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És a nossa Fé!

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha... - IV

Desde o outono de 2019 que defendo abertamente a antecipação de eleições. Primeiro para a Primavera de 2020, falei inclusivamente em Março ou Abril, meses que o COVID19 inviabilizou, posteriormente passei a defender que as mesmas passassem para o Outono. 2020, após o encerramento do mercado de transferências. Também sugeri há vários meses, que as AG para votação do orçamento e posteriormente a do r&c seriam oportunidades para mostrar um cartão amarelo ao CD. Por via da pandemia, as duas AG ordinárias previstas foram reunidas numa só.

Porque não gosto de más companhias, mesmo que circunstanciais, evitei fazer abertamente campanha pelo chumbo dos documentos. É fácil de prever que o lunático alienado em boa hora destituído e seus fervorosos acólitos acéfalos irão procurar cavalgar o resultado das votações, mas não se iludam, uma coisa é termos assistido à amostra de cartão amarelo a F. Varandas, outra bem diferente é querer regressar ao passado troglodita.

Não chegámos a este resultado por acaso, nem por obra e graça divina, ele resulta em primeiro lugar da fragilidade da direcção eleita desde o dia da tomada de posse. A não existência de 2.ª volta, propicia a eleição de órgãos sociais com votação pouco expressiva.

A falta de empatia, ausência de comunicação, péssima gestão do futebol, culminando num horrendo 4.º lugar, levaram a que os sócios apresentassem hoje a F. Varandas a factura, onde estarão entre outras as contratações de T. Ilori, Fernando, Jesé, Bolasie, a manutenção no cargo de Hugo Viana e sucessivas fugas em frente na contratação de treinadores.

A partir de hoje, caberá a F. Varandas decidir se nada muda ou tudo muda. Não é obrigatório que se demitam ou, como defendo, antecipem eleições, mas sabem que não contam com a aprovação dos sócios. Se mantiverem teimosamente o rumo, em 2022 nem 10% dos votos provavelmente irão conseguir e acabarão por sair pela porta pequena.

Têm a palavra o presidente F. Varandas e restantes membros dos órgãos sociais. Entretanto, porque o SCP é um grande clube, com vários sócios qualificados, é natural que se vão preparando candidaturas. Não tenhamos medo do futuro.

 

Adenda - Comunicado oficial do Sporting Clube de Portugal

Do Oito ao Oitenta sem rede

I-Voting. Não se fala por estes dias de mais nada. De acordo com as notícias que vão saindo, esta direcção quer fazer aprovar na próxima AG do clube, pensa-se que será em Setembro, uma alteração dos estatutos para permitir a implementação deste sistema de voto.

Vamos por partes: De acordo com os Estatutos em vigor, os mesmos só podem ser alvo de revisões em Assembleias gerais extraordinárias convocadas para ou também para esse efeito. Assim é estranho que surjam estas notícias e que as mesmas não sejam de imediato desmentidas pelo Presidente da mesa da Assembleia do nosso clube. A menos que se queira aproveitar a situação pandémica que vivemos como justificação para meter “a martelo” uma alteração tão significativa dos Estatutos do clube.

No presente já é permitido o voto electrónico, que se efectua no local de voto designado e previsto nos estatutos. O que esta direcção pretende é que cada sócio possa, a partir do seu computador em casa, exercer o seu direito, e dever, de voto.

E assim passamos do oito ao oitenta. No seu programa com que concorreu às eleições, Frederico Varandas prometeu descentralizar o processo eleitoral utilizando para isso alguns núcleos entre o norte, centro e sul.

O que agora pretende fazer não é nada do que se comprometeu em tempo de campanha.

E levar o voto aos núcleos, com voto electrónico, cadernos eleitorais digitais, que permitam com segurança descarregar os sócios votantes é a solução ideal. Os sistemas de verificação do voto presencial e por correspondência estão testados e mais que testados, são fiáveis e garantem que o voto permanece secreto, elemento fundamental na credibilização de um acto eleitoral.

Sobre o I-voting existem hoje sérias dúvidas sobre a sua fiabilidade. Estamos a falar muito concretamente de este sistema, do que se sabe até hoje, não assegurar de nenhuma forma que os resultados finais sejam de facto os reais e de não garantir que o voto permaneça secreto, levantando assim condicionalismos reais a quem vota.

Quando se discute uma possível 2ª volta na eleição do presidente do Sporting, a adopção do I-voting vai totalmente em sentido contrário à tão falada legitimidade que se quer para a eleição do nosso presidente.

Porquê então agora ser levantada esta questão?

Qual o objectivo de criar este ruido nesta altura?

Quando vivemos uma das maiores crises no clube, financeira, desportiva e de valores, qual o interesse de modificar um sistema eleitoral, trazendo sobre ele um espectro de suspeição?

Se qualquer pessoa com acesso à internet, consegue em poucos minutos de investigação, perceber as falhas de segurança que ainda existem neste processo embrionário, porquê insistir nele?

Sendo um mecanismo que vai controlar os votos expressos pelos sócios, faz algum sentido que seja o presidente da MAG e a direcção do Sporting a nomear um grupo de estudo? Qual a independência deste grupo quando são nomeados por parte interessada?

O nosso clube não pode ser um campo de experimentalismo, de interesses pouco claros. As eleições, o direito dos sócios de elegerem quem vai ocupar os órgãos sociais do clube, são demasiado importantes para que sejam sujeitos a este tipo de investidas das quais não são divulgados os reais propósitos.

Pedro Azevedo: um excelente candidato à presidência do Sporting

Começo pela declaração de interesses (ou, como é moda agora dizer, o "disclaimer"): estive uma única vez com o Pedro Azevedo, num jantar do És a Nossa Fé há poucos meses. Já conhecia, naturalmente, as suas ideias para o Sporting, que ele partilha no seu blog: https://castigomaximo.blogs.sapo.pt/

Antecipando aqueles comentários dos indigentes das redes sociais, do estilo "tu queres é tacho, pá" (que, tal como outras aleivosias, não admito sequer publicar no post), deixo também a ressalva de que nunca ganhei um tostão à conta do Sporting, directa ou indirectamente. Pelo contrário, tenho gasto pequenas fortunas em quotas do Clube, quotas do Núcleo (Matosinhos, orgulhosamente), Gamebox, camisolas e afins. Não pretendo, alguma vez, ganhar um tostão que seja à conta do Sporting, a minha mais insensata paixão. Enfim, não pertenço nem pretendo pertencer aos que se enchem de dinheiro à conta do Clube - mas sim ao grupo dos sofredores e "parvos"... 

Voltando à parte interessante da questão, o Pedro Azevedo. Como já aqui defendi, o Sporting deveria ir já para eleições. Isto para evitar: 

- Que a próxima época seja preparada pelas mesmas pessoas (Varandas, Viana e os agentes do costume), e da mesma forma, que a (vergonhosa) anterior;

- Que em vez de lutar pelo 3º lugar, de acesso à Champions na nova época, daqui a um ano estejamos a lamentar-nos por não ter conseguido lugar na Liga Europa;

- Para por termo à incessante perda de ambição, que leva a que a luta pelo título seja hoje uma coisa inalcançável (quando, há apenas 3 anos, era o normal).

Também não me assusta minimamente a questão da estabilidade. As equipas (técnicas e afins) precisam de estabilidade. Ter gente incompetente a mandar no clube não é garante de estabilidade, mas de instabilidade, como seu viu na época passada, na "dança" de treinadores e jogadores, ao sabor dos acontecimentos. 

Uma direcção sem estratégia e sem mão no clube (administração) e sem capacidade de cativar adeptos (núcleos, claques) não proporciona estabilidade alguma, como é evidente. Nem sequer é respeitada, como se vê todos os dias. 

Se há clube que não tem falta de boas alternativas para formar uma nova direcção, com quadros altamente competentes, esse clube é o Sporting. Tenho a certeza que, estivessemos nós agora a poucas semanas das eleições, já teríamos 2 ou 3 candidaturas fortes e competentes. 

Infelizmente, temos uma direcção barricada num presidente da Mesa da AG, que não quer dar a palavra aos sócios. 

Uma das boas candidaturas que temos é, seguramente, a de Pedro Azevedo, já anunciada. 

Como qualquer pessoa de mente aberta facilmente concluirá da leitura do seu blogue, o Pedro Azevedo reúne 5 condições essenciais para ser um grande presidente do Sporting: 

- É uma pessoa altamente inteligente e um quadro competente, com experiência em gestão de topo; 

- É uma enciclopédia de Sporting e de desporto em geral; 

- É uma pessoa apaixonada pelo Clube, mas ponderada;

- É independente de interesses instalados e/ou passados; 

- Tem um projecto (consolidado) para o Clube.

Gostaria que quem lesse este postal desse uma séria atenção ao Pedro Azevedo. Sei que não é um daqueles nomes "tcham" (tipo Ricciardi). E sei que, infelizmente, os presidentes muitas vezes são "cozinhados" entre jornais/ media, agências de comunicação e outras empresas (os "nada parvos", que fazem dinheiro a rios com o Clube). Mas todos sabemos que esses interesses não são os do Clube.

Precisamos de gente com currículo e experiência, independente e que proporcione estabilidade às nossas equipas, devolvendo a qualidade ao futebol (ao contrário da actual direcção). Aproveitem estes meses até às eleições (eu prevejo para a Primavera-Verão do próximo ano) para ler o muito que o Pedro Azevedo tem escrito sobre o Clube. Podem até chegar à conclusão que não é o vosso candidato, mas darão o tempo por bem empregue, seguramente.

Saudações Leoninas

Alterações estatutárias: voto sim a isto

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1. Sou favorável à introdução do princípio do voto à distância no Sporting. Refiro-me ao voto electrónico não-presencial, medida que democratiza o Clube e amplia largamente os direitos dos associados - sobretudo todos aqueles que residem fora da Grande Lisboa. Não apenas em nome da equidade e da representatividade, mas também como conceito básico do universo leonino: o Sporting presume-se, e bem, de Clube de expansão nacional, não acantonado num bairro alfacinha, devendo agir em consonância com este princípio.

Há que pôr fim, portanto, à anacrónica obrigação de voto presencial em Lisboa - com a exigência expressa de que o escrutínio seja auditado por uma entidade independente cuja idoneidade esteja acima de qualquer suspeita. Devemos incentivar as boas medidas e as boas práticas - seja qual for a equipa directiva que estiver ocasionalmente em funções - de olhos sempre no futuro. Os ciclos presidenciais passam, o Sporting permanece.

 

2. Sou favorável à introdução progressiva e faseada do princípio "um sócio, um voto", mediante compensações destinadas a premiar a antiguidade da filiação clubística, a par de outras que acautelem a inscrição em massa de falsos sócios para condicionar processos eleitorais. É inevitável caminharmos neste sentido, também em nome da transparência e do aprofundamento das boas práticas democráticas no Sporting.

 

3. Finalmente, urge introduzir a regra da maioria absoluta para a escolha do presidente do Conselho Directivo - considerado órgão social do Clube desde a mais recente (e muito controversa) alteração estatutária, aprovada em Fevereiro de 2018, e reverter o método de eleição do Conselho Fiscal e Disciplinar, que desde então resultou de lista fechada e monolítica. É fundamental reabrir este órgão a várias sensibilidades, eleitas pelo método de Hondt a partir de listas autónomas, e consagrar um segundo escrutínio para a presidência do Clube sempre que do primeiro não saia designado um novo titular com pelo menos 50,01% dos votos expressos. A estabilidade do Sporting assim o exige. E de instabilidade andamos todos fartos.

As lapas e os barões alapados

Não fosse a silly season do Sporting all over the damn year e a gente até dava de barato as notícias das dívidas, como refere o Pedro Correia mais abaixo, que serão carvão mais ou menos intenso quanto maiores são as verbas supostamente em dívida e de quanto menos importantes no panorama futebolístico são os reclamantes e a que já vamos estando habituados. Nisto da bola quer-me parecer que todos devem a todos, o que define muito bem o quão inflacionado e irrealista é o panorama a nível global. Nada contra os empresários, os poucos que são sérios, mas eles são os enormes culpados por um mais que anunciado declíneo do futebol, pelo menos fora dos big five, como o conhecemos. O fosso que vai sendo cavado está na iminência de tornar todos os outros em pouco mais que meros fornecedores de matéria-prima para o circo dos ricos.

E a propósito de empresários e pagamentos ou falta deles, ressuscito o pagamento a Jorge Mendes de uma verba considerável num negócio que envolveu Rui Patrício e a renovação do contrato, bem como a compra da totalidade do passe. Entendeu e bem o Sporting liderado por Bruno de Carvalho na altura, que não seria devido a JM qualquer verba. O Sporting liderado por Frederico Varandas entendeu reverter esta situação e pagou cerca de 4M€ se a memória não me falha, por uma percentagem dos direitos económicos do jogador. Teve outro entendimento, com o qual estou em desacordo, mas adiante, responderá pelos seus erros de gestão cedo ou tarde. O que me espanta é que pouco tempo depois e na minha opinião com a mesma razão que assistiu à decisão do seu antecessor, decidiu não pagar à Sampdória uma mais-valia pela transferência do jogador Bruno Fernandes para Manchester. A questão aqui é, se me permitem a interpretação, que há uma clara dualidade de critérios (se paga a um terá que pagar ao outro, ou não paga a ambos, os motivos são semelhantes), que só se pode interpretar como uma dependência gritante dos bons(?) ofícios do super-agente, que pelo que temos visto tem retribuido a contento, com a colocação de verdadeiros craques nas nossas tropas, vulgo os Jesés coxos, marrecos e pernetas que por cá têm arribado e vão sorvendo os muitos milhões que Frederico Varandas se gaba de ter conseguido em vendas (e conseguiu, de forma tosca, mas já lá vamos), depauperando os cofres da SAD e do clube, como accionista maioritário da sociedade.

Já dizia um ex-primeiro-ministro que dívida não é para ser paga ( estranho conceito, este ), mas entre o deve e o haver a coisa deve andar equilibrada. Haverá eventualmente, num exercício de especulação apenas, uma falta de acerto de compromissos em que me parece que esta rapaziada que dirige(?) o clube parece ser barra. Jovem turco não é quem quer, é quem pode e sabe...

E vamos lá ao título do post então, com a notícia da venda (carvão? preparação dos sócios para o inevitável?) de Palhinha, com o Braga (grrrrrrrr!!!) a levar neste caso mais alguns milhões, num negócio surreal (algo a ver com o negócio Amorim?). Desculpem o meu péssimo francês, mas isto é mesmo sem vaselina... O título, dizia eu: Perante uma época desastrosa, com a quebra de todos os recordes negativos, menos o do sétimo lugar na classificação (grande desiderato!), uma conta de gerência aterradora (dizem eles, não eu que não entendo nada de finanças), depois da venda dos melhores activos desportivos e da preparação da venda dos poucos anéis que restam (ande umas linhas para trás), depois da contratação de nulidades e um fantasma onde gastaram grosso modo 150M€, entre custos de passes e vencimentos, com a contratação de um treinador sem a qualificação necessária, o segundo depois de Silas, que não ganhou a nenhum dos adversários directos e cujo passe custou a verba estratorférica de, custos totais, mais de 20M€ (indemnização ao... Braga! Vencimentos, equipa técnica), etc. etc. esta gente, liderada por um suposto representante dos associados, mas que em primeira instância representará outros interesses (onde raio já se viu um dirigente de um clube ser representante de um grupo interessado na compra da sua SAD?), que não cumpre descaradamente os estatutos, numa posição ditatorial (onde é que eu já ouvi falar em coreano em relação a dirigentes do Sporting?) que insiste em não dar a palavra aos sócios, utilizando um estratagema rasca de adiamento da AG para aprovação do orçamento, que será chumbado e onde haverá um expressivo voto de repúdio à gestão Varandas/Alves, para as calendas, denota um comportamento digno de...lapa! Para quem não conhece, a lapa é um molusco gastrópode marinho que vive nas zonas intermareais, tipo nem é do molhado, nem é do seco, aproveita o melhor de ambos. Caracterizam-se por se fixarem (alaparem) de forma resistente à rocha onde crescem, vivem e morrem, alimentando-se do que outros produzem, sem qualquer esforço próprio. Mamam à pála, em bom português.

Eu, nas minhas passeatas durante as marés baixas, desalapo algumas que preparo na chapa, com um sumo de lima, alho, picante e manteiga. Estas eu, com alguma argúcia e sentido de antecipação, consigo desalapar.

As que se alaparam ao poder no Sporting eu sozinho não consigo, mas terá que haver uma grande maré que convença muita gente a molhar o cu para desalapar estes incompetentes que, saindo do Sporting, dificilmente terão rocha que os acolha. Sob pena de não haver mais Sporting.

Inquérito: Mais de 90% a favor de eleições

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24h depois de colocado on-line o inquérito sobre eventuais eleições no Sporting, o resultado é uma esmagadora maioria a favor do "sim".

É apenas um inquérito on-line, não pretende ser mais do que isso. Com todas as limitações e enviesamentos que tem, alguma informação traz. Obviamente, não deve ser lido como um retrato fiel da realidade, mas pretende ser uma achega a um debate construtivo e civilizado sobre o estado, o rumo e a governação do Clube. 

SL

 

Das alternativas

Embora o Sporting no passado recente tivesse sido palco onde se degladiaram duas organizações que de secreto já têm muito pouco e que o conduziram ao estado letárgico onde se encontra, não sem que antes e durante e depois algumas algibeiras, melhor, alforges, se fossem enchendo à custa da depauperização do clube e da sua SAD, não é avisado, é certo, compará-lo ao país político. Aqui, indivíduos das mais variadas orientações estão irmanados do mesmo sentimento sportinguista e convivem de forma descomplexada e saudável com essa situação. Este blogue é exemplo disso mesmo.

Vem isto a propósito das alternativas ou falta delas, que na política sempre existem porque os partidos têm as suas bases programáticas, sendo por isso mesmo sempre alternativa ao que no momento esteja no poder. No Sporting alguns afirmam que não existem, de modo que não se justificariam eleições nesta altura, que seria mais uma eleição para queimar uma alternativa fraca ou inexistente e que seria "pior a emenda que o soneto".

Não sou dessa opinião. Entendo que a máxima "para pior basta assim", não se aplica aqui. Deixar prolongar no tempo o mandato deste conselho directivo, isso sim, é um conivente acto de desresponsabilização por parte dos sócios e do seu representante máximo, o presidente da Assembleia Geral. É mais fácil deixar "correr o marfim", eu sei, é mais fácil deixar acabar o mandato, mas a questão que agora se coloca, a da falta da alternativas credíveis, não correrá o risco de acontecer também no final do mandato? E se não aparecerem alternativas ditas credíveis, deixam os sócios continuar este grupo de incompetentes, se eles se recandidatarem, mais quatro anos à frente dos destinos do clube?

O que vivemos hoje é uma questão de tempo. E eu não sei se teremos já o tempo necessário para salvar o clube. Urge destituir esta gente que vem conduzindo o Sporting para uma belenização que creio a grande maioria dos sócios e adeptos não deseja, com a agravante de esta adivinhada belenização ser a actual e não a de há meia dúzia de anos. Vejam onde anda o Clube de Futebol "Os Belenenses", é isto que se pretende? Não sou catastrofista, sou realista. Não sou adivinho, mas sei ler os sinais que de tão evidentes nem preciso de bola de cristal, que o ataque é tão cristalino como a água da fonte.

Não será isto que querem os que acham que não é tempo de eleições, não tenho a menor dúvida, mas a sua aversão a esta ideia absolutamente necessária para a continuação da existência do clube como um dos grandes permitirá a delapidação de um património não só físico, mas imensamente sentimental e que pode ser mensurável em cerca de três milhões de portugueses, que cada vez mais se afastam do seu clube.

Os mandatos são para ser cumpridos, dizem. Uma ideia que perfilho sem qualquer rebuço, mas que terá que ter por detrás um verdadeiro substrato. Um CD que tenha um mandato em que as equipas lutem por títulos, que apresentem bom desempenho desportivo, que consolide as contas no positivo, que granjeie prestígio para o clube e o engrandeça, pode não ganhar qualquer título, que terá o meu apoio incondicional. Ao que assistimos de há dois anos para cá, é precisamente ao contrário e as evidências, passe a redundância, estão à vista.

Quanto à falta de alternativas, não passa de uma falsa questão. Posso até contar uma pequena estória que ilustra bem, de forma pitoresca, esta questão da falta de soluções para alguma coisa: Conta-se que tendo sido construída uma ponte em Sacavém sobre o rio Trancão, numa cerimónia oficial realizada na freguesia e localidade de Apelação (ambas no concelho de Loures, para quem não saiba), terão os seus moradores exigido ao poder político também uma ponte para a sua localidade. "Mas vocês não têm aqui rio!", ter-lhes-á respondido o representante do Estado, ao que o regedor terá respondido de imediato "trate lá V. Ex.ª da ponte que nós tratamos do rio!"

Pedro Azevedo, p. e., já se colocou à disposição dos sócios para construir as pontes tão necessárias à junção dos cacos em que se encontra o clube, com um projecto de programa muito bem estruturado e com ideias-base inovadoras que têm tudo para recolocar o Sporting no bom caminho. Outros aparecerão, certamente com a mesma intenção. E aparecerão os pára-quedistas, oportunistas e outros istas e até chupistas, faz parte, mas tenho para mim que se saberá distinguir, por uma vez, o trigo do joio.

É que, meus amigos, não tenhamos dúvidas, é a existência do Sporting Clube de Portugal que está em causa!

Deixemo-nos de rodriguinhos.

Campeões da ida às urnas, as de voto e as de féretro

Peritos em urnas. Nisto nos tornámos. Salvíficas. Incontornáveis. Inadiáveis. A última oportunidade para resgatar o clube dos seus mais temíveis e terríveis algozes antes da próxima última oportunidade.

Nisto se tem transformado o nosso voto, depositado, na verdade, na urna caixão, tumba de jogadores, treinadores. Presidentes.

A par da condição de maior potência desportiva nacional, alcançámos o estatuto de elite das funerárias da bola. Do mata-mata. Do baralha e mata de novo. Especialistas na gestão de cemitério. 

Nisto se tornou o futebol leonino. Nisto se tornaram as eleições no Sporting. E se antecipadas assim serão, de novo. 

Também já quis ver Varandas fora da presidência. E continuo a querer.

Confesso. No meu reservado e parcialíssimo tribunal Cheguei mesmo a sentenciar: "O som do estádio está aos gritos. Porra...demita-se o gajo!"

Um danado impulso para o radicalismo quase descontrolado, alimentado pela constatação de que as compras foram praticamente só de entulho. Somada à perda de jogadores nucleares que só revelou a incapacidade de preencher os vazios deixados pelos maus negócios. Mais o intolerável silêncio de presidente e director desportivo que nunca deram a cara pela miserável preparação da época que agora ingloriamente finda.

Um rol crítico, transformado em rolo compressor, impiedosamente empurrado pelas derrotas, empates e péssimas exibições da equipa orientada pelos muitos treinadores que depois enterrámos.

O cenário é negro. Deprimente, mesmo! Mas como sair dele? Por outras palavras: que alternativas há a esta incompetente gestão?

A pergunta é retórica, claro que é. Sei que no papel existem alternativas e boas, por isso reformulo a interrogação: Há alternativas viáveis para uma disputa eleitoral a tempo do seu vencedor preparar bem a próxima época?  

Sou da opinião que não, não há.

É conhecida a máxima de que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes. Pois, discordo. O futebol é tão importante como as coisas mais importantes. 

Todos concordarão que o Sporting é uma nação. Que move milhões. De sonhos e de euros. Que tem um papel fulcral na defesa dos valores que constituem as sociedades cobiçadas pelos povos desvalidos que há pelo mundo fora. Que forma homens e mulheres. Que é um embaixador da excepcionalidade dos portugueses na arte da bola.

Todos sabemos que muitas vezes o Sporting, um jogo de futebol do Sporting, é a coisa mais importante à face da terra. 

Teve ou não contornos de fim do mundo aquela canalha combinação de resultados de ontem na Luz e na pedreira? E o impante Salvador e a sua soberba incontida alavancada pela insuportável ascensão ao pódio de onde nos desalojou? 

Para mim, evitar que o acima descrito se repita é tão importante e consumir-me-á tanto quanto ter a certeza que o SNS está cheio de saúde.

 O futebol não é um caso sério, é seriíssimo! Como tal, quem gere e preside aos destinos do nosso clube tem de ser criticado, supervisionado, interrogado, implacavelmente cobrado. A cultura deve ser a da exigência através de uma insistente e consistente crítica com alternativa apresentada, como fazem as boas oposições partidárias aos Governos nas verdadeiras e sólidas democracias liberais. A chamada marcação cerrada. Com pressão alta e equipa balanceada para o ataque construtivo, só assim ganhadora.

A apresentação e consequente consolidação de uma alternativa só acontecerá através de um trabalho a tempo inteiro, feito durante o mandato presidencial. 

Aqui chegado, pergunto. Que alternativas são verdadeiramente conhecidas do grande universo leonino? Que escolhas poderemos fazer que nos dêem as garantias de sucesso, para além do fraco consolo de nos fazermos ouvir, na forma de voto, sobre uma coisa que no fim redundará mais numa fezada do que numa certeza?

Temos o impulso (e eu também a ele soçobrei ao longo da época) de logo convocar eleições, destituir, correr com quem dirige o clube, porque não nos dá as vitórias que queremos. Não nos faz campeões de futebol.

Mas como coisa séria que é o futebol permito-me o exercício de perguntar se era aceitável adoptar a prática de deitar abaixo por sistemas os Governos que não executassem as políticas certas para todos termos aumentos salariais de 20% a cada ano da governação (sei que é subjectivo mas é nesta ordem de grandeza proporcional que estimo o valor da conquista do campeonato).

Ir para eleições sem alternativas conhecidas e reconhecidas, não será mais que uma reacção em vez de uma acção. Um impulso para satisfazer a ausência de vitórias dentro das quatro linhas e que teria uma só virtude: emoção, o sentimento que cimenta o futebol. 

Ora, valha-nos isso, a tendência sufragista, a paixão pelos candidatos e facções em disputa, mais a incerteza do resultado seriam a garantia de que a maioria de nós ganharia. Pelo menos nas urnas. Mas seria enganador. Ninguém ganharia verdadeiramente.

Faço por isso votos para que as eleições não sejam "agora!", "já!", e sim quando houver projectos e equipas definidos e de todos conhecidos.

Antes disso, para mim, tudo não passará de uma ida às urnas sinónimo de caixão. De pôr os votos numa futura tumba, cujo destino será o cemitério cada vez maior de sonhos que vamos enterrando. 

Para melhor está bem, para pior já basta assim

Quando Bloomberg foi eleito mayor de Nova Iorque um jornalista perguntou-lhe que objectivos tinha para os primeiros 100 dias. “Formar uma boa equipa”, foi a resposta. O jornalista ficou surpreendido e Bloomberg decepcionado com ele - como era possível não perceber uma coisa tão fundamental? Porque se insiste em obter as respostas do costume que já se sabe serem vazias e demagógicas?

O Sporting neste momento é comparável ao Congo. Um país riquíssimo em recursos (a famosa formação), mas com um aparelho estatal decomposto, fracassado e degenerado. Conjuntura política que só atrai golpistas, oportunistas, bandidos, ou na melhor hipótese incompetentes e néscios. Segundo Fareed Zakaria a abundância de recursos é uma maldição e não uma benção, ideia muito sensata, mas conversa para outros quinhentos.

Peço-vos o favor de recordarem que esta direcção foi eleita à pressa na sequência dos tumultos que levaram à destituição do Caligula cuja insanidade ameaçava liquidar o Sporting. A previsível incompetência de Frederico Varandas e da sua equipa, pela qual ele é inteiramente responsável, exibiu-se se em todo o seu esplendor durante esta época.

O Sporting só mudará de rumo, só deixará de ser comparável ao Congo se os seus sócios mudarem de atitude. 

Gritar pela destituição desta direcção e por eleições antecipadas é reincidir no erro e acelerar a espiral de decadência que vem arrastando Sporting para o fundo. Neste processo deletério não são as eleições que nos vão dar a alternativa a esta direcção incapaz e cada vez mais sinistra. É o surgimento de alternativas credíveis que exigirá novas eleições. 

Enquanto não aparecer no horizonte alguém com um módico de decência e competência curricular, que apresente uma equipa idónea e experiente, que proponha duas ou três soluções viáveis e pragmáticas para problemas concretos, em vez de congressos para discutir a coisa, alterações administrativas, vacuidades estruturalistas, projectos rebuscados sem qualquer relação com a realidade, ou as velhas e relhas promessas de bacalhau a pataco; enquanto não houver gente com este perfil a dar um passo em frente e propor-se à responsabilidade de conduzir os destinos do Sporting, querer eleições já resulta apenas em instabilidade.

A mudança só fará parte da solução quando houver garantia que for para melhor. Se não, como só um cego ou um oportunista não vê, a mudança é parte do problema.

Dr Varandas: Seja um homem e convoque eleições já

Caro Dr. Varandas,

Como saberá reconhecer, reina o desnorte no Sporting desde que v. assumiu a presidência em 2018, depois de uma vitória por ínfima margem. Em 2018-19, com o plantel que herdou das gestões anteriores, até conseguiu 2 troféus. Mas o título, que sempre nos habituamos a discutir, foi uma miragem.

Na viragem para esta época, deu-se o maior desastre desportivo que presenciei como sportinguista - a derrota no Algarve com o SLB. A si, já sei, não preocupou o sucedido. E vai daí desatou a vender os melhores jogadores que tínhamos. E a trocar de treinadores. A dizer-se e desdizer-se. O Pedro Correia já fez aqui no blogue o relato das trapalhadas sucessivas que protagonizou. 

Esta época que agora termina, a primeira que v. planeou, foi uma queda do princípio ao fim. Uma queda que ontem teve mais uma etapa, com nova derrota no Estádio do SLB, e descida para a pior classificação em 7 anos (4º lugar). O desnorte sempre a aumentar e a queda a acentuar-se.

Sobre as razões para esta queda já aqui escrevi nos últimos meses. E já escreveram alguns colegas de blogue, melhor do que eu. O que é facto é que o Clube termina a época com um treinador que há um ano estava no Casa Pia (e pelo qual vai pagar 12 milhões de euros, que certamente serviriam para contratar um treinador europeu de topo) e com o plantel mais fraco dos últimos anos, em que os melhores jogadores são jovens ainda em formação. 

Dr Varandas, este 4º lugar foi "alcançado" contando em meia época com um dos melhores jogadores da Europa na sua posição, Bruno Fernandes (que terminou como melhor marcador da equipa, apesar de ter deixado o Clube em Janeiro). Na próxima época, sem ele e sem (aparentemente) Acuña - outro dos raros jogadores feitos e de selecção que ainda temos - em que lugar terminaremos?

Apesar do fracasso, apesar das demissões na sua equipa, apesar de não haver orçamento aprovado, de não se conhecer estratégia ou perspectivas de vir a ganhar seja o que for, o Dr Varandas arrasta-se no cargo. Faz uns "posts" no Instagram com fotos com momentos de descontração no treino legendadas "o Sporting é isto". Tira fotos para a capa de A Bola com um jogador acabado de sair da prisão e a declarar que ele pode ter lugar na formação do SCP. Faz umas declarações a dizer que o treinador ex-Casa Pia e Braga vai valorizar o plantel enormemente. E prometer vender jogadores por 100 milhões. Como se o Sporting fosse uma caixa registadora.

Não Dr Varandas. O Sporting não é isto! O Sporting não tem nada a ver com isto! O Sporting é um estádio cheio a cantar, festejando vitórias. O Sporting é a excelência no desporto. É esforço, dedicação, devoção e GLÓRIA. Não é bem-estar, descontração, declaração e salários. E se perdermos, olha, fica para a próxima! Nunca, Dr. Varandas, nunca.

Há vários meses que ouço amigos dizer que a intenção das pessoas que tem à sua volta é vender a SAD. É deixar cair o Clube até ao ponto em que o desastre seja tal que apareça um "salvador" (um superagente, talvez?) pronto a injectar uns milhões no Clube, assumindo o controlo. Não quero acreditar, mas a sucessão e repetição de erros é tal que cada vez isso faz mais sentido.

Ainda há tempo de evitar que o Sporting caia mais, Dr Varandas. Não tenho qualquer razão para acreditar que v. seja uma pessoa sem carácter, que se vai esconder neste momento aflitivo para todos os sportinguistas. Pelo contrário, até acredito que seja uma pessoa bem-intencionada (ainda que provavelmente muito mal aconselhada). Este é um momento que exige clarificação no Clube. E urgente.

Dr Varandas: se é um homem, se tem coluna vertebral, não se esconda. Dê a cara. Convoque eleições. Faça-o rapidamente, para Agosto. Volte a apresentar-se, mostre o que fez nestes dois anos. Debata, dê entrevistas. Prove que tem uma estratégia, um rumo. 

Dê a palavra aos sportinguistas e deixe que sejam apresentadas alternativas. Que ganhe o melhor. Se ganhar o Dr Varandas, sai legitimado. Se ganhar outro, ao menos o Dr Varandas bateu-se pelo que acreditava e sai de cabeça erguida. 

Dr Varandas: não se esconda, ninguém gosta de medrosos. Na escuridão vivem os ratos. E no Sporting não há lugar para ratos.

Pinto da Costa e o seu ungido

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Já houve vários presidentes da Câmara de Lisboa sócios do Sporting. Nas últimas três décadas, lembro-me de Jorge Sampaio, Pedro Santana Lopes e António Carmona Rodrigues.

Imaginem a gritaria que não haveria, lá mais para Norte, se o presidente da Câmara de Lisboa, estando no exercício destas funções, aceitasse encabeçar uma lista concorrente a um órgão social do FC Porto. Não faltaria gente a rasgar as vestes, urrando contra a «promiscuidade entre a política e o futebol», exigindo imediata separação de águas.

Pois isso mesmo acaba de acontecer no FC Porto, com o actual alcaide da Invicta a encabeçar a lista para o Conselho Superior da agremiação azul e branca, sem que isso pareça perturbar as boas almas que reclamam linhas divisórias entre bola e política.

Rui Moreira aceitou o encargo, consciente de que isso o coloca na primeira linha dos ungidos, como presumível sucessor de Pinto da Costa, agora reeleito para o 15.º mandato à frente do clube, onde já leva 38 anos como dirigente máximo. Um mandato que, por vontade própria, poderá não levar até ao fim.

O astuto PdC, que nunca dá ponto sem nó, não apenas vence de forma categórica (com mais de dois terços dos votos expressos, 68,7%) a eleição para presidente da Direcção como suplanta a percentagem alcançada por Moreira (65%) na votação para o Conselho Superior. Numa espécie de aviso à navegação interna que evoca os dramas de Shakespeare: convém que o protegido nunca seja mais popular do que o seu mentor.

Assim se vê, a força de PC?

Pinto da Costa foi reeleito pela... vez (relembrem-me porque já foram tantas e há tantos anos que perdi a conta). É bom, é mau? Não sei, mas a avaliar pelos últimos anos em termos de resultados desportivos, no futebol e nas restantes modalidades, pressente-se um prolongar de vida útil à frente do clube portista, por parte de Pinto da Costa, que não augura nada de bom para quem venha a seguir. Em sucessos desportivos e em tesouraria. Sei que com os males dos outros podemos nós bem mas, fazendo uma retrospetiva ao poder do clube nortenho no futebol e nas suas instâncias, e para tanto basta uma década, a vantagem marginal de Pinto da Costa tem diminuído significativamente. As lideranças fortes e competentes devem prever o seu termo e gerir atempadamente o seu processo de sucessório, sob pena de correr sérios riscos para o próprio clube e de criar vazios difíceis de preencher. Também é certo que não há insubstituiveis e, costuma dizer-se, o cemitério está repleto deles. Mas eu acrescentaria também que a natureza tem horror ao vazio e, por vezes, preenche-o da forma mais inesperada. Pinto da Costa (PC), 82 anos, mais de 38 à frente do FC Porto. É obra de longevidade... Reeleito com 68,65% dos votos, participaram nestas eleições mais dois candidatos e 8.480 sócios. No Sporting Clube de Portugal, as últimas eleições, em setembro de 2018, foram o ato eleitoral do clube com maior afluência de sempre, com 22.510 sócios votantes, 19.159 de forma presencial e 3.351 por correspondência, de um total de 51.009 com direito a voto, e seis candidatos. 
Comparando, temos uma força motriz no SCP baseada nos sócios que, bem potenciada ou seja com uma liderança forte e competente, pode relançar o Sporting no cimo do Olimpo. Apesar de tudo... O tempo será julgador. Voltando ao norte, no imediato não se vislumbra o significado do resultado desta reeleição do carismático presidente portista que, apesar de expressiva, contou com números abaixo do habitual no Porto. E com outros candidatos, fazendo antever mudança de regime ou fazendo pressentir que a corrida para a mudança já teve o tiro de partida.

Assim se vê, a força de PC? A ver vamos!

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

Antecipar eleições?

Mais uma demissão nos órgãos sociais, a terceira em dois dias. Bernardo Simões também saiu por causa do COVID? A sério, isto está cada dia mais penosamente parecido com o final de mandato anterior, à excepção da falta de educação de quem então nos dirigia. 

Caro presidente Frederico Varandas, faço-lhe um apelo, a bem dos superiores interesses do Sporting C.P., antecipe eleições. Se entender que continua a reunir condições para continuar presidente, refaça a equipa, apresente-se ao escrutínio, mas permita que os sócios decidam. Não queira permancer no cargo contra a vontade dos sócios, nem se barrique. 

Modelo Presidencialista - Miguel Poiares Maduro

Na sequência do texto que confrontou duas propostas de gestão do Clube/SAD, a de Tomás Froes e a de Pedro Azevedo, apresento-vos, hoje, excertos de um modelo defendido por Miguel Poiares Maduro (artigo de opinião publicado no Record). Entende que o modelo que propõe pode e deve exceder a realidade do Clube e alargar-se à própria gestão do futebol português.

«Qual é a probabilidade de encontrar nos associados do clube uma equipa altamente profissional de gestão desportiva? Nós somos apaixonados pelo clube mas poucos são profissionais de gestão desportiva.» 

«Devem ser eleições para escolher quem melhor representa os associados na escolha da gestão da SAD (e no clube onde isso também seja necessário). Desta forma alargamos substancialmente o campo de recrutamento para escolher os melhores (nacionais ou estrangeiros).»

«A concentração de poderes (na figura do presidente) que o atual modelo promove limita fortemente os instrumentos de escrutínio, responsabilização e controlo de poder. Dá-se o poder absoluto durante o seu mandato.»

«É verdade que outros têm tido vitórias com tais modelos, mas com duas características: a criação de cultos de personalidade, independentemente do que faça para vencer; a eternização no poder e a perda de controlo sobre o que se passa dentro do clube. Na prática, teme-se a venda do clube mas, depois, dá-se de graça a alguns para porem e disporem…»

«O modelo que defendo permite e exige ainda a criação adicional de um conjunto de princípios de bom governo interno: limitação de mandatos; controlos de integridade para os titulares dos órgãos sociais e os gestores da SAD; declaração de interesses e de património e controlo dos conflitos de interesse; código de conduta para dirigentes, atletas e funcionários do clube; promoção da transparência, desde a situação financeira e contratações de jogadores aos concursos para funcionários e prestações de serviços; uma unidade de ‘compliance’ e uma comissão independente de ética no clube que monitorize estas diferentes dimensões (separando as funções do Conselho Fiscal e Disciplinar).»

«Num clube com a cultura certa de gestão estas diferentes dimensões são não apenas necessárias como se alimentam mutuamente. É essa cultura que temos de promover.»

«Se passarmos a escolher quem nos representa em vez de escolhermos o ‘Imperador’ do Sporting retiramos boa parte dos incentivos perversos que fraturam o clube.»

«Esta semana tivemos um debate de qualidade entre o Tomás Froes e o Samuel Almeida iniciado nas páginas do Record. Eu estou mais de acordo com o Samuel [1], mas reconheço que ambos querem o melhor para o Sporting.»

«(…) temos de retirar o ‘Santo Graal’ do poder absoluto à presidência. Quem for eleito deve antes de mais moderar várias sensibilidades numa proposta aos sócios de um modelo de gestão profissional e na escolha dos gestores que o irão implementar. Não precisamos de mais dirigentes arrogantes mas sim de quem conheça os limites do que sabe. Não precisamos de quem queira mandar na SAD, mas de quem esteja disposto a representar os sportinguistas na escolha dos profissionais que a irão gerir.»

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Imagem: Record

[1] Está contra a venda da maioria da SAD.

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Tudo diferente, tudo novo

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Esqueçam tudo quanto ficou para trás: a pandemia em curso, que forçou o Governo a decretar o estado de alarme sanitário e o Presidente da República a proclamar o estado de emergência pela primeira vez no actual regime constitucional, obriga-nos a mudar prioridades, linhas de rumo, parâmetros de reflexão. 

Tudo se alterou. Na vida de cada um de nós, na sociedade portuguesa, nos comportamentos mais elementares do nosso dia-a-dia. Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo estão neste momento confinadas às quatro paredes domésticas no combate ao coronavírus que, como assinalou o director-geral da Organização Mundial de Saúde, demorou 67 dias a gerar os primeiros cem mil infectados, 11 dias a infectar os cem mil seguintes e apenas quatro dias a contaminar os cem mil que se sucederam.

Neste momento, morre uma pessoa a cada 16 minutos em Madrid. Neste momento, morrem 33 pessoas por dia em Itália. Há cinco gerações que ninguém via nada semelhante à escala planetária. Como acentuou a chanceler alemã, Angela Merkel, o combate universal ao coronavírus «é o maior desafio desde a II Guerra Mundial»

 

Tudo diferente, tudo novo. Acontece o impensável: a UEFA adia por um ano a realização do Campeonato da Europa de Futebol, o Comité Olímpico Internacional adia também por um ano a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O desporto está parado. Como o turismo, como a aviação civil, como a hotelaria, como a restauração, como a indústria do espectáculo. 

Portugal, claro, não é excepção. Vejo alguns, no entanto, comportarem-se no universo leonino como se nada se passasse. Há até um suposto movimento que reclama eleições no Sporting para 20 de Abril em nome - dizem eles - da legalidade estatutária. É uma desonestidade intelectual somada a uma chocante insensibilidade social: os representantes desse suposto movimento sabem muito bem que acima dos estatutos de qualquer colectividade está a lei geral do País - e esta força as pessoas a ficar em casa e os clubes a paralisarem a actividade até a emergência sanitária cessar. Não por acaso, até num gigante como o Barcelona a direcção do clube propõe aos jogadores do plantel principal uma drástica redução de salários, antevendo o pior que se prepara para vir.

 

«Nenhum de nós sabe quanto tempo durará esta crise. Antes de Junho é muito prematuro termos uma visão de médio prazo sobre esta situação», declarou ontem o primeiro-ministro António Costa na Assembleia da República. Só uma coisa temos garantida: esta pandemia veio para ficar. E a palavra de ordem, inquestionável, é isolamento social.

Exigir de momento a convocação de uma assembleia geral eleitoral, seja para o dia 20 de Abril seja para outra data qualquer, desacredita irremediavelmente os promotores deste "movimento", cobrindo-os de ridículo não apenas junto dos adeptos leoninos mas perante a generalidade dos portugueses.

Dizem-me que o "movimento" Sou Sporting é um baluarte da oposição ao actual Conselho Directivo do Sporting. Se assim é, os membros do CD não poderiam sonhar com melhor oposição.

 

Muita saúde para todos. Nada mais interessa.

Porque não se calam?

Com o país e o mundo a braços com uma pandemia que está a matar muitos milhares de pessoas e a deixar famílias destroçadas, e à qual se vai seguir uma crise económica de proporções difíceis de prever, empresas fecharão, muita gente perderá o emprego, não sabemos o que vai restar do Sporting que conhecemos, não tem esta gente congregada num Movimento que conseguiu reunir 70 pessoas em congresso em Coimbra mais que pensar do que nos estatutos, no de Frederico Varandas como militar e nos do Sporting.

E pelos vistos querem eleições para 20 de Abril. Se calhar, se não tiverem resposta, será caso para convocarem mais uma manifestação.

Decidiram isso por Whatsapp ou reuniram-se à volta duma mesa? 

Como disse Juan Carlos ao Hugo Chávez,  porque não se calam?  Já basta o que basta.

 

Até onde se pode cavar?

Soubemos hoje, pela voz do próprio presidente Frederico Varandas, que com Rúben Amorim vai esta direcção alterar o paradigma, no que concerne à gestão desportiva do futebol profissional. Isto é, com o quarto treinador esta época, estamos no início de Março, ficamos a saber que vai ser desta que o Sporting vai apostar na formação. Infelizmente recordo-me da última grande entrevista que Frederico Varandas deu, onde afirmou sem reservas que no presente e num futuro próximo, com excepção do guarda-redes Max, não havia mais nenhum jogador com qualidade suficiente para integrar no imediato a equipa principal do Sporting.

Não espanta a ninguém esta aparente contradição. É esperado deste presidente que diga uma coisa e o seu contrário. O que começou como uma evidente dificuldade de se expressar, falando de forma atabalhoada, com discursos ou frases sem sentido, uma terrível utilização da língua portuguesa, depressa se percebeu que não era apenas uma suposta dificuldade de expressão, mas sim uma total inépcia para o cargo para que foi eleito. Todas as suas intervenções públicas resultaram em episódios que nos deixaram a todos, por um lado, envergonhados, e pior, com a certeza do enorme erro cometido ao eleger tal personagem.

Hoje fomos informados que o novo treinador do Sporting valoriza os plantéis por onde passa em 30-40 milhões de euros. Frederico Varandas dixit. É estranho, por assim dizer, pois não me recordo do plantel do Casa Pia, onde Rúben Amorim estava há seis meses, ter esse valor. Sobre a sua experiência no Sporting Clube de Braga, não podemos aquilatar qual a sua importância na valorização do plantel, pois apenas participou em pouco mais de dez jogos como treinador principal. Temos pois um presidente que justifica ter investido mais de 10 milhões de euros na aquisição de um treinador, valor que corresponde a um dos maiores investimentos realizados por um clube a nível mundial, num pressuposto que apenas ele, e talvez o seu comparsa Hugo Viana, acreditam. Aliás, nem precisam de acreditar, o facto é que não há, nem haverá, qualquer justificação racional para o que fez hoje Frederico Varandas. O que fez Frederico Varandas foi o que melhor achou para dizer na patética apresentação de Rúben Amorim.

Quando achamos que batemos no fundo, há sempre um Frederico Varandas da vida que nos lembra que é sempre possível ir mais fundo. O problema é que o mais fundo representa o fim do nosso clube.

Mais uma pré-época preparada por esta direcção e seremos confrontados por uma suposta inevitabilidade: a venda da maioria do capital da Sad a um "investidor". Parece claro hoje que é este o objetivo. Por que por mais incompetente que Frederico Varandas seja, e é o de facto, ninguém pode ser assim tão inábil.

E no meio desta tempestade que devasta o nosso clube, Rogério Alves, presidente eleito da mesa da assembleia geral do Sporting, oferece-nos o seu silêncio conivente com a direcção do clube. Quando teria que ser Rogério Alves a defender os interesses do clube e dos seus sócios, pelo contrário, alia-se, com o seu silêncio, a um dos períodos mais negros da vida do nosso clube.

Peço, melhor, exijo, como sócio do Sporting Clube de Portugal, que o presidente da MAG, que me, nos, representa, que tome uma posição na defesa do nosso clube. Que acabe com esta destruição do clube e que rapidamente devolva o poder de decisão aos sócios, os únicos donos do clube.

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