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És a nossa Fé!

Um duche

de democracia, é o que o clube precisa. Está é uma coisa simples, mas tão complexa: a mescla do voto universal com o primado da lei. Suavemente enlaçada pela razão, como tempero subjectivo.

 

Com estes inaceitáveis 7 "magníficos", mais o nazi a querer-se líder da claque, mais o doutor militarão ("a cadeia de comando é sagrada", ainda as remelas me tremem), e a gritaria holiganesca dos comentadores internéticos, um tipo pergunta-se ... sei lá o quê.

 

O futuro? . O tal duche urge. Qu'isto fede.

Os dias do fim...

Num Estado de direito, indivíduos e instituições estão obrigadas a cumprir e respeitar a Lei. O conceito opõe-se ao poder absoluto e tirania de qualquer ordem. A assembleia-geral convocada por Jaime Marta Soares para dia 23 de Junho é perfeitamente legal, porque cumpre os estatutos ao ter sido solicitada mediante a recolha de assinaturas correspondente a 3500 votos. Sem prejuízo dos mesmos carecerem de verificação.

Estatutariamente o ainda presidente do Conselho Directivo não pode invocar prejuízo maior para o clube, para desrespeitar a vontade dos sócios e permanecer agarrado ao tacho. Já imaginaram um primeiro-ministro reagir perante a apresentação de moção de censura com o argumento que esta não poderia ser votada no parlamento, porque estaria a negociar com a U.E. o futuro do país? Isto seria um disparate e não existe, nem poderia existir em Democracia. Já imaginaram um primeiro-ministro agora decidir demitir toda a presidência da Assembleia da República e nomear uma comissão de gestão que lhe fosse mais favorável?

A tal comissão transitória que foi nomeada para servir de papagaio, perdão, correia de transmissão, das posições do podre conselho directivo ainda em funções, vale tanto quanto as acções de propaganda levadas a cabo a semana passada por quem já perdeu o rumo. Nesse contexto não lhes chamaria sequer assembleias-gerais, serão outra coisa qualquer, eu diria que são mera palhaçada.

Infelizmente é provável que os sócios sejam obrigados a recorrer aos Tribunais para repor a legalidade no clube, porque acredito que os membros que ainda resistem nem uma decisão judicial estejam dispostos a reconhecer e respeitar, já ameaçaram nesse sentido, porque se julgam iluminados com direito a permanecer contra a vontade dos sócios, na verdade o déspota louco e seus sequazes já perderam a razão…

Não temos lições a receber

Nestes dias de confusão, propícios à demagogia e à mentira, é preciso que se diga isto com total clareza: nenhum clube rival dá lições de abertura, transparência ou procedimento democrático ao Sporting.

 

Só nós apresentamos relatórios financeiros trimestrais, disponibilizando-os ao olhar atento de sócios e adeptos - ao ponto de os divulgarmos no próprio jornal do clube.

 

Só nós fazemos auditorias de gestão aos mandatos de sucessivas lideranças - incluindo uma auditoria ao primeiro mandato de Bruno de Carvalho, já aprovada em assembleia geral.

 

Não temos mandatos presidenciais tendencialmente vitalícios, como sucede no FC Porto, onde Pinto da Costa se vai perpetuando a caminho das quatro décadas consecutivas no poder.

 

Não temos estatutos que condicionem o aparecimento de candidaturas impondo-lhes uma idade mínima obrigatória superior à dos potenciais candidatos a Presidente da República, como sucede no Benfica de Vieira.

 

Repito: não temos lições a receber. Nem de uns nem de outros.

No estio, não podemos estiolar

O tempo está quente e seco. Demasiado. As circunstâncias funestas dos últimos dias inibem-me de brincar e jogar com palavras relacionadas com fogo e incendiários. Por isso vou direto ao assunto. A par do grande orgulho no nosso novo pavilhão, com o reconhecimento e agradecimento à atual Direção do Sporting pelo seu empenho na realização desta obra, não posso deixar de exprimir certa inquietude por alguns tiques cesaristas, implícitos e explícitos, no discurso e na pose de  pessoas com responsabilidades na nossa instituição. Foi assim na inauguração do Pavilhão João Rocha e, por ecos que chegam através da imprensa, também na assembleia geral. A definição de inimigos internos não me parece compatível com a ideia de clube dos sócios, pois todos os inscritos e com quotas em dia, são iguais em direitos e deveres. O Sporting nasceu em 1906, tem história e herança, não renasce a cada direção eleita. A nossa sociedade é democrática e plural, e a liberdade é um bem inestimável, pelo que não pode, na esfera pessoal de cada sócio, haver ditames sobre escolhas assentes nos gostos, nas amizades, com quem se priva ao almoço, etc, etc. Julgo que nada disto está abrangido ou sob alçada dos estatutos do Sporting. Linchamentos e "fogueira", assim como apagar da fotografia, são práticas que a história já condenou. A liberdade individual não pode ser "criminalizada" ou sujeita a contraordenações, pelo que a palavra expulsão não deve constar do nosso léxico relativamente aos comportamentos referidos. É elementar, como asserção.

Todos somos poucos para engrandecer o nosso clube. Os próximos tempos vão ser exigentes pois a nossa imensa massa adepta vive um estado de ansiedade relativamente a ver o Sporting campeão. Urge, sobretudo quando vemos que as vitórias e os títulos são uma realidade na nossa dimensão eclética. E até no futebol, onde o Sporting ganhou quase tudo o que havia para ganhar, incluindo no feminino. Falta a cereja no topo do bolo, a liga principal. E é para isso que temos todos de trabalhar: atletas, treinadores, dirigentes, sócios e simpatizantes. E é agora no estio, sem estiolar, que se prepara as próximas estações. Com esforço, com dedicação, com devoção. 

É uma verdade "La Palissiana" que o Sporting é dos sócios, e tem de sê-lo sempre. Por isso mesmo os eleitos têm de exercer o poder, que temporariamente lhes é conferido por todos os sócios, os que votaram e os que não votaram neles, legitimando-se permanentemente em comportamentos e decisões que respeitem esse mesmo mandato. O mesmo é dizer que têm deveres especiais de unir e não dividir, de cumprirem com o que prometeram, em suma obterem resultados. No respeito dos princípios e valores inscritos no nosso ADN, sem cedência a discurso fácil. Os resultados são a melhor sustentação para o reconhecimento e avaliação de um mandato. É o que espero desta Direção, que é a minha Direção, e deste Presidente, que é o meu Presidente. Sem esquecer que todas as Direções e Presidentes são efémeros e perene só mesmo a instituição. O que importa verdadeiramente é o Sporting Clube de Portugal. Eterno!

 

Democracia e falta dela, ou "o fair play é uma treta"?

Para começo de conversa quero aqui dizer que detesto uma parte dos adeptos do Vitória de Guimarães, nomedamente aqueles que batem (e esfaqueiam) em tudo que é verde e mexe.

Posto o intróito, quero afirmar aqui o meu sentimento de pessoa livre, que vive num país livre e onde a democracia é o regime que escolhemos (quase) todos, logo abomino a posição oficial do Vitória de impedir festejos por parte dos adeptos do Benfica, caso este se sagre campeão no jogo de Domingo.

Eu sei que a tentação seria trazer aqui à colacção a atitude abjecta do mesmo Benfica no final do jogo com o FCPorto, quando ligou o sistema de rega enquanto os jogadores portistas celebravam a conquista do título, mas uma atitude não justifica a outra, uma má acção nunca pode justificar outra má acção! Logo, a atitude dos dirigentes do Vitória, reprovável em todos os sentidos, tem que ser denunciada à exaustão e alvo de sanções, não só a nível desportivo, mas também no campo cível, porque incita, claramente, à violência que é como tudo isto irá acabar! Quem é o badameco do presidente da AG do Vitória de Guimarães e a sua direcção, para impedirem quem quer que seja de se manifestar/regozijar com a conquista de um troféu? Guimarães não é um feudo do Vitória, é parte integrante do território de Portugal e não há, que se saiba, nem deverá haver, está claro, algum regime de excepção neste país! Em absurdo, os benfiquistas de Guimarães, que os deve haver, terão que ir festejar a Braga?

Achemos ou não justa a conquista do título, aqui o que está em causa é algo que tem a ver com Direitos, Liberdades e Garantias, coisa de "somenos" consignada na Constituição da República Portuguesa.

Posto isto, espero sinceramente que as pessoas, todas, se portem à altura e não respondam à provocação da direcção do Vitória, porque a cidade, a região e o país não merecem gente desta!

{ Blog fundado em 2012. }

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