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És a nossa Fé!

Das alternativas

Embora o Sporting no passado recente tivesse sido palco onde se degladiaram duas organizações que de secreto já têm muito pouco e que o conduziram ao estado letárgico onde se encontra, não sem que antes e durante e depois algumas algibeiras, melhor, alforges, se fossem enchendo à custa da depauperização do clube e da sua SAD, não é avisado, é certo, compará-lo ao país político. Aqui, indivíduos das mais variadas orientações estão irmanados do mesmo sentimento sportinguista e convivem de forma descomplexada e saudável com essa situação. Este blogue é exemplo disso mesmo.

Vem isto a propósito das alternativas ou falta delas, que na política sempre existem porque os partidos têm as suas bases programáticas, sendo por isso mesmo sempre alternativa ao que no momento esteja no poder. No Sporting alguns afirmam que não existem, de modo que não se justificariam eleições nesta altura, que seria mais uma eleição para queimar uma alternativa fraca ou inexistente e que seria "pior a emenda que o soneto".

Não sou dessa opinião. Entendo que a máxima "para pior basta assim", não se aplica aqui. Deixar prolongar no tempo o mandato deste conselho directivo, isso sim, é um conivente acto de desresponsabilização por parte dos sócios e do seu representante máximo, o presidente da Assembleia Geral. É mais fácil deixar "correr o marfim", eu sei, é mais fácil deixar acabar o mandato, mas a questão que agora se coloca, a da falta da alternativas credíveis, não correrá o risco de acontecer também no final do mandato? E se não aparecerem alternativas ditas credíveis, deixam os sócios continuar este grupo de incompetentes, se eles se recandidatarem, mais quatro anos à frente dos destinos do clube?

O que vivemos hoje é uma questão de tempo. E eu não sei se teremos já o tempo necessário para salvar o clube. Urge destituir esta gente que vem conduzindo o Sporting para uma belenização que creio a grande maioria dos sócios e adeptos não deseja, com a agravante de esta adivinhada belenização ser a actual e não a de há meia dúzia de anos. Vejam onde anda o Clube de Futebol "Os Belenenses", é isto que se pretende? Não sou catastrofista, sou realista. Não sou adivinho, mas sei ler os sinais que de tão evidentes nem preciso de bola de cristal, que o ataque é tão cristalino como a água da fonte.

Não será isto que querem os que acham que não é tempo de eleições, não tenho a menor dúvida, mas a sua aversão a esta ideia absolutamente necessária para a continuação da existência do clube como um dos grandes permitirá a delapidação de um património não só físico, mas imensamente sentimental e que pode ser mensurável em cerca de três milhões de portugueses, que cada vez mais se afastam do seu clube.

Os mandatos são para ser cumpridos, dizem. Uma ideia que perfilho sem qualquer rebuço, mas que terá que ter por detrás um verdadeiro substrato. Um CD que tenha um mandato em que as equipas lutem por títulos, que apresentem bom desempenho desportivo, que consolide as contas no positivo, que granjeie prestígio para o clube e o engrandeça, pode não ganhar qualquer título, que terá o meu apoio incondicional. Ao que assistimos de há dois anos para cá, é precisamente ao contrário e as evidências, passe a redundância, estão à vista.

Quanto à falta de alternativas, não passa de uma falsa questão. Posso até contar uma pequena estória que ilustra bem, de forma pitoresca, esta questão da falta de soluções para alguma coisa: Conta-se que tendo sido construída uma ponte em Sacavém sobre o rio Trancão, numa cerimónia oficial realizada na freguesia e localidade de Apelação (ambas no concelho de Loures, para quem não saiba), terão os seus moradores exigido ao poder político também uma ponte para a sua localidade. "Mas vocês não têm aqui rio!", ter-lhes-á respondido o representante do Estado, ao que o regedor terá respondido de imediato "trate lá V. Ex.ª da ponte que nós tratamos do rio!"

Pedro Azevedo, p. e., já se colocou à disposição dos sócios para construir as pontes tão necessárias à junção dos cacos em que se encontra o clube, com um projecto de programa muito bem estruturado e com ideias-base inovadoras que têm tudo para recolocar o Sporting no bom caminho. Outros aparecerão, certamente com a mesma intenção. E aparecerão os pára-quedistas, oportunistas e outros istas e até chupistas, faz parte, mas tenho para mim que se saberá distinguir, por uma vez, o trigo do joio.

É que, meus amigos, não tenhamos dúvidas, é a existência do Sporting Clube de Portugal que está em causa!

Deixemo-nos de rodriguinhos.

Da serenidade

Sei do que falo. À falta de melhor antídoto ou calmante muita coisa física já parti danado que fico com as inúmeras derrotas ou imensos empates do Sporting. A título de curiosidade: comandos de televisão já foram dois para o galheiro, telemóveis outros quantos, e molduras, uma ou outra, às quais nem tubos de supercola3 valeram para as devolver à cómoda. 

Enfim, o que devia fazer quando não jogamos em casa - quando nos batemos em Alvalade o problema não se põe que aí tenho lugar no estádio e os comandos de TV atirados ao chão sempre os substituo por gritos que atiro aos filhos destas e daquelas -, mas, como dizia, o problema põe-se quando jogamos fora porque ver o jogo na televisão, concluo, só o devia fazer num quarto almofadado e eu vestido com camisa de forças. 

Valha, no entanto, a verdade, já que cansado que estou de delapidar o património e consciente que as coisas não têm culpa nenhuma - menos ainda quem além de mim as usa lá em casa -, lá me ordeno:

- Calma! Calma, Pedro. Dou por mim a dizer-me respirando fundo. Faço-o numa altura em que lá fora tudo arde. Bem sei. Mas é também por isso que sobre a fogueira opto por atirar água e não gasolina. 

Devo dizer-vos que o exercício é refrescante e gratificante. Afinal, a cabeça é que manda e na minha é num repente que me transforma numa corporação de bombeiros. O mantra é simples: o século XXI está longe, muito longe, das décadas de 40 e 50 do século passado. Constatação à qual acrescento outra que me diz que no corrente século vai para 19 anos que não somos campeões nacionais de futebol. E antes disso, entre 1974 (ano em que nasci) e o fim do século XX só por três vezes nos sagrámos campeões.

Se desse lado está a sair (ou já saiu mesmo) um indignado e não menos salivante, então, podemos continuar a perder que não te importas?, aviso já, que não há ninguém mais sportinguista do que eu, e, portanto, que não há nenhum sportinguista que goste mais do que eu que o Sporting ganhe.  O que quero dizer é que, infelizmente, o nosso normal é não ganharmos. Esperem, esperem. Insisto já: não quero com isto dizer que não me importo de continuar sem ganhar, não há nenhum sportinguista que queira menos do que eu que o Sporting continue sem ganhar. Não há!

Queria sobretudo e quero afirmar isto: Se por não conseguir ser campeão de futebol sénior o presidente do Sporting fosse destituído, nesse caso, iríamos a caminho da septuagésima destituição, mais destituição menos destituição, que o instituto tão vexativo da reputação do clube querem tratar e usar como se de camisa que se muda fosse.

Seriamente, muito seriamente falando, Frederico Varandas terá de viver 50 vezes, terá de fazer 50 vezes pior do que tem feito, até chegar aos calcanhares de Bruno de Carvalho no que à ameaça à grandeza do Sporting diz respeito. Que fique claro: Bruno de Carvalho foi um cancro, melhor, foi o cancro que corroeu o clube da forma mais mortífera possível e, é o que é, desse famigerado cancro está o clube ainda cheio de metástases. Com isto não estou a apoiar Varandas, de forma nenhuma, mas demarco-me da salganhada de motivações que estão ao barulho neste momento (mais um) de enorme ruído no nosso clube.

Terem-se juntado três mil em contestação à actual direcção, exigindo a sua demissão, é só a prova de que o motivo não é verdadeiramente o de julgar por mérito ou demérito o presidente, o que está em causa, sim, é o desconforto daqueles que Varandas desconfortou. Os três mil deverão ser, mais coisa menos coisa, os Juve Leos e Directivos que se confundem, ou melhor, que confundem o apoio aos apoios das claques com o apoio que dizem devotar ao clube.  

Deixemos esta direcção ir até ao fim do mandato para que foi legitimamente eleita. Não fará melhor do que tem feito até agora? Provavelmente não. Quase de certeza que não, acrescenta a minha expectativa. Varandas é fraco como líder? É. Mas foi ele o escolhido para um ciclo de quase quatro anos de presidência.

Temos de aguentar porque temos e devemos dar tempo ao surgimento de alternativas viáveis, bem estruturadas, que não sejam meras respostas reactivas que se apressam a preencher vazios de poder.

Destituir um presidente só em caso de gravidade máxima no exercício do poder que lhe foi atribuído pelos sócios, só quando essa presidência por doentio inebriamento de si própria pode matar o princípio e fundamento do clube, ávida dele se servir em benefício de um projecto pessoal de poder e até de existência pessoal. Da minha memória e da memória escrita nos livros da história centenária do Sporting Clube de Portugal só Bruno de Carvalho só ele foi esse inimigo do clube, só ele mereceu ser justamente destituído de presidente.

Fui daqueles que se juntaram em frente à sede da SAD e exigiram a demissão da anterior direcção. Não seríamos mais que 400 a 500. Poucos mas bons sportinguistas e cuja virtude do protesto viria a ser confirmada por uma esmagadora maioria dos sócios que, primeiro, correram com o então presidente e, depois, o expulsaram de sócio.

Confesso que me envergonha assistir à manifestação de mais de três mil sportinguistas que agora se juntaram com as mesmas exigências, mas contra uma direcção que é só incompetente, e que não junta à incompetência as muitas e todas elas gravíssimas suspeitas de crime e  variadas ilegalidades na gestão do clube. Se tivessem um pingo de sentido crítico e de exigência cívica ter-se-iam juntado à manifestação daquela tarde de Junho de 2018 e teríamos sido muitos milhares a exigir o fim do cancro brunista.

O passado já lá vai e a fonte do cancro enterrada, é verdade. Mas o cancro ainda contamina e parece-me evidente que destituir a actual direcção seria alimentá-lo e fortalecê-lo.

A minha esperança é que surjam boas candidaturas e como aqui já escrevi sou particularmente favorável a um nome que, repito, espero se recandidate: Pedro Azevedo. Só alguém que pensa verdadeiramente o clube nas suas virtudes e defeitos poderá contrariar esta tendência que nós Sporting temos tido para não ganharmos campeonatos de futebol e eu, em particular, para partir parte do recheio de casa.  

Obviamente indeferido

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A Mesa da Assembleia Geral do Sporting, por unanimidade e sem qualquer surpresa, negou provimento à petição apresentada por um grupo auto-intitulado Dar Futuro ao Sporting, que exigia a convocação imediata de uma reunião magna para destituir todos os órgãos sociais em funções.

Pelo que me apercebi, os motivos invocados pelo referido grupo para fundamentar uma assembleia geral destitutiva eram estes:

- Adiamento do congresso leonino;

- Incumprimento contratual com sócios que adquiriram gameboxes;

- Proibição de venda, nas lojas do clube, de merchandising alusivo às claques que deixaram de ser reconhecidas pela Direcção leonina;

- Incumprimento de promessas eleitorais não especificadas;

- Não obtenção de determinados objectivos desportivos não especificados.

 

Qualquer destes pretextos parece-me irrelevante como motivo para apressar o fim do mandato da estrutura representativa dos sócios, eleita há 17 meses segundo os procedimentos estatutários e democráticos que regem o Sporting. Não questiono portanto o fundamento jurídico da decisão hoje anunciada, que decorre também do mais elementar bom senso num clube em que quatro dos últimos cinco presidentes não completaram os mandatos para os quais haviam sido eleitos.

Salvo caso de força maior e motivo evidente (fracturas insanáveis na estrutura directiva, grosseiras violações da legalidade estatutária, indícios de ilícitos criminais), devemos evitar a banalização destes pedidos de destituição, que não podem ocorrer à mercê dos estados de alma de uns quantos sócios. Neste caso, segundo notícias que não vi desmentidas, a petição reuniu apenas 383 assinaturas validadas - uma gota de água num universo de cerca de 80 mil sócios com as quotas em dia.

 

Que um dos dois promotores deste movimento que pretendia derrubar os órgãos sociais em funções se tivesse dirigido a Frederico Varandas, durante uma intervenção na ruidosa assembleia geral de 10 de Outubro, mandando o presidente leonino «para o c*****o que o f**a» não ajudou certamente a tornar mais popular a causa que a MAG liderada por Rogério Alves agora inviabilizou.

 

ADENDA:

A justificação, na íntegra, invocada pela Mesa da Assembleia Geral.

Impugno, logo existo

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«Há várias violações dos estatutos por parte dos órgãos sociais e nós acreditamos que essas violações constituem justa causa para a revogação do seu mandato: a relação tripartida entre a Direcção e os sócios, os últimos conflitos que não têm trazido paz ao clube...»

 

«Não temos relações com qualquer claque no sentido de ter apoio delas. Quem está por trás deste movimento sou eu, o Carlos e mais quatro ou cinco jovens que estão a trabalhar arduamente connosco para querer dar um futuro ao Sporting. Mais ninguém está por trás. Não há nenhum candidato, não há nenhum antigo presidente, não há ninguém que esteja por trás do movimento. É totalmente independente e nós só queremos primar pela independência do movimento até ao fim.»

 

«Maior instabilidade do que a que nós estamos a viver hoje em dia acho que é impossível. Por isso acho que o caminho é a destituição dos órgãos sociais e convocarem-se novas eleições.»

 

António Delgado, porta-voz do movimento Dar Futuro ao Sporting, anteontem

Um voto pela estabilidade

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A sistemática convulsão interna provocada por algumas centenas de sócios, como o ‘Movimento Dar Futuro’, apenas beneficia a concorrência directa.

É verdade que a presente época desportiva do futebol profissional está a ferir o orgulho dos sócios e simpatizantes sportinguistas, mas não é com movimentos para revogar uma direcção eleita há apenas um ano e meio que se chega ao paraíso.

Olhando para a concorrência, onde Pinto da Costa está à frente do Porto há 37 anos e Luís Filipe Vieira há quase 17 anos no Benfica, verificamos que a estabilidade dá frutos. Só nos últimos 20 anos, o Porto conquistou 10 campeonatos de futebol profissional e o Benfica ganhou sete. Já o Sporting, nos últimos 20 anos conseguiu eleger seis presidentes e foi campeão uma única vez.

É verdade que por vezes é necessário interromper um acto legislativo como foi o caso de Bruno de Carvalho, pois os acontecimentos de 15 de Maio de 2018 são imperdoáveis e iremos pagar a factura ainda durante muitos anos. Agora a direcção de Frederico Varandas, que muitas vezes tem em mim uma voz crítica, herdou um tsunami financeiro e um clube que está fora da estrutura que manda no futebol, dominado pelo Benfica e pelo Porto.   

Não é preciso ser vidente para perceber que movimentos de instabilidade, como é o “Dar Futuro”, são um autêntico tiro no pé. Este tipo de guerrilha é a verdadeira razão pela qual o Sporting se pode manter no pântano por muitos mais anos.

Eu voto pela estabilidade apesar desta direcção não me satisfazer, pois acredito que só a paz pode devolver o equilíbrio financeiro e permitir que o Sporting volte a ter peso na estrutura do futebol para não ser marginalizado.

É preciso estabilidade, dinheiro e dar tempo ao tempo para voltar a viver tempos de glória.

Um manicómio em autogestão

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Os promotores do movimento Dar Futuro ao Sporting entregaram ontem ao presidente da Mesa da Asembleia Geral o conjunto de assinaturas que recolheram com vista à destituição imediata dos órgãos sociais eleitos para um mandato de quatro anos faz hoje 16 meses, em 8 de Setembro de 2018.

Estes sócios querem abrir um novo processo eleitoral no clube alegando haver «justa causa» para a destituição. Esforcei-me por entender qual é, mas as confusas declarações do porta-voz do movimento não me esclareceram. «A violação de estatutos, a relação tripartida entre a direcção e os sócios, e os últimos conflitos que não têm trazido paz ao clube são razões que podem levar à justa causa», declarou António Delgado.

Dizer isto ou não dizer nada, parece-me, é rigorosamente igual.

 

Por notável coincidência, a formalização da entrega destas assinaturas a Rogério Alves ocorreu no mesmo dia em que Jorge Jesus prestou o seu impressionante depoimento em tribunal sobre o assalto a Alcochete.

Um depoimento que, culminando o que já ficara dito em audiência por testemunhas anteriores, comprovou que na recta final do seu mandato o presidente Bruno de Carvalho estava de relações cortadas com o treinador e toda a equipa técnica, com os capitães do plantel profissional de futebol e praticamente com todos os jogadores.

 

As declarações já prestadas perante o colectivo de juízas permitem fixar um doloroso retrato do que era o nosso clube em Maio de 2018: um manicómio em autogestão, onde um mitómano irresponsável dava rédea solta a um bando de criminosos.

Os efeitos traumáticos desta situação caótica deixaram um rasto demolidor, contaminaram fatalmente o período que ainda vivemos e vão demorar muito tempo a extinguir-se de vez. Quem queira "dar futuro ao Sporting", chame-se como se chamar, deve ter a noção exacta disto.

 

ADENDA

Ao que me garantem, um dos promotores desta acção de destituição, Carlos Mourinha, distinguiu-se na assembleia geral de 10 de Outubro por ter concluído a sua intervenção desta forma: «Presidente, vá para o car**** que o fo**!».

Fico elucidado quanto ao nível intelectual de alguns mentores do movimento agora posto em marcha.

Faz hoje um ano

 

Foi um dia histórico para o Sporting. Por vários motivos. Pela mobilização, em número inédito, dos sportinguistas na salvação do clube contra os desmandos de um grotesco tiranete que ameaçava afundá-lo. Pela desassombrada afirmação da vontade dos sócios enfrentando uma pequena turba de cortesãos que tudo fez para silenciar a voz da vasta maioria. Pelo exemplo de civilidade de quase todos em absoluto contraste com o indecoroso comportamento da guarda pretoriana do carvalhismo já em decomposição.

Uma data que não será esquecida: 23 de Junho de 2018.

 

Nos parágrafos seguintes, lembrarei a sucessão de postais que por ordem cronológica foram sendo publicados, nesse longo dia, no És a Nossa Fé.

 

Escrevi eu

«Dia S. De Sporting, sim.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Votem em consciência, da forma que entenderem, mas tenham sempre presente que o Sporting não pode continuar adiado. Ganhe quem ganhar, domingo será outro dia e o Sporting precisará de todos nós, do nosso amor pelo clube, para começar a sua reconstrução.»

 

Escreveu o Ricardo Roque

«Bruno de Carvalho não foi à Madeira na última jornada. Não foi à Academia às 16 horas daquela 3.ª feira de maio... Não foi à final da Taça de Portugal no Jamor. Não vai à assembleia geral... Precisamos dele para quê?»

 

Escreveu o JPT:

«Que nos lembremos deste "És a Nossa Fé", desta nossa "fé". Que nas diferentes opiniões e modos de paixão possamos estar congregados, com os desacordos, que os há e muitos, mas sem conflitos. E amanhã também.»

 

Escrevi eu:

«Hoje o que está em causa é a devolução aos sócios da decisão soberana de escolha dos novos titulares de todos os órgãos sociais do clube - Mesa da Assembleia Geral, Conselho Directivo e Conselho Fiscal e Disciplinar - ou de apenas dois destes órgãos, com exclusão do Conselho Directivo. Opção legítima, democrática e com base estatutária. Só depende de nós, sim.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«O que tenho absoluta certeza é que na hipótese dos sócios cometerem harakiri e votarem pela permanência do déspota, de hoje em diante não mais cessará a prepotência, o autoritarismo no nosso clube.»

 

Escreveu o Luciano Amaral:

«O homem é insuportável e danoso. Mesmo com ele fora vai ser difícil. Mas com ele lá tornou-se impossível.»

 

Escrevi eu:

«Não é o momento de olhar para o lado, assobiar de mãos nos bolsos, compor um soneto ou parar no meio da ponte. Este é o momento de tomar partido. Pelo Sporting ou pelos sete coveiros do Sporting.»

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«Nas cerca de duas horas que levei na fila até votar senti uma imensa tristeza pelo que via e ouvia. O resultado não vai sarar a divisão, mas o sectarismo que vivenciei fez-me questionar sobre a minha condição futura na nossa instituição. O mal feito vai levar tempo a ser erradicado.»

 

Escreveu o José Navarro de Andrade:

«Cheguei às duas da tarde e, ordeiramente, só consegui entrar às três. Mas não foi no Pavilhão Atlântico que entrei, antes numa twilight zone: tinha regressado às RGAs de 75. Os apoiantes do Bruno, por táctica, iam arengando ao microfone uns atrás de outros. Não sei como vai acabar o dia. Menos imagino qual será o resultado da votação. Temo, porém, o pior. De qualquer maneira o Sporting está uma Jugoslávia, com Milosevic e tudo. Nunca me senti tão infeliz neste meu clube.»

 

Escreveu o JPT:

«A polícia sai com os sacos com os votos na mão, dizem os jornalistas. Mas está por confirmar. Reforços policiais chegam, rumores de manifestações espontâneas, expectativas de jacqueries. Um descalabro numa associação, uma enorme tristeza. Mas, ao mesmo tempo... acabou o pesadelo. Quanto muito haverá insónias. Mas o pesadelo? Acabou. E hoje é o primeiro dia do resto...»

 

Escrevi eu:

«Dia D: destituído. Agora há que colar os cacos. Com urgência.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Bem pode agora [Bruno de Carvalho] procurar subterfúgios, usar de manobras dilatórias ou mesmo impugnação, que os sportinguistas e o país não tolerariam qualquer chapelada à soberana decisão dos sócios. Vamos a eleições.»

Faz hoje um mês

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Faz hoje um mês, o Sporting virou a página. Afundava-se num abismo de consequências imprevisíveis, com um presidente totalmente descontrolado, que viu dezenas de elementos da principal claque do clube assaltarem e destruírem instalações da academia em Alcochete, agredindo jogadores e elementos da equipa técnica em lamentáveis imagens que deram a volta ao mundo, enquanto ele encolhia os ombros, declarando que fora «chato», e rumava a um jantar num restaurante fino da capital.

Dias depois, com a mesma impotência resignada e negligente, via nove elementos do plantel leonino rescindirem contrato por decisão unilateral, alegando justa causa. E começava a ver desmoronar-se o elenco dos órgãos sociais que haviam sido eleitos apenas um ano antes.

Tudo isto enquanto tentava por todos os meios impedir a expressão da vontade dos sócios em assembleia geral - recorrendo até à designação de uma putativa "Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral" não prevista nos estatutos, em flagrante violação da legalidade, em alucinada fuga para lugar nenhum.

 

Para azar dele, e para bem do nosso clube, a vontade dos sócios fez-se mesmo ouvir. E de forma inequívoca, na reunião magna do Pavilhão Atlântico, ocorrida a 23 de Junho. Resistindo corajosamente à turba que ali se instalou durante largas horas para injuriar todos os membros da Mesa da Assembleia Geral e diversos sócios, numa clara manobra de intimidação felizmente condenada ao fracasso.

Ao fim da noite, confirmou-se aquilo em que muitos de nós acreditávamos: Bruno de Carvalho foi destituído nessa assembleia revogatória - algo inédito na centenária história do Sporting. Por 71,36% dos votos recolhidos nas urnas, tendo a seu favor apenas 28,64%.

Perdeu de goleada.

 

Na véspera dessa data memorável, escrevi aqui estas palavras: «É o momento de votar. Para destituir o responsável pelo maior descalabro da história do Sporting. Por eleições imediatas para todos os órgãos sociais. Por uma auditoria de gestão urgente ao Sporting. Pelo regresso inadiável da legalidade ao clube.»

Perto da meia-noite do Dia D - de Destituição - fui ainda mais sintético: «Agora há que colar os cacos. Com urgência.»

É isso que tem sido feito de então para cá. Numa autêntica missão de resgate, encabeçada por um grupo de dirigentes apostados em salvar o Sporting, com o aplauso generalizado de sócios, adeptos e simpatizantes desta grande instituição de reconhecida utilidade pública.

 

Parece ter sido há mais tempo. Mas decorreram apenas trinta dias. Tanta coisa já mudou de então para cá.

Obrigado!

Este é o meu sentimento para com o primeiro mandato do agora presidente-demitido, um sentimento genuíno e sem qualquer tipo de ironia.

A 4 de janeiro, ainda antes de todas as embrulhadas (eufemismo simpático) dei a conhecer este texto que agora relembro, também elogiei a sua postura na defesa do Sporting…

Poderia ter sido uma coisa bonita… Não foi!

Não foi unicamente por culpa dele, convém não esquecer!!!

 

O que aconteceu depois e a minha posição sobre isso está, neste espaço, profusamente retratado.

 

 

Na minha infância recordo uma telenovela brasileira chamada «O Casarão» (a segunda, creio eu, a passar na RTP) e nela existir uma personagem que passava «o tempo todo mexendo uma banheira cheia de merda, tentando criar ouro com isso».

Não creio que remexendo permanentemente na imundice apareça ouro algum. Por isso, meus caros, sobre o presidente-demitido vou procurar, doravante, não tecer nenhuma palavra, nem tão pouco sobre a sua constante e recente «diarreia verbal» de argumentos insultuosos que os mediocres benfiquistas usam, pois sobre essa, no sábado, os sócios «puxaram o autoclismo»!

(Desculpem a imagem!)

 

Viva o Sporting!

Pungente. E execrável

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Bruno de Carvalho ao telefone na SIC-Notícias, cerca da 22 horas. A explicar porque mudou de ideias, porque vai impugnar a assembleia-geral, porque afinal decidiu ir a eleições. É pungente, a repetir o nome completo, a dizer o número do Bilhete de Identidade (a propósito de quê?) - até que o próprio jornalista prescinde da entrevista, enfadado, e se despede. Pungente, repito, a causar até dó, do destroço balbuciante.

 

Mas é passageiro dó. Pois tudo o que diz é também execrável. Desonesto. Razões para impugnar a votação? Entre uma qualquer não certificação dos cadernos eleitorais - ou seja, da responsabilidade dos serviços do clube - anuncia (na TSF) que a Assembleia foi "ferida de legalidade" (um nítido acto falhado, que repetiu ene vezes na SIC Notícias) porque a "Assembleia Geral tem que ser anunciada no jornal do Sporting. Isso não aconteceu". Ou seja, Bruno de Carvalho e o seu colega de direcção José Quintela, responsável do jornal, não publicaram o anúncio da Assembleia legitimada pelos tribunais. E agora impugnam-na por isso? Isto não é "demência", é pura e simplesmente uma monumental desonestidade. Que deverá ser punida com opróbrio, com exílio social, com ostracismo moral. Os 35% aplaudem isto? Não se percebe a falta de vergonha destes tipos?

 

E BdC continua, a torcer o real. Argumentando que não foi demitido, interpretando à sua maneira a votação  - independentemente de milhares de pessoas se terem deslocado a uma assembleia de voto, lido um boletim de voto e respondido à pergunta explícita e explicada que lá constava. E argumenta nesse sentido, diz que nem sequer foram conhecidas as razões para a sua destituição, dado que não foram ouvidas pois assobiadas enquanto lidas. Como se não fossem aquelas parcas dezenas de claqueiros a "confusionar", para lhe criar o argumento para este arrazoado. Como se os milhares de pessoas que ali votaram, e milhões de sportinguistas, e de portugueses em geral, não soubessem do motivo que convocara aquela assembleia. Como se fossem "nada".

 

Diz, e insiste, que não foi uma destituição. Que os sócios quiseram exigir uma "mudança de forma, não de conteúdo". E que ele está pronto para a fazer, para ser menos agressivo na forma como trata as pessoas. Disse-o várias vezes ao longo dos últimos meses, nunca cumpriu. Mas isso não refere, não se lembrará. Mas di-lo agora, de novo, afirma que tem que compreender o voto dos sócios (que assim interpreta) e que mudará a forma. Os sócios que acreditem nele, ele vai mudar a forma de falar dos outros.

 

Di-lo às 23 horas de domingo.  Às 23 horas e cinco minutos, depois de insistir nisso, que vai mudar a forma de comunicar, que vai tratar de maneira diferente as pessoas com as quais discorda, e di-lo com um ar compungido, sopesado, como rendido à evidência da vontade popular, e apelando à crença dos sócios nessa sua mudança, diz de Torres Pereira, que foi seu colega de direcção, que "é um reputado médico que nunca exerceu, porque não entende nada de medicina". E diz de Sousa Cintra, antigo presidente e seu apoiante, que "já estava ultrapassado no seu tempo, quanto mais agora". Dele, Sousa Cintra, escrevera 5 horas antes desta promessa de tratar melhor as pessoas, para satisfazer os sócios, que é "o homem do tremoço". Um dos "abutres arrogantes".

 

E de madrugada, há para aí umas 14 horas, decerto que já a preparar-se para esta mudança de atitude comunicacional, falava do "conjunto de cretinos", não só os "Ilustres Inúteis" mas também todos os "associados", um "conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram", "fantoches". E ainda há quem acredite no homem. Milhares de pessoas.

 

Bruno de Carvalho é homem de redes sociais e leitor de blogs. Talvez passe por aqui de quando em vez. Por isso vou escrever na esperança (talvez utópica) de que venha a ler este postal. Também eu mudo de forma, não de conteúdo. Passo ao "tu", Bruno, até porque sou mais velho, e também sou "doutor", e também tenho cinco ou seis nomes e também tenho um número de bilhete de identidade, tal como tu apregoas na tv. Se clicares aqui nas iniciais (jpt) acederás à lista dos meus postais neste blog, e à quantidade de textos em que te apoiei. Cada  vez menos, pois foi-se tornando cada vez mais difícil. E depois impossível. Mas ao ver esta tua estratégia desavergonhada, as declarações de hoje, a miséria a que tudo isso chegou, ao que chegaste, lembro-me que não sou Visconde. Sou um gajo dos Olivais. E os meus antepassados vieram das courelas, há não importa quantas gerações. Portanto Bruno, diante desta tua aldrabice toda, vai para à merda, pá! E leva contigo esse sacana do Quintela, aldrabões do c ... 

 

Afinal nunca foi sportinguista

Sendo as evidências o que eram, e depois de tudo quanto se passou - todos os atropelos à legalidade, todas as aldrabices que se iam acumulando, todas as promessas violadas ao sabor das conveniências, todos os atentados grosseiros à identidade leonina - o que verdadeiramente me espanta é verificar que Bruno de Carvalho ainda conseguiu recolher ontem quase 30% dos votos dos associados leoninos.

Enganados até ao fim pelo homem que, já ia muito adiantada a madrugada de hoje, em nova insónia partilhada com o ecrã digital que lhe serve de mau conselheiro, assume enfim a verdadeira face: afinal nunca foi sportinguista. As expressóes de ódio, ranço e asco ao clube e aos associados que bolçou neste mais recente texto da rede social a que está agarrado revelam bem isso. Expressões indignas de um sportinguista, que só concebemos na boca e na pena de um inimigo do nosso clube.

 

Expressões que recordo aqui, para memória futura:

«Não consigo mais sentir este Clube... Não sou mais do Sporting Clube de Portugal.»

«Hoje deixei de ser para sempre sócio e adepto deste Clube.»

«Esqueçam os associados pois nunca vão mandar neste Clube... Vão ser sempre fantoches desta elite que só permite entrar quem se render aos seus interesses.»

«Vocês não contam para nada neste SCP que é de Viscondes....»

«Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!»

«A minha carta de suspensão vitalicia de sócio segue segunda-feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube.»

 

Mostrou enfim a verdadeira face. A de um desequiilbrado. A de um mitómano. A de um sociopata. Sai pela porta dos fundos, sem honra nem glória nem dignidade. Insultando o clube que devia ter servido e os sócios a quem jurou lealdade e competência.

Tudo menos Leão.

Só me espanta como é que podia haver ainda tanta gente convencida de que fizesse parte da solução alguém que era o maior dos problemas.

Resultados por mesas e globais

Outra tabela (não inclui votos brancos ou nulos, e muito menos abstenções)

 

E outra. Com definição mínima. O Sim venceu em todas as mesas.

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O Sporting ganhou

Nós, sócios e adeptos do Sporting Clube Portugal, ganhámos. São vencedores até os que votaram vencidos, hoje na AG. Somos todos ganhadores porque reganhámos a honra, o respeito, o amor próprio, essa entidade que diz basta, que exige e reconquista o lugar a que verdadeiramente se pertence. É isto que significa a destituição de Bruno de Carvalho, que há muito tempo, tempo demais, era a maior ameaça aos valores e princípios, ao ADN leonino, que o nosso centenário emblema encerra. Um emblema que tanto nos orgulha ostentar e defender. 

A corrida que demos nos sete que andavam a cavar uma sepultura dá-me um enorme orgulho em nós. Um imenso orgulho no Sporting.

Venham as eleições. Vivó Sporting.

A queda de 90% para o vazio

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Como é que alguém que, em fevereiro, tem 90% de apoio dos sócios numa assembleia geral com 6.000 sócios, cai desta forma hoje na maior assembleia de sempre, com a participação de  de 14.735 sócios, deitando fora um capital de confiança brutal? É um caso de estudo. 

Quem apoiou Bruno de Carvalho tem de refletir rapidamente sobre tudo isto e fazer uma escolha imediata: pelo Sporting. Digo quem o apoiou pois BdC não tem emenda. Hoje mesmo provou isso com um comportamento indigno. Afinal é ele o incendiário. Que vergonha o ódio por ele inspirado, o comportamento miserável da sua guarda pretoriana na assembleia na Altice Arena, ofendendo e impedindo quem não estava por ele.

Vamos ver como acaba tudo isto pois, quando escrevo, a notícia é de que BdC não aceitará os resultados que ditaram a destituição do Conselho Diretivo. Será o epílogo da sua triste história dos últimos meses, a última pasada no buraco onde ele próprio se enfiou.

Agora é tempo de lamber as feridas e começar a terapia para reerguer o Sporting. Em 8 de setembro tem de começar uma nova vida.

Esforço, Dedicação, Devoção, Glória. 

Viva o Sporting Clube de Portugal.

💚 Sempre!

 

O seu a seu dono

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O Sporting voltou a ser de todos nós, Sportinguistas. A destituição de Bruno de Carvalho (71,36% pela saída e 28,64% contra) é o primeiro passo para recuperar esta grande instituição. Mas há mais a fazer, este bando deixou o clube em muito mau estado e precisamos todos de ter a inteligência e o saber fazer para o recuperar e devolver à sua glória. O segundo passo é a realização de eleições e o terceiro será a reconciliação interna. Depois de tudo isto é preciso virar os holofotes para fora. Seremos vitoriosos.

O clube voltou a pertencer aos sócios

Os sócios decidiram por votação esmagadora colocar um ponto final ao consulado Bruno de Carvalho. O ainda presidente que até aqui berrava estar legitimado por uma votação esmagadora numa assembleia com afluência record, com a participação de 6 mil associados, foi derrotado hoje por uma ampla maioria, mais de 60% dos 15 mil sócios votantes, terão optado pela destituição.

Resta agora saber se Bruno de Carvalho cumpre o que prometeu ao longo da semana, os sinais no entanto são pouco animadores, prometeu não voltar a postar no FB, que não teríamos esta AG, quando a mesma foi confirmada por ordem judicial, disse que não iria e ainda está neste momento no interior do Altice arena, vendo esfumar-se o emprego remunerado que o sentava na cadeira dos sonhos. Bem pode agora procurar subterfúgios, usar de manobras dilatórias ou mesmo impugnação, que os sportinguistas e o país não tolerariam qualquer chapelada à soberana decisão dos sócios. Vamos a eleições.

Pensando já no dia seguinte, é hora dos sócios que se queiram candidatar apresentem programa e digam aos sócios ao que vão. Todas as propostas são legítimas, desde que sujeitas à apreciação e votação dos sócios. Viva o Sporting!!!

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