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És a nossa Fé!

Quando a bola não entra... o fosso alarga

Quando a bola não entra, o grau de probabilidade de que comece tudo a correr mal aumenta em conformidade. Sobretudo porque se confirma a máxima de que se pode correr assim, ainda vai correr pior, o que tem acontecido. Qualquer direção deve ter este risco em conta e plano de contingência para o efeito. Parece que esta direção e o Presidente não tiveram isso em conta nem nada preparado para o efeito, dando uma ideia de navegação à vista que fragiliza. É pena. 

É preciso ser feita reflexão profunda sobre o que se passou, e o retrovisor não pode alcançar distância superior à pré época, onde parece que tudo começou. E também é altura para questionar o que se passa com a estrutura profissional para o futebol, que mais parece que desestrutura. Qualquer equipa tem de responder por atingir objetivos e responder por maus resultados, como nas empresas, pois são todos assalariados. Dentro e fora das quatro linhas. 

Sem querer invocar exemplos que podem ser lidos em livros de auto ajuda ou de sucesso empresarial, nem querer mergulhar ninguém no "shark tank", olhem em redor e vejam como está estruturada a organização das modalidades, o nível competitivo das suas equipas, a identificação entre jogadores e técnicos com adeptos, a relação entre profissionais das diversas secções, o apoio e o carinho dos assíduos no Pavilhão João Rocha pelos atletas (mesmo nas derrotas, pouquíssimas felizmente), e os resultados. Não é preciso ir longe para perceber que há, ali, algo para aprender. E, às vezes, a bola também não entra. Mas nunca se desiste.

Ainda vamos a tempo de tapar o fosso?

Humildade procura-se. E precisa-se com muita urgência. E acerto!

Em 1º lugar, Frederico Varandas. Está na hora de banho de realidade e, com humildade, pedir desculpa pela forma ligeira e descuidada com que tem tratado o futebol, reconhecendo que, afinal, não era tão fácil como pensava e que não basta força de vontade. E que tem cometido erros sucessivos na gestão do plantel, na política de contratações e na escolha dos treinadores. Só lhe fica bem. E talvez assim ganhe uma nova oportunidade. Muito embora, como se diz na política, nunca há uma 2ª oportunidade para causar uma boa 1ª impressão. E deve responder à pergunta: agora quais são os objetivos para a época? Depois, tomar uma iniciativa: desistir imediatamente de aumentos para os dirigentes da SAD. Nem explicito razões por desnecessidade óbvia. 

Em 2º lugar, Leonel Pontes. Que desilusão na leitura de jogo e que falta de bom senso ao justificar a substituição de Vietto para defesa do jogador, que vinha de uma lesão. Pior de tudo, não foi capaz de assumir que errou nesse fatídico momento, apenas referindo superficialmente que não funcionou. Assim não tem condições para ser treinador do Sporting, talvez nem dos sub23. Constatou amargamente o que o estádio pensou, acertadamente, da escolha profundamente errada que fez. Aqui confirma-se que não há uma 2ª oportunidade para causar uma boa 1ª impressão.

Por último, a direção. Este grupo de jovens deve refletir profundamente sobre o caminho que está a tomar este falhanço de gestão da equipa profissional, rever métodos e avaliar o somatório de erros sucessivos, de pequenos a maiores, que tem cometido a outros níveis. Exige-se mais competência nas ações. Basta estar atento às redes sociais e/ou acompanhar o quotidiano do clube para perceber que falta coordenação, mas sobretudo conhecimento aprofundado do clube. Não podem gerir com complexo de que existem fantasmas do passado a assombrar o dia a dia, senão quando se derem conta estão num filme de terror. E informem. E comuniquem. E expliquem. Só fica bem e não dá azo à especulação e à desinformação. Não passem ao lado da realidade. Após um ano de mandato, acho que todos esperávamos mais. E não esqueçam, também aqui a humildade só fará bem. 

Nota final para os milhares de sócios que, numa 2ª feira, se deslocaram às 21 horas a Alvalade para, mais uma vez, sofrer e sair num desalento profundo sem ver luz ao fundo do túnel. São magníficos, somos os melhores adeptos do mundo, sentimos o Sporting de forma inexplicável. Merecíamos mais. Muito mais. Agora e sempre!

(PS- a lampionagem não é para aqui chamada. Por isso, não percam tempo com a costumeira boçalidade de alguns que aqui se exibem)

Palavra à direção

Consumada a expulsão, é imperativo que se faça uma leitura dos números. Entre os quarenta porcento de sócios (esqueçamos os votos por agora) que votaram o perdão de Bruno de Carvalho temos várias motivações. Neste exercício irei aplicar "etiquetas" aos grupos mas, por favor, não entendam como uma categorização. É apenas para tentar resumir as características.

Os Leais - Aqueles que foram aparecendo à volta de Bruno de Carvalho após a destituição. Saíram alguns e entraram outros mas é um grupo relativamente sólido e estável. Vêem em Bruno de Carvalho ainda potencial para voltar a ser presidente e tendem a recusar qualquer outra figura "alpha".

Os Anti-Poder - Pessoas que não estão confortáveis com quem quer que esteja na direção do Sporting a não ser que sejam os seus pares. O seu voto é maioritariamente de protesto.

Os Gratos - Pessoas que reconhecem o que de bom foi feito pela direção liderada por Bruno de Carvalho e que, apesar de não o quererem de novo como presidente, acham injusto que seja expulso de sócio. São votantes das mais variadas listas.

A existência de várias linhas de pensamento é salutar, principalmente num clube com mais de centro e treze anos de vida. Mas é também importante que, após aquilo que queira-se ou não foi um marco na História do Sporting, a direção comece a olhar para os mais variados tipos de sportinguistas e seja capaz de passar uma mensagem que cative. Não é preciso agregar de forma demagógica e/ou totalitária. É preciso é que a nação leonina olhe para o clube e pense "mesmo que não concorde a 100%, é aqui que eu pertenço".

Tem a palavra a direção.

{ Blog fundado em 2012. }

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