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És a nossa Fé!

Letal ao Sporting

O Conselho Disciplinar e Fiscal - órgão próprio para o efeito - concluiu enfim que Bruno de Carvalho é letal ao Sporting

Algo que os sócios já haviam concluído a 23 de Junho de 2018. Estou como o Fernando Mendes: «É uma decisão mais do que evidente.»

É tempo de desejar boa viagem ao antigo presidente. E recomendar aos seus apoiantes mais fanáticos que marchem com ele. 

Dois erros

Um erro não se corrige com outro erro. Nani cometeu o primeiro, ao sair do campo em Braga como saiu. Mas o treinador também errou ao pronunciar-se publicamente sobre o assunto, que envolve o capitão da equipa.

Estas questões resolvem-se entre as quatro paredes do domicílio profissional, dispensando bravatas na praça pública. Não há que inventar nada: muitas fragilidades ao nível da comunicação dos clubes poderiam ser solucionadas com o recurso ao mais elementar bom senso.

O triste e penoso fim de ciclo...

“Deixem concorrer às eleições, todos os que o pretendam fazer, para que o clube possa ter paz.”

 

Após a suspensão, o presidente destituído continua a ameaçar veladamente o Sporting, caso não veja atendida a sua pretensão. Tenho lido muitos sportinguistas afirmando exactamente o mesmo, que seria preferível permitir a sua ida às urnas, que derrotado ele desapareceria. Vamos por partes, alguém no seu perfeito juízo pode atribuir valor às palavras de BdC? Antes da A.G. de 23 de Junho, garantiu que a mesma não se iria realizar. Agora garante que vai a eleições. Quando confrontado com a realidade, pressionou os sócios, afirmando que nunca mais iria por os pés no clube se os sócios votassem pela destituição, mandaria alguém buscar os seus pertences. Derrotado sem apelo nem agravo, publicou no FB que não era mais sportinguista. No mesmo dia ao fim da tarde deu o dito por não dito, só se afastando dias depois. Ora se incumpriu a palavra dada que se afastaria caso os sócios votassem pela destituição, apesar da sua derrota ter sido esmagadora, que credibilidade pode agora merecer o ex-presidente?

A chantagem como modus operandi já vinha de trás, é bom recordar que ameaçou com demissão em Fevereiro caso as alterações estatutárias não fossem aprovadas, forçando inclusivamente os sócios a votarem a sua permanência de forma plebiscitária. A estratégia agora é vitimizar-se, passar um ar de democrata, impedido de ir a votos. Mas enquanto foi presidente promoveu perseguições a antigos dirigentes por muito menos do que ele próprio fez. BdC é um rufia fanfarrão, que insulta os que não o seguem, confundindo diferenças de opinião com traição, rivais com inimigos.

BdC é hoje uma figura patética, descredibilizada, incapaz de manter um rumo, uma estratégia coerente. Lendo a sua mais recente entrevista quase ficamos com a sensação que Bas Dost se agrediu a si próprio com um cinto, tudo foi encenado, os advogados dos energúmenos bem poderiam aproveitar para pedir a revogação das medidas de coação, porque afinal foram apenas figurantes. Até seria cómico, não fosse trágico e ridículo, prestar um mínimo de atenção a este triste personagem.

A última pérola do artista, que a notificação do castigo foi directa para o spam, merece um sorriso e apenas um comentário simples, se não reconhece competência à CFD, então porque se deu ao trabalho de apresentar defesa, justificando inclusivamente o atraso no envio da mesma? À boa maneira labrega, esquece que os sportinguistas estão atentos e pensam pela própria cabeça. Resta-lhe agora recorrer da decisão da CFD para a AG, mas se o fizer, estará a reconhecer legitimidade ao órgão transitório. Se o não fizer, implicitamente aceita a sanção. O tempo de BdC no Sporting está a terminar, resta-lhe e estou quase certo que o irá fazer, explorar o circo mediático com algumas palhaçadas, tipo procurar na próxima semana entregar a candidatura em Alvalade, sabendo que não tem legitimidade para o fazer. Mas o pior que que lhe poderá acontecer, será apagarem os holofotes, para viver a criatura precisa de palco, alimenta-se de polémicas. Sem isso não existe, normalidade é um estado que não conhece. Quando tudo terminar, ainda o vamos aturar como paineleiro num qualquer programa de TV, daqueles que desdenhou e aconselhou os sportinguistas a não verem. Enfim, um triste…

Cá se fazem, cá se pagam

Os novos estatutos que Bruno de Carvalho tanto fez questão em ver aprovados em Fevereiro - a meio da época desportiva, desestabilizando o clube quando o Sporting acabara de ganhar a Taça da Liga e seguia em primeiro no campeonato - estão enfim em vigor.

Com as seguintes inovações:

- Fim do Conselho Leonino;

- Elevação do presidente do Conselho Directivo ao patamar de órgão social do clube;

- O Conselho Fiscal e Disciplinar passa a integrar todos os membros da lista mais votada, pondo-se fim ao método de Hondt, que fazia distribuir os lugares proporcionalmente em função dos votos;

- Endurecimento considerável das medidas punitivas contra sócios sob alçada disciplinar, podendo a pena mais pesada interditar o exercício de funções no clube durante um período de oito anos.

 

Por ironia, o principal mentor desta alteração estatutária pode ser o primeiro alvo das duras sanções que preconizou.

Lá diz o ditado: cá se fazem, cá se pagam.

Grandes males, grandes remédios

Para grandes males, grandes remédios.

 

Bruno de Carvalho agiu conscientemente e reiteradamente à margem dos estatutos do Sporting, violando a lei fundamental que rege o clube. 

Convocou duas assembleias gerais, para os dias 17 e 21 de Junho, sem o menor respaldo estatutário, plenamente consciente de que não poderia fazê-lo enquanto presidente do Conselho Directivo.

Nomeou uma putativa Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral à revelia dos estatutos leoninos, que não prevêem tal órgão nem jamais autorizariam que emanasse do Conselho Directivo.

Negou validade à assembleia geral destituitiva convocada no quadro da mais estrita legalidade pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, tendo apenas sido forçado a aceitá-la por imposição do Tribunal da Comarca de Lisboa.

Anunciou a intenção de impugnar a expressiva vontade dos associados emanada através do voto livre e democrático na assembleia destitutiva de 23 de Junho, lançando o Sporting em nova onda de desvario e caos.

Feriu de forma grosseira o bom nome do próprio clube, em violação dos seus deveres de sócio leonino consagrados nas normas estatutárias com um texto que escreveu e publicou às 5.19 do dia 24 de Junho. Com expressões como esta: «Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!»

 

Face ao exposto, daqui apelo à Comissão de Fiscalização para que, no pleno uso das competências que lhe estão consagradas, abra um procedimento disciplinar contra o cidadão Bruno Miguel Gaspar Azevedo de Carvalho com vista à sua expulsão de sócio do Sporting Clube de Portugal por violação dos estatutos leoninos e manifesto incumprimento de vários deveres fundamentais inerentes à sua condição de associado, atendendo desde logo ao carácter de utilidade pública desta instituição que a todos merece consideração e respeito.

Elogio à direcção do Sporting

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Tenho criticado várias vezes a estrutura directiva do Sporting Clube de Portugal - a começar no presidente. Hoje é o dia para elogiar a decisão de não ter sido aplicada multa ao Gelson Martins - para mim, o nosso melhor jogador desta temporada. Sublinho isto com orgulho acrescido por saber que ele é fruto da formação de excelência da Academia de Alcochete.

Gelson teve um gesto irreflectido, sim. Tão irreflectido como o de Mathieu, que se fizera expulsar na jornada anterior. Tão irreflectido como o de Coates, que fez exactamente o mesmo que ele: marcou um golo em tempo extra e despiu a camisola. Com a vantagem, para o uruguaio, de que não foi punido (como devia) com o segundo cartão amarelo, o que deixaria o Sporting duplamente desfalcado dos seus centrais no desafio seguinte.

 

Gelson é bastante mais novo que Mathieu e Coates. Mas o seu irreflectido gesto não é menos desculpável à luz da implacável e crua letra da lei. Creio no entanto que para ele já será punição bastante não alinhar amanhã no Dragão contra o FC Porto.

Mais um motivo para eu elogiar a direcção: o jovem internacional português seria um alvo demasiado fácil e um bode expiatório demasiado à mão, até para justificar por antecipação algum eventual desaire em campo.

 

Assim as coisas até funcionam ao contrário. Estou convicto de que os companheiros de equipa vão querer ainda mais vencer este desafio. E farão questão em dedicar a vitória ao Gelson. Sem o golo dele, como sabemos, o jogo de amanhã destinar-se-ia apenas a cumprir calendário. Aliás, não por acaso, a estrutura dirigente leonina incluiu o jovem na comitiva que ruma ao Dragão. Outra decisão que justifica elogio.

 

Se há virtude que devemos cultivar, no desporto e na vida, é a gratidão.

Sem Lógica e Burros

Nos últimos tempos tenho assistido a algumas demonstrações de lógica carnidense nada surpreendentes.

Como é que um clube que apregoava aos sete ventos ser o principal defensor da verdade desportiva se declara contra uma ferramenta como o VAR que visa diminuir o erro no futebol?

Mas, para mim, a melhor é mesmo a defesa da prevaricação sem consequência, só porque no passado outros já o conseguiram. Falo, pois claro, de críticas ao pequeno castigo a um dos jogadores mais violentos do campeonato, o grego Samaris. Ao seu bom estilo defendem que, porque no passado se errou ao não castigar outros jogadores, se continue a errar.

Vá-se lá perceber o que vai naquelas cabeças. Parecem crianças que depois de levarem uma reprimenda da mãe por estarem a comer doces antes do jantar se defendem dizendo que o irmão também o fez.

A estória da braçadeira

Apenas como curiosidade, relato aqui dois casos iguais, com desfecho diferente.

A importância que tem é praticamente nula, mas gostava que ficasse registado, para memória futura. Lá vai:

Em Abril, na 28.ª jornada frente ao Boavista, no regresso de Adrien desta última lesão, saiu Bryan Ruíz para entrar o capitão e William, que tinha a braçadeira, de imediato a passou a Adrien. Passados alguns segundos, talvez minutos, poucos, o árbitro parou o jogo e mandou que a situação voltasse à fase inicial, ou seja, que Adrien devolvesse a braçadeira a William. Confesso que travei na altura um debate com um grande amigo que comigo assistiu ao jogo, que dizia estar o árbitro certo. Nos dias seguintes na blogosfera leonina principalmente, o assunto foi a debate e eu próprio dei-me ao trabalho de consultar o International Board, bem como o regulamento da Liga e confesso que não cheguei a nenhuma conclusão.

Ora nesta última jornada, no jogo do Bessa entre Boavista e Benfica, aquando da substituição de Júlio César por Paulo Lopes, Eliseu, que era o capitão, passou a braçadeira ao guarda-redes acabado de entrar e... não se passou nada.

A propósito desta última situação, o ex-grande e fantabulástico árbitro e agora eminente apresentador de um programa sobre arbitragem, Duarte Gomes, diz que não há nada que contrarie esta situação. Remeto-os para a notícia, por ser fastidioso transcrevê-la na íntegra.

Juro que desde ontem que ando pesquisando sobre a situação ocorrida em Alvalade, mas certamente por inépcia minha, não encontrei nada.

Este pequeno postal sem importância tem apenas o intuito de mostrar como está o estado das coisas neste futebolzinho de merda que se vive em Portugal. O mesmo peso, duas medidas. E assim se entende como é que os encarnados são a equipa mais disciplinada da Liga. Pois!

Poderá parecer que estou feliz

Mas acreditem que não!

Nunca um sócio de um Clube pode ficar feliz pela expulsão de outro que exerceu as funções de presidente.

Mas o que tem que ser, tem mesmo que ser e outra solução não poderia haver, dadas as faltas gravíssimas apontadas.

Eis o comunicado do CFD, na íntegra:

 

1. Na sequência da conclusão da fase nº 1 da Auditoria de Gestão ao Sporting, pedida pelo Conselho Diretivo (CD) à empresa de auditoria Maazars e assim cumprindo uma importante promessa eleitoral, um conjunto de 76 sócios, perante a verificação de graves irregularidades reveladas no Relatório Final dessa auditoria, solicitou a abertura de processos disciplinares contra os seguintes sócios: Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes, Luís José Vieira Duque, Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro Guedes.

 

2. Em face da delicadeza e complexidade do assunto, o Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) decidiu pedir ao CD a contratação de um jurista que fosse, simultaneamente, advogado especializado para instruir processos disciplinares e independente do SCP e do fenómeno desportivo, o Dr. David Carvalho Martins, que foi a nossa escolha.

3. Após algum tempo de espera, também devido ao facto de ter sido necessário obter as autorizações dos autores do relatório de Auditoria por existirem factos confidenciais que tinham de ser analisados, foi possível desencadear as diversas fases dos processos disciplinares a partir de Fevereiro de 2015.

4. No conjunto dos actos praticados, foi este o calendário dos diversos momentos destes quatro processos disciplinares:

- requerimento de abertura dos processos disciplinares: 15 de Setembro de 2014;

- entrega oficial do Relatório da Auditoria de gestão da Fase 1: 25 de Setembro de 2014;

- contratação do jurista instrutor para análise do Relatório de Auditoria e apreciação de eventuais ilícitos disciplinares: Janeiro de 2015;

- concessão das autorizações de confidencialidade: Abril de 2015;

- finalização das notas de culpa aos 4 arguidos: 8 de Maio de 2015;

- envio das notas de culpa aos arguidos, explicitando o tempo de resposta (15 dias úteis, com possibilidade de consulta dos documentos no Clube e pedido de outras diligências para a descoberta da verdade): 15 de Maio de 2015;

- resposta às Notas de Culpa: responderam, apresentando a sua defesa, Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro (25.5.2015) e Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes (27.5.2015);

- recepção dos quatro relatórios finais do instrutor dos processos disciplinares após serem devidamente apreciadas as respostas dos arguidos: 17 de Junho de 2015;

- decisão final do CFD: 25 de Junho de 2015.

5. A decisão final tomada em 25 de Junho de 2015 pelo CFD foi a seguinte em relação aos 4 arguidos:

- Carlos Manuel Rodrigues de Freitas e José Filipe de Mello e Castro Guedes: arquivamento dos autos por unanimidade de votos dos membros do CFD por terem deixado de ser sócios a seu pedido antes do início do procedimento disciplinar, embora o CFD tivesse feito menção, na sua acta, que os comportamentos enunciados na Nota de Culpa que lhes fora dirigida eram “…muito graves e atentatórios dos superiores interesses do Sporting, devendo, portanto, ser considerados no âmbito de uma eventual proposta de readmissão, nos termos e para os efeitos do artigo 14.º, n.º 2, dos Estatutos…”;

- Luís José Vieira Duque: aplicação por unanimidade dos votos dos membros do CFD de uma sanção de suspensão por 1 ano, agravando a sanção disciplinar proposta pelo instrutor (que era a de suspensão por 9 meses), considerando a gravidade das infracções cometidas;

- Luiz Filipe Fernandes David Godinho Lopes: aplicação por seis votos a favor e uma abstenção dos membros do CFD da sanção disciplinar de expulsão, agravando a sanção disciplinar proposta pelo instrutor (que era a de suspensão por um ano), considerando a prática de infracções disciplinares muito graves para a imagem e património do Clube, as quais quebraram, de um modo absoluto e irremediável, a relação de confiança que qualquer sócio merece ter por parte do Clube, no caso com a agravante de se tratar do seu dirigente máximo, o Presidente do Conselho Directivo, no período em apreciação (2011/2013).

6. Nos termos dos Estatutos do Sporting, os arguidos a quem foram aplicadas estas sanções disciplinares têm o direito de recorrer para a Assembleia Geral, nos 30 dias seguintes ao da sua notificação, recurso que é devolutivo no caso de suspensão de um ano e recurso que é suspensivo no caso da expulsão.

Mais se esclarece que todos os arguidos foram notificados, por correio electrónico, desta deliberação no dia seguinte, 26 de Junho de 2015, sendo notificado em papel no próximo dia útil, que será 29 de Junho de 2015.
Se os arguidos não se conformarem com estas decisões disciplinares, têm a possibilidade, nos termos gerais e como sucede em Estado de Direito Democrático, de recorrer aos tribunais, para fazer valer a sua perspectiva a respeito dos processos disciplinares que, no âmbito do Clube, assim chegaram ao seu termo.

Devido à confidencialidade que envolve os processos disciplinares, o CFD está impedido de revelar mais factos, ficando os respectivos processos arquivados nos serviços Clube, bem como esta deliberação registada no Livro de Actas do CFD como Ata nº 33, todos estes documentos à disposição dos arguidos para a sua consulta, não podendo ser, naturalmente, do domínio público, salvo a partir do momento em que os sócios arguidos recorram da deliberação do CFD para a Assembleia Geral do Clube. Neste caso, por definição, os autos dos processos disciplinares devem ficar à disposição da Assembleia Geral para os devidos efeitos.

7. O CFD lamenta que sobre este assunto se promovam ou alimentem campanhas de desinformação ou de manipulação que se destinam a beliscar a seriedade e a regularidade da condução dos processos disciplinares, mandatando o seu presidente para prestar os demais esclarecimentos tidos por convenientes.

Lisboa, 28 de Junho de 2015.

 

Os nossos comentadores merecem ser citados

«É possível que o aparecimento da Benfica TV contribua, mais cedo ou mais tarde, para acabar com os castigos baseados em imagens televisivas. Estes são, aliás, um erro antigo: o recurso à TV sempre implicou uma injustiça, porque nem todos os jogos têm transmissão e porque nem todos são transmitidos com recurso aos mesmos meios.»

PRB, neste texto do João Paulo Palha

E fez muito bem

Seja qual for o desfecho do jogo em Barcelos, aproveito o intervalo para fazer um elogio a Jesualdo Ferreira. Por ter apostado numa jovem dupla de centrais (Eric Dier-Tiago Ilori), deixando Pedro Mendes à margem. Merecida punição? Sem dúvida. Segundo foi noticiado, Mendes celebrou acordo com o Parma - com efeitos a partir da próxima temporada - enquanto mantinha conversações paralelas com o Sporting. Um acordo que o leva a sair a custo zero do clube que ajudou a formá-lo como jogador profissional.

Um comportamento destes não poderia ser recompensado com um lugar no onze inicial - e nem sequer com um lugar no banco - a pretexto das lesões de Rojo e Boulahrouz, e da súbita partida de Xandão para a Rússia.

Jesualdo procedeu como se impunha, sem beneficiar o infractor. E fez muito bem.

Só para relembrar o Izmailov, o Elias e o engenheiro Godinho....

"Em anos idos, era João Rocha líder (Presidente do Clube), depois de uma Mini Copa em que Portugal teve uma brilhante participação, Peres de regresso a Alvalade fez exigências que o Clube não podia ou entendeu não querer aceitar, por consequência Peres fez birra, o que resultou num ano a treinar sem jogar (era considerado à altura um dos melhores médios do futebol português)."

Jogar com terreno inclinado

Jornal do Sporting, na sua edição de hoje, levanta - e muito bem - uma questão que já suscitei aqui. A do critério das grandes penalidades neste campeonato. Ao fim de nove jornadas, o nosso clube não beneficiou ainda de nenhum castigo máximo, tendo sofrido já três penáltis (dois deles num único jogo, no Dragão contra o FCP, inventados pelo árbitro Jorge Sousa).

É bom saber que o jornal anda atento a estas coisas. Em penáltis, estamos a perder por três a zero. Em cartões, ainda é pior: perdemos por seis a zero na lista dos 30 jogadores sujeitos a maior número de sanções disciplinares. É isso, já adivinharam: nesta mesma lista, Benfica e FC Porto não têm jogador nenhum.

Ainda uma outra breve observação

No jogo realizado no passado dia 18 de agosto entre o Newcastle e o Tottenham, o treinador dos «magpies» foi expulso por ter empurrado o árbitro-auxiliar. No termo do encontro o técnico reconheceu publicamente o seu erro, pediu desculpa ao elemento da arbitragem e auto-multou-se. Pelo incidente, o órgão disciplinar da Federação Inglesa de Futebol pronunciou-se no dia 3 de Setembro, anunciando a sua decisão de punir Alan Pardew com uma multa de 31,772 euros e dois jogos de suspensão, efectivo imediatamente. O treinador declarou que aceitava a decisão e que não a contestaria.

 

Este caso vem à ideia pelas «semelhanças» ao de Luisão, que ocorreu no jogo do Benfica com o Fortuna Dusseldorf no dia 11 de agosto. Apesar do anunciado pedido para uma resolução «urgente», já passaram cerca de 25 dias e ainda se aguarda o veredicto do Conselho de Disciplina da FPF. Dá para pensar que o órgão federativo optou por deixar passar algum tempo para permitir o «arrefecimento» da contenda na praça pública e que  estará a estudar cuidadosamente  o calendário de jogos do Benfica para então aplicar a expectável sanção à maior conveniência possível. A não ser que vá esperar pelo fim da época, o que já não seria a primeira vez.

 

Adenda: Parece que veio mesmo a propósito. O Conselho de Disciplina da FPF anunciou hoje que Jorge Jesus foi suspenso por 15 dias e multado 1500 euros por «afirmações proferidas» após o final do Benfica 2 FC Porto 3, do dia 2 de Março de 2012. O técnico foi notificado hoje e comecerá amanhã a cumprir o castigo, isto durante o período de paragem do campeonato. Para completar o cenário, sabe-se também que o presidente do órgão federativo, Herculano Lima, votou pela absolvição de Jorge Jesus. Pior do que não existir probidade nem pudor é a despreocupação com que todo o mundo veja que de facto não existem. Por este insólito modo de processamento, é de prever que o hipotético castigo a Luisão só será proferido quando ele puser termo à sua carreira de futebolista.

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