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És a nossa Fé!

É a puta da loucura!

Quando depois de um mandato onde na parte final a insanidade imperou, com consequências desastrosas e quando se pensava que não seria possível descer mais baixo, eis que o nível anterior foi atingido e está perigosamente a resvalar para uma situação bem pior. Bom, se olharmos para o grupo de jogadores que temos, o trambolhão já foi!

Um tipo normal aprende com os erros dos outros e procura não reproduzi-los, para não cair em situação semelhante e demonstrar que é uma pessoa cautelosa. Um tipo anormal não só reproduz os erros dos outros, como ainda lhe junta os seus, metendo-se numa caldeirada que do prato delicioso apenas retém a cebola e o pimento, já que das batatinhas novas e do peixe de qualidade, nem o gosto.

A espiral de loucura (agora também já criam orgãos não previstos nos estatutos - um tal de conselho estratégico de comunicação) retoma a vertigem de tempos recentes e o Sporting continua a ser um clube de (dirigentes) doidos, porque incompetentes sempre suspeitei que fossem.

Isto parece o Poço da Morte da Feira de Santa Iria!

E o "Joselito" nunca mais cai da puta da mota...

E vão cinco

Filipe Osório de Castro, vice-presidente cessante do Sporting que detinha os pelouros do património e da segurança, estava demissionário desde o início de Março. Soubemos todos só ontem, pela voz do presidente leonino.

É o quinto dirigente a abandonar o clube em seis meses. Depois de Francisco Rodrigues dos Santos, ex-vogal da Direcção. Depois de Cláudia Lopes, ex-directora executiva da comunicação e plataformas. Depois de Miguel Cal, ex-administrador da SAD. E em simultâneo com Rahid Ahmad, outro vogal cessante do Conselho Directivo e ex-director do Jornal Sporting.

Muita gente a sair em tão pouco tempo. Em pelo menos quatro destes cinco casos, existe um fio condutor: a súbita ascensão de André Bernardo, um turbodirigente que neste mesmo período subiu de membro suplente do CD a efectivo, com os pelouros do marketing e área comercial, e também a administrador executivo da SAD, director do jornal do Clube e membro do enigmático Conselho Estratégico de Comunicação, petit comité recém-criado que concentra hoje o núcleo duro da gestão leonina. À revelia dos estatutos.

Confrontado com a insatisfação dos sócios, entendeu só agora Filipe Osório de Castro "informar-nos" sobre o que terá conduzido à sua saída num comunicado em que nada desvenda nem esclarece. Além de chegar com mais de dois meses de atraso. 

Questiono-me se é para isto que o Sporting tem agora um "Conselho Estratégico de Comunicação".

Abandonar o barco

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Frederico Varandas regressou esta noite às entrevistas televisivas para uma longa "conversa" (o termo foi utilizado por um dos entrevistadores) ao canal 11, da FPF.

Fez algumas revelações que merecem registo. Destaco duas: o Sporting voltará a ter equipa B já a partir da próxima época e pelo menos um terço do plantel da temporada 2020/2021 será composto por jogadores da formação. Boas notícias.

E assegurou que o principal objectivo do clube, até 2022, é marcar presença na Liga dos Campeões. Haja optimismo.

 

Arriscou também fazer previsões, nadando para fora de pé.

Sobre Rúben Amorim, o técnico que foi buscar ao Braga por uma quantia astronómica escassos dias antes da prolongada paragem do futebol a nível mundial: «Não tenho a menor dúvida de que o treinador do SCP muito dificilmente dentro de três ou quatro anos não estará num dos melhores clubes europeus.»

Sobre Matheus Nunes, o jovem médio-centro adquirido ao Estoril em Janeiro de 2019: «Não tenho dúvida nenhuma de que só o Matheus vai pagar o Rúben Amorim.»

Oxalá os dotes divinatórios do presidente do Sporting tenham melhorado muito desde Setembro do ano passado, quando garantiu noutra entrevista televisiva que Jesé, Fernando e Bolasie - todos já remetidos à procedência - iriam singrar no clube. 

 

Mas o que mais retive desta entrevista - exibida no dia em que se registaram duas novas baixas no Conselho Directivo do Sporting - foi a revelação, feita pela boca do próprio Varandas, de que o vice-presidente Filipe Osório de Castro e o vogal Rahim Ahmad já estavam demissionários desde o início de Março.

O clube enfrentou assim este período de severa crise com uma Direcção mutilada, sem que os sócios tivessem sido informados. Algo que considero inaceitável por violar as normas de transparência que qualquer Direcção leonina deve manter com os associados, a quem tem de prestar contas em todas as circunstâncias.

Estas demissões - que se seguem à saída do ex-vogal do CD Francisco Rodrigues dos Santos, em Dezembro, para concorrer à presidência do CDS, e do administrador da SAD leonina Miguel Cal, em Março, por alegados motivos pessoais - são provas inequívocas do desgaste desta equipa directiva, empossada apenas há 20 meses. Os dois dirigentes agora substituídos, segundo o próprio Varandas, alegaram a necessidade de se concentrarem a tempo inteiro nas respectivas actividades empresariais, sem mais disponibilidade para o Sporting. Vão longe os tempos dos abraços eufóricos na tomada de posse destes titulares dos órgãos sociais, em 9 de Setembro de 2018.

Ficámos portanto a saber que no preciso momento em que a nau leonina exigia maior coesão e concentração para enfrentar a tempestade provocada pela pandemia, logo houve quem preferisse abandonar o barco. É uma conduta que só pode merecer censura da massa adepta. E um péssimo indício para os tempos que vão seguir-se.

Dia 8 lá estarei!

Leio n' A Bola que houve quatrocentos malucos, nos precisos termos utilizados por Frederico Varandas que ainda preside ao CD do Sporting, que se deslocaram à Turquia para apoiar o Sporting. Gabo-lhes o espírito, diria de missão, de terem feito uma deslocação a país tão longínquo para proporcionar algum conforto aos nossos jogadores.

Extraordinário é que, a determinada altura, a polícia lá do sítio irrompeu pela bancada e desatou a retirar toda a parafernália de material de apoio aos nossos rapazes.

Não me parecendo que sejam os turcos avessos ao verde, concluiu quem lá estava que terá sido após uma assobiadela à UEFA de quem dirige o Sporting que a "bófia" confiscou tudo o que era bandeira, tarja, etc. Eu penso que como não seria possível meter a música em altos berros, como usa fazer em Alvalade para calar as manifestações contra, o sôtor achou que pelo menos as televisões e os jornais não mostrariam as manifestações de apoio... à equipa!

Triste! É um momento de enorme tristeza e revolta quando alguém e esse alguém só pode ser o presidente, manda retirar bandeiras de apoio ao clube num jogo, internacional, fora de casa.

É por tudo o que de mau até agora tem feito, com uma cadência regularíssima a bater records negativos, mas também por (mais) esta manifestação de enorme prepotência e irresponsabilidade e desrespeito para quem se deslocou tão longe, que lá estarei dia 8 de Março, conjuntamente com muitos milhares de outros sócios, a exigir a demissão imediata de Frederico Varandas.

 

"E o Varandas é o nosso grande amor"!

Exmo. senhor presidente do Sporting Clube de Portugal, faça um favor a todos nós, mas principalmente ao clube: Demita-se! Hoje ainda, se o Exmo. senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral achar, na sua pessoalíssima interpretação dos estatutos, que o senhor se pode demitir.

É que pode não saber, ou não achar, mas é muito mais fácil pedir a demissão que coordenar o futebol.

Despeço-me com a convicção de que se houver mais algum record negativo para bater até final da época, se não se demitir, porfiará até que o bata!

Como se diz lá na terra, finja que vai ali (o verbo é outro) e não volte.

Da serenidade

Sei do que falo. À falta de melhor antídoto ou calmante muita coisa física já parti danado que fico com as inúmeras derrotas ou imensos empates do Sporting. A título de curiosidade: comandos de televisão já foram dois para o galheiro, telemóveis outros quantos, e molduras, uma ou outra, às quais nem tubos de supercola3 valeram para as devolver à cómoda. 

Enfim, o que devia fazer quando não jogamos em casa - quando nos batemos em Alvalade o problema não se põe que aí tenho lugar no estádio e os comandos de TV atirados ao chão sempre os substituo por gritos que atiro aos filhos destas e daquelas -, mas, como dizia, o problema põe-se quando jogamos fora porque ver o jogo na televisão, concluo, só o devia fazer num quarto almofadado e eu vestido com camisa de forças. 

Valha, no entanto, a verdade, já que cansado que estou de delapidar o património e consciente que as coisas não têm culpa nenhuma - menos ainda quem além de mim as usa lá em casa -, lá me ordeno:

- Calma! Calma, Pedro. Dou por mim a dizer-me respirando fundo. Faço-o numa altura em que lá fora tudo arde. Bem sei. Mas é também por isso que sobre a fogueira opto por atirar água e não gasolina. 

Devo dizer-vos que o exercício é refrescante e gratificante. Afinal, a cabeça é que manda e na minha é num repente que me transforma numa corporação de bombeiros. O mantra é simples: o século XXI está longe, muito longe, das décadas de 40 e 50 do século passado. Constatação à qual acrescento outra que me diz que no corrente século vai para 19 anos que não somos campeões nacionais de futebol. E antes disso, entre 1974 (ano em que nasci) e o fim do século XX só por três vezes nos sagrámos campeões.

Se desse lado está a sair (ou já saiu mesmo) um indignado e não menos salivante, então, podemos continuar a perder que não te importas?, aviso já, que não há ninguém mais sportinguista do que eu, e, portanto, que não há nenhum sportinguista que goste mais do que eu que o Sporting ganhe.  O que quero dizer é que, infelizmente, o nosso normal é não ganharmos. Esperem, esperem. Insisto já: não quero com isto dizer que não me importo de continuar sem ganhar, não há nenhum sportinguista que queira menos do que eu que o Sporting continue sem ganhar. Não há!

Queria sobretudo e quero afirmar isto: Se por não conseguir ser campeão de futebol sénior o presidente do Sporting fosse destituído, nesse caso, iríamos a caminho da septuagésima destituição, mais destituição menos destituição, que o instituto tão vexativo da reputação do clube querem tratar e usar como se de camisa que se muda fosse.

Seriamente, muito seriamente falando, Frederico Varandas terá de viver 50 vezes, terá de fazer 50 vezes pior do que tem feito, até chegar aos calcanhares de Bruno de Carvalho no que à ameaça à grandeza do Sporting diz respeito. Que fique claro: Bruno de Carvalho foi um cancro, melhor, foi o cancro que corroeu o clube da forma mais mortífera possível e, é o que é, desse famigerado cancro está o clube ainda cheio de metástases. Com isto não estou a apoiar Varandas, de forma nenhuma, mas demarco-me da salganhada de motivações que estão ao barulho neste momento (mais um) de enorme ruído no nosso clube.

Terem-se juntado três mil em contestação à actual direcção, exigindo a sua demissão, é só a prova de que o motivo não é verdadeiramente o de julgar por mérito ou demérito o presidente, o que está em causa, sim, é o desconforto daqueles que Varandas desconfortou. Os três mil deverão ser, mais coisa menos coisa, os Juve Leos e Directivos que se confundem, ou melhor, que confundem o apoio aos apoios das claques com o apoio que dizem devotar ao clube.  

Deixemos esta direcção ir até ao fim do mandato para que foi legitimamente eleita. Não fará melhor do que tem feito até agora? Provavelmente não. Quase de certeza que não, acrescenta a minha expectativa. Varandas é fraco como líder? É. Mas foi ele o escolhido para um ciclo de quase quatro anos de presidência.

Temos de aguentar porque temos e devemos dar tempo ao surgimento de alternativas viáveis, bem estruturadas, que não sejam meras respostas reactivas que se apressam a preencher vazios de poder.

Destituir um presidente só em caso de gravidade máxima no exercício do poder que lhe foi atribuído pelos sócios, só quando essa presidência por doentio inebriamento de si própria pode matar o princípio e fundamento do clube, ávida dele se servir em benefício de um projecto pessoal de poder e até de existência pessoal. Da minha memória e da memória escrita nos livros da história centenária do Sporting Clube de Portugal só Bruno de Carvalho só ele foi esse inimigo do clube, só ele mereceu ser justamente destituído de presidente.

Fui daqueles que se juntaram em frente à sede da SAD e exigiram a demissão da anterior direcção. Não seríamos mais que 400 a 500. Poucos mas bons sportinguistas e cuja virtude do protesto viria a ser confirmada por uma esmagadora maioria dos sócios que, primeiro, correram com o então presidente e, depois, o expulsaram de sócio.

Confesso que me envergonha assistir à manifestação de mais de três mil sportinguistas que agora se juntaram com as mesmas exigências, mas contra uma direcção que é só incompetente, e que não junta à incompetência as muitas e todas elas gravíssimas suspeitas de crime e  variadas ilegalidades na gestão do clube. Se tivessem um pingo de sentido crítico e de exigência cívica ter-se-iam juntado à manifestação daquela tarde de Junho de 2018 e teríamos sido muitos milhares a exigir o fim do cancro brunista.

O passado já lá vai e a fonte do cancro enterrada, é verdade. Mas o cancro ainda contamina e parece-me evidente que destituir a actual direcção seria alimentá-lo e fortalecê-lo.

A minha esperança é que surjam boas candidaturas e como aqui já escrevi sou particularmente favorável a um nome que, repito, espero se recandidate: Pedro Azevedo. Só alguém que pensa verdadeiramente o clube nas suas virtudes e defeitos poderá contrariar esta tendência que nós Sporting temos tido para não ganharmos campeonatos de futebol e eu, em particular, para partir parte do recheio de casa.  

O Zé Carlos perdoar-me-ia, certamente

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

Que se passa? Então isto não é uma ameaça?

Ali andou mãozinha de reaça.

Deixaram fugir mais oitenta e nove…

 

Os pides desceram pela corda alegremente.

Os guardas andavam passeando em Alcoentre.

E a esquerda levou com mais um corno pela frente.

Esta maldade não se faz à gente.

Que merda!

 

As grades foram todas serradas a preceito.

A fuga aproveitou-se do que era imperfeito.

E a esquerda, por causa da vergonha deste feito,

pode apanhar uma bala no peito…

Que merda!

 

Quem foram os que de fora das grades ajudaram?

Quem foram os que dentro das grades os armaram?

A esquerda não esquece tubarões que a torturaram.

Não pode perdoar se a enganaram.

Que merda!

 

Agora, a vigilância é tudo o que nos resta.

Pr’ós pides, a vida na prisão… era uma festa.

E a esquerda tem mais do que razão quando protesta,

pois pode apanhar um tiro na testa…

 

Que merda!

 

Adaptem como quiserem, substituam os protagonistas por quem quiserem. No fim a "esquerda" (o Sporting) perde sempre.

 

Nota: "Fado de Alcoentre" letra de José Carlos Ary dos Santos musicada por Fernando Tordo.

Acreditar na PSP? Ou na direcção do SCP?

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Tendo estado presente ontem na manifestação pela demissão da direcção do Sporting, sem pertencer a qualquer grupo organizado de adeptos, e em abono da verdade, eis o que pude testemunhar:

1. A concentração foi, em todos os momentos, pacífica, apesar do elevado número de presentes (a imprensa de hoje fala em 3.000); pediu-se a demissão, gritou-se "Sporting, Sporting" e terminou com uma volta ao Estádio;

2. A maioria dos presentes não pertenciam a qualquer grupo organizado de adeptos (aliás, quando estes GOAs chegaram ao local, c.16:20, depois de terminado o jogo de futsal, o "grosso" dos manifestantes já lá estava).

Sobre o que se terá passado com elementos da direcção à saída do pavilhão João Rocha, não estranho que houvesse selvagens de algum GOA capazes de o fazer, mas estranho que não houvesse polícia no local. Terá a PSP falhado em assegurar a protecção dos alvos, num dia de tensão em Alvalade?

Fiquei ainda mais na dúvida depois de ouvir um agente da PSP (na RTP): 

"Não chegou a nós pela estrutura do SCP qualquer situação relatada, de incidente" (no pavilhão João Rocha);
"Tudo corrreu dentro da naturalidade... quer com os adeptos visitantes, quer visitados, tudo deccoreu sem incidentes".

A PSP falhou?

E como é que a direcção do SCP não reporta à PSP um incidente desta gravidade?

Sobre o que penso da estratégia que esta direcção tem vindo a seguir em relação às claques, que me pareceu sempre incendiária, reitero o que disse aqui há uns meses:

https://sporting.blogs.sapo.pt/guerra-5195989

Também aqui, este não é o caminho.

E não há só as opções da guerra ou cedência/ condescendência. 

Os sportinguistas não devem ser reféns de medíocres nem de selvagens. A selvajaria de um punhado de gente não pode ser a única razão válida para continuarmos entregues à maior mediocridade de que há memória no Clube.

 

Adenda (18:00) - Vice-presidente e vogal da direção do Sporting apresentam queixa na PSP por agressão https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/vice-presidente-e-vogal-da-direcao-do-sporting-apresentam-queixa-na-psp-por-agressao

Oh Frederico, que mais “experiências” nos esperam?

2019/2020 começou com uma grande novidade para os Sportinguistas. Ainda não conhecíamos o nosso plantel, que Varandas garantiu ser "pensado" ao mais ínfimo pormenor, e já estávamos a levar com um aumento brutal no preço da Gamebox.

Esse aumento, segundo justificou um tal de Miguel Cal, que dizem que é qualquer coisa de genial porque “estagiou” numa consultora de referência, deve-se a um conjunto de “experiências” que o Sporting juntou a este “serviço”.

Todos nós, Sportinguistas, acreditámos que essas “experiências” seriam realmente interessantes, como melhorar a nossa experiência no José de Alvalade, por exemplo. De facto, não foi isso que aconteceu. As cadeiras continuam tortas e moribundas, os ecrãs gigantes estão totalmente desajustados à qualidade que se exige, o catering dos bares continua caro e com pior serviço, o speaker continua histericamente aos berros como se estivesse no karaoke da aldeia, etc. etc.

No entanto, essas não foram as piores “experiências” que Frederico Varandas guardou para nós. Experimentámos uma pré-época sem qualquer vitória. Experimentámos sofrer uma das mais humilhantes derrotas com o Benfica. Experimentámos ver alguns dos nossos melhores jogadores a saírem a preço de saldo ou a custo zero. Experimentámos a eliminação da Taça de Portugal por um clube do terceiro escalão. Experimentámos perder em casa, no mesmo mês, com os dois grandes rivais. Experimentámos acabar a primeira volta a 19 pontos da liderança. Estamos a experimentar ter o pior plantel que já vestiu a verde e branca, e que agora nem Bruno Fernandes tem.

Com tantas “experiências” que paguei, tomei uma decisão. Não faz sentido continuar a alimentar tanta incompetência. Não faz sentido continuar a suportar um presidente deslumbrado, com aparentes deficiências cognitivas, que se preocupa mais com o nó da gravata ou com o vinco na gabardine do que com os Sportinguistas.

Ou esta direção sai, ou, na próxima época, vou "experimentar" acompanhar os jogos no sofá de casa, pondo fim a uma sequência de 15 anos de Gamebox.

PGEC - Processo de Godinho-Lopização em Curso (2)

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Dr. Varandas: 

Atravessei-me por si. Aqui, no final de Setembro, depois da patética entrevista à "Teresa... Teresa". Quando muitos queriam a sua cabeça num cepo, escrevi que não podemos trocar de presidentes como quem troca de camisa. 

Precisamos de estabilidade, sim. Mas não podemos tolerar a mediocridade. A normalização da mediocridade.

Hoje, não me restam quaisquer argumentos para defender a continuidade da sua débil direcção. Destaco cinco razões:

1. O desperdício de recursos do clube é gritante

2. A destruição de valor no clube, em diversos negócios, é incessante

3. A direcção desceu a um nível inimaginável, usando termos absolutamente impróprios entre sportinguistas, aprofundando perigosamente divisões herdadas do final do último mandato

4. A política de contratações/ empréstimos e gestão do plantel é um desastre

5. Desenha-se a pior época desde o tempo de Godinho Lopes

Dr. Varandas: 

Hoje, nada justifica a sua continuidade, a caminho do meio do mandato. Pois nem sequer a estabilidade já é capaz de assegurar. Tenha a humildade de reconhecer que falhou. Que ganhou títulos na época passada graças a boas equipas herdadas (futebol, hóquei, futsal, etc) do anterior mandato. Não se iluda: não há resultados e, pior do que isso, não há objectivos. O Sporting é um clube à deriva.

Dr. Varandas: 

Reconheça que reuniu uma equipa que não tem capacidade para gerir um clube com a dimensão do Sporting. Admita que não tem capacidades de liderança. Abra caminho a uma solução de futuro para o Sporting.

Comece com a sua demissão. 

O Sporting agradece.

Um atroz ensurdecedor silêncio

A puta* da aparelhagem pifou?

Não há um recadinho a dar aos sócios e adeptos?

Está tudo bem em Alvalade?

Não se passa nada no Sporting?

Já estão a escolher o sucessor de Silas?

Já informaram da ementa para o camarote para Quinta-feira?

Não têm vergonha na cara?

Algum decoro, também não?

Precisam de um empurrãozinho?

 

* Não confundir com a gala, p.f.

Saber quando sair

No final de Fevereiro deste ano escrevi aqui que não acreditava na capacidade deste presidente para dirigir o nosso clube. Ao longo dos últimos meses esperei, caladinho, por não ter razão. A entrevista de sábado não foi mais do que a confirmação que Varandas não tem quaisquer condições para se manter como presidente do nosso clube. Num clube democrático como é o Sporting, eleições não são, de todo, uma forma de instalar qualquer confusão. São acima de tudo o meio para que os sócios do clube possam escolher a melhor opção para nos dirigir. Ninguém podia esperar, depois da desastrosa pré-época, que na entrevista de sábado o presidente Varandas pudesse surpreender. Infelizmente os problemas de comunicação, tão evidentes desde que se assumiu como candidato, não eram apenas problemas de comunicação. Não se pode aceitar o nível de amadorismo que tem pautado este último ano. Todos temos que saber o tamanho das nossas pernas. Ninguém questiona o Sportinguismo do presidente e dos que o acompanham na direcção. Se isso chegasse, todos poderíamos ser presidentes do nosso clube. 

Espero que o presidente tenha a humildade para reconhecer que não há nada que possa fazer que consiga inverter o que fez no último ano. E saia.

Peseiro para a rua, já!

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O Vitória (de Setúbal) é a minha segunda equipa. Com pouco afã mas é. Não, não é por causa do verde-e-branco (ainda que ajude). Nem nunca "fui muito feliz em Setúbal". É mesmo por causa do Allison, do Manel e do Rui Manuel Trindade Jordão (e não me venham para aqui uns putos falar da rábula do Gauld e do Geraldes, que não sabem nada da história ...). Dito isto, avante.

O Vitória tem um plantel muito curtinho, valha-lhes Deus Nosso Senhor. Pois "não há dinheiro, não há palhaços" (não, não é insulto, o dito refere-se a artistas). Como não há dinheiro parece que os jogadores têm o taco em atraso. Nem começaram mal o campeonato mas estão a afundar. Os golos mais que rareiam, os pontos já nem os alcançam. Está o clube tão mal que na semana passada o treinador foi à vida - não foi uma "chicotada psicológica", o homem fez-se à estrada para onde lhe pagassem, seguiu para a Arábia Saudita mas afinal parou no Bessa. Ficou o director do futebol a tratar do assunto enquanto não arranjam alguém que se queira meter na boca do sado nestas condições.

E nisto tudo, para piorar, são visitados pelo campeão de inverno. Ok, o árbitro inventou ali na história do Ristovski. Mas não chega para esta miséria. Certo, se houvesse penalties no fim, para o desempate, teríamos ganho. Mas no campeonato não há. Há só isto. Uma equipa que vai a Guimarães e leva um banho de bola e uma derrota. Que vai a Tondela e leva umas arroxadas e uma derrota. Que empata em casa com o Porto, a jogar o q.b. para empatar (as pessoas terão visto o tempo que o Renan levava a devolver a bola para o jogo?, o que isso mostrava da disposição mental dos jogadores? E se calhar das instruções?). E que agora empata com o medíocre Setúbal, sem jogar a ponta de um chifre. Eu vou repetir o notório: derrota com o Guimarães, derrota com o Tondela, empate com o Setúbal. 

É certo que olho para a equipa e há coisas que não percebo. O campeão de Inverno só tem 3 centrais no plantel, durante o Janeiro que é sempre difícil? Mas não há equipas sub-isto e sub-aquilo, cujos jogadores são para fazer subir à equipa principal quando necessário? Ainda para mais agora que se fez uma sub-23, jogadores já graúdos? E aquele Diaby joga sempre porquê se nunca joga? E os miúdos da Academia, que o Jesus não lançava apesar de tão talentosos, e que um treinador da escola Ajax tornaria estrelas, onde andam eles? Aquele Jovane, aquele outro rapaz que o avô, tão simpático, foi "apanhado", comovido, quando o neto marcou um golão? E úo leitor de Saramago, que não deixaram ficar em Setúbal, onde jogava, e agora também não na Alemanha, onde talvez viesse a jogar? E outros que devem se calhar andar por lá? Quando é que virá um holandês voador da escola Ajax, para lançar os miúdos? 

Eu vou repetir, caso não tenham lido com atenção. Derrota em Guimarães, derrota em Tondela, empate com o Setúbal (e o Setúbal nestas condições, imagine-se que estava um bocadinho melhor ...). 

O presidente Varandas está a dormir? A massa adepta, o "Universo Sporting", emigrou? Francamente, dr. Varandas, não há volta a dar-lhe: demita o Peseiro, já! O homem não tem mãos para isto.

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