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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Muita coisa mesmo a correr mal ao Sporting em Vila do Conde. O resultado final até foi menos mau atendendo a tudo o que se passou em campo.

Desde logo o verdadeiro temporal de chuva e vento que acompanhou a partida. Condições que obviamente favoreceram a equipa da casa. Impossível treinar em Alcochete naquelas condições, que prejudicaram os "levezinhos" tecnicistas do plantel como Pedro Gonçalves, que não acertou um cruzamento, Catamo, Morita e Edwards que pouco renderam. 

Depois a arbitragem medíocre, um Narciso esfíngico, incapaz de controlar o jogo, que foi permitindo as marcações cerradas com agarrões constantes dos vilacondenses sem pela admoestação pública aos faltosos nem amostragem de amarelos. Só mesmo no final do jogo eles surgiram para limpar os dois erros grosseiros que cometeu, muito por culpa do VAR Nobre também. O primeiro golo do Rio Ave é precedido de agarrão claro ao Pedro Gonçalves e devia ter sido invalidado, Trincão é alvo duma entrada com o pé alto a varrer que o lesiona dentro da área para penálti, não assinalado. Admito, porque tive a mesma sensação, que julgou ver o Trincão armar o remate e acertar na bota do defensor, mas na câmara lateral é óbvio o movimento da bota com os pitons à vista em direcção ao pé do Trincão. Seja imprudente ou negligente, é um claro penálti de VAR.

Depois os erros também grosseiros de Nuno Santos e Adán. Não são os primeiros, e com erros assim não vamos a lado nenhum. Impossível.

 

De resto, o temporal inclemente, a atitude competitiva do Rio Ave sempre no risco máximo, e as incidências do jogo, que incluiram as lesões de Inácio e Trincão,  desmantelaram todo o modelo de jogo do Sporting, que não conseguiu controlar, nem gerir o ritmo, nem jogar bom futebol, limitou-se a correr atrás dos adversários e do prejuízo, e aí Diomande, Coates, Hjulmand e Gyokeres foram fundamentais. 

Ou seja, ficou mais uma vez evidente que o Sporting para ser competitivo numa época precisa duma base de jogadores altos e fortes. Ontem Paulinho fez muita falta no banco, e se calhar Nuno Santos e Catamo não deviam ter ido a jogo no início, dando lugar a Matheus Reis e Esgaio, muito mais adequados àquelas condições. Mas depois existe o tal ciclo infernal, e a gestão do plantel pensada para o ciclo, e não se pode ter sol na eira e chuva no nabal.

 

Melhor em campo? Gyökeres, mouro de trabalho, um grande golo.

Arbitragem? Uma arbitragem marca APAF do tal 6.º melhor classificado da época passada, com o colega VAR a deixá-lo enterrar-se, se calhar compete com ele na classificação. Uma  dupla "à maneira", cumprimentos do Paulo Costa.

E agora? Seguir em frente, temos dérbi quinta-feira em Alvalade e vou lá estar, esperando que desta vez não exista uma seita qualquer a comprar bilhetes da central para os revender aos lampiões. Depois a próxima jornada da Liga vai definir muita coisa.

SL

O dia seguinte

Foi um jogo quase perfeito ontem em Alvalade contra o líder da Liga Suíça, com um onze inicial sem metade dos titulares, equilibrando cargas físicas e moralizando jogadores menos utilizados.

Não foi perfeito porque três dos melhores em campo falharam em momentos críticos, Gyökeres falhou o penálti, Diomande falhou o corte e Edwards falhou o encosto para golo e foi à dobra com o braço levantado. E assim, com mais dois ou três golos falhados por eles e por Bragança, se chegou ao resultado final: 1-1.

Na primeira parte o Sporting jogou muitíssimo bem, com a bola sempre a circular entre os jogadores com critério, todos a defender e todos a atacar, pormenores de excelência dum ou doutro, o Young Boys foi reduzido a um Tondela da 2.ª Liga.

Na segunda parte, já com Inácio a descansar, os suíços, sem nada para perder, foram para frente, aumentaram o ritmo com jogadores frescos vindos do banco e começaram enfim a criar problemas à defesa do Sporting. Mas com isso também deixaram espaço para contra-ataques e oportunidades de golo que o Sporting foi ingloriamente desperdiçando.

E se as entradas de Nuno Santos, Koindredi e Pedro Gonçalves fizeram sentido do ponto de vista do jogo, já as de Neto e Fresneda enfraqueceram o lado direito da defesa. Quaresma e Esgaio, particularmente o primeiro, estavam muito bem, a substituição naquela altura do ponto de vista do resultado seria a entrada de Morita e Catamo para  as saídas dos cansados Bragança e Esgaio.

Não foi esse o entendimento de Rúben Amorim. Percebo bem as razões, mas pusemo-nos a jeito para deixar fugir a vitória.

 

Melhor em campo? Diomande, mesmo com aquele corte às cegas a evitar o canto. Voltou um colosso, teríamos ali claramente o sucessor de Coates por muitos e bons anos, mas duvido que o consigamos segurar. Depois dele, todos os do onze inicial a nível muito alto. Koindredi teve dois ou três apontamentos de excelência, mas também alguns tiques de facilitismo que vai ter de mudar. Uma aposta que tem tudo para dar certo.

Arbitragem? De altíssimo nível, explicando muito bem aos jogadores e ao público através de gestos as suas decisões. Mais uma prova da falta de categoria dos "putativos" melhores árbitros portugueses, mais um exemplo para os mais novos para seguirem pelo caminho certo e não se tornarem Pinheiros ou Dias.

E agora? Atalanta, dia 5 de Março em Alvalade. Duas equipas que já se conhecem, dois grandes treinadores, vão ser dois jogos do "gato e do rato", o Sporting está bem melhor do que estava há uns meses, o Atalanta não sei.

SL

O dia seguinte

A única vez que fui ao estádio do Moreirense, nos arredores de Guimarães, nem o Sporting fez grande exibição, nem conseguiu os 3 pontos. Foi na maldita época do assalto a Alcochete. O Sporting de Jorge Jesus tinha começado em grande a época, eliminado o Steaua de Bucareste e conseguido o acesso à Champions, vinha de seis vitórias na Liga incluindo um 5-0 em Guimarães, uma vitória fora na Champions contra o Olympiakos, e na semana seguinte seguiam-se o Barcelona e o Porto em casa. Que terminariam com 0-1 e 0-0.

O Sporting esteve muito mal nesse jogo, com Alan Ruiz nas costas do Bas Dost e Gelson Martins desterrado na ponta direita. O Moreirense marca antes do intervalo, Alan Ruiz fica na cabina, Bruno Fernandes pouco mais tempo ficou no relvado e foi preciso um autogolo para sairmos de lá com o empate. Do que me recordo, as oportunidades no jogo todo foram menos que nos primeiros 15 minutos do jogo de hoje.

Foi mesmo em Moreira de Cónegos que começou a desgraça daquela época.

 

Mas neste jogo de hoje nada disso aconteceu. O Sporting fez talvez a melhor 1.ª parte da temporada, um verdadeiro rolo compressor feito de posicionamento, compromisso na pressão alta, capacidade de passe e de "pequenas sociedades" em zonas do campo, com dois ou três jogadores que combinavam muito bem em pequenos espaços. Lição muito bem estudada, realização perfeita. O 2-0 sabia a pouco. Adán viu o jogo.

Na 2.ª parte forçosamente o ritmo teria de baixar. A equipa passou a esperar mais pelo adversário para recuperar a bola e saltar no contra-ataque e o apitador Veríssimo começou a entrar em jogo marcando faltas em situações que os jogadores do Moreirense se atiravam para o chão a berrar como se tivessem partido uma perna ou algo pior. Mesmo assim, nem livres nem cantos conseguiram criaram algum perigo, exceptuando aquela cabeçada  num canto no último minuto dos descontos.

Entretanto Gyökeres foi dando muito trabalho à defesa do Moreirense e o Sporting foi desperdiçando várias oportunidades para chegar ao terceiro golo, em particular uma bola no poste de Pedro Gonçalves e outra de Trincão que o guarda-redes defendeu nem sabe como. Além de dois remates frontais para o parque de estacionamento, um do sueco e outro do dinamarquês.

A excelência do desempenho do Sporting até levou a que Rúben Amorim retardasse as substituições. Nem esgotou as cinco permitidas.

 

Pior em campo só pode ter sido o Adán, que não fez uma defesa digna desse nome. Apanhou bolas mais ou menos mortas. Brincando, claro.

Melhor mesmo, quanto a mim, foi Hjulmand. Ele e Morita fizeram um trabalho notável no meio-campo, não falhando passes, encontrando sempre colegas desmarcados, caindo em cima dos jogadores do adversário sem faltas desnecessárias. Do trinco lento e faltoso que chegou para este médio-centro dominador do jogo de hoje muito Hjulmand evoluiu sob as ordens de Amorim. Mas todos estiveram muitissimo bem.

Arbitragem? Critério que foi variando conforme os minutos de jogo, uma armadilha a que a equipa soube escapar.

E agora? Rodar a equipa para quinta-feira cumprir a obrigação de passar sem riscos desnecessários, e focar na deslocação a Vila do Conde com todos disponíveis.

Jogo a jogo vamos lá. "In Amorim we trust."

SL

O dia seguinte

Mesmo rodando a equipa e poupando o capitão Coates à deslocação à Suiça e ao piso sintético de Berna, o Sporting ganhou de forma categórica frente ao 1.º classificado da Liga local, e o 3-1 final só pecou por escasso face à bola no poste de Pedro Gonçalves e aos muitos lances de contra-ataque que mereciam melhor sorte.

Pensava eu que teria sido o melhor resultado fora de casa do Sporting contra uma equipa suíça nos últimos 50 anos, mas não. O melhor resultado foi com Paulo Bento em 2007/2008.

 

Nos últimos 50 anos houve 14 jogos com equipas suíças com 8V, 2E, 4D

73/74 -  Zurich: C 3-0, F 1-1  - Apurados c/Mário Lino, Yazalde, etc

81/82 – Neuchatel Chamax: C 0-1, F 0-1 – Eliminados c/ Malcolm Allison, M. Fernandes, Jordão, Oliveira, etc

91/92 -  Grassopher: F 2-1, C 1-3  - Eliminados c/Bobby Robson, Figo, Balakov, Cherbakov, Yordanov, etc.

07/08 – Basel: C 2-0, F 3-0 – Fase de Grupos Champions  c/ Paulo Bento, Liedson, Romagnoli, Veloso, Moutinho, etc.

08/09 – Basileia: C 2-0, F 1-0 – Fase de Grupos Champions c/ Paulo Bento, Liedson, Rochemback, Veloso, Moutinho, etc.

11/12 -  Zurich: F 2-0, C 1-0  - Fase de Grupos UEFA c/Domingos, Wolfswinkel, Elias, etc.

12/13 – Basileia: C 0-0, F 0-3 – Fase de Grupos UEFA c/ Sá Pinto, Rui Patrício, Elias, Adrien, etc

 

Este Sporting de Rúben Amorim joga muito. O modelo de jogo é o mesmo desde que ele entrou, e está mais que rotinado, mas com os dois escandinavos contratados no Verão veio uma nova dimensão física que permitiu outro nível competitivo.

Adán esteve muito bem e foi fundamental no período mais complicado do jogo com uma enorme defesa. O trio de defesas esteve magnífico, mas Hjulmand e Gyökeres constituíram com Inácio uma coluna vertebral fundamental para o controlo do jogo e a criação de espaços para os criativos Pedro Gonçalves e Edwards ensaboarem a cabeça aos adversários.

E com o 3-1 ainda houve tempo para a estreia de Koindredi e Nel na equipa do Sporting.

 

Melhor em campo: Gyökeres

Arbitragem: envergonha o Pinheiro e o Soares Dias.

E agora? Vamos mas é ao Moreirense, a prioridade é a Liga.

SL

O dia seguinte

Este Sporting-Braga mais uma demonstração cabal da enorme diferença que existe entre as duas equipas e os dois clubes, que só mesmo num dia muito estranho, ou pela arbitragem ou pela sorte, resulta num desaire para as nossas cores. Coisa que alguns papagaios que por aqui aparecem fazem por esquecer. Nestas duas épocas foram 3V 2E 1D, 18-4 em golos, as 3 vitórias foram por 5-0 "sem espinhas", os empates e derrotas foram o que sabemos. No ano passado o peso da Champions do nosso lado abriu-lhes a oportunidade do 3.º lugar. Este ano, com o peso do lado deles, já estão a perder de vista.

Se antes lá fomos buscar Amorim, Palhinha, Paulinho e Esgaio, e todos deram muito jeito, agora mesmo nem para suplentes serviriam. Enfim, com boa vontade o Djaló, para juntar a Trincão, Edwards e Catamo.

 

Uma primeira parte completamente dominada pelo Sporting, uma lição muito bem estudada, a equipa criava perigo pela direita, com Catamo a passar "de mota" por Borja, pela esquerda com Nuno Santos e Pedro Gonçalves, e por todo o lado onde o sueco se resolvesse desmarcar. Trincão era o "joker", tão depressa na esquerda como no centro do ataque confundindo as marcações da defesa do adversário. Na defesa, Quaresma em grande e Coates a voltar ao seu melhor, no meio-campo Hjulmand patrão, Morita na triste forma com que sempre volta da selecção. Nenhum remate enquadrado do Braga na 1.ª parte.

Na 2.ª parte o Braga subiu linhas, arriscou no ataque, Moutinho nem sempre marcado em cima pelo sueco foi determinante nessa subida, e começou a criar perigo. Falhou uma oportunidade, o Sporting marcou o terceiro golo e resolveu o encontro. Depois foi refrescar a equipa e aproveitar a desorientação do adversário para chegar à "manita". Mais uma.

 

Melhor em campo? Trincão, sempre a correr, atacando e defendendo, rematando e desarmando, muito menos agarrado à bola, muito mais procurando assistir colegas desmarcados. Mas Quaresma esteve enorme em tudo, e não só no golo marcado, aquele corte na 1.ª parte dum centro que poderia apanhar um adversário solto nas costas foi excepcional. Diomande está a voltar da CAN, mas há muitos jogos para jogar e lugar para todos.

Arbitragem? O árbitro é o mesmo daquela canalhice em Alvalade em que até expulsou o Diomande ou é o irmão gémeo? Levou alguma lavagem cerebral entretanto? Hoje até parecia um árbitro europeu.

E agora? Bom, agora que o Benfica, mesmo com mais uma expulsão do adversário (devem ter um acordo com a APAF e pagam ao vermelho), deixou 2 pontos em Guimarães, o que o Sporting tem de fazer é... ir ganhar ao Moreirense. E depois se verá.

SL

O dia seguinte

Bom jogo de futebol ontem em Leiria, onde o Sporting encontrou pela frente uma equipa bem organizada e com um atacante possante difícil de parar.

Com Pedro Gonçalves mais uma vez como vagabundo ofensivo, o Sporting praticamente atacava com uma linha de 6, ficando Hjulmand sozinho a tomar conta do meio-campo, e que bem o fez. E como evoluiu este dinamarquês vindo duma equipa italiana do meio da tabela, agora sob as ordens de Rúben Amorim. Um patrão no meio-campo.

Sempre jogando duma forma colectiva, tentando entrar na área adversária por tabelinhas ou slalons intencionais, com Edwards e Catamo a fazer dupla difícil de travar, o Sporting foi acumulando oportunidades, que por falta de sorte ou boa actuação do guarda-redes adversário não foram concretizadas. O primeiro golo surgiu duma grande cabeçada do Gyökeres "à Cristiano Ronaldo", dos melhores que marcou esta época.

Na 2.ª parte o U. Leiria entrou a correr e o Sporting demorou a voltar ao controlo da 1.ª parte. Finalmente veio o terceiro golo e o jogo praticamente terminou. Tempo para Morita reaquecer o motor e Neto fazer uma falta útil.

 

Melhor em campo? Hjulmand, depois Gyköeres como quase sempre.

Menções honrosas para Eduardo Quaresma e Franco Israel, boas exibições. Quaresma nem parece o mesmo: sereno, marca em cima, não falha um passe.

Arbitragem? Arrogante, a disparar cartões, a falhar no momento crítico, a bola na mão do jogador adversário, uma arbitragem ao nível do VAR do Sporting-FC Porto que perdoou dois golos à equipa portista. Nuno Santos safou-se do vermelho, havia contas a ajustar decorrentes do Sporting-Marítimo da época passada.

E agora? Braga no próximo domingo em Alvalade. Para mim, em termos de importância dos jogos da Liga, o segundo mais importante. Temos mesmo de ganhar.

SL

O dia seguinte

Era eu um puto que começava a frequentar as bancadas de Alvalade, na circunstância fazendo o caminho a pé desde a Estefânia e pedindo a um sócio mais bondoso que me deixasse entrar com ele (isto para os completos idiotas que passam por aqui a falar em Campo Grande Futebol Club e que nunca precisaram de passar por essas e outras coisas para ir ver o seu Sporting), quando em 17/02/1974 assisti aos 8-0 que o Sporting de Yazalde inflingiu ao Oriental "vinho tinto". Foram 5 golos dele, 1 do Nelson, e 2 do Baltasar, não vale a pena comparar com os actuais. Nessa mesma época tinha já ocorrido um 8-0 ao Montijo algum tempo antes.

Mas entre esse jogo com o Oriental e este com o Casa Pia não me recordo de nenhum outro para o campeonato que terminasse com 8 ou mais golos de diferença. Se calhar existiu, mas não me recordo, quem se recordar está à vontade para dizer. Recordo-me apenas do 8-1 no Jamor há quase 5 anos do Marcel Keizer contra o BSAD de Silas, onde por acaso também estive, mal sabendo eu que um ano depois seria treinador do Sporting. Mesmo que tenha ocorrido, assistimos ontem a um feito histórico do Sporting, que vai demorar muito tempo a repetir-se, se calhar eu e a grande maioria dos que lerem este texto não estaremos já no mundo dos vivos. Há que celebrar então.

Na base desta goleada esteve a decisão de Rúben Amorim (e dele não seria de esperar outra coisa) de apostar na equipa que jogando excelentemente tinha conseguido perder a Taça da Liga. Tirando o guarda-redes, o onze inicial foi exactamente o mesmo, a forma de jogar também, um 3-1-1-2-1 em que Pedro Gonçalves era o "joker" com liberdade total em campo, e depois era pressionar, recuperar e lançar Gyökeres em profundidade. Mas para que isso fosse possível, o adversário tinha de querer jogar e nisso o primeiro golo de Coates foi determinante.

Ao intervalo o então melhor em campo foi descansar o pé, veio um rotativo Bragança e o jogo continuou no mesmo registo: bola recuperada era bola lançada para o sueco, as substituições mantiveram o ritmo, os belos remates de Catamo e Trincão fizeram o resto.

Exibição de luxo para fazer esquecer a enorme injustiça que foi a derrota com o Sp. Braga, exibição de luxo para fazer lembrar que Amorim é o melhor treinador do Sporting desde há muitos, muitos anos e que não tem nada que sair nem ninguém (menos meia dúzia de burros com palas nas redes sociais) vai exigir isso se os títulos por alguma razão acabarem por não aparecer.

Melhor em campo? Gyökeres, a locomotiva sueca, mas depois Coates, Hjulmand e Pedro Gonçalves. Aliás todos excelentes, talvez só Edwards e Paulinho tenham tido uma noite mais negativa.

Arbitragem? Excelente, humilde, dialogante, sem complicar o fácil, a envergonhar o Pinheiro.

E agora? Ir ganhar a Famalicão, em 5 minutos os bilhetes voaram da plataforma de vendas e não sobrou nenhum para mim. O meu protesto. Ainda liguei para lá, mas a menina destruiu qualquer esperança. São os custos... da onda verde.

SL

O dia seguinte

Uma derrota muito difícil de engolir, esta em Leiria. Foram 65 minutos do melhor futebol da época do Sporting, de domínio total. Três bolas nos ferros e várias, nem sem bem quantas, a rasar os postes sem o guarda-redes adversário poder fazer seja o que for. Um lado esquerdo demolidor com Inácio, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Trincão.

Depois o Sp. Braga meteu um avançado fresco. Dum mau alívio de cabeça na direita, penso que por Coates, resultou um centro largo ao segundo poste, Esgaio mais uma vez fica a olhar e esse avançado marca... com o ombro. Mas se fosse com outra parte da anatomia era o mesmo, estava escrito que ia ser assim.

As alterações feitas logo a seguir por Rúben Amorim não ajudaram. Sem Coates os nervos dos mais novos e/ou menos experientes vieram ao de cima, a equipa abusou do jogo directo, tudo era feito à pressa e nada bem, e a partida foi correndo muito ao gosto do Sp.Braga. Até estivemos perto de sofrer um segundo golo, enorme defesa de Israel.

O Braga ganhou porque marcou um golo na primeira oportunidade e conseguiu não sofrer em muitas que teve o Sporting. Com esta sorte, e nem é preciso tanta nos jogos europeus que aí vêm, ainda vai ganhar a Liga Europa. Mas desconfio que no sábado volta ao normal.

 

O que correu pior ao Sporting e que terá de ser corrigido para o resto da época? Além de todo o azar ou falta de sorte, hoje tivemos:

- Uma equipa coxa do lado direito, ofensiva e defensivamente, sem articulação entre o trio Quaresma-Esgaio-Edwards e com Esgaio a comprometer.

- Uma equipa com overdose de criativos. Pedro Gonçalves, Trincão e Edwards no mesmo onze é demasiado, e quem sofre é o sueco, que nunca sabe o que vai sair dali. Nem eles. Que falta lhe faz o Paulinho.

- Uma equipa em estado de nervos quando se vê a perder e o patrão sai do jogo. Porque Coates é mesmo o patrão neste modelo de jogo do Sporting, é ele que acelera a saída ou temporiza e deixa a equipa subir no terreno, nenhum dos médios tem essas características, e Gonçalo Inácio não tem o mesmo "calo", não falando da questão "mercado de Inverno".

 

Melhor em campo? Pedro Gonçalves, sempre a procurar fazer bem e a estar no lugar certo. E ia fazendo muito bem um par de vezes.

Arbitragem? Impecável, nada a dizer.

E quando é o jogo com o Casa Pia? Segunda-feira ou quarta-feira? 

SL

O dia seguinte

O Sporting goleou mais uma vez em Vizela, 5-2 no final do encontro, três golos anulados por foras de jogo, dois penáltis claros por marcar sobre Coates e Edwards e um amarelo estupidamente mostrado a Hjulmand. Narciso e Rui Costa, em grande, merecem prémio apito APAF de lata dourada.

De qualquer forma os golos validados e por validar contam a história do jogo. Paulinho assiste para o 1º golo do Gyokeres, Trincão também tentou assistir o sueco mas a bola entrou directa, depois o mesmo Trincão assistiu para o golo de Paulinho, Pedro Gonçalves assistiu nos dois últimos golos, de Coates e Gyökeres. Pelo meio três golos invalidados por fora de jogo, dois a Paulinho, e um ao sueco, de poucos cms (tão claros como o do golo validado ao Vizela). Resumindo, o jogo foi resolvido pela linha avançada do Sporting, um rolo compressor no qual o Pedro Gonçalves se integrava a partir da esquerda, e o resultado final peca apenas por escasso.

Nota negativa apenas para mais um golo sofrido na sequência duma bola parada, mais uma vez do lado esquerdo da defesa. Penso que já são cinco esta época, e são mesmo demais. Este muito por culpa dos 2 últimos homens da linha, Quaresma e Esgaio, que focados no fora de jogo se esquecem de intervir. Coates fora de forma mas entende-se, e tem mesmo que jogar.

Melhor em campo? Mais uma vez Gyökeres, mas que diriam do Paulinho se falhasse um golo daqueles a 1m da linha de golo?

Arbitragem? Mais uma vergonha duma dupla de medíocres, árbitro e VAR.

E agora? Desfrutar da Taça da Liga, um triunfo sabia mesmo bem, mas o que importa é seguir ganhando no campeonato e o próximo jogo é com o Casa Pia em Alvalade.

SL

O dia seguinte

Um dia de inverno, um dia de chuva, um dia de ficar por casa no sofá em frente à TV. Após o 3-0 do voleibol em Guimarães veio a 1.ª parte da nossa selecção de andebol e depois foi passar para Chaves, onde o histórico do local (peixeirada do Bruno de Carvalho na cabine incluida), a chuva inclemente, o estado do relvado, o próprio onze escolhido por Rúben Amorim com Pedro Gonçalves no meio-campo, o Godinho "maria vai com o VAR", enfim, tudo fazia pensar no pior. Estavam os ingredientes alinhados para a caldeirada requentada por demais vista à moda dos lampiões e dos morcões.

Mas nada disso aconteceu. Amorim estudou bem o adversário, colocou as melhores peças no tabuleiro e esmagou. Superioridade total do Sporting na 1.ª parte num 3-3-4 muito adaptado às condições do terreno, com Pedro Gonçalves sempre mais um quarto avançado do que um quarto médio e um par de pontas de lança possantes que causavam mossa no adversário. Demorou muito a acontecer o primeiro golo, mas o 1-0 ao intervalo apenas pecava por defeito para o que tinha sido a superioridade do Sporting.

 

Na 2.ª parte Amorim resolveu tratar de muita coisa ao mesmo tempo, dar minutos a Coates, ter a equipa preparada para um futebol mais aéreo dado o estado cada vez pior do terreno, e tudo correu bem, recuperando a bola cá trás logo aconteciam situações perigosas para o adversário, e Trincão e Pedro Gonçalves ditaram o resultado.

Mais golos se foram perdendo muito por culpa do sueco extra-terrestre. Ainda houve tempo para o melhor em campo, Pedro Gonçalves (e quanto a mim o melhor jogador de futebol do Sporting, pelo menos claramente o melhor português, bem acima de alguns que integram a selecção), sair para volta de honra, e entrarem Bragança, Neto e Essugo... todos ajudaram a equipa a sair com registo limpo de Chaves.

Uma palavra para Eduardo Quaresma, cada vez mais focado e eficaz. Bela primeira parte, valor seguro no plantel do Sporting.

Coates a sofrer um pouco neste retorno, mas faz parte. Precisamos muito dele para o que aí vem.

 

E quem desbloqueou o jogo marcando o primeiro golo? Paulinho. Outro golo decisivo dum jogador que desde que entrou se mostrou importante para o Sporting, ao contrário de muitos pseudos pontas de lança que só deram despesa.

Amarelo a Gyökeres? O Godinho agora é o cão do dono Vítor Baía? Vai ter boa nota desta vez, depois de Faro?

E agora? Rumo a Vizela, contra tudo e contra todos, inclusive daquela ressabiada "turma do malhão" acantonada na tasca. 

SL

O dia seguinte

Um jogo para a Taça de Portugal a meio da semana neste complicado mês de Janeiro obriga a muito mais do que pôr o melhor onze em campo. Foi esse o exercício que Rúben Amorim fez, dando treino a alguns, protagonismo a outros e motivação a terceiros. Sempre numa lógica de alargar o plantel efectivo, aquele com que pode mesmo contar para o resto da temporada.

Com o onze que definiu para enfrentar o Tondela, o Sporting conseguiu uma bela primeira parte. Equipa com tracção à frente pela locomotiva sueca e com um Bragança sempre a pôr carvão na caldeira, conseguindo abafar um adversário que tentou jogar futebol. O 3-0 ao intervalo apenas pecava por escasso, mesmo considerando a grande defesa de Israel num lance que nasceu dum passe de Nuno Santos para o "pé cego" do estreante Pontelo.

E a mesma locomotiva logo inventou mais um golo no início da 2.ª parte. Com 4-0 aos 60 minutos o desfecho da eliminatória estava mais do que definido, altura em que ele e Inácio sairam. Aí o jogo terminou. Quem ficou no estádio, como eu, foi assistindo a duas equipas a falhar, por cansaço de alguns e desispiração de outros, e um árbitro ainda a falhar mais porque mais do que aquilo não sabe. Quem tenha saido aos 60 minutos não perdeu nada.

 

Melhor em campo? Gyökeres, mais uma vez, um exemplo para todos. Grande exibição de Bragança na 1.ª parte, realmente cresceu nesta temporada duma forma incrível, isto após uma época perdida por uma lesão grave. Se calhar Varandas e Amorim tinham mesmo razão.

Sobre Pontelo, parece o irmão mais novo de Feddal. Claro que não é um Diomande, precisa também de ganhar outra compleição física, mas também está muito acima de defesas centrais com a sua idade que tenham passado pela nossa equipa B nos últimos tempos. Nem vale a pena comparar com o Chico Lamba ou com o Muniz. Excelente contratação ainda mais pelo valor do passe, que como Fresneda (e como Tanlongo, e como Sotiris e como Matheus Nunes e como outros) vai precisar de tempo para se impor.

Sobre os mais novos, Essugo e Moreira, foi apenas mais uma oportunidade para os dois. Essugo aos poucos parece lá ir, de jogo para jogo acrescenta qualquer coisa, mas talvez um empréstimo a equipas da 1.ª ou 2.ª Liga onde pudessem jogar com continuidade fosse benéfico para ambos.

Quaresma já parece ter passado essa fase, agora é dar seguimento quando chamado a jogo.

 

E agora? Ir ganhar ao Chaves e depois ao Vizela.

Dois jogos fora contra equipas pequenas cruciais neste mês de Janeiro, em relvado que podem ser verdadeiros pântanos e com arbitragens encomendadas pelos que sabemos quem são.

SL

O dia seguinte

Rúben Amorim apostou num onze de elevado risco contra uma boa equipa da Liga que atravessava o melhor momento da época e ganhou completamente a aposta. Bragança e Quaresma tiveram o seu dia em que quase tudo correu bem, e assim nem se notou a falta de Morita e Diomande. Da ausência do Coates tratou e bem Inácio. E esteve de volta o "Beckenácio".

Depois mais uma vez houve um Gyökeres doutra galáxia. Não existe futebolista como ele a actuar em Portugal que combine físico com técnica e com inteligência: ele apoia, ele assiste, ele marca, ele faz isso tudo durante os 90 minutos e tal do jogo. Depois o árbitro apita para o final e ele cai redondo no terreno, deu tudo o que tinha.

O Sporting sem ponta de lança não é Sporting. Não vale a pena pensar em três baixinhos e falsos pontas de lança, isso não existe. Sporting é agora Gyökeres, como foram antes Bas Dost, Slimani, Liedson, Jardel, Acosta e muitos outros, muito em especial o "meu" Hector Yazalde, todos eles "abonos de família" da equipa em seu tempo. Com um ponta de lança como o sueco tudo é mais fácil para todos os outros. 

 

Primeira parte de domínio total do Sporting, com dois golos marcados em lances de sonho do sueco que puseram Edwards de frente para o golo e alguns outros desperdiçados. Segunda parte onde o golo de Nuno Santos apareceu cedo e logo aí a vitória ficou atribuída. 

A partir daí, com 3-0 no marcador e Trincão em vez de Bragança, o Estoril reagiu em força e o jogo partiu-se, às tantas mais parecia futsal, os ataques rápidos geravam contra-ataques rápidos, as oportunidade sucediam-se em ambas as balizas, umas bolas entravam outras esbarravam nos postes ou eram defendidas em cima da linha. O resultado final foi 5-1, podia ser ter sido 8-3 ou 10-4. Dois belos golos de Pedro Gonçalves e Trincão, ambos a precisar de serem felizes.

Nota negativa apenas para mais um golo sofrido dum canto do lado esquerdo defensivo, o quarto da época. Neste houve desvio de Paulinho para o lado contrário e para uma zona em que não existia ninguém do Sporting. Como na Luz não havia ninguém aquando do desvio de cabeça dum jogador adversário. Uma questão a rever. Um, dois, três e agora quatro: é de mais, alguma coisa está mal.

 

Melhor em campo? Gyökeres, obviamente. Mas logo depois Edwards pelos dois primeiros golos e depois os outros que entraram de início, todos estiveram mesmo muito bem.

Arbitragem? Excelente, dum árbitro que muito insultei no início quando o vi a "ganhar os galões" prejudicando alarvemente o Sporting mas que tem sabido eliminar os seus tiques autoritários e encontrar o seu caminho na linha da arbitragem da Champions e não da medíocre nacional dos Pinheiros, Manueis Oliveiras e muitos outros.

Afinal a ausência de Morita, Diomande e Catamo deixou de ser drama e tragédia? Afinal Quaresma, Bragança e Essugo contam? Sempre contaram, por isso mesmo é que lá estão. Por decisão e aposta de Rúben Amorim.

E agora? Quem ganha ao Estoril, ganha ao Tondela. Vamos tratar deles na próxima terça-feira. Depois se verá o resto.

SL

O dia seguinte

Jogo extremamente complicado em Portimão, contra uma equipa bem orientada por uma velha raposa, o Paulo Sérgio, forte fisicamente, que "montou o autocarro". Até sofrer o golo, 90% do jogo desenrolava-se em 30% do campo. E para onde ia Gyökeres iam dois ou três deles.

Até ao passe magistral de Pedro Gonçalves, já então a coxear devido a uma pisadela dum adversário, para o belo golo de Gyökeres a verdade é que o Sporting teve poucas oportunidades de marcar, muito devido a um flanco direito desarticulado e desinspirado mas também ao desaproveitamento completo dos muitos cantos de que dispôs.

Ao fim e ao cabo a equipa sentiu muito a falta do trio Coates, Inácio e Hjulmand nas duas áreas de rigor. Dos muitos cantos nada resultou, de dois livres laterais resultou o golo adversário. Neto viu amarelo e foi trocado ao intervalo. Ficou o Catamo a marcar... o Relvas. 

 

Com a saída de Pedro Gonçalves tudo se complicou. Aqui se calhar o Catamo devia ter saído também, para a equipa se compensar defensivamente com Esgaio e Bragança, até porque Diomande andava já a ser perseguido pelo medíocre apitador. Daquele lado, de Bragança-Catamo-Quaresma, veio o perigo que podia ter dado uma derrota se calhar mais merecida do que a de Guimarães. Valeu então o "santo" Adán.

E valeu também o grande cruzamento de Morita para o golo de calcanhar de Paulinho, com a sorte no ressalto que que lhe faltou nos dois ou três golos que falhou.

Por isso, para mim, melhor em campo: Adán. Depois Diomande e Morita no jogo, Pedro Gonçalves, Gyökeres e Paulinho nos golos.

 

Arbitragem? A mediocridade do costume do portuense, incapacidade de segurar o jogo pelo diálogo com os jogadores, sem critério disciplinar entendível, amarelos a granel, para o Sporting ao primeiro toque e ao adversário lá pela meia dúzia, falta mais que discutível de Diomande que está na origem do golo sofrido. Pelo menos não estragou o jogo com penáltis e expulsões. Dizem que foi dos melhores classificados na época passada, o que só prova o estado miserável da arbitragem em Portugal.

No tempo do Apito Dourado era pior? Pois era. E daí?

E agora como vai ser todo um mês sem o "samurai" e o "príncipe"? Vai ter que ser jogo a jogo, ainda nem chegámos ao fim da 1.ª volta. Treinador, temos o melhor da Liga.

Boas passagens e um óptimo 2024 para todos, com o Sporting Campeão!!! Vamos fazer por isso!

SL

O dia seguinte

Numa tarde bem fria e na véspera das mini-ferias de Natal, o Sporting não facilitou. Com um triângulo central Hjulmand-Bragança-Paulinho em evidência fez uma bela primeira parte, marcou dois, falhou outros tantos, sem que Israel tivesse feito uma defesa.

Na segunda parte, sem Pedro Gonçalves e com Edwards e Trincão a abusar no individualismo, o ritmo não foi o mesmo, foi tempo de dar minutos e moralizar Quaresma, Essugo e Moreira enquanto se iam desperdiçando golos em série.

E ainda de consentir um golo por falha grave de Matheus Reis. Que com certeza Rúben Amorim irá confrontar no balneário e, se ele abrir a boca, mandá-lo para a B. E berrar que, se a coisa continua assim, mete os juniores. É um líder, este Amorim.

Falando a sério, mais uma vez Esgaio e Trincão combinaram muito mal na direita, mais uma vez achei que Trincão rende bem mais na esquerda. Para onde foi a meio da segunda parte, em troca com Edwards. Mas, jogando bem ou mal, não pode é perder os golos que perdeu.

E foi assim. No fundo, um óptimo treino para preparar a difícil deslocação a Portimão.

Onde espero estar como estive hoje em Tondela, mas não com este frio.

Melhor em campo? Paulinho. Jogou e fez jogar.

Feliz Natal para todos e...

Saudações Leoninas 

O dia seguinte

Grande vitória do Sporting ontem em Alvalade, num jogo em que foi muito superior ao adversário e que só a arbitragem por um lado anulando dois golos de forma mais do que discutível e a precipitação ofensiva por outro, quando em vantagem numérica, impediram a goleada.

O que desde logo só pode significar um trabalho muito bom de Rúben Amorim, mas quando a equipa entra em campo sem o capitão que se lesionou no final do último treino e em vez dele alinha um colega com menos minutos na época, e esse faz uma enorme exibição, então é mesmo um trabalho excepcional, se calhar a melhor noite de Amorim de sempre ao comando do Sporting, vulgarizando o malcriado batoteiro Conceição. Vá lá que desta vez não ajudou a roubar a carteira e o telemovel de ninguém, ficou-se por ameaçar o árbitro com aquilo que aconteceu ao careca Godinho.

Excelente exibição do Pepe. Compensa a natural falta de velocidade e os efeitos das pomadas milagrosas com uma atitude e ambição notáveis, ao dar cabo de qualquer um que lhe apareça à frente, ao pontapé, ao murro ou à estalada, tudo serve para agradar a alguns Sportinguistas que se queixam da falta desses valores no nosso plantel. Para eles seriam sempre onze Pepes.

Adán, com uma excelente defesa, foi decisivo antes do intervalo, enquanto antes o Diogo Costa sofreu um golo do mesmo jeito que ele tinha sofrido em Guimarães. Pelo que só mesmo não percebendo grande coisa de futebol se pode dizer que uma e outra sejam frangos do guarda-redes. Cada um procurou cobrir a área mais provável para o avançado rematar, mas o avançado arriscou pelo buraco da agulha e teve sucesso.

 

Falando agora mais do jogo, arbitragem à parte, o 3-4-3 assimétrico de Amorim realmente funcionou. Catamo muito mais projectado do que Matheus Reis, Quaresma caía em cima do Galeno e Catamo do Zaidu, destruindo completamente o lado esquerdo do Porto. E defendendo bem, sabendo alternar entre saída a jogar e lançamentos em profundidade, sempre apareciam situações de lançamento do Gyökeres, para fazer miséria lá na frente. A única oportunidade do Porto no final da 1.ª parte resulta da equipa do Sporting não ter conseguido digerir no momento a anulação do golo por pseudo-falta de Quaresma.

Na 2.ª parte o Pepe quis resolver o jogo ao murro e depois de ter sido expulso tudo ficou mais fácil. O Porto tinha de atacar e foi levando com bolas nas costas dos defensores que podiam e deviam ter dado mais golos, o Diogo Costa fez outra enorme defesa, Nuno Santos centrava de olhos fechados, e Pedro Gonçalves mais uma vez não acertava na baliza. 

Todas as substituições foram lógicas. Foram saindo os mais desgastados por menor utilização, e entrando aqueles que tinham sido titulares na última quinta-feira. Paulinho e Gyökeres garantem logo que a defesa começa no ataque, porque correm para trás como correm para a frente e não dão um lance por perdido.

 

Melhor em campo? Gyökeres.

Melhor exibição de sempre pelo Sporting? Eduardo Quaresma, mesmo com o cartão amarelo escusado. Temos finalmente Edu? É como Amorim diz, o que fez neste jogo tem de fazer sempre, nos treinos e nos jogos. Sempre concentrado, sempre a jogar simples, sempre eficaz.

E agora? São apenas 3 pontos, ainda nem sequer terminámos a 1.ª volta, mas sabe muito bem seguirmos em primeiro. Mesmo com o amargo de boca dos últimos dois minutos na Luz. Seriam mais três pontos nossos e menos três deles. Mas enfim...

E sobre a azia dos ressabiados sempre a clamar pelo "rabolho Amorim"? Aguentem e não chorem.

SL

O dia seguinte

O Sporting fechou a fase de grupos da Liga Europa com uma vitória clara contra o actual 2.º classificado da Liga Austríaca (o 1.º, com 2 pontos mais, só por milagre não pôs o Benfica fora da Europa), num jogo que deu para tudo. Descansar titulares, dar minutos a suplentes, até para testar Essugo a ala direito.

Foi um.jogo perfeito do ponto de vista de controlo das operações e de não dar chances ao adversário. Israel teve apenas de defender uma bola, um cabeceamento na sequência duma bola parada, e várias oportunidades existiram para marcar mais golos e seguir até à goleada. 

Pela negativa, Trincão, que ameaça converter-se num grande problema, falhando lances em série por um individualismo exacerbado, sempre à procura do golo fenomenal que teima em não surgir e sempre parecendo traumatizado por isso mesmo.

Pela positiva, Bragança que fez talvez o melhor jogo que lhe vi num meio-campo a dois. Intenso nos duelos, desarmando, usando o corpo sem falta, chegando à area embora falhando um golo que parecia só empurrar. Também Inácio, que conseguiu marcar dois golos de oportunidade. 

E agora? Venha quem vier em Fevereiro, mas o importante é ganhar o clássico na segunda-feira.

Confio que sim, contra tudo e contra todos. Contra os APAFs que além do que fizeram em Guimarães conseguiram levar ao colo o cadastrado Pepe para o clássico, os andrades do norte e os letais do sul. 

SL

O dia seguinte

Custa perder assim na antevéspera do clássico, custa ter de assistir ao cadastrado Pinheiro transformar uma expulsão dum adversário que se "atirou para a piscina" num penálti, custa assistir a muitos erros próprios intervalados com coisas muito bem feitas, mas é preciso cabeça fria, não entrar em depressões de bipolaridade, analisar os erros cometidos e preparar o futuro.

Antes do mais, em Guimarães, à chuva, com o terreno pesado, sem o melhor onze em campo, com Inácio e Hjulmand condicionados pelos amarelos, contra um adversário numa das suas melhores noites, já com o trauma do penálti, com o jogo empatado a meio da 2.ª parte é melhor controlar o jogo e aceitar o empate, ou arriscar e tentar a vitória? Eu seria pela primeira opção. Rúben Amorim, já o Nuno Dias do futsal tinha feito o mesmo na Supertaça, foi pela segunda. E perdemos. 

Podem dizer que a vitória dá 3 pontos, o empate 1 e o Sporting tinha de tentar a vitória. Pois. Mas a verdade é que perdemos, e perder custa muito mais a todos, treinador, jogador, sócios, adeptos, do que o empate. E o ponto perdido pode fazer muita falta.

 

Na 1.ª parte já se tinha percebido que a linha defensiva sem Coates não garantia confiança, quer pela organização global pensada por Amorim para um 3-4-3 bem diferente do normal, quer pelo desempenho individual de Esgaio e de Inácio.

Inácio está no primeiro golo, batido no jogo aéreo, no segundo é batido no contra-ataque, e no terceiro é batido no tackle. Se já se percebeu que não atravessa a melhor fase, porque não foi Diomande o escolhido para o meio e Inácio à direita? Não percebi.

Foi tudo em função de encaixar Catamo na ala direita e aproveitar a sinergia com Edwards? Com Edwards em noite de "peixe fora de água" a boa ideia não resultou de todo. 

 

Na 2.ª parte, a saída de Hjulmand destruiu a equipa. Com Pedro Gonçalves, até então o melhor avançado a ter de recuar no terreno, perdemos completamente o controlo do jogo. Trincão mais uma vez entrou em modo zombie, jogou pouco e desperdiçou uma oportunidade que lhe caiu do céu para marcar.

Resumindo, patrão Coates fora dia santo na loja, um grande jogo para ver na TV, uma exibição de altos e baixos do Sporting, uma derrota que podia ter sido evitada, como a da Luz a podia e devia ter sido, e a noção reforçada de que esta equipa precisa de reforços no mercado de inverno, especialmente para o meio-campo. Pedro Gonçalves não pode recuar no terreno, nem Coates ir para ponta de lança a meio da 2.ª parte. Ponto.

 

Melhor em campo? Diomande.

Piores em campo? Esgaio, Inácio, Edwards, Trincão, o Gyökeres também está no lote. Enfim, gente demais, Pinheiro à parte, para termos merecido conquistar os 3 pontos em Guimarães.

E agora? Seguimos no topo da 1.ª Liga, seguimos na Liga Europa, na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Agora é despachar o jogo-treino europeu de quinta-feira e ganharmos o clássico na segunda-feira seguinte em Alvalade.

E eu e muitos Sportinguistas como eu lá iremos estar. Em Alvalade, com muita confiança no futuro, a apoiar Amorim e equipa. Porque eles merecem mesmo.

SL

O dia seguinte

Depois da vitória de ontem em Alvalade o Sporting segue na frente da Liga, onde até agora só concedeu uma derrota e um empate, em jogos com Benfica e Sp.Braga onde só não ganhámos por arbitragens que em decisões muito duvidosas anularam jogos ou expulsaram jogadores nossos e engenho dos adversários / falta de sorte em momentos decisivos.

Obviamente que isso é mérito do grande treinador que temos, que só não é reconhecido como tal pelos idiotas letais da tal tasca que no estádio não sentam o respectivo. Isso ontem ainda foi mais óbvio, ele ganhou o jogo com as três substituições ao intervalo.

Até lá, o Sporting tinha o flanco esquerdo completamente inoperante muito por culpa dum nosso ex-jogador, apenas o direito conseguia produzir com Esgaio a centrar com precisão e Edwards naquelas incursões muito perigosas para a defesa adversária. Entretanto do quase nada, duma falta desnecessária de Inácio, o Gil Vicente marca um bom golo no seguimento de bola parada a que só um lance de sorte do Sporting, um remate de primeira de Nuno Santos que tabelou num adversário. E foram mesmo Inácio, Esgaio e Nuno Santos a sair ao intervalo.

Na 2ª parte, com St. Juste, Catamo e Edwards na ala direita o Sporting tornou-se um rolo compressor para o adversário, falhou o primeiro golo por Edwards, mas logo depois Gyokeres facturou duas vezes colocando o Sporting a ganhar por 3-1. Impressionante a reacção do Sporting ao 2-1, carregando no acelerador e expondo o momento de fraqueza do adversário.

E assim, aos 56 minutos, o jogo estava resolvido, as oportunidades para aumentar o score sucediam-se, e as oportunidades para que o árbitro através da amonstragem de cartões mostrasse que a APAF podia confiar nele também. Esgaio já tinha sido amarelado por um tackle sem sequer tocar no adversário, Inácio também. Depois foram Matheus Reis por razões que só ele sabe, Edwards num lance perto da área contrária, Coates num lance que nem falta era. Parecia que ganhava ao cartão, ou à exclusão de jogadores para o jogo seguinte. Mas pior que o árbitro foi o VAR, que chamou o árbitro sem ter certeza de que ele se tinha enganado, subvertendo grosseiramente o protocolo. Conseguiu anular dois golos ao Sporting e validado o do Gil Vicente por cms nas linhas colocadas, se calhar foi só azar do Sporting. Depois do VAR Rui Costa ter fechado os olhos a um penalti e uma expulsão a desfavor do clube da sua terra, parece que a APAF está decidida a nomear o campeão.

No meio disto tudo um Gil Vicente com alguns palhaços que caiam ao menor toque, e forçavam a paragem do jogo e a intervenção da equipa médica, a vergonha dum treinador e dum futebol português que o deslumbrado amigo do Bruno de Carvalho e por ele apoiado, Pedro Proença, faz por ignorar,

Mesmo assim, pior mesmo foi a lesão, mais uma, de St.Juste que tinha entrado muito bem no jogo. A entrada de Quaresma apenas veio evidenciar a enorme diferença de classe dum e doutro.

Melhor em campo? Gyokeres obviamente, mas depois Coates, Hjulmand e Edwards foram fundamentais na vitória alcançada.

E agora? Ir a Guimarães ganhar mesmo sem Coates e St.Juste, e com Inácio à beira do quinto amarelo. Mas tem que ser, e o que tem de ser tem muita força.

SL

O dia seguinte

Perdermos hoje em Bérgamo a corrida pelo 1.º lugar no grupo da Liga Europa e assegurámos o 2.º lugar, o que desde logo traz vantagens e inconvenientes. Por um lado podemos descansar titulares na semana do clássico, mas vamos depender do sorteio para saber com quem iremos jogar no início do ano, sendo que não iremos defrontar nenhum dos rivais para a Liga nessa altura, e o Sp.Braga receberemos em Alvalade.

Não me recordo de num jogo fora das competições europeias contra um clube médio/grande duma grande Liga como a italiana termos sete ocasiões claras de golo contra duas do adversário. Conseguimos deixar de ganhar o jogo só mesmo por muita falta de inspiração e de sorte também. As duas coisas que faltaram ao melhor marcador da Liga no ano do título e que não queria acreditar no que estava a acontecer.

 

Esta Atalanta não é pera-doce para ninguém. Tem um modelo de jogo completamente "fora da caixa" no futebol actual, baseado na marcação em presssing homem a homem e no desequilíbrio ofensivo via homem livre vindo de trás, e contou com um árbitro inglês de critério bem largo ao seu gosto. Claro que entrando em pressing total a todo o campo haverá um momento em que as energias acabam, primeiro dum, depois doutro, e a equipa falha o pressing, perde o fulgor, perde o tempo de entrada aos lances, os amarelos vão surgindo e a equipa cada vez mais fica acantonada perto da sua área à procura dum contragolpe rápido e certeiro.

Com uma defesa sem Coates, com mais pedalada mas menos controlo, o Sporting nem sempre soube contrariar esse modelo de jogo na 1.ª parte, muito por culpa dum Trincão sem tempo nem espaço para receber, rodar e acelerar. Esgaio também foi de pouca ajuda, para além de um pontapé disparatado na sequência dum canto programado. As perdas de bola nas transições ofensivas do Sporting rapidamente eram transformadas em desmarcações para golo dum perigoso Scamacca (não foi falado há anos do interesse do Sporting nele?). Que marcou um grande golo mesmo contando com a colaboração de Adán. Mesmo assim o Sporting teve duas grandes oportunidades para levar o jogo empatado para intervalo. 

 

Na 2.ª parte Rúben Amorim corrigiu o que estava à vista de todos. Entraram como tinham entrado em Alvalade Edwards e Catamo, e, com a excepção de mais um passe falhado e uma desmarcação do mesmo Scamacca que falhou um golo certo, só deu Sporting. Edwards falhou um, marcou outro, Pedro Gonçalves falhou mais três lances de golo feito, incluindo um remate que foi aos dois postes. Dizer o quê ? O Messi falhou muitos também.

Melhor em campo? Edwards, grande entrada em campo dum jogador que se transcende nestes palcos. St. Juste provou mais uma vez que é um óptimo defesa central, e o seu processo de recuperação física está para já a resultar. Vai calar a boca a muito boa gente.

Arbitragem? Critério largo, deixar jogar, reprimir as faltas de respeito e as palhaçadas, podia dar aulas aos Soares Dias, Joões Pinheiros e Duarte Gomes.

E agora? Gil Vicente na segunda-feira.

SL

O dia seguinte

Bom jogo do Sporting hoje num Alvalade bem composto, mais de 18 mil espectadores para um jogo da Taça com uma equipa da 4.ª divisão nacional.

E com muitas famílias e miudagem, avós com filhos e netos, com todos incrivelmente a pagar desde tenra idade, o que deu um colorido completamente diferente a uma bancada central mais "histórica".

Bom jogo desde logo porque o Sporting respeitou público e adversário entrando em campo com um onze rotinado como entraria contra a Atalanta, com o habitual 3-4-3 um pouco assimétrico pela vagabundagem consentida de Nuno Santos, controlando o jogo, rodando a bola pelos corredores e desgastando o adversário que se focalizou na marcação apertada a Hjulmand e Bragança e dava espaço nas alas. Mas por más decisões no último passe ou remate no jogo corrido os golos só acabaram por aparecer na sequência de cantos muito bem marcados por Nuno Santos.

Na segunda parte obviamente que o Dumiense se iria ressentir pelo esforço de marcação realizado e foi só uma questão de acelerar o ritmo "pondo carvão na fornalha" com as entradas de Edwards e Gyökeres para a goleada acontecer. Foram oito, podiam ter sido menos ou mais. Umas entraram, outras não.

Até deu para Essugo e Quaresma terem minutos, e a verdade é que os mereceram, entraram concentrados, a jogar simples e também eles souberam contribuir para a goleada. Um e outro de toscos não têm nada, a capacidade técnica está lá, precisam é que a cabeça ajude o resto. Recordemo-nos que há quatro anos, quando Rúben Amorim chegou ao Sporting, a aposta primeira parecia ser Quaresma e não Inácio. Quanto valem um e outro hoje? E onde está a diferença? Mas ainda vai a tempo o Quaresma, assim ele queira. 

Já agora a mesma coisa mas noutro nível relativamente a Trincão. Um Porsche com rendimento de VW.

 

Melhor em campo? Paulinho: três bons golos e uma assistência para o golo de Trincão. Foram 13M€ mais o Borja? Uma das melhores decisões do presidente no que respeita ao futebol. As bancadas mais uma vez cantaram o seu nome, e com Gyökeres ao lado está nas suas "sete quintas".

Outros merecem referência:

- Coates passou a ser o estrangeiro com mais jogos no Sporting? O melhor central dos últimos 50 anos do Sporting, antes não faço ideia. E hoje com mais um golo "à ponta de lança".

- Neto marcou o primeiro golo ao serviço do Sporting? O "avô" do balneário já merecia e há muito. Hoje deu o corpo ao manifesto, cortando um remate que podia ter dado golo, acudindo prontamente ao lapso dum Bragança ainda combalido por uma situação anterior.

- Com um ou outro desperdício pelo meio, Nuno Santos marcou três cantos para golo e converteu impecavelmente o penálti.  

Arbitragem de categoria, oxalá o rapaz não se perca nas malhas mafiosas que dominam a arbitragem.

E agora? Ir ganhar a Bérgamo, vingando a derrota de Alvalade onde o poste impediu a reviravolta no marcador.

SL

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