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És a nossa Fé!

Seguimos adiante

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Ao pensar na história ainda breve de Marcel Keizer no Sporting (ou de Frederico Varandas com Marcel Keizer, dá igual) lembrei-me desta curva. Primeiro veio a desconfiança e ansiedade dos sócios com um treinador sem curriculum e dum futebol bem diferente do nosso, depois a felicidade com as "cabazadas" iniciais que terminou em Guimarães, depois um período sempre a descer até Tondela, onde entrámos em depressão profunda.

Veio uma semana depois o jogo contra o Porto em casa onde tivemos que aceitar exibição e resultado, os possíveis nas circunstâncias de então. Keizer não mudou as peças mas mudou a montagem das mesmas em campo, mais controlo do jogo, menos risco.

Tivemos agora uma dupla jornada vitoriosa com as duas melhores equipas da Liga, ao que dizem, e com esse novo modelo de jogo mais realista e eficaz tornou-se possível uma primeira parte superior ao Porto e uma ponta final que garantiu os penaltis e a conquista da taça.

Os problemas estruturais estão lá e não desapareceram. Uma condição física deficiente, um plantel limitado, uma enorme falta de dinheiro para o reforçar, uma ingenuidade nos lances divididos que se traduzem em montes de cartões e castigos. Mas temos agora uma estrutura de futebol profissional substancialmente reforçada, com presidente, treinadores e jogadores empenhados e solidários, todos a puxar para o mesmo lado, sem vedetismos nem primas-donas malcriadas.

Cabe aos sócios estarem à altura do que se passou em campo, mostrarem eles a tal "atitude" que dalgum modo tem faltado em Alvalade e fora dele esta época, a atitude de Sportinguistas de "O mundo sabe que" e não de exigentes ressabiados, apoiando incondicionalmente a equipa nos bons e maus momentos, porque eles de facto merecem e precisam desse apoio.

Seguimos adiante.

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

A bancada solidária

Não vi o jogo entre os 7 e os 17 minutos.

Ali próximo de mim, uma jovem adepta chamou a atenção do vizinho do lado para um adepto que estava sentado com a cabeça descaída sobre o peito: "este senhor não deve estar a sentir-se bem", foi o que disse ou próximo disto.

Houve gente que se apercebeu do mesmo e de imediato se verificou que o nosso consócio fora vítima de uma paragem cardio-respiratória.

O meu amigo e colega Pedro Vieira (irmão dum antigo massagista do futebol do Sporting e Chefe dos Bombeiros Voluntários de Loures) foi dos que primeiro acudiu e também um consócio médico e vários socorristas. De imediato lhe foram ministradas as manobras de reanimação indicadas, enquanto a bancada inteira fazia sinais para os bombeiros (sim, aqueles que estão junto ao relvado). Para quem chama por socorro, um minuto é uma eternidade, mas cerca duma dúzia de bombeiros chegaram ao sector B14 em quatro minutos, com material necessário ao recobro, incluindo disfibrilhadores. Entretanto o consócio, médico, com o nome Paulo ... nas costas da camisola listada, continuava com as manobras de reanimação enquanto outros com experiência nestes casos criaram as condições de evacuação e todos os que estavam no caminho ou subiram ou desceram, criando um corredor por onde acederam os bombeiros.

Graças à intervenção de vários associados, este outro talvez continue vivo (pelo menos a informação era de que estava estabilizado, ainda no estádio).

 

O resultado de um jogo de futebol, comparado com este gesto de solidariedade e altruísmo, é a coisa menos importante do mundo! 

 

 

(até que chegou a polícia e actuou de forma despropositada, prepotente, descabida e completamente fora do contexto, a empurar pessoas, as que estavam a coordenar a actuação junto da vítima, crianças, mulheres, como se estivessem a carregar sobre um bando de malfeitores. Uma tristeza, à atenção do Conselho Directivo)

Lá estarei

Sábado lá estarei. Ir à bola, é ir à bola, é ir à bola: se for só isto é muito, se for mais do que isto, é pobre. Ir à bola não é missa nem ritual, é emoção sem conceito – cega, portanto.

Discutir a equipa? Porquê e para quê? Vi os treinos durante a semana? Aturei as neuras e os egos dos jogadores? Porventura farei parte daquela bizarra película de gente que ganha o pão a comentar decisões que não está habilitada a assumir, não tem estatuto para intervir, nem está informada para discutir?

Eu sou público: pago para ver, sento-me, pulo, aplaudo e assobio, rejubilo e entristeço. Mas depois passa. A diferença entre especular e usufruir é a mesma que entre “estar adormecido” e “estar a dormir” na versão imortal de Camilo José Cela.

Sábado lá estarei para os ver jogar. E é só isso que lhes peço – que joguem; sem enfado nem melancolia, com gozo e bravura. O resto logo se vê, porque isto é tudo.

Noutros lugares dizem que lhes acomete uma epifania e o coração palpita-lhes no peito ao incorporarem a multidão, um exército que caminha para o estádio como que em êxtase – dá-lhes para o épico que nem nos filmes de Leni Riefenstahl. Misticismo ou taquicardia o certo é que deve fazer mal à saúde – a sério… get a life!

Este fim-de-semana há derby!

 

Foi, provavelmente, o mais impressionante jogo a que assisti na vida. Sofremos, e muito, durante quase todo o jogo. Durante a maior parte do tempo pareceu que estávamos à beira do precipício. A lampionagem avançou no marcador e por volta da meia hora de jogo o estádio parecia que vinha abaixo.

De repente uma bola do Moutinho na barra! Tudo mudou a partir daí! Uma cavalgada impressionante, através de um ritmo avassalador onde todas as jogadas pareciam poder dar golo! Nem todas as bolas entraram mas a verdade é que marcámos cinco golos! Foram vinte cinco minutos inacreditáveis de raça, de entrega, de dedicação! Esta emoção inigualável faz de um Sporting versus benfica o maior jogo de futebol do mundo!

Eles não sabem nem sonham

 

Alguns blogues que usam e abusam do nome do Sporting parecem feitos por pessoas que nunca vão à bola. Pessoas que não assistem a um só desafio ao vivo, que são incapazes de vibrar com a contagiante euforia das bancadas em dia de jogo, que não explodem de alegria cada vez que o nosso clube marca um golo e todo o estádio é percorrido por uma imensa onda de emoção.

Há quem seja capaz de escrever sobre futebol espraiando-se com aparente sapiência sobre sistemas tácticos, opções técnicas, dinâmicas de jogo. Há quem se aventure vezes sem conta pelos mistérios dos mercados de transferências e quem debite na ponta da língua as linhas completas das equipas dominantes em vários países da Europa e das Américas e saiba de cor os nomes dos respectivos treinadores, mas seja incapaz de escrever uma só linha sobre as emoções do futebol ao vivo quando as bancadas se pintam de verde e branco.

E no entanto nada há tão importante para entender este fenómeno sem par que é o futebol. Foi o que senti uma vez mais, na tarde de ontem, ao ver a saborosíssima goleada do Sporting ao Arouca no local próprio: o nosso estádio. O ser humano tem um apego inato a rituais - e o futebol é inseparável deles. Dos cânticos, das cores, da estética tão própria deste desporto que apaixona o mundo.

Cumpri com todo o gosto este ritual. Que começa muito antes do jogo e se prolonga depois dele, na zona das rulotes, enquanto se mastiga uma bifana e as imperiais - da marca certa, não da outra que nos promete a Luz - circulam à velocidade da sede enquanto se digere o jogo. Lá encontrei amigos e colegas de blogue - os primeiros com quem partilhei as emoções deste encontro inaugural do campeonato. O João Távora, o Francisco Almeida Leite, o José Navarro de Andrade, o Duarte Calvão, o Eduardo Hilário. Vários de nós ainda sem cachecóis, pois o calor aconselha a deixar este adereço em repouso. Mas todos com a paixão sportinguista renovada. De ano em ano, de época em época.

Os outros não sabem nem sonham que de tudo isto também é feito o futebol.

 Foto minha. Texto publicado também aqui

Custa tanto!!

 

Foi o nosso Levezinho. Abono de família, disfarçou o pouco investimento e a falta de maturidade dos nossos jovens leões. Sozinho lá na frente, com Derlei, com qualquer um, sabíamos que não havia uma bola que não fosse atacada, um jogador que não fosse pressionado. Fez fitas e por vezes até se portou menos bem. Mas era o nosso 31! 

 

Foram muitos golos. Foram vezes sem conta a dizer: Liedson resolve! 

 

Partiu em lágrimas, com um Estádio a aplaudir, a chorar e agradecido. Não o vimos campeão. Partiu para o seu Brasil. Estava em fim de linha. 

 

Ver as imagens dele a chegar ao Porto é um tremendo balde de água fria. Eu sei que tem 35 anos, sei que na nossa casa era difícil pagar-lhe o ordenado e pedir-lhe para resolver sempre. 

 

Mas custa tanto... o futebol é um misto de racional e emoção. Para o adepto é por vezes apenas emoção! Nós queremos é ganhar. Queremos é gritar golo pelo nosso Sporting. Queremos é acordar e ver nos jornais os nossos Jogadores dizerem que vão ficar em Alvalade até ao fim da carreira e que vão ser sempre um dos nossos! 

 

Andámos muito tempo virados contra o Benfica. É o nosso adversário natural. Mas o Porto também o é. Chega de amizades a Norte. Antes sós, que mal acompanhados! Terem Moutinho e Izmailov, mais Liedson é uma facada enorme a todos nós, não esquecendo as atitudes menos nobres dos jogadores, mas... CUSTA TANTO!!! 

Final de jogo à Hitchcock?

Se há realizadores de cinema dos quais eu gosto, um deles é Alfred Hitchcock. Este cineasta tinha aquele condão, dos seus filmes nunca se tornarem aborrecidos, mantendo a indecisão dos finais sempre em aberto.

Curiosamente o jogo desta noite, do Sporting, pareceu ter saído directamente do celulóide para um relvado. Então aqueles minutos finais… foram simplesmente terríveis!

Mas valeu a pena. Já não sofria desta maneira fazia muito tempo. O Sporting foi sem dúvida a melhor equipa em campo. E não jogou apenas 10, 15 minutos. Foi, durante os 90 minutos, sempre superior ao seu adversário e mostrou muita raça e querer.

Mais uma vez Rui Patrício foi o salvador do “Convento” com aquela defesa a um penalti mal convertido, valha a verdade.

No final do jogo bailou no meu espírito a pergunta: onde andava esta equipa?

A resposta não será fácil de obter, mas seja como for os jogadores mostraram empenho, vontade e desejo de ganhar. E isso é meio caminho para a vitória.

Muuuuuuuuuuitos menos passes errados, procura constante da bola e uma entrega ao jogo como ainda não tinha visto este campeonato no Sporting.

Capel foi talvez o melhor em campo (uma vez mais!) mas Carrillo mostrou porque é craque com aquele espectacular golo. De bandeira (mais um chavão da bola, Pedro!!!).

Finalmente uma coisa sem importância: Jesualdo voltou a ganhar…

 

Publicado também aqui

Gestos que ficam

Cada um de nós sabe que guarda na memória um instante, uma palavra, um gesto, que define cada um destes jogos épicos do Sporting. Há uns anos, da célebre batalha com o Newcastle, ficou-me a memória de andar aos saltos na biblioteca a gritar golo, porque apesar da hora ainda estávamos a trabalhar para terminar uma exposição.

 

Desta batalha, que vencemos ontem, também há um gesto que fica: a arrogância insuportável do treinador do City, quando foi obrigado a fazer uma substituição nos primeiros minutos do jogo de Alvalade. A sobranceria foi tanta que mandou o jogador aquecer calmamente, apesar de o colega lesionado já não estar em campo. "Para ganhar a estes tipos, dez homens em campo é mais do que suficiente", deve ter ele pensado.

 

Mas não era, percebe? Porque nós podemos ter 11 homens em campo, mas cada um deles leva ao peito o emblema do Sporting. E as vozes, meu Deus, aquelas vozes que encheram Alvalade, que voltaram a encher Manchester, apoiando sem parar. Sporting Sporting Sporting!

E morra quem se negue ...

 

É só hirsutar um pouco, recuperar a voz (e curar a ressaca, há anos que não bebia tanto ...). E lá irei ao barbeiro a Nampula. Acompanhado?

(é bom ainda conseguir ser tão maluco ...)

 

Spóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóótííííííííngue!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Temos o estádio cheio

 

O nosso estádio já está esgotado. Booooa! Allez Sporting allez és a nossa fé! Tem de se ouvir bem alto amanhã nas bancadas verdes. Apoiar a equipa desde o primeiro minuto é uma imposição clubista e de fé. Fé na vitória. Temos de ganhar e para isso não podemos faltar com as palmas aos jogadores em todos os lances que nos agradem. Dá ânimo aos atletas e se estivermos no 1-0, vamos certamente para o 2-0. O leão tem de rugir bem alto. Força, leões!

{ Blog fundado em 2012. }

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