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És a nossa Fé!

Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

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Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Estou preocupado

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Foto Lusa


Marcel Keizer, mostrando a sua pior face de treinador medroso, fez entrar em campo na Supertaça um onze hiperdefensivo contra um Benfica desfalcado de vários titulares da época passada e cheio de miúdos da formação, um dos quais em estreia, de pé trocado, pela ausência do habitual lateral direito. Medroso, repito. Como se o Sporting fosse o Paços de Ferreira a jogar na Luz.

A estratégia falhou em toda a linha, o resultado ficou à vista: fomos goleados como se o Sporting fosse o Tirsense.

 

Ao contrário de Frederico Varandas, que nunca se mostrou tão infeliz ao exprimir-se em público como na noite de domingo, eu estou preocupado.

Muito preocupado.

Desde logo por ver o presidente do Sporting recorrer ao rudimentar glossário do seu antecessor, utilizando um vocábulo que nunca devia ter usado na comunicação em discurso directo devido às conotações profundamente negativas da palavra «chato» na história recente do nosso clube. Depois porque, ao falar como falou, demonstra ser o único sportinguista que não parece preocupado com o estado físico, anímico e competitivo da equipa, o que o põe de passo trocado com a massa adepta.

 

Se o Sporting 2019/2020 já se mostra tão débil ainda com Bruno Fernandes, imagino como será sem ele. Sobretudo não tendo havido plano B para prever a ausência do capitão leonino, como todos percebemos na pré-época.
Por isso estou preocupado também.

As derrotas que mais custam

1.. O Benfica utilizou na Supertaça dois reforços adquiridos este Verão: Chiquinho e Raúl de Tomás. O Sporting, apenas um: Neto, na defesa - por sinal, o único que chegou a "custo zero". Apesar de a SAD leonina ter gasto mais de 25 milhões de euros em aquisições.

2. O Benfica utilizou cinco jogadores da sua formação neste jogo: Ferro, Rúben Dias, Nuno Tavares, Florentino e Jota. O Sporting só usou um: Thierry Correia. E - não vale a pena alimentar dúvidas - apenas porque tem dois estrangeiros lesionados para a posição de lateral direito.

 

Isto confirma uma realidade bem amarga: também no capítulo do aproveitamento da formação e dos reforços saímos derrotados do Algarve.

 

Estas, para mim, são as derrotas que mais custam.

 

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Leitura complementar:

Precisamos de um novo Leonardo Jardim (publicado a 23 de Março)

Uma curva belíssima, uma equipa fantástica, ÉS A NOSSA FÉ, força Sporting allez

O Sporting Clube de Portugal é demasiado grande para se deixar abater por uma derrota com o seu grande rival de sempre, embora copiosa, mas numa taça menor e em princípio de época. Deixemo-nos de lamúrias e vamos ao que interessa. 

Muita coisa para melhorar no futebol do Sporting. Mesmo muita e mais ainda se Bruno Fernandes sair. E não vou falar de tácticas e de opções a partir do banco, saindo Keizer e entrando seja quem for estas coisas mantém-se. Mas também há coisas bem feitas, convém dizer, e outras coisas que demoram tempo a ser feitas.

 

Coisas para melhorar:

1. O apoio à equipa por alguns sócios e pelas claques. Uma vergonha o que se passou em Faro no sector das claques. São subsidiados para quê afinal ? Paguem o mesmo do que eu, que apoio incondicionalmente a equipa. É assim que vão resolver alguma coisa? É no momento da derrota que temos que apoiar e moralizar a equipa. O choro de Thierry não vos comoveu? É assim que querem ser campeões? Campeões de quê? Ou querem invadir Alcochete de novo?

2. Comunicação. Um tema já muito abordado neste blogue, a verdade é que tarda em ser resolvido, e começa-se a pensar que estamos no domínio da teimosia. E a teimosia pode ter más consequências. Primeiro lugar, não se dá ou não se permite a publicação de entrevistas presidenciais antes de jogos importantes. Desvia-se a atenção do essencial e perde-se completamente a mensagem em caso de derrota. Segundo lugar, na hora da derrota há que falar para os sócios, dar uma mensagem de conforto, de estabilidade e de determinação, não de desorientação, não para o espelho. Terceiro lugar, apenas sócios informados e acarinhados se podem sentir verdadeiramente comprometidos e suportar incondicionalmente na hora da derrota. Mais uma vez, que porra anda a fazer a nomeada responsável pela pasta? 

3. Capacidade física. Em meados da época passada já vimos a equipa sem pedalada para os seus compromissos, situação que se foi resolvendo com a saída da Liga Europa e a passagem a um desafio por semana. O que vimos ontem no Algarve foi mau demais, uma equipa que apenas aguenta meia parte e mesmo assim alguns jogadores nem isso. Dito doutra forma, ou o Benfica de Bruno Lage estava aditivado (nada que o Porto já não tenha aventado) ou a preparação física da responsabilidade de Keizer é absolutamente medíocre, qualquer que seja o nível da prestação do ex-fisioterapeuta Gonçalo Álvaro e do Gabinete de Performance.  Se juntarmos à falta de capacidade física um modelo de jogo que privilegia o pressing e a saída a jogar por zonas interiores é meio caminho andado para o desastre. Não falando dos lesionados na pré-época, Jovane, Camacho e Ristovski.

4. Arbitragem. A arbitragem portuguesa é regra geral medíocre e comprometida com interesses e influências. E ontem foi assim mesmo. Mas uma coisa é jogar com eles e outra coisa é jogar contra eles. O Benfica jogou com eles, cada toque caíam por terra, pareciam que iam morrer ali mesmo, nas transições sacavam amarelos, cavavam faltas em zonas frontais, nas transições do Sporting evitavam a falta. O Sporting jogou contra eles, deixavam-se ultrapassar nas transições e faziam "faltas tácticas" que custavam amarelos, levavam toques e não caíam, o Mathieu ficou de pé a olhar para o adversário depois duma sarrafada com cara de mau como se isso resolvesse alguma coisa.  De que adianta a badalada regra de Keizer dos 5 segundos para recuperar a bola, se isso significa uma falta e um cartão amarelo?

5. Bolas paradas. Cada vez mais as bolas paradas são importantes e para ter resultados é preciso treinar intensivamente. Como é que é possível que no Sporting, um canto a favor seja equivalente a coisa nenhuma, e um canto contra seja equivalente a um grande susto? Que nem o Bruno Fernandes consiga marcar um canto em condições?

6. Reforços. Com a saída de Bruno Fernandes, a falta de qualidade torna-se  gritante em comparação com os dois rivais. Impõe-se segurar os 4 "magníficos" que restam e conseguir dois ou três reforços que se juntem a eles, a começar por um médio centro. Chega de adaptações. E Vietto não é um bom exemplo, aliás compará-lo com o Raúl de Tomás, enfim... E com esses encontrar uma (nova) equipa e um modelo de jogo para que o Bas Dost seja o artilheiro do campeonato e não uma alma penada em campo.

 

Algumas coisas que começam e bem a ser feitas:

1. Aposta na formação, com uma selecção começada a fazer por Keizer na época passada, que prosseguiu na pré-epoca, que teve como resultados um plantel com uma quota importante da formação de Alcochete e mais ainda de sub-23. Ontem o melhor em campo foi Thierry Correia. Amanhã poderão ser outros. Nuno Mendes e Eduardo Quaresma são valores seguros a médio prazo. Plata e Camacho poderão surpreender esta época. Max e Bragança poderão ter uma ou outra oportunidade. Miguel Luís e Jovane afirmarem-se.  

2. Libertação de excendentários. Muitos já colocados, outros por colocar, o processo leva tempo, mas há que libertar espaço no plantel para a ascensão dos jovens. Thierry já demonstrou que Bruno Gaspar nunca mais. Continuam a existir jogadores no plantel sem condições para ajudar o Sporting. O Diaby é um caso gritante. Quem quer o Viviano, tão bom de que ele é, um super grande extra guarda-redes e agora mais magro e nada coxo? Ninguém?

E é assim, vamos lá fazer a nossa parte, recuperarmos ânimo e energias, e apoiar a equipa, porque no domingo vão ter que entrar na Liga com o pé direito. E obviamente exigir que presidente, treinador e jogadores façam a parte deles.

Eu vou fazer a minha, muitos quilómetros na estrada para chegar antes das 18h a algum sítio de Portugal e ver o desafio na TV,  a torcer pela vitória, e se calhar muito bem acompanhado pelos indomáveis Leões locais.

Viva o Sporting !!!

SL

Triste, muito triste...

Ontem foi feio, muito feio.

Resta-me pensar que se foi assim o início de época, pior não pode acontecer… logo só poderá melhorar!

Em cada início de época há sempre, entre os nós, sportinguistas, um profundo amargo, pois sendo o Sporting um dos melhores alfobres de jogadores vimo-los ser ultrapassados na ascensão à equipa principal por outros ‘importados’ de qualidade duvidosa. O Pedro Correia fez aqui uma lista de jogadores contratados deste calibre, durante a vigência das presidências de Bruno de Carvalho, outras poderiam ser feitas para outras presidências e o resultado seria idêntico. Depois poderiam ser comparadas essas listas com a dos jogadores aqui formados e que, por qualquer razão, não ascenderam à equipa principal. Um dos méritos deste benfica (sim, cuspi para o chão) é saber aproveitar a sua insípida escola e conseguir fazer com que um burro pareça um puro-sangue. Nós, que temos os puros-sangue, não os queremos, preferimos sempre ‘comprar’ burros que efectivamente se parecem com burros (peço desculpa pela linguagem).

É assim…

Super ou Normal? Meta Normal.

  1. Venceu o Benfica. Com justiça e, convém dizer o óbvio, como era esperado.
  2. Pessoalmente até temia um desnível como este. Como o Sporting é um “grande” não entra em finais com a predisposição dos clubes pequenos, em que os jogadores dão 20% ou 30% a mais em busca de fazer História e de serem vistos pelos olheiros certos.
  3. A época desportiva é do Benfica. Um dos pontos interessantes (digamos assim) é verificar quantas vezes vão perder, empatar ou até sofrer golos, tal é a sua superioridade individual, coletiva, técnica e física.
  4. Ou seja, embora possa dar jeito para descarregar alguma frustração, Keizer ou Varandas não são culpados de nada. Não foi Keizer que tentou driblar na área, mas sim Matthieu (grande jogador), nem foi Keizer quem disse a Thierry (grande personalidade e bom jogo) que se atrasasse no lance do primeiro golo.
  5. Se trocássemos Vieira ou Lage para o SCP, acho que tudo ficaria mais ou menos na mesma.
  6. Também não foi por falta de macumba de Keizer ou de Varandas que os presentes do lateral do Benfica no primeiro tempo não deram golo. Por vezes o futebol (ou a vida) é assim: o nosso Thierry demonstrou muito mais que Nuno Tavares, mas quem levou a taça, os encómios e a moral foi o benfiquista.
  7. Claro que Lage demonstrou ser mais sagaz que Keizer na segunda parte e Rafa e Pizzi (que não só jogam juntos há 150 anos como beneficiam de um curioso silêncio mediático) meteram o turbo. Mas é por estas e por outras que o Benfica está melhor, francamente melhor, que o Sporting.
  8. A questão física do futebol é para mim um mistério. Como é que equipas que até viajaram para a América, jogaram com equipas europeias decentes, etc, têm mais cinco ou seis pulmões que outras, escapa-me por completo.
  9. Embora compreenda o estilo de Varandas – que fala para a costela irracional do adepto, fingindo que fala para o seu cérebro – não tenho a certeza que seja o modo mais eficaz de encurtar o enorme abismo entre SCP e SLB.
  10. Se bem conheço a cabeça dos holandeses (e até conheço um pouco) eles não creem em salvadores ou homens providenciais, mas sim em sistemático hardwork.
    Achar que Bruno Fernandes funcionará por osmose e transformará a equipa numa espécie de super equipa de onze Brunos é tolo, mas dá a ideia que todos (exceto o treinador holandês) têm fezada numa coisa dessas. Note-se que o Sporting não vence em jogo jogado há mesmo muito tempo e muitos jogos (perdemos no Porto, empatámos na final Taça, a pré-época foi o que foi, ontem foi o que foi).
  11. Temos todos os motivos para um certo otimismo. Fazer uma época com bom futebol, potenciar jovens, bravos e valiosos jogadores, ir longe na Europa League e tentar ganhar as taças (que no ano passado, não o esqueçamos, nos caíram mais ou menos do céu, porque ganhar em penáltis não é bem a mesma coisa que ganhar lá dentro).

Humilhante

E sem explicação. Assim, é preferível poupar nas contratações e jogar com os sub23 e a formação. Não há nem mais um jogo de benefício de dúvida. Ou ganham no Marítimo ou temos de arranjar um treinador que conheça minimamente o futebol português. Acabou o tempo de tubos de ensaio! 

Este é o homem...

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... que deu cabo de uma equipa e nos fez sofrer uma derrota humilhante. Hoje não se viram Bas Dost, Acuña, Coates, mas tivemos direito a uma “brilhante” jogada estratégica que simplesmente não deu certo. O Sporting não sabe jogar com três centrais e ficaram à vista as várias lacunas no nosso plantel. Ou isto muda rápido ou a nossa vida não vai ser fácil este ano...

 

Segunda e última

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Sofremos ontem a segunda humilhação frente ao Benfica em seis meses. No início de Fevereiro, fomos derrotados em Alvalade por 2-4 para o campeonato. Eu estava lá e senti-me envergonhado, como tantos outros adeptos.

Ontem foi ainda pior: saímos do estádio do Algarve goleados por 0-5 - resultado inédito, para nós, num clássico disputado em campo neutro e 33 anos após o último desfecho por esta marca, numa partida desenrolada na Luz. Como equipa pequena, temerosa, inofensiva, irrelevante, adoptando um esquema táctico que não fora testado e um índice de aproveitamento ofensivo miserável, em comparação com o SLB. Num jogo em que podíamos ter sofrido mais dois ou três. Coroando uma desastrosa pré-temporada - a pior de que me lembro desde sempre, sem uma vitória sequer para amostra em seis jogos, com sucessivos (e inaceitáveis) colapsos defensivos e uma chocante apatia da equipa técnica, incapaz de reagir ao infortúnio. Aqueles que desvalorizam as pré-temporadas deviam ter estado atentos logo aos primeiros sinais negativos - quando fomos derrotados por uma equipa amadora, da terceira divisão suíça.

Para mim, com este treinador, esta segunda humilhação seria a última. Por muito menos Frederico Varandas correu com José Peseiro em Outubro do ano passado.

 

P. S. -- Dezasseis golos sofridos nos mais recentes sete jogos.

A camisola

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Não vamos facilitar nem baixar a guarda.
Somos totalmente insuspeitos, pois da nossa parte nunca faltou a esta Direcção o apoio nos momentos mais difíceis.
E - permitam-me sublinhar isto, sem falsas modéstias - não é um apoio qualquer: este é um dos blogues com mais seguidores no universo leonino. Sem sombra de dúvida.

Não nos peçam é aplausos quando somos derrotados por um conjunto do terceiro escalão suíço, não-profissional. 
Há limites que não devem ser transpostos, mesmo num jogo de preparação inserido na pré-temporada. Quem enverga a camisola do Sporting deve ter consciência plena de que está a defender o bom nome do clube a nível internacional, até muito para além das fronteiras do futebol.

Apaguei um postal

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Não foi ontem. Foi durante o jogo com o Feirense. Após uma longa série de jogos sem ganhar o Sporting enfrentou o último classificado, equipa em crise que acabara de despedir o treinador que há anos a dirigia, fazendo-o com relativo sucesso entretanto maculado. E, num jogo dividido, a meio da primeira parte houve um golo limpo anulado ao Feirense. E para quem conteste, bastará o contrafactual - se um golo igual fosse anulado ao Sporting todos viriam aqui falar do vieira, e-toupeira ou outros eiras quaisquer. Escrevi isso. E depois, ao intervalo, logo apaguei. Pois não vale a pena acicatar os ânimos (e a caixa de comentários do És a Nossa Fé é por demais apaixonada para o meu macerado fígado). Mas ficou-me a ideia: após uma longa série de jogos sem vitórias (sim, a taça da liga "estava no autocarro" mas sem se conseguir uma vitória durante os 90  minutos), para se ir ganhar ao último, em crise, foi preciso um empurrão amigo - a tal constante protecção aos "grandes". Que sempre protestamos por ser a nossa menor do que a dedicada ao Porto e ao Benfica, mas nunca o fazemos por ser maior do que a prestada ao Riopele ou à Sanjoanense (ainda existirão estes?).

Ontem mais uma derrota e uma paupérrima exibição. Não vou repetir o que tantos dizem. Mas lembro o que aqui venho escrevendo há meses sobre o meu desgosto com a forma como o futebol sénior é gerido por Frederico Varandas (3.11.18). Ainda que me tenha até entusiasmado com os primeiros jogos deste insuficiente holandês (comi o meu gorro a 14.12.18). Mas insisto que (8.1.19) "Em suma: Keizer canta bem, declama bem, é galã, dança bem. Mas isto é um filme de acção, porra. Mudem já, pois daqui a uns breves meses será já tarde demais." E pergunto-me (30.1.19) "O presidente Varandas está a dormir? A massa adepta, o "Universo Sporting", emigrou? Francamente, dr. Varandas, não há volta a dar-lhe: demita o Peseiro, já! O homem não tem mãos para isto."

Varandas é o responsável máximo do que está a acontecer. Não é Bruno de Carvalho. Nem Sousa Cintra. Ou a "pesada herança" de José Peseiro. Ele (4.2.19) "Fez um "all in". Teve uma "fezada". Foi buscar um treinador sem currículo, agitou a marca Ajax para se justificar, convicto de que é um líder iluminado, capaz de trazer o que mais ninguém poderia antever. Deixemo-nos de coisas, nem a "escola Ajax" é invejável pelos clubes portugueses, nem Keizer é particularmente relevante nela, nem o futebol holandês ultrapassa o português. Isto é uma série de erros e falsidades. Advindos da falta de ponderação do aparentemente seráfico Varandas. Cujo afã de "marcar posição" causou este naufrágio, este descalabro anunciado. Fruto de uma errónea concepção de real, de administração. Como se Iluminada, mas imponderada, incompetente."

Faltam-me mais palavras. Sobram-me apenas as suficientes para lembrar que se o Sporting jogasse tão mal e com tanto insucesso sob o comando de um treinador que não tivesse sido escolhido pelo iluminado capitão do Afeganistão (para o qual a cadeia de comando é sagrada, convém lembrar o pobre quadro mental do actual presidente ...) haveria uma "chicotada psicológica".

Podridões

A tangerina mecânica (aquela coisa que lembrava a laranja mecânica holandesa doutras eras) de Keizer apodreceu, foi sumarenta e gostosa quando surgiu, neste momento chegou a um estado nauseabundo, sem estratégia de jogo nem comando do banco, com um bando de jogadores em campo, alguns deles a cairem em campo e no final dos jogos, e com cartões completamente escusados.

Mas à podridão dessa tangerina somam-se os efeitos da podridão da maçã Brunista (aquela coisa que muito prometia mas pouco entregava), a destruição dum plantel e duma estrutura técnica, o rombo financeiro na SAD, uma pré-época indigente, uma nova estructura técnica e plantel arranjados à pressa, umas claques a mamar da teta do clube (e do vandalismo e dos tráficos de vários tipos a que se dedicam), e uma divisão por demais evidente entre os sócios que por pouco não chegam a vias de facto em plena bancada central de Alvalade.

De qualquer forma, hoje Keizer repetiu Peseiro, ou seja, deu-se ao luxo de enfrentar uma competição que nos poderia dar algum dinheiro a ganhar e algumas alegrias face à situação em que estamos na Liga (onde 3º ou 4º pouca diferença faz), com um misto de craques e entulho herdados do Brunismo e alguns jovens com problemas existenciais. Deu no que deu, uma tristeza. A Peseiro custou o lugar, num desafio a contar para uma competição secundária, o que não era o caso desta.

Disse Keizer depois do jogo que a equipa lutou muito e a prova disso é que três jogadores tinham acabado com cãibras. O que eu digo é que o preparo físico desta equipa é uma vergonha, com jogadores a lesionar-se sozinhos em campo, outros a entrarem sem aquecerem, outros incapazes de pressionarem alto, todos a funcionar no limite das forças. O preparador físico é o antigo fisioterapeuta, e folgas têm sido muitas. Quem é o responsável?

Ganhámos a taça da Liga? Foi óptimo. Mas não chega. Não pode chegar. 

Então, se jogámos na Taça da Liga com os melhores, hoje tínhamos de ter jogado com os melhores. 

Assim vai ser complicado...

SL

Vergonha!

Em 40 anos de sócio nunca me senti tão vexado como esta noite.

De tal forma que abandonei o estádio aos 55 minutos de jogo, ainda as portas estavam todas fechadas.

Assumo aqui e agora que enquanto este presidente estiver em funções e este treinador liderar esta espécie de solteiros e casados jamais irei ao Estádio. Ponto.

Os dirigentes do Sporting têm de perceber que os sócios têm dignidade, que se orgulham em ser do Sporting porque mesmo perdendo lutamos sempre. Mas o que hoje se viu foi uma autêntica vergonha. E não pode ficar sem consequências. Doa a quem doer!

Como pode uma equipa a jogar em casa contra o penúltimo classificado da Liga espanhola fazer o primeiro remate aos 19 minutos? E nem foi enquadrado com a baliza. O primeiro canto aos 30 minutos?

Tenho que reconhecer que Bruno de Carvalho tinha razão do que dizia dos jogadores. Não posso admitir que durante os 55 minutos de jogo que vi o Sporting não tivesse feito uma jogada com cabeça, tronco e membros. Uma só!

Tantos e tantos jogos que assisti em Alvalade e este ficará na retina como o pior de todos.

Será tempo dos sócios perceberam que o Doutor Varandas pode ser muito bom médico, mas não tem arcaboiço para estar à frente de um clube como o Sporting. Temos pena que assim seja mas esta é uma triste realidade.

Tanto que critiquei o antigo presidente pela sua postura sempre guerreira para agora surgirem estes dirigentes educados, bem falantes mas profundamente amorfos.

Avanço ainda com uma pergunta que o meu filho mais velho me fez e que aqui em tempos reproduzi: o que melhorou com a saída de BdC?

Respondo com a ideia que, tirando as redes sociais, não melhorámos nada. Rigorosamente nada. Portanto mordo a língua e, infelizmente, tenho de dar razão ao meu infante mais velho.

Naufrágio colectivo

O jogo que há pouco terminou começou a ser perdido ontem, na conferência de imprensa de lançamento deste desafio da Liga Europa, quando Marcel Keizer disse que o Sporting «não tinha obrigação» de seguir em frente na competição. Necessitaria, para tanto, de vencer em casa o Villarreal, penúltimo classificado do campeonato espanhol, que acaba de interromper no nosso estádio um duro ciclo de dois meses sem triunfos.

Não apenas perdemos a partida. Fizemos também uma exibição medíocre, ressalvando-se dois desempenhos positivos: Coates e Bruno Fernandes, incapazes de remar contra o naufrágio colectivo. Nada que surpreenda, afinal: a equipa arrastou-se no relvado em sintonia com as palavras abúlicas e conformistas do treinador, que nos últimos sete jogos só uma vez foi capaz de conduzir o Sporting à vitória.

Reflexão urgente no balneário

A falta de atitude competitiva dos nossos jogadores, aliada à impassibilidade do técnico durante todo o dérbi de domingo, que esteve a um passo de terminar com um resultado ainda mais doloroso para o Sporting, leva-me a questionar se tudo andará bem no balneário leonino. E a resposta, quanto a mim, só pode ser negativa.

É neste contexto que devem ser interpretadas recentes declarações públicas de dois dos mais influentes membros do plantel, Mathieu e Bruno Fernandes. «Temos de falar no balneário», avisou o francês, de rosto fechado, na sequência imediata da tangencial vitória contra o Moreirense, a 19 de Janeiro. «É tempo de cada um fazer uma reflexão e pensar naquilo que está a fazer mal», declarou Bruno Fernandes logo após a humilhante derrota de anteontem, considerada «inadmissível» pelo nosso médio criativo.

Isto enquanto voltamos a emprestar Iuri Medeiros - uma política de "gestão de activos" difícil de entender - e o inútil Castaignos, um dos jogadores com salário mais elevado do plantel, é remetido para a equipa sub-23, castigo que só peca por tardio.

Reflictam, conversem, diagnostiquem todos os problemas e arranjem forma de superá-los. Não queremos outra humilhação como aquela que há dois dias sofremos no nosso estádio.

O dia seguinte

Já todos sabemos que a derrota de ontem foi humilhante e que o momento é mau. A conquista da Taça da Liga não apaga semanas de mau futebol nem a sensação de desilusão com Keizer, após a promessa de bom futebol, de ataque e com recurso a jovens formados na Academia. Miguel Luís e Jovane Cabral cada vez se vêem menos e outros, como Thierry Correia, Bruno Paz e Pedro Marques, nunca mais se viram. Elves Baldé e Daniel Bragança serão vistos apenas na próxima época. 

Keizer chegou com um bom plano A, com pressão e com o ataque a ser o foco da equipa. Eu não quis ver que a cada goleada correspondia pelo menos um golo sofrido e não quis acreditar que os golos marcados deixariam de ser suficientes. Keizer tem um bom plano A e ainda não encontrou o B. Petrovic, Gudelj ou Diaby são teimosias do holandês que parece agora trair-se, com cautelas demasiadas. 

A noite de ontem foi dura mas a época está longe de acabar. Não vamos ser campeões e a esta altura o quarto lugar até parece o cenário mais provável. Não o devemos aceitar já e devemos lutar por subir o máximo na tabela mas não dependemos só de nós. Não nos podemos esquecer é que ainda há a Taça de Portugal e a Liga Europa. Vencer a primeira e chegar às meias (mais do que isso, também é bem vindo) da segunda seriam metas para uma época interessante.

Keizer não se pode atrever a apostar nos mesmos na Luz. Acredito que alguns, como Dost, Raphinha, Nani ou Wendel, saibam fazer muito mais (aliás, já o fizeram). Outros há que acredito que não possam dar muito mais. Para o lugar destes, é quase obrigatório apostar-se no que há. E o que há são jovens de qualidade. Thierry e Abdu não fariam melhor nas alas defensivas? Ilori já cá está, que jogue. Bruno Paz ou Doumbia seriam melhores trincos do que o atual e, para ajudar Bruno Fernandes a não se sentir sozinho no meio-campo, gostaria de ver Miguel Luís a jogar mais. No ataque, Jovane precisa de mais minutos e se Pedro Marques não puder ser lançado de início, que vá sendo gradualmente.

O momento é mau, há um contexto que nunca podemos esquecer (onde estávamos há seis meses?), o plantel é mais fraco do que gostaríamos mas há tempo e recursos para fazer muito melhor. Assim Keizer se lembre de um plano B, os jogadores mostrem a sua garra e os jovens sejam lançados. Assim Keizer volte a ser fiel à sua escola de futebol de ataque e de aposta nas camadas jovens. Assim Keizer deixe as cautelas e se abra. Afinal de contas, o 2-4 de ontem teria custado menos se tivéssemos visto uma equipa de jovens portugueses, com garra e a atacar.

Indefinição definida ou o traidor Keizer

Não soubemos defender. Não soubemos atacar. Jogámos ao nível de uma equipa menor. Onde é que isso nos poderia levar e levou mesmo? Ao merecimento da derrota, claro.

Sofridos que foram aqueles noventa e tal minutos, não há dúvida, merecemos perder o jogo contra o rival. 

Muito me chateia, desgasta, faz desesperar nesta que parece ser uma sina que nos leva mais vezes a "chorar" do que a sorrir. Seria até fastidioso desfiar as causas para tanto desalento e não vou por isso fazê-lo - para massacre já nos chegou o jogo de ontem -, mas a liderança de Keizer ou a falta dela não a poupo.

O líder do grupo anda literalmente a apanhar bonés entre a táctica que depressa e bem defendeu gostar de aplicar, e a táctica que o futebol português lhe impôs. Bastaram duas derrotas para passarmos a assistir a essa penosa, disparatada e, evidentemente ineficaz reinvenção do holandês.

Nunca mais lhe ouvimos a máxima: "prefiro ganhar por 4-3 do que por 1-0." Belíssima ode ao golo marcado, aquele que devia ser sempre, mas sempre, o principal objectivo de uma equipa de futebol. Uma deliciosa tirada atirada sobre a mediocridade do futebol jogado nas nossas competições, sempre tão avesso ao golo, ao golo que se procura marcar, já que o outro, 90% das equipas nada querem com ele, obstinadas que estão em não sofrer, apenas. 

Keizer está a trair-se. Está. E está também a trair-nos. Keizer traiu-nos. Keizer é um traidor.

Começou com goleadas, todas elas justificadas, todas elas fruto de uma orientação para o golo e para a vitória. Mas isso foi noutra vida. Onde é que isso já vai? Pergunto, até. E faço-o suspeitando que essa vida que nos enchia de esperança já não voltará.

Essa é uma imperdoável traição aos sportinguistas que vibraram com aquelas vitórias robustas resultado de um futebol positivo jogado por jogadores galvanizados, alegres, que abraçavam plenamente aquela forma de jogar. Percebíamos que era assim que os nossos queriam e gostavam de jogar. E nós, falo sobretudo por mim, era assim que os queríamos ver em campo. Olhos apontados à baliza adversária e atitude ganhadora. E ganhavam.   

Acredito que Keizer está a ser vítima de se estar a trair a ele próprio. Não lhe perdoo que nos traia a nós também. 

Somos diferentes...

Confesso que não vi o jogo, ontem era impossível eu ver jogo algum. Tinha a expectativa de, à posteriori, o rever, porém não o fiz. Sei o resultado e chega para não querer saber mais nada sobre ele. Não sei as ocorrências nem tão pouco quem marcou os golos. Não sei nada, nem quero saber, aliás, sei que perdemos!

 

Sim, perdemos! Mas ganhámos, pois dentro da nossa tristeza, sinto um enorme orgulho em ler os vários textos que aqui foram escritos.

 

Somos diferentes!

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