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És a nossa Fé!

Pódio: Daniel Bragança, Palhinha, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Daniel Bragança: 17

Palhinha: 16

Paulinho: 16

João Mário: 15

Nuno Mendes: 14

Adán 14

Porro: 14

Coates: 13

Gonçalo Inácio: 13

Matheus Reis: 12

Pedro Gonçalves: 12

Tiago Tomás: 11

Feddal: 10

Matheus Nunes: 6

 

A Bola  elegeu  Palhinha  como melhor em campo. O Record  optou por  PaulinhoO Jogo escolheu Daniel Bragança.

A voz do leitor

«Gosto sempre de ver Daniel Bragança jogar. Apesar dos poucos minutos que tem tido, não esmorece no banco. Entra moralizado e com vontade de ganhar. Defende e ataca, é eficiente, despachado, puro, virtuoso e humilde. Excede-se na técnica apenas em último recurso, e sai-se bem. Quando a bola lhe chega, agita. Foco na baliza, só lateraliza se for obrigado. Não sei quanto vale nos 90’, mas já tem na prateleira o prémio de melhor jovem jogador da 2.ª Liga. Futuro capitão do Sporting.»

 

Leão de Quiosque, neste meu texto

Ladeira acima

Ó rapazes, então não vos vos disse que isto agora ia ser sempre a subir? Doravante os fracos vão deitar às malvas qualquer veleidade futebolística para não se atolarem na tabela e os fortes vão-nos enfrentar de orgulho ferido por um bando de rapazolas mais um par de jarretas lhes terem feito tamanha desfeita de se porem à frente deles. Ambos recorrerão, por um lado, ao método paleolítico do homem-a-homem com cotoveladas, pisadelas e sarrafadas e, por outro, ao de se espojarem agarrados à cara mal percam a bola ou falhem a marcação. Os jogos do Sporting estão a ficar aborrecidos, enervantes e arrítmicos e lá está o patego do apito para garantir que isto seja assim. Também terão visto logo ao início aquele Khacef a fazer-se ao pé de Porro, este a sorrir-lhe e com um gesto de mão a dizer "vem cá, vem" e o longo assédio que se seguiu - como é diferente o futebol em Portugal...

Eu também sou exímio em "sofástica", neologismo inventado agora mesmo para designar os peritos que se aliviam de sofismas desde o sofá, e também sei sempre o que fazer desde que não me obriguem a responsabilizar-me pelo que digo. Por isso acho que Rúben Amorim aceitou telepaticamente o meu conselho de trocar o Nuno Santos pelo Bragança o que, tal como previ, mudou logo a fluência do jogo. Depois, foi esperar que TT amadurecesse meia-época no hiato de um jogo para começar como junior em remates à baliza e acabar como avançado veterano. A continuar assim o rapaz retira-as aos 37 anos no final da temporada.

Calma rapazes, é respirar fundo, contar até 3 e seguir em frente.

A falta que um cérebro faz

Como disse Rúben Amorim na entrevista final o Sporting teve uma primeira parte pé de salsa e sobretudo carente de hemisfério cerebral esquerdo. Como disse Ricardo Soares, o treinador do Gil Vicente, a entrada de Bragança e depois de João Mário trouxeram a inteligência que tanto faltava. Os passes passaram a chegar ao destino porque já não eram enviados para o endereço errado e se na primeira parte os remates do meio-campo iam contra a muralha vicentina, na segunda a porta do castelo foi arrombada, não à força mas com jeito.
Esta primeira parte não é, portanto, para esquecer, mas para rememorar.  O Sporting tem sempre que alinhar com um daqueles dois clarividentes se quiser dominar o terreno e ter a bola por amiga. Ela depois lá saberá de que pés há-de partir para a baliza, nem que sejam de um defesa central com cabeça e tudo.
No fim do jogo começou outro. Terminada a época haveria um gramático de catalogar quantas formas se usaram para fazer a mesma pergunta. O prefácio da obra caberia a um psicólogo explicando que doença maníaca será esta de fazer sistematicamente uma pergunta já mil vezes respondida. 

Quente & frio

Gostei muito do excelente estado do relvado de Alvalade: nada a ver com o que sucedia em épocas anteriores. E da ousadia do treinador, que apostou quase por inteiro num onze alternativo, em que apenas Tiago Tomás surgia como repetente. Oito jogadores sub-23 neste elenco titular: Luís Maximiano (capitão), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Gonzalo Plata, Matheus Nunes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e TT. Bragança e Quaresma em estreia absoluta como titulares nesta temporada. A Taça da Liga serve precisamente para isto: rodar a equipa. A missão foi bem sucedida ontem à noite, embora sem brilhantismo: cumprimos a nossa obrigação derrotando por 2-0 o Mafra, equipa da Liga 2 treinada por Filipe Cândido, que actuou vários anos nos escalões da formação leonina. Somos o primeiro semifinalista confirmado desta competição que vencemos em 2018 (com Jorge Jesus) e em 2019 (com Marcel Keizer). Levamos 11 jogos seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas e já temos 37 golos marcados nesta época 2020/2021 - 2,5 golos em média por desafio. E apenas quatro sofridos nos últimos sete desafios.

 

Gostei da actuação de Gonçalo Inácio - muito concentrado no eixo da defesa, rendendo o titular Coates, e revelando segurança no início da construção ofensiva ao longo de toda a partida. No segundo tempo, destaco Daniel Bragança - fundamental nas variações de flanco e na precisão de passe na "casa das máquinas" do nosso meio-campo, cumprindo a missão que tem sido confiada a João Mário. É ele quem inicia o lance do primeiro golo, aos 64', e quem recupera a bola na jogada que dá origem ao segundo, seis minutos depois. Também gostei de Plata, protagonista da melhor jogada do desafio, construindo o segundo golo ao ganhar a bola junto à linha final, picando-a de seguida para sobrevoar a defesa e Tabata decidir. Um dos raros momentos em que o onze leonino superou a mediania e foi além dos serviços mínimos nesta partida em que (aleluia!) o árbitro Tiago Martins nos poupou aos cartões amarelos.

 

Gostei pouco de Sporar, uma vez mais, apesar de o esloveno desta vez até ter marcado. À segunda solicitação consecutiva de Nuno Mendes a partir do corredor esquerdo, iam decorridos 64 minutos, num lance de baliza aberta em que só precisou de empurrar. Segundos antes, tinha falhado. E mais nada lhe saiu bem: aos 37', de frente para o alvo, chutou contra a perna de um defesa; aos 41', tropeçou sozinho quando conduzia a bola; aos 45', deixou-se desarmar; aos 80', isolado por um magnífico passe-assistência de Max, foi incapaz de atirar às redes; aos 89', de ângulo lateral, rematou contra o guarda-redes. Muito pouco para um "goleador" que até agora, na temporada em curso, só acertou três vezes na mouche e levava cinco jogos sem marcar. Até por isto, não entendi por que motivo Pedro Marques desta vez nem ao menos se sentou no banco.

 

Não gostei da medíocre exibição de Borja, desta vez central mais colocado à esquerda e autor de pelo menos três passes disparatados, para onde não se encontrava qualquer colega, aos 20', 22' e 53'. Em geral, não gostei da primeira parte da nossa equipa: jogo lento, mastigado, rotineiro e previsível. Sem chama, sem engenho, sem intensidade, sem fibra. Sem um remate enquadrado à baliza do Mafra. Quarenta e cinco minutos que se saldaram num desolador 0-0 e forçaram a equipa técnica a fazer mudanças na equipa ao intervalo: Antunes deu lugar a Nuno Mendes na ala esquerda e Tabata ocupou o lugar antes preenchido por Tiago Tomás. Foi quanto bastou para acelerar a dinâmica ofensiva e conferir ânimo à equipa: Nuno assistiu para o primeiro golo, Tabata marcou de cabeça o segundo - ambos fazendo a diferença. Voto no ex-Portimonense como melhor em campo. Já leva dois jogos consecutivos a marcar. E teve o condão de desequilibrar sempre que conduziu a bola, vencendo todos os duelos individuais.

 

Não gostei nada de novo jogo à porta fechada no estádio José Alvalade, há nove meses interditado ao público. Quando noutros países, como em Inglaterra, já se permite o regresso de espectadores às bancadas, naturalmente em número escasso e em rigoroso cumprimento das normas sanitárias. Também não gostei nada de ver o nosso treinador, Rúben Amorim, remetido para um lugar numa tribuna, sem possibilidade de aceder ao banco, cumprindo assim o segundo dos três jogos de castigo a que o condenou o incompetente árbitro Luís Godinho. O direito ao trabalho, consagrado na Constituição da República, no futebol é posto em causa a todo o momento por qualquer senhor com apito na boca.

E segue

Ó senhores, também repararam que até o Borja já joga como deve ser?

Mas a noite foi do Bragança. Assim que se fizeram as substituições e no meio-campo deixou de haver empastelamento, o nosso Pirlo desanuviou a sua visão de 270 graus e lá ia a bola ter onde ele punha os olhos, sem correrias nem guinadas. Este rapaz não consegue falhar um passe e antecipa a jogada como se tivesse visto o replay antes dela ter começado.

Confirma-se que neste Sporting não há suplentes, entra um e sai outro, aquele passa da direita para esquerda, o outro vai mais para a frente ou mais para trás, e ninguém fica fora do lugar.

Pelo que se vê dos resultados do trabalho de Rúben Amorim se calhar até daria mais gozo a assistir aos treinos do que aos jogos.

Sem reservas

Era só para realçar um pormenor a partir das palavras de Neto, claramente um dos líderes mentais desta equipa: no Sporting não há suplentes. Quem entra melhora, não remenda nem substitui. Quem entra introduz ao momento mais acutilância entretanto perdida pelo esforço de quem sai. Quem entra acrescenta ao jogo aquilo que o seu estilo e personalidade têm para dar, não adapta o jogo às suas características. Por exemplo, quando o magnífico Bragança entra em campo não é para ganhar rodagem ou outra qualquer inutilidade, é para intervir a sério na dinâmica durante o tempo que lhe foi concedido.

O Sporting não joga com 11, joga com 16. 

Ou seja, Rúben Amorim não é competente por causa da táctica e lá dessas bolas de bingo do 3-5-2 ou 4-7-3 que a malta gosta de recitar; ele é distinto por causa do treino. E, mais uma vez, o treino e nada mais é a alma do futebol, o resto são peaners para entreter pedreiros.

Ele joga bem e gosta de marcar

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Pedro Gonçalves: dois golos na estreia como artilheiro da selecção sub-21

 

Foi bom ver ontem o jogo Gilbraltar-Portugal, da selecção nacional sub-21. Para termos mais uma oportunidade de assistir ao desempenho de quatro dos nossos: Luís Maximiano, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança e Joelson Fernandes.

Max, como era de esperar, teve muito pouco trabalho. Mas à frente os jovens Leões destacaram-se pela positiva - Daniel no centro do terreno e Joelson, que só entrou na segunda parte, encostado sobretudo à ala esquerda. O primeiro golo nasce de um passe longo do primeiro, que vai confirmando o seu talento em cada oportunidade que lhe dão, seja no Sporting seja com a camisola das quinas.

Mas o destaque vai para Pedro Gonçalves: estreia a marcar na selecção nacional. E logo bisando: são dele o segundo e o terceiro golo dos sub-21. O segundo (primeiro dele) é um golão que merece ser revisto. Conclusão: temos não apenas um tecnicista e criativo no nosso meio-campo ofensivo, mas também alguém que busca a baliza e revela faro de golo. Boa notícia para o Sporting.

 

ADENDA: Vistoso golo de Plata a selar o 4-0 do Equador ao Uruguai.

A voz do leitor

«Tenho a expectativa de que Daniel Bragança fique no plantel e de o ver em acção. Espero que por ser da altura do João Moutinho não lhe dêem o mesmo destino que deram ao Ryan Gauld. O Sporting precisava de um grande nome para uma posição em deficit para mobilizar a equipa e os adeptos e pôr em sentido os adversários. Slimani cumpriria muito bem esse requisito.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

Talvez seja bom sinal

Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.

 

Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.

Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.

O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.

 

Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.

Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.

Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.

 

Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.

 

Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.

Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.

O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?

Eric Dier, Zlatan Ibrahimovic e algumas ideias mais ancoradas à realidade

Este jogo com o Santa Clara demonstra que precisamos de um avançado que seja aquilo que Sporar não consegue ser e Pedro Mendes precisaria de um tirocínio numa equipa de meio da tabela para conseguir vir a ser. A este último, recomendaria um regresso às origens, num ano de empréstimo ao Moreirense, levando consigo, nas mesmas condições, Tomás Silva, com quem formou uma excelente dupla no arranque dos sub-23.

O sonho seria Zlatan Ibrahimovic (sonhar não custa) mas na nossa realidade triste já não espero melhor do que um "anjo caído" como Balotelli ou então um veterano como o retornado Slimani ou o emblemático Eder. Mais lúdico do que isso só forçar o miserável Rafael Leão a resolver o imbróglio da indemnização com uns bons anos de trabalhos forçados a marcar golos... Ou, lá está, convencer o empresário que mais lucrou com o ataque a Alcochete a convencer o AC Milan a pagar dois anos de salários ao astro sueco para seguir as pisadas de Schmeichel numa reforma gloriosa em Alvalade.

No meio-campo, como Palhinha aparenta ter a guia de marcha carimbada – juntando-se a Matheus Pereira, Demiral ou Domingos Duarte entre os escorraçados –, há que ter alguém capaz de ser o que Idrissa, Matheus e Battaglia não são: um muro dinâmico que faça acontecer e impeça que aconteça. Adrien Silva? Não sei se não será demasiado tarde, embora seja um jogador admirável. Sonho impossível? Eric Dier, mesmo que por empréstimo com ou sem opção de compra. Solução plausível? Não vender Palhinha ou apostar todas as fichas em Daniel Bragança.


E ainda mais um extremo. Ou uma oportunidade de “scouting” do género Gonzalo Plata ou então o regresso de Nani ou de Wilson Eduardo, para juntar experiência à miudagem. 

São os casos mais gritantes, mas outras trocas haveria para fazer: Beto Pimparel por Renan, um objectivo lateral não identificado (não digo que não ao espanhol Pedro Porro, ainda que seja ciência que desconheça...) por Rosier (fazendo o francês rodar em França e evitando dar meia-dúzia de milhões por Ricardo Esgaio depois de o termos oferecido ao Braga), em vez do marroquino sevilhano Feddal já apalavrado talvez José Fonte ou Marcos Rojo para apadrinharem o crescimento de Gonçalo Inácio ou o regresso de Ivanildo Fernandes, a contratação de Gonda do Portimonense ou o regresso de Lumor em caso de saída de Acuña (sendo a aposta em Nuno Mendes tão assumida quanto a feita em Eduardo Quaresma), Kraev como alternativa a Wendel se este sair ou Francisco Geraldes desistir de lutar, e a reintegração de Gelson Dala no plantel.

Qualquer coisa como isto:

Luís MaximianoBeto Pimpapel e Diogo Sousa (B e/ou sub-23)

OLNI/Pedro Porro, Ristovski, Coates, Neto, Eduardo Quaresma, Feddal/José Fonte/Marcos Rojo, Ivanildo Fernandes/Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Acuña/Gonda/Lumor

Dier/Adrien Silva/Palhinha, Matheus Nunes/Idrissa Doumbia, Daniel Bragança, Wendel, Francisco Geraldes/Kraev

Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Nani/Wilson Eduardo e Joelson Fernandes/Bruno Tavares

Ibrahimovic/Balotelli/Slimani/Eder, Sporar, Vietto, Gelson Dala


Chegaria para o título? Talvez só com Dier e Ibrahimovic. Mas seria um início.

Miserável gestão...

A concretizar-se a notícia avançada pela comunicação social que João Palhinha sairá do SCP após o final de época, estaremos em presença de mais um miserável acto de gestão da SAD, cuja responsabilidade será total e directamente imputada a Frederico Varandas.

O SCP está carenciado na posição 6, João Palhinha fez uma excelente época, o treinador Ruben Amorim conhece as potencialidades do jogador, pelo que o temos tudo a ganhar fazendo regressar o jogador a Alvalade. Concordo que todos os jogadores sejam negociáveis, mas sabendo que a venda no final da época implica o pagamento de 20% ao SCB, a entrada do jogador no plantel da próxima época representaria uma valorização imediata de 20% em caso de transferência no mercado de Inverno ou final da próxima época, evitando-se financiamento a rival directo. Mas ainda poderá ser pior, se descontadas as comissões para o empresário e percentual para o SCB, formos contratar refugo de fundo de catálogo a empresário amigo. E assim o plantel vai ficando cheio de entulho...

Gostaria também de saber as intenções dos dirigentes leoninos para Gelson Dala, Ivanildo e D. Bragança. Também são para continuar a emprestar? Ou servirem de moeda de troca nalgum negócio, que possibilite o ingresso de mais pinos no SCP? 

Os incompetentes que dirigem o clube podem até chegar a 2022, mas fiquem desde já com algumas certezas, não serão reeleitos com os meus votos em circunstância alguma. Até lá votarei contra o orçamento, qualquer que seja o mérito do documento. Se tentarem vender a SAD, votarei contra. Este mandato foi uma oportunidade perdida para reerguer o clube, miseravelmente apenas nos trazem agonia e angústia. Que 2022 chegue depressa...

Gestão do plantel ou busca por comissões?

Frederico Varandas entrevistado pelo Record, afirmou em Março, que João Palhinha regressará na próxima época ao Sporting.  Jogador importante na estratégia vitoriosa de Ruben Amorim em Braga, decisivo em vários jogos, com contrato até 2023 e sabendo que o plantel não tem hoje qualquer jogador que lhe seja superior na posição, é perfeitamente natural o seu ingresso no plantel após término do empréstimo. Durante o período de confinamento, foi publicada a notícia que o jogador terá mudado de empresário.

Hoje, sem qualquer razão plausível, o Jogo afirma que o jogador não entra nos planos de Ruben Amorim para a próxima época, atendendo à prestação do jogador em Braga, ao facto de não se jogar futebol desde Maio e nem sequer existirem treinos colectivos, quero acreditar que é apenas carvão, pois a ser verdade, contituiria um daqueles mistérios inexplicáveis do mundo de futebol. 

Mais, não sendo desejado em Alvalade, o jogador rumaria ao Wolverampton. O que significaria 15% para o S.C.Braga, mais as devidas comissões aos agentes envolvidos na transferência. Enquanto isso os adeptos do Sporting C.P. teriam que se contentar com a titularidade de I. Doumbia, isto se não vier mais um daqueles pinos que nem teriam lugar na equipa B, por 5 milhões de Euros ou mais, para gastar de imediato a parte que caberia ao SCP no negócio. 

Os sócios querem ver no plantel jogadores da formação, João Palhinha, Daniel Bragança, Ivanildo, Gelson Dala, entre outros, têm que estar no Sporting para o arranque da próxima época. Frederico Varandas não pode continuar autista, ou percebe os sócios, ou tem de sair. Pela minha parte, não lhe quero dar mais benefício da dúvida, já lhe demos tempo mais que suficiente, ou mudamos de rumo, ou mudamos de presidente. ´

 

Fixem este nome: Tiago Ferreira

Na vitória por 5-1 dos sub-19 contra o Belenenses ontem, o Sporting teve um toque de génio. O de Tiago Ferreira. Fez 2 golos (já leva 15 nesta fase), 1 assistência, e ainda sofreu um pénalti. O 3-1 é um hino ao futebol. Para quem tem Sporting TV, vale a pena fazer "rewind" até ontem às 16h.

Aqui o único vídeo que encontrei de TF, uma vitória de 3-1 contra o eterno rival, nos juvenis.

Longe de ser um talento isolado, Tiago já tem 3 jovens do seu escalão a jogar nos sub-23 e a serem chamados com regularidade à equipa principal (Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Joelson). O altamente prometedor goleador Tiago Tomás também já está nos sub-23.

E a equipa de sub-19 é um poço de talento: os que mais me têm impressionado são Samuel Lobato (fantástica assistência ontem, à Ricardo Quaresma) e João Daniel. 

Nesta época, um novo talento da formação fixou-se na baliza de Damas: Max. Pedro Mendes, finalmente, está na equipa principal. Mateus Nunes e Rodrigo Fernandes estão a subir.  Tudo bons sinais.

Acredito que a formação do Sporting continua a produzir os maiores talentos nacionais. Poderá demorar mais algum tempo, mas a base da equipa principal voltará a ser da formação, como todos os sportinguistas desejam. Talvez não seja tão rápido como gostaríamos, mas vai acontecer. Até porque, tal como as coisas vão correndo, vai faltar dinheiro para contratações nas próximas épocas.

Com esta época practicamente perdida, que se dê mais minutos aos nossos jovens. E, à semelhança de Max, se aposte verdadeiramente no talento que vai subindo. Recorrendo-se menos a contratações altamente duvidosas, quando não disparatadas (Fernando, Jesé, etc etc).

Haja confiança na Academia, haja critério no lançamento destes jovens. O futebol agradece. E o orgulho sportinguista crescerá com a afirmação de talentos como Tiago Ferreira, Joelson ou Daniel Bragança.

O "Félix" da Amoreira

 

Dizia-me ontem um amigo adepto do Estoril que o nosso Daniel Bragança tem sido consistentemente o melhor jogador da equipa. Pelo estilo e inteligência de jogo, no Estoril já lhe chamam o "João Félix". Foi o homem do jogo. Já o vejo jogar há vários anos e acho que pode ser bem melhor que o Félix (este hiper-inflacionado pela nossa imprensa desportiva sempre subserviente ao agente que manda no futebol português). A mim, lembra-me o Dani (dos primeiros tempos, antes de se perder no West Ham, depois no Ajax e depois no clube rival de Lisboa). Sobre Bragança, é um talento puro e a única coisa que não entendo é porque não está nos AA. Não seria titular de caras, mas poderia ganhar minutos e rodagem nos jogos das taças, para se ir assumindo como futuro titular. Por favor, dr. Varandas, não deixe que Bragança seja mais um Geraldes...

Os destaques: Renan, Bruno, Jovane

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Quarto jogo da pré-temporada: continuamos sem vencer. Derrota e empate no estágio suíço; derrota (0-1) contra o Estoril em Alcochete, há quatro dias. Desta vez (ontem à noite) o adversário foi o Club Brugge, no estádio desta equipa belga. O desafio chegou aos 90 minutos empatado.

Marcel Keizer fez alinhar um onze titular só com dois portugueses e um par de jogadores claramente fora de posição: Ilori, que é central de raiz, actuou como lateral direito (havendo Thierry no banco), e Vietto voltou a ser encostado à linha, como hipotético ala esquerdo (que nunca foi enquanto esteve em campo, durante toda a primeira parte), posto em que o técnico belga insiste em colocá-lo apesar de o argentino já ter declarado que prefere alinhar como segundo avançado.

 

Com uma defesa improvisada (na lateral esquerda estava Conté, face às ausências de Borja e Acuña, enquanto o reforço Luís Neto rendia Coates, ainda em férias), sucederam-se os lapsos no sector mais recuado. De um deles resultou o golo inaugural dos belgas, logo aos 16'. Culpa dobrada de Conté: primeiro perde o confronto individual com o extremo, depois coloca-o em jogo quando os colegas avançam em bloco.

À frente as coisas não corriam melhor, com a equipa a depender do talento e do esforço de Raphinha e sobretudo de Bruno Fernandes. Num lance de articulação entre ambos resultou o golo do empate, após carga sobre o brasileiro que mereceu o castigo máximo. O capitão, chamado a converter já no período extra do primeiro tempo, meteu-a lá dentro. É o terceiro golo que aponta nesta pré-época.

 

Keizer soube detectar os pontos fracos da equipa. Ao intervalo, retirou os piores elementos em campo, o atarantado Vietto e um inútil Bas Dost, e mandou avançar Jovane e Luiz Phellype. A diferença notou-se de imediato: um ataque mais móvel, maior pressão sobre a construção ofensiva do Brugge e sobretudo preenchimento da ala esquerda, que permanecera desaguarnecida durante todo o primeiro tempo, o que sobrecarregou a tarefa de Conté (Vietto, está visto, detesta participar no processo defensivo).

Bastaram oito minutos: servido pelo inevitável Bruno Fernandes, Jovane marcou o nosso segundo. Um belo golo, misto de técnica e força, em que fez sentar um defesa adversário antes de desferir um potente remate com o seu pé direito. 

Infelizmente foi também o jovem caboverdiano a cometer o penálti de que resultaria o golo do empate do Brugge, aos 62'. Renan, ainda em campo, foi incapaz de travar a bola. Mas fez três enormes defesas: duas consecutivas aos 65', outra aos 71', pouco antes de ceder o lugar a Maximiano e Keizer ordenar uma catadupa de substituições. Sem o guarda-redes brasileiro, teríamos perdido 2-4 em vez de empatarmos 2-2. Voto nele como melhor em campo.

 

Para efeitos de atribuição de um troféu, houve marcação de grandes penalidades após o apito final. Aqui perdemos: só conseguimos converter três em seis - por Luiz Phellype, Plata e Jovane (que assim bisou). Falhanços consecutivos de Miguel Luís, Eduardo e Daniel Bragança (em estreia absoluta pela equipa principal).

Há que rever prioridades e processos, evitando a repetição dos mesmos erros - algo que analisarei noutro texto: este já vai demasiado longo. E há que começar a testar sem demora o onze titular para a mais que previsível ausência de Bruno Fernandes. Esta equipa leonina está tão dependente dele que sofrerá uma crise de orfandade no dia em que o nosso capitão rumar a outras paragens. Quanto mais cedo se perceber isto, melhor.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: três enormes defesas, duas das quais ao nível do solo - costumam ser as mais difíceis.

Menos: fez falta no final, para defender os penáltis da equipa belga.

Nota: 8

 

Ilori (26 anos).

Mais: impediu in extremis a bola de entrar, aos 65'.

Menos: foi lateral adaptado: torna-se evidente o seu desconforto nesta posição.

Nota: 5

 

Neto (31 anos).

Mais: com Coates ausente, transmite segurança no eixo da defesa: desarme impecável aos 39', travando investida adversária.

Menos: aliviou para zona de alto risco no lance do primeiro golo belga.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: acorreu a inúmeras dobras do desastrado Conté.

Menos: começa a enturmar-se com Neto, mas ainda não faz esquecer a excelente parceria com Coates.

Nota: 7

 

Conté (21 anos).

Mais: muito voluntarioso e esforçado, embora sem esconder a ansiedade.

Menos: revelou défice técnico e posicional: o golo inicial dos belgas nasce de uma perda de bola no seu flanco e abriu uma avenida aos 40', que culminou numa bola ao poste.

Nota: 3

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: boa disciplina táctica, ocupando a zona que lhe está destinada sem inventar nem improvisar.

Menos: algum receio de progredir com a bola dominada.

Nota: 6

 

Wendel (21 anos).

Mais: tentou pôr a boa técnica individual ao serviço da equipa, como se viu num bom passe para Bruno aos 74'.

Menos: demora a soltar a bola, ainda não recuperou a boa forma do final da época anterior.

Nota: 5

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: marcou o primeiro golo, aos 45'+2, de grande penalidade, e foi dele a assistência para o golo de Jovane. Um grande livre apontado aos 27'.

Menos: falhou mais passes do que nos tem habituado.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: carregado em falta após receber a bola de Bruno Fernandes, é deste lance que nasce a grande penalidade - e o nosso primeiro golo. Também participou na construção do segundo.

Menos: eclipsou-se na segunda parte, provavelmente por fadiga.

Nota: 6

 

Vietto (26 anos).

Mais: alguns apontamentos, demasiado esparsos, que denotam capacidade técnica do argentino que é apresentado como reforço do Sporting.

Menos: ainda não demonstrou capacidade de remate bem colocado. Nulo nas tarefas defensivas, o que dificultou a missão de Conté na ala esquerda.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: fez duas tabelinhas.

Menos: praticamente não se deu por ele, andou sempre escondido, parece desligado da equipa.

Nota: 2

 

Jovane (21 anos).

Mais: jogou a segunda parte, rendendo Vietto. Marcou um grande golo, aos 53', neutralizando as marcações. Nos penáltis finais, também não vacilou.

Menos: cometeu a falta que originou o penálti belga por estar pouco rotinado na manobra defensiva.

Nota: 7

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou o nosso jogo de área em comparação com Bas Dost, que rendeu na segunda parte. 

Menos: continua sem marcar, embora pudesse tê-lo feito aos 47' e aos 59'.

Nota: 5

 

Thierry (20 anos).

Mais: em campo desde o minuto 66', mostrou mais aptidão atacante do que Ilori.

Menos: demasiado retraído a defender, com deficiente abordagem em vários lances, o campeão europeu sub-19 tarda em mostrar na primeira equipa os dotes que o projectaram enquanto júnior.

Nota: 4

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: substituiu Idrissa aos 67', terminando o jogo com braçadeira de capitão: foi tacticamente disciplinado enquanto médio de contenção.

Menos: abordagem negligente do penálti, que falhou para efeitos de desempate após o apito final.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: rendeu Matheu aos 76', revelando personalidade e confiança no eixo da defesa.

Menos: ficou a sensação de que merecia ter jogado mais tempo.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 76', com a missão de reforçar o sector intermédio, tendo procurado cumprir este objectivo com desequilíbrios pontuais.

Menos: falhou penálti no fim.

Nota: 4

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 79', transmitiu confiança à equipa e defendeu um penálti na roleta que deu o troféu ao Brugge.

Menos: continua a revelar deficiências na reposição de bola.

Nota: 6

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe a responsabilidade de substituir Bruno Fernandes, aos 79', nesta estreia na equipa principal em que teve boas movimentações no centro do terreno.

Menos: chamado a converter um dos penáltis finais, mandou a bola ao poste.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: mexeu com o jogo ao substituir um extenuado Raphinha, aos 79'. Merece jogar mais.

Menos: demasiado individualista em certos lances.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: substituiu Conté aos 80', mostrando-se mais concentrado e acutilante do que Thierry do outro lado.

Menos: teve poucos minutos de jogo: merecia mais.

Nota: 5

 

João Silva (20 anos).

Mais: outra estreia: aparição fugaz, ao render Neto aos 80', merecendo nota positiva.

Menos: falhou um passe, mas sem comprometer a avaliação global.

Nota: 5

Hoje giro eu - Não há coincidências

Ontem, em Alcochete, a equipa de juniores do Sporting recebeu e venceu o Vitória de Setúbal, tradicionalmente uma equipa forte neste escalão, por 5-0 (4-0 ao intervalo), em mais uma partida do campeonato nacional da categoria. Pouco antes, no mesmo local, em jogo a contar para a Liga Revelação, a nossa equipa de sub-23 havia batido o mesmíssimo adversário por 3-2. 

 

Mais do que os resultados em si, percebeu-se a motivação dos miúdos, subitamente tomados por um novo suplemento de alma. Jogadores muito promissores e que têm estado apagados, como Diogo Brás (1 golo e duas assistências), Bernardo Sousa (2 golos, a juntar aos 3 da semana passada) ou os mais velhos Elves Baldé (hat-trick) e Daniel Bragança apareceram em grande nível.

 

Creio estarmos a assistir aos primeiros sinais daquilo que denominaria como Efeito Keizer. Muito se tem falado no decréscimo de qualidade da nossa Formação e vários são os sócios a ecoá-lo, inclusivé aqueles que nunca viram um jogo da Formação, os que conciliam tal opinião com um saudosismo mais ou menos disfarçado a Jorge Jesus e ainda alguns politiqueiros com interesse evidente em espalhar a teoria do caos, mas creio que erramos ao abordar o tema numa perspectiva "bottom-up", em detrimento de "top-down".

 

Se do ponto-de-vista físico e táctico parece evidente que ficamos a perder face ao Benfica, é também verdade que continuamos a produzir jogadores com muita criatividade e liberdade para criar. Nota-se que o jogador encarnado é geralmente mais desenvolvido muscularmente, que tem outra leitura do jogo, mas os nossos continuam a ser mais desequilibradores e imprevisíveis. São, essencialmente, duas escolas de Formação diferentes que, apesar disso, têm um número de títulos praticamente equivalente nas camadas jovens nos últimos 5 anos. 

 

O que eu penso ter acontecido nos últimos dois anos da Formação foi uma grande desmotivação. Havendo um fúnil demasiado apertado nos séniores e sabendo-se da pouca disponibilidade do treinador do nosso principal escalão em apostar em jovens, estes começaram a perder a fé em chegar lá acima. Viram o que aconteceu aos seus colegas hoje nos seus 22/23 anos, uma geração perdida de empréstimo em empréstimo, e perceberam que essa viria a ser a sua realidade brevemente, pois por muito que mostrassem tal nunca seria suficiente. A chegada de Marcel Keizer a Alvalade, técnico que não teve rebuço em reforçar a aposta que Peter Bosz, seu antecessor, tinha feito nas escolas do Ajax, tem tudo para ser o detonador de uma nova crença dos nossos jovens jogadores. Será por isso com renovada expectativa que Bragança, Elves, Brás ou "Benny" encararão o futuro próximo. Perspectivando oportunidades, certamente trabalharão mais e melhor. A vantagem de uma política desportiva alicerçada na Formação é essa e os nossos jovens jogadores saberão que a partir de agora, esforçando-se para isso, verão chegada a sua hora de provar ao mais alto nível. E os pais também terão isso em mente na hora de escolherem o clube que os seus filhos, ainda crianças ou adolescentes, irão representar. 

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Mais um OCNI que passa ao lado da FPF

Francisco Geraldes já tem substituto à altura na Academia de Alcochete. Ignoro se na predilecção pela leitura de romances de nobelizados, sei que não na área predilecta do meio-campo (o ‘sucessor’ costuma exercer a sua influência alguns metros mais atrás), mas não me restam dúvidas de que existe um novo OCNI na formação leonina.

 

Tal como Geraldes passou a adolescência com o estatuto de objectivamente craque não internacionalizável, somando três míseros jogos pelos sub-18 (e, segundo os dados da FPF, apenas mais cinco desde então, nos sub-20 e sub-21), agora é Daniel Bragança que escapa aos radares de quem decide as convocatórias das selecções jovens. Tanto assim que a última (de entre duas) internacionalização data de Fevereiro de 2017, ficando desde então dispensado de acompanhar aos treinos na Cidade do Futebol colegas de equipa como Luís Maximiano, Thierry Correia, Miguel Luís ou Elves Baldé.

 

A Daniel Bragança podem apontar falta de centímetros e de peso para ser o muro de betão que é estereótipo da posição seis. Mas tudo isso compensa com inteligência no posicionamento, rapidez nos movimentos e critério na execução. Sabe fazer da bola o que quer, construindo jogadas, ao lado de Miguel Luís, que levam a carta aos Garcias lá mais à frente. Embora não se coíba de aplicar o remate de longa distância, não raras vezes destinado a balançar as redes do guarda-redes adversário...

 

Que Daniel continue a ser um OCNI é problema da FPF. Mas que essa falha de ‘currículo’ não atrapalhe a sua legítima candidatura a integrar, mais tarde ou mais cedo, o plantel principal do Sporting.

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