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És a nossa Fé!

O dia seguinte

O Sporting encerrou da melhor maneira este campeonato, com uma vitória concludente contra a equipa que meses antes nos tinha eliminado da Taça e levando Pedro Gonçalves ao topo dos melhores marcadores.

Com um onze muito diferente do habitual, o Sporting entrou rápido e pressionante, os lances de perigo sucediam-se e rapidamente se chegou ao 3-0. Enquanto isso no Marítimo os jogadores caíam a bom ritmo agarrados a tudo o que podia doer, na tentativa de quebrar o ritmo e escapar à goleada. Na 2.ª parte o Sporting tentou voltar ao ritmo inicial mas já foi um jogo mais dividido, ainda chegou ao 5-1 com um golão de Plata mas cedeu o "ponto de honra" ao cair do pano.

Além da noite mágica de Pedro Gonçalves, com três golos plenos de oportunidade e frieza na concretização, Jovane esteve muitíssimo bem, com arranques poderosos e muito mais empenhado no jogo colectivo, e aquele passe para o terceiro golo de Pedro Gonçalves é deveras magistral. Paulinho como de costume a fazer tudo bem menos marcar nas oportunidades que vão aparecendo, em jeito não acerta na baliza, em força bate em alguém, todos os outros em plano bastante aceitável. O meio-campo com Matheus Nunes e Bragança funciona só num sentido, qualquer dos dois precisa dum jogador mais posicional nas costas. E lá teve que voltar Palhinha para pôr ordem na casa.

Percebe-se bem o discurso de Amorim. Saindo Nuno Mendes e João Mário, para equilibrar as contas e ter capacidade de investimento em novos craques, não pode sair mais ninguém do núcleo duro da equipa. E mesmo assim vai ser difícil substituir esses dois: a intensidade e os cruzamentos mortíferos do primeiro e a capacidade de comando do segundo vão fazer muita falta. Mas o mercado é que manda: jogadores inegociáveis é coisa que não existe, e se alguns colossos europeus se chegarem à frente eles irão mesmo. Mas quem trocaria a situação de hoje, com o Sporting campeão, um treinador vencedor e uma equipa estruturada com a situação de um ano atrás, um Sporting em 4º lugar, um treinador acabado de chegar, e uma equipa onde os miúdos eram mesmo miúdos e os melhores dos outros estavam de partida?

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SL

O dia seguinte

Para qualquer espectador descomprometido o jogo de hoje na Luz foi claramente o melhor de toda a Liga, as duas equipas estiveram sempre focadas no ataque, foram sete golos de magnífica execução, e alguns remates esbarraram ainda nos postes ou foram milagrosamente salvos pelos defensores.

Mas para um Sportinguista de sofá não deixou ser uma frustração, primeiro porque perdemos e segundo porque não vimos que fosse feito o máximo para ganhar. Claro que o Sportinguista de sofá, ou como no meu caso o Sportinguista dum café de praia algures no Algarve, não está por dentro do que foram os treinos em Alcochete nos dias seguintes à noite branca do Marquês, nem do que são as ideias sobre o mercado do Verão, e os testes que convirá fazer para se tomarem as decisões adequadas. 

Esquecendo tudo isso, se todo o percurso glorioso do Sporting esta época teve como base o reconhecimento e minimização dos seus pontos fracos, hoje na Luz o Sporting entrou em campo com um onze que dispensando Palhinha e João Mário destapou completamente uma defesa já de si amputada de Porro e Feddal. Se Matheus Nunes é um box-to-box de enorme potencial e Daniel Bragança um 10 talentoso e intuitivo, os dois no meio campo tornaram-se num enorme passador sem qualquer capacidade de controlo do jogo. Ainda por cima, quando Amorim tentou corrigir esse problema ao intervalo criou outro ao pôr Matheus a ala direito, o que já se tinha provado anteriormente ser um enorme disparate. E veio um penálti completamente dispensável, de alguém que pensa como um médio e que não percebe o local onde se encontra.

No meio deste descalabro táctico emergiram os grandes craques deste Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Coates, Adán, Nuno Santos. Foram estes que conseguiram meter o Sporting no jogo, evitar uma goleada que iria deixar marcas, e quase conseguir o empate.

Não sei qual era a ideia de Rúben Amorim. Se era demonstrar que Palhinha e João Mário não podem mesmo sair, que precisamos de contratar um artilheiro que não falhe as bolas que Paulinho falha, não esquecendo tudo aquilo que ele faz de bom em benefício da equipa, e dois "carrilleros" com grande capacidade de cruzamento, então por mim está demonstrado. Escusava era de ser às custas duma derrota na Luz.

Mas que se lixe. Que esta derrota, como a do final do ano passado no mesmo sítio, seja um sinal importante para que a próxima época seja aquela que todos nós ansiamos. Todos os clubes têm derrotas aqui e ali. Os grandes clubes são aqueles em que as derrotas custam mesmo a digerir, sabem repensar-se e fazer tudo para que elas não se repitam.

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O dia seguinte

E ganhando em Vila do Conde e o Porto não passando na Luz, nem o Godinho nos impediu de ser campeões. Ainda tentou, fez por não ver todos os contactos na grande área adversária, administrou os amarelos da forma incompetente que o caracteriza, mas não conseguiu adiar a nossa felicidade.

Foi um jogo que tinha tudo para conduzir a outro tipo de resultado, um 5-1 ou coisa que o valha, mas em que os postes da baliza contrária e a alta ansiedade do momento foram tornando a coisa muito de acordo com o que tinha sido a época, foi sofrer até ao fim a contar os minutos que faltavam até ao final, sempre com o Sporting a dominar os acontecimentos, mas sempre a temer uma daquelas situações improváveis em que a bola caprichosamente entra na nossa baliza. Gato escaldado de água fria tem medo.

Foi um jogo em que, se toda a equipa esteve excelente, o seu capitão Coates esteve mais uma vez excepcional. Mais uma vez "El patron" foi imperial a defender, conseguiu lançamentos em profundidade magistrais e ainda teve pulmão para arrancadas de costa a costa magníficas. Simplesmente EXCEPCIONAL. 

Mais uma vez também, o sistema "out-of-the-box" para a realidade portuguesa que Rúben Amorim trouxe para o Sporting. O tal 3-4-3, muito mal compreendido e desconsiderado por alguns, liquidou o adversário, que quase não conseguiu jogar e limitou-se a uma oportunidade de golo, enquanto o Sporting teve mais duma dúzia. Foi com este sistema que o Sporting dominou quase todos os adversários que defrontou, nalgumas vezes esse domínio não foi suficiente para ganhar, outras vezes podiamos não ter ganho mas ganhámos mesmo ao cair do pano, mas não há dúvida que foi um instrumento essencial nesta conquista.

Para estes brilhantes jogadores, a começar pelo seu capitão, o seu enorme treinador em todos os aspectos, toda a estrutura técnica e organizativa, para Hugo Viana que conseguiu ser unha com carne com o treinador e ir de encontro aos seus desejos, e obviamente para o presidente Frederico Varandas, que fez uma aposta de alto risco num treinador sem curriculum e que enfrentou fora do campo com sucesso as forças mafiosas que dominam o futebol português, desde Pinto da Costa à FPF/Unilabs/CD, nunca esquecendo o enorme Paulinho roupeiro, o meu MUITO OBRIGADO.

Foi muito bonito ver Palhinha, Quaresma, Plata e Jovane vibrarem como campeões, depois de todos eles, uns por isto outros por aquilo, passarem por períodos conturbados que poderiam conduzir a desfechos diferentes.

E agora... não basta chegar à Luz de cabelo pintado de verde, por muito que isso nos dê um gozo descomunal. Temos é de lá ir ganhar. Obviamente. 

 

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SL

O dia seguinte

Muitas vezes os bons desempenhos não correspondem a bons resultados, jogos houve onde o Sporting foi feliz no resultado para aquilo que conseguiu fazer, e outros, bem mais, onde fomos mesmo infelizes tendo em conta o que produzimos.

Mas ontem juntou-se "a fome à vontade de comer", tivemos uma das melhores senão a melhor exibição da época que conduziu a uma vitória tranquila: o resultado só pecou por escasso. O Rio Ave não teve uma única oportunidade de golo durante todo o encontro. O Sporting teve, para além dos golos, duas bolas nos postes e mais algumas a que só faltou sorte na conclusão.

Para que isso acontecesse, e além do grande desempenho de todos, os que entraram de início e os que vieram depois, houve uma peça que se revelou essencial no bom funcionamento da máquina 3-4-3: um avançado-centro que tardava em demonstrar o seu valor e que ontem conquistou o penálti que deu o primeiro golo e marcou o segundo, a todos os títulos um golão. Paulinho mistura coisas de médio avançado com a de ponta de lança, nada egoísta, defende, bascula e assiste, articula muito bem com Pedro Gonçalves, e marca golos. Slimani era assim, Bas Dost era assado, Paulinho é outra coisa, e provou finalmente que era a peça que faltava nesta máquina concebida por Amorim.

Esta máquina, além de ser a melhor do campeonato português, está na calha para ter sucesso também na Champions, uma equipa muito bem articulada no tal 3-4-3, um plantel que roda nas posições conhecendo bem o que tem de fazer em cada uma delas, um balneário coeso ancorado numa estrutura de capitães liderada por "El Patrón" Coates. Claro que poderá sair um ou outro, mas alguns hão-de vir também, a estrutura está montada.

Tal como no futsal, esta nova fórmula Sporting (um grande treinador, uma grande estrutura de capitães, um conjunto de miúdos formados no clube "com a força toda") está a conduzir-nos às maiores vitórias, aos maiores sucessos. Nuno Mendes no futebol, Zicki Té no futsal, são os porta-bandeiras da nova geração. Simplesmente fantásticos.

E sendo assim... segue-se o Boavista. Mas antes disso temos mais logo... Será que mais logo os deuses me farão a vontade e a viúva vai mesmo para o frigorífico?

 

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PS: Por alguma desincronização da plataforma relativamente ao meu portátil, o post saiu com data diferente daquela que era suposto acontecer. Para todos os efeitos, considerem este meu post como de 6/5/2021.

SL

O dia seguinte

Ganhámos mais que merecidamente a primeira das cinco finais e temos no meio da semana a oportunidade de chegarmos ao título, caso vençamos em Vila do Conde e o Benfica ganhe na Luz. Nesse caso serão 9 pontos de vantagem com três jogos para jogar, e não haverá Godinho nenhum que nos tire o caneco.

Mais uma vez ontem não foi um jogo fácil, o Sporting nunca tem um jogo fácil, os nossos ex-jogadores não fazem penáltis estúpidos, e os árbitros não inventam penáltis a nosso favor. É tudo ao contrário, e ontem foram três por assinalar que nos poderiam ter poupado a muito sofrimento.

 

O Nacional entrou em Alvalade para jogar no limite da legalidade: marcações em cima, faltas constantes para quebrar o ritmo do Sporting. Com outro árbitro teria chegado ao intervalo com meia equipa amarelada e muita dificuldade de continuar a jogar daquela forma. Com aquele que foi a Alvalade, eles sentiram as costas quentes e foi preciso uma falta táctica mais que evidente para pôr na rua um jogador que só à sua conta já ia na dúzia.

Quanto ao Sporting, digamos que procurou jogar no meio das faltas, metendo velocidade no jogo, explorando o flanco esquerdo com Nuno Mendes e Nuno Santos a combinarem muito bem, com Paulinho e Pedro Gonçalves também em boas combinações, mas sempre a falhar na concretização.

 

Paulinho começa a ser um caso de estudo. Ontem teve meia dúzia de oportunidades de golo flagrantes, e muitas delas construídas pelas suas desmarcações oportunas, e depois todas falhou. Numa delas parece que fecha os olhos e acaba por rematar por instinto à figura do guarda-redes.

Comparando com Bas Dost e Slimani, melhor em tudo menos no essencial. E o essencial para um ponta de lança é marcar golos. Não marcando...

Mas como diz o Ronaldo, os golos são como o Ketchup. Oxalá seja assim, no caso de Paulinho.

 

Jovane é um caso à parte. Ontem esteve brilhante e resolveu o jogo. Provocou a expulsão, assistiu no primeiro de forma magistral, provocou e converteu o penálti. Contra o Famalicão teve tudo para resolver o jogo num lance fácil e falhou. Jovane é um avançado "vagabundo" do qual podemos esperar tudo. Tem uma técnica alicerçada no físico de culturista, não tem a disciplina táctica doutros para jogar de início, mas é um "abre-latas" imprescindível para um Sporting com ambições.

Tem de ser valorizado por isso mesmo.

 

Se toda a equipa esteve bem, Max provou que está ao nível de Adán, os três "velhos" da defesa estiveram muito bem, aqueles que vieram do banco estiveram magníficos, o que demonstra mais uma vez que Rúben Amorim tem o grupo de trabalho na mão.

Todos eles, de Max a Antunes, se sentem valorizados e importantes neste percurso brilhante do Sporting. A forma como conseguiu recuperar Plata e Jovane do rescaldo das ilusões do mercado de Inverno é admirável.

E foi assim. Mais uma vitória, mais um jogo sem conhecer a derrota, muito sofrimento de jogadores e adeptos, muita alegria no final. Estamos cada vez mais perto, José...

 

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O dia seguinte

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Ontem foi 25 de Abril, e em 1974 com o 25 de Abril veio a liberdade, e veio também a dobradinha do Sporting com um argentino, Hector "Chirola" Yazalde, a ser de longe o melhor jogador do campeonato, além de bota de ouro com 46 golos em 30 jogos.

E ontem foi um uruguaio, Sebastián "El patrón" Coates a ser crucial na vitória épica em Braga, a jogar com menos um desde os 15 minutos devido a uma arbitragem parcial dum habilidoso árbitro do Porto que já nos tinha prejudicado enquanto VAR em Famalicão.

O Sporting entrou mal no jogo, a entrada de Nuno Santos no onze inicial que eu tanto preconizava não resultou. O Braga manobrava à vontade no meio-campo criando situações de superioridade numérica e partindo com a bola dominada para cima da defesa. De duas situações assim saíram dois amarelos para o mesmo e consequente expulsão, Fransérgio entrou de sola e só viu amarelo, e lá ficámos a jogar 10 contra 11.

Rúben aguentou a vontade de mexer na equipa, ela soube recompor-se dentro do campo num 5-4-0 de muito trabalho que conseguiu aguentar a pressão do Braga até ao intervalo. A segunda parte foi mais do mesmo, a equipa foi sendo refrescada de acordo com o desgaste dum ou doutro, o Braga teve uma ou outra oportunidade para marcar e não conseguiu. Dum lance estudado o Matheus correspondeu â solicitação de Porro e marcou, repetindo o que tinha acontecido para a Taça da Liga com outros actores, no caso Inácio a solicitar e Porro a marcar.

Depois disso foi segurar a vitória, praticamente sem conceder qualquer oportunidade ao Braga.

Foi mesmo uma vitória épica. Ficar reduzido a 10 em Braga, a precisar de ganhar para poder prosseguir em boas condições na corrida para o título, e a conseguir mesmo ganhar não é para todos, é mesmo para muito poucos.

Foi uma vitória feliz no único remate à baliza do adversário? Foi. Mas então o que dizer da infelicidade nos três jogos que deram empate, em que fomos bastante superiores e nos fartámos de rematar para nada? Foram 6 pontos perdidos assim, com golos anulados, penaltis desperdiçados, golos doutro mundo dos adversários, infelicidade do guarda-redes... E ontem só ganhámos 3. Fica a estrelinha a dever-nos outros 3...  

Se Coates foi mais uma vez o herói, e Adán fez uma defesa soberba, muito bem estiveram os que foram entrando: Matheus Nunes, Neto, Matheus Reis, Plata. Acabando o primeiro por marcar o golo decisivo, mais uma prova da união e solidariedade existentes no plantel, mesmo os que menos minutos jogam se sentem importantes para ajudar o Sporting a vencer. E, como ontem, fazem mesmo a diferença.

Assim ficam a faltar cinco finais. Como diz o Rúben só temos mesmo de ir ganhando o próximo jogo, que o resto vê-se no fim. E o próximo é contra o Nacional, com o grande Max na baliza.

Voltando ao início, se calhar algures lá em cima o grande "Chirola" está a proteger-nos.

Fica aqui também uma palavra de muita saudade para outro argentino de muita fibra, que veio para o Sporting recomendado pelo "Chirola": Sérgio Saucedo, que nos deixou sexta-feira com 61 anos. Paz à sua alma.

 

PS: Percebem agora porque adoro argentinos e uruguaios? Até do Alan Ruiz era incapaz de dizer mal...

 

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O dia seguinte

Desta vez vou ser muito sucinto, vai ser mesmo via telemóvel num restaurante algures.

O Sporting ontem empatou contra si mesmo. Consentiu um golo improvável, construiu ocasiões para golear mas nem um marcou e sofreu um segundo ainda mais improvável. Depois disso foi sempre a descer. Quando chegou ao fundo finalmente reagiu a tempo de fugir à desgraça que seria sair de Alvalade vergado a uma derrota na Liga às mãos dum pequeno homem.

Ontem o problema não foi a táctica nem o treinador. O problema esteve na cabeça de todos, se calhar na nossa também.

Tranquilidade, bazófias de lado, jogo a jogo, concentração, fazer bem feito, assim vamos lá. As bolas tranquilas entram e a vitória acontece.

Vamos lá equipa, acreditamos em vocês!!! Acreditem que são a melhor equipa da Liga, não é mentira nenhuma. São mesmo.

 

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O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

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O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

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O dia seguinte

Ontem ficou mais uma vez evidente que não vale a pena lançar foguetes antes da festa, e que a vantagem conquistada rapidamente pode desaparecer, basta acontecerem mais uns jogos como os de ontem, onde tudo o que havia para correr mal ao Sporting correu, e tudo o que havia para correr bem aos outros também, com Porto e Braga a resolverem os seus jogos bem perto do apito final, e Benfica a ter uma prenda de Páscoa dum seu ex-jogador. O Marítimo especializou-se no assunto e o seu presidente bate palmas.

Que dizer dum jogo em que chegados à vantagem tivemos um jogador lesionado por uma entrada brutal, dois golos anulados por fora de jogo de centímetros, mais algumas oportunidades desperdiçadas por evidente falta de sorte, e levamos com um golo no final dum remate do outro mundo sem que Adán conseguisse fazer uma defesa que se visse o jogo inteiro?

Obviamente que a primeira parte do Sporting foi superior à segunda, o desgaste físico e mental dos jogos das selecções fez-se sentir para alguns menos habituados àquelas andanças, faltou alguma intensidade no final e Porro não estava no lugar para travar o Abdu Conté (tinha de ser mais uma vez um ex-jogador nosso a intervir no lance decisivo). Mas João Mário fez um jogo tremendo, muito bem acompanhado por Bragança. Paulinho e Pote mostraram que vão fazer uma dupla de categoria lá na frente, Palhinha esteve ao seu nível, e da defesa nada a dizer em desabono.

Sofremos mais um golo, é verdade, mas aquele remate era indefensável. Como o foi o do Famalicão que deu o empate final.

Segue-se agora esse mesmo Famalicão, no momento em grande crescendo de forma, e temos mesmo que ganhar. E vamos ganhar.

Nós acreditamos em vocês!!!

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SL

O dia seguinte

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Agora que o caminho para o sucesso da época está bem mais desbravado, agora que se começa a vislumbrar alguma coisa de muito bom no fim do mesmo, muitos se interrogam como vai ser o dia seguinte.

Obviamente, desde que me lembro, com João Rocha e com outros depois, ainda há pouco com Varandas, a seguir a uma época de sucesso vieram uma ou mais de fracasso total e completo: os treinadores eram despedidos, alguns dos melhores jogadores debandavam, outros alucinavam, os aplausos depressa se transformavam em assobios, enfim, o Sporting tem convivido muito mal com o seu próprio sucesso.

Como será então desta vez? Vai haver debandada? Vamos ser competitivos na Champions? Vamos conseguir lidar com o esforço acrescido que os dois rivais irão fazer? Amorim terá capacidade para gerir um Sporting europeu?  

 

Acredito que desta vez existem condições para que as coisas sejam diferentes para melhor.

Por um lado, porque todos nos lembramos do que custaram os erros de casting no passado recente, das diversas caras que muito prometiam e pouco cumpriam, dos autocarros anuais de reforços que misturavam craques e pernas de pau, dos empréstimos de coxos no físico ou na cabeça, no descomprometimento de parte do plantel para com o clube, das claques que hostilizavam jogadores nas bancadas e invadiam Alcochete para lhes bater, no fundo do muito que penámos para aqui chegar.

Por outro, porque finalmente temos estabilidade a nível de comando, um compromisso forte entre presidente, director de futebol e treinador, que se estende a todo o futebol do clube, do pólo EUL a Alcochete, alicerçado na aposta na formação a todos os níveis, na insistência na educação comportamental e de valores e na sequenciação de equipas estruturadas e articuladas a culminar na 1.ª equipa. A próxima época está já a ser preparada, sabe-se bem o que se precisa e o que se pode dispensar.

 

A estabilidade é condição essencial para o sucesso. Chegar, ver e vencer no futebol acontece quando o "rei faz anos". Não podemos falar dos sucessos do Porto sem falar dos largos anos que Pinto da Costa leva à frente do clube, todos nos lembramos do que foram os primeiros anos de Vieira à frente do Benfica, ou do crescimento que tem o Braga com Salvador que o distanciou do vizinho Vitória de Guimarães. 

O Sporting - e aqui falo no que respeito ao futebol masculino, porque no que respeita ao resto outra avaliação será necessário fazer - atravessa um momento notável de crescimento. No que respeita ao rendimento desportivo prosseguimos bem isolados no comando da 1.ª Liga. Quanto à valorização do plantel, de acordo com o Transfermark, o mesmo subiu 11% desde a última avaliação, descolámos do Braga e aproximamo-nos dos dois rivais:

A 6/2/2021:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

 

A 25/3/2021:

1º - Sporting - 64 pts - 187M€ (+19pts, +11%)

2º - Porto - 54 pts - 263 M€ (+15pts, 0%)

3º - Benfica - 51 pts - 261 M€ (+15pts, -10%)

4º - Braga - 50 pts - 115 M€ (+16pts, +6%)

 

Os recentes compromissos das selecções vieram evidenciar o valor do plantel do Sporting. Porro a titular da selecção A de Espanha, Feddal na de Marrocos, Nuno Mendes na de Portugal com Palhinha e Neto, Plata na do Equador (que segue apenas atrás do Brasil e da Argentina no apuramento para o Mundial), Coates foi dispensado pelo Uruguai, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Luis Maximiano estão nos sub-21. E pelo que vimos da nossa selecção, não faltará muito para Palhinha e Paulinho serem titulares.

Depois existe a outra face da moeda, a parte financeira, mas obviamente que essa só terá solução se a desportiva a tiver também. Obviamente que o Sporting tem dívida, mas dívidas todos os clubes têm, importa é ser uma dívida sustentável e que não existam situações de incumprimento contratual que envergonhem o nome do clube. O Sporting neste momento goza de credibilidade financeira que lhe permite reforçar-se no mercado interno, comprando ao Braga e a outros clubes, e no externo a grandes clubes como o Liverpool e o Manchester City, e consegue vender também a grandes clubes como o Manchester United. O desempenho conseguido por Bruno Fernandes ajuda também a dar visibilidade internacional neste momento ao produto Sporting. A entrada na Champions, além do encaixe financeiro directo, valorizará ainda mais o plantel e proporcionar outras vendas importantes.

Mas faltam coisas essenciais para esse dia seguinte. A primeira é acabarmos bem este, ainda falta muito para o tal final feliz, e não podemos iludir-nos com facilidades e bazófias. A segunda somos nós todos, sócios e adeptos, sem necessidade de "associações" parasitas, "enchermos" Alvalade e sermos de novo o 12.º jogador de que a equipa precisa e tanto merece. 

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SL

O dia seguinte

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «Foi quase tudo como Jesus tinha previsto. O Sporting teria, como teve, poucas oportunidades e era necessário pragmatismo e domínio. Esses dois últimos predicados só surgiram na segunda parte, mas serviram os leões na perfeição. O golo redentor de Mathieu, aos 84', deixou a turma de Alvalade acima de todos na tabela - ainda que à condição -, destacada e motivada, mesmo sem jogar um futebol de encanto. Porém, o principal está na algibeira: ser primeiro.»

 

Hugo Vasconcelos, A Bola: «Acuña meteu uma cunha. Aos 83', num remate acrobático, obrigou Douglas à defesa da noite; no minuto seguinte, fez um centro perfeito para Mathieu finalizar de primeira e desfazer, enfim, o nulo. Com mérito, porque tudo é bem feito nessa jogada; mas com muita felicidade, também, porque essa perfeição não se adivinhava nem justificava perante tudo o que acontecera até aí.»

 

Sérgio Krithinas, Record: «O domínio do Sporting foi óbvio, mas isso não se traduziu em oportunidades de golo, até porque o problema foi o mesmo das últimas partidas: faltaram desequilibradores que conseguissem acelerar o jogo no último terço e deixar adversários para trás, sobretudo perante equipas que jogam com linhas apertadas, como foi ontem o Vitória. Por isso, acabou por quase todo o ataque do Sporting sair dos pés de William Carvalho, em especial das tentativas de passes longos para as costas da defesa adversária.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «Verificou-se até final [do V. Setúbal-Sporting] o deslumbramento no momento de concretizar, com os jogadores do Sporting (Bas Dost, Bruno Fernandes, Fábio Coentrão, Acuña, Gelson) a conseguirem criar diversas oportunidades para matar o jogo, mas a revelarem-se incapazes de "agarrar" a vitória.»

 

Nélson Feiteirona, A Bola: «O Vitória empatou por mérito próprio e o Sporting deixou-se empatar. Couceiro ganhou nas opções que tomou; de Jesus ficou a sensação que poderia ter mudado algo e mais cedo. Faltaram ideias e maior apoio a Bas Dost. E a imagem da noite foi, sem dúvida, Fábio Coentrão a chorar, no banco de suplentes.»

 

José Ribeiro, Record: «Jesus fala muitas vezes na segurança defensiva da sua equipa, fazendo-nos crer que a mesma é suficiente para segurar vantagens. Não é, como já se viu uma mão-cheia de vezes em 2017/18. A ideia de controlo de jogo, quando se vence por apenas um golo de diferença, é sempre aparente. O domínio é real, o controlo, repito, nestas circunstâncias é aparente.»

 

Dos jornais de anteontem

O dia seguinte

António Magalhães, Record: «Mais um hat trick de Bas Dost (o segundo consecutivo na Liga), três pontos garantidos e liderança provisória no campeonato. Assim se passou mais uma noite em Alvalade, que foi tranquila depois de uns primeiros sustos que chegaram a dar a sensação que a missão iria ser... comprida. Não foi. O primeiro golo deu tranquilidade, o segundo "matou" o jogo e o terceiro compôs uma segunda parte de sentido único, ou quase.»

 

Fernando Urbano, A Bola: «Foi já no banco que o estreante Rúben Ribeiro viu a sua nova equipa marcar o terceiro numa excelente jogada colectiva concluída pelo gigante holandês. O Sporting voltava a distanciar-se do Benfica, subia provisoriamente ao primeiro lugar e deixava a ideia que tinha conseguido ganhar sem se cansar muito. Uma etapa mais cumprida mas com uma nova cara. E com o goleador de sempre. Aquele que faz toda a diferença.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Devagar, devagarinho, tirando um par de sobressaltos, sempre conduzindo perigo pela faixa da direita, os homens comandados por Jorge Jesus elevaram o nome do Sporting ao topo da Liga, ainda que à condição, ultrapassando um Aves que levou matreirice até Alvalade, de onde saiu rendido pela evidência Bas Dost.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

António Magalhães, Record: «O festival estava guardado para a segunda parte. Bas Dost construiu o hat trick e o Sporting partiu para uma das exibições mais arrebatadoras da época. Chegou aos 5-0, mas ficaram outros golos por marcar: William Carvalho, Bruno Fernandes, Coates, Iuri Medeiros e Acuña tiveram oportunidades para fazer subir ainda mais o marcador. Desta vez, o Sporting não se ficou apenas pelo essencial e ofereceu diversão aos seus adeptos.»

 

João Pimpim, A Bola: «Terminou assim em enorme festa a primeira volta do leão, um rei da selva cada vez mais confiante de que este pode realmente ser o seu ano... Olhando à primeira metade da época, os números realmente impressionam e o jogo de ontem acabou por ser uma boa montra dos mesmos: para a Liga, os homens de Jesus só não marcaram ao FC Porto (0-0) e chegaram à chapa 5 pela terceira vez (Chaves e Vitória de Guimarães foram as vítimas anteriores).»

 

Mário Duarte, O Jogo: «Foi um Sporting autoritário, pleno de vigor, com pulmão, boas e variadas soluções aquele que entrou em campo no regresso a Alvalade, no primeiro jogo ali disputado em 2018, depois do empate a um na Luz. (...) Tudo ficou ontem esclarecido: o leão está vivo, respira saúde e promete luta até final na disputa do título - pelo menos a exibir-se assim.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

António Magalhães, Record: «Uma vitória vale sempre três pontos, mas a exibição que o Sporting fez com o Portimonense merecia mais do que os dois golos que marcou. O mérito leonino na construção de um jogo sério, seguro e entusiasmante foi da mesma proporção que o seu demérito na obtenção de uma goleada. Dir-se-á que os algarvios não mereciam ser humilhados, mas a condescendência dos leões diante da baliza não pode ser aceite sem qualquer reparo.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «A capacidade de não se deixar surpreender foi o principal trunfo do Sporting para levar de vencida, em jogo que os leões conseguiram tornar de sentido único, um Portimonense atipicamente inoperante na manobra ofensiva. (...) A equipa de Vítor Oliveira entrou apostada nas transições rápidas e acabou... apanhada de surpresa pela pressão alta asfixiante exercida pelos leões desde início.»

 

Paulo Cunha, A Bola: «Ao Sporting tudo correu como desejado. Um golo aos nove minutos, por Bruno Fernandes, a responder com mestria a uma jogada de mestre de Podence, uma expulsão no início da segunda parte, aos 55', quando Hackman viu o segundo cartão amarelo por ter pisado Acuña, e outro disparo certeiro, agora de Bas Dost, a dilatar a vantagem aos 60'.»

 

 

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Nuno Perestrelo, A Bola: «A obra de arte futebolística [de Daniel Podence] com que o leão encerrou a primeira parte permitiu-lhe regressar ao balneário seguro de que pelo menos durante algumas horas poderia ser líder isolado do campeonato e essa confiança foi evidente na forma como a equipa de Jesus encarou os primeiros minutos do segundo tempo. Agora mais afirmativo, mais bem posicionado no meio campo do Boavista, até com mais posse de bola, via no jogo o espelho da primeira parte. Ou seja, com tudo exactamente ao contrário.»

 

Pedro Rocha, O Jogo: «Em ressaca europeia, o Sporting não fez do cansaço um drama e, evitando correrias desenfreadas, foi minando aos bocadinhos a defesa do Boavista até estender, sorrateiramente, uma espécie de passadeira para os golos de Fábio Coentrão e Bas Dost (bisou). Dobrado o capítulo da Champions, a equipa de Alvalade revelou-se pragmática no regresso ao campeonato e, perante um dos adversários mais espinhosos do futebol português, somou um precioso triunfo.»

 

Rui Dias, Record: «Se o resultado era injusto antes do descanso, a grande verdade é que a formação de Jorge Jesus teve a arte necessária para merecer o empurrão das musas da fortuna e ser feliz. A seguir ao intervalo, o Sporting justificou amplamente a vitória. Avançou no terreno, redescobriu o talento, instalou-se no meio-campo contrário e saiu das trevas onde vivera no período inicial: foi quando a fantasia individual se expressou para dimensionar a força colectiva do futebol exibido e os golos se anunciaram antes mesmo de acontecerem.»

 

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «Muito leão na primeira parte, excelente resposta do Belenenses na segunda, um resultado justo no final, ainda que o Sporting tenha passado por calafrios por incapacidade de segurar a revolta azul. (...) O Sporting não brilhou, o Belenenses não desiludiu e se a vitória era o mais importante pelo que se jogava mais tarde no Dragão, felicidade para quem conquistou os três pontos. As ligas também se ganham com jogos assim.»

 

Nuno Saraiva Santos, A Bola: «Não podia falhar e não falhou o Sporting. Sem ponta de nota artística, é certo, porém, eficaz e pragmático na forma como, primeiro, resolveu o desafio e, depois, o controlou. Mas não sem que, perante um Belenenses mais afoito e solto, tivesse de se aplicar em exibição que, uma vez mais, mostrou equipa muito solidária, com enorme espírito de sacrifício, com entrega de corpo e alma em todos os momentos do jogo.»

 

Rafael Toucedo, O Jogo: «Conquistar os três pontos era o mais importante da jornada e o objectivo foi alcançado, atirando a pressão para o até então líder isolado FC Porto. A vitória permitiu aos leões ultrapassarem à condição os dragões na liderança da Liga, enquanto ficaram a aguardar por um docinho para sobremesa que chegou sob a forma de um empate no clássico do Dragão, entre FC Porto e Benfica, deixando os aspirantes a destronar o tetracampeão juntos na frente da competição e com as águias a três pontos.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «A vitória do Sporting ontem em Paços de Ferreira colocou os leões novamente a dependerem de si próprios para serem campeões e contrariou a tendência seguida por equipas como Barcelona, Borussia Dortmund, Bayern, Liverpool, Chelsea, Tottenham, Besiktas e Roma, que não conseguiram ganhar no regresso às ligas. O mesmo "acidente" aconteceu ao FC Porto e nem assim o leão pareceu encarar o jogo com o carácter decisivo que ele parecia assumir, pela vontade de recuperar pontos ao líder. O triunfo foi uma realidade porque o Sporting tem uma equipa bem trabalhada por Jorge Jesus e executantes superiores ao trabalhador Paços de Petit.»

 

Carlos Vara, A Bola: «O mérito da vitória do Sporting em Paços de Ferreira é indiscutível, mas o leão não teve a vida nada facilitada nesta viagem a norte e só respirou por completo de alívio quando o encontro chegou ao fim. Seria recompensado com os três pontos que lhe garantem a aproximação ao FC Porto na tabela, mas depois de alguns lampejos de classe o Sporting acabou sofrendo um pouquinho na fase final, quando o adversário foi buscar energias que se julgavam já inexistentes para voltar ao jogo em cima da chegada do tempo de compensação. O leão terminou a partida com alguma inquietude, mas a preocupação com que enfrentou os minutos finais talvez só tenha elevado ainda mais o prazer de uma vitória assegurada num campo dificílimo e perante um Paços de Ferreira que deixou tudo em campo e obrigou o adversário a aplicar-se também até ao limite.»

 

Hugo Sousa, O Jogo: «É uma daquelas fórmulas em jeito de lengalenga que se aprende na escola: menos com menos dá mais. Dá mesmo: menos brilhante do que tem sido na Champions e também menos intenso, o Sporting ficou mais perto da liderança, ganhando dois pontos ao FC Porto. Ironias de um jogo que guardou para o fim um remate de humor, ou não tivesse sido Baixinho, protagonista criado pelo Paços de Ferreira durante a semana à boleia de palavras de Jorge Jesus sobre um baixinho de outro tamanho, a encurtar a desvantagem e a deixar o desfecho preso a três minutos de alguma incerteza. Nem chegou a ser bem incerteza, porque até os pacenses tiveram consciência de que aquele golo chegara tarde para mudar alguma coisa.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

José Ribeiro, Record: «O triunfo do Sporting em Vila do Conde (1-0) valeu muito mais que os três pontos no sentido em que a equipa leonina ultrapassou adversidades que há um ano a atiravam ao chão com alguma facilidade. Não foi apenas a lesão prematura de Mathieu (29') ou a boa acção do VAR (69') que anulou a Bruno Fernandes o golo festejado. Foi essencialmente a capacidade dos jogadores em correrem atrás daquilo em que se tornara difícil acreditar: a vitória.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O leão entrou em campo como se fosse um gatinho abandonado. Nem parecia ser o leão, vice-rei do campeonato. Era, apenas e só, sombra de si próprio. Esfomeado, mas sem garra para ir em busca de comida; talentoso, mas deixando o talento a 350 quilómetros de distância; esforçado, mas aparentando pouca força para rugir e mostrar as poderosas garras. Teve ainda o azar de ter como adversário um rio pujante, que ia destroçando as margens que o oprimiam e que esteve quase-quase a ser verdadeiro mar.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Não foi um resultado justo. Não o foi, mas paradoxalmente acabou por ter um travo a prémio para Jesus, pela forma como foi remediando a equipa, deixando-a mais próxima de tirar um triunfo a ferros, mesmo que a estrelinha de Rui Patrício fosse dando alento ao colectivo, que andou perdido durante meia partida.»

 

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