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És a nossa Fé!

Sofrendo golos na Liga

Decorridas 15 jornadas na 1.ª liga, o Sporting segue na liderança com 37 pontos, correspondentes a 12V, 1E e 2D,  32GM e 16GS, segundo melhor ataque da prova e quarta melhor defesa.

Assim, e para uma equipa de Rúben Amorim, não há dúvida que o Sporting está a sofrer demasiados golos para o habitual. O que, para quem entende que ataques ganham jogos e defesas campeonatos, é de alguma forma preocupante e algo que terá de ser corrigido.

Afinal que golos foram sofridos e de quem foram as principais responsabilidades dos mesmos?

 

Ataques rápidos dos adversários (7):

1. Sporting - Vizela  75m - Ataque rápido pelo centro, falta de cobertura de Morita

2. Sporting - Vizela  75m - Ataque rápido pela esquerda defensiva, centro, golo

3. Rio Ave - Sporting 60m - Ataque rápido pelo centro, falta de cobertura de Paulinho

7. Sporting - Arouca, 52m  - Cabeceamento frontal do Mujica  - Indefensável

9. Sporting - Est.Amadora, 54m  - Remate frontal do Kikas - Indefensável

11. Benfica - Sporting, 98m - Contra-ataque rápido pela esquerda defensiva, centro, golo

15. V.Guimarães - Sporting 85m - Incursão individual pelo centro-direita defensivo, Adán não fecha o primeiro poste

 

Conversão de livres directos (3):

4. Sp. Braga - Sporting, 78m - Livre directo frontal de Tiago Djaló - Indefensável

5. Farense - Sporting, 36m  - Livre directo descaído direita defensiva  de Mattheus Oliveira - Indefensável

6. Farense - Sporting, 54m  - Livre directo frontal de Mattheus Oliveira - Indefensável

 

Bolas paradas laterais (3):

10. Benfica - Sporting, 96m - Canto da esquerda defensiva desviado de cabeça ao primeiro poste para remate frontal

12. Sporting - Gil Vicente, 36m  - Livre na esquerda defensiva, cabeceamento, golo

16. Portimonense - Sporting 68m - Livre na esquerda defensiva, centro, golo

 

Penáltis (2):

8. Sporting - Est.Amadora, 49m  - Penálti evitável de Coates

13. V. Guimarães - Sporting 44m - Penálti inventado pelo Pinheiro

 

Erros grosseiros / azares (1):

14. V. Guimarães - Sporting 60m - Carambola em Morita

 

Que conclusões tirar, ignorando os casos do Pinheiro e de Morita?

Curiosamente o Sporting foi sofrendo golos de tipos bem diferentes conforme a época ia avançando. Começámos com 3 golos de ataque rápido com a equipa desposicionada, depois 3 golos de remate em livre directo e acabámos a sofer vários golos com a equipa encostada à area a defender.

Aquilo que acho mais problemático são mesmo os 3 golos sofridos de livres laterais/cantos, todos do lado esquerdo defensivo, todos em que até Gyökeres integra a linha defensiva sem conseguir evitar o golo. 

Alguma coisa está a falhar no trabalho de casa do adjunto de Amorim responsável por esta área.

Amanhã contra o Estoril o importante é mesmo ganhar, mas francamente prefiro ganhar por 1-0 do que por 5-4...

SL

Pós-Palhinha (e pré-pós-Coates) - uma defesa à espera de melhores dias

Sendo ainda relativamente cedo para balanços da época, os três golos ontem sofridos contra o Casa Pia (4-3) mostram bem aquele que tem sido o grande problema da equipa esta época - uma defesa menos competente. É certo que Ruben Amorim optou por deixar no banco um titularíssimo (Gonçalo Inácio) e um habitual (St. Juste), mas isso não justifica por si só a facilidade (displicência, mesmo) com que o SCP encaixa 3 golos - sobretudo estando lá o mais titular dos centrais, Coates.

Com os 3 golos encaixados ontem, o SCP 2022-2023 tem em média quase um golo sofrido por jogo. E, a 7 jornadas do fim, tem mais 3 golos sofridos do que em toda a última época. Caso se mantenha esta média até final da temporada, estará praticamente ao nível de 2019-2020, uma das piores épocas da história do clube.

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Na época do título, este quadro acima mostra bem, a defesa foi fundamental. Apenas 20 golos sofridos em 34 jogos (sem recorrer a calculadora, deve dar uma média de 0,58 golos por jogo). Uma única derrota em todo o campeonato. Na época passada, a defesa manteve a qualidade, mas as derrotas passaram a 3 (incluindo uma no Dragão, com uma expulsão absurda de Coates que nunca esqueceremos e que, feitas as contas, dá a vitória - e o título - ao FCP).

Com uma equipa rotinada, com processos consolidados e sem grandes alterações ao plantel, o que terá mudado das duas últimas épocas para esta, que nos leva a sofrer tantos golos? Na minha opinião, duas coisas.

Primeiro, a falta de Palhinha - um jogador único que funcionava como uma espécie de central à solta em todo o campo, ganhando bolas atrás de bolas (pelo ar, pelo chão...) e destruindo jogo adversário antes de chegar à nossa defesa. Será sempre, para mim, o jogador mais importante das duas últimas épocas. Ugarte é um bom recuperador de bolas - e um grande jogador - mas João Palhinha é um dos melhores jogadores do mundo nesse aspecto, combinando força física, inteligência e intensidade.

Segundo, Coates. Ele que foi decisivo nas duas últimas épocas - magistral na época do título, com sete golos marcados que terão rendido dezenas de pontos - está este ano em clara perda de rendimento. O que é normal num jogador de 32 anos. Os números demonstram-no - apenas 2 golos marcados - mas as grandes exibições também começam a escassear. Ontem terá sido dos piores jogos que já o vi fazer pelo SCP. 

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Estamos claramente numa fase de transição na defesa, em que Coates perde importância e Luís Neto, outro jogador importante  no título de há duas épocas, se prepara para arrumar as chuteiras. As boas notícias são duas: Amorim está ciente disso e as contratações de Diomande e St. Juste prometem. Há muitos jovens defesas com potencial no plantel, outros a rodar (Quaresma, campeão nacional) e a equipa B está recheada de talentos que rapidamente darão o salto (Muniz parece-me o caso mais óbvio nesta fase). 

Palhinha, repito, é insubstituível. Mas temos um jovem com características semelhantes que dentro de 2 anos acredito que estará ao seu nível - Dário Essugo. Caso Ugarte saia no final da época, deve ser aposta. 

 

PS - Vi o 3o jogo do SLB esta época, contra o FCP(1-2). Havia visto outro jogo em que o SLB foi vulgarizado (contra o Braga, 0-3) e contra o SCP (2-2). Pertenço portanto a um grupo de pessoas restrito que não viu o SLB ganhar uma única vez esta época e assistiu a uma equipa vulgaríssima. Admito que só saiba da "missa" metade. Mas também admito que haja a habitual "missa" de adversários "acólitos" dóceis, árbitros simpáticos e jornais a fazer "coro" das maravilhas do treinador e de um jogador que vieram roubar ao SCP e marca os (muitos) penáltis ganhos. Posso estar a ser injusto, mas tendo visto os 3 jogos que vi, espanta-me que o SLB esteja em 1o.

Que mudanças para amanhã?

O nosso segundo desafio para a Liga dos Campeões disputa-se amanhã à tarde, no nosso estádio: vamos receber o Tottenham. Com problemas na defesa: temos dois centrais dextros lesionados.

Pergunto aos leitores quem deve integrar o nosso bloco defensivo, atendendo às circunstâncias, e que outras alterações sugerem no onze titular que este sábado defrontou - e goleou - o Portimonense em Alvalade.

Cabecinhas pensadoras.

 

A malta gosta de ataque, oportunidades, cruzamentos, desmarcações (e eu sou como a malta), mas este sistema Amorim é sólido como aço na defesa, mesmo admitindo que individualmente talvez não tenhamos os melhores defesas de todos os tempos.

Vi com atenção o jogo do Paços e ontem do Mafra. Típicas equipas de treinadores portugueses ambiciosos que querem chegar longe (não é uma crítica) na carreira. Equipas de ataque, fortes fisicamente, bom toque de bola, com desenhos nas jogadas e soluções, onde até os guarda-redes têm de dar ao pedal. A milhões de milhas do célebre defender com 9, bola no extremo a ver se o ponta de lança pinheiro a mete lá dentro.

O que vi foi muita coisa.

O que não vi foram oportunidades de golo em 180 minutos para os nossos adversários.

Até agora, o Sporting é de longe o best of the rest.

Veremos se somos suficientes para Braga (sim, o Braga…), Porto, Benfica e seus respetivos interesses. Nos três casos, são equipas com jogadores melhores do que aqueles que os nossos têm enfrentado, treinadores calejados e dados a mind games, estruturas e bancos agressivos que vão a todas e até for preciso.

O Sporting dentro de campo – e fora dele – terá de ter cabecinha.    

Breves: o Sporting - Rio Ave

Toda a gente elogia, e bem, o jogo "aberto" Sporting - Rio Ave. Percebo, mas ao mesmo tempo não me esqueço da forma primitiva como foram sofridos os dois golos e dos arrepios que causaram as diversas situações em que de um ataque sufocante do Sporting resultavam contra-ataques terríveis do Rio Ave, com situações de três para dois, dois para dois e até dois para um. É assim, e em erros básicos nas bolas paradas, que sofremos os golos todos. Continua a parecer-me que há um controlo da defesa para melhorar.

{ Blogue fundado em 2012. }

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