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És a nossa Fé!

Pinto da Costa e o seu ungido

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Já houve vários presidentes da Câmara de Lisboa sócios do Sporting. Nas últimas três décadas, lembro-me de Jorge Sampaio, Pedro Santana Lopes e António Carmona Rodrigues.

Imaginem a gritaria que não haveria, lá mais para Norte, se o presidente da Câmara de Lisboa, estando no exercício destas funções, aceitasse encabeçar uma lista concorrente a um órgão social do FC Porto. Não faltaria gente a rasgar as vestes, urrando contra a «promiscuidade entre a política e o futebol», exigindo imediata separação de águas.

Pois isso mesmo acaba de acontecer no FC Porto, com o actual alcaide da Invicta a encabeçar a lista para o Conselho Superior da agremiação azul e branca, sem que isso pareça perturbar as boas almas que reclamam linhas divisórias entre bola e política.

Rui Moreira aceitou o encargo, consciente de que isso o coloca na primeira linha dos ungidos, como presumível sucessor de Pinto da Costa, agora reeleito para o 15.º mandato à frente do clube, onde já leva 38 anos como dirigente máximo. Um mandato que, por vontade própria, poderá não levar até ao fim.

O astuto PdC, que nunca dá ponto sem nó, não apenas vence de forma categórica (com mais de dois terços dos votos expressos, 68,7%) a eleição para presidente da Direcção como suplanta a percentagem alcançada por Moreira (65%) na votação para o Conselho Superior. Numa espécie de aviso à navegação interna que evoca os dramas de Shakespeare: convém que o protegido nunca seja mais popular do que o seu mentor.

Assim se vê, a força de PC?

Pinto da Costa foi reeleito pela... vez (relembrem-me porque já foram tantas e há tantos anos que perdi a conta). É bom, é mau? Não sei, mas a avaliar pelos últimos anos em termos de resultados desportivos, no futebol e nas restantes modalidades, pressente-se um prolongar de vida útil à frente do clube portista, por parte de Pinto da Costa, que não augura nada de bom para quem venha a seguir. Em sucessos desportivos e em tesouraria. Sei que com os males dos outros podemos nós bem mas, fazendo uma retrospetiva ao poder do clube nortenho no futebol e nas suas instâncias, e para tanto basta uma década, a vantagem marginal de Pinto da Costa tem diminuído significativamente. As lideranças fortes e competentes devem prever o seu termo e gerir atempadamente o seu processo de sucessório, sob pena de correr sérios riscos para o próprio clube e de criar vazios difíceis de preencher. Também é certo que não há insubstituiveis e, costuma dizer-se, o cemitério está repleto deles. Mas eu acrescentaria também que a natureza tem horror ao vazio e, por vezes, preenche-o da forma mais inesperada. Pinto da Costa (PC), 82 anos, mais de 38 à frente do FC Porto. É obra de longevidade... Reeleito com 68,65% dos votos, participaram nestas eleições mais dois candidatos e 8.480 sócios. No Sporting Clube de Portugal, as últimas eleições, em setembro de 2018, foram o ato eleitoral do clube com maior afluência de sempre, com 22.510 sócios votantes, 19.159 de forma presencial e 3.351 por correspondência, de um total de 51.009 com direito a voto, e seis candidatos. 
Comparando, temos uma força motriz no SCP baseada nos sócios que, bem potenciada ou seja com uma liderança forte e competente, pode relançar o Sporting no cimo do Olimpo. Apesar de tudo... O tempo será julgador. Voltando ao norte, no imediato não se vislumbra o significado do resultado desta reeleição do carismático presidente portista que, apesar de expressiva, contou com números abaixo do habitual no Porto. E com outros candidatos, fazendo antever mudança de regime ou fazendo pressentir que a corrida para a mudança já teve o tiro de partida.

Assim se vê, a força de PC? A ver vamos!

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

Antecipar eleições?

Mais uma demissão nos órgãos sociais, a terceira em dois dias. Bernardo Simões também saiu por causa do COVID? A sério, isto está cada dia mais penosamente parecido com o final de mandato anterior, à excepção da falta de educação de quem então nos dirigia. 

Caro presidente Frederico Varandas, faço-lhe um apelo, a bem dos superiores interesses do Sporting C.P., antecipe eleições. Se entender que continua a reunir condições para continuar presidente, refaça a equipa, apresente-se ao escrutínio, mas permita que os sócios decidam. Não queira permancer no cargo contra a vontade dos sócios, nem se barrique. 

Modelo Presidencialista - Miguel Poiares Maduro

Na sequência do texto que confrontou duas propostas de gestão do Clube/SAD, a de Tomás Froes e a de Pedro Azevedo, apresento-vos, hoje, excertos de um modelo defendido por Miguel Poiares Maduro (artigo de opinião publicado no Record). Entende que o modelo que propõe pode e deve exceder a realidade do Clube e alargar-se à própria gestão do futebol português.

«Qual é a probabilidade de encontrar nos associados do clube uma equipa altamente profissional de gestão desportiva? Nós somos apaixonados pelo clube mas poucos são profissionais de gestão desportiva.» 

«Devem ser eleições para escolher quem melhor representa os associados na escolha da gestão da SAD (e no clube onde isso também seja necessário). Desta forma alargamos substancialmente o campo de recrutamento para escolher os melhores (nacionais ou estrangeiros).»

«A concentração de poderes (na figura do presidente) que o atual modelo promove limita fortemente os instrumentos de escrutínio, responsabilização e controlo de poder. Dá-se o poder absoluto durante o seu mandato.»

«É verdade que outros têm tido vitórias com tais modelos, mas com duas características: a criação de cultos de personalidade, independentemente do que faça para vencer; a eternização no poder e a perda de controlo sobre o que se passa dentro do clube. Na prática, teme-se a venda do clube mas, depois, dá-se de graça a alguns para porem e disporem…»

«O modelo que defendo permite e exige ainda a criação adicional de um conjunto de princípios de bom governo interno: limitação de mandatos; controlos de integridade para os titulares dos órgãos sociais e os gestores da SAD; declaração de interesses e de património e controlo dos conflitos de interesse; código de conduta para dirigentes, atletas e funcionários do clube; promoção da transparência, desde a situação financeira e contratações de jogadores aos concursos para funcionários e prestações de serviços; uma unidade de ‘compliance’ e uma comissão independente de ética no clube que monitorize estas diferentes dimensões (separando as funções do Conselho Fiscal e Disciplinar).»

«Num clube com a cultura certa de gestão estas diferentes dimensões são não apenas necessárias como se alimentam mutuamente. É essa cultura que temos de promover.»

«Se passarmos a escolher quem nos representa em vez de escolhermos o ‘Imperador’ do Sporting retiramos boa parte dos incentivos perversos que fraturam o clube.»

«Esta semana tivemos um debate de qualidade entre o Tomás Froes e o Samuel Almeida iniciado nas páginas do Record. Eu estou mais de acordo com o Samuel [1], mas reconheço que ambos querem o melhor para o Sporting.»

«(…) temos de retirar o ‘Santo Graal’ do poder absoluto à presidência. Quem for eleito deve antes de mais moderar várias sensibilidades numa proposta aos sócios de um modelo de gestão profissional e na escolha dos gestores que o irão implementar. Não precisamos de mais dirigentes arrogantes mas sim de quem conheça os limites do que sabe. Não precisamos de quem queira mandar na SAD, mas de quem esteja disposto a representar os sportinguistas na escolha dos profissionais que a irão gerir.»

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Imagem: Record

[1] Está contra a venda da maioria da SAD.

Tempo de Paz?

A propósito de João Palhinha, António de Almeida reafirmava, no dia de ontem, a sua posição face ao desempenho da actual Direcção, da qual comungo plenamente:

«Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente.»

Temo, contudo, que enquanto socialmente procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, a urgência que encontro (amos?) no esclarecimento da posição dos sócios, se esbata fatalmente. Estaremos, no Sporting, em paz? No rumo certo?

Há um rumo, sugerido por Tomás Froes, em artigo de opinião publicado no jornal Record que defende, aberta e frontalmente, a venda da SAD:

«Um caminho que se deverá iniciar com a venda da maioria do capital da SAD a um grupo de investidores, nacionais, que o deverão fazer por paixão clubística e simultaneamente como acionistas e gestores de um negócio que exige investimento (alto), competência (muita) e ADN (‘cheiro’ a futebol). Com um modelo de governance que deverá ser liderado por profissionais com elevado grau de experiência no futebol profissional. Sem olhar a nacionalidades ou preferências clubísticas, mas apenas e só aos seus CV e competência. Com um plano de investimento focado em talento, competência e profissionalismo, neste caso fora e dentro das quatro linhas. E com um plano financeiro que deverá estar comprometido com um plano estratégico a cinco anos e sustentado em três eixos. Portugal, formar! Europa, competir! Mundo, projetar.»

Há quem - para sempre parte desta casa - se oponha à venda da maioria da SAD, falo-vos de Pedro Azevedo que, de resto, já se assumiu disponível para encabeçar lista em futuras eleições para os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal.

«Simplesmente, sou frontalmente contra a perda de maioria da SAD por parte do Sporting. Desde logo porque seria um atestado de menoridade a todos os sócios do clube, também porque o Sporting que me deram a conhecer não é esse nem essa era a filosofia dos fundadores do clube, finalmente porque a simples mudança de mãos da gestão não significaria à partida a garantia de qualquer melhoria. Aliás, o que provocaria certamente seria maior endividamento e , caso a política desportiva continuasse no seu percurso de Titanic, seria o naufrágio total. E depois? Pedia-se ao Estado para nacionalizar o Sporting

Há, quero eu crer, quem mais no universo de adeptos, simpatizantes e sócios do Sporting Clube de Portugal, esteja disponível para constituir alternativa e sinta premência em agir.

Enquanto procuramos um novo equilíbrio no meio do caos trazido pelo coronavírus, há quem, muito legitimamente, use os instrumentos ao seu dispor para demarcar território. É neste espírito, que vos peço, Sportinguistas, que reflictam de forma fundamentada e que se posicionem. Muito para além desta caixa de comentários. No espaço cibernético de jornais desportivos. Em telefonemas para os Sportinguistas que reconheçam como alternativas válidas, às aqui enunciadas (projectos e pessoas). Para aquele jornalista realmente amigo, disponível para dar voz mediática à alternativa Pedro Azevedo. Através do envio de e-mail para os jornais desportivos, na qualidade daquilo que são, leitores atentos e interessados em ver consideradas todas as propostas apresentadas a favor do Sporting Clube de Portugal. Chamem-se os proponentes Pedro Azevedo ou John Doe.  

Não sei se os sócios decidirão ser tempo de PAz. Sinto, contudo, que a aparente paz que se vive, está podre.

O Sporting? Pela parte que me toca, estará de pedra e cal.

O recuar final? Absolutamente estratégico, acreditem. Típico leoa sabida: marco posição e, logo de seguida, deixo-te acreditar que quem manda, és tu, querido. 

Mudar estatutos: um sócio/um voto

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Reconheço que numa hipotética como tão necessária alteração estatutária, este, sendo um tema que deve obrigatoriamente estar em cima da mesa, é certamente dos mais quentes e aquele que eventualmente mais discussões apaixonadas proporcionará.

Há vários escalões de sócios no clube que, consoante a antiguidade, vão adquirindo votos que lhes permitem ser mais influentes em votações em AG's, entre elas as eleitorais, conferindo aos sócios com maior tempo de fidelização uma enorme e desproporcional preponderância sobre os mais recentes.

Sou desde há muito defensor de que a cada sócio deve corresponder apenas e só um voto, desde logo porque é assim no país para todas as eleições importantes e até nas organizações empresariais por quotas, onde cada accionista tem os votos proporcionais à sua quota-parte da sociedade, independentemente se a possui há muito ou pouco tempo.

Reconheço que a este sistema há que, sob pena de haver subversão dele próprio, impor algumas regras que evitem a apropriação do clube por grupos de pessoas com interesses menos sérios. Mesmo havendo apenas uma ínfima hipótese de num acto eleitoral um grupo estranho tomar de assalto o clube (seriam necessários muitos milhares, diria largos milhares, para que fosse isso possível), haverá que acautelar por exemplo um período de tempo razoável, que eu diria de cinco anos, para se obter o direito a eleger os corpos sociais. Em AG's ordinárias ou extraordinárias que não as eleitorais ou que impliquem a perda de mandato dos corpos sociais em parte ou no seu todo, ou ainda as que impliquem a relação com a SAD, os sócios terão todos os direitos que agora detêm, com a permissa sempre de um sócio/um voto. 

Bem sei que há uma distinção entre os sócios A e B, desde logo pelo valor da quota paga (12€/6€) e que os primeiros poderão ter alguma relutância em prescindir da "vantagem" que detêm por via do valor a dobrar que pagam pela sua quota. Será uma posição legítima, mas convenhamos que já hoje por via disso há algumas legítimas diferenças de tratamento, sejam elas o importante direito a serem eleitos, ou o acesso à bancada A, entre outros. Tenho para mim que será talvez o maior obstáculo à implementação do sistema "um sócio/um voto" ("então eu pago o dobro daquele e ele tem um voto igual ao meu?"), maior do que o da antiguidade como associado. 

Há ainda os jovens, a quem deve ser dada oportunidade de exercer mais cedo na vida o direito a eleger os corpos sociais. Eu diria que aos 16 se estará preparado para eleger quem deve dirigir o clube. Afinal também se pode, num infortúnio, estar preparado para sofrer uma pena de prisão maior... E estes jovens teriam o seu voto aos 16 anos, se fossem associados, ainda que noutra qualquer categoria, ininterruptamente, há pelo menos cinco anos.

Clamarão alguns dos que irão perder os seus votos que o clube poderá ser tomado de assalto por "pára-quedistas" e que a antiguidade deve ser recompensada. Quanto à questão do "assalto", creio ter encontrado uma solução razoável (haverá outras e este post serve para isso, para os comentadores as indicarem). Quanto à recompensa pela antiguidade e fidelização ao clube, sem querer ferir ninguém, é-se sócio do Sporting por sentimento, por gosto, por coração, por amor, por partilha, até por egoísmo em casos extremos de clubismo/clubite, ou seja para dar. No entanto o clube já proporciona algumas vantagens aos seus associados, seja através de protocolos com terceiros, seja na aquisição de bilhetes ou outros. Esta antiguidade e fidelidade ao clube, não havendo qualquer necessidade de ser retribuída, pode no entanto ser recompensada. Há imensas formas de o fazer que ficarão à imaginação de cada um, mas por exemplo que tal sortear uns lugares nas deslocações ao estrangeiro para os associados com mais de "xis" anos de permanência? (às vezes até vai gente que nem do clube é...), reservar um número de bilhetes nos jogos internos exclusivamente para esses associados, com desconto até, criar uma tabela de preços de bilhete de época que premeie a antiguidade... O que quiserem e seja exequível.

Em resumo, o tema é polémico, mas se nos afirmamos como um clube democrático, que tal passar da palavra ao acto e instaurar um verdadeiro regime democrático no clube? 

Termino com o exemplo da aberração do último acto eleitoral: João Benedito teve maior número de eleitores. Frederico Varandas teve maior número de votos. Ganhou aquele que teve menos associados com a sua candidatura. É justo, faz sentido? Não me parece...

Tudo diferente, tudo novo

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Esqueçam tudo quanto ficou para trás: a pandemia em curso, que forçou o Governo a decretar o estado de alarme sanitário e o Presidente da República a proclamar o estado de emergência pela primeira vez no actual regime constitucional, obriga-nos a mudar prioridades, linhas de rumo, parâmetros de reflexão. 

Tudo se alterou. Na vida de cada um de nós, na sociedade portuguesa, nos comportamentos mais elementares do nosso dia-a-dia. Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo estão neste momento confinadas às quatro paredes domésticas no combate ao coronavírus que, como assinalou o director-geral da Organização Mundial de Saúde, demorou 67 dias a gerar os primeiros cem mil infectados, 11 dias a infectar os cem mil seguintes e apenas quatro dias a contaminar os cem mil que se sucederam.

Neste momento, morre uma pessoa a cada 16 minutos em Madrid. Neste momento, morrem 33 pessoas por dia em Itália. Há cinco gerações que ninguém via nada semelhante à escala planetária. Como acentuou a chanceler alemã, Angela Merkel, o combate universal ao coronavírus «é o maior desafio desde a II Guerra Mundial»

 

Tudo diferente, tudo novo. Acontece o impensável: a UEFA adia por um ano a realização do Campeonato da Europa de Futebol, o Comité Olímpico Internacional adia também por um ano a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O desporto está parado. Como o turismo, como a aviação civil, como a hotelaria, como a restauração, como a indústria do espectáculo. 

Portugal, claro, não é excepção. Vejo alguns, no entanto, comportarem-se no universo leonino como se nada se passasse. Há até um suposto movimento que reclama eleições no Sporting para 20 de Abril em nome - dizem eles - da legalidade estatutária. É uma desonestidade intelectual somada a uma chocante insensibilidade social: os representantes desse suposto movimento sabem muito bem que acima dos estatutos de qualquer colectividade está a lei geral do País - e esta força as pessoas a ficar em casa e os clubes a paralisarem a actividade até a emergência sanitária cessar. Não por acaso, até num gigante como o Barcelona a direcção do clube propõe aos jogadores do plantel principal uma drástica redução de salários, antevendo o pior que se prepara para vir.

 

«Nenhum de nós sabe quanto tempo durará esta crise. Antes de Junho é muito prematuro termos uma visão de médio prazo sobre esta situação», declarou ontem o primeiro-ministro António Costa na Assembleia da República. Só uma coisa temos garantida: esta pandemia veio para ficar. E a palavra de ordem, inquestionável, é isolamento social.

Exigir de momento a convocação de uma assembleia geral eleitoral, seja para o dia 20 de Abril seja para outra data qualquer, desacredita irremediavelmente os promotores deste "movimento", cobrindo-os de ridículo não apenas junto dos adeptos leoninos mas perante a generalidade dos portugueses.

Dizem-me que o "movimento" Sou Sporting é um baluarte da oposição ao actual Conselho Directivo do Sporting. Se assim é, os membros do CD não poderiam sonhar com melhor oposição.

 

Muita saúde para todos. Nada mais interessa.

Porque não se calam?

Com o país e o mundo a braços com uma pandemia que está a matar muitos milhares de pessoas e a deixar famílias destroçadas, e à qual se vai seguir uma crise económica de proporções difíceis de prever, empresas fecharão, muita gente perderá o emprego, não sabemos o que vai restar do Sporting que conhecemos, não tem esta gente congregada num Movimento que conseguiu reunir 70 pessoas em congresso em Coimbra mais que pensar do que nos estatutos, no de Frederico Varandas como militar e nos do Sporting.

E pelos vistos querem eleições para 20 de Abril. Se calhar, se não tiverem resposta, será caso para convocarem mais uma manifestação.

Decidiram isso por Whatsapp ou reuniram-se à volta duma mesa? 

Como disse Juan Carlos ao Hugo Chávez,  porque não se calam?  Já basta o que basta.

 

Até onde se pode cavar?

Soubemos hoje, pela voz do próprio presidente Frederico Varandas, que com Rúben Amorim vai esta direcção alterar o paradigma, no que concerne à gestão desportiva do futebol profissional. Isto é, com o quarto treinador esta época, estamos no início de Março, ficamos a saber que vai ser desta que o Sporting vai apostar na formação. Infelizmente recordo-me da última grande entrevista que Frederico Varandas deu, onde afirmou sem reservas que no presente e num futuro próximo, com excepção do guarda-redes Max, não havia mais nenhum jogador com qualidade suficiente para integrar no imediato a equipa principal do Sporting.

Não espanta a ninguém esta aparente contradição. É esperado deste presidente que diga uma coisa e o seu contrário. O que começou como uma evidente dificuldade de se expressar, falando de forma atabalhoada, com discursos ou frases sem sentido, uma terrível utilização da língua portuguesa, depressa se percebeu que não era apenas uma suposta dificuldade de expressão, mas sim uma total inépcia para o cargo para que foi eleito. Todas as suas intervenções públicas resultaram em episódios que nos deixaram a todos, por um lado, envergonhados, e pior, com a certeza do enorme erro cometido ao eleger tal personagem.

Hoje fomos informados que o novo treinador do Sporting valoriza os plantéis por onde passa em 30-40 milhões de euros. Frederico Varandas dixit. É estranho, por assim dizer, pois não me recordo do plantel do Casa Pia, onde Rúben Amorim estava há seis meses, ter esse valor. Sobre a sua experiência no Sporting Clube de Braga, não podemos aquilatar qual a sua importância na valorização do plantel, pois apenas participou em pouco mais de dez jogos como treinador principal. Temos pois um presidente que justifica ter investido mais de 10 milhões de euros na aquisição de um treinador, valor que corresponde a um dos maiores investimentos realizados por um clube a nível mundial, num pressuposto que apenas ele, e talvez o seu comparsa Hugo Viana, acreditam. Aliás, nem precisam de acreditar, o facto é que não há, nem haverá, qualquer justificação racional para o que fez hoje Frederico Varandas. O que fez Frederico Varandas foi o que melhor achou para dizer na patética apresentação de Rúben Amorim.

Quando achamos que batemos no fundo, há sempre um Frederico Varandas da vida que nos lembra que é sempre possível ir mais fundo. O problema é que o mais fundo representa o fim do nosso clube.

Mais uma pré-época preparada por esta direcção e seremos confrontados por uma suposta inevitabilidade: a venda da maioria do capital da Sad a um "investidor". Parece claro hoje que é este o objetivo. Por que por mais incompetente que Frederico Varandas seja, e é o de facto, ninguém pode ser assim tão inábil.

E no meio desta tempestade que devasta o nosso clube, Rogério Alves, presidente eleito da mesa da assembleia geral do Sporting, oferece-nos o seu silêncio conivente com a direcção do clube. Quando teria que ser Rogério Alves a defender os interesses do clube e dos seus sócios, pelo contrário, alia-se, com o seu silêncio, a um dos períodos mais negros da vida do nosso clube.

Peço, melhor, exijo, como sócio do Sporting Clube de Portugal, que o presidente da MAG, que me, nos, representa, que tome uma posição na defesa do nosso clube. Que acabe com esta destruição do clube e que rapidamente devolva o poder de decisão aos sócios, os únicos donos do clube.

No próximo domingo estarei em Alvalade, na bancada...

No próximo domingo irei a Alvalade, mas não ficarei fora do estádio nem participarei na manifestação convocada através das redes sociais, porque está a ser propagada por gente próxima das claques ou do anterior presidente, que até anunciou candidatura à presidência do clube, apesar de ter sido expulso pelos sócios em AG. O meu lugar é, e continuará a ser, na bancada, aplaudindo e incentivando os nossos ídolos, os atletas. Ainda que no presente possa não ter ninguém em campo para idolatrar. Quem veste a verde e branca terá sempre o meu apoio, vibrando, na busca da vitória. 

Sem colocar minimamente em causa o direito à manifestação, não me presto ao papel de idiota útil, da facção que pretende ressuscitar no clube os tempos da bazófia, truculência e permanente guerrilha, de que nos livrámos em Junho de 2018, que pretende cavalgar a natural insatisfação dos sócios e adeptos, para publicar nas redes sociais fotos da mobilização, em prol do regresso do que julgam D. Sebastião, na verdade é mais um Napoleãozinho...

Quero que Frederico Varandas se demita, para irmos a eleições, que potenciais candidatos se apresentem, para discutirmos projectos, diferentes visões e escolhermos que consideremos melhor para o futuro do Sporting. Não me interessam tentativas de recuperar ou ajustar contas com o passado, quem vive de passado são os museus, nem tão pouco estender a mão a organizações de adeptos com agenda própria, que se julgam acima do clube.

No meu entendimento do que deve ser um clube desportivo, cabem todos, com os mesmos direitos, não aceito privilégios, nos camarotes ou bancadas. Porque não existem nem podem existir sportinguistas de primeira ou de segunda, puros ou impuros. A única distinção aceitável é entre sócios ou não sócios. Porque os sócios são os únicos e legítimos donos do clube. E assim deve continuar, estarei contra uma eventual venda da SAD, mas também que o clube fique refém de qualquer grupo ou facção.

 

 

P.S. - Como é habitual, não publicarei comentários de insultos, linguagem inapropriada ou recados a terceiros. 

Futebol? Fácil, fácil... - III

Clamorosos erros na construção do plantel. Trazer por empréstimo jogadores como Jesé, Bolasie e Fernando, para emprestar Gelson Dala e ter Gonzalo Plata a ver jogos da bancada, durante grande parte da época. Desbaratar dinheiro em contratações de jogadores sem o mínimo de categoria para jogar no Sporting C.P., enquanto se vende a preço de saldo alguns jovens com futuro promissor. Péssima gestão do dossier treinador. Comunicação desastrosa.

A sério, querem mesmo que os sócios aturem isto até 2022? Uma vez mais lanço o repto aos actuais órgãos sociais, aceitem antecipar eleições. Devolvam a palavra aos sócios. Não podem mais escamotear, os resultados do futebol, mola real do clube, são demasiado maus, para continuarmos a dar o benefício da dúvida. Hugo Viana não pode continuar responsável pelo futebol, Frederico Varandas precisa um voto de confiança dos sócios, ou caso não a obtenha, com humildade democrática, há que ceder o lugar a outro. 

 

P.S. - Não publicarei comentários dirigidos a terceiros ou que contenham linguagem insultuosa. 

Em quem pensam votar os "Obrigado 71%"?

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Esta questão não é 100% inocente, por isso vou contextualizar: Vemos algumas pessoas a culpar os "71%", que destituiram Bruno de Carvalho, pelo actual estado do Clube. São também muitas dessas pessoas que pedem a destituição de Varandas. Assim sendo, e não podendo votar em Bruno de Carvalho, em quem votarão? E, ao votarem nessa pessoa, não estarão, de alguma forma, a tornar-se parte dos 71%?

O que queremos para o nosso clube?

Mais um ano, mais uma desilusão, a juntar a tantas e tantas outras. Desta direcção nem adianta já falar. Tudo o que tinha para nos dar, muito pouco diga-se, já deu. Resta-nos esperar que tenha a coragem para de forma rápida, apresentar a demissão e provocar as necessárias eleições.

Mas depois vem o mais difícil. Definitivamente temos que assumir de vez qual o rumo que escolhemos para o Sporting. Restam-me poucas dúvidas, que com a podridão presente em todos, mesmo todos, os órgãos que comandam por hoje o futebol, profissional em Portugal, só existe uma forma do nosso clube ganhar um campeonato nos próximos anos. Juntarmo-nos a eles, à sua forma de actuar, aceitarmos jeitos e manhas, negociatas e missas. Não há outra forma de ganhar, no presente, um campeonato em Portugal. 

Mas não é isso que todos nós Sportinguistas queremos.

Eu quero uma direcção que nos diga simplesmente que nos próximos anos não poderemos sequer sonhar em sermos candidatos em igualdade com Benfica e Porto.

Quero uma direcção que nos diga que vai de forma clara, apostar nos jovens jogadores da formação.

Quero uma direcção que não esteja comprometida com grupos e grupelhos, que não queira agradar à suposta elite intelectual que nos trouxe aqui.

Quero um presidente idóneo, sério, um líder. Quero um presidente que assuma de forma clara que nos dias de hoje o Sporting não tem condições para lutar de igual para igual com os outros dois clubes, pelo título. Quero um presidente exigente, que seja de forma clara quem manda, que todos no clube o saibam.

Conhecem alguém disposto a ser presidente do Sporting?

É isto o fim?

Estamos a dia 18. Só espero pelo final do mês e que esta direcção fique quieta, na sua incompetência, e não compre nenhum jogador. Que venda em definitivo Bruno Fernandes e feche a porta, saia e peça ao presidente da Assembleia que marque eleições o mais rápido possivel. Que desapareçam de vez, os chicões da vida, e deixem aparecer quem consiga de facto agarrar no nosso clube. 

Um atroz ensurdecedor silêncio

A puta* da aparelhagem pifou?

Não há um recadinho a dar aos sócios e adeptos?

Está tudo bem em Alvalade?

Não se passa nada no Sporting?

Já estão a escolher o sucessor de Silas?

Já informaram da ementa para o camarote para Quinta-feira?

Não têm vergonha na cara?

Algum decoro, também não?

Precisam de um empurrãozinho?

 

* Não confundir com a gala, p.f.

Futebol? Fácil, fácil...

Até ao momento, Frederico Varandas já teve duas intervenções no mercado de transferências. Obviamente que existe uma pesada herança relativa à rescisão de jogadores, mas na maior parte dos casos, o clube acabou por chegar a acordo com os clubes que receberam os atletas, sendo parcialmente ressarcido. Se é verdade que não conseguiu obter as receitas que hipotéticas vendas poderiam ter significado, face ao valor dos atletas em causa, não é menos verdade que não é hoje intelectualmente honesto queixarmo-nos que saíram a custo zero. A soma obtida com Rui Patrício, William e Gelson supera os 50 milhões de euros e nada nos garante que caso tivessem continuado no Sporting, algum estivesse livre do infortúnio, como aconteceu por exemplo a Battaglia.

A um mês da abertura de nova janela do mercado de transferências, deixo abaixo uma lista de entradas e saídas de jogadores, da responsabilidade de Frederico Varandas e sua equipa. O resultado é confrangedor, para alguém que, é preciso recordar, foi eleito graças à promessa de ser um expert em futebol. No comando técnico, o actual presidente, em apenas 15 meses no exercício de funções, já despediu José Peseiro, contratou e despediu Marcel Keizer e contratou Silas. Mas recusa mexer na estrutura que montou e que certamente acreditará ser a melhor estratégia para o clube. 

2018/19 - Janeiro

Entradas:

Tiago Ilori

Plata

Borja

Phellype

Saídas:

Nani

Montero

2019/20 – Julho/Agosto

Entradas:

Luís Neto

Eduardo

Rosier

Vietto

R. Camacho

Bolasie

Jesé

Fernando

Saídas:

Bas Dost

Gudelj

Salin

Raphinha

Thierry

Bruno Gaspar

André Pinto

Petrovic

Apesar dos pífios resultados e sofríveis exibições que deprimem a nação leonina, Frederico Varandas e seus pares impuseram aumentos salariais na Sporting Clube de Portugal SAD, contra a opinião dos restantes accionistas e sentimento geral dos associados do clube. 

Face ao quadro exposto, defendo que as eleições devem ser antecipadas, preferencialmente para Março, mês previsto nos estatutos para realização das mesmas. É tempo de se devolver a palavra aos sócios, para que decidam o que pretendem, a bem do Sporting Clube de Portugal.

Avaliando a presidência de Frederico Varandas...

Enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, não me considero satisfeito com os resultados obtidos por Frederico Varandas. Não o irei insultar, nem assinei até ao momento qualquer pedido para realização de AG destituitiva, mas poderei rever a minha posição no futuro, sem obviamente alinhar com qualquer tentativa de retorno à javardice. Concordo com a suspensão das claques, facto manifestamente insuficiente para justificar a continuidade de Frederico Varandas à frente dos destinos do clube, face aos miseráveis resultados obtidos pelo futebol, verdadeiro core business da instituição. 

Defendo que se antecipem eleições para o início da próxima primavera, devolvendo a palavra aos sócios. Até lá, terá que ser Frederico Varandas e sua equipa a gerirem o próximo mercado de transferências. E até podem apresentar-se a votos, sujeitando-se com humildade democrática à deliberação dos sócios. Se porventura vencerem, sairão com legitimidade reforçada e colocarão um ponto final na contestação, caso saiam derrotados, terão servido o Sporting, de nada adianta barricarem-se atrás dos estatutos contra a vontade da maioria, sob pena de sairem pela porta pequena, ou enxovalhados numa destituição. 

Fica pois o apelo ao bom senso do presidente Frederico Varandas e seus pares dos órgãos sociais. Vamos a votos, porque apesar do empenho e boa vontade que possam ter, não estou a afirmar o contrário, a verdade é que a situação actual está muito longe do cenário que nos foi prometido na candidatura.

O melhor dia para eleições

Depois da belíssima adaptação de "My Way" de Frank Sinatra (ou, antes, de "Comme d'habitude", de Claude François,) pouco faltará, certamente, para que o hit de Quim Barreiros "O melhor dia para casar" seja também adaptado pelo universo leonino, no caso, com o título "O melhor dia pra eleições".

Com efeito, a avaliar pela imprensa, estão imparáveis os processos de recolha de assinaturas para marcar uma assembleia geral extraordinária com o único propósito de destituir os actuais órgãos sociais.

Pessoalmente, acho um enorme disparate provocar mais uma crise directiva, pelo que não apoio, nem subscrevo as iniciativas que os movimentos em causa estão a levar a cabo. E digo-o com total à vontade, pois não votei em Frederico Varandas e na sua equipa.

Os resultados no futebol são desesperantes, mas do mesmo modo que não se coloca uma equipa a jogar bom futebol e a ganhar trocando sistematicamente de treinador, também não se coloca um clube com força e estabilidade estando, sistematicamente, a eleger novos órgãos sociais.

Na minha opinião, muito desta crise do futebol sénior radica na falta de competência da respectiva estrutura. É por aí que Frederico Varandas terá que inverter o rumo dos acontecimentos.

Depois da oportunidade perdida que foi a não contratação de Jesualdo Ferreira para treinador (ao invés de um catedrático, contratámos um monitor), o Presidente Varandas terá de sacar de um ás de espadas para liderar o futebol leonino.

Hugo Viana, já se viu, não tem competência para o cargo e a sua continuidade já exaspera. Muitos de nós suspiramos, com saudade, pela dupla Manolo Vidal/José Manuel Torcato. São homens assim que fazem falta à casa.

Espero que Frederico Varandas seja capaz desse golpe de asa. Pelo Sporting.

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