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És a nossa Fé!

O dia seguinte

O Sporting desperdiçou ingloriamente em Braga a oportunidade que teve de conquistar os 3 pontos, três vezes esteve em vantagem no marcador, três vezes consentiu o empate, a segunda mesmo a terminar a 1.ª parte, a terceira a poucos minutos do fim do jogo.

Foi o tal jogo "electrizante" de grande espectáculo, mas também de sofrimento para os adeptos dos dois lados, com um Sp. Braga sempre perigoso num futebol intenso e directo, uma arbitragem de nível elevado, VAR incluído, alias extraordinário para o nível dos apitadores "de lentes azuis" de Porto e Braga, os Soares Dias e os Pinheiros.

Mais do que por questões tácticas, porque o jogo depressa se partiu e os ataques alternavam, ele foi muito marcado pelos desempenhos individuais, e no Sporting demasiada gente esteve muito aquém do que pode e deve render, a começar num desinspirado Paulinho e a acabar num St. Juste ainda ao "pé coxinho". 

Por outro lado, se a defesa que entrou em campo esteve mal, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos, com dois golos a acontecerem nas costas de Matheus Reis, aquela que acabou, Esgaio-St.Juste-Coates-Inácio-Matheus Reis esteve ainda pior, o último golo é mesmo daqueles que não se pode sofrer. Lances de ataque daqueles teve o Sporting três ou quatro e em todos a defesa do adversário soube parar o centro.

Valeu Adán, safou dois golos, o primeiro pondo fora de jogo o atacante contrário e o segundo impedindo o chapéu do atacante do Braga ao cair do pano, mesmo incorrendo em duas asneiras no passe, uma à queima para Inácio, que perdeu a bola para o adversário, outra para um Porro que passeava pela lateral pelo lado de fora dado ter sido substituído...

O meio-campo (Morita, Matheus Nunes, Ugarte) esteve bem, soube destruir e construir, mas nota-se a falta de Palhinha nas duas áreas de rigor.

Os interiores (Pedro Gonçalves, Trincão, Rochinha, Edwards) fizeram as despesas do ataque e com Nuno Santos marcaram os três golos.

O ponta de lança... não existiu. Eu, que sempre defendi e continuarei a defender Paulinho face a críticas que julgo injustas e desprovidas de sentido face ao modelo de jogo de Amorim, HOJE não consigo. Esteve muito mal e a prova disso é que o Musrati foi o melhor em campo do lado do Braga. 

Por outro lado, o ponta de lança, quer seja Paulinho, quer seja Edwards, ou seja quem for, é estruturante para a tomada de decisão no processo ofensivo, quem tem a oportunidade de passar ou centrar tem de saber para quem e para onde. Trocar um por outro, jogadores de características completamente distintas durante o jogo, não acho que seja a melhor opção, de calhar atrapalha mais a própria equipa do que a do adversário. Muitas vezes se assitiu aos alas e médios sem saber bem o que fazer frente à área.

Por isso muito bem esteve Rochinha. Entrou com poucos minutos para jogar, soube tomar a melhor decisão naquele contexto de entrada na área com a bola dominada, e do quase nada surgiu o golo.

Melhor em campo? Matheus Nunes pelas duas assistências para golo no primeiro tempo, embora pouco relevante no processo defensivo.

Enfim, pior mesmo que o resultado foi mesmo a sensação de descontrolo e de incapacidade de respeitar a matriz que fez do Sporting campeão, uma grande segurança defensiva, a quase certeza de terminar com os 3 pontos quando nos apanhamos a ganhar a poucos minutos do fim.

Disse Amorim: "Temos de ser uma equipa mais adulta." Bom, então a solução mais óbvia é reforçar a equipa com... adultos. Tudo o resto é colocar em cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe compete. Os miúdos precisam de tempo e de oportunidades nos momentos certos para crescer e têm um papel essencial num plantel equilibrado do ponto de vista etário, e já agora também em termos de kgs e cms.

Disse o treinador do Sp. Braga qualquer coisa que tinha a ver com o resultado do jogo com um rival. Mas qual rival? O Sp. Braga jogou com o V. Guimarães ou com o Rio Ave? Vai dizer a mesma coisa quando jogar com o Benfica e Porto? Já agora, e se não fosse pedir muito, podia fazer por ganhar os jogos respectivos da mesma forma que fez para ganhar a uma equipa doutro nível que um clube regional como o Sp.Braga claramente não tem. Já agora o Porto e o Benfica vão pagar o IVA pelas contratações com prazos a perder de vista lá no clube regional ou ficam isentos?

Concluindo, se realmente foram 2 pontos ingloriamente perdidos, contra o mesmo Braga na época passada perdemos 3. Isto não é como começa, é como acaba: confiança total em Amorim para fazer e ajudar a fazer as correcções adequadas.

 

PS: Desde há muito acompanho o Ricardo Esgaio, como extremo direito foi o melhor marcador da melhor equipa B de sempre, depois andou a penar com Jorge Jesus e em Braga chegou a um patamar muito razoável. Se é verdade que neste regresso ao Sporting ainda não tivemos o melhor Esgaio, que assiste e marca, também é certo que veio da Nazaré muito novo para Alcochete e sempre deu o máximo pela camisola verde e branca. Ontem não entrou bem no jogo, mas merece o apoio de todos os Sportinguistas e o completo repúdio para com a escumalha que o foi insultar para as redes sociais. Onde vai um vão todos, e a pior coisa que podemos fazer é andar em campanhas de tiro ao alvo a este ou aquele jogador que veste a nossa camisola.

SL

O dia seguinte

Depois do Vilarreal, Roma e Sevilha, foi a vez do Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League, servir de adversário exigente e bem adequado para nos preparar uma entrada na época oficial da melhor forma. Tendo o resultado um valor secundário nestes encontros, o Sporting acabou a ganhar um e a empatar três jogos.

Se calhar pelas cargas físicas da semana, a verdade é que muitos jogadores entraram muito "presos" em campo, lentos a pensar, a executar e a intervir, e assim os passes perdem-se, os desarmes são faltosos, os remates saem sem convicção, e o 3-4-3 "plano A" deixou muito a desejar. Ainda assim, quase todos os do onze inicial ficaram até ao fim do jogo para ganhar endurance para o que aí vem.

O melhor do jogo foi mesmo o desempenho de Morita à frente da defesa: combativo enquanto "teve pilhas" e com excelente passe a curta e longa distância. E também a desenvoltura de Israel a mostrar competência em tudo o que teve de fazer, incluindo uma excelente saída aos pés de um adversário isolado que evitou o golo iminente.

Além disso, é claro que Trincão vale dez vezes mais do que hoje mostrou, que Matheus Reis e Edwards são os jogadores que estão a um ritmo superior aos outros, e que com mais uma semana de trabalho teremos equipa para Braga, que é o mais importante.

É verdade, o Paulinho - também ele muito abaixo do que pode e sabe - assistiu para Trincão falhar, e sacou um penálti. 

SL

O dia seguinte

Em Alvalade a cores e ao vivo e depois revendo pela TV com os comentários de alguém que sabe ver o jogo pelos olhos dum ex-praticante, sem palas clubísticas nem estúpidas vaidades que servem apenas para esconder a ignorância, o ex-defesa esquerdo do Benfica, o Pedro Henriques, o que posso dizer é que foi mais um confronto de pré-época muito bem conseguido.

Entre Vilarreal, Roma e agora Sevilha, o Sporting encontrou adversários de nível Champions / Liga Europa com um futebol próximo daquele que é praticado na nossa Liga e que puseram a nu as suas limitações em termos de plantel e desempenho individual e obrigaram os jogadores a suplantar-se. No final das contas, foram dois empates e uma vitória. Após o próximo confronto com o Wolves, penso que ficaremos em condições de entrar nos jogos a doer com o pé direito.

 

Talvez o clube mais próximo do FC Porto em Espanha seja o Sevilha. É um clube regional, com grande "aficción", grande cobrança em termos de atitude em campo, grande competência nas competições europeias.

Claro que não passa pela cabeça do Sevilha sonhar no controlo da Federação, da arbitragem espanhola, a fruta e o chocolate andaluz se calhar não têm o mesmo efeito, além dos dois grandes da capital existem o Barcelona, o Desp. Corunha e o Atl. Bilbau, enfim de Portugal a Espanha vai uma grande distância. Nenhum idiota presidente de Real Madrid e Atlético de Madrid morre de amores pelo Sevilha, por muito bom que seja o "solomillo" local.

Mas ontem, com Lopetegui, Fernando, Torres e Corona, parecia que era o FC Porto do outro lado, o que ainda tornou mais amarga a primeira parte, onde fomos completamente trucidados pelo tikitaka do Sevilha. Claro que a lesão de Ugarte logo a abrir o encontro contribuiu para isso, o meio-campo deixou de existir, e toda a equipa ficou desorientada, um pouco como aconteceu em Alvalade contra o Ajax na época passada com a lesão de Inácio.

O Sevilha fez o que quis, defendeu, controlou e atacou com perigo embora sem eficácia nos finalmentes. 

Foi uma primeira parte do pior da era de Rúben Amorim, digamos que era motivo para saírem os onze e entrarem outros onze, se não houvesse o problema de... onde estavam outros onze de valor idêntico?

 

Amorim fez a coisa certa. Perante um Sevilha a fazer descansar os titulares, apostou nos seus, a equipa correu mais, pressionou mais, a inferioridade numérica no meio-campo deixou de ser notada, os espaços começaram a existir e o empate aconteceu num grande remate de Paulinho solicitado por um ainda melhor passe do Pedro Gonçalves.

Depois veio a marcação dum penálti a favor do Sporting justamente revertido após advertência do VAR, só é pena que o sr. árbitro não tenha visto e marcado penálti em dois lances da primeira parte onde o contacto existiu. De certeza que não seriam revertidos.

Terminado o jogo empatado, vieram os penáltis muito bem marcados por um lado e outro, até Fatawu quase partir a trave com a potência do remate. Temos ali um ala esquerdo de excelência, vamos com calma que ele ainda só tem 18 anos, mas para marcar penáltis...

 

Este jogo demonstrou uma coisa: Pedro Gonçalves pode voltar às origens, mesmo que pouco acerte nas balizas actualmente, e ser um médio de excelência. E com isso ajudar a resolver o grande problema existente no meio-campo do Sporting com a saída de Palhinha, a lesão de Bragança e a cabeça à roda de Matheus Nunes.

 

Melhor em campo? Para mim, Gonçalo Inácio que esteve muito bem e evitou piores males. 

Prémio de resiliência? Tabata, largos minutos a aquecer para apenas render Paulinho a 10 minutos do fim ainda marcar um penálti de forma irrepreensível.

Prémio da melhor raça argentina? Acuña. Paulinho estava no chão, mas quem tinha obrigação de parar o jogo era o árbitro. Os dois que disputavam o lance, Trincão e Acuña, olharam para o árbitro, ele nada fez, Trincão continuou a olhar, Acuna seguiu a jogar, completamente no seu direito. Depois vieram as bocas, ele reagiu mal e armou-se a confusão.

O fair-play é uma treta, já dizia o JJ, apenas serve para premiar os batoteiros e é mais uma prática estúpida do futebol português. Para mim esteve muito bem Acuña em prosseguir com o lance e muito mal Trincão em alhear-se do mesmo. Depois foi o depois. Mais uma vez e depois do que aconteceu com o Rui Patrício as claques envergonharam o clube, a insultar a pobre senhora mãe dele. Mas enfim, são as contas do assalto a Alcochete para saldar, enquanto o presidente dessa altura já partiu para outra e confessa que agora consegue mergulhar graças ao novo amor.

Mas com Acuña e depois daquela cena da emboscada da seita do Sérgio Conceição (penso que com Corona em plano de destaque) no Dragão para colocá-lo fora da final da taça que seria uma semana depois, ele ter conseguido aguentar-se à bronca, chegar ao Jamor e centrar para o golo de Bas Dost e levar o batoteiro mal educado a fazer aquela triste figura na tribuna, eu não consigo dizer mal do homem, até acho que o Sporting devia procurar urgentemente na Argentina dois ou três iguais a ele. Ou no Uruguai dois ou três iguais a Ugarte, já agora. Gosto muito do rapaz, embora como o Coates e o próprio Acuña sejam viciados em erva (no caso o mate). Um destes dias provo a mistela.

SL

O dia seguinte

Foi tudo menos um amigável o jogo de hoje no Estádio do Algarve do Sporting de Amorim contra a Roma de Mourinho.

Dum lado uma equipa séria, a jogar futebol e a testar quase o seu melhor onze para os jogos importantes que se avizinham, do outro um bando de jogadores a fazer pela vida e a bater forte e feio, com algumas noções do jogo colectivo mas condicionados pela rotação decidida do banco.

Tudo isso com uma arbitragem com altos e baixos, que não se conseguiu impor aos excessos dos romanos mas que tambem não estragou o espectáculo. No final, se calhar o Sporting ainda recebeu mais cartões do que o Roma para calar a boca a Mourinho com o penálti bem assinalado. Nem faço ideia como é que metade da nossa equipa, a começar por Matheus Nunes, tem as pernas, espero que nada fracturado nem rasgado. Agora banhos e massagens para estarem bons para domingo.

 

Passando ao.jogo propriamente dito. Amorim testou mais uma vez a táctica "dos 3 baixinhos", que jogam muito, rematam pouco e marcam menos ainda. Foi preciso um penálti para marcar e chegar ao intervalo com um empate e mesmo assim dando um banho de bola à Roma.

Depois entrou Trincão e ainda mais se notou a falta duma referência ofensiva, porque ele é muito mais do que um jogador de pequenos espaços como Edwards ou o Rochinha.

Entrou Tabata e finalmente tivemos alguém que recebe, roda e remata, um ponta de lança. Que nos deu a vitória.

 

Gostei muito, como todo o estádio gostou, da exibição do Sporting. Todos os reforços estiveram muito bem, a equipa fez um belíssimo teste para o que aí vem no arranque do campeonato, o Pote voltou a ser de ouro mas o melhor de todos foi... aquele uruguaio meia-leca... como se chama.. Manuel? Ugarte?

Alguns perguntarão (como o fizeram nalgumas tascas da net) como é possível o Sporting ter conseguido contratar um jogador assim. Dizem que é da Gestifute e de Jorge Mendes. Só pode ser mesmo gestão danosa de negociadores incompetentes. Pelo menos para alguns que ainda fazem contas sobre quanto custou Paulinho. Saberão eles quanto custou o Abraham ao Roma? 40M€. Marcou algum golo? Não, deu a marcar. Também não presta???

 

PS: Uma vergonha os insultos ao Rui Patrício patrocinados por quem, ou pelos amigos de quem, toldados de raciocínio e ao abrigo do desvario dum presidente que acabou destituído e expulso, o andou a bombardear com tochas em Alvalade e assaltou Alcochete para lhe bater a ele e a outros como ele.

SL

O dia seguinte

Se ontem tivemos um misto AB, hoje tivemos um A+Marsà. E Marsà logo começou a demonstrar o que tem em comum com o azarado (que voltes bem depressa, Daniel) Daniel Bragança. Muita técnica em pouco físico, o que se é mau no meio-campo é péssimo no eixo central da defesa.

O Sporting entrou mal como entrou em muitos jogos do campeonato nacional, mas foi-se encontrando muito pela presença de Matheus Reis na defesa e pela capacidade de desequilibrio de Pedro Gonçalves no ataque. Depois, são de salientar as movimentações de Tabata nos espaços livres criados pelas movimentações de Paulinho.

E assim conseguimos chegar  em vantagem ao meio da segunda parte perante uma boa equipa de Espanha, o Villarreal, com a qual até temos más memórias.

Depois vieram as substituições, o jogo foi decaindo e duma má cobertura dum miúdo de que gosto muito, o Hevertthon Santos, surge o golo do empate.

Concluindo, os titulares da época passada, muitos solicitados pelas respectivas selecções, ainda estáo a aquecer os motores. Os miúdos vão sendo testados nas posições que Amorim entende as melhores para eles, eu até posso discordar, mas ele é que sabe, foi ele que transformou um vulgar médio no melhor marcador do campeonato.

Mais um óptimo treino para chegar a Braga e ganhar.

Melhor em campo: Matheus Reis

SL

O dia seguinte

Começo aqui mais uma época de comentários aos jogos do Sporting, sempre feitos na base da sensação que me deixou o encontro, sem pensar muito na coisa e muito menos me deixar influenciar pela opinião dos outros, jornalistas ou comentadores.

Contra o 2.º classificado da liga  belga, Amorim fez alinhar um misto AB que à partida deixava muito a desejar, mas a verdade é que a equipa entrou bem no jogo e foi superior em toda a primeira parte, onde Morita pautou o jogo com classe e Edwards escarafunchou aquilo tudo. Israel demonstrou pinta de guarda-redes, Fatawu parece um mistura bem feita de Plata e Nuno Mendes, Mateus só lhe falta o "h" e mais uns centímetros para ser o novo Matheus do meio-campo, e Chermiti é o Essugo lá da frente. Vão todos lá chegar com tempo e paciência.

A segunda parte já foi diferente, as substituições dos belgas e a quebra física dos melhores da primeira parte do Sporting inverteu o comando do encontro, os belgas vieram com um futebol prático e eficaz, depressa empataram e podiam até ter ganho.

Concluindo, foi um encontro onde os titulares cumpriram os mínimos, os novos fizeram pela vida e uns estiveram melhores que outros.

Homem do jogo: Morita. O maestro de olhos em bico.

SL

O dia seguinte

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Não sendo eu propriamente um entendido em futebol feminino, e pensando que não fará muito sentido ver ou avaliar da mesma forma futebol masculino e feminino, não podia deixar de fazer aqui um apontamento sobre o que aconteceu ontem no Jamor. 

Até porque foram elas este ano que conseguiram lá estar, que conseguiram que muitos Sportinguistas vindos um pouco de todo o lado lá rumassem para uma bela tarde de futebol, que conseguiram ganhar o jogo categoricamente, que conseguiram trazer para o museu do clube mais uma Taça. Antes disso já tinham conquistado a Supertaça frente ao Benfica, e na Liga lutaram quase até ao fim pelo título.

Mais que merecem este meu pequeno esforço.

 

Foi um jogo em que uma equipa "fórmula Sporting", com mais de metade proveniente da formação, algumas mais experientes e com muitos anos de casa, e algumas estrangeiras diferenciadas, defrontou uma equipa do Famalicão mais velha e mais poderosa fisicamente. Foi preciso competência técnica e táctica, mas também muita crença e muita raça para dominar o jogo e conquistar a vitória.

O Sporting entrou em campo em modo Amorim, uma disposição em campo que parecia 3-4-3 com Diana Silva mais fixa à frente, Brenda a deambular pelo centro e Chandra pelas alas. E como o Famalicão tentava antes do mais ganhar a luta de meio-campo e defender o centro, era Chandra que procurava o melhor espaço para acelerar, tabelar e posicionar-se para concretizar.

Estivesse o remate de entrada da área afinado e não teria sido preciso uma mão na bola do adversário para chegar ao 1-0. Depois o jogo continuou na mesma toada, Diana Silva cabeceia ao poste e minutos mais tarde Chandra marca um golo improvável, daqueles que só marca quem acredita.

Com 2-0 aos 60 minutos, a equipa foi perdendo gás, se calhar a defesa sentiu a falta da central bósnia Melisa Hasanbegović para impor respeito ali atrás. O Famalicão foi atrás do prejuízo, ainda conseguiu um penálti muito bem defendido por Bacic e um golo de oportunidade duma bela assistência da nossa ex-jogadora Raquel Fernandes. Ana Capeta, outra nossa ex-jogadora, foi das mais lutadoras do adversário.

 

Quem assistiu à reportagem da Sporting TV pode perceber por um lado o magnífico ambiente daquela equipa muito "made in Sporting". Confirmando-se a qualidade do projecto de formação que está por detrás desta equipa, com Thomaz Morais e Mariana Cabral como peças-chave, em que uma ou outra das jogadoras seniores e uma adjunta de Mariana Cabral são também treinadoras ou preparadoras físicas de escalões jovens, e a capacidade de integração de atletas estrangeiras de qualidade, como Doris Bacic, Chandra Davidson e Brenda Perez e a tal Melisa Hasanbegović. 

Temos de recordar-nos que no final da época passada sairam várias jogadoras importantes que tinham estado noutras conquistas de títulos e taças, talvez rumo a melhores contratos, e foi preciso construir uma nova equipa e novos lideres de balneário.

 

Esta equipa merece também uma aposta mais forte da Sporting SAD no que respeita ao futebol feminino. Aposta essa que passa por aproximar a equipa dos sócios, trazendo para Alvalade os jogos mais importantes e incentivando a ida gratuita de jovens e famílias, procurar reter os melhores valores e reforçar o plantel com jogadoras diferenciadas relativamente às que conseguimos formar, muito em especial no aspecto físico, capacidade de remate e jogo aéreo.

Porque, tal como acontece no futebol masculino, já temos o mais importante, uma treinadora educada, humilde e competente, Mariana Cabral de seu nome, e uma estrutura sólida por detrás que efectivamente funciona.

Muitos parabéns a todas e a todos os envolvidos nesta grande vitória do Sporting Clube de Portugal.

  

SL

O dia seguinte

Antes do mais é preciso realçar a grande noite de Sportinguismo que se viveu ontem em Alvalade. Um estádio em festa repleto de famílias, mulheres e criançada, aplausos demorados a Sarabia ao minuto 17, cânticos dedicados ao mesmo Sarabia, a Palhinha e a Amorim, uma goleada àquela equipa que nos conseguiu derrotar na 1.ª volta. E ainda oportunidade para dar palco aos guarda-redes suplentes Virgínia e André Paulo, e ainda a Marsà e Rodrigo Ribeiro. No início os jogadores a entrar com os filhos, no final a volta de honra de jogadores e técnicos, bolas para a bancada, não poderia ter sido melhor.

No que respeita a futebol, existiu algum equilíbrio e incerteza no marcador até ao 1-0, que aconteceu quase a cair o intervalo. Depois disso só deu Sporting, e acabou em 4-0. Podia ter terminado em números mais expressivos, mesmo com as substuições "para a fotografia" que Amorim fez.

Nesse período de algum equilíbrio veio ao de cima a falta de peças-chave desta temporada: Adán, Matheus Reis, Matheus Nunes e Paulinho. Com Bragança o Sporting não tinha meio-campo, Palhinha era completamente abafado pelo meio-campo contrário, e com os três baixinhos no ataque frente a uma defesa bem posicionada não havia ninguém que fizesse o que um ponta de lança faz. Rematar à baliza e marcar golos, com o pé ou com a cabeça. Sucediam-se os erros na construção que davam origem a contra-ataques muito perigosos, com duas ocasiões claras de golo desperdiçadas pelo Santa Clara. No melhor do Sporting estavam Porro e Nuno Santos nas alas, claramente os melhores em campo.

 

Depois do primeiro golo, tudo foi diferente. A pressão dos jogadores do Santa Clara sobre os defesas do Sporting foi-se esvaindo, começou a haver espaço e tempo para o Sporting manobrar com confiança e as oportunidades foram-se sucedendo. 

No final foram quatro bonitos golos. Marcaram Tabata, Porro, Sarabia e Edwards, um veio do Portimonense com passe partihado, outro do Man.City por empréstimo com opção de compra, outro do PSG por empréstimo também e o outro do Guimarães. O que só pode dizer capacidade de negocíação com grandes emblemas estrangeiros e com clubes em Portugal que desenvolvem e lançam jogadores jovens doutras paragens.

 

Com Palhinha e Sarabia na porta de saída,  Matheus Nunes se calhar também, Tabata e Daniel Bragança com certeza a ver o que é melhor para eles, Virgínia e André Paulo parece que há interesse de continuarem como suplentes de Adán. Sobre Morita... tudo depende dele, boa leitura de jogo, bom passe, mas parece que lhe falta nas veias aquilo que Ugarte tem de sobra.

Melhor em campo? Porro. Cruzamentos perfeitos, assistência para golos desperdiçados, um golo. Que falta fez este Porro este ano...

 

#JogoAJogo

SL

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Ontem em Portimão o jogo do Sporting lembrou-me um dia que passei na ilha Terceira. Primeiro um sol radioso, depois as nuvens chegaram depressa com chuva e vento de assustar qualquer um, para a seguir tudo voltar ao início. 

Com a tal frente móvel que anda na cabeça de Amorim, o Sporting construia jogo de trás para a frente com critério, ninguém estava parado e a bola chegava com facilidade à area do adversário. E quando era perdida, de pronto era recuperada.

O problema era traduzir todo esse domínio em reais oportunidades de golo. Tabata ainda cabeceou à trave, mas ter Porro e Nuno Santos a cruzar por alto para três baixinhos não faz muito sentido. Mesmo assim, num lance em que Edwards foi por ali fora naquele seu jeito de quem não quer a coisa, o guarda-redes deles sacode o remate para a frente, e oferece o golo a Tabata. O Sporting ficou confortável e tranquilo no jogo, parecia ser questão de entrar o segundo para o resultado ganhar forma de goleada.


Mas dum lance inofensivo Coates corta de forma mais ríspida e há um livre. Do livre nasce um golo por tabela no pé do segundo jogador da barreira, logo a seguir Coates ainda devia estar a pensar no assunto em vez de acudir ao passe à queima de Inácio, e veio outro golo sofrido. Com a desvantagem no marcador tudo começou a ficar pior, os passes deixaram de entrar, os possíveis cantos só davam pontapés de baliza, os de Portimão corriam bem mais do que os do Sporting. Com a saída de Matheus Reis e a entrada de Esgaio ao intervalo, tudo o que era mau ficou bem pior.

Enfim, parecia o naufrágio açoriano com o Santa Clara revisitado.

 

Depois entrou Sarabia. As nuvens negras dissiparam-se e veio o sol radioso. Recupera a bola na esquerda, abre muito bem para a direita, vai ao centro e... golo. Vê a desmarcação de Tabata e corre para a recepção do centro e... golo.

Ainda houve outra bola lá dentro, golo anulado por fora de jogo a Nuno Santos. Voltámos a dominar com calma e competência.

 

Assim o Sporting fez a sua obrigação. Mais uma vitória, na jornada que fez do Porto campeão, ficámos a 6 pontos e com uma vantagem de 11em relação ao Benfica num segundo lugar que deixa a sensação de que as coisas podiam ter sido diferentes. Para melhor.

Mas nos momentos críticos uns tiveram uma mãozinha a ajudar a nadar, outros uma manápula a empurrar para baixo. Soares Dias e João Pinheiro merecem também a medalha de campeões, se calhar recebem-na na tranquilidade do lar, com fruta e chocolate a acompanhar.

 

Melhor em campo? Sarabia, obviamente, mas Tabata fez uma grande primeira parte. Continuo a dizer que o lugar dele é o do Matheus Nunes. 

O que correu pior? 

Por muita polivalência que tenha um jogador, defender uma semana na esquerda, na outra na direita, e logo voltar à esquerda, numa equipa que constrói desde trás, é tarefa hercúlea. Para a bola correr rápido, o jogador tem de executar "de memória" e não analisar primeiro e executar depois. E a memória constrói-se com a rotina. Gonçalo Inácio não é o Hercules. Esquerda ou direita, Amorim? O rapaz é canhoto...

Outra coisa que correu muito mal foi a exibição de Pedro Gonçalves. Mais uma. Se um "scouter" tivesse visto alguns dos jogos da primeira parte da temporada, por exemplo o Sporting-Dortmund, tomasse nota do 23 e agora visse este jogo também, não acreditaria que seja o mesmo jogador. Bom, pelo menos esta época ele não sai e para a próxima acredito que volte a ser o que já foi. O melhor jogador do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Sem Slimani nem Paulinho, um na porta de saída outro a contas com uma mazela qualquer, Rúben Amorim recorreu mais uma vez à frente móvel Edwards-Sarabia-Pedro Gonçalves, apoiada por dois alas bem abertos e através duma circulação de bola mais rápida que o habitual (excepto quando chegava a Neto), o Sporting dominou, criou oportunidades e conseguiu o 2-0 contra o Gil Vicente.

No entretanto alguns jogadores davam umas baldas (Inácio e Neto à cabeça) que originavam lances perigosos do Gil, felizmente sem resultado.

No entretanto também, Adán com a bola nas mãos choca com um adversário que não disputa a bola e apenas se mete à frente dele, o árbitro vê aquilo que eu vi, e o VAR ao contrário daquele João Pinheiro do Sporting-Braga, não interfere, como também não interferia se tivesse sido marcado penálti. É um lance de interpretação, mas falar em "negligência, imprudência e força exagerada" como faz o ressabiado Duarte Gomes quando Adán consegue chegar e agarrar a bola e obviamente não consegue saltar por cima do adversário, é mais que negligência como comentador de arbitragem, é má fé mesmo.

Mais inteligente foi o comentador da Sport TV que andou para ali 5 minutos a tentar demonstrar que antes do contacto a bola já tinha escorregado das mãos de Adán e por isso ele chocou com o adversário, que se tivesse a bola segura não era mas que assim havia uma bola em disputa e era. Temos então dois comentadores separados no entendimento da lei, mas juntos na certeza do penálti. É o que temos. Dois medíocres ex-árbitros com contas para saldar.

 

Voltando ao jogo. A seguir ao segundo golo, estranhamente ou talvez não, o Sporting relaxou, começou a correr mais para a frente e menos para trás, deixou partir o jogo, a velocidade dos jogadores do Gil começou a fazer mossa, surgiu o 2-1 e podiam ter surgido outros. Resumindo, para o que foi a primeira parte, o 2-1 acabava por ser lisonjeiro para o Sporting.

A segunda parte foi completamente diferente. Um Sporting mais competente e um Gil mais cansado, o terceiro golo não demorou muito, os lances de perigo para o Gil sucederam-se e só a enorme exibição do seu guarda-redes brasileiro de 20 anos, ex-Botafogo (Alô, Hugo Viana), impediu um resultado mais volumoso.

 

Desta vez as substituições pouco adiantaram, excepto no caso do jovem Rodrigo Ribeiro que tem mesmo pinta de jogador, embora para alguns não estivesse ali a fazer nada, devia era estar a lutar pelos títulos dos juvenis ou dos juniores.

Melhor em campo, de longe, Nuno Santos. Sarabia acertou um remate, falhou uma dúzia.

E assim conseguimos um dos objectivos mais importantes, talvez o maior de todos, desta época, o acesso directo à Champions, que vai permitir desafogo financeiro, retenção de talento e preparação atempada da próxima época.

Supertaça, Taça da Liga, passagem da fase de grupos da Champions, acesso directo à Champions da próxima época, nada mau mesmo. Graças a Rúben Amorim.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Contra um Boavista tranquilo e motivado pelas ambições individuais dos seus jogadores, trocando o habitual autocarro por uma tentativa de jogar a todo o campo, o Sporting mostrou-se uma equipa focada e competente.

Sabendo sempre recuperar a bola em zonas intermédias, circulando a bola para convidar o adversário a alargar-se no terreno, conseguia encontrar espaço para os avançados móveis terem bola de frente para a defesa contrária com os alas bem abertos a darem opção de passe e a complicaram a tarefa adversária.

Só mesmo a falta de inspiração no último passe ou no remate impediram o avolumar no marcador. Pedro Gonçalves e Edwards abusaram no desperdício, Sarabia desesperou pelo passe em condições que não teve. 

Algures a meio da segunda parte, com o 0-1 teimosamente a manter-se, o Boavista a ganhar confiança e Matheus Nunes em dificuldades, Amorim jogou pelo seguro, entrou Ugarte para segurar o meio-campo e logo aconteceu o "chouriço" do Edwards que sentenciou o encontro.

A partir daí era só saber por quantos. Veio o terceiro num penálti claro sobre Tabata, Palhinha acerta na trave, Inácio tem um golo anulado por fora de jogo.

Assim, na sempre complicada visita ao Bessa e depois da pior semana do ano, quando alguns já agouravam o pior, vencemos tranquilamente.

Arbitragem muito boa do Mota, de nível europeu, como tinham sido as anteriores dos jogos que justamente perdemos, como foram as do empate e da derrota dos dois rivais, a deixar jogar e a encolher os ombros às palhaçadas. O que realmente dá que pensar... Mas se eles realmente até sabem, porque é que só depois dos batoteiros terem o título resolvido fazem assim e antes fizeram o contrário???

Enfim.

Melhor em campo? El patrón Coates, com alguns cortes de alta qualidade.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

No futebol como na vida é preciso não ter a memória curta. O resultado desta eliminatória ficou ditado em Alvalade quando aquele batoteiro que ontem tentou repetir a façanha e levou amarelo deu hipótese ao Soares Dias justificar o Dragão de Ouro e ao Porto de inverter o resultado.

Ontem no Dragao com o resultado a favor o Porto esteve sempre confortável no jogo e só um lance como aquele do Sarabia mudaria o decurso dos acontecimentos. De qualquer forma tivemos uma primeira parte em que o Sporting esteve por cima dentro do seu esquema de jogo, mas foi mais uma vez ineficaz nas bolas paradas e nos cruzamentos para a área, com o trio ofensivo muito longe do desejável. Isto com os batoteiros a cair e a rebolar a qualquer contacto, enervando e distraído quem precisava de jogar e ganhar.

A segunda já foi bem diferente, como aliás já tinha acontecido na primeira mão. Depois de Matheus Nunes ter falhado aquilo que não falhou na selecção, o Porto acelerou, bem descansadinho do jogo-treino com a filial do Algarve, e o Sporting não teve argumentos para acompanhar, com Ugarte e Matheus Nunes em inferioridade numérica frente ao trio do Porto na luta pelo meio-campo.

Com o jogo empatado e sem perspectivas de virar a eliminatória, Amorim mexeu na equipa e ela ficou pior, e pior ainda ficou quando Coates avançou, uma fórmula gasta que já muito nos penalizou está época.

 

Depois Porro perdeu a cabeça, Amorim enervado ficou e nós todos também. Ficaram várias coisas por esclarecer:

1. Sarabia está em gestão física, programado para 1h de jogo? Se for o caso, aceito.

2. Slimani veio por causa de Amorim ou apesar de Amorim? Adoro Slimani, mas a pior coisa que se poderia fazer era estragar o bom balneário que nos deu os títulos. Não se pode voltar atrás neste ponto, recordamo-nos da conversa de Bruno Fernandes ao telemóvel, se o Slimani não aceita as coisas como estão só tem de ir à sua vida e nós ficamos eternamente gratos.

3. Que se passa com Pedro Gonçalves? Questão física, psicológica? Assim não tem lugar no onze, é até uma ofensa para alguém como o Tabata, que definha por falta de oportunidades. Porque não entrou este, adiantando-se um desgastado Matheus Nunes?

4. Que se passa com Paulinho, que passou dum pivot que fazia jogar a equipa para um inútil "pinheiro" lá na frente plantado que não cheira a bola nos 90 metros de jogo? Questão física também? Psicológica? Confusão naquela cabeca com a chegada de Slimani?

 

Concluindo, fomos ao Porto disputar o acesso ao Jamor quase a jogar com nove. Assim não há táctica que resista. 

Coisas boas? Ugarte e Matheus Reis em grande forma, trio defensivo Neto-Coates-Inácio em bom nível, Sarabia a tirar um ou outro coelho da cartola. Tem de ser por aí o caminho.

Jogo a jogo, faltam apenas 6 pontos para alcançar um dos grandes objectivos da temporada.

Para depois reflectir sobre muita coisa, o que foi a constituição do plantel nesta temporada e a gestão do mesmo, aqui incluindo a equipa B, e preparar a nova época da melhor forma.

Com Amorim, evidentemente. 

 

PS: Talvez agora alguns entendam a dimensão do feito de Marcel Keizer há três anos... Ou a de Marco Silva quatro anos antes... Se não entendem, então escusam de se preocupar com o resultado de ontem.

 

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O dia seguinte

A cara de Rúben Amorim na conferência de imprensa não escondia o que sentia, as palavras dele não podiam ser mais honestas, foi realmente um dos piores jogos do Sporting debaixo da sua liderança. Praticamente nada correu bem nem a sorte ajudou.

Nem o Benfica fez um grande jogo, limitou-se a fechar bem atrás e lançar os dois galgos da frente (Darwin e Everton), nem a arbitragem inclinou o relvado para o adversário. 

O Sporting perdeu completamente por culpa própria, a começar pela entrada dum Palhinha longe da rotação doutros momentos em vez dum Ugarte que está num momento extraordinário para fazer companhia a um sobre-utilizado Matheus Nunes, pela entrada também dum Pedro Gonçalves completamente fora daquilo (passou do 80 para o 8), pela completa ausência de jogo rotinado pelas alas, e pela desinspiração de quase todos nos gestos técnicos, últimos passes, centros, bolas paradas.

O golo sofrido aos 14 minutos é demonstrativo desse 80 e 8. Numa das muitas arrancadas de Porro pela direita, o passe sai disparatado, Sarabia só com asas lá chegaria, ainda faz por se esticar e tocar na canela do Vertonghen mais por frustração do que por outra coisa. O belga fica ali na ronha a cavar o amarelo, Sarabia a protestar e a equipa a dormir no pedaço. Do livre sai um lançamento de laboratório para o actual abono de família do Benfica, Neto fica a olhar para a atmosfera em vez de se preocupar com esse mesmo Darwin, Coates quando lá chega ele já passou, quando chega Adán a bola já lá mora. Há uns tempos era Coates a lançar e Pedro Gonçalves a facturar, agora é assim...

Depois há que dizer que na melhor jogada do Sporting de todo o encontro, na segunda parte, centro dum lado, centro do outro, cabeça de Sarabia ao poste, faltou a ponta de sorte que podia ter mudado o jogo. 

Vamos à razão de fundo. Perante adversários bem fechados atrás o Sporting sofre. Porque não tem rotinas de jogo bem consolidadas pelas alas (Inácio-Nuno Santos-Pedro Gonçalves, Neto-Porro-Sarabia), se calhar pelas muitas mudanças de posição duns e doutros, porque Paulinho tem dificuldades de desmarcação dentro da área. Isso normalmente é compensado pela chegada rápida em transições que abrem espaço para os criativos Sarabia e Pedro Gonçalves. Quando o adversário não se expõe no ataque, não há transições. Fica apenas um jogo posicional previsível e fácil de anular quando não existe a tal inspiração dum ou doutro. Essa inspiração não existiu. Que o diga Matheus Nunes, que se limitou a passear a bola pelo relvado.

 

Interessante também é notar que anarquia táctica dos finais de jogo que tantos pontos deu na época passada este ano está a penalizar-nos fortemente. Sai Neto fica Palhinha e depois Esgaio à direita, adianta-se Coates fica Ugarte no meio com Inácio à esquerda, e o Benfica sentencia o jogo numa arrancada pela direita, que atrai os três defesas da altura (Ugarte tinha abandonado a posição para tentar o corte e Bragança compensou com os olhos) para esse lado deixando na zona central dois (!) jogadores do Benfica completamente desmarcados frente ao pobre Adán.

Já tinha acontecido frente ao Santa Clara e ao Sporting Braga algo de parecido, e lá voaram dois pontos. E atenção que se o Benfica marca um terceiro golo perdíamos a vantagem numa hipotética igualdade pontual no final do campeonato que apesar de tudo mantivemos. Se calhar é melhor pensar que é melhor empatar que perder, e é melhor perder por um do que por dois ou três. 

Melhor em campo? Adán, o único que esteve ao seu nível.

Tudo o resto, do onze inicial e de todos os que entraram depois e que pouco ou nada adiantaram, muito abaixo do desejável.

 

Não vale a pena "bater mais no ceguinho". Quinta-feira é outro dia para chegarmos à final do Jamor e segunda-feira também para mantermos os 6 pontos de vantagem na luta pelo segundo lugar do campeonato. Rever o que correu mal e entrar com tudo para voltarmos ao nosso melhor nível.

Eu cá começava por colocar alguns, como Porro e Nuno Santos, a fazer 100 centros por dia, mas isso sou eu que não percebo nada do assunto.

 

PS: Veríssimo deu um banho táctico a Amorim? Bom, então Amorim está farto de tomar banho. Do treinador do Tondela, do treinador do B-SAD, do treinador do Moreirense, do... O Darwin é que ficava muito bem ao pé de Coates e Ugarte, lá isso era.

 

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O dia seguinte

Ontem em Tondela, num estádio repleto de Sportinguistas e num relvado pouco melhor que o batatal do Funchal, o Sporting dominou completamente o jogo até cerca dos 50 minutos, momento em que o artista apitador demonstrou ao que ia e resolveu estragar o jogo.

Até esse momento, o trio dos defesas e o par de médios constituiram um bloco tremendamente eficaz, pelo que construiam sem falhar um passe e pelo que destruiam, matando à nascença todas as tentativas do Tondela contra-atacar com perigo. Por outro lado o trio dianteiro, pela sua mobilidade e trocas de posição, causava sérios problemas a uma defesa a 5. O 2-0 apenas pecava por defeito.

Mas depois entrou o artista, que estava a apitar num critério largo e ajustado ao relvado, o único amarelo tinha sido por uma entrada dura por trás dum homem do Tondela, e duma reacção à perda de Matheus Reis surge uma bola dividida, um amarelo completamente excessivo, e menos um jogador para o dérbi. O artista ficou feliz e voltou ao registo inicial.

Logo a seguir Ugarte fez uma falta tanto ou mais dura do que a anterior e não houve amarelo, mas como de água fria gato escaldado tem medo, Amorim deu-lhe logo descanso e entrou Bragança.

E com ele perdemos o controlo do jogo a meio-campo. Ou passava para trás ou para os lados, ou caía e era falta, ou então caía e não era, e nesse caso era uma ocasião perigosa para o Tondela. A falta de físico que se conhece agravada pelas condições do relvado para o seu futebol rendilhado.

O jogo foi-se partindo, com ocasiões para ambos os lados, surge o penálti claro mas fortuito, e a improvável cabeçada do homem do Tondela para o golo de honra. 

Enquanto isso Amorim foi refrescando a equipa. Tabata entrou muito bem e mostrou serviço, mas Esgaio e Vinagre (deste é melhor não dizer nada) não estiveram nada bem. O miúdo Rodrigo ainda teve direito a uma bela iniciativa.

Mehor em campo? Sarabia, com dois golos e mais dois remates perigosos, mas todo o restante onze inicial esteve a excelente nível, e Ugarte está mesmo a explodir de rendimento.

Foi assim em Tondela. Mais três pontos e vamos com tudo para o dérbi mesmo sem Matheus Reis.

 

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O dia seguinte

Estes primeiros jogos depois das pausas das selecções são sempre complicados, a adrenalina dum grupo focado migra para parte incerta, cada um vive a pausa da sua forma. E ontem o onze feito de titulares que Rúben Amorim colocou em jogo parece que pouco tinha jogado junto, cada um a fazer o seu número que nada tinha a ver com o do colega ao lado, um futebol lento e previsível frente a um adversário "copy cat" do modelo do Sporting treinado por um ex-colega e admirador de Amorim, e foi assim que se chegou ao intervalo em vantagem através dum penálti a que já irei. Fora isso foi o desperdício de Pedro Gonçalves na única vez em que tudo foi bem feito e que fez jus ao título de campeão nacional.

Veio o segundo tempo e tudo ficou ainda pior, às tantas parecia que o Sporting equipava de amarelo. Até que entraram duas das aquisições deste ano, aquelas de que alguns dizem do pior, ou porque são do Mendes, ou porque os passes são partilhados, ou porque os valores são altos de mais, ou pelas comissões, ou daquilo que se lembrarem para justificarem andarem a cuspir na sopa que comem, agora que a relva está óptima e recomenda-se.

E com um Ugarte que regressou do Uruguai em modo turbo (assim vale a pena ter jogadores convocados para as selecções) e um Edwards em modo esgravulha o jogo mudou por completo e partir daí as oportunidades sucederam-se, foi mais um golo, podiam ter sido três ou quatro, que o diga Sarabia. Marcou o Nuno Santos, depois dum passe magistral do Ugarte.

Com adeptos (alguns, como é óbvio) que assobiam a equipa com ela a ganhar, depois do rival ter perdido, realmente só se pode esperar o pior. Felizmente não aconteceu. Depois admiram-se de andarem a perder títulos anos a fio com quem não assobia os seus jogadores mesmo depois das maiores cabazadas. E muito menos a ganhar em casa.

Melhor em campo? Daqueles que iniciaram o jogo, depois do óbvio Sarabia, o Matheus... não o Nunes, que anda a jogar mais para a bancada e menos para a equipa, o outro, o Reis. Dos outros, o Ugarte claro. Parecia-me o novo Aldo Duscher mas agora digo que é mesmo o Manuel Ugarte. Que se calhar chegará mais longe que o outro.

Sobre o penálti? Recordam-se daquele que marcaram ao Matheus Reis contra o Braga e que o Hugo Miguel demorou 5 minutos a convencer-se frente ao ecrã que aquilo era penálti ? Este foi igual. O triste árbitro lá se convenceu que tinha visto mal, e tão afectado ficou que a partir daí foi um festival de asneiras. A diferença é que com ou sem ele ganhávamos a este Paços de Ferreira, e com o outro perdemos em casa com  o Braga. Se foi de propósito para apagar da memória as palhaçadas que acontecem nos jogos do Porto, só apetece dizer uma coisa feia... Este VAR era de onde?

E termino com mais uma tirada genial do Amorim:

“Eu acho que é um excelente elogio , pelo menos é o maior elogio que nos podem dar à equipa técnica , que conseguimos que o Sporting fosse beneficiado pela arbitragem e eu acho que isso realmente é um grande milagre que esta equipa técnica conseguiu.”

É isso mesmo Amorim, deixa a modéstia de lado, conseguiste um verdadeiro milagre. E quando do outro lado estiver o Porto então eu vou mesmo a pé a tua casa agradecer. 

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O dia seguinte

Muita coisa para dizer sobre o jogo de ontem na bela cidade de Guimarães, num calmo dia de Março que podia ter servido para muito mais não fosse a estupidez duns quantos, uns desgraçados da vida e outros que até chegaram a governantes ou a detentores de cargos importantes.

A última vez que tinha estado no estádio do Vitória de Guimarães foi em 25 de Maio de 1980. A Wiki Sporting não me deixa mentir: foi naquele jogo em que o Sporting, ganhando por 1-0 por um autogolo de Manaca completamente casual (daquilo de que me recordo mesmo por detrás daquela baliza), que nos conduziria ao título há muito esperado sob a mão do ex-capitão Fernando Mendes, seis anos depois daquele do tempo de Yazalde e Mário Lino. No fundo foram dois títulos pela mão de dois grandes jogadores e perfeitamente conhecedores do clube e do balneário.

Jornada épica no comboio Verde, com animação a cargo dos Vapores do Rego, mudança de comboio em Trofa para um de linha estreita. Recordo-me de passar a velha ponte D. Maria pernas de fora na volta, sentado na porta de entrada do vagão, a ponte a tremer de todos os lados. Muita Super Bock completamente choca a acompanhar a viagem.

 

Desta vez cheguei ao estádio para comprar bilhete e depressa percebi que bilhetes não havia para vender. O Sporting tinha ficado com uns poucos milhares para a "gaiola", o resto era para os sócios do Vitória.

Depois parece que havia uma campanha em que, gastando 15€ na Loja, se tinha direito a um bilhete de acompanhante. Com algum jeitinho lá arranjei as coordenadas do cartão de sócio da funcionária, e em troca da compra de seis garrafas dum vinho verde branco, que ainda não provei mas deve ser bom, lá tive um bilhete grátis para a Central dos Sócios, mesmo por detrás do banco do Rúben Amorim. O que foi óptimo: o carro ficou estacionado mesmo em frente da porta, o bilhete não passou no torniquete, mas depois duma conferência complicada do responsável da segurança com a central lá me deixaram entrar.

Um minuto antes do fim, perdendo eu a hipótese de ver ao vivo o golão do Edwards, lá fui andando para Lisboa, com um fogo de artifício pelo caminho nos arredores de Guimarães, chegando a casa cerca das 3h30. Depois já pude, mais tranquilamente, rever o que tinha acontecido no estádio.

 

Ou seja, num jogo com todas as condições para ter o estádio cheio de adeptos das duas cores, bilhetes não havia para vender. Os adeptos do Sporting tinham de ir para a gaiola conviver com a malta das drogas, das tochas e dos petardos, bem próximo de onde estava a jagunçada (delinquintes e marginais nas palavras dum radical do Vitória da minha zona) e cujas provocações mútuas deram origem ao bombardeio de cadeiras e depois à carga policial sobre os tais delinquintes.

Leio n´A Bola que a nova administração do Vitória se pôs ao lado dos tais delinquentes, se calhar foram eles que os elegeram. Pena ver um clube com tanta juventude e entusiasmo estar entregue a tal gente. E um editorial do lampião José Manuel Delgado, muito incomodado com a vitória do Sporting, acompanhado duma fotografia que desmente tudo aquilo que diz. Não havia mulheres, crianças e idosos naquele sector, havia apenas um bando radical para onde deve ter ido um jovem que bem perto de mim no café, fato de treino e boné do Vitória ao lado, se gabava de com dois autocarros cheios de malta deles não terem medo de ninguém.

Jovem que bebia café com um casal com criança ao lado. Não sei o que aconteceu depois do jogo, não fiquei lá para ver.

 

Muito disto deriva dum Secretário de Estado incapaz e dum presidente da Liga de Clubes que apenas quer saber de inaugurações e croquetes, tudo o resto passa-se ao lado, porque ele quer é o dele. Em vez de expurgar o lixo humano que contamina os estádios, o triste Cartão do Adepto apenas conseguiu fazer dispersar o mesmo pelas diferentes bancadas, com cada bando a procurar o melhor sítio para as suas actividades mais ou menos marginais. 

Depois isto transmite-se para o campo. O Pepa quis ser o Sérgio Conceição, mas isso é como ir ao Calor da Noite sem ter mesa marcada, é só para alguns.

Assim a sua equipa cheia de atitude foi somando amarelos por faltas que os mereceram e vendo as suas palhaçadas não surtirem o efeito devido, ainda com o agravante de serem expulsos por fazerem o que o Sérgio faz sem problema nenhum.

 

Sobre o jogo em si, foi preciso uma defesa do Sporting extraordinariamente competente para termos saído de Guimarães com os três pontos. O Sporting entrou a dominar mas inconsequente no ataque, duma bola perdida nasce um contra-ataque que o ponta de lança do Vitória aproveitou com mestria para marcar. O Sporting não se desorientou, desperdiçou oportunidades mas conseguiu ir para o intervalo empatado num penálti escusado do jogador do Vitória.

Na segunda parte o Vitória entra bem, o comando do jogo fica repartido até Amorim substituir um cansado Slimani por um fresco Pedro Gonçalves, e a partir daí só deu Sporting. O golão do Edwards apenas fez justiça ao diferencial enorme de oportunidades de ambos os lados, incluindo um penálti que ficou por marcar sobre Sarabia.

 

De qualquer forma, grande arbitragem dum árbitro que seria incapaz de fazer o mesmo se do outro lado, em vez do Vitória, estivesse o Porto.

Assim cumprimos a nossa obrigação de vencer num estádio difícil, contra uma equipa bem orientada e que contou com uns adeptos entusiastas que a poderiam ter conduzir a outro resultado.

 

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O dia seguinte

Foi uma das vitórias mais fáceis do campeonato esta de ontem contra um Moreirense de más memórias para nós e  que ainda há pouco só uma arbitragem encomendada os impediu de roubarem pontos ao Porto. 

Para isso muito contribuíram as duas contratações de inverno. Com Slimani passamos a ter o ponta de lança que não tínhamos libertando Paulinho para zonas onde se sente bem melhor, e com Edwards o extremo clássico que enfrenta o defesa e sabe centrar a preceito.

Na falta de Inácio, Rúben Amorim montou a equipa num 3-4-3 assimétrico e um pouco desequilibrado, em que Porro e Edwards combinavam bem na ala direita mas Matheus Nunes, Matheus Reis e Paulinho se confundiam na esquerda. Assim foi preciso, na sequência duma bola parada, Edwards aparecer no lado contrário para o golo acontecer. E pouco tempo depois o segundo, Edwards-Porro-Slimani a arrastar- Paulinho a concluir. Noutro lance Edwards fez tudo bem menos acertar no defesa contrário. Ugarte era o patrão do meio-campo habitual, levou um amarelo que na altura me pareceu mal mostrado mas que aceito revendo o lance.

Com 2-0 ao intervalo, um terreno pesado e as pernas a pesarem pelo desgaste da Champions, a segunda parte foi de controlo do adversário e do anti-Sportinguismo do Pinheiro (aquele segundo amarelo poupado ao jogador do Moreirense depois do que fez no Dragão a Coates diz tudo sobre a canalhice do apitador) , aproveitada para rodar jogadores e ter todos motivados para a recta final do campeonato.

Sábado voltamos lá perto. Temos o V. Guimarães, que vem duma vitória fora.

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O dia seguinte

Era um jogo em que nada havia a perder mas que não era evidente o que valia mais a pena ganhar.

Rúben Amorim escolheu ganhar o respeito por si mesmo e pelos seus jogadores, mostrar que o resultado da primeira volta aconteceu mas não reflecte de forma nenhuma a diferença entre as duas equipas, deixar a melhor imagem do Sporting na Europa e no exigente mercado inglês.

E conseguiu isso com um onze desfalcado de quatro titulares, com uma dupla de médios inédita e numa fase de evidente desgaste de vários jogadores importantes do plantel.

Obviamente que o Man.City vinha dum dérbi desgastante, tinha a eliminatória resolvida e não tinha necessidade de dar o máximo, mas ainda assim teve aqueles movimentos característicos duma das melhores equipas do mundo: parece que jogam de olhos fechados, todos sabem o que os outros vão fazer, o perigo para o adversário é constante.

Depois duma primeira parte em que o Sporting defendeu bem mas teve imensa dificuldade a sair a jogar, e dum início da segunda marcada pelo golo anulado ao adversário, a troca dum ausente Sarabia por um motivado Edwards transformou a equipa, tornou-a muito mais incisiva e as oportunidades para marcar aconteceram, a mais flagrante das quais desperdiçada por Paulinho frente ao guarda-redes.

E o jogo terminou com o Man.City a desperdiçar também ocasiões para sentenciar o resultado.

Grande jogo de Inácio e Ugarte no tempo todo e de Edwards enquanto jogou. Todos os pesos-pesados - Adán, Coates, Neto, Paulinho e Slimani - estiveram muito bem, Matheus Reis também. Tabata demonstrou que o lugar dele é no meio e não nos lados, Porro está ainda a recuperar o tempo perdido pelas lesões. E mais um miúdo de 16 anos se estreou, agora o Rodrigo Ribeiro. Esgaio devia recordar-se dos tempos em que foi o melhor marcador da equipa B e sentir-se mesmo mal com aquele pontapé de ressaca para o 4.º anel do estádio.

Assim o Sporting encerrou com final mais ou menos feliz a sua campanha na Champions deste ano, terminando com 3V 1E 4D e encaixando uns 40M€ que muita falta fazem. Agora só tem é de lá estar na próxima. E se possível fazer ainda melhor, aproveitando tudo o que conseguiram aprender nos confrontos com as grandes equipas que defrontámos este ano.

E agora mudar o chip, pois temos de ir a Moreira de Cónegos na segunda-feira. E só a vitória vai servir.

 

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O dia seguinte

Perante uma equipa do Arouca treinada por alguém com a mesma ideia de jogo de Rúben Amorim, o Sporting, com um onze diferente do titular, até entrou muito bem e procurou explorar a profundidade proporcionada pela linha defensiva subida do adversário. 

Os primeiros 10 minutos foram de sucessivas vagas de ataque só travadas pela bandeirinha do fiscal de linha, como aconteceu no golo anulado a Sarabia. A anulação do golo por escassos 10 cm foi mais uma martelada que muito custou à equipa digerir.

Como também custou o amarelo completamente descabido a um Essugo que ganhou o lance de forma limpíssima. Mais uma demonstração de incompetência arbitral, para ser simpático, ou então de ideia corporativa preconcebida para agradar aos donos e tramar o concorrente Sporting. Que depois foi continuando jogo fora, não sabendo gerir a lei da vantagem, com incoerência total na avaliação do jogo duro, deixando a ideia que podia estragar o encontro à primeira oportunidade, como aconteceu depois, já quase no fim do jogo, nesse caso a desfavor do Arouca com Alan Ruiz (o irmão também veio desta vez?), felizmente travado pelo VAR.

Os últimos 15 minutos da primeira parte foram penosos para o Sporting. Com Essugo limitado, Coates justamente amarelado e o jogo a não fluir pelos corredores, com os dois alas (Esgaio e Vinagre) francamente mal, mas também Sarabia e Nuno Santos a acumular passes errados.

Veio o intervalo, Rúben sentiu o perigo iminente e fez o que era preciso. Saíram o injustiçado e amarelado juvenil Essugo (está ali outro Nuno Mendes em potência, capacidade física, técnica, inteligência, humildade, a caminho duma brilhante carreira, vai valer muitos milhões), e os ineficazes Esgaio e Vinagre. Entraram Porro, Ugarte, Paulinho e tivemos uma das melhores partes da época.

Futebol de tracção à frente, com um Slimani a lembrar os seus melhores tempos, Paulinho e Sarabia a assistir na perfeição, Porro e Nuno Santos a rasgar, Ugarte e Matheus Nunes a alimentar, o que logo deu frutos com um bis de Slimani.

Se o 1º golo foi mesmo à ponta de lança no seguimento dum canto do Porro, o 2º golo foi um tratado de contra-golpe, Nuno Santos-Paulinho-Nuno Santos-Slimani, com um Paulinho bem solto a fazer o que mais gosta. E toda a 2ª parte foi de domínio total e completo do Sporting, Paulinho estoirou na trave, Slimani falhou o "hat-trick" por poucos cms, e mais ocasiões aconteceram para aumentar o score.

Não há dúvida de que o regresso de Slimani foi excelente. Com Pedro Gonçalves, Paulinho, Slimani e Sarabia ficámos com diferentes formas de formar o tridente ofensivo característico do 3-4-3 de Amorim, todas bem interessantes. E com isso orientar Nuno Santos e Tabata para outro tipo de funções, mais nas alas, com Edwards a ser o "furão" adequado para determinados jogos.

Matheus Nunes fez um belo jogo mas podia ter rematado melhor em duas ocasiões, Ugarte entrou muito bem, Adán foi o abono de família do costume, toda a defesa esteve muito bem, mas o melhor em campo foi o mesmo o em boa hora regressado Slimani. O nosso leão da Argélia.

 

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O dia seguinte

Mais uma vez estávamos a dominar o Porto, mais uma vez estavámos em vantagem no marcador, mais uma vez levámos uma martelada arbitral agora sobre a forma dum penálti, mais uma vez perdemos o controlo das operações, e mais uma vez tivemos que aturar um mafioso Conceição no final a divagar se o resultado justo seria por 3 ou por 4. Quando esse senhor se fizer à vida, deixar de andar ao colo e começar a caminhar pelos próprios pés é que se vai perceber o que vale enquanto treinador. Basta ver o que valia antes de ter chegado ao Porto. Muito pouco.

Sobre o jogo, o Sporting entrou com a melhor equipa disponível mas a questão é que disponíveis fisica e mentalmente estão cada vez menos. E assim foi uma equipa a gasóleo, empenhada mas sem chispa, a que passou toda a primeira parte a defender bem mas a desperdiçar todas as situações de contra-ataque de que dispôs. Nuno Santos esmerou-se nesse aspecto e merecidamente ficou nas cabinas ao intervalo. Matheus Nunes falhou por muito pouco um golo que seria um golão mas assim foi coisa nenhuma.

Veio a segunda parte com um inadaptado Edwards em vez dum momentaneamente incapaz Nuno Santos (que se passa, ainda estás a pensar no que fizeste no Funchal? Esquece lá isso...) com a equipa a jogar ainda pior, mas um enorme remate de Sarabia colocou o Sporting em vantagem.

Enquanto a equipa assentava ideias sobre aquilo que tinha de fazer, o Porto fez-se ao caminho e os dois artistas que jogam à frente ganharam espaço para os seus números. E se há equipas em que cada remate é um golo, com o Porto cada queda é um penálti.

O Sporting sentiu por demais a injustiça da coisa. Vieram três jogadores frescos do banco do Porto, logo marcaram  o segundo golo e depois disso o jogo acabou. O Sporting tinha perdido toda a sua ideia de jogo, era tudo na base do coração e nada da cabeça, Slimani e Bragança entraram mas nada resolveram. 

 

Vamos para o Dragão daqui a mês e meio disputar o acesso ao Jamor com uma desvantagem de um golo para recuperar.

Pode ser que nessa altura estejamos melhor que agora. Menos castigos, menos lesões, menos fadiga, menos guerrilha interna nas bancadas e nas redes sociais, mais estabilidade, mais frescura, mais confiança, mais rendimento de Slimani e Edwards. E logo se verá o que acontece.

O melhor treinador da 1.ª Liga é do Sporting e chama-se Rúben Amorim. Mas é jovem e ainda tem muito que aprender. Não apenas em termos de táctica e estratégia de jogo, mas muito em particular em termos de treino comportamental. Pena que o mestre Roger Spry já não vá para novo, ainda o podia bem ajudar, o nosso Manuel Fernandes poderia falar com experiência de causa dos treinos de guerra em Setúbal e dos chapadões na cara para endurance que fizeram furor. Mas ouvi dizer que Amorim, também ele, é praticante de artes marciais e por isso perceberá o que quero dizer.

Há muito para progredir no Sporting em termos de  resiliência e autocontrolo, de saber jogar com o árbitro e não contra ele, por muito medíocre e mafioso que seja, de aproveitar os excessos do adversário em nosso proveito e não em nosso prejuízo.

 

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