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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Pois eu continuo a acreditar em Amorim, e depois da sua conferência de imprensa ainda mais fiquei convencido disso. Quem quiser rasgar o cartão que rasgue, quem não quiser pagar quotas que não pague, quem não quiser ir à Amoreira que não vá, quem não quiser pagar o canal que dá os jogos da Liga ou da Champions que não pague (por acaso eu não pago os da Champions, porque a conta da NOS já é grande de mais, tenho que descobrir um tasco com aquilo), pois eu na Amoreira vou estar e em Dortmund só se não puder.  Cada um que faça o que quiser, apenas se lembre do que um Leão significa. 

No meu último post, eu dizia que "Vamos começar amanhã a campanha da Champions. Estou muito curioso para ver como é que o 3-4-3 do Sporting se vai comportar no confronto com equipas de futebóis que contam com jogadores fisicamente poderosos e estão habituados a esse modelo de jogo, se vai conseguir dominar os adversários como domina a nível nacional, reduzindo o Porto a dois remates enquadrados, ou se vai implodir como a selecção portuguesa no Euro contra a Alemanha."

E... implodimos mesmo...

 

Como nos grandes desastres de avião (ver a série Mayday) as causas acabam por ser sempre um conjunto de factores que confluem num resultado catastrófico.

Para mim foram as seguintes:

1. Patrão fora, dia santo na loja. Sem Coates ao comando, com Gonçalo Inácio e Feddal fragilizados fisicamente, a zona central da defesa foi sempre um passador para um Ajax de "tracção à frente".

2. Fantasma Ilori. Vinagre e Jovane primeiro, todos os outros que entraram depois estavam naqueles dias difíceis em que nada ou coisa nenhuma saía bem.

3. Modelo Amorim. O 3-4-3 não conseguiu de forma nenhuma aguentar o modelo Ajax, que ainda agora estou a tentar perceber se era um 3-2-5 ou outra coisa qualquer, alicerçado por meia dúzia de matulões que jogam imenso à bola, e que sempre conseguia reduzir o Palhinha à expressão mais simples que um 6 pode ter, a de polícia sinaleiro.

4. O eclipse da estrelinha. Por uns centímetros o golo de Paulinho foi anulado, um remate ao poste dum lado dá golo do outro coisa nenhuma. E um 2-3 depressa se transformou em 1-4.

 

Sendo assim, fica uma grande noite do Matheus Nunes sempre a cavalgar para a área contrária, grande jogo do Paulinho sempre a cavar faltas e a distribuir jogo e ainda com dois golos, um deles anulado, algumas arrancadas do Porro e... pouco mais.

Agora é mesmo dormir bem, treinar melhor e ir ganhar à Amoreira. E depois ganhar o jogo seguinte. E depois o outro também. E assim sucessivamente.

As grandes equipas não são as que passam ao largo das grandes derrotas, como os grandes barcos não são aqueles que não sofrem com as grandes ondas, são aquelas que dão a volta por cima e atingem os objectivos da época. Quem ganhou o campeonato no ano dos 7-1 infelizmente não foi o Sporting...

 

Já agora uma breve nota sobre o Sporting-Ajax da Youth League em Alcochete onde estive presente até quase ao fim, tive de sair após o penálti infantilmente falhado, um remate "à País de Gales" para o estacionamento depois do "Paulinho" da B ter permitido uma converseta para distrair dum tipo do Ajax.

Não conhecendo a média de idades das duas formações, o misto sub23-B apresentado pelo Sporting dominou do princípio ao fim (pelo menos até à minha saída), conseguiu articular bons lances de ataque aqui e ali, ganhou muitas das divididas, desperdiçou golos em série, desde o tal penálti a uma situação de contra-ataque 2:1, frente a um Ajax muito "levezinho", e transformou num empate a um golo o que podia ter sido uma vitória confortável. Ficou um belo projecto de defesa central de pé direito: Gilberto Batista, 17 anos, 1,87m, da Guiné-Bissau, no Sporting desde 2018. Rápido, raçudo, excelente saída a jogar, sempre de cabeça no ar para o passe curto ou longo, um jovem a rever.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Realmente o futebol é mesmo a cores e ao vivo com o estádio cheio, e ontem soube mesmo muito bem voltar a Alvalade para apreciar um clássico tremendamente disputado e de resultado sempre incerto, com a nossa equipa a sentir o calor das bancadas e a confiança dos Sportinguistas, mesmo quando, pouco antes de sofrermos o golo do empate, as canas foram atiradas antes da festa.

Foi um jogo em que o Sporting fez uma excelente primeira parte em que podia ter resolvido o encontro e uma segunda parte em que tentou e conseguiu controlar o jogo, mas onde, tal como nalguns empates da época passada, foi castigado por um lance individual excepcional e indefensável.

O 3-4-3 do Sporting, com um eixo central muito sólido Adán-Coates-Palhinha-Paulinh, nunca deixou o Porto pegar no jogo. Quando a bola era recuperada, girava rapidamente por todo o terreno, tentando atrair aqui para progredir acolá, explorando sempre o flanco contrário, onde o ala tinha espaço para progredir e tentar o centro. O golo de Nuno Santos foi um belo exemplo: bola recuperada, Matheus Nunes dum lado a solicitar Porro do outro, o centro a sair, Paulinho a concentrar a atenção dos defesas e Nuno Santos, vindo do outro lado, a lá ir meter o pé e marcar.

Enquanto isso o Porto ia jogando com a mediocridade do árbitro, o mesmo daquele festival de asneiras da época passada em Paços de Ferreira. Com faltas grosseiras para parar os lances mais perigosos do Sporting, substituindo os amarelados para não correr o risco de expulsões, e apesar disso um deles foi expulso mesmo, simulações constantes para cavar faltas e obter amarelos de compensação, substituindo Pepe sempre a protestar e o banco sempre a saltar para berrar e pressionar. Depois lá tivemos o seu treinador, que espero nunca ponha os pés no Sporting e muito bem fez em levar o filho para junto dele, na conferência de imprensa, todo satisfeitinho e angelical, a gabar a excelência da arbitragem portuguesa. Que pena realmente, mesmo no fim, Coates não tenha sido mais uma vez o herói do jogo para ele ter trocar o modo "caniche" de quando ganha, e o empate de ontem foi mesmo uma vitória para ele, pelo de "rotweiller" de quando perde...

Mas não foi o caso. As substituições não melhoraram a equipa, quem entrou não fez esquecer quem saiu, o cansaço dos outros veio também ao de cima, e Coates não teve hipóteses para fazer o Sporting feliz. O que demonstra mais uma vez como o plantel é curto. A justificação foi dada por quem de direito e entende-se muito bem, mas as coisas são o que são e faltam soluções para acudir a lesões e impedimentos.

De qualquer forma, Sarabia não engana. Está ali um jogador de classe com pormenores que vão fazer as delícias dos Sportinguistas daqui a nada. Talvez já na quarta-feira.

E assim seguimos no registo da época passada: ganhámos em Braga, empatámos em Famalicão e em casa contra o Porto, ganhámos os outros encontros. Continuamos a levar com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor, os amarelos sucedem-se a um ritmo avassalador, quem consultar a estatística ainda vai pensar que o Sporting é o Canelas da 1.ª Liga. Mas, mesmo com este "sistema" manhoso Pinto&Vieira Lda, montado há muito tempo e que se recusa a morrer, mesmo sem ser ano de Europeu que obrigue alguns árbitros a ter vergonha na cara, não nos vergamos e estamos na luta.

 

#OndeVãoUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

O Sporting repetiu em Famalicão, contra a nossa "besta negra" local, o resultado da época passada. num jogo extremamente competitivo e de resultado incerto até final. O Famalicão conta sempre com uns "jovens turcos" lixados, e a verdade é que, se os euros abundassem em Alvalade, Ivan Jaime e Ivo Rodrigues seriam muito bem-vindos como já foram Pedro Gonçalves, Vinagre e Ugarte. 

Para este resultado contou também um árbitro "vermelhusco" e incompetente, que foi para o campo com ideias feitas e conseguiu condicionar com amarelos mal mostrados toda uma linha de contenção dos contra-ataques adversários, constituida por Esgaio, Palhinha e Nuno Mendes, que tiveram de escolher muito bem o momento de meter o pé sob pena de pôr o Sporting a jogar com 10. E, por isso mesmo, aqueles dois jogadores do Famalicão que citei estiveram nas suas sete quintas para as arrancadas que muito perigo criaram para a baliza extraordinariamente bem defendida por Adán.

Mas vamos ao que interessa. Se em equipa que ganha não se mexe, e em equipa que ganha e joga excelentemente bem menos se mexe ainda, Rúben Amorim mexeu e sempre para pior. Feddal não fez esquecer Neto, Nuno Mendes esteve desastrado em tudo e até no autogolo, quando Vinagre tinha sido o melhor em campo no jogo anterior, Jovane começou logo por desperdiçar um lance de golo e nunca se viu durante a partida e Nuno Santos mal entrou agitou e rematou ao poste. 

Além disso, o fecho do mercado está também a mexer na cabeça dos jogadores que poderão sair mediante as propostas mais ou menos irrecusáveis que surjam. Nuno Mendes, Jovane, Matheus Nunes e Pedro Gonçalves estiveram desconcentrados e inconsequentes, muito aquém do que podem fazer. 

Depois houve Paulinho, que no que respeita ao remate ao golo está de facto a viver um período para esquecer. Pode rematar 20 vezes de pé ou de cabeça que 15 vão para a bancada e os restantes cinco à figura do guarda-redes. Ontem, fruto da táctica (?) adoptada, nem sequer assumiu o papel de pivot da manobra ofensiva da equipa. Terá de ser ele mesmo a encontrar as soluções para ultrapassar esta situação, via treino ou aconselhamento, porque já não percebo se o problema está nos pés/cabeça ou na matéria cinzenta. Há mínimos a partir dos quais não há boa-vontade que resista.

 

Com tudo isto, a verdade é que o Sporting foi uma equipa ansiosa por resolver depressa o encontro, com muito jogo directo que inevitavelmente partia a equipa em duas - os que lançavam e os que procuravam receber os lançamentos - e tornava o meio-campo um deserto pronto a ser varrido em velocidade pelos contra-atacantes contrários.

Tornou-se um futebol de matraquilhos, atacas tu agora, ataco eu a seguir, que podia até favorecer quem tem os melhores decisores. Mas com Jovane, Paulinho e Pedro Gonçalves em dia para esquecer, só desfavoreceu o Sporting. Havia que construir jogo doutra forma, chegar à area contrária com o onze mais próximo, pausando e lateralizando para obrigar o adversário a desposicionar-se e desgastar-se nas tarefas defensivas. Chutando para a frente era mesmo dar-lhes descanso.

Rúben tentou, via substituições, mudar o rumo aos acontecimentos, e lá sairam aqueles que fui citando (Esgaio, Jovane, Matheus Nunes,  Feddal, Nuno Mendes) mas o mal estava feito, quem entrou foi tapando a cabeça e destapando as pernas, e sempre estivemos mais perto de perder do que sair com os 3 pontos.

 

E agora? Bom, agora em primeiro lugar há que esperar pelo fecho do mercado para saber que plantel iremos ter.

Se me dissessem que sairiam Nuno Mendes e Jovane por 70M€ e vinha um "cabecinha de ouro" ponta de lança, para jogar com ou sem Paulinho, ficava eufórico...

Foi a pensar nisso que foram titulares? Se não foi, parece...

Porque no essencial estamos como estivemos na época passada quando fomos campeões...

 

PS: Não me esqueci do que aconteceu com o Sporting e com Coates no fecho do mercado de Verão de há dois anos. Foram três penáltis e uma derrota em casa com o Rio Ave. Muitos que quiseram enterrar o Coates vivo nesse dia agora davam muito por uma camisola autografada...

 

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SL

O dia seguinte

Ontem saí de Alvalade convicto de que tinha assistido a uma das melhores exibições de sempre do Sporting sob o comando de Rúben Amorim, muitos furos acima do início da época passada, mesmo considerando que o BSAD também não está como nessa altura. 

Independentemente do que ganharam ou não, alguns bons treinadores passaram pelo Sporting nos últimos anos com ideias de jogo bem definidas que conduziram a equipa a momentos ou períodos de grande futebol. Mas nenhum passou por Alvalade conseguindo pôr o Sporting a jogar desta forma "avant-garde" a lembrar a Juventus de Allegri, que associa espectáculo a controlo do jogo, não dando qualquer hipótese ao adversário.

 

Tudo começa na segurança defensiva proporcionada por Adán e pelo tripé de defesas centrais, que não se limitam a defender, são os distribuidores de jogo da equipa. Depois um meio-campo de dois e meio, Palhinha, Matheus Nunes e Paulinho, que acelera pelo centro e solicita o ala sempre solto. E depois dois interiores sempre a trocar de posicionamentos de forma a confundir a defesa contrária e aproveitando o espaço criado pela atracção dos centrais contrários por Paulinho a chegar à posição de ponta de lança. Tudo isto com a bola a girar rápido, atraindo para atacar, com Paulinho a fazer de pivot de toda a manobra ofensiva e uma reacção pronta à perda de bola.

Futebol de nível Champions, obviamente que à dimensão dos intérpretes existentes. Apenas com o tal problema... de desperdício imenso frente à baliza. Paulinho foi mesmo confrangedor nesse aspecto, mas Pedro Gonçalves e Tiago Tomás também não fizeram melhor. Se calhar alguma maldição do Slimani...

 

Os destaques ontem foram Vinagre, com uma grande primeira parte, a fazer pensar que o Wolves terá os melhores defesas esquerdos da Premier League, Nuno Santos ao seu melhor nivel, Matheus Nunes (que classe em versão todo-o-terreno) e acima de todos Palhinha, que já não é o trinco defensivo: é o garante da consistência e do equilíbrio do conjunto.

Mais uma grande conferência de imprensa de Rúben Amorim explicando o porquê das entradas de Neto e Nuno Santos numa equipa que vinha de três vitórias. Diz ele que o segredo do bom ambiente existente é cada um saber que no próximo jogo pode ser titular, não existem terceiras ou quartas escolhas acomodadas nos treinos à espera de lesões ou castigos dos colegas. Por isso Tiago Tomás está a ser "Paulinizado" para em qualquer momento ser titular e Pedro Marques foi emprestado.

Segue-se o Famalicão, que foi a nossa "besta negra" do Campeonato do ano passado. Com Vinagre e Ugarte já do nosso lado, confio plenamente na vitória.

 

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O dia seguinte

Antes do mais foi um belo jogo da Liga Portuguesa, intenso, dividido, duas equipas muito bem trabalhadas tacticamente, três belos golos, defesas fenomenais, um jogo em que adoraria ter estado num ambiente de amigos e famílias e com a Pedreira a transbordar, obviamente sem petardos a rebentar, tochas a voar, cânticos de filhos da puta, pancadaria e cargas policiais. 

Foi também um jogo em que esta caricatura de árbitro - tal como fez em Famalicão na época passada - não teve problemas em tentar estragar. Deve ter algum problema mal resolvido com o Sporting ou então é apenas incapacidade de conseguir apitar um jogo com um critério uniforme e ter inteligência emocional nos momentos críticos. Um árbitro que contemporiza com o primeiro lance claro para amarelo de Raul Silva, que com o segundo seria expulso, e com o teatro e os protestos constantes de Galeno não pode ser o mesmo que mostra um amarelo a Matheus Reis acabado de entrar por fazer uma coisa que muitas fazem sem consequências e por uma falta no limite desse mesmo amarelo. Godinho nunca mais.

 

Voltando ao jogo, uma primeira parte muito disputada a meio-campo, com o Sporting a dominar e o Braga a aproveitar perdas de bola para lançar contra-ataques rápidos, mais ou menos o mesmo número de oportunidades para os dois lados, Adán fenomenal e Jovane a fazer a diferença num grande golpe de cabeça após um enorme centro de Esgaio.

A segunda parte começou com o Sporting de novo por cima: grande jogada colectiva que proporcionou uma concretização de classe de Pedro Gonçalves, o Braga incapaz de equilibrar o jogo e o resultado parecia feito. 

Aí pelos 70 minutos, tudo o que havia para correr mal ao Sporting começou a correr. O Braga meteu avançados frescos e foi atrás do prejuízo, as pernas começaram a fraquejar do lado do Sporting com Palhinha a sofrer uma carga que o abalou, as substituições forçadas de Amorim não acrescentaram nada, Godinho inclinou o campo e começou o sofrimento. No fundo aquilo a que o Sporting está habituado, é a nossa sina.

É preciso dizer que, mesmo tendo conta que estava a jogar com 10, a equipa cometeu o erro de se acantonar atrás, ao jeito duma defesa 6-0 do andebol, no caso uma 5-4 à frente de Adán, deixando o Braga muito bem comandado por AlMusrati circular a bola à vontade à sua frente, à  procura do momento certo para a incursão ou para o centro. E assim passámos por grandes dificuldades, sofremos um golo, outro belo golo por sinal. Mas o apito final felizmente chegou, mesmo tarde e a más horas, para nos garantir os três pontos.

 

Temos realmente uma bela equipa, uma equipa sem dúvida superior à Campeã Nacional do ano passado. A coluna vertebral manteve-se mas Paulinho está bem melhor, as contratações de Esgaio e Vinagre foram cirúrgicas. Com Ugarte vai ser a mesma coisa. Jovane, debeladas as lesões, pode ter a sua época de afirmação. Matheus Nunes faz esquecer João Mário. Todos se conhecem melhor e melhor dominam o sistema, a equipa joga melhor futebol e marca belos golos.

Temos uma equipa candidata ao título. Mas apenas isso. A temporada ainda agora começou e daqui a nada temos a Champions. Importa agora mantê-la para lá do fecho do mercado, seria mesmo frustrante se algum dos que estiveram ontem na Pedreira tivesse de sair. Espero bem que não, arranje-se o dinheiro onde se puder arranjar.

 

PS: Percebem porque é que o Max quer sair, ou é preciso fazer um desenho?

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O dia seguinte

Como todos se recordarão, o Sporting foi campeão na época passada com muito esforço, dedicação e devoção, mas também muito sofrimento, especialmente contra as equipas mais pequenas do campeonato.

A equipa tinha muita dificuldade em meter intensidade e velocidade no jogo sem comprometer o controlo do mesmo. Depois via os minutos a passar, a vitória por acontecer e tinha mesmo de arriscar tudo num pressing final. Até fazer de Coates o ponta de lança que resolvia jogos.

Este Sporting, no mesmo modelo de jogo da época passada, consegue ser diferente porque Matheus Nunes joga a outro ritmo que João Mário, porque os processos de jogo estão muito mais consolidados, porque Paulinho, Esgaio e Vinagre têm também essas características.

E assim ontem tivemos um jogo que o Vizela (e Jovane) complicaram até não conseguir manter o pressing defensivo a todo o campo, desgastado pelas variações constantes de flanco de jogo, e até o mágico do costume ter dado início ao espectáculo. Foram dois golos do outro mundo, ao nível dum Messi. E depois lá veio o Harry Kane de Alvalade dar início à corrida de melhor marcador desta temporada. Marcou um, outro só não entrou porque foi penálti, falhou outro de cabeça que o original se calhar não falhava (mas são 200M€ e parece que faltou aos treinos) mas foi mais uma vez o pivot de toda a manobra ofensiva.

Como diz Álvaro Magalhães n' A Bola, Esgaio, Vinagre e Ugarte são contratações magníficas de jogadores "nacionais" que se encaixam imediatamente no jogo e no balneário. Como diz Dias Ferreira, e digo eu também, o problema não é o custo deles, o problema é isso poder ser um problema para o Sporting e para as finanças da sua SAD.

 

#OndeVaiUmVaoTodos

SL

O dia seguinte

Obviamente que nos faltou a tal "santinha" que nos acompanhou noutras situações. Mas ela hoje meteu folga.

Mas para Portugal defrontar a Bélgica em Sevilha é um pouco como o Sporting jogar em casa contra o Braga ou algo assim, se não entra com tudo para marcar primeiro e deixa enrolar o jogo até que um "chouriço" qualquer funcione como despertador, arrisca-se mesmo a perder. Porque a outra equipa redobra de moral, porque os minutos se vão esgotando, porque cada um tenta  resolver por si o que a equipa não consegue, nem equipa às tantas existe com tantas alterações e a pressa de meter a bola lá na frente.

E é verdade, Portugal não tem um Coates.

Mas tem alguns jogadores fetiches de Fernando Santos, a começar por um Bernardo Silva que marcou com os olhos o ala da Bélgica que fez o golo e um Jota que desperdiçou uma oportunidade muito bem conquistada por Renato Sanches. Foram fetiches como estes, a começar por aquele de William Carvalho contra a Alemanha, que marcaram definitivamente esta campanha. 

Realmente faltou chegar a Sevilha com um modelo de jogo consolidado. Entrou um onze remendado das contigências da fase de grupos, com pouca ideia de conjunto, e sem ninguém para ajudar Cristiano Ronaldo. Que podia ter sido João Félix, como se viu na segunda parte. 

E assim se encerra esta campanha. Com todo o respeito pela competência e curriculum de Fernando Santos, se calhar é tempo de encerrar um ciclo e partir para outro, com outra capacidade colectiva e outra mistura de jovens com fome de vencer e consagrados que não falhem. Sempre com Cristiano Ronaldo, porque ele fará sempre parte da solução, o melhor jogador do mundo nunca será o problema.

Olhando agora para os jogadores do Sporting que integraram esta selecção, Palhinha esteve hoje muito aquém do que pode fazer, não será certamente por este Euro que estará envolvido numa grande transferência, e dois dos melhores jogadores da Liga portuguesa, como Nuno Mendes e Pedro Gonçalves, só foram conhecer os colegas e fazer treino de recuperação. É frustrante, mas é assim mesmo.

SL

O dia seguinte

Foi realmente uma noite de sofrimento e prazer a de ontem, que tive a ocasião de partilhar algures no Minho com um conjunto de amigos do desporto, na maioria Sportinguistas.

Por um lado havia o desafio que estávamos a ver, mas por outro o que não víamos mas que ouvíamos pela voz dum mais atento ao telemóvel e do qual só se ouviam más noticias.

E o que estávamos a ver durante muito tempo não servia para nada tendo em consideração o que se estava a ouvir.

E tudo acabou por correr "à Fernando Santos". Duas equipas bem encaixadas, uma mão bem na testa, outra mão no avançado que se isola, outra mão na bola, mais outra mão a desviar a bola para o poste, empate e não se fala mais nisso.

Claro que a equipa melhorou, mas pior do que contra a Alemanha era difícil, e no final tudo óptimo, fomos os únicos a ganhar à Hungria e por números que nos garantiram o apuramento, vamos apanhar um daqueles bons fregueses que se fartam de jogar na primeira fase e logo vão para casa satisfeitos, isto está a compor-se...

 

PS: Palhinha: calma, calma, rapaz... vem aí a Champions... 

O dia seguinte

Bom, foram onze de cada lado, os que entraram em campo, e no final ganhou a Alemanha. Até aqui nada a dizer. Quanto ao resultado, foram 2-4, podiam ter sido 3-4, 4-6, 5-7, qualquer coisa assim, ia pelo meio da segunda parte aquilo já parecia um jogo de futsal de onze...

Jogar contra uma Alemanha sempre intensa e objectiva nunca será tarefa fácil mas também nunca a fizemos tão difícil devido a uma abordagem ao jogo completamente desadequada, ia a dizer simplória, por duas questões principais:

 

1. Um 4-4-2 desadequado relativamente ao que o encontro pedia, com dois tristes trincos a ver jogar, dois falsos médios-alas e dois laterais medíocres a defender, que a Alemanha aproveitava da melhor forma para atrair por um lado e acelerar pelo outro, transformando o nosso lado direito numa autoestrada sem portagem.

 

2. Muitos jogadores sem condições físicas para jogarem a este nível, fruto de lesões ou épocas tremendamente degastantes, daí uma equipa que não conseguia pressionar nem ganhar bolas a meio-campo. William parecia ter idade para ser pai do Pepe, Danilo na segunda parte parecia um touro acabado de lidar. Devem ter ido para o hotel em cadeira de rodas. Mas Bruno Fernandes e Bernardo Silva foram completas nulidades, andavam por ali sem saber o que fazer, ninguém diria que são quem sabemos.

 

Depois obviamente que houve um grande Rui Patrício, um grande Pepe, Rúben Dias esteve bem, o Cristiano foi Cristiano, o Jota também, o Sanches demonstrou que não pode mesmo ficar de fora. Mas... e o resto? O ensaio geral contra a Hungria, resultado à parte, não serviu para nada. Com este onze nem a Nossa Senhora de Fátima nos evita uma derrota pesada com a França.

No final disto tudo a minha admiração por Rúben Amorim é cada vez maior. Muita coisa que a Alemanha faz naquele 3-4-3 com dois alas costa a costa o Sporting já começa a fazer, falta-nos é mesmo um Toni Kroos...

 

SL

O dia seguinte

O Sporting encerrou da melhor maneira este campeonato, com uma vitória concludente contra a equipa que meses antes nos tinha eliminado da Taça e levando Pedro Gonçalves ao topo dos melhores marcadores.

Com um onze muito diferente do habitual, o Sporting entrou rápido e pressionante, os lances de perigo sucediam-se e rapidamente se chegou ao 3-0. Enquanto isso no Marítimo os jogadores caíam a bom ritmo agarrados a tudo o que podia doer, na tentativa de quebrar o ritmo e escapar à goleada. Na 2.ª parte o Sporting tentou voltar ao ritmo inicial mas já foi um jogo mais dividido, ainda chegou ao 5-1 com um golão de Plata mas cedeu o "ponto de honra" ao cair do pano.

Além da noite mágica de Pedro Gonçalves, com três golos plenos de oportunidade e frieza na concretização, Jovane esteve muitíssimo bem, com arranques poderosos e muito mais empenhado no jogo colectivo, e aquele passe para o terceiro golo de Pedro Gonçalves é deveras magistral. Paulinho como de costume a fazer tudo bem menos marcar nas oportunidades que vão aparecendo, em jeito não acerta na baliza, em força bate em alguém, todos os outros em plano bastante aceitável. O meio-campo com Matheus Nunes e Bragança funciona só num sentido, qualquer dos dois precisa dum jogador mais posicional nas costas. E lá teve que voltar Palhinha para pôr ordem na casa.

Percebe-se bem o discurso de Amorim. Saindo Nuno Mendes e João Mário, para equilibrar as contas e ter capacidade de investimento em novos craques, não pode sair mais ninguém do núcleo duro da equipa. E mesmo assim vai ser difícil substituir esses dois: a intensidade e os cruzamentos mortíferos do primeiro e a capacidade de comando do segundo vão fazer muita falta. Mas o mercado é que manda: jogadores inegociáveis é coisa que não existe, e se alguns colossos europeus se chegarem à frente eles irão mesmo. Mas quem trocaria a situação de hoje, com o Sporting campeão, um treinador vencedor e uma equipa estruturada com a situação de um ano atrás, um Sporting em 4º lugar, um treinador acabado de chegar, e uma equipa onde os miúdos eram mesmo miúdos e os melhores dos outros estavam de partida?

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SL

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Para qualquer espectador descomprometido o jogo de hoje na Luz foi claramente o melhor de toda a Liga, as duas equipas estiveram sempre focadas no ataque, foram sete golos de magnífica execução, e alguns remates esbarraram ainda nos postes ou foram milagrosamente salvos pelos defensores.

Mas para um Sportinguista de sofá não deixou ser uma frustração, primeiro porque perdemos e segundo porque não vimos que fosse feito o máximo para ganhar. Claro que o Sportinguista de sofá, ou como no meu caso o Sportinguista dum café de praia algures no Algarve, não está por dentro do que foram os treinos em Alcochete nos dias seguintes à noite branca do Marquês, nem do que são as ideias sobre o mercado do Verão, e os testes que convirá fazer para se tomarem as decisões adequadas. 

Esquecendo tudo isso, se todo o percurso glorioso do Sporting esta época teve como base o reconhecimento e minimização dos seus pontos fracos, hoje na Luz o Sporting entrou em campo com um onze que dispensando Palhinha e João Mário destapou completamente uma defesa já de si amputada de Porro e Feddal. Se Matheus Nunes é um box-to-box de enorme potencial e Daniel Bragança um 10 talentoso e intuitivo, os dois no meio campo tornaram-se num enorme passador sem qualquer capacidade de controlo do jogo. Ainda por cima, quando Amorim tentou corrigir esse problema ao intervalo criou outro ao pôr Matheus a ala direito, o que já se tinha provado anteriormente ser um enorme disparate. E veio um penálti completamente dispensável, de alguém que pensa como um médio e que não percebe o local onde se encontra.

No meio deste descalabro táctico emergiram os grandes craques deste Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Coates, Adán, Nuno Santos. Foram estes que conseguiram meter o Sporting no jogo, evitar uma goleada que iria deixar marcas, e quase conseguir o empate.

Não sei qual era a ideia de Rúben Amorim. Se era demonstrar que Palhinha e João Mário não podem mesmo sair, que precisamos de contratar um artilheiro que não falhe as bolas que Paulinho falha, não esquecendo tudo aquilo que ele faz de bom em benefício da equipa, e dois "carrilleros" com grande capacidade de cruzamento, então por mim está demonstrado. Escusava era de ser às custas duma derrota na Luz.

Mas que se lixe. Que esta derrota, como a do final do ano passado no mesmo sítio, seja um sinal importante para que a próxima época seja aquela que todos nós ansiamos. Todos os clubes têm derrotas aqui e ali. Os grandes clubes são aqueles em que as derrotas custam mesmo a digerir, sabem repensar-se e fazer tudo para que elas não se repitam.

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O dia seguinte

E ganhando em Vila do Conde e o Porto não passando na Luz, nem o Godinho nos impediu de ser campeões. Ainda tentou, fez por não ver todos os contactos na grande área adversária, administrou os amarelos da forma incompetente que o caracteriza, mas não conseguiu adiar a nossa felicidade.

Foi um jogo que tinha tudo para conduzir a outro tipo de resultado, um 5-1 ou coisa que o valha, mas em que os postes da baliza contrária e a alta ansiedade do momento foram tornando a coisa muito de acordo com o que tinha sido a época, foi sofrer até ao fim a contar os minutos que faltavam até ao final, sempre com o Sporting a dominar os acontecimentos, mas sempre a temer uma daquelas situações improváveis em que a bola caprichosamente entra na nossa baliza. Gato escaldado de água fria tem medo.

Foi um jogo em que, se toda a equipa esteve excelente, o seu capitão Coates esteve mais uma vez excepcional. Mais uma vez "El patron" foi imperial a defender, conseguiu lançamentos em profundidade magistrais e ainda teve pulmão para arrancadas de costa a costa magníficas. Simplesmente EXCEPCIONAL. 

Mais uma vez também, o sistema "out-of-the-box" para a realidade portuguesa que Rúben Amorim trouxe para o Sporting. O tal 3-4-3, muito mal compreendido e desconsiderado por alguns, liquidou o adversário, que quase não conseguiu jogar e limitou-se a uma oportunidade de golo, enquanto o Sporting teve mais duma dúzia. Foi com este sistema que o Sporting dominou quase todos os adversários que defrontou, nalgumas vezes esse domínio não foi suficiente para ganhar, outras vezes podiamos não ter ganho mas ganhámos mesmo ao cair do pano, mas não há dúvida que foi um instrumento essencial nesta conquista.

Para estes brilhantes jogadores, a começar pelo seu capitão, o seu enorme treinador em todos os aspectos, toda a estrutura técnica e organizativa, para Hugo Viana que conseguiu ser unha com carne com o treinador e ir de encontro aos seus desejos, e obviamente para o presidente Frederico Varandas, que fez uma aposta de alto risco num treinador sem curriculum e que enfrentou fora do campo com sucesso as forças mafiosas que dominam o futebol português, desde Pinto da Costa à FPF/Unilabs/CD, nunca esquecendo o enorme Paulinho roupeiro, o meu MUITO OBRIGADO.

Foi muito bonito ver Palhinha, Quaresma, Plata e Jovane vibrarem como campeões, depois de todos eles, uns por isto outros por aquilo, passarem por períodos conturbados que poderiam conduzir a desfechos diferentes.

E agora... não basta chegar à Luz de cabelo pintado de verde, por muito que isso nos dê um gozo descomunal. Temos é de lá ir ganhar. Obviamente. 

 

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SL

O dia seguinte

Muitas vezes os bons desempenhos não correspondem a bons resultados, jogos houve onde o Sporting foi feliz no resultado para aquilo que conseguiu fazer, e outros, bem mais, onde fomos mesmo infelizes tendo em conta o que produzimos.

Mas ontem juntou-se "a fome à vontade de comer", tivemos uma das melhores senão a melhor exibição da época que conduziu a uma vitória tranquila: o resultado só pecou por escasso. O Rio Ave não teve uma única oportunidade de golo durante todo o encontro. O Sporting teve, para além dos golos, duas bolas nos postes e mais algumas a que só faltou sorte na conclusão.

Para que isso acontecesse, e além do grande desempenho de todos, os que entraram de início e os que vieram depois, houve uma peça que se revelou essencial no bom funcionamento da máquina 3-4-3: um avançado-centro que tardava em demonstrar o seu valor e que ontem conquistou o penálti que deu o primeiro golo e marcou o segundo, a todos os títulos um golão. Paulinho mistura coisas de médio avançado com a de ponta de lança, nada egoísta, defende, bascula e assiste, articula muito bem com Pedro Gonçalves, e marca golos. Slimani era assim, Bas Dost era assado, Paulinho é outra coisa, e provou finalmente que era a peça que faltava nesta máquina concebida por Amorim.

Esta máquina, além de ser a melhor do campeonato português, está na calha para ter sucesso também na Champions, uma equipa muito bem articulada no tal 3-4-3, um plantel que roda nas posições conhecendo bem o que tem de fazer em cada uma delas, um balneário coeso ancorado numa estrutura de capitães liderada por "El Patrón" Coates. Claro que poderá sair um ou outro, mas alguns hão-de vir também, a estrutura está montada.

Tal como no futsal, esta nova fórmula Sporting (um grande treinador, uma grande estrutura de capitães, um conjunto de miúdos formados no clube "com a força toda") está a conduzir-nos às maiores vitórias, aos maiores sucessos. Nuno Mendes no futebol, Zicki Té no futsal, são os porta-bandeiras da nova geração. Simplesmente fantásticos.

E sendo assim... segue-se o Boavista. Mas antes disso temos mais logo... Será que mais logo os deuses me farão a vontade e a viúva vai mesmo para o frigorífico?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Por alguma desincronização da plataforma relativamente ao meu portátil, o post saiu com data diferente daquela que era suposto acontecer. Para todos os efeitos, considerem este meu post como de 6/5/2021.

SL

O dia seguinte

Ganhámos mais que merecidamente a primeira das cinco finais e temos no meio da semana a oportunidade de chegarmos ao título, caso vençamos em Vila do Conde e o Benfica ganhe na Luz. Nesse caso serão 9 pontos de vantagem com três jogos para jogar, e não haverá Godinho nenhum que nos tire o caneco.

Mais uma vez ontem não foi um jogo fácil, o Sporting nunca tem um jogo fácil, os nossos ex-jogadores não fazem penáltis estúpidos, e os árbitros não inventam penáltis a nosso favor. É tudo ao contrário, e ontem foram três por assinalar que nos poderiam ter poupado a muito sofrimento.

 

O Nacional entrou em Alvalade para jogar no limite da legalidade: marcações em cima, faltas constantes para quebrar o ritmo do Sporting. Com outro árbitro teria chegado ao intervalo com meia equipa amarelada e muita dificuldade de continuar a jogar daquela forma. Com aquele que foi a Alvalade, eles sentiram as costas quentes e foi preciso uma falta táctica mais que evidente para pôr na rua um jogador que só à sua conta já ia na dúzia.

Quanto ao Sporting, digamos que procurou jogar no meio das faltas, metendo velocidade no jogo, explorando o flanco esquerdo com Nuno Mendes e Nuno Santos a combinarem muito bem, com Paulinho e Pedro Gonçalves também em boas combinações, mas sempre a falhar na concretização.

 

Paulinho começa a ser um caso de estudo. Ontem teve meia dúzia de oportunidades de golo flagrantes, e muitas delas construídas pelas suas desmarcações oportunas, e depois todas falhou. Numa delas parece que fecha os olhos e acaba por rematar por instinto à figura do guarda-redes.

Comparando com Bas Dost e Slimani, melhor em tudo menos no essencial. E o essencial para um ponta de lança é marcar golos. Não marcando...

Mas como diz o Ronaldo, os golos são como o Ketchup. Oxalá seja assim, no caso de Paulinho.

 

Jovane é um caso à parte. Ontem esteve brilhante e resolveu o jogo. Provocou a expulsão, assistiu no primeiro de forma magistral, provocou e converteu o penálti. Contra o Famalicão teve tudo para resolver o jogo num lance fácil e falhou. Jovane é um avançado "vagabundo" do qual podemos esperar tudo. Tem uma técnica alicerçada no físico de culturista, não tem a disciplina táctica doutros para jogar de início, mas é um "abre-latas" imprescindível para um Sporting com ambições.

Tem de ser valorizado por isso mesmo.

 

Se toda a equipa esteve bem, Max provou que está ao nível de Adán, os três "velhos" da defesa estiveram muito bem, aqueles que vieram do banco estiveram magníficos, o que demonstra mais uma vez que Rúben Amorim tem o grupo de trabalho na mão.

Todos eles, de Max a Antunes, se sentem valorizados e importantes neste percurso brilhante do Sporting. A forma como conseguiu recuperar Plata e Jovane do rescaldo das ilusões do mercado de Inverno é admirável.

E foi assim. Mais uma vitória, mais um jogo sem conhecer a derrota, muito sofrimento de jogadores e adeptos, muita alegria no final. Estamos cada vez mais perto, José...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

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Ontem foi 25 de Abril, e em 1974 com o 25 de Abril veio a liberdade, e veio também a dobradinha do Sporting com um argentino, Hector "Chirola" Yazalde, a ser de longe o melhor jogador do campeonato, além de bota de ouro com 46 golos em 30 jogos.

E ontem foi um uruguaio, Sebastián "El patrón" Coates a ser crucial na vitória épica em Braga, a jogar com menos um desde os 15 minutos devido a uma arbitragem parcial dum habilidoso árbitro do Porto que já nos tinha prejudicado enquanto VAR em Famalicão.

O Sporting entrou mal no jogo, a entrada de Nuno Santos no onze inicial que eu tanto preconizava não resultou. O Braga manobrava à vontade no meio-campo criando situações de superioridade numérica e partindo com a bola dominada para cima da defesa. De duas situações assim saíram dois amarelos para o mesmo e consequente expulsão, Fransérgio entrou de sola e só viu amarelo, e lá ficámos a jogar 10 contra 11.

Rúben aguentou a vontade de mexer na equipa, ela soube recompor-se dentro do campo num 5-4-0 de muito trabalho que conseguiu aguentar a pressão do Braga até ao intervalo. A segunda parte foi mais do mesmo, a equipa foi sendo refrescada de acordo com o desgaste dum ou doutro, o Braga teve uma ou outra oportunidade para marcar e não conseguiu. Dum lance estudado o Matheus correspondeu â solicitação de Porro e marcou, repetindo o que tinha acontecido para a Taça da Liga com outros actores, no caso Inácio a solicitar e Porro a marcar.

Depois disso foi segurar a vitória, praticamente sem conceder qualquer oportunidade ao Braga.

Foi mesmo uma vitória épica. Ficar reduzido a 10 em Braga, a precisar de ganhar para poder prosseguir em boas condições na corrida para o título, e a conseguir mesmo ganhar não é para todos, é mesmo para muito poucos.

Foi uma vitória feliz no único remate à baliza do adversário? Foi. Mas então o que dizer da infelicidade nos três jogos que deram empate, em que fomos bastante superiores e nos fartámos de rematar para nada? Foram 6 pontos perdidos assim, com golos anulados, penaltis desperdiçados, golos doutro mundo dos adversários, infelicidade do guarda-redes... E ontem só ganhámos 3. Fica a estrelinha a dever-nos outros 3...  

Se Coates foi mais uma vez o herói, e Adán fez uma defesa soberba, muito bem estiveram os que foram entrando: Matheus Nunes, Neto, Matheus Reis, Plata. Acabando o primeiro por marcar o golo decisivo, mais uma prova da união e solidariedade existentes no plantel, mesmo os que menos minutos jogam se sentem importantes para ajudar o Sporting a vencer. E, como ontem, fazem mesmo a diferença.

Assim ficam a faltar cinco finais. Como diz o Rúben só temos mesmo de ir ganhando o próximo jogo, que o resto vê-se no fim. E o próximo é contra o Nacional, com o grande Max na baliza.

Voltando ao início, se calhar algures lá em cima o grande "Chirola" está a proteger-nos.

Fica aqui também uma palavra de muita saudade para outro argentino de muita fibra, que veio para o Sporting recomendado pelo "Chirola": Sérgio Saucedo, que nos deixou sexta-feira com 61 anos. Paz à sua alma.

 

PS: Percebem agora porque adoro argentinos e uruguaios? Até do Alan Ruiz era incapaz de dizer mal...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

O dia seguinte

Desta vez vou ser muito sucinto, vai ser mesmo via telemóvel num restaurante algures.

O Sporting ontem empatou contra si mesmo. Consentiu um golo improvável, construiu ocasiões para golear mas nem um marcou e sofreu um segundo ainda mais improvável. Depois disso foi sempre a descer. Quando chegou ao fundo finalmente reagiu a tempo de fugir à desgraça que seria sair de Alvalade vergado a uma derrota na Liga às mãos dum pequeno homem.

Ontem o problema não foi a táctica nem o treinador. O problema esteve na cabeça de todos, se calhar na nossa também.

Tranquilidade, bazófias de lado, jogo a jogo, concentração, fazer bem feito, assim vamos lá. As bolas tranquilas entram e a vitória acontece.

Vamos lá equipa, acreditamos em vocês!!! Acreditem que são a melhor equipa da Liga, não é mentira nenhuma. São mesmo.

 

#OndeVaiUmVaoTodos

SL

O dia seguinte

Depois de dois empates comprometedores, o Sporting venceu ontem em Faro um desafio crucial para manter o avanço na luta pelo título e, muito importante, atingir o principal objectivo da época, o acesso directo à Champions. Foi uma vitória merecida, defrontando uma equipa que deixou a pele em campo, e com uma arbitragem isenta, do melhor ao nível nacional. Foi mais vez uma vitória com cunho Alcochete, dado por Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança, estando do outro lado ainda Beto e Ryan Gauld. São 27 jogos do Sporting na 1.ª Liga sem derrotas, Rúben Amorim continua a bater records internos. Por isso, estamos todos de parabéns. Desfrutemos, mas não nos esqueçamos que ainda faltam sete finais para que o que todos queremos seja possível. 

Mais uma vez injustamente castigado, Rúben passeou-se no camarote como um leão numa jaula, impotente para ajudar da melhor forma a equipa, acossada por um Farense que entrou em campo com um pressing a todo o campo que comprometia a estratégia delineada e provocava o erro. Se a ideia de Rúben era ter com Bragança uma distribuição mais eficaz para os alas através do passe longo, e em João Mário o vagabundo provocador de desequílibrios, num 5-3-2 que apelava às combinações Paulinho e Pedro Gonçalves no ataque ao golo, o que muitas vezes teve foi um meio campo em trabalhos forçados, incapaz de estancar o jogo adversário, porque Bragança não tem físico nem intensidade defensiva, os alas viviam condicionados no avanço pelas bolas em profundidade de Ryan Gauld e companhia,  e a defesa, amputada de Feddal e Neto, era um susto a cada canto ou bola parada do Farense. No ataque João Mário tanto desequilibrava como falhava, Paulinho esquecia-se que era ponta de lança, teve de ser o do costume a pôr ordem na casa no meio de tanto desperdício. No meio daquilo tudo, Adán e Beto eram de longe os melhores em campo.

E quando Rúben tirou João Mário em vez de o devolver ao comando do meio-campo a verdade é que tudo ainda se tornou pior: foi um final de sufoco, quase um milagre sairmos de Faro com 3 pontos. Eu confesso que pelos 80 e tal minutos fui arrumar o carro, ainda me podia dar uma coisa má. Pelo menos assim não demorou muito para que aquilo terminasse. Mais logo vou ver o jogo com calma, não devo ter perdido muito.

 

Foi um jogo estranho, um jogo "de matraquilhos", se calhar divertido de ver para quem está de fora, mas quanto a mim dos piores do Sporting esta época. O Farense teve mais oportunidades ontem, incluindo aqui as três situações que poderiam ser penaltis com qualquer Godinho da praça, do que as últimas cinco ou seis equipas que defrontaram o Sporting todas juntas. Naquele descontrolo todo, o resultado final podia ter sido bem diferente, e nesse caso estaríamos aqui a dizer do piorio de tudo e todos.

Se calhar não é altura de trocar a fórmula que nos trouxe até aqui, a do controlo do jogo, da temporização, da paciência para encontrar os espaços para ganhar sem conceder facilidades ao adversário. Mesmo que alguns não gostem. Digo eu, posso estar enganado.

Mas já passou. E agora o que importa é renovar a tranquilidade, renovar a confiança, e ganhar a próxima final. Porque no esforço, dedicação e devoção desta equipa, estrutura técnica incluída, nunca houve nada a apontar. Ontem foi mais um exemplo disso.

 

PS: Ryan Gauld não tem mesmo lugar no nosso plantel para a próxima época? Que me perdoem os que lá estão, mas quem é que temos melhor no meio-campo?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

Começando pelo princípio, o Sporting continua na liderança da Liga, invicto, com uma margem ainda confortável relativamente ao mais directo perseguidor e só depende dele mesmo para assegurar o título. Nesta recta final nota-se também um cerrar de fileiras do universo Sportinguista à volta duma equipa maioritariamente jovem e sem experiência nestas andanças, treinadores incluídos, mas de enorme valor. O que nos fez chegar até aqui tem de servir para nos levar a bom porto, não podemos duvidar das nossas qualidades.

Mas parece-me evidente que esta pausa da Liga pelos compromissos das selecções fez mal ao plantel. Por um lado distraiu aqueles que como Nuno Mendes ou Porro foram justamente promovidos à titularidade das selecções respectivas, e falham o que dantes acertavam, por outro impediu a melhor integração de Paulinho. E se é verdade que o Paulinho já contribuiu com um golo e uma assistência para golo, também é que a equipa parece que joga como dantes, quando não tinha ponta de lança. Quantos centros de Nuno Mendes ou Porro já encontraram nestes dois jogos a cabeça ou os pés de Paulinho? Zero? Ontem até o Tiago Tomás, com o Paulinho completamente desmarcado atrás da linha da defesa, centra entre essa linha defensiva e o guarda-redes.

 

Por outro lado, e sabendo que os adversários chegam com a lição bem estudada, Rúben Amorim tem tentado algumas trocas posicionais que sinceramente penso que têm baralhado mais a própria equipa do que o adversário. Ontem até tivemos uma troca de alas que durou alguns minutos sem qualquer proveito. João Mário, nesta altura da carreira e até porque não tem golo, rende muito mais em posições recuadas. E golo é coisa que Daniel Bragança também não tem.

Pelo contrário, Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa, não pode abandonar a zona onde faz a diferença. Também Nuno Santos rende golos e faz assistências, o Tiago joga mal de cabeça e desperdiça mais oportunidades do  que marca. Marcar golos fica mais fácil contando com quem tem mais facilidade de os marcar...

E ontem a questão passou muito por aqui. Com este treinador e alguns reforços o Famalicão acertou agulhas e mostrou-se uma equipa organizada e perigosa, muito pelo talento dum ou doutro, tapando bem a sua baliza e lançando contra-ataques venenosos. O Sporting na primeira parte, num 3-5-2 muito assimétrico, sentiu muitas dificuldades em assentar o seu jogo, o amarelo cirúrgico a Palhinha cedo o condicionou, na ala esquerda a articulação Nuno Mendes-João Mário deixava muito a desejar, na outra ala a coisa era ainda pior. Pedro Gonçalves, vagabundo, compensava muita coisa, como no lance do golo onde caiu em cima e desarmou o miúdo adversário e ainda foi receber o passe de Paulinho para encostar para golo.

Mas logo a seguir veio o golo muito consentido do Famalicão: mais uma falha de Porro, no princípio daquilo tudo, impediu que a equipa serenasse e estabilizasse o seu jogo. 

 

Veio o intervalo e o Rúben entendeu (e bem) que tinha de agitar o jogo. Tentou melhorar a construção desde trás com Matheus Reis e Daniel Bragança. E tivemos um segundo tempo com menos controlo e mais intensidade, mais oportunidades de golo, mas todas ingloriamente desperdiçadas por outros jogadores que não Paulinho. A equipa parecia ignorá-lo na sua pressa para despachar o assunto.

Aqui temos de falar na saída de João Mário que levou Pedro Gonçalves para organizador de jogo. O melhor marcador do Sporting foi trocado por mais um Daniel Bragança. Os dois chegaram a atropelar-se em campo. E depois o Pedro falhava aquela bola que Jovane falhou? Se calhar não.

 

Concluindo, parece-me - e o meu sofá concorda - que nesta fase final do campeonato se deveria insistir na fórmula que nos ajudou a conquistar a liderança, o 3-4-3, com três avançados claramente assumidos, se calhar Nuno Santos - Paulinho - Pedro Gonçalves, e apostar num futebol menos rendilhado e mais directo aproveitando a capacidade de centro dos dois alas. Mas Rúben é que sabe, ou não tivesse sido ele quem inventou a dita fórmula.

Mas chega de resmunguices. Este período em que os remates saem prensados e os cabeceamentos para longe da baliza vai ter de terminar: Faro será o melhor local do mundo para voltarmos às vitórias. 

 

Força rapazes, nós acreditamos em vocês !!!

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SL

O dia seguinte

Ontem ficou mais uma vez evidente que não vale a pena lançar foguetes antes da festa, e que a vantagem conquistada rapidamente pode desaparecer, basta acontecerem mais uns jogos como os de ontem, onde tudo o que havia para correr mal ao Sporting correu, e tudo o que havia para correr bem aos outros também, com Porto e Braga a resolverem os seus jogos bem perto do apito final, e Benfica a ter uma prenda de Páscoa dum seu ex-jogador. O Marítimo especializou-se no assunto e o seu presidente bate palmas.

Que dizer dum jogo em que chegados à vantagem tivemos um jogador lesionado por uma entrada brutal, dois golos anulados por fora de jogo de centímetros, mais algumas oportunidades desperdiçadas por evidente falta de sorte, e levamos com um golo no final dum remate do outro mundo sem que Adán conseguisse fazer uma defesa que se visse o jogo inteiro?

Obviamente que a primeira parte do Sporting foi superior à segunda, o desgaste físico e mental dos jogos das selecções fez-se sentir para alguns menos habituados àquelas andanças, faltou alguma intensidade no final e Porro não estava no lugar para travar o Abdu Conté (tinha de ser mais uma vez um ex-jogador nosso a intervir no lance decisivo). Mas João Mário fez um jogo tremendo, muito bem acompanhado por Bragança. Paulinho e Pote mostraram que vão fazer uma dupla de categoria lá na frente, Palhinha esteve ao seu nível, e da defesa nada a dizer em desabono.

Sofremos mais um golo, é verdade, mas aquele remate era indefensável. Como o foi o do Famalicão que deu o empate final.

Segue-se agora esse mesmo Famalicão, no momento em grande crescendo de forma, e temos mesmo que ganhar. E vamos ganhar.

Nós acreditamos em vocês!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

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Agora que o caminho para o sucesso da época está bem mais desbravado, agora que se começa a vislumbrar alguma coisa de muito bom no fim do mesmo, muitos se interrogam como vai ser o dia seguinte.

Obviamente, desde que me lembro, com João Rocha e com outros depois, ainda há pouco com Varandas, a seguir a uma época de sucesso vieram uma ou mais de fracasso total e completo: os treinadores eram despedidos, alguns dos melhores jogadores debandavam, outros alucinavam, os aplausos depressa se transformavam em assobios, enfim, o Sporting tem convivido muito mal com o seu próprio sucesso.

Como será então desta vez? Vai haver debandada? Vamos ser competitivos na Champions? Vamos conseguir lidar com o esforço acrescido que os dois rivais irão fazer? Amorim terá capacidade para gerir um Sporting europeu?  

 

Acredito que desta vez existem condições para que as coisas sejam diferentes para melhor.

Por um lado, porque todos nos lembramos do que custaram os erros de casting no passado recente, das diversas caras que muito prometiam e pouco cumpriam, dos autocarros anuais de reforços que misturavam craques e pernas de pau, dos empréstimos de coxos no físico ou na cabeça, no descomprometimento de parte do plantel para com o clube, das claques que hostilizavam jogadores nas bancadas e invadiam Alcochete para lhes bater, no fundo do muito que penámos para aqui chegar.

Por outro, porque finalmente temos estabilidade a nível de comando, um compromisso forte entre presidente, director de futebol e treinador, que se estende a todo o futebol do clube, do pólo EUL a Alcochete, alicerçado na aposta na formação a todos os níveis, na insistência na educação comportamental e de valores e na sequenciação de equipas estruturadas e articuladas a culminar na 1.ª equipa. A próxima época está já a ser preparada, sabe-se bem o que se precisa e o que se pode dispensar.

 

A estabilidade é condição essencial para o sucesso. Chegar, ver e vencer no futebol acontece quando o "rei faz anos". Não podemos falar dos sucessos do Porto sem falar dos largos anos que Pinto da Costa leva à frente do clube, todos nos lembramos do que foram os primeiros anos de Vieira à frente do Benfica, ou do crescimento que tem o Braga com Salvador que o distanciou do vizinho Vitória de Guimarães. 

O Sporting - e aqui falo no que respeito ao futebol masculino, porque no que respeita ao resto outra avaliação será necessário fazer - atravessa um momento notável de crescimento. No que respeita ao rendimento desportivo prosseguimos bem isolados no comando da 1.ª Liga. Quanto à valorização do plantel, de acordo com o Transfermark, o mesmo subiu 11% desde a última avaliação, descolámos do Braga e aproximamo-nos dos dois rivais:

A 6/2/2021:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

 

A 25/3/2021:

1º - Sporting - 64 pts - 187M€ (+19pts, +11%)

2º - Porto - 54 pts - 263 M€ (+15pts, 0%)

3º - Benfica - 51 pts - 261 M€ (+15pts, -10%)

4º - Braga - 50 pts - 115 M€ (+16pts, +6%)

 

Os recentes compromissos das selecções vieram evidenciar o valor do plantel do Sporting. Porro a titular da selecção A de Espanha, Feddal na de Marrocos, Nuno Mendes na de Portugal com Palhinha e Neto, Plata na do Equador (que segue apenas atrás do Brasil e da Argentina no apuramento para o Mundial), Coates foi dispensado pelo Uruguai, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Luis Maximiano estão nos sub-21. E pelo que vimos da nossa selecção, não faltará muito para Palhinha e Paulinho serem titulares.

Depois existe a outra face da moeda, a parte financeira, mas obviamente que essa só terá solução se a desportiva a tiver também. Obviamente que o Sporting tem dívida, mas dívidas todos os clubes têm, importa é ser uma dívida sustentável e que não existam situações de incumprimento contratual que envergonhem o nome do clube. O Sporting neste momento goza de credibilidade financeira que lhe permite reforçar-se no mercado interno, comprando ao Braga e a outros clubes, e no externo a grandes clubes como o Liverpool e o Manchester City, e consegue vender também a grandes clubes como o Manchester United. O desempenho conseguido por Bruno Fernandes ajuda também a dar visibilidade internacional neste momento ao produto Sporting. A entrada na Champions, além do encaixe financeiro directo, valorizará ainda mais o plantel e proporcionar outras vendas importantes.

Mas faltam coisas essenciais para esse dia seguinte. A primeira é acabarmos bem este, ainda falta muito para o tal final feliz, e não podemos iludir-nos com facilidades e bazófias. A segunda somos nós todos, sócios e adeptos, sem necessidade de "associações" parasitas, "enchermos" Alvalade e sermos de novo o 12.º jogador de que a equipa precisa e tanto merece. 

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SL

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