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És a nossa Fé!

Sporting, comunicação e jornal

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Dia de fecho do mercado de transferências de jogadores de futebol. Apesar do Sporting ter anunciado que tinha tudo planificado, e que por isso começara a planificação e identificação de reforços bastante cedo - até mesmo no Inverno passado - segue uma azáfama no plantel: Diaby, em quem Keizer tanto confiou ao longo de meses, parece que já está na Turquia; um jovem lateral-direito que não dava garantias, tanto que se contratou um jogador sistematicamente lesionado, segue para Valência (óbvia manobra de Jorge Mendes), Raphinha saíu ontem para França, talvez haja outras saídas, mais ou menos saudáveis. Entram jogadores que não se esperavam, e o Sporting nisso anuncia uma mudança de perfil - a ver se é para continuar se é apenas fruto dos constrangimentos actuais: empréstimos de jogadores estrangeiros, decerto que algo caros, a valorizarem-se aqui. Reforços de segunda linha, mas nunca se sabe: um Fernando Santos, a ver vamos; um Jesé que dá vontade de rir; e fala-se ainda de um extremo veterano. Mas nunca se sabe, pode funcionar. 

Mas o que é interessante, e denotativo do estado do clube, é o que acabo de ver: São 19 horas deste afinal frenético dia. Os jornais, desportivos e não só, têm catadupas de notícias sobre jogadores a aportar para o clube - parece que vem um tal de Jesé, que dá vontade rir ou mesmo de chorar. Eu vou ao "site" do clube, vejo a secção "plantel de futebol": não há uma única notícia. Nem Raphinha, está anunciado. Vejo o plantel do clube.  Não está alterado, nem mesmo Raphinha.   Bas Dost é ainda - depois de ter sido maltratado na página FB do clube - o rosto que anuncia a venda de lugares cativos (aos quais os analfabetos funcionais insistem em chamar, e até com orgulho, patetas ambulantes que são, gameboxes).

Depois vou ao jornal Sporting. Nenhuma notícia sobre o que se está a passar no plantel sénior. E ainda encabeçado pelas fotos e notícias do jogo com o .... Portimonense, em cabeçalhos glorificadores.

Isto é a total incompetência. Ou então é mesmo uma inconsciência. Para quê ter estes serviços, gastar algum dinheiro, por pouco que seja, com este tipo de abordagem? De, entenda-se, falsificação. 

Dirão que é marginal, que o que interessa são as xistradas. Sim, é verdade. Mas com esta monumental mediocridade e este vil seguidismo, os tipos da comunicação com o chapéu na mão à espera da autorização de um qualquer doutor para noticiar, isto é uma vergonha. Feche-se aquela loja. Fede.

De regresso para analisar o nosso futuro.

1

Há quase um ano que nada escrevo por aqui. Ao que parece foi no dia 6 de Abril do ano passado. Posso justificar-me com as alterações na vida profissional, na vida pessoal ou até mesmo com o afastamento que diversas situações que ocorreram no nosso clube causaram na vontade de me manifestar.

Hoje, talvez compelido pelo facto de o nosso grupo se ir reunir, sinto que devo deixar aqui umas palavras.

 

2

Nunca deixei de apoiar e ir sempre que posso a Alvalade, mas a verdade é que as informações que fui recebendo sobre acções da anterior direção, acções de Cintra e da comissão de gestão e agora sobre a atual direção me fizeram perceber por que motivo continuamos tão atrás dos nossos rivais.

Não escondo que votei Frederico Varandas. Não por o achar mais capaz, pois já por várias vezes tive oportunidade de dizer que o acho fraco, mas por confiar em elementos da sua equipa e no seu trabalho.

Não vou aqui falar sobre os negócios ruinosos que Cintra fez ou sobre algumas das já sabidas falcatruas de Bruno (atenção que há mais para vir a descobrir nos próximos tempos). Vou-me focar em quem está em funções e no que pode ser melhorado.

 

3

Para começar, parece-me inadmissível que, mesmo trabalhando com a maior empresa de comunicação nacional, a nossa comunicação seja no geral fraca.

Em segundo lugar, em nada ajuda ter o fundador dessa mesma empresa - mesmo que já não exerça vai estar sempre ligado a ela - a mandar bitaites online, ajudando a que posições suas sejam confundidas com posições do clube, mesmo que já tenha sido defendido por elementos do clube que nada têm a ver com o que é dito e que se trata da simples opinião de um adepto como outro qualquer.

 

4

Em terceiro lugar, a postura de "a direção e o treinador têm desculpa este ano, quaisquer que sejam os resultados, porque no início da época nem sabíamos se tínhamos equipa para a manutenção ou sétimo lugar", é manifestamente pouco ambiciosa para um clube que se quer vencedor.

Em quarto lugar, surpreende-me que digam que este treinador, mesmo entrando a meio da época, era uma aposta já para esta época, mesmo que isso lhe tire margem para preparar a próxima, mas que já seja visto por algumas pessoas como um erro de casting e tenha estado inclusive perto de sair, não tivesse a equipa apresentado uma agradável surpresa, tanto na exibição como no resultado frente ao Braga.

 

5

Percebo que em seis meses não se vira uma ruína numa mansão, mas a margem para dar tiros nos pés está cada vez menor em Alvalade. Precisamos urgentemente de dinheiro e por isso acredito que, mesmo tendo aliviado - e bem - a pauta salarial, dificilmente conseguiremos manter os nossos dois melhores jogadores. 

Mathieu é claramente acima da média, apesar de revelar alguns problemas físicos, mas já não vai para novo, tem um vencimento considerável e tem mercado.

Bruno Fernandes é de outro planeta. Não é formado em Alcochete mas dá lições de sportinguismo e profissionalismo. Um craque da cabeça aos pés, dentro e fora de campo. Se não for a melhor venda da nossa história, algo de muito errado se passa.

 

6

Espero que a próxima época esteja a ser já muito bem preparada e que levem em conta estas receitas e poupanças, bem como a de Acuña, jogador que para mim continua a fazer mais sentido na ala esquerda do que a lateral.

Sei que querem uma equipa made in Academia, por isso não era mau reinvestir na academia, já largamente ultrapassada pelo Seixal, bastando olhar para os juniores e sub-23 para perceber isso.

 

7

Temos de começar a dar minutos ao Max ou colocá-lo a rodar numa equipa mais competitiva para um dia assumir as redes. Renan não é mau mas Salin está longe de me convencer, sendo necessário alguém que nos assegure que a baliza fica bem entregue

Espero que olhem para as laterais e percebam bem onde têm de se reforçar. Borja é bom, Ristovski é um bom suplente, mas Jefferson e Bruno Gaspar são do pior que já vi com a verde e branca. Thierry e Abdu Conté têm potencial, mas tal como Max precisam de minutos a um ritmo competitivo mais elevado se um dia quiserem ser donos do lugar no onze.

 

8

No centro da defesa, sem Mathieu, temos um problema. Gosto muito de Coates, um verdadeiro líder, tal como Bruno, mas basta não ter um parceiro da qualidade de Mathieu para se notarem algumas das suas debilidades. André Pinto parece-me manifestamente pouco e Ilori, sendo rápido e alto, é uma boa opção, apenas tem de deixar de inventar na saída de jogo.

Mas fica a faltar pelo menos um. Não gosto de fazer sugestão de reforços porque os jogadores às vezes enganam. Por exemplo Borja, que achei que poderia ter problemas de adaptação ao ritmo e posicionamento, tem sido uma bela surpresa enquanto Gudelj continua a ser uma decepção.

 

9

Para o meio-campo há o homem dos livros. Geraldes entra sempre cheio de vontade, só tem de aprender a posicionar-se defensivamente. Por outro lado, há um mini-Adrien e um mini-Moutinho em potência, estou a falar, claro, de Miguel Luís e Daniel Bragança.

Há ainda um jogador que sempre gostei de ver jogar, Bruno Paz. Além de Wendel, Doumbia e o emprestado Palhinha.

Não incluí Gudelj, não por ser mau jogador - acho que, se quisesse, pelo seu físico e posicionamento, varria um meio-campo - mas pelo seu valor excessivo de opção de compra e pela atitude demonstrada em campo. Ficando ainda a faltar o útil mas limitado Battaglia e Petrovic que, na minha opinião, pode seguir viagem.

 

10

Nas alas, havendo Acuña é menos um problema; não havendo, é preciso encontrar alguém. Ficam Raphinha, Diaby, Jovane.

Raphinha tem potencial, mas precisa de ter cabeça para ser constante, sem as oscilações de forma que já apresentou. Diaby é limitado mas voluntarioso: parece-me pouco para quem quer ser vencedor. De Jovane diria o mesmo que de Raphinha, apesar de achar o brasileiro mais jogador.

Pode regressar Matheus, ainda com muito a provar, depois dos problemas ocorridos no início da época. O potencial está lá, mas a cabeça tem de ser outra. Havendo ainda dois extremos da formação com potencial por comprovar: estou a falar do Elves Baldé e do Diogo Brás.

 

11

Para a frente de ataque, há Dost que, já dizia Jesus, não pode jogar sempre e faltam opções.

Luiz Phellype foi um erro de casting, já não há Montero e, neste momento, faltam na Academia jogadores que tenham capacidade para fazer essa posição.

 

12

Esta é a minha visão do que pode ser feito. Gostava de saber as das outras pessoas, por isso venham daí as vossas opiniões.

Um logro

De acordo com um comunicado da direcção, sexta-feira teremos uma conferência de imprensa ou outro comunicado. Sinceramente não sei o que esperar. A desilusão não tem a ver com os péssimos resultados no futebol que a última vitória, nem de perto disfarçam. Desde a sua eleição infelizmente temos vindo a assistir a uma verdadeira penúria, para qualquer Sportinguista. Pensei, numa primeira fase, que fosse apenas um problema de como comunicar, mas depois de erro atrás de erro, fico sem dúvidas que a causa principal deste descalabro, por que é disso que falamos, se deve a uma total impreparação para gerir um clube.

Um clube não é, nunca será, uma empresa. Por muito mérito que alguém tenha na gestão de uma qualquer empresa, gerir um clube é todo outro campeonato. Esta direcção apresentou-se a eleições com um conjunto de pessoas, Sportinguistas sem dúvida, que afirmaram conhecer de forma profunda, o meio do futebol. Passados estes primeiros meses a conclusão é óbvia: não conhecem, não estão preparados para gerir um clube da dimensão do Sporting.

Então o que esperar agora e no futuro desta direcção? 

Sinceramente e por muito que me custe afirmar isto, não espero nada.

Os que já saíram

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 Bruno de Carvalho em 2013: muita coisa mudou desde então

 

 

Conselho Directivo

Vice-presidentes:

Artur Torres Pereira (2017)

Vicente Moura (2017)

Vítor Silva Ferreira (2015)

Vogais:

Bruno Mascarenhas (2018)

Rita Matos [suplente] (2018)

Jorge Sanches [suplente] (2018)

 

Mesa da Assembleia Geral

Presidente:

Jaime Marta Soares (2018)

Vice-presidente:

Rui Solheiro (2017)

Eduarda Proença de Carvalho (2018)

Secretários:

Miguel de Castro (2018)

Luís Pereira (2018

Tiago Abade (2018)

Diogo Orvalho [suplente] (2018)

Manuel Mendes [suplente] (2018)

Rui Fernandes [suplente] (2018)

 

Conselho Fiscal

Presidente: Jorge Bacelar Gouveia (2017)

Presidente: Nuno Silvério Marques (2018)

Vice-presidente: Oscar Figueiredo (2017)

Vice-presidente: Vicente Caldeira Pires (2018)

Vogais:

Vítor Vale (2018)

Miguel Almeida Fernandes (2018)

Jorge Gaspar (2018)

Nuno Miguel Santos (2018)

João Peixoto da Silva (2018)

Os sete

São estes os que restam. Agarrados como lapa à rocha, indiferentes à vontade dos sócios, ao caos que reina no clube e ao desprestígio nacional e internacional do Sporting.

Não esqueceremos.

Ficam os nomes, para a posteridade:

 

Bruno de Carvalho

Carlos Vieira

Rui Caeiro

José Quintela

Alexandre Godinho

Luís Roque

Luís Gestas

 

Mata, Soares!

Caro Senhor Presidente da Mesa da Assembleia-Geral:

Hoje é para matar esta novela interminável. Chega de flics-flacs.

Se a Direcção não tiver a humildade e dignidade para se demitir e, assim, devolver a palavra aos sócios (ai que saudades do "O Sporting é nosso outra vez!"), queira V. Exa., sem mais delongas, dar início imediato aos procedimentos necessários para a destituição de uma Direcção bastante descredibilizada e que muito envergonhou o país nos últimos tempos.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

Ainda nenhuma demissão

Há que chamar as coisas pelos seus nomes.

Neste caso, há que recordar quem integra o Conselho Directivo leonino.

Presidente: Bruno de Carvalho.

Vice-presidentes: Carlos Vieira e António Rebelo.

Vogais: Rui Caeiro, Bruno Mascarenhas, José Quintela, Alexandre Godinho, Luís Roque, Luís Gestas e Luís Loureiro.

 

Até ao momento, não há notícia de que nenhum destes senhores se tenha demitido assumindo a respectiva quota-parte de responsabilidade pela chocante insegurança nas instalações da Academia de Alcochete, onde dezenas de energúmenos de focinho tapado agrediram jogadores, os técnicos Jorge Jesus, Mário Monteiro e Nelson Pereira, e ainda o ex-capitão Manuel Fernandes, velha glória do clube, à hora em que o plantel se preparava para iniciar o treino, cinco dias antes da realização da final da Taça de Portugal.

 

É fundamental assinalar aqui estes nomes, lembrando aquele que foi um dos dias mais negros da história secular do nosso clube.

No instante em que escrevo estas linhas, nenhum renunciou, em nome dos mais elementares princípios da ética da responsabiidade, inerente a todos quantos desempenham posições de liderança.

É um pouco chato, como diria o ainda presidente do Conselho Directivo.

Que venham agora os 20 milhões!

Agora já sem obstáculos, e depois de uma maratona negocial de sucesso hoje mesmo revelada, os sportinguistas aguardam ansiosamente a entrada das prometidas verbas dos investidores e a revelação do misterioso 3º elemento para o futebol que permanece incógnito na Academia.

Gosto de ver

Por uma questão prática e de tempo (e alguma paciência, ou falta dela, confesso), abstenho-me de comentar nos posts os comentários que só hoje li no  que até agora escrevi após o meu regresso a esta casa. Opto por fazê-lo aqui, com algumas notas que, penso, poderão ajudar a clarificar melhor o que disse.

 

Colaborei na campanha de José Couceiro por convicção e sportinguismo e por acreditar que, dos três, era o melhor candidato para o nosso Clube. A vitória ou derrota de Couceiro em nada influíria na minha actual situação profissional. Repito: A vitória ou derrota de Couceiro em nada influíria na minha actual situação profissional. (E, já agora, dizer-vos que também não ganhava nada por escrever no jornal do Sporting, pelo que, quanto muito a perda será de quem gostava de me ler).

 

Importante será talvez, todos nós, ficarmos atentos às contratações  e outsourcings que vão entrar em Alvalade nos próximos tempos em vez de estarmos preocupados em encontrar supostos mensageiros ou porta-vozes de uma oposição que, lembro, da parte de José Couceiro e de quem com ele colaborou neste projecto, ficou bem clara que deixou de existir no dia das eleições.

 

Por isso, sobre a unidade, volto a dizer que esta Direcção terá o meu apoio formal e institucional. Mas como dizia um dos nossos leitores num dos muitos comentários que recebi e que votou em Bruno de Carvalho, não passo cheques em branco. Por ninguém. O Sporting é demasiado importante para todos nós para confiarmos cegamente. E isso aplica-se ao novo Presidente, a José Couceiro ou até mesmo se todos estivéssemos doidos e elegêssemos Carlos Severino :)....Estarei atento e recomendo o mesmo a todos vós. E, volto a dizer, que a maior prova de unidade e abrangência era aproveitar as mais-valias de todos os sportinguistas que já lá estão, incluindo Diogo Matos e Mário Patrício.

 

Em relação ao Inácio, nada me move pessoalmente contra o próprio. Apenas dei conta do sui generis da situação de todos nós sabermos que ele irá para a SAD, mas que neste momento treina um Clube que vai disputar um jogo com o nosso Sporting. Se toda a gente acha isso normal, enfim, nada a dizer. Não concordamos. Apenas isso. Sou livre de expressar a minha estranheza como todos vós a vossa crítica.

 

Por último, dizer-vos que gosto de ver a vitalidade do nosso Sporting ilustrada nos comentários de todos os que vão tendo tempo para visitar esta casa e, ainda mais, para me ler. Será esse o caminho para, todos vigilantes e atentos, dar-mos ao nosso Sporting, o mandato mais escrutinado de todos os tempos. E, se assim for, todos ganhamos, incluindo a Direcção que hoje toma posse. No resto, meus caros(as), Keep Calm and Carry On.

Contas a sério ou contas de merceeiro?

Tenho pena de ver partir Ricky van Wolfswinkel. Considero-o um bom avançado e o Sporting fica, futebolísticamente falando, mais pobre sem a sua contribuição. Mas a verdade é que o dinheiro não abunda para as bandas de Alvalade  (em bom rigor o cofre está vazio) e não se pode querer ter e exigir aos ainda responsáveis terem  tudo pago, sem ter onde ir buscar o dito cujo. Acresce, ademais, que muitos dos que agora choram a partida de Ricky no final da época são os mesmíssimos que, ainda recentemente, diziam "cobras e lagartos" do rapaz e que "não era jogador para o Sporting". Meras e ocasionais lágrimas de crocodilo, portanto.

Mas terá o Sporting, como alguns iluminados escrevem, perdido dinheiro? Aliás, será que o Sporting perdeu dinheiro com as vendas que fez? Nada mais falso. Vamos a contas. Mas contas a sério e não as de merceeiro que por aí se podem ler em catadupa.

O Sporting pagou por 50% do passe de Wolfswinkel 2,7 milhões de euros. Vendeu 15% deste por 975 mil euros. Logo, os 35% que restam custaram 1,625 milhões. Ora é precisamente esta parte, os 35%, que o Sporting agora vende por 3,5 milhões. Um lucro de 1,825 portanto. É pouco?. É, concordo, mas é lucro e é isso que conta nas contas de uma sociedade como a Sporting, SAD.

Esta direcção comprou 25 jogadores por 51 milhões de euros. Foi muito dinheiro? Foi, sem dúvida. Acontece que as vendas que já efectuou totalizaram 32 milhões de euros e os jogadores que potencialmente podem ser vendidos podem dar outros 30 milhões de euros. Dará prejuízo? É claro que não. Existirá sempre lucro. E substancial.

Nos últimos 10 anos o Sporting comprou 90(!) jogadores.Vendeu 2. Um deles por esta Direcção: João Pereira. Esta mesma Direcção que pagou Grimi, Torsiglieri, Pongole e todos os erros de Direcções passadas. E estão ainda no Sporting muito e bons jogadores, com forte procura no mercado. É o caso de Rinaudo, Rojo, Schaars, Carrilo, Viola, Jefffren, Arias, Diego, Turan, sem falar de Rui Patrício, Bruma, Etock, Zézinho, Tiago Illori, Renato Neto, etc.

Afinal de contas onde está a tão apregoada má gestão financeira dos jogadores do plantel, isto só para falar de contas, claro está? Pois é, falar é fácil. Demonstrar a dita é que é mais complicado.

Projecto?

 

Falei anteriormente de tranquilidade. Porém, apesar de muito valorizar a estabilidade, não deixo de pensar pela minha cabeça e perceber que algo vai mal no nosso reino. 

 

Em um ano e meio, uma lista que era poderosa em nomes sonantes venceu as eleições. Não entro no resultado, penso que o clube deveria ter segunda volta sempre, mas era uma lista sonante e que enchia a vista a todos. 

 

Mas, quando uma lista passa a Direcção, são esses os nomes que nos representam e em última instância quem manda é o Líder. Porém, a campanha para as últimas eleições no Sporting contou com mensagens claras e apostas bem centradas em... pessoas. O que é normal são as pessoas que colocam os projectos a funcionar e andar. No caso da lista que venceu, a grande tónica, o grande trunfo sempre foram Luís Duque e Carlos Freitas, com o Treinador Domingos Paciência. 

 

Aqui começou um erro básico. Por maior garantia de qualidade, por mais lembranças de vitórias que estes nomes traziam à nação Sportinguista, um candidato a Líder e um Presidente não pode sempre que fala em público afirmar as suas posições com o apoio de Duque e Freitas. Esta situação revela uma fragilidade gritante. 

 

Ora, nesse sentido, chegamos ao actual ponto. Em que já não existem Freitas, Duque, Domingos e ainda outros nomes com peso, como Carlos Barbosa e Paulo Pereira Cristóvão. São saídas a mais, em ano e meio... 

Porque sorriem os sportinguistas?

Terminou o campeonato nacional de futebol. A edição 2011/2012 da denominada Liga ZON Sagres faz já parte do passado, embora ainda domine as conversas do presente. O Porto levou o título, a famigerada União de Leiria e a limitada equipa do Feirense desceram, o Braga e o Benfica garantiram a presença na Liga dos Campeões e o Sporting qualificou-se para a Liga Europa.

No fim, é isto que fica. No fim, goste-se ou não, é isto que conta.

 

No que diz respeito ao nosso Sporting, o 4º lugar alcançado fica aquém do esperado. Realisticamente, nunca considerei o Sporting como um dos favoritos à conquista da Liga, afirmando antes que a equipa tinha qualidade para se intrometer na luta pelo título.

Mesmo na melhor fase do Sporting no campeonato, continuei sempre com os pés assentes no chão. Sonhava, era certo que sonhava. Mas sempre ciente das nossas possibilidades.

 

Confesso que fico triste ao admitir isto. Como sportinguista convicto e praticante, quero que o Sporting seja campeão todos os anos e quando não o consiga – o que deveria ser algo invulgar – gostaria de ver o Sporting na luta até à última jornada. Para mim, Sporting e campeão nacional são dois conceitos intimamente ligados e feitos um para o outro, como dois amantes apaixonados.

Porém, há que considerar o contexto de que partimos para este campeonato: nova direcção, nova estrutura de futebol, nova equipa técnica e um plantel quase novo, com 19 novos jogadores. Seria exigir demais pedir o título na primeira época a este “renovado” Sporting.

É preciso tempo para consolidar e construir projectos vencedores.

 

Mesmo assim, considero que o 4º lugar fica abaixo das expectativas, quer da equipa e da direcção, quer de todos os sportinguistas. Pedia-se pelo menos a presença entre os três primeiros classificados, de forma a garantir o acesso à Champions. Ora, não conseguimos. É certo que foi por pouco, já que os “guerreiros do Minho” não foram assim tão guerreiros nas últimas jornadas, andando quase sempre a bater em retirada face às investidas do Leão renovado da 2ª fase da época, depois da hecatombe de Janeiro e Fevereiro.

 

A bonança chegou quando a tempestade parecia ter vindo para ficar (repetindo o triste fado das duas últimas épocas).

O marasmo terminou com a saída de Domingos Paciência e a chegada de Ricardo Sá Pinto. Dirão agora os detractores que nós, sportinguistas, andamos completamente enfeitiçados por Sá Pinto. É certo que existe um natural carinho especial por Sá Pinto, mas a alegria que se instalou após a sua chegada tem razão de ser: O nosso “Coração de Leão” mudou, efectivamente, a forma da equipa jogar à bola.

Basta lembrar os últimos jogos com Paciência ao leme e a série de jogos de Sá Pinto. Mais, mesmo na série de vitórias consecutivas registada em Outubro e Novembro com Paciência, a equipa não jogava tão bem e de forma tão sustentada e organizada como joga com Sá Pinto.

Domingos Paciência conduziu-nos à final da Taça, que jogaremos no próximo fim-de-semana. É de assinalar e reconhecer o seu mérito, mas quem nos salva a época e nos dá motivos para sorrir e relativizar os resultados conseguidos no campeonato é Ricardo Sá Pinto. O tal “jogar à Sporting” foi visível e deixou-nos com boas perspectivas para o futuro.

 

E é isto que nos faz sorrir: este final de temporada e as perspectiva para o  próximo ano! Na época vindoura, a estrutura manter-se-á em todos os níveis (da direcção ao treinador) e a equipa apenas contará com reforços pontuais. Isto marca uma clara diferença face a este ano. O projecto vai consolidar-se ainda mais e no que diz respeito ao plantel de futebol, o conhecimento mútuo aumenta de dia para dia, o que só nos dá mais força ainda. 

É natural que este cenário nos faça crer que, para o ano, surgiremos ainda mais fortes.

Espero convictamente ter razão, pois também eu termino a época – apesar dos dissabores, já referidos – com um sorriso de Esperança, aquela que é Verde e que por isso, está fortemente associada ao Sporting!

Para já e porque a exposição já vai longa, reafirmo o que já foi dito, por estes dias, nesta casa: “Agora venha a Taça”!

Eleições? Porquê e para quê?

Subitamente - há sempre um 'subitamente' com o Sporting em certos momentos chave - parece que o mundo está preocupado com «eleições no Sporting». Foi o ZeroZero, foi O Jogo, de hoje. E amanhã haverá mais, estou certo, é a vida.

Que há de verdadeiramente novo?

Nada de palpável, até ao momento. Se bem me lembro, em entrevistas dadas há algum tempo, o Presidente não pôs de lado essa hipótese - mas apenas se algo de novo se apresentasse como um salto qualitativo para o clube. Parece razoável o raciocínio. Eleições, sem essa certeza de salto qualitativo, seria o quê? Um salto no escuro. O envolver do clube, agora que estamos numa fase de acalmia, na turbulência de um ato eleitoral, apenas um ano depois de iniciado um mandato.

A 18 de Abril, Godinho Lopes disse o que tinha a dizer (na minha opinião): «Partir para eleições, nesta altura, prejudicaria o clube. A AG do dia 24 é fundamental para o futuro e para cativar investidores». Isto é: o «futuro» (qualquer futuro) dependeria do que se aprovasse na AG e, aprovando, dependeria da chegada ao clube (através da sua SAD) do dinheiro fresco de eventuais investidores ou parceiros. Este, sim, será um quadro verdadeiramente novo, a necessitar de um eventual ato eleitoral referendário - de novos rumos e de nova estratégia.

Nada de extraordinário, nesse caso. Mas... apenas nesse caso. Se a busca de novos parceiros para a SAD resultar positiva - e parece (eu, pelo menos, desejo que sim) que está a ser - aí talvez seja importante partirmos, com o voto dos sócios, para uma fase diferente e mais sólida da vida do nosso clube. Mas, eleições por eleições ou para fazer ajustamentos tópicos, seria um caminho imprudente - seria continuarmos a viver na espuma dos dias. Aquela de que os media gostam, para fazer manchetes 'porque sim'.

O Sporting não pode viver sempre em campanhas eleitorais, tem de viver bem mais em ação decidida e continuada. Eleições, agora, só se houver algo de muito forte, mesmo muito forte, que as requeira. Ou seja, por haver boas notícias a curto prazo. Estou certo que, sendo difícil a situação, uma solução estará à vista. E, aí, outros horizontes se abrem então.

Pontos nos i

Não vale a pena disfarçar. Ontem não correu bem. Para além de tudo o que se passou, a insistência de Bojinov em fazer asneira, num penalty que podia ter virado o jogo a nosso favor, lançou a polémica no balneário e no Clube.

Continuo a acreditar no Sporting e sei que já me deu muitas alegrias. E felizmente o Sporting é muito mais do que jogadores que não sabem o que é jogar em equipa.

O Sporting tem de ser muito mais do que as tricas de café e da instabilidade criada por pessoas que, passados estes meses todos, ainda não perceberam que o Clube tem uma Direcção, uma Equipa e um Treinador.

 

Não está a correr bem? Claro que não está. Adepto que se preze quer o seu Clube a ter vitórias e a dar alegrias. Mas continuo a acreditar, mesmo que este seja um projecto a médio prazo. Tal como na cozinha, jantares feitos à pressa dão sempre mau resultado.

Sei também que a euforia inicial do Campeonato não duraria para sempre. Uma equipa nova precisa de tempo, calma, serenidade e (do) Paciência. Não sou um defensor incondicional de nenhum treinador, mas acho que o Domingos ainda merece um voto de confiança. Acredito que tem um caminho, uma estratégia e um rumo.

Mas, como sabemos tão bem, muitas vezes as chicotadas psicológicas são usadas como os caminhos mais fáceis de seguir, em vez de mandar embora jogadores que podiam estar dedicados ao bilhar que o resultado seria o mesmo.

 

Não fui ao jogo, mas parece que ontem alguns tontos de serviço já acenaram com lenços brancos. Não sei o que augura o futuro, mas confesso-vos que ficaria muito triste de ver Domingos a sair e brilhar noutra equipa. E, já agora, que estamos numa onda de pedidos, será que os críticos do costume podiam estar calados ou falar em fóruns próprios, e dar alguma serenidade para que esta Direcção possa trabalhar? Nas próximas eleições podem tentar a vossa sorte e deixar de ser treinadores de bancada….

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