Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Bayern, PSG, Sporting e mais alguns clubes

54668011_303[1].jpg

Jogadores do Bayern celebram conquista da Champions em Lisboa

 

Devo confessar-vos uma coisa: adorei a campanha do Bayern de Munique nesta Liga dos Campeões.

Por três motivos que passo a detalhar.

 

1

Em primeiro lugar, por ter sido a vitória do modelo clássico de clube desportivo baseado na vontade livremente expressa dos sócios contra o modelo da SAD escancarada a investidores externos, por vezes de proveniência muito duvidosa, como tem sucedido em velhas agremiações do futebol europeu, como Chelsea, Manchester City, Valência e Milan. Ou o próprio Paris Saint-Germain, finalista derrotado nesta Champions disputada em Lisboa, que é, na prática, propriedade de um Estado estrangeiro: o emirado do Catar, que nos últimos nove anos terá investido cerca de 1,3 mil milhões de euros no emblema parisiense (incluindo as contratações de Neymar por 222 milhões e Mbappé por 180 milhões) sem com isso garantir o mais cobiçado título do futebol mundial. O dinheiro ajuda muito, mas não faz milagres.

 

2

Em segundo lugar, por representar o triunfo absoluto do mérito, também em moldes clássicos. A melhor equipa do continente europeu nunca evidenciou qualquer dúvida existencial sobre a essência do futebol: estamos perante um desporto colectivo, que excede a mera soma de talentos individuais. Por mais virtuosos que sejam um Neuer, um Thiago Alcântara, um Kimmich, um Alaba, um Müller, um Pavard ou um Lewandowski, todos eles se reconhecem como parcelas de um todo. O que logo os torna mais fortes.

Ficou a lição para todos quantos ainda não haviam aprendido esta verdade elementar. Começando por aquelas estrelas do relvado que adoram ostentar penteados, exibir tatuagens e coleccionar supostas conquistas amorosas, incapazes de perceber que ninguém ganha sozinho.

 

3

Finalmente, porque esta campanha cem por cento vitoriosa da equipa bávara na Liga dos Campeões 2020 - onze jogos, onze vitórias sem discussão - encerra em definitivo aquelas piadas que dirigiam aos sportinguistas por termos sido duas vezes derrotados frente ao Bayern para a Liga dos Campeões, na temporada 2008/2009, sob o comando de Paulo Bento: 0-5 em casa, 1-7 na Alemanha. «Humilhação histórica», titularam à época os jornais, alguns deles inchados de gozo. Por causa disso, andámos anos a ouvir bocas dos lampiões.

Até agora. É caso para dizer que o Sporting está muito bem acompanhado em matéria de «humilhações históricas» frente ao Bayern, que nesta escalada triunfante espetou 7-2 ao Tottenham, esmagou o Estrela Vermelha por 6-0 fora de casa, dobrou o Chelsea por 7-1 no conjunto das duas mãos e humilhou o Barcelona nos quartos-de-final por uma marca inédita: 8-2. Ao ponto de ter levado Messi a fazer birrinha, ameaçando abandonar a capital catalã.

 

............................................................

 

Página virada, pois.

De uma coisa podemos gabar-nos: nunca levámos sete secos do Celta de Vigo, essa potência do futebol.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei
 
 

De encerrar a época com uma derrota. Começámos a perder na Supertaça, contra o SLB, e terminamos batidos pelo mesmo clube, ao cair do pano desta Liga 2019/2020, a mais comprida e para nós uma das mais penosas de sempre.

 

Dos erros individuais. Dois cantos, dois jogadores mal posicionados a colocar em jogo adversários em fracções de segundo, ditaram esta derrota por 2-1 frente ao Benfica na Luz. Aos 28', Sporar, desconcentrado, permite que Seferovic se movimente em posição legal; aos 88', Matheus Nunes, desatento, põe em jogo Vinicius, no lance capital da partida, que selou o desfecho. E que nos atirou para fora do pódio deste campeonato.

 

De Plata. Jogou só a primeira parte, mas esteve 45 minutos a mais em campo. Sem a menor articulação com Ristovski no pavoroso corredor direito leonino, errou passes, chegou tarde aos lances, perdeu sempre na disputa das bolas divididas e entregou-as de forma displicente aos adversários. Vem piorando de jogo para jogo, ao ponto de ser lícito questionar se não deverá ser emprestado para rodar noutra equipa da Liga.

 

De Eduardo Quaresma. O jovem defesa tem vindo a acusar pressão em excesso, o que o leva a cometer erros impensáveis quando o víamos actuar na Liga Revelação, há poucos meses. Desta vez sem ter a seu lado Coates, que costuma estar sempre atento às dobras, os seus deslizes tornaram-se mais preocupantes: aos 44', falhou uma recepção fácil de bola; aos 48', entregou-a a um adversário. Raras vezes saiu com ela dominada, raras vezes foi capaz de construir com qualidade. Uma noite para esquecer.

 

De Wendel. Noutras partidas funcionou como eficaz pêndulo da equipa, nesta mostrou-se como pêndulo avariado, tantos foram os erros cometidos. Apático, inerte, causou perigo no sector defensivo aos 21'. Entregou a bola várias vezes à equipa contrária: aos 30', 49' e 76', por exemplo. Sem qualidade de passe nem ao menos demonstrar desta vez mais-valia no transporte. 

 

Da lesão de Coates. Como se já não bastasse termos perdido Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes e Mathieu - jogadores decisivos - em momentos diferentes da época, o último jogo foi disputado com outra baixa, esta totalmente inesperada: Coates lesionou-se no aquecimento, momentos antes do apito inicial, e viu-se forçado a entregar a braçadeira de capitão a Acuña e a sua posição como defesa central na linha mais recuada a Neto, que se confirmou como pálido sucedâneo do internacional uruguaio. 

 

De ver Acuña como central. Há jogadores polivalentes, como o internacional argentino sem dúvida é, mas convém aproveitá-los sempre nas posições em que são capazes de render mais à equipa. Acuña começou no Sporting como ala-esquerdo, actuando várias vezes como extremo; depois recuou para lateral, desaproveitando-se assim boa parte do seu potencial atacante; agora recua ainda mais, fixando-se como o mais esquerdino (e mais baixo) dos três centrais. É um desperdício. Ou um erro de casting, como se diz no cinema.

 

Dos últimos três jogos. Em nove pontos possíveis, só conquistámos um: derrota no Dragão frente ao FC Porto (0-2), miserável empate caseiro com V. Setúbal (0-0) e derrota na Luz (1-2). Eis o Sporting de Rúben Amorim cada vez mais idêntico ao Sporting de Silas. Perdeu-se o efeito novidade, voltou-se à mediocridade anterior, agravada por uma arrepiante falta de poder de fogo: nos últimos cinco jogos, só conseguimos marcar dois golos.

 

Do balanço da temporada. Dezassete derrotas no conjunto das competições da época - novo recorde negativo registado pelo futebol do Sporting. Perdemos pontos em metade dos jogos da Liga 2019/2020, com seis empates e dez derrotas. Perdemos os cinco confrontos contra FCP e SLB (só dois golos marcados e 13 sofridos). E nem sequer conseguimos ganhar ao Rio Ave (5.º classificado) e ao Famalicão (6.º classificado). Talvez para compensar, tivemos quatro treinadores - tantos como o da nossa pior época de sempre, a de 2012/2013.

 

 

Gostei

 

De Tiago Tomás. Entrou na segunda parte, rendendo o péssimo Plata, e teve uma exibição muito positiva. Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar, que assim quebrou um ciclo de cinco jogos sem marcar. Destaco o jovem avançado, com apenas 18 anos, como o melhor do Sporting neste clássico.

 

De Nuno Mendes. Parece ser o mais regular e o mais competente dos cinco jovens que Rúben Amorim lançou na equipa principal desde o recomeço do campeonato. Pouco ousado na manobra atacante pelo seu flanco esquerdo, levou no entanto quase sempre perigo quando ultrapassava a linha do meio-campo, com mudanças de velocidade e a bola bem controlada. Foi ele a criar a nossa primeira oportunidade de golo, quando já estavam decorridos 52 minutos, numa tabelinha com Sporar. Também esteve bem na marcação de cantos. Incompreensível, a decisão do técnico de mandá-lo sair aos 82', trocando-o por Borja: estava a ser um dos nossos raros jogadores com exibição positiva.

 

De ter estado em terceiro no campeonato... até ao minuto 88. Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

Fechou-se o círculo

21701152_IY7HI.jpeg

 

Começámos a época goleados pelo Benfica, a 4 de Agosto de 2019. Trezentos e cinquenta e seis penosos dias depois, encerramos a época também derrotados pelo nosso mais velho rival: esta noite, por 1-2, no estádio da Luz.

Fechou-se o círculo: foi uma das piores temporadas de que há memória. Goleados na Supertaça, eliminados da Taça de Portugal por uma turma do terceiro escalão, eliminados da Taça da Liga pela equipa antes orientada pelo actual técnico do Sporting e hoje afastados do pódio por essa mesma equipa, agora entregue ao adjunto do adjunto.

Dizemos adeus à entrada directa na Liga Europa e aos três milhões de euros a ela associados. Humilhante afastamento em dois tempos: começou terça-feira, no miserável empate a zero em Alvalade com o V. Setúbal. Que já indiciava o naufrágio de hoje.

 

Como aqui escrevi há dois dias: não queremos mais disto, nunca mais.

Vergonha

Acabou-se esta época miserável. O SCP é quarto classificado, atrás do Braga, o que devia fazer reflectir todos e cada um dos Sportinguistas.

A época foi mal planeada, o clube contratou mal, vendeu à pressa e trocou demasiadas vezes de treinador. Rúben Amorim custou dez milhões e não é nenhum salvador da pátria. Usa um sistema de jogo que vai exigir reforços de peso e de créditos firmados.

O Sporting precisa de uma reorganização total, de alto a baixo. Precisa de liderança, um punho forte e de rasgo. Tem que saber reinventar-se e adaptar-se aos novos tempos. Precisa de todos nós. O futuro não pode esperar mais. É preciso resgatar este nosso Clube. O Sporting Clube de Portugal não é isto.

Nunca mais

img_920x519$2019_10_17_22_46_15_1616255.jpg

Bruno Fernandes inconsolável, no momento da derrota em Alverca

 

Esta é uma época falhada, a vários níveis. 

Falhada a nível da gestão desportiva, com uma calamitosa pré-época, condicionada desde o primeiro instante pela iminente transferência de Bruno Fernandes, afinal não concretizada no mercado de Verão.

Para "manter" o então capitão leonino foram despachados três jogadores: Bas Dost, Raphinha e Thierry Correia. E logo a equipa que vencera dois troféus (Taça de Portugal e Taça da Liga) começou a jogar coxa: o goleador holandês cedeu palco a Luiz Phellype, Raphinha abriu terreno a Plata, Thierry foi rendido por um tal Rosier, entretanto posto fora de combate. No apeadeiro de Alvalade desembarcaram outros, sem a menor qualidade para o Sporting: Eduardo, Jesé, Bolasie, Fernando. O último era tão mau que nem chegou a calçar.

Afinal, no mercado de Inverno, perdemos também Bruno, o que invalidou toda a lógica anterior. Representou o nosso maior encaixe financeiro de sempre, escassas semanas antes da paralisação geral forçada pela pandemia, mas causou um rombo desportivo no futebol leonino até agora irreparável. 

 

Falhada também ao nível dos resultados, com dois instantes calamitosos: a goleada sofrida a 4 de Agosto frente ao nosso mais velho rival, na Supertaça, que custou o lugar a Marcel Keizer, e a humilhante eliminação, a 18 de Outubro, na Taça de Portugal perante o Alverca (equipa do terceiro escalão do futebol pátrio), que logo ditaria o fim de Silas em Alvalade. Ainda mais meteórica foi a passagem do fugaz Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa, entre Keizer e Silas. Muito mais surpreendente (e dispendiosa) foi a chegada de Rúben Amorim, no início de Março.

Com tanta rotação no banco dos treinadores, confirmando o Sporting como uma espécie de cemitério desta classe profissional, valeu-nos apesar de tudo ter em campo dois talentos fora-de-série: Bruno (até ao fim de Janeiro) e Mathieu (prematuramente retirado por lesão, em 24 de Junho). Ambos foram disfarçando como puderam as gritantes lacunas no plantel.

 

Mais quatro momentos mancharam o percurso do Sporting nesta terrível temporada em que batemos o recorde das derrotas sofridas:

- 5 de Janeiro, com Silas: queda aos pés do FC Porto, ao perdermos por 1-2 no nosso próprio estádio para o campeonato, algo que há 11 épocas não sucedia com este adversário.

- 17 de Janeiro, com Silas: outro dia traumático, com a vitória imposta pelo Benfica em Alvalade, por 2-0. O SLB ultrapassou-nos em número de vitórias e golos marcados no reduto leonino.

- 21 de Janeiro, com Silas: derrota (e eliminação) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga, troféu de que éramos detentores desde a temporada 2017/2018.

- 27 de Fevereiro, ainda com Silas: eliminação na fase de grupos da Liga Europa, após goleada imposta em Istambul pelo modestíssimo Basaksehir. 

 

Para esquecer? Não: para lembrar. Só assim poderá ser evitada a repetição dos erros cometidos - e foram em quantidade inaceitável, insuportável.

Não queremos mais disto. Nunca mais.

Já esquecidos de Alcácer-Quibir

PLANO-CRÍTICO-MANOEL-DE-OLIVEIRA-NON-OU-A-VÃ-GL

Fotograma do filme Non ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira (1990)

 

1

Nas dez temporadas anteriores a esta, o Sporting perdeu nove vezes no estádio do Dragão para a Liga portuguesa de futebol. Com treinadores tão diversos como Paulo Bento, José Couceiro, Sá Pinto, Oceano Cruz, Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus e Marcel Keizer. A excepção ocorreu na época 2015/2016, a primeira das três em que Jesus liderou a equipa técnica.

Basta este registo estatístico para comprovar que a nossa crise de resultados no clássico já vem de longe.

Mesmo assim, a mais recente derrota do Sporting fora de casa, contra o novo campeão nacional, bastou para fazer emergir a pior faceta de alguns adeptos: em vez de se congregarem em torno das nossas cores, quando há ainda pelo menos um objectivo a cumprir nesta época (um lugar no pódio do campeonato) e falta defrontarmos o nosso mais velho rival, desatam a dizer mal de tudo agitando os fantasmas de sempre enquanto bradam pelo regresso de D. Sebastião. Já esquecidos de Alcácer-Quibir.

 

2

Uns exigem "demissões já", frase que vêm gritando há dois anos com o sucesso que todos conhecemos.

Outros invocam com fingida saudade nomes de jogadores que deixaram de pertencer ao clube como exemplos de excelência - omitindo agora os insultos que lhes dirigiam quando eles vestiam de verde e branco - só para rebaixarem e desmoralizarem os miúdos que hoje despontam na equipa principal do Sporting.

Não falta também quem urre contra o "excesso de jovens" quando antes clamava pela indispensável "aposta na formação".

Há ainda aqueles que procuram sem cessar o brilho dos holofotes atrevendo-se a falar em nome do universo leonino quando afinal são incapazes de trocar a palavra "eu" pela palavra "nós". Este é o teste do algodão, que nunca engana.

 

3

Tudo isto, repito, na sequência do 0-2 registado quarta-feira no Dragão - a nossa primeira derrota desde Fevereiro, e quando falta cumprir dois jogos para a conclusão desta atribulada Liga 2019/2020.

Para azar de tal gente, nestas alturas todos percebemos quem é genuinamente adepto e quem apenas se serve do Sporting como pretexto para insuflar o ego à boleia de um desaire.

É nos momentos adversos que se avalia com maior rigor o verdadeiro calibre leonino de quem proclama amor incondicional ao Clube. Quando se ganha, qualquer um trauteia o hino e agita o cachecol.

Mas é bom que uns e outros se convençam disto: a grande maioria da massa adepta, farta até aos cabelos de profetas da desgraça e já imunizada contra ególatras de todo o género, não se deixa iludir.

Formações

Façam o favor de reparar que pela equipa do FCP que ontem nos derrotou "naturalmente" passaram Fábio Vieira (o único destes a alinhar de início), Diogo Leite, Romário Baró, João Mário, Victor Ferreira, e ficaram no banco Tomás Esteves e Fábio Silva. Todos com 20 anos ou menos. Alguns deles protagonizaram a equipa de sub19 campeã europeia em 2018 na qual o Sporting estava representado por Thierry Correia, vendido à pressa ao Valência onde vem comprometendo a sua evolução, Miguel Luís, misteriosamente desaparecido em combate, e Elves Baldé, a rodar lá longe no Feirense. 
Permitam-me então concluir que formação têm todos, não há que embandeirar demasiado em arco com ela. A diferença está no modo como cada um cuida dela e como a vai integrando na equipa principal. Ou seja, não a deitando fora por troca com alguma contratação de pacote, não a vendendo ao desbarato em acertos de contas, nem exigindo-lhe uma responsabilidade para a qual não está preparada e que só vai criando desânimo e um espírito conformista se não mesmo de derrota.

Maioridade

portosporting.jpg

 

Materializou-se ontem aquilo que virtualmente já o era, o Sporting Clube de Portugal está há dezoito anos sem ser campeão.

Dezoito anos onde, por vários motivos, fomos deixando escapar o título. Aliás, foram mais os anos em que o título nos deixou escapar a nós do que o contrário. Provavelmente, nestes dezoito anos, poderíamos ter sido campeões quatro vezes. O que, sendo muito melhor que a triste realidade, não seria nada de especial para a nossa grandeza.

Dezoito anos onde vimos mais adeptos nossos serem assassinados às mãos de rivais do que títulos. Dezoito anos onde vimos o Bruno Cortez ser campeão e o Bruno Fernandes não passar de um terceiro lugar.

E nem se pode dizer "ah mas esteve perto". Não estivemos nunca perto de ser campeões porque o Sporting nunca percebeu como se jogava este jogo. Fomos enfiando cada vez mais o barrete do Calimero em vez de arregaçar as mangas e ir à luta. Aliás, as alianças estratégicas foram precisamente o nosso papel no jogo: estar de joelhos, a servir de degrau para a escalada de quem foi vencendo.

Como percepciono uma culpa tão grande como a minha azia, a travessia no deserto tem os seguintes rostos:

  • Frederico Varandas (2 épocas)
  • Artur Torres Pereira (1 época)
  • Bruno de Carvalho (6 épocas)
  • Luís Godinho Lopes (3 épocas)
  • José Eduardo Bettencourt (2 épocas)
  • Filipe Soares Franco (4 épocas)
  • António Dias da Cunha (3 épocas [desde o último título])

 

Até ontem, no final do jogo, o clube e os adeptos, em vez de ficarem com uma fome danada, frustrados e a querer mais e melhor, foram-se meter a celebrar as vitórias da sua cabeça. Uns celebraram só perder por dois no Dragão, outros celebraram a oficialização da época com mais derrotas na hossa História, outros chegaram mesmo a celebrar o título do Porto porque "pelo menos não foi o Benfica". E assim vamos nós.

Ontem também foi o dia em que os sócios do Sporting viram que o seu número reduziu. Temos, neste momento, cerca de 107k sócios. Um número que nos devia fazer corar de vergonha por dois motivos. O primeiro por termos andado a fazer de conta que éramos mais, o segundo por em três milhões de adeptos não se encontrar mais gente capaz de dedicar ao Clube pouco mais que um maço de tabaco por mês.

Ontem toda esta tragédia atingiu a maioridade. Dezoito anos. Dezoito anos de um caixa de óculos, virgem, fechado numa cave, a ser um troll na internet.

Sai à rua, Sporting! Sai com querer, sai com garra, sai com fome!

É chato

Nas três últimas jornadas - somando a que se realizou antes da interrupção imposta pela pandemia às duas decorridas desde o reatamento da competição - as 18 equipas amealharam estes pontos no campeonato nacional de futebol:

 

SPORTING - 7

Famalicão - 7

Moreirense - 6 

V. Guimarães - 5

Santa Clara - 5

Belenenses - 5

Tondela - 5 

FC Porto - 4

Rio Ave - 4

Boavista - 4

Portimonense - 4

Benfica - 3

Braga - 3

V. Setúbal - 3

Paços de Ferreira - 3

Gil Vicente - 1

Marítimo - 1

Aves - 0

 

Aqueles "adeptos" leoninos que adoram festejar derrotas são forçados, por estes dias, a meter a viola no saco.

É chato.

Jogadores medíocres, equipa técnica medíocre - e o presidente que os trouxe

O pior da derrota (1-4) na Turquia que sentenciou a época de 2019-20 como digna dos tempos de Godinho Lopes é que poderá ter sido o último jogo europeu do Sporting Clube de Portugal durante alguns anos. A dura realidade é que será muito difícil a este mal-orientado e depauperado plantel, o que resta das vendas de Varandas, superar Famalicão ou Rio Ave. E sim, terminaremos a 20 ou 30 pontos do primeiro lugar.

Com a venda de Bruno Fernandes, foram-se practicamente todos os nossos "anéis", em pouco mais de um ano. Ou, como se dizia no tempo de Sousa Cintra, "as garras do Leão". Restam-nos os veteranos Acuña, Mathieu e pouco mais.

Numa constante de perda de ambição e desinvestimento (uma espiral recessiva), já antes tinham ido Bas Dost e Raphinha. Estes dois e Thiery iam para que não fosse preciso vender Bruno Fernandes, disse Varandas. Agora, diz que se enganou. Antes destes, Nani, que além de ser um grande jogador era um verdadeiro capitão. 

Estes grandes jogadores foram substituídos por quem? Bolasie. Jese, o "avançado centro". Fernando, o craque brasileiro que não chegou a pisar Alvalade. Vietto alterna bons jogos com outros em que pouco se vê. É verdade que Plata ainda pode vingar, mas é cedo para lhe por sobre os ombros a responsabilidade de referência da equipa - como o "marketing" do Clube precipitadamente parece querer fazer ao fim de apenas 2 jogos ("Plata o Plomo"...). 

Não há volta a dar e não tenhamos ilusões: temos hoje um plantel medíocre. Tenho sérias dúvidas de que o nosso plantel seja melhor do que o do Braga, cujo orçamento de um terço ou um quarto do nosso. Um clube sem historial, que tem umas poucas dezenas de milhar de adeptos.

Há dias, só a muito custo conseguimos empatar em Vila do Conde.

Mediocridade é o melhor caracteriza o Sporting da era Varandas. E amadorismo. Isto e uma mistura de miserabilismo e falta de noção cunhada pelo tecnocrata da direcção, quando disse há dias em entrevista ao Expresso que o clube era uma "roulote" antes de chegar a iluminada equipa de Varandas. "Roulote" essa que esteve dois anos seguidos na Champions. A bater-se com Real Madrid, Juventus, Dortmund. O lugar do Sporting. "Roulote" que deu 3-0 ao SLB na Luz. Que ganhou uma Supertaça aos vermelhos. Que se batia por campeonatos até à última jornada. Que enchia um estádio vibrante, que hoje está a meio-gás e terminará a época vazio. Acharão mesmo eles que a nossa memória é assim tão curta?

Despedir, num mau momento no início da época, um treinador que tinha posto o Sporting a jogar bem (Keizer) e ganho dois troféus, sem ter alternativa à altura ou melhor foi, como se vê hoje, um total disparate desta direcção. Silas acabou por aguentar tanto quanto pode e conseguiu levar a equipa à "final four" da Taça da Liga e às eliminatórias da Liga Europa. A véspera de jogos decisivos para o campeonato (SLB, FCP, Braga), Taça da Liga e Liga Europa, Varandas passou-os a negociar (na companhia do "superagente" Mendes) a venda do melhor jogador do plantel. E depois a dar entrevistas, ufano, a dizer que foi "a melhor venda de sempre" do clube (o que só pode ser um elogio ao seu antecessor e rival, que o contratou por menos de 1/6 desse valor).

O Sporting não precisa de um novo treinador. Nem mesmo de novos jogadores. Precisa de uma coisa que perdeu com esta direcção - ambição. Vontade de ganhar jogos e de honrar a camisola de Peyroteo, Yazalde, Damas, Balakov ou Acosta. Respeito próprio. Respeito dos adeptos. União. 

Para mim, é claro como a água que, com Varandas, não passaremos da mediocridade e das justificações (ora é a "herança", ora é "o clube de malucos" e os "esqueletos"). Isto nem é desporto, nem é de gente digna.   

Que venha alguém que possa devolver essa união e essa ambição ao clube.

Os sete pecados de Silas

naom_5de67b340aad6.jpg

 

1

Fez entrar a equipa no estádio de Istambul em pose retraída, apenas para gerir o resultado da primeira mão (3-1) desde o apito inicial. Princípio errado, que transmitiu incentivo e confiança ao adversário: o Basaksehir foi acreditando na possibilidade de virar a eliminatória. E afinal bastaria ao Sporting marcar um golo fora, de preferência no quarto de hora inicial, para rumar com segurança à fase seguinte da Liga Europa.

 

2

Escalou de forma deficiente o onze titular para este embate na maior cidade turca ao deixar no banco aquele que tinha sido o elemento mais desequilibrador no jogo da primeira mão, votado por unanimidade como melhor em campo nesse desafio: Gonzalo Plata. Em vez de recompensar o jovem equatoriano pelo mérito, manteve-o uma hora sentado no banco de suplentes - emitindo assim outro sinal negativo aos seus pupilos.

 

3

Demorou imenso tempo a rectificar os erros gritantes de movimentação dos jogadores, que tremiam em cada bola parada, falhavam passes com uma displicência aterradora e se mostravam incapazes de construir um lance ofensivo digno desse nome. A entrada de Plata, significativamente, coincide com o melhor período do Sporting, culminado oito minutos depois, aos 68', com o golo de Vietto - a passe de Acuña, municiado pelo equatoriano - que parecia relançar a eliminatória.

 

4

Vendo a equipa em vantagem no conjunto das duas partidas, embora a perder 1-2 em Istambul, Silas toma outra decisão errada, como se gritasse aos jogadores que era o momento de se retraírem novamente em campo. A troca de Jovane por Doumbia, aos 73', produziu resultados desastrosos: o Sporting, que pouco antes subira com perigo à baliza adversária, baixou então os braços, abdicando da manobra atacante, quando ainda faltavam 20 minutos.

 

5

Em consequência desta substituição, fez deslocar Vietto do corredor central para a ala esquerda, onde o argentino rende muito menos, deixando assim de canalizar jogo para Plata e Sporar. A equipa partiu-se e perdeu a fluidez ofensiva que vinha demonstrando nos dez minutos anteriores.

 

6

Conhecendo a fragilidade da equipa nos lances de bola parada (os quatro golos sofridos neste jogo de má memória resultaram de dois cantos, um livre e um penálti), lembrou-se de fazer uma substituição para queimar tempo no instante mais inoportuno: aos 90', quando o Basaksehir se preparava para cobrar um canto. Esta troca de Wendel por Eduardo desconcentrou os jogadores num momento crucial: daqui nasceu o terceiro golo dos turcos e a consequente meia hora de prolongamento, que terminou como sabemos.

 

7

Acaba este jogo em que precisávamos de marcar mais um golo com três médios de contenção: Battaglia, Doumbia e Eduardo. Como timoneiro de equipa pequena, com o autocarro estacionado, perante uma banalíssima turma turca sem pedigree europeu. Convém recordar, a propósito, que os adeptos do Sporting pressionaram - com sucesso - Frederico Varandas a despedir José Peseiro porque este treinador punha a equipa a jogar num sistema com duplo pivô. Mal imaginariam muitos deles que, ano e meio depois, passaríamos a actuar com três trincos em vez de dois.

Desgaste total

Penso que todos os que gostam de uma maneira livre escrever umas linhas sobre o Sporting neste blog estão a atingir o estado de saturação e de desmotivação total. Começa a ser saturante, quer de quem escreve, quer de quem lê, o carpir constante de mágoas, as tristezas que nos invadem durante os jogos, o assistir a um conjunto de jogadores da "bola" (não jogadores de futebol) que, "desorientados" por um pseudo-treinador de futebol, vestem uma camisola com um símbolo que deveria merecer mais respeito.

Foi mau demais o que se passou hoje na Turquia. Não tenho vontade de dizer mais nada. Chega. 

Um drama em três actos

img_920x518$2018_10_27_10_46_50_1464988[1].jpg

 

 

Acto 1: Supertaça, 4 de Agosto

«Saímos do estádio do Algarve goleados por 0-5 - resultado inédito, para nós, num clássico disputado em campo neutro e 33 anos após o último desfecho por esta marca, numa partida desenrolada na Luz. Como equipa pequena, temerosa, inofensiva, irrelevante, adoptando um esquema táctico que não fora testado e um índice de aproveitamento ofensivo miserável, em comparação com o SLB. Num jogo em que podíamos ter sofrido mais dois ou três. Coroando uma desastrosa pré-temporada - a pior de que me lembro desde sempre, sem uma vitória sequer para amostra em seis jogos, com sucessivos (e inaceitáveis) colapsos defensivos e uma chocante apatia da equipa técnica, incapaz de reagir ao infortúnio.»

 

Acto 2: Taça de Portugal, 18 de Outubro

«Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição. Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.»

 

Acto 3: Taça da Liga, 21 de Janeiro

«Tudo muito mau. O adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. A meio da época, todos os objectivos internos redundaram em fracasso. (...) Esta equipa cheia de fragilidades e desequilibrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste, no segundo pior Inverno de que há memória em Alvalade.»

Tudo muito mau

images[3].jpg

 

A entrada do Sporting em campo contra o Braga, ontem à noite, na Taça da Liga - em casa da equipa adversária e só perante 10 mil pessoas. Concedendo total domínio territorial ao adversário.

...............................................

Os 20 minutos que Silas demorou a rectificar os erros posicionais da equipa, com sucessivos passes falhados, quando o Braga dominava por completo o encontro, impedindo a saída do Sporting. Numa dessas perdas de bola, por Battaglia logo aos 8', nasceu o golo inicial da equipa anfitriã.

...............................................

O reconhecimento tardio de que o sistema de duplo pivô da primeira parte não funcionava, como se comprovou quando o técnico trocou Idrissa Doumbia por Bolasie logo após o intervalo.

...............................................

A inoperância dos homens da frente - ao ponto de ter sido Mathieu a marcar o golo leonino, aos 44', desmarcando-se com rapidez, a solicitação de Bruno Fernandes, numa bola parada. Luiz Phellype, que esteve 69 minutos em campo, voltou a ser uma nulidade.

...............................................

A tremideira no nosso processo defensivo, exemplificada no lance que conduziu à merecida expulsão de Bolasie, aos 61'.

...............................................

A defesa com linha de cinco a partir daí, com toda a equipa remetida ao seu meio-campo durante a meia hora final, na esperança de defender o empate (1-1), cedendo toda a iniciativa ao Braga. E sem chegarmos uma só vez nesse período à baliza adversária.

...............................................

A permanente atitude de equipa pequena, como se a turma minhota metesse medo a alguém. Mesmo com um jogador a menos, não havia justificação para isso: quem abdica por completo do ataque arrisca-se ainda mais a sofrer golo. Como se viu.

...............................................

O tempo de salto errado de Mathieu no golo da vitória do Braga, aos 90', permitindo que Paulinho a metesse lá dentro.

...............................................

A nossa equipa de cabeça perdida nos minutos finais, com expulsões de Mathieu e de Eduardo (que estava no banco).

...............................................

O péssimo ensaio geral de ontem contra o Braga para o campeonato: esse jogo vai disputar-se a 2 de Fevereiro.

...............................................

O adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. A meio da época, todos os objectivos internos redundaram em fracasso.

...............................................

Esta equipa cheia de fragilidades e desequilibrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste, no segundo pior Inverno de que há memória em Alvalade.

Começar mal, terminar pior

36612865-scaled_770x433_acf_cropped[1].jpg

 

Aqui fica o inventário minucioso dos erros cometidos pelos nossos jogadores no clássico de sexta-feira. Uma sucessão de disparates indignos de uma equipa com os pergaminhos do Sporting.

Justifica reflexão. Para que isto não se repita.

 

2' - Wendel, displicente, deixa que Gabriel lhe roube a bola, causando perigo.

3' - Wendel e Acuña travam-se de razões na sequência do lance anterior, claramente em conflito.

4' - Ataque prometedor do Sporting: Luiz Phellype, lento, tenta desviar com a coxa, mas a bola vai para cima. Assinalado fora de jogo ao brasileiro.

6' - Idrissa Doumbia compromete a construção ofensiva atirando a bola para fora naquilo que pretendia ser um passe mas esteve longe de o ser.

7' - Ristovski, pressionado, deixa a bola sair no início da construção.

8' - Camacho não consegue sair com a bola controlada na lateral direita, acabando por ficar sem ela.

12' - Ninguém marca Pizzi, que avança pela direita, faz duas simulações e dispara, para defesa muito apertada de Max.

15' - Wendel recebe, dá vários toques na bola sem a soltar, quase fica sem ela, e a oportunidade de ataque perde-se: o brasileiro opta por devolver ao guarda-redes.

16' - Idrissa Doumbia passa mal, atirando para fora.

20' - Atraso comprometedor de Ristovski para Max, gerando um canto absolutamente desnecessário.

21' - Idrissa Doumbia perde a bola em zona proibida.

26' - Passe longo de Ilori sem qualquer nexo, entregando a bola à linha defensiva encarnada.

28' - Passe de Ilori, mal medido, para a zona frontal. Idrissa Doumbia recebe de costas na saída de bola, ficando sem ela ao deixar-se antecipar por Gabriel.

29' - Max repõe mal, entregando a bola a um adversário.

30' - Wendel, na ala esquerda, perde a bola, deixando-se antecipar por Weigl. Força Acuña a falta que lhe custou o amarelo.

32' - Ilori volta a perder a bola no início da construção.

34' - Luiz Phellype, em clara posição de fora de jogo, leva à invalidação de um golo de Acuña.

35' - Idrissa Doumbia perde a bola no meio-campo ao atrapalhar-se com ela.

39' - Ristovski, com o corredor direito todo por sua conta, faz um passe sem qualquer sentido, entregando a bola a Vlachodimos.

55' - Ilori tenta progredir com a bola controla, mas fica rapidamente sem ela.

71' - Wendel, inexplicavelmente, perde a bola à entrada do meio-campo benfiquista.

73' - Novamente Wendel: agarra-se à bola, depois domina-a mal e desperdiça mais um lance ofensivo.

76' - Bruno Fernandes, isolado por Idrissa no corredor direito, adianta demasiado a bola e acaba desarmado.

77' - Luiz Phellype ganha a bola num confronto individual a meio-campo, mas atira-a para um lugar onde não está ninguém.

77' - Bruno Fernandes vence confronto individual e solta a bola, solicitando desmarcação de Luiz Phellype, que fica parado.

80' - Confusão na nossa grande área: Idrissa Doumbia e Mathieu falham intercepção de Vinícius, depois intromete-se Ilori, que não alivia, fazendo a bola ressaltar para Rafa. Golo do Benfica.

85' - Luiz Phellype, servido por Acuña, deixa-se desarmar por Rúben Dias.

89' - Wendel, isolado no meio-campo, perde a bola, originando ataque perigoso do SLB.

90'+2 - Mathieu entrega a bola a um adversário já perto da linha do meio-campo.

90'+4 - Plata deixa-se desarmar quando transportava a bola.

90'+9 - Corte defeituoso de Ilori possibilita o segundo golo do Benfica.

O homem que não empata

Depois de 19 jogos de Silas à frente do Sporting, ganhámos 13 e perdemos 6. Média de golos marcados: 1,7. Média de golos sofridos: 1,0. Se não me enganei em nada.

Um registo nada favorável. E vendo o jogo de hoje percebe-se bem porquê. Uma construção de jogo a partir do guarda-redes pretensamente inteligente mas que expõe os defesas e os médios mais recuados aos erros mais primários, coisa que acontece dez vezes mais com Iloris do que com Mathieus mas acontece com todos, depois se o médio consegue pegar na bola e virar-se para a frente sem ser desarmado, começa-se a ver um futebol ofensivo que cria oportunidades e que depois aproveita ou desperdiça de acordo com o talento de quem o devia ter para pôr a bola lá dentro.

Um futebol muito de meio-campo, muita ênfase na construção, incompetência acentuada nas duas áreas de decisão, a começar pelos cantos e livre laterais, sempre um perigo num lance contra, desperdício total nos lances a favor. Bruno Fernandes disfarça muita coisa muitas vezes, mas não disfarça tudo todas as vezes.

Por alguma coisa os pontas de lança são normalmente os mais bem pagos do plantel. O Sporting tinha um grande ponta de lança e vendeu-o pelo que custou contratar o... defesa direito suplente. Claro que há a questão do salário, mas... quem não marca, não ganha e muitas vezes perde.

E o Sporting... mais uma vez perdeu.

SL

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D