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És a nossa Fé!

Resumo do jogo de hoje

José Peseiro jogou para o empate e concretizou este objectivo: conseguimos não perder contra o campeão nacional no nosso estádio. Com um jogo mastigadinho, feito de passes lateralizados e muitos atrasos ao guarda-redes e com este a guardar a bola e a demorar muito a repô-la em campo para ganhar tempo. Nada de futebol ao primeiro toque ou de progressão rápida, como é característico das equipas de Peseiro.

Os extremos mais velozes, Raphinha e Jovane, foram conservados no banco, fora do onze titular, para não perturbarem esta estratégia. Na mesma lógica, Miguel Luís e Francisco Geraldes, médios da nossa formação, tiveram direito a merecido repouso longe do relvado. A tradição do duplo pivô manteve-se: o jogo chegou ao fim com Gudelj e Petrovic em campo.

No final, Peseiro elogiou a equipa. Satisfeito com o zero-a-zero. E disse que estamos no bom caminho, o que aliás é verdade: antes empatar em casa com o FC Porto do que perder fora com o Tondela.

A propósito de "posse de bola"

Ultimamente os comentadores de futebol desataram a fazer balanços dos jogos com base em dados estatísticos. Ainda não perceberam que esse comportamento, a prazo, os condenará ao desemprego: se debitar estatísticas é quanto basta para "lermos" um confronto entre duas equipas num estádio, qualquer computador nos prestará tal serviço.

Vem isto a propósito do recente Arsenal-Sporting, em que os ingleses - como seria de esperar - tiveram muito mais "posse de bola", como agora se diz. É um facto incontestável, mas que necessita de uma explicação: esse domínio foi muito consentido pela nossa equipa, de acordo com o plano estratégico que levámos para Londres. Não fazia o menor sentido jogarmos taco a taco com a turma anfitriã: isso seria cair na armadilha dela.

Objectivo alcançado. Renan praticamente não fez uma defesa e o Arsenal limitou-se a dois remates enquadrados que foi incapaz de aproveitar.

Viemos de lá com mais um ponto. Esta é a estatística que mais interessa.

Sporting Clube de Portugal vs Sport Lisboa e Benfica

A equipa principal no ano passado era: Rui Patrício, Coentrão, Coates, Mathieu e Piccini (defesa). Neste ano, desses jogadores, apenas jogou Coates. Depois tínhamos W. Carvalho, Bruno Fernandes, Acuña, Gelson, Dost e alternava o segundo avançado.

Este ano jogamos com Bataglia, Bruno Fernandes, Raphinha, Montero e Nani. Ou seja, apenas B. Fernandes e Acuña jogaram. Na prática estivemos 86 minutos a ganhar na casa do nosso rival. Todos sabemos que o futebol é um jogo de rotinas e, face ao exposto, retirem as vossas conclusões. Eu também queria mais mas... Mesmo assim, parabéns à equipa.

 

Saudações Leoninas

As vitórias morais

Este Sporting quase-milionário treinado por Jorge Jesus já disputou sete jogos com FC Porto, Benfica e Braga desde o início da temporada.
Empatámos quatro.
Perdemos três.
Não vencemos nenhum.

 

Só para o campeonato, com 15 pontos em disputa, conquistámos apenas três nestas partidas frente às outras equipas mais fortes.

 

Haverá quem não se preocupe.
Haverá quem encolha os ombros e repita o chavão de sempre: "Para o ano é que é."
Eu preocupo-me.
Com os resultados da equipa.
E com esta resignação de tantos adeptos vergados ao velho rasto das vitórias morais.

Não comprometeram nem prometeram…

Quando andei na escola primária tive sempre a mesma professora, excepto num curto período em que esteve doente e foi substituída por um professor.

Quase quarenta anos depois, olhando para esse período vejo a Prof.ª Lurdes como uma óptima professora e uma excelente senhora. Apesar de nesse tempo os professores ainda poderem bater nos alunos, por algum disparate feito, ela nunca o fez, contudo, já o professor, "o filho-da-mãe" do professor, que nesse longo curto período a substituiu, por qualquer razão de somenos importância deu a conhecer a dureza da régua a todos nós. Rai's o partam!!!

Nos vários exercícios que tinhamos que fazer um era quase sempre obrigatório - o ditado. Depois, de acordo com os erros que tivéssemos dado, levámos como «trabalho de casa» (a sigla TPC é para mim posterior) as palavras difíceis – aquelas palavras que tínhamos errado - as quais deviamos repetidamente escrever.

 

Olhando para o jogo de ontem, encontro algum paralelismo com o que descrevo.

Um grupo de alunos, ou melhor – jogadores -, que fizeram um ditado, isto é – um jogo -, e que deram erros.

Assim, nada melhor do que terem que fazer as «palavras difíceis».

E que «palavras difíceis» seriam essas?

Não sei, não sou a Prof.ª Lurdes (isto é – o Jorge Jesus) para o dizer!

Aquilo que eu vi foi pouco discernimento nos nossos jogadores e a baliza adversária desviar-se e baixar-se a qualquer remate por nós efectuado.

 

Posso estar a ser injusto, por certo estou, afinal de contas esta equipa não comprometeu.

Sim, não comprometeu, mas também... não prometeu.

Isso preocupa-me!

Equipa pequena

Leio na imprensa de hoje que adeptos, jogadores e dirigentes do FC Porto festejaram o empate de ontem da sua equipa na Luz.

Digam o que disserem, não me convencem: festejar empates é uma atitude própria de equipas pequenas. De resto, quando o treinador Nuno Espírito Santo deixou no banco André Silva - que vinha de marcar um golo e fazer uma assistência frente à Hungria, pela selecção nacional - num desafio desta dimensão deu logo sinal que vinha jogar para o empate.

Balanço do clássico: chegaram ao bairro de São Domingos de Benfica só a dependerem deles próprios. Saíram de lá sem essa condição e esse privilégio. E mesmo assim festejaram.

Contentam-se com muito pouco.

Breves notas a propósito do jogo de sábado

William Carvalho cometeu um penálti negligente que não pode passar sem uma severa palavra de censura. Coates deixou Marega fazer o que quis, com espaço e tempo para marcar o segundo golo vimaranense. Schelotto estava mal posicionado no lance do terceiro golo. Bryan Ruiz falhou o golo da praxe. Os erros individuais custam muito caro no futebol.

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É um absurdo criticar o nosso bloco defensivo pela atitude disciplicente de jogadores das linhas mais avançadas que não cumprem missões de carácter ofensivo, incapazes de cortar linhas de passe à frente, incapazes de correr para trás, acompanhando demasiados lances do ataque adversário só com os olhos.

 

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Acho inconcebível que Jorge Jesus não tenha esgotado as substituições num jogo em que precisávamos de aferrolhar o nosso meio-campo defensivo, salvaguardando os três pontos que tínhamos assegurado com margem confortável ao minuto 73. Como se estivesse mais preocupado com a "nota artística" do que com o resultado. Não aprendeu nada com Fernando Santos no Euro 2016. Nem com os cinco minutos finais em Madrid. 

 

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É bom que todos no Sporting se convençam de que a nota artística para os aplausos da bancadas é objectivo muito secundário. Não podem repetir-se comunicados da direcção a elogiar exibições em jogos que perdemos, como sucedeu após o desafio do Bernabéu. Basta de hinos inconsequentes ao "futebol bem jogado". Às vezes é preciso jogar feio para conquistar os três pontos. Isso mesmo: jogar feio. Mas ganhar.

 

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Deixem-se de praticar o passatempo preferido de tantos sportinguistas: o tiro ao árbitro. Decorridas sete jornadas da Liga 2016/17, nenhum dedo acusador pode ser apontado de boa fé a árbitro algum. É tempo de deixarmos de olhar para fora na hora de assumir responsabilidades. O discurso anti-árbitro não é o do Sporting grande - é o do Sporting complexado e pequenino.

 

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Deixem-se de estátuas a Rui Patrício, deixe-se de exigir Rúben Semedo já na selecção nacional. Os nossos jogadores precisam de concentração máxima no objectivo central: vencer o campeonato. Sem idolatrias descabidas, sem louvaminhas deslocadas. O caminho faz-se caminhando, não queimando etapas.

 

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Os jogadores do Sporting têm de convencer-se que não há vitórias morais. Ou há vitórias reais ou há derrotas. Têm de convencer-se também que não há lugar para vedetismos bacocos no Sporting: ou a equipa funciona como verdadeiro colectivo ou não funciona. Quem recusa integrar-se no colectivo só tem um caminho: a porta de saída.

Um padrão

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).

Se não foi da pressão, foi de quê?

Para início de conversa, Xistra não teve nada a ver com este resultado!

Terá sido de quê então, este apagão geral esta noite em Alvalade? Sim, hoje assistimos talvez ao pior jogo da época e até exagerando um pouco, o único que esteve ao seu verdadeiro nível foi o nosso guarda-redes.

Há dias assim, todos têm direito a um dia mau, mas nós já vínhamos avisando para as primeiras partes de avanço e hoje, contra uma equipa presa por arames (os homens estavam mesmo rotos), vimos uma exibição desleixada mais uma vez e depois na segunda parte o que costuma funcionar, hoje não apareceu.

Juro que não é malapata, mas aos 2 minutos William tinha já falhado três passes. Pergunta ingénua: Se o rapaz precisa (e já percebemos que precisa) de ganhar confiança, que tal começar sem ele, e quando estivermos a ganhar colocá-lo em campo? Portanto, não será de começar com Aquilani e deixar de obrigar o capitão a (continuar a)  jogar por dois? Isto sou eu, que de bola percebo pouco...

Há também o colombiano que finge que está em campo. Hoje esteve lá dentro 60 minutos a mais.

E hoje não houve João Mário!

O Barcos é capaz de ser reforço, mas não será avisado que esteja na área, ao invés de ser ele a fazer os centros? Eu sei lá... Não teria sido melhor, para essa tarefa, o Mané?

Gostei do Coates e gosto do Semedo. Chamem-me maluco, mas se se lembram de Beckenbauer, pode estar ali alguém parecido; Gosto de centrais que sabem sair com a bola redonda e Semedo parece saber tratá-la com mimo. Aposto que rapidamente roubará o lugar a Oliveira, assim continue com juizinho.

E depois, não foi só hoje, há a situação das bolas paradas: É confragedor ver perder possibilidades infinitas de poder causar perigo aos adversários. Não quero ser injusto e posso estar enganado, mas o último golo de livre que me lembro de ver em Alvalade foi marcado por Jefferson, no longínquo reinado de Leonardo Jardim. Os cantos então, eu acho que os adversários até deixam a bola sair propositadamente pela linha de fundo... Que tal experimentar alguém que tenha potência de remate, a ver se a coisa bate em alguém e que entre, por acidente?!

Bom, adiante, que estamos aqui para apoiar e como alguém comentou no "rescaldo" do Pedro Correia, já estivemos atrás e demos a volta. Hoje foi apenas um precalço, a vida continua na Madeira!

Ah! Não esquecendo de responder à pergunta, eu acho que foi "de quê". Tem a palavra Jesus.

Marco Silva: elogios e críticas

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 Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

 

1

Ponto prévio: já defendi diversas vezes aqui Marco Silva. Na crise de Dezembro, cuja existência foi agora finalmente reconhecida pelo presidente, não hesitei um momento em colocar-me do lado do treinador. E há muito escrevo aqui sobre a necessidade de estabilidade no Sporting também neste domínio. Aliás a minha primeira crítica à direcção Godinho Lopes, tinha este blogue pouco mais de um mês de vida, relacionou-se com a indecorosa e extemporânea "varridela" de que foi alvo Domingos Paciência, ainda por cima com insultos encenados no aeroporto para tornar a coisa ainda mais reprovável.
Marco é muito superior a Domingos, não tenho dúvida. Ninguém nega que pôs a equipa a jogar bem e soube valorizar diversos jogadores. Basta apontar o caso de Carrillo para dissipar qualquer dúvida.

 

2
Como é óbvio, no entanto, nenhum treinador está imune à crítica. Reitero portanto as críticas que logo na noite de sábado, mal terminou o jogo, fiz a Marco Silva - e tenho visto repetidas em todos os fóruns de debate televisivo:
- Escalou mal a equipa (para quê Tanaka na bancada e não no banco, onde se sentava um inútil Sarr?) num jogo em que precisávamos de mais trunfos ofensivos pois tínhamos de vencer. Um empate, para nós, equivale a uma derrota nesta fase do campeonato.
- Mandou sair Slimani, que foi o segundo melhor em campo após Nani, precisamente no rescaldo imediato do golo do Paços, trocando-o por Montero (que não marca desde 1 de Fevereiro). Para quê a troca directa de avançados quando precisávamos mesmo de vencer aquele jogo? Porque não alinhar em simultâneo Montero e Slimani, mesmo com o argelino desgastado? Já se percebeu - entra pelos olhos dentro de qualquer adepto - que Montero, sozinho, não rende na frente de ataque.
- Deixou Carrillo arrastar-se em campo mais 20 minutos do que devia, só aos 85'. Carlos Mané - que tem resolvido vários jogos no quarto de hora final - teria sido o substituto ideal do peruano logo aos 65'. E - lamento escrever isto - meter o Capel é pôr o Sporting jogar só com dez. Mais valia ter deixado o peruano em campo nos restantes dez minutos do que meter o andaluz. Não me lembro, aliás, de que este tenha sequer tocado na bola.

 

3
Conclusão: Marco, que em diversas outras partidas mostrou ser um bom leitor do jogo, desta vez não esteve bem. Acontece a qualquer um: sábado foi a vez dele.

E chega de compararmos o valor do nosso plantel com o do FCP e o do SLB: não foi com estes plantéis que tropeçámos na temporada ainda em curso. Balanço dos confrontos com o SLB: uma vitória na Taça de Honra e dois empates no campeonato. Balanço dos confrontos com o FCP: uma vitória na Taça de Portugal, um empate e uma derrota no campeonato. Ou seja, apenas uma derrota em seis jogos oficiais com os outros 'grandes'.

O nosso problema é o excesso de empates com as equipas 'médias' e 'pequenas'. Tem a ver com níveis de concentração e motivação e ansiedade. Ora tudo isto depende, em larga medida da acção do treinador.

Fetiche

1-1 é o fetiche deste ano. São nove empates em vinte e sete jornadas, o que dá um terço de jogos empatados e sempre com o mesmo resultado.

 

O que me irrita é a sensação que aqueles gajos dão de que não faz mal falhar agora porque há sempre mais uma oportunidade. Pois, realmente há sempre mais uma oportunidade, mas como é encarada da mesma maneira ficamos à espera da próxima e da próxima e da próxima... Eh pá, o raio da bola é para meter lá dentro mal se pode. Olha o Paços: zero oportunidades, um golo.

Clássicos à parte!

Querem saber uma coisa? Fiquei muuuuuito mais aborrecido com o mau resultado contra o Benfica em casa do que com a derrota contra o FCPorto.

Sinceramente, fosse qual fosse o resultado deste fim de semana dificilmente o Sporting chegaria lá acima. Diz o povo que "candeia que vai à frente alumia duas vezes". E tem razão!

Mas não me posso esquecer do banho de bola que demos aos lampiões para depois termos um resultado daqueles... E este fim de semana, mesmo com evidentes quebras físicas, nunca apanhámos o banho que demos ao Benfica.

Por isso o resultado deste último jogo não me aborrece (obviamente que preferia ganhar), enquanto do outro não me esqueço. E nada tem a ver com a equipa adversária... que fez o que lhe competia, mas somente com o resultado demasiado pobre numa exibição de grande nível.

E isso é que chateia. O resto é futebol!

Gazua, precisa-se

Leio algures que o Sporting fez 22 remates no jogo de ontem. Isto confirma que o nosso índice de aproveitamento é baixíssimo. Confirma ainda que o nosso maior problema está à frente, nos últimos 20 metros, e não nas linhas defensivas. Como aliás sempre aqui sustentei.

Terminou tudo como uma semana atrás. Com uma diferença significativa: o Benfica festejou como vitória o empate arrancado a ferros na última jogada da partida em Alvalade. Nós, não. E ainda bem. Clubes grandes não festejam empates.

«Desta vez tocou ao leão o lado doce - com um empate igualmente caído do céu, na última jogada da partida, sem muito ter feito (um bocadinho mais do que o Benfica há uma semana, admita-se) para o justificar», escreve hoje o jornalista Hugo Vasconcelos na crónica do jogo publicada no diário A Bola.

Tem razão. Uma das maiores diferenças está precisamente nos tais 22 remates leoninos. A tal ponto que já nem sei se precisamos de um ponta-de-lança ou de uma gazua para abrir as defesas adversárias. Alguém sabe onde se arranja uma?

Um balde de água gelada

Cinco anos depois, voltámos à Liga dos Campeões. Era talvez o nosso jogo mais fácil no grupo em que estamos integrados. É verdade que voltámos a desperdiçar golos quase inevitáveis, por falta de frieza e de instinto matador: duas vezes por Carrillo (uma das quais com a bola a embater na barra), uma por Slimani e duas outras por Carlos Mané. Mas estávamos a vencer a um minuto do fim, quando um erro imperdoável do eixo defensivo permitiu o empate ao Maribor, equipa tetracampeã da Eslovénia.

Foi, para nós, um balde de água gelada.

Há vitórias impossíveis de conseguir. Outras parecem fáceis de garantir. Esta era uma delas, com um grande golo de Nani - mais que merecido pois foi ele, uma vez mais, quem hoje levou a equipa às costas.

Parecia fácil, atendendo até à falta de qualidade exibida pelo Maribor - que nem parecia estar muito mais adiantado no campeonato do que o Sporting, pois já disputou sete jornadas, nem ter eliminado o Celtic numa pré-eliminatória - mas não foi.

Na alta roda do futebol há erros que não podem ser cometidos sem consequências.

Este é o momento para Marco Silva fazer alterações no onze titular do Sporting se quer manter ambição competitiva. Sem olhar a nomes mas ao talento individual e ao contributo de cada um para o bom desempenho colectivo. Porque só podemos manter essa ambição se os onze que entrarem em campo forem indiscutivelmente os melhores.

Não podem ser todos estes que hoje deixaram a vitória até agora mais fácil da temporada escapar por uma unha negra, comprometendo logo na primeira jornada as nossas legítimas aspirações à manutenção na prova máxima do desporto europeu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do apoio dos adeptos. Quase 35 mil sportinguistas a puxar pela equipa no estádio. Não foi por falta de ânimo das bancadas que o Sporting tropeçou.

 

De Nani. Melhora de jogo para jogo. Mesmo marcado sempre por dois defesas (às vezes por três), supera os confrontos individuais com uma técnica e uma classe muito acima da média. Serviu hoje várias vezes os colegas - Slimani, por exemplo. Foi, de longe, o melhor jogador em campo. Merecia a vitória que não chegou.

 

De André Martins. Claramente em linhas mais avançadas, e mais solto de movimentos, com boa leitura de jogo, protagonizou excelentes jogadas e criou situações de perigo, sobretudo na primeira parte, em boa articulação com Nani. Soube ocupar bem o corredor central. Estava esgotado quando saiu, aos 61', dando lugar a Capel.

 

De Carrillo. Teve períodos intermitentes, mas continua com rendimento superior ao da época passada. Foi rápido e oportuno a aproveitar um deslize da defesa de Belém que lhe proporcionou o golo, aos 35'.

 

De Esgaio. Continua a dar boas provas enquanto lateral direito, no lugar habitualmente ocupado por Cédric, ainda não recuperado da lesão. Integra-se bem no ataque sem descurar a missão defensiva. Pode ter agarrado a titularidade.

 

Que Marco Silva tivesse apostado tudo na vitória. A dez minutos do fim chegou a tirar um defesa central (Maurício) e a meter um segundo ponta-de-lança (Montero). Infelizmente a sorte desta vez não lhe sorriu.

 

 

Não gostei

 

Do empate, em casa, contra o Belenenses. Foi o terceiro em quatro jogos deste campeonato.

 

Que tivéssemos marcado apenas um golo. Vão apenas quatro: um por jogo. Muito pouco. Há um ano já tínhamos mais golos logo à primeira jornada.

 

Do índice de aproveitamento dos nossos ataques. Rematámos quatro vezes mais do que os jogadores de Belém... com o mesmo aproveitamento. Assim de pouco adianta ter dois terços de posse de bola, como hoje aconteceu.

 

Da falta de aproveitamento das bolas paradas. Tivemos alguns livres a nosso favor, mas nenhum levou perigo às redes de Belém.

 

Das oportunidades perdidas. Três por Slimani, uma por Nani, outra por William. Falta instinto matador ao nosso ataque nos últimos metros do terreno.

 

Dos pontos perdidos. Seis, em doze possíveis.

 

Do nosso eixo defensivo. Uma falha grave de marcação permitiu o golo do Belenenses. Com responsabilidades evidentes dos defesas centrais.

 

Das "charutadas" por cima da baliza. Foram várias - e, naturalmente, não serviram para nada a não ser para aumentar a intranquilidade da nossa equipa.

 

Do nervosismo dos nossos jogadores. Os índices de ansiedade têm de estabilizar, já a pensar nos desafios da Liga dos Campeões.

 

De Jefferson. É inaceitável protestar junto do árbitro de forma a arriscar um cartão vermelho no último minuto do encontro. E foi isso precisamente o que aconteceu, em prejuízo da equipa.

 

Da comparação com o ano anterior. Obtivemos até agora, neste campeonato, menos três pontos nos confrontos com Académica(-2), Arouca(=), Benfica(+1) e Belenenses(-2) em comparação com a época passada.

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