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És a nossa Fé!

Paulinho Simon & Art Danifunkel

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14 de Julho de 2021, Parchal, Lagoa.

Paulinho toca um acorde certeiro e Daniel faz arte.

Um abraço para ambos, desejos de uma recuperação consistente para nos voltarem a dar muitas alegrias.

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No fundo é sempre isto.

Aconteça o que acontecer o lutador tem sempre de ficar, não vai estar o Daniel para o Paulinho passar a bola, vai estar o Manel, não interessa quem marca os golos, interessa é que se marquem golos.

Não interessa marcar um hat-trick (verdadeiro ou falso) ou um poker num jogo, interessa é marcar sempre mais que o adversário (ou adversários se considerarmos, também, os do instrumento de sopro).

Baden Powell (não estou a falar do brasileiro) criou uma divisa que dizia isto:

"Be prepared"; sempre prontos, traduziram. No caso do Sporting é preciso estar preparado, pronto e acima de tudo desconfiado, entrar sempre desconfiado, em campo, pode ser a chave do sucesso.

"The figher still remains", como dizia o outro.

Balanço (15)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre DANIEL BRAGANÇA:

 

- Pedro Boucherie Mendes: «É de assinalar como Bragança não entrou nos descontos como "prémio" de uma coisa qualquer.» (26 de Julho)

- David Rodrigues: «É um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8. (...) Vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.» (31 de Julho)

- JPT: «Saravia é craque, Bragança acalenta a crença.» (20 de Outubro)

Eu: «O melhor em campo: respira classe tanto na recepção como no passe no corredor central, desta vez com mais liberdade para avançar no terreno. Serviu sempre bem os colegas e tentou ele próprio o golo.» (22 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Esteve excelente como playmaker e é de facto uma alternativa válida ao box to box Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco.» (17 de Janeiro)

AHR: «O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo. (...) Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.» (30 de Abril)

A época de afirmação do Daniel Bragança

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Se realmente é verdade que Palhinha e Matheus Nunes estão de saída, se para as duas posições do meio-campo irão existir apenas Ugarte, Essugo, Morita e o próprio Daniel Bragança, não acreditando eu minimamente que Amorim vá recuar a máquina de golos que é Pedro Gonçalves e teimando ele que o lugar de Tabata é mais à frente, então a próxima época parece ser forçosamente a época de afirmação do... Daniel Bragança.

Se a questão se resolvesse por votação dos sócios com plenos direitos para o efeito, o Daniel chegava próximo dum apoio pleno. Porque entrou muito novinho pelo Sporting, porque foi campeão nos escalões jovens, porque já cá estava com o Bruno, porque cá ficou com o Varandas, porque teve um percurso de empréstimos similar a Adrien, porque ainda cá está depois destes anos todos e tem contrato até 2025, porque é um injustiçado do Amorim, porque há desmaios das moças do estádio e dos tasqueiros das redes sociais quando ele acelera em campo, porque é agenciado pelo Jorge Mendes mesmo que aqueles que odeiam o homem façam por esquecer o facto, porque é uma jóia de moço, porque a namorada é bonita, porque é daqui ao lado onde vivo, porque parece um surfista, porque isto, porque aquilo, tem mesmo de ser.

Tenho até o previlégio de ter sentado em Alvalade à minha frente um "velhote" que passa meio jogo aos berros: "Mete o Bragança!" Até que um dia, entrando ele atrasado, o enganei apontando para Ugarte ou outro qualquer e dizer-lhe que o Bragança naquele dia era titular. Como a visão dele, como a minha, já teve melhores dias... a aldrabice ainda aguentou um pedacito.

O problema é que... a próxima época não pode ser a de Daniel Bragança à custa do Sporting, tem de ser a do Sporting muito ajudado pelo Daniel Bragança. Tem de ser ele a levar o Sporting ao topo, e não o inverso.

E aqui é que a porca torce o rabo. Embora tenha visto (e estranhado) o Daniel a jogar a trinco nos sub23, entra pelos olhos de todos que o lugar dele é de médio ofensivo, nem 6, nem 8 mas a 10, a jogar pelo meio bem de frente para a defesa contrária. Se para a frente ele parece um carro de competição, para trás parece um cavalo a trote. Mas quantos jogadores desse tipo existem por esse mundo fora, ou existiram no passado no Sporting? Samuel Fraguito, por exemplo.

De frente para a defesa adversária o Daniel é extremamente intuitivo, percebe extremamente bem os movimentos dos colegas, acelera o jogo através do passe em profundidade ou temporiza muito bem deixando a equipa posicionar-se, tem pronta reacção à perda, boa chegada a área e remate pronto. 

Na recuperação defensiva, o Daniel nem consegue correr mais que o adversário nem lhe consegue ganhar metendo o físico, e com isso é forçado a deixá-lo ir ficando a defender com os olhos ou a incorrer a faltas que geram livres perigosos. Ou seja, nada que ver com Matheus Nunes, nem mesmo com João Mário. Nem no meu entender, que pelos vistos não é o de Amorim, com Tabata. Deixo aqui Morita de fora da análise, espero para ver. Dois dos golos sofridos pelo Sporting esta temporada,  aquele do Odday Dabagh em Arouca e o segundo do Benfica em Alvalade, ilustram bem este meu ponto de vista.

Pelo que me parece que para o Daniel ser titular, entrar de início, ganhar embalagem que lhe permita triunfar no Sporting e até chegar à Selecção Nacional, o sistema táctico do Sporting tem de deixar de ser o 3-4-3 e tem de ser outra coisa, seja um 4-4-2 ou um 3-5-2. Neste ultimo caso, a entrada do Daniel quase obrigava a sair... o ponta de lança/pivot/avançado-centro. Ou seja, o Paulinho... Mas este corre e luta bem mais...

Irá isso acontecer? Sinceramente, duvido... O que virá mesmo a ser uma pena para o rapaz de que muito gosto. Mas por alguma razão os clubes ingleses andam loucos por Matheus Nunes e nada se ouve sobre o Daniel Bragança.

Mas isto sou eu a pensar alto. Qual é a vossa opinião sobre este assunto?

A próxima época vai mesmo ser a época de afirmação do Daniel Bragança ao serviço do Sporting?

SL

Daniel Bragança deve ser emprestado

Texto de AHR

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Em determinados jogos há que fazer adaptações em função da natureza desses jogos. O Benfica contra o Sporting jogou com cinco defesas e um bloco defensivo baixo, porque a natureza do jogo assim o exigia.

O problema do Sporting é que joga sempre com cinco defesas (é verdade que às vezes Nuno Santos substitui o defesa esquerdo, mas é raro). Amorim é pouco elástico e adopta sempre o mesmo sistema. As outras equipas já perceberam isso e, se forem astutas, conseguem anular o jogo do Sporting, muito baseado no efeito surpresa e no passe longo.

 

Não faço oposição a Amorim, até porque partilho a avaliação que ele faz sobre a qualidade dos jogadores.

Se não fosse ele, ainda teríamos o João Mário no Sporting.

Também eu disse aqui, sujeitando-me a críticas, que o Jovane, por muita admiração que nutra pela sua humildade e entrega ao jogo, não tinha lugar neste Sporting. Curiosamente, pouco depois, o Jovane foi emprestado.

Quanto ao Tiago Tomás, também tenho dito que o achava verde, algo trapalhão, e pouco lúcido na hora da decisão. Curiosamente, o Tiago Tomás também foi emprestado e anda a fazer pela vida lá fora. Anda a ganhar experiência e parece que tem evoluido.

 

O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo.

Na minha opinião, Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.

Isto de fazer subir os jovens ao escalão principal para depois serem mantidos como suplentes, com os anos a passar, é cortar-lhes as pernas. O Jovane deveria ter sido emprestado há mais tempo, o Tiago Tomás talvez se salve, e Bragança parece seguir os passos do Jovane, com tempo de mais a passar no banco e a idade a avançar.

 

O Sporting tem que olhar para a política desportiva do Porto, que parece ser a correcta.

Os jovens, antes de chegarem à equipa principal, vão fazer um tirocínio e, em função dos resultados, assim regressam ou não ao clube.

O Sporting fez isso com Matheus Nunes e o resultado está à vista. Ou se faz o mesmo, e já, com Bragança, ou temos mais um investimento promissor das camadas jovens falhado.

 

Texto de AHR, publicado originalmente aqui.

Pódio: Daniel, Pedro Gonçalves, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Vizela-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 19

Pedro Gonçalves: 18

Sarabia: 17

Matheus Reis: 17

Palhinha: 15

Adán: 15

Nuno Santos: 15

Paulinho: 15

Gonçalo Esteves: 14

Esgaio: 14

Coates: 13

Gonçalo Inácio: 13

Ugarte: 12

Tabata: 2

Matheus Nunes: 1

Tiago Tomás: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Daniel Bragança como melhor em campo. A Bola optou por Sarabia.

O dia seguinte

Foi uma equipa ainda convalescente do desastre dos Açores a que entrou em Vizela. A vontade de voltar ao modelo de jogo que conduziu às vitórias estava lá, o atrevimento ofensivo com Nuno Santos e Daniel Bragança em vez de Feddal e Matheus Nunes também, mas a pressão do adversário intranquilizou, Coates não estava nos seus dias e estivemos perto de sofrer um golo depois duma perda de bola no meio-campo. Valeu-nos o Santo Adán.

Depois a equipa reagiu bem. Inácio e Matheus Reis garantiam uma boa saída de bola, o lado direito com Esgaio e Sarabia começou a carburar, na primeira oportunidade Pedro Gonçalves marcou um grande golo e partir daí só deu Sporting. Ao intervalo a ganhar por 2-0, o Sporting entrou na 2.ª parte para não dar hipóteses ao adversário, estivemos sempre muito mais perto do 3-0 do que o Vizela de marcar algum golo até a dupla do meio-campo dar o berro. Depois quase voltámos ao registo inicial e o Vizela até poderia ter marcado.

Ficou assim com final feliz um jogo que só não foi mais tranquilo pelo dia menos positivo do "El Patrón" (não sei se distraído pelo fazer de malas para ir ao Uruguai com o "afilhado") e pelo desperdício de golos do tridente ofensivo, o tal PSP que cada vez articula melhor mas concretiza bem menos do que poderia.

Daniel Bragança esteve excelente como "playmaker" e é de facto uma alternativa válida ao "box to box" Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco. Mais um amarelo, mesmo que tenha sido muito injusto. Mas independentemente das características dum ou doutro, a questão é que são quatro médios para dois lugares e convém ter todos nas melhores condições. Todos têm que jogar aqui ou ali.

Concluída esta jornada, estamos em segundo lugar a 3 pontos dum Porto que lá vai ganhando conforme pode e sabe (desta vez foi um sul-africano que fez os possíveis para ir tomar banho mais cedo) e com 6 pontos de vantagem dum Benfica à deriva. Andamos a jogar contra tudo e contra todos, defrontamos equipas que mais parecem filiais dos rivais, arbitragens que nos castigam com cartões e nos limitam a possibilidade de discutir o jogo, mas mesmo assim a verdade é que tudo depende de nós, melhor equipa nacional não existe.

 

PS: Claro que Nuno Santos esteve mal ontem, como esteve em Alvalade, mas comparar o rapaz a alguns artistas de circo do Porto... por amor da Santa. Ou da tal Bruxa, funcionária. 

Isto vai lá... Jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Vizela (0-2). Três pontos arrancados sem grande dificuldade à equipa minhota, que já havíamos vencido por 3-0, em Alvalade, no início deste campeonato. Agora com os dois golos marcados ainda na primeira parte por Pedro Gonçalves (28') e Daniel Bragança (42'). 

 

De Pedro Gonçalves. Regresso aos golos após um jejum de nove jogos sem marcar. Já fazia falta, o Pedro artilheiro. Marcou no estilo a que nos habituou: mais em jeito do que em força, com um remate muito bem colocado, para o ângulo superior direito da baliza vizelense. Que seja o primeiro de muitos em 2022.

 

De Sarabia. Muito influente, o internacional espanhol. Com pormenores de pura classe. Assiste Pedro Gonçalves no primeiro golo, faz um excelente cruzamento que inicia o segundo e oferece outro, aos 50', que o n.º 28 desperdiça. Esteve ele próprio quase a marcar, aos 88', num remate travado com dificuldade pelo guarda-redes Pedro Silva, formado em Alcochete.

 

De Matheus Reis. Vai refinando a exibição de jogo para jogo. Hoje foi o melhor do nosso quinteto defensivo. Excelentes cortes aos 69', 72' e 80'. Muito seguro no passe e na condução da bola. Tem a titularidade agora sempre garantida, quer como central (a posição a que regressou nesta partida), quer como lateral esquerdo.

 

De Daniel Bragança. O melhor em campo. Rúben Amorim surpreendeu ao colocá-lo como titular, deixando Matheus Nunes no banco. O jovem médio criativo formado em Alcochete correspondeu da melhor forma à confiança do técnico: organizou jogo, teve sempre precisão no passe e marcou um soberbo golo, num disparo forte com o seu pé esquerdo, coroando magnífica jogada colectiva que teve também Sarabia e Nuno Santos como intervenientes. 

 

Deste início da segunda volta. Voltámos às vitórias, depois do percalço ocorrido em Ponta Delgada na jornada anterior, num jogo que dominámos por completo a partir do quarto de hora inicial. Na segunda parte limitámo-nos a segurar a vantagem, aspecto em que somos muito fortes. Continuamos a fazer marcação cerrada ao FC Porto e ampliámos a distância face ao Benfica, terceiro classificado da Liga, agora seis pontos abaixo de nós.

 

De não termos sofrido qualquer golo. Continuamos a ser a equipa menos batida deste campeonato 2021/2022: só dez golos em 18 desafios. Os dois jogos anteriores, em que sofremos cinco, terão sido incidentais.

 

De ver o Sporting marcar há 31 jornadas seguidas. Sinal inequívoco da grandeza desta nossa equipa, tão bem orientada por Rúben Amorim.

 

 

Não gostei

 

Dos 15 minutos iniciais. Entrada forte do Vizela, que nos remeteu ao reduto defensivo nessa fase da partida em que podíamos ter sofrido um golo, logo aos 7'. Felizmente Adán estava atento e anulou o lance com uma enorme defesa, confirmando que continua em excelente forma.

 

De Coates. Entrada displicente do nosso capitão, forçado a fazer falta que lhe valeu amarelo logo aos 3', passando a actuar condicionado a partir daí. Parece em má condição física.

 

Da falta de golos na segunda parte. A nossa vitória acabou por saber a pouco com tanto domínio. 

 

Daquele sururu no final. Já no tempo extra, gerou-se enorme confusão junto ao banco leonino com jogadores e membros das equipas técnicas a trocarem insultos - e também com altercações entre adeptos das duas equipas na bancada central do estádio. Não havia necessidade.

Quente & frio

Gostei muito de confirmar que o Sporting chega ao Natal mantendo-se em todas as frentes desportivas, algo que não aconteceu no ano passado. Seguimos no topo do campeonato, permanecemos na Liga dos Campeões, transitámos para as meias-finais da Taça da Liga e esta noite chegámos aos quartos--de-final da Taça de Portugal derrotando o Casa Pia por 2-1 no estádio Pina Manique. Com boa réplica da equipa visitada, que ocupa o quarto lugar na Liga 2. Além disso continuamos invictos nas competições nacionais desta temporada: nem uma derrota sofrida.

 

Gostei de três desempenhos em particular. Coates, um dos centrais mais goleadores da história do Sporting, voltou a ser decisivo ao desbloquear o 1-0 que se mantinha desde os 8'. Desta vez o nosso capitão não marcou de cabeça, na sequência de um canto: o seu golo, aos 33', foi com o pé direito. Sarabia marcou hoje pela quarta vez nos últimos cinco jogos - um golão que fez a bola embater com estrondo na barra, ultrapassar por centímetros a linha de baliza e voltar a subir à trave, tal foi a potência do remate: estavam decorridos 58', selava-se o resultado do encontro. Destaco ainda o desempenho de Daniel Bragança, para mim o melhor em campo: respira classe tanto na recepção como no passe no corredor central, desta vez com mais liberdade para avançar no terreno. Serviu sempre bem os colegas e tentou ele próprio o golo em dois disparos bem colocados, aos 23' e aos 42'.

 

Gostei pouco da lentidão da nossa equipa na primeira parte, com vários jogadores presos de movimentos. Nazinho, como ala esquerdo titular, não resultou. Pedro Gonçalves andava meio perdido. Sarabia mal se viu neste período inicial. Após o intervalo, Rúben Amorim trocou Nazinho por Paulinho: rima e bateu certo. O n.º 21 fez a diferença assim que entrou, arrastando marcações e abrindo diagonais em movimentações constantes. Não tardou muito para que o empate a uma bola registado ao intervalo se desfizesse: foi, de longe, o melhor período do Sporting. Durou até ao minuto 71, quando Tabata viu o cartão vermelho. Depois, imperou a preocupação de segurar a vantagem tangencial e até de recorrer a expedientes típicos do futebol português para queimar tempo à espera que soasse o apito final. Terá sido eficaz, mas não foi bonito.

 

Não gostei de verificar que o Sporting continua a marcar poucos golos. Estivemos a perder durante um quarto de hora, a partir dos 8', empatámos e após o intervalo carimbámos a vitória contra o Casa Pia. Sem ambição de ampliar a vantagem. É verdade que tivemos um a menos nos 20 minutos finais, mas defrontávamos uma equipa do segundo escalão do futebol português. Também não gostei que se cumprisse o sétimo jogo seguido sem Pedro Gonçalves a marcar. É certo que mandou uma bola ao poste, aos 53', e foi ele a pontapear o canto de que resultou o primeiro golo, mas habituou-nos a ser mais acutilante e concretizador do que mostrou nesta difícil vitória frente ao Casa Pia.

 

Não gostei nada da actuação de Rui Costa, um dos piores árbitros ainda em actividade quando já podia e devia ter arrumado as botas. Perdoou dois penáltis à turma da casa, esteve prestes a anular o golaço limpo de Sarabia (valeu-nos a intervenção da vídeo-arbitragem, já existente nesta fase da Taça de Portugal) e tomou uma decisão desproporcionada ao expulsar Tabata num lance em que apenas se impunha o amarelo. De qualquer modo, o brasileiro deve rectificar o comportamento em campo: esta é a segunda vez em que é expulso num intervalo curto. Só é útil para a equipa quando está em jogo, não quando recebe ordem de expulsão.

É chato

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Durante três anos, andaram umas dúzias de fervorosos militantes anti-Varandas a bradar contra a alegada "submissão" do Sporting à Gestifute, garantindo que o nosso emblema iria tornar-se refém desta empresa a muito curto prazo. Por ironia, eram os mesmos que bateram palminhas e soltaram urros de alegria quando Jorge Jesus, um dos principais treinadores do catálogo de Jorge Mendes, assumiu as funções de técnico principal do futebol leonino. Nessa altura, ao que parece, a Gestifute não era produto tóxico...

Como tem acontecido em tantas outras matérias, a realidade encarregou-se de desmentir as fábulas da tal legião anti-Varandas. Aos poucos, o nosso plantel profissional foi-se preenchendo com futebolistas representados por outros empresários. O penúltimo ainda representado por Mendes, Rodrigo Fernandes, acaba de rumar ao Dragão após ter sido lançado por Silas na equipa principal, onde não singrou. 

Neste momento, dos nossos jogadores do primeiro escalão, só Daniel Bragança e Manuel Ugarte mantêm vínculo à Gestifute. Apenas dois em vinte e três, portanto. Conclusão: fica a narrativa dos tais reduzida a coisa quase nenhuma.

É chato.

Matheus Nunes, Daniel Bragança, Tabata

Texto de David Rodrigues

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Posso estar enganado, mas a posição do jogador que irá jogar ao lado do Palhinha não é bem a do tradicional 8. Será uma mistura de 8 com 10.

Um verdadeiro box-to-box com golo. Que ligue a equipa, o maestro da equipa.

 

Nem Palhinha é um verdadeiro 6 neste sistema de jogo. A posição 6 começa a ser feita pelo defesa central do meio.

Palhinha também tem liberdade para ligar a equipa e tentar o golo.

Ou seja, neste sistema de jogo cada posição é feita por dois jogadores. Ou, visto outra forma, cada jogador faz mais do que uma posição dentro do campo de jogo. A razão da preferência de jogadores polivalentes por Rúben Amorim.

 

Na época 2015/16 tínhamos:
6 - William Carvalho
8 - Adrien Silva
10 - João Mário

O meio-campo da seleção campeã da europa.

 

João Mário foi um excelente jogador na época passada. Só tinha um problema: não tinha velocidade nas pernas para fazer o papel de 8. Mas tem pantufas e inteligência para perfumar o futebol paciente. E tinha a sorte de ter Palhinha que fazia, também, a parte das funções dele libertando-o.

Na sua nova equipa, ou o reforço francês permite-lhe ter a mesma capacidade no sistema de três centrais, ou caso contrário, Jorge Jesus comprou lenha para se queimar, pois tem que jogar em 4-4-2, e apenas neste sistema táctico, para tirar o máximo rendimento do jogador.

 

Daniel Bragança é um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8.

Rúben Amorim tentou variar o sistema tático, usando um 3-5-2, com Daniel Bragança a 10. O resultado não foi muito famoso.

Daniel Bragança vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.

 

Palhinha não tem substituto no Sporting.

Ugarte é um misto de 6 e 8 raçudo e bom tecnicamente. A ser contratado, permite dar fôlego e descanso a Palhinha; e nos jogos com adversários fortes fazer dupla com ele.

Matheus Nunes, se se libertar ainda mais, será um box-to-box de altíssimo quilate com golo nos pés. Não pode falhar tantos passes, como em alguns jogos o fez.

Tabata é um bocado incógnita. Tem muito golo nos pés e é tecnicamente desinibido também. Terá a raça e o poder de choque do Matheus Nunes?

 

O tempo responderá e é nos treinos, em função das características do adversário, das lesões, da forma, e dos castigos, que será dada resposta.

 

Texto do leitor David Rodrigues, publicado originalmente aqui.

Não há um onze titular indiscutível

Texto de Francisco Gonçalves

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A fórmula usada por Rúben Amorim na época passada, e que tão bons resultados produziu, deverá ser repetida nesta época prestes a iniciar-se.

Não há um onze titular indiscutível. Há adversários que são analisados previamente e que, face à análise, implicam a escolha deste ou daquele onze inicial do Sporting Clube de Portugal.

Não é só na questão da pontuação que Rúben Amorim defende a teoria do jogo a jogo. Também na selecção do onze inicial nota-se que o treinador escolhe aqueles que, face a determinadas circunstâncias, serão os melhores para aquele tipo de exigência.

Na última época, vimos jogadores a saltar, com alguma surpresa, para o onze inicial. Por norma, essas alterações prendiam-se mais com as características do adversário do que com algum abaixamento de forma do jogador que saía do onze.

 

Para a posição 8, o Sporting Clube de Portugal possui jogadores de excelente qualidade. Estou convencido de que Rúben Amorim há-de saber encontrar aquele que, entre os candidatos ao lugar, melhor se adapte ao adversário. Hoje, pode ser Matheus Nunes; amanhã, pode ser Tabata; depois de amanhã, pode ser Daniel Bragança.

Muito importante para o Sporting Clube de Portugal é saber que existem várias opções para preencher a posição 8 e que todas elas convergem para superar as diferentes dificuldades que o clube irá encontrar em todos os jogos das diferentes competições em que vai participar.

 

Para o próximo sábado, contra um adversário que tem um meio-campo muito combativo – Sporting Clube de Braga -, apostaria no Matheus Nunes.

Para o jogo contra o Futebol Clube de Vizela apostaria no Tabata.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Balanço (15)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre DANIEL BRAGANÇA:

 

Leonardo Ralha: «Trouxe uma dinâmica no meio-campo que contrastou com a modorra de Wendel.» (29 de Agosto)

- José Navarro de Andrade: «O nosso Pirlo desanuviou a sua visão de 270 graus e lá ia a bola ter onde ele punha os olhos, sem correrias nem guinadas. Este rapaz não consegue falhar um passe e antecipa a jogada como se tivesse visto o replay antes dela ter começado.» (15 de Dezembro)

Eu: «Fundamental nas variações de flanco e na precisão de passe na "casa das máquinas" do nosso meio-campo, cumprindo a missão que tem sido confiada a João Mário. É ele quem inicia o lance do primeiro golo, aos 64', e quem recupera a bola na jogada que dá origem ao segundo, seis minutos depois.» (16 de Dezembro)

- Paulo Guilherme Figueiredo: «Que fazia Daniel Bragança na 2.ª Liga na época passada?» (21 de Dezembro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Estamos muito bem servidos com João Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança. Que é como quem diz, William Carvalho aqui, hoje, não calçava.» (11 de Janeiro)

Luís Lisboa: «Um 10 talentoso e intuitivo.» (15 de Maio)

Pódio: Daniel Bragança, Palhinha, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 17

Palhinha: 16

Paulinho: 16

João Mário: 15

Nuno Mendes: 14

Adán 14

Porro: 14

Coates: 13

Gonçalo Inácio: 13

Matheus Reis: 12

Pedro Gonçalves: 12

Tiago Tomás: 11

Feddal: 10

Matheus Nunes: 6

 

A Bola  elegeu  Palhinha  como melhor em campo. O Record  optou por  PaulinhoO Jogo escolheu Daniel Bragança.

A voz do leitor

«Gosto sempre de ver Daniel Bragança jogar. Apesar dos poucos minutos que tem tido, não esmorece no banco. Entra moralizado e com vontade de ganhar. Defende e ataca, é eficiente, despachado, puro, virtuoso e humilde. Excede-se na técnica apenas em último recurso, e sai-se bem. Quando a bola lhe chega, agita. Foco na baliza, só lateraliza se for obrigado. Não sei quanto vale nos 90’, mas já tem na prateleira o prémio de melhor jovem jogador da 2.ª Liga. Futuro capitão do Sporting.»

 

Leão de Quiosque, neste meu texto

Ladeira acima

Ó rapazes, então não vos vos disse que isto agora ia ser sempre a subir? Doravante os fracos vão deitar às malvas qualquer veleidade futebolística para não se atolarem na tabela e os fortes vão-nos enfrentar de orgulho ferido por um bando de rapazolas mais um par de jarretas lhes terem feito tamanha desfeita de se porem à frente deles. Ambos recorrerão, por um lado, ao método paleolítico do homem-a-homem com cotoveladas, pisadelas e sarrafadas e, por outro, ao de se espojarem agarrados à cara mal percam a bola ou falhem a marcação. Os jogos do Sporting estão a ficar aborrecidos, enervantes e arrítmicos e lá está o patego do apito para garantir que isto seja assim. Também terão visto logo ao início aquele Khacef a fazer-se ao pé de Porro, este a sorrir-lhe e com um gesto de mão a dizer "vem cá, vem" e o longo assédio que se seguiu - como é diferente o futebol em Portugal...

Eu também sou exímio em "sofástica", neologismo inventado agora mesmo para designar os peritos que se aliviam de sofismas desde o sofá, e também sei sempre o que fazer desde que não me obriguem a responsabilizar-me pelo que digo. Por isso acho que Rúben Amorim aceitou telepaticamente o meu conselho de trocar o Nuno Santos pelo Bragança o que, tal como previ, mudou logo a fluência do jogo. Depois, foi esperar que TT amadurecesse meia-época no hiato de um jogo para começar como junior em remates à baliza e acabar como avançado veterano. A continuar assim o rapaz retira-as aos 37 anos no final da temporada.

Calma rapazes, é respirar fundo, contar até 3 e seguir em frente.

A falta que um cérebro faz

Como disse Rúben Amorim na entrevista final o Sporting teve uma primeira parte pé de salsa e sobretudo carente de hemisfério cerebral esquerdo. Como disse Ricardo Soares, o treinador do Gil Vicente, a entrada de Bragança e depois de João Mário trouxeram a inteligência que tanto faltava. Os passes passaram a chegar ao destino porque já não eram enviados para o endereço errado e se na primeira parte os remates do meio-campo iam contra a muralha vicentina, na segunda a porta do castelo foi arrombada, não à força mas com jeito.
Esta primeira parte não é, portanto, para esquecer, mas para rememorar.  O Sporting tem sempre que alinhar com um daqueles dois clarividentes se quiser dominar o terreno e ter a bola por amiga. Ela depois lá saberá de que pés há-de partir para a baliza, nem que sejam de um defesa central com cabeça e tudo.
No fim do jogo começou outro. Terminada a época haveria um gramático de catalogar quantas formas se usaram para fazer a mesma pergunta. O prefácio da obra caberia a um psicólogo explicando que doença maníaca será esta de fazer sistematicamente uma pergunta já mil vezes respondida. 

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