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És a nossa Fé!

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Como é possível não ver que o João Pereira não tem pernas para mais? Como é possivel jogar tanto tempo com o Ruiz completamente estoirado? Como é possível jogar sem o Slimani? Como é possível jogar com tão pouca atitude? Como é possível jogar sem rematar à baliza? Como é possível ser eliminado por esta equipa tão fraca? Como é possível desperdiçar 14 milhões de euros? Assim custa! Não há paciência para tanto!»

João Galhardo, neste texto do Edmundo Gonçalves.

Balanço

Um golo russo marcado com o braço. Um golo impecável de Slimani anulado por motivo que ninguém conseguiu descortinar. Eu não consegui e nenhum dos comentadores que já escutei também não.

Foi quanto bastou para dizermos adeus aos 14 milhões de euros que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões.

Época após época, seja quem for o treinador ao serviço do nosso clube, a história repete-se. Começa a cansar esta evidência: não há um só jogo em que o Sporting deixe de ser lesado pelos apitadores de turno. Lá e cá.

Não me digas nada

Não me digas que foi o árbitro. Não me digas que foi um arco na atmosfera assinalado. Não me digas que foi a defesa. Não me digas que foram os cortes do Adrien e do Carrillo. Não me digas que foi a UEFA. Não me digas que foram as substituições. Não me digas que era merecido. Não me digas que foi injusto. Não quero saber. Hoje, aqui, agora, não quero. O Sporting perdeu um jogo que só tinha de ganhar, e isso é a minha dor de cabeça. Falamos amanhã.

Os nossos jogadores, um a um

vingança aconteceu. O Sporting venceu hoje o CSKA por 2-1 numa partida veloz, aberta e emotiva do primeiro ao último minuto. Pela primeira vez derrotámos uma equipa russa. E a vitória em Alvalade teria sido ainda maior se o árbitro não tivesse perdoado aos moscovitas uma clara grande penalidade cometida por um defesa russo ao desviar a bola com o braço na grande área.

Quarta vitória leonina consecutiva deste Sporting sob a batuta de Jorge Jesus - após batermos Roma no jogo de apresentação aos sócios, Benfica na Supertaça e Tondela na jornada inaugural do campeonato. Com um super-Carrillo a jogar melhor que nunca, Rui Patrício a defender um penálti e uma prometedora estreia do reforço italiano Aquilani num estádio vibrante, perante 40 mil espectadores.

Estamos a 90 minutos de garantir o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões que nos garantirá 14 milhões de euros. A decisão fica adiada para a segunda mão, em Moscovo. Com data marcada: 26 de Agosto.

O melhor em campo, para mim, voltou a ser Carrillo.

 

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RUI PATRÍCIO (8). Sólido. Voltou a ser um baluarte da equipa. O momento culminante da sua actuação aconteceu aos 27', quando defendeu uma grande penalidade. Voltou a negar o golo ao CSKA com uma excelente defesa aos 78'.

JOÃO PEREIRA (6). Esforçado. Evoluiu muito pelo seu flanco em apoio ao ataque do Sporting. Participou na construção do nosso primeiro golo. Mas deixou por vezes a descoberto a ala: o golo do CSKA, aos 40', nasce do corredor que ali abriu.

PAULO OLIVEIRA (6). Maduro. Titular da selecção nacional sub-21, parece muito mais experiente do que o seu bilhete de identidade indica. Voltou a fazer uma partida positiva. Mas falhou a dobra a João Pereira no lance do golo russo.

NALDO (6). Fiável. Coube-lhe levar o primeiro sinal de perigo à baliza russa, logo aos 9', nesta sua estreia numa partida da Liga dos Campeões. Concentrado e atento. Um corte impecável aos 36'.

JEFFERSON (5). Oscilante. Menos acutilante nos cruzamentos do que tem sido habitual. Logo aos 9' levou um sinal de perigo ao centrar muito bem para Naldo. Aos 26', cometeu uma grande penalidade que podia ter sido evitada.

ADRIEN (7). Batalhador. Coube-lhe trancar o caudal ofensivo russo e desempenhou com brio esta missão mesmo em situações de inferioridade numérica. Manteve a influência do costume nas recuperações de bolas e na distribuição de jogo.

JOÃO MÁRIO (6). Inconformado. Uns furos abaixo das exibições anteriores. Mas sempre esforçado na ligação defesa-ataque, sobretudo como transportador de bola. Saiu aos 76', muito desgastado.

CARRILLO (9). Virtuoso. Coube-lhe a melhor jogada do encontro com uma grande assistência de calcanhar para o golo da vitória, marcado por Slimani. Solto, com liberdade de movimentos, fez um passe longo para Bryan Ruiz que viria a gerar o nosso primeiro golo. Excelente recuperação de bola aos 49'. O melhor em campo.

BRYAN RUIZ (7). Esforçado. Foi dele a assistência para o golo inaugural do Sporting, aos 12'. Voltou a revelar excelentes pormenores técnicos flectindo da ala esquerda para a faixa central. Quebrou fisicamente na segunda parte. Saiu aos 65'.

TEO GUTIÉRREZ (7). Acutilante. Marcou na Supertaça, voltou a marcar hoje. Fez o jogo mais dinâmico desde que chegou ao Sporting, com acelerações constantes na grande área até se render ao cansaço. Ainda não aguenta 90'. Saiu aos 76'.

SLIMANI (8). Influente. Marcou o golo do triunfo leonino, aos 82', e participou na jogada do golo inicial com um bom toque de calcanhar, logo aos 12'. Ainda autor de um grande cabeceamento, na sequência de um canto, aos 43'. Tem lugar garantido no onze titular.

AQUILANI (7). Estreante. Jorge Jesus lançou-o aos 65' em estreia absoluta no Sporting, substituindo Bryan Ruiz, e o italiano correspondeu muito bem ao descobrir linhas de passe e colocar bolas à distância com visão panorâmica do campo. Confirma-se: é mesmo reforço.

CARLOS MANÉ (6). Veloz. Entrou aos 76', para o lugar de João Mário, e soube dar maior frescura e acutilância à dinâmica ofensiva do Sporting, no eixo e nas alas, embora desta vez sem deslumbrar.

GELSON MARTINS (7). Irrequieto. Substituiu Teo Gutiérrez aos 76' e no minuto seguinte quase marcou, forçando o guarda-redes do CSKA a uma defesa incompleta, seguida de recarga de Carrillo em fora-de-jogo. Não foi talismã, como já aconteceu, mas andou lá perto.

A vingança

Não pensamos noutra coisa senão na vitória, mais logo, frente ao CSKA - actual líder do campeonato russo. As motivações são muitas - desde logo os 14 milhões de euros que o Sporting embolsará caso progrida para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

Mas para muitos adeptos, entre os quais me incluo, não há motivação maior do que vingar a final da Taça UEFA perdida em casa, frente à mesma equipa, em 18 de Maio de 2005. Tão simples como isto, tão claro como isto, tão urgente como isto.

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