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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Foi uma equipa ainda convalescente do desastre dos Açores a que entrou em Vizela. A vontade de voltar ao modelo de jogo que conduziu às vitórias estava lá, o atrevimento ofensivo com Nuno Santos e Daniel Bragança em vez de Feddal e Matheus Nunes também, mas a pressão do adversário intranquilizou, Coates não estava nos seus dias e estivemos perto de sofrer um golo depois duma perda de bola no meio-campo. Valeu-nos o Santo Adán.

Depois a equipa reagiu bem. Inácio e Matheus Reis garantiam uma boa saída de bola, o lado direito com Esgaio e Sarabia começou a carburar, na primeira oportunidade Pedro Gonçalves marcou um grande golo e partir daí só deu Sporting. Ao intervalo a ganhar por 2-0, o Sporting entrou na 2.ª parte para não dar hipóteses ao adversário, estivemos sempre muito mais perto do 3-0 do que o Vizela de marcar algum golo até a dupla do meio-campo dar o berro. Depois quase voltámos ao registo inicial e o Vizela até poderia ter marcado.

Ficou assim com final feliz um jogo que só não foi mais tranquilo pelo dia menos positivo do "El Patrón" (não sei se distraído pelo fazer de malas para ir ao Uruguai com o "afilhado") e pelo desperdício de golos do tridente ofensivo, o tal PSP que cada vez articula melhor mas concretiza bem menos do que poderia.

Daniel Bragança esteve excelente como "playmaker" e é de facto uma alternativa válida ao "box to box" Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco. Mais um amarelo, mesmo que tenha sido muito injusto. Mas independentemente das características dum ou doutro, a questão é que são quatro médios para dois lugares e convém ter todos nas melhores condições. Todos têm que jogar aqui ou ali.

Concluída esta jornada, estamos em segundo lugar a 3 pontos dum Porto que lá vai ganhando conforme pode e sabe (desta vez foi um sul-africano que fez os possíveis para ir tomar banho mais cedo) e com 6 pontos de vantagem dum Benfica à deriva. Andamos a jogar contra tudo e contra todos, defrontamos equipas que mais parecem filiais dos rivais, arbitragens que nos castigam com cartões e nos limitam a possibilidade de discutir o jogo, mas mesmo assim a verdade é que tudo depende de nós, melhor equipa nacional não existe.

 

PS: Claro que Nuno Santos esteve mal ontem, como esteve em Alvalade, mas comparar o rapaz a alguns artistas de circo do Porto... por amor da Santa. Ou da tal Bruxa, funcionária. 

Isto vai lá... Jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Era um jogo para ganhar contra uma equipa do 4.º escalão nacional e o Sporting ganhou tranquilamente por 4-0, o Leça não teve qualquer oportunidade de golo durante a partida.

Era um jogo para voltar ao modelo de futebol característico deste Sporting de Amorim, controlado, rigoroso e agressivo no ataque ao golo. O terceiro golo é o melhor exemplo disso: uma bola recuperada na esquerda, um passe a toda a largura de Matheus Nunes, Esgaio ameaça ir à linha arrastando a linha defensiva contrária e centra atrasado para Tabata, livre de marcação, encostar. Tudo bem feito, tudo marca Sporting. 

Era também um jogo para testar o momento de forma de alguns dos menos utilizados esta época, e se Ugarte e Tabata responderam afirmativamente - Ugarte foi o posto de controlo da equipa e Tabata o desequilibrador - Virgínia, Vinagre e TT estiveram muito aquém das necessidades do Sporting, o que é difícil de entender. Ia a dizer que Vinagre podia centrar 100 vezes que seriam todos para ninguém, quando ele lá conseguiu acertar num defesa de forma à bola ir parar à cabeça de Nuno Santos. Fantástico.

Se Feddal voltou bem da lesão, Porro ressentiu-se e assim perdemos a oportunidade de recuperarmos o melhor quinteto titular da defesa: Porro, Inácio, Coates, Feddal e Matheus Reis. E muito precisamos para o que aí vem deste quinteto a funcionar em pleno.

E que mais? Apenas dizer que Esgaio mereceu bem o aplauso que recebeu aquando da substituição, já o vi jogar melhor e pior mas sempre vi um rapaz humilde e trabalhador que gosta mesmo da camisola que veste. Pode não ser o melhor defesa direito do mundo, e não é com certeza, mas é inegavelmente aquele jogador polivalente que todos os treinadores querem ter nas suas equipas.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Começando pelo fim, foi uma derrota merecida a do Sporting hoje em Ponta Delgada, contra um Santa Clara que deve ter feito o melhor jogo desde há muito, e sem muito que reclamar da arbitragem. 

Patrão fora, dia santo na loja. E até foi um jogo em que o Sporting teve tudo para ganhar, com dois golos bem cedo em cada uma das partes, que em vez de servirem para trazer tranquilidade e confiança, vieram trazer desatenções e asneiras descabidas.

Tudo começou na zona direita da defesa, com Neto e Esgaio numa noite para esquecer, que falhando passes destruiam a saída a jogar habitual do Sporting, e, sem grande ajuda de Sarabia, eram uns passadores a defender. Assim, a bola saía demasiado depressa pelos médios sempre em desvantagem numérica na zona do meio-campo, o Sporting lançava-se no ataque, criava de facto oportunidades, mas deixava partir o jogo, e as bolas perdidas no ataque depressa se transformavam em ocasiões perigosas para o Santa Clara. Marcando primeiro por um remate improvável de Palhinha, ainda mais se acentou esse "jogo de matraquilhos", maravilha para os espectadores da TV mas um monte de nervos para o desgraçado que ficou de fora. 

 

Veio a segunda parte, esperava-se que a excelente primeira parte do Santa Clara tivesse deixado marcas e que o Sporting tivesse outro domínio no terreno do jogo, parecia que as coisas iam nesse sentido, Sarabia marca e normalmente o jogo terminaria ali, mas o que veio foi um falhanço colectivo tremendo, tudo a ver jogar o adversário e o golo do empate. 

E aqui temos que parar para pensar. Tirando Adán, Coates, Palhinha (e este já andava a meio gás) e Sarabia, quem é que estava a justificar a titularidade? E, olhando para o banco, quem é que lá estava para dar a volta ao texto? O plantel é curto ou não é? 

Sim, estavam lá Ugarte e Bragança. Mas quem iria sair? Palhinha ou Matheus Nunes?

Sim estava lá TT. Para sair quem? Sarabia ou Pote?

E quem é que lá estava mais? Algum outro Paulinho, Pote ou Sarabia? 

 

A substituição que se seguiu, habitual em Amorim, nada resolveu. Se Neto estava péssimo do lado direito da defesa, Esgaio péssimo ficou no mesmo sítio e Tabata, de pé contrário sem capacidade de centro à primeira, pouco adiantou. Com o lado direito coxo, o lado esquerdo retraía-se e a despesa ficava por conta dum Matheus Nunes que transportava muito mas sempre falhava no último passe.

O golo do empate deu cabo da equipa. Passou de estar a ganhar e poder gerir o jogo, já na 2.ª parte, para estar empatada um minuto depois e a ter de voltar a sair atrás do prejuízo. Tudo passou a ser feito mais com o coração do que com a cabeça: lá foi Coates para ponta de lança, oportunidades ainda existiram mas outro erro colossal de Esgaio esteve na origem de mais um golo sofrido e a derrota. Cereja em cima do bolo do Santa Clara, Paulinho falha com a baliza escancarada em plenos descontos. 

 

Há quem diga que a equipa não teve atitude, que não correu, que não lutou. Eu acho é que correu de mais e jogou de menos. Faltou confiança, faltou frescura mental, têm sido muitos jogos, muito covid, passagem do ano a distrair um ou outro, desgaste acumulado, e são sempre os mesmos que têm de resolver. Não são de ferro. 

E agora? Agora perdemos três pontos, se tivéssemos empatado perdíamos dois, pelo menos no final desta jornada estaremos em segundo. Os rivais já perderam e vão perder pontos também. Analisar o que correu mal, treinar, focalizar e voltar ao normal. Um Sporting que joga e não deixa jogar. Um Sporting que sofre muito poucos golos.

As grandes equipas são aquelas que depressa recuperam das quedas. Este Sporting de Amorim é uma grande equipa. 

 

PS: O segundo golo do Santa Clara tem de ser visto, revisto e trevisto. O Santa Clara reinicia o jogo com passe para trás, o trio avançado corre à pressão, Nuno Santos também, bola por alto para onde o Nuno devia estar e não estava, quando Matheus Reis lá chega a bola já circulou para o lado contrário, Palhinha falha o corte de carrinho e fica fora do lance, a bola regressa a esse jogador e remate para o golo. Inacreditável... Mas não estávamos a ganhar??? Está alguém farto de ganhar por 2-1???

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

O dia seguinte

Lá em Alvalade onde eu estava, bem de frente para a saída dos jogadores para o intervalo, a ideia que me ficava era que desta vez iríamos voltar aos velhos tempos: sair de Alvalade vergados por uma derrota completamente estúpida, no final dum ano e quase ao final da primeira volta.

Uma primeira parte onde o Sporting até começou em grande estilo mas sempre desequilibrado, um lado esquerdo com Matheus Reis e Nuno Santos a combinar na perfeição, e ainda com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves no jogo interior a criar linhas de passe que confundiam a defesa contrária, um lado direito muito pífio, com Esgaio, Sarabia e até Palhinha completamente desinspirados. E todo o esforço ofensivo esbarrava num 6-3-1 muito elástico do Portimonense, que construia uma muralha no momento defensivo e saltava para o ataque de forma muito objectiva, com um internacional japonês realmente doutro patamar. Além disso, Pedro Gonçalves e Sarabia estavam completamente desinspirados no remate, as bolas saíam todas à figura, parecia que se rematassem 50 vezes acertavam no guarda-redes as mesmas 50.

 

O Sporting entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação. O lado direito começou a funcionar, mas a bola teimava em não entrar. Rúben decide mexer, tirou um Palhinha a recuperar a forma perdida para meter um Bragança com a força toda. Mas, antes de se poder apreciar a justeza da decisão, Matheus Reis foi por ali fora e provocou a expulsão do capitão adversário. 

Assim se decidiu o encontro. A partir daí houve mais espaço no meio-campo, Bragança tomou a batuta, Geny Catamo substituiu com vantagem Esgaio na direita, Nuno Santos desfez o lado direito contrário, as bolas pingaram na área e Paulinho, que até aí estava a um nível sofrível, fez um "hat trick".

Depois do 3-1 o jogo parecia terminado, mas o Portimonense ainda teve ânimo para falhar por pouco um golo de cabeça e pouco depois marcar um daqueles golos que uns dizem grandes, e outros chamam "chouriço".

 

Se calhar acabou direito por linhas tortas. O 3-2 final representa bem o que foi o jogo: um Sporting superior mas com muitas dificuldades em lidar com um muito bem organizado adversário, que além do que jogou não se coibiu das palhaçadas do costume, simulação de lesões para quebrar o ritmo do Sporting e teatralização de contactos para provocar faltas e cartões por parte do árbitro.

Se calhar para Paulo Sérgio tudo isso são as ferramentas do seu ofício, mas se calhar por isso Rúben Amorim é... Rúben Amorim e Paulo Sérgio é... Paulo Sérgio.

 

Falando do árbitro, a verdade é que fez uma excelente arbitragem, muito longe da mediocridade corporativista reinante cá no burgo. Deixou fluir o jogo, desvalorizou aproveitamentos de contactos, salvaguardou a sua autoridade, deixou o VAR decidir onde tinha que decidir, e fez o que podia nas palhaçadas, obrigando o jogador contrário a sair do campo e aguardando para lhe permitir a reentrada.

Não merecia a pateada ao intervalo. Quem não gosta desta arbitragem francamente não sei do que gosta, só se for do Tiago Martins ou do Luís Godinho.

 

Melhor em campo? Apesar do autogolo cometido no limite para impedir o golo adversário, Matheus Reis foi um canivete suiço extremamente eficiente, e esteve no lance capital, a expulsão do jogadior adversário. 

Sobre Paulinho? Passou tanto tempo a trabalhar imenso e a lutar contra a sorte que mais que merece este "hat trick". Agora venham outros. Quem o critica por assistir em vez de rematar, que veja o terceiro golo...

E os outros? Estiveram bem e fizeram parte duma grande equipa, que vale muito mas muito mais do que o somatório das individualidades. Mérito do treinador, Rúben Amorim.

 

Assim chegámos ao final do ano a competir em todos os palcos. Vamos desfrutar com o Man. City dois belos jogos na Champions, se calhar disputar com o Benfica a Taça da Liga, com o Porto a Taça de Portugal e amanhã se verá como e com quem na Liga, sendo que pelo menos ficaremos com o máximo de pontos no final desta jornada.

Quando é que alguma vez estivemos em melhor situação ao encerrar o ano? Se alguém souber, pode dizer.

No meu tempo não foi, com certeza.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

O Sporting conseguiu ontem os seus objectivos debaixo de chuva forte em Pina Manique. Ultrapassou o Casa Pia rumo ao Jamor sem lesões ou castigos no seu melhor onze.

 

Não foi fácil a primeira parte. O Casa Pia entrou bem, pressionante e objectivo, e foi recompensado por um bom golo. O Sporting foi atrás do prejuízo, com Palhinha e Bragança em bom plano, mas o trio dianteiro, muito igual, perdia-se na tentativa de combinações na zona central, com muitos adversários à volta. Só nos cantos o Sporting criava real perigo. Num Matheus Reis ameaçou, logo a seguir Coates a meias com Palhinha marcou. Entretanto Matheus Reis (que evolução, senhores) tinha safo mais uma oportunidade de golo do Casa Pia.

E chegámos ao intervalo empatados.

O "Al Morim" viu o óbvio: entrou Paulinho e colocou Tabata a ala esquerdo. E o Sporting logo encostou o Casa Pia às cordas. Pedro Rodrigues e Sarabia pareciam outros, as oportunidades de golo sucediam-se: uma bola no poste do Pedro que foi uma obra-prima de execução, quando finalmente Sarabia marcou um belo golo num remate indefensável à entrada da àrea.

 

Estava tudo a correr bem quando o árbitro "irmão do outro que é dirigente", que até estava a fazer boa arbitragem, com um critério largo e uniforme que manteve até ao fim do jogo, aceitando-se desse ponto de vista que não tenha marcado dois penáltis a favor do Sporting, por mão na bola e carga lateral a Bragança, até porque não marcou depois numa carga posterior de Matheus Reis, tem uma decisão completamente desprovida de sentido e expulsa um jogador que apenas se protege duma entrada imprudente num "tackle" deslizante, ainda por cima dum jogador deficientemente protegido.

Admitindo que o gesto de auto-protecção deTabata, do seu ângulo de visão, possa ter parecido duvidoso, devia ter mostrado amarelo e esperar pela análise do VAR. Vendo o lance, nada indica que seja de expulsão. Depois temos a questão da uniformidade de critérios. O Tiago Martins e o Rui Costa são árbitros do mesmo país? Como é que um, no tackle do japonês em Barcelos, mostra amarelo a quem entra assim e este mostra vermelho a quem sofre a entrada?

Não sei se algo se passa lá na arbitragem, se a coligação "do leitão" está em cima deles a exigir o retorno do investimento, assustados com o sucesso do Sporting e assediados pela Justiça e pela FIFA, mas estes três últimos jogos da equipa A e os últimos da B (neste então há uma expulsão do Chico Lamba completamente ridícula) foram de grande prejuízo para o Sporting.

Vamos ver o próximo.

 

Mas voltando ao Casa Pia-Sporting: a jogar com 10, Rúben trancou o jogo, entraram três jogadores frescos, reorganizou-se a defesa e foi só esperar pelo fim dos 90 e picos minutos. Foi o tal "sentar-se em cima do resultado" que define as grandes equipas.

Foi bom no final ouvir Sarabia, um titular da selecção de Espanha que não levantou qualquer problema por ter sido substituido em Barcelos e ontem correu e lutou o tempo todo, marcando um grande golo. Nas suas declarações demonstrou entender perfeitamente o jogo, se calhar está ali um futuro treinador. 

E assim cá vamos... rumo ao Jamor. Para repetir a grande vitória de há três anos, com Marcel Keizer.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

O Sporting acabou por passar em Barcelos duma forma categórica, um dos melhores resultados da temporada, mas num jogo que poderia ter acabado de forma completamente diferente.

Muitos factores influenciaram o resultado, desde logo a arbitragem, mas também a sorte dos remates que, batendo ou não, entraram ou não.

Mais que descrever o jogo avanço com algumas notas:

 

1. Rúben Al Morim

Não sei se repararam, mas com aquela barba e bigode, Amorim cada vez parece mais um "sheik" árabe. Se quando jogarmos com o Man. City ele for para a tribuna presidencial de fato e gravata e o Mansour para o banco do Sporting de fato de treino, as televisões não vão notar. Francamente não sei o que isto quer dizer, Amorim.

Mas fora isso, hoje, depois da expulsão de Neto e dum lance logo a seguir que podia ter colocado o Gil em vantagem, quem ganhou o jogo foi Amorim. Com o trinco Ugarte já amarelado, substituindo o avançado titular da selecção de Espanha pelo extremo esquerdo Nuno Santos, conseguiu reorganizar toda a equipa e prepará-la para uma segunda parte em que o maior espaço do 10x10 conjugado com a maior categoria dos jogadores do Sporting fez a diferença e justificou o resultado final. 

Além disso tudo e já é muito, a forma como Gonçalo Esteves se comportou durante todo o jogo, jogando pelo seguro até à vantagem do marcador, arriscando mais depois, ou a forma como Ugarte encaixou o estúpido cartão amarelo recebido e foi à procura de contrapartidas, que conseguiu no lance do assinalado penálti, só revela a excelência do treinador que os preparou para o jogo.

Foi realmente uma enorme vitória do Sporting, mas muito se deveu ao "Al Morim". 

 

2. Arbitragem "Tuga"

Um jogo como o de hoje abre o debate do que deve ser uma arbitragem moderna, europeia e promotora da qualidade do espectáculo e da indústria, versus uma arbitragem caseira, corporativista, mesquinha e ignorante do que é o futebol, a tal arbitragem "Tuga".

Que depois conta com comentadores de arbitragem "Ultra Tuga", que fazem o "Tuga" do campo mais o "Tuga" do VAR serem perigosos estrangeirados, os inféis do "tacho". Quase temos pena dum Tiago Martins quando ouvimos o que diz o comentador de arbitragem da Sport TV que não sei que curriculum teve enquanto árbitro ou como suspeito vou ler amanhã o Duarte "ressabiado" Gomes.

Ora bem, quando vamos para a Champions vemos que existe uma preocupação de quase todos os árbitros em deixar jogar, não influenciar o resultado dos jogos, valorizar o espectáculo, desvalorizar situações artificialmente criadas pelos jogadores, sejam simulações de toques, lesões, ou agressões, ao mesmo tempo que são muito exigentes em termos de "fair play" e respeito pela autoridade do árbitro.

Mas claro que a arbitragem "tuga", completamente alheia a todas estas questões e a querer em cada jogo fazer do árbitro o dono daquilo tudo, só existe porque também existe dos adeptos uma clubite exacerbada, achando sempre bem tudo o que nos convém e sempre mal tudo a nosso desfavor.

Dito isto, obviamente cada um de nós terá a sua opinião sobre a arbitragem de hoje. E todas legítimas.

A minha é que, além da expulsão do japonês "kamikaze", dos amarelos pelo gesto "reguila" do Pedro Gonçalves e pela falta de Coates que mete o pezinho, e de mais uma coisa ou outra, tudo o resto que foi sancionado foi manifestamente artificial ou exagerado. Ugarte não faz falta sequer, depois mete a perna à frente, o defesa do Gil corta a bola e depois dá-lhe na perna, Neto encosta a cabeça ao jogador do Gil que lhe deve ter feito alguma antes mas apenas isso, Matheus Reis não é maneta mas não tem os braços fora da zona do corpo quando corta o lance,  os cotovelos na cara acontecem porque os jogadores não são manetas e precisam dos braços para correrem e saltarem. Enfim, mais um festival de cartões desnecessários e que poderiam ter dado cabo do jogo.

E é nisto em que se transformou a arbitragem "Tuga": um festival de cartões, como aconteceu em Penafiel com o "Cláudio The Kid" que dispara alegremente cartões mais rápido que o lendário pistoleiro do Oeste, e este "Ice man" Tiago que ia conseguindo estragar mais um jogo da sua que devia ser triste carreira, mas se não é deve ter uns padrinhos influentes. Já agora gostava de saber o que lhe disse o nosso médico para ser expulso. Vamos ver no relatório?

E que jogadores vamos ter disponíveis para o jogo da Taça? Nem faço ideia.

 

3. Espírito de equipa

Simplesmente notável a forma como os 10 entraram em campo na segunda parte para conquistar os 3 pontos, depois de tudo o que se passou na primeira parte. Organização perfeita no 3-4-2 possível, sempre com Paulinho a incomodar enormemente a saída a jogar do Gil, e em contra-ataques rápidos que fizeram mossa. Foram 3-0, podiam ter sido mais. Depois do golo de Nuno Santos e da entrada de Palhinha e Bragança o vencedor estava encontrado, o resto foi um passeio.

 

4. Valia do adversário

O Gil Vicente fez um grande jogo, muito bem orientado, nunca estacionando o autocarro, mas sempre procurando sair em velocidade para criar problemas ao Sporting. Nesse sentido, o resultado não traduz as dificuldades encontradas pelo Sporting. Um dos adversários mais complicados que tivemos nesta primeira metade do campeonato.

Pena só aquela palhaçada com a simulação de lesão do guarda-redes para o treinador ter tempo para dar instruções aos jogadores em campo. Como é que uma situação destas não é punida pela Liga?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Foi um Sporting de serviços mínimos que tivemos ontem em Penafiel, mas que ainda assim cumpriu todos os objectivos traçados. Ganhou o jogo, preparou o onze para Barcelos sem lesões e deu minutos a alguns menos utilizados.

De negativo apenas a arbitragem à moda da 3.ª Liga. Quem vir os jogos do Sporting B confirmará que é disto que apanhamos todas as jornadas: franguitos armados em galos, a quererem demonstrar que conseguem amarelar e expulsar campeões nacionais, medíocres, arrogantes e tendenciosos. Tabata sofre um toque dentro da área de possível penálti, leva amarelo; Ronaldo dá duas patadas, nada; Neto corta a bola, amarelo; Tabata entra por trás mas apenas joga a bola, amarelo e é expulso; Coates chama-o à razão, amarelo também.

Pena para Tabata: fez um jogo razoável e precisa de jogar mais, nem todos conseguem jogar "à Kaizer" do lado direito de pé esquerdo como ele e fazer aqueles movimentos para dentro que complicam a vida da defesa. Gonçalo Esteves fez um jogo de tracção à frente, e nisso entusiasma, mas tem de ganhar outra presença defensiva. Bragança esteve regular, Virgínia também, Neto a mesma coisa, TT demora a sair da trapalhice que tanto resulta em golos como em lances ingloriamente desperdiçados. Os titulares basicamente treinaram sem se esforçar muito.

Resumindo, continuamos na Champions e o Porto não, na Youth League e o Porto não, vamos à Final Four da Taça da Liga e o Porto não, mas todas as equipas quando jogam com o Sporting deixam a pele em campo, e contra Porto e Benfica nem sempre.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Mais uma vitória do Sporting, num jogo que - como é norma contra as equipas treinadas por Petit -não teve nada de fácil.

Ainda mais porque o Sporting não entrou bem em nenhumas das partes, e podia aí ter tornado as coisas ainda mais difíceis. Valeu Adán na única ocasião do Boavista digna desse nome.

Mas depois disso foi sempre um jogo de sentido único: muitas oportunidades para poucos golos.

 

Algumas notas:

1. O Sporting está a jogar muito mais do que no ano passado. A prova disso é que, em vez de vitórias conquistadas a pulso nos últimos minutos, agora temos vitórias por mais dum golo. E se Feddal, Palhinha, Paulinho não jogam e Porro sai ao intervalo, a verdade é que ninguém sente a falta. Sem eles a equipa joga diferente - melhor ou pior, é apenas questão de gosto.

2. Além das conquistas de títulos, um bom treinador nota-se na evolução dos jogadores à sua guarda. Claro que nos casos de Pedro Gonçalves, Ugarte ou Sarabia, mais que mérito de Rúben Amorim existe o de Hugo Viana/Varandas, que os conseguiram obter, porque a qualidade estava todinha lá e ele só tinha de não estragar. Agora se falarmos em Matheus Reis, quem como eu o punha na "Escala Ilori" ao nível dum Bruno Gaspar, tipo quem o contratou devia atirar-se ao poço com uma corda ao pescoço, e que agora o vê ao nível dum Mathieu - desta vez esteve sempre a grande nível e até teve dois remates ao golo em que por azar não marcou -, só tem que dar mérito a Amorim. E Nazinho para lá caminha...

3. Com VAR marcámos três golos, foram confirmados dois. Sem VAR quem saberia o que poderia acontecer? 3-0 ou 0-0? Dependeria dos artistas de serviço e dos quinhentinhos, reais ou figurados, em jogo. Melhor assim. Pior só para quem sabemos, era o dono daquilo tudo.

4. O Ajax marcou-nos mais golos em dois jogos que todos os outros adversários juntos até agora? Deve ter sido mais ou menos isso. Muito difícil normalmente marcar golos a este Sporting, muito mais reverter o resultado nalguma partida em que o Sporting marca primeiro. Desde quando, desde que frequento Alvalade, vi uma coisa assim? Desde... Amorim.

5. Melhor em campo? Sarabia, cada vez mais ambientado. Matheus Reis logo atrás e apenas porque não marcou nas duas oportunidades que teve.

E a seguir? Esgaio, Tabata, Daniel Bragança e Tiago Tomás. Que sorveram a oportunidade que tiveram.

Amorim? Forever.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Foi o jogo possível, depois da grande vitória na Champions de quarta-feira e antes da visita à Luz na próxima sexta-feira. Assim não fará sentido nenhum estar armado em exigente, e muito menos ainda quando Palhinha, com tudo resolvido, do nada ou quase nada arranja uma lesão que o deve afastar dos próximos compromissos.

O Sporting entrou em grande, com uma circulação de bola rápida e desmarcações constantes, e em grande continuou a semear perigo na área adversária até marcar um golo que teve tanto de legal como de sorte. Feito o mais difícil parece que desligou do jogo, foi deixando o tempo correr e o Tondela reganhar confiança, com alguns ameaços que não passaram disso mesmo e assim se chegou ao intervalo.

Na segunda parte continuou no mesmo registo até marcar mais um golo que só Paulinho saberá como fez aquilo, e só então o Sporting voltou ao registo inicial. Foram mais uns 10-15 minutos em grande estilo até mais uma vez, e com as substituições, se reduzir a um final muito trapalhão.

Se nos armarmos em exigentes podemos dizer que Paulinho fez dos piores jogos com a camisola do Sporting (deixámos de ter um pivot ofensivo e passámos a ter um pinheiro), Nuno Santos e Esgaio estiveram abaixo do esperado, Sarabia e Pedro Gonçalves estiveram falhos de inspiração, Inácio deu umas baldas no seu lado "natural", a equipa valeu pelo eixo central Adán-Coates-Neto-Palhinha-Matheus Nunes/Bragança (que entrou muito bem). 

Se formos realistas temos que dizer que o Sporting foi competente e pragmático, ganhou por dois e podia ter ganho por três ou quatro, Paulinho marcou, Sarabia também, e Pedro Gonçalves só não marcou por acaso, o adversário teve apenas algumas meias-oportunidades de golo, e cumpriu na perfeição os objectivos da jornada se não fosse... a lesão do Palhinha.

Uma palavra para o Tondela, com baixas devido à Covid, mas que jogou futebol a todo o campo, contou com um guarda-redes inspirado e colocou problemas que só a magnífica dupla Coates-Neto conseguiu prontamente conjurar. Uma equipa honesta que valoriza a 1.ª Liga portuguesa, ao contrário de algumas se calhar mais orientadas para os "cambalachos", como a B-SAD.

E agora como vai ser sem (talvez, pode ser que não) Palhinha na Luz? Mas na época passada também não entrou de início em Alvalade e ganhámos, não foi? E não temos o Ugarte, que já demonstrou a sua valia e que está "no ponto" para brilhar? Porque é que não irá correr bem? 

 

PS: Rúben, este nosso tridente ofensivo ainda não tem a afinação daquele do Liverpool, mas acredito que aquilo que conseguiste na defesa vais também conseguir no ataque. O melhor está para chegar.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Pode não ter sido um enorme jogo o que hoje o Sporting fez em Alvalade perante a segunda melhor equipa da Liga Alemã, mas conseguiu um enorme resultado: a passagem à fase seguinte da Champions depois de 13 (?) anos, um encaixe financeiro de mais de 10M€, uma injecção de moral tremenda para um plantel reduzido ao mínimo e com um enorme peso da formação.

O jogo só não foi enorme porque o Dortmund não deixou. Uma equipa com um jogo interior tremendo que reagia rapidamente à perda, recuperava a bola,  conseguia rodar rapidamente de flanco e logo atacar nesse lado com dois ou três jogadores. O tempo que existe na liga portuguesa para receber, dominar e pensar no que se vai fazer a seguir simplesmente não existia: recebia-se e pensava-se que se ia dominar e tinha-se um adversário em cima que roubava a bola. Valia a competência da defesa que conseguia anular as referências ofensivas do Dortmund e que tornavam o seu domínio estéril. No conjunto, acabaram por ser 30 minutos de futebol táctico em que as duas equipas se anularam.

Foi então preciso um daqueles lances que parece um "chouriço" para quem não acompanha o Sporting, mas não é mais do que uma receita muitas vezes tentada: um balão de Coates a explorar o desenrascanço dum dos interiores no confronto com os defesas, saiu o golo do Pedro Gonçalves. E pouco tempo depois dum alívio improvável saiu o segundo golo do... Pedro Gonçalves. Com isso a ida para o intervalo com o objectivo nas mãos, havia apenas de não o deixar fugir.

O Sporting entrou bem na segunda parte. O adiantamento por vezes extremo do Dortmund expunha-os aos contra-ataques, falhou algumas ocasiões de golo até ao lance que resolveu o encontro, a expulsão merecida do jogador do Dortmund aos 75 minutos. Depois ainda houve um golo saído dum penálti cavado pelo Paulinho, mal marcado pelo tal Pedro mas muito bem aproveitado pelo outro Pedro, e outro numa jogada extremamente bem feita pelo Dortmund que lhes aconchegou o resultado. Que terminou em 3-1, o suficiente para o Sporting prosseguir na Champions, com uma palavra de consolação para uma bela equipa alemã que se defrontou com vários azares que a limitaram neste encontro decisivo.

 

Mas, indo ao que interessa, o Sporting conseguiu ontem uma proeza notável, além do encaixe directo da vitória e da passagem, alguns dos nossos jogadores e o plantel como um todo vão ter uma valorização tremenda, a questão do relvado passou para o caixote do lixo dos não-assuntos, como para o mesmo passaram outros temas financeiros que constituem a fixação de alguns.

Nota negativa apenas para a javardice que alguns idiotas continuam a fazer no estádio, em prejuízo do clube do qual aparentente são sócios, como fizeram nos ultimos dias no pavilhão. Só não entendo a impunidade de que gozam. Quanto vai pagar o Sporting pelas tochas e petardos hoje em Alvalade? 

 

PS: A conferência de imprensa de Amorim tem de passar a integrar o museu do Sporting, nalgum canto que por lá haja. Vale a pena ouvir pedaço a pedaço, recordar o que tem sido a história do Sporting e tentar perceber como é que um "lampião" percebeu tudinhoooooo e soube, percebendo isso tudo, resolver a quadratura do círculo verde. Este homem não existe... Por mim ficava já com uma quota razoável de acções da SAD, vale mais a dormir do que muitos investidores da treta acordados que por lá andam a meter veneno e a nada acrescentar.

 

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O dia seguinte

Começando pelo mais importante, regressámos de Paços de Ferreira com mais uma vitória, a sexta depois da última paragem das competições devido aos compromissos das selecções. Foram Belenenses (F), Besiktas(F), Moreirense (C), V.Guimarães(C), Besiktas(C) e agora o Paços de Ferreira. Um período intenso, onde todos os jogadores do plantel tiveram as suas oportunidades, o que só veio reforçar a extraordinária saúde do grupo e o seu total compromisso com os objectivos do clube. Foi também um período de acerto de contas com prémios e renovações de contratos, ninguém a fazer contas de sumir, todos a querer ficar, sem jogadores amuados nem empresários a mandar recados pela comunicação social.

Depois há que dizer que esta deslocação tinha tudo menos de fácil. Um campo de dimensões reduzidas, um relvado que faz do de Alvalade um pano de bilhar, uma equipa raçuda e muito bem orientada para contrariar os pontos fortes do Sporting e explorar os fracos, com um Antunes a querer demonstrar tudo aquilo que não conseguiu atingir no Sporting na época passada.

 

O Sporting entrou com tudo, a encostar às cordas a equipa contrária, com um flanco esquerdo Matheus Reis - Nuno Santos - Sarabia em grande estilo, a criar situações de perigo sucessivas bem contrariadas por um Paços bem fechado junto lá atrás. Faltou nessa altura a dimensão aérea ao jogo do Sporting, a concentração de jogadores limitava muito as possibilidades de centros rasteiros com sucesso. Ou seja, faltou um... Coates lá na frente. Tendo conseguido ultrapassar essa fase sem sofrer golos, o Paços foi-se libertando a pouco e pouco e criando uma ou outra situação complicada. Chegámos ao intervalo com a sensação de que já tinhamos gasto quase toda a munição sem resultados, e que as coisas se poderiam tornar bem complicadas.

Mas o Sporting reentrou em campo para resolver depressa a questão. De mais um canto veio a assistência de Coates para o desvio com muita classe do Benkenácio (ainda vai aparecer por aqui alguém que vai dizer que Coates queria rematar à baliza e falhou...), o Paços teve de abrir e ir à procura do empate, e o Sporting foi ficando cada vez mais confortável no jogo.

O segundo golo foi uma daquelas jogadas "à Sporting" que dá gosto ver. Tabata lança Esgaio, este levanta a cabeça (o que nem sempre acontece) e centra atrasado, Paulinho deixa passar, Pedro Gonçalves passa para dentro da baliza, mais um golo aconteceu na sequência dum canto mas foi bem anulado, e quer Paulinho quer Bragança falharam a sua oportunidade de golo de forma que mereceriam umas horas de trabalhos forçados. Como se fazia na antiga primária, com grandes resultados para o ensino da tabuada.

 

Melhor em campo? Não consigo escolher entre Matheus Reis, Nuno Santos, Ricardo Esgaio, todos eles integrantes duma segunda linha do plantel, todos eles foram magníficos, todos eles disseram presente, como também o disse Tabata. E ninguém destoou pela negativa.

Uma equipa sólida, competente, extremamente bem orientada, na luta pelo bi-campeonato. E pelo resto...

 

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O dia seguinte

Complicado mesmo classificar o jogo de ontem em Alvalade. Ainda agora estou a tentar perceber se o Sporting passou ao lado duma goleada ou safou-se dum empate, num excelente jogo de futebol em que as duas equipas estiveram francamente bem.

Por um lado podia ter sido uma goleada. Dois golos anulados por fora de jogo de poucos centímetros, Pedro Gonçalves falhou um golo cantado, Coates, Matheus Nunes e Paulinho também.

Por outro, conseguindo aguentar o 0-1, o Vitória de Guimarães esteve sempre a ameaçar qualquer coisa, sempre organizado e a tentar entrar na área do Sporting em tabelinhas difíceis de travar.

Desta vez o 3-4-3 do Sporting deu cartas enquanto os 3 da frente tiveram penas para fazer pressing à saída de bola adversária. Quando quebraram, todo o resto da equipa começou a viver em trabalhos forçados. Mas faltou a esse trio capacidade de concretização, falhava-se no remate quando se podia passar, falhava-se do passe quando se podia rematar, centrava-se para as pernas dos adversários em vez do espaço vazio a solicitar a entrada dum colega. Tudo isso, menos nos dois golos anulados, esses sim em que tudo foi bem feito.

Toda a equipa esteve muito bem, mas Seba "El patrón" Coates esteve mais uma vez a um nível superlativo. 

Resumindo, o Sporting ganha com um golo de Coates assistido por Paulinho. E foram mais 3 pontos na Liga, já na liderança repartida com o Porto, dado que o Jesus anda a dar minutos a uns Schelottos quaisquer que foi desencantar algures.

 

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O dia seguinte

Começo pelo óbvio. O futebol no estádio é completamente diferente do futebol na TV,  e quem apenas pode apreciar o jogo pela TV a única coisa que posso dizer é que muita coisa lhe passou ao lado. Como a mim nos últimos jogos do Sporting.

Estando lá, o que posso dizer é que o Sporting com muitas segundas linhas fez uma exibição extremamente competente perante um adversário muito bem orientado e  que colocou em campo muito talento. O adversário onde fomos buscar Pedro Gonçalves, Vinagre e o melhor em campo ontem, Manuel Ugarte. Fiquei rmesmo rendido ao protegido do "El patrón" Coates.

Sobre o jogo, Rúben Amorim montou um esquema táctico que pretendia por um lado eliminar o perigo que o Famalicão constituiu no último jogo, por outro dar descanso a alguns e palco a jogadores menos utilizados. Tudo isso mantendo o 3-4-3 do costume. E assim Inácio fazia de Coates, Sarabia de Paulinho, Jovane de Pedro Gonçalves, fomos cansando o adversário a rodar a bola a todo o campo, e assim chegámos ao intervalo a ganhar por 1-0 e com o acesso à "Final four" completamente à mercê.

Na segunda parte  o adversário substituiu os mais rebentados por aquele desgaste constante, os que vieram começaram a desgastar-se também e Amorim pretendeu dar a machadada final, colocando os titulares. A coisa começou bem com o segundo golo, podia ter marcado mais um par de golos, mas quem não marca acaba por sofrer e mesmo no final da partida, de dois lances que tiveram tanto de atrevimento do adversário como de carambolas fortuitas, deram um e podiam ter dado dois golos. E o empate que poderia qualificar o Famalicão.

No final, Amorim esteve mais uma vez exceptional, sem palavras mesmo, na conferência de imprensa, para falar de Paulinho e Jovane. Para o primeiro focar-se no processo, treinar, treinar, o golo obviamente, para o segundo, confiar, confiar, no rasgo decisivo obviamente. Nenhum tem nada que lhe provar, ele já percebeu muito bem com o que conta. Simplesmente brilhante. Não se pode apagar aquela frase infeliz da estátua e pôr alguma do Amorim? Ou assinar com ele um contrato perpétuo? Ou fazer dele accionista da SAD em vez daqueles tristes que vão lá exibir a sua completa ignorância sobre a natureza da mesma?

Eu aplaudia. Porque o Amorim cria valor para a SAD, cria valor para o Sporting, cria valor para todos nós.

E assim estamos quase na "Final Four" e o Porto parece que não... É chato para alguns, para os do Porto não é de estranhar mas para alguns que se dizem do Sporting... só pode ser algum tipo de urticária. Coçem que isso passa. Ou não.

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O dia seguinte

Do pouco que consegui entender do jogo, pela distração natural derivada do sítio onde estava, foi um jogo mais lutado que jogado, e o Sporting foi equipa cansada mental e fisicamente depois da brilhante jornada de Istambul.

O importante era mesmo ganhar e ganhámos. Importante também foi ver um estádio bem composto e estava. E ainda mais importante é que os sócios fizeram a sua parte minutos ou horas antes ao derrotarem por goleada aqueles que queriam a destruição da confiança e da estabilidade que tanto custaram a conquistar no clube em geral e no futebol do clube em particular depois do dia mais negro da história leonina, pelo menos desde que me recordo, o dia do assalto a Alcochete.

Agora é seguir em frente, manter a mentalidade ganhadora, fazer evoluir os mecanismos da equipa, encarar as coisas jogo a jogo, porque a felicidade conquista-se.

Parabéns a todos os Sportinguistas que disseram presente. O Sporting é dos sócios. Sporting Sempre !!!

 

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O dia seguinte

Não é Ajax quem quer, é quem pode. O Ajax entrou em Alvalade em modo tracção à frente, destruiu a defesa do Sporting colocando muitos jogadores em zonas avançadas, jogando em velocidade e dando uma lição do que é o "passing game" de que falava Keizer. E foram 5-1, mesmo com um golo anulado ao Paulinho que poderia ter mudado muita coisa. Hoje o Dortmund provou do mesmo veneno. E foram 4-0.

O Besiktas entrou em campo com a mesma ideia do Ajax. Frenesim ofensivo, jogar no limite do fora de jogo, destruir a construção de jogo do Sporting, usar a velocidade. E nos primeiros minutos o Sporting passou mal, muito desconfortável na saída a jogar com a pressão imediata do adversário, e por vezes querendo jogar bem quando não havia espaço para isso.

Mas a verdade é que a todo aquele frenesim ofensivo do Besiktas faltava a qualidade individual e colectiva do Ajax e desta vez não havia dia santo na loja, "El Patron" estava lá, e com ele uma muralha defensiva central de elevada qualidade. E quando o Sporting conseguia ultrapassar o "pack ofensivo" do Besiktas, deparava-se com um mar de facilidades que foi desaproveitando.

Estávamos nesta corda bamba entre a derrota e a vitória por goleada, quando dum canto "El Patron" marcou o primeiro, sofremos um golo dum canto também daqueles que parecem que as leis do futebol tem variantes geográficas como o código da estrada, logo a seguir doutro canto marcou o segundo, e doutro canto ainda marcaria o terceiro, mas o defesa adversário estragou-lhe o "hat trick" com um belo gesto de andebol. E ainda evitou um golo adversário, gerindo com mestria a linha defensiva.

Na segunda parte o Besiktas tentou muito mas conseguiu muito pouco, Palhinha e Matheus Nunes melhoraram muito de rendimento, e os três avançados foram cada vez mais tendo situações de contra-ataque em igualdade ou até superioridade numérica que foram desperdiçando, por falta de articulação entre eles (se calhar foi a primeira vez que alinharam os três pelas razões conhecidas), por egoísmo de algum deles, ou por azar puro naquelas duas bolas nos ferros do Paulinho.

E finalmente, em mais um lance desperdiçado por Pedro Gonçalves, a bola sobra para Paulinho e... golaço! De nível Cristiano Ronaldo, se calhar o melhor desta jornada da Champions. Aquele que ele devia aos Sportinguistas pelo outro que falhou em Dortmund quando quis fazer a mesma coisa. 

Se calhar foi o melhor jogo de sempre de Coates com a camisola do Sporting, pelo comando brilhante da linha defensiva, pelos dois golos marcados, e um penálti provocado e pela excepcional capacidade de liderança em campo demonstrada. 

Depois um Palhinha que foi melhorando com os minutos e que na segunda parte esteve ao nível que nos habituou, essencial para quebrar o ânimo atacante do Besiktas.

E a seguir obviamente aquele que marcou um belo golo, enviou duas bolas aos ferros, fez uma assistência para golo, o sempre esforçado, dedicado e devoto, mesmo que nem sempre glorioso Paulinho.

Sinal menos apenas para Matheus Reis, que desaproveitou completamente a oportunidade de se afirmar na ala esquerda, e um Pedro Gonçalves naturalmente fora de forma.

E agora como vai ser neste grupo da Champions? Bom, agora é ganhar ao Besiktas em Alvalade, depois ganhar ao Dortmund em Alvalade e depois ganhar ao Ajax em Amsterdão. É simples. Se não conseguirmos logo se vê. Não faltarei em nenhum dos jogos, acredito neste treinador, acredito nesta equipa, alguma coisa de bom vai acontecer.

 

PS: Lembrar ao Besiktas que temos um defesa lateral direito disponível de enormíssima qualidade, muito melhor ainda que o Rosier, com grande experiência internacional multicontinental e que se chama Bruno Gaspar. Vendemos barato. 

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O dia seguinte

Para falar do jogo de ontem no mítico estádio do Restelo, onde pude voltar para desfrutar dum ambiente incrível, sinceramente fiquei siderado pela pujança dum clube cuja equipa de futebol anda pela 4.ª divisão nacional, tenho obrigatoriamente que começar pelo comentário que acho brilhante dum dia destes do nosso leitor Francisco Gonçalves. Disse ele e eu cito:

"Para Rúben Amorim, o sistema 3-4-3 é a base de todo o seu entendimento sobre como uma equipa deve abordar um adversário, em qualquer momento, em qualquer Estádio. Não quer dizer que seja o único que conheça, ou que seja capaz de trabalhar, mas é aquele em que, atualmente, aposta todas as fichas.

Naturalmente, enquanto correr bem – e está a correr muito bem! -, Rúben Amorim não encontra motivos para alterar a sua linha de pensamento e de atuação. A inteligência e a perspicácia do jovem treinador hão de ajudá-lo a perceber que, se a eficácia do seu 3-4-3 estiver esgotada, é tempo de mudar. É como naquelas relações em que pensamos que serão para o resto da vida e, às vezes, afinal, não foram.

Num exercício de pura especulação, eu acho que a base que sustenta o trabalho de Rúben Amorim é o manual de 11 capítulos que ele transporta sempre consigo: o capítulo 1 revela o que o treinador espera do seu guarda-redes; o capítulo 2 revela o que o treinador espera do seu lateral-direito, até ao capítulo 11 que revela o que o treinador espera do seu extremo-esquerdo.

O sistema tático 3-4-3, como todos os outros, permite criar dinâmicas que se ajustem ao espaço temporal do próprio jogo e às circunstâncias que ele vai revelando.

Um jogo de futebol contém, reconhecidamente, vários momentos, que passam, inevitavelmente, pela organização ofensiva e defensiva, pelas transições (ofensivas e defensivas), pelos lances de bola parada e pelo talento individual que, não raras vezes, de uma forma supra a qualquer momento do jogo, resolve um desafio.

No manual de Rúben Amorim, em cada um dos capítulos, está tudo muito bem escalpelizado e cada um dos jogadores só tem que estudar o seu capítulo. Imagino que Rúben Amorim recomende a cada jogador do seu plantel o estudo apurado do respetivo capítulo e de mais um ou dois que serão os correspondentes à necessidade de atribuir uma polivalência, planeada ou inopinada, a este ou àquele jogador.

Rúben Amorim não ajusta a equipa às característica de um jogador, seja ele qual for. Ao invés, os jogadores estudam o capítulo que lhes compete e sabem, com um rigor infalível, o que o treinador espera de cada um deles. Esse é o seu inestimável contributo para o sucesso da equipa.

O sistema tático é aquele. Através da aquisição dos conhecimentos que derivam da leitura do manual, acrescida da disponibilidade física e mental para interpretar, com eficácia, aquela leitura, o jogador sabe o que fazer, quando a equipa tem bola, quando não tem, quando defende quando ataca, de forma organizada, ou em transições rápidas e, também, conhecem o seu papel, nos lances de bola parada.

Esse imaginário manual é aplicado em todos os treinos. Os jogadores que parecem saber colocar em prática o seu respetivo capítulo, são aqueles que, por norma, integram o onze inicial.

Este forma de Rúben Amorim trabalhar representa 90% do contributo para que o Sporting Clube de Portugal possa vencer os seus jogos.

Os restantes 10% têm origem no talento individual que, consoante a inspiração do momento, podem ser decisivos para resolver aquilo que o manual de Rúben Amorim não foi capaz de resolver.

Como exemplo, os “passes” à baliza de Pedro Gonçalves. Até parece fácil, mas aquilo é, de facto, talento e inspiração, em doses ajustadas ao momento."

 

Simplesmente brilhante. Parabéns, caro Francisco.

Pois ontem o que vimos no Restelo foi isso mesmo. Virgínia fazia de Adán, Esgaio de Inácio, Inácio de Coates, Feddal dele mesmo, Vinagre também, e Pedro Gonçalves idem idem. Ugarte fazia de Palhinha, Bragança daquele Bragança quando entra para o lugar do Matheus Nunes, Gonçalo fazia de Porro até lhe tentando imitar as incursões e remates, TT fazia de Sarabia e Jovane de Paulinho. E o futebol era o mesmo, apenas mudavam os intérpretes, que conheciam a pauta de cor e salteado.

Começa o jogo. Vinagre faz aquilo que devia sempre fazer, entrar em velocidade e centrar na passada, o Paulinho (Jovane) falha, e o Sarabia (TT) põe lá dentro. Depois começou a fazer outras coisas menos positivas, mas levou um refreshment à moda de Amorim na pausa técnica provocada pelo dói-dói dum adversário. Depois disso melhorou em muito na definição dos lances.

Naquela primeira parte foram mais quatro ou cinco oportunidades assim. Dum Coates (Inácio) ou dum Inácio (Esgaio) lançar em profundidade, o Palhinha (Ugarte) distribuir, o Bragança colocar, e alguém falhar frente à baliza, com grande mérito do guarda-redes adversário pelo meio.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, mas a poder estar a ganhar por 4 ou 5.

 

Obviamente sofremos um pouco na segunda parte. O adversário sentiu que tinha uma oportunidade, veio com o peso da história do grande Belenenses e o apoio tremendo dos adeptos a dar-lhe asas, e a coisa podia-se ter complicado. Felizmente veio um canto e um segundo golo dum TT que parece ter ganho entretanto uns bons quilos de músculo. Isso matou o jogo.

Depois entrou-se na gestão física. Porro entrou para rodar para a Turquia, mas logo fez uma entrada um pouco estúpida e sofreu logo a seguir uma retaliação para matar, felizmente parece que não foi nada demais, o árbitro ficou tão baralhado da cabeça por não ter mostrado o obrigatório vermelho que logo compensou com um penálti e logo a seguir teve a oportunidade que não desperdiçou para expulsar aquele filho... que parece que é osteopata.

 

O que fica deste jogo? A passagem à eliminatória seguinte, um resultado mais que positivo no teste à profundidade do plantel, uma demonstração duma lição bem estudada que resiste à troca de Manuéis por Joaquins. Está de parabéns mais uma vez este grande treinador que temos e que se chama Rúben Amorim.

Gostei imenso de voltar ao Restelo, penso que 48 anos depois de lá ter ido pela primeira vez pela mão dum vizinho sócio dos Belenenses, ver o Sporting perder por 1-0, uma das poucas derrotas no ano glorioso da dobradinha de 73/74. Obrigado, Rúben Amorim.

De quem mais gostei? De Ugarte. Aquilo é como o algodão, não engana. Classe pura.

 

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O dia seguinte

Foi um Sporting substancialmente esgotado pela jornada da Champions que se apresentou em Arouca, e a melhor prova disso foi Palhinha, ontem irreconhecível.

Foi também surpreendente para muitos o onze inicial do Sporting, com dois defesas laterais/alas a jogar a central, um interior a ala, um médio centro a interior esquerdo. Nem os comentadores das diferentes TVs conseguiam prever se o Sporting ia jogar em 4-3-3, 5-3-2 ou outra coisa qualquer. Acabou por ser mais uma prova da grande coerência para alguns (apoiada pelo "nosso" Carlos Pereira como dei nota no post anterior) e teimosia para outros de Rúben Amorim, que preferiu manter-se fiel ao seu modelo de 3-4-3 mudando jogadores, do que mudar de sistema de acordo com os jogadores disponíveis.

 

O Sporting entrou bem no jogo com Sarabia em grande plano. A bola circulava rápido, Bragança e Paulinho eram o veio central de transmissão que colocava a bola com critério nas alas para ataque ao golo. Assim, Paulinho falhou o golo feito do costume e falhou a assistência para Coates encostar, Sarabia por duas vezes na mesma jogada ameaçou marcar, e o Sporting podia muito bem ter chegado ao intervalo com uma vantagem confortável de dois golos que daria para gerir o encontro doutra forma.

O golo foi um exemplo de futebol bem jogado com a bola a circular por Bragança, Paulinho, Nuno Santos e Sarabia que assistiu "com açúcar" Matheus Nunes. O Arouca vivia de contra-ataques rápidos e num deles podia ter marcado, com Coates ultrapassado em velocidade, Adán a fazer a mancha e o avançado do Arouca a desperdiçar.

A segunda parte começou, o Sporting continuou a dominar e a criar oportunidades, mas dum canto a favor saiu o golo do Arouca, um "chouriço" facilitado primeiro penso que por Bragança, que não matou o lance na origem, depois por Esgaio, comido em velocidade, e finalmente por Adán, que sacode a bola para o bico da bota do avançado do Arouca.

Felizmente logo a seguir Nuno Santos começou a compensar a larga conta de golos desperdiçados que já teve esta época, em particular nos jogos em que perdemos pontos na Liga, e rematou de primeira para golo. Claro que o guarda-redes adversário podia ter feito melhor, mas aquele tipo de remates complica-lhes muito a vida.

A equipa estava a ficar cada vez mais esgotada, vieram as substituições mas pouco melhoraram, a entrada de Neto com o adiantamento de Esgaio realmente fortaleceu o lado direito, mas TT, Jovane, Ugarte e Tabata nada fizeram de relevante.

 

Sarabia, para mim o melhor em campo, foi sempre influente no ataque e assistiu para os dois golos. Bragança esteve excelentemente... a atacar. E deficientemente... a defender. Como de costume, um "peso pluma" que deixa Palhinha entregue a si mesmo. Matheus Reis fez o melhor jogo que lhe vi com a camisola do Sporting. Simplesmente impecável. Nuno Santos muito bem, com um golo pleno de oportunidade e embora algumas vezes tenha perdido lances por se esquecer onde estava a jogar, Adan, Coates, Palhinha, Paulinho, Matheus Nunes, Porro... cansados, muito cansados física e mentalmente. Esgaio, quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Recordo-me dele a extremo direito goleador...

Realmente só mesmo com grande atitude e espírito de equipa conseguimos sair de Arouca com três pontos depois da jornada de Dortmund. Quem tiver dúvidas, reveja o Rio Ave-Sporting post Real Madrid, na segunda época de Jorge Jesus.

 

Missão cumprida. Agora é descansar, recarregar as baterias, capacitar aqueles que vieram há menos tempo, como Ugarte e Vinagre, moralizar o Jovane, que o rapaz deve sofrer de bipolaridade, e aguardar pela imperdível deslocação ao saudoso estádio do Restelo para a Taça de Portugal, que espero coincida com o regresso de Pedro Gonçalves e de Gonçalo Inácio ao onze do Sporting. Jogo a jogo. Sempre jogo a jogo.

Grande treinador, Rúben Amorim. Sem dúvida nenhuma. Pelo menos para aqueles como eu, que o que querem mesmo é ganhar. Para aqueles que querem uma equipa a jogar como nunca e a perder como sempre, realmente é um pobre coitado.

 

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O dia seguinte

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E mais uma vez o Sporting volta da Alemanha com uma derrota no bolso. A verdade é que não me recordo (mas já me recordaram um empate com Paulo Bento) de quando é que isso não aconteceu. Com Jesus foram este Dortmund e o Leverkusen, com Marco Silva o Shalke 04 e o Wolfsburgo, com Carvalhal o Hertha Berlim, com Paulo Bento o Bayern, até no tempo do meu ídolo foi o Magdeburgo na véspera do 25 de Abril e sem ele, ficou por Lisboa lesionado.

Dortmund e Sporting contam com treinadores com muitas ideias em comum e isso reflectiu-se no terreno de jogo, equipas bem encaixadas, construção apoiada, procura dos corredores, reacção à perda. Foi um jogo muito interessante de ver, onde as individualidades fizeram a diferença.

Rúben Amorim foi mais uma vez coerente com as suas ideias. Recusou o terceiro médio, simplesmente ajustou o posicionamento dos interiores com Tiago Tomás em vez de Nuno Santos. Mas se isso ajudou o Sporting a defender bem, também tornou TT e Sarabia dois atacantes ineficazes, que perdiam a bola facilmente, incapazes de qualquer rasgo. Depois, com Jovane e Nuno Santos, a situação manteve-se ou até piorou, no caso do primeiro. Ainda deve andar com pesadelos do penálti falhado.

A verdade é que, custe ou não a engolir a muitos, não temos ainda equipa para ultrapassar Ajax e Dortmund na corrida à passagem à fase seguinte. Nuno Mendes está a fazer muita falta, Pedro Gonçalves mais ainda, quem entrou ainda não acrescentou. De qualquer forma fizemos um bom jogo ontem, e a jogar assim podemos, apesar de tudo, conseguir uma boa época.

Individualmente,  Coates, Palhinha e Matheus Nunes foram os baluartes da equipa. Toda a restante defesa esteve muito bem. Paulinho, no seu registo dos seus últimos tempos, trabalha, constrói mas desperdiça. Sarabia, noite para esquecer. Bragança entrou bem no jogo, se calhar podia ter entrado logo em vez do inútil Jovane.

Quanto vão valer Porro e Matheus Nunes daqui a nada? A presença na Champions é mesmo essencial para o Sporting.

Dois grandes treinadores mas também dois grandes comunicadores que estiveram muito bem nas declarações post jogo. Quando Amorim sair, espero que daqui a largos anos, pode vir o alemão.

 

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O dia seguinte

Foi um jogo em que o Sporting fez bem mais do que o suficiente para ganhar. Com muito azar, só o conseguiu ao cair o pano, mas também foi um jogo dos menos conseguidos desta época. Num relvado impróprio para jogar futebol, e há que perceber porquê.

Em Alvalade e contra estas equipas a receita é entrar com tudo e marcar depressa. E nada disso aconteceu, muito fruto da deficiente saída de Neto à direita e Vinagre à esquerda, este mais uma vez numa noite para esquecer. Foi preciso Sarabia abrir o livro para as oportunidades surgirem e Nuno Santos as desperdiçar, como infelizmente tem acontecido.

A segunda parte começou com mais um remate cego de Nuno Santos a passe de Paulinho que como de costume não deu golo, das poucas coisas boas que Paulinho fez durante a partida. Finalmente saiu Vinagre e o Nuno assumiu com vantagem a posição, Matheus Nunes e Sarabia desapareceram do jogo, os nossos defesas foram matando os contra-ataques adversários à força de amarelos, e Amorim lá foi fazendo de cozinheiro a quem os fornecedores se baldaram na entrega dos ingredientes. Foi inventando.

E com tanta invenção, lá pelos 90 e muitos o Coates ganhou lá em cima, assistiu o Jovane, que ainda bem que não chegou à bola porque a julgar pelo que tinha feito até aí ela ia para a bancada de certeza, levou um murro bem dado para ver se acorda e se quer ser um grande jogador ou prosseguir a carreira no Marítimo ou noutro lado qualquer, e assim, o melhor em campo, o grande Pedro "Cojones" Porro, garantiu os 3 pontos.

Obviamente que Porro, Coates e Palhinha estiveram a nível elevadíssimo, Sarabia também em 45 minutos, mas fiquei preocupado com a forma como se apresentaram Tiago Tomás e Jovane, e a desilusão completa que foi Vinagre. Se isto é assim, o plantel ainda é mais curto do que eu pensava. Mas conto que os dois recuperem o seu sentido de vida no Sporting.

Visto noutra perspectiva, vamos a Dortmund sem desperdiçar pontos no jogo para a Liga imediatamente anterior. Nem sempre foi assim, recordo-me duma jornada em Moreira de Cónegos na época do assalto a Alcochete e na véspera de recebermos o Barcelona, que acabou com um empate fruto duma exibição bem deprimente. Eu até estive lá.

Então, ultrapassados Estoril e Marítimo, há que pensar muito bem como nos vamos apresentar nesse jogo. Até porque eu também vou lá estar...

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