Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Sem jeito nenhum

O despedimento de Peseiro só faz sentido se nas 24 horas seguintes é apresentado um novo treinador. Aí sim, percebe-se que há uma linha definida. 

Infelizmente, não é o que está a acontecer. Volvidas 24 horas, não há treinador, os rumores não são propriamente lisonjeiros (desde "negas" de treinadores a falta de argumentos financeiros para convencer outros treinadores) e alguns dos nomes falados são de bradar aos céus (Karanka é um Van Basten ou Mihajlovic mas com sotaque castelhano). Mais, vamos fazer um jogo dificílimo aos Açores comandados por...Tiago Fernandes!!! Tão surreal como quando o Francisco Vital treinou o Sporting na Champions.

Se era para ser assim, mais valia estarem quietos. Daqui a 1 semana o campeonato volta a parar, seria então altura mais apropriada para fazer uma mudança no comando técnico. Agora, como foram feitas as coisas é que não teve jeito nenhum!

Alto risco

image[2].jpg

 

Frederico Varandas, para o bem ou para o mal, arcará com as consequências desta decisão de alto risco: prescindir de José Peseiro após uma manifestação de desagrado das bancadas - aliás quase despidas - no final de uma partida da Taça da Liga, competição que pouco mais serve senão para rodar jogadores.


Sublinho que é de alto risco por estes motivos:

- Despede o treinador a quem tinha manifestado pública confiança há menos de dois meses;

- Assume esta opção quando o Sporting está a um ponto do Benfica e a dois pontos da liderança no campeonato, já depois de ter ido à Luz e a Braga, além de estar bem colocado para passar à fase seguinte na Liga Europa;

- Leva o Sporting aos Açores e a Londres, dentro de breves dias, sob o comando de um treinador interino;

- Fragiliza a sua autoridade ao parecer que cede à pressão daqueles que adoram acenar com lenços nas bancadas;

- Perde o pretexto que tinha até agora, perante as críticas mais ferozes que inevitavelmente lhe serão feitas (começaram logo ontem e estenderam-se durante horas, num canal de TV afecto a um clube rival), de estar condicionado por uma escolha de Sousa Cintra.

Enfim, como já aqui sublinhei, este será um teste decisivo à sua liderança.

Depende, em grande parte, do nome que vier a ser escolhido (sabendo-se que nunca será consensual) e do desempenho que esse técnico revelar até Janeiro, mês em que termina a primeira volta da Liga 2018/2019.

Seja quem for, será o terceiro treinador da temporada - após Peseiro e Tiago Fernandes (e já nem incluo o sérvio que Sousa Cintra despediu pouco depois de ter chegado).

Na pior época de sempre do Sporting, recordo-me bem, passaram quatro treinadores pela nossa equipa principal: Sá Pinto, Oceano, Vercauteren e Jesualdo.

Nunca mais quero uma época assim.

Chicotada a meio é que não, sff

Confesso que fico dividido perante a demissão de Peseiro. Jogamos pouco, sem brilho, tantas e tantas vezes, praticamos um futebol desgarrado, mas... Mas há um mas.

 

E esse mas, caros, é que até podemos não jogar nada mas há uns meses, lembro, passou-nos a frota da Luís Simões por cima. Camião atrás de camião a andar para a frente e para trás e nós no chão, bem alinhados com o rodado dos TIR. O clube ficou feito em cacos, a equipa de futebol totalmente destruída. Apesar disso, jogando mal, muitas vezes muito mal, estamos agora a dois pontos da liderança do capeonato e continuamos em prova nas restantes taças, nacionais e europeia. 

 

Se é inegável que o mau futebol que pomos em campo é da responsabilidade da equipa técnica, com José Peseiro à cabeça, estamos nas frentes todas e com todas as hipóteses de sucesso em aberto, e isso é também fruto da obra do agora ex-líder do balneário. 

 

Posto isto, espero que Frederico Varandas tenha já para apresentar um novo treinador da equipa principal de futebol do Sporting.

 

Será inadmissível um vazio de poder na equipa principal do nosso emblema durante muito tempo. Se esta decisão de Varandas foi só para responder a uns poucos lenços brancos acenados da bancada, então, tenho de claramente aqui dizer que essa foi a maior asneira do seu ainda curto mandato. Tão disparatada e incompetente que pode bem vir a contaminar negativamente a presidência até ao seu desfecho. 

Adiar o inevitável.

A ver se nos entendemos. Ao contrário do que parece ser a maioria neste blog, eu sou claramente a favor da saída do Peseiro. E isso não vem de Portimão, de todo.


Se olharmos de forma desapaixonada para o que tem sido o futebol do Sporting, não há grande coisa para destacar. Jogo longo dos defesas, médios e extremos a correr atrás da bola, avançado perdido. Jogo após jogo, saímos do estádio a pensar que tivemos sorte. Foi assim com o Moreirense, Setúbal, na Luz, em casa com o Marítimo, na Ucrânia... Provavelmente só vencemos bem o Qarabag, e mesmo esse podia ter corrido bastante mal.
 
Tivemos sorte nas vitórias (o facto de termos jogadores muito melhores que os nossos adversários ajuda), tivemos muita sorte no empate, e as derrotas foram justas. Alguém me consegue dizer um jogo em que merecíamos ganhar e isso não aconteceu? É que eu consigo dizer uns poucos em que não merecíamos o resultado que tivemos.
 
Dizer que Bas ou Mathieu vão mudar o comportamento de toda a equipa é querer acreditar no que não existe: num processo, numa ideia de jogo, numa forma de estar que os ajude. Podemos estar mais fracos que no ano passado (e estamos), mas estamos muito mais forte que todos os adversários que já defrontámos (com excepção do nosso empate).
 
Dizer que ainda estamos em todas as competições também não ajuda. É precisamente por ainda estarmos vivos em todas as competições é que eu defendo a saída do Peseiro, o quanto antes, porque por este andar, vai ser sol de pouca dura.
 
Esta época ainda não está perdida, de todo. Mas a continuarmos assim, vai estar em breve. Podemos tratar disto agora, enquanto estamos vivos, ou depois de sermos humilhados em Londres, como infelizmente me parece que vai acontecer, se nada mudar. O que preferem?
 
Paulo Sousa está livre. E consta que Leonardo Jardim, que até se dá bem com o nosso novo Presidente, também está prestes a ficar sem clube. Porquê adiar o inevitável?

#EleNão

Desaponta-me a campanha levada a cabo por alguns blogues leoninos, que tenho em boa conta, a querer/sugerir correr com José Peseiro, colocando toda a pressão em Frederico Varandas.

Não me surpreende - pois o treinador nunca caiu nas "graças" da generalidade dos adeptos e era uma questão de oportunidade até carregarem sobre ele tudo o que não lhe suportam - mas desaponta-me.

Como se o Presidente do Sporting não tivesse, neste momento, assuntos mais sérios por resolver, que tem (i.e. rescisões de Rui Patrício e Gelson).

Como se o Sporting tivesse os cofres cheios, que não tem.

Como se o mercado de treinadores tivesse, nesta altura, Leonardo Jardim, Paulo Fonseca ou outro mister da nossa predilecção disponíveis, que não estão.

Como se pela Europa fora, o Bayern, o Real Madrid ou o Manchester United tivessem já despedido os seus treinadores, que não despediram.

Haja juízo.

Se nenhum dos restantes 17 clubes da 1ª Liga despediu ainda o treinador, e já lá vão 7 jornadas, por que é que nós teríamos de ser originais? Logo quando as aspirações permanecem intactas.

Da minha parte, sobre a continuidade do treinador, fim de assunto. 

Que se lixe a Taça

Nesta triste história (mais uma), mais do que a confirmação do cemitério de treinadores, de que o Pedro faz aqui a recensão, impressiona o timing: praticamente na véspera do jogo que será o ensaio geral da final da Taça e quinze dias antes dessa mesma final. Mesmo que se queira mudar o treinador, não dava para esperar até depois do dia 31? Alguém mal intencionado diria: será mais difícil despedi-lo se ele ganhar e, com a instabilidade criada, aumenta a probabilidade de derrota e torna-se mais fácil despedi-lo. Só mesmo alguém mal intencionado pode pensar tal coisa. Por isso é que me parece que isto é tudo uma invenção. Uma conspiração lampiónico-andradístico-jornalística. Não é?

Um ano depois

 

Faz agora um ano, Godinho Lopes cometeu o seu maior erro enquanto presidente do Sporting: dispensou abruptamente Domingos Paciência do comando técnico da equipa, ao fim de escassos oito meses em funções, a pretexto de três jogos mal sucedidos e de uma irrisória manifestação de hostilidade ao treinador por parte de duas dezenas de imbecis no aeroporto de Lisboa. Ainda hoje estamos para conhecer os motivos do insólito despedimento do homem que Godinho Lopes tanto enalteceu no início do seu mandato prometendo que seria ele a conduzir o futebol profissional do Sporting no caminho de regresso aos troféus.

 

Na recente mega-entrevista ao Record, o ainda presidente leonino nada esclareceu sobre este controverso acto da sua gestão, refugiando-se em expressões vagas e até contraditórias. "As coisas comigo são claras. Todas as competições são importantes. Na análise que foi feita na altura, entendemos que o projecto previsto para o clube com Domingos Paciência não teria condições para continuar. Gosto de Domingos mas, na altura, entendi que era a melhor opção", declarou Godinho Lopes.

Ou seja, tudo menos claro. O ainda presidente, que tanto apregoa a necessidade de deixar cumprir os mandatos quando o visado é ele próprio, não deixou nenhum dos seus principais colaboradores para o futebol profissional cumprir qualquer mandato. Nem Domingos, nem Sá Pinto, nem Vercauteren, nem Luís Duque, nem Carlos Freitas. Suprema contradição num homem que é fértil nelas. Repare-se neste outro trecho da entrevista ao Record: "Considero que foi um erro ter contratado tantos treinadores. Isso não significa que eu não tomasse as mesmas decisões que tomei."

Alguém aí falou em incapacidade de liderança?

Se falou, está certo. Tal como referi aqui há um ano, "basta dezena e meia de energúmenos, gritando frases típicas de qualquer reles arruaceiro contra os jogadores e a equipa técnica no aeroporto de Lisboa, para fazer tremer a direcção, levando-a a afastar o treinador e tornar letra morta todos as garantias de continuidade proferidas nos últimos meses. Isto incentiva o pior dos populismos. Energúmenos deste género já levaram outras direcções a rescindir com Bobby Robson e José Mourinho, entre outros técnicos de indiscutível craveira. Se a moda pega, noutro dia qualquer os mesmos indivíduos voltarão a gritar impropérios com o objectivo de atrair as câmaras televisivas e fazer cair o presidente praticamente em directo nos telejornais. E talvez até tenham sucesso."

 

Releio estas linhas, escritas quando este blogue tinha mês e meio de existência, e confirmo: já era então possível detectar as raízes da degenerescência do mandato de Luís Godinho Lopes.

Pior que cometer erros é não reconhecer os erros cometidos. Com os dados hoje ao nosso dispor sabemos que o inexplicável e inexplicado despedimento de Domingos abriu caminho a um prolongado ciclo de pesadelo no Sporting. O pior de sempre.

Bastaria isto para esta data ser lembrada: as lições que encerra devem servir de vacina para prevenir outros males.

As pessoas e as instituições que não assumem os erros estão condenadas a repeti-los. Em doses maiores e suportando consequências ainda mais nefastas.

A culpa não é minha

Primeiro. Este despedimento é um erro desportivo. O Sporting alega ter despedido Domingos Paciência por incumprimento dos objectivos. Isto, quando a equipa está apurada para a final da Taça de Portugal, está na Liga Europa com excelentes hipóteses de passar mais uma eliminatória e mantém em aberto o apuramento para a Liga dos Campeões do próximo ano. A pergunta é: que objectivos falhou Domingos Paciência? Segundo. Este despedimento é um erro de gestão. Domingos Paciência foi contratado para mudar toda a equipa e toda a filosofia de jogo do Sporting. Desmantelou uma equipa derrotada para iniciar a construção de um novo ciclo. É evidente que neste curto período de tempo a equipa oscilou demasiado, mas nunca esteve em causa que houve claramente uma evolução. As crises fazem parte do processo de crescimento. Terceiro. Para não andarmos sempre a dizer o mesmo e a fazer o mesmo, desta vez, alguma coisa tem de mudar: ou Sá Pinto ganha a Taça de Portugal, garante a Liga dos Campeões e passa esta eliminatória da Liga Europa ou então Godinho Lopes tem de tirar as devidas ilações. Um eventual fracasso do treinador desta vez tem de implicar a queda dos órgãos sociais e a convocação de eleições antecipadas. Estou errado? A culpa não é minha.

O pior dos populismos

O sinal interno que se deu foi profundamente errado. Basta dezena e meia de energúmenos, gritando frases típicas de qualquer reles arruaceiro contra os jogadores e a equipa técnica no aeroporto de Lisboa, para fazer tremer a direcção, levando-a a afastar o treinador e tornar letra morta todos as garantias de continuidade proferidas nos últimos meses. Isto incentiva o pior dos populismos. Energúmenos deste género já levaram outras direcções a rescindir com Bobby Robson e José Mourinho, entre outros técnicos de indiscutível craveira. Se a moda pega, noutro dia qualquer os mesmos indivíduos voltarão a gritar impropérios com o objectivo de atrair as câmaras televisivas e fazer cair o presidente praticamente em directo nos telejornais. E talvez até tenham sucesso.

Na torre das Antas, ao princípio da tarde de hoje, alguém tinha bons motivos para sorrir. O mesmo que vai sorrindo há 30 anos, assegurando uma presença hegemónica no futebol português à custa dos erros lapidares dos clubes rivais.

Lamentável !!!!

Aqui onde me encontro o frio aperta e a neve cai... E quando me ligo ao mundo através desta coisa fantástica que é a internet deparo-me com esta noticia ainda mais gelada e lamentável. O Sporting está longe de uma boa época e há muito que os sportinguistas esperam por uma inversão dos resultados. Mas eu achava, até hoje, que o nosso clube era mais sensato do que os outros no que toca a estas decisões precipitadas. Sim, porque eu acho que o despedimento do Domingos é precipitado... Ainda para mais trocam-no pelo Sá Pinto???? Tenham dó... É o Sá Pinto que vai unir a equipa e que vai dar vontade de ganhar? Não me parece. Acho que ainda teremos muita "Paciência" para ver uma inversão de estratégia... Os próximos tempos ainda vão ser muito frios...

Uns merdas

Vou escrever a quente que é assim que sinto e vejo o futebol. Ponto prévio: não está em causa Sá Pinto, ídolo de sempre e para sempre. Está em causa o que revela este triste fim de Domingos. Primeiro ponto: não há estratégia desportiva que resista a decisões como a de hoje. Um presidente que diz constantemente que isto é um projecto, que estamos a construir uma equipa (e estamos), que temos de dar tempo à coisa e depois faz isto, só tem uma saída: demitir-se. Segundo ponto: onde esteve Luís Duque durante estes meses? No Sporting ninguém resguarda o treinador e invariavelmente eles também não se sabem resguardar. As últimas conferências de imprensa do Domingos mostraram bem isso. Terceiro ponto: as razões apontadas no comunicado oficial são patéticas. Dizer que se rescinde com o Domingos porque fomos à vida na taça da liga e estamos em 5º no campeonato à 18ª jornada é tentar arranjar uma justificação à pressa. A taça da liga é indiferente a qualquer sportinguista e o campeonato não encerra em Fevereiro. Aliás, como não encerrou depois das nove vitórias do ano passado. E aí quem devia baixar as expectativas (o presidente) fez exactamente o oposto. Mais vale não dar justificações e dizer que foi de comum acordo. Quarto ponto: para mim é Domingos quem pede para sair e não a SAD que o manda embora. O homem não estava preparado para um clube destes. Grande em ambição, menor em meios. Grande em história, maior ainda em selvajaria interna. O presidente é um líder fraco. Os dirigentes do futebol não dão a cara. Domingos foi mais um dano nesta cadeia. Enquanto isto não for corrigido, pode vir o Sá Pinto ou o Mourinho que há-de continuar tudo na mesma merda.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D