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És a nossa Fé!

O que diz Gelson Martins

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«Admito regressar ao Sporting.»

 

«Tentarei ajudar sempre que puder. Continuo a ser sócio do Sporting.»

 

«Nunca iria para o Benfica por uma questão de respeito ao Sporting.»

 

«Todos tivemos medo em Alcochete. Não foi uma situação fácil. Muitos podem falar, mas só quem esteve lá dentro sabe que foi muito mau.»

 

«Não iria prejudicar o Sporting pedindo indemnização ao clube que me formou.»

 

 

Excertos da entrevista de Gelson Martins à edição de hoje do Record, transcrita no blogue Tu Vais Vencer.

O que diz João Duque

«NÃO ERA ORÇAMENTO QUE SE APRESENTASSE»

«Tivemos que nos pronunciar sobre um orçamento que tinha sido feito por Bruno de Carvalho com pressupostos que, na altura, dissemos que estavam todos errados. Não era um orçamento que se apresentasse - e estamos a falar do clube, porque a Comissão de Fiscalização era só sobre o clube, não era da SAD.»

 

«ERA DE LOUCOS, ESTAVA TUDO MAL FEITO»

«O orçamento do clube estava assente em pressupostos de que iria continuar a crescer. Era de loucos, estava tudo mal feito. Como é que iríamos dar um parecer positivo sobre isto? Demos portanto um parecer negativo e nem houve assembleia para votar aquele orçamento porque era ridículo.»

 

«SE QUISESSEM UMA LÂMPADA, PEDIAM AO PRESIDENTE»

«Apercebi-me logo que o sistema de gestão do clube daria azo a tudo e mais alguma coisa: super-centrado numa pessoa, era de loucos. Imagine o que é um clube ter todas as despesas, mas todas as despesas, assinadas pelo presidente! Está tudo dito. Se quisessem comprar uma lâmpada, tinham que pedir autorização ao presidente. Isto é um clube? Isto é de loucos. Mas depois tinha saldos de tesouraria em cash elevadíssimos. Assim que soube disso percebi logo que tinha tudo para correr mal.»

 

«OS JOGADORES COMEÇARAM A SAIR EM MASSA»

«O jogo é uma coisa e a gestão das instituições é outra. Mas ali estavam a gerir a empresa e a actividade como se estivessem no campo. Bruno de Carvalho criava essa gestão de conflito e de ódio permanente a todos. Os jogadores começaram a sair em massa, nunca tinha visto isto, e escreviam cartas onde acusavam o presidente. Uma coisa inimaginável.»

 

«ESTAVA TUDO A DESMORONAR-SE»

«O Sporting estava com problemas sérios de tesouraria e precisava de cumprir prazos. Aliás, já estava com um problema com o Guimarães, que ameaçava requerer a falência da sociedade. Acho que no fim disto tudo é um milagre o Sporting ainda existir formalmente. Este Sporting tal como nós temos. O clube estava a implodir: oito ou nove jogadores a saírem porta fora, o treinador também. Estava tudo a desmoronar-se.»

 

João Duque, ex-membro da Comissão de Fiscalização do Sporting entre Maio e Setembro de 2018, hoje, em entrevista ao jornal i

As negas de Ricciardi

Não sei quem é o ex-jornalista que estará neste momento a ajudar José Maria Ricciardi em matéria de comunicação. Seja quem for, suponho que terá metido férias. Só isto explica que o banqueiro, na extensa entrevista que dá hoje ao matutino Record (e saúdo o jornal, agora com novo director, pela matéria exclusiva), tenha cometido dois erros de palmatória. Precisamente em matéria comunicacional.

O primeiro é quando os jornalistas Alexandre Moita e Vítor Almeida Gonçaves, com toda a pertinência, lhe perguntam se esta época já viu um jogo ao vivo, no estádio José Alvalade. Resposta pronta e brusca do homem da banca: «Não.»

O segundo erro, tão grosseiro como o anterior, acontece quando Ricciardi confessa não ter contribuído sequer com um cêntimo para o empréstimo obrigacionista lançado pelo Sporting em Novembro. «Não subscrevi», afirma com toda as letras. Certamente não foi por falta de disponibilidade monetária.

Temos portanto alguém que ambiciona ser uma espécie de "salvador" do Sporting mas que não assiste aos jogos, não frequenta o estádio e marimbou-se para o empréstimo obrigacionista, tão necessário para recapitalizar as finanças leoninas. Depois de tanta nega, ainda pretende ser levado a sério pelos sportinguistas?

O que diz Frederico Varandas

«É óbvio que não temos as condições ideais. Seria impossível, em apenas quatro meses, termos a estabilidade que gostaríamos. Porque sem estabilidade nada se alcança. (...) Muitas vezes as pessoas querem esquecer-se de como este clube estava em Setembro.»

 

«Vamos construir mais cinco campos relvados. Vamos requalificar por completo a Academia.»

 

«Discordei completamente da política dos últimos cinco anos na formação. Culpa da direcção.»

 

«Vai começar a funcionar já este mês o primeiro departamento de liderança e formação interna, liderado pelo Tomaz Morais. Vai ser transversal a todos os jogadores, a todos os miúdos, a todos os treinadores. Para lhes incutir o orgulho em vestir esta camisola e os valores do desporto.»

 

«Não gosto de ver jogadores a atirarem-se para o chão, não gosto de ver jogadores a queimar tempo, não gosto de ver jogadores a falar com o árbitro.»

 

«Eu não misturo a instituição Benfica com o seu presidente. Tenho o maior respeito pela instituição Sport Lisboa e Benfica. Um clube só é realmente grande se tiver um grande rival. E o Benfica é o nosso grande rival.»

 

«Ninguém [do Benfica] falou do conteúdo dos e-mails. Ou por falta de coragem ou por falta de princípios.»

 

«Isto [caso dos e-mails] afecta todos os clubes que disputam a Liga, isto afecta o futebol português, isto afecta a imagem de Portugal.»

 

«Em todos os jogos em que perdemos pontos, a minha equipa poderia e deveria ter feito melhor.»

 

«Quero uma cultura vencedora neste clube. Não quero uma cultura que nos desculpabilize internamente apontando culpas a terceiros, como aos árbitros.»

 

«Defender o melhor para o Sporting é defender o desporto, as regras, a transparência. O Sporting não vai abdicar disso.»

 

«Em Novembro troquei a equipa técnica porque acredito muito neste treinador.»

 

«Quero um grupo mais consistente, mais forte mentalmente e, obviamente, com mais qualidade.»

 

«Na nossa visão, o plantel era de qualidade reduzida. Por isso é que saem sete jogadores.»

 

«A verdade é que no "ano zero" conquistámos já um título. (...) O Sporting vive de títulos, os sócios vivem de títulos - e este já é nosso.»

 

«Só um louco pode dizer "Eu vou ganhar o campeonato para o ano, daqui a dois anos, três anos..." Seja no futebol, seja nas modalidades.»

 

«O protocolo com as claques que estava em vigor para o ano vai deixar de existir. Entre muitas outras coisas, estamos a falar de cerca de 900 bilhetes oferecidos por jogo. O Sporting não está em condições de oferecer nada. Quando fiz parte de uma claque, há mais de vinte anos, pagava. Expliquei-lhes que não há ofertas e que para o ano toda a gente vai pagar o seu bilhete.»

 

«Keizer tem contrato e se Deus quiser vai cumpri-lo. (...) Jorge Jesus faz parte do passado.»

 

«Eu acredito que, com a minha equipa, vou fazer o Sporting campeão.»

 

«O meu objectivo é deixar o clube, ao futuro presidente do Sporting, muito melhor do que quando lhe peguei.»

 

 

Frederico Varandas, esta noite, em entrevista ao jornalista Alexandre Santos, da RTP 3 - a primeira que concedeu, para além do canal de TV do clube, em 145 dias de presidência.

André Geraldes em discurso directo

 

«O clube estava virado de pernas para o ar.»

 

«Era notória a instabilidade dos jogadores. Isso é um facto incontornável.»

 

«Por esses dias tinha o treinador despedido... nem sabia se estava despedido... tinha os jogadores a querer falar com a direcção e a direcção a não conseguir comparecer nos dias em que os jogadores queriam...»

 

«Estava, um bocadinho, a fazer o papel da ONU.»

 

«Ao nível da comunicação, [Bruno de Carvalho] não fez o melhor percurso e esse percurso fez com que chegasse o fim.»

 

«Pelo estilo de comunicação que [o ex-presidente] tinha, o clima [no Sporting] não foi o melhor.»

 

Excertos de uma entrevista do ex-director do futebol leonino, esta noite, à CMTV

Frases da entrevista de Vieira

 

«Faltam-me dois anos para acabar o mandato, vou ser candidato. Faço dois, mais quatro e, se for preciso, mais vou fazer.»

 

«Se Bruno de Carvalho continuasse, éramos capazes de cometer uma ou duas loucuras.»

 

«Se o senhor Varandas vier com esse propósito [combater o Benfica] não vai lá estar muito tempo.»

 

«Se se provar que houve actos menos ilícitos (sic), demito-me.»

 

«Não há cartilha nenhuma, não sei o que é a cartilha.»

 

«António Simões mentiu.»

 

«Eusébio só há um.»

 

«O Rui [Vitória] tem o seu valor.»

 

«Não ponho Jorge Jesus de lado.»

 

«Como é possível o Benfica não marcar um golo ao Belenenses?»

 

«Quem sou eu para condenar Paulo Gonçalves?»

 

«O que é que o Benfica tem a ver com a toupeira?»

 

«Não temos claques, temos grupos organizados de sócios.»

 

«Assino de cruz.»

 

«Pedidos de bilhetes? Respondo ok, ok, ok...»

 

«Acha que eu sou o bilheteiro do Benfica?»

 

Esta noite, na TVI

 

O que diz Varandas

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Queriam que Frederico Varandas falasse? Pois ele falou, sem meias palavras, numa extensa entrevista ao Expresso, conduzida pelo jornalista Pedro Candeias.

Seguem alguns excertos.

 

«Os sócios do Benfica ou do FC Porto jamais aguentariam estar 18 anos sem ganhar títulos; o sócio do Sporting, que é muito leal ao clube, é menos leal às suas direcções e é muito mais exigente do que o dos outros clubes.»

 

«Isto é como muita gente diz - que o clube é ingovernável. (...) O número de presidentes que sai constantemente é um sinal de instabilidade e de que é muito mais difícil de ganhar do que nos outros lados. Mas eu acredito que vou mudar isto.»

 

«O empréstimo obrigacionista está montado e intermediado pelo banco Montepio, com cerca de 30 milhões de euros, para emitir em Dezembro. E o empréstimo anterior, cujo pagamento já fora adiado, iremos pagar tudo aos investidores na data prevista.»

 

«Acredito que o [caso do] Gelson será bem resolvido, tal como o caso Rui Patrício. Tenho um valor na cabeça, que não digo, e acho que se vai resolver a bem. E se não se resolver a bem, resolver-se-á a mal.»

 

«Como presidente, nunca entrarei dentro do balneário: é uma área de jogadores. Tal como eles nunca entrarão numa área de presidente. Também nunca farei uma crítica aos jogadores publicamente, porque essa será feita cara a cara.»

 

«Eu quero os melhores jogadores e o melhor treinador. Quero criar condições para este clube ser campeão, não de forma esporádica, mas consistente.»

 

«Já contratámos para a época 2019. Só dispenso jogadores ou treinadores quando tenho uma solução melhor em carteira.»

 

«Já estamos a preparar 2019 e a agir em áreas específicas, que nos ajudam a ganhar. Na área de scouting, por exemplo, estamos a reformular o departamento e acabámos de contratar um [José Guilherme Chieira], que esteve no FC Porto durante muitos anos, de 2010 a 2018. No departamento médico, virá outro médico, João Pedro Araújo, que é melhor que eu.»

 

«Sinto-me satisfeito com a qualidade do jogo? Não. Nem eu, nem o grupo, nem o treinador.»

 

«No Sporting que eu idealizo, a equipa tem de jogar melhor que o adversário pelo menos em 32 jornadas do campeonato. Pode nem ganhar, mas tem essa obrigação.»

 

«Estes casos do Benfica são uma vergonha para o futebol português, uma vergonha.»

 

«No dia anterior à destituição de Bruno de Carvalho dizia-se, nas redes sociais, que ele iria ficar com 70% dos votos, que era impossível cair. Ele próprio achava que ia ganhar, daí ter ido para a MEO Arena. As redes sociais são tão barulhentas que se confundem com a realidade. E ele perdeu com 70% dos votos.»

 

«O Sporting já sofreu muito, muito, para alimentar o ego de pessoas que usam e abusam do clube para se manterem vivas na comunicação social. Mas, no fundo, nada dão ao clube e isso é uma característica do Sporting.»

 

«O primeiro passo é tornar o Sporting imune a essa fogueira e a própria comunicação social também está numa espécie de ressaca, estranha este vazio mediático. Se eu não falou durante duas semanas é estranho, mas já repararam, nos outros clubes, se os respectivos presidentes falam? Não.»

 

«Jamais um sportinguista receberá de mim uma directriz para dizer isto ou aquilo. Isso é indigesto. Gosto de pensamento livre, mesmo que critiquem o Sporting. É horrível, não é do século XXI.»

Sousa Cintra sobre Peseiro e Jesus

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Sobre José Peseiro:

 

«Foi uma decisão minha [a contratação de José Peseiro].»

 

«O Sporting precisava de um treinador ganhador e conhecedor do futebol português.»

 

«Não, não foi logo [que avançou para Peseiro]. Tinha de ter um plano B [após a falhada recontratação de Jesus] e pensei num treinador estrangeiro, campeão e disponível. (...) O Paul Le Guen foi encantador. Fiquei muito impressionado com ele. (...) Acertei tudo com ele de acordo com as nossas possibilidades.»

 

«Mas entendia que a melhor solução era mesmo um treinador português. E há muitos e bons. Fiz a leitura dos que estavam disponíveis e escolhi o Peseiro. Peguei no telefone e fechei o contrato.»

 

«O Peseiro teve uma óptima passagem pelo Sporting. Foi à final da Taça UEFA e só perdeu o campeonato nos últimos jogos.»

 

«Fazendo a leitura de tudo, o Peseiro era a melhor solução.»

 

«Ele [Peseiro] fazia a leitura dos jogadores. Mas perdia muito tempo a analisar. Via, via, serve, não serve, houve ali alguma falta de decisão. Tenho enorme respeito pelo treinador, mas na escolha houve muita indecisão. Sim, depois não, depois sim, não, talvez...»

 

«Tivemos praticamente contratado aquele que jogou com o Benfica [Prijovic, do PAOK]. Até lhes marcou um golo. Tivemos as negociações muito adiantadas. Esteve para vir. O Peseiro disse primeiro que sim, depois não, e no fim até disse que ele nem sequer iria para o banco.»

 

«Houve muitas indecisões e perdemos dois ou três bons jogadores.»

 

«Continuo a pensar que o Sporting vai ser campeão este ano.»

 

 

Sobre Jorge Jesus: 

 

«Ao Jesus corre-lhe o sangue do Sporting nas veias e fez um excelente trabalho no clube.»

 

«Ainda falei com o Torres Pereira porque tem um irmão embaixador e ponderámos arranjar-lhe um passaporte para ele sair de lá [Arábia Saudita]. Houve essas conversas. Não veio por um fio.»

 

 

Sobre os jogadores:

 

«O Jovane ganhava 2 mil ou 3 mil euros por mês, uma vergonha. Vivia num sítio horrível, um craque daqueles. (...) Renovei-lhe o contrato, aumentei-o dez vezes ou mais e dei-lhe 100 mil euros para comprar uma casa e viver condignamente com a mãe.»

 

«Não falei com ele [Miguel Veloso], mas sei que viria. O Fábio Coentrão também poderia ter voltado.»

 

«Rafael Leão queria ficar no Sporting. Mas o pai e o empresário levaram-no àquele destino.»

 

«A exigência de ordenado [de Podence] foi de tal ordem que era impossível ficar com ele»

 

«O Gelson estava com a cabeça no Atlético Madrid e nada o demovia. Estava perdido por ir embora, incrível!»

 

«[Viviano] estava gordo e o treinador não gostou. Tive de arranjar outro guarda-redes.»

 

«O problema do Diaby é que tem estado mais tempo a jogar na selecção do que no Sporting, mas o Peseiro está encantado! Disse-me maravilhas dele!»

 

 

Declarações numa longa entrevista à edição de hoje do Record

 

Saber comunicar

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Sem espavento, sem alarido, sem fogo de artifício, alguma coisa começou a mudar na comunicação do nosso clube, obedecendo aos critérios definidos pelo presidente Frederico Varandas. Por exemplo, no acesso dos órgãos  de informação a alguns minutos de treino físico dos jogadores, possibilitando recolha de imagens sempre com interesse para os adeptos. Aplaudo, naturalmente, esta mudança. Tal como me parece muito positivo verificar que os profissionais leoninos voltam a merecer destaque nas capas da imprensa desportiva por declarações prestadas em exclusivo, claramente com o aval prévio da Direcção. Isto ficou ontem bem evidente com as entrevistas simultâneas de Montero ao Record e de Raphinha ao matutino O Jogo. Há quanto tempo não sucedia algo semelhante?

São alterações que abrem ainda mais o clube aos inúmeros simpatizantes, permitindo-lhes saber o que pensam os jogadores sobre temas em que raramente costumavam pronunciar-se em público, e que põem fim à absurda fase do presidente-estrela com monopólio dos microfones. Assim se combate a lógica do entrincheiramento hostil e da desconfiança permanente face aos grupos de comunicação social. Que são uma componente importante da indústria futebolística e, como tal, não podem ser ignorados.

Enfim, passos na direcção correcta. O Sporting da lamúria e do queixume está a dar lugar ao Sporting apostado em difundir mensagens positivas, transmitidas aos adeptos por vozes de protagonistas vários. Nada a objectar, pela minha parte. Só posso estar a favor.

O queixinhas

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Lembram-se do tempo em que Bruno de Carvalho pedia solenemente aos adeptos do Sporting para deixarem de ver televisão e de ler jornais? Pois ele, que diz seja o que for para se tornar notícia e faz quase sempre o contrário do que diz, é incapaz de passar um dia sem dar entrevistas a esses mesmos jornais e a essas mesmas televisões.

Li penosamente a mais recente, impressa na edição de ontem do Record, iniciada com estas linhas laudatórias dos jornalistas que conduziram a conversa: «Igual a ele próprio! Frontal, contundente e sem medo de uma boa refrega.»
Questiono-me até se no final da entrevista não lhe terão pedido um autógrafo...
 
O que afirma nesta cavaqueira o presidente destituído - e agora suspenso por um ano de associado do Sporting?
Mais do mesmo: não assume um erro (nem sequer a prosa miserável que publicou no facebook rebaixando os jogadores, logo após o jogo em Madrid contra o Atlético, futuro vencedor da Liga Europa). Não faz um mea culpa.
Lança lama sobre as pessoas que escolheu e aceitaram trabalhar com ele (vice-presidentes, presidente da Mesa da Assembleia Geral, treinador, director clínico), faz insinuações rasteiras a torto e direito, enche a entrevista com frases do habitual rancor azedo, próprio de quem está de mal com o mundo.
Vive numa espécie de realidade paralela, alimentando-se da sua delirante megalomania e de inifinitas teorias da conspiração. Imagina-se um estadista mas só tem conversa de porteira - sem desprimor para as porteiras.
 
São, bem ao seu estilo, declarações de um queixinhas.
Faz a todo o tempo juízos de (mau) carácter sobre ex-colaboradores directos e gente que integrou a sua comissão de honra e até foi convidada para o seu badalado casamento no Mosteiro dos Jerónimos, coincidente com o Dia do Clube.
Garante que só ele soube exercer o poder no Sporting mas, relativamente a tudo quanto ocorreu de mal, aponta a responsabilidade sempre para terceiros. Deixando-nos definitivamente esclarecidos quanto a falhas de carácter.
 
Transcrevo aqui algumas dessas frases, para registo futuro. E para que os últimos cépticos percebam, já hoje, como o sucessor de Godinho Lopes é incapaz de aprender com os erros cometidos - pelo contrário, insiste neles, contra todas as evidências, até a última gota do limão ficar espremida.
 
Sobre Sobrinho e Ricciardi:
«Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi estão por detrás de todas as candidaturas, menos da minha.»
«Ricciardi é um cobarde.»
 
Sobre Frederico Varandas:
«O Varandas sabia que eu tinha um lombalgia. Deixou-me sozinho quando estava a sofrer desde os 72'. Estavam 4 graus e a lombalgia agravou com o frio.»
«O que eu ouvi da parte de Varandas sobre Jesus... Uma pessoa que me andava há dois anos a dizer cobras e lagartos do Jorge agora tem-no na comissão de honra. Vale a pena ser hipócrita neste país.»
 
Sobre Jaime Soares:
«Ao Jaime [Marta Soares] não lhe atribuo valor.»
«Diz que Jaime Marta Soares era amigo de Luís Filipe Vieira. Era? Mas algum deles faleceu? Digo-lhe que é.»
 
Sobre Cintra e Torres Pereira:
«Lamento que um presidente da SAD [Sousa Cintra] esteja numa conferência de imprensa a ser mandado calar com palmadinhas na mão por um indivíduo que sempre considerei um inútil, que é Torres Pereira [ex-vice de Bruno de Carvalho e actual líder do clube].»
«Há um treinador [Mihajlovic] que foi despedido sem justa causa, por email. Isto foi, mais uma vez, "à Sousa Cintra". No passado, pegou no microfone do comandante do avião e logo ali despachou Bobby Robson. Agora, achou que era por email
 
Sobre Jorge Jesus:
«Só uma vez é que as claques foram à Academia, em 2016. Eu proibi-os, e ficaram à porta. Depois, o Jesus passou de carro e convidou-os a entrar. Ele pediu-me desculpa e eu disse-lhe que não era ele que decidia, era eu.»
«Acho lamentável que se tenham aproveitado do treinador. Quando ele vai à final da Taça de Portugal promove um almoço com centenas de pessoas. Nesse dia, o motorista de Ricciardi andou a recolher assinaturas para a minha destituição. Não é normal.»
 
Sobre Carlos Vieira: 
«Quem coordenou com o Conselho Fiscal e Disciplinar a alteração dos estatutos e do regulamento disciplinar foi o Carlos Vieira... Foi brilhante, a táctica de todos eles!»
«Houve um primeiro relatório [sobre o assalto a Alcochete] que não me agradou, fiz mais perguntas, e estava à espera que o responsável da administração que tinha o pelouro da segurança, que se chama Carlos Vieira, me desse a resposta.»

Palavras sensatas... obrigado, Sousa Cintra

Agradeço muito como sportinguista o trabalho que está a ser feito por Sousa Cintra. Penso que todos os candidatos ou os putativos candidatos - sim, porque já me parece um perfeito exagero a quantidade de nomes que se perfilam para presidente - leiam com muita atenção as palavras sensatas de um homem maduro, com um sorriso aberto e cativante, que tão bem tem conduzido toda esta fase do nosso clube.

"Estou aqui por amor ao clube. Não sou candidato. Não aceito. A minha missão é fazer o melhor que puder até às eleições. Venha quem vier, venha um bom candidato, com ideias, credibilidade, para continuar com o Sporting. Eu não me vou candidatar, nem vou apoiar ninguém. Quero ficar isento. Darei todas as informações a qualquer candidato e tratarei todos de igual modo. Podem contar comigo para tudo, mas não vou apoiar ninguém. Seria deselegante. Estou aqui para servir o Sporting. Que ganhe um candidato fortíssimo, pois o Sporting precisa de paz, calma e tranquilidade, verdade e sem atropelos."

O que disse Jorge Jesus

 

«Não tenho nenhumas razões de queixa dos adeptos do Sporting. Pelo contrário, sempre me acarinharam. Foram fantásticos.»

 

«Recuperámos o Sporting em termos de mística, de orgulho. Fizemos o Sporting ser uma equipa novamente competitiva, a disputar o título. Em três anos, disputei o título duas vezes até ao limite das jornadas.»

 

«Eu sabia que não podia continuar no Sporting face ao que aconteceu, não só nas últimas semanas mas nos últimos meses.»

 

«É verdade que o presidente do Sporting queria afastar o Octávio Machado. Eu disse ao presidente do Sporting que, se mandasse embora o Octávio, teria que me mandar embora também a mim. O Octávio só saiu depois porque quis.»

 

«Sentimentalmente, a final da Taça de Portugal doeu-me muito mais [do que o ataque a Alcochete]. Senti que os adeptos do Sporting e os jogadores do Sporting não mereciam tudo aquilo que se passou e que fez que a equipa não estivesse em condições de poder disputar aquela final. Senti-me um pouco culpado. Não devíamos ter jogado naquele dia a final.»

 

«É verdade que os jogadores do Sporting não estavam em condições de efectuar aquela final.»

 

«Depois da final, senti-me um treinador impotente. Os jogadores estavam lá mas não ouviam.»

 

«Os jogadores passaram por momentos que vocês não imaginam naqueles cinco minutos naquele balneário. Aquilo parecia um filme de terror. Aquilo parecia as imagens que eu via do Daesh, no Líbano. Com palavras como "Vamos matar-vos a todos!".»

 

«Quando os vi [membros da claque] correrem para os balneários, fui a correr atrás e meti-me no meio daquele desespero todo.»

 

«Espero que as claques portuguesas percebam que ter paixão pelo clube não é esses actos [Alcochete]. Não intimidam ninguém. Os jogadores não vão correr mais nem menos para ganhar porque os adeptos vão às academias.»

 

«Os jogadores estão a tomar outras decisões - e ainda bem. Dou os parabéns ao presidente do Sporting [Sousa Cintra] pelo trabalho espectacular que está a fazer na recuperação da imagem do Sporting.»

 

«Falei com alguns jogadores antes de tomarem as decisões e disse-lhes: "Se o teu coração é esse, se a tua felicidade é essa, não hesites e regressa".»

 

«Já pedi ao presidente Sousa Cintra para anular a minha cláusula de confidencialidade.»

 

«O meu grande objectivo era ser campeão nacional no Sporting, como é óbvio. Pensava que em três anos conseguia ser campeão nacional. [Mas] sinto que, com a ajuda de toda a gente, deixei no Sporting uima estrutura espectacular em relação ao futebol.»

 

Esta noite, rompendo o silêncio, em entrevista à CMTV

O que disse Sousa Cintra

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«Rui Patrício é um jogador fantástico, dos melhores do Mundo. Quis sair e não vale a pena voltar atrás. A verba que o Sporting vai receber é à volta de 18 milhões de euros, um pouco menos.»

 

«O lugar de Bruno Fernandes é no Sporting e estou convencido que isso vai acontecer. Espero dar essa notícia aos sportinguistas. Com Podence é igual. Espero que isso aconteça porque estou a tratar desse assunto. Estamos a conversar.»

 

«Gelson? O meu desejo é que ele regresse, é um jovem com grande futuro. Não sei... Se sair, leva uma nódoa. Quero o melhor para Gelson, mas não posso deixar de defender o Sporting, as negociações não podem ser feitas de qualquer maneira.»

 

«Com um contrato daqueles, super milionário e absurdo... Não tenho nada contra ele [Mihajlovic], mas nunca ganhou nada. Não havia quaisquer vitórias. Sabia que foi um grande jogador a marcar livres mas o Sporting não precisa de um marcador de livres.»

 

«O Augusto Inácio é um funcionário, está lá. Porque deixaria de estar? Não vou dizer que vai haver um novo director desportivo, quero é que o Sporting tenha um bom desempenho e para isso as pessoas têm que estar empenhadas.»

 

Esta noite, à SIC e à SIC Notícias, em entrevista conduzida pelo jornalista Paulo Garcia

Manicómio em autogestão

Lamenta não ser escutado pelos órgãos de informação mas é a personalidade com mais tempo de antena em Portugal após o Presidente da República. Diz-se ignorado pelos jornalistas mas cada vez que tem um pela frente passa o tempo a insultá-lo e denegri-lo. Assegura que não despediu Jorge Jesus quando diversas testemunhas o ouviram dizer alto e bom que não contava mais com o treinador, que certamente por coincidência foi mesmo despachado e afinal "é muito difícil de substituir". Garante que não sondou Scolari nem Sá Pinto, sabendo-se que ambos foram contactados a seu pedido para substituírem Jesus (e tiveram o bom senso de recusar). Diz que nada tem a esconder embora saibamos hoje que impôs uma cláusula de silêncio a Jesus - compromisso que obriga as duas partes mas que admite vir ele próprio a violar quando lhe der na telha, assumindo aos olhos do mundo leonino que assina pactos de má fé. Afiança ter um novo treinador contratado há uma semana mas não divulgou ainda a sua identidade apenas para imitar os jogadores que andaram a anunciar rescisões às pinguinhas. Salienta que a única versão válida dos estatutos que já fez mudar seis vezes em cinco anos é aquela que não foi assinada pelos órgãos sociais nem está publicada em Diário da Republica ou sequer na página oficial do clube na internet. Revela ao País que uma providência cautelar é sempre decidida não com base em factos mas em "probabilidades", o que atesta a sua douta sapiência jurídica. Gaba-se de ter "os melhores advogados do mundo" enquanto vai somando derrotas nos tribunais. Adverte que, se lhe der na bolha ou se acordar para aí virado, impede a assembleia geral do dia 23 - a mesma que sempre assegurou que jamais se realizaria mas vai ocorrer por imposição do Tribunal da Comarca de Lisboa, mais interessado do que ele em dar voz aos sócios. Diz estar suspenso da condição de associado pelos órgãos provisórios de gestão e fiscalização, o que o impede de comparecer na assembleia geral, reconhecendo assim validade aos mesmos a quem proíbe de entrar em Alvalade. Jura que não pisará o Altice Arena no próximo sábado mas anda a implorar aos seguidores no facebook, noite após noite, para não deixarem de comparecer (e votar por ele)

Um chorrilho de inverdades

21.05: «Vou tentar ser muito curto.»

21.05: «Nos estatutos é claro que para haver uma Comissão de Fiscalização [isso] só pode acontecer quando se demite a totalidade dos membros [do Conselho Fiscal e Disciplinar]. Estou a citar os estatutos.»

21.05: «Temos uma Mesa [da Assembleia Geral] que se demitiu e um presidente que se demitiu por duas, três vezes.»

21.08: «Os estatutos que estão em vigor são os que dizem "a totalidade dos membros" [do CFD].»

21.09: «Jaime Marta Soares demitiu-se. E ao nível da lei basta fazer o que ele fez - vir a público nas televisões todas e dizer que estava demitido.»

21.10: «A Comissão de Fiscalização [empossada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral] está ilegal.»

21.10: «Não parece que um acto corrente seja tirar de sócio os membros legitimamente eleitos pelos associados, que ainda há três meses atrás tiveram 90%.»

21.11: «Esta Comissão de Gestão não existe.»

21.12: «Tudo quanto Jaime Marta Soares fez está ferido de ilegalidades.»

21.13: «Uma providência cautelar, uma das características que ela tem, é o facto de não precisar de ter certeza e de apenas poder ir pela probabilidade. Isto é a lei, isto está escrito.»

21.13: «A única providência cautelar que pedia para que a Comissão de Transição da Mesa da Assembleia Geral (CTMAG), que foi por nós designada, fosse considerada inválida, foi indeferida.»

21.15: «Nenhuma providência cautelar até agora disse que Jaime Marta Soares era o presidente da Mesa da Assembleia Geral. Ponto.»

21.17: «Não há nenhuma providência cautelar que diga que Jaime Marta Soares é o presidente da Mesa em funcionamento. Não há nenhuma providência cautelar que diga que a CTMAG é ilegal. Não há nenhuma providência cautelar que diga que a Comissão de Fiscalização que Jaime Marta Soares criou é legal. Nem nenhuma providência cautelar que diga que a Comissão de Fiscalização por nós criada é legal. Assim como não há nenhuma providência cautelar que diga que a minha CTMAG é legal ou a minha Comissão de Fiscalização é ilegal.»

21.20: «Todas as providências cautelares, como são pedidas sem audição, vão pela probabilidade. Um juiz não tem que ver televisão, não tem que saber se a pessoa se demitiu ou não se demitiu, quais são os estatutos, qual é a jurisprudência...»

21.21: «Probabilisticamente, o que vieram [o Tribunal da Comarca de Lisboa] dizer é: "Em princípio, a assembleia geral do dia 23 é aquela que nos parece ser a legal. Probabilisticamente".»

21.22: «Esta Comissão de Fiscalização, a primeira coisa que fez, foi logo retirar de sócios os únicos [do Conselho Directivo] que estavam lá legitimamente eleitos e a conduzir os destinos do Sporting.»

21.24: «Nós fomos afastados de sócios.»

21.25: «Nós fomos suspensos [de sócios], não expulsos.»

21.29: «Eu estou impedido [de intervir na assembleia geral do dia 23], por esta Mesa que eu considero ilegal, porque estou suspenso de sócio.»

21.30: «Infelizmente vai ser feita uma assembleia geral de destituição, que é um julgamento em praça pública, sem que as pessoas se possam defender.»

 

A lista não é exaustiva. Trechos da entrevista dada há pouco pelo presidente suspenso do Conselho Directivo do Sporting à SIC e à SIC Notícias.

D. António Marto…

… bispo de Leiria-Fátima, recentemente feito Cardeal pelo Papa Francisco, em entrevista à revista “E” do “Expresso".

«(…) Na sua nomeação para cardeal, recordou essa resistência do seu pai. Isso perturbou-o?

Recordei dentro de um contexto muito próprio. Porque o meu pai começou por ter esta resistência mas depois, logo após a minha ordenação, disse-me uma frase que nunca mais esqueci na vida. E lembro-a com emoção. "Meu filho, nunca te esqueças que vens de uma família humilde. Que nunca te suba o poder à cabeça. Trata sempre bem os humildes e os pobres." Isto é de uma sabedoria espantosa, num homem que tinha a quarta classe e uma fé simples... (...)»

 

«(...) E o que lhe troxe essa experiência? [a de ser operário metalúrgico]

Trouxe-me deixar de ser estudante num seminário onde está tudo feito. E fez-me entrar numa vida real, de quem se levanta cedo, toma o autocarro, vai para o trabalho, veste o fato macaco e vai para frente de uma máquina. Na fábrica de metalurgia faziam-se peças para os motores dos carros e até aviões. E era tudo medido artesanalmente, à mão, com um régua. E daí ficou esta marca no dedo, porque quando mudei de máquina, distrai-me. A máquina apanhou-me. Felizmente salvei o dedo, porque outros desligaram a máquina. (...)»

 

«(...) E desporto?

Já deixei de praticar. Quando era seminarista praticava e gostava muito de voleibol, era o meu preferido. E basquetebol. E fui guarda-redes de hóquei em campo.

E futebol?

Gosto de ver, mas não tinha muito jeito. Gosto mais de ver na televisão do que no campo. Fui às vezes, mas agora o Leiria deixou de jogar aqui no estádio.

É o seu clube, o Leiria?

Não, o meu clube é o Sporting, que agora anda nas ruas da amargura. (…)»

 

E - A Revista do Expresso. n.º 2379 de 2 de Junho de 2018. p. 52, 53 e 54

Mais do mesmo

O mote do costume: eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu. Sem perceber esta verdade elementar: no futebol, desporto colectivo, a palavra-chave é nós.

Quanto ao resto, mais do mesmo: críticas aos jogadores, agora na véspera do decisivo jogo do Funchal. Deve dar imensa moral lá no balneário.

Este coronel tem um modo muito estranho de "incentivar" as suas tropas.

 

Adenda - Na entrevista de hoje ao Expresso, Bruno de Carvalho pronuncia 50 vezes a palavra eu e apenas três a palavra nós. É todo um programa. É toda uma filosofia de vida. É toda uma maneira de estar no desporto.

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