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És a nossa Fé!

Avivar memórias

A memória dos adeptos costuma ser curta. Mas convém não abusar.

Anda agora por aí muito boa gente a rasgar as vestes porque o Sporting perdeu em Portimão. Gente já completamente esquecida de outra derrota, ocorrida em Janeiro de 2016, era Jorge Jesus o treinador leonino. Fomos a Portimão, para a Taça da Liga, e saímos de lá afastados da competição num jogo em que sofremos dois golos e não marcámos nenhum. Apesar de contarmos com dois jogadores que daí a seis meses se sagrariam campeões europeus: Willliam Carvalho e João Mário.

Faço notar que na noite deste domingo jogámos com uma equipa remendada, em grande parte formada por suplentes da época anterior. Salin (suplente de Rui Patrício), Ristovski (suplente de Piccini), André Pinto (suplente de Mathieu), Battaglia (suplente de William Carvalho) e Montero (suplente de Bas Dost).

Dadas as circunstâncias, é inútil esperar milagres. Tudo leva o seu tempo a ser construído. Quem não perceber isto, não percebe quase nada.

Pé frio, mão pesada

Perder com o Braga e depois com o Portimonense é muito mau. Eu sei que Peseiro é um “pé frio”, mas o que se passou hoje no Algarve foi um escândalo (4-2). Estamos em quinto lugar, a equipa de Portimão não ganhava ao Sporting desde 1989 e não jogámos absolutamente nada.

 

É preciso “mão pesada” para acabar com isto, chega de humilhações e onzes de segunda ou terceira categoria. Temos que ir ao mercado em Janeiro e precisamos urgentemente de um treinador com outro nível. Peseiro não serve.

Pesadelo em Portimão

É claro que o problema não são estes acabrunhados e perplexos jogadores que não fazem  a mínima ideia do que devem fazer, que estão para ali aos encontrões uns aos outros e jogam tão entrosados como se fosse a primeira vez que se vêem. Mas um descalabro destes não é inesperado, pois não? É o que há.

PS - assim que este post foi publicado o Sporting marca um golo. Nani é um problema, tem ideias, sabe o que faz, sabe explicar-se; irreverências que para um sargento que gosta de fazer voz grossa, de miolo-mole e pouco articulado, são muito desestabilizadoras

Castanholas

Há treinadores assim, como o Peseiro e o Jesus e outros, que fazem uma equipa-tipo e insistem até à exaustão com os mesmos onze mais três suplentes, sempre os mesmos, excepto se algum se lesiona e fica impedido.

Depois há aqueles como o Abel, que joga com os que estão em melhor condição e os muda consoante o esquema táctico do adversário, normalmente com êxito.

Eu diria que os primeiros são caguinchas e os segundos são ousados, ou melhor, os primeiros são incompetentes e os segundos nem por isso.

Ontem vimos aquela táctica que tem dado resultado contra adversários de segunda linha (sim, o Benfica também), mas que não tem entusiasmado por aí além. Pode dizer-se que o que era necessário era estabilizar a equipa e se com resultados positivos, tanto melhor. Aconteceu e ainda bem. No entanto continuo sem perceber por que carga de água prescinde o nosso treinador de um espaço que não andará muito longe dos 25/30 metros no meio do terreno, onde normalmente os adversários passeiam e constroem o seu jogo ofensivo.

Continuo sem perceber porque se há um ponta de lança na equipa, Diaby, se insiste em Montero com o impedimento de Bas Dost.

Continuo sem perceber porque insiste em colocar o Bruno Fernandes na equipa, ou pelo menos a 10, já que está em nítida baixa de forma. Porque não a 8, diminuindo aquele deserto no meio do campo?

E continuo sem perceber porque insiste em jogar com Battaglia e mais um (desta vez, como com os azeris, com Gudelj) ali mesmo à frente da defesa, provocando depois aquele fosso até Bruno Fernandes.

E porque não tem um golpe de asa e coloca Nani a 10, retirando dele toda a capacidade de drible curto e passe milimétrico, dando espaço a Jovane.

E já agora, porque só utiliza Jovane a espaços?

Peseiro é medroso (não confundir com merdoso, que eu não tenho nada contra o homem), sempre foi, apesar de quando era novo ter a audácia de colocar quem estava melhor e as suas equipas, o Sporting é disso exemplo na sua primeira passagem pelo nosso clube, praticarem um bom futebol e se no Sporting esse bom futebol não teve êxito, pode dizer-se que foi por puro azar e por alguma indisciplina no balneário (porque foi irreverente e apostou nos que estavam em melhor condição, em detrimento de algumas vacas sagradas do balneário, precisamente, que lhe fizeram a "folha").

Eu gostava de terminar o campeonato com todos os jogos contados por vitórias, seria inédito, mas sabemos que o campeonato é uma prova de regularidade, ganha quem chegar ao fim com mais pontos, independentemente do número de derrotas, o que quer dizer que, tendo ficado chateado com a derrota de ontem em Braga, sobretudo porque estávamos a jogar com uma equipa que vai andar fresca uma boa parte do campeonato (não tem Liga Europa) e agora ainda tínhamos apenas um jogo a mais e sobretudo por isto mesmo, vai ser um directo competidor, sendo talvez quem melhor futebol pratica neste momento na primeira liga. Fiquei chateado, dizia, mas haverá sempre percalços num campeonato tão longo, por isso uma derrota em Braga, onde provavelmente os nossos dois directos adversários também terão dificuldades, não é morte de ninguém.  Como disse, preocupa-me mais o conservadorismo de Peseiro, que pode levar a que esta derrota não seja caso único e contra adversários de bem mais fraca valia. E como sabemos bem, é contra esses que se ganham e perdem campeonatos.

 

Ah! o título do post, que já me esquecia. Só uma mente muito à frente consegue vislumbrar em Castaignos uma possibilidade de dar volta a um jogo que estamos a perder. E isto tendo Diaby no banco, o tipo que veio para ser substituto de Bas Dost. Sim senhor, ó Peseiro, limpa-te a esse guardanapo, pá!

Em quinze dias

 

- Descemos ao terceiro lugar no campeonato, sem acesso à Liga dos Campeões, dizendo adeus à possibilidade de ganhar 25 milhões de euros.

 

- Fomos derrotados na final da Taça de Portugal frente ao Aves, estreante nestas lides.

 

- Ficamos sem acesso directo à Liga Europa: teremos de disputar a terceira pré-eliiminatória desta competição.

 

- Perdemos mais uma oportunidade de disputarmos a Supertaça, primeiro troféu de cada temporada.

 

 

Adenda de 21/5: afinal ganhámos acesso à fase de grupos da Liga Europa. Na secretaria.

 

A final

Começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. 

A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos». Foram as suas palavras textuais.

Enquanto sucedia este psicodrama - o enésimo do consulado Carvalho - o Aves cumpria o seu plano de trabalho: estagiou, treinou-se, robusteceu-se do ponto de vista físico e mental. Apoiado sem reservas pelo seu presidente e pela sua massa adepta.

Quando soou o apito inicial no Jamor, os dados estavam lançados.

Merece parabéns a equipa que hoje conquistou a Taça de Portugal.

Promessa por cumprir

Bruno de Carvalho prometeu repor o Sporting no rumo dos títulos no desporto profissional.

Fez mais: garantiu que o Sporting voltaria a ser campeão nacional de futebol.

Cinco épocas depois, o equivalente a mais de uma legislatura na política, comportou-se como a maioria dos políticos: foi incapaz de cumprir a promessa.

 

Nesse mesmo tempo, o Benfica foi campeão quatro vezes. E o FC Porto tornou-se campeão agora.

Nesse mesmo tempo, o Sporting ficou sempre atrás do Benfica na classificação final.

 

Bruno de Carvalho defraudou sócios e massa adepta do Sporting, conduzindo o clube ao segundo maior período de jejum de títulos da sua história centenária.

Com as nossas expectativas não se brinca. E ele brincou.

Muitos de nós não lhe perdoaremos por isso.

Um desejo

Este final de época está a parecer-se com o de 2011/12. A equipa prometia muito: ganhar a Liga Europa; qualificar-se para a Liga dos Campeões; ganhar a Taça de Portugal. No final, os fracassos foram-se sucedendo, e chegou ao Jamor completamente desmotivada. Depois foi o que se viu.
As opções de Jorge Jesus podem ser muito criticáveis, mas foi o elo de equilíbrio entre o plantel e a direção. Espero que consiga blindar o plantel esta semana e motivar os jogadores para a conquista desta taça, que pode ser a última oportunidade que muitos têm de ganhar um troféu pelo Sporting. Aconteça o que acontecer, daqui a uma semana muito terá que ser resolvido e nada pode continuar assim no futebol do Sporting. Mas será muito melhor para todos, aconteça o que acontecer, se esta tormentosa época acabar com uma vitória. Saiba e consiga Jesus motivar os jogadores para isso.

Não percebo nada da poda mas ...

Vi o jogo no computador, ombreando com a minha filha, ela desdobrando-se em "oh pai!"s face às minhas constantes imprecações pessimistas, condensáveis num "lite" "já vi muitos jogos, já sei como isto vai acabar" ...  Enfim, até bloguei durante o jogo, um tique de facebook para esconjurar o aziago da vida.

Haverá já quem aponte o dedo, médio ou indicador, ao presidente Bruno. Outros aos jogadores, ao outro Bruno ou a mais alguns. Não sei que diga, que nada percebo da poda. Apenas partilho que aos 80 minutos, quando vi que o Doumbia ia entrar, para articular ali com o Dost e o Montero, me levantei do sofá e anunciei "vou lá abaixo fumar um cigarro".  "Então, pai?", surpreendeu-se a pós-petiza. "Já vi tudo", respondi em resmungo. 

E lá desci do quinto andar, enrolei o Amber Leaf, fumei devagar. E subi a tempo do 2-1. Tinha mesmo visto tudo. 

Ajoelhou-se há uns anos... hoje sentou-se

Não. Não dá. Como é possível um treinador, quase só no final, ver que jogámos o jogo todo com dez jogadores? Sim, porque Piccini, já no último jogo de Alvalade, mostrou que não está minimamente em condições e ter apostado nele para um jogo que precisávamos de ganhar... francamente, não percebo. E depois, cada vez que mexe na equipa, é um descalabro. Porque saiu Fábio? Que melhoria trouxeram Bryan, Montero ou Doumbia? Este, então, veio passar um ano de férias com uns milhões pagos pelos sócios do Sporting e a precisar sempre de um tradutor. Bom e então aquela opção de fazer recuar Gelson quando precisávamos de ganhar (se calhar ainda sonhava com um golo do Moreirense na Luz...) e era bom defender o empate? Por favor, não defendam Jesus. Vejam todas as vezes em que fez substituições se conseguimos algo de positivo.

Ah, e já me esquecia de uma coisa... o clima da Madeira também teve influência nos jogadores (palavras de Jesus na conferência de imprensa). Ha uns anos, no Dragão, ajoelhou-se; hoje, nos Barreiros, sentou-se... a continuar, ainda o veremos deitar-se noutro jogo decisivo.

Só espero que não seja no Sporting.

O mais absurdo no meio de tudo

é que de todos os jogos que faltam, de todos os jogos que definem esta época, o de Madrid era o que menos me surpreendia perder. Já em Braga tinhamos obrigação e não deu este banzé (no pós, no pré nem quero lembrar o pouco que acompanhei). 

É claro que houve dois golos oferecidos e o resultado seria outro. Mas entre jogar em Madrid, receber o Porto para a Taça, e fazer condignamente o resto de campeonato, este era o que menos esperava que ganhassemos. Seria óptimo, mas não deu. No entanto, foi depois deste jogo que chegámos aqui.

Absurdo.

O que Bruno escreveu sobre os jogadores

No rescaldo imediato do Atlético de Madrid-Sporting, cada vez mais agarrado ao facebook, Bruno de Carvalho - um dos principais fãs portugueses do inenarrável senhor Zuckerberg - escreveu as seguintes considerações sobre os profissionais leoninos nesta rede social:

 

Coates e Mathieu: «A fazerem o que os avançados do Atlético não conseguiam.»

Gelson Martins: «Aos 32m isolado frente a Oblak, em vez de "fuzilar" para a esquerda, tenta colocar em jeito, mas sem força, para o lado direito perdendo um golo que já quase se gritava.»

Bas Dost e Coentrão: «"Não quiseram jogar" em Alvalade, com faltas para amarelo que nunca poderiam ter feito.»

Coates, de novo: «Fica isolado e, sem foco e não estando concentrado, em vez de rematar faz um passe para Oblak.»

Montero: «Aos 92m desperdiçou um golo feito com um remate para o céu quando só se pedia um simples encosto.»

 

Sobre a equipa:

«Uma defesa que não esteve concentrada.»

«De 11, em vez de 22 como queria, fomos 9, muitas vezes, e isso paga-se caro...»

«Viver um jogo de longe custa muito mais, mas ver erros grosseiros de jogadores internacionais e experientes ainda acrescenta mais ao sofrimento.»

 

Enfim: temos o presidente armado em comentador de futebol, candidatando-se talvez a paineleiro num daqueles programas de TV que ele nunca perde. Desvalorizando alguns dos principais activos leoninos como se fosse adversário do próprio clube a que preside.

Verdadeiramente inacreditável.

As vitórias morais

Este Sporting quase-milionário treinado por Jorge Jesus já disputou sete jogos com FC Porto, Benfica e Braga desde o início da temporada.
Empatámos quatro.
Perdemos três.
Não vencemos nenhum.

 

Só para o campeonato, com 15 pontos em disputa, conquistámos apenas três nestas partidas frente às outras equipas mais fortes.

 

Haverá quem não se preocupe.
Haverá quem encolha os ombros e repita o chavão de sempre: "Para o ano é que é."
Eu preocupo-me.
Com os resultados da equipa.
E com esta resignação de tantos adeptos vergados ao velho rasto das vitórias morais.

{ Blog fundado em 2012. }

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