Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Seis minutos e meio

Keizer disse que estivemos bem até aos seis minutos e meio, momento em que sofremos o golo.

Tendo em conta que o único jovem da equipa era Thierry Correia, como é que se justifica que uma equipa de homens feitos trema perante um Marítimo treinado por um tipo que teve uma vitória em toda a última edição da liga?

Seis minutos e meio. O que se passa, Sporting?

Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

............................................................................................

 

Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Escrever a quente!!!

Manda o bom senso não tecer comentários sobre o que acontece nos jogos imediatamente a seguir ao final. Fervilham emoções, ainda estamos perante a pressão do mesmo, apetece-nos mandar tudo para a outra parte... enfim, estamos ainda com as emoções à flor da pele. Todavia, vou quebrar aquilo que acabei de escrever e vou tentar em poucas palavras transmitir aquilo que sinto. Uma desilusão completa. Não temos um futebol que consiga minimamente cativar, e esse mesmo futebol que praticamos é demasiado prevísivel, sem qualquer objetividade, com jogadores muito lentos (a começar pela defesa), e um meio-campo só com Wendel e Bruno a pautar o jogo (e com alguns abusos, fruto da situação que ele sabe que se não for ele a puxar pela equipa, ninguém mais é capaz de o fazer).

Por favor, não falem da formação. Ou se tem qualidade ou não se tem. Isto a propósito de Therry. Não é com o campeonato a decorrer onde qualquer ponto que se perde pode vir fazer falta, que se fazem apostas deste género. As falhas graves já são em dois jogos seguidos. E quanto ao treinador? Nunca aqui teci qualquer comentário sobre Keizer, mas francamente não entendo como concede dois dias de folga ao plantel depois do jogo com o Benfica, e aquela frieza e distanciamento que evidencia talvez mais não seja do que fechar-se sobre a sua incompetência. 

O pior início desde 2014

Vimos do Funchal com um empate: 1-1. O pior começo de campeonato do Sporting desde a época 2014/2015, quando sob o comando de Marco Silva empatámos pela mesma marca com a Académica em Coimbra.

Em Agosto de 2015, na jornada inaugural, vencemos fora de casa o Tondela por 2-1.

No arranque da época 2016/2017, derrotámos o Marítimo em Alvalade por 2-0.

Em Agosto de 2017, na abertura do campeonato, fomos a Vila das Aves bater a equipa local também por 2-0.

Há um ano, no início da Liga 2018/2019, o resultado foi igualmente muito favorável para as nossas cores: Moreirense, 1 - Sporting, 3.

As coisas são o que são.

Castigo merecido

Depois duma primeira parte medíocre em que praticamente não criou perigo, Keizer deu a volta ao texto, a equipa encostou o Marítimo às cordas, mas as defesas incríveis do GR do adversário, a complacência manhosa do árbitro com as atitudes anti-desportivas e queima de tempo do mesmo, e alguma falta de sorte, conduziram a uma perda de dois pontos que, apesar de tudo o atrás referido, achei merecida. 

Merecida porque quem não aborda estes jogos para entrar com tudo, marcar primeiro, e gerir o resultado depois, põe-se a jeito para perder pontos.

Merecida também porque Keizer insistiu em jogadores fatigados fisica e mentalmente, não refrescou a equipa depois duma jornada europeia onde jogámos meia parte com 10, e apresentou mais uma vez um modelo de jogo que não facilita minimamente o trabalho de Bas Dost (também ele mais que fatigado). Muito jogo interior que se perde em passes sem nexo, extremos de pé trocado que não vão à linha centrar com precisão, laterais que não têm prontidão a centrar, tudo muito à base da inspiração e da capacidade extra de Bruno Fernandes e de mais um ou outro.

Não foi pelos reforços de inverno Borja (mesmo com o amarelo), Ilori, Doumbia e Luiz Phellipe que perdemos pontos. Se calhar todos eles deviam ter jogado de início.

O final da partida demonstrou mais uma vez a falta de tranquilidade que reina naquele balneário e à qual tem de pôr cobro urgentemente, mas que tem de se compreender à luz do sentimento de impotência de corresponder aos objectivos do clube, e também pela atitude vergonhosa de muitos "Letais ao Sporting" que, em vez de irem ao estádio apoiar e aplaudir, assobiam, intimidam e agridem, verbal e fisicamente.

De facto, não me recordo de nenhum periodo com tal quantidade de cartões amarelos e vermelhos mostrados ao Sporting, muitos por protestos e questiúnculas, a obrigar a substituições, a comprometer resultados e a desfalcar a equipa em desafios importantes.

SL

Naufrágio no Sado

Mais uma vez desafiei o bom senso e rumei ao Bonfim, para observar a cores e ao vivo um desafio muito disputado, à chuva e num terreno pesado, e com uma daquelas arbitragens manhosas e medíocres que sempre nos aparecem nestas ocasiões.

Acabei por assistir ao jogo com um bilhete comprado por 4€ e 85 cêntimos (era o que tinha trocado) a um adepto vitoriano que tinha desistido de ir ao jogo, em pé e à chuva, porque cobertura não havia e as cadeiras estavam encharcadas, no meio dos poucos vitorianos que não levaram a mal que berrasse o golo do Bas Dost. E no final lá fui ao choco frito do Leo, carpir as mágoas.

O Bonfim para o Sporting não costuma ter bom fim. É um facto.

Como diz o nosso presidente, o Sporting tem de olhar para dentro e analisar os erros que está a cometer nestas viagens a terras pequenas, onde clubes a lutar pela descida entram para o campo com a lição bem estudada e com confiança que vão sair com pontos. 

E quais são os principais erros que vejo neste tipo de jogos cometidos pelo Sporting de Keizer, não falando dum ou outro jogador que aqui e ali faz por demonstrar que não tem a categoria mínima para vestir a nossa camisola?

Erro 1 - Não marcar primeiro. O Sporting não pode entrar em campo amolecido, avançando linhas alegremente, deixando os centrais desprotegidos, e levar com um golo no contra-golpe depois de falhar uma ou outra oportunidade. Depois do adversário marcar primeiro, o campo torna-se mais pequeno, a confiança deles exponencia-se, o público da casa empolga-se, o tempo passa, os adversários caem redondos no chão ao mínimo toque, o árbitro ajuda à festa e fica tudo mesmo muito complicado. Tem de entrar controlando a bola e o jogo, não dando hipóteses a qualquer golo contrário. E marcar primeiro.

Erro 2 - Discutir com os árbitros. Parece uma praga que este ano invadiu Alvalade, a começar pelos capitães Nani e B. Fernandes, a que se juntou o mau exemplo de Beto, e com extremos naqueles que vivem intranquilos com a hipótese de transferência no mercado de inverno, Acuña e Ristovski. Não falando no Jefferson. Quantos amarelos e vermelhos já viram esta época os jogadores do Sporting por discutirem com os árbitros? E quanta desfocagem e desconcentração isso causa durante o jogo? E qual é o resultado positivo da discussão? Isto tem de acabar duma vez por todas, a bem ou a mal, o prejudicado é o Sporting.

Erro 3 - Rotatividade. Se há posições que requerem estabilidade, GR, DCs, PL, MC/6, nas restantes o desgaste é tremendo e não podem jogar sempre os mesmos, arrastando-se em campo e tomando más decisões por fadiga também mental. Existe a competitividade interna e o bom ambiente de todos se sentirem úteis. 

E assim ficámos a 5 pontos do Benfica antes do dérbi de Alvalade...

SL

A mesma sina de sempre !!!!

Nas vésperas dos jogos, daqueles que apelidamos de especiais, perdemos sempre pontos. Esta sina já vem de longe e hoje mais uma vez aconteceu em Setúbal. Podemos atribuir isso a vários fatores, agora, depois do jogo terminar mais fácil se torna comentar aquilo que se viu. Uma coisa foi por demais evidente, não quisemos resolver a partida na primeira parte. Sempre lentos, sem qualquer fio de jogo, pensando que com um Vitória tão fraco, o golo iria aparecer. Efetivamente apareceu, mas na nossa baliza, onde um Ristovski completamente desorientado, deixa ao lento e lesionado Petrovic, defesa central por empréstimo a responsabilidade de o ir cobrir e obviamente foi "faca em manteiga". Depois, o habitual nestas coisas, ou seja, correr atrás do prejuízo. Mais esforço físico, menos discernimento, mais atabalhoamento nas jogadas e um artista vestido de vermelho a complicar mais as coisas. Como é que um lance plausível de ser considerado conduta violenta, com expulsão do jogador do Vitória, é transformado depois de muita "arte", convertido na expulsão do nosso defesa direito? É criticavel, é, não devia ter falado com o senhor de vermelho, não, agora desafio alguém que leve uma cotovelada daquelas a manter a serenidade e não dizer absolutamente nada . Eu não conseguia. E assim ficamos a jogar com dez. Depois, foi o tudo ou nada... podíamos ter ganho, mas também podíamos ter perdido, naquela infantilidade do Nani, valendo-nos mais uma vez Renan. E mais uma vez a mesma sina de sempre!!!

Resumo do jogo de hoje

José Peseiro jogou para o empate e concretizou este objectivo: conseguimos não perder contra o campeão nacional no nosso estádio. Com um jogo mastigadinho, feito de passes lateralizados e muitos atrasos ao guarda-redes e com este a guardar a bola e a demorar muito a repô-la em campo para ganhar tempo. Nada de futebol ao primeiro toque ou de progressão rápida, como é característico das equipas de Peseiro.

Os extremos mais velozes, Raphinha e Jovane, foram conservados no banco, fora do onze titular, para não perturbarem esta estratégia. Na mesma lógica, Miguel Luís e Francisco Geraldes, médios da nossa formação, tiveram direito a merecido repouso longe do relvado. A tradição do duplo pivô manteve-se: o jogo chegou ao fim com Gudelj e Petrovic em campo.

No final, Peseiro elogiou a equipa. Satisfeito com o zero-a-zero. E disse que estamos no bom caminho, o que aliás é verdade: antes empatar em casa com o FC Porto do que perder fora com o Tondela.

Traumatismo craniano

Enquanto Bas Dost convalescia do traumatismo craniano do jogo contra o Belenenses, Keizer (e se calhar todos nós) apanhou um de características diferentes em Tondela, e hoje os dois Holandeses, com alguns compatriotas nas bancadas (um grupo de mais de 10 com uma bandeira no meu sector) estiveram um tanto ou quanto apáticos e fora do registo que nos habituaram. 

Bas Dost falhou duas ocasiões interessantes, escorregou várias vezes estragando jogadas promissoras e quase sempre apareceu murcho e distante.

Keizer, com Alvalade quase cheio, holandeses na bancada (no meu sector eram uma dezena com uma bandeira e tudo)  e a equipa a ser apoiada do princípio ao fim, baixou linhas, compactou o meio campo (o B.Fernandes podia ter ido tomar banho mais cedo), pôs o Renan a colocar a bola na frente (mais uma vez não comprometeu e evitou a possível derrota numa grande defesa), e deixou o ataque quase até ao fim entregue a 3 tristes avançados, alem do Bas Dost em dia não, um Nani em deficit físico e um Diaby a conseguir estragar tudo aquilo que procurava construir. 

No final de tudo um empate que não deixa de ser o mal menor, e resultado melhor tambem seria difícil porque o Porto está realmente noutro patamar de plantel e de rotinas de jogo, e o empate chegava-lhe para manter uma liderança folgada da Liga. 

Importa agora terminar a reestruturação do plantel e não desgastar ainda mais os 6 magníficos (Coates, Mathieu, Acuna, Nani, B.Fernandes e Bas Dost) na taça da Liga, aproveitando a Fase Final da mesma para dar minutos aos jovens do plantel e integrar as aquisições.

SL

 

A propósito de "posse de bola"

Ultimamente os comentadores de futebol desataram a fazer balanços dos jogos com base em dados estatísticos. Ainda não perceberam que esse comportamento, a prazo, os condenará ao desemprego: se debitar estatísticas é quanto basta para "lermos" um confronto entre duas equipas num estádio, qualquer computador nos prestará tal serviço.

Vem isto a propósito do recente Arsenal-Sporting, em que os ingleses - como seria de esperar - tiveram muito mais "posse de bola", como agora se diz. É um facto incontestável, mas que necessita de uma explicação: esse domínio foi muito consentido pela nossa equipa, de acordo com o plano estratégico que levámos para Londres. Não fazia o menor sentido jogarmos taco a taco com a turma anfitriã: isso seria cair na armadilha dela.

Objectivo alcançado. Renan praticamente não fez uma defesa e o Arsenal limitou-se a dois remates enquadrados que foi incapaz de aproveitar.

Viemos de lá com mais um ponto. Esta é a estatística que mais interessa.

Sporting Clube de Portugal vs Sport Lisboa e Benfica

A equipa principal no ano passado era: Rui Patrício, Coentrão, Coates, Mathieu e Piccini (defesa). Neste ano, desses jogadores, apenas jogou Coates. Depois tínhamos W. Carvalho, Bruno Fernandes, Acuña, Gelson, Dost e alternava o segundo avançado.

Este ano jogamos com Bataglia, Bruno Fernandes, Raphinha, Montero e Nani. Ou seja, apenas B. Fernandes e Acuña jogaram. Na prática estivemos 86 minutos a ganhar na casa do nosso rival. Todos sabemos que o futebol é um jogo de rotinas e, face ao exposto, retirem as vossas conclusões. Eu também queria mais mas... Mesmo assim, parabéns à equipa.

 

Saudações Leoninas

As vitórias morais

Este Sporting quase-milionário treinado por Jorge Jesus já disputou sete jogos com FC Porto, Benfica e Braga desde o início da temporada.
Empatámos quatro.
Perdemos três.
Não vencemos nenhum.

 

Só para o campeonato, com 15 pontos em disputa, conquistámos apenas três nestas partidas frente às outras equipas mais fortes.

 

Haverá quem não se preocupe.
Haverá quem encolha os ombros e repita o chavão de sempre: "Para o ano é que é."
Eu preocupo-me.
Com os resultados da equipa.
E com esta resignação de tantos adeptos vergados ao velho rasto das vitórias morais.

Não comprometeram nem prometeram…

Quando andei na escola primária tive sempre a mesma professora, excepto num curto período em que esteve doente e foi substituída por um professor.

Quase quarenta anos depois, olhando para esse período vejo a Prof.ª Lurdes como uma óptima professora e uma excelente senhora. Apesar de nesse tempo os professores ainda poderem bater nos alunos, por algum disparate feito, ela nunca o fez, contudo, já o professor, "o filho-da-mãe" do professor, que nesse longo curto período a substituiu, por qualquer razão de somenos importância deu a conhecer a dureza da régua a todos nós. Rai's o partam!!!

Nos vários exercícios que tinhamos que fazer um era quase sempre obrigatório - o ditado. Depois, de acordo com os erros que tivéssemos dado, levámos como «trabalho de casa» (a sigla TPC é para mim posterior) as palavras difíceis – aquelas palavras que tínhamos errado - as quais deviamos repetidamente escrever.

 

Olhando para o jogo de ontem, encontro algum paralelismo com o que descrevo.

Um grupo de alunos, ou melhor – jogadores -, que fizeram um ditado, isto é – um jogo -, e que deram erros.

Assim, nada melhor do que terem que fazer as «palavras difíceis».

E que «palavras difíceis» seriam essas?

Não sei, não sou a Prof.ª Lurdes (isto é – o Jorge Jesus) para o dizer!

Aquilo que eu vi foi pouco discernimento nos nossos jogadores e a baliza adversária desviar-se e baixar-se a qualquer remate por nós efectuado.

 

Posso estar a ser injusto, por certo estou, afinal de contas esta equipa não comprometeu.

Sim, não comprometeu, mas também... não prometeu.

Isso preocupa-me!

Equipa pequena

Leio na imprensa de hoje que adeptos, jogadores e dirigentes do FC Porto festejaram o empate de ontem da sua equipa na Luz.

Digam o que disserem, não me convencem: festejar empates é uma atitude própria de equipas pequenas. De resto, quando o treinador Nuno Espírito Santo deixou no banco André Silva - que vinha de marcar um golo e fazer uma assistência frente à Hungria, pela selecção nacional - num desafio desta dimensão deu logo sinal que vinha jogar para o empate.

Balanço do clássico: chegaram ao bairro de São Domingos de Benfica só a dependerem deles próprios. Saíram de lá sem essa condição e esse privilégio. E mesmo assim festejaram.

Contentam-se com muito pouco.

Breves notas a propósito do jogo de sábado

William Carvalho cometeu um penálti negligente que não pode passar sem uma severa palavra de censura. Coates deixou Marega fazer o que quis, com espaço e tempo para marcar o segundo golo vimaranense. Schelotto estava mal posicionado no lance do terceiro golo. Bryan Ruiz falhou o golo da praxe. Os erros individuais custam muito caro no futebol.

 ................................................

 

É um absurdo criticar o nosso bloco defensivo pela atitude disciplicente de jogadores das linhas mais avançadas que não cumprem missões de carácter ofensivo, incapazes de cortar linhas de passe à frente, incapazes de correr para trás, acompanhando demasiados lances do ataque adversário só com os olhos.

 

  ................................................

 

Acho inconcebível que Jorge Jesus não tenha esgotado as substituições num jogo em que precisávamos de aferrolhar o nosso meio-campo defensivo, salvaguardando os três pontos que tínhamos assegurado com margem confortável ao minuto 73. Como se estivesse mais preocupado com a "nota artística" do que com o resultado. Não aprendeu nada com Fernando Santos no Euro 2016. Nem com os cinco minutos finais em Madrid. 

 

................................................


É bom que todos no Sporting se convençam de que a nota artística para os aplausos da bancadas é objectivo muito secundário. Não podem repetir-se comunicados da direcção a elogiar exibições em jogos que perdemos, como sucedeu após o desafio do Bernabéu. Basta de hinos inconsequentes ao "futebol bem jogado". Às vezes é preciso jogar feio para conquistar os três pontos. Isso mesmo: jogar feio. Mas ganhar.

 

................................................

 

Deixem-se de praticar o passatempo preferido de tantos sportinguistas: o tiro ao árbitro. Decorridas sete jornadas da Liga 2016/17, nenhum dedo acusador pode ser apontado de boa fé a árbitro algum. É tempo de deixarmos de olhar para fora na hora de assumir responsabilidades. O discurso anti-árbitro não é o do Sporting grande - é o do Sporting complexado e pequenino.

 

................................................

 

Deixem-se de estátuas a Rui Patrício, deixe-se de exigir Rúben Semedo já na selecção nacional. Os nossos jogadores precisam de concentração máxima no objectivo central: vencer o campeonato. Sem idolatrias descabidas, sem louvaminhas deslocadas. O caminho faz-se caminhando, não queimando etapas.

 

................................................

 

Os jogadores do Sporting têm de convencer-se que não há vitórias morais. Ou há vitórias reais ou há derrotas. Têm de convencer-se também que não há lugar para vedetismos bacocos no Sporting: ou a equipa funciona como verdadeiro colectivo ou não funciona. Quem recusa integrar-se no colectivo só tem um caminho: a porta de saída.

Um padrão

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D