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És a nossa Fé!

Precisamos de um Liedson

Texto de Orlando Marinho

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O que menos gostei [no jogo Marítimo, 2 - Sporting, 0] foi do resultado, que infelizmente não dá margem para poder ser remediado. Quem perde vai para casa triste e para o ano há mais.

Parabéns ao Maritimo.

 

- Não gostei, por termos três jogos em uma semana e, considerando o estado dos relvados e a meteorologia, que a equipa técnica, e quanto a mim bem, tenha substituído quem estava mais limitado fisicamente. O jogo de sexta [Sporting-Rio Ave, que terminou 1-1], digam o que quiserem, é mais importante. Não gosto de dizer isso, mas a realidade é esta. Tanto é que muitos dos que comentam aqui, e noutras meios de comunicação, afirmam que o Sporting não ganha nada desde 2001. O que para mim não é verdade.

- Não gostei, ainda, de ver o Sporar falhar aquela bola em frente à baliza. Podíamos perder o jogo, mas era importante para ele e [para a] sua confiança. Precisamos de um Liedson? Sim. Sem dramas, mas sem dúvida.

 

- Gostei de [se] ter poupado vários jogadores para sexta-feira. A teoria que diz termos um plantel curto, não me parece correcta. Temos alternativas para as posições todas, quem diz que não temos alternativa à altura do Porro pode ter alguma razão, mas eu pergunto: alguém tem? O que aconteceu é que o entrosamento, quando se mexe em 50% da equipa, não é o mesmo e quem não joga não tem pernas para 90 minutos porque só se adquire esse ritmo jogando. Não tem nada ver com falta de qualidade.

- Gostei do modo como entrámos no jogo, de forma autoritária e prontos a criar e a marcar. Não aconteceu por alguma infelicidade e por uma baixa natural de ritmo: o Marítimo consegue marcar e depois fechar portas. Parabéns ao Maritimo. Já os tinha visto no jogo contra o Braga e gostei, não foram inferiores. Muito bem organizados e com alguns bons executantes. O 9 [Rodrigo Pinho] podia ser uma boa ideia para o Sporting. Ao que se diz, vai para os vizinhos. Pena: se calhar faz-nos mais falta um jogador assim.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Foi-se a Taça, venha o campeonato

Depois do épico da Choupana, valha a verdade, nos Barreiros a coisa foi má mas não chegou a ser o bailinho da Madeira. Por outras palavras, não levámos baile, faltou-nos a eficácia, essa arma que esta época não nos tem faltado jornada atrás de jornada.

Também não há como dourar a pílula: perdemos. O que sempre custa. Mais ainda porque Rúben Amorim (e tantas vezes aqui o tenho elogiado) esteve mal.

Leal e fiel à sua ideia de jogo e à forma como o preparou, Amorim foi vítima (e nós também) da crença férrea de que a equipa venceria, mesmo que as evidências em campo mostrassem que os "rapazes" pouco jogavam para ganhar. Ditou a nossa eliminação da Taça o facto de RA mexer na equipa pela primeira vez tinham já sido jogados mais de 70 minutos, já Max fora buscar a bola ao fundo da baliza e nós a zeros. As bolas na trave e os petardos ao boneco não passam disso. 

O embate com o Marítimo, no entanto, oferece-nos pistas para as conquistas que estão por fazer até ao fim da época. A mais importante: compremos um bom ponta de lança, dos que marcam golos e muitos. Se o tivéssemos ontem, hoje continuávamos na prova rainha. Contra o Marítimo jogámos o suficiente para ganhar mas falhámos golos cantados. 

Arrisco mesmo dizer que só seremos campeões com outras soluções na frente da frente, porque nas costas da ponta da lança criam-se golos uns atrás dos outros. A entrada no nosso onze de um verdadeiro artilheiro fará toda a diferença para o resto da época. Poderá dar-nos o tão ambicionado e desejado título de campeão nacional de futebol.

O dia seguinte

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O Sporting falhou ontem nos Barreiros um dos objectivos da temporada, a Taça de Portugal, e desta vez não tem de queixar-se da arbitragem nem de jogo sujo do adversário. Foi a 4.ª derrota de Rúben Amorim (Porto, Benfica, Lask, Marítimo) ao serviço do Sporting ao fim de muitos jogos, oxalá a média assim continue.

Entre o desgaste tremendo da Choupana e o embate com o Rio Ave na sexta-feira, o Sporting entrou em campo sem os melhores elementos mas a interpretar o mesmo modelo de jogo. Face a um Marítimo que tentou pressionar alto, teve uma primeira parte à altura, sempre agressivo na procura da profundidade e com duas oportunidades claras de golo, uma delas logo a abrir, na trave. 

A 2.ª parte foi bem diferente. O Marítimo baixou as linhas e apostou no contra-ataque, os espaços desapareceram, e na falta dum ponta de lança de referência a circulação de bola tornou-se estéril, ao mesmo tempo que o Marítimo começava a ter espaço para articular jogadas e ameaçar.

Depois vieram os erros. Permitiu-se um desvio ao primeiro poste que ia dando golo, Neto fez mais um daqueles passes a queimar que levou à escorregadela de Palhinha, ataque perigoso pelo centro, Neto a deixar o avançado do Marítimo livre para acorrer ao meio (para quê ???) e golo, mais um desvio ao primeiro poste e outro golo.

As substituições pouco ajudaram. O problema não esteve tanto no desempenho individual dos que entraram (o erro principal até foi de Neto e Palhinha), de Max (sem hipóteses nos golos), de Plata (umas baldas menores a defender, mas deu dois golos a marcar), de Matheus Nunes (lutou muito a meio campo), de Borja (cumpriu) ou Tabata (quanto baste). Esteve na incapacidade colectiva de defrontar uma boa equipa que ganhou justamente. Primeiro porque os nossos pontos fracos são bem conhecidos e os adversários sabem aproveitá-los, depois porque muitos dos melhores e que têm resolvido os jogos ficaram de fora, e por último porque não há ponta de lança. E sem ponta de lança tipo Bas Dost ou Slimani (ou Taremi, que podia ter vindo e está a resolver no Porto) não há centros de primeira, não há aproveitamento de cantos, não há cavadelas de penáltis, o Nuno Santos não tem em quem pôr a bola quando vai à linha, e não há mais um a ajudar nos lances de bola parada adversária e impedir aqueles desvios ao primeiro poste. Nem sequer quem ponha a bola lá dentro a um metro da linha de golo, como não fez Sporar a passe de morte de Plata. E lá tem que ir o Coates fazer de ponta de lança. E se calhar é mesmo o jogador do plantel que melhor faz essa posição...

Falhado este objectivo importante, temos então de focar-nos no principal, o acesso à Champions. Temos um grande treinador e uma bela equipa, uma equipa em construção. Ontem alinharam Max, Plata, Tabata, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Nuno Mendes, tudo sub-23: a equipa precisa de alguns retoques (tema que abordei noutro post) para estar em condições de lá chegar.

Está visto que não temos "cu para várias cadeiras". Vem aí a Taça da Liga, que devemos aproveitar para fazer crescer estes e outros jovens do plantel. O foco tem de ser a Liga: sexta-feira cá estaremos para apoiar ainda mais, mesmo que de longe, esta bela equipa e este grande treinador e ajudá-los a vencer.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

2020 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-4 CONTRA O LASK LINZ EM CASA

Os profetas da desgraça, que nunca escasseiam por Alvalade, já tinham avisado: tudo iria começar da pior maneira. E começou mesmo, com uma derrota em casa frente ao Lask Linz, actual terceiro classificado do campeonato austríaco. Derrota amarga, frustrante, inaceitável, que nos colocou fora da Liga Europa ainda na fase das pré-eliminatórias.

Aconteceu a 1 de Outubro, com o nosso estádio despido de público: quase sete meses antes fora emitida pelas autoridades sanitárias a ordem geral de evacuação de recintos desportivos. Que ainda hoje vigora, em contramão com o que sucede na quase generalidade de todos os outros espectáculos, configurando uma inaceitável discriminação do futebol.

Conhecíamos bem a equipa adversária, que havíamos vencido um ano também antes em casa, na fase de grupos da Liga Europa, por tangencial 2-1 (golos de Luiz Phellype e Bruno Fernandes). Num jogo pautado pela mediocridade da nossa exibição, muito inferior ao resultado, e pelos contínuos assobios dos adeptos aos jogadores - o que viria a ser uma das mais lamentáveis características do público presente nas partidas em Alvalade.

 

Naquele frustrante Outubro de 2020 não houve assobios. Mas eles teriam sido merecidos, no final do jogo: perdemos por 1-4 numa partida em que apenas Tiago Tomás - marcador do golo solitário, após assistência de Nuno Santos - mereceu nota positiva. Com naufrágio colectivo na segunda parte, quando ao intervalo se registava 1-1.

«Adán orientou uma barreira como se estivesse num interturmas. Neto viu o clássico cartão amarelo que o condiciona para o resto do jogo. Sporar, apesar de ter entrado tarde, ainda conseguiu falhar dois golos fáceis», reclamou o José Cruz num texto deste blogue intitulado Imaturidade total.

«A equipa tentava sair a jogar, perdia a bola e levava com os contra-ataques do adversário. O individualismo veio ao de cima, e Wendel fazia piscinas até perder a bola num choque qualquer e deixar a equipa descompensada atrás. O segundo golo do Lask surgiu assim, o desarme de risco de Coates que levou ao terceiro também, o quarto a mesma coisa, e o quinto e o sexto não apareceram porque não calhou», desabafou o Luís Lisboa, sob o título Uma derrota humilhante.

 

Naquela quinta-feira de má memória falhávamos o acesso à Liga Europa. Os profetas da desgraça exultaram, as nossas caixas de comentários encheram-se de anónimos a rasgar as vestes, Rúben Amorim foi insultado de "lampião" para baixo, choveram pedidos de destituição imediata dos órgãos sociais leoninos.

E  a equipa? Passou a concentrar-se em exclusivo nas competições internas. Acabou por ser um daqueles males que vêm por bem: no final do ano comandávamos isolados o campeonato nacional de futebol, algo que não acontecia desde a época 2001/2002.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2019: Supertaça (4 de Agosto) 

Vamos lá cambada

Uma boa pergunta é que se preferíamos passar a eliminatória jogando al la Lito Vidigal, com os jogadores a rebolar no chão e a perder tempo. Pensemos nisso.
O que se viu ontem foi uma equipa forte fisicamente, mais avançada na preparação, que estudou muito bem a lição, contra uma equipa de garotos, em construção.
O Lask é uma equipa do ‘nosso campeonato’. Porque não haveria de vir cá ganhar?
Lutaríamos para não descer em Espanha, Itália, Alemanha ou Inglaterra. Acho até que, numa época que começasse coxa, acabaríamos por descer de divisão.
Benfica e Porto lutariam para ir à Liga Europa. Nunca por nunca seriam campeões.
O nosso campeonato europeu será o belga, húngaro, austríaco, escocês, croata, etc.
Não é culpa do Rúben ou do Varandas, nem é de ninguém. Talvez seja dos árabes, russos e chineses, que compram clubes na Europa e investem milhares de milhões de euros.
Mas a vida é mesmo assim. Portugal é pequeno, não tem Economia, estavam à espera de quê? 
Talvez o que deva ser melhorado deva ser a observação dos adversários – o primeiro golo, de canto, deles, é bom exemplo de maus trabalhos de casa. De resto são coisas que acontecem.
É esperar que os jogadores entrosem, cresçam fisicamente, ganhem músculo e ambição e rezar para que não estejam sempre a sonhar com a transferência para um clube do meio da tabela dos big 5.
Estou convicto que a época interna será bem melhor que a anterior. Não estar na Liga Europa só ajudará o Sporting a estar mais bem preparado para aproveitar uma brecha na competitividade de Porto e Benfica.

Há décadas que não temos glória no futebol

Não falo em nós mas neles. Não fomos nós sportinguistas mas sim eles - os nossos representantes - que no campo e fora dele violaram e destrataram as premissas e promessas do Sporting. Mais uma vez.

Como mais uma vez de Esforço, Dedicação, Devoção, só mesmo da nossa parte. Fomos nós em frente à televisão quem se esforçou, suou as estopinhas e resisistiu ao apelo tentador de desistir à chamada perante a miséria que nos era oferecida. Estóicos assistimos à distância (física) e guerreiros em espírito àquela vergonha de noite europeia em Alvalade. Provámos de novo a nossa dedicação e devoção ao clube. No fim, como acontece há décadas no futebol sénior, ficámos a ver passar a Glória dos outros.

Já eles, os que nos representam, dentro e fora de campo, demonstraram outra vez que o nosso slogan não se aplica mesmo às equipas de futebol leoninas há tempo demais. 

O filme, sempre avesso ao happy end, repete-se época após época. Por isso não rasgo logo as vestes pedindo a cabeça de quem dirige o clube. Desgraçadamente, no que toca à glória, os desgraçados que nos desgraçam fazem igual aos que os precederam. É assim há décadas.

Não há aqui conformismo ou fatalismo, só realismo. No Sporting, no que toca ao futebol, Esforço, Dedicação, Devoção, só mesmo da nossa parte que sofremos e desesperamos como nunca. De Glória nem nós e muito menos eles. 

 

Uma derrota humilhante

Quaisquer que sejam as razões, e já lá vamos, o Sporting inicia esta época de forma ainda pior do que iniciou a última, de novo vergado a uma derrota humilhante, mas que neste caso afasta a equipa das competições europeias, e dos encaixes financeiros e valorização dos jogadores daí decorrentes.

Tal como na Supertaça do ano passado, foi um jogo com duas partes bem distintas. O Sporting chega ao intervalo com igualdade no marcador, a jogar melhor e a criar mais oportunidades.  O perigo criado pelo Lask resumiu-se a cantos e lançamentos com a mão da lateral que contaram com intervenções desastradas de Nuno Mendes. Já o Sporting, para além do golo, o "pé-frio" Vietto desperdiçou uma ocasião flagrante e Nuno Santos não conseguiu definir duas boas incursões pela esquerda com jogadores soltos na área para encostar. Teve o Sporting nessa primeira parte capacidade para ultrapassar a primeira linha de pressão do Lask, acelerar no meio-campo e colocar em dificuldades a defesa em linha dos austríacos. O golo marcado foi uma bela jogada que envolveu Matheus Nunes, Porro e Nuno Santos, que centrou com precisão para uma bela cabeçada de Tiago Tomás.

Na segunda parte, o Lask entrou de novo a pressionar e a correr, e o Sporting... desconjuntou-se completamente. Os jogadores foram perdendo dinâmica, os duelos a meio-campo eram invariavelmente perdidos, os passes transviados, a equipa tentava sair a jogar, perdia a bola e levava com os contra-ataques do adversário. O individualismo veio ao de cima, e Wendel fazia piscinas até perder a bola num choque qualquer e deixar a equipa descompensada atrás. O segundo golo do Lask surgiu assim, o desarme de risco de Coates que levou ao terceiro também, o quarto a mesma coisa, e o quinto e o sexto não apareceram porque não calhou. Entretanto entrou um Sporar desmoralizado que, desmarcado, passou ao guarda-redes.

E foi assim, o Sporting, tal como o Rio Ave, fora da Liga Europa. Como o Benfica ficou fora da Champions. 

 

Vamos lá então às razões:

1. Além de o Lask estar numa fase mais avançada da época, o Sporting teve uma das piores pré-épocas da sua história, com um surto de Covid que afectou meia equipa, treinador e médico incluidos, e confinou os restantes, ficando dois jogos por disputar e condicionando os treinos. Não deixa de ser estranha esta questão. Vietto e Battaglia vieram de Ibiza contaminados. Algumas semanas depois fica meia equipa. Palhinha anuncia casamento e contamina-se a seguir. Pelos vistos, o médico ainda não está curado. Que se passou exactamente? 

2. Se para Jorge Jesus a prioridade máxima é sempre encontrar um grande ponta-de-lança, daqueles que se sentem como peixes na água na pequena área, para Hugo Viana parece que é mesmo a última, e depois da venda de Bas Dost por um valor irrisório só meia época depois veio Sporar, mesmo assim mais um avançado móvel do que um ponta-de-lança de área, e nesta época veio Pedro Gonçalves, veio Nuno Santos, vem agora Tabata, são 15M€ no total, mas ponta de lança, zero. E ontem nem com Sporar alinhámos no início. A verdade é que um bom e alto ponta de lança é fundamental não apenas ofensivamente mas também defensivamente no que respeita às bolas paradas. E tal como contra o Benfica e o Porto no final da época passada, o Sporting continua a ser castigado com golos nesse tipo de lances.

3. O Sporting não se pode dar ao luxo - e muito menos nesta fase de grande dificuldade que o clube e o futebol atravessam - de contratar muito e mal, de fugir ao princípio de quem vem tem de ser bem melhor do que o que existe dentro de casa, de não ter uma estrutura de scouting que descubra qualidade a baixo preço. O Sporting continua com demasiados jogadores encostados, que ninguem quer, frutos de erros de casting desta Direcção e da anterior. Por outro lado, continuam a sair jogadores que faziam coisas que os que vieram não fazem. Por exemplo, Gelson Dala teve a sua oportunidade e marcou, o Vietto também a teve e não marcou. Se para mim Nuno Santos foi o melhor em campo do lado do Sporting, Porro falhou no segundo golo mas fez um jogo aceitável, Adán idem no terceiro, Pote entrou já  com o jogo perdido mas falhou no quarto, já Feddal, que vinha para fazer esquecer Mathieu, esteve ao nível do Ilori, com sucessivos erros crassos de posicionamento e reacção ao lance. E custou 3M€. Como é possível? E onde está o ponta-de-lança?

4. Amorim é um jovem treinador de grande potencial. O que custou agora pouco importa, o que importa é ter condições para que as suas qualidades venham ao de cima, em termos de vitórias no campo e na valorização de jogadores, e ontem mais uma vez tivemos 6 sub-23 em campo, um miúdo de 18 anos marcou o golo. Enquanto houve pernas, o seu 3-4-3, erros individuais à parte, deu conta do recado. O problema foi depois. 

 

E assim voltamos à época Leonardo Jardim, depois de uma das piores temporadas de sempre, fora das competições europeias e um plantel quase sem craques, baseado na prata da casa, substancialmente inferior aos dos dois rivais. Obviamente que, com mais ou menos justificações, a responsabilidade deste estado de coisas é de Frederico Varandas e Hugo Viana, mas o Sporting tem de deixar treinador e plantel de fora da guerra civil instalada, de forma a andar para frente, recuperar os ainda contaminados, fazer os últimos ajustamentos no plantel, focalizar-se na Liga e ir a Portimão garantir os três pontos. 

SL

Imaturidade total

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O Sporting perdeu com o Lask mas não perdeu de uma maneira qualquer. Perdeu humilhado por imaturidade dos seus dirigentes, técnicos e jogadores.

Comecemos pelos menos culpados, os jogadores. Há bolas que entram e bolas que não entram. Há erros em campo que até se compreendem. Mas não se compreende a desconcentração total após a expulsão de Coates. Se os jogadores do Sporting não são capazes de manter a cabeça limpa com um mau árbitro, o campeonato vai ser terrível. É que este árbitro não é diferente de um João Pinheiro ou de um Hugo Miguel.

A imaturidade dos jogadores não se limitou aos mais novos. Adán orientou uma barreira como se estivesse num interturmas. Neto viu o clássico cartão amarelo que o condiciona para o resto do jogo. Sporar, apesar de ter entrado tarde, ainda conseguiu falhar dois golos fáceis. Quando Jorge Jesus chegou ao Sporting trouxe um psicólogo que fez maravilhas na cabeça dos jogadores. O aspecto mental é cada vez mais importante no futebol moderno e o Sporting parece não estar minimamente preparado para a mínima adversidade.

Avançando para a equipa técnica. Inicío de época e os mesmos onze jogadores (com excepção de Jovane) em três jogos numa semana. Equipa fisicamente de rastos, como seria de esperar, a jogar contra gajos que punham  qualquer um dos nossos debaixo do braço. Mesmo aceitando que este é o melhor onze para Rúben Amorim, ao intervalo já devia ter percebido que estávamos muito longe de controlar o jogo. A inoperância, que já se viu em jogos da época passada (Setúbal e Moreirense), agravou toda a situação. Amorim tem uma excelente ideia de jogo mas não consegue (ainda?) mexer convenientemente na equipa.

Já sobre a direção há tão mais a dizer. Até se pode compreender que não valorizem a Liga Europa, principalmente em ano de COVID, mas a gestão dessa hipotética decisão é para lá de ridícula. Também não se compreende como é que ninguém dá a cara depois duma derrota com o estrondo desta. Frederico Varandas tem obrigação de aparecer, no final do jogo, a pedir desculpa a todos os adeptos do Clube pelo que aconteceu. Os Presidentes não são necessários para cortar fitas. São necessários para dar a cara em alturas como esta.

Mas não foi só nisso que a direção falhou. Falta menos de uma semana para o final do mercado e vamos começar a época, tal como a anterior, só com um ponta de lança operacional. Piora se considerarmos que nos três jogos oficiais, esse ponta de lança nunca foi titular. Parece óbvio que Rúben Amorim está a querer passar uma mensagem. Infelizmente estão mais preocupados em vender Wendel ou Jovane.

Nesta época, ou todos começam a perceber que trabalham para o Sporting Clube de Portugal ou vamos ainda sofrer muitos dissabores. Não peço a demissão, peço coragem para falar aos adeptos e competência para gerir o Clube. Será que eles as têm para dar?

O único sofrimento desta noite

 

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Ainda pior do que mais uma vergonha a que a miserável gerência submeteu o Sporting, que se afunda ainda mais na espiral ao ficar de fora das competições europeias, no que é o retorno ao patamar inicial do pós-godinhismo, é admitir perante vocês, mas sobretudo perante mim, o escasso desconforto que me causou mais este capítulo do perdedorismo que desde há muito identifiquei como uma trave mestra do varandismo.

Não sofri muito quando sofremos o primeiro golo, celebrei o empate naquele lance oportuno finalizado por Tiago Tomás, e depois daquilo a que assistira nos dois primeiros jogos oficiais, nunca tive dúvidas de que o pior poderia estar ao virar da esquina. Ainda vi o segundo e o terceiro golos dos austríacos antes de mudar de canal e assistir ao Rio Ave-AC Milan. Foi triste ver Francisco Geraldes, Carlos Mané e Gelson Dala, três leões escorraçados por Varandas & Co. a fazerem mais contra os italianos do que a equipa orientada pelo valentão da dúzia de milhões consegue contra o adversário que coube em azar ao Sporting.

E lá sofri muito pelo Rio Ave, que perdeu a qualificação no último minuto do prolongamento e poderia ter vencido o desempate por grandes penalidades em duas ocasiões. Caiu com a honra que desapareceu para parte incerta no clube que os dispensou ou trocou em negociatas.

A triste falta de esperança neste sucedâneo de Sporting, que sei ser partilhada por muitos de vós, leva a que tenha desistido de fazer o Armas e Viscondes Assinalados que, com a complacência do Pedro Correia e de uns quantos leitores, escrevi ao longo das últimas temporadas neste blogue.

Nem sei, muito sinceramente, se continuarei a assistir religiosamente aos jogos do nosso clube, muitas vezes num exercício de masoquismo. E só espero que ainda me surpreenda com a mobilização dos sportinguistas para pôr termo à destruição do clube tal como o conhecemos e sobretudo como o queremos conhecer, de modo a que nunca mais dê por mim a mudar de canal para o Rio Ave quando joga o Sporting.

Salvar a honra e o bom nome do Sporting

O Sporting Clube de Portugal não é isto. Estamos fora da fase de grupos da Liga Europa e, logo no dia 1 de outubro, somos obrigados a fazer receitas extraordinárias com a venda de jogadores. O problema é este: o plantel é tão fraco que não há um ou dois jogadores com mercado que se veja para se fazer uma transferência que venha a equilibrar as contas.

Em termos desportivos, o fracasso é total e vamos de 'flop' em 'flop'. Não há quem salve o Sporting de mais humilhações como a desta noite com o Lask?

Precisamos de uma autêntica Junta de Salvação Sportinguista. Já.

Bayern, PSG, Sporting e mais alguns clubes

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Jogadores do Bayern celebram conquista da Champions em Lisboa

 

Devo confessar-vos uma coisa: adorei a campanha do Bayern de Munique nesta Liga dos Campeões.

Por três motivos que passo a detalhar.

 

1

Em primeiro lugar, por ter sido a vitória do modelo clássico de clube desportivo baseado na vontade livremente expressa dos sócios contra o modelo da SAD escancarada a investidores externos, por vezes de proveniência muito duvidosa, como tem sucedido em velhas agremiações do futebol europeu, como Chelsea, Manchester City, Valência e Milan. Ou o próprio Paris Saint-Germain, finalista derrotado nesta Champions disputada em Lisboa, que é, na prática, propriedade de um Estado estrangeiro: o emirado do Catar, que nos últimos nove anos terá investido cerca de 1,3 mil milhões de euros no emblema parisiense (incluindo as contratações de Neymar por 222 milhões e Mbappé por 180 milhões) sem com isso garantir o mais cobiçado título do futebol mundial. O dinheiro ajuda muito, mas não faz milagres.

 

2

Em segundo lugar, por representar o triunfo absoluto do mérito, também em moldes clássicos. A melhor equipa do continente europeu nunca evidenciou qualquer dúvida existencial sobre a essência do futebol: estamos perante um desporto colectivo, que excede a mera soma de talentos individuais. Por mais virtuosos que sejam um Neuer, um Thiago Alcântara, um Kimmich, um Alaba, um Müller, um Pavard ou um Lewandowski, todos eles se reconhecem como parcelas de um todo. O que logo os torna mais fortes.

Ficou a lição para todos quantos ainda não haviam aprendido esta verdade elementar. Começando por aquelas estrelas do relvado que adoram ostentar penteados, exibir tatuagens e coleccionar supostas conquistas amorosas, incapazes de perceber que ninguém ganha sozinho.

 

3

Finalmente, porque esta campanha cem por cento vitoriosa da equipa bávara na Liga dos Campeões 2020 - onze jogos, onze vitórias sem discussão - encerra em definitivo aquelas piadas que dirigiam aos sportinguistas por termos sido duas vezes derrotados frente ao Bayern para a Liga dos Campeões, na temporada 2008/2009, sob o comando de Paulo Bento: 0-5 em casa, 1-7 na Alemanha. «Humilhação histórica», titularam à época os jornais, alguns deles inchados de gozo. Por causa disso, andámos anos a ouvir bocas dos lampiões.

Até agora. É caso para dizer que o Sporting está muito bem acompanhado em matéria de «humilhações históricas» frente ao Bayern, que nesta escalada triunfante espetou 7-2 ao Tottenham, esmagou o Estrela Vermelha por 6-0 fora de casa, dobrou o Chelsea por 7-1 no conjunto das duas mãos e humilhou o Barcelona nos quartos-de-final por uma marca inédita: 8-2. Ao ponto de ter levado Messi a fazer birrinha, ameaçando abandonar a capital catalã.

 

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Página virada, pois.

De uma coisa podemos gabar-nos: nunca levámos sete secos do Celta de Vigo, essa potência do futebol.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei
 
 

De encerrar a época com uma derrota. Começámos a perder na Supertaça, contra o SLB, e terminamos batidos pelo mesmo clube, ao cair do pano desta Liga 2019/2020, a mais comprida e para nós uma das mais penosas de sempre.

 

Dos erros individuais. Dois cantos, dois jogadores mal posicionados a colocar em jogo adversários em fracções de segundo, ditaram esta derrota por 2-1 frente ao Benfica na Luz. Aos 28', Sporar, desconcentrado, permite que Seferovic se movimente em posição legal; aos 88', Matheus Nunes, desatento, põe em jogo Vinicius, no lance capital da partida, que selou o desfecho. E que nos atirou para fora do pódio deste campeonato.

 

De Plata. Jogou só a primeira parte, mas esteve 45 minutos a mais em campo. Sem a menor articulação com Ristovski no pavoroso corredor direito leonino, errou passes, chegou tarde aos lances, perdeu sempre na disputa das bolas divididas e entregou-as de forma displicente aos adversários. Vem piorando de jogo para jogo, ao ponto de ser lícito questionar se não deverá ser emprestado para rodar noutra equipa da Liga.

 

De Eduardo Quaresma. O jovem defesa tem vindo a acusar pressão em excesso, o que o leva a cometer erros impensáveis quando o víamos actuar na Liga Revelação, há poucos meses. Desta vez sem ter a seu lado Coates, que costuma estar sempre atento às dobras, os seus deslizes tornaram-se mais preocupantes: aos 44', falhou uma recepção fácil de bola; aos 48', entregou-a a um adversário. Raras vezes saiu com ela dominada, raras vezes foi capaz de construir com qualidade. Uma noite para esquecer.

 

De Wendel. Noutras partidas funcionou como eficaz pêndulo da equipa, nesta mostrou-se como pêndulo avariado, tantos foram os erros cometidos. Apático, inerte, causou perigo no sector defensivo aos 21'. Entregou a bola várias vezes à equipa contrária: aos 30', 49' e 76', por exemplo. Sem qualidade de passe nem ao menos demonstrar desta vez mais-valia no transporte. 

 

Da lesão de Coates. Como se já não bastasse termos perdido Bas Dost, Raphinha, Bruno Fernandes e Mathieu - jogadores decisivos - em momentos diferentes da época, o último jogo foi disputado com outra baixa, esta totalmente inesperada: Coates lesionou-se no aquecimento, momentos antes do apito inicial, e viu-se forçado a entregar a braçadeira de capitão a Acuña e a sua posição como defesa central na linha mais recuada a Neto, que se confirmou como pálido sucedâneo do internacional uruguaio. 

 

De ver Acuña como central. Há jogadores polivalentes, como o internacional argentino sem dúvida é, mas convém aproveitá-los sempre nas posições em que são capazes de render mais à equipa. Acuña começou no Sporting como ala-esquerdo, actuando várias vezes como extremo; depois recuou para lateral, desaproveitando-se assim boa parte do seu potencial atacante; agora recua ainda mais, fixando-se como o mais esquerdino (e mais baixo) dos três centrais. É um desperdício. Ou um erro de casting, como se diz no cinema.

 

Dos últimos três jogos. Em nove pontos possíveis, só conquistámos um: derrota no Dragão frente ao FC Porto (0-2), miserável empate caseiro com V. Setúbal (0-0) e derrota na Luz (1-2). Eis o Sporting de Rúben Amorim cada vez mais idêntico ao Sporting de Silas. Perdeu-se o efeito novidade, voltou-se à mediocridade anterior, agravada por uma arrepiante falta de poder de fogo: nos últimos cinco jogos, só conseguimos marcar dois golos.

 

Do balanço da temporada. Dezassete derrotas no conjunto das competições da época - novo recorde negativo registado pelo futebol do Sporting. Perdemos pontos em metade dos jogos da Liga 2019/2020, com seis empates e dez derrotas. Perdemos os cinco confrontos contra FCP e SLB (só dois golos marcados e 13 sofridos). E nem sequer conseguimos ganhar ao Rio Ave (5.º classificado) e ao Famalicão (6.º classificado). Talvez para compensar, tivemos quatro treinadores - tantos como o da nossa pior época de sempre, a de 2012/2013.

 

 

Gostei

 

De Tiago Tomás. Entrou na segunda parte, rendendo o péssimo Plata, e teve uma exibição muito positiva. Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar, que assim quebrou um ciclo de cinco jogos sem marcar. Destaco o jovem avançado, com apenas 18 anos, como o melhor do Sporting neste clássico.

 

De Nuno Mendes. Parece ser o mais regular e o mais competente dos cinco jovens que Rúben Amorim lançou na equipa principal desde o recomeço do campeonato. Pouco ousado na manobra atacante pelo seu flanco esquerdo, levou no entanto quase sempre perigo quando ultrapassava a linha do meio-campo, com mudanças de velocidade e a bola bem controlada. Foi ele a criar a nossa primeira oportunidade de golo, quando já estavam decorridos 52 minutos, numa tabelinha com Sporar. Também esteve bem na marcação de cantos. Incompreensível, a decisão do técnico de mandá-lo sair aos 82', trocando-o por Borja: estava a ser um dos nossos raros jogadores com exibição positiva.

 

De ter estado em terceiro no campeonato... até ao minuto 88. Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

Fechou-se o círculo

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Começámos a época goleados pelo Benfica, a 4 de Agosto de 2019. Trezentos e cinquenta e seis penosos dias depois, encerramos a época também derrotados pelo nosso mais velho rival: esta noite, por 1-2, no estádio da Luz.

Fechou-se o círculo: foi uma das piores temporadas de que há memória. Goleados na Supertaça, eliminados da Taça de Portugal por uma turma do terceiro escalão, eliminados da Taça da Liga pela equipa antes orientada pelo actual técnico do Sporting e hoje afastados do pódio por essa mesma equipa, agora entregue ao adjunto do adjunto.

Dizemos adeus à entrada directa na Liga Europa e aos três milhões de euros a ela associados. Humilhante afastamento em dois tempos: começou terça-feira, no miserável empate a zero em Alvalade com o V. Setúbal. Que já indiciava o naufrágio de hoje.

 

Como aqui escrevi há dois dias: não queremos mais disto, nunca mais.

Vergonha

Acabou-se esta época miserável. O SCP é quarto classificado, atrás do Braga, o que devia fazer reflectir todos e cada um dos Sportinguistas.

A época foi mal planeada, o clube contratou mal, vendeu à pressa e trocou demasiadas vezes de treinador. Rúben Amorim custou dez milhões e não é nenhum salvador da pátria. Usa um sistema de jogo que vai exigir reforços de peso e de créditos firmados.

O Sporting precisa de uma reorganização total, de alto a baixo. Precisa de liderança, um punho forte e de rasgo. Tem que saber reinventar-se e adaptar-se aos novos tempos. Precisa de todos nós. O futuro não pode esperar mais. É preciso resgatar este nosso Clube. O Sporting Clube de Portugal não é isto.

Nunca mais

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Bruno Fernandes inconsolável, no momento da derrota em Alverca

 

Esta é uma época falhada, a vários níveis. 

Falhada a nível da gestão desportiva, com uma calamitosa pré-época, condicionada desde o primeiro instante pela iminente transferência de Bruno Fernandes, afinal não concretizada no mercado de Verão.

Para "manter" o então capitão leonino foram despachados três jogadores: Bas Dost, Raphinha e Thierry Correia. E logo a equipa que vencera dois troféus (Taça de Portugal e Taça da Liga) começou a jogar coxa: o goleador holandês cedeu palco a Luiz Phellype, Raphinha abriu terreno a Plata, Thierry foi rendido por um tal Rosier, entretanto posto fora de combate. No apeadeiro de Alvalade desembarcaram outros, sem a menor qualidade para o Sporting: Eduardo, Jesé, Bolasie, Fernando. O último era tão mau que nem chegou a calçar.

Afinal, no mercado de Inverno, perdemos também Bruno, o que invalidou toda a lógica anterior. Representou o nosso maior encaixe financeiro de sempre, escassas semanas antes da paralisação geral forçada pela pandemia, mas causou um rombo desportivo no futebol leonino até agora irreparável. 

 

Falhada também ao nível dos resultados, com dois instantes calamitosos: a goleada sofrida a 4 de Agosto frente ao nosso mais velho rival, na Supertaça, que custou o lugar a Marcel Keizer, e a humilhante eliminação, a 18 de Outubro, na Taça de Portugal perante o Alverca (equipa do terceiro escalão do futebol pátrio), que logo ditaria o fim de Silas em Alvalade. Ainda mais meteórica foi a passagem do fugaz Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa, entre Keizer e Silas. Muito mais surpreendente (e dispendiosa) foi a chegada de Rúben Amorim, no início de Março.

Com tanta rotação no banco dos treinadores, confirmando o Sporting como uma espécie de cemitério desta classe profissional, valeu-nos apesar de tudo ter em campo dois talentos fora-de-série: Bruno (até ao fim de Janeiro) e Mathieu (prematuramente retirado por lesão, em 24 de Junho). Ambos foram disfarçando como puderam as gritantes lacunas no plantel.

 

Mais quatro momentos mancharam o percurso do Sporting nesta terrível temporada em que batemos o recorde das derrotas sofridas:

- 5 de Janeiro, com Silas: queda aos pés do FC Porto, ao perdermos por 1-2 no nosso próprio estádio para o campeonato, algo que há 11 épocas não sucedia com este adversário.

- 17 de Janeiro, com Silas: outro dia traumático, com a vitória imposta pelo Benfica em Alvalade, por 2-0. O SLB ultrapassou-nos em número de vitórias e golos marcados no reduto leonino.

- 21 de Janeiro, com Silas: derrota (e eliminação) frente ao Braga na meia-final da Taça da Liga, troféu de que éramos detentores desde a temporada 2017/2018.

- 27 de Fevereiro, ainda com Silas: eliminação na fase de grupos da Liga Europa, após goleada imposta em Istambul pelo modestíssimo Basaksehir. 

 

Para esquecer? Não: para lembrar. Só assim poderá ser evitada a repetição dos erros cometidos - e foram em quantidade inaceitável, insuportável.

Não queremos mais disto. Nunca mais.

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