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És a nossa Fé!

Valeu quase por uma sondagem

Lembrei-me de recapitular, por curiosidade, os votos publicamente assumidos por quantos fazem este blogue ao longo da campanha eleitoral leonina que desembocou no histórico escrutínio de sábado.

Para perceber quem teria sido o eleito do És a Nossa Fé.

 

Breves notas prévias:

- A maioria dos autores não exprimiu apoio a nenhum candidato;

- Dois colegas admitiram estar indecisos perante duas opções distintas;

 - Durante a campanha tivemos dois autores convidados que exprimiram intenções de voto;

- Registou-se um "empate técnico" entre Frederico Varandas e João Benedito: valeu, portanto, quase por uma sondagem, antecipando de algum modo o que viria a resultar das urnas. Com o primeiro a vencer, por ter mais votos, e o segundo a congregar mais votantes.

 

.....................................................

 

Entre os que tomámos posição, alinhámo-nos do seguinte modo:

 

Por Frederico Varandas

Francisco Chaveiro Reis - «Ainda não sei a quem oferecer os meus cinco votos a oito de Setembro. Só conhecendo o elenco e a suas ideias, poderei escolher um favorito. Mas será difícil ter uma opinião que não esta: Frederico Varandas lidera a corrida, destacadíssimo.»

Helena Ferro de Gouveia - «Aceitei integrar a equipa de Frederico Varandas e pensar a inclusão da mulher no desporto. Dia 17 de Julho, pelas 18.30, na sede de campanha, apresento o #we too, porque nós sportinguistas queremos ver mais treinadoras, mais atletas do sexo feminino, mais modalidades abertas a mulheres, queremos um sério combate ao assédio sexual no desporto.»

João Távora - «Tomei a decisão de votar em Frederico Varandas. Convenceram-me a sua genuína vontade de ocupar o cargo, reflectida no corajoso e antecipado anúncio da sua candidatura, a lufada de juventude que transparece e a consistência da sua carreira como médico e militar, que dá indicações dum perfil decidido, resiliente e ponderado, qualidades necessárias para o difícil período que o nosso emblema enfrentará nos próximos tempos.»

Pedro Almeida Cabral - [Integrou a lista de candidatos aos órgãos sociais do Sporting liderada por Varandas, tendo tomado posse no domingo como secretário da Mesa da Assembleia Geral]

Pedro Boucherie Mendes - «Votarei em Frederico Varandas, satisfeito com a minha impressão e com o que ouvi dele e da sua candidatura. Nada tenho contra os outros candidatos, pelo que, qualquer que vença, será o meu presidente.»

Eu - «Obviamente, faço minhas as palavras do Mestre [que anunciou voto em Varandas].»

Ricardo Roque - «Declaração de interesses: integro a comissão de honra de Frederico Varandas, líder da candidatura Unir o Sporting. A minha intervenção no blogue não será condicionada por este meu posicionamento.»

 

Por João Benedito

Duarte Fonseca - «Votarei em João Benedito. (...) Provou inequivocamente durante a campanha que foi o candidato que mais evoluiu no seu discurso e que teve a capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias mesmo quando o retiraram da sua zona de conforto.»

Frederico Dias de Jesus - «João Benedito terá os meus votos para Presidente do Sporting Clube de Portugal. Ninguém nasce presidente de nada, um presidente constrói-se à medida que se vai ultrapassando desafios. A capacidade que deve ter é a de liderança e de agregar pessoas com valências e conhecimentos.»

Leonardo Ralha - «O meu voto - e trata-se literalmente de um voto, pois segui durante quase toda a vida o ensinamento de Groucho Marx quanto a pertencer a clubes que me aceitem - neste sábado será entregue a João Benedito.»

Luís de Aguiar Fernandes - «Os meus quatro votos vão para João Benedito, obviamente.»

Pedro Bello Moraes - «Voto em João Benedito porque foi campeão várias vezes pelo Sporting. Logo, é campeão. O Benedito é um campeão. E no Sporting. Do Sporting. É, por isso, de todos os candidatos, o único que tem a cultura do clube que eu quero ver preservada, cultivada, aumentada, fortalecida.»

Rui Cerdeira Branco - «Neste momento acho mais comportáveis os riscos apresentados pelo João Benedito e mais valiosa a sua capacidade de unir a família e de projectar o Sporting para o futuro como um clube vencedor. Se as eleições fossem hoje votava no João Benedito.»

Zélia Parreira - «É o meu candidato. Tem a vontade e a garra necessárias. Tem o Sporting entranhado nas veias e na alma. Nada do que ele fez até hoje me envergonha ou embaraça, sempre foi motivo de orgulho sportinguista.»

 

Por Dias Ferreira

Filipe Costa e Silva (autor convidado) - «Devo dizer que faço parte dlista do Dr. Dias Ferreira e é sobretudo a este nível que aceitei o repto de vos escrever sobre futebol, num momento em que me parece determinante que os sportinguistas percebam que é hora de ser Sporting novamente.»

 

Por Rui Jorge Rego

Pedro Guerreiro Cavaco (autor convidado) - «Faço desde já uma declaração de interesses. Apoio Rui Rego e faço parte da Lista E, candidata à Assembleia Geral.»

 

Por Benedito ou Dias Ferreira

Edmundo Gonçalves - «Estou indeciso entre Benedito e Dias Ferreira, não sei se hei-de dar o meu aval ao novo pelas suas ideias inovadoras em detrimento do mais velho, ou se ao mais velho pela sua sabedoria e tudo o que isso possa ser uma mais-valia para o clube, em detrimento do mais novo.»

António F«Edmundo, o seu texto é o meu pensamento.»

 

 

ADENDA: Se por lapso tiver omitido a posição de algum colega, peço o favor de me corrigir.

Varandas para o sucesso?

O Doutor Frederico Varandas tem desde a madrugada de Domingo sobre si todos os holofotes apontados. Pelos jornalistas, pelos nossos adversários, pelos candidatos perdedores e essencialmente pelos sócios e pelos adeptos que não votando têm outrossim uma opinião.

Cabe então ao novel Presidente do Sporting saber gerir as solicitações a que estará sujeito nos próximos tempos, sejam as televisões, rádios ou jornais. Acima de tudo não dar para todos os peditórios, sejam eles quais forem. Resguardar-se!

Há que aprender com os erros por outros cometidos e evitar entrar em guerras directas ou indirectas com os adversários (internos e externos!).

Unir os Sportinguistas foi o tema principal da campanha do Dr. Varandas. Todavia fica aqui a minha ideia de que há (ainda) muuuuuuuito sportinguista que não se quer unir aos restantes sócios e adeptos. Infelizmente, acrescento.

Olhando um pouco para trás, jamais imaginei que a votação em Março do ano passado (e sobre a qual, na altura, escrevi este texto) viesse a descambar nos tristes acontecimentos deste ano e que culminaram nas eleições no passado fim de semana.

Portanto... já não passo cheques em branco a ninguém. Nem mesmo o faria a João Benedito em quem votei, conscientemente. Vou aguardar os futuros desenvolvimentos, no sentido de perceber qual o novo caminho do Sporting. Espero e anseio que seja o do sucesso!

Como católico termino com um simples desejo: que Deus ajude o nosso Presidente.

Parabéns ao Sporting

Não fui votar.

A minha indecisão foi resolvida em tempo e o meu apoio seria para Benedito. Mas nem sempre somos nós que comandamos o ritmo dos nossos dias, por isso apenas hoje estou em casa e por isso apenas na madrugada/manhã de ontem, Domingo, soube o resultado da eleição.

Ouvi quase nada da declaração do novo presidente do Sporting, ainda estou a colocar o fuso no lugar, mas pareceu-me entender que já prometeu títulos. Nada a opor, se não fosse para obter títulos, os sócios (ou votos, se quisermos) não teriam confiado nele e na sua equipa, mas parece-me que será assunto a ser tratado com pinças, para evitar erros recentes, que me parece que não virão a ser cometidos, apesar de tudo (pelo menos é o meu desejo e certamente de todos os sócios e adeptos).

Já aqui escrevi que nada me move contra Frederico Varandas como pessoa e que até nutro alguma simpatia por ele, reconhecendo-lhe, na minha humilde ignorância na matéria, capacidade excepcional na sua área profissional, a ver pelo que dele dizem os seus pares. Não lhe dei o meu apoio apenas pelo "lastro" que carregava na lista, não me incomodando a forma como entende dirigir o clube, afinal todas as fórmulas são boas desde que vencedoras e cá estaremos para ver os resultados, que é o que comanda a vida de quem entra num jogo do qual não domina todas as vertentes, porque honesto, porque não entende o jogo sujo como um fim para atingir resultados.

Frederico Varandas foi eleito com uma diferença de votos não correspondente ao número de eleitores. Teve menos pouco mais de mil votos que João Benedito, ou seja, o segundo classificado teve mais eleitores que o vencedor. Não é novidade, já aconteceu noutras eleições e apesar de não retirar qualquer legitimidade aos resultados, abre a porta a uma discussão entre os sócios sobre a busca de uma nova fórmula de distribuição do número de votos, não perdendo de vista o factor antiguidade, mas permitindo que o leque feche de modo a que não haja uma diferença tão grande, sendo que o que eu defendo é mesmo um sócio/um voto, mas admitindo uma solução como a que referi atrás. Este acto de reflexão servirá também para resolver a questão da segunda volta. Felizmente houve uma concentração de votos em dois (três se considerarmos Ricciardi) candidatos e o espectro de uma clivagem que resultaria da eleição de um presidente com pouco mais de 15% dos votos e seria trágico, foi afastado.

Estas são as regras do jogo e com elas Varandas venceu, está portanto no lugar de presidente em pleno direito e a sua vitória é incontestável. Quando refiro está no lugar de presidente, reporto-me ao que li no post do Pedro Correia, onde o nóvel presidente diz que não é o Sporting. Começa bem, não se confundindo com o clube. Que continue, que terá aqui um apoiante tardio (que a exemplo das colheitas tardias de uvas, poderá ser dos bons) e por tardio quero inferir convicto, que o apoio "institucional" tem, a partir da tomada de posse

Ainda assim quem está mesmo de parabéns é o Sporting, que julgo, espero e desejo, com este resultado inequívoco terá começado a fase de cicatrização das feridas abertas no passado recente.

E agora uns dediquem-se ao seu trabalho de dirigir e outros à sua obrigação de apoiar o clube e as suas mais variadas equipas e atletas. Sem que deixem de estar vigilantes, porque a qualquer altura, quando menos esperarmos, isto pode virar-se tudo ao contrário e se à primeira caem todos, à segunda...

 

Publicado também aqui.

Sporting unido

8 de Setembro entrou na história gloriosa do Sporting. Foi dia glorioso. E foi uma glória participar nele.

Enquanto esperava para votar, passo curto dando a volta ao estádio, um pensamento não me largava: que grandes somos.

A manifestação de sportinguismo que ontem demos é para mim o equivalente a jogos ganhos de goleada, e troféus, muitos, conquistados.

A diferença que temos para os demais clubes é abissal. Não precisamos de ganhar sempre para votarmos a nossa fé ao nosso Sporting. 

Queremos muito ganhar, todos, sermos campeões, todos, uma e outra vez; mas não a qualquer custo. Sem Apitos Dourados ou E-Toupeiras. Temos o Cashball a ensombrar-nos, sim, é verdade, mas, com enorme sanidade e sentido de responsabilidade e, claro, amor ao clube; corremos com quem mandava na instituição à época em que os alegados actos que deram aso a investigação foram cometidos.

Votei vencido. A minha escolha para líder do clube recaiu em João Benedito, mas é Frederico Varandas o meu presidente.

Foi a votos com o lema Unir o Sporting, e gloriosamente, depois de tudo o que passámos recentemente, ontem no decorrer da votação já demonstrávamos essa união. Uma demostração avassaladora de entrega.

Uma glória!

Os maiores sucessos é o que desejo à nova direcção leonina, que serão também os meus. Os nossos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Eleições

Contagem dos votos - O voto electrónico é já uma figura da mitologia leonina, um placebo para o sócio do Sporting se sentir melhor, uma espécie de máquina de fazer "plim", imortalizada pelos Monty Python em "O sentido da vida". Na verdade, e  após sucessivas Noites Longas Eleitorais, os sportinguistas chegaram à conclusão de que não temos sistema informático, temos ábacos. Bom, dirão vocês, antes ábacos do que ácaros ("hackers"), do Benfica. É que, concomitantemente, não havendo email, e tendo de comunicar por Post-Its, também não nos violam a correspondência. Mas estamos bem assim. E mantemos semelhanças com o rival: se o Benfica tem o Varandas Fernandes, nós agora temos o Varandas mais a Papelaria Fernandes.

 

Jaime Marta Soares - "Marta attack" no seu melhor. Nem uma palavra (sobre o atraso na contagem) aos sócios durante a Noite Longa Eleitoral. Apareceu após as 02:30 e achou conveniente dissertar para um pequeno grupo de sócios com insónias. Como, enquanto bombeiro, está sempre a pedir chuva, demorou-se a explicar como um candidato com mais votantes pode não ser o que tenha mais votos. 

 

Rui Jorge Rêgo - Teve uma excelente ideia ao convidar um lateral esquerdo para Director Desportivo, mas enganou-se na escolha. Assim, ficou sem votantes ou cem votantes (exactamente 98). Trouxe um tal de Roberto Carlos, mas Jefferson teria sido uma melhor opção. Sempre nos víamos livres dele, no campo.

 

Tavares Pereira - Teve três vezes e meia menos votantes do que tem funcionários. Bastaria ter tornado sócios todos os seus funcionários para ter ficado à frente de Dias Ferreira, pelo menos no número de votantes. Um ano de quotas pago a todos, a doze euros a peça, ter-lhe-ia custado a módica quantia de 109 200 euros, bem menos do que se ouve falar que custaram algumas campanhas de comunicação. Menos ainda, se fossem apenas sócios correspondentes. Num país que muitas vezes não valoriza os seus, merece todo o respeito e admiração pelo empresário que é, mas parece ter corrido sempre por fora. E por escolha própria, ao que consta.

 

Dias Ferreira - O maior paradoxo eleitoral. O candidato com mais idade, mais anos de militância leonina e mais cargos no Sporting teve a sua base de apoio no voto dos associados mais jovens. O problema é que foram tão poucos que cabiam todos nas matinés do Teatro Maria Matos.

 

José Maria Ricciardi - O seu número de votantes não deu para encher o (Pavilhão) João Rocha, mas ontem já se deve ter equipado para amanhã, ou seja, hoje, visto termos jogo de andebol com o ABC. 

 

João Benedito - Se o processo eleitoral fosse a Miss Universo, ele teria sido a Miss Simpatia. À entrada da última semana e à frente nas sondagens, faltou-lhe "killer instinct" para explorar a divulgação de uma certa peça de áudio. Habituado a defender, faltaram-lhe rotinas de avançado. Não que isso seja necessariamente um ponto negativo, bem pelo contrário, a sua postura institucional foi um exemplo nestas eleições. Curiosamente, rematou com chave d`ouro a sua participação nestas eleições, com um discurso agregador e de apoio ao novo presidente. Chapeau!

 

Frederico Varandas - Alto e pára o baile, que agora falamos a sério. É o novo presidente do Sporting e, como tal, o meu presidente. Desejo-lhe as maiores felicidades e a máxima inspiração. Terá todo o meu apoio e lealdade, o que não deverá confundir com comportamento acrítico. Porque é tempo de o clube se voltar de novo, realmente, para os sócios. De os escutar, reter as suas impressões, fazê-los sentirem-se, efectivamente, parte de um todo. Não vendo em cada opinião divergente uma potencial oposição, algo que infelizmente se foi acentuando nos últimos anos. Só assim se conseguirá unir a briosa família leonina. O sucesso de Frederico Varandas será o meu sucesso, o nosso sucesso. Todos desejamos um clube tão grande quanto os maiores da Europa e todos temos consciência da dificuldade dos tempos que se avizinham. Que o momento histórico, que ontem Frederico disse estar a viver, seja também um momento histórico para o centenário Sporting Clube de Portugal. E que honra e privilégio deverá ser servir um clube com esta grandeza... Oxalá, portanto, seja feliz na(s) estratégia(s) que implementará. May the force be with you!

Frederico, o Grande?

Confesso que andei arredado e fora do País nas últimas semanas e, por motivos pessoais e profissionais, acabei por não dar a devida atenção a estas eleições no nosso SCP. Apesar disso e do pouco que consegui ver em alguns debates, acho que a contenda decorreu com a elevação que se exigia e os candidatos estiveram à altura dos acontecimentos. O meu amigo Sousa Cintra deu um contributo importante para que o clube se levantasse do chão e começasse a andar pelo seu próprio pé. Estamos em primeiro lugar no campeonato de futebol, o que também ajuda. Mas o principal está feito: remover Bruno de Carvalho e a sua turba da liderança do clube e da SAD.

 

Frederico Varandas ganhou com inteira justiça e é o nosso novo Presidente. Parece-me um homem bem intencionado, com formação e com ética. Isto é importante nos dias que correm, sobretudo depois do descalabro que foi a anterior direção e com o que está a acontecer na casa de um dos nossos rivais. Mas Varandas precisa de ser ajudado por todos nós, verdadeiros Sportinguistas.

 

Varandas deve trabalhar melhor o projeto estratégico que tem, aprimorar a vertente institucional e desenvolver a sua comunicação (estar mais à vontade em público é o princípio). O clube está sequioso de muita e boa gestão, de financiamento não-especulativo e de voltar ao equilíbrio orçamental. Tudo isto com vitórias, porque só as vitórias nos darão as receitas à altura da nossa ambição.

 

Acredito que Frederico Varandas pode representar um novo momento na História do Sporting Clube de Portugal. Um momento de refundação e de afirmação. Espero mesmo não estar errado, Força Sporting!

 

P. S. - Gostei muito de ver o Bas Dost a votar em Alvalade. Representa bem o nosso espírito indomável. Um verdadeiro leão.

Estatutos, eleições e legitimidade...

Como democrata acredito que todos os cidadãos devem votar, que a cada votante deve corresponder um voto. Em eleições nacionais não é possível que um país seja infiltrado por votos de países terceiros, mesmo que alguns naturalizados tenham adquirido a nacionalidade por razões diversas, nunca serão em número suficiente para manipular uma eleição. A coisa pode ser ligeiramente diferente em eleições regionais, alguns caciques podem ser tentados, mas ainda assim não é fácil.

Quando falamos de associações, o cenário é bem diferente. Ninguém é obrigado a filiar-se num partido ou clube. Obviamente cada associação possui legitimidade para se organizar e precaver eventuais infiltrações. É por essa razão que na esmagadora maioria dos clubes, a um sócio não corresponde um voto. A questão colocou-se no Sporting em 2011 e voltou à baila ontem, porque João Benedito teve mais votantes, mas Frederico Varandas acabou eleito com mais votos.

Em primeiro lugar as regras eram conhecidas por todos à partida, pelo que não podem sofrer qualquer contestação quanto à sua legitimidade. Eu também gostaria que houvesse lugar a segunda volta caso ninguém atingisse a maioria absoluta dos votos e que o Conselho Fiscal fosse eleito pelo método de Hondt. Há espaço e tempo, para que seja feita uma reflexão sobre os estatutos e propostas alterações à decisão dos sócios, com ponderação e sem chantagem de aprovação sob ameaça de demissão.

Em tempos, Jorge Gonçalves submeteu a proposta de 1 sócio, 1 voto, durante o seu consulado de má memória. O resultado foi uma AG que acabou mal. À época eu era um jovem com apenas 4 votos, mas estava contra. O rosto opositor da proposta foi o saudoso presidente João Rocha, que subiu à tribuna, com a sua paixão pelo clube exaltou os ânimos e discursou alertando para o perigo iminente de cairmos no populismo. Começou ali o fim da presidência, Jorge Gonçalves convocou eleições antecipadas para clarificar posições, acabou perdendo as mesmas para Sousa Cintra.

Poderemos discutir o assunto, até diminuir alguma diferença entre sócios antigos e recentes, a idade aqui pode ter alguma influência, mas alerto que existem associados com 50 anos de idade mas pouca antiguidade, ao passo que outros há com 30 anos de idade e igual tempo de sócio. Existem sócios tipo A e tipo B. Actualmente qualquer sócio com 1 ano de inscrição pode votar. Seria relativamente fácil infiltrar o clube, se ficássemos desprotegidos destes mecanismos de defesa. Quando votei a primeira vez, tinha apenas 1 voto, desde então os estatutos sofreram alterações, hoje teria 13 votos, mas tenho 10. O que significa que houve alguma diminuição no peso dos votos entre sócios. Mesmo que ainda exista espaço para diminuir alguma dessa diferença, não faz sentido a meu ver que algum dia seja 1 sócio, 1 voto. Mas é apenas a minha opinião, tão legítima quanto a de qualquer outro sócio.

Virar de página

A derrota de Bruno de Carvalho é total.

É total pela participação recorde que o ato eleitoral teve, contrariando assim a sua desvalorização e os apelos à não participação e demonstrando que a sua impugnação é um cenário em que os sportinguistas não se revêem.

É uma derrota total também pela vitória do candidato que Bruno de Carvalho e os seus apoiantes mais detestavam: o "fivelas"; o "traidor". Vítima de insultos, infâmias e difamações, manteve sempre a elevação que o caracteriza. E ao Sporting.

Parabéns ao presidente eleito Frederico Varandas. Parabéns aos candidatos derrotados, ao João Benedito acima de todos. Protagonizaram uma jornada que dignificou o nome do clube.

Viva o Sporting!

Sporting, dia zero

Nem a derrota de João Benedito, o primeiro candidato à presidência do Sporting em que votei desde que me tornei sócio, naquela época tenebrosa em que terminar no sétimo lugar foi um mal menor, consegue abalar a minha alegria pelo desfecho das eleições no meu clube de sempre.

 

Com a eleição de Frederico Varandas o Sporting voltou a ter um presidente eleito pelos sportinguistas, com um projecto e uma equipa capazes de relançar o clube. A meu ver, melhor seria o triunfo de João Benedito, que até convenceu mais sócios (mas não os sócios com direito a maior número de votos), mas como o próprio disse, demonstrando a grandeza que dele se esperava, agora é um momento de união.

 

Muito há para fazer para evitar que o Sporting contribua para subir audiências com polémicas coreografadas, para lidar com os muitos dossiers problemáticos, para continuar a luta para que o desporto seja limpo e sério.

 

Daqueles que agora saem de cena, nem todos muito recomendáveis, destaco Sousa Cintra, cujo optimismo e força de vontade sem filtro contribuíram para minorar os terríveis problemas causados pelo Alcochete Quibir. Nem o triste episódio da ida ao Estádio da Luz anula o bem que fez. Parabéns a ele também.

Presidente Varandas

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Contados os votos num dia histórico no Sporting, confirma-se a vitória daquele que sempre me pareceu o candidato mais preparado. Aquele que conhece bem o desporto-rei, que serviu o clube como competente director clínico durante sete anos, que trabalhou no departamento de futebol leonino e foi ali o primeiro a avançar corajosamente contra o desvario carvalhista, rompendo sem ambiguidades com uma gestão caótica e danosa enquanto outros, cá fora, se resguardavam. Aquele que, com inegável desassombro, soube erguer a voz no momento certo proferindo a palavra "não".

Ganha por margem confortável, com cerca de 42,3% dos votos - superando em 5,5% o seu principal oponente nesta campanha, João Benedito, que se apressou a felicitá-lo com elegância e galhardia. Margem que lhe permitirá gerir este grande clube, concentrando todas as energias e todo o seu talento ao serviço da centenária instituição de utilidade pública que tanto amamos.

 

O mais difícil começa agora. Terá momentos muito complicados no percurso que vai seguir-se. Atravessará horas de extrema solidão. Conhecerá invejas e ingratidões, próprias da natureza humana. Com firmeza e tacto, deverá recompor os cacos a que o presidente destituído em 23 de Junho reduziu o Sporting.

Frederico Varandas conduzirá esta empreitada com sucesso, acredito. Para bem desta incomparável massa adepta que não desiste nem deserta mesmo com prolongados jejuns de títulos. Unir o Sporting - seu lema de campanha - é prioridade máxima do novo presidente. Do meu presidente.

Do presidente de nós todos.

Diferenças e parecenças

Em Março do ano passado não fiquei à espera dos resultados das eleições, pois a única dúvida era saber por que percentagem ganharia o candidato BdC.

Ano e meio depois estou pregado à televisão a aguardar a notícia do próximo Presidente leonino. Quão diferente!

Neste momento em que estou a escrever este postal já passa um quarto de hora da uma da madrugada e nada de notícias.

Parece aqueles jogos em que o Sporting está a ganhar a minutos do fim e o árbitro nunca mais apita para o final!

Como diz o Edmundo… “canervos”.

Serenidade... no dia das eleições

Aproxima-se a hora em que iremos saber quem vai ser o nosso Presidente. Ganhe quem ganhar, penso que ganhamos todos. Foi efetivamente um dia cheio de Sporting... com serenidade e com os verdadeiros valores daquilo que é o enorme clube a que pertencemos. Votei por correspondência, na certeza de que a serenidade que coloquei naquele voto irá corresponder à serenidade que o Sporting vai ter a partir de hoje. 

É assim que somos Sporting

Fui lá votar. Mas com a sensação de que este ano foram mais as vezes que votei para o Sporting, do que as vezes que celebrei triunfos do Sporting. Mas nem por isso deixámos de ir em massa, sem ostentação nem pesar, porque, como era óbvio na atitude tranquila e madura dos sócios, o sportinguismo não é uma crença ou um ideal, é tão só parte natural da nossa vida.  

Ao contrário doutros, coitados, não dependemos das alegrias que o Sporting nos dá para sermos do Sporting, porque não precisamos de compensar com as vitórias do clube as agruras da vida. Como infelizmente as trapalhadas em que nos vemos metidos têm comprovado.

De modo que deixo aqui uma singela recomendação ao próximo Presidente: esteja à altura da responsabilidade outorgada por sócios tão resilientes, leais, sensatos e orgulhosos do seu sportinguismo, por pior que seja aquilo que o Sporting lhes tem dado.

Por mim, sinto-me honrado por fazer parte desta gente - do Sporting.

 

Pós-eleições!

Independentemente da hora mais ou menos tardia, em breve saber-se-á quem irá ser o próximo presidente do Sporting.

Gostaria obviamente que ganhasse o candidato que votei, mas se tal não for a escolha dos restantes sócios, só terei de respeitar.

Nunca na minha vida tive funções de gestão e por isso considero que quem for tomar conta do nosso clube será alguém com muuuuuuuuuuuuuuuuita coragem e deverá estar preparado para tudo e mais alguma coisa. Essencialmente para gerir (muito) más notícias.

Porém quem vencer espero que não caia (outra vez) na tentação de prometer este mundo e o próximo, sem ter conhecimento da verdadeira realidade do clube. Seria bom um discurso de vitória conciliador, virado para o futuro e assertivo. A demagogia de vencedor não é grande política.

Desde o início do ano que o Sporting anda em guerra interna, para gáudio dos nossos adversários. Há, portanto, que pacificar as hostes mais guerreiras, ouvir as opiniões de outros, e decidir sempre, mas sempre em favor do Sporting.

Foi para isso que eu votei!

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