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És a nossa Fé!

Obrigado e até já!

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Não percebo a saída de Hugo Canela do comando técnico do Sporting.

OK que a fase final do campeonato deixou muito a desejar, mas, ainda assim, isso não apaga o percurso dos últimos 2 anos: bi-campeonato e melhor prestação europeia de sempre na Champions (do clube e de um clube português no actual formato da prova). 

Acresce, a isso tudo, o sportinguismo do Hugo Canela. É um desportista que respira Sporting por todos os poros, campeão como jogador e treinador, alguém que sabe estar dentro e fora do campo (várias vezes o ouvi elogiar o adversário que nos tinha acabado de levar de vencida, ao invés de se refugiar em desculpas). 

Confesso que via Hugo Canela para o andebol do Sporting como Alex Ferguson esteve para o Manchester United.

Infelizmente, alguém no Estado-Maior leonino entendeu que não, que o melhor mesmo era terminar a ligação por aqui.

Até pode ser que o próximo treinador venha a revelar-se uma aposta ganha, mas atendendo ao historial de Hugo Canela no Sporting e, sobretudo, à sua jovem carreira, com muito ainda para crescer, não duvido que um dia voltará ao seu (nosso) Clube de sempre para ser campeão de novo!

O ex-presidente

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O antigo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, fez publicar no seu mural de facebook um interessante texto, rescaldo dos seus cinco anos de presidência. Reflexivo, até algo ponderado, com algumas pistas denotando alguma compreensão do "universo Sporting". Começa assim: "Hoje foi o primeiro dia em que consegui despir a camisola de Presidente do Sporting CP. Olhar para trás e de forma calma olhar para tudo".

 

Lendo atentamente esse texto que BdC fez publicar ocorreu-me que se ele despindo a camisola de presidente do Sporting logo na primeira semana pensa deste modo, tão melhor do que quando era presidente, é melhor deixar-se estar assim mesmo. Não se vá ele destrambelhar outra vez.

Os comentários…

…deixo-os à vossa consideração.

 

Leio no SapoDesporto:

«Presidente destituído do Sporting recorreu às redes sociais para fazer uma reflexão sobre os cinco anos em que esteve no comando do clube.»

 

«Hoje foi o primeiro dia em que consegui despir a camisola de Presidente do Sporting CP.

 Olhar para trás e de forma calma olhar para tudo.

 Tenho de começar logo com um primeiro agradecimento especial aos quase 30% que votaram na nossa não destituição. Nem vale mais discutir se foram mais ou não. Vale a pena agradecer, do fundo do coração, a estes Sportinguistas que mostraram toda a sua confiança, gratidão, carinho e reconhecimento pelo trabalho feito e que estava a continuar a ser realizado.

Depois um enorme agradecimento aos 6 Leais companheiros de Direcção e ao Fernando Carvalho, guerreiro resistente do CFD.

E estes 5 anos? Do popular ao populista. Do discurso - forma versus conteúdo - às tomadas de posição. Forma construtiva ou destrutiva de agir.

Nunca quis ser um Líder populista. Um demagogo de frases feitas, que age para seu benefício e que quer levar as massas por promessas ocas mas apelativas.

Pelo contrário, sempre quis ser um Líder popular, com os pés assentes na terra, com um discurso mobilizador que voltasse a devolver o orgulho e respeito a um Clube que estava adormecido, resignado e sem energia.

E aqui acho que começou um pouco a confusão entre ser popular ou populista.

Era fundamental ter um discurso forte para "acordar" os Sportinguistas e lhes devolver a crença de que podiamos de facto voltar a ser o Grande Sporting! Um discurso ambicioso, virado para dentro e para fora, demostrando ao Mundo que estávamos aqui para vencer tudo e exigir de volta o que tinhamos perdido: Respeito.

Isto abriu uma guerra geracional que não era de todo o pretendido. Temos uma geração que conseguiu ter a sorte de ver um Sporting CP a ser o crónico vencedor e sem precisar de ter um discurso de "combate". Esta geração conseguiu ver o Sporting CP vencer com a possibilidade de ter um discurso "estadista". Depois temos uma geração que pouco ou nada viu o Sporting CP ganhar. Que estava habituada a ser gozada, com o Sporting CP a ser considerado um Clube amigo e simpático. Uma geração que quer ser feliz.

Estas gerações distintas não têm de estar antagonizadas. Têm todos apenas de perceber e entender os desafios do Séc. XXI para um Clube que, dos grandes, era o mais pequeno e o mais endividado.

A minha pressa de devolver alegrias ao Universo Sportinguista pode ter sido entendida por alguns como accão de um populista e que dividiu as gerações. Mas nunca foi essa a minha intenção. Prometemos um Clube que voltasse a ser a Maior Potência Desportiva Nacional e conseguimos esta época provar isso, de forma inequívoca. Voltar a ser um Clube de ADN eclético e fizémos o Pavilhão. Que se podia ser competitivo no futebol e manter a maioria da SAD (e com lucros constantes). Isto não são tiques de um populista, são actos de uma equipa que se quis de matriz popular e que cumpriu sempre as suas promessas, conseguindo uma mobilização nunca vista no Clube, com a Missão Pavilhão, a unificação da Curva Sul no Estádio e estarmos quase na meta dos 180.000 Associados.

Mas confesso que se olhar bem, se olhar profundamente, a pressa com que tudo foi feito, o trabalho 24h/24h que não permitiu um sentido mais diplomático de actuação, pode ter deixado uma imagem errada a muitas pessoas. Fui pouco hábil na diplomacia, pois não tinha mãos a medir num trabalho e objectivo de recuperação desportiva, financeira, de imagem, que tem uma dimensão de necessidade e de empenho que ninguém imagina.

O discurso? A vontade de fazer sempre mais, e mais e mais, levou a que o discurso não fosse moderado. E era necessário ter tido a habilidade de não criar desgaste e ruptura com esse discurso. Mas a verdade é que, quanto mais sucesso mais e maiores os ataques sofridos. Quanto mais ataques mais necessidade de defender o Clube com unhas e dentes. Quanto mais se defendou o Clube com unhas e dentes mais o discurso começou a parecer destrutivo, belicista, nunca apaziguador... Um ditador arrogante mas afinal era só um Líder apaixonado e disposto a dar a vida pelo nosso Clube. Mas o discurso levou a que muitos Sportinguistas se afastassem, mesmo não percebendo o porquê... Nem eu percebi, até esta reflexão. Afinal, o conteúdo era aparentemente 100% correcto, os objectivos até estavam a ser cumpridos (excepção ao futebol sênior profissional), o sucesso ia aumentando, mas com isso também a imagem de um ditador, belicista e incapaz de se proteger. As minhas tomadas de posição nunca quiseram refletir o que sou na realidade, mas tão somente o que, dia a dia, tinha de ir superando para resolver todos os problemas herdados e os constantes obstáculos que nos eram colocados. Foco total no trabalho e foco 0 no tratamento da imagem pessoal / política / institucional do Presidente. Sempre acreditei que os resultados tudo superassem, até porque todo o discurso e tomadas de posição eram para o Clube chegar ao sucesso. O Clube chegou ao sucesso e a minha imagem pessoal ficou totalmente deturpada ao olhos de muitos. E são as pessoas que têm culpa? Algumas ajudaram, alguma comunicação social contribuiu, mas o maior culpado fui eu que, na busca constante da Glória do Clube, me esqueci de mim próprio e da forma que deveria projectar a minha imagem.

O meu desejo é simples, que se acabe com este processo disciplinar e se permita aos Sportinguistas ouvirem todos os que quiserem falar e decidirem o futuro do Clube e SAD.

E neste momento é muito importante não provocar mais fragmentações do Universo Leonino! Vamos encarar cada lista com o respeito que merece, pois querer servir o Clube não é um "crime" mas sim um acto de paixão.

Vamos ter a humildade de reconhecer as nossas virtudes e os nossos defeitos. Vamos ter a humildade de receber de braços abertos todos os que queiram apresentar o seu projecto para o Sporting CP.

Apelo novamente para que parem com os processos disciplinares em curso, e que deixem aos Sportinguistas a liberdade de se candidatarem e aos outros de poderem escolher quem querem, no próximo dia 8 de Setembro, a liderar o Clube, incluindo o último Presidente e o seu CD, se tal for a nossa decisão.

A demonstração que somos um Grande Clube em tudo é deixar todos, os que assim o quiserem, sem decisões de “secretaria” contrárias, ir a eleições e ver o seu projecto ser aprovado ou reprovado por quem manda: os Associados.

Já agora importa realçar que os Sportinguistas, no máximo, teriam decidido na última AG que queriam novas eleições e não que fossemos suspensos ou expulsos de associados, e com isso afastados das mesmas.

Somos um país livre e democrático e por isso deixemos a liberdade de candidatura e voto aos sportinguistas.

Foi bom poder fazer este exercício claro sobre 5 anos, onde afinal existiram mesmo falhas que lamento, que apesar de achar que são de pormenor a verdade é que contribuí para muitos erros de percepção e de raciocínio, que são legítimos e devem ser respeitados e devidamente ponderados.

 

Obrigado por 5 anos de puro prazer e orgulho em servirmos o Clube que amamos e a família que adoptámos como nossa: os Sportinguistas!»

Afinal nunca foi sportinguista

Sendo as evidências o que eram, e depois de tudo quanto se passou - todos os atropelos à legalidade, todas as aldrabices que se iam acumulando, todas as promessas violadas ao sabor das conveniências, todos os atentados grosseiros à identidade leonina - o que verdadeiramente me espanta é verificar que Bruno de Carvalho ainda conseguiu recolher ontem quase 30% dos votos dos associados leoninos.

Enganados até ao fim pelo homem que, já ia muito adiantada a madrugada de hoje, em nova insónia partilhada com o ecrã digital que lhe serve de mau conselheiro, assume enfim a verdadeira face: afinal nunca foi sportinguista. As expressóes de ódio, ranço e asco ao clube e aos associados que bolçou neste mais recente texto da rede social a que está agarrado revelam bem isso. Expressões indignas de um sportinguista, que só concebemos na boca e na pena de um inimigo do nosso clube.

 

Expressões que recordo aqui, para memória futura:

«Não consigo mais sentir este Clube... Não sou mais do Sporting Clube de Portugal.»

«Hoje deixei de ser para sempre sócio e adepto deste Clube.»

«Esqueçam os associados pois nunca vão mandar neste Clube... Vão ser sempre fantoches desta elite que só permite entrar quem se render aos seus interesses.»

«Vocês não contam para nada neste SCP que é de Viscondes....»

«Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!»

«A minha carta de suspensão vitalicia de sócio segue segunda-feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube.»

 

Mostrou enfim a verdadeira face. A de um desequiilbrado. A de um mitómano. A de um sociopata. Sai pela porta dos fundos, sem honra nem glória nem dignidade. Insultando o clube que devia ter servido e os sócios a quem jurou lealdade e competência.

Tudo menos Leão.

Só me espanta como é que podia haver ainda tanta gente convencida de que fizesse parte da solução alguém que era o maior dos problemas.

Au revoir?

18.05-JJ.jpg

Je ne sais pas.

Mas a perspectiva de realizar toda uma pré-época sem a espinha dorsal, aliada à falta de capacidade para contratar um autocarro de ICs e afins e ao sorteio madrasto na Champions que se adivinha, deve deixar, por estes dias, o nosso timoneiro num dilema existencial. 

Montero e Gutiérrez: quem marcará mais? - X (Fim)

Reconheço que sou uma pessoa de lágrima fácil. E então nas despedidas nem se fala…

Por isso estou aqui meio idiota, meio espantado, de olhos vidrados de comoção com a notícia, ontem veiculada em algumas plataformas e hoje confirmada, da partida de Fredy Montero para a China por troca de um tal Barcos, que realmente não conheço.

Quem aqui me (nos) vem ler sabe que sempre fui um apreciador das qualidades de Montero. Sagaz, felino, de técnica apuradíssima, faltou-lhe quiçá sorte… Ou uns árbitros de maior qualidade (não me esqueço da quantidade de golos invalidados a este ponta de lança, na maioria… só porque sim!).

Ainda agora partiu e já sinto saudades. Não me esqueço que JJ valia-se deste atleta para se desembaraçar de adversários e resultados complicados. Foi assim com o Nacional, com o Braga e mais recentemente com a Académica.

Esta série foi a terceira que criei em que Montero era a figura de proa. Na primeira contabilizei os golos que “El Avioncito” marcou somente no campeonato e tendo como matriz um tal de Wolfswinkel, holandês de nascimento e que era grande – mas não era grande coisa.

Chamei a essa série “Contagem decrescente” e começou a 18 de Agosto de 2013 tendo 9 textos. Terminou a 11 de Maio de 2014. Na época seguinte coloquei o Montero contra ele próprio e escrevi mais uma série, denominada “M versus M” que se iniciou a 14 de Outubro de 2014 para terminar a 26 de Maio de 2015 com 10 posts. Finalmente esta última e que, independentemente do futuro de Téo, termina hoje também com uma dezena de textos!

Serei sempre um grande apreciador do futebol do colombiano, “resgatado” em 2013 a uma equipa americana, e que partiu para o país do Rio Amarelo. E só espero que os adversários que ele agora vai enfrentar fiquem da mesma cor do grande rio chinês, devido aos seus (bons) golos.

Que a sorte te sorria sempre, Montero, pois talento tens de sobra.

Para o ano há mais

Passou-me pela ideia que estavam a encenar uma espécie de justiça poética. Seria um corolário da inusitada época 13/14 do Sporting que ela terminasse como havia começado – a dar a volta a um resultado com uma goleada, contra uma equipa amarela.

Em vez disso saiu-se de Alvalade com a bizarra sensação que Leonardo Jardim se despedira deixando para trás uns enigmas, daqueles que aparecem nalguns romances cabalísticos que não sei se ainda estão na moda.

A primeira mensagem cifrada era para nos avisar que não devemos contar com Carrillo para nada: aqueles pezinhos de tonto não têm futuro. A segunda charada foi a ausência de William Carvalho na segunda parte – como quem diz: aprendam a jogar sem ele.

Tão bom foi o trabalho de Leonardo Jardim que todo o plantel se valorizou inesperadamente a ponto de estar na iminência de ser vendido à peça. De modo que poderemos imaginar a época que vem como o verdadeiro ano zero, que este afinal não foi.

Perante esta possibilidade o pessimista desanimará, crendo que 13/14 foi afinal uma época pírrica e antevendo os trabalhos de Sísifo, a carregar a pedra ao topo para que ela role até ao fundo. O optimista, pelo contrário, não esquece que o Sporting está ainda financeiramente convalescente e longe dos voos que os sócios se permitiram sonhar em face dos resultados obtidos.

Por isso, se houver que recomeçar tudo outra vez – seja. Mais vale mais um ano de esforço, dedicação e devoção, mas já com o futuro caucionado, do que começar com sonhos que podem redundar em pesadelos – outra vez.

Fora isto, bravo, rapazes. Obrigado, sobretudo, por depois do jogo terem dado a volta ao campo a agradecerem-nos – merecemos.

A classe de Oguchi Onyewu

 

Oguchi Onyewu foi ontem transferido para o Málaga por empréstimo e dando sequência à classe que sempre demonstrou enquanto envergou as cores verde-e-branco, enviou um grande elogio de despedida aos adeptos sportinguistas:

 

«Quis tempo para mim antes de postar algo nas redes sociais. As palavras não podem descrever a alegria que tive no último ano ao jogar no Sporting. E o prazer que senti por saber quanto amor e apoio tive, tenho e irei continuar a receber pelos adeptos de classe mundial do Sporting Clube de Portugal. A vossa confiança em mim não será esquecida seja para onde a minha carreira me levar ».

 

Obrigado Guchi, adeus e boa sorte. Serás sempre bem-vindo na nossa «casa».

 

{ Blog fundado em 2012. }

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