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As 12 lições que Bruno aprendeu com Trump, por Daniel Oliveira (acesso aberto a todos). Alguns destaques:

 

"A maioria dos intervenientes políticos e cívicos está limitada por algumas regras sociais de civilidade. Desfazer essas regras pode ser uma grande vantagem. Como se costuma dizer, não vale a pena atirares-te para a lama com um porco, ficas sujo e ele gosta. Banalizar o insulto permite retirar da contenda quem quer proteger a sua credibilidade. Quando repetido muitas vezes o insulto deixa de chocar. E quando deixa de chocar, a ausência dos oponentes nesse nível de debate passa a ser percecionada como sinal de fraqueza. No fim, resistem os mais agressivos, que conseguem acompanhar a violência do debate, o que leva o espectador desatento a equiparar os dois lados. Nisto, Bruno de Carvalho é uma cópia quase decalcada de Donald Trump. Apenas um pouco mais grosseiro. (...)

Quem tem acompanhado as polémicas do Sporting nas redes sociais fica varado com o cerco feito a qualquer pessoa que ouse fazer a mais pequena crítica a Bruno de Carvalho. Os ataques não passam apenas pela repetição dos argumentos dados pelo presidente, por mais estapafúrdios que sejam. Quase sempre recorrem ao insulto e à perseguição em matilha ou à ameaça explícita. A violência é tal que até os mais corajosos e persistentes desistem de participar no debate, deixando as tropas de choque sozinhas na arena. Dirão que tudo isto é o habitual das redes sociais. A diferença é que, neste caso, é coordenado. Muitos dos perfis são falsos ou anónimos e há fortes suspeitas de que a empresa de comunicação contratada pelo Sporting estreou em Portugal a estratégia experimentada por Trump e políticos de extrema-direita europeus. (...)

Qualquer fact-checking às intervenções de Bruno de Carvalho exigiria muito mais espaço do muito que ele usa. Tal como sucedia com Donald Trump. Em muitos casos a mentira é fácil de desmontar, de tal forma é descarada. Só que as mentiras são como as dívidas: uma é um problema para o mentiroso, muitas é um problema para quem queira repor a verdade. Perante uma sucessão de mentiras, que permitem construir uma realidade paralela (o fanático é condicionado a não acreditar na imprensa e em mais ninguém que não seja o líder), o adversário tem duas hipóteses: repor a verdade e ficar preso à agenda imposta pelo líder ou deixar que a mentira se instale como verdade."

Daniel Oliveira…

… escreve um artigo do Expresso, aqui sugerido por Filipe Moura, do qual, permitam-me, sublinho os respectivos destaques:

 

«Bruno de Carvalho teve tudo para ser o melhor presidente de sempre. A sede de mais poder e uma personalidade egomaníaca deitaram tudo a perder.»

«A conversa dos “croquetes” funciona porque tinha um forte fundo de verdade – um clube dirigido por elites, em que a massa de adeptos serve para encher estádios e não se mete nos negócios. Um modelo que mistura um clube de viscondes com uma empresa de banqueiros e bancários.»

«Quando os resultados são bons Bruno de Carvalho salta para o campo para mostrar a taça, quando são maus ataca os jogadores«

«Ao Sporting cabe tentar minimizar os danos das rescisões. E é evidente que outro presidente o fará em muito melhores condições do que Bruno de Carvalho»

«Ter o Conselho Diretivo a nomear uma Mesa da Assembleia Geral, mesmo que provisória, seria o mesmo que ter o primeiro-ministro a nomear o presidente da Assembleia da República»

«Bruno de Carvalho instiga a instabilidade interna para, no meio do caos, segurar e reforçar o seu poder. Não há nada mais destrutivo para uma instituição do que uma liderança assim»

«Se conseguir – e está a conseguir –, o Sporting deixará de existir para lá da sua vontade. E um só homem terá conseguido capturar uma instituição centenária»

«Álvaro Sobrinho está a aproveitar a confusão para impedir a redução iminente do seu peso na SAD. E, no limite, conquistar a maioria. O Sporting está entalado entre um louco e um oportunista»

«Um candidato mobilizador não pode vir de um passado que a esmagadora maioria dos sócios recusa e tem de assumir a parte positiva do legado do primeiro mandato de Bruno de Carvalho»

{ Blog fundado em 2012. }

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