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És a nossa Fé!

Ninguém acertou

A verdade é esta: houve muitos palpites, mas ninguém - mesmo ninguém - conseguiu adivinhar qual seria o onze que Marcel Keizer disporia em campo na Supertaça de má memória, disputada no passado domingo.

E não foi por falta de tentativas, como aqui se comprova.

O que talvez ajude a explicar como é que este triste Sporting do início da época 2019/2020 continua sem visível fio de jogo: custa muito antecipar o onze titular, que está longe de se encontrar estabilizado a três dias do pontapé de saída do campeonato. O que vemos decorridos sete jogos, traduzidos em quatro empates e três derrotas? Uma equipa com notórias fragilidades defensivas, muitas lacunas de ordem táctica e deficiente condição física.

Nada auspicioso, convém reconhecer. Sem palas nos olhos nem a cabeça enterrada na areia.

Ninguém adivinhou

A questão tornou-se irrelevante, mas queria apenas assinalar aqui que Marcel Keizer foi novamente capaz de surpreender os adeptos com a convocatória anunciada para o Sporting-Villarreal: face ao repto que lancei aos leitores, desafiando-os a anteciparem o onze titular, nem um foi capaz de vaticinar quem alinharia de início.

Aqui para nós, mais valia alguns desses jogadores não terem calçado. Começando por Bruno Gaspar (que cedo se lesionou) e Petrovic. Mas isso agora não interessa nada. Há que pensar já é no jogo contra o Braga.

Qual será o onze titular?

Eis os jogadores que Marcel Keizer convocou para o jogo de hoje, em Alvalade, contra o Villarreal para a Liga Europa:

 

Guarda-redes

Renan, Salin

Defesas

Acuña, André Pinto, Bruno Gaspar, Coates, Ilori, Ristovski

Médios

Bruno Fernandes, Gudelj, Miguel Luís, Petrovic, Wendel

Avançados

Bas Dost, Diaby, Jovane, Luiz Phellype, Raphinha

 

Lanço a partir de agora o repto aos leitores: na vossa opinião, qual será o onze titular escolhido pelo técnico holandês para esta partida, que tem início às 20 horas?

Professor Marcel

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O treinador do Sporting conseguiu surpreender tudo e todos com o onze inicial que escolheu para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, no estádio da Luz. De tal maneira que, apesar das muitas sugestões aqui registadas após ter sido divulgada a convocatória, nem um só leitor do És a Nossa Fé foi capaz de antecipar qual seria o elenco leonino que acabou por entrar em campo. 

Eis um ponto favorável a Marcel Keizer: tendo sido capaz de iludir quem aqui comenta, provavelmente surpreendeu também os responsáveis técnicos do SLB. Seria quase tudo perfeito se não tivéssemos perdido esse jogo.

Apanhar o comboio em andamento.....

A propósito daquilo que começa a aparecer nos órgãos de comunicação, no sentido de apelar à destituição do Presidente Varandas, e de uma concentração junto a Alvalade no final do jogo de hoje, apelo esse feito por aqueles que têm a memória curta e que ajudaram a que hoje estivéssemos a atravessar este período bastante conturbado, relembro que, da equipa que iniciou o jogo no domingo passado, todos os jogadores foram contratados, fora da época de Varandas, que só leva 150 dias de mandato. Esses jogadores ou foram escolhas de Bruno de Carvalho ou de Sousa Cintra. Tenhamos serenidade e julguemos as pessoas com racionalidade e bom senso. É fácil imputar as culpas aos outros, quando às vezes nos esquecemos da história recente.

 

Qual será o onze titular?

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Está divulgada a convocatória para o clássico da Taça de Portugal que vai disputar-se daqui a umas horas no estádio do SLB. Uma convocatória com algumas originalidades - desde logo por incluir três laterais esquerdos (Acuña, Borja e Jefferson) e apenas dois médios com características ofensivas (Bruno Fernandes e Wendel).

A partir deste conjunto de jogadores, lanço o repto aos leitores: qual deve ser o onze titular do Sporting?

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

Estamos a jogar à bola

Mesmo que o texto não fale de boxe e sim de futebol, mesmo assim, o título não é redundante. Porque não era nada claro que num passado recente jogássemos à bola. Nesse tempo, exasperantemente, os nossos limitavam-se a dar umas corridas sobre a relva atrás da bola. Na dita lá iam dando  uns chutos mas sem convicção e, como se não bastasse, sem direcção, invisíveis que eram as linhas de passe, incapazes que eram os jogadores de as inscreverem, mergulhados que estavam na profunda inércia. E metê-la na baliza adversária, claro, era um custo. 

3 jogos 13 golos é um rácio que dá ânimo mas também esperança numa época que, afinal, nos poderá sorrir. Sorrir, aliás, é o que hoje fazem os nossos em campo. Alegres, bem na pele técnica e tática de Keizer.

A equipa respira saúde. Joga para ganhar e ganha. E isso é mesmo jogar à bola.  

O que é isto?

A minha explicação é que eles agora comem bifes mal passados, os banhos de imersão foram a reduzidos a um máximo de 3 por semana e a videoteca está mais provida de filmes do Jet Li. Há também novos jogadores que ainda não tínhamos visto, o Wendel, o Gudelj e o Diaby e um Bruno Fernandes que está mais Pirlo, o que só lhe fica bem. Não consigo imaginar outra teoria para a formidável metamorfose a que estamos a assistir. É para durar?

Se a coisa começar mal

Já há desculpa.

Diz o CM que os jogadores que rescindiram e que regressaram, mais o Acuña, estão preocupados com o hipotético regresso de Bruno de Carvalho ao clube.

Esta notícia traz a novidade interessante de não haver cláusula "anti-Bruno" nos contratos dos regressados, o que, a ser verdade, marca pontos a favor de Sousa Cintra. O CM já sabe que a lista de Bruno de Carvalho não será aprovada, o que não é grande furo porque até eu sei que não, mas que a simples aceitação da candidatura está a gerar instabilidade no plantel.

Ó senhores, a sério?

Hoje giro eu - Equipa da Jornada (5)

Esta é a minha equipa da 5ª jornada do campeonato nacional:

 

Charles (Marítimo)

Bebeto (Marítimo)

Abarhoun (Moreirense)

Vasco Fernandes (Vitória FC)

Alex Telles (FC Porto)

Fábio Pacheco (Marítimo)

Bruno Fernandes (SPORTING)

Miguel Cardoso (Tondela)

Ryan Gauld (Aves)

Rincon (Vitória SC)

Bas Dost (SPORTING)

Antes que comece… a sério!

Provavelmente o que vou aqui escrever poderá ser uma afronta a muitos adeptos, mas tal não me preocupa pois é a ideia que tenho e pronto… fico-me por aqui!

O fenómeno BdC teve o seu momento áureo que, entretanto e por culpa própria, já se desvaneceu. Creio, portanto, que seria fantástico que o Presidente se resguardasse mais e não desse para todos os peditórios que lhe aparecem pela frente. Eu sei que por vezes torna-se difícil, mas há que ter uma postura mais sóbria. O que não é a mesma coisa de sombria…

A parceria de BdC e JJ pode parecer aos olhos de muitos perfeita, só que em resultados desportivos esta dupla deu-nos… uma supertaça. Somente.

Entretanto a cada época que passa olho para o nosso plantel e vejo cada vez menos qualidade. As “paletes” de jogadores que chegam não significam “paletes” de qualidade. Note-se que do ano passado ficou um jogador: Bas Dost. O resto… parece refugo (Castaignos, André Filipe, Douglas, Campbell e muitos outros).

Custa-me ainda mais esta filosofia quando vejo jogadores da Academia a partirem para reforçarem outros clubes enquanto se continua a comprar jogadores estrangeiros de qualidade muito duvidosa e em condições físicas, no mínimo, deploráveis.

BdC e JJ, se lerem este texto, podem pensar que estou a dizer imbecilidades sem qualquer sentido. Mas chamo à atenção do seguinte: não fui eu que no discurso de vitória das últimas eleições no Sporting afirmei que o nosso clube seria campeão na próxima época. Quer queiram quer não, esta última promessa perdurará nos ouvidos dos sócios e adeptos por toda a época.

Para a semana inicia-se o campeonato. O Sporting vai dar o pontapé de saída na Liga 2017/2018 e por isso acho bem que Jesus se municie dos melhores e se deixe de merdas e experiências, ao colocar jogadores fora dos sítios onde normalmente gostam de jogar. Não devem ser os jogadores a adaptar-se às tácticas de JJ, mas este a aproveitar o melhor de cada atleta para benefício da equipa. É para isso que serve essencialmente um treinador: perceber o que há de melhor em cada jogador e usá-lo em prol de toda a equipa. Tudo o resto é fantasia.

Portanto, não me preocupa ganhar um jogo em cada três enquanto estamos no defeso. Preocupa-me o que se irá passar a partir da próxima sexta-feira. Aí é a doer e Jorge Jesus tem, nesta altura, muito pouca margem de manobra.

As evidências

«Jesus diz que tirou Bruno, Alan, depois Bryan, e que a equipa perdeu capacidade de construir. É verdade. Tal como é verdade que William se desnorteou tacticamente quando ficou com a missão de pressionar alto e que o Sporting acabou o jogo num 4-2-4 sem a mínima ligação e com os centrais sem saberem muito bem a quem entregar a bola. Enquanto isso, Podence nem saiu do banco, Matheus marca golos pela B e Francisco Geraldes, sentado na bancada, via, tal como eu, aquele vazio de quem pegasse na bola e pensasse o jogo.»

Cherba, n' A Tasca do Cherba

 

«Não compreendo como é que, estando a época perdida, não aproveitamos as oportunidades que temos (e que serão poucas) para dar mais oportunidades a jogadores que podem fazer parte do futuro do Sporting em relação aos que não farão parte do futuro do Sporting. Falo da colocação de Joel Campbell em campo. Daqui a dois meses e picos vai embora e dificilmente voltará. Não faria mais sentido colocar Podence, naquelas circunstâncias?»

Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia

 

«Não faz sentido algum que jogadores que sabemos serem opção para sair no final da época ganhem os minutos que jogadores com tanto futuro como Podence, Geraldes ou Matheus deveriam ganhar. São estas inconsistências que me fazem acreditar que não vale a pena ter “estrutura” nenhuma quando a decisão última de JJ contraria qualquer racionalidade e salta aos olhos de qualquer treinador de bancada que pelo menos Geraldes tem lugar no actual meio-campo do Sporting, muito mais que Bryan Ruiz.»

Javardeiro, no Leão de Plástico

 

«Não há como disfarçar: a quase totalidade da palavra fracasso com que se qualificará a época em curso tem sido escrita pela mão de Jorge Jesus. Começou por desbaratar a oportunidade que lhe foi concedida na carta branca embrulhada em vários milhões de euros e agora, na versão económica, não encontra a fórmula de rentabilizar os jogadores que tem à disposição, de forma a devolver competitividade à equipa e preparar o futuro.»

José Duarte, n' A Norte de Alvalade

 

«Um Sporting que, dois anos depois, ainda faz experiências na defesa à procura do Santo Graal defensivo, uma equipa que denuncia a cada momento o momento seguinte, que oscila como varas verdes com qualquer brisa, é uma equipa que dificilmente vencerá. Seja lá o que for. E não me venham falar de pressão. Coitadinhos dos jogadores. Pressão é levantar-se todos os dias para trabalhar, muitas vezes em empregos precários e sem tabuletas no horizonte a dizer: vacances.  Haja paciência!»

Gabriel Pedro, n' A Insustentável Leveza do Liedson

 

«Por quanto tempo mais teremos todos de continuar a ser confrontados, jogo após jogo, com os farrapos de desculpas de eventuais debilidades estruturais, de eventual falta de empenho dos atletas ou de eventuais erros de arbitragem e nunca, jamais, em tempo algum, a honesta e frontal assunção das culpas sobre cuja origem já nenhum adepto leonino terá dúvidas?!...»

Álamo, no Leoninamente

Isto não é só do(s) árbitro(s)

É certo que Jorge Sousa, a quem Jesus (anjinho) lambeu os tomates na antevisão ao jogo, perdoou uma expulsão clara ao Guimarães aos 24 minutos, numa entrada assassina sobre Bruno César; É certo que o super dragão inventou uma falta de Bryan Ruiz ao cair da primeira parte que poderia ter dado golo; É verdade que o critério disciplinar foi dúplice, mas, convenhamos, a equipa não fez grande coisa para ganhar e essa é a verdade incómoda que vem acontecendo desde há muito nesta época.

Quem tivesse andado desavisado poderia correr o risco de pensar que o mau futebol praticado desde início de Dezembro teria algo a ver com o período eleitoral. Não me parece. Poderia também pensar que alguns jogadores, senão todos, andariam a trocar o passo ao treinador. Eu confesso que afinei por este diapasão durante breves dias, mas julgo que não será essa também a razão.

Penso que tudo se resume àquilo que o treinador referiu ontem na CI: A falta de uma verdadeira estrutura.

Eu não sei se quando fala em estrutura, Jesus se refere ao regime de influências e pressões várias a que estava habituado lá do outro lado, mas o que eu digo que faz falta não é isso. Escrevi-o durante a campanha, reafirmo-o hoje; O Sporting precisa de uma equipa para o futebol que seja competente, é ponto essencial, mas acima de tudo que esteja imune aos estados de alma do presidente e do treinador. Não se pretende um estado dentro de outro estado, mas pretende-se uma equipa coesa, competente repito, que se preocupe não apenas com o futebol mas com tudo o que gira à sua volta, multidisciplinar portanto, a quem seja dada margem para trabalhar. Conhecendo o presidente, é muito difícil chegarmos aqui, mas duma coisa pode o presidente ter certeza: Se quer ser campeão duas vezes em quatro, este é o caminho, não há duas vias.

Ao treinador pede-se que treine e que, coisa simples como o futebol, meta lá dentro os melhores, nem que os melhores, coisa não rara, sejam miúdos da formação.

Não quero armar-me em Gutman, mas ou isto vai por aqui, ou nos próximos vinte anos não cheiramos o título.

Bom, há sempre os vouchers, mas não acredito que os sportinguistas queiram ir por aí.

A obrigação de tudo fazer

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.

O ponto

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.

O problema

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...

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