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És a nossa Fé!

Nem deslumbrado nem derrotista

Não sejamos bipolares. Dos dos nervos e das emoções e dos que acham que isto é a dois, que é só dos dois do costume. Não é. Estamos cá nós para o provar. 

Isto é uma maratona e ninguém nos disse que ia ser fácil. Antes pelo contrário. Como aliás ninguém nos prometeu uma corrida de duzentos metros sem barreiras. Antes pelo contrário.

Aqueles que nos representam, no campo e fora dele, têm sido verdadeiros connosco. Desde a primeira hora que nos ensinaram que isto é jogo a jogo. E que é muito difícil. Muito difícil.

Se nunca me deslumbrei com a campanha extraordinária que temos feito esta época - os foguetes nem sequer os comprei quanto mais tê-los atirado! -, também não vou embarcar no discurso de que está tudo perdido porque encaixámos dois empates seguidos e perdemos a confortável vantagem de dez pontos para o segundo classificado. 

Ontem custou a não conquista dos três pontos. Chiça se custou... Perdidos ainda por cima por culpa nossa.

Falhámos, não uma carrada, mas um camião de golos cantados. Fomos de uma superioridade técnica e táctica face ao adversário indiscutível. E não quero com isto garantir uma vitória moral, que dessas está o Inferno verde e branco cheio.

Talvez tenhamos jogado a passo num ou noutro momento do jogo, mas as mexidas na equipa (porventura algumas delas tarde) produziram jogo de equipa grande, reduzindo o adversário ao seu reduto defensivo. Não me quero enganar nem a ninguém, julgo que o Famalicão desde o golo que marcou só rematou de novo à nossa baliza na segunda parte e esta avançada. 

Têm dúvidas na equipa, não tenham.  Se tiverem dificuldade em nela acreditar, aconselho-vos, vejam a conferência de imprensa do Rúben Amorim no pós-jogo. Aquilo é um bálsamo de lucidez, determinação, rumo e liderança. Já tenho ouvido que o nosso timoneiro estava ontem mais nervoso e instável do que o habitual (leitura inicialmente propagada pelos narradores televisivos da partida), discordo. Vi um RA igual a si próprio. Comprometido com a equipa,  tomando-lhe as dores e investindo nela pondo-a mais ofensiva. Querendo ganhar o jogo.

O fecho deste abrupto tem confiança e crença suportadas pela consistência que este Sporting tem apresentado já lá vão meses e largos: Jogo a jogo vamos ser campeões!

Incongruências

O que leva um árbitro a deixar que uma equipa distribua "fruta" de criar bicho e mostre um amarelo ao Palhinha logo aos nove minutos, numa jogada igual a tantas outras contra nós que nem falta o homem marcou?

O que leva o Porro a deixar o Rúben Vinagre (bom jogador) ir por alí abaixo sem fazer falta, talvez temendo um amarelo e depois leva o mesmo amarelo por protestos? Na primeira poderia ter evitado o golo, na segunda não evitou nada...

O que faz o Sporting andar a passo nas primeiras partes dos jogos e depois a correr atrás do prejuízo nas segundas partes?

O que me faz a mim andar preocupado com o facto de Jovane se ir embora, se o rapaz falha a cinco metros da baliza?

Porque é que a gente viu um penalti ser assinalado sobre o Rafa (Benfica) na jornada anterior e não vimos ser assinalado outro, do tamanho dos Jerónimos, sobre o mesmo Jovane, mesmo ao cair do pano?

já agora, para quê dizer que levamos seis de avanço, se na realidade para aquele adversário são apenas cinco?

De todas as finais que faltam até final, passe a redundância, duas são com Braga e Benfica. Basta tropeçarmos nesses...

Só ganhámos um ponto por culpa nossa

Falhámos golos, muitos. Gerimos o resultado, cedo demais. Para mim foram estas as principais e mesmo únicas razões para sairmos de Moreira de Cónegos sem a confortável vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado do campeonato.

Quero com isto dizer o óbvio: continuamos líderes e ainda com uma folga considerável sobre o rival mais directo, mas isto é mesmo jogo a jogo. E eu nunca atirarei um foguete antes da festa. Nessa esparrela não caio.

E se é certo que no próximo embate ainda poderemos dar-nos ao luxo de falhar golos e gerir o resultado cedo no jogo, também espero que assim não seja. Primeiro porque não tenho nervos para uma coisa dessas e depois porque penso que o Sporting é equipa grande, capaz de vitórias categóricas, feitas de controlo e domínio do jogo. Como tão bem tem demonstrado ao longo da esmagadora maioria das jornadas desta época.

Falta intensidade

Texto de Sol Carvalho

Não ha crucificações até porque não estamos no calvário. Mas não posso deixar de fazer duas notas: 

- Plata é um jogador típico de futebol de rua... quando são génios disfarçam dando ao futebol toda a beleza do inesperado, da "ginga". Quando não o são têm de perceber que a dinâmica do futebol moderno é outra, sob o risco de serem mais nocivos do que úteis.

- A segunda é uma péssima memória que me vem de Silas. Na obsessão do ataque organizado é preciso organizar as malas, as roupas, os sapatos e tudo antes de partir para a frente. Nas calmas (??). Só que, com esse tempo todo, os outros já lá estão... Falta intensidade e perceber que 1-0 nunca é resultado seguro e devemos partir para cima deles quando se mostram mais frágeis. Mas fizemos precisamente ao contrário...

 

Têm a palavra o treinador e os jogadores.

Mantenho intactas as esperanças mesmo admitindo que um terceiro objectivo se possa perder para a semana. O que não me espantaria desde que se "coma a relva". Como já o fizemos em momentos recentes.

Desperdício

Era uma obrigação ganharmos ao Rio Ave, mas faltou-nos estofo de campeão. Não há volta a dar a esta evidência.
Equipa jovem ainda a lamber as feridas da eliminação da Taça e com a possibilidade de reforçar a liderança da Liga foi uma mistura pesada, demasiado pesada de suportar.
Com o empate no Dragão entre Andrades e lampiões, tivéssemos ganho ao Rio Ave, teríamos mais 6 pontos que os principais rivais. Mas marcámos passo.
Ganhando ao Rio Ave daria sempre para aumentar o fosso para Benfica e ou Porto. 

Estas contas todos as fizemos antes da fraquinha partida que disputámos com os de Vila do Conde. 

Os campeonatos perdem-se com desperdícios destes. 

Trump devia contratar Lito Vidigal e nós kits de abre-latas e de marretas e um bom arquitecto

Quem passou por Alvalade, e falo da cúpula - e foram muitos ao longo desta já longuíssima travessia do deserto de ausência do título de campeão -, foi-nos prometendo a conquista da taça mais desejada. Em moldes diferentes, com narrativas diversas; uns até Outubro, outros até finais de Abril, fizeram-nos sonhar e acreditar que naquele ano é que era. Que todos iríamos, finalmente, reivindicar a praça do Marquês como coisa nossa. Festejando extasiados, gloriosamente encimados pelo leão que lá do alto e verde nos iria devolver à realeza a que verdadeiramente pertencemos no reino da bola. Mas...bola! 

Vem isto a propósito da máxima que nunca devemos esquecer e que reza assim: Promessas leva-as o vento, mas coisas promissoras, não. Essas, muitas vezes,  esbarram de frente contra um muro.  

Só agora chego junto do título deste postal, mas acredito que mais exauridos terão ficado os nossos, enquanto, em vão, tentaram derrubar o paredão erguido pelo Vidigal em pleno relvado de Alvalade.

"Build that wall" deverá ser mesmo a frase que Lito melhor conhece e mais diz em Língua Inglesa. Em português não há qualquer dúvida que é. Ele é um verdadeiro conhecedor da construção de muralhas e paredes, um especialista, um mestre... pedreiro.

Ora, tamanha elite, achamos nós, seria uma grande aquisição para o inquilino da Casa Branca e modelo capilar do Jovane (refiro-me apenas e só à cor da cabeleira, bem entendido). Com Vidigal, Trump cumpriria finalmente a promessa de anos, podendo isolar-se mais um bocadinho do mundo, desta vez atrás do tão desejado e totalmente intransponível muro.

Acontece que Trump não sabe da existência de Portugal e, portanto, menos ainda tem conhecimento de Lito Vidigal. Ou seja, o especialista em muros vai continuar por cá e, mais importante, continuará a erguer o seu talento nos campos de futebol lusos. 

Aqui chegados, a conclusão é óbvia. O Sporting terá de contratar no mínimo uma marreta (leia-se um ponta-de-lança matador), mais um kit de abre-latas, na forma de um jogador que desequilibre o jogo para o nosso lado, capaz de entrar nas malhas apertadas das vedações armadas por Vidigal e outros. Precisamos ainda de um arquitecto, um playmaker, um jogador que marque o ritmo e faça jogar, que veja o que mais ninguém vê em campo, descubra e crie oportunidades para o nosso sucesso ofensivo.   

O actual plantel não é uma promessa. É promissor. Façam com que não o leve o vento nem esbarre mais contra o muro, é o que peço aos responsáveis leoninos para a próxima temporada.

O futebol é assim

Depois duma jornada em que não tivemos arte nem engenho para ultrapassar uma equipa típica do Vidigal, que tal como no Bessa contou com a ajuda duma arbitragem medíocre que permitiu o anti-jogo do adversário e reduziu drasticamente o tempo útil de jogo, entramos para a última jornada com 3 pontos de vantagem sobre o adversário directo ao 3.º posto.

Com o Porto e Benfica com a situação resolvida qualquer resultado será plausível, no final dos jogos ficaremos a saber, mas só no caso do Braga ganhar e do Sporting perder ficaremos fora do podium, e obrigados às eliminatórias da Liga Europa.

Pois eu continuo a acreditar neste treinador e nesta equipa, mesmo reconhecendo a enorme falta de qualidade nalgumas posições-chave. Com Rúben Amorim os jogadores sabem o que devem fazer em campo, defendemos bem, conseguimos esticar jogo com facilidade, mas pecamos tremendamente nos últimos passes e centros que raramente chegam ao destinatário, e assim marcamos golos pela inspiração individual dum ou doutro.

Por outro lado, o Rúben está a construir o seu plantel para a próxima época, testando alguns nas posições em que ele aposta e não naquelas em que o jogador se sentiria mais confortável. Por exemplo, ter o melhor jogador do plantel a defesa central só faz sentido a pensar na chegada de jogadores de outro nível e capacidade dos actuais para jogar na frente. O único remate perigoso contra o Setúbal foi do... Acuña, obviamente.

Francisco Geraldes ocupou a posição natural do Acuña, mas é um peixe fora de água nessa posição e neste sistema do Rúben. Que mais uma vez esteve muito bem na conferência de imprensa. 

Voltando ao empate, que deixou os Sportinguistas tristes e frustados e os do costume muito excitados. O Man United, na véspera de visitar um concorrente directo pela Champions, recebendo em casa o 15.º classificado da Premier League e a precisar de ganhar, empatou. E não entrou em campo com seis sub-23... Entrou com o nosso Bruno, o Progba, o Martial e os do costume...

Mas mesmo assim empataram e por pouco não perdiam. O futebol é assim.

SL

Entre o mau e o péssimo

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Aqui fica o inventário minucioso dos erros cometidos pelos nossos jogadores ontem, em Alvalade, frente ao V. Setúbal. Uma sucessão de disparates indignos de uma equipa com os pergaminhos do Sporting.

Justifica reflexão. Para que isto não se repita.

 

1' - Muito bem servido num passe longo de Acuña, Tiago Tomás tenta um chapéu ao guarda-redes que sai muito por cima.

3' - Passe vertical de Acuña desperdiçado: Wendel, lá na frente, tem deficiente recepção de bola.

3' - Plata perde-se em fintas logo após a linha do meio-campo e acaba desarmado.

4' - Novo passe vertical de Acuña desperdiçado, desta vez entre as pernas dos defensores sadinos.

5' - Matheus Nunes serve Plata que, de costas para a baliza, deixa-se desarmar logo após a meia-lua.

6' - Próximo da grande área, Matheus Nunes lateraliza, permitindo intercepção.

6' - Francisco Geraldes ensaia um remate de meia-distância que aborta às mãos do guarda-redes Makaridze.

7' - Passe longo de Eduardo Quaresma cruza o meio-campo mas morre nos pés dum adversário, lá na frente.

8' - Francisco Geraldes tenta tabelinha com Wendel à entrada da grande área, mas o brasileiro perde a bola.

9' - Nuno Mendes deixa-se desarmar no final duma corrida pelo flanco esquerdo.

10' - Wendel entrega a bola a um adversário no meio-campo.

13' - Ristovski chega atrasado a um centro de Tiago Tomás já na pequena área.

13' - Matheus Nunes tenta isolar Geraldes, mas a bola perde-se pela linha de fundo.

14' - Eduardo Quaresma perde a bola em zona perigosa.

14' - Plata falha passe a Ristovski, atirando-a para fora.

17' - Ristovski leva uma eternidade a soltar a bola, permitindo reorganização defensiva da turma sadina, que tapa Tiago Tomás.

18' - Bola longa de Coates perde-se lá na frente.

19' - Pressionado por dois adversários, Eduardo Quaresma perde a bola na sua zona de intervenção.

20' - Matheus Nunes deixa-se desarmar no meio-campo.

22' - Passe vertical de Acuña perde-se lá na frente.

24' - Plata conduz ataque inócuo, como se jogasse sozinho, acabando facilmente interceptado.

25' - Bem servido por Geraldes, infiltrado na grande área, Tiago Tomás chuta para a bancada em zona frontal.

26' - Recebendo passe de Acuña, Wendel perde a bola.

33' - Passe arriscado de Coates, em zona dianteira, interceptado pelos sadinos.

34' - Eduardo Quaresma, muito inseguro, entrega a bola a um adversário.

37' - Na marcação dum livre, Acuña remata muito ao lado.

38' - Francisco Geraldes conduz a bola sem a soltar, permitindo intercepção à entrada da área.

39' - Bem servido por Wendel, num passe longo cruzado, Ristovski reage tarde, deixando-a sair pela linha de fundo.

43' - Ristovski cruza mal, oferecendo a bola na grande área.

48' - Muito bem servido por Vietto, Francisco Geraldes deixa fugir a bola pela linha de fundo.

50' - Passe longo de Coates não chega a ninguém.

51' - Matheus Nunes deixa-se desarmar no meio-campo.

57' - Tiago Tomás incapaz de receber bola de Plata, no flanco direito.

58' - Passe longo de Acuña morre na defensiva adversária.

58' - Matheus Nunes perde a bola na faixa central.

61' - Plata remata para a bancada.

63' - Acuña: passe longo para ninguém.

65' - Acuña falha passe para Geraldes.

70' - Passe demasiado longo para Vietto acaba por perder-se na linha de fundo.

78' - Francisco Geraldes falha meia-distância, atirando muito por cima.

79' - Vietto, em vez de um passe, remata... para a linha de fundo.

81' - Tentativa de remate de Joelson acaba em passe ao guarda-redes.

83' - Acuña falha passe, entregando-a a um adversário.

84' - Acuña centra para ninguém.

85' - Vietto perde a bola à entrada da área.

85' - Vietto falha passe em lance ofensivo.

87' - Passe longo de Coates perde-se lá no fundo.

90'+2 - Wendel oferece a bola na grande área leonina, criando a única situação de golo para o V. Setúbal.

Seis minutos e meio

Keizer disse que estivemos bem até aos seis minutos e meio, momento em que sofremos o golo.

Tendo em conta que o único jovem da equipa era Thierry Correia, como é que se justifica que uma equipa de homens feitos trema perante um Marítimo treinado por um tipo que teve uma vitória em toda a última edição da liga?

Seis minutos e meio. O que se passa, Sporting?

Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

............................................................................................

 

Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Escrever a quente!!!

Manda o bom senso não tecer comentários sobre o que acontece nos jogos imediatamente a seguir ao final. Fervilham emoções, ainda estamos perante a pressão do mesmo, apetece-nos mandar tudo para a outra parte... enfim, estamos ainda com as emoções à flor da pele. Todavia, vou quebrar aquilo que acabei de escrever e vou tentar em poucas palavras transmitir aquilo que sinto. Uma desilusão completa. Não temos um futebol que consiga minimamente cativar, e esse mesmo futebol que praticamos é demasiado prevísivel, sem qualquer objetividade, com jogadores muito lentos (a começar pela defesa), e um meio-campo só com Wendel e Bruno a pautar o jogo (e com alguns abusos, fruto da situação que ele sabe que se não for ele a puxar pela equipa, ninguém mais é capaz de o fazer).

Por favor, não falem da formação. Ou se tem qualidade ou não se tem. Isto a propósito de Therry. Não é com o campeonato a decorrer onde qualquer ponto que se perde pode vir fazer falta, que se fazem apostas deste género. As falhas graves já são em dois jogos seguidos. E quanto ao treinador? Nunca aqui teci qualquer comentário sobre Keizer, mas francamente não entendo como concede dois dias de folga ao plantel depois do jogo com o Benfica, e aquela frieza e distanciamento que evidencia talvez mais não seja do que fechar-se sobre a sua incompetência. 

O pior início desde 2014

Vimos do Funchal com um empate: 1-1. O pior começo de campeonato do Sporting desde a época 2014/2015, quando sob o comando de Marco Silva empatámos pela mesma marca com a Académica em Coimbra.

Em Agosto de 2015, na jornada inaugural, vencemos fora de casa o Tondela por 2-1.

No arranque da época 2016/2017, derrotámos o Marítimo em Alvalade por 2-0.

Em Agosto de 2017, na abertura do campeonato, fomos a Vila das Aves bater a equipa local também por 2-0.

Há um ano, no início da Liga 2018/2019, o resultado foi igualmente muito favorável para as nossas cores: Moreirense, 1 - Sporting, 3.

As coisas são o que são.

Castigo merecido

Depois duma primeira parte medíocre em que praticamente não criou perigo, Keizer deu a volta ao texto, a equipa encostou o Marítimo às cordas, mas as defesas incríveis do GR do adversário, a complacência manhosa do árbitro com as atitudes anti-desportivas e queima de tempo do mesmo, e alguma falta de sorte, conduziram a uma perda de dois pontos que, apesar de tudo o atrás referido, achei merecida. 

Merecida porque quem não aborda estes jogos para entrar com tudo, marcar primeiro, e gerir o resultado depois, põe-se a jeito para perder pontos.

Merecida também porque Keizer insistiu em jogadores fatigados fisica e mentalmente, não refrescou a equipa depois duma jornada europeia onde jogámos meia parte com 10, e apresentou mais uma vez um modelo de jogo que não facilita minimamente o trabalho de Bas Dost (também ele mais que fatigado). Muito jogo interior que se perde em passes sem nexo, extremos de pé trocado que não vão à linha centrar com precisão, laterais que não têm prontidão a centrar, tudo muito à base da inspiração e da capacidade extra de Bruno Fernandes e de mais um ou outro.

Não foi pelos reforços de inverno Borja (mesmo com o amarelo), Ilori, Doumbia e Luiz Phellipe que perdemos pontos. Se calhar todos eles deviam ter jogado de início.

O final da partida demonstrou mais uma vez a falta de tranquilidade que reina naquele balneário e à qual tem de pôr cobro urgentemente, mas que tem de se compreender à luz do sentimento de impotência de corresponder aos objectivos do clube, e também pela atitude vergonhosa de muitos "Letais ao Sporting" que, em vez de irem ao estádio apoiar e aplaudir, assobiam, intimidam e agridem, verbal e fisicamente.

De facto, não me recordo de nenhum periodo com tal quantidade de cartões amarelos e vermelhos mostrados ao Sporting, muitos por protestos e questiúnculas, a obrigar a substituições, a comprometer resultados e a desfalcar a equipa em desafios importantes.

SL

Naufrágio no Sado

Mais uma vez desafiei o bom senso e rumei ao Bonfim, para observar a cores e ao vivo um desafio muito disputado, à chuva e num terreno pesado, e com uma daquelas arbitragens manhosas e medíocres que sempre nos aparecem nestas ocasiões.

Acabei por assistir ao jogo com um bilhete comprado por 4€ e 85 cêntimos (era o que tinha trocado) a um adepto vitoriano que tinha desistido de ir ao jogo, em pé e à chuva, porque cobertura não havia e as cadeiras estavam encharcadas, no meio dos poucos vitorianos que não levaram a mal que berrasse o golo do Bas Dost. E no final lá fui ao choco frito do Leo, carpir as mágoas.

O Bonfim para o Sporting não costuma ter bom fim. É um facto.

Como diz o nosso presidente, o Sporting tem de olhar para dentro e analisar os erros que está a cometer nestas viagens a terras pequenas, onde clubes a lutar pela descida entram para o campo com a lição bem estudada e com confiança que vão sair com pontos. 

E quais são os principais erros que vejo neste tipo de jogos cometidos pelo Sporting de Keizer, não falando dum ou outro jogador que aqui e ali faz por demonstrar que não tem a categoria mínima para vestir a nossa camisola?

Erro 1 - Não marcar primeiro. O Sporting não pode entrar em campo amolecido, avançando linhas alegremente, deixando os centrais desprotegidos, e levar com um golo no contra-golpe depois de falhar uma ou outra oportunidade. Depois do adversário marcar primeiro, o campo torna-se mais pequeno, a confiança deles exponencia-se, o público da casa empolga-se, o tempo passa, os adversários caem redondos no chão ao mínimo toque, o árbitro ajuda à festa e fica tudo mesmo muito complicado. Tem de entrar controlando a bola e o jogo, não dando hipóteses a qualquer golo contrário. E marcar primeiro.

Erro 2 - Discutir com os árbitros. Parece uma praga que este ano invadiu Alvalade, a começar pelos capitães Nani e B. Fernandes, a que se juntou o mau exemplo de Beto, e com extremos naqueles que vivem intranquilos com a hipótese de transferência no mercado de inverno, Acuña e Ristovski. Não falando no Jefferson. Quantos amarelos e vermelhos já viram esta época os jogadores do Sporting por discutirem com os árbitros? E quanta desfocagem e desconcentração isso causa durante o jogo? E qual é o resultado positivo da discussão? Isto tem de acabar duma vez por todas, a bem ou a mal, o prejudicado é o Sporting.

Erro 3 - Rotatividade. Se há posições que requerem estabilidade, GR, DCs, PL, MC/6, nas restantes o desgaste é tremendo e não podem jogar sempre os mesmos, arrastando-se em campo e tomando más decisões por fadiga também mental. Existe a competitividade interna e o bom ambiente de todos se sentirem úteis. 

E assim ficámos a 5 pontos do Benfica antes do dérbi de Alvalade...

SL

A mesma sina de sempre !!!!

Nas vésperas dos jogos, daqueles que apelidamos de especiais, perdemos sempre pontos. Esta sina já vem de longe e hoje mais uma vez aconteceu em Setúbal. Podemos atribuir isso a vários fatores, agora, depois do jogo terminar mais fácil se torna comentar aquilo que se viu. Uma coisa foi por demais evidente, não quisemos resolver a partida na primeira parte. Sempre lentos, sem qualquer fio de jogo, pensando que com um Vitória tão fraco, o golo iria aparecer. Efetivamente apareceu, mas na nossa baliza, onde um Ristovski completamente desorientado, deixa ao lento e lesionado Petrovic, defesa central por empréstimo a responsabilidade de o ir cobrir e obviamente foi "faca em manteiga". Depois, o habitual nestas coisas, ou seja, correr atrás do prejuízo. Mais esforço físico, menos discernimento, mais atabalhoamento nas jogadas e um artista vestido de vermelho a complicar mais as coisas. Como é que um lance plausível de ser considerado conduta violenta, com expulsão do jogador do Vitória, é transformado depois de muita "arte", convertido na expulsão do nosso defesa direito? É criticavel, é, não devia ter falado com o senhor de vermelho, não, agora desafio alguém que leve uma cotovelada daquelas a manter a serenidade e não dizer absolutamente nada . Eu não conseguia. E assim ficamos a jogar com dez. Depois, foi o tudo ou nada... podíamos ter ganho, mas também podíamos ter perdido, naquela infantilidade do Nani, valendo-nos mais uma vez Renan. E mais uma vez a mesma sina de sempre!!!

Resumo do jogo de hoje

José Peseiro jogou para o empate e concretizou este objectivo: conseguimos não perder contra o campeão nacional no nosso estádio. Com um jogo mastigadinho, feito de passes lateralizados e muitos atrasos ao guarda-redes e com este a guardar a bola e a demorar muito a repô-la em campo para ganhar tempo. Nada de futebol ao primeiro toque ou de progressão rápida, como é característico das equipas de Peseiro.

Os extremos mais velozes, Raphinha e Jovane, foram conservados no banco, fora do onze titular, para não perturbarem esta estratégia. Na mesma lógica, Miguel Luís e Francisco Geraldes, médios da nossa formação, tiveram direito a merecido repouso longe do relvado. A tradição do duplo pivô manteve-se: o jogo chegou ao fim com Gudelj e Petrovic em campo.

No final, Peseiro elogiou a equipa. Satisfeito com o zero-a-zero. E disse que estamos no bom caminho, o que aliás é verdade: antes empatar em casa com o FC Porto do que perder fora com o Tondela.

Traumatismo craniano

Enquanto Bas Dost convalescia do traumatismo craniano do jogo contra o Belenenses, Keizer (e se calhar todos nós) apanhou um de características diferentes em Tondela, e hoje os dois Holandeses, com alguns compatriotas nas bancadas (um grupo de mais de 10 com uma bandeira no meu sector) estiveram um tanto ou quanto apáticos e fora do registo que nos habituaram. 

Bas Dost falhou duas ocasiões interessantes, escorregou várias vezes estragando jogadas promissoras e quase sempre apareceu murcho e distante.

Keizer, com Alvalade quase cheio, holandeses na bancada (no meu sector eram uma dezena com uma bandeira e tudo)  e a equipa a ser apoiada do princípio ao fim, baixou linhas, compactou o meio campo (o B.Fernandes podia ter ido tomar banho mais cedo), pôs o Renan a colocar a bola na frente (mais uma vez não comprometeu e evitou a possível derrota numa grande defesa), e deixou o ataque quase até ao fim entregue a 3 tristes avançados, alem do Bas Dost em dia não, um Nani em deficit físico e um Diaby a conseguir estragar tudo aquilo que procurava construir. 

No final de tudo um empate que não deixa de ser o mal menor, e resultado melhor tambem seria difícil porque o Porto está realmente noutro patamar de plantel e de rotinas de jogo, e o empate chegava-lhe para manter uma liderança folgada da Liga. 

Importa agora terminar a reestruturação do plantel e não desgastar ainda mais os 6 magníficos (Coates, Mathieu, Acuna, Nani, B.Fernandes e Bas Dost) na taça da Liga, aproveitando a Fase Final da mesma para dar minutos aos jovens do plantel e integrar as aquisições.

SL

 

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