 

O Sporting precisa de alguns/poucos jogadores altos e possantes no eixo central, talvez um em cada sector carenciado. Um defesa central / trinco para poder jogar à frente dele na protecção à defesa ou substitui-lo se for caso disso, um médio centro "abafador" e com grande capacidade de comando e um ponta de lança goleador e massacrante para as defesas contrárias.

Porque tudo o resto até temos e de muito boa qualidade. 

E temos um grande enorme treinador. Que tem toda a razão quando diz que primeiro é preciso segurar quem está. 

Pode ser que Marsà, Essugo e Chermiti, principalmente estes, me demonstrem que não tenho razão, que estão prontos para a guerra e que são eles a solução. Eu calo-me no minuto seguinte.

 

PS1: Antes o Paulinho, agora o Esgaio. Basta. Eu digo NÃO ao bullying exercido sobre os jogadores do Sporting através das redes sociais, muitos oriudos de cobardes anónimos, e darei para isso o meu contributo. Qualquer comentário vexatório (o que nada tem a ver com a opinião e a crítica sobre o desempenho) sobre seja quem for que defenda as nossas cores em campo segue directamente para o lixo. Vão gozar com o Taremi!

PS2: Deixo aqui o testemunho de Leão do Núcleo da Nazaré, grande abraço para todos vocês:

 

«Estamos Contigo! Nos Momentos Bons e nos menos bons, sabemos que ninguém mais do que TU quer que tudo corra bem!

Tal como o mister Amorim, acreditamos em ti!

Apoiamos todos os Nossos Atletas! Em todos os momentos! Nas vitórias, nas derrotas e nos empates.

Força, Ricardo Esgaio, continua a trabalhar e a acreditar! Os Sportinguistas da Nazaré e o Núcleo Sporting Clube de Portugal da Nazaré estão contigo...»

SL

Vida, sua danada...

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Aquele momento em que Layena Esgaio, habituada a pulverizar a concorrência desde o momento em que nasceu, toda ela kits ultra femininos pejados de folhos, lacinhos, bordado ponto cheio, ponto cruz, o seu nome gravado com cristais, coordenados a condizer com os da mamã, you name it!, constatou, pesarosa, que Jubas a mascote apresentou-se aos sócios com não uma mas duas, d-u-a-s!, pulseiras. Há dias complicados, até para uma bebé de 4 meses.*

Parece que a vida é mesmo assim, todos temos momentos menos felizes e logo quando não podíamos nem queríamos falhar

F-o-r-ç-a, Ricardo.

*Layena Esgaio personal stylist chamada à recepção, Layena Esgaio personal stylist ao balcão de informação. 

Imagem retirada do perfil Instagram de Ricardo Esgaio entretanto desactivado.

O dia seguinte

O Sporting desperdiçou ingloriamente em Braga a oportunidade que teve de conquistar os 3 pontos, três vezes esteve em vantagem no marcador, três vezes consentiu o empate, a segunda mesmo a terminar a 1.ª parte, a terceira a poucos minutos do fim do jogo.

Foi o tal jogo "electrizante" de grande espectáculo, mas também de sofrimento para os adeptos dos dois lados, com um Sp. Braga sempre perigoso num futebol intenso e directo, uma arbitragem de nível elevado, VAR incluído, alias extraordinário para o nível dos apitadores "de lentes azuis" de Porto e Braga, os Soares Dias e os Pinheiros.

Mais do que por questões tácticas, porque o jogo depressa se partiu e os ataques alternavam, ele foi muito marcado pelos desempenhos individuais, e no Sporting demasiada gente esteve muito aquém do que pode e deve render, a começar num desinspirado Paulinho e a acabar num St. Juste ainda ao "pé coxinho". 

Por outro lado, se a defesa que entrou em campo esteve mal, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos, com dois golos a acontecerem nas costas de Matheus Reis, aquela que acabou, Esgaio-St.Juste-Coates-Inácio-Matheus Reis esteve ainda pior, o último golo é mesmo daqueles que não se pode sofrer. Lances de ataque daqueles teve o Sporting três ou quatro e em todos a defesa do adversário soube parar o centro.

Valeu Adán, safou dois golos, o primeiro pondo fora de jogo o atacante contrário e o segundo impedindo o chapéu do atacante do Braga ao cair do pano, mesmo incorrendo em duas asneiras no passe, uma à queima para Inácio, que perdeu a bola para o adversário, outra para um Porro que passeava pela lateral pelo lado de fora dado ter sido substituído...

O meio-campo (Morita, Matheus Nunes, Ugarte) esteve bem, soube destruir e construir, mas nota-se a falta de Palhinha nas duas áreas de rigor.

Os interiores (Pedro Gonçalves, Trincão, Rochinha, Edwards) fizeram as despesas do ataque e com Nuno Santos marcaram os três golos.

O ponta de lança... não existiu. Eu, que sempre defendi e continuarei a defender Paulinho face a críticas que julgo injustas e desprovidas de sentido face ao modelo de jogo de Amorim, HOJE não consigo. Esteve muito mal e a prova disso é que o Musrati foi o melhor em campo do lado do Braga. 

Por outro lado, o ponta de lança, quer seja Paulinho, quer seja Edwards, ou seja quem for, é estruturante para a tomada de decisão no processo ofensivo, quem tem a oportunidade de passar ou centrar tem de saber para quem e para onde. Trocar um por outro, jogadores de características completamente distintas durante o jogo, não acho que seja a melhor opção, de calhar atrapalha mais a própria equipa do que a do adversário. Muitas vezes se assitiu aos alas e médios sem saber bem o que fazer frente à área.

Por isso muito bem esteve Rochinha. Entrou com poucos minutos para jogar, soube tomar a melhor decisão naquele contexto de entrada na área com a bola dominada, e do quase nada surgiu o golo.

Melhor em campo? Matheus Nunes pelas duas assistências para golo no primeiro tempo, embora pouco relevante no processo defensivo.

Enfim, pior mesmo que o resultado foi mesmo a sensação de descontrolo e de incapacidade de respeitar a matriz que fez do Sporting campeão, uma grande segurança defensiva, a quase certeza de terminar com os 3 pontos quando nos apanhamos a ganhar a poucos minutos do fim.

Disse Amorim: "Temos de ser uma equipa mais adulta." Bom, então a solução mais óbvia é reforçar a equipa com... adultos. Tudo o resto é colocar em cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe compete. Os miúdos precisam de tempo e de oportunidades nos momentos certos para crescer e têm um papel essencial num plantel equilibrado do ponto de vista etário, e já agora também em termos de kgs e cms.

Disse o treinador do Sp. Braga qualquer coisa que tinha a ver com o resultado do jogo com um rival. Mas qual rival? O Sp. Braga jogou com o V. Guimarães ou com o Rio Ave? Vai dizer a mesma coisa quando jogar com o Benfica e Porto? Já agora, e se não fosse pedir muito, podia fazer por ganhar os jogos respectivos da mesma forma que fez para ganhar a uma equipa doutro nível que um clube regional como o Sp.Braga claramente não tem. Já agora o Porto e o Benfica vão pagar o IVA pelas contratações com prazos a perder de vista lá no clube regional ou ficam isentos?

Concluindo, se realmente foram 2 pontos ingloriamente perdidos, contra o mesmo Braga na época passada perdemos 3. Isto não é como começa, é como acaba: confiança total em Amorim para fazer e ajudar a fazer as correcções adequadas.

 

PS: Desde há muito acompanho o Ricardo Esgaio, como extremo direito foi o melhor marcador da melhor equipa B de sempre, depois andou a penar com Jorge Jesus e em Braga chegou a um patamar muito razoável. Se é verdade que neste regresso ao Sporting ainda não tivemos o melhor Esgaio, que assiste e marca, também é certo que veio da Nazaré muito novo para Alcochete e sempre deu o máximo pela camisola verde e branca. Ontem não entrou bem no jogo, mas merece o apoio de todos os Sportinguistas e o completo repúdio para com a escumalha que o foi insultar para as redes sociais. Onde vai um vão todos, e a pior coisa que podemos fazer é andar em campanhas de tiro ao alvo a este ou aquele jogador que veste a nossa camisola.

SL

Balanço (4)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ESGAIO:

 

- José Navarro de Andrade: «Para apreciar melhor o segundo golo do Sporting de ontem será de vistas curtas reparar apenas no estupendo passe de Esgaio que leva a bola até aos pés daquele que fabrica algoritmos com a ponta da bota, pois os seus remates saem de geometria perfeita na curva do arco, na altura do voo, na direcção inevitável  que levam.» (7 de Agosto)

- Paulo Guilherme Figueiredo: «Porque não aproveitar jogos como o de ontem para lançar jovens com potencial das camadas jovens como Goulart, em vez de "queimar" Neto e Esgaio?» (16 de Setembro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Começou bem, mas talvez não tenha o pico físico de clube grande, que vê os adversários agigantarem-se para se mostrarem.» (4 de Outubro)

- Eu: «Por lesão de Porro, actuou desta vez como titular na ala direita. Cumprindo com distinção a missão que o treinador lhe confiou. Momento alto: a assistência para o segundo golo, num centro medido com régua e esquadro.» (8 de Novembro)

- Luís Lisboa: «Sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.» (11 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Em São Miguel o Esgaio teve um mau dia. Perdemos muito por causa dele.» (23 de Janeiro)

- José da Xã: «Rúben Amorim ontem inventou um bocadinho com o Esgaio à esquerda quando tinha o Nuno Santos.» (16 de Fevereiro)

O dia seguinte

Alguém disse, e com razão, que as finais não são para se jogar, são para se ganhar.

O Sporting ganhou mais esta final porque foi muito mais tudo que o Benfica. Mais equipa, mais mentalidade ganhadora, mais controlo do jogo, mais ocasiões de golo, mais individualidades a destacar-se.

O Benfica só disfarçou a coisa porque marcou na única vez em que ameaçou a baliza de Adán, um belo golo dum Cebolinha que anda a perder tempo naquela confusão de sítio quando poderia explodir no 3-4-3 de Amorim.

Tudo isto não quer dizer que o Sporting tenha feito uma grande exibição. As duas derrotas fizeram mossa, a articulação do tridente ofensivo deixou muito a desejar, voltaram a esconder-se atrás dos defesas contrários e Paulinho... mais uma na trave. Pode não ganhar a Bota de Prata, mas o Poste de Prata ninguém lho tira.

Gonçalo Inácio e Ricardo Esgaio estiveram muito bem, demonstraram mais uma vez a raça de que são feitos, e a injustiça de como foram tratados por alguma escumalha das redes sociais depois das noites infelizes que tiveram. Se calhar ao jeito que ainda ontem em plena primeira parte num sítio conhecido se desancava sem piedade nos jogadores do Sporting e se sugeria que o lampião Amorim conspirava para fugir para o outro lado da 2.ª circular.

Mais um título ganho nestes últimos três anos: 1 CN, 1 TP,  1 ST, 3 TL. E continuamos na luta para mais dois. Sabendo reconhecer quer as forças visíveis e invisíveis, algumas mafiosas, dos rivais, quer as falhas proprias, sem bazófia, concentrados, jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da conquista de mais três pontos. Desta vez num estádio tradicionalmente difícil, o de Paços de Ferreira. Um recinto de dimensões mais curtas, mas que pareceu ser enorme para a equipa da casa, sem uma oportunidade de golo. Vencemos tranquilamente por 2-0, com o jogo sempre dominado. Somamos oito vitórias seguidas - as três últimas sem qualquer golo sofrido.

 

De Coates. Voltou a dar nas vistas. Foi dele o primeiro remate com muito perigo, de cabeça, na sequência de um canto: o guarda-redes André Ferreira defendeu com dificuldade. Revelou-se decisivo aos 47' com assistência para o primeiro golo, também de cabeça. E ainda marcou (de pé direito) aos 76', mas desta vez não valeu por fora-de-jogo de Nuno Santos nesse lance. Influente na defesa e no ataque. Cumpre uma época ao mesmo nível da anterior.

 

De Gonçalo Inácio. Regressou aos golos. O primeiro foi dele, imitando Coates, com assistência do capitão. Meteu-a lá dentro de cabeça. Até parece fácil, mas não é. Merece a convocatória à selecção nacional sub-21 já anunciada pelo seleccionador Rui Jorge.

 

De Matheus Reis. Vem progredindo de jogo para jogo. Com uma polivalência digna de registo. Eficaz no corte, eficiente na recuperação. Desta vez actuou como central, do lado esquerdo, substituindo Feddal. Cumpriu com distinção, combinando bem com Nuno Santos: aquele corredor foi dominado por esta dupla do princípio ao fim.

 

De Nuno Santos. Ala com a incumbência de actuar também como extremo. Assim fez, empurrando sempre a equipa para a frente: justificou o regresso ao onze titular. Grandes cruzamentos aos 10', 16', 43' e 90'. Falhou por pouco o golo, aos 47'. Parece infatigável. 

 

De Esgaio. Por lesão de Porro, actuou desta vez como titular na ala direita. Cumprindo com distinção a missão que o treinador lhe confiou. Momento alto: a assistência para o segundo golo, num centro medido com régua e esquadro. Serviu da melhor maneira Paulinho (36') e Nuno Santos (47'). Foi dos primeiros a tentar o golo, com um disparo fortíssimo logo aos 10'. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Pedro Gonçalves. Primeira parte apagada. Despertou na segunda, voltando a exibir as qualidades que bem lhe conhecemos. A principal está ao nível do remate, sempre mais em jeito do que em força. Assinou o segundo golo leonino, sentenciando a partida aos 70'. E vão sete, marcados em várias competições nesta temporada, apesar da longa lesão que o afastou dos relvados.

 

De Tabata. Entrou aos 68', substituindo o apagado Sarabia. Apesar de não ser aposta frequente de Amorim para a equipa-base, não parece perder motivação. Pelo contrário: no minuto seguinte, foi dos pés dele que começou a jogada do nosso segundo golo, com um passe certeiro para Esgaio assistir. Aos 90' esteve quase a marcar, num remate desviado para canto pelo guardião pacense.

 

Do nosso bloco defensivo. Irrepreensível, uma vez mais. Domínio total - ao ponto de Adán não ter feito uma só defesa digna desse nome. Estes jogadores (Coates, Gonçalo, Matheus Reis) parecem jogar de olhos fechados, antecipando as movimentações uns dos outros. Com Palhinha a confirmar-se como imprescindível à frente da defesa: o bloqueio das acções ofensivas adversárias começa sempre nele. Em 11 jogos, temos apenas quatro golos sofridos: a nossa melhor marca em 31 anos à décima jornada.

 

Do reencontro com Antunes. O lateral do Paços de Ferreira, campeão nacional pelo Sporting, foi o melhor em campo pela sua equipa. Demonstrando que aos 34 anos mantém intactas várias das qualidades que noutros tempos o conduziram à selecção nacional. Foi bom revê-lo: é um excelente profissional.

 

Do apoio incessante dos adeptos. Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.

 

De continuarmos lá em cima, na classificação. Em segundo, mas em igualdade pontual com o FC Porto. E um ponto acima do Benfica. Somamos 29 pontos à 11.ª jornada - um terço da prova principal do futebol português já cumprida. Tantos como na época anterior pela mesma altura. O caminho faz-se caminhando rumo ao bicampeonato.

 

 

Não gostei

 

Do empate a zero que se registava ao intervalo. Era decepcionante, atendendo ao domínio total do Sporting em campo. Felizmente foi desbloqueado logo após o reatamento, dois minutos depois. A partir daí o destino da partida estava selado. 

 

De Sarabia. O internacional espanhol esteve muito apagado, acabando por dar lugar a Tabata. Em contraste com a partida de quarta-feira, contra o Besiktas. Estaria já a pensar nos confrontos que irão seguir-se ao serviço da selecção espanhola?

 

De ver Paulinho a claudicar de novo. Sempre incentivado pelos adeptos, o nosso avançado-centro voltou a falhar um golo cantado: isolado face ao guarda-redes, aos 73', desperdiçou esta excelente oportunidade de ampliar a vantagem tentando fazer um chapéu ao guarda-redes que este prontamente neutralizou. Onze jogos, apenas um golo marcado no campeonato.

 

Das paragens. Típico futebol à portuguesa: ao menor toque, os jogadores atiram-se para o chão, ficando a contorcer-se com supostas dores que cortam ritmo ao jogo e vão estragando o espectáculo. Não vemos nada disto nos melhores campeonatos europeus. É tempo de começarmos a pôr fim a estas más práticas, que vão contando com a contemporização dos árbitros.

Sporting sinfónico

Para apreciar melhor o segundo golo do Sporting de ontem será de vistas curtas reparar apenas no estupendo passe de Esgaio que leva a bola até aos pés daquele que fabrica algoritmos com a ponta da bota, pois os seus remates saem de geometria perfeita na curva do arco, na altura do voo, na direcção inevitável  que levam. 

Pedro Gonçalves estava nesse momento isolado próximo do segundo poste. E estava sozinho porque foi ali ter em resultado de uma longa jogada em que toda a equipa havia antes, por duas vezes, tomado de assalto a linha defensiva do Vizela por todos os flancos. Duas vezes a bola é rechaçada e de imediato recuperada quase à entrada na área e quando na terceira investida chega aos pés de um Esgaio livre e com espaço à direita, já os adversários estavam completamente desbaratados e desnorteados. 

O segundo golo do Sporting é de antologia: o futebol é um jogo colectivo e dinâmico, onde cada peça deve saber onde estar e o que fazer. O segundo golo do Sporting foi um puro produto do treino e de quem o administra. Pode ser viciante o hábito de se irem vendo maravilhas destas em Alvalade.

Felizmente temos Esgaio

Pedro Porro lesionou-se ontem, no amigável do Algarve contra o Belenenses SAD, e tem o início da época comprometido. Paragem prevista até dois meses

Felizmente temos Esgaio para a mesma posição. O que talvez cale enfim todos aqueles, até nas caixas de comentários do nosso blogue, que têm urrado contra esta contratação a pedido de Rúben Amorim. Talvez agora mordam a língua. Só lhes faz bem.

Que filho da puta, pá, incrível!

Como dizia e muito bem um brunista rugista, isto agora é muito estranho. No Sporting quase tudo se ganha no maior silêncio quando dantes quase tudo se perdia no maior "basqueiro", andamos no melhor dos mundos com o maior empresário do mundo, no Norte o padrinho/papa está cada vez mais a perder discernimento relativamente ao outro papa, agora até se lembrou que o regresso do Jardel foi vetado por um tal Rodrigues Dias, adjunto do Octávio, no Sul o padrinho local anda às voltas com a justiça, amargurado e revoltado por lhe andarem a tentar fazer a cama no próprio clube. Tudo isto é mesmo muito estranho. 

No mesmo Sul, o clube que tem o presidente entalado vem tentando entalar o campeão português em exercício, desviando o João Mário do que seria um processo normal de troca de salário por tempo de contrato. Aparentemente vai ficar com ele, sujeitando-se à obrigatória reacção jurídica do Sporting, mas para o João Mário jogar alguém terá de sair, chame-se Weigl, Pizzi, Taarabt, ou... Krovinovic.

Jorge Jesus ´é assim mesmo: parece ter desejos de mulher grávida. O Gil Dias destruiu o Sporting de Jorge Jesus em Vila do Conde em 18/09/2017, dias depois da jornada da Champions de Madrid. Anos depois, o Jesus quis... o Gil Dias. O João Mário destruiu o Benfica de Jorge Jesus em Alvalade, sem Palhinha nas costas, e na Luz foi fundamental vindo do banco para pôr o Benfica à rasca. O Jesus agora quer... o João Mário.

Que lhe façam bom proveito. Também como não é ele que vai pagar os 20 e tal milhões do João Mário, mais um anito e vem a reforma, tudo lhe vai saber a Moet & Chandon. Claro que com todos esses desejos os melhores do Seixal fazem contas de sumir e os da casa ou com mais tempo dela que se vão mantendo no plantel têm vontade de dizer o que disse o Krovinovic.

Quem não disse isso em seu tempo, porque são bem educados, foram o Palhinha e o Esgaio. Também por isso gostei imenso do seu regresso ao Sporting. E só tenho pena que Ryan Gauld não regresse também.

 

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Os primeiros reforços

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Quatro anos depois, Ricardo Esgaio regressa ao Sporting onde fez quase toda a formação, actuou na equipa B e no onze principal entre as épocas 2006/2007 e 2016/2017. Já está integrado no grupo de trabalho. Pode actuar como ala, lateral ou até central. No corredor direito é hoje, aos 28 anos, um dos melhores profissionais do futebol português.

 

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Gonçalo Esteves, jogador oriundo do FC Porto, assinou contrato de formação com o Sporting, tendo já participado nos primeiros treinos em Alcochete Com apenas 17 anos, este talentoso lateral direito - com 11 internacionalizações pela selecção sub-16 - acredita que terá oportunidade de singrar sob a orientação de Rúben Amorim. 

 

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Está confirmado o regresso de Rúben Vinagre, que chega por empréstimo do Wolverhampton. Este lateral esquerdo, agora com 22 anos, cumpriu cinco épocas de formação no Sporting, desde os 12 anos. Foi campeão europeu sub-17 em 2016. Depois actuou no Mónaco, Wolverhampton e Olympiacos. Na época passada jogou no Famalicão, também emprestado.

{ Blog fundado em 2012. }

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