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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Depois do anúncio da renovação de Rúben Amorim, esta goleada imposta ao Farense foi mesmo a cereja em cima do bolo. E foi o melhor resultado de sempre do nosso grande treinador ao serviço do Sporting, semelhante só mesmo o 7-1 ao Sacavenense em 23/11/2020 para a Taça de Portugal.

E foram quase 18 mil espectadores, muitas famílias e malta nova, que numa noite fria e chuvosa se deslocaram a Alvalade para assistir a um belo jogo de futebol, com duas equipas a jogar aberto a todo o campo, o que desde logo tornou mais fácil a tarefa da mais bem apetrechada, a do Sporting.

Depois da mini pré-época propiciada pelo compromisso da selecção, a equipa do Sporting apresentou-se muito bem, com algumas nuances bem interessantes trabalhadas sobre o 3-4-3 "signature" de Amorim. A começar por Trincão devolvido ao seu lugar e a jogar de "pé certo" e a articular muito bem com um Pedro Gonçalves "castigado" a jogar a médio, com o ala Nuno Santos daquele lado e o pivot Paulinho. Por estes quatro passou tudo o que de melhor existiu no primeiro tempo em termos de jogo colectivo, porque em termos individuais Edwards lá ia pintando a manta. 

Já na segunda parte, Paulinho, talvez moralizado pelos golos marcados no primeiro tempo, protagonizou um recital de futebol, dando um golo a marcar a Jovane (que falhou escandalosamente) e outro a Arthur e falhando uma emenda por muito pouco. Talvez Kane fizesse melhor, mas é o que temos pelos 13M€ mais o Borja que treina bem ao que parece lá por Braga e cujo valor de mercado deve ser enorme.

 

Num jogo destes é importante dar oportunidades aos menos utilizados. Israel inspirou confiança entre os postes. Essugo e Sotiris, cada um a seu jeito, demonstraram estar a aprender a lição "Palhinha". Mateus Fernandes entrou com ganas no seu jeito rompedor e foi compensado pelo penalti convertido. Arthur demonstrou mais uma vez que é outro Matheus Reis, bom e barato. Mas o melhor foi mesmo Marsá, simplesmente impecável a fazer de Coates.

Porro soberbo a centrar, Nuno Santos a ensaiar aproximações frontais, Matheus Reis pendular.

 

Falta apenas falar daqueles que mais deixaram a desejar. Um Inácio desconcentrado a dar baldas desnecessárias que só lhe ficam mal. Um Jovane algures em parte incerta. E um Esgaio que parece entrar em campo com uma canga de chumbo às costas. Estes últimos mais Rochinha, que nem sequer entrou, se calhar deviam repensar a sua situação: ou dão rapidamente a volta ao texto ou seria melhor procurarem novos desafios profissionais.

Estranhamente continuo a não ver aquele que é para mim o melhor dos médios da equipa B no momento actual no banco... Essugo e Mateus Fernandes jogaram, estava lá no banco o Veiga, não estava o Diogo Abreu. Um mistério, se calhar o mesmo que fez o Chico Lamba alinhar contra o Casa Pia. Mas isso sou eu a dizer, vendo de longe e da bancada.

 

Melhor em campo? Paulinho, obviamente. Com Trincão logo a seguir.

E agora? Mais dois jogos para ganhar na fase de grupos para chegar à Final Four e conquistarmos de novo o troféu. Que vale o que vale, vale o que custa em cada momento conquistar.

 

PS: Pedro Gonçalves a médio é mesmo um grande desperdício de talento e um convite a alguma lesão mais séria dada a pancada que leva. Não faria mais sentido "trocar" Rochinha por um médio centro a sério, e ter Edwards no banco para intervir no momento certo? Ontem o melhor que fez foi mesmo o golo no local mais avançado, que é o dele.

SL

O dia seguinte

Nesta visita de hoje ao terreno do Famalicão, onde registámos uma derrota e dois empates nas últimas três temporadas, finalmente conseguimos uma vitória que teve tanto de justa como de sofrida.

Com meia hora de jogo já tinhamos perdido três golos, uma oportunidade para cada um dos atacantes, e já tínhamos os dois médios amarelados, graças a uma arbitragem "à maneira" do "dragão de ouro" da arbitragem portuguesa que consegue "gerir" o jogo ao seu belo prazer, sem necessidade de se expor para condicionar o jogo. Podia ter inventado e marcado penálti no mergulho do Cádiz? Ou no toque descuidado de Matheus Reis no fecho da 1.ª parte? Podia, mas para quê? Com os amarelos que foi distribuindo condicionou completamente o Sporting.

Se leram o que escrevi na antevisão do encontro, depressa percebem que o Sporting muito fez ao contrário e se pôs a jeito para a desgraça, demorando na chegada da bola aos alas, perdendo bolas no eixo central, incorrendo em faltas em vez de simplesmente tapar a progressão, criando oportunidades mas pondo-se a jeito para sofrer um golo e ficar a jogar com 10. Morita apesar do lance do primeiro golo, fez um péssimo jogo, perdendo quase todas as divididas, Ugarte não pode fazer faltas para amarelo tão cedo no jogo, os interiores insistem em jogar pelo meio, valeram-nos os três defesas que estiveram num nível muito elevado toda a partida. Incluindo o tal lesionado crónico, St.Juste, que custou metade do David Carmo e não tem comportamentos de atrasado mental em campo como ele.

Apesar de tudo, a verdade é que o Famalicão marca de carambola e além disso não criou qualquer oportunidade, enquanto o Sporting teve seis ou sete ocasiões para marcar, incluindo um golo estranhamento anulado por fora de jogo  de 17 cms. 

Enfim, foi um jogo em que a fadiga acumulada e o peso dos últimos desaires vieram ao de cima, e as carências do plantel ficaram por demais evidentes, dado que não havia no banco médios que substituissem com vantagem os dois amarelados. 

E Amorim reconheceu isso mesmo. Essugo e Sotiris precisam ainda de comer muita sopinha para poderem entrar ao intervalo num jogo com esta intensidade e responsabilidade, Fatawu (que marcou um golão na B, onde tem todas a liberdade do mundo) e outros ainda estão a perceber o que têm de fazer em campo.

Bom, tempo para descansar, tempo para fazer evoluir os menos utilizados do plantel na Taça da Liga, tempo para repensar o modelo de jogo ofensivo para quem centra ou passa saiba muito bem para onde, que o colega vai lá aparecer naquele espaço vazio. 

Melhor em campo? Qualquer dos três defesas.

 

PS: Com mais este falhanço percebe-se bem porque é que o Pedro Gonçalves não vai ao Mundial. Porque se dantes em cada duas meias oportunidades marcava dois golos, agora em cada duas grandes oportunidades não marca nenhum. Marcou e bem o penálti, valha-nos isso, já aquele ex-Porto do Portimonense não fez o mesmo nos segundos finais do jogo com o Braga.

SL

O dia seguinte

Ainda não foi desta que Rúben Amorim engrossou a lista dos treinadores despedidos no Sporting, e por mim nunca o será. A forma como soube encarar esta crise de resultados da qual ele é o primeiro responsável apenas fez reforçar esta minha convicção. Mas para isso acontecer é preciso que os jogadores continuem a acreditar no treinador e no modelo de jogo proposto, e ontem eles demonstraram mais uma vez isso mesmo, correndo e lutando os 90 minutos com enorme garra.

Como podem comprovar aqueles que vão lendo o que escrevo, nunca concordei com aqueles que dizem que Amorim é teimoso e não tem plano B. Seguindo a ideia do Sporting ser cada vez mais uma equipa grande no terreno de jogo, o treinador tem ido atrás de variantes do 3-4-3 bem diferentes umas das outras, do malfadado ataque móvel de Arouca com Pedro Gonçalves no meio-campo para este de Alvalade com Morita a encostar-se à linha ofensiva, a forma de atacar foi bem diferente.

Grande jogo ontem em Alvalade. Muita pena de não ter podido lá estar, ver na TV não é a mesma coisa. Equipa  muito bem distribuída no terreno, intensidade, velocidade de execução, desmarcações constantes na linha ofensiva, centros em diagonal bem feitos, perigo constante na pequena área adversária.

Claro que a expulsão mais que justa do jogador do V.Guimarães aos 22 minutos, ainda com 0-0, a que Amorim reagiu trocando Nazinho, que até estava em bom plano, e a passagem de Arthur para ala, tornou tudo mais fácil, mas só mesmo um grande falhanço de Pedro Gonçalves e muito azar de Morita não tinham já dado golo. 

E logo depois veio um grande golo, com Matheus Reis a entrar nas costas de Arthur, a sentar o defesa contrário e a centrar excelentemente ao segundo poste para Porro concluir de cabeça.

 

A partir daí o jogo não teve história. O V.Guimarães defendia com nove junto ao seu guarda-redes, o Sporting atacava sem cessar, os cantos sucediam-se, dum deles a bola sobrou para Edwards que progrediu muito bem naquele seu jeito que ninguém entende o que dali vai sair e assistiu excelentemente o Morita ao segundo poste para novo golo.

Com o jogo resolvido ao intervalo, Amorim aproveitou a 2.ª parte para moralizar algumas das aquisições mais criticadas esta época. Assim Rochinha, Trincão, Sotiris e St.Juste tiveram oportunidade para se destacar. Não que o tenham conseguido. Trincão ofereceu um golo desperdiçado a Pedro Gonçalves, mas apenas isso.

O jogo não terminou sem um remate feliz de Edwards que deu o terceiro golo, e mais um golo invalidado a Paulinho por 43 cms, que seria o tal "golo à ponta de lança" que teimam que ele é incapaz de fazer. 

Belo jogo, bom resultado, sem lesões a assinalar, tudo bem menos a falta de golo de Pedro Gonçalves, da qual se calhar o maior culpado é Amorim pelas razões conhecidas. A polivalência é um conceito muito interessante, mas a especialização também, e trocar o "pote de ouro" da equipa por mais um "pote de cobre" não faz sentido nenhum.

Melhor em campo? Edwards, obviamente.

 

E agora? Foi a quarta vitória nos últimos cinco jogos para a Liga, temos de ir à procura da quinta, em casa do sempre difícil Famalicão, para chegarmos à pausa a 4 ou menos pontos do Porto.

Depois se verá. Jogo a jogo iremos lá chegar.

SL

O dia seguinte

Escrevo este post como escrevi o ultimo, sem ver na TV nem resumo nem os casos do jogo, mas na bancada sente-se o jogo muito mais do que frente a qualquer TV. Por isso não me perguntem sobre a justeza do penalti ou sobre as possíveis expulsões de jogadores do Eintracht, que não faço mesmo ideia. 

O que posso adiantar é que ao intervalo, com o Sporting a ser competente no controlo do jogo e a ganhar merecidamente por 1-0 e com um ambiente magnífico nas bancadas, a confiança que eu devia ter não existia, tinha era um pressentimento que não sabia bem como mas a coisa ia acabar mal. Se calhar pela história próxima, se calhar por ver meia equipa a jogar muito mais do que a outra metade, ver um Nuno Santos aleijar-se sózinho, um Ugarte ao pé-coxinho, e assistir aos amarelos idiotas a Matheus Reis e Paulinho.

Veio a segunda parte e tudo o que havia para correr mal correu, dum lance caricato veio o penalti, dois jogadores importantes na 1.ª parte deram lugar a outros dois que entraram muito mal no jogo, quase do nada surgiu o desequilibrio que permitiu a cavalgada para o segundo golo dos alemães e o jogo aí terminou.  Meter Jovane, adiantar Coates e até Adán nos cantos é acreditar na repetição de milagres passados que se calhar não surgem mais, a estrelinha migrou para outras paragens.

E assim perdemos em casa com uns alemães completamente ao nosso alcance, quando nos bastava o empate, e fomos eliminados da Champions depois de duas grandes vitórias iniciais, muito por causa dos dois suicídios seguidos frente ao Marselha, da responsabilidade de dois dos jogadores mais experientes do plantel.

Mais uma vez o goleador do plantel, Pedro Gonçalves, recuou para médio, mais uma vez o Sporting perdeu o jogo, o que não admira. Ficamos sem um goleador de excelência, ganhamos um médio trabalhador e pouco mais. 

Que dizer de bom depois duma desilusão destas? Finalmente alinhou quase a tempo inteiro o melhor trio defensivo do Sporting e esteve bem, apesar dos dois golos. Ugarte foi o mouro de trabalho do costume e Arthur Gomes substituiu no plantel com vantagem Tabata. O mesmo obviamente não se pode dizer de Trincão relativamente a Sarabia.

Assim seguimos para a Liga Europa, ainda sujeitos a uma eliminatória de acesso. Fraca consolação para os adeptos, mas mesmo assim importante para a motivação de treinador e plantel.

E agora? Agora vem aí o V. Guimarães no próximo sábado, e sem Nuno Santos, Ugarte e Morita vai ser tudo menos fácil. 

Depois pode-se então fazer o balanço mais exaustivo desta meia temporada.

Só peço ao Rúben Amorim que se foque no seu trabalho. Ele, treinador talentoso e ganhador que anda revoltado consigo mesmo, que faça a reflexão necessária, fale o mínimo possível para o público, porque qualquer coisa que diga será usada contra si, e nos deixe a nós mandar bitaites, que somos bons nisso. Cada macaco em seu galho.

SL

O dia seguinte

O Sporting entrou em Arouca para ganhar e, quer o onze inicial quer os que entraram depois, correram, meteram o pé, quiseram ganhar, e se não puderam sair de lá com uma vitória foi porque apanharam um adversário competente, um árbitro ao nível da mediocridade apadrinhada que é, e a sorte é verdade que também não ajudou. Merecem o meu aplauso.

Mas não foi só isso, e para mim a razão principal da derrota não foi nenhuma dessas.

Amorim que me perdoe, eu que sempre o apoiei e não é por mais uma derrota que o vou deixar de apoiar, terça-feira lá estarei para o apoiar e à equipa de novo, mas esta derrota deve-se muito à sua invenção, não faço ideia de onde lhe veio a inspiração dum ataque móvel a quatro, retirando o melhor goleador do sítio onde se marcam golos. Desta vez não merece mesmo o meu aplauso.

Pedro Gonçalves até pode ser um óptimo médio e fez carreira enquanto tal, mas notabilizou-se no Sporting por marcar golos. Muitos golos. E Rochinha, Trincão, Edwards e Arthur Gomes marcam golos de quando em vez, nunca foram goleadores em lado nenhum. Ora os jogos ganham-se a marcar golos, e até a marcar mais golos do que os que se sofrem. Pedro Gonçalves a médio é um desperdício de bradar aos céus.

Este jogo em Arouca foi quase uma cópia do jogo em casa contra o Chaves. Uma primeira parte com o Pedro a organizar e a ir lá à frente uma vez por outra, os três avançados a entrar mais ou menos facilmente na defesa contrária, e a falhar, uma oportunidade atrás da outra. Depois uma segunda parte onde a equipa entra a dormir, sofre um golo escusado, e aí o adversário enche o peito de confiança, recua no terreno, vem a pressão de dar a volta ao resultado, todos a querer fazer depressa o que se tem de fazer bem, Coates a ponta de lança, hoje até Adán lá foi, mas por muito que se queira meter a bola lá dentro ou há sempre um pé ou uma cabeça de alguém na frente, ou uma defesa incrível do guarda-redes contrário. E depois numa ou noutra perda de bola atacante surge um contra-ataque rápido adversário que dá golo ou quase.

 

Isto assim não dá.

Ganhar a equipas pequenas, fisicamente bem mais fortes que a nossa, em relvados pesados, sem ponta de lança e com o avançado goleador convertido em médio, sem presença permanente na área contrária nem capacidade no jogo aéreo é complicado. E quando a sorte não ajuda, a derrota é quase certa.

E ver mais uma vez Coates fazer no final o que um ponta de lança devia ter feito desde o início do jogo é deprimente. Se um ponta de lança "clássico" é solução, porque é que não temos nenhum no plantel? Porque é que Slimani não foi substituido?

Melhor em campo? Dário Essugo, muito boa primeira parte, evoluiu muito na B, temos ali um trinco com um grande futuro que pode substituir ou complementar Ugarte. Porro entrou com tudo, esteve muito bem também.

 

E agora? Agora é o Eintracht Frankfurt, terça-feira em Alvalade, muita coisa para ganhar ainda esta temporada.

SL

O dia seguinte

Grande primeira parte do Sporting em Londres perante uma das maiores equipas inglesas da actualidade, sabendo gerir muito bem os tempos do jogo. Raramente o Tottenham criou perigo, o Sporting conseguiu sempre sair com qualidade, e um grande passe de Ugarte iniciou a jogada que Edwards, assistido por Paulinho, concluiu com brilhantismo .

Não existe uma grande equipa sem uma grande "coluna vertebral" e nessa primeira parte, Adán-Coates-Ugarte-Paulinho estiveram magníficos.

No intervalo Conte puxou pela cabeça e descobriu aquilo que todos sabemos: que com um futebol mais inglês e menos italiano, com muito jogo aéreo e bolas bombeadas para o segundo poste, o Sporting passaria por grandes dificuldades.

 

A segunda parte foi mesmo uma cavalgada do Tottenham, com substituições que aumentaram o ritmo, enquanto no Sporting muitos começavam a cair por cansaço. Primeiro entraram Mateus Fernandes e Nazinho e nem por sombras fizeram esquecer Morita e Nuno Santos. O flanco esquerdo transformou-se num passador, Rúben sentiu o perigo e substituiu os três atacantes, entrando (e agora bem) St.Juste, Fatawu e Arthur Gomes. 

A equipa ganhou novo alento e novo equilíbrio. Em duas sortidas Nazinho teve tudo para matar o jogo. Mas quem não marca sofre, o Tottenham carregou ainda mais no acelerador, marcou o golo do empate e podia muito bem ter ganho. Safámo-nos por poucos cms, num daqueles lances em que Harry Kane é exímio, mas que teve início numa perda de bola completamente idiota de Porro.

 

Sobre o golo do Tottenham acho que mais do que má intervenção de Adán foi uma má leitura do lance, como aconteceu com Israel em Marselha. Com a defesa em linha o guarda-redes sabe que tem de chegar com as mãos mais alto do que a cabeça dum jogador a saltar desde trás, qualquer pequeno atraso é a morte do artista. 

Entre o azar de Nazinho e o azar de Dier e dos seus colegas, fica um empate que antes do jogo qualquer Sportinguista aceitaria e que se calhar serve os interesses dos dois clubes. Com um empate em Alvalade seguimos na Champions, com um empate em Marselha segue o Tottenham também.

E foi um Amorim também exausto que apareceu na conferência de imprensa. As lesões sucessivas têm posto a nu de forma impiedosa as carências dum plantel curto e desequilibrado, na cabeça dele já vinham o jogo de Arouca (com a encomenda Rui Costa a apitar) e depois o jogo decisivo de terça-feira, talvez sem poder contar com Morita, que rebentou hoje em campo.

Foi mais uma grande jornada europeia do Sporting. Pena mesmo os dois jogos com o Marselha que foram entregues da forma que sabemos. Amorim ficou ainda mais do que já estava nos radares dos clubes da Premier League, mas nós queremo-lo é cá pelo menos até ao filho entrar na faculdade.

 

Melhor em campo? Ugarte, mais um menino estupendo que vale ouro, na linha dum Nuno Mendes e dum Matheus Nunes.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Ontem em Alvalade foram quase dois jogos no mesmo, antes e depois da entrada de Paulinho.

O antes foi uma demonstração plena das "virtualidades" do ataque móvel, golos falhados para todos os gostos, falhas defensivas por querer atacar a partir de trás, Marsà diminuido fisicamente por uma falta anterior, sai a uma bola que não era dele, a bola entra no ponta de lança adversário e pelo menos teve a inteligência necessária para não fazer falta, porque seria expulso. E nem regressou do intervalo.

O depois foi um vendaval de futebol ofensivo sob o comando de Paulinho, Edwards acordou da soneca, Pedro Gonçalves libertou-se e Porro e Nuno Santos partiram aquilo tudo. Até Nazinho ia marcando de pé contrário. E as bancadas reagiram de pronto ao que acontecia no relvado. Um final de festa, depois da maior angústia ao intervalo.

Um jogador não vale apenas pelo que faz, vale pelo traz à equipa, pelo que permite aos outros fazer. E como se viu, ao lado dele, a jogar solto e rotativo como fez hoje e não como um inutil pinheiro, todos os outros lá na frente jogam bem melhor, e os lá de trás tem outro tipo de protecção.

Melhor em campo ? Se formos a olhar para os 90mn, Nuno Santos, com Porro logo a seguir. Mas pela importância no resultado final, obviamente o Paulinho. Foi ele que deu a volta ao texto.

Arbitragem medíocre dum árbitro arrogante e medíocre, o não parar o jogo quando o Marsá estava caído depois duma falta para amarelo, o que deu uma hipótese de golo ao Casa Pia, a entrada a varrer por trás sobre o Paulinho sem falta nem cartão, são dois exemplos do festival da asneira que deu hoje em Alvalade. Se calhar quis compensar no final, com o jogo resolvido, não marcando penalti num lance duvidoso com o Chico Lamba. Não aprendeu nada desde a expulsão do Ristovski em Setúbal já lá vão 4 ou 5 anos, é mais um com alergia ao Sporting. 

Concluindo, ganhámos, ficámos a 3 pontos dos segundos, e depois se vê, que esta semana temos a Champions.

Algumas questões para o grande treinador Rúben Amorim :

1) Se até o Guardiola se rendeu ao ponta de lança Haaland, se o Bayern anda com saudades do Lewandowski, porquê insistir neste tipo de jogos (a Champions é um caso à parte) num ineficaz ataque móvel que desequilibra defensivamente a equipa, vive à conta da inspiração de momento de três jogadores muito iguais, e precisa de muitas/demasiadas oportunidades para marcar um golo ?

2) Se tivesse de escolher três jovens da equipa B além de Marsà para este jogo não iria escolher exactamente estes. Não que eles tenham estado particularmente mal, mas hoje por hoje existem lá outros que estão com outro rendimento e que muito poderiam ajudar esta equipa. 

SL

O dia seguinte

Ainda hoje tive a oportunidade de partilhar convosco o meu entendimento sobre o estado actual do futebol do clube, pelo que me vou limitar a comentar o jogo propriamente dito.

Contra um Varzim que compete no mesmo escalão da nossa equipa B, embora numa série diferente, e que vai mais ou menos com os mesmos pontos, o Sporting afundou-se completamente, no pior momento de longe do mesmo sob o comando de Rúben Amorim. Se calhar a equipa B não faria pior do que fez hoje a A.

Apresentando praticamente a melhor equipa do momento tendo em conta as lesões, as doenças, e os esgotamentos, o Sporting foi incompetente na defesa, na linha média, no ataque e no banco. Salvou-se o guarda-redes. Defender livres laterais do lado esquerdo com um ala desatento na missão específica, primeiro Porro e depois Fatawu, na ponta da defesa do outro lado, tem de ser considerado incompetência da equipa técnica. Foram três assim, um quase deu golo, um deu mesmo o golo fatal. Estavam três jogadores livres atrás de Fatawu, depois do "alívio" de Paulinho. No ataque, ver centros longos de Nuno Santos a solicitar duas ou três vezes a cabeça de Trincão foi deprimente. Quantas defesas complicadas fez o guarda-redes adversário? Zero.

Depois disso tudo, as substituições só serviram para baralhar ainda mais uma equipa à deriva, sem qualquer voz de comando, tudo feito à medida da inspiração de cada um, que era pouca ou nenhuma. Depois do golo sofrido, pior um pouco. E o jogo terminou logo depois duma... reposição de bola pela linha lateral mal feita.

Estes jogos de Taça fora de casa contra equipas pequenas sempre foram assim, perigosos, especiais, não chega levar as camisolas, não chega levar uns jogadores talentosos, é preciso levar tudo o resto que faltou hoje. 

Por outro lado esta triste derrota de hoje trouxe à lembrança muitas outras assim que conheci ao longo dos anos, derrotas que doeram bastante na altura e que estes duas épocas completas de Amorim tinham dalguma forma feito esquecer. Parece que essas más memórias regressaram todas do esquecimento.

E agora? Agora vem aí o Casa Pia, e temos de ganhar. Tem a palavra Amorim, têm a palavra os pilares do balneário, os Adáns, os Coates, os Netos, já que mais não há, têm a palavra os Sportinguistas também. Mas as declarações do treinador na conferência de imprensa não auguram nada de bom. Infelizmente.

SL

O dia seguinte

Depois de duas derrotas consecutivas contra um Marselha que até então contava por derrotas os jogos efectuados, a sensação que fica é que em condições normais teriamos sempre muita dificuldade em vencer uma "colecção de cromos" musculada e experiente, sempre a apostar no erro do adversário e a tentar jogar com o árbitro para impedir o adversário de jogar. Nada que ver com Tottenham e Eintracht, que talvez joguem colectivamente melhor que o Marselha, mas também deixam jogar. 

Claro que, marcando primeiro, recuando linhas e libertando espaço para o ataque móvel e a capacidade individual de Edwards, Pedro Gonçalves e Trincão virem ao de cima, o Sporting sempre teria fortes chances de vencer, mas num jogo repartido a muito superior capacidade física do Marselha viria sempre ao de cima.

Mas com Adán e Esgaio a fazerem-se estupidamente expulsar nos dois jogos depois de oferecerem um golo cada um, na prática pouco tempo houve nas duas partidas de jogo taco a taco. Rúben Amorim aproveitou e se calhar muito bem para lançar um conjunto de jovens muito interessantes, Israel, Marsá, Fatawu, Sotiris, Nazinho tiveram minutos na Champions e mostraram que existe ali muito potencial para explorar.

 

Não vale a pena comentar um jogo que quase não houve. Vale mais a pena abordar algumas questões que julgo cruciais:

1. Quem apostou mal ou bem num plantel curto tem de viver com ele, ou seja, respeitar o tempo de recuperação das lesões duns dando oportunidades a outros, mesmo correndo o risco de não conseguirem corresponder. Depois do que tem acontecido com St.Juste, hoje não pareceu que Coates ou Porro estivessem em condições de ir a jogo. E foram para quê?

2. Proteger um jogador às vezes é não o pôr a jogar. Talvez Esgaio, depois de falhas clamorosas nos últimos jogos, não estava em condições psicológicas de ir a jogo. Amelhor prova é o primeiro amarelo que leva, por uma sarrafada ao mesmo jogador que já tinha "aviado" em Marselha, nesse caso correndo o risco dum vermelho imediato, e que minutos antes o tinha rasteirado. O caricato é que estava no banco a alternativa mais indicada para o lugar, Fatawu, que logo demonstrou que vale dez vezes mais do que aquele manhoso do Marselha que fala português. Ficou melhor o Esgaio, agora do que estava? Ou perdeu-se de vez o jogador para o Sporting?

3. Jogar contra o árbitro na Champions é meio caminho andado para a derrota. Faltas grosseiras e protestos birrentos são completamente desnecessários numa equipa com os objectivos do Sporting. O banco é talvez o melhor lugar para repensar o comportamento. Seja de quem for, por muito importante que seja na equipa.

 

E agora?

Agora com Tottenham 7, Marselha e Sporting 6, Eintracht 4 continua tudo em aberto no grupo, mas perdemos toda a vantagem inicial. Se calhar o Eintracht vai decidir quem é quem. Essencial é recuperar - mas recuperar mesmo - Coates e Porro.

Toda a confiança em Amorim, mas a falta de recursos "seniores" está a fazer-se sentir e não vale a pena iludir a questão. Que bem vindos seriam Mbemba, Guendouzi e Harit, por exemplo. Quanto valem? Pelo Transfermarkt, uns 55M€...

 

PS: Amorim falou em más vontades de alguns relativamente a jogadores vindos do Braga, podia ter acrescentado más vontades dos mesmos relativamente ao técnico, que veio de lá também. Mas se calhar essas más vontades decorrem apenas de quem promoveu a sua vinda. Qualquer jogador que tenha vindo nos últimos tempos ou que venha seja lá de onde for tem a cabeça a prémio, e vai ser achincalhado pelos mesmos à primeira oportunidade, esquecendo por completo o que foram cinco anos de autocarros anuais bem repletos de reforços para muito pouco se ganhar. Por isso o melhor é não pensar mais no assunto, eles que rendam em campo, que as más vontades logo se reduzem à mais ínfima expressão.

SL

O dia seguinte

"O bom do jogo foi o resultado, e foi o Adán" disse Amorim, mas eu acrescento mais alguma coisa de bom, ninguém se lesionou. St. Juste e Coates fizeram recuperação activa, Trincão e Edwards equilibraram minutos, Sotiris teve mais uns minutos e ocasião para entender o futebol português, Soares Dias roubou o que pôde mas não impediu o resultado final, e a equipa B desfalcada de três que estiveram a aquecer o banco conquistou mais uma vitória. O golo foi de Diogo Abreu, que tem tudo para daqui a uns meses ser o patrão deste meio-campo do Sporting.

 

E não vale a pena dizer mais nada sobre um jogo horrível, o pior da temporada, duma equipa "entalada" entre dois confrontos com o Marselha, contra um adversário que "estacionou o autocarro" na primeira parte, para na segunda "lançar os cavalos", uma estratégia que qualquer burro promovido a treinador se teria de lembrar, e que só por muita incompetência do Sporting não foi liquidada na primeira parte.

Tudo extremamente lento atrás, para depois tentar impossíveis contra um adversário expectante. Depois, na segunda, foi sofrer, o desgaste de Marselha a fazer-se sentir por um lado, a gestão do esforço para quarta-feira em Alvalade por outro, disparates a defender, idiotices a atacar, só mesmo com um grande Adán, contando também com uma grande contribuição do "charuto" do Nuno Santos que entre dez disparates (como por exemplo aquela situação em que surge desmarcado e com tudo para centrar, adianta a bola para depois centrar com todas as linhas de passe fechadas, ou a outra onde entende passar displicentemente para o meio do terreno, abrindo terreno a um contra-ataque perigoso) faz uma coisa daquelas, conseguimos sair de São Miguel com 3 pontos.

 

Melhor em jogo? Adán.

Piores em jogo? Todos os outros menos Morita, desgraçado dele que não sabia para onde se virar e mesmo assim ainda conseguiu marcar um golo.

SL

O dia seguinte

Com um aperitivo de luxo com os 6-0 no jogo da Youth League e com o belo golo de Trincão logo no primeiro minuto, parecia que íamos ter um jantar de gala com Edwards como mordomo, o "soneca" fazia o que queria no centro do terreno, o Marselha era incapaz de contrariar e que por muito pouco não veio o segundo golo por Pedro Gonçalves. Muito mal falhado aquele remate que tinha tudo para dar certo.

Depois veio o minuto 12, Adán demorou uma eternidade a colocar a bola na frente e acertou na perna dum Alexis Sanchez em pré-reforma. E com o mesmo Adán como protagonista vieram 20 minutos de total descalabro, a expulsão do próprio por uns inúteis centímetros, a saída daquele que estava a ser o melhor do Sporting, a entrada a frio de Israel, e o jogo perdido com 3-1 ao intervalo e três jogadores amarelados.

 

Amorim seguiu o sábio princípio do Tiririca, "Pior que isto não fica", e fez aquilo que devia ser feito ao intervalo. Tirou os amarelados e St.Juste e meteu os putos para fazer pela vida, com Paulinho para dar alguma capacidade de reter a bola lá na frente. A coisa funcionou durante um bom bocado da segunda parte, mas o Marselha foi sempre ajustando-se e pressionando.

No final a fadiga falou mais alto e surgiu o quarto golo. De qualquer forma, Marsà, Nazinho e Sotiris aproveitaram a oportunidade e Sotiris ia marcando um golaço num tiro de longe.

 

O que fica deste jogo?

1) Um ataque móvel do Sporting com Edwards como pivot ofensivo muito adequado aos jogos da Champions, que enquanto existiu em campo conseguiu desestabilizar completamente a defensiva do Marselha.

2) Um Sporting penalizado pela actuação super-infeliz do seu habitual baluarte, Adán. Também Esgaio, na sequência de jogos anteriores, esteve péssimo em todos os capítulos do jogo, se calhar precisa de parar um pouco para voltar em força. Este não é o verdadeiro Esgaio, se calha a mudar um pneu, explode o automóvel.

3) Uma retaguarda de jovens que está a fazer o seu percurso e que tem de ser protegida neste curto e desequilibrado plantel. Israel entrou a frio e logo falhou o corte, mas se não tivesse saído se calhar era golo na mesma como foi o segundo golo do Marselha. 

4) Um Marselha que parece uma colecção de cromos da bola, e que vale por isso mesmo. Mesmo sem grande jogo colectivo consegue marcar, foram três golos de bela execução.

 

E agora?

Ganhar ao Marselha em Alvalade na próxima semana. Eu vou ter de fazer quase 300 kms em cima do acontecimento, mas vou lá estar.

Amorim, Amorim, Amorim!

SL

O dia seguinte

Ontem em Alvalade, contra um Gil Vicente que apresentou uma defesa subida do terreno arriscando no fora de jogo e procurando sempre jogar no campo todo, o Sporting entrou muito bem no jogo e fez uma bela primeira parte.

Para isso foi fundamental a frescura da equipa decorrente da paragem do campeonato. A equipa apresentou-se solta, disponível e intensa nos duelos físicos. A entrada de Paulinho deu organização e tracção à frente, Pedro Gonçalves rende muito mais com ele ao lado. Os dois médios regressados das suas selecções estiveram a excelente nível a destruir e a distribuir jogo com critério. E finalmente um trio defensivo impecável com um Marsà a exibir todo o seu pedigree “La Masia” e a substituir muito bem Coates. Nota negativa apenas para os dois alas, que foram desperdiçando sucessivas oportunidades de centros para golo e para um Trincão em dia para esquecer.

A ganhar por 2-0, e com o Gil sempre a tentar sair em velocidade para reduzir a vantagem, o Sporting foi tendo espaço para contra-ataques perigosos sempre desperdiçados no último passe ou tentativa de remate até que vieram as substituições e entrou Rochinha que, solicitado por Esgaio, fez aquilo que os outros não fizeram.

Com mais meia dúzia de oportunidades perdidas, incluindo os “tiros ao boneco” de Nuno Santos e uma de Sotiris de bradar aos céus, chegámos ao prolongamento e consentimos o golo de honra, aliás merecido, do adversário.

Simplesmente incrível o número de foras de jogo que coleccionaram os dois alas, Nuno Santos e Esgaio, e os cruzamentos desperdiçados pelos mesmos, ou porque o trio atacante não oferecia linhas de passe e se escondia no meio dos defensores contrários, ou quando isso acontecia o passe era invariavelmente falhado por força a mais ou direcção a menos. Que saudades do Nuno Mendes, ai, ai.

E assim ganhámos por 3-1 um jogo cujo resultado poderia ter sido muito mais dilatado. Saímos de Alvalade com uma sensação agridoce, mas depressa o realismo se sobrepôs. Foi uma vitória preciosa no início dum ciclo intenso que vai decidir muita coisa sobre o futuro do Sporting nesta temporada.

Melhor em campo : Hidemasa Morita o legítimo sucessor de Bruno Fernandes e Matheus Nunes.

Algumas notas negativas:

  • A primeira para o “speaker” do estádio. Não faz sentido nenhum anunciar golos e resultados dependentes dum lance em validação no VAR e ter o estádio a comemorar uma coisa que não existe. No golo anulado a Paulinho, como estava no enfiamento da jogada, logo fiquei com impressão de fora de jogo e mantive-me sossegado a aguardar o desfecho.
  • A segunda para Rúben Amorim. Já deve mais que conhecer Tiago Martins e alguns “artistas” que tem no plantel para saber que teria de os avisar para se absterem de atitudes de meninos mimados que não tiveram o “doce”. Num jogo sem casos, com o árbitro a deixar jogar e cometendo um outro erro de avaliação daí decorrente, é inadmissível acabarmos com quatro cartões amarelos.
  • A terceira para a ocupação do estádio, abaixo do que seria desejável. Um jogo a começar numa sexta-feira às 19h em Alvalade, com o trânsito em Lisboa naturalmente em estado caótico, não facilita nada e muitos sócios com gamebox não se deram ao trabalho de ir. Eu só consegui chegar um minuto ou dois depois do jogo começar e depois duma odisseia automobilística pelos arredores de Lisboa para fugir aos engarrafamentos normais do dia e da hora em questão.

SL

O dia seguinte

Depois da brilhante vitória de terça-feira na Champions a moral dos Sportinguistas bateu no tecto, o que para quem como eu, que conheço bem este clube, só pode querer dizer que o desastre estaria próximo. Se calhar por isso não publiquei nenhuma antevisão sobre este jogo no Bessa. Tudo o que tentei escrever me soava a "wishfull thinking" passando ao lado das questões estruturais que tenho aqui levantado.

Com o Pinheiro no apito só podiamos esperar o que tivemos, um toque infeliz no avançado boavisteiro que logo o motivou a desistir do lance e a ensaiar a queda n.º 5 modelo Petit, sem hipótese de reversão pelo VAR porque o toque existiu tal como existiu sobre o Galeno no jogo com o Braga em Alvalade em que o mesmo Pinheiro como VAR esteve uns bons minutos a convencer aquele árbitro lisboeta que depois indicou ao filho do Conceição que era bom era para o mergulho que aquilo tinha sido mesmo penálti. Ainda hoje ele deve agradecer ao carissimo "colega" a grande ajuda que lhe deu para adulterar o resultado dum jogo.

 

Pelo cansaço de terça-feira e pela presença do futuro "dragão de ouro" e se calhar com direito a estátua no museu dos "dragões", o tal Pinheiro, o Sporting precisaria de recursos dentro do plantel para entrar com um onze diferente, com maioria de jogadores frescos para disputar um jogo que se antevia muito dificil num campo pequeno e ainda para mais castigado pelas recentes chuvadas.

Entrando com o mesmo onze de terça-feira, claramente o Sporting se pôs a jeito para o que veio depois. Faltou sempre um pouco mais aos nossos para mandar no jogo e cortar as vasas aos adversários, tudo era feito mais em "cruise control" do que com a manete das mudanças nas mãos, e depois dum improvável "chouriço" sofremos o primeiro golo, da Pinheirada atrás descrita o segundo.

Pouco mais de interessante para o Sporting teve o jogo: um golo bem anulado por fora de jogo, um cruzamento de letra de Nuno Santos que convidou Edwards a um belo golo, uma balão de Trincão que foi à trave, tudo o resto foi para a frente, frente, frente, para trás, trás, trás, um jogo partido sem controlo ou comando.

 

Claro que quando perdemos podemos questionar tudo, a começar pela cor das camisolas e acabar pela fixação de Amorim no Esgaio como defesa a substituir um lesionado Coates em vez dum Marsà ou dum Alcantar, já que St.Juste e Neto estão lesionados também. Ou pela ausência de alternativas "prontas" para Ugarte e Morita, já que Sotiris ainda está em aprendizagem. Ou porque não entraram logo em campo os dois heróis da terça-feira, Paulinho e Arthur Gomes, o primeiro para bloquear os três defesas centrais adversários, o segundo para ser o "abre-latas", que Edwards não tinha pilhas depois do jogo contra o Tottenham. Ou até um Fatawu, que pela sua imprevisibilidade muito podia baralhar as ideias de Petit.

Podemos questionar tudo mas não vale a pena. Perdemos mais 3 pontos na Liga muito por nossa culpa, e isso não é nada bom. Cabe ao nosso excelente treinador Rúben Amorim reflectir sobre este início de temporada agora que vai ter tempo para isso, o bom e o mau que aconteceu, e introduzir os ajustamentos necessários.

E já agora adianto dois: não mais Esgaio como defesa central, não mais Coates como avançado residente.

SL

O dia seguinte

Foi um excelente jogo de futebol entre um dos "big3" portugueses e um dos "big5" ingleses, um jogo digno duma Champions onde temos mesmo de estar ano após ano, duas equipas que têm muitas coisas em comum mesmo com orçamentos e valores de plantel completamente distintos. Uma equipa portuguesa que vinha cansada por três jogos numa semana, uma equipa inglesa que vinha descansada pela anulação da jornada da Premier League pelos motivos conhecidos.

Desde logo o mesmo sistema táctico 3-4-3, o mesmo tipo de guarda-redes experiente, tremendamente concentrado e extraordinariamente eficaz, o mesmo tipo de patrão defensivo imponente, o mesmo tipo de ponta de lança associativo que funciona como pivot de toda a manobra ofensiva da equipa. Mas também todo um modelo de jogo que previlegia as transições e os avanços em profundidade dos dois interiores.

Se Lloris conseguiu duas defesas do outro mundo a remates de Edwards e Porro, Adán esteve seguríssimo. Se Eric Dier mostrou bem porque é titular da selecção inglesa, quase 10 anos depois de ter sido lançado por Jesualdo Ferreira como trinco na equipa principal do Sporting, com uma capacidade de passe à distância notável, Coates esteve ao seu nível e foi uma parede intransponível para o ataque adversário. Se tudo passava por Harry Kane no ataque do Tottenham embora desperdiçando ele um dos melhores centros do encontro (acontece aos melhores), Paulinho entrou e logo se antecipou ao mesmo Kane para desviar para a baliza contrária uma bola que entrou como um missil na baliza de Lloris.

Mas um Edwards ou um Arthur Gomes como estes é que não havia no Tottenham. Foram dois lances que os melhores do mundo não desdenhariam assinar, no primeiro ainda Lloris deve estar a tentar perceber como conseguiu defender, no segundo não teve hipóteses.

 

O Sporting entrou em campo com a lição bem estudada: construir desde trás para atrair, conseguir colocar a bola atrás da linha de pressão para partir em velocidade em direcção à baliza contrária. O Tottenham saía fácil, Kane recuava para atrair a defesa e facilitar a colocação de bolas nos dois interiores atrás da nossa linha defensiva. Ao intervalo tinham sido três oportunidades claras do Sporting, contra apenas outras três situações de fora de jogo por parte do adversário.

Na 2.ª parte as coisas complicaram-se para o Sporting, a fadiga acumulada começou a pesar especialmente em Morita e Trincão, o Tottenham começou a ter uma facilidade muito maior em ganhar os duelos e circular a bola e as situações de verdadeiro perigo começaram a acontecer na baliza de Adán. Valeu que o Tottenham nunca forçou verdadeiramente o jogo aéreo, porque aí é que estava o grande problema do Sporting, como naquele lance em que Nuno Santos é facilmente batido, a cabeçada vai ao solo e Adán salva.

Com as entradas de Sotiris e Paulinho, Rúben Amorim equilibra o jogo, as duas equipas parecem conformadas com o empate e eu também, quando Porro tem um daqueles lances "à Porro" que Lloris defende milagrosamente, no canto Paulinho marca da forma atrás descrita, e ainda andava eu meio louco aos pulos na bancada quando olho para o relvado vejo o Arthur, que nem sequer tinha reparado que tinha entrado, ir por ali fora tipo futebol de praia e marcar o segundo.

Inacreditável, tive de me beliscar para ver se não estava mesmo a sonhar, mas também tudo à minha volta me dizia que não. E foi verdade mesmo, uma grande vitória do Sporting, a quarta consecutiva sem sofrer qualquer golo, 6 pontos na Champions e quase 6M€ de encaixe, bem mais próximos de repetir o feito do ano passado e passar aos oitavos de final da competição.

 

Um dia de glória para Rúben Amorim. A ele, mais que a ninguém, devemos este feito, duma resiliência e duma competência a toda à prova. Glória a este punhado de jogadores com uma alma de leão incrível, um dia de glória para uma equipa com vários estreantes na Champions, e especialmente um dia de glória para um brioso jogador que não merecia a campanha idiota e vergonhosa (que não se confunde com a crítica legítima e fundamentada) que alguns dentro e fora do clube não se cansaram de fazer talvez apenas para chegar a outros objectivos: desestabilizar este treinador, desestabilizar este presidente, desestabilizar este clube, o Sporting Clube de Portugal.

Agora aguentem e vão chatear o Taremi.

 

Melhor em campo?

Foram tantos que é difícil escolher, se for pelos que entraram de início e duraram o tempo todo talvez Ugarte. Se for para quem decidiu o jogo, claro que terá de ser o Paulinho.

 

SL

O dia seguinte

Se as grandes equipas são aquelas que depois de cairem logo se levantam e ficam ainda mais fortes, este Sporting de Amorim é mesmo uma grande equipa. Depois da derrota caseira contra o Chaves foram três vitórias consecutivas e 9-0 em golos.

O que mudou para melhor entre o 0-2 contra o Chaves e o 4-0 de ontem contra uma equipa em nada inferior aos flavienses? Não foi a táctica, exactamente a mesma, com Pedro Gonçalves atrás de três avançados móveis. Foram antes do mais desempenhos muito superiores de dois ou três, e foi a sorte. Se contra o Chaves a 1.ª parte foi um festival de golos falhados e a bola a parar sempre nas pernas dos defensores, ontem o segundo remate do Sporting deu golo por tabela num defensor contrário e no terceiro golo aconteceu a mesma coisa, aliás com o mesmo defensor.

 

Amorim já tinha avisado que a equipa tinha regressado bem cansada do jogo da Alemanha, pelo que fez descansar Porro, Matheus Reis e Ugarte. Mas Coates, Inácio, Morita, Edwards e Rochinha pareceram também a precisar de descanso. Foram Nuno Santos, Pedro Gonçalves e muito especialmente Trincão que estiveram em grande nível e decidiram o encontro.

Nuno Santos, o mais fraco contra o Chaves mas moralizado pelo golo na Alemanha, reviu completamente o posicionamento e a forma de centrar, agora foram centros tensos rasteiros, sempre muito difíceis de anular pela defensiva contrária. Pena que Esgaio nunca tivesse conseguido fazer o mesmo na ala contrária. Continuo a dizer que ainda não vi o verdadeiro Esgaio neste seu regresso a Alvalade. Este não é, de certeza.

Pedro Gonçalves trabalhou imenso, teve pormenores deliciosos a recuar no terreno e a solicitar os avançados tipo "quarterback" do futebol americano, depois voltou à sua posição onde foi o grande Pote de sempre.

 

Trincão mostrou finalmente porque estava no Barcelona. Solidário nas missões defensivas, sempre a procurar esticar jogo com a bola dominada, e com remate pronto à baliza contrária, por muito pouco não fez um "hat-trick". Potencial titular da selecção A. Saiu Sarabia, jogador com outras características, mas se calhar não ficámos a perder com Trincão.

Aquele lance em que Trincão não consegue o "hat-trick" é um belo exemplo do que Paulinho dá à equipa, Ugarte antecipa-se e corta, Paulinho lê bem o lance e chega primeiro à bola para logo assistir Trincão para golo. Ainda bem que está de volta.

 

Mas nem tudo correu bem ontem. O apitador da AF Aveiro, mas residente no Porto, 35 anos e estudante de profissão (!) fez tudo para estragar o encontro. Primeiro não viu que o remate de Nuno Santos foi desviado pela mão do guarda-redes contrário para canto e aceitou muito mal a reclamação do jogador acompanhado pelos assobios das bancadas, depois foi permissivo para o jogo agressivo do Portimonense (foram três "porradas" para aleijar Inácio, Neto e Rochinha, o primeiro substituido por precaução, o segundo aleijado mesmo, o terceiro também saiu pouco tempo depois, apenas o segundo viu amarelo), foi intratável para as reacções dos jogadores e do treinador-adjunto do Sporting no calor da luta, sempre com cara de "cão raivoso" que apenas o desqualifica.

Se não consegue gerir os jogadores doutra forma dedique-se a outra actividade. Sempre quero ver como vai ser a sua actuação quando for ao Dragão, lá na sua terra e dos Superdragões. O "rotweiller" vai transformar-se num "poodle"? 

 

E assim, depois de St.Juste, ficámos sem Neto e com Inácio com um tornozelo em obras, isto pouco dias antes da visita do Tottenham. Foi mesmo o pior do dia de ontem.

Melhor em campo? Trincão, obviamente.

SL

O dia seguinte

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Antes de tudo o mais, ontem na capital financeira da Alemanha verificou-se uma grande vitória do Sporting Clube de Portugal face ao campeão da "Europe League" da época passada.

Disse o nosso treinador na conferência de imprensa: "O Eintracht tem muita qualidade técnica. Se partirmos o jogo todo de cima a baixo será difícil acompanhar o ritmo. (...) Queremos começar melhor, ter bola e ir directo para o golo. Não ter receio e fazer o que queremos."

E foi isso que o Sporting fez durante o jogo, impedir aquelas cavalgadas em que as equipas alemãs são mesmo demolidoras, baralhá-los nos esquemas de ataque que tinham pensado, deixar os espaços aparecerem com o tempo a passar, e com isso vir ao de cima a virtualidade dos jogadores mais adiantados.

As únicas oportunidades relevantes que o adversário teve resultaram de ofertas decorrentes de más decisões no processo de construir desde trás, passes péssimos de Ugarte e Neto, mas esse processo foi fundamental para construir a teia onde o adversário se enredou.

 

Por detrás da vitória claro que estiveram desempenhos individuais muito elevados. Finalmente tivemos o grande Adán da época passada, um trio de defensores de alto nível, mesmo Neto, que entrou a render um infeliz e grande jogador St.Juste, esteve muito bem tirando aquele passe sem nexo, os dois alas muito bem especialmente Porro naquele terceiro golo, nunca pensei que Ugarte e Morita conseguissem fazer na totalidade aquela fenomenal segunda parte, especialmente o japonês, já com um amarelo às costas, e aquele ataque móvel que a partir do momento em que o espaço apareceu, partiu tudo.

Foram 3-0 e até podiam ter sido mais.

 

Realmente aquele "soneca" inglês que Amorim escolheu e conseguiu no V. Guimarães, em que eu francamente não investia "5 tostões", esteve francamente soberbo naquela posição que não é nenhuma, é andar por lá, receber a bola e fazer o seu slalom, parando e arrancando como quem não quer a coisa, até alguma coisa acontecer de bom, remate ou assistência para golo.

Penso que foi a primeira vitória de sempre do Sporting em terras alemãs para as competições europeias, e logo por 3-0, mas foi a segunda do Sporting com Rúben Amorim frente a equipas alemãs, depois do 3-1 contra o Borussia de Dortmund em Alvalade. 

Depois do mau arranque na Liga, depois das últimas alterações do plantel decorrentes do mercado de Verão, depois de todas as nossas dúvidas e de todas as nossas reservas (sem falar dos insultos dos ressabiados nas tascas do costume), Amorim consegue um feito que vai ficar na história do nosso clube por muitos anos.

Pelos troféus que já ajudou a conseguir para o museu e agora por este feito inédito na história do clube, merecia também lá uma estátua, como a daquele (nem vale a pena qualificar, coitadinho que lhe expulsaram o seu Taremizinho por ter feito um mergulhozinho, que injustiça...) treinador do FC Porto que já tem uma no museu do Dragão, mas aqui no Sporting não há estátuas para ninguém, só mesmo para o Leão, quando muito há uma frase idiota dum ex-presidente na base da mesma que teima em não desaparecer dali.

 

Rúben Amorim mostrou-nos ontem em Frankfurt o caminho que serve para todas as épocas no Sporting. Não é a "jogar como nunca e perder como sempre", como alguns parecem sempre desejar, mas saber jogar com as limitações e virtudes próprias e alheias, e partir daí para as grandes conquistas.

Foi realmente uma vitória "made by Amorim".

E que tal renovar-lhe o contrato? Estão à espera de quê? É para ontem...

Depois lá o convencemos sobre o ponta de lança bom de cabeça... Com jeitinho vai lá...

 

PS: Clube grande é assim, e o Eintracht é um campeão europeu. Perdem em casa por 0-3 e os adeptos cantam no final com o cachecol ao alto, demonstrando o seu maior amor ao clube. Também no Sporting aconteceu isso no final do jogo com o Man.City em Alvalade, onde ainda perdemos por mais. Clube pequeno é aquele em que sócios e adeptos assobiam a equipa e insultam jogadores depois das derrotas. Ou então o clube é grande e pequenos são mesmo eles. 

SL

O dia seguinte

Depois da derrota com o Chaves em casa por 2-0, uma vitória com o Estoril fora por 2-0 também. Dois jogos em que o Sporting dominou completamente o adversário na 1.ª parte com base no tal ataque móvel, dois jogos onde perdeu esse domínio na 2.ª parte e complicou as coisas desnecessariamente. A grande diferença foi que desta vez na 1.ª parte marcou dois golos e teve a sorte de não sofrer nenhum nas duas oportunidades do Estoril, as duas muito da responsabilidade de Adán, que não grita a St.Juste que vai intervir, e assim, mesmo jogando mal na 2.ª parte, pode sempre ter o resultado do seu lado.

Obviamente que a entrada na Champions teve muito a ver com isso. Houve que tirar o pé do acelerador por parte do Sporting e uma atitude de combate do Estoril a explorar isso e a lutar por um golo que abrisse caminho a outro resultado.

 

No melhor Sporting, o da 1.ª parte, vimos finalmente um ataque móvel em condições, com os três avançados em permamente troca de posições, e cada um a percorrer toda a largura do campo. O segundo golo é um belo exemplo de ataque móvel. No meio-campo Ugarte e Morita estiveram bem num duplo pivot que tapou caminhos, roubou bolas e pontualmente esticou o jogo.

Na defesa, St. Juste dá uma saída de bola incomparavelmente superior a Neto e a articulação com Porro foi perfeita. Do outro lado Matheus Reis esteve muito bem também, a falta de Gonçalo Inácio não se fez sentir. Coates bem também, mas percebe-se bem que numa defesa a quatro passaria por grandes tormentos.

Fatawu e Sotiris entraram bem no jogo, Rochinha nem por isso.

 

Nuno Santos anda órfão dum ponta de lança. Se antes, quando recebia a bola, sabia que tinha de correr e centrar, num poste estava o Paulinho e no outro um dos dois interiores, agora tem de ter tempo para pensar e ver o que pode fazer. E muitas vezes o que faz é não conseguir dominar o passe longo ou mesmo voltar para trás. Assim pouco produz no ataque, além de ser pouco fiável a defender.

Na posição, Matheus Reis tem outros argumentos: quando lá chega tenta o centro rasteiro atrasado para convidar ao remate à entrada da área.

 

Concluindo, o Sporting não podia deixar de ganhar na Amoreira depois de duas derrotas e ganhou sem espinhas. Isso é o mais importante. Depois as contratações deste ano começam a mostrar o que valem, com St.Juste à cabeça. Também é importante.

Só foi pena a lesão do Pedro Gonçalves, espero que não seja impeditiva de jogar na Alemanha.

 

A arbitragem? À antiga portuguesa, tripas à moda do Porto.

Se não consegues impedir a vitória, carrega-os com cartões que a malta agradece, quando te reformares tens um cargo garantido no CA.

SL

O dia seguinte

O Sporting teve ontem talvez o pior desempenho da era Amorim. Foi o regresso a um filme muito gasto que vimos anos a fio neste Alvalade e no outro, com o adversário nas cordas à beira do “knockout” conseguir perder completamente o controlo do jogo, encaixar duas “batatas” sem saber ler nem escrever e acabar o jogo num desconchavo total.

Mas as nuvens negras há muito pairavam no horizonte. A falta de soluções no plantel, a falta de kgs e cms no eixo central, a falta duma referência na área contrária, tudo isso foi fundamental no desfecho do jogo de ontem.

Quando cheguei a Alvalade e me dei conta do onze inicial logo torci o nariz a tantas alterações e questionei os mais próximos sobre se aquilo iria resultar. Se a de Porro por Esgaio era obrigatória, a de Matheus Reis por Nuno Santos sem a tal referência na área contrária levantava dúvidas, e o recuo de Pedro Gonçalves transformava o tal plano B num plano B+ qualquer nunca antes visto. Na prática eram 4 avançados no onze, um nas costas dos outros 3, com Ugarte sozinho na luta do meio-campo. E olhando para os suplentes via 2 guarda-redes (!), 4 putos, e apenas Morita e St.Juste a dar garantias de experiência e competência.

Mesmo assim, na 1.ª parte tudo parecia correr bem, o Sporting abafava o adversário que não conseguia sair a jogar, os quatro avançados entravam na defesa do Chaves como faca em manteiga quente, e só a falta de sorte de uns (Pedro Gonçalves e Inácio) e a inépcia de outros (Rochinha e Trincão) impedia que o Sporting chegasse ao intervalo com uma vantagem confortável.

 

Para o 2.º tempo esperava-se que o Sporting mantivesse a consistência defensiva e, sabendo que Ugarte tinha sido injustamente amarelado, reforçasse o meio-campo com Morita devolvendo Pedro Gonçalves à sua posição habitual. Mais tarde ou mais cedo a bola iria entrar na baliza do Chaves e acabávamos com o 1-0 do costume.

Amorim fez o contrário.

Com a troca de Neto por Matheus Reis e um Chaves muito mais assertivo na 2.ª parte, o Sporting perdeu toda a consistência defensiva que vinha exibindo, defesa e ala foram-se atrapalhando um ao outro dos dois lados do campo, primeiro surgiu um aviso sério que Adán milagrosamente defendeu, depois um cabeceamento inacreditável sem oposição (era o Trincão que lá estava mais uma vez?) do “canadiano” Vitória e mais um golo caricato em que Inácio tem uma paragem cerebral. Este, já depois da saída do garante de equilíbrio defensivo da equipa, Ugarte. Com essa substituição veio mesmo o descalabro completo da equipa. Depois foi sempre de mal a pior, com um Coates plantado no meio dos defensores contrários, e Rodrigo Ribeiro e St. Juste atirados para a fogueira sem argumentos para acrescentar seja o que for.

Enfim, não vale a pena dizer mais nada para não dizer asneiras.

 

E agora?

Bom, agora eu se fosse o presidente reunia-me com Amorim para tratar da renovação do contrato e acordar com ele o reforço imediato da equipa, a começar no ponta de lança, e o alinhamento da política de comunicação do futebol do Sporting, a começar também por nem mais uma palavra sobre Slimani ou sobre finanças e orçamentos.

Apenas com estabilidade e confiança vamos ter sucesso. Todos sabemos o que se passou com Keizer e de certeza que não queremos voltar ao mesmo.

Acho que é simples a solução. Agora é fazer.

SL

O dia seguinte

O Sporting sofreu ontem no Dragão uma derrota pesada, por números que não fazem justiça ao desempenho e à atitude demonstradas pela equipa em campo. O Sporting acaba por perder por 3-0 num jogo em que teve o mesmo número de oportunidades que o adversário, quatro, mas enquanto dum lado Diogo Costa fez três grandes defesas e o poste resolveu a restante, do outro Adán fez talvez a pior a exibição desde que chegou ao Sporting, disputando atrasado os três lances que deram golos e sem capacidade de resolver a situação criada nos dois penáltis.

De qualquer forma, num estádio lotado duma massa adepta vibrante e muito alinhada com o “futewrestling” do Conceição, o Porto sempre se mostrou confortável no jogo e com argumentos que o poderiam conduzir à vitória. Foram um onze muito entrosado de jogadores que transitaram da época passada, a permanente vontade de conduzir o jogo para duelos físicos constantes, a teatralização dos lances e a permanente pressão sobre a equipa de arbitragem para arrancar amarelos e expulsões, a muito bem trabalhada exploração das bolas paradas ofensivas.

 

Ao Sporting sempre faltou capacidade física para equilibrar a situação no eixo central, nenhum dos três avançados defendia lá na frente como o faziam os dois do Porto, os dois médios cedo ficaram limitados pelos amarelos, nas bolas paradas o Pepe ao segundo poste era marcado por Trincão e esteve quase a acontecer o que aconteceu em Braga. Uma coisa é entrarmos em campo com Paulinho e Palhinha, outra coisa bem diferente com Edwards e Morita. Só não vê quem não quer.

Além disso, a falta dum ponta de lança é determinante no processo ofensivo da equipa. Não existe jogo aéreo ofensivo, os defesas centrais contrários ficam sem ninguém para lhes condicionar os movimentos, e os nossos avançados a desgastar-se muitas vezes ingloriamente em slaloms individuais, tentando entrar na defesa contrária com a bola dominada.

 

Se lá no Dragão, a sete filas do relvado, fiquei com sérias dúvidas sobre os lances capitais, revendo pela TV já em casa tenho de aceitar a decisão dum árbitro que “já virou muitos frangos” e não precisou de repetir a vergonhosa actuação do seu colega de Braga João Pinheiro para que a equipa da casa ganhasse.

Esteve bem também na gestão do empurrão de Matheus Reis a uma criança apanha-bolas já bem “instruída” na escola da batotice que o obstruiu na tentativa de marcar rápido uma reposição de bola pela linha lateral, aproveitada pelo Pepe para uns minutos depois tentar armar outra peixeirada ao seu jeito.

Ver a selecção de Portugal entrar em campo com expoentes do anti-desportivismo como Pepe e Otávio realmente custa muito, mas é o que temos. Se calhar é melhor não protestar muito, senão o Fernando Santos ainda naturaliza o Taremi.

 

Concluindo, o Sporting até teve um desempenho bem razoável no Dragão mas isso não chegou para impedir a derrota e segue já a 5 pontos do Porto. Mas também já passou por dois dos mais difíceis estádios da Liga e continua a poder reverter a situação em Alvalade.

O grande problema é a extrema falta de recursos do plantel. Ontem foram a jogo todos os seniores não lesionados com excepção de Esgaio e Jovane, e… não há mais ninguém.

Morita não aguenta 90 minutos, Ugarte joga sempre no limite do amarelo, médios no banco… ninguém. Saiu Morita, recuou o goleador quando o que era preciso era marcar golos. E lá voltámos a ver Coates a fazer o que não deve, abandonar a defesa e tentar o impossível.

 

Uma palavra final para Rúben Amorim. Precisará com certeza de rever determinadas situações técnicas e tácticas, mas continua a demonstrar toda a sua enorme capacidade enquanto treinador.

A grande questão é que o plantel é curto, muito curto. Já o era com Tabata e Matheus Nunes, sem eles ainda o é muito mais. E não cabe a Amorim justificar o injustificável, será sempre ele o primeiro a ser responsabilizado. Reforços, precisam-se. Para ontem.

SL

O dia seguinte

Quem tivesse dúvidas sobre a capacidade de Rúben Amorim não apenas como treinador mas como manager do futebol do Sporting, ontem deveria tê-las tirado.

Porque não se tratou apenas de resolver o problema da lesão de Paulinho e substitui-lo por um Edwards qualquer.

Tratou-se de pôr em prática um plano de ataque alternativo, o tal plano B, pensado e trabalhado a um ano de distância, ensaiado primeiro com Sarabia à imagem da selecção espanhola, depois indo à procura de jogadores como Edwards, Rochinha e Trincão para se juntarem a Pedro Gonçalves nessa ideia de ataque móvel, com permanentes recuos no terreno e trocas de posição na frente de ataque. O jogo com a Roma no Algarve foi um teste muito importante desse plano, no qual Edwards se sente como peixe na água.

Antes do mais convém alertar que o plano tem limitações evidentes: incapacidade no jogo aéreo na área adversária, incapacidade de criação de espaços por arrasto de defesas pelo ponta de lança, apelo à imprevisibilidade dos atacantes que tanto perturba a equipa adversária como exponencia as próprias falhas, e convite à defesa contrária a fechar espaços no centro e a aguardar o inevitavel drible ou passe perdido numa floresta de pernas.

 

O jogo de ontem foi assim. Contra um Rio Ave fechado num 5-3-2 o Sporting tentou por um lado e por outro, com os jogadores muito presos às posições, mas teve muitas dificuldades em criar perigo, e apenas aos 20 minutos rematou à baliza por Ugarte. Mas esse lance animou a equipa, os jogadores libertaram-se, o domínio tornou-se avassalador e as oportunidades sucederam-se por Edwards (remate enquadrado), Porro (idem), Trincão (tiraço na barra) e Pedro Gonçalves (completamente isolado passa ao guarda-redes), até que numa dessas trocas de posição dos atacantes, com Edwards à direita e Trincão no centro, Edwards solicitado por Porro faz tudo bem feito e oferece o golo a Pedro Gonçalves. E, ainda com um bom remate de Ugarte à figura, chegámos ao intervalo, com um resultado que sabia a muito pouco para uma tão boa segunda metade da 1.ª parte.

Depois do intervalo, o Rio Ave manteve o autocarro bem estacionado lá atrás. O Sporting entrou mal no jogo outra vez, a perder passes, para logo voltar ao domínio avassalador a explorar o progressivo cansaço do adversário até Matheus Nunes alçar da perna e pôr ponto final na discussão dos pontos. Um golaço do nosso MVP, é impossível não perceber a qualidade do jovem que fomos buscar ao Estoril e acabámos de formar nos sub23.

Depois disso foi tempo de descansar em cima do resultado e rodar jogadores, sempre numa toada de ataque que ainda deu mais um golo de Pedro Gonçalves.

 

Melhor em campo? O colectivo. Ou então Matheus Nunes pelo golaço. Pedro Gonçalves marcou dois e falhou outros tantos. Edwards é um espectáculo dentro do espectáculo.

E se, jogando muitas vezes para trás e para os lados, marcámos três golos e falhámos bem mais, enquanto o adversário ficou a zero sem sequer ter tido qualquer oportunidade de marcar, de quem é o mérito máximo afinal?  De Rúben Amorim e do modelo de jogo que escolheu.

Impossível não mencionar também o grande ambiente em Alvalade, com muitos emigrantes com os filhos pela mão, e o grande aplauso ao Ricardo Esgaio quando entrou. O nazareno merece mesmo, aposto que um dia destes ainda vamos ver o melhor Esgaio para alguns engolirem de vez o que têm vindo a dizer.

SL

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