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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Grande dia de Sporting. Pela tarde a equipa B ganhou mais uma vez, agora em casa do Oliveira do Hospital e com um golo da nova paixão de Rúben Amorim, o Giovani Quenda, e logo depois as senhoras do voleibol feminino conseguiram o acesso à final four do campeonato à custa do Benfica.

À noite foi tempo de rumar a Alvalade. Cerca de 40 mil nas bancadas, pelos motivos conhecidos dificilmente se chega a mais, uma das melhores exibições da época. Mais uma goleada, agora a uma equipa que ainda recentemente tinha feito o Porto perder dois pontos no Bessa.

O Boavista entrou a todo o gás, com a lição bem estudada. Duma má intervenção de Israel conseguiu, com um remate acrobático, colocar-se em vantagem. Foi uma faca de dois gumes. Por um lado ganhou confiança para o que ali vinha, por outro foi abdicando de atacar e deixando o Sporting fazer o seu jogo e causar estragos.

Demorou demasiado a concretização desses estragos, quase todos criados por Paulinho, que deambulando entre a zona central e o lado esquerdo, sempre disponível para tabelinhas com Morita, muito baralhava a organização defensiva adversária, um 5-4-1 estacionado atrás. Da primeira vez, o golo a que assistiu foi anulado por 26 cms, mas pela segunda já não foi: cruzamento de luxo para o golo do sueco. Entretanto a lesão dum defesa central tinha fragilizado a defesa boavisteira.

 

Com o jogo empatado ao intervalo, Amorim puxou da cabeça, interrogou-se como é que o Sporting podia perder pontos num jogo destes e logo descobriu a solução. Só mesmo o medíocre apitador conseguir amarelar Hjulmand. E o treinador fez aquilo que tinha de ser feito com esta "nobreza" da APAF. Trocar o melhor de Bérgamo por Bragança.

O Sporting voltou a não entrar bem na segunda parte. O jogo tornou-se confuso até que dum grande centro tenso de Catamo com "o pé trocado", Paulinho marcou um grande golo, mesmo "à ponta de lança". Ouviu-se em Alvalade mais uma vez e bem forte o cântico do Paulinho, acho que desta vez até o ressabiado tasqueiro mais surdo terá ouvido.

Aproveitou Amorim para dar descanso a Matheus Reis metendo Inácio. Estava a ganhar, estabilizou a defesa, o Boavista tinha de fazer pela vida. O espaço atrás começou a existir e então foi o festival Gyökeres. Bem servido, com um super-Bragança de cadeirinha 10 a comandar as operações, com espaço e já com a defesa adversária desgastada, o sueco foi como um tubarão atacar um cardume de sardinha. Morcona, de preferência. Um festim.

Foram 6-1, podiam até ter sido mais. O sueco fez "hat trick", Paulinho marcou o último. O estádio todo cantou o cântico dum e doutro no final do jogo.

 

Melhor em campo ? Gyökeres obviamente, mas Paulinho foi o "abre-latas" do jogo. Não admira que o sueco já tenha dito que é com ele que se entende bem. Visto do outro lado, é como segundo ponta de lança que Paulinho se sente melho: foi assim com Slimani e é assim com o sueco. Bragança também esteve excelente na segunda parte.

Arbitragem? Manhosa, para dizer o mínimo, a fazer recordar "padres" e "missas". Valeu o VAR no lance do penálti para o impedir de inventar uma regra nova. Não interessa ver? Repete.

No final mais uma óptima conferência de imprensa de Amorim, a explicar muito bem as suas opções em termos de jogo e de banco. Ou ele é realmente duma inteligência extraordinária ou então muita gente que se diz Sportinguista de futebol não percebe porra nenhuma. Algures no meio estará a verdade.

 

Assim fechou com chave de ouro o ciclo infernal. Foram 12 jogos em 40 dias, 8V3E1D, 32-10 em golos.

07/02 - U.Leiria 0 - Sporting 3 (TP)

11/02 - Sporting 5 - Sp. Braga 0

15/02 - Young Boys 1 - Sporting 3

19/02 - Moreirense 0 - Sporting 2

22/02 - Sporting 1 - Young Boys 1

25/02 - Rio Ave 2 - Sporting 2

29/02 - Sporting 2 - Benfica 1 (TP)

03/03 - Sporting 3 - Farense 2

06/03 - Sporting 1 - Atalanta 1 (LE) 

10/03 - Arouca 0 - Sporting 3

14/03 - Atalanta 2 - Sporting 1 (LE)

17/03 - Sporting 6 - Boavista 1

 

E agora? Descansar, recuperar o Pedro Gonçalves, treinar sem a dezena que vai às selecções e logo se verá. Morita regressará mais uma vez de rastos, Diomande vai fazer férias em pleno Ramadão, Trincão se calhar vai dar mais cabo do pé na selecção.

Muita coisa pode acontecer. Depois virá um ciclo menos intenso mas quase definitivo em termos de objectivos da época.

SL

De novo no topo, entre palmas e assobios

Sporting, 3 - Farense, 2

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Daniel Bragança abriu a contagem no dia da sua estreia como capitão da equipa em Alvalade

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

O pior em campo na jornada anterior desta vez ficou de fora: Adán, com lesão muscular, nem no banco se sentou. O mesmo aconteceu com Gonçalo Inácio. Para compensar, tivemos os regressos de St. Juste, novamente titular ao fim de três meses de ausência. E de Trincão, que começou no banco mas saltou lá para dentro, já recuperado da lesão traumática contra o Rio Ave em lance que devia ter sido penálti mas nem falta chegou a ser assinalada por um árbitro que corre o risco de ganhar o campeonato da incompetência.

Foi, pois, um onze poupadinho, este que no passado domingo enfrentou o Farense no nosso estádio, perante mais de 39 mil espectadores - as assistências avolumam-se à medida que prossegue a contagem decrescente rumo ao título que tanto ambicionamos.   

Além dos já mencionados, ficaram de fora Geny, Coates, Morita e Eduardo Quaresma. Já a pensar no desafio desta tarde, contra a Atalanta, para a Liga Europa. Mas, quando o árbitro Cláudio Pereira fez soar o apito final após boa actuação em Alvalade, apenas o moçambicano ficou mesmo sem jogar. Os outros foram entrando à medida que surgiam dificuldades e se impôs a necessidade de fazer sair os mais exaustos. O calendário tão intenso, com jogos de três em dias, vai impondo níveis muito elevados de fadiga física.

 

Talvez para prevenir isso, entrámos com óbvia vontade de garantir uma vitória rápida contra a turma algarvia, que havíamos vencido na primeira volta por 3-2 em Faro. Em desafio que se revelou muito mais difícil do que se previa.

Não há dois jogos iguais, mas o resultado deste Sporting-Farense repetiu o do embate anterior. Com grau de dificuldade idêntica. E no entanto até nem faltou quem antevisse goleada, pois antes da meia hora já vencíamos por 2-0.

Primeiro com uma bomba disparada por Daniel Bragança, de pé direito, aos 11': o disparo foi de tal ordem que embateu com estrondo na barra, desceu à linha de baliza subiu novamente ao ferro e só então entrou. Fazendo levantar o estádio em louvor ao jovem formado na Academia, em estreia como capitão no nosso estádio. Dedicou o golo aos avós, ali presentes, e emergiu sem sombra de dúvida como o melhor em campo.

Depois, destacou-se o suspeito do costume: Viktor, o craque sueco que faz jus ao nome próprio. Meteu-a lá dentro com assistência soberba de Pedro Gonçalves já de ângulo muito apertado, junto à linha de fundo do lado esquerdo. Aconteceu ao minuto 29: os três pontos pareciam garantidos.

 

Mas ainda não estavam. Porque aos 32' o argelino Belloumi despejou-nos um balde de água fria em forma de golaço, batendo Israel nesta tarde em que se estreava entre os postes num jogo da Liga 2023/2024. Remate indefensável: o jovem uruguaio ainda voou, mas sem conseguir deter a bola. Ao intervalo, 2-1.

Viemos estranhamente apáticos do balneário. Concedendo iniciativa de jogo ao adversário, em contraste com o sucedido na meia hora inicial, quando soubemos explorar muito bem a profundidade e fechar as linhas de passe do Farense.

Instalava-se o nervosismo nas bancadas.

O facto de o guarda-redes ser caloiro neste campeonato e o trio defensivo (St. Juste, Diomande e Matheus Reis) actuar também pela primeira vez não ajudou. O que viria a confirmar-se quando os forasteiros empataram, aos 50', pelo caboverdiano Zé Luís.

Havia que tocar a rebate. E assim foi. Três minutos decorridos, Pedro Gonçalves - com assistência de Esgaio - meteu-a lá dentro, bem à sua maneira, fixando o resutado.

 

Depois foi gerir. Com bola e sem ela. Jogo controlado, pausado. Aos 55', tripla alteração: Rúben Amorim trocou Pedro por Francisco (Trincão), Matheus por Eduardo (Quaresma) e Morten por Morita. A pensar na recepção de hoje à equipa italiana, sim. E também a prevenir lesões musculares, cada vez mais prováveis à medida que o calendário aperta.

Entraram depois Coates para render St. Juste - e trancar ainda mais a nossa defesa, novamente com ele a capitão e Diomande remetido ao flanco esquerdo dos centrais - e Paulinho, este como substituto de Edwards, mas tão apagado ou mais do que o titular. 

Foi o melhor que se arranjou: outro 3-2. Suficiente, ainda assim, para atingirmos 59 pontos à 24.ª jornada (para nós 23.ª pois mantemos um jogo em atraso) e recuperarmos a liderança da Liga isolados, beneficiando da goleada sofrida pelo Benfica no Dragão.

Aplausos à equipa? Claro que sim. Assobios é que não: infelizmente ouviram-se muitos, demasiados, nos minutos finais. Por alegado excesso de precaução defensiva. 

Enorme estupidez. Não dos jogadores, mas de quem assobiou. O que me leva a concluir, uma vez mais: alguns adeptos não merecem esta equipa que tantas alegrias nos tem dado.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Sofreu dois golos indefensáveis, cada qual à sua maneira: não podemos assacar-lhe culpas. E ainda viu uma bola no ferro aos 48'. Mas sem fífias neste seu jogo de estreia na Liga 2023/2024.

St. Juste - Voltou em boa forma ao fim de três meses inactivo. É a ele a iniciar o primeiro golo, com excelente passe vertical. E ainda cabeceou ao ferro na sequência de um canto, aos 24'.

Diomande - Tentou colmatar a ausência de Coates no onze, mas é ainda muito cedo para o designarem sucessor. Preso de movimentos, melhorou só quando se encostou mais à esquerda.

Matheus Reis - Foi central à esquerda no "jogo de cadeiras" promovido pelo treinador para solucionar o xadrez defensivo. Mas é melhor como ala do que no centro da defesa, voltou a confirmar-se.

Esgaio - Talvez a sua melhor exibição da temporada após o apagamento de Geny na jornada anterior. Dinâmico, fez centro crucial para o primeiro golo e assistiu no terceiro. Difícil exigir-lhe mais.

Morten - Se andasse menos submetido a tão intensa pressão física, talvez tivesse impedido o primeiro golo do Farense. Sem Morita ao lado, imperou enquanto pôde no meio-campo defensivo.

Daniel Bragança - Enorme exibição do nosso jovem capitão (por ausência inicial de Coates). Marcou à bomba o primeiro golo. Esteve a centímetros de marcar outro, aos 87'. E ainda ofereceu um a Paulinho (78').

Nuno Santos - Exagera por vezes no adorno dos lances. Mas num centro bem medido, aos 25', quase forçou autogolo do Farense: a bola foi à trave. Inicia golo 2, bem articulado com Pedro Gonçalves.

Pedro Gonçalves - O melhor português desta equipa já é o segundo goleador do Sporting 23/24. Foi dele o terceiro golo, garantindo os três pontos. Já marcou 15 e fez 13 assistências: notável.

Edwards - Talvez por falta de confiança, continua a abusar do individualismo, como se por vezes se esquecesse da equipa. Rematou à figura aos 35' e perdeu demasiadas vezes a bola.

Gyökeres - É o terror do Farense: já lhes marcou seis em três jogos na época. No domingo, em Alvalade, mais um. Leva 18 golos marcados na Liga - e 32 em todas as competições da temporada.

Trincão - Substituiu aos 55' Pedro Gonçalves, que saiu com queixas físicas. Regressado de breve lesão, menos grave do que se temia, ainda não se apresentou na melhor condição. 

Eduardo Quaresma - Saltou do campo aos 55', substituindo Matheus Reis. Primeiro como central à esquerda, posição que lhe é estranha. A partir dos 69', actuou pela direita. Sempre seguro.

Morita - Rendeu Morten ao minuto 55. Refrescou o meio-campo leonino, sobretudo no capítulo da recuperação, e orientou os passes com a destreza habitual.

Coates - Substituiu St. Juste aos 69', impondo serenidade na linha defensiva com os seus cortes cirúrgicos (exemplar, aos 75') e a sua temporização no início de cada lance de ataque.

Paulinho - Entrou para render Edwards no minuto 69. Lento, algo apático, desperdiçou o 4-2 que Daniel lhe ofereceu aos 78', deixando-se interceptar. Nem sequer foi útil na posse de bola.

Pódio: Daniel, Pedro Gonçalves, St. Juste

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Farense pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 19

Pedro Gonçalves: 17

St. Juste: 17

Gyökeres: 17

Esgaio: 16

Israel: 16

Morita: 15

Edwards: 15

Nuno Santos: 15

Matheus Reis: 14

Morten: 14

Coates: 13

Trincão: 13

Eduardo Quaresma: 12

Diomande: 12

Paulinho: 11

 

Os três jornais elegeram Daniel Bragança como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

De mais uma vitória: o Sporting soma e segue. Ontem derrotámos o Farense em Alvalade. Por 3-2 (com 2-1 ao intervalo), num jogo em que dispusemos de muito mais oportunidades do que a equipa adversária mas manteve o resultado em aberto quase até ao fim, num grande espectáculo de futebol. Resultado que repete o da primeira volta, no Algarve, desta vez com dois belos golos da turma forasteira - pelo argelino Belloumi (32') e pelo caboverdiano Zé Luís (50'). Mas insuficientes para os de Faro pontuarem no nosso estádio. Convém não esquecer que esta foi a mesma equipa que impôs um empate a zero ao Benfica na Luz e perdeu à tangente com o FCP no Dragão numa partida em que os portistas só fizeram o 2-1 ao minuto 100. 

 

De Daniel Bragança. Grande jogo do esquerdino, que aos 24 anos se estreou como capitão da equipa em Alvalade devido à ausência simultânea de Coates (começou no banco e só entrou aos 69') e de Adán (lesionado). Com os avós na bancada, o médio formado em Alcochete fez jus à braçadeira impondo a sua qualidade de passe e a sua visão de jogo. A vitória leonina começou por ele, logo aos 11': grande disparo com o pé direito, com tanta força que fez a bola bater duas vezes na trave antes de entrar. Interveio também no início da jogada do terceiro golo. Mostrou-se infatigável: à beira do fim ainda corria para recuperar bolas. Melhor em campo.

 

De Gyökeres. É impressionante, vê-lo jogar. Mesmo já sem a frescura que lhe vimos noutras fases, acusando o desgaste de actuar agora de três em três dias, continua a exibir toda a qualidade do seu futebol, em contínua vertigem ofensiva. Num destes lances, marcou, encaminhando-a da melhor maneira para o fundo das redes: foi aos 18', na primeira oportunidade de que dispôs, alargando então a vantagem para 2-0. E serviu os colegas, como aconteceu aos 87', após um estonteante slalom dentro da área algarvia: era para Daniel, a quem só faltou encostar. Tem já 18 golos marcados na Liga e 32 no total das competições.

 

De Pedro Gonçalves. Desta vez jogou menos tempo do que é habitual: Rúben Amorim trocou-o aos 55' por Trincão, já a pensar na eliminatória da Liga Europa com a Atalanta, que vai decorrer depois de amanhã em Alvalade. Mas esteve tempo suficiente para assistir o sueco no nosso segundo golo, num ângulo muito apertado na ponta esquerda, e marcar ele próprio o terceiro, aos 53', após centro de Esgaio. Missão cumprida. Isola-se como segundo artilheiro do Sporting na temporada em curso.

 

Do regresso de St. Juste. Após longa ausência (mais uma), o holandês voltou para integrar um inédito trio defensivo do Sporting, com ele à direita, Diomande ao meio e Matheus Reis à esquerda - rendendo Eduardo Quaresma, Coates e o lesionado Gonçalo Inácio no onze. Cumpriu no essencial, faltando-lhe alguns automatismos, como seria de esperar. Mas saiu dos pés dele uma grande abertura que iniciou o nosso golo inaugural. Podia ter feito melhor na cobertura do lance do segundo golo algarvio, mas vê-lo outra vez operacional já é boa notícia. E aos 24' esteve quase a marcar, de cabeça, na sequência de um canto: a bola foi ao ferro.

 

Da hora do jogo. Começou às seis da tarde, com as bancadas muito compostas (mais de 39 mil espectadores), cheias de crianças acompanhadas dos pais e avós, neste domingo. O ideal para congregar famílias, seja Inverno ou seja Verão, em estádios de futebol. Seria bom que este horário se repetisse. 

 

Da homenagem inicial a Alexandre Baptista. Justa lembrança de um dos nossos melhores centrais de sempre, ontem falecido aos 83 anos. Foi um dos heróis da feliz campanha leonina de 1963/1964 que culminou com a conquista da Taça dos Vencedores das Taças e um dos "Magriços" que subiu ao pódio, com a camisola das quinas, no Mundial de 1966.

 

De Cláudio Pereira. Boa actuação deste jovem árbitro, que não complicou nem atrapalhou nem quis ser o centro do espectáculo. São atributos que deviam ser muito mais frequentes na arbitragem portuguesa, mas isso não acontece. Daí merecer este sublinhado pela positiva.

 

De continuarmos invictos em casa. Nem uma derrota nesta Liga em que confirmamos o nosso estatuto de equipa mais regular. Já levamos 40 golos marcados em Alvalade. E dez jogos consecutivos sem perder neste campeonato (nove vitórias, um empate).

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas consecutivas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De retomarmos a liderança isolada da Liga 2023/2024. Agora com 59 pontos, beneficiando da humilhante goleada (5-0) do Benfica no Dragão. Um mais do que os encarnados, mais sete do que os azuis-e-brancos e mais dez do que o Braga. Tendo - pormenor que convém não ser esquecido - ainda um jogo por disputar. Se o vencermos, ampliamos a vantagem sobre o SLB de um para quatro. Cenário desejável e bem possível.

 

 

Não gostei

 

De ter sofrido dois golos. Sem culpas para Israel, que ontem substituiu Adán entre os postes por impedimento físico do guardião espanhol. Já são cinco, em duas jornadas, se os somarmos aos três que o Rio Ave nos marcou na ronda anterior, em Vila do Conde. Confirma-se: a nossa defesa, nesta Liga, está num patamar inferior ao nosso ataque.

 

Do início da segunda parte. Viemos sem dinâmica do intervalo, um pouco anestesiados pela magra vantagem obtida nos 45' iniciais. Cinco minutos depois, o Farense empatava: era um justo castigo para a desconcentração leonina. Felizmente não tardámos a pôr-nos de novo à frente do marcador.

 

De ver antigos jogadores do Sporting na equipa adversária. É vulgar acontecer, mas desta vez foram três: Elves Baldé, Cristian Ponde e Rafael Barbosa. Todos formados em Alcochete, onde actuaram em vários escalões menos na equipa principal - excepto Ponde, que ainda chegou a estrear-se, com Marco Silva, numa partida da Taça da Liga. Ausente esteve também outro ex-Sporting: Mattheus Oliveira. Este não passou pela formação e saiu sem ter deixado saudades de qualquer espécie. Foi ele a marcar os dois golos que sofremos no desafio da primeira volta.

 

De Edwards. Nada lhe saiu bem. Voltou a ser titular, beneficiando da recente lesão de Francisco Trincão, entretanto regressado. Mas continua sem justificar a aposta de Amorim: o melhor que fez ontem foi um remate frouxo, à figura, aos 35'. De resto foi abusando das fintas, foi-se comportando como dono da "redondinha" até ser desarmado, foi-se atirando para o chão. O treinador, farto de tanta inoperância, deu-lhe ordem de saída aos 78' (fazendo entrar Paulinho) após duas perdas sucessivas de bola do inglês nos minutos precedentes.

 

Dos assobios dos adeptos à beira do fim. Uma vez mais, quando a equipa mais precisava de apoio e procurava segurar a bola para garantir os três pontos, uma caterva de imbecis instalados nas bancadas desatou a brindá-la com sonoras vaias, iniciadas ainda antes do fim do tempo regulamentar e prolongadas pelos cinco minutos de período extra. Nunca me cansarei de protestar contra tanta demonstração de estupidez.

O dia seguinte

Sem sofrimento não existem campeões. Quem pensa o contrário percebe mesmo pouco do futebol que se joga no estádio, se calhar com o entendimento moldado pela Tv ou Internet.

O sofrimento tende a aumentar exponencialmente em jogos inseridos em sequências bi-semanais de diferentes competições, com cartões e condições físicas para gerir, em que o essencial é ganhar com o mínimo de desgaste e consequências para os jogos seguintes.

Para este jogo com um Sp. Farense que nos tornou a vida bem difícil no jogo da 1.ª volta,  o Sporting vinha dum desgastante dérbi para a Taça de Portugal, tinha cinco jogadores à beira de exclusão para Arouca por cartões amarelos e disputará a eliminatória da Liga Europa com o Atalanta três dias depois. 

E ganhou por 3-2, sem amarelos a registar, dando palco a jogadores vindos de lesão como St. Juste, Trincão e Paulinho, e descansando jogadores como Coates, Morita e Hjulmand, e tendo de recorrer ao guarda-redes suplente, Israel.

Excelente!  Tudo o resto é acessório. 

 

Qual é o resto?

Uma primeira parte marcada pelo desperdício ou falta de sorte atacante, com dois golos, duas bolas nos ferros e outras que mereciam melhor sorte, tendo o adversário feito dois remates excelentes de fora da área. Um deu golo, o outro não entrou porque não calhou.

Uma segunda parte em que o Sp. Farense, duma boa jogada, sacou um livre perigoso, dum livre um canto em que a (improvisada) linha defensiva do Sporting cedeu e empatou. Logo a seguir uma ida à linha e golo de Pedro Gonçalves. Recuperada a vantagem, foi tempo de recompor a defesa e gerir o resultado. As entradas de Coates, Morita e Quaresma revelaram-se determinantes para segurar a vitória.

Melhor em campo nos 90 minutos? Daniel Bragança, um belo bolo e sempre em alta rotação, finalmente a correr para trás o que corre para a frente. Esgaio muito bem hoje também, melhor do que Nuno Santos do outro lado.

Arbitragem? Impecável. Um árbitro que começou muito mal na alta roda mas conseguiu dar a volta ao texto, transformou arrogância em assertividade, e valoriza o jogo deixando jogar sem faltas e faltinhas.

 

E agora? Para quarta-feira,  a gamebox já está carregada para o efeito.

E depois? Arouca, onde espero estar.

E os outros? Benfica perde em Alvalade e é goleado no Dragão. O Atalanta empatou com o Milão, perdeu 4-0 contra o Inter, e perdeu em casa com o Bologna. Isto é garantia de alguma coisa de bom? Não, mas mal não faz, como se diz algures no Brasil  "pimenta no cu do outro é refresco".

Rúben Amorim, na conferência de imprensa, veio dizer o seguinte: “Alguma ineficácia da nossa equipa, foram praticamente três ataques em que o Farense fez dois golos, estamos nessa fase. Fomos falhando golos com um bom ritmo e uma boa dinâmica, mas falhámos, outra vez, muitos golos. Na segunda parte controlámos mais sem bola, poderia falar na nossa definição quando ganhámos na bola rápido, faltou-nos o último passe. Mas os jogadores estão a dar tudo, alguns não têm mais para dar nesta sequência de jogos. Foi uma vitória justa." É mesmo difícil não concordar com ele... 

SL

O dia seguinte

Um jogo para a Taça de Portugal a meio da semana neste complicado mês de Janeiro obriga a muito mais do que pôr o melhor onze em campo. Foi esse o exercício que Rúben Amorim fez, dando treino a alguns, protagonismo a outros e motivação a terceiros. Sempre numa lógica de alargar o plantel efectivo, aquele com que pode mesmo contar para o resto da temporada.

Com o onze que definiu para enfrentar o Tondela, o Sporting conseguiu uma bela primeira parte. Equipa com tracção à frente pela locomotiva sueca e com um Bragança sempre a pôr carvão na caldeira, conseguindo abafar um adversário que tentou jogar futebol. O 3-0 ao intervalo apenas pecava por escasso, mesmo considerando a grande defesa de Israel num lance que nasceu dum passe de Nuno Santos para o "pé cego" do estreante Pontelo.

E a mesma locomotiva logo inventou mais um golo no início da 2.ª parte. Com 4-0 aos 60 minutos o desfecho da eliminatória estava mais do que definido, altura em que ele e Inácio sairam. Aí o jogo terminou. Quem ficou no estádio, como eu, foi assistindo a duas equipas a falhar, por cansaço de alguns e desispiração de outros, e um árbitro ainda a falhar mais porque mais do que aquilo não sabe. Quem tenha saido aos 60 minutos não perdeu nada.

 

Melhor em campo? Gyökeres, mais uma vez, um exemplo para todos. Grande exibição de Bragança na 1.ª parte, realmente cresceu nesta temporada duma forma incrível, isto após uma época perdida por uma lesão grave. Se calhar Varandas e Amorim tinham mesmo razão.

Sobre Pontelo, parece o irmão mais novo de Feddal. Claro que não é um Diomande, precisa também de ganhar outra compleição física, mas também está muito acima de defesas centrais com a sua idade que tenham passado pela nossa equipa B nos últimos tempos. Nem vale a pena comparar com o Chico Lamba ou com o Muniz. Excelente contratação ainda mais pelo valor do passe, que como Fresneda (e como Tanlongo, e como Sotiris e como Matheus Nunes e como outros) vai precisar de tempo para se impor.

Sobre os mais novos, Essugo e Moreira, foi apenas mais uma oportunidade para os dois. Essugo aos poucos parece lá ir, de jogo para jogo acrescenta qualquer coisa, mas talvez um empréstimo a equipas da 1.ª ou 2.ª Liga onde pudessem jogar com continuidade fosse benéfico para ambos.

Quaresma já parece ter passado essa fase, agora é dar seguimento quando chamado a jogo.

 

E agora? Ir ganhar ao Chaves e depois ao Vizela.

Dois jogos fora contra equipas pequenas cruciais neste mês de Janeiro, em relvado que podem ser verdadeiros pântanos e com arbitragens encomendadas pelos que sabemos quem são.

SL

2023 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: DANIEL BRAGANÇA

O calvário deste jovem jogador chegou ao fim: ei-lo renascido para o futebol. No Sporting, seu clube de sempre. Após um ano de inactividade forçada, imposto por uma grave lesão na pré-temporada de 2022: entorse traumática com lesão do ligamento cruzado anterior, num particular com o Estoril, a 9 de Julho. Foi sujeito a intervenção cirúrgica e a um período pós-operatório que parecia interminável.

Mas não há mal que sempre dure. Em Maio, com a época desportiva quase no fim, voltou a trabalhar com os colegas da equipa. Após 305 dias sem fazer o gosto ao pé. Aperitivo para a temporada agora em curso: pudemos enfim voltar a ver Daniel Santos Bragança, ribatejano agora com 24 anos, na sua posição de médio criativo, encarregado da construção ofensiva com qualidade técnica, precisão de passe e apurada visão de jogo. Foi entrando aos poucos até cumprir várias partidas como titular. Fazendo parceria com Morten ou com Morita: compõem o trio mais habitual do nosso meio-campo.

Desde 2007 no Sporting, onde fez toda a sua formação, Daniel é fruto da excelência da Academia de Alcochete, evidenciado sob o comando de Rúben Amorim. Já sénior, esteve emprestado ao Farense e ao Estoril. Com presença regular nas selecções jovens, sobretudo na sub-21, às ordens de Rui Jorge. Em 2021, sagrou-se subcampeão europeu: a equipa das quinas só perdeu a final frente à Alemanha.

Mas o seu melhor desempenho está a ser agora, de novo no Sporting. Só se surpreende quem andou alheio ao seu percurso ou preferiu ignorar os dotes deste médio tão inteligente como hábil no domínio da bola. 

Já marcou três golos em competições oficiais desta época. Os primeiros contra o Olivais e Moscavide para a Taça de Portugal (21 de Outubro) e contra o Estrela da Amadora para o campeonato (5 de Novembro).

Destacou-se enfim no Tondela-Sporting, a 23 de Dezembro, para a Taça da Liga: A Bola e o Record elegeram-no como melhor em campo. Sobre o mesmo jogo, após o apito final, escrevi aqui: «Marcou um belíssimo golo, logo aos 18': pura obra de arte - o seu terceiro da temporada em curso. E ainda assistiu Paulinho no segundo, aos 32', também com nota artística: o passe foi de calcanhar.»

Sem favor algum: é jogador que há muito admiro. Está vinculado até 2025 ao Sporting, com 45 milhões de euros de cláusula de rescisão. Até lá, estou convicto, continuará a demonstrar o seu talento em campo. Os adeptos agradecem desde já.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

Confirmação do ano em 2020: Palhinha

Confirmação do ano em 2021: Matheus Nunes

Confirmação do ano em 2022: Edwards

Pódio: Daniel, Paulinho, Pedro Gonçalves

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Tondela-Sporting, da Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 18

Paulinho: 18

Pedro Gonçalves: 15

Nuno Santos: 15

Israel: 15

Morten: 15

Dário: 14

Edwards: 14

Neto: 14

Gonçalo Inácio: 14

Trincão: 12

Esgaio: 12

Eduardo Quaresma: 11

Matheus Reis: 10

Afonso Moreira: 1

Geny: 1

 

O Record e A Bola elegeram Daniel Bragança como melhor em campo. O Jogo optou por Paulinho.

Quente & frio

 

Gostei muito do triunfo leonino em Tondela por 2-1. Os números são claros: em 24 jogos já disputados esta época, vencemos 18 em quatro competições diferentes. Chegamos ao Natal competindo em todas as frentes, o que contraria os pessimistas militantes e os letais que torcem sempre por derrotas verde-e-brancas. A vitória neste gélido frio de tarde na Beira Alta torna-nos semifinalistas da Taça da Liga: iremos disputar o acesso à final com o Braga a 23 de Janeiro, no estádio municipal de Leiria. Com o FC Porto já afastado da prova. Convém recordar que quatro das últimas seis edições foram conquistadas por nós.

 

Gostei de Daniel Bragança, para mim o melhor em campo. Marcou um belíssimo golo, logo aos 18': pura obra de arte - o seu terceiro da temporada em curso. E ainda assistiu Paulinho no segundo, aos 32', também com nota artística: o passe foi de calcanhar. Coincidência ou não, quando foi substituído por Dário, aos 63', a equipa caiu de rendimento. Gostei globalmente do primeiro tempo, em que dominámos por completo, chegando ao intervalo a vencer por 2-0. Destaque também para Paulinho: não apenas pelo golo que marcou, de pé direito, mas por outros dois lances: aos 5' fez a bola embater na barra; aos 66' proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes tondelense. Reforça posição como rei dos goleadores na Taça da Liga: já marcou 21 em várias edições.

 

Gostei pouco que o Sporting tirasse o pé do acelerador, parecendo conformado com os dois golos de diferença alcançados ainda cedo. Apesar do forte apoio sentido no estádio, onde uma das bancadas estava cheia de adeptos leoninos - muitos inconformados por não terem visto jogar Gyökeres. Aliás Rúben Amorim deixou de fora cinco outros habituais titulares: Adán, Diomande, Coates, Morita e Edwards, além do internacional sueco. Em sentido inverso, fez alinhar Neto - desta vez capitão de início, neste seu centésimo jogo de leão ao peito. Assim poupou alguns jogadores para o próximo confronto do campeonato: será dia 30 em Portimão.

 

Não gostei de Trincão. Integrou o onze, mas voltou a decepcionar. Parece sempre algo desligado da manobra colectiva, apático, desconcentrado. Com os defeitos habituais: agarra-se à bola e entretém-se com ela, esquecido dos companheiros e da baliza, revelando-se inofensivo. Quando intervém, o nosso jogo empastela, perde dinâmica e fluidez.

 

Não gostei nada de sofrer um golo. Foi contra a corrente do jogo, é certo, e na única oportunidade de que o Tondela dispôs num desafio em que fez o primeiro remate (não enquadrado) só aos 39'. Aconteceu aos 76', por deficiente cobertura de Matheus Reis em zona frontal da grande área, permitindo que o adversário se movimentasse à vontade no lance, num remate indefensável para Israel. Vínhamos de duas partidas consecutivas sem sofrer golos, algo raro nesta temporada. Mas houve duas sem três: andamos mais inconsistentes do que gostaríamos no capítulo defensivo. E convém anotar que o Tondela segue em oitavo lugar na Liga 2: está longe de ser oponente temível.

O dia seguinte

O Sporting fechou a fase de grupos da Liga Europa com uma vitória clara contra o actual 2.º classificado da Liga Austríaca (o 1.º, com 2 pontos mais, só por milagre não pôs o Benfica fora da Europa), num jogo que deu para tudo. Descansar titulares, dar minutos a suplentes, até para testar Essugo a ala direito.

Foi um.jogo perfeito do ponto de vista de controlo das operações e de não dar chances ao adversário. Israel teve apenas de defender uma bola, um cabeceamento na sequência duma bola parada, e várias oportunidades existiram para marcar mais golos e seguir até à goleada. 

Pela negativa, Trincão, que ameaça converter-se num grande problema, falhando lances em série por um individualismo exacerbado, sempre à procura do golo fenomenal que teima em não surgir e sempre parecendo traumatizado por isso mesmo.

Pela positiva, Bragança que fez talvez o melhor jogo que lhe vi num meio-campo a dois. Intenso nos duelos, desarmando, usando o corpo sem falta, chegando à area embora falhando um golo que parecia só empurrar. Também Inácio, que conseguiu marcar dois golos de oportunidade. 

E agora? Venha quem vier em Fevereiro, mas o importante é ganhar o clássico na segunda-feira.

Confio que sim, contra tudo e contra todos. Contra os APAFs que além do que fizeram em Guimarães conseguiram levar ao colo o cadastrado Pepe para o clássico, os andrades do norte e os letais do sul. 

SL

O dia seguinte

Se os objectivos de ontem eram conquistar os 3 pontos pondo a jogar os prováveis suplentes do próximo dérbi, então foram atingidos na plenitude. Vitória contra o campeão polaco e St.Juste, Bragança, Nuno Santos e Paulinho a terem minutos e os dois primeiros muito bem.

Sobre o jogo, penso que teve três partes. Primeiros 15 minutos onde o Sporting jogou bem, marcou e expulsou um defesa adversário. Uma segunda de mais ou menos uma hora onde o Sporting controlou o adversário circulando a bola a toda a largura do campo, ensaiando movimentos de ruptura, quase sempre mal sucedidos ou proporcionando remates que o guarda-redes adversário soube defender, mas mesmo assim conquistando um penálti que deu o 2-0. Uma terceira que começa de forma caricata: dupla substituição num momento de marcação de livre do adversário, coisa que nunca se deve fazer pela desconcentração e alteração de posicionamentos que acarreta. O livre deu golo do adversário com Bragança a marcar com os olhos o movimento do jogador contrário. Os 20 minutos finais foram penosos: o jovem Tiago não acertou uma, imitando o que Fresneda já estava a fazer, o lado direito ficou uma lástima e os tais suplentes que tinham ficado já estavam sem pilhas.

Felizmente aquilo acabou porque para melhor não ia.

Tarefa concluida, desafio superado, no domingo vê-se o resto.

SL

Quente & frio

 

Gostei muito de ver Gyökeres voltar a marcar. O sétimo golo em oito jogos. Novamente de penálti - e vão três. Chamado a converter, aos 76', não vacilou. É extraordinária a relação que o internacional sueco tem com a baliza. Infelizmente não bastou para evitar a derrota: perdemos em casa  (1-2) contra a Atalanta, equipa italiana com nível de Liga dos Campeões - muito bem comandada há oito anos pelo veterano treinador Gian Piero Gasperini. Foi a nossa primeira derrota da temporada. Que, infelizmente, pôs fim a uma longa série de resultados positivos: há 22 jogos seguidos que não perdíamos um desafio oficial, desde 13 de Abril. Os 42.308 espectadores presentes no estádio mereciam ter visto um Sporting bastante melhor.

 

Gostei das substituições feitas pelo treinador ao intervalo. Saíram três jogadores com exibições calamitosas no primeiro tempo, entraram três colegas que muito contribuíram para relançar o jogo leonino neste período, em que fomos superiores à turma adversária já com Coates, Edwards e Geny em campo. Um golo, uma bola ao poste e quatro remates enquadrados: nada a ver com os 45 minutos iniciais, em que não fizemos um só disparo à baliza dos italianos. Entendi muito mal por que motivo Rúben Amorim deixou Coates de início no banco: com ele em campo, tudo foi diferente. Também Geny e Edwards mexeram com o jogo, acelerando-o sem temores nem complexos. Distinguiu-se sobretudo o inglês, para mim o melhor dos nossos: conquistou quatro faltas, uma das quais valendo o amarelo ao adversário, fez um cruzamento para golo (Gonçalo Inácio falhou, cabeceando para fora na grande área aos 52') e esteve ele próprio quase a marcar, aos 77'. Devia ter integrado o onze titular.

 

Gostei pouco de ouvir os mesmos que no início cantavam «farei o que puder pelo meu Sporting» desatarem, cerca de meia hora depois, a destratar a equipa no estádio, dando ânimo e alento à turma adversária. O nosso clube está cheio de adeptos que adoram assobiar. Infelizmente, em vez de assobiarem só no duche, vão de propósito a Alvalade para vaiar os nossos jogadores. «Farei o que puder pelo meu Sporting» é isto? Não parece nada.

 

Não gostei de perder. Não gostei dos 45 minutos de avanço dados à equipa de Bérgamo. Não gostei da forma como Amorim assistiu impávido àquele descalabro colectivo do primeiro tempo sem ter feito mais cedo as alterações que se impunham, corrigindo sobretudo o naufrágio do nosso meio-campo. Não gostei do enorme desgaste físico e anímico sofrido naquela primeira parte de avassalador domínio do Atalanta, que ficou em quinto lugar na Liga italiana 2022/2023: oxalá não seja mau prenúncio para a nossa partida de domingo contra o Arouca.

 

Não gostei nada de vários jogadores. Desde logo, a desastrosa estreia de Fresneda a titular: não revelou arcaboiço para aquilo, foi no nosso corredor direito que os italianos entraram como faca em manteiga, perante a impotência do ala espanhol, muito verde (no pior sentido) para tal função, fazendo-nos sentir saudades de Esgaio - que o substituiu aos 67'. Paulinho, sinónimo de nulidade: absolutamente inócuo na construção ofensiva, incapaz de se libertar da marcação individual a que foi sujeito, e é ele quem põe em jogo o autor do passe para o primeiro golo italiano. Morten continua a parecer peixe fora de água: não cumpriu os mínimos como médio defensivo nem formou eficaz parceria com Morita - o japonês melhorou bastante já com ele ausente. Nuno Santos apareceu oxigenado e talvez por isso destacou-se pela negativa, sem um só cruzamento perigoso e abusando dos passes à retaguarda. Pedro Gonçalves destacou-se por uma sucessão quase assustadora de perdas de bola e passes falhados - recebeu cartão aos 84' e devia ter visto outro por um pisão aos 35', convém não abusar da sorte. Finalmente Daniel Bragança, que substituiu Matheus Reis aos 90'+1, voltou a ver o amarelo com poucos segundos em campo pelo segundo jogo consecutivo. Assim mais vale ficar no banco. Ou na bancada.

All garves

Creio que o jogo é marcado pela excelente disponibilidade física dos 10 do Farense. Aguentaram os quase cem minutos com uma energia tal que até parecia que podiam começar outro jogo logo a seguir. Parabéns! Quem me dera ter aquele potência quando corro na passadeira...

O Sporting continua a jogar de forma enervante (para o adepto). Devagarito a sair, alas a tentar acelerar, muita movimentação na área, pouca eficiência. O primeiro golo é um brinde do defesa do Farense, o segundo inventado por Pote e o terceiro sacado por Edwards. 

Tenro como um pastel, Huljamand não é Palhinha, ainda se está a adaptar ao nosso futebol, creio que não será o patrão que todas as equipas grandes portugueses necessitam. Educado e correto, Morita sozinho, também não chega. Bragança é de um tempo de outro futebol. 

Sobre o refilanço dos rivais. Quem com ferros coiso, com ferros coiso. O ambiente geral do futebol português, em que qualquer falta (repito, qualquer falta) é refilável para sacar amarelo ao adversário e qualquer lance (repito, qualquer lance) na grande área é refilável para sacar penalti, dão nisto. A competitividade está transformada num ódio que as bancadas fazem crescer para os jogadores e vice-versa. Pela televisão, quantas vezes não vimos os bravos e inesgotáveis jogadores do Farense com cara de quem disputa uma guerra?

Certos rivais, que gostam e adubam estes contextos, não gostam que de ser só eles a beneficiar do ambiente de guerrilha, de um futebol que mais parece estar a ser jogado no pátio de uma cadeia como nos filmes. 

De uma vez por todas, creio que devemos uma palavra aos árbitros e aos VAR. Ninguém consegue ser competente quando os 22 em campo se esforçam no sentido de enganar os árbitros e subjugar os adversários com todo o tipo de estratagemas, simulando quedas e agressões em qualquer lance de contacto. 

Edu, Afonso, Chermiti e Dani dão nas vistas

Sporting, 1 - Genk, 1 (jogo de preparação)

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Trincão marcou logo aos 10': regresso de férias com o pé quente

Foto: Lusa

 

Primeiro jogo de preparação aberto aos adeptos do Sporting. Foi no estádio do Algarve contra o Genk, vice-campeão da Bélgica. Terminou 1-1, resultado feito na primeira parte.

Rúben Amorim pôs em campo o seguinte onze. Israel; Eduardo Quaresma, Coates, Gonçalo Inácio, Matheus Reis; Morita, Edwards, Afonso Moreira, Pedro Gonçalves; Trincão e Chermiti. Uma espécie de 4-4-2, com 5-3-2 em momento defensivo, fazendo supor que passará a actuar com dois avançados, dois extremos com pendor mais clássico e um par de médios criativos resguardados com um quarto defesa elástico, Gonçalo Inácio, como sucedâneo de "trinco" ou médio posicional.

As aparências iludem. Veremos se esta mudança do modelo táctico virá para ficar ou se visa apenas baralhar os nossos adversários a escassas semanas do início do campeonato. 

Apesar de o nosso golo ter surgido cedo (marcado por Trincão à ponta-de-lança, muito bem servido por Chermiti logo aos 10'), foi na segunda parte que estivemos em melhor nível. Com destaque para o regresso muito aplaudido de Daniel Bragança após um ano de lesão grave. Ele e três outros elementos da formação leonina (Afonso, Eduardo e o já mencionado Chermiti) foram os elementos mais em foco.

Faltou Gyökeres, a nova estrela da companhia.

 

Alterações, apenas duas. A troca de Morita por Daniel ao intervalo e a entrada de Jovane aos 80', substituindo Eduardo Quaresma, que saiu com queixas físicas.

Perante uma equipa forte e que iniciou mais cedo a preparação da época, faltou-nos o quê? Mais poder de fogo. Faltou também maior consistência defensiva - ponto fraco da época passada. O golo do Genk foi brinde nosso: erro clamoroso de Matheus Reis, aos 24', com passe lateral à queima para o guarda-redes que Israel não conseguiu interceptar. 

Até nem me importo muito que tenham erros destes nos jogos de preparação. Se nos desafios a sério nada disto acontecer.

 

Breve avaliação dos nossos:

Israel. O melhor: saiu duas vezes bem dos postes. O pior: o golo sofrido, embora o grande culpado tenha sido Matheus Reis. 

Eduardo Quaresma. O melhor: enfrentou bem Fadera, o mais acutilante do onze belga. O pior: saiu com queixas físicas, oxalá não seja nada grave.

Coates. O melhor: resolveu vários problemas com a sabedoria que só a experiência dá. O pior: algo preso de movimentos em lances pontuais.

Matheus Reis. O melhor: aguentou 90 minutos. O pior: o erro caricato que traiu Israel e permitiu aos belgas empatarem o jogo.

Gonçalo Inácio. O melhor: Amorim experimentou-o em movimentos de transição para a posição 6, confirmando a confiança nele. O pior: falhou alguns passes.

Morita. O melhor: passe longo, de 40 metros, que isolou Chermiti iniciando o nosso golo. O pior: substituído ao intervalo, pareceu longe da melhor forma física.

Edwards. O melhor: um passe de ruptura, mesmo ao findar o jogo para dentro da área que poderia ter gerado golo. O pior: pareceu apático, longe das zonas de decisão.

Afonso Moreira. O melhor: várias iniciativas individuais vistosas no flanco esquerdo, com vontade de impressionar o técnico. O pior: alguma precipitação ocasional, motivada pela ansiedade.

Pedro Gonçalves. O melhor: vê-lo agora com o número 8, que pertenceu a Bruno Fernandes. O pior: passou praticamente ao lado do jogo.

Trincão. O melhor: o golo, à ponta-de-lança. O pior: não ter aproveitado três outras oportunidades que lhe foram surgindo.

Chermiti. O melhor: soberba assistência ao recuperar uma bola junto à linha final e cruzando, em oferta de golo a Trincão. O pior: ter ficado desta vez em branco.

Daniel Bragança. O melhor: vê-lo regressar em boa forma, aparentemente sem sequelas da grave lesão. O pior: já amarelado, cometeu falta que lhe teria valido segundo amarelo num jogo a sério.

Jovane. O melhor: excelente pormenor técnico ao receber um passe longo de Coates e rodar, deixando para trás um adversário, aos 86', e "assistindo" Trincão. O pior: esteve pouco tempo em campo.

Paulinho Simon & Art Danifunkel

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14 de Julho de 2021, Parchal, Lagoa.

Paulinho toca um acorde certeiro e Daniel faz arte.

Um abraço para ambos, desejos de uma recuperação consistente para nos voltarem a dar muitas alegrias.

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No fundo é sempre isto.

Aconteça o que acontecer o lutador tem sempre de ficar, não vai estar o Daniel para o Paulinho passar a bola, vai estar o Manel, não interessa quem marca os golos, interessa é que se marquem golos.

Não interessa marcar um hat-trick (verdadeiro ou falso) ou um poker num jogo, interessa é marcar sempre mais que o adversário (ou adversários se considerarmos, também, os do instrumento de sopro).

Baden Powell (não estou a falar do brasileiro) criou uma divisa que dizia isto:

"Be prepared"; sempre prontos, traduziram. No caso do Sporting é preciso estar preparado, pronto e acima de tudo desconfiado, entrar sempre desconfiado, em campo, pode ser a chave do sucesso.

"The figher still remains", como dizia o outro.

Balanço (15)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre DANIEL BRAGANÇA:

 

- Pedro Boucherie Mendes: «É de assinalar como Bragança não entrou nos descontos como "prémio" de uma coisa qualquer.» (26 de Julho)

- David Rodrigues: «É um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8. (...) Vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.» (31 de Julho)

- JPT: «Saravia é craque, Bragança acalenta a crença.» (20 de Outubro)

Eu: «O melhor em campo: respira classe tanto na recepção como no passe no corredor central, desta vez com mais liberdade para avançar no terreno. Serviu sempre bem os colegas e tentou ele próprio o golo.» (22 de Dezembro)

Luís Lisboa: «Esteve excelente como playmaker e é de facto uma alternativa válida ao box to box Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco.» (17 de Janeiro)

AHR: «O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo. (...) Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.» (30 de Abril)

A época de afirmação do Daniel Bragança

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Se realmente é verdade que Palhinha e Matheus Nunes estão de saída, se para as duas posições do meio-campo irão existir apenas Ugarte, Essugo, Morita e o próprio Daniel Bragança, não acreditando eu minimamente que Amorim vá recuar a máquina de golos que é Pedro Gonçalves e teimando ele que o lugar de Tabata é mais à frente, então a próxima época parece ser forçosamente a época de afirmação do... Daniel Bragança.

Se a questão se resolvesse por votação dos sócios com plenos direitos para o efeito, o Daniel chegava próximo dum apoio pleno. Porque entrou muito novinho pelo Sporting, porque foi campeão nos escalões jovens, porque já cá estava com o Bruno, porque cá ficou com o Varandas, porque teve um percurso de empréstimos similar a Adrien, porque ainda cá está depois destes anos todos e tem contrato até 2025, porque é um injustiçado do Amorim, porque há desmaios das moças do estádio e dos tasqueiros das redes sociais quando ele acelera em campo, porque é agenciado pelo Jorge Mendes mesmo que aqueles que odeiam o homem façam por esquecer o facto, porque é uma jóia de moço, porque a namorada é bonita, porque é daqui ao lado onde vivo, porque parece um surfista, porque isto, porque aquilo, tem mesmo de ser.

Tenho até o previlégio de ter sentado em Alvalade à minha frente um "velhote" que passa meio jogo aos berros: "Mete o Bragança!" Até que um dia, entrando ele atrasado, o enganei apontando para Ugarte ou outro qualquer e dizer-lhe que o Bragança naquele dia era titular. Como a visão dele, como a minha, já teve melhores dias... a aldrabice ainda aguentou um pedacito.

O problema é que... a próxima época não pode ser a de Daniel Bragança à custa do Sporting, tem de ser a do Sporting muito ajudado pelo Daniel Bragança. Tem de ser ele a levar o Sporting ao topo, e não o inverso.

E aqui é que a porca torce o rabo. Embora tenha visto (e estranhado) o Daniel a jogar a trinco nos sub23, entra pelos olhos de todos que o lugar dele é de médio ofensivo, nem 6, nem 8 mas a 10, a jogar pelo meio bem de frente para a defesa contrária. Se para a frente ele parece um carro de competição, para trás parece um cavalo a trote. Mas quantos jogadores desse tipo existem por esse mundo fora, ou existiram no passado no Sporting? Samuel Fraguito, por exemplo.

De frente para a defesa adversária o Daniel é extremamente intuitivo, percebe extremamente bem os movimentos dos colegas, acelera o jogo através do passe em profundidade ou temporiza muito bem deixando a equipa posicionar-se, tem pronta reacção à perda, boa chegada a área e remate pronto. 

Na recuperação defensiva, o Daniel nem consegue correr mais que o adversário nem lhe consegue ganhar metendo o físico, e com isso é forçado a deixá-lo ir ficando a defender com os olhos ou a incorrer a faltas que geram livres perigosos. Ou seja, nada que ver com Matheus Nunes, nem mesmo com João Mário. Nem no meu entender, que pelos vistos não é o de Amorim, com Tabata. Deixo aqui Morita de fora da análise, espero para ver. Dois dos golos sofridos pelo Sporting esta temporada,  aquele do Odday Dabagh em Arouca e o segundo do Benfica em Alvalade, ilustram bem este meu ponto de vista.

Pelo que me parece que para o Daniel ser titular, entrar de início, ganhar embalagem que lhe permita triunfar no Sporting e até chegar à Selecção Nacional, o sistema táctico do Sporting tem de deixar de ser o 3-4-3 e tem de ser outra coisa, seja um 4-4-2 ou um 3-5-2. Neste ultimo caso, a entrada do Daniel quase obrigava a sair... o ponta de lança/pivot/avançado-centro. Ou seja, o Paulinho... Mas este corre e luta bem mais...

Irá isso acontecer? Sinceramente, duvido... O que virá mesmo a ser uma pena para o rapaz de que muito gosto. Mas por alguma razão os clubes ingleses andam loucos por Matheus Nunes e nada se ouve sobre o Daniel Bragança.

Mas isto sou eu a pensar alto. Qual é a vossa opinião sobre este assunto?

A próxima época vai mesmo ser a época de afirmação do Daniel Bragança ao serviço do Sporting?

SL

Daniel Bragança deve ser emprestado

Texto de AHR

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Em determinados jogos há que fazer adaptações em função da natureza desses jogos. O Benfica contra o Sporting jogou com cinco defesas e um bloco defensivo baixo, porque a natureza do jogo assim o exigia.

O problema do Sporting é que joga sempre com cinco defesas (é verdade que às vezes Nuno Santos substitui o defesa esquerdo, mas é raro). Amorim é pouco elástico e adopta sempre o mesmo sistema. As outras equipas já perceberam isso e, se forem astutas, conseguem anular o jogo do Sporting, muito baseado no efeito surpresa e no passe longo.

 

Não faço oposição a Amorim, até porque partilho a avaliação que ele faz sobre a qualidade dos jogadores.

Se não fosse ele, ainda teríamos o João Mário no Sporting.

Também eu disse aqui, sujeitando-me a críticas, que o Jovane, por muita admiração que nutra pela sua humildade e entrega ao jogo, não tinha lugar neste Sporting. Curiosamente, pouco depois, o Jovane foi emprestado.

Quanto ao Tiago Tomás, também tenho dito que o achava verde, algo trapalhão, e pouco lúcido na hora da decisão. Curiosamente, o Tiago Tomás também foi emprestado e anda a fazer pela vida lá fora. Anda a ganhar experiência e parece que tem evoluido.

 

O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo.

Na minha opinião, Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.

Isto de fazer subir os jovens ao escalão principal para depois serem mantidos como suplentes, com os anos a passar, é cortar-lhes as pernas. O Jovane deveria ter sido emprestado há mais tempo, o Tiago Tomás talvez se salve, e Bragança parece seguir os passos do Jovane, com tempo de mais a passar no banco e a idade a avançar.

 

O Sporting tem que olhar para a política desportiva do Porto, que parece ser a correcta.

Os jovens, antes de chegarem à equipa principal, vão fazer um tirocínio e, em função dos resultados, assim regressam ou não ao clube.

O Sporting fez isso com Matheus Nunes e o resultado está à vista. Ou se faz o mesmo, e já, com Bragança, ou temos mais um investimento promissor das camadas jovens falhado.

 

Texto de AHR, publicado originalmente aqui.

Pódio: Daniel, Pedro Gonçalves, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Vizela-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 19

Pedro Gonçalves: 18

Sarabia: 17

Matheus Reis: 17

Palhinha: 15

Adán: 15

Nuno Santos: 15

Paulinho: 15

Gonçalo Esteves: 14

Esgaio: 14

Coates: 13

Gonçalo Inácio: 13

Ugarte: 12

Tabata: 2

Matheus Nunes: 1

Tiago Tomás: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Daniel Bragança como melhor em campo. A Bola optou por Sarabia.

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  167. O
  168. N
  169. D