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És a nossa Fé!

Regresso à normalidade

O normal do Sporting com Silas tem sido isto. Entrar a passo, construir pastosamente com muitos passes para trás e para o lado, abusar nas entradas pelo meio, centrar sem saber para onde, e, a cereja em cima do bolo, ter alguém com a maior displicência a oferecer os golos ao adversário. O anormal foi o jogo de quinta-feira.

Em modo normal, quando a sorte não ajuda e/ou os craques não compensam as incompetências individuais e colectivas,  a derrota acontece. Hoje Bruno lá fez a assistência para o golo do costume, mas não chegou.

Aos 10 minutos Ilori já me estava a enervar falhando sistematicamente os passes verticais e os duelos individuais. Depois ofereceu o primeiro, e esteve na raiz do segundo falhando a disputa da bola aérea. No resto do tempo, parece que em tempos idos terá sido o jogador mais veloz da academia nos 100 metros, mas hoje é o jogador mais lento da 1.ª liga com a bola nos pés. Mas não tem culpa. Culpa tem quem o recuperou da 2.ª liga inglesa e quem o põe a jogar, em vez de Neto, Eduardo Quaresma, ou qualquer central dos sub-23 ou escalão abaixo.

SL

Triste

No Tondela-Sporting, os nossos centrais - Ilori e Coates - fizeram 66 passes um ao outro. Deviam estar a trabalhar para o campeonato das estatísticas e da "posse de bola" a que Silas fez referência no final do jogo.

Basta este número para se perceber a mentalidade de equipa pequena que o Sporting apresentou no frustrante embate de Tondela. E as notórias dificuldades de construção ofensiva frente ao onze beirão. Não podendo ou não querendo verticalizar o jogo, horizontaliza-se. A tão curta distância, há fortes probabilidades de o passe ser bem dirigido e melhorar assim os dados estatísticos.

Tudo isto até daria vontade de rir se não fosse tão triste.

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

A moda da posse de bola...

Começa a ser confrangedor o futebol jogado pelo Sporting. Não queria trazer aqui ao blog mais achas para a fogueira, mas cada fim  de semana que passa, mais tristeza envolve-nos a todos, principalmente aqueles que vivem o clube. O futebol que praticamos é uma lástima completa. Agora a moda com este pseudo-treinador (desculpem, mas para mim não é treinador) está na  posse de bola, nem que para isso façamos trinta passes ou mais para trás ou para o lado... e devagar, antes de iniciar uma jogada de ataque. Parece que o staff de treinadores fica maravilhado a olhar para a estatística e a dizer que tivemos 64% de posse de bola. Mas essa posse de bola talvez seja o escape para transmitir a ineficácia e a falta de objetivos que  norteia a nossa equipa. Os passes para o lado e para trás, no jogo de hoje, foram então por demais. Ilori e Coates parece que brincavam com essa situação, Eduardo quando entrou ainda somou mais passes para trás e para o lado... enfim é esta a moda do nosso jogo, esperando que o tempo passe sem sofrer golos e que surja um lance esporádico para marcar um golo.

Foi pena

O futebol é cruel. Foi o jogo mais organizado e ligado do Sporting desde há muito tempo. Agora só falta ter alguns jogadores que não tropecem na bola e que os habilidosos da equipa não falhem tantos passes e não se ponham às biqueiradas estratosféricas mesmo com tanta gente em melhor posição. Já há caminho para andar, percorrê-lo é que será mais difícil.

O que é isto???

Foi o que eu e Manuel José (ver Record) pensámos quando vimos o onze que Silas fez alinhar em Alverca, com três craques no banco, três tristes trincos que nada trincavam, e coxo do lado esquerdo.

Depois viemos a saber que Silas não quer heróis, quer uma equipa, e que considerou que a primeira parte foi bem melhor do que a segunda. Parece que depois do intervalo só queriam ganhar o jogo e não tentar repetir os elaborados esquemas tácticos que tinha andado a treinar.

Como se não tivesse sido um dos tais heróis o principal responsável pelas duas vitórias anteriores e não as desconchavadas tácticas que Silas se lembrou de apresentar.

Manuel José fala em imprudência, em desaproveitamento duma oportunidade de carreira que lhe caiu do céu. Eu falo de impreparação e deslumbramento

Agora leio que Silas, Viana e Beto foram para cima dos jogadores, já mais que à beira dum ataque de nervos (vide o Neto), e confundidos com tanta táctica e modelo de jogo novo para aprender.

Isto está a ir de mal a pior...

E se os três, todos juntos, desamparassem a loja e deixassem o Bruno Fernandes tratar da coisa?

SL

A confrangedora mediocridade

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Ainda em Outubro, já o Sporting está fora de todos os objectivos relevantes na temporada futebolística: goleados na Supertaça, excluídos sem remissão da liderança do campeonato, agora fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, que actua no terceiro escalão do futebol luso. É uma noite de pesadelo para o desvanecido emblema leonino: a queda acaba de ocorrer no nosso jogo de estreia nesta competição.

Se analisarmos com rigor, devemos concluir: entrámos em campo derrotados. Para ser mais preciso: esta época começou logo sob o signo da derrota - fruto da improvisação, do amadorismo e da incompetência da SAD leonina. Que planeou mal, contratou pior, despediu quem não devia, apostou em quem jamais devia ter apostado.

 

O resultado está à vista: é uma confrangedora mediocridade. Do pior que tenho visto desde sempre neste meu clube do coração. Com jogadores sem intensidade, sem classe, sem categoria mínima para integrar os nossos quadros. Aqui ficam os nomes dos que agora se arrastaram sem préstimo em campo: Rosier, Neto, Ilori, Borja, Doumbia, Miguel Luís, Eduardo, Jesé e Luiz Phellype. Todos juntos, formaram uma absoluta nulidade. Perante a apatia silenciosa e resignada de um técnico recém-contratado, sentado no banco por não ter habilitações para actuar como treinador principal.

Sobraram Vietto - único elemento do onze titular capaz de pensar o jogo e que nunca desistiu de procurar o golo - e o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que se destacou numa defesa do outro mundo aos 45'. Dos suplentes utilizados, Bruno Fernandes e Bolasie - que deviam ter entrado de início - cumpriram os mínimos. Pouco mais havia a fazer: Bas Dost, Nani e Raphinha - importantes na conquista do troféu em 2018/2019 - já não integram o plantel.

Enfim, uma exibição calamitosa em noite de imensa chuva. Sofremos dois golos de uma equipa com um orçamento incomparavelmente inferior mas muito mais bem organizada do que a nossa. E não marcámos sequer um golito para compensar a imensa desolação dos adeptos que se deslocaram a Alverca.

 

Na bancada do estádio, de olhar errante e vago, estava um homem mais isolado que nunca: o presidente Frederico Varandas, que já teve cinco treinadores desde que iniciou funções, há apenas 13 meses. Despediu - e foi incapaz de contratar melhor. Quis assumir a tutela do futebol - e falhou em toda a linha. Prometeu recolocar o Sporting no trilho das vitórias e das alegrias - e tem acumulado derrotas que só nos proporcionam tristezas.

Lamento escrever estas linhas, mas é tempo de concluir: a confrangedora mediocridade tem um nome. O dele.

Outono

Ficaram provadas várias coisas. No estado em que isto está talvez nem um Klopp conseguiria melhor. Borja não sabe o que faz nem o que fazer com a bola; Doumbia nem o corpo consegue equilibrar; Eduardo, que é feito do Eduardo do Belenenses?; Miguel Luís e Ilori não existem. Ou seja são jogadores abaixo do nível de um Alverca da 3.a divisão. Jesé foi bom há 10 quilos atrás; Filipe das consoantes caiu numa estranha apatia e Rosier já deve ter sido melhor. 

Em resumo, o Sporting deve ter o pior meio-campo da sua história. Há portanto que pedir responsabilidades a quem, ó Teresa, montou esta traquitana que nada tem a ver com uma equipa, chame-se Varandas ou Hugo Viana.

Tudo isto no ano em que aumentou o preço dos lugares e em que a administração aumentou os seus vencimentos. 

E agora? Agora não há outro remédio senão dar tempo a Silas e aguentar. Lá para Março será tempo de acertar as contas com os bandalhos que nos puseram nesta situação, a nós sócios, ao pobre do treinador e até alguns dos jogadores. Este veneno bebe-lo-emos ao fim.

Só uma palavra de compreeensão para a contenção de Neto, senti que na pele dele eu teria desatado à chapada a tudo que me aparecesse à frente. 

Sem Defesa

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Bem sei que a tendência em momentos como o actual é ceder ao sentimento de frustração. Quando não ao insulto (aos jogadores, direcção, etc)... Mas talvez seja mais útil trocar umas ideias sobre o jogo de ontem. Continuamos sem defesa, dois meses depois do desastre da supertaça no Algarve. Ontem, o Rio Ave fez 2 (dois) remates à baliza (mais um livre à figura do GR). Dois golos em duas jogadas de perigo. No segundo golo, o jogador do RA remata sem oposição. No primeiro, Ilori fica a ver o jogador do RA rematar, a três metros da baliza. Depois de Rosier ficar nas covas... Ilori, muito inseguro, e Neto, esforçado mas com pouco poder físico, mostram que não são solução. Coates, cuja última época foi a pior no SCP, agora é um mono caro. Logo, temos um central que cumpre - Mathieu. É preciso coragem para mudar de protagonistas lá atrás. E trabalhar processos defensivos, que não há. Sem querer recriminar, não se pode deixar aqui de lembrar as vendas de Demiral (hoje na Juve...), Domingos Duarte (hoje no Granada, surpresa da La Liga) e o enésimo empréstimo de Ivanildo (depois de uma excelente temporada emprestado). Já nem falo de Tobias ou Tiago Djaló. O SCP criou mais do que oportunidades para marcar ontem. Falhou muito. Agora, ou começa a marcar três ou quatro golos por jogo ou, a sofrer em média dois golos por jogo, vai continuar sem ganhar.

À deriva

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Mais um jogo, mais um desaire. Desta vez num estádio quase deserto, triste símbolo do crescente desencontro entre os adeptos e este medíocre agrupamento que se arrasta em campo, de derrota em derrota.

Esta noite voltámos a perder com o Rio Ave - que já nos tinha vencido em Alvalade para o campeonato - na partida de estreia da Taça da Liga 2019/2020. Resultado: 1-2. Reflectindo a paupérrima exibição deste grupo de jogadores a que não consigo chamar equipa.

Foi o nono jogo oficial do Sporting nesta temporada. Quinto seguido sem vencer, terceira derrota consecutiva, quinta vez em que escutamos o apito final sob o signo do fracasso. Só uma vitória até agora em Alvalade. Só 13 golos marcados, enquanto já levamos 19 sofridos - 2,1 golos por jogo, em média. O pior registo defensivo desde a década de 1950. 

Desolação total: o futebol leonino está à deriva. Até quando?

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

De ver o Sporting novamente humilhado em casa. Saímos ontem derrotados de Alvalade, frente ao Famalicão (1-2). Uma equipa que nunca nos tinha vencido e foi recentemente promovida à Primeira Liga após um quarto de século no escalão secundário. Um desaire inaceitável, fruto da apatia e do desnorte do onze leonino, que já perdeu dez pontos nos seis primeiros jogos deste campeonato (três com o Rio Ave, três com o Famalicão, dois com o Marítimo e dois com o Boavista).

 

Do treinador. Leonel Pontes leva três jogos no comando da equipa principal do Sporting - e ainda não conseguiu vencer. O principal responsável por este novo desaire é ele. Dispôs a equipa num losango a meio-campo sem testar devidamente este sistema de jogo, fez alinhar no onze titular três médios com características defensivas e mandou sair o elemento mais criativo, Vietto, num momento crucial, quando o argentino se revelava  o melhor sportinguista em campo. Errou na leitura de jogo, errou nas substituições, mostrou não ter capacidade para altos voos no comando técnico do Sporting. Está a prazo, quase a esgotar-se, como toda a gente já percebeu.

 

Da Coates. O que se passa o central uruguaio? Em três jogos, provocou três penáltis e marcou dois autogolos. O golo da vitória do Famalicão, ocorrido aos 88', foi marcado por ele, em jeito de ponta-de-lança - só que na baliza errada. Como já tinha acontecido na semana anterior, no desafio frente ao PSV, para a Liga Europa. Com a agravante, ontem, de ostentar a braçadeira de capitão. Precisa urgentemente de uma cura de bancada, fora do onze titular e até do banco dos suplentes. Tornou-se numa calamidade.

 

De Wendel. Pontes apostou nele como o médio criativo com maior liberdade de movimentos, mas o brasileiro teve uma actuação péssima, contribuindo em larga medida para enterrar a equipa. É ele quem perde a bola no meio-campo, oferecendo-a de bandeja ao adversário, no lance de que resultou o primeiro golo. É ele quem, isolado no ataque, se atrapalha com a bola e não consegue rematar. É ele quem se mostra incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. E é também ele o primeiro a quebrar fisicamente, desgastando as energias em inúmeras corridas inconsequentes.

 

De Miguel Luís. Esconde-se do jogo, dir-se-ia perdido em campo, não se percebe qual é a sua missão posicional. Falta-lhe intensidade competitiva e parece chegar sempre atrasado às bolas divididas. Teve uma ocasião soberana de marcar, isolado perante o guarda-redes - e atirou ao lado. Uma enorme decepção. Melhor é que regresse sem demora às competições da Liga Revelação.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Sem o nosso melhor jogador, que ficou fora desta partida a cumprir castigo, este Sporting torna-se uma equipa banal, do meio da tabela. Não admira que estejamos agora com os mesmos pontos do Tondela e do Santa Clara. Este Bruno faz-nos muita falta.

 

De Jesé. O grande reforço anunciado aos sete ventos por Frederico Varandas tarda em mostrar-se. Jogou meia-hora frente ao Boavista, sem nada fazer de relevante. Acabou por não seguir viagem para a Holanda, devido a uma súbita indisposição. E ontem esteve fora do onze titular: entrou só aos 76', sem adiantar nem atrasar. Apenas deu nas vistas com uma arrancada de 30 metros, com a bola dominada, que terminou com... um passe ao guarda-redes. Inócuo.

 

Da segunda parte. Um verdadeiro descalabro - do pior que tenho visto desde sempre no Sporting. O Famalicão impôs-se, pressionou, dominou, dispôs de seis oportunidades de golo - e aproveitou duas, aos 55' e aos 88'. O suficiente para levar três pontos de Alvalade. Vitória merecida. Foi, sem discussão, a melhor equipa em campo.

 

Dos assobios. Os primeiros protestos sonoros em forma de assobio, nas bancadas do nosso estádio, começaram a escutar-se logo aos 7'. Qual é o jogador que se moraliza e se empolga a receber vaias daqueles que deviam incentivar a equipa com aplausos?

 

De escrever estas linhas. Faço-o, sem a menor vontade, só para cumprir uma tradição antiga neste blogue de registo de todos os jogos da equipa principal do Sporting para efeitos de consulta posterior. Uma tradição quase com oito anos e que só muito raramente interrompi, por motivos de força maior.

 

 

Gostei

 

De Vietto. Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco. Um forte disparo de fora da área, dirigido ao canto superior esquerdo da baliza do Famalicão. Belíssimo golo, aos 25', que empolgou os adeptos e nos fez ir para o intervalo a vencer 1-0, o que sucedeu pela primeira vez esta época. Infelizmente tudo seria bem pior na segunda parte. E só se agravou quando Pontes mandou sair o argentino, que se mostrou tão perplexo com esta substituição como todos quantos assistiam ao jogo.

 

De Battaglia. Regresso muito aplaudido do médio argentino após quase onze meses parado por ter sofrido uma lesão grave. Voltou com as qualidades intactas: médio de contenção mais recuado, contribuiu para desarticular grande parte dos lances ofensivos do Famalicão no primeiro tempo. Ainda longe da melhor condição física, foi revelando menos influência na manobra defensiva do Sporting por cansaço, acabando por ser substituído aos 76'. Em noite de assobios, saiu do relvado sob merecidos aplausos.

Foi você que pediu um título de campeão?

Ontem, em Alvalade, voltámos a ver o triste onze do Sporting que já tínhamos visto na final da supertaça no Algarve. No meu caso, in loco ambas as vezes. 

Voltámos a ver a final da Taça contra o Aves, há dois anos. Ou, mesmo antes disso, o jogo na Madeira contra o Marítimo, onde perdemos o acesso à Champions - depois de termos perdido o campeonato, e que deu no que deu. 

Foi o triste onze do jogo com o Rio Ave há três semanas.

E suspeito que voltaremos a vê-lo em breve, mesmo com novo treinador (algo inevitável depois de ontem). 

O capitão, Coates (sim, era ele quem usava a braçadeira de Stromp, Damas, Travassos) é bem o espelho dessa equipa desgarrada, sem brio, medrosa. Que desorganiza à primeira contrariedade. Que nos envergonha a todos. Uma equipa de jogadores com salários de milhões, que vestem uma camisola de campeão com o mesmo brio que se veste uma t-shirt da Zara. 

Sem Bruno Fernandes, este é apenas um grupo que tem medo da própria sombra. 

Um onze sem objectivos, que joga vagamente para tentar não fazer má figura. Em cujo dicionário não consta a palavra campeão.

Mais do que culpar este ou aquele, acho que devíamos todos começar por essa palavra - campeão. Quem, naquele balneário, quer ser campeão? Além de Bruno Fernandes,  há alguém ali com qualidade e vontade para tal? Suspeito que não. E onde podemos ir buscar campeões? Aos juniores? Aos sub-23? A outras equipas? 

É que eu consigo pensar num onze de campeões com alguns jogadores deste plantel e outros da formação.

Sem cultura de campeão não se fazem campeões. Fazem-se onzes que dão uns toques na bola, umas vezes melhor, outras pior.

E, como já aqui disse, impressionou-me sobretudo na entrevista de Frederico Varandas há semanas o facto de não se ter falado da conquista do campeonato. Muita justificação, muito olhar para dentro, muito falar contra os "esqueletos", e nada sobre fazer do Sporting campeão. 

Será que a direcção pensa que os sportinguistas se satisfazem com taças e Liga Europa? Que o nosso lugar é entre dois grandes e os outros todos? Um eterno terceiro? 

Ainda temos cultura de campeão? 

Sacou da arma, apontou para a própria testa e disparou

Simplesmente inacreditável o que se passou hoje em Alvalade, depois duma primeira parte muito bem conseguida, com Battaglia em grande nível, e onde se poderia ter resolvido o encontro, veio uma segunda parte onde as facturas vieram a pagamento, umas após outras, sem interrupção nem clemência.

A falta da capacidade física do onze, as naturais dificuldades de quem vinha de lesões ou inactividades prolongadas, o jogo europeu de quinta-feira, a ausência de pontas de lança, muita coisa junta.

Mas perante tudo isto, depois do empate, substituir o (duplo do Bruno Fernandes) Vietto pelo (metafísico) Jovane foi mesmo apontar para a própria testa e disparar. 

Dizem que é no momento das dificuldade que se conhecem as pessoas. Pois, meu caro Leonel Pontes, hoje foste mesmo um marciano...

 

PS: O plantel é mesmo uma manta de retalhos. Jogar com cinco médios e um extremo diz tudo o que há para dizer. Losangos e quadrados há muitos, mas não há figura geométrica que substitua o talento de marcar golos, de saber atacar e saber defender. 

SL

Descalabro

Oito jogos nesta temporada oficial de futebol leonino.

Balanço: duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. A quarta aconteceu esta noite, em Alvalade, contra o Famalicão - que nunca tinha vencido o Sporting e foi um justo triunfador. Com uma decisão patética do técnico Leonel Pontes, ao mandar sair o melhor jogador de verde e branco, Vietto, aos 63'. A partir daí só deu Famalicão.

Quarto jogo consecutivo sem vencermos: nos últimos 16 desafios disputados, só conseguimos duas vitórias. À sexta jornada do campeonato, seguimos num humilhante sétimo posto - a oito pontos da equipa famalicense, que segue no topo. Temos a mesma pontuação do Tondela e do Santa Clara.

Até agora, 12 golos marcados e 17 sofridos. Números de equipa pequena, sem ânimo, sem comando, sem qualidade.

Um descalabro. Nada pode continuar como até aqui.

Absolutamente inaceitável

A derrota contra o Rio Ave de Carlos Carvalhal chocou-me: em cinco jogos disputados nesta temporada, já vamos na segunda derrota (uma das quais por goleada) e um empate. Balanço negativo entre golos marcados e sofridos (oito-onze). Cinco pontos perdidos no campeonato, em doze possíveis. As nossas redes maculadas em todos os jogos.

Isto já seria mais que suficiente para me preocupar - ao contrário do presidente Frederico Varandas, que se confessou despreocupado na última vez em que o ouvimos, já decorreu quase um mês, após o naufrágio da equipa no estádio do Algarve.

Mas chocou-me ainda mais a notícia - de que só esta noite tomei conhecimento - da saída de Bruno Gaspar para o Olympiacos. Então o Sporting reconhece como interlocutor válido um clube que nos surripia um jogador internacional (Daniel Podence) à margem de toda a ética desportiva, esquecendo que estamos há 14 meses em litígio com a agremiação grega, contra a qual apresentámos queixa formal junto da FIFA?

Absolutamente chocante. Absolutamente preocupante. Absolutamente inaceitável.

E ainda só estamos em Agosto

Saí com a sensação de que poderia ter sido eu se estivesse no lugar de Coates. Levar de frente com tudo, assim à bruta, porque quem estava à minha frente devia ter tapado alguma coisa e não tapou nada é coisa que mói o discernimento do mais maduro.

No fim do jogo tive também pena de Wendel, o principal culpado em campo do descontrole que acabou por toma conta da equipa. Pena porque na verdade foi como pedir a um canhoto que passe a escrever com a mão direita sem lhe dar tempo para se adaptar. Pena ainda de Doumbia porque já deve ter percebido que assim não consegue aprender, evoluir, melhorar.

Foi preciso uma arbitragem sinistra e malévola para descarnar a absoluta inépcia de Keizer em todos, mas todos mesmo, aspectos do jogo. Desde Vercauteren que não se sentava tamanho idiota no banco do Sporting.

 

PS - Por falar em idiota, quem teve a ideia idiota de atrasar a entrada de "O mundo sabe que..." de modo termos de cantá-lo com o jogo já em andamento?

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